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      <title>&quot;Novas línguas criadas: o caso do pitcairnese&quot; by Márcia Santos Duarte de Oliveira</title>
      <link>https://padlet.com/marciaoliveira7/yqzmo6f7a1im00g5</link>
      <description>Discutindo o surgimento de línguas crioulas, &quot;ilhas linguísticas&quot;; línguas minoritárias. Pitcairnese e Norfolk são línguas crioulas?
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      <language>en-us</language>
      <pubDate>2020-08-31 19:07:36 UTC</pubDate>
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         <title>Bem-vindos à nossa atividade 2 de complementação de carga horária e avaliação.</title>
         <author>marciaoliveira7</author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2020-09-22 02:29:00 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>marciaoliveira7</author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2020-09-22 03:02:54 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>fernandamagalhaes11</author>
         <link>https://padlet.com/marciaoliveira7/yqzmo6f7a1im00g5/wish/767629712</link>
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         <pubDate>2020-09-22 11:28:58 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>📹Mitos e realidades sobre o Mutiny on the Bounty</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
         <enclosure url="https://www.youtube.com/watch?v=ujQO4carkvw" />
         <pubDate>2020-09-22 14:32:00 UTC</pubDate>
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         <title>Capítulo sobre as línguas Pitcairn e Norfolk</title>
         <author>alfredoletras</author>
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         <description><![CDATA[<div>Pessoal, não foi nada fácil conseguir esse capítulo (nem a biblioteca da USP tem esse livro), por isso aproveitem. Não terminei de ler, mas ele trata de temas muito pertinentes não só para essas línguas, mas para a própria situação das línguas crioulas que se encontram em situação de "ilha", sendo minoritárias e possuindo poucos faltantes.</div>]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads.storage.googleapis.com/744470067/10f7a0b6b4db59a5c1c37706ceb21406/NASH_J_Minority_contact_languages__small_islands_and_linguistic_ecology.pdf" />
         <pubDate>2020-09-22 21:29:33 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Ver página de um dos maiores especialistas em Norfolk e Pircairnês: Peter Muhlhausler - grande nome da Teoria &quot;Ecologia Linguística&quot;.</title>
         <author>marciaoliveira7</author>
         <link>https://padlet.com/marciaoliveira7/yqzmo6f7a1im00g5/wish/773120638</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
         <enclosure url="http://2012bpc.com/spkr-muhlhausler-peter.htm" />
         <pubDate>2020-09-23 17:30:26 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Link da página do Centro de Estudos das Ilhas Pitcairn</title>
         <author>lariletras20</author>
         <link>https://padlet.com/marciaoliveira7/yqzmo6f7a1im00g5/wish/773546432</link>
         <description><![CDATA[<div>Após assisti o vídeo proposto pela professora Márcia, fui navegar pela internet em busca de mais informações sobre Mutiny on the Bounty e as Ilhas Pitcairn e acabei encontrando uma página do Centro de Estudos das Ilhas Pitcairn. Achei bem legal/informativo e resolvi compartilhar aqui com vocês.<br>Pelo que pude perceber, o centro de estudos contém uma das maiores coleções do mundo de material relacionado ao Motim no Bounty, capitão William Bligh, HMS Bounty, Pitcairn e Ilhas Norfolk.<br><br></div><div>https://library.puc.edu/pitcairn/index.shtml</div>]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2020-09-23 19:18:00 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/marciaoliveira7/yqzmo6f7a1im00g5/wish/773546432</guid>
      </item>
      <item>
         <title></title>
         <author>anzoman</author>
         <link>https://padlet.com/marciaoliveira7/yqzmo6f7a1im00g5/wish/774031237</link>
         <description><![CDATA[<div>Ilhas Pitcairn no mapa<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-09-23 23:24:33 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Nesse vídeo podem ver os descendentes dos pioneiros que chegaram na ilha e como a ilha se transformou...</title>
