<?xml version="1.0"?>
<rss version="2.0">
   <channel>
      <title>Portfólio Relações Étnico-Raciais e Psicologia by Tathiana Craco</title>
      <link>https://padlet.com/tathifcraco/zwq04059yjjexslt</link>
      <description>Tathiana Facin Craco (00303356)</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2022-02-02 00:37:56 UTC</pubDate>
      <lastBuildDate>2025-10-30 14:50:49 UTC</lastBuildDate>
      <webMaster>hello@padlet.com</webMaster>
      <image>
         <url></url>
      </image>
      <item>
         <title>Apresentação</title>
         <author>tathifcraco</author>
         <link>https://padlet.com/tathifcraco/zwq04059yjjexslt/wish/2024484462</link>
         <description><![CDATA[<div>Pensei em começar a construção desse portfólio me apresentando, então, meu nome é Tathiana Facin Craco, tenho 21 anos e estou cursando o 2º semestre de psicologia na UFRGS. Sou natural de Porto Alegre e me considero uma mulher cisgênero e branca. Sou filha única de pais que vieram muito cedo para a “cidade grande” em busca de uma vida melhor. Meu pai nasceu no interior do estado, na cidade de Veranópolis, e minha mãe é catarinense, tendo nascido em São Miguel do Oeste. Quanto às origens da minha família, para além do fato de eu ter descendência italiana, pouco sei. A verdade é que, até esse momento, essa nunca foi uma questão tratada no meu ambiente familiar e meus pais sempre foram muito discretos ao tratar sobre seus pais e avós.&nbsp;<br>Falando um pouco sobre mim, gostei da dinâmica da primeira aula de comentar aspectos que, em geral, não contamos sobre nós mesmos, então, vou citar algumas características aleatórias sobre mim:<br>- Não consigo ficar mais de dois meses com o mesmo cabelo;<br>- Sou vegetariana;<br>- Sou apaixonada por velas perfumadas;<br>- Não gosto de banana;<br>- Minha forma preferida de demonstrar carinho é cozinhando para a pessoa.</div>]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads.storage.googleapis.com/1563518185/0efb22811b21d7f74f40c17a74c4405f/WhatsApp_Image_2022_02_01_at_21_41_08.jpeg" />
         <pubDate>2022-02-02 00:42:06 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/tathifcraco/zwq04059yjjexslt/wish/2024484462</guid>
      </item>
      <item>
         <title> Moïse</title>
         <author>tathifcraco</author>
         <link>https://padlet.com/tathifcraco/zwq04059yjjexslt/wish/2024486701</link>
         <description><![CDATA[<div>Como não pude acompanhar a aula de forma síncrona, concidentemente (e infelizmente), fui escutá-la no mesmo dia em que viralizou a notícia de que um jovem refugiado congolês, chamado Moïse Mugenyu Kabagambe, foi brutalmente assassinado por 5 homens, no local em que trabalhava como atendente, pelo simples fato de ter ido cobrar o pagamento de seu salário atrasado. A aula, por si só, é uma fonte de ebulição de pensamentos e reflexões, mas, no dia de hoje, me encontro atônita, com raiva e me perguntando como ainda é possível existir situações em que certas pessoas se colocam em uma posição de superioridade em relação a outras. Moïses, assim como tantos outros, é vítima de uma sociedade alicerçada no racismo e na xenofobia e esse acontecimento é só mais um capítulo de um sistema que é desenhado para funcionar exatamente assim. Feito para a produção da possibilidade de considerar determinados corpos como mera mercadoria ou objeto que servem para o desenvolvimento da civilização branca, porque não é possível dissociar o racismo do capitalismo. O capitalismo não está relacionado a progresso e a desenvolvimento, uma vez que ele não poderia ter acontecido da forma como se deu sem a violência colonial, ou seja, o sistema capitalista e, consequentemente, a modernidade, não é a superação da violência colonial, essas duas coisas se coproduzem.&nbsp;</div>]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads.storage.googleapis.com/1563518185/0095272b2408ad14a019755540049ec0/WhatsApp_Image_2022_02_01_at_21_34_33.jpeg" />
