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      <title>Do seu ponto de vista, como a pandemia mudou a sua vida? by Relatos da pandemia (padlet antigo)</title>
      <link>https://padlet.com/doutoradoppagu/z1v2vxhbq70elzdp</link>
      <description>&quot;EU NA PANDEMIA: VIVÊNCIAS AQUI, ALI E ACOLÁ”. Vivo em uma cidade em movimento, em transformação. Uma cidade que é nova a cada momento. Com a pandemia, ela ficou quase que inacessível. Eu aqui, dentro de casa, depois eu ali, para sobreviver, indo do lado de fora, tentando saber o que se passa acolá.</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2021-01-22 01:25:21 UTC</pubDate>
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         <title>O Turismo e a Pandemia</title>
         <author>thiagoqueiroz3</author>
         <link>https://padlet.com/doutoradoppagu/z1v2vxhbq70elzdp/wish/1124549212</link>
         <description><![CDATA[<div>O turismo é uma das mais importantes atividades econômicas do capitalismo contemporâneo. Vetor de desenvolvimento. Todavia, talvez tenha sido o setor mais atingido pelos efeitos negativos do isolamento social, que apesar de necessário como medida sanitária de contenção da proliferação do coronavírus em nível mundial, tem contribuído para intensa recessão econômica, através do crescente desemprego, ocasionado pelo fechamento de vários postos de trabalho. Hotéis, resorts, parques aquáticos, por exemplo diminuíram seus faturamentos e investimentos. O setor aéreo foi fortemente afetado. A cadeia turística depende de movimentos, fluxos de pessoas, deslocamentos dos corpos de um lugar para o outro (ou outros). Contudo, pode ser que seja o momento de (re)pensar as práticas turísticas de antes da pandemia, isto é, desarmoniosa com a natureza, expropriadora das benesses socioeconômicas às comunidades locais, desumana, exploradora e insustentável.  </div>]]></description>
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         <pubDate>2021-01-25 23:49:18 UTC</pubDate>
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         <title>ACESSIBILIDADE E PANDEMIA EM MACEIÓ/AL: DO DIREITO AO MEDO DA CIDADE</title>
         <author>eduardopatricioppgauufal</author>
         <link>https://padlet.com/doutoradoppagu/z1v2vxhbq70elzdp/wish/1124568515</link>
         <description><![CDATA[<div><br>Após treze anos distante da minha cidade de origem, depois de radicado por esse período em Natal/RN, ao voltar para o meu lugar, para a minha Maceió, trazia comigo o entusiasmo de, agora como doutorando da Universidade Federal de Alagoas, unir o útil ao agradável, ao ter a oportunidade de desenvolver no “meu aconchego” uma pesquisa sobre a acessibilidade e suas implicações na inclusão da pessoa com deficiência na vida urbana.<br><br></div><div>Cheguei trazendo comigo, além dos poucos utensílios domésticos que pude transportar no ônibus, a esperança de ainda nos primeiros meses do curso realizar meu cronograma de pesquisa de campo, porém, já no mês de março de 2020 ouvia os rumores de uma ameaça de pandemia; informação que não assimilara com eficácia, em virtude do meu foco no processo logístico de mudança para Maceió.<br><br></div><div>Depois de ter chegado, ainda sem a minha esposa, pois temos um animalzinho que nos acompanha desde 2012, um gato, o qual sua logística de transporte interestadual rodoviário demandara que o mesmo estivesse com suas vacinas em dia, além de certos procedimentos burocráticos, onde minha esposa hospedada na casa de seus pais ficara em Natal/RN para resolver tais questões para então poder vir com o bichano para Maceió.<br><br></div><div>Fiquei aproximadamente dois meses sozinho em Maceió, foi muito difícil para mim, pois como pessoa com deficiência em pleno processo de mudança para outra cidade, deparei-me com as restrições físicas que muitas vezes me esqueço que as possuo. Não tenho problema em falar de limitações, isso em nada me diminui, nem me constrange, apenas confirma minha condição humana.