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      <title>Apontamentos de filosofia  by Ana Vieira</title>
      <link>https://padlet.com/anacsvieira26/z8q4p463y5qg</link>
      <description>Feito com a força para ter sucesso</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2019-01-27 12:10:43 UTC</pubDate>
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         <title>                                                    1º Período
1. Argumentação e lógica formal</title>
         <author>anacsvieira26</author>
         <link>https://padlet.com/anacsvieira26/z8q4p463y5qg/wish/288908776</link>
         <description><![CDATA[<div>1.1. Distinção validade-verdade<br>     <strong>Definição de lógica<br></strong>  A <strong>lógica e a disciplina ou área do saber que estuda a validade das inferências ou a estrutura </strong>do raciocínio.<br>  A estrutura ou forma dos raciocínios, é o tipo de relações que se estabelecem entre as premissas e a conclusão de um argumento.<br>  <strong>A lógica tem como principais tarefas:<br></strong>• propor modelos ou formas de raciocínios válidos;<br>• estabelecer as regras que nos permitem raciocinar corretamente;<br>• identificar algumas das razões pelas quais erramos.<br> <br><strong><mark>A. Argumentos</mark></strong><strong><br></strong>  Um argumento é uma sequência de anunciados constituída por:<br>• uma ou mais premissas - razões que justificam a conclusão;<br>• uma conclusão - ideia que se pretende defender. <br>   Os argumentos deixam se representar por uma <strong>forma-padrão</strong> ou <strong>forma canónica</strong>.<br>        Exemplo:<br>Todos os homens são mortais.<br>Sócrates é homem.<br>Logo, Sócrates é mortal.<br><br><strong><mark>B. Proposições </mark></strong><strong><br>  </strong>A<strong> proposição é o conteúdo expresso numa frase declarativa com valor de verdade. </strong>São as frases declarativas, por puderem ser verdadeiras ou falsas, expressam proposições.<br>   Premissas e conclusão, expressam proposições. <br>Exemplos de proposições:</div><ul><li>A poesia é uma arte. </li><li>A poesia não é uma arte.</li><li>Alguma poesia é uma arte.</li></ul><div><br><strong><mark>C. Termo</mark></strong><strong><br>   </strong>O <strong>termo </strong>é a expressão verbal de um conceito. O <strong>conceito</strong> é a <strong>ideia</strong>, o <strong>pensamento </strong>que refere objetos ou algo.<br>    Existem termos que expressam mais do que o conceito ( termos ambíguos - ex: "canto" ) e podem gerar inequívocos na comunicação.<br><br><strong>2. Validade e verdade<br>   </strong>A <strong>validade é uma propriedade dos argumentos</strong>. A validade deriva da <strong>forma</strong> do argumento. Um argumento diz-se válido quando a sua estrutura lógica se apresenta de tal modo que não inverte qualquer regra lógica.<br>    A lógica formal dedica-se aos critérios de validade das inferências, não ao conteúdo dos argumentos.<br>    A <strong>verdade é uma propriedade das proposições</strong>. As proposições são verdadeiras se dizem aquilo que é. Se eu disser " a capital de Portugal é Hong Kong" digo uma falsidade, se disser " a capital de Portugal é Lisboa", a proposição será verdadeira.<br>     Todas as crianças são curiosas.<br>     Alice é uma criança.<br>     Logo, Alice é curiosa.<br><br>    O argumento é dedutivamente <strong>válido</strong>, uma vez que a conclusão é uma consequência necessária das premissas. <br>   Um <strong>argumento dedutivamente</strong> <strong>válido</strong> é aquele em que, se as premissas forem verdadeiras é impossível que a conclusão seja falsa. <strong>Nos argumentos dedutivos a conclusão é uma consequência necessária das premissas</strong>. Um argumento válido <strong>pode conter</strong>:</div><ul><li>premissas e conclusão falsas;</li><li>premissas falsas e conclusão verdadeira . </li></ul><div>Um argumento válido apenas não admite:</div><ul><li> premissas verdadeiras e conclusão falsa.</li></ul><div>  Os argumentos dedutivos são válidos e inválidos apenas em virtude da sua forma lógica, não do seu conteúdo. Para avaliarmos um argumento dedutivo, basta termos em conta a sua estrutura de acordo com certas regras.