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      <title>Língua Portuguesa: Ocupação Conceição Evaristo - 3C by Aline Braga</title>
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      <language>en-us</language>
      <pubDate>2021-10-20 04:18:30 UTC</pubDate>
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         <title>Turma, para realizar a postagem de sua apresentação, basta clicar no sinal + e escrever ou fazer upload de imagem.</title>
         <author>alinelima8</author>
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         <title>Conceição Evaristo por Conceição Evaristo</title>
         <author>alinelima8</author>
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         <description><![CDATA[<div>Seleção de trechos da autobiografia da autora.</div>]]></description>
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         <title>Como surgiu o termo “escrevivência”?</title>
         <author>alinelima8</author>
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         <pubDate>2021-10-20 04:18:30 UTC</pubDate>
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         <title>Exemplo de como surgiu o termo &quot;escrevivência&quot;:</title>
         <author>alinelima8</author>
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         <description><![CDATA[<div>Sobre escrevivência: "O termo tem como imagem fundante as africanas e suas descendentes escravizadas dentro de casa. Uma das funções delas era contar histórias para adormecer os meninos da casa-grande. A palavra das mães pretas e bás era domesticada, na medida em que tinham que usá-la para acalentar essas crianças. Hoje a escrevivência das mulheres negras não precisa mais disso. Nossas histórias e escritas se dão com o objetivo contrário: incomodar e acordar os da casa-grande. Não estamos aqui para ninar mais ninguém nem apaziguar as consciências." (Conceição Evaristo)</div>]]></description>
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         <title>Desobediência aos brancos-donos de tudo</title>
         <author>alinelima8</author>
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         <description><![CDATA[<div>Selecione <strong>poemas </strong>que se relacionem com os temas abordados pela Conceição Evaristo.&nbsp;</div>]]></description>
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         <title>Tudo o que nóis têm é nóis</title>
         <author>alinelima8</author>
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         <description><![CDATA[<div>Destaque <strong>músicas </strong>que se relacionem com os temas abordados pela Conceição Evaristo.&nbsp;</div>]]></description>
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         <title>A Redenção de Cam</title>
         <author>alinelima8</author>
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         <description><![CDATA[<div>Mobilize <strong>pinturas </strong>que se relacionem com os temas abordados pela Conceição Evaristo.&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-10-20 04:18:30 UTC</pubDate>
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         <title>Eu não sou seu negro</title>
         <author>alinelima8</author>
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         <description><![CDATA[<div>Apresente <strong>obras cinematográficas (filmes, documentários, curtas-metragens) </strong>que se relacionem com os temas abordados pela Conceição Evaristo.&nbsp;</div>]]></description>
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         <title>As escrevivências em &quot;Olhos d&#39;água&quot;</title>
         <author>alinelima8</author>
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         <description><![CDATA[<div>Escreva um parágrafo relacionando o conto "Olhos d'água" à autobiografia da autora. Que aproximações podem ser estabelecidas? Destaque trechos do conto que possam revelar possíveis pontos de contato entre os universos reais e ficcionais e insira-os no texto a ser produzido.</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-10-20 04:18:30 UTC</pubDate>
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         <title>Na sua opinião, qual é a força da literatura para repensar injustiças? E da arte de modo geral? Relacione sua resposta aos repertórios anteriormente mobilizados. </title>
         <author>alinelima8</author>
         <link>https://padlet.com/alinelima8/zg4ww027j6u1tu12/wish/1829322152</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2021-10-20 04:18:30 UTC</pubDate>
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         <title>Conceição Evaristo por Conceição Evaristo</title>
         <author>andresbf20</author>
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         <description><![CDATA[<div>"Minhas irmãs, irmãos, todos os alunos pobres e eu sempre ficávamos alocados nas classes do porão do prédio. Porões da escola, porões dos navios. Entretanto, ao ser muito bem aprovada da terceira para a quarta série, para minha alegria fui colocada em uma sala do andar superior. Situação que desgostou alguns professores. Eu, menina questionadora, teimosa em me apresentar nos eventos escolares, nos concursos de leitura e redação, nos coros infantis, tudo sem ser convidada, incomodava vários professores, mas também conquistava a simpatia de muitos outros."</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-10-24 21:56:48 UTC</pubDate>
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         <title>Como surgiu o termo &quot;escrevivência&quot;?</title>
         <author>andresbf20</author>
         <link>https://padlet.com/alinelima8/zg4ww027j6u1tu12/wish/1839951813</link>
         <description><![CDATA[<div>A escrevivência se refere ao ato de relatar suas experiências na escrita, como a propia Conceição se refere: "jogo de palavras entre escrever, viver, escrever-se vendo e escrever vendo-se e aí surgiu a palavra escreviver." E no caso da Conceição e de outras autoras negras a escreviencia é um ato de relatar a realidade racista e machista do nosso dia-a-dia.&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-10-24 22:11:12 UTC</pubDate>
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         <title>Tudo o que nóis têm é nóis</title>
         <author>andresbf20</author>
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         <description><![CDATA[<div>Negro Drama - Racionais MC<br>Alright - Kendrick Lamar&nbsp;<br>This Is America - Childish Gambino </div>]]></description>
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         <pubDate>2021-10-24 22:21:23 UTC</pubDate>
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         <title>Eu não sou seu negro</title>
         <author>andresbf20</author>
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         <description><![CDATA[<div>Get Out (2017)<br>Estrelas Além do Tempo (2016)<br>Histórias Cruzadas (2011)<br>Race (2016)</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-10-24 22:24:54 UTC</pubDate>
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         <title>Conceição Evaristo por Conceição Evaristo:</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/alinelima8/zg4ww027j6u1tu12/wish/1840099436</link>
         <description><![CDATA[<div>''Eu, menina questionadora, teimosa em me apresentar nos eventos escolares, nos concursos de leitura e redação, nos coros infantis, tudo sem ser convidada, incomodava vários professores, mas também conquistava a simpatia de muitos outros.''<br><br>''Minha passagem pela escola não tinha sido de de uma aluna bem-comportada. Esperavam certa passividade de uma menina negra e pobre, assim como da sua família. E não éramos. Tínhamos consciência, mesmo que difusa, de nossa condição de pessoas negras, pobres e faveladas.''&nbsp;<br><br>''Na escola eu adorava redações do tipo: 'Onde passei as minhas férias', ou ainda, 'Um passeio a fazenda do meu tio', como também, 'A festa de meu aniversário'. A limitação do espaço físico e a pobreza econômica em que vivíamos eram resolvidas por meio de uma ficção inocente, único meio possível que me era apresentado para viver meus sonhos.''</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-10-25 00:24:43 UTC</pubDate>
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         <title>Como surgiu o termo “escrevivência”?</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>O termo escrevivência foi criado para dar fala as mulheres negras escravizadas que tinham de contar suas histórias, cuja as vozes são intensamente caladas. Escrevivência, escrita das lembranças, experiências próprias da autoria ou do seu povo.&nbsp;<br>“A nossa escrevivência não pode ser lida como história de ninar os da casa-grande, e sim para incomoda-lós em seus sonos injustos” - Conceição Evaristo.<br><br>Referencia:&nbsp;<a href="https://www.pucrs.br/revista/esse-lugar-tambem-e-nosso/">https://www.pucrs.br/revista/esse-lugar-tambem-e-nosso/</a></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-10-25 10:58:05 UTC</pubDate>
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         <title>Desobediência aos brancos-donos de tudo</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>*Preconceito*<br>&nbsp;<br>Preconceito é uma ação<br>Onde a falta de virtude<br>Prevalece na atitude<br>De um ser sem coração<br>&nbsp;<br>Ele pensa que é melhor<br>Que tem mais capacidade<br>Mas na verdade é maior<br>A sua imbecilidade<br>&nbsp;<br>Se o sangue é da mesma cor<br>E a pele é só uma carcaça<br>Porque tanto desamor<br>Tanta arrogância de graça<br>&nbsp;<br>Somos todos diferentes<br>Porque assim fomos feitos<br>Criaturas inteligentes!!!<br>Mas ainda com defeitos...<br>&nbsp;<br>&nbsp;<br>*Pedro Martins*</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-10-25 10:58:49 UTC</pubDate>
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         <title>Tudo que nóis  têm é nóis.</title>
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         <description><![CDATA[<div><a href="https://m.letras.mus.br/yzalu/mulheres-negras/">https://m.letras.mus.br/yzalu/mulheres-negras/</a></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-10-25 11:00:00 UTC</pubDate>
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         <title>A redenção de Cam</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Titus Kaphar</div>]]></description>
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         <title>Eu não sou seu negro</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>- Doze anos de escravidão&nbsp;<br>- Histórias cruzadas&nbsp;<br>- Estrelas além do tempo&nbsp;<br><br>trailer do filme “Doze anos de escravidão”&nbsp;<br><a href="https://youtu.be/Ad3Kk7-W3xw">https://youtu.be/Ad3Kk7-W3xw</a></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-10-25 11:02:12 UTC</pubDate>
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         <title>Na sua opinião,qual é a força da literatura para repensar injustiças? E da arte de modo geral? Relacione sua resposta aos repertórios anteriormente mobilizados.</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/alinelima8/zg4ww027j6u1tu12/wish/1841289131</link>
         <description><![CDATA[<div>Como lembra  Conceição Evaristo, a literatura não é um texto histórico, ela não é um texto religioso, não é um texto sociológico, não é um texto pedagógico. Então, por não ser isso tudo, o texto literário e arte de um modo geral tem essa capacidade de transitar aqui e ali e de alcançar diversas pessoas de modos diferentes. A literatura e as artes de modo geral dialoga com várias áreas do conhecimento. E mais do que isso, tem a capacidade de chamar as pessoas, de falar na sensibilidade das pessoas. E isso foi o que trouxemos em todos esses tópicos acima falamos de como o preconceito,o racismo e o machismo estão presentes na nossa sociedade até hoje e como percebemos isso de diversos modos diferentes como:filmes,obras,poemas...</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-10-25 11:02:57 UTC</pubDate>