         <pubDate>2022-02-02 00:44:54 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/tathifcraco/zwq04059yjjexslt/wish/2024486701</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Blackfishing</title>
         <author>tathifcraco</author>
         <link>https://padlet.com/tathifcraco/zwq04059yjjexslt/wish/2029364638</link>
         <description><![CDATA[<div>Durante a aula do dia de hoje, em dado momento, o professor Adolfo mencionou como pessoas, de alguma maneira, utilizam elementos físicos e culturais para identificar ou serem identificados por determinados grupos. A partir disso, embora não fosse o assunto que estava sendo discutido, fiquei pensando sobre a prática de Blackfishing, ou seja, o processo pelo qual pessoas brancas adotam características que se assemelham a características negras, que elas não possuem naturalmente, para se beneficiar delas. Entendo ser extremamente importante tratar sobre essa temática, porque ela cria um paradoxo perigoso ao celebrar a beleza e a estética negras, mas apenas quando destacadas pelos brancos. Pessoas negras sempre tiveram características como cabelos crespos, lábios grandes e pele escura, mas foram ridicularizados e discriminados, historicamente, por eles por causa dos padrões de beleza eurocêntricos. No entanto, os brancos têm a liberdade de decidir quando, e se, essas características podem se tornar tendência e passam a adotá-las apesar de um histórico de ridicularizar as mesmas em pessoas negras. Para a jornalista Wanna Thopmson, responsável por primeiro denunciar a prática, “em vez de valorizar a cultura como espectador, há a necessidade de possuí-la, de participar dela sem querer a experiência plena da negritude e da discriminação sistêmica que vem com ela”, ou seja, as pessoas que fazem blackfishing se sentem com o direito de usufruir da cultura negra e a usam pra obter ganhos sociais e monetários. Pode-se dizer, portanto, que o Blackfishing, cada vez mais presente no universo de influencers e famosos, como na família Kardashian, para além de ser uma nova forma de colonialismo cultural, não deixa de ser uma manifestação do racismo que apaga as narrativas de pessoas negras.<br><br></div>]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads.storage.googleapis.com/1563518185/e11dc5368ee91ee3b5ee96039d97ec47/WhatsApp_Image_2022_02_04_at_09_50_16.jpeg" />
         <pubDate>2022-02-04 12:51:23 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/tathifcraco/zwq04059yjjexslt/wish/2029364638</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Branquitude</title>
         <author>tathifcraco</author>
         <link>https://padlet.com/tathifcraco/zwq04059yjjexslt/wish/2038100051</link>
         <description><![CDATA[<div>“Quando você percebeu que era branca?”.</div><div>Foi essa a pergunta que Ana Paula Xongani fez para Lili Schwarcz, no vídeo sobre branquitude no seu canal e sobre isso, preciso dizer que, como mulher branca, por muito tempo, não me enxerguei como um corpo racializado. Posso dizer que, durante minha infância e início da adolescência, não tive contato consciente e reflexivo com as questões étnico-raciais e foi somente no meu ensino médio que passei a entender o que significa branquitude e como isso impactava a minha vida, o que se deu a partir da minha inserção no movimento feminista. Acredito que, assim como muitas mulheres, adentrei no feminismo com uma visão muito superficial do movimento, sem entender, de fato, tudo o que ele significava e, em especial, sem uma visão do que hoje sei que é a interseccionalidade. No entanto, foi a partir do meu contato com as críticas ao feminismo branco que percebi que o racismo não é apenas alguma coisa que coloca pessoas negras em desvantagem, mas sim uma forma de manutenção de privilégio dos brancos. Sobre esse assunto, a leitura do texto “Branqueamento e branquitude no Brasil”, de Maria Aparecida Silva Bento, colocou em palavras muitos dos sentimentos que eu tinha e não sabia descrever, no sentido de que, nas palavras dela, “evitar focalizar o branco na situação das desigualdades raciais é evitar discutir as diferentes dimensões do privilégio”.</div>]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2022-02-09 15:03:19 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/tathifcraco/zwq04059yjjexslt/wish/2038100051</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Racismo na Ucrânia</title>
