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      <title>IV - A vida cristã - Pag. 315 e seguintes -TODO O CAPÍTULO - Introdução ao estudo de Santo Agostinho. Étienne Gilson   by Vera Braga</title>
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      <description></description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2024-02-12 16:52:11 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>vabraga</author>
         <link>https://padlet.com/vabraga/zxj3n8g6eeihatl6/wish/2881221619</link>
         <description><![CDATA[<ol><li><p>IV. A VIDA CRISTÃ</p></li></ol><p>Uma vez que tenha entrado na alma, a caridade divina, como é da essência do amor, revela-se indefinidamente e incansavelmente fecunda; exteriorizando-se numa vida da qual ela é a fonte secreta, ela se realiza em uma multiplicidade de ações particulares. Cada uma dessas ações, enfim, é uma certa atitude adotada pelo homem com relação a objetos e seres. Descrever a vida cristã, portanto, é mostrar qual é, em relação às coisas, a atitude de uma alma onde reina como mestre o amor a Deus.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-02-12 16:55:30 UTC</pubDate>
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         <title>§1. O homem cristão</title>
         <author>vabraga</author>
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         <description><![CDATA[<p>O homem cristão. </p><p>Quando se reduzem às formas mais simples as diversas </p><p>maneiras pelas quais os homens se comportam em relação às coisas, encontram-se finalmente apenas duas: fruí-las ou usá-las. Fruir é fixar sua vontade numa coisa por amor a essa coisa. Usar é servir-se de uma coisa como um meio para obter outra.* Portanto, frui-se, do que se considera como um fim; usa-se o que se considera apenas como um meio.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-02-12 17:03:21 UTC</pubDate>
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         <title>§2. </title>
         <author>vabraga</author>
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         <description><![CDATA[<p>A essa distinção entre a natureza dos atos humanos </p><p>necessariamente corresponde uma distinção entre seus objetos. Se nas fruímos de fins e como os fins subordinam-se uns aos outros até que todos sejam tidos sob um único, que é o último, há apenas, em última análise, um só e único objeto que seja verdadeiramente fim: aquele que constitui para nós o fim último, a beatitude.</p><p>Ao contrário, todos os outros objetos subordinam-se a ele como meios a seu fim. Fruir da Beatitude e usar todo o resto com vistas a obtê-la: tal é a regra primeira da vida cristã. Todos os nossos erros estão em queremos fruir daquilo que se deveria querer usar. Mas nós já sabemos o que é essa Beatitude, ou fim último: é o soberano bem, ou seja, isso que nada se pode conceber de melhor, portanto Deus. Assim, a regra a que acabamos de chegar pode se resumir numa fórmula ainda mais precisa: solo Deo fruendum]" deve-se fruir somente de Deus e simplesmente usar o resto com o intuito de fruir de Deus.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-02-12 17:07:14 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title> §3. </title>
         <author>vabraga</author>
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         <description><![CDATA[<p>Não obstante, para poder aplicar esse princípio aos </p><p>problemas que o detalhe da vida moral coloca, é preciso que o homem saiba estimar as coisas em seu justo valor e conformar sua vonta­de a essa justa estimativa. Amar o que não se deve amar, não amar o que se deve amar, amar desigualmente o que se deve amar igualmente ou amar igualmente o que se deve amar desigualmente, eis o mal. O bem, lembremo-nos, é amar as coisas com um amor que se conforma à ordem: <em>ille autem juste es sancte vivit qui ordinatam&nbsp; dilectionem&nbsp; habetd&nbsp;(Luzia:  "Mas aquele que vive justamente é santo, quem tem amor ordenado".).</em>Ora,&nbsp; o&nbsp; mal&nbsp; moral,&nbsp; considerado na disposição da vontade que o determina, é o vício; o bem mo­ral, ou boa disposição da vontade, é a virtude. Segue-se disso a definição lapidar de santo Agostinho: <em>ordo est amoris.("A ordem é do amor".) A </em>virtu­de é a submissão do amor à ordem. A hierarquia dos fins permite determinar à qual ordem a vontade deve se sujeitar./</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-02-12 17:10:21 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>§4. p. 317 </title>