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         <title>Como surgiu o termo &quot;escrevivência&quot;?</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Conceição cunhou um termo para sua literatura, comprometida com a condição de mulher negra em uma sociedade marcada pelo preconceito: escrevivência. O termo aponta para uma dupla dimensão: é a vida que se escreve na vivência de cada pessoa, assim como cada um escreve o mundo que enfrenta.<br>ENTREVISTA PARA O ITAÚ CULTURAL:<br>É uma longa história. Se eu for pensar bem a genealogia do termo, vou para 1994, quando estava ainda fazendo a minha pesquisa de mestrado na PUC. Era um jogo que eu fazia entre a palavra “escrever” e “viver”, “se ver” e culmina com a palavra “escrevivência”. Fica bem um termo histórico. Na verdade, quando eu penso em escrevivência, penso também em um histórico que está fundamentado na fala de mulheres negras escravizadas que tinham de contar suas histórias para a casa-grande. E a escrevivência, não, a escrevivência é um caminho inverso, é um caminho que borra essa imagem do passado, porque é um caminho já trilhado por uma autoria negra, de mulheres principalmente. Isso não impede que outras pessoas também, de outras realidades, de outros grupos sociais e de outros campos para além da literatura experimentem a escrevivência. Mas ele é muito fundamentado nessa autoria de mulheres negras, que já são donas da escrita, borrando essa imagem do passado, das africanas que tinham de contar a história para ninar os da casa-grande.</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-10-25 14:44:03 UTC</pubDate>
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         <title>As escrevivencias em &quot;olhos da água&quot;</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Tanto na autobiografia, quanto no conto "olhos da água" podemos ver uma forte relação com a sua família, especialmente sua mãe. Temos no olhos da água uma angústia de Conceição por não saber a cor dos olhos de sua mãe,&nbsp; o que lhe tirava o sono,&nbsp; indagava como não conseguia saber pequeno detalhe, mesmo tendo uma relação tão íntima e carinhosa.&nbsp;<br><br>Em sua mãe vemos uma mulher forte, que lutava para educar seus filhos e mesmo com todos percausos, lutava para garantir o melhor de sua filha, sem aceitar as injustiças e em tempos de sofrimento, era capaz de se reinventar e garantir o melhor a suas filhas&nbsp;<br><br>Trechos:<br>"E só então compreendi. Minha mãe trazia, serenamente em si, águas correntezas. Por isso, prantos e prantos a enfeitar o seu rosto. A cor dos olhos de minha mãe era cor de olhos d’água."<br><br>"Um misto de desespero, culpa e impotência me assaltava quando eu percebia os sofrimentos dela."<br><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-10-25 14:47:39 UTC</pubDate>
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         <title>Desobediência aos brancos-donos de tudo</title>
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         <description><![CDATA[<div>&nbsp;<strong>"</strong>Poemas de recordação e outros movimentos" <br><em>Conceição Evaristo<br></em><br><strong><em>Vozes-Mulheres</em></strong><br> A voz de minha bisavó<br> ecoou criança<br> nos porões do navio.<br> ecoou lamentos<br> de uma infância perdida. <br><br>A voz de minha avó<br>ecoou obediência<br>aos brancos - donos de tudo. <br><br>A voz de minha mãe<br>ecoou baixinho revolta<br>no fundo das cozinhas alheias<br>debaixo das trouxas<br>roupagens sujas dos brancos<br>pelo caminho empoeirado<br>rumo à favela <br><br>A minha voz ainda<br>ecoa versos perplexos<br>com rimas de sangue<br>e<br>fome. <br><br>A voz de minha filha<br>recolhe todas as nossas vozes<br>recolhe em si<br>as vozes mudas caladas<br>engasgadas nas gargantas. <br><br>A voz de minha filha<br>recolhe em si<br>a fala e o ato.<br>O ontem – o hoje – o agora.<br>Na voz de minha filha se fará<br>ouvir a ressonância<br>O eco da vida-liberdade. <br><br><strong><em>Todas as manhãs</em></strong><strong> </strong><br>Todas as manhãs acoito sonhos&nbsp;<br>e acalento entre a unha e a carne&nbsp;<br>uma agudíssima dor.&nbsp;<br><br>Todas as manhãs tenho os punhos&nbsp;<br>sangrando e dormentes&nbsp;<br>tal é a minha lida<br>cavando, cavando torrões de terra,<br>até lá, onde os homens enterram&nbsp;<br>a esperança roubada de outros homens.&nbsp;<br><br>Todas as manhãs junto ao nascente dia&nbsp;<br>ouço a minha voz-banzo,&nbsp;<br>âncora dos navios de nossa memória.<br>E acredito, acredito sim&nbsp;<br>que os nossos sonhos protegidos<br>pelos lençóis da noite<br>ao se abrirem um a um&nbsp;<br>no varal de um novo tempo<br>escorrem as nossas lágrimas&nbsp;<br><br>fragilizando toda a terra<br>onde negras sementes resistem&nbsp;<br>reamanhecendo esperanças em nós.</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-10-25 14:47:58 UTC</pubDate>
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         <title>A Redenção de Cam</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Obra: Castigo de Escravos - Jean-Jacques Arago&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-10-25 14:48:44 UTC</pubDate>
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         <title>Eu não sou negro</title>
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         <description><![CDATA[<div>Cidade de Deus&nbsp;<br>https://www.youtube.com/watch?v=nBWtTrLxUjM<br><br>Olhos que Condenam<br>https://www.youtube.com/watch?v=5ktAyxNm2fo</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-10-25 14:49:18 UTC</pubDate>
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         <title>As escrevivências em &quot;Olhos d&#39;água&quot;</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Trecho 1: "Ela havia nascido em um lugar perdido no interior de Minas."<br>&nbsp;<br>Trecho 2: "Saíra de minha casa em busca de melhor condição de vida para mim e para minha família: ela e minhas irmãs que tinham ficado para trás. Mas eu nunca esquecera a minha mãe. Reconhecia a importância dela na minha vida, não só dela, mas de minhas tias e todas a mulheres de minha família."&nbsp;<br><br>Relação com a autobiografia:<br>No trecho 1 podemos notar a relação do lugar em que a "mãe" do texto nasceu&nbsp; com o lugar de nascença da autora, que é o mesmo. Já no trecho 2 a narrativa presente nele é muito similar à história de vida da autora, pois ela também teve que deixar sua família não só para melhorar sua condição de vida, como a de sua família.</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-10-25 14:50:18 UTC</pubDate>
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         <title>Conceição Evaristo por Conceição Evaristo</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>- "Como Carolina Maria de Jesus, nas ruas da cidade de São Paulo, nós conhecíamos nas de Belo Horizonte, não só o cheiro e o sabor do lixo, mas ainda, o prazer do rendimento que as sobras dos ricos podiam nos ofertar. Carentes de coisas básicas para o dia a dia, os excedentes de uns, quase sempre construídos sobre a miséria de outros, voltavam humilhantemente para as nossas mãos. Restos.""<br>- "Ao terminar o primário, em 1958, ganhei o meu primeiro prêmio de literatura, vencendo um concurso de redação que tinha o seguinte título: “Por que me orgulho de ser brasileira”. Quanto à beleza da redação, reinou o consenso dos professores, quanto ao prêmio, houve discordâncias. Minha passagem pela escola não tinha sido de uma aluna bem-comportada. Esperavam certa passividade de uma menina negra e pobre, assim como da sua família. E não éramos. Tínhamos uma consciência, mesmo que difusa, de nossa condição de pessoas negras, pobres e faveladas.""<br>- "Escrevo. Deponho. Um depoimento em que as imagens se confundem, um eu-agora a puxar um eu-menina pelas ruas de Belo Horizonte. E como a escrita e o viver se con(fundem), sigo eu nessa escrevivência a lembrar de algo que escrevi recentemente:<br>'O olho do sol batia sobre as roupas estendidas no varal e mamãe sorria feliz. Gotículas de água aspergindo a minha vida-menina balançavam ao vento. Pequenas lágrimas dos lençóis. Pedrinhas azuis, pedaços de anil, fiapos de nuvens solitárias caídas do céu eram encontradas ao redor das bacias e tinas das lavagens de roupa. Tudo me causava uma comoção maior. A poesia me visitava e eu nem sabia...'"<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-10-25 15:32:01 UTC</pubDate>
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         <title>Tudo o que nóis tem é nóis</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>*Eu não sou racista - Nego Max<br>* Nós - Djonga&nbsp;</div>]]></description>
         <enclosure url="https://youtu.be/v2DCHWp2XyA" />
         <pubDate>2021-10-25 15:33:24 UTC</pubDate>
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         <title>Desobediência aos brancos-donos de tudo - Poemas</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div><strong>Me gritaram negra<br><br></strong><em>Tinha sete anos apenas,<br>apenas sete anos,<br>Que sete anos!<br>Não chegava nem a cinco!<br>De repente umas vozes na rua<br>me gritaram Negra!<br>Negra! Negra! Negra! Negra! Negra! Negra! Negra!<br>“Por acaso sou negra?” – me disse<br>SIM!<br>“Que coisa é ser negra?”<br>Negra!<br>E eu não sabia a triste verdade que aquilo escondia.<br>Negra!<br>E me senti negra,<br>Negra!<br>Como eles diziam<br>Negra!<br>E retrocedi<br>Negra!<br>Como eles queriam<br>Negra!<br>E odiei meus cabelos e meus lábios grossos<br>e mirei apenada minha carne tostada<br>E retrocedi<br>Negra!<br>E odiei meus cabelos e meus lábios grossos<br>e mirei apenada minha carne tostada<br>E retrocedi<br>Negra!<br>E retrocedi . . .<br>Negra! Negra! Negra! Negra!<br>Negra! Negra! Neeegra!<br>Negra! Negra! Negra! Negra!<br>Negra! Negra! Negra! Negra!<br>E passava o tempo,<br>e sempre amargurada<br>Continuava levando nas minhas costas<br>minha pesada carga<br>E como pesava!…</em><br>Alisei o cabelo,<br><em>Passei pó na cara,<br>e entre minhas entranhas sempre ressoava a mesma palavra<br>Negra! Negra! Negra! Negra!<br>Negra! Negra! Neeegra!<br>Até que um dia que retrocedia , retrocedia e que ia cair<br>Negra! Negra! Negra! Negra!<br>Negra! Negra! Negra! Negra!<br>Negra! Negra! Negra! Negra!<br>Negra! Negra! Negra!<br>E daí?<br>E daí?<br>Negra!<br>Sim<br>Negra!<br>Sou<br>Negra!<br>Negra<br>Negra sou<br>De hoje em diante não quero<br>alisar meu cabelo<br>Não quero<br>E vou rir daqueles,<br>que por evitar – segundo eles –<br>que por evitar-nos algum disabor<br>Chamam aos negros de gente de cor<br>E de que cor!<br>NEGRA<br>E como soa lindo!<br>NEGRO<br>E que ritmo tem!<br>Negro Negro Negro Negro<br>Negro Negro Negro Negro<br>Negro Negro Negro Negro<br>Negro Negro Negro<br>Afinal<br>Afinal compreendi<br>AFINAL<br>Já não retrocedo<br>AFINAL<br>E avanço segura<br>AFINAL<br>Avanço e espero<br>AFINAL<br>E bendigo aos céus porque quis Deus<br>que negro azeviche fosse minha cor<br>E já compreendi<br>AFINAL<br>Já tenho a chave!<br>NEGRO NEGRO NEGRO NEGRO<br>NEGRO NEGRO NEGRO NEGRO<br>NEGRO NEGRO NEGRO NEGRO<br>NEGRO NEGRO<br>Negra sou!<br>- Victoria Santa Cruz<br><br>*Outros Exemplos de Poemas*<br>- </em><strong><em>Encontrei minhas origens</em></strong><strong>, de Oliveira Silveira<br>- </strong><strong><em>Integridade</em></strong><strong>, de Geni Mariano Guimarães</strong></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-10-25 15:33:41 UTC</pubDate>