         <author>anzoman</author>
         <link>https://padlet.com/marciaoliveira7/yqzmo6f7a1im00g5/wish/774060362</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
         <enclosure url="https://www.youtube.com/watch?v=_x2d_sJUAic" />
         <pubDate>2020-09-23 23:45:16 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>No vídeo a seguir podem compreender um pouco da vida na ilha de Pitcairn e mais.</title>
         <author>ivoaloidedju88</author>
         <link>https://padlet.com/marciaoliveira7/yqzmo6f7a1im00g5/wish/774098669</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
         <enclosure url="https://www.youtube.com/watch?v=vPZHzfRXzjA" />
         <pubDate>2020-09-24 00:08:40 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Alguns dados curiosos sobre as ilhas Pitcairn</title>
         <author>manebatica</author>
         <link>https://padlet.com/marciaoliveira7/yqzmo6f7a1im00g5/wish/774264071</link>
         <description><![CDATA[<div>Navegando pela internet achei alguns dados que não deixam de ser curiosos sobre as ilhas Pitcairn. O relato é de uma viajante. (1) na ilha vive somente um pouco mais de 50 pessoas; (2) é um território ultramarino Britânico; (3) os polinésios e os amotinados foram os primeiros a abitá-la; (4) para se chegar lá deve-se partir de Mangareva, a ilha mais afastada da polinésia francesa, através de um navio que de lá sai; (5) devido à falta de espaço para alocar muita gente, a ilha recebe somente até 12 pessoas ao mesmo tempo; (6) o terreno pode ser de graça para quem lá quiser contruir sua casa; e ainda (7) tem conexão internet. Bacana, né rsrsr</div>]]></description>
         <enclosure url="https://www.acheiusa.com/Noticia/pitcairn-islands-77525/" />
         <pubDate>2020-09-24 01:27:30 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Algumas ideias sobre o vídeo &quot;The Mutiny on the Bounty&quot;</title>
         <author>drielyoyama</author>
         <link>https://padlet.com/marciaoliveira7/yqzmo6f7a1im00g5/wish/777254774</link>
         <description><![CDATA[<div>Queria destacar algumas partes do vídeo e reflexões (são mais perguntas do que afirmações rsrs)</div><div>A ilha de Pitcairn era, assim como Cabo Verde e São Tomé e Príncipe, uma  região desabitada que foi ocupada por diferentes povos e diferentes línguas, mas há uma relação pessoa-pessoa e consequentemente uma relação pessoa(s)-língua(s) muito diferente daquelas encontradas nos arquipélagos africanos. Algum momento do vídeo (acho que o fato 2) fala sobre os tripulantes do Bounty terem feito uniformes novos com as velas do barco para transmitir uma ideia de igualdade entre eles. Fiquei me perguntando se essa relação também se estendia aos taitianos e quais são as consequências linguísticas causadas por essas diferentes formas de se relacionar com a língua.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-09-24 19:00:13 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Sobre o motim no Bounty</title>
         <author>denisesantos2</author>
         <link>https://padlet.com/marciaoliveira7/yqzmo6f7a1im00g5/wish/777438392</link>
         <description><![CDATA[<div>Ocorreu no navio HMS Bounty, no dia 28 de abril de 1789. A princípio, a embarcação tinha o objetivo colher sementes de fruta-pão no Taiti. No entanto, por se apaixonarem pelas mulheres nativas do local, Fletcher Christian e outros dezoito tripulantes revoltaram-se contra o capitão William Blight, deixando-o em um bote à deriva. Posteriormente, a tripulação se refugiou nas ilhas de Pitcairn, onde seus descendentes residem até hoje. A ilhas estavam desabitadas e pareciam um paraíso, no entanto, era muito suscetível a intempéries e ciclones tropicais. Neste período, surge a língua pitcairnesa,  uma língua crioula que surgiu por meio do contato entre o inglês e o taitiano, no final do século XVIII. Em meados de 1790, catorze dos tripulantes foram presos e julgados pela corte inglesa. Fletcher Christian e os demais homens morreram em Pitcairn, restando apenas John Adams, o único tripulante sobrevivente.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-09-24 19:58:41 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>SOBRE AS PESSOAS QUE HABITARAM A ILHA PITCAIRN E SUA CONVIVÊNCIA</title>