<br><br></div><div>Ainda em meio a esse processo de adaptação à nova morada, começou a “explodir” uma sequencia frenética de notícias sobre um certo vírus, um tal de Corona, que estava se espalhando rapidamente pelo mundo inteiro, oriundo de uma cidade chinesa chamada Wuhan – logo, de Corona para Covid-19 – numa velocidade impressionante para o mundo quase todo – a ameaça de um iminente apocalipse – e agora? – e os meus sonhos? – e o meu doutorado e pesquisa? – e eu, minha esposa e nossas famílias, o que será de nós? – o que será da humanidade?<br><br></div><div>Durante toda a minha vida, pra ser mais exato, mas nem tanto, nos meus quarenta e poucos anos, sempre considerei as barreiras físicas e atitudinais à acessibilidade urbana, as principais, senão as causas verdadeiras da negação do direito à cidade àqueles que possuem restrições de mobilidade, principalmente às pessoas com deficiência como eu. <br><br></div><div>Entretanto, com o vertiginoso desdobrar da pandemia, do advento do risco de infecção e consequente morte, emerge uma série de restrições do estado à dinâmica urbana convencional da cidade por meio da criação de decretos estaduais e municipais visando impedir a proliferação das infecções, os quais determinaram o fechamento do comércio e de diversas organizações públicas e privadas, impondo ainda severas restrições de acesso à aspectos e espaços da cidade; um confinamento compulsório, embora necessário.<br><br></div><div>Emerge então uma barreira à acessibilidade que eu jamais concebera em toda a minha vida, uma barreira invisível que, de forma assustadora acabou democratizando o “não acesso” aos espaços e à vida urbana da cidade! Para os que outrora não possuíam restrições de acesso a estes aspectos, o confinamento; mas para nós que o direito constitucional de ir e vir já vinha sendo negado em virtude da falta de acessibilidade urbana, o reconfinamento ou a ampliação do <em>status quo</em> de confinamento.<br><br></div><div>Agora eu, que achava que a minha imobilidade urbana era causada por aspectos físicos da cidade, e/ou por barreiras atitudinais da sociedade, vi-me (e ainda me vejo) “reconfinado” em minha própria casa/mundo – antes local de refúgio alternativo a uma cidade excludente – hoje uma espécie de prisão! <br><br></div><div>Quando ainda estava em Natal/RN sentia saudades da minha Maceió, da minha sereia, de seus espaços (mesmo que repletos de barreiras) – de meu povo (mesmo que, em grande parte, cheio de preconceitos em relação à minha condição física) – da minha família, agora perto e ao mesmo tempo distanciados de mim por um abismo profundo aberto entre nós pelo Covid-19! Que angustiante isso tudo!<br><br></div><div>Fui acometido quando ainda bebê pela poliomielite, a famigerada paralisia infantil – e, eu que pensava que ela tinha sido capaz de, abaixo da morte, me causar o pior dano que eu poderia ter sofrido na vida – inocente eu, pois esta não me impediu de desenvolver as minhas potencialidades, fato este que estou aqui escrevendo esta narrativa para uma disciplina do MEU DOUTORADO (fonte com caixa alta proposital, risos).<br><br></div><div>Não mais as barreiras físicas, nem as atitudinais, mas um inimigo invisível – ora, vejam só, um vírus! – quem diria né? Colocou-me “de molho” em casa, negou-me o direito à cidade, deixou este de férias (espero que não permanentes). Nem as minhas restrições de mobilidade, nem os espaços excludentes da cidade, nem os preconceitos da sociedade, mas um 🤬 vírus! Que raiva! E agora, o que fazer?<br><br></div><div>Embora muito se fale atualmente a esse respeito, essa historinha de habitar “predominantemente” o espaço virtual só é novidade para quem não vivia “predominantemente” confinado/segregado em casa antes da pandemia, como eu e diversos outros que estão na condição de pessoa com deficiência. O chamado “espaço virtual” já era nosso refúgio, a nossa alternativa, uma “matrix utópica” onde a configuração dos espaços não constituem fatores impeditivos para o livre deslocamento – mas, logo quando eu, iludido por uma esperança que remonta à dos famosos personagens do desenho animado “Caverna do Dragão” pensava que finalmente poderia tentar sair dessa dimensão virtual, por meio de uma espécie de portal mágico, tive, porém, os meus sonhos destruídos por um vírus – vejam só, por um vírus! Quem imaginaria tal coisa?