         <author>tathifcraco</author>
         <link>https://padlet.com/tathifcraco/zwq04059yjjexslt/wish/2074485184</link>
         <description><![CDATA[<div>1. CBS News: “Isto não é o Iraque ou o Afeganistão… Esta é uma cidade relativamente civilizada, relativamente europeia”, diz o correspondente estrangeiro da CBS, Charlie D’Agata;<br><br></div><div>2. BBC: “É muito emocionante para mim porque vejo pessoas europeias de olhos azuis e cabelos loiros sendo mortas”, diz Procurador-Geral Adjunto da Ucrânia, David Sakvarelidze;<br><br></div><div>3. Al-Jazeera: “O que é interessante é olhar para eles, a maneira como estão vestidos. São pessoas prósperas, de classe média. Não são obviamente refugiados tentando fugir do Oriente Médio… ou do norte da África. Eles parecem como qualquer família europeia que mora na casa ao lado.”;<br><br></div><div>4. TV BFM (França): “Estamos no século 21, estamos em uma cidade europeia e temos disparos de mísseis de cruzeiro como se estivéssemos no Iraque ou no Afeganistão, você pode imaginar!?”;<br><br></div><div>5. The Daily Telegraph: “Desta vez, a guerra está errada porque as pessoas se parecem conosco e têm contas no Instagram e Netflix. Não está mais em um país pobre e remoto”, escreve Daniel Hannan;<br><br></div><div>6. ITV (Reino Unido): “O impensável aconteceu… Esta não é uma nação do terceiro mundo, ou em desenvolvimento. Aqui é a Europa!”.<br><br></div><div>Essas foram algumas declarações dadas por jornalistas da TV ocidental após o início da Guerra na Ucrânia e são emblemáticas por representarem o racismo que vêm ocorrendo desde o começo das invasões russas. Nas redes sociais, multiplicam-se testemunhos de maus-tratos perpetrados por agentes de segurança ucranianos, impedindo africanos de embarcarem em trens ou ônibus em direção às fronteiras do país. Os tuítes de "Nze", nigeriano radicado em Kiev, também viralizaram na internet nos últimos dias. O jovem, que passou três dias esperando no frio até conseguir transporte em direção à Polônia, utiliza a plataforma para denunciar as discriminações das quais vêm sendo alvo na empreitada de fugir da Ucrânia.<br><br></div><div>&nbsp; &nbsp; &nbsp;“Eles nos insultaram em russo pensando que não os compreendíamos, até um de nós colocou a câmera na cara deles e disse para que eles repetissem. Aí eles diminuíram os insultos porque se deram conta DE que a maioria de nós tem conhecimentos básicos das línguas russa e ucraniana", diz um dos posts de "Nze".&nbsp;<br><br></div><div>As declarações racistas e orientalistas sobre refugiados de nações e povos da Ásia, do Oriente Médio e da África têm surpreendido muitas pessoas e uma a análise desses discursos revelam uma instrumentalização da realidade ucraniana para avançar com uma retórica que normaliza as invasões nos territórios citados por forças ocidentais, como Estados Unidos, Inglaterra, França e outras instituições relevantes, como a OTAN.&nbsp;<br><br></div><div>Nesse âmbito, cabe explicar um pouco acerca do orientalismo, disciplina cunhada por Edward Said por meio da qual a cultura europeia foi capaz de manejar, e até mesmo produzir, o oriente política, sociológica, militar, ideológica, científica e imaginativamente. O orientalismo tem as populações asiáticas e africanas por perigosos, ardilosas, vingativas, violentas e atrasadas, de forma que são uma ameaça ao estilo de vida ocidental e devem ser tanto punidas por sua cultura arcaica, quanto salvas. Além disso, o orientalismo é um instrumento de ação imperial racista que faz as pessoas enxergarem civilizações milenares como nada além de campos de guerra.