         <author>vabraga</author>
         <link>https://padlet.com/vabraga/zxj3n8g6eeihatl6/wish/2881251940</link>
         <description><![CDATA[<p>No mais baixo grau da escala dos fins encontram-se os bens exteriores e materiais: alimentos, vestimentas, ouro e dinheiro. To­mados em si mesmos são bens verdadeiros. Dado que foram criados. Deus os quis num lugar determinado no universo. Não se pode, portanto, considerá-los como maus sem cair no erro dos maniqueus. O que é mau não é usá-los, mas deles fruir esquecendo, assim, a palavra d’Aquele que disse: é a mim que o ouro e o dinheiro pertencem. Ao contrário, é bom usar essas coisas tendo em vista fins espirituais e subordiná-las completamente a Deus.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-02-12 17:20:16 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>§5. pág. 317 e 18 </title>
         <author>vabraga</author>
         <link>https://padlet.com/vabraga/zxj3n8g6eeihatl6/wish/2881260436</link>
         <description><![CDATA[<p>Acima desses bens secundários, encontramos nosso </p><p>próximo, isto é, os outros homens. Como são criaturas de Deus, eles também são bens e, por consequência, podem servir como fins à nossa vontade. Todavia, deve-se observar que aqui também há uma ordem. Se dispuséssemos de um excedente de riquezas para distribuir, sem perceber qualquer razão para dar mais a um do que a outro, nós tiraríamos a sorte para saber a quem dar. Ora, esse sorteio foi feito conosco pela natureza, tal como Deus a </p><p>estabeleceu. Nossos pais, a princípio nossos ascendentes mais próximos, são designados para serem os primeiros beneficiários de nossa caridade.^ Depois deles vêm os amigos, seguidos pelos desconhecidos e pelos indiferentes, segundo a ordem que as circunstâncias e o </p><p>desenvolvimento de suas necessidades nos indicarem. Mas como se­ ria necessário amarmos ao próximo? A Escritura, ela mesma, res­ ponde: <em>diliges proximum tuum tanquam teipsum.(Luzia: Amarás o teu próximo como a ti mesmo".). </em>Desse modo, é necessário saber como se deve amar a si mesmo para deduzir como se deve amar ao outro.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-02-12 17:27:44 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>§6. Pág. 318. </title>
         <author>vabraga</author>
         <link>https://padlet.com/vabraga/zxj3n8g6eeihatl6/wish/2881262618</link>
         <description><![CDATA[<p>Aparentemente simples, na realidade esse novo problema é duplo, pois o homem é duplo: alma e corpo. O corpo do </p><p>homem é um bem, e, certamente, para cada um tomado em particular, é um grande bem. A propósito, é fato que todo homem ama seu corpo e que, conforme a palavra da Escritura, ninguém odeia sua própria carne (Ef./5,29). Segue-se disso que esse amor é legítimo, mas como o corpo não é o que há de melhor no homem, não é o corpo que nosso amor por nós mesmos deverá preferir se ele quiser ser um amor ordenado. O homem é algo grande: <em>magna enim quaedam res est homo. </em>Mas a que se refere essa grandeza? A Deus tê-lo feito a sua imagem e semelhança. Ora, sabemos que Deus não é um corpo. Se o homem é, portan­ to, a imagem de Deus, não pode ser por seu corpo, mas somente por seu pensamento e por sua alma. Logo, tendo em vista sua alma, cada um deve amar seu corpo; ou, em outros termos, só devemos usar os bens exteriores com vistas a nosso corpo, e usar nosso corpo com vistas a nossa alma. Mas quanto a essa alma, deve-se usá-la ou fruí-la?</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-02-12 17:29:31 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>§7. Pag. 316 e 317</title>