<br><br></div><div>Esse contexto pandêmico trouxe ainda outro inimigo, o medo, medo sob duas perspectivas: 1) o medo da infecção e da morte, na condição de pessoa com deficiência pertencente ao grupo de risco; e 2) o medo que os demais grupos da sociedade passaram a ter de se infectarem ao tocar nas pessoas com deficiência e/ou em seus equipamentos ortopédicos para prestá-las apoio em suas locomoções e necessidades. Algo que potencializou em ambos os casos as barreiras psicológicas, barreiras agora impessoais decorrentes do medo comum do risco de infecção e respectiva morte.<br><br></div><div>Agora eu aqui, com um semestre de atraso no desenvolvimento da minha pesquisa de campo do doutorado, esperando tudo isso passar – espero que tudo isso acabe logo – para que eu possa novamente tentar usufruir da minha cidade, da minha sereia, da minha Maceió, ou pelo menos tentar! Nunca pensei que um dia sentiria tantas saudades de enfrentar, como nas fases intermináveis de um videogame (tipo Atari, que além de difícil de jogar, nunca chegávamos à fase final, só os quarentões entenderão, risos) as barreiras e constrangimentos que a cidade por tanto tempo me impôs – mas pelo menos eu estava nela, tentando desbrava-la, e não preso, confinado dentro de minha casa!<br><br></div><div>Mesmo com todas as suas contradições e configuração espacial predominantemente excludente, em condições normais (extra pandêmicas é claro) ainda prefiro estar nela, estar no sentido de viver, ou de pelo menos tentar viver a sua vida urbana de forma plena, de sofrê-la, de estar nela mesmo que isso me cause dor, na esperança de, quem sabe um dia poder desfrutar do pleno exercício do direito à mesma!<br><br>🤬. Eduardo Patricio da Silva<br>Doutorando em Cidades pelo Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo (PPGAU) da Universidade Federal de Alagoas (UFAL). <br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-01-26 00:02:18 UTC</pubDate>
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         <title>SÓ QUERO QUE ACABE!</title>
         <author>michellecerqueira</author>
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         <description><![CDATA[<div><br><br>MICHELLE ADELINO<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-01-26 01:06:17 UTC</pubDate>
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         <title>CIEENCI-AR, NÃO SILENCIAR</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/doutoradoppagu/z1v2vxhbq70elzdp/wish/1126080989</link>
         <description><![CDATA[<div>Vem cá, agrupar, vamos lá pensar<br>Sabedoria, convoque-a<br>Ciência, provoque-a<br>É sonhar, caminhar e avançar<br><br>Vida paralela, pincela<br>Se adormecida, cancela<br>Sempre sincera, ou quimera<br><br>Um desejo, um estrato<br>O cortejo do contrato<br>Prevejo o extrato<br><br>Tens vagalumes, tu assumes<br>Vai lá, faz o desenvolvimento<br>Emolumento, sem tormento<br>Produz, conduz, com luz<br><br>Se traz luxúria, águia<br>Ature-a, alugue-a<br>És fibra, entra e vibra<br>Idade, lealdade, continuidade<br><br>A lua, a verdade, a rua, a maldade<br>Incompetência, decência, potência, prepotência<br>Flexões e concepções<br>Consciência, transferência<br><br>Contenção, decisão, promoção<br>Sopra o vento<br>A contento ????? <br><br>*Poesia classificada em 2º lugar, no concurso cultural realizado em dezembro/2020, durante o X Congresso Acadêmico e Científico da Uncisal. Inspirada pelas circunstâncias apresentadas em 2020.<br><br>Eis que surgiu um novo ano, era 2020, ano final de mais uma década. Mas já se anunciava que em terras distantes o problema já estava latente. Veio Janeiro, 15 dias de férias e o processo seletivo do PPGAU. Pela última vez me inscreve, assim seria, pela a almejada aprovação. Resolvo então fazer o que, passar carnaval em Salvador, sabendo o que me esperava nos próximos 4 anos, mas com um requisito, sem blocos, sem multidão (algo meio impossível), sendo assim respeitado por todos, e o que nos ocorre no primeiro dia? O voo da amiga atrasa, ok, e ao tentar acessar o camarote, vem o que o maior bloco de pipoca que há... e então o universo me prova que nem tudo é como planejamos, e temos que de fato nos adaptar, em meio a pipoca, eu só gritava (imaginando que alguém poderia se afastar da louca dos gritos).