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         <title>As escrivivências em “Olhos d’água ”</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>De modo geral, podemos perceber a escrevivência de Conceição Evaristo em Olhos d'água justamente pelo que constitui o conceito de "escrevivência" que Conceição comenta em uma de suas entrevistas -- o lugar onde "seus pés estão fincados". Os pés de Conceição com sua escrevivência, tanto na sua biografia quanto no conto, estão justamente sobre o lugar de uma mulher negra, pobre, que passou fome... Além disso, podemos perceber na escrevivência de Conceição o distanciamento familiar por conta da busca de melhores condições de vida, que se opõe aos laços fortes estabelecidos nas relações maternas de muita afetividade (relações que se conectavam pelos olhos d'água). Este laço entre o conto e a autobiografia de Conceição é perceptível em trechos como "Às vezes, as histórias da infância de minha mãe confundiam-se com as de minha própria infância. Lembro-me de que muitas vezes, quando a mãe cozinhava, da panela subia cheiro algum. Era como se cozinhasse ali, apenas o nosso desesperado desejo de alimento. As labaredas, sob a água solitária que fervia na panela cheia de fome, pareciam debochar do vazio do nosso estômago, ignorando nossas bocas infantis em que as línguas brincavam a salivar sonho de comida. E era justamente nos dias de parco ou nenhum alimento que ela mais brincava com as filhas. Nessas ocasiões a brincadeira preferida era aquela em que a mãe era a Senhora, a Rainha.", do conto, e "Aos sete anos, fui morar com a irmã mais velha de minha mãe, minha tia Maria Filomena da Silva. Ela era casada com Antonio João da Silva, o Tio Totó, viúvo de outros dois casamentos. Não tiveram filhos. Fui morar com eles, para que a minha mãe tivesse uma boca a menos para alimentar. Os dois passavam por menos necessidades, meu Tio Totó era pedreiro e minha Tia Lia, lavadeira como minha mãe. A oportunidade que eu tive para estudar surgiu muito da condição de vida, um pouco melhor, que eu desfrutava em casa dessa tia. As minhas irmãs enfrentavam dificuldades maiores.", da biogriafia.&nbsp;<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-10-25 15:34:13 UTC</pubDate>
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         <title>Eu não sou seu negro - Obras cinematográficas</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>* Felicidade por um fio;<br>* Skin - o documentário&nbsp;</div>]]></description>
         <enclosure url="https://youtu.be/3LY-D32CN6s" />
         <pubDate>2021-10-25 15:39:16 UTC</pubDate>
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         <title>Conceição Evaristo por Conceição Evaristo</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>"Uma espécie de notificação indicando o nascimento de um bebê do sexo feminino e de cor parda, filho da senhora tal, que seria ela. Tive esse registro de nascimento comigo durante muito tempo. Impressionava-me desde pequena essa cor parda. Como seria essa tonalidade que me pertencia? Eu não atinava qual seria. Sabia sim, sempre soube que sou negra. "</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-10-25 15:43:34 UTC</pubDate>
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         <title>Ponciá Vicêncio</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Ponciá, simboliza o espaço e o tempo de uma história de exclusão que foi imposta ao povo afro-descendente brasileiro. Uma obra de ficção e realidade contada através&nbsp; de narrativas que afloram uma escrita tensa e densa&nbsp; sofrida pelos afro-descendentes. Denuncia a ausência de um dos direitos de cidadania, para aqueles descendentes de escravos.&nbsp;Percorrendo o passado em contraponto com os mitos de cordialidade e democracia racial.</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-10-25 15:44:05 UTC</pubDate>
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         <title>Trechos da autobiografia</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>"Impressionava-me desde pequena essa cor parda. [...] sempre soube que sou negra."<br>"[...] no Curso Primário experimentei um 'apartaid' escolar. [...] ali como na igreja os anjos eram loiros, sempre. [...] todos os alunos pobres e eu sempre ficávamos alocados nas classes do porão do prédio. Porões da escola, porões dos navios"<br>"Esperavam certa passividade de uma menina negra e pobre [...]"</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-10-25 15:47:59 UTC</pubDate>
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         <title>Escrevivência</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>"O termo aponta para uma dupla dimensão: é a vida que se escreve na vivência de cada pessoa, assim como cada um escreve o mundo que enfrenta. É nesse sentido que ler romances, ensaios e poesias de Conceição Evaristo é visitar a vida real de uma mulher que lutou para conquistar o que, em razão do preconceito, custou muito."<br>O termo foi criado por Conceição em 1994, em sua dissertação de mestrado. A autora fez um jogo com as palavras "escrever", "ver", " escrever-se vendo" e "escrever vendo-se". O termo foi popularizado depois de Conceição usá-lo em um seminário em 2005, em que ela disse que a escrevivência das mulheres negras não deve ser usada para adormecer a casa-grande, e sim para acordá-la dos sonos injustos.</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-10-25 15:59:59 UTC</pubDate>
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         <title>Poema</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/alinelima8/zg4ww027j6u1tu12/wish/1842216987</link>
         <description><![CDATA[<div>Eles precisam saber, que a mulher negra quer<br>Casa pra morar<br>Água pra beber,<br>Terra pra se alimentar.<br><br>Que a mulher negra é<br>Ancestralidade,<br>Djembês e atabaques<br>Que ressoam dos pés.<br><br>Que a mulher negra,<br>tem suas convicções,<br>Suas imperfeições<br>Como qualquer outra mulher.<br><br>Mel Duarte</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-10-25 16:01:52 UTC</pubDate>
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         <title>Música</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>A Carne- Elza Soares<br><br>A carne mais barata do mercado<br>É a carne negra<br>Tá ligado que não é fácil, né, mano?<br>Se liga aí<br>A carne mais barata do mercado é a carne negra<br>A carne mais barata do mercado é a carne negra<br>A carne mais barata do mercado é a carne negra<br>A carne mais barata do mercado é a carne negra<br>Só-só cego não vê<br>Que vai de graça pro presídio<br>E para debaixo do plástico<br>E vai de graça pro subemprego<br>E pros hospitais psiquíatricos<br>A carne mais barata do mercado é a carne negra<br>Dizem por aí<br>A carne mais barata do mercado é a carne negra<br>A carne mais barata do mercado é a carne negra<br>A carne mais barata do mercado é a carne negra<br>Que fez e faz história<br>Segurando esse país no braço, meu irmão<br>O cabra que não se sente revoltado<br>Porque o revólver já está engatilhado<br>E o vingador eleito<br>Mas muito bem intencionado<br>E esse país vai deixando todo mundo preto<br>E o cabelo esticado<br>Mas mesmo assim ainda guarda o direito<br>De algum antepassado da cor<br>Brigar sutilmente por respeito<br>Brigar bravamente por respeito<br>Brigar por justiça e por respeito (Pode acreditar)<br>De algum antepassado da cor<br>Brigar, brigar, brigar, brigar, brigar<br>Se liga aí<br>A carne mais barata do mercado é a carne negra<br>Na cara dura, só cego que não vê<br>A carne mais barata do mercado é a carne negra<br>A carne mais barata do mercado é a carne negra<br>Na cara dura, só cego que não vê<br>A carne mais barata do mercado é a carne negra<br>Tá, tá ligado que não é fácil, né, né mano<br>Negra, negra<br>Carne negra<br>É mano, pode acreditar<br>A carne negra<br><br><br><br>https://youtu.be/yktrUMoc1Xw<br><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-10-25 16:24:53 UTC</pubDate>
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         <title>Poema </title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Integridade, de Geni Mariano Guimarães<br><br>Ser negra,<br>Na integridade<br>Calma e morna dos dias.<br>Ser negra,<br>De carapinhas,<br>De dorso brilhante,<br>De pés soltos nos caminhos.<br><br>Ser negra,<br>De negras mãos,<br>De negras mamas,<br>De negra alma.<br><br>Ser negra,<br>Nos traços,<br>Nos passos,<br>Na sensibilidade negra.<br><br>Ser negra,<br>Do verso e reverso,<br>Do choro e riso,<br>De verdades e mentiras,<br>Como todos os seres que habitam a terra.</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-10-25 16:26:31 UTC</pubDate>
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         <title>Pintura</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2021-10-25 16:32:46 UTC</pubDate>
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         <title>Filmes</title>
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         <description><![CDATA[<div>1- Histórias Cruzadas<br>2-Cidade de Deus<br>3- A cor púrpura<br>Trailers:<br>1-https://youtu.be/Cqn4XN21O1g<br>2-https://youtu.be/8BeFSnqiLpo</div><div>3-https://youtu.be/RsGG6YhEh2s<br><br><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-10-25 16:47:33 UTC</pubDate>
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         <title>Música</title>
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         <description><![CDATA[<div>"Conceição Evaristo", de Raphael Krek<br><br>https://www.letras.mus.br/raphael-krek/conceicao-evaristo/</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-10-25 20:24:12 UTC</pubDate>
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         <title>Pintura</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2021-10-25 20:31:18 UTC</pubDate>
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         <title>Obra cinematográfica</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>"Tia Ciata", documentário curta-metragem</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-10-25 20:35:14 UTC</pubDate>
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         <title>Conceição Evaristo por Conceição Evaristo</title>
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         <description><![CDATA[<div>"Aos oito anos surgiu meu primeiro emprego doméstico e ao longo do tempo, outros foram acontecendo. Minha passagem pelas casas das patroas foi alternada por outras atividades, como levar crianças vizinhas para escola, já que eu levava os meus irmãos. O mesmo acontecia com os deveres de casa. Ao assistir os meninos de minha casa, eu estendia essa assistência às crianças da favela, o que me rendia também uns trocadinhos. Além disso, participava com minha mãe e tia, da lavagem, do apanhar e do entregar trouxas de roupas nas casas das patroas."</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-10-25 20:38:07 UTC</pubDate>
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         <title>Escrevivência</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Segundo Conceição Evaristo, o termo surgiu em 1994, quando a mesma estava fazendo sua pesquisa de mestrado na PUC. Ela brincava com as palavras "escrever", "viver" e "se ver", as quais juntas, culminaram em "escrevivência". Conceição ainda relata que quando pensa nesse termo, se lembra de mulheres negras escravizadas que tinham que contar suas histórias para a Casa-Grande e diz que a escrevivência é um caminho inverso, que borra essa imagem do passado, já que é um caminho já trilhado por uma autoria negra.<br>Fonte: www.itausocial.com.br</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-10-25 20:40:21 UTC</pubDate>