<br><strong>3. Solidez dos argumentos</strong> <br>    Um argumento sólido é um argumento válido e com premissas verdadeiras.<br>Exemplo:<br>  Todos os homens são mortais.        Sócrates é homem.<br> Logo, Sócrates é mortal.<br>   A estrutura do argumento é válida e todas as premissas são verdadeiras logo, o argumento é válido.<br>   Todos os argumentos sólidos são válidos, mas todos os argumentos válidos são sólidos.<br><strong>4.Validade dedutiva e validade indutiva <br>  </strong> Enquanto nos <strong>argumentos dedutivos válidos</strong> há uma relação de necessidade que torna impossível aceitar as premissas e recusar a conclusão, <strong>nos argumentos indutivos válidos</strong>, fortes ou <strong>bons</strong> não é impossível as premissas serem verdadeiras. <br>   Num argumento indutivo forte ou bom dada a verdade das premissas, é pouco provável que a conclusão seja falsa.<br>   Os argumentos indutivos são objeto de estudo da lógica informal que se dedica a processos não dedutivos de inferência. Na lógica informal a validade de um argumento é determinada não apenas pela forma mas também pelo conteúdo.<br><br><br><strong>Argumento e lógica formal- lógica aristotélica <br>1.2. Formas de inferência válida <br>  1. Noções básicas de aristotélica<br>   </strong>Segundo Aristóteles, a lógica é a disciplina que investiga o modo como raciocinamos corretamente.<br> A lógica aristotélica lida com um tipo especial de um argumento dedutivo- o silogismo. <br>   O silogismo é um argumento com apenas 2 premissas e 1 conclusão. Por ser 1 argumento dedutivo, o silogismo válido é aquele em que , se as premissas forem verdadeiras, a conclusão não pode ser falsa.<br><strong><mark><br>A. A estrutura do silogismo categórico<br></mark></strong>Os silogismos categóricos são constituídos por proposições declarativas categóricas: proposições do tipo S é P e S não é P.  S é sujeito , P é predicado. A relação entre S e P estabelece através da cópula, que firma "é" ou nega "não é" a atribuição de um predicado a um sujeito. <br>   As proposições podem assumir 4 tipos diferentes, segundo a sua qualidade e quantidade. <br>   <strong>Tipo A- </strong>proposição universal afirmativa:<br>     Todo o S é P.<strong><br>   Tipo E- </strong>proposição universal negativa:<br>     Nenhum S é P.<br>   <strong>Tipo I</strong>- proposição particular afirmativa:<br>     Algum S é P.<br>  <strong> Tipo O</strong>- proposição particular negativa<br>     Algum S não é P.<br><strong><mark>B. Extensão é compreensão de um termo. </mark></strong><br>    <strong>A compreensão é a propriedade de objetos referida pelo um termo.</strong><br>Exemplos:<br>     A compreensão do termo réptil é a propriedade ou o conjunto das propriedades que definem os répteis: "Animal vertebral, tetarpote e ectortérmico, etc"  ou seja as características comuns a todos os répteis.<br> <strong>   A extensão é a totalidade dos objetos que possuem uma certa propriedade.<br> </strong> Assim, a extensão do termo "réptil" é todos os objetos (seres) que possuem a propriedade de ser réptil, tais como "serpentes", "lagartos" e "crocodilos", etc.<br><strong><mark>C. Distribuição dos termos nas proposições<br></mark></strong>    Um termo diz-se <strong>distribuído </strong>numa proposição se e somente se,<strong> é tomado em toda a sua extensão.<br>   </strong>A quantidade está relacionada com a distribuição do sujeito de uma proposição, enquanto a qualidade está correlacionada com a distribuição com o predicado.<br><strong><mark>D. Quadrado oposição ou quadrado lógico<br></mark></strong>   Segundo a lógica Aristotélica, a partir de uma proposição com determinado valor de verdade podem inserir o valor de verdade de pelo menos uma proposição de outro tipo, <strong>desde que as proposições tenham o mesmo sujeito e o mesmo predicado.<br></strong><strong><mark>E. Relações lógicas entre proposições<br></mark></strong>   O quadrado de oposição é um diagrama que nos permite visualizar as relações lógicas entre os valores de verdade dos 4 tipos de proposições com o mesmo sujeito e predicado. </div><ul><li>Contraditoriedade </li></ul><div>- relação entre as proposições A-O e E-I.<br>- proposições contraditórias: se 1 é verdadeira a outra é falsa; se 1 é falsa, a outra é verdadeira.