<?xml version="1.0"?>
<rss version="2.0">
   <channel>
      <title>Impressões sobre a Epistemologia de pesquisa by Fabio Ferrarese</title>
      <link>https://padlet.com/fabioferrarese/yp0wdh9uo8n682a0</link>
      <description></description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2024-04-10 22:35:02 UTC</pubDate>
      <lastBuildDate>2024-05-30 23:56:01 UTC</lastBuildDate>
      <webMaster>hello@padlet.com</webMaster>
      <image>
         <url></url>
      </image>
      <item>
         <title>O que é Ciência? Silvio Seno Chibeni</title>
         <author>fabioferrarese</author>
         <link>https://padlet.com/fabioferrarese/yp0wdh9uo8n682a0/wish/2990756090</link>
         <description><![CDATA[<p>Sou formado em Ciências Ambientais e, por mais que seja autointitulada ciência, traz consigo um olhar atento à diferentes saberes, ainda não validados pela ciência. Aprendemos que os saberes ancestrais, os saberes passados pela oralidade e aprendidos com espíritos, ou escutados em sonhos são válidos e temos muito o que aprender com eles. Ainda mais enquanto vivemos uma crise socioambiental produzida pelos saberes exclusivamente ocidentais (sejam construídos ou roubados e deturpados). Sabemos que com os saberes ocidentais não será possível mudar nosso destino rumo à extinção.</p><p><br/></p><p>Mas ainda assim sou formado cientista, e na minha formação há uma forma de se fazer e produzir o saber, que segue o fazer científico. Segue esta linguagem e seus métodos para ser validado. No meu TCC foi obrigatório incluir Introdução, Objetivos, Metodologia, Resultados, Discussão e Conclusão, ainda que a pesquisa não se encaixasse no modelo. A resposta da coordenação do curso foi de que se não seguisse este caminho, não seria considerada uma pesquisa científica.</p><p>Consequentemente carreguei comigo um pouco de frustração, e um pouco de rigidez também.</p><p><br/></p><p>Por isso, ao iniciar os estudos do mestrado com estes textos do Chibeni, foi um grande alívio, pois consegui perceber que o fazer científico não pode ser endeusado, a ponto de invalidar os saberes criados de outras formas. E que ele mesmo é falho e hipócrita. </p><p><br/></p><p>É importante, enquanto pesquisadores entendermos que nossas observações, nossas deduções e nossos resultados encontrados nunca são isentos. E para sermos mais honestos conosco e com os futuros leitores de nossas pesquisas, é importante que saibamos expor nosso viés e nossas motivações, nossa intenção. A honestidade deve ser o primeiro passo na pesquisa.</p><p><br/></p><p>E ao entendermos a que servimos e porque servimos, podemos escolher o modo de fazer que melhor contempla nossos objetivos. Por isso o texto do Chibeni é como um destampar dos olhos, que nos mostra que o mundo da ciência pode ser mais amplo, de forma a nos oferecer ferramentas variadas que contemplem o nosso (único e exclusivo) fazer científico. E que se nosso fazer não for contemplado com o título de ciência, que não nos molestemos, mas que possamos empoderar-nos e valorizemos, ainda assim, nossos saberes.</p>]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2024-05-13 13:30:29 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/fabioferrarese/yp0wdh9uo8n682a0/wish/2990756090</guid>
      </item>
      <item>
         <title>A visão de ciência e de metodologia de pesquisa em diferentes perspectivas e/ou &quot;Escolas Filosóficas&quot;</title>
         <author>fabioferrarese</author>
         <link>https://padlet.com/fabioferrarese/yp0wdh9uo8n682a0/wish/3008702443</link>