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         <title>Poema - Reflexão</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>REFLEXÃO<br>[Abelardo Rodrigues]&nbsp;<br><br>O poema reflete<br>principalmente no escuro<br>E quando reflete, insone,<br>apetrecha o movimento<br>da luz.&nbsp;<br><br>Não a luz que nasce<br>a cada dia<br>em qualquer poente.<br>Não a luz feita<br>sob o canhão e o crucifixo<br>Não a luz dos seis dias…&nbsp;<br><br>mas aquela<br>de Totens<br>de Olorum.</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-10-25 20:42:05 UTC</pubDate>
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         <title>A Redenção de Cam</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Obra: A redenção de Cam - Modesto Brocos y Goméz</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-10-25 20:43:30 UTC</pubDate>
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         <title>Arte como forma de repensar injustiças</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>A arte - seja a literatura, a pintura, a música, ou qualquer outro tipo- é um dos modos mais eficientes de combater as injustiças sociais. Isso se dá pelo fato da arte criticar, fazer pensar, mostrar ao espectador uma visão de mundo diferente da dele. A arte negra, como a de Conceição Evaristo, é uma das formas da mulher negra se fazer ouvir pois, assim como no curta "Tia Ciata", é mostrada a realidade da mulher negra no Brasil. Essa realidade, na maioria das vezes, é ignorada e invisibilizada pelos preconceitos e pelo domínio da branquitude no país. A arte é uma forma de protesto, de crítica. É através dela que as pessoas, principalmente as minorias, podem alertar ao mundo que estão aqui, que sofrem, e que querem ser respeitadas. A arte, seja uma música como a de Raphael, ou seja um poema como o de Mel Duarte, tem o poder de acordar a casa-grande e de chamar cada vez mais pessoas para fazer barulho.</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-10-25 20:47:29 UTC</pubDate>
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         <title>Músicas</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>- Negro Drama: Racionais Mc's<br>- Mandume: Emicida<br>- Um Corpo no Mundo: Luedji Luna<br>- Olhos Coloridos: Sandra de Sá</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-10-25 20:49:35 UTC</pubDate>
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         <title>Pintura </title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<h1>A Brazilian family in Rio de Janeiro by Jean-Baptiste Debret 1839</h1><div><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-10-25 20:53:12 UTC</pubDate>
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         <title>Filmes:</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>- Get Out&nbsp;<br>- 12 Ano de Escravidão<br>- Estrelas Além do Tempo<br>- Histórias Cruzadas<br>- Self Made (série)<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-10-25 21:15:18 UTC</pubDate>
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         <title>As escrevivências em &quot;Olhos d&#39;água&quot;</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Ao ler o conto "Olhos d'água", fica claro que a autora baseia-se na própria experiência de vida, sendo uma de suas escrevivências.<br>No texto, o eu-lírico, assim como Conceição, é uma filha entre outras, que começou a trabalhar cedo para ajudar a sustentar a família pobre. A narradora é negra e se muda de casa em busca de melhores condições de vida, assim como a autora, que cedo se mudou para a casa dos tios. Tudo isso pode ser percebido nos trechos:<br>"Sendo a primeira de sete filhas, desde cedo, busquei dar conta das minhas próprias dificuldades, cresci rápido, passando por uma breve adolescência."<br>"Saíra de minha casa em busca de melhor condição de vida para mim e para minha família [...]"<br>Além disso, o conto gira em torno do personagem da mãe, que também foi uma figura central na vida de Conceição. Ambas as mães, tanto a real como a fictícia, são mulheres humildes, que trabalhavam como lavadeiras e sofriam, choravam, ao tentar sustentar as filhas, ressentindo-se da miséria em que as crianças viviam.<br>"[...] deixando por uns momentos o lava-lava e o passa-passa das roupagens alheias [...]"<br>"Lembro-me de que muitas vezes, quando a mãe cozinhava, da panela subia cheiro algum. Era como se cozinhasse ali, apenas o nosso desesperado desejo de alimento."<br>"Nesses momentos os olhos de minha mãe se confundiam com os olhos da natureza. Chovia, chorava!"<br>"Minha mãe trazia, serenamente em si, águas correntezas. Por isso, prantos e prantos a enfeitar o seu rosto."<br>Portanto, pode-se ver que Conceição Evaristo usa de suas memórias para dar vida a sua narrativa.</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-10-25 21:17:54 UTC</pubDate>
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         <title>Escreviência</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>O termo Escreviência direciona&nbsp; para uma dupla dimensão, de que a vida que se escreve na vivência de cada pessoa, assim como cada um escreve o mundo que enfrenta. E é&nbsp; nesse sentido que ler textos&nbsp; e poesias de Conceição é entender um pouco essa vida real de uma mulher que lutou contra o preconceito sua vida <br><br><strong>Fonte:</strong> inteira.https://www.google.com/amp/s/blog.mackenzie.br/vestibular/materias-vestibular/conheca-conceicao-evaristo-e-seu-conceito-de-escrevivencia/amp/</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-10-25 21:24:21 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Na sua opinião, qual é a força da literatura para repensar injustiças? E da arte de modo geral? Relacione sua resposta aos repertórios anteriormente mobilizados. </title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/alinelima8/zg4ww027j6u1tu12/wish/1843110755</link>
         <description><![CDATA[<div>A literatura tem o poder de comunicar com o leitor e introduzi-lo ao mundo que para muitos é muito comum e para outros é muito novo e começam a ter mais consciência do que há no mundo e faz também pensar de outra forma o assunto que se trata. A Conceição Evaristo por exemplo, ela tem em suas obras o foco de falar sobre preconceito, que é um assunto que muita gente só sabe de forma generalizada, ela mostra esse mundo e também muitos artistas fazem isso também, não só com a literatura, também em forma de músicas, pinturas, filmes e etc. Toda forma de arte tem um jeito de mostrar para as pessoas uma visão que faz cada um refletir.</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-10-25 22:11:26 UTC</pubDate>
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         <title>As escrevivências em &quot;Olhos d&#39;água&quot;</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>A obra Olhos d'águas, a autora fala das lembranças que sua mãe estava para tentar a cor dos olhos dela que faz uma leitura muito curiosa, a vontade de saber que cor era os olhos. E em um trecho a Conceição diz:<br>"Minha mãe trazia, serenamente em si, águas correntezas. Por isso, prantos e prantos a enfeitar o seu rosto. A cor dos olhos de minha mãe era cor de olhos d'água. Águas de Mamãe Oxum! Rios calmos, mas profundos e enganosos para quem contempla a vida apenas pela superfície. Sim, águas de Mamãe Oxum."<br>Na sua autobiografia, ela fala sobre sua infância e recordações de sua vida que foi muito difícil. Como ela diz nesse trecho:<br>" Minha mãe se constituiu, para mim, como algo mais doce de minha infância. O que mais me importava era sua felicidade. Um misto de desespero, culpa e impotência me assaltava quando eu percebia os sofrimentos dela. Minha mãe chorava muito, hoje não."<br>Nas duas obras, ela fala de sua vida pessoal, do sofrimento que passou e de sua mãe que chorava muito e tudo que sua mãe lutou e tudo que ela fez juiz a sua mãe, se mostrando uma mulher forte e capaz de enfrentar o amanhã.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-10-25 22:54:22 UTC</pubDate>
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         <title>A redenção de Cam</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Outras obras:<br>- Retrato do intrépido marinheiro Simão, carvoeiro do vapor Pernambucana --&gt; José Correia Lima;<br>- Refeição --&gt; Maria Auxiliadora.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-10-26 00:16:25 UTC</pubDate>
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         <title>Trechos da autobiografia da autora</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>No papel, preto no branco, a voz de Conceição Evaristo carrega e propaga os sentimentos, as dores, as alegrias, os gritos e os sussurros de uma multidão de pessoas – de homens e, sobretudo, mulheres cujas vozes são insistentemente caladas.</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-10-26 22:25:38 UTC</pubDate>
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         <title>Escrevivencia</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Com base no que chama de “escrevivência” – ou a escrita que nasce do cotidiano, das lembranças, da experiência de vida da própria autora e do seu povo –, ela compõe romances, contos e poemas que revelam a condição do afrodescendente no Brasil.</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-10-26 22:30:03 UTC</pubDate>
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         <title>exemplo de escrevivencia</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>O machismo é um exemplo de escrevivencia vivida pelo povo brasileiro.</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-10-26 22:35:33 UTC</pubDate>
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         <title>poemas que se relacionem com a conceição evaristo</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Cabelo duro? Não.<br>Meu cabelo é cacheado, livre, solto, macio, afro, encaracolado.<br>Duro é ter que conviver, e ainda ter que ouvir pessoas de pensamentos e valores tão ridículos e ultrapassados.</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-10-26 22:39:45 UTC</pubDate>
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         <title>músicas que se relacionem com a conceição Evaristo</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div><em>“Eu só quero que<br>Deus me ajude<br>A ver meu filho<br>Nascer e crescer<br>E ser um campeão<br>Sem prejudicar<br>Ninguém porque<br>Negro é lindo<br>Negro é amor<br>Negro é amigo<br>Negro também é<br>Filho de Deus”</em></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-10-26 22:42:48 UTC</pubDate>
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         <title>pinturas que se relacionem com a conceição Evaristo</title>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2021-10-26 22:46:08 UTC</pubDate>
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         <title>filmes que se relacionem com a conceição Evaristo</title>
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         <pubDate>2021-10-26 22:49:25 UTC</pubDate>
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         <title>paragrafo relacionando o conto a autobiografia da autora</title>
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         <description><![CDATA[<div>era uma menina que sempre se perguntava e que era muito curiosa sobre a cor dos olhos de sua mãe.</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-10-26 22:56:35 UTC</pubDate>
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         <title>opinião</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>eu acho que a literatura é uma forma de nós mudarmos nossas ideias a respeito de alguns assuntos importantes na vida e também tem a literatura que muita gente reclama da definição de arte, pois muita gente não acha por exemplo que um risco seja uma arte, mas na verdade é sim, ou seja, tudo que fizemos é arte.</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-10-26 23:00:50 UTC</pubDate>