</div><ul><li>   Contrariedade </li></ul><div> - a relação entre as proposições A-E.<br> - proposições contrárias: não podem ser ambas verdadeiras, mas podem ser ambas falsas.</div><ul><li>Sub-contrariedade</li></ul><div> - relação entre proposições I-O.<br> - proposições sub-contrárias: podem ser ambas verdadeiras, mas não podem ser ambas falsas.</div><ul><li>Sub-alterinidade  </li></ul><div> - relação entre as proposições A-I, E-O.<br> - proposições sub-alternas : se a universal é verdadeira a particular é verdadeira. Se a universal é falsa a particular pode ser falsa ou verdadeira. Se a particular é verdadeira, a universal pode ser verdadeira ou falsa. Se a particular é falsa, a universal é falsa.<br><br><strong>Argumentação e lógica formal<br>Lógica aristotélica<br>1.3 Principais falácias<br><br></strong><strong><mark>1.Definição de falácias <br></mark></strong>As falácias são argumentos inválidos construídos de tal modo que têm a aparência de ser válidos. As falácias formais são argumentos inválidos em virtude de não respeitarem a estrutura válida dos argumentos.<br><strong><br>2.Principais falácias formais</strong> </div>]]></description>
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         <pubDate>2018-10-03 22:36:57 UTC</pubDate>
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         <title>                                                   2º Período</title>
         <author>anacsvieira26</author>
         <link>https://padlet.com/anacsvieira26/z8q4p463y5qg/wish/324665337</link>
         <description><![CDATA[<div><strong><mark>9. Determinação da validade dos argumentos<br></mark></strong>  A lógica proporcional estuda a validade dos argumentos dedutivos. Permite testar a validade dos argumentos com base nas combinações no valor de verdades nas proposições simples e das condições de  verdade das conectivas lógicas. <br>  Chama-se<strong> inspetor de circunstâncias </strong>ao   dispositivo gráfico que permite testar a validade dos argumentos dedutivos. <br> <br><strong><mark>A. Inspetor de circunstancia <br></mark></strong> Consideremos o seguinte argumento:<br>P→ Q<br>P<br><strong> • <br>•  • </strong> Q<br>  Para testar a sua validade vamos usar um inspetor de circunstancias que é uma tabela de verdade que é semelhante ás tabelas que usamos para determinar o valor de verdade das proposições compostas.<br> Na coluna da esquerda escrevemos as letras proporcionadas e os respetivos valores de verdade.<br> Na coluna da direita, em vez da forma proporcional escrevemos o argumento : a premissa ou premissas separadas "logo" (ou do sinal lógico) e a conclusão.<br> Testamos a validade de um argumento verificando se há alguma circunstancia (alguma linha da tabela) que apresente <strong>premissas verdadeiras</strong> e <strong>conclusão falsa</strong>. Se existir, o argumento é inválido, se não existir o argumento é válido.<br> | P    Q  | P→Q, P, logo, Q<br> | V   V  |     V     V           V<br> | V   F  |      F     V           F <br> | F   V  |      V     F           V<br> | F   F  |      V     F            F<br> <br>No argumento com análise, podemos concluir que na única circunstância em que as premissas são ambas verdadeiras (linha 1), a conclusão também é verdadeira, portanto, o argumento é <strong>válido</strong>.<br>  Trata-se de um argumento designado por <strong><em>Modus Ponens</em></strong><strong> </strong>ou afirmação do antecedente, uma das formas válidas do argumento condicional.<br>    <strong> Um argumento condicional é um argumento dedutivo em que uma das premissas é uma preposição condicional.</strong><strong><mark><br></mark></strong><strong> </strong>    O argumento condicional tem 2 formas válidas :<br>1. A- B, A, logo, B <br>2. A-B, ~B, logo, ~A<br>  Como podemos observar a primeira premissa de ambas as formas é uma preposição que indica condicional. A outra premissa afirma o antecedente no (1.)- <strong>modo ponens,</strong> ou afirmação do antecedente- ou nega o consequente em (2.)- <strong>modo tollens, </strong>ou negação do consequente.<br><br> <br><br>  </div>]]></description>
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         <pubDate>2019-01-27 12:13:33 UTC</pubDate>
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