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      <title>Biografia by Goncalo Ferreira</title>
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      <language>en-us</language>
      <pubDate>2024-05-09 08:34:32 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>alunogoncaloferreira7342</author>
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         <description><![CDATA[<p>Vem ás vezes sentar-se ao pé de mim</p><p>— A noite desce, desfolhando as rosas —</p><p>Vem ter commigo, ás horas duvidosas,</p><p>Uma visão, com azas de setim...</p><p>Pousa de leve a delicada mão</p><p>— Rescende amena a noite socegada —</p><p>Pousa a mão compassiva e perfumada</p><p>Sobre o meu dolorido coração...</p><p>E diz-me essa visão compadecida</p><p>— Ha suspiros no espaço vaporoso —</p><p>Diz-me: Porque é que choras silencioso?</p><p>Porque é tão erma e triste a tua vida?</p><p>Vem commigo! Embalado nos meus braços</p><p>— Na noite funda ha um silencio santo —</p><p>N'um sonho feito só de luz e encanto</p><p>Transporás a dormir esses espaços...</p><p>Porque eu habito a região distante</p><p>— A noite exhala uma doçura infinda —</p><p>Onde ainda se crê e se ama ainda,</p><p>Onde uma aurora igual brilha constante...</p><p>Habito ali, e tu virás commigo</p><p>— Palpita a noite n'um clarão que offusca —</p><p>Porque eu venho de longe, em tua busca,</p><p>Trazer-te paz e alivio, pobre amigo...</p><p>Assim me fala essa visão nocturna</p><p>— No vago espaço ha vozes dolorosas —</p><p>São as suas palavras carinhosas</p><p>Agua correndo em crystalina urna...</p><p>Mas eu escuto-a immovel, somnolento</p><p>— A noite verte um desconsolo immenso —</p><p>Sinto nos membros como um chumbo denso,</p><p>E mudo e tenebroso o pensamento...</p><p>Fito-a, n'um pasmo doloroso absorto</p><p>— A noite é erma como campa enorme —</p><p>Fito-a com olhos turvos de quem dorme</p><p>E respondo: Bem sabes que estou morto!</p><p>Antero de Quental, in 'Sonetos'</p><p><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2024-05-09 08:49:09 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>alunogoncaloferreira7342</author>
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         <description><![CDATA[<p>O escritor português Antero de Quental nasceu em 1842 e faleceu em 1891.</p><p>O poeta fez parte da geração de 70, introdutora do realismo em Portugal.</p><p>Ele foi o principal defensor do realismo no debate que ficou conhecido como a questão coimbrã.</p><p>As obras de Antero de Quental também apresentam traços românticos.</p><p><br></p><p><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2024-05-09 10:01:22 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>alunogoncaloferreira7342</author>
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         <description><![CDATA[<p>A <strong><em>Casa Antero de Quental</em></strong>, imóvel adquirido e restaurado pela Câmara Municipal, inaugurada em 2013, serviu de residência ao escritor entre os anos de 1881 e 1891</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-05-09 10:05:05 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>alunogoncaloferreira7342</author>
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         <description><![CDATA[<p>O poema "Entre as Sombras" de Antero de Quental aborda temas como melancolia, solidão e a busca por sentido na existência</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-05-14 12:27:47 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>alunogoncaloferreira7342</author>
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         <description><![CDATA[<p>o poema entre as sombras tem 9 quadras</p><p><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2024-05-14 12:31:31 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>alunogoncaloferreira7342</author>
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         <description><![CDATA[<ol><li><p>Estrofe 1: ABBA</p></li><li><p>Estrofe 2: ABBA</p></li><li><p>Estrofe 3: ABBA</p></li><li><p>Estrofe 4: ABBA</p></li><li><p>Estrofe 5: ABBA</p></li><li><p>Estrofe 6: ABBA</p></li><li><p>estrofe 7 ABBA</p></li><li><p>Estrofe 8:ABBA</p></li><li><p>Estrofe 9:ABBA</p></li><li><p>A rima do poema "Entre as Sombras" de Antero de Quental pode ser classificada como alternada ou cruzada, onde os versos rimam em um padrão ABBA em todas as estrofes.</p></li></ol>]]></description>
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         <author>alunogoncaloferreira7342</author>
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         <description><![CDATA[<p>Vem ás ve zes sen tar -se ao pé de mim</p><p>O primeiro verso possui 11 sílabas métricas, sendo assim, é classificado como um verso dodecassílabo, ou seja, um verso de doze sílabas métricas.</p><p><br></p>]]></description>
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         <title></title>
         <author>alunogoncaloferreira7342</author>
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         <description><![CDATA[<ol><li><p>Número de estrofes: O poema possui 9 estrofes.</p></li><li><p>Classificação das estrofes quanto ao número de versos: Todas as estrofes possuem 4 versos, caracterizando o poema como uma composição de quadras.</p></li><li><p>Esquema rimático e tipo de rima: O esquema rimático é ABBA em todas as estrofes, caracterizando uma rima cruzada ou alternada.</p></li><li><p>O poema é uma composição de estrutura fixa. Esta estrutura é conhecida como "soneto".</p></li></ol>]]></description>
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         <pubDate>2024-05-14 12:39:46 UTC</pubDate>
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         <author>alunogoncaloferreira7342</author>
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         <description><![CDATA[<p>O texto poético é marcado pela objectividade, através do qual o eu poético exprime a sua visão e experiência pessoais. - F (O texto poético tende a expressar subjetividade, refletindo as emoções e experiências do eu lírico.) </p><p>A versificação é a arte ou técnica de fazer versos - V</p><p> O verso é uma linha de um poema que deverá obrigatoriamente ter sentido completo - V </p><p>Chamam-se estrofes a um grupo de versos, separados graficamente por um espaço. - V</p><p> Uma estrofe nunca poderá ser composta unicamente por um verso. - F (Há formas poéticas que contêm estrofes compostas por apenas um verso, como é o caso do terceto no soneto.) </p><p>A uma estrofe composta por cinco versos dá-se o nome de pentassílabo. - F (Uma estrofe com cinco versos é chamada de quintilha.)</p><p> Chama-se rima à semelhança ou igualdade de sons no final ou interior dos versos de cada estrofe. - V</p><p> Há poesias em que os versos não rimam: são os versos soltos ou brancos - V</p><p><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2024-05-14 12:42:26 UTC</pubDate>
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