         <author>vabraga</author>
         <link>https://padlet.com/vabraga/zxj3n8g6eeihatl6/wish/2881265240</link>
         <description><![CDATA[<p>Deve-se apenas usá-la (VB usar e não fruir). Por melhor e mais elevada que nossa alma seja em si mesma, ela não é o bem soberano, mas somente um bem finito e limitado. Não sendo o soberano bem, não poderia ser para nós o fim derradeiro, em direção ao qual todos os nossos desejos devem se ordenar. Por outro lado, já que não há nada entre a alma e Deus, o homem que usa seu corpo tendo em vista sua alma, deve usar sua alma com vistas a fruir de Deus. Ademais, este é o ensinamento que a Escritura nos dá: tu amarás o Senhor teu Deus com todo teu coração, com toda tua alma e com todo teu pensamento - <em>tota mente - </em>ou seja, sem que absolutamente nada permaneça em ti como um fim e que tu tenhas direito de reservá-lo para dele fruir. O homem, e isso é o que faz sua grandeza, é uma coisa que deve ser colocada integralmente a serviço de Deus./ </p>]]></description>
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         <pubDate>2024-02-12 17:31:53 UTC</pubDate>
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         <title>§8. Pág. 319 </title>
         <author>vabraga</author>
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         <description><![CDATA[<p>Se voltarmos agora ao problema do amor ao próximo,  constatamos que ele está, de fato, resolvido. O homem deve amar seu corpo para sua alma e sua alma para Deus. Se devemos, portanto, amar ao nosso próximo como a nós mesmos, só devemos amar nele seu corpo tendo em vista sua alma, e sua alma tendo em vista Deus. Agostinho chega aqui à ideia de uma vida moral e de uma vida social constituídas sob uma mesma e única base: o homem virtuoso usa tudo, e isso inclui a si mesmo, tendo em vista Deus, e ele quer um universo em que, como nele, todos os seres só usem de si mesmos tendo em vista Deus./ </p>]]></description>
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         <pubDate>2024-02-12 17:32:48 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>§9. Pág. 319 </title>
         <author>vabraga</author>
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         <description><![CDATA[<p>Chegando a este grau de virtude, em que a vontade ordena cada fim segundo seu valor exato e o ama conforme o que ele (o valor) merece, o homem leva uma vida moral tão perfeita quanto possível. Não é de se espantar que se aprenda que sua vida seja toda feita de caridade e liberdade. Aquele que ama Deus em todas as coisas e todas as coisas em Deus, manifestamente participa dessa vida divina que somente a <strong>graça </strong>confere ao homem, mas, ao mes­mo tempo, como a <strong>graça</strong> <strong>desvincula o livre-arbítrio do corpo para vinculá-lo (VB o livre-arbítrio) a seu fim derradeiro</strong>, quem usa todas as coisas tendo <strong>em vista Deus frui, por isso mesmo, a perfeita liberdade</strong>. O que atingimos aqui, para além de definição técnica e abstrata da liberdade cristã, é o que se poderia chamar de espírito. Sabemos que há uma Lei, prescrita e mantida por Deus;" o homem, portanto, deve segui-la (VB: segui-la, seguir a Lei)  e, uma vez que ele (VB ele, o homem)  é apenas uma criatura finita nas mãos de seu Criador, ele (VB o homem)  não poderia escapar disso de nenhum modo. Não obstante, é verdade que a essa lei, à qual ele deve se submeter, <strong>o homem tem duas maneiras muito diferentes de se submeter: </strong>ou por temor dos castigos que a sancionam (VB sancionam a Lei) , ou por amor a Deus, que a ordena. Quem se revolta contra a lei, sob risco de ser submetido a ela (VB a lei)  mais tarde pelo castigo, ou que a ela se submete desde o presente, mas somente por medo das penas por vir, obedece como um escravo; seu livre-arbítrio continua intacto, mas ele se submete à lei de Deus como constrangimento e servidão. Quando, ao contrário, vem a graça e com ela a caridade, a lei não é mais suportada, mas abraçada e querida pelo amor de Deus. Então o espírito de servidão dá lugar ao espírito de liberdade. Certamente, mesmo quando o espírito de liberdade anima o homem, este permanece conduzido, mas corre de si mesmo quando Deus o conduz: <strong><mark>ducimini, sed currite et vos (GPT</mark></strong>"ducimini, sed currite et vos" pode ser traduzido para o português como "sigam-me, mas corram também vocês".