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         <title>Como Surgiu o termo &quot;escrevivência&quot;?</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>O termo escrevivência se refere a escrever + vivências, e vivências são suas experiências, aquilo que te torna único e especial do seu jeito. Escrevivências e escrever, relatar suas vivências, pois é a vida que o mundo e as pessoas do mundo escrevem o que vivem e enfretam.</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-10-27 00:06:07 UTC</pubDate>
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         <title>Tudo o que nóis têm é nóis</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Negro é lindo - Jorge Ben Jor<br>https://www.youtube.com/watch?v=h1rjprxPD1k<br><br>Lutas de classes - Cidade Negra<br>https://www.youtube.com/watch?v=rTgh53tOe-M</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-10-27 17:31:59 UTC</pubDate>
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         <title>Na sua opinião, qual é a força da literatura para repensar injustiças? E da arte de modo geral? Relacione sua resposta aos repertórios anteriormente mobilizados.</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>A arte é uma forma de se expressar livremente, sem barreiras. Podemos expressar não só nossos sentimentos,&nbsp; como nossas opiniões políticas e críticas, sem ter o certo ou errado. A arte dá voz para os mudos e abre portas para os oprimidos.</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-10-27 17:46:19 UTC</pubDate>
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         <title>Ponciá Vicêncio</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>- Símbolos:<br>A IMAGEM DO "ARCO-ÍRIS"<br><br>Atualmente, falar sobre a sexualidade feminina ainda é considerado um taboo na sociedade, como se fosse algo proibido. Muitas mulheres sentem vergonha de falar sobre seu corpo, suas vontades e suas experiências por conta de como a sociedade enxerga isso. Em relações afetivas, momentos íntimos são extremamente importantes e necessários, pois é um momento de prazer mútuo do casal, afinal, mulher também gosta de sexo. No entanto, a visão sobre isso é pejorativa, pois existe o ideal da mulher inocente e virgem, e se uma mulher foge do padrão ela é considerada "vadia", "vagabunda", "cadela", entre outros apelidos". É importante então que está situação seja normalizada, e que a mulher se sinta livre para falar sobre sua sexualidade com quem e quando quiser.</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-10-27 17:46:56 UTC</pubDate>
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         <title>Conceição Evaristo por Conceição Evaristo</title>
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         <description><![CDATA[<div>"Minha mãe se constituiu, para mim, como algo mais doce de minha infância. O que mais me importava era sua felicidade. Um misto de desespero, culpa e impotência me assaltava quando eu percebia os sofrimentos dela."<br><br>"Fui morar com eles para que minha mãe tivesse uma boca a menos para alimentar."<br><br>"Carentes de coisas básicas para o dia a dia, os excedentes de uns, quase sempre construídos sobre a miséria de outros, voltavam humilhantemente para as nossas mãos. Restos."<br><br>"Porões da escola, porões dos navios."<br><br>"A nossa casa fazia de bens materiais era habitada por palavras."<br><br>"A limitação do espaço físico e a pobreza econômica em que vivíamos eram resolvidas por meio de uma ficção inocente, único meio possível que me era apresentado para viver os meus sonhos."<br><br>"As bonecas de capim ou bruxas de panos que nasciam com nome e história em suas mãos."<br><br>"...pois creio que a escrita, pelo menos para mim, é o pretensioso desejo de recuperar o vivido. A escrita pode eternizar o efêmero..."<br><br>"E na tentativa de recompor esse tecido esgarçado ao longo do tempo, escrevo. Escrevo sabendo que estou perseguindo uma sombra, um vestígio talvez. E como a memória é também vítima do esquecimento, invento, invento."<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-10-27 17:59:48 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Queridonas &amp; Queridões,<br>Segue abaixo, algumas questões abordadas em aula sobre Ponciá Vicêncio, da maravilhosa Conceição Evaristo.&nbsp;<br>Escolham alguma destas temáticas e se posicionem a respeito!!!<br>Beijos &amp; Abraços</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-10-29 01:35:55 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div><strong>A obra traz uma “</strong><strong><em>memória identitária do avô de Ponciá e estabelece um diálogo entre o passado e o presente, entre a lembrança e a vivência entre o real e o imaginário</em></strong><strong>”, como comenta, NO PREFÁCIO, Maria José Somerlate Barbosa.<br> <br> - ABORDAGENS<br></strong>EXPLORAÇÃO E TRABALHO ANÁLOGO A ESCRAVIDÃO, CORONELISMO, ÊXODO RURAL, <br>&nbsp; INDIFERENÇA DA IGREJA, ANALFABETISMO, MISÉRIA E VIOLÊNCIA.<strong><br> <br> - CRÍTICAS<br></strong>Obra que critica uma sociedade que foi construída em um modelo burguês e escravocrata, fazendo da vida do povo negro uma vida de angústia e resistência para sobreviver. RELATA AS CONDIÇÕES ESTRUTURAIS QUE PERDURAM ATÉ HOJE.<strong><br> <br> - RELAÇÕES<br></strong>O percurso de vida do irmão <strong>Luandi</strong> não é diferente do soldado <strong>Nestor</strong>, nem do cafetão <strong>Climério</strong>.&nbsp;</div><div>O que há em comum entre eles? São homens desvalidos, vítimas do preconceito e da discriminação, numa sociedade que os apartam dos privilegiados socialmente. Deste modo, Conceição Evaristo dá voz ao que não a tem; tende a transformar em sujeitos enunciadores aqueles que notadamente aparecem nas narrativas canônicas sempre no segundo plano.<br>&nbsp;<br>&nbsp;- <strong>SIMBOLOS</strong><br> <strong>1. A IMAGEM DO ARCO-ÍRIS:</strong> Ponciá Vicêncio quando criança tinha medo do arco-íris, porque não queria passar por baixo dele, negava-se virar homem, conforme era concebida tal sina pelo imaginário popular. Na adolescência, ao passar por baixo do arco-íris, tem o seu primeiro e único momento de prazer sexual. Já “mulher feita”, quando rememora a presença do arco-íris, tudo se esvai, a fruição é só lembrança, distoante do que vivencia: uma relação de violência, de incomunicabilidade com o marido. Ausência / presença do arco-íris, ausência de sexualidade e vida amorosa, personagem em processo de desequilíbrio.</div><div><strong>2. A PRESENÇA DA MULHER ALTA, BRANCA, ENTRE O MILHARAL:</strong> Da primeira vez, dentro da espera do encantado, onírico, a alegria de ver a mulher de branco, que desaparece com o corte do milharal. Quando chega à cidade, Ponciá, com frio e só, dormindo entre mendigos, espaço dos desvalidos, ouve o sino da igreja, relembra a infância, “<em>lembrou-se da mulher alta, transparente e vazia que tinha sorrido para ela um dia no meio do milharal</em>”. A mulher alta agora não sorria mais, estava vazia, como vazia começara a viver na cidade grande, cheia de dificuldade, enfim com necessidades materiais. Ausência da mulher alta, perda de espiritualidade, do alimento de um sonho, de esperança.</div><div><strong>3. A IMAGEM DE BARRO DO AVÔ:</strong> Pela imagem do avô feita do barro que Ponciá molda, defrontamo-nos com a semelhança que há entre ambos. Física, a princípio. Logo a voz da narradora, chama-nos atenção sobre a herança que este deixou à Ponciá. O avô escravo, em desespero com a lida do engenho que “<em>enriqueciam e fortaleciam o senhor</em>”, mata a mulher e corta o próprio braço, deixa como herança a chaga do sofrimento escravo para o filho (pai de Ponciá) e, por conseguinte, a ela mesma, a neta. <br> <strong>4. EXPOSIÇÃO DE ARTE &amp; CRIAÇÃO DO HOMEM<br>&nbsp;<br>&nbsp;- SINESTESIA<br></strong>Conhecemos a protagonista pelos sentidos;&nbsp;</div><div>Revela cheiros, sabores e paisagens;</div><div>A percepção da menina que escuta tudo e todos;</div><div>Olha, vê tudo, analisa tudo na fase adulta;&nbsp;</div><div>Sente e se emociona com o arco-íris;</div><div>As comidas, como o cheiro de café fresco e das broas de fubá;</div><div>Trabalha o barro, modelando objetos de argila.<strong><br> <br> - INTERTEXTUALIDADE<br></strong>Adélia Prado<br>&nbsp;Lygia F. Telles<br>&nbsp;Isabela Figueiredo<br>&nbsp;Chico Buarque<br>&nbsp;Machado de Assis<br>&nbsp;Maria Firmina dos Reis<br>&nbsp;Marcelo Rubens Paiva<br>&nbsp;Carolina Maria de Jesus<br>&nbsp;Castro Alves</div><div>&nbsp;<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-10-29 01:37:15 UTC</pubDate>
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         <title>Eu não sou seu negro</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Estrelas Além do Tempo<br>12 anos de escravidão<br>Histórias cruzadas</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-11-02 23:31:36 UTC</pubDate>
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         <title>Conceição Evaristo por Conceição Evaristo</title>
         <author>daviddcc635</author>
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         <description><![CDATA[<div>Ao lermos a biografia de Conceição Evaristo, muitos foram os trechos que achamos extremamente importante e interessantes, entre eles gostaríamos de destacar os seguintes:&nbsp;<br><br>-"Uma espécie de notificação indicando o nascimento de um bebê do sexo feminino e de cor parda, filho da senhora tal, que seria ela. Tive esse registro de nascimento comigo durante muito tempo. Impressionava-me desde pequena essa cor parda. Como seria essa tonalidade que me pertencia? Eu não atinava qual seria. Sabia sim, sempre soube que sou negra."<br>-"Entretanto, ao ser muito bem aprovada da terceira para a quarta série, para minha alegria fui colocada em uma sala do andar superior. Situação que desgostou alguns professores. Eu, menina questionadora, teimosa em me apresentar nos eventos escolares, nos concursos de leitura e redação, nos coros infantis, tudo sem ser convidada, incomodava vários professores, mas também conquistava a simpatia de muitos outros. "<br>-"Ao terminar o Primário, fiz um Curso Ginasial cheio de interrupções e, a partir dos meus 17 anos, vivi intensamente discussões relativas à realidade social brasileira. Foi quando me inseri no movimento da JOC, (Juventude Operária Católica) que, como outros grupos católicos, promovia reflexões que visavam comprometer a Igreja com realidade brasileira. Entretanto, as questões étnicas só entrariam objetivamente em minhas discussões na década de 70, quando parti para o Rio de Janeiro."<br>-"E desse assuntar a vida, que foi ensinado por elas, ficou essa minha mania de buscar a alma, o íntimo das coisas. De recolher os restos, os pedaços, os vestígios, pois creio que a escrita, pelo menos para mim, é o pretensioso desejo de recuperar o vivido. A escrita pode eternizar o efêmero... "<br>-"Gosto, entretanto, de enfatizar, não nasci rodeada de livros, do tempo/espaço aprendi desde criança a colher palavras. A nossa casa vazia de bens materiais era habitada por palavras. Mamãe contava, minha tia contava, meu tio velhinho contava, os vizinhos e amigos contavam. Tudo era narrado, tudo era motivo de prosa-poesia, afirmo sempre.&nbsp;"</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-11-02 23:32:49 UTC</pubDate>
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         <title>A redenção de Cam</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>“Lavrador de café”, Cândido Portinari, 1939<br>“A Negra”, Tarsila do Amaral, 1923<br>Abigail, de Di Cavalcanti, 1947</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-11-02 23:37:07 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Desobediência aos brancos-donos de tudo</title>