<br>Retorno a vida normal, novo ano, novos desafios, daí tenho que conciliar as atividades de docência, de gestão (e dar andamento ao processo institucional de implantação da curricularização da extensão universitária, fase de elaboração dos documentos), sair de todos os compromissos sem agenda fixa, do conselho universitário, reuniões são sempre às terças-feiras, um universo de demandas surgiram. Chegou março, mês de muitas expectativas sociais, demandada por receber amigos para confraternizar a minha vida, mas já é momento de cautela, resolvo anunciar que farei uma reunião no final do mês e não mais na primeira semana, mas já era tarde. Vem o início da segunda quinzena e chega a temida verdade, o mundo está em meio a uma pandemia descontrolada.<br><br>O fluxo da vida normal foi interrompido. As aulas foram suspensas, transformadas em férias após a 6ª semana de aula, e o retorno só ocorrera em novembro, através de acesso remoto, e com isso se avizinhou a evasão. Ninguém mais poderia sair de casa, evitar o usar elevador, difícil ao morar no 9º andar. A UFAL nem chegou a iniciar as atividades o ano letivo. No PPGAU fiz a matrícula e aguardamos até maio para iniciar os encontros com desconhecidos que dividiríamos as várias próximas semanas.<br><br>Junho, o último mês de um pseudo-semestre, um tio descobre uma patologia, nunca antes aparente no nosso seio familiar. E agosto? para muitos, mês de desgosto, nunca tinha tido qualquer problema de relação, mas em 2020 tudo foi diferente, a morte chega a uma família extremamente idosa, sem muitas experiências com o luto, e se foi um tio, e uma prima entrou num caminho sem volta, que chegou ao fim em dezembro, um família devastada dois óbitos no mesmo núcleo familiar.<br><br>Dezembro???? Já??? o congresso acadêmico ocorreu de forma remota no período 02 a 05, estando eu na comissão organizadora, numa modalidade até desconhecida para todos nós. O mês nem acabou e trouxe mais tristeza, um outro tio se apresenta com uma patologia que requer tratamento, mais um. Mas quem diria que uma inscrição sem maiores pretensões, após um desafio, vou escrever e me inscrever, geralmente deixo só no mundo das conjecturas... e ganhei até prêmio pela poesia, que dentre muitas inscritas, foi selecionada entre as finalistas para ser declamada, e daí? Declamar não estava nos meus planos, uma exposição para centenas de pessoas. Mais um desafio superado...<br><br>E a pandemia rolando, ao som de um <strong><em>punk hardcore. </em></strong>2020 findou, chegou 2021, ainda temos que findar o semestre 2020.2 UFAL, 2020.1 UNCISAL... e a situação Pinheiro também chegou a nossa porta...<br><br>O que falar da pandemia em minha vida, fui desafiada, a me reinventar, concentrar 3 horas assistindo aula, interagindo, conseguir prender os meus alunos por 4 horas, para isso forma muitos cursos para aprender algumas ferramentas que possibilitassem a ampliação do que já era praticado anteriormente, assim como práticas pedagógicas, e implantar tudo antes do recomeço, seria possível, ou imaginável em outros intervalos de tempo?<br><br>Estamos respirando, agradeço pelas oportunidades, de tentar ser melhor, e usar efetivamente o "e se", der certo, continua e potencializa, "e se", der errado, para, corrige e refaz a trajetória, se novos caminhos surgirem, vamos lá tentar. A vida é uma infinitude de experiências, cada qual com seu relato, cada qual com seu aprendizado, cada qual com sua essência. Poderia maldizer a pandemia, mas prefiro acreditar que nada acontece por acaso. <br>E os espaços de saúde? onde estão? como são pensados, usados? adaptados? destruídos? ... no supermercado, na sala de estar? unidade de atendimento? ou o último adeus que alguns não pudera dar?<br><br>Eis que meio a oportunidades de reinvenção há continuidade para alguns... mas nem sempre há um amanhã... <br>... rizomas, tramas, complexidade, simplicidade... eis o meu "cieenci-ar"... um crazy patchwork, agora em versão digital...<br><br>** Composição da imagem foi criada a partir de sobreposição de signos que possuem relação que o vivenciado nos últimos meses.<br><br>*** Poesia e imagem, autoria própria.<br><br>JOCELINE COSTA DE ALMEIDA<br>Doutoranda PPGAU<br>Turma 2020<strong><em> </em></strong></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-01-26 10:55:10 UTC</pubDate>