<strong> </strong>; Deus o conduz, mas ele não se deixa arrastar, ele segue: <em><mark>ducimini, sed sequimini</mark></em>. Ele continua uma pedra no edifício divino, mas essa pedra vivente não se deixa ser erguida como uma massa inerte e passivamente colocada no lugar pelo arquiteto, ela, por assim dizer, alinha-se no lugar que ela sabe lhe estar destinado: <em><mark>lapides vivi.</mark> </em>Assim, também o medo desaparece com a servidão; a vontade abraça alegremente esse Fim, cuja aceitação a libera de todo o resto; fruindo apenas dele, só se submete a ele; usando tudo o que não é ele, dominando tudo isso, quer dizer, sua alma, seu corpo, as outras almas, os outros corpos, as riquezas e os bens materiais de todo tipo que a ele se subordinam.</p><p>O cristão que vive assim a vida da graça é, então, mestre de todas as coisas e, porque sabe reportá-las ao único fim delas, frui em paz a liberdade dos filhos de Deus./</p><p>&nbsp;</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-02-12 17:41:59 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>§10. Pág. 320-321</title>
         <author>vabraga</author>
         <link>https://padlet.com/vabraga/zxj3n8g6eeihatl6/wish/2881279625</link>
         <description><![CDATA[<p>No mais, não se acredita que a aquisição da virtude e da liberdade cristã se realize num instante. De início, é necessário um esforço da vontade, porque ninguém nasce para a vida cristã a não ser que o queira. Essa vida pode ser considerada como uma série de progressos e retrocessos, todos relativos à nossa vontade: quando ela (VB a nossa vontade)  se volta das coisas para Deus, ela progride; quando se desvia de Deus e volta-se para as coisas, regride.'' Mas esses ­ movimentos, pelos quais a vida cristã não cessa de crescer ou decrescer em nossa alma, dependem, por sua vez, da <strong>graça</strong>, uma vez que a <strong>concupiscência (VB p. 307 § 15 item 3. A graça e a liberdade diz que a concupiscência lhe traz mais deleite e, como a deleitação é tão somente o movimento mesmo da vontade para seu objeto, o homem em que a paixão domina prefere inevitavelmente o pecado à graça. Nesse sentido, é rigorosamente verdadeiro dizer que nós sempre faremos necessariamente o que nos deleitar mais [...] Mas seria um erro crer que a deleitação prevalente abolisse o livre-arbítrio, de que ela é apenas a manifestação. A deleitação do pecado que tenta não é algo que se acrescenta à minha vontade para arrebatá-la    para baixo, é a espontaneidade mesma do meu pensamento no movimento que a arrebata ao mal; a deleitação do bem que a graça substitui pela primeira não é, pois tampouco uma força que, de dentro, a violenta, mas o movimento espontâneo da vontade mudada e liberta, que então tende toda para Deus; o homem é verdadeiramente livre quando age de sorte que o objeto de sua deleitação seja precisamente a liberdade. Fim do § 15 da p. 308, item 3. A graça e a liberdade.)</strong> só diminui no homem na medida em que a carida­de cresce.' A liberação final, se ela dever ocorrer, será somente o coroamento de uma vitória adquirida por um combate tão longo quanto a vida e que esta mesma vida conhece./</p><p>&nbsp;</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-02-12 17:43:38 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>§11.  Pág. 321 Para Estudinho de 01 03 2024</title>
         <author>vabraga</author>
         <link>https://padlet.com/vabraga/zxj3n8g6eeihatl6/wish/2881283138</link>