         <author>daviddcc635</author>
         <link>https://padlet.com/alinelima8/zg4ww027j6u1tu12/wish/1863027912</link>
         <description><![CDATA[<div><strong><em>Sou Negro</em></strong><strong>, de Solano Trindade<br></strong><br></div><div><em>Sou negro<br>meus avós foram queimados<br>pelo sol da África<br>minh`alma recebeu o batismo dos tambores<br>atabaques, gongôs e agogôs<br></em><br></div><div><em>Contaram-me que meus avós<br>vieram de Loanda<br>como mercadoria de baixo preço<br>plantaram cana pro senhor de engenho novo<br>e fundaram o primeiro Maracatu<br>Depois meu avô brigou como um danado<br>nas terras de Zumbi<br>Era valente como quê<br>Na capoeira ou na faca<br>escreveu não leu<br>o pau comeu<br>Não foi um pai João<br>humilde e manso<br></em><br></div><div><em>Mesmo vovó<br>não foi de brincadeira<br>Na guerra dos Malês<br>ela se destacou<br>Na minh`alma ficou<br>o samba<br>o batuque<br>o bamboleio<br>e o desejo de libertação<br></em><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-11-02 23:43:57 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Tudo o que nóis têm é nóis</title>
         <author>daviddcc635</author>
         <link>https://padlet.com/alinelima8/zg4ww027j6u1tu12/wish/1863039971</link>
         <description><![CDATA[<div>Aqui, temos alguns exemplos de músicas que tratam sobre esse delicado assunto:<br><br>MANDUME - Emicida<br>A COISA TÁ PRETA - Rincon Sapiência<br>THIS IS AMERICA - Childish Gambino<br>THEY DON'T CARE ABOUT US - Michael Jackson</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-11-02 23:53:32 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Como surgiu o termo “escrevivência”?</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>O verbo “escreviver” significa contar histórias absolutamente particulares. Essas histórias tem de remeter a outras experiências coletivizadas, uma vez que se compreende existir um comum entre autor/a e protagonista. Conceição ressaltou este termo comprometido com a condição de mulher negra em uma sociedade marcada pelo preconceito.<br>Conceição conta que na sua dissertação de mestrado, em 94, fez um jogo de palavras entre escrever, viver, escrever-se vendo e escrever vendo-se e aí surgiu a palavra escreviver.</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-11-03 00:27:03 UTC</pubDate>
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         <title>As escrivivências em olhos d&#39;água</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>O conto “Olhos d’água” é uma das escrivivências de Conceição Evaristo. É possível perceber muitos pontos de encontro entre o universo real e o ficcional da autora, mostrando que ela se baseou em suas próprias vivências para escrever a história. Em “Olhos d’água”, a narradora personagem é uma mulher negra, pobre e de origem mineira, assim como a própria Conceição Evaristo. Tanto ela como sua personagem são mulheres que tiveram a presença da mãe muito marcada em suas vidas. Em sua autobiografia a escritora revela que sua tia também foi muito importante, pois saiu de casa muito cedo para morar com ela, com o intuito de ajudar sua mãe e suas irmãs. Alguns trechos que mostram as aproximações são:</div><div>“(…) deixando por alhuns momentos o lava-lava, o passa-passa das roupagens alheias (…)” - a mãe da narradora era lavadeira, assim como a mãe de Evaristo&nbsp;</div><div>“Era como se cozinhasse ali, apenas o nosso desesperado desejo de alimento.”</div><div>“Nesses momentos os olhos de minha mãe se confundiam com os olhos da natureza. Chovia, chorava! Chorava, Chovia” - Olhos d’água&nbsp;</div><div>“Um misto de desespero, culpa e impotência me assaltava quando eu percebia os sofrimentos dela. Minha mãe chorava muito, hoje não.” - Conceição Evaristo por Conceição Evaristo</div><div>“Saíra de casa em busca de melhor condição de vida para mim e minha família: ela e minhas irmãs tinham ficado para trás. Mas eu nunca esquecera de minha mãe. Reconhecia a importância dela na minha vida, não só dela, mas de minhas tias e todas as mulheres de minha família.” - Nesse trecho é possível relacionar a saída de casa da autora muito jovem para morar com a tia e a importância de sua mãe e tias para sua vida.&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-11-03 01:10:39 UTC</pubDate>
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         <title>Na sua opinião, qual é a força da literatura para repensar injustiças? E da arte de modo geral? Relacione sua resposta aos repertórios anteriormente mobilizados. </title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/alinelima8/zg4ww027j6u1tu12/wish/1863219670</link>
         <description><![CDATA[<div>Nós podemos entender a literatura como um dos elementos que constrói o pensamento social, possibilitando ao cidadão uma reflexão do seu modo de ver a vida, e assim, questionar as diferentes formas de opressão e injustiças que acontecem no mundo atual. A literatura também se apresenta como um instrumento de comunicação, que consegue muito bem cumprir o dever de transmitir percepções pessoais, conhecimentos e culturas. Sendo assim, sem que haja literatura para o grande grupo, o silêncio do oprimido é o que fortalecerá o opressor.</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-11-03 01:24:37 UTC</pubDate>
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         <title>Ponciá Vincêncio</title>
         <author>daviddcc635</author>
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         <description><![CDATA[<div>A principal crítica de Pociá Vincêncio, obra escrita por Conceição Evaristo, é a questão da escravidão no Brasil e como esta afetou a sociedade em um âmbito geral, além, claro, em um âmbito individual. Vemos, durante a leitura, a situação precária que a família se encontra, onde sua noção de história familiar, pertencimento cultural e liberdade individual é completamente inexistente, fruto da sociedade escravocrata da época. Tal característica, infelizmente, continua assombrando nossa sociedade, onde é feito de tudo para esconder a história de diversas pessoas negras, além de invisibilizar a África e suas características como toda, sendo a exploração atual que ela está sofrendo, quanto toda a história de abusos com seu povo e continente tópicos que acabam por ser ignorados por nossa mídia e população.</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-11-03 02:57:15 UTC</pubDate>
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         <title>A Redenção de Cam</title>
         <author>andresbf20</author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2021-11-03 18:05:55 UTC</pubDate>
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         <title>As Escrevivências em &quot;Olhos d&#39;água&quot;</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/alinelima8/zg4ww027j6u1tu12/wish/1865501666</link>
         <description><![CDATA[<div>A obra "Olhos d'água" e a autobiografia de Conceição Evaristo retratam a pobreza, a negritude e é perceptível a relação da família em ambas. O texto escrito pela autora é baseado em sua própria história se comparado com a autobiografia da mesma.<br>Essa análise fica perceptível em alguns trechos da obra, como:<br>" A mãe, então, espichava o braço que ia até o céu, colhia aquela nuvem, repartia em pedacinhos e enfiava rápido na boca de cada uma de nós. Tudo tinha de ser muito rápido, antes que a nuvem derretesse e com ela os nossos sonhos se esvaecessem também."<br>"Sendo a primeira de sete filhas, desde cedo, busquei dar conta de minhas próprias dificuldades, cresci rápido, passando por uma breve adolescência.</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-11-03 18:06:20 UTC</pubDate>
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         <title>Desobediência aos brancos-donos de tudo</title>
         <author>andresbf20</author>
         <link>https://padlet.com/alinelima8/zg4ww027j6u1tu12/wish/1865524226</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2021-11-03 18:15:39 UTC</pubDate>
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         <title>As escrevivências em &quot;Olhos d&#39;água&quot;</title>
         <author>andresbf20</author>
         <link>https://padlet.com/alinelima8/zg4ww027j6u1tu12/wish/1865595525</link>
         <description><![CDATA[<div>É clara a relação entre a autobiografia e o conto, pois ambos retratam a negritude, o feminino, a importância da maternidade e a pobreza. É bem perceptível a escrevivência nesse conto, pois o termo significa retratar a sua realidade em seus textos, mostrando as opiniões e visões pessoais de Conceição da realidade como mostrado nos seguintes trechos.&nbsp;<br>"Lembro-me de que muitas vezes, quando a mãe cozinhava, da panela subia cheiro algum. Era como se cozinhasse, ali, apenas o nosso desesperado desejo de alimento. As labaredas, sob a água solitária que fervia na panela cheia de fome, pareciam debochar do vazio do nosso estômago, ignorando nossas bocas infantis em que as línguas brincavam a salivar sonho de comida." - Terceiro parágrafo do conto Olhos d'água.<br>&nbsp;"Como Carolina Maria de Jesus, nas ruas da cidade de São Paulo, nós conhecíamos nas de Belo Horizonte, não só o cheiro e sabor do lixo, mas ainda, o prazer do rendimento que as sobras dos ricos podiam nos ofertar. Carentes de coisas básicas para o dia a dia, os excedentes de uns, quase sempre construídos sobre a miséria de outros, voltavam humilhantemente para as nossa mão. Restos." - Oitavo parágrafo da autobiografia.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-11-03 18:45:35 UTC</pubDate>
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         <title>Conceição Evaristo por Conceição Evaristo</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/alinelima8/zg4ww027j6u1tu12/wish/1865613354</link>
         <description><![CDATA[<div>"Sendo a primeira de sete filhas, desde cedo, busquei dar conta de minhas próprias dificuldades, cresci rápido, passando por uma breve adolescência. Sempre ao lado de minha mãe aprendi conhecê-la. Decifrava o seu silêncio nas horas de dificuldades, como também sabia reconhecer em seus gestos, prenúncios de possíveis alegrias."</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-11-03 18:53:54 UTC</pubDate>
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         <title>Questões sobre Ponciá Vicêncio - Críticas</title>
         <author>andresbf20</author>
         <link>https://padlet.com/alinelima8/zg4ww027j6u1tu12/wish/1865624661</link>
         <description><![CDATA[<div>Infelizmente, as estruturas escravocratas tem influências até hoje no nosso país, o racismo, desigualdade e a pobreza (das pessoas negras) e o machismo são algumas facetas claras que aparecem no conto de Ponciá Vicêncio e que tristemente repercutem no nosso país até hoje.</div><div><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-11-03 18:59:38 UTC</pubDate>
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         <title>Na sua opinião, qual é a força da literatura para repensar injustiças? E da arte de modo geral? Relacione sua resposta aos repertórios anteriormente mobilizados. </title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/alinelima8/zg4ww027j6u1tu12/wish/1865775464</link>
