<?xml version="1.0"?>
<rss version="2.0">
   <channel>
      <title>Meu padlet  by Júlia Nayane de Oliveira</title>
      <link>https://padlet.com/deoliveirajulianayane/zbpx59i37bblrakg</link>
      <description></description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2025-07-23 23:24:47 UTC</pubDate>
      <lastBuildDate>2025-08-21 23:01:44 UTC</lastBuildDate>
      <webMaster>hello@padlet.com</webMaster>
      <image>
         <url></url>
      </image>
      <item>
         <title>Apresentação</title>
         <author>deoliveirajulianayane</author>
         <link>https://padlet.com/deoliveirajulianayane/zbpx59i37bblrakg/wish/3527265041</link>
         <description><![CDATA[<p>Meu nome é Júlia Nayane, estou cursando o 4° período do curso de Psicologia a UFAL. Sou de Marechal Deodoro e me mudei há alguns anos para Maceió, mas meu coração sempre permanecerá deodorense. A universidade foi um grande desafio para mim nos últimos semestres, principalmente por assimilar trabalho e estudos. Tenho bastante interesse nessa disciplina, principalmente por ser tia de uma menininha de 5 anos que convive a maior parte do tempo com meus pais, por isso eu sempre busco ajudá-la com suas atividades e minha missão é que ela consiga ler e formar palavras sozinhas. Até agora ver a evolução e dedicação dela me enche de alegria. Por isso, espero que seja uma disciplina inspiradora e interessante.</p>]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads-usc1.storage.googleapis.com/4150365974/dbb6290360b2c6863ee3d2c5eaaec212/sol_e_lua.jpg" />
         <pubDate>2025-07-23 23:29:00 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/deoliveirajulianayane/zbpx59i37bblrakg/wish/3527265041</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Aprendizagem- Paulo Freire, Bell Hooks e Rapunzel</title>
         <author>deoliveirajulianayane</author>
         <link>https://padlet.com/deoliveirajulianayane/zbpx59i37bblrakg/wish/3528122249</link>
         <description><![CDATA[<p>O que é a aprendizagem? Para mim, aprender sempre foi algo como encaixar informações, rotular e associar questões. Hoje, consigo perceber que aprender não deve se prender à monotonia daquilo que <em>é</em> ou <em>pode ser</em>. Aprender envolve compreensão, experiência e uma visão ampla de mundo, que inclui a história tanto do educador quanto do educando.</p><p>Assistindo à série <em>As Aventuras de Rapunzel</em>, pude ver como a aprendizagem está presente de forma intensa na trama que se desenrola. Não apenas a aprendizagem da própria Rapunzel, mas também de todos ao seu redor — mostrando que sempre há algo novo a aprender, a rever e a transformar.</p><p>Rapunzel era mantida presa em uma torre por sua “mãe”, que a impedia de sair e, para que ela não desejasse o mundo exterior, implantava medos baseados em informações falsas. Como Rapunzel foi podada desde cedo e levada a acreditar que “a mãe sabia mais”, ela deixou de desenvolver um pensamento crítico e não questionava a veracidade daquilo que lhe era dito.</p><p>Ao sair da torre, viveu diversas aventuras e enfrentou muitos desafios. Por ser uma princesa, as pessoas ao seu redor tentavam moldá-la para caber nos padrões esperados da realeza. Seu pai, com medo de perdê-la, escondia verdades importantes, o que dificultava ainda mais seu processo de autonomia. Mesmo assim, Rapunzel erra, tenta acertar, aprende e também ensina.</p><p>Ela ensina, com sua humildade e confiança nas pessoas, que ética, empatia e entrega ao outro são sinais de força, e não de fraqueza. A cada passo, transforma o ambiente ao seu redor. As pessoas passam a se tornar mais humanas com ela, a desenvolver escuta, solidariedade e coragem. Inclusive, o José Bezerra passa de um ladrão sem caráter para o líder da guarda real, com a ajuda da Rapunzel e de suas reflexões cobre lealdade, humildade e perdão.