         <description><![CDATA[<p>Com efeito, a vida cristã forma um estado essencialmente transitório, por natureza diferente do que era a vida humana antes da Lei ou sob a Lei, daquele no qual ela estará na glória ou na miséria eternas. Antes da Lei, como vimos, o homem segue a <strong>concupiscência</strong> sem sequer saber que vive no pecado. Sob a Lei, o pecado permanece, posto que o homem vive sem a graça libertadora, e também sua culpabilidade aumenta, dado que ela se agrava em <strong>prevaricação</strong> ao se violar uma lei que não existia antes. Esses estados, que se sucederam na história da humanida­de, sucedem-se ainda hoje no homem.'® Como outrora os judeus,  aquele que conhece a Lei e não vive na graça, sabe que não é necessário pecar; talvez ele queira mesmo não pecar, mas não pode: <em><mark>etiamsi noli peccare, vincitur a </mark></em><mark>peccato. (</mark>Mesmo que não queira pecar, é derrotado pelo pecado.) O combate que ele trava termina infalivelmente com uma derrota. Como no segundo estado, aquele do homem que já vive na graça é uma luta, uma ação, mas em que o lutador não está condenado à derrota. Se ele crê plenamente em seu libertador e não se atribui qualquer mérito próprio, o homem pode vencer a deleitação da concupiscência quando ela o arrasta para o mal. <strong>Seguem-se daí as características distintivas desse terceiro estado que constitui propriamente a vida cristã.</strong></p>]]></description>
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         <pubDate>2024-02-12 17:46:11 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>§12 Pág. 322 e 323 Para Estudinho do dia 04 03 2024 </title>
         <author>vabraga</author>
         <link>https://padlet.com/vabraga/zxj3n8g6eeihatl6/wish/2881284858</link>
         <description><![CDATA[<p>O efeito da graça divina não é o de suprimir a concupiscência. Tanto antes como depois, a concupiscência sempre está presente e nos solicita. Embora não nos seja mais solicitada para pecar, ela continua presente e ativa, como um adversário com o qual sempre é necessário lutar e ao qual é um pecado sucum­bir.^® Todavia, uma diferença capital separa o reino da Lei do da graça: a concupiscência em nós está mitigada, mas não esta­mos mais entregues a ela sem socorro. Eis por que a vida cristã é um combate perpétuo, que não conhece paz verdadeira, mas que a prepara. Para ultrapassar esse estado, em que a caridade divina repele mais ou menos vitoriosamente a concupiscência sem destruí-la, é necessário ultrapassar os limites da própria vida. Enquanto estamos neste corpo manchado, nossa alma pode certamente obedecer a Deus, mas nossa carne permanece sob a lei do pecado. Somente depois da ressurreição, e numa outra vida, quando o corpo glorificado estiver perfeitamente submetido à alma, uma paz perfeita reinará no homem, graças à perfeição da caridade.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-02-12 17:47:46 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>§13. P. 323 </title>
         <author>vabraga</author>
         <link>https://padlet.com/vabraga/zxj3n8g6eeihatl6/wish/2881286883</link>
         <description><![CDATA[<p>Assim como a vida do corpo, a vida cristã tem suas idades diferentes, que correspondem às do corpo. Primeiro, considere­mos o homem puramente natural, tal como no tempo de seu nascimento: a primeira idade de sua vida, totalmente ocupada com desvelos do corpo e particularmente com a alimentação, será mais tarde completamente esquecida por ele. Em seguida vem a infância, quando a memória começa a despertar; depois chega a adolescência, em que o homem se torna capaz de se re­produzir e de ser pai; à adolescência sucede-se a juventude, a idade em que se iniciam as obrigações públicas; a partir de então, a imposição das leis começa a pesar duramente e a interdição do pecado, ativando de algum modo o <em>elan</em> da paixão, redobra o pecado; pois esse não é simplesmente o mal que é cometido, mas o mal proibido. Depois da época problemática da juventude, o adulto conhece, enfim, um período de relativa paz, ao qual sucede a velhice, na qual as doenças e uma fraqueza crescente conduzem pro­gressivamente à morte. Tal é a vida do homem que vive do corpo e se apega às coisas temporais. É a vida do homem velho <em>(vetits homo), </em>do homem exterior, terrestre. Embora ela não seja a mais profunda vida humana, ela tem seu gênero de beleza. É necessário, portanto, que ela se submeta a uma certa ordem, se quisermos que os homens que a vivem alcancem o gênero de felicidade que os reis, os príncipes ou as leis bem feitas podem assegurar a nossas cidades: é somente por esse preço, mesmo na ordem da vida pura­mente terrestre, que é possível haver <strong>povos bem organizados.</strong></p><p>&nbsp;</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-02-12 17:49:26 UTC</pubDate>