         <description><![CDATA[<div>Dentre as muitas definições atribuídas á palavra "arte", podemos entendê-la como uma atividade humana ligada às manifestações de ordem estética ou comunicativa, sendo realizada através de uma variedade de linguagens, e com o intuito de expressar emoções e ideias.<br>Nos últimos anos, muitos conceitos têm sido ressignificados para que se encaixem melhor com os tempos vividos. Com a arte não é diferente. Atualmente, a arte têm cada vez mais transparecido a sua "face crítica", que busca transformar a realidade através da sua própria conscientização, tornando-se uma ótima maneira de difundir ideias e mobilizar mentes para que repensem injustiças.&nbsp;<br>Nessa perspectiva, as artes, e em especial a literatura, têm um papel extremamente importante em empoderar e compartilhar a realidade de diferentes perspectivas, já que no mundo no qual vivemos a vida é farta para alguns e escassa para outros, dependendo dos privilégios dentro da sociedade. Essa discrepância é perfeitamente ilustrada na pintura "Um Jantar Brasileiro", de Jean Baptiste Debret, em que vemos uma família branca comendo em um jantar farto de comida, enquanto as pessoas escravizadas os abanam e só observam a comida ser devorada. Em certos aspectos, essa realidade pendura até os dias de hoje -- ponto de vista que é debatido na letra de "Eu não sou racista" , canção do rapper Nego Max, na qual ocorre um confronto de rimas entre dois homens, um branco e outro negro, ambos trazendo sua visão acerca da existência de um racismo estrutural.<br>Especificando agora para a literatura, é através dela que sentimentos, histórias e jornadas fizeram-se atemporais. Poemas como o de Victoria Santa Cruz ( "me gritaram negra"), nos mostram toda a potência da literatura como agente transformador. A palavra dá voz para pessoas que por séculos foram silenciadas, e as artes, de modo geral, trazem visibilidade para vivências que nunca foram invisíveis, mas sim, historicamente invisibilizadas.</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-11-03 20:20:39 UTC</pubDate>
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         <title>Como surgiu o termo escrevivência? </title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>"É uma longa história. Se eu for pensar bem a genealogia do termo, vou para 1994, quando estava ainda fazendo a minha pesquisa de mestrado na PUC. Era um jogo que eu fazia entre a palavra “escrever” e “viver”, “se ver” e culmina com a palavra “escrevivência”. Fica bem um termo histórico. Na verdade, quando eu penso em escrevivência, penso também em um histórico que está fundamentado na fala de mulheres negras escravizadas que tinham de contar suas histórias para a casa-grande. E a escrevivência, não, a escrevivência é um caminho inverso, é um caminho que borra essa imagem do passado, porque é um caminho já trilhado por uma autoria negra, de mulheres principalmente. Isso não impede que outras pessoas também, de outras realidades, de outros grupos sociais e de outros campos para além da literatura experimentem a escrevivência. Mas ele é muito fundamentado nessa autoria de mulheres negras, que já são donas da escrita, borrando essa imagem do passado, das africanas que tinham de contar a história para ninar os da casa-grande." - Conceição Evaristo</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-11-03 21:13:47 UTC</pubDate>
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         <title>Conceição Evaristo por Conceição evaristo</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>1. - "Ao terminar o primário, em 1958, ganhei o meu primeiro prêmio de literatura, vencendo um concurso de redação que tinha o seguinte título: “Por que me orgulho de ser brasileira”. Quanto à beleza da redação, reinou o consenso dos professores, quanto ao prêmio, houve discordâncias. Minha passagem pela escola não tinha sido de uma aluna bem-comportada. Esperavam certa passividade de uma menina negra e pobre, assim como da sua família. E não éramos. Tínhamos uma consciência, mesmo que difusa, de nossa condição de pessoas negras, pobres e faveladas."<br><br>2. - ''Eu, menina questionadora, teimosa em me apresentar nos eventos escolares, nos concursos de leitura e redação, nos coros infantis, tudo sem ser convidada, incomodava vários professores, mas também conquistava a simpatia de muitos outros.''<br><br>3. - "De recolher os restos, os pedaços, os vestígios, pois creio que a escrita, pelo menos para mim, é o pretensioso desejo de recuperar o vivido. A escrita pode eternizar o efêmero..."</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-11-04 00:02:09 UTC</pubDate>
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         <title>Desobediência aos brancos-donos de tudo</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/alinelima8/zg4ww027j6u1tu12/wish/1866056396</link>
         <description><![CDATA[<div><strong><em>Sou Negro</em></strong><em>, de Solano Trindade<br><br></em><br>Sou negro<br>meus avós foram queimados<br>pelo sol da África<br>minhalma recebeu o batismo dos tambores<br>atabaques, gongôs e agogôs<br><br>Contaram-me que meus avós<br>vieram de Loanda<br>como mercadoria de baixo preço<br>plantaram cana pro senhor de engenho novo<br>e fundaram o primeiro Maracatu<br>Depois meu avô brigou como um danado<br>nas terras de Zumbi<br>Era valente como quê<br>Na capoeira ou na faca<br>escreveu não leu<br>o pau comeu<br>Não foi um pai João<br>humilde e manso<br><br>Mesmo vovó<br>não foi de brincadeira<br>Na guerra dos Malês<br>ela se destacou<br>Na minhalma ficou<br>o samba<br>o batuque<br>o bamboleio<br>e o desejo de libertação</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-11-04 00:10:28 UTC</pubDate>
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         <title>Na sua opinião, qual é a força da literatura para repensar injustiças? E da arte de modo geral? Relacione sua resposta aos repertórios anteriormente mobilizados. </title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/alinelima8/zg4ww027j6u1tu12/wish/1866058970</link>
         <description><![CDATA[<div>As artes (obviamente literatura incluída) têm poderes únicos à elas, algo que quase nada mais consegue replicar: alcance e poder ao passar uma mensagem. Pessoas se tocam com a sua com sua peça artística e querem mostrar a outras pessoas e essas mostram a mais outras e assim por diante. Entre todas essas pessoas algumas, se não várias, ficarão com uma pulga atrás da orelha e começarão a pensar na mensagem que você quis passar com seu poema, conto, quadro, música. Quando usada com o objetivo de transformar e feito de maneira correta, pode causar movimentos que podem crescer e ao longo do tempo cravar na mente de todos (mudando os pensamentos daqueles que causam as injustiças) ou causar grandes revoluções, podendo assim ajudar o mundo a ser um lugar mais justo.</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-11-04 00:12:10 UTC</pubDate>
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         <title>Eu não sou seu negro</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Luta por justiça (Just Mercy), é um filme de 2019 que se passa em 1987. O filme conta a história de um advogado negro formado em Harvard, que tenta tirar um homem negro inocente falsamente acusado, do corredor da morte.</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-11-04 00:20:56 UTC</pubDate>
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         <title>Tudo o que nóis têm é nóis</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Childish Gambino - This Is America&nbsp;<br>Racionais MCs – Racistas Otários<br>Alma Negra – Yzalú</div>]]></description>
         <enclosure url="https://www.youtube.com/watch?v=VYOjWnS4cMY" />
         <pubDate>2021-11-04 00:21:58 UTC</pubDate>
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         <title>Como surgiu o termo “escrevivência”?</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>de acordo com Conceição Evaristo ela fez um jogo de palavras entre escrever, viver, escrever-se vendo e escrever vendo-se e aí <strong>surgiu a palavra</strong> escreviver. Mais tarde começou a a usar escrevivência.&nbsp;<br><br><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-11-04 00:33:24 UTC</pubDate>
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         <title>A redenção de Cam</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Olhando pra mim - Susan Mendes 2016</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-11-04 00:34:08 UTC</pubDate>
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         <title>Desobediência aos brancos-donos de tudo</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div><strong><br>Preconceito, de&nbsp;Pedro Martins<br><br></strong><br></div><div>Preconceito é uma ação<br>Onde a falta de virtude<br>Prevalece na atitude<br>De um ser sem coração<br><br></div><div>Ele pensa que é melhor<br>Que tem mais capacidade<br>Mas na verdade é maior<br>A sua imbecilidade<br><br></div><div>Se o sangue é da mesma cor<br>E a pele é só uma carcaça<br>Porque tanto desamor<br>Tanta arrogância de graça<br><br></div><div>Somos todos diferentes<br>Porque assim fomos feitos<br>Criaturas inteligentes!!!<br>Mas ainda com defeitos…<br><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-11-04 00:34:36 UTC</pubDate>
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         <title>Tudo o que nóis têm é nóis</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>nego drama-&nbsp;<a href="https://www.google.com/search?rlz=1C1GCEB_enBR956BR957&amp;sxsrf=AOaemvKoekyOIqAoBxlRp7IxHxwq_EPPaA:1635986567570&amp;q=Racionais+MC%27s&amp;stick=H4sIAAAAAAAAAOPgE-LRT9c3LDYwLS7KKS9U4tLP1TcwzDEyz8rWUspOttLPLS3OTNYvSk3OL0rJzEuPT84pLS5JLbJKLCrJLC5ZxMoXlJicmZ-XmFms4OusXryDlREAI9q6BFQAAAA&amp;sa=X&amp;ved=2ahUKEwjb_93xvP3zAhWPLLkGHcs8AGQQmxMoAXoECAYQAw">Racionais MC'</a>s<br>Rezadeira- Projota<br><br></div>]]></description>
         <enclosure url="https://youtu.be/LYDESzzeeT4" />
         <pubDate>2021-11-04 00:34:58 UTC</pubDate>
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         <title>A Redenção de Cam</title>
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         <description><![CDATA[<div>“Lavrador de café”, Cândido Portinari, 1939<br>"loja de sapateiro",&nbsp; Jean Baptise Debret</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-11-04 00:35:22 UTC</pubDate>
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         <title>Força da arte para repensar injustiças </title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>A literatura e a arte de modo geral são instrumentos de suma importância da sociedade. Trazem informações, relatam realidades distintas, noticiam acontecimentos e, entre outras coisas, têm o poder de transformar pensamentos, fazendo assim, com que injustiças já cometidas sejam expostas e pensadas para que não se repitam.</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-11-04 00:40:39 UTC</pubDate>
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         <title>Eu não sou negro</title>
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         <description><![CDATA[<div>Get out<br>green book<br>infiltrados na klan</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-11-04 00:52:03 UTC</pubDate>