</p><p>Essa história me fez refletir sobre Paulo Freire, que traz a importância de aprender a partir do que você já é. Ele nos mostra que ninguém é uma tábula rasa e que o conhecimento verdadeiro nasce do diálogo, da escuta, da dúvida e da troca entre educador e educando. Na visão freiriana, todos têm algo a ensinar e a aprender. A aprendizagem crítica é essencial para que a gente não permaneça preso em nossas “torres”, e tenha coragem de ver o mundo com novas lentes.</p><p>Bell hooks, por sua vez, também defende uma educação que valorize a liberdade, a ética, a singularidade de cada um e o questionamento dos espaços em que estamos inseridos. Como ela mesma propõe, devemos nos perguntar: <em>“Será que esse espaço foi feito para mim?”</em> e <em>“Como posso transformá-lo em um lugar mais justo e equitativo?”</em>.</p><p>Aprender, nesse sentido, é produzir conhecimento, mas também se produzir como sujeito, em constante transformação.</p><p>Lembrei, por fim, da famosa frase do filósofo Heráclito: “Nenhum homem entra duas vezes no mesmo rio, pois não é o mesmo homem e nem o mesmo rio.”</p><p>E é isso: aprender é mudar. A cada novo conhecimento, deixamos de ser os mesmos, e o próprio saber também se transforma.</p>]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads-usc1.storage.googleapis.com/4150365974/729db5ea7c2a18a15bc475760727e01d/paulo_hooks_rapunzel.jpg" />
         <pubDate>2025-07-24 21:36:37 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/deoliveirajulianayane/zbpx59i37bblrakg/wish/3528122249</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Piaget x O paciente</title>
         <author>deoliveirajulianayane</author>
         <link>https://padlet.com/deoliveirajulianayane/zbpx59i37bblrakg/wish/3538865893</link>
         <description><![CDATA[<p>Jean Piaget transformou os métodos tradicionais de ensino ao propor que aprender não é simplesmente receber informações prontas, mas sim passar por um processo ativo de construção do conhecimento. Para ele, o professor tem a função de provocar o aluno, criando situações que gerem uma <strong>desregulação cognitiva</strong> — um momento em que as ideias e respostas já conhecidas deixam de dar conta da situação. É nesse desconforto que o estudante é levado a buscar novas respostas, reorganizando e ampliando seus esquemas mentais.</p><p>Ao assistir a minissérie <em>O Paciente</em>, percebi como esse conceito também pode ser observado fora da sala de aula, mesmo em um contexto extremo. Na história, um paciente com impulsos homicidas sequestra seu terapeuta, criando uma situação de confinamento e risco constante. O que poderia ser apenas um cenário de violência, transforma-se em um espaço forçado de diálogo e reflexão. O paciente, profundamente traumatizado pela relação abusiva com o pai, começa a perceber a raiz de seus comportamentos e questionar a própria identidade. Ao mesmo tempo, o terapeuta, diante do perigo da morte e da impossibilidade de manter o “método” tradicional, é levado a refletir sobre suas próprias falhas e decisões de vida.</p><p>Assim como nos princípios de Piaget, a crise (representada pelo sequestro) provoca em ambos uma ruptura com os esquemas anteriores, obrigando-os a criar novas formas de pensar e compreender a si mesmos. Embora na educação essa “desregulação” seja estimulada de forma ética e planejada, e no caso da série ocorra de forma traumática e não intencional, o mecanismo psicológico é semelhante: o conflito leva à transformação.</p>]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads-usc1.storage.googleapis.com/4150365974/ab8451d9d8cad88c6e93ea4c827e9835/O_paciente.jpg" />
         <pubDate>2025-08-09 00:03:02 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/deoliveirajulianayane/zbpx59i37bblrakg/wish/3538865893</guid>
      </item>
      <item>
         <title>O Papel do Brinquedo no Desenvolvimento x O Arqueiro , Bernard Cornwell</title>
         <author>deoliveirajulianayane</author>
         <link>https://padlet.com/deoliveirajulianayane/zbpx59i37bblrakg/wish/3550849752</link>