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         <title>§14. Pág. 324 e 325 </title>
         <author>vabraga</author>
         <link>https://padlet.com/vabraga/zxj3n8g6eeihatl6/wish/2881291537</link>
         <description><![CDATA[<p>Muitos homens se detêm a essa vida que acabamos de </p><p>descrever e entre eles há apenas o homem terrestre, exterior, em pou­cas palavras, o homem velho. Alguns conduzem sua vida terres­tre na desordem, outros  a passam na ordem; enfim, há certos homens que vão além do que exigiria uma justiça puramente ser­vil, sabem abraçar a lei por amor à lei; mas, todos eles, desde o dia de seu nascimento até o de sua morte, estão igualmente encerra­dos no interior dessa vida terrestre. Ao contrário, com outros ho­mens, embora tenham necessariamente começado do mesmo modo ao levar uma vida terrestre e comum, produz-se como que um segundo nascimento. A partir do momento em que recebem a graça, eles renascem de alguma maneira de dentro; uma vida nova se desenvolve neles que, crescendo progressivamente, elimina pouco a pouco a vida terrestre e a substitui até que, após a morte, finda substituindo-a completamente. Esse segundo homem é <sub>O</sub> homem novo <em>(novus homo), </em>homem interior e celeste, cujas idades se distinguem não por anos, mas pelo progresso espiritual que ele realiza. No curso da primeira idade, ele se amamenta dos exemplos que a narração das Escrituras contém e com isso se nu­tre. Depois, como a criança esquece sua primeira idade, esse homem novo que se desenvolve eleva-se acima da autoridade humana; ele a esquece e se esforça para alcançar a lei suprema apoiando-se em sua razão. A terceira idade espiritual, que corresponde à adolescência, é aquela em que a alma, fecundada pelo pensamen­to, e o apetite carnal, pela razão, arredam-se por amor às leis de uma vida direita; se eles não pecam, não é por medo, pois eles não sentem qualquer inclinação para o pecado. A quarta idade é a da juventude, em que o homem interior, completamente formado, pode sofrer e resistir vitoriosamente a todos os assaltos desse mundo. Vem, então, a idade adulta, com sua paz e sua tranquilidade, cheia de tesouros do reino da sabedoria. A sexta idade é aquela do esquecimento completo da vida temporal e da passagem, pela morte do corpo, à vida eterna. A sétima, enfim, é a vida eterna, em que não há mais épocas nem idades, mas que constitui o fim estável e permanente do homem espiritual, como a morte do cor­po é o fim do homem terrestre. Nascido do pecado, o homem velho finda pela morte; nascido da graça, o homem novo volta à vida.^^ De toda maneira, é evidente que o homem pode levar, de uma extremidade à outra, a primeira dessas duas vidas sem a se­gunda, mas não a segunda sem a primeira. Do mesmo modo, enfim, como teremos ocasião de manifestar plenamente a seguir, o gênero humano todo, cuja vida pode ser considerada como a de um único homem, desde Adão até o fim do mundo, distribui- se em dois gêneros: a multidão dos ímpios, que levam a vida do homem terrestre desde a criação até o fim dos tempos, e o povo dos homens espirituais, nascidos da graça, chamados para viver na cidade de Deus para toda a eternidade. <strong>Fim do cap. p. 324.</strong> </p><p>&nbsp;</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-02-12 17:53:31 UTC</pubDate>
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         <title>ASDasdsa</title>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2024-02-27 17:34:15 UTC</pubDate>
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