<br><br></div><div>A partir disso, da para entender porque, assim que os primeiros ataques russos foram noticiados, a foto de uma senhora branca de olhos azuis ferida começou a circular nas redes sociais. A circulação dessa imagem específica é proposital e visa criar, justamente, um efeito de empatia com as classes média e alta ocidentais, sobretudo as formadoras de opinião. A imagem do conflito corrente na Ucrânia deve ser a de uma civil inocente ferida, porque as pessoas sentem empatia por essa imagem e não pelas dezenas de guerras, pobreza e miséria promovidas pelos chamados “países civilizados” em todo o restante do mundo.<br><br></div>]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads.storage.googleapis.com/1563518185/bc8e969134534895a2c7c0dd77ed3a9f/WjOwS1kxbkFxWvCb.mp4" />
         <pubDate>2022-03-02 22:07:20 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/tathifcraco/zwq04059yjjexslt/wish/2074485184</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Infância indígena</title>
         <author>tathifcraco</author>
         <link>https://padlet.com/tathifcraco/zwq04059yjjexslt/wish/2077850379</link>
         <description><![CDATA[<div>Ao escutar os diálogos da aula de hoje, lembrei-me de um documentário que assisti para a disciplina de Desenvolvimento Humano II, chamado “Criando Corpo em Kumarumã”, que apresenta o cotidiano infantil em uma comunidade indígena. Assistindo o longa, minhas principais reflexões foram: até que ponto temos enraizada uma noção universal de infância? De que forma projetamos nossos preconceitos em modos de vidas que diferem dos nossos? Como reproduzimos violências e opressões em relação à comunidade indígena?<br><br></div><div>Observei, então, a existência de uma forma de inserção e de estar presente na comunidade que causam incômodo se analisarmos por uma lógica padronizada de infância. Ao sentir essa angústia, pausei o documentário e refleti o motivo da sua existência, chegando a conclusão que ela está associada ao fato de que as crianças, geralmente, na sociedade ocidental, são vistas como sujeitos que estão numa posição de dependência perante as gerações mais velhas, de modo que a relação entre crianças e adulto é pensada como uma relação unidirecional, no sentido de que “adultos dão e crianças recebem”. Acontece que, se houvesse um distanciamento desse olhar adultocêntrico, seríamos capazes de reconhecer que a criança também atua sobre o adulto e que a relação entre eles se dá muito mais no sentido de criação conjunta. Nesse sentido, é possível perceber uma potência na relação criança-adulto nas cenas do documentário, de modo que nos faz questionar a forma como nos relacionamos com as crianças. Considerando isso, a criança deixa de ser vista como passiva e dependente, para ser pensada como sujeito pleno, ou, em outras palavras, como um ser de fato, ou seja, sujeito ativo na produção de um mundo que lhe é próprio.<br><br></div><div>Dito isso, acredito que podemos considerar que a infância indígena pode ser tomada como caso para questionar a experiência de infância enquanto uma categoria universal. Nessa senda, através da linguagem cinematográfica, é possível narrar as vivências das crianças a partir de uma narrativa contra-hegemônica, ou seja, que não aquela produzida pelos modos normativos, que falam, unicamente, sobre um tipo de infância, qual seja, aquela presente nos espaços urbanos. A verdade é que a maneira como se dá a experiência de ser criança, no contexto indígena, radicaliza, em vários aspectos, as noções ocidentais. Isso porque, como bem pontua Jorge Larrosa (2010), a infância, tal como estudada pelo ocidente, é apresentada com a certeza de saber do que se trata, enquanto que, em sentido contrário a essa noção, a infância indígena escapa à objetivação, que é própria da alteridade.<br><br></div>]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads.storage.googleapis.com/1563518185/6f21ca5c9ce3abce8eef56657ab1c7f9/img_5.png" />