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         <title>VIVÊNCIAS NA PANDEMIA: EM MEIO AOS SONS E SILÊNCIOS</title>
         <author>jordanateixeiraa</author>
         <link>https://padlet.com/doutoradoppagu/z1v2vxhbq70elzdp/wish/1126131721</link>
         <description><![CDATA[<div>Penso que muitos já se perguntaram inúmeras vezes: quem poderia imaginar que 2020 seria assim? E que 2021 ainda continuasse assim? Acredito que ninguém esperava! E todos os planos que havíamos feito para aquele ano? Planos para o Doutorado (pois foi o ano ao qual iniciei o curso) planos para o semestre que se iniciava, viagens, enfim, quase todos esses planos foram reprogramados para todos nós. <br><br></div><div>Este período pandêmico tem sido desafiador, exigindo que nos reinventemos a cada dia. A nova rotina em tempo integral, enclausurados em nossa casa, nos fez acumular inúmeras funções a tarefas. Meu esposo e meu filho (que no início da pandemia tinha 2 anos de idade, e agora tem 3 anos), passamos a conviver 24h por dia, sem interrupções, o que nos fez estreitar os laços, compartilhando os momentos bons e ruins que este isolamento nos possibilitou. O melhor que o isolamento pôde me proporcionar foi a oportunidade de acompanhar de perto o desenvolvimento do meu filho. Por outro lado, vejo que o isolamento privou o meu filho do convívio com os amiguinhos da escola, do prédio, dos avós. Ele, uma criança cheia de energia para descobrir um mundo, dentro de um apartamento, que não podia mais ser descoberto lá fora – e de nós, meu esposo e eu, tentando redescobrir o mundo para reinterpretar para o meu pequeno.<br><br></div><div>Nossa casa passou a ser o lugar não só da moradia, mas também do trabalho. Como professora, foi preciso aprender várias maneiras de ensinar com o uso de ferramentas digitais, exigindo mais tempo de preparação e disponibilidade para os alunos.<br><br></div><div>Quanto ao olhar como arquiteta, urbanista e pesquisadora, pude observar que a pandemia trouxe inúmeras mudanças nas dinâmicas urbanas, que interferiram no contato das pessoas com a cidade. Com a necessidade de isolamento, o ficar em casa, a ocupação dos espaços públicos passou a ser questionada. Em meados do mês de abril de 2020, pude observar, de dentro do carro, a orla totalmente vazia foi impactante para mim, pois antes, era um local vivo. Observei o quanto as paisagens foram nitidamente transformadas, tendo em vista as restrições no ir e vir, na mobilidade, tornando os espaços físicos pouco acessíveis. Durante os primeiros meses de isolamento, me questionava qual seria o futuro dos espaços públicos urbanos. <br><br></div><div>Nos primeiros meses de quarentena, diante do cenário pandêmico, era marcante, para mim, as novas dinâmicas sonoras do entorno próximo à minha casa. Pude entender a dimensão do sentido do ouvir. Era muito acentuado os sons de sirenes das ambulâncias, carregado de simbologia e porque não dizer, de medo. Percebia o canto dos pássaros pela minha janela, o silêncio proveniente das ruas, visto que estavam mais esvaziadas de pessoas e de carros, no entanto, talvez pelo fato de passar o tempo inteiro em casa, percebia os sons ocasionados pelos meus vizinhos, que por sua vez, muitas vezes causava um certo incômodo. <br><br></div><div>Tive a oportunidade de observar as paisagens sonoras à distância, desenvolvendo estudos e discutindo com um grupo de pesquisadores sobre as questões envolvidas da percepção da paisagem sonora na pandemia, sendo uma oportunidade única, de grande aprendizado. Acredito que a pandemia atravessa de modo expressivo a minha temática de Tese de Doutorado, pois o referido contexto mostrou o quanto as dinâmicas e fluxos sociais interferem na paisagem sonora urbana.<br><br></div><div> <br><br></div><div>JORDANA TEIXEIRA<br>Doutoranda PPGAU - UFAL<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-01-26 11:12:14 UTC</pubDate>