         <author>anzoman</author>
         <link>https://padlet.com/marciaoliveira7/yqzmo6f7a1im00g5/wish/778067708</link>
         <description><![CDATA[<div>Os taitianos foram os pioneiros das ilhas Pitcairn, porém na época do motim do Bounty a ilha estava inabitada. O grupo que ocupó a ilha estava composto por: 12 mulheres taitianas (Maimiti/Isabella, Teehuteatuaonoa/Jenny, Teraura/Susanah, Teio/Mary, Vahineatua/Bal'hadi/Prudence, Obuarei/Puarai, Tevarua/Sarah, Teatuahitea/Sarah, Faahotu/Fasto, Toofaiti/Hutia/Nancy, Mareva, and Tinafornea); uma criança taitiana (Sarah/Sally), “filha de Teo”, que seria uma pessoa respeitada na comunidade; seis homens taitianos (Manarii/Menalee, Niau/Nehou, Teirnua/Te Moa, Taroamiva/Tetahiti, Oher/Hu eTaruro/Talalo) e nove “ingleses” Fletcher Christian, Ned Young, John Adams, Matthew Quintal, William McCoy, William Brown, Isaac Martin, John Mills and John Williams.<br>Importante destacar que os taitianos provinham de diferentes ilhas do arquipélago de Taiti, por conseguinte com línguas próximas, mas não a mesma. Os “ingleses”, por sua vez, eram provenientes do que hoje se conhece como Reino Unido e Irlanda.<br>No início, as relações entre os ingleses e os taitianos foram relativamente boas, mas pouco a pouco foram se revelando problemáticas, uma vez os ingleses achavam-se donos dos taitianos, especialmente das mulheres. Segundo a escritora Carolina Alexander (2003:369), as mulheres eram “passadas de um marido para outro”. Os homens taitianos também sofriam todo tipo de humilhações, especialmente com os que pertenciam a uma “casta” inferior dentro da cultura taitiana. Seria uma “infidelidade” de John Williams com a mulher de um dos líderes taitianos o que causaria o início da massacre entre os dois grupos que levaria à morte de quase todos os homens (Coenen,1997). <br>Ao final, apenas um homem inglês, Adans, 9 mulheres e 19 crianças moravam em 1800, depois de terminar as brigas internas da comunidade originaria. Adans se encarregou de ensinar a ler em inglês a toda a comunidade, com a Bíblia do Bounty e catequizou a todas as mulheres e crianças ao cristianismo. Aparentemente, conseguiu manter a paz no grupo, como assim describió o comandante do navio americano Topaz, Mayhew Folgeraté, a chegada na ilha em 1808 (Alexander, 2003: 347-348). Após Folgerate, vários outros navios chegaram até a ilha. Aos poucos, os acontecimentos sobre Pitcairn e o Motim de Bounty foram cada vez mais conhecidos e muitos curiosos foram a visitar a ilha para escutar as estórias de Adans antes de sua morte em 1829.  <br><br>Alexander, Caroline (2003). The Bounty. London: Harper Collins. ISBN 978-0-00-257221-7.<br><br>Coenen, Dan T. (1997). "Of Pitcairn 's Island and American Constitutional Theory". William &amp; Mary Law Review. 38 (2). Retrieved 5 March 2019.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-09-25 01:47:23 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Leitura para a postagem do Passo 2 da Atividade 2 desse padlet.</title>
         <author>marciaoliveira7</author>
         <link>https://padlet.com/marciaoliveira7/yqzmo6f7a1im00g5/wish/789555190</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2020-09-29 20:18:47 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>marciaoliveira7</author>
         <link>https://padlet.com/marciaoliveira7/yqzmo6f7a1im00g5/wish/789556608</link>
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         <pubDate>2020-09-29 20:19:21 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>marciaoliveira7</author>
         <link>https://padlet.com/marciaoliveira7/yqzmo6f7a1im00g5/wish/789568367</link>
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         <pubDate>2020-09-29 20:23:52 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>marciaoliveira7</author>
         <link>https://padlet.com/marciaoliveira7/yqzmo6f7a1im00g5/wish/789584900</link>
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         <pubDate>2020-09-29 20:30:19 UTC</pubDate>
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         <title>É pidgin, crioulo ou mixed language?</title>