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         <title>As escrevivências em &quot;Olhos d&#39;água&quot;</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>No conto "Olhos d'água" de Conceição Evaristo, observamos a “escrevivência” – ou a escrita que nasce do cotidiano, das lembranças, da experiência de vida da própria autora e do seu povo – a partir de elementos compartilhados com sua biografia e a obra, observamos em trechos como "Lembro-me de que muitas vezes, quando a mãe cozinhava, da panela subia cheiro algum. Era como se cozinhasse ali, apenas o nosso desesperado desejo de alimento. As labaredas, sob a água solitária que fervia na panela cheia de fome, pareciam debochar do vazio do nosso estômago, ignorando nossas bocas infantis em que as línguas brincavam a salivar sonho de comida. E era justamente nos dias de parco ou nenhum alimento que ela mais brincava com as filhas." as experiências compartilhadas e vividas por Evaristo, nas narrações da personagem de seus momentos em família observamos e aprendemos sua realidade, "Às vezes, no final da tarde, antes que a noite tomasse conta do tempo, ela se assentava na soleira da porta e, juntas, ficávamos contemplando as artes das nuvens no céu. Umas viravam carneirinhos; outras, cachorrinhos; algumas, gigantes adormecidos, e havia aquelas que eram só nuvens, algodão doce. A mãe, então, espichava o braço que ia até o céu, colhia aquela nuvem, repartia em pedacinhos e enfiava rápido na boca de cada uma de nós. Tudo tinha de ser muito rápido, antes que a nuvem derretesse e com ela os nossos sonhos se esvaecessem também." O texto de Conceição, assim como sua biografia, traz a tona sua realidade, da pobreza, da negritude, de ser mulher, ele retrata e nos comunica sua realidade, ela "escreve de onde seus pés estão fincados".</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-11-04 01:16:12 UTC</pubDate>
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         <title>Opinião</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>A literatura e arte no geral não são apenas estruturas sociais, vão além e se tornam a fundação do pensamento social, elas não apenas influenciam, mas agem como alicerces da nossa existência, no qual sustentamos nosso pensamento fundamental. Existimos sobre o alicerce ocidental, somos moldados a partir de nossa relação dialética com nossas estruturas sociais, porém a arte a literatura e a cultura são a base em si que nos permite e nos abre essa conversa. Dessa forma, a arte e a literatura não são apenas importantes, mas fundamentais, para a mudança social, são exatamente a essência para que possamos repensar a injustiça, para que possamos alcançar a mudança.</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-11-04 01:17:02 UTC</pubDate>
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         <title>Ponciá Vicêncio - Críticas</title>
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         <description><![CDATA[<div>A narrativa do livro da premiada Conceição Evaristo "Ponciá Vicêncio" é muito bem construída e embasada em uma série de críticas que a autora busca expor sutilmente (ou não) durante o desenvolvimento textual. Assim, Conceição consegue, através das vivências da personagem, narrar problemas enfrentados por mulheres afrodescendentes, tudo sob um ponto de vista da protagonista, feminina e negra.<br>Além disso, a obra traz uma visão extremamente crítica sobre o abolicionismo do século XIX, e a falta de perspectiva e estabilidade, vivenciada pelos jovens negros. Costurando ao longo das páginas do livro um retrato duro e cru da realidade, Evaristo permeia temas como o trabalho servil, a ineficiência do transporte público, e principalmente a falta de acesso á cultura.<br>Portanto, Ponciá Vicêncio é uma leitura que traz uma perpectiva da vida de um ponto de vista que por muitos séculos foi silenciado na literatura. É como se através da narrativa da personagem, a autora não só criticasse a realidade mas como também a expusesse, mais real e fria do que nunca. A história não tem todas aquelas firulas ficcionais que recheiam as obras literárias, mas sim, estrutura uma história que, fantasiada de ficção, traz um choque de realidade. Cada situação enfrentada pela personagem, cada momento descrito, é criado de um ponto de vista de alguém que, de fato, sabe na pele, como é vivenciar tais situações, o que faz do livro um retrato real e extremamente único da negritude feminina.</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-11-04 01:39:21 UTC</pubDate>
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         <title>Ponciá Vicêncio- 2</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Ponciá fala sobre a Mulher alta como uma esperança no meio de um sofrimento gerado das pessoas com fome e faz uma crítica dizendo que essa mulher não está mais sorrindo no milharal, interpretando na forma que muitas pessoas sofrem em não ter comida e moradia de um jeito único e poético que ela traz esse assunto muito discutido e infelizmente com muitas pessoas nessa situação de pobreza nos tempos de hoje.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-11-04 01:42:30 UTC</pubDate>
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         <title>Ponciá Vivêncio </title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>A obra escrita por Conceição Evaristo, Ponciá Vivêncio, tem como principaal crítica a escravidão no Brasil, analisando sua influência no âmbito geral e individual.&nbsp;<br>Representa uma história de exclusão imposta ao povo afrodescentente brasileiro, contada através de narrativas de uma história sofrida.<br>Esse passado terrível ainda assombra a sociedade brasileira, onde há ausência de cidadania para os que descendem de escravos.</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-11-04 01:48:55 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Ponciá Vicêncio - trabalho análogo à escravidão e exploração</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Durante séculos os negros africanos foram escravizados. Foram arrancados de suas terras, desumanizados, objetificados e transformados em materiais de trabalho usados até a exaustão. Em 1888 a escravidão foi legalmente abolida do país, mas a realidade foi outra.<br>Hoje em dia não existe mais essa escravidão racista e colonial, baseada no darwinismo social, mas sim uma exploração de pessoas humildes através de dívida. Muitos trabalhadores buscam serviços, principalmente no campo, e acabam adquirindo dívidas de transporte, alimentação e de compra de materiais, sendo ameaçados e permanecendo atrelados a seus contratantes até a dívida ser coberta, o que é impossível com o salário que recebem.<br>Sem direitos e liberdade,  essas pessoas se encontram em uma situação muito similar a dos escravizados africanos de séculos passados.</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-11-04 14:45:34 UTC</pubDate>
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         <title>Desobediência aos brancos-donos de tudo</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Negro Forro<br><br><em>Minha carta de alforria<br>não me deu fazendas,<br>nem dinheiro no banco,<br>nem bigodes retorcidos.<br></em><br></div><div><em>Minha carta de alforria<br>costurou meus passos<br>aos corredores da noite<br>de minha pele<br><br>Adão Ventura</em></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-11-05 00:49:54 UTC</pubDate>
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         <title>A Redenção de Cam</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2021-11-05 00:53:46 UTC</pubDate>
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         <title>Eu não sou seu negro</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Pantera Negra (2018)<br>Corra (2017)<br>Histórias Cruzadas (2011)<br>Cidade de Deus (2002)</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-11-05 00:59:48 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Tudo o que nóis têm é nóis</title>
         <author>leilacappellari</author>
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         <description><![CDATA[<div>Beyoncé - Lemonade https://youtu.be/gHYwerZbMS4<br>Childish Gambino - This is America https://youtu.be/VYOjWnS4cMY</div>]]></description>
         <enclosure url="https://youtu.be/gHYwerZbMS4" />
         <pubDate>2021-11-05 01:00:38 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Conceição Evaristo por Conceição Evaristo</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Mãe lavadeira, tia lavadeira e ainda eficientes em todos os ramos dos serviços domésticos. Cozinhar, arrumar, passar, cuidar de crianças. Também eu, desde menina, aprendi a arte de cuidar do corpo do outro. Aos oito anos surgiu meu primeiro emprego doméstico e ao longo do tempo, outros foram acontecendo.&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-11-05 01:09:34 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Na sua opinião, qual é a força da literatura para repensar injustiças? E da arte de modo geral? Relacione sua resposta aos repertórios anteriormente mobilizados. </title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/alinelima8/zg4ww027j6u1tu12/wish/1868796948</link>
         <description><![CDATA[<div>A literatura e qualquer outra forma de arte são modos de se expressar, portanto é natural se utilizar da arte de maneira a criticar quaisquer injustiça. A arte é importantíssima para mobilizar mudanças sociais, já que ela traz consigo um reflexo da realidade sobre a ótica do autor, possibilitando a expressão de denúncias a quaisquer injustiças nela, gerando uma reflexão do observador e dessa forma o conscientizando. Essas reflexões podem ser vistas, por exemplo, no filme Pantera Negra, o antagonista do filme busca se utilizar da tecnologia de Wakanda para buscar vingança contra os séculos de escravidão e domínio branco, demonstrando os reflexos do racismo na nossa sociedade e as marcas que ele deixa em todos que o sofrem.</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-11-05 01:11:44 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Como surgiu o termo &quot;escrevivência&quot;?</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/alinelima8/zg4ww027j6u1tu12/wish/1868839437</link>
         <description><![CDATA[<div>O termo "escrevivência" surge de um jogo de palavras que Conceição Evaristo fazia quando estava em seu mestrado. Uma mistura das palavras "escrever", "viver" e "se ver" culminava no termo "escrevivência". É um termo muito ligado na fala de mulheres negras e escravidas que contavam suas histórias para a casa-grande. Mesmo sendo fundamentado nessas mulheres negras, Conceição Evaristo afirma que isso não impossibilita que outros possam experimentá-la.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-11-05 01:30:20 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>As escrevivências em &quot;Olhos d&#39;água&quot;</title>
         <author>leilacappellari</author>
         <link>https://padlet.com/alinelima8/zg4ww027j6u1tu12/wish/1868864250</link>
         <description><![CDATA[<div>O conto “Olhos d'água" e a autobiografia da autora apresentam vários pontos em comum, como por exemplo, a maternidade e sua forte conexão com sua mãe, como citado no trecho abaixo onde a escritora diz no conto a vontade de saber a cor dos olhos de sua mãe. “De que cor eram os olhos de minha mãe? Atordoada custei reconhecer o quarto da nova casa em que estava morando e não conseguia me lembrar como havia chegado até ali. E a insistente pergunta, martelando, martelando... De que cor eram os olhos de minha mãe? Aquela indagação havia surgido há dias, há meses, posso dizer. Entre um afazer e outro, eu me pegava pensando de que cor seriam os olhos de minha mãe. E o que a princípio tinha sido um mero pensamento interrogativo, naquela noite se transformou em uma dolorosa pergunta carregada de um tom acusatório. Então, eu não sabia de que cor eram os olhos de minha mãe?”. Além disso, ela relata em sua biografia a forma na qual ela cuidava e se importava com sua mãe, tendo a felicidade de sua mãe como maior importância em sua vida.</div><div>Outra situação em comum é a sua história e os lugares por onde ela, uma mulher negra e pobre, pisou durante sua vida e suas dificuldades.&nbsp;</div><div><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-11-05 01:41:19 UTC</pubDate>
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