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      <title>Romanceiro da Inconfidência by Carol Prospero</title>
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      <description>Que trechos mais te marcaram no poema da Cecília Meireles? Vamos postar neste mural os nossos favoritos! </description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2021-06-23 19:14:34 UTC</pubDate>
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         <title>Trecho do Romance LXXIII ou da inconformada Marília</title>
         <author>carolprospero</author>
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         <description><![CDATA[<div>Ah quanta névoa de tempo, longamente acumulado...&nbsp;<br>Mas os versos, mas as juras&nbsp;<br>Mas o vestido bordado!&nbsp;<br>Bem que o coração dizia&nbsp;</div><div>- coração desventurado -&nbsp;<br>“Talvez se tenha esquecido..." “Talvez se tenha casado...”&nbsp;<br>Seu lábio, porém, gemia:<br>&nbsp;“Só se estivesse alienado!”&nbsp;<br><br>Carol Prospero</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-06-23 19:28:42 UTC</pubDate>
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         <title>Trecho do Romance IV ou Da donzela assassinada </title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>"Foi pelo mês de dezembro,&nbsp;<br>&nbsp;pelo tempo do Natal.<br>Tudo tão longe, tão longe,&nbsp;<br>que não se pode encontrar.&nbsp;<br>Mas eu vagueio sozinha,&nbsp;<br>pela sombra do quintal,&nbsp;<br>e penso em meu triste corpo,&nbsp;<br>que não posso levantar,&nbsp;<br>e procuro o meu lencinho,&nbsp;<br>que não sei por onde está<br>e relembro uma varanda<br>que havia neste lugar..."<br><br>Natalia Teixeira</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-24 14:23:32 UTC</pubDate>
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         <title>ROMANCE VII OU DO NEGRO NAS CATAS</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Já se ouve cantar o negro,<br>mas inda vem longe o dia.<br>Será pela estrela d'alva,<br>com seus raios de alegria?<br>Será por algum diamante<br>a arder, na aurora tão fria?<br><br>Já se ouve cantar o negro,<br>pela agreste imensidão.<br>Seus donos estão dormindo:<br>quem sabe o que sonharão!<br>Mas os feitores espiam,<br>de olhos pregados no chão.<br><br>Já se ouve cantar o negro.<br>Que saudade, pela serra!<br>Os corpos, naquelas águas,<br>- as almas, por longe terra.<br>Em cada vida de escravo,<br>que surda, perdida guerra!<br><br>Já se ouve cantar o negro.<br>Por onde se encontrarão<br>essas estrelas sem jaça<br>que livram da escravidão,<br>pedras que, melhor que os homens,<br>trazem luz no coração?<br><br>Já se ouve cantar o negro.<br>Chora neblina, a alvorada.<br>Pedra miúda não vale:<br>liberdade é pedra grada...<br>(A terra toda mexida,<br>a água toda revirada...<br><br>Deus do céu, como é possível<br>penar tanto e não ter nada!)<br><br>Hillary cristine </div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-24 16:18:16 UTC</pubDate>
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         <title>Romance XXIV ou Da bandeira da Inconfidência</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Liberdade - essa palavra&nbsp;<br>que o sonho humano alimenta:<br>que não há ninguém que explique,<br>e ninguém que não entenda!)&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-26 16:23:17 UTC</pubDate>
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         <title>Romance XXVII ou do animoso Alferes </title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/carolprospero/yyryvhibjeyu3xva/wish/2206202309</link>