         <author>denisesantos2</author>
         <link>https://padlet.com/marciaoliveira7/yqzmo6f7a1im00g5/wish/795435711</link>
         <description><![CDATA[<div>O trabalho de Thomason (2009) esclarece que qualquer classificação linguística – como a tentativa de classificar as línguas de contato entre pidgins, crioulos ou <em>mixed languages</em> – é respaldada em critérios abstratos e arbitrários que, entretanto, podem ser bastante úteis para a compreensão da linguagem humana. De maneira geral, os estudiosos linguistas buscam “encaixar” as línguas dentro de padrões já estabelecidos; todavia, muitas vezes, as relações entre as línguas de contato não são tão claras assim, pois podem não apresentar características prototípicas.  <br><br></div><div>Historicamente, um pidgin prototípico emerge por meio do contato linguístico entre três ou mais grupos de falantes que interagem em contextos específicos, como por exemplo, para fins comerciais. Como o contato linguístico é bastante limitado nestes casos, não há desejo ou oportunidade de um grupo aprender a língua dos demais. Nestas situações, o multilinguismo não é suficiente para permitir uma comunicação completamente “adequada” entre os falantes. Em muitos casos, o léxico da língua dominante é falado com o uso de uma morfologia flexional simplificada, surgindo, portanto, na forma de um pidgin. À medida que o contato se mantém, o pidgin se desenvolve, até o momento em que as circunstâncias mudem. Deste modo, pode-se afirmar que um pidgin não é a língua nativa de nenhuma comunidade linguística. <br><br></div><div>As línguas crioulas também surgem de uma maneira semelhante aos pidgins. Os crioulos prototípicos diferem dos pidgins nos seguintes aspectos: um crioulo pode ser a língua principal de uma comunidade linguística e passado de geração em geração como uma língua nativa, enquanto um pidgin prototípico exerce funções comunicativas limitadas e é aprendido apenas como uma segunda (ou terceira etc) língua.<br><br></div><div>No entanto, o desenvolvimento das línguas crioulas nem sempre ocorre segundo este padrão. É o caso do Pitcairnese, língua que se originou após o motim no navio HMS Bounty em 1790, quando nove amotinados e dezesseis polinésios (a maioria taitianos) se estabeleceram em Pitcairn. Como uma única comunidade foi formada por essa mistura, um crioulo emergente se tornou a língua principal em Pitcairn, de modo que, curiosamente, nenhum pidgin totalmente cristalizado se desenvolveu na ilha. Por outro lado, o Tok Pisin moderno, falado na Papua-Nova Guiné, surgiu originalmente como um pidgin prototípico e se desenvolveu no século XX até o seu estado atual. Assim, pode-se afirmar que o Pitcairnese emergiu como um crioulo abrupto, enquanto o Tok Pisin passou de pidgin para crioulo, devido à expansão do seu uso, e hoje contempla um número considerável de falantes nativos. <br><br></div><div>As <em>mixed languages</em> diferem dos pidgins e crioulos porque emergem em situações de contato entre apenas duas línguas. Nestes casos, ao contrário do surgimento de pidgins e crioulos, há bilinguismo em pelo menos uma das duas comunidades linguísticas. A única característica significativa em que as <em>mixed languages </em>se assemelham aos pidgins e aos crioulos é o seu desenvolvimento não genético, o que os distinguem das demais línguas naturais. <br><br></div><div>É importante enfatizar que as definições prototípicas dos pidgins, crioulos ou <em>mixed languages </em>devem ser analisadas juntamente com o contexto histórico das línguas. Caso contrário, se forem concebidas isoladamente, poderiam induzir ao erro de, por exemplo, classificar o latim como um pidgin, se apenas se considerar o critério de ausência de falantes nativos. Além disso, as classificações nestes três grandes grupos não contemplam todos os casos, como exposto acima sobre o Pitcairnese, pois não se tratam de conceitos universais. As línguas que desviam dos padrões prototípicos, muitas vezes são rotuladas como semi-crioulas, pré-pidgins ou apenas deixadas de lado por não se encaixarem em uma única categoria linguística. <br><br></div><div>Portanto, se faz necessário um novo olhar sobre as línguas de contato que não tenha como objetivo final a mera classificação de línguas, mas a concepção de que os limites entre as classificações podem não ser tão cristalinos.<br><br></div><div><br></div><div>Fonte: THOMASON, Sarah. “A typology of contact language”, in Holm, John, &amp; Michaelis, Susanne (eds<em>.). </em><strong>Contact languages:</strong> critical concepts in language studies, p. 38-55<em>.</em> New York: Routledge. Vol. V. 2009.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-10-01 16:46:38 UTC</pubDate>
