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      <title>AC3 de Português by Lorenzo Taveira</title>
      <link>https://padlet.com/lorenzotdas/yr7193ronqfh78pf</link>
      <description>Participantes: Yuri Peixoto (2º Alfa) Mateus Cavalcante (2º Alfa) Pedro Leonardo (2º Alfa) Lorenzo Taveira (2º Alfa)</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2021-06-30 19:33:39 UTC</pubDate>
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         <title>Mateus Cavalcante</title>
         <author>lorenzotdas</author>
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         <description><![CDATA[<div><strong>Pátria minha&nbsp; <br>(Vinicius de Moraes)&nbsp; </strong><br><br>A minha pátria é como se não fosse, é íntima&nbsp; <br>Doçura e vontade de chorar; uma criança dormindo&nbsp; <br>É minha pátria. Por isso, não exílio&nbsp; <br>Assistindo dormir meu filho&nbsp; <br>Choro de saudades de minha pátria. <br><br>Se me perguntarem o que é a minha pátria direi:&nbsp; <br>Não sei. De fato, não sei&nbsp; <br>Como, por que e quando a minha pátria&nbsp; <br>Mas sei que a minha pátria é a luz, o sal e a água&nbsp; <br>Que elaboram e liquefazem a minha mágoa&nbsp; <br>Em longas lágrimas amargas. <br><br>Vontade de beijar os olhos de minha pátria&nbsp; <br>De niná-la, de passar-lhe a mão pelos cabelos…&nbsp; <br>Vontade de mudar como cores do vestido (auriverde!) Tão feias <br>De minha pátria, de meu pátria sem sapatos <br>E sem meias pátria minha&nbsp; <br>Tão pobrinha! <br><br>Porque te amo tanto, pátria minha, eu que não tenho&nbsp; <br>Pátria, eu semente que nasci do vento&nbsp; <br>Eu que não vou e não venho, eu que permaneço&nbsp; <br>Em contato com a dor do tempo, eu elemento&nbsp; <br>De ligação entre a ação o pensamento&nbsp; <br>Eu fio invisível no espaço de todo adeus&nbsp; <br>Eu, o sem Deus! <br><br>Tenho-te no entanto em mim como um gemido&nbsp; <br>De flor; tenho-te como um amor morrido&nbsp; <br>A quem se jurou; tenho-te como uma fé&nbsp; <br>Sem dogma; tenho-te em tudo em que não me sinto a jeito&nbsp; <br>Nesta sala estrangeira com lareira&nbsp; <br>E sem pé-direito. <br><br>Ah, pátria minha, lembra-me uma noite no Maine, Nova Inglaterra&nbsp; <br>Quando tudo passou a ser infinito e nada terra <br>E eu vi alfa e beta de Centauro escalarem o monte até o céu&nbsp; <br>Muitos me surpreenderam parado no campo sem luz&nbsp; <br>À espera de ver surgir na Cruz do Sul&nbsp; <br>Que eu sabia, mas amanheceu…&nbsp; <br><br>Fonte de mel, bicho triste, pátria minha&nbsp; <br>Amada, idolatrada, bálsamo, bálsamo! <br>Que mais doce esperança acorrentada&nbsp; <br>O não poder dizer-te: aguarda…&nbsp; <br>Não tardo! <br><br>Quero rever-te, pátria minha, e para&nbsp; <br>Rever-te me esqueci de tudo&nbsp; <br>Fui cego, estropiado, surdo, mudo&nbsp; <br>Vi minha humilde morte cara a cara&nbsp; <br>Rasguei poemas, mulheres, horizontes <br>Fiquei simples, sem fontes. <br><br>Pátria minha… A minha pátria não é florão, nem ostenta&nbsp; <br>Lábaro não; a minha pátria é desolação <br>de caminhos, a minha pátria é terra sedenta&nbsp; <br>E praia branca; a minha pátria é o grande rio secular&nbsp; <br>Que bebe nuvem, <br>venha terra&nbsp; E urina mar. <br>Mais do que a mais garrida a meu pátria tem&nbsp; <br>Uma quentura, um querer bem, um bem&nbsp; <br>Um libertas quae sera tamem&nbsp; <br>Que um dia traduzi num exame escrito:&nbsp; <br>“Liberta que serás também”&nbsp; <br>E repito! <br><br>Ponho no vento o ouvido e escuto a brisa&nbsp; <br>Que brinca em seus cabelos e te alisa&nbsp; <br>Pátria minha, e perfuma o teu chão…&nbsp; <br>Que vontade me vem de adormecer-me <br>Entre teus doces montes, pátria minha&nbsp; <br>Atento à fome em tuas entranhas&nbsp; <br>E ao batuque em teu coração. <br><br>Não te direi o nome, pátria meu <br>Teu nome é pátria amada, é patriazinha&nbsp; <br>Não rima com mãe gentil&nbsp; <br>Vives em mim como uma filha, que és&nbsp; <br>Uma ilha de ternura: a Ilha&nbsp; <br>Brasil, talvez. <br><br>Agora chamarei a amiga cotovia&nbsp; <br>E pedirei que peça ao rouxinol do dia&nbsp; <br>Que peça ao sabiá&nbsp; <br>Para levar-te presto este avigrama:&nbsp; <br>“Pátria minha, saudades de quem te ama…&nbsp; <br>Vinicius de Moraes.” <br><br><br><strong>Trecho Do Hino Nacional</strong><br>Gigante pela própria natureza&nbsp; <br>És belo, és forte, impávido colosso&nbsp; <br>E o teu futuro espelha essa grandeza&nbsp; <br>Terra adorada <br>Entre outras mil&nbsp; <br>És tu, Brasil&nbsp; <br>Ó Pátria amada! <br>Dos filhos solo és mãe gentil deste&nbsp; <br>Pátria amada&nbsp; <br>Brasil! <br><br><strong>Comentário:</strong><br>O poema retrata sobre a paixão à pátria, o quanto se demostra o amor e carinho ao seu país, como se refere-se no hino nacional, “terra adorada”, “gigante pela própria natureza”, por fim, relacionando o poema e o hino , grandes emoções e bastante orgulho dm defender esses núcleos.</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-06-30 20:21:56 UTC</pubDate>