         <pubDate>2022-03-04 13:00:00 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/tathifcraco/zwq04059yjjexslt/wish/2077850379</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Biopoder</title>
         <author>tathifcraco</author>
         <link>https://padlet.com/tathifcraco/zwq04059yjjexslt/wish/2120142221</link>
         <description><![CDATA[<div>Após a leitura do texto de Lia Vainer Schucman, fui inundada de reflexões e, dentre elas, “como pode o biopoder matar?”. Sobre isso, penso, a partir das fundamentações sobre sociedade e racismo que Michel Foucault apresentou durante sua vida, que, na economia do biopoder, o racismo assegura a função assassina do Estado, ou seja, é a condição para que um Estado possa exercer o direito de matar, ou, ainda, a condição de aceitabilidade de tirar a vida numa sociedade de normalização. É a partir dessa classificação que podemos pensar o genocídio da população negra como um projeto de Estado, no sentido de que&nbsp; para que uns vivam e prosperem, é preciso que a vida de outros seja dispensável e, em última análise, o que se tem é violência policial e eugenia como formas de política de estado.&nbsp;</div><div><br><br></div>]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2022-03-29 20:18:27 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/tathifcraco/zwq04059yjjexslt/wish/2120142221</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Psicologia e Racismo</title>
         <author>tathifcraco</author>
         <link>https://padlet.com/tathifcraco/zwq04059yjjexslt/wish/2170170799</link>
         <description><![CDATA[<div>Depois de ler o texto de Maria Aparecida Silva Bento, pensei sobre a cegueira dos estudiosos, incluindo, aqui, psicólogos, acerca do papel do branco na manutenção das desigualdades. A verdade é que historicamente, a psicologia brasileira posicionou-se como cúmplice do racismo, tendo produzido conhecimento que o legitimasse, validando cientificamente estereótipos infundados por meio de teorias eurocêntricas discriminatórias, inclusive por tomar por padrão uma realidade que não contempla a diversidade brasileira. Quanto a isso, percebo que, desde meu ingresso na psicologia, minhas reflexões sobre meu lugar na luta antirracista e contra-colonial aumentaram. Isso porque, percebo o quanto a psicologia pode reproduzir violências quando não se tem noção da questão racial, de forma a produzir intervenções alienadas junto aos sujeitos e grupos com os quais, nós, psicólogas e psicólogos, trabalharão. O que procuro dizer é que se o profissional não tiver uma formação crítica, reflexiva e consciente sobre a sua branquitude, ele mesmo pode ser o agente que reproduz a violência étnico-racial nos seus espaços de atuação. Nesse sentido, entendo que é preciso que a psicologia compreenda a estruturação do racismo, demonstrando sua implicação em somatizações e a deficiência em diagnósticos quando não consideram essa marca social. Além disso, entendo que o estudo, proposto pela cadeira, não é apenas uma forma de analisarmos como a gente produz e é produzido por uma estruturação racializada, mas é a desbanalização das agressões vivenciadas por pessoas pretas, que, muitas vezes, não vão ser ouvidas nos campos de escuta.<br><br></div>]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2022-05-04 15:56:43 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/tathifcraco/zwq04059yjjexslt/wish/2170170799</guid>
      </item>
      <item>
         <title></title>
         <author>tathifcraco</author>
         <link>https://padlet.com/tathifcraco/zwq04059yjjexslt/wish/2170179867</link>