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         <title>Comentario ao texto de Denise</title>
         <author>anzoman</author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2020-10-01 20:49:29 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>anzoman</author>
         <link>https://padlet.com/marciaoliveira7/yqzmo6f7a1im00g5/wish/796360081</link>
         <description><![CDATA[O que eu não tenho muito claro é que o pidgin não seja língua nativa. Acho que ela pode sim ser aprendida em casa, junto com outras línguas e só ser usada nos momentos de comunicação específica, de ai que as crianças não o desenvolvam como uma língua crioula, pois não precisam usa-la, apenas compreendê-la. Por exemplo, o pidgin conhecido como “taxi Arabic” (com base lexical árabe “condimentada” com hindi, urdu, pashtu e inglês) falado pela maioria dos taxistas em Dubai e muitos emigrantes que trabalham no setor de empregos mais braçais, nessas comunidades, as crianças e as mulheres desses trabalhadores, escutam o pidgin, mas só usam nas situações de necessidade, tal vez, a origem pela qual nasce esse pidgin, quebrar uma barreira linguística mínima. Por outro lado, algo parecido tenho observado em Vila Brasil, no Suriname, onde as crianças escutam seus pais falarem uma espécie de mistura de línguas, ainda não sei se é um pidgin, com maior porcentagem da língua que mais domina cada um dos falantes, mas essas crianças não usam essa língua, primeiro porque ainda não estão inseridas no mundo adulto, segundo porque em casa se falam outras línguas, mas elas conhecem esse “pidgin”... por isso não tenho muito claro essa questão dos pidgins serem ou não línguas nativas em alguns casos. Bom, acabo de lembrar do Kriol de Austrália, falado pela maioria de aborígenes para interações com diferentes comunidades... ]]></description>
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         <pubDate>2020-10-01 20:50:19 UTC</pubDate>
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         <title>A lição que tirei de Thomason (2009)</title>
         <author>manebatica</author>
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         <description><![CDATA[<div>A questão do pitcairnese abordada em Thomason (2009) é instigante e incita reflexões sobre os critérios pré-estabelicidos para a classificação das línguas de contato. A busca por separar as línguas em blocos olhando para suas características prototípicas tem se esbarrado não somente nas questões socio-históricas que envolvem o surgimento de uma certa língua, que é um dos muitos critérios usados pelos linguístas para determinar uma língua crioula, mas também na própria dinâmica interna e no modo de funcionamento dessa língua que, por vezes, não obedece a esses critérios por completo. <br><br>A contribuição do trabalho de Thomason (2009) é ter mostrado que tais critérios não são tão evidentes o quanto se pode pensar, pois são embasados em abstração e arbitrariedade, além de fazer uma distinção entre um pidgin, um crioulo e um <em>mixid language</em> (conceitos de grandes debates na linguística em geral).   <br>      </div>]]></description>
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         <pubDate>2020-10-03 11:02:37 UTC</pubDate>
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         <title>Em diálogo com Thomason (2009) e com o comentário de Baticã</title>
         <author>drielyoyama</author>
         <link>https://padlet.com/marciaoliveira7/yqzmo6f7a1im00g5/wish/800109476</link>