         <description><![CDATA[<p>O brinquedo tem um papel fundamental no desenvolvimento da criança, pois é no brincar que ela começa a atribuir sentidos ao mundo e a agir além do que consegue em sua vida cotidiana. Segundo Vygotski, no brinquedo a criança cria uma <strong>situação imaginaria</strong>, onde desejos que não podem ser satisfeitos de imediato são realizados simbolicamente. Um cabo de vassoura pode virar um cavalo, uma caixa pode se tornar uma casa. Esse processo mostra que, no brincar, a ação da criança não está presa apenas ao objeto real, mas ao <strong>significado</strong> que ela atribui a ele, o que marca um ponto de transição importante rumo ao pensamento mais abstrato.</p><p>Além disso, todo brinquedo traz <strong>regras</strong>, mesmo que não estejam explicitas. Por exemplo, quando uma criança finge ser mãe, ela precisa agir conforme o que entende que uma mãe faz, obedecendo a regras implícitas de comportamento. Assim, o brinquedo não só promove a imaginação, mas tambem desenvolve a vontade e o autocontrole, pois a criança precisa conter impulsos imediatos para seguir as normas do jogo. Isso cria uma verdadeira zona de desenvolvimento proximal, já que no brincar a criança se comporta “maior” do que realmente é, antecipando aprendizagens futuras.</p><p>Durante a aula houve um exemplo de duas crianças da mesma idade, mas com niveis diferentes de desenvolvimento. Esse aspecto mostrou que o desenvolvimento não depende apenas da idade cronológica, mas das interações e experiencias vividas.</p><p>Um exemplo que posso trazer da minha leitura atual, o livro <em>O Arqueiro</em> de Bernard Cornwell, também mostra isso de forma simbólica. O protagonista, Thomas, filho bastardo de um padre, desde sua infância sonhava em ser arqueiro, porém seu pai, abalado pelo pecado queria que o rapaz tornasse-se padre e por isso fez com que ele estudasse, soubesse outras linguas, incluindo o latim. Mas isso não fez Thomas parar de treinar, com isso adquiriu força e habilidade, até que ele e o arco fossem um. Em um episódio da Santa Pascoa, na vigilia, ele e outros rapazes ficaram na humilde igreja para proteger a Sagrada Eucaristia, até que sua vila foi destruida quando o seu primo invade e mata todos, inclusive seu pai, que era tio do que se autonomeava Arlequim. A partir daí, ele se une as tropas inglesas, buscando cumprir a promessa que fez a seu pai de recuperar a lança de São Jorge e cumprir sua vingança contra aquele que destruiu tudo que ele tinha, com isso ele se desenvolve em meio à violência, mas diferentemente dos homens bárbaros ao seu redor, tinha uma formação estudada e reflexiva que lhe permitia compreender e agir de forma mais elaborada, fazendo com que pudesse decifrar melhor emoções e ações corporais, ter controle emocional e ser pivô de várias invasões a vilas que eram dificeis de acessar. </p><p>Assim como acontece com as crianças, ele se destacou não pela idade, mas pelos estímulos e sentidos que teve contato. Como ele pôde ter contato e desenvolver por muito tempo sua habilidade com o arco, ele conseguiu se destacar no meio de outros arqueiros, até mesmo aqueles com mais tempo no grupo de batalha. Ele primeiro precisou entender o sentido do arco, decodificar seus detalhes, a força a precisão, as regras que sobrepunham aquele objeto, para então dominá-lo, mostrando que o processo de atribuição de sentido antecede o domínio completo da técnica.</p><p>Portanto, o seu arco não foi entendido apenas como diversão, mas como um campo de aprendizagem e desenvolvimento onde ele começou a dar sentido, exercitar o autocontrole e antecipar papéis sociais e cognitivos que fundamentaram seu desenvolvimento e sua habilidade.</p>]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads-usc1.storage.googleapis.com/4150365974/dbbf1d9069b89224e4588a3a30e0509c/arqueiro.jpg" />
         <pubDate>2025-08-21 23:01:42 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/deoliveirajulianayane/zbpx59i37bblrakg/wish/3550849752</guid>
      </item>
   </channel>
</rss>