         <description><![CDATA[<div>Durante a montagem desse portfólio, uma adolescente indígena de 12 anos morreu após ser estuprada por garimpeiros na comunidade de Aracaçá, na Terra Indígena Yanomani. Alguns dias depois, a mesma comunidade, onde viviam cerca de 25 pessoas, foi encontrada queimada e vazia.&nbsp;<br><br></div><div>Mesmo diante de tamanha brutalidade, nos noticiários não vemos nenhuma menção sobre o acontecido, ou, quando mencionado, é apenas uma passagem rápida e superficial. Essa situação exemplifica o chamado pacto narcísico da branquitude, no sentido de que apenas existe comoção popular quando o grupo racial acometido por algum evento violento é o branco. Sonia Guajajara, Coordenadora da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil, ao falar sobre a falta de mobilização contra a violência aos indígenas no país, diz “a nossa dor é como se não tivesse importância nesse país”. É desesperador e revoltante o quanto a classe dominante brasileira não se sensibiliza com nada que não seja seus interesses. O Brasil do garimpo, do agro, da especulação e da fome é o projeto histórico da burguesia e é o de extermínio daqueles que ousam se levantar contra suas ordens.</div><div><br><br></div>]]></description>
         <enclosure url="https://g1.globo.com/rr/roraima/noticia/2022/05/03/cade-os-yanomami-o-que-se-sabe-e-o-que-falta-esclarecer-sobre-comunidade-queimada-apos-denuncia-de-morte-de-menina.ghtml" />
         <pubDate>2022-05-04 16:02:43 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/tathifcraco/zwq04059yjjexslt/wish/2170179867</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Migrações e seletividade</title>
         <author>tathifcraco</author>
         <link>https://padlet.com/tathifcraco/zwq04059yjjexslt/wish/2178130983</link>
         <description><![CDATA[<div>Quem entra no Brasil? &nbsp;<br><br>Foi esse o questionamento que fiquei durante o encontro da aula em que tratamos sobre migrações, racismo e xenofobia. Fiquei muito reflexiva sobre a seletividade na aceitação de imigrantes que acontece aqui e a grande verdade é que a ideia de que somos um país hospitaleiro, onde todas as pessoas são bem-vindas, não passa de um mito. Existe, no Brasil, uma imigração seletiva que ocorre desde o começo de sua história e que se da com base na nacionalidade ou nas características da pessoa. Percebe-se que o refugiado é sempre negativo, um problema grave a ser discutido. O imigrante é uma questão a ser avaliada, podendo ser algo positivo ou negativo, mas em geral a visão é de algo problemático. O estrangeiro, por sua vez, é sempre positivo, inclusive melhor do que o brasileiro.&nbsp;O que vemos acontecendo é uma seletividade eugênica e racista que visa o embranquecimento da população.<br><br><br></div>]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2022-05-10 18:37:41 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/tathifcraco/zwq04059yjjexslt/wish/2178130983</guid>
      </item>
      <item>
         <title>E agora?</title>
         <author>tathifcraco</author>
         <link>https://padlet.com/tathifcraco/zwq04059yjjexslt/wish/2178232529</link>
         <description><![CDATA[<div>Chegando ao fim do semestre, posso dizer que os estudos e as conversas, proporcionados pela cadeira, intensificaram minha caminhada de questionamento e desconstrução, sem contar que me fez compreender o quão essencial é construirmos uma psicologia menos opressora e, de fato, humana. Preciso pontuar, ainda, a importância de termos uma disciplina como esse no nosso currículo: o racismo transpira em todas as partes da nossa sociedade, por todos os corpos, e a psicologia não pode se abster de reconhecer a presença desse marcador social que, para uma grande quantidade de pessoas, é fonte de sofrimento psíquico. Incoerente seria estarmos em uma graduação que visa o bem-estar das pessoas e ignorarmos o construto social ao nosso redor, como sei que acontece em outras universidades.<br><br>Agradeço, profundamente, os professores e os colegas pelos momentos que tivemos nesse período de convivência (mesmo que distância) e, com toda certeza, a trajetória de tomada de consciência continua!</div>]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2022-05-10 19:51:38 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/tathifcraco/zwq04059yjjexslt/wish/2178232529</guid>
      </item>
   </channel>
</rss>