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         <title>Lorenzo Taveira</title>
         <author>lorenzotdas</author>
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         <description><![CDATA[<div><strong>Barragem<br>(Bruna Beber)<br></strong><br>deve ser perigoso<br>esse gosto recorrente<br>de incêndio na boca<br>mas não há saliva pra apagar<br>e não há saliva que apague<br>por isso falo pouco<br>não sei o que de fato queima<br>fecho a boca e o fogo sai<br>pelo nariz<br>respiro mal, meu ar é qualquer fumaça<br>queria um gosto bom, queria pernas<br>pra sair correndo.<br><br><br><strong>Comentário</strong>:<br>O poema retrata sobre a poluição causada pelo ar. O quadro, feito por John Sabraw, mostra uma arvore que foi afetada pela poluição.<br><br><br><strong>Pintura de John Sabraw:</strong></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-06-30 20:29:32 UTC</pubDate>
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         <title>Pedro Leonardo</title>
         <author>lorenzotdas</author>
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         <description><![CDATA[<div><strong>Receita <br>(Nicolas Behr)</strong><br><br> ingredientes <br><br>2 conflitos de gerações <br>4 esperanças perdidas <br>3 litros de sangue fervido <br>5 sonhos eróticos <br>2 canções dos beatles <br><br>modo de preparar <br><br>dissolva os sonhos eróticos <br>nos dois litros de sangue fervido <br>e deixe gelar seu coração. <br><br>leve a mistura ao fogo, <br>adicionando dois conflitos <br>de gerações às esperanças perdidas. <br><br>corte tudo em pedacinhos <br>e repita com as canções dos <br>beatles o mesmo processo usado <br>com os sonhos eróticos, mas desta <br>vez deixe ferver um pouco mais e <br>mexa até dissolver. <br><br>parte do sangue pode ser <br>substituído por suco de<br>groselha, mas os resultados <br>não serão os mesmos. <br><br>sirva o poema simples <br>ou com ilusões. <br><br><strong>Comentário</strong> :&nbsp;<br>Esse poema se baseia em alguma receita comum como de qualquer livro de culinária mais uma receita se torna diferente pelo fato de representar uma "receita pra tragédia"<br><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-06-30 20:34:57 UTC</pubDate>
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         <title>Yuri Peixoto</title>
         <author>lorenzotdas</author>
         <link>https://padlet.com/lorenzotdas/yr7193ronqfh78pf/wish/1632265969</link>
         <description><![CDATA[<div><strong>Socorro <br>(Alice Ruiz)</strong><br><br>Socorro, não estou sentindo nada. <br>Nem medo, nem calor, nem fogo, <br>não vai dar mais pra chorar <br>nem pra rir. <br>Socorro, alguma alma, mesmo que penada, <br>me empreste suas penas. <br>Já não sinto amor nem dor, <br>já não sinto nada. <br>Socorro, alguem me dê um coração, <br>que esse já não bate nem apanha. <br>Por favor, uma emoção pequena, <br>qualquer coisa que se sinta, <br>tem tantos sentimentos, <br>deve ter algum que sirva. <br>Socorro, alguma rua que me dê sentido, <br>em qualquer cruzamento, <br>acostamento, encruzilhada, <br>socorro, eu já não sinto nada. <br><br><strong>Comentário</strong> :<br>O poema retrata sobre uma pessoa que possivelmente está com sintomas de depressão como apatia, desinteresse e ausência de sentimentos. As coisas já não tem graça, a tristeza já não é mais como antes, já não saem lágrimas, a pessoa fica realmente sem emoções e sentimentos.&nbsp;<br><br>Já na pintura é expressado um sentimento, como o medo (no caso da pintura de Munch, O grito) na qual há uma grande relação com o poema, já que ambos tem como assunto principal, os sentimentos.</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-06-30 20:38:29 UTC</pubDate>
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