         <description><![CDATA[<div>Enquanto lia o texto da Thomason, não me saia da cabeça a discussão de parâmetros e microparâmetros da gramática gerativa. Thomason mostra que é possível classificar as línguas de contato a partir de características protípicas (isso me lembra os primeiros conceitos de parâmetros da gramática gerativa). Entretanto algumas línguas mostram que não é tão simples assim (e isso me lembra o movimento da gerativa em "afinar" o conceito de parametrização, e daí surgir a noção de microparametrização). Mas acho que uma coisa não anula a outra: é possível que haja uma classificação das línguas de contato a partir de características prototípicas em três grandes grupos. E talvez também seja possível olhar para dentro desses grupos e encontrar outros agrupamentos de línguas. </div>]]></description>
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         <pubDate>2020-10-03 21:23:46 UTC</pubDate>
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         <title>Continue a nadar</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/marciaoliveira7/yqzmo6f7a1im00g5/wish/800152840</link>
         <description><![CDATA[<div>Ter como ponto de partida que estamos aqui para levantar perguntas e não definições é bastante tranquilizador. Vimos que nas discussões sobre tipologia, debates acalorados podem surgir. Eu, particularmente, acho positivo essa elevação na temperatura, demonstra que de alguma forma nós cientistas ainda estamos vivos e conectados com o mundo em volta dos nossos objetos de pesquisa.<br><br></div><div>Eu acho importante afirmamos o que somos e vermos nossas características como ferramentas possíveis para trabalhar de outras formas a própria ciência. Por isso, eu busco uma postura como a que a Profa. Marcia nos instiga, não tomo ciência como religião e por ciência eu também entendo a ciência dos próprios métodos científicos. Por isso eu simpatizo muito quando os falantes das línguas crioulas se impõem e questionam os estudos sobre suas línguas. Muito se fala sobre volume e base de dados para se defender um argumento e seu grau de validação, mas devemos ter sempre em mente que análises quantitativas são apenas um dos métodos possíveis para se fazer ciência, não é o único. <br><br></div><div>Agora, sobre pidgins, crioulos e mixed languages.<br><br></div><div>O que entendi até agora é que não dá para nos apegarmos apenas nas características linguísticas. O pitcairnense e o Norfolk mostram claramente isso, pois estamos aqui discutindo sem sequer ter visto as características linguísticas dessas línguas.<br><br></div><div>O pidgin por muito tempo, talvez até hoje para alguns, foi considerado um passo temporal anterior ao crioulo. Sua característica parece estar ligada ao uso, ou seja, não é uma língua “de casa”, é usada para determinadas situações, normalmente o comércio dado ser a principal atividade de que requeria comunicação na época. A partir do momento que esse pidgin perde a exclusividade do uso nessas situações e começa a ser usado em diversas outras, sendo passado para novas gerações e então sofrendo os processos que todas as línguas sofrem ao serem amplamente utilizadas e entrarem em contato com outras línguas (ainda que sejam aquelas que forneceram material para sua própria criação) elas recebem o status de línguas crioulas.<br><br></div><div>Como vimos, há ainda a possibilidade da língua crioula espontânea, que supostamente não passaria pelo processo de pidgenização. Eu, particularmente, vejo isso como uma possibilidade, dado o contexto violento da escravidão, na qual o uso de uma língua não teria tanto o papel de uma comunicação digamos “comercial”, mas de sobrevivência. Como o meu antigo orientador, Prof. Gabriel, falava ironicamente: para não apanhar, você pelo menos tem que dizer “não me bate” na língua de quem está com o chicote. Esse é o tipo de conhecimento que você passa para os seus.