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         <title>PANDEMIA EM CASA, NA VARANDA, NA JANELA</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Como é que está lá fora?<br><br>Alexandre Sacramento<br><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-01-26 11:33:01 UTC</pubDate>
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         <title>DESCOBERTA</title>
         <author>naiadealves2</author>
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         <description><![CDATA[<div><br>O mundo do João: um apartamento. <br><br></div><div>O povo desse mundo: João, mamãe, papai e o reflexo no espelho. <br><br></div><div>Meses depois: expressão de assombro ao sair e ao chegar na casa da avó. <br><br></div><div>Existe vida após a porta!<br><br><br><br><br>Por Náiade, mãe de João.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-01-26 12:08:58 UTC</pubDate>
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         <title>SOFRER POR ANTECEDÊNCIA</title>
         <author>naiadealves2</author>
         <link>https://padlet.com/doutoradoppagu/z1v2vxhbq70elzdp/wish/1126475736</link>
         <description><![CDATA[<div><br>Madrugada. Choro. Ansiedade. <br>Meu filho vai precisar ir para creche. <br>Mas ele ainda mama...<br>Mas ele ainda não fala...<br>Mas é como se eu e ele fôssemos um...<br>Medo.<br><br>Um mês depois: isolamento social. <br><br><br><br><br>Por Náiade</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-01-26 13:06:33 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>naiadealves2</author>
         <link>https://padlet.com/doutoradoppagu/z1v2vxhbq70elzdp/wish/1126773755</link>
         <description><![CDATA[<div>Isolamento social.<br>Ninguém entra e ninguém sai. Somos só três. <br><br></div><div>Trabalho. Estudo. Pesquisa. Casa. Cozinha. Bebê. <br><br></div><div>Ele acordou: choro. Ele quer mamar: choro. Ele quer o colo da mãe e não o do pai: gritos. <br>Aulas remotas: “professora, estão matando seu filho”. <br>Quero dar colo. Não posso. <br><br>Pai esgotado. Mãe esgotada. Filho frustrado.<br>Madrugada. Choro. Ansiedade. <br>E amor.<br><br><br><br>Por Náiade<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-01-26 14:11:13 UTC</pubDate>
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         <title>Sinto-me presa!</title>
         <author>patriciacfbarros</author>
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         <description><![CDATA[<div><br>Patrícia Cunha</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-01-26 15:30:39 UTC</pubDate>
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         <description><![CDATA[<div>Vou iniciar meu relato com uma frase clichê, tentei pensar em algo mais original mas não consegui: nunca imaginei passar por uma experiência como essa. <br> De repente o mundo parou, nossa rotina mudou completamente, o comércio fechou, não podíamos ir à praia, restaurantes, cursos, academia... nada. Confesso que diante desse cenário comecei a sentir angústia, falta de ar, apertado no peito, e fui salva por um contrato de trabalho temporário que fazia parte dos serviços essenciais. O ócio em meio a informações massificadas na mídia pode desestabilizar a saúde mental. Respondendo a pergunta da enquete de como a pandemia mudou minha vida posso dizer que aprendi que ser produtivo é um bálsamo pra minha saúde mental, que preciso alargar meus passos como ser humano, mas acima de tudo, que posso viver com menos e o que mais importa são os nossos vínculos familiares e sociais, que a beleza está nas pequenas coisas e que a gratidão é um antídoto para muitos males. <br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-02-04 17:05:27 UTC</pubDate>
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