         <description><![CDATA[<div>.&nbsp;<br>&nbsp;Mas, dourado e roxo,&nbsp;<br>&nbsp;o campo alvorece.&nbsp;<br>&nbsp;Desmancham-se as brumas&nbsp;<br>&nbsp;nos prados celestes.&nbsp;<br>&nbsp;Acordam as aves&nbsp;<br>&nbsp;e as pedras repetem&nbsp;<br>&nbsp;músicas, rumores,&nbsp;<br>&nbsp;do dia que cresce.&nbsp;<br>&nbsp;Move-se a tropilha:&nbsp;<br>&nbsp;que outra vez se apreste&nbsp;<br>&nbsp;o macho rosilho&nbsp;<br>&nbsp;do animoso Alferes.&nbsp;<br>&nbsp;Adeuses e adeuses...&nbsp;<br>&nbsp;Talvez não regresse.&nbsp;<br>&nbsp;(Mas que voz estranha&nbsp;<br>&nbsp;para a frente o impele?)&nbsp;<br>&nbsp;Cavalga nas nuvens.&nbsp;<br>&nbsp;Por outros padece.&nbsp;<br>&nbsp;Agarra-se ao vento...&nbsp;<br>&nbsp;Nos ares se perde..&nbsp;<br>&nbsp;(E um negro demônio&nbsp;<br>&nbsp;seus passos conhece:&nbsp;<br>fareja-lhe o sonho&nbsp;<br>&nbsp;e em sombra persegue&nbsp;<br>&nbsp;o audaz, o valente,&nbsp;<br>&nbsp;o animoso Alferes.)&nbsp;<br>&nbsp;Que importa que o sigam&nbsp;<br>&nbsp;e que esteja inerme,&nbsp;<br>&nbsp;vigiado e vencido&nbsp;<br>&nbsp;por vulto solerte?&nbsp;<br>&nbsp;Que importa, se o prendem?&nbsp;<br>&nbsp;A teia que tece&nbsp;<br>&nbsp;talvez em cem anos&nbsp;<br>&nbsp;não se desenrede&nbsp;<br>&nbsp;Toledo? Gonzaga?&nbsp;<br>&nbsp;Alceus e Glaucestes?&nbsp;<br>&nbsp;- Nenhum companheiro&nbsp;<br>&nbsp;seu lábio revele.&nbsp;<br>&nbsp;Que a língua se cale.&nbsp;<br>&nbsp;Que os olhos se fechem.&nbsp;<br>&nbsp;(Lá vai para a frente&nbsp;<br>&nbsp;o que se oferece&nbsp;<br>&nbsp;para o sacrifício,&nbsp;<br>&nbsp;na causa que serve.&nbsp;<br>&nbsp;Lá vai para sempre&nbsp;<br>&nbsp;o animoso Alferes!)&nbsp;<br>&nbsp;Adeus aos caminhos!&nbsp;<br>&nbsp;- montes, águas, sebes,&nbsp;<br>&nbsp;ouro, nuvens, ranchos,&nbsp;<br>&nbsp;cavalos, casebres... -&nbsp;<br>&nbsp;Olham-no de longe&nbsp;<br>&nbsp;os homens humildes.&nbsp;<br>&nbsp;E nos ares ergue&nbsp;<br>&nbsp;a mão sem retorno&nbsp;<br>&nbsp;que um dia os liberte.&nbsp;<br>&nbsp;(Pois que importa a vida?&nbsp;<br>&nbsp;aqui se despede&nbsp;<br>&nbsp;do sol da montanha,&nbsp;<br>do aroma silvestre:&nbsp;<br>&nbsp;- venham já soldados&nbsp;<br>&nbsp;que a prender se apressem;&nbsp;<br>&nbsp;venham já meirinhos&nbsp;<br>&nbsp;que os bens lhe seqüestrem;&nbsp;<br>&nbsp;venham, venham, venham..&nbsp;<br>&nbsp;- que sua alma excede&nbsp;<br>&nbsp;escrivães, carrascos,&nbsp;<br>&nbsp;juízes, chanceleres,&nbsp;<br>&nbsp;frades, brigadeiros,&nbsp;<br>&nbsp;maldições e preces!.&nbsp;<br>&nbsp;Venham, venham, matem:&nbsp;<br>&nbsp;ganhará quem perde.&nbsp;<br>&nbsp;Venham, que é o destino&nbsp;<br>&nbsp;do animoso Alferes.)&nbsp;<br>&nbsp;De olhos espantados,&nbsp;<br>&nbsp;do rosilho desce.&nbsp;<br>&nbsp;Terra de lagoas&nbsp;<br>&nbsp;onde a água apodrece.&nbsp;<br>&nbsp;Janelas, esquinas,&nbsp;<br>&nbsp;escadas... - parece&nbsp;<br>&nbsp;que há sombras que o espreitam,&nbsp;<br>&nbsp;que há sombras que o seguem...&nbsp;<br>&nbsp;Falas sem sentido&nbsp;<br>&nbsp;acaso repete,&nbsp;<br>&nbsp;- pois sente, pois sabe&nbsp;<br>&nbsp;que já se acha entregue.&nbsp;<br>&nbsp;Perguntas, masmorras,&nbsp;<br>&nbsp;sentença... Recebe&nbsp;<br>&nbsp;tudo além do mundo...&nbsp;<br>&nbsp;E em sonho agradece,&nbsp;<br>&nbsp;o audaz, o valente,&nbsp;<br>&nbsp;o animoso Alferes.&nbsp;<br><br>Gabriel de Campos</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-31 14:56:21 UTC</pubDate>
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