<br><br></div><div>No caso das mixed languages vimos que sua definição é aplicada na mistura mesmo de duas línguas, muito clado no exemplo da media lengua. <br><br></div><div>Com tudo isso, o que seria o pitcairnense e o Norfolk? Pessoalmente, não consigo ver como língua crioula, foi um contexto muito diferente, com um propósito de comunicação muito diferente também. Os poucos exemplos que eu vi, não pareceu um caso de mixed language também. Apesar disso, eu não tenho dúvida que seja uma língua, não um dialeto ou variedade de inglês. <br><br></div><div>Por fim, na minha visão, definir o que é uma língua precisa passar necessariamente por outras áreas além da linguística, principalmente porque essas definições irão impactar diretamente nessas outras áreas. Em 2012 participei de um grupo que foi até Ano Bom coletar dados do crioulo fadambo, o governo na Guiné Equatorial financiou todo o estudo. Acham que era por amor à linguística ou pela ciência? Não, eles queriam que nós linguistas provássemos o laço cultural do crioulo com a língua portuguesa (o que de fato tem) para justificar a entrada do país na CPLP, o que facilitaria uma série de acordos com países falantes de língua portuguesa (obviamente objetivando o Brasil e Portugal), e além disso tudo, seria mais uma prova de que o governo é democrático, apesar de o presidente estar no poder há quase 30 anos, pois na CPLP supostamente só entram países democráticos. Enfim, subestimar, ignorar ou apagar outras áreas ou outras considerações e métodos na hora de construir aquilo que vai definir o que é ou não uma língua é muito delicado e na minha opinião, exige que estejamos abertos a ouvir, ler, ouvir, ler ouvir e ler de novo, principalmente a própria comunidade falante.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-10-03 22:37:28 UTC</pubDate>
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         <title>Continuo nas reflexões sobre o Pitcairnese e o Norfolk</title>
         <author>lariletras20</author>
         <link>https://padlet.com/marciaoliveira7/yqzmo6f7a1im00g5/wish/800205072</link>
         <description><![CDATA[<div>Pitcairnese  se originou após o motim no Bounty em 1790, quando os amotinados e tatianos se estabeleceram em Piticain - nesse período surge o pitcairnese , língua que surge principalmente pelo contato do inglês e do tatiano.<br>Desse processo não se pode esquecer que houve a ida dos habitantes de Piticain para a Ilha de Norfolk. Logo, o pitcairnese certamente passa por mudanças devido ao deslocamento para o novo ambiente.<br>Segundo Thomason, os crioulos também costumam extrair seu léxico principalmente de uma língua cujos falantes são, em certo sentido, dominantes.  Pensando nessa afirmação de Thomason me pergunto: Como se dava esse contato entre ingleses e tatianos? Havia na ilha essa relação hierárquica  entre as línguas ali faladas?<br>A única resposta que consegui chegar é que não há e não deve haver de fato um conceito fechado para definir o que é uma língua crioula.  <br> Pensando o pitcairnese, por exemplo, como uma língua crioula, curiosamente parece não ter havido  um pidgin antecedido a língua.<br> <br>Um outro dado curioso pra mim é o fato do pitcairnese e o norfolk serem ininteligíveis. <br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-10-04 00:18:32 UTC</pubDate>
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         <title>LEITUR</title>
         <author>ivoaloidedju88</author>
         <link>https://padlet.com/marciaoliveira7/yqzmo6f7a1im00g5/wish/801537807</link>
         <description><![CDATA[<div>A leitura do texto de Thomason  (2009)  permite compreender a complexidade de classificar as línguas de contato. O debate sobre o tema “línguas de contato” está em alta atualmente  na área de estudo linguística.   A caracterização de língua de contato e a definição das três moires ( pidgins, crioulos e misturas bilíngues). Mostra que essas línguas originaram de um processo de contato historicamente diferente. Por exemplo, pidgins, desenvolvem num contexto em que os falantes diferentes necessitam de comunicar para resolver seus problemas e são aprendidas com L2, não possuem falantes nativos nem são as principais dos falantes, os crioulos se desenvolvem contato  entre grades números de línguas diferentes e passam  a ser   principais para a comunicação de uma comunidade e misturas bilíngues  são produtos de contato entre dois grupos de falantes de línguas diferentes. <br><br>Thomason, Sarah. 2009. A typology of contact language. In Holm, John, &amp; Michaelis,<br> Susanne (eds<em>.). </em><strong>Contact languages: critical concepts in language studies</strong>, p. 38-<br> 55<em>. </em>New York: Routledge. Vol. V.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-10-05 01:21:59 UTC</pubDate>
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