         <description><![CDATA[<p>A autora inicia o texto trazendo um pensamento importante, antes de adentrar nas especificações de cada corrente: "apesar de colocar em caixas, e repartir a epistemologia do fazer científico em correntes, ou 'escolas', faz-se isso para tornar inteligível, ou seja, para facilitar a compreensão acerca do assunto (e por isso é uma visão simplificada). Porém, esta visão reducionista não deve ser compreendida como limitante, e sim, como um ponto de partida para pensarmos o nosso fazer científico. Não devemos nos restringir a seguir um ponto específico. A idéia é captarmos os pontos de cada um e utilizarmos, ou contestarmos, os pontos que possam nos servir, como ferramentas, ou como estímulos. Neste sentido, as correntes e suas especificidades não deverão ser lidos como opostas, ou contraditórias, mas como "campos gravitacionais que ora se repelem, ora se atraem".</p><p><br/></p><p>Partindo deste ponto de vista, posso começar a olhar para minha pesquisa e buscar desvelar os pontos já inseridos nela. Ainda que estes pontos não sejam definitivos, há uma forma de se pensar a pesquisa e a ciência na construção do projeto. Devo também projetar, para os próximos passos da pesquisa, quais os pontos e as questões epistemológicas embasarão a estrutura e a ética da minha pesquisa.</p><p><br/></p><p>Uma parte da minha pesquisa se baseia no positivismo, no sentido de levantamento de dados e análise de indícios. Ainda que a visão de ciência positivista não embase a pesquisa, há ali uma forma de fazer e analisar uma realidade 'estática'. Porém o foco da pesquisa é outro que não a simples análise dos dados. Estes apenas serão levantados para dar conteúdo para a discussão a respeito do tema central.</p><p><br/></p><p>O ponto focal da pesquisa se relaciona essencialmente com a Fenomenologia. Tenho acompanhado um projeto educacional, e o foco não está apenas nos resultados, mas no processo, em entender as intenções, as ferramentas, o desenvolvimento, em como as pessoas estão recebendo isto. E o objetivo central é perceber, descrever, interpretar, problematizar e propor, a partir do que eu compreender (sabendo que minha compreensão é diretamente afetada pelas minhas intenções, pela minha história, e pela minha visão de mundo).</p><p><br/></p><p>A visão pós-estruturalista de realidade (ou verdade) também traz importantes contribuições para que eu possa pensar minha pesquisa, no sentido de que não busco descrever uma realidade, nem trazer soluções. A intenção está na problematização do que é observado, e das múltiplas visões possíveis de caminhos a serem seguidos. Tudo é fluido, e múltiplo, logo não como compreender nem descrever. O que posso fazer é tentar descrever a minha compreensão do que vivi ali, e dar voz aos envolvidos.</p>]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2024-05-27 11:50:49 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/fabioferrarese/yp0wdh9uo8n682a0/wish/3008702443</guid>
      </item>
      <item>
         <title></title>
         <author>fabioferrarese</author>
         <link>https://padlet.com/fabioferrarese/yp0wdh9uo8n682a0/wish/3008707529</link>
         <description><![CDATA[<p>Música que me inspira a não querer consertar o mundo, e sim problematizá-lo. São as perguntas que nos movem. Não sou absoluto de achar que terei as soluções. As verdadeiras soluções não existem, mas são construídas.</p>]]></description>
         <enclosure url="https://www.youtube.com/watch?v=gPI_UX1qnBg" />
         <pubDate>2024-05-27 11:56:11 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/fabioferrarese/yp0wdh9uo8n682a0/wish/3008707529</guid>
      </item>
      <item>
         <title>A Invenção das Ciências Modernas: Cap. 1 - Explorando</title>
         <author>fabioferrarese</author>
         <link>https://padlet.com/fabioferrarese/yp0wdh9uo8n682a0/wish/3013577352</link>
         <description><![CDATA[<p>A ciência se tornou ao longo do tempo intocável, indiscutível. As novas tecnologias, os novos saberes precisam ser validados por ela, para serem socialmente aceitos. E com isso, a ciência afirma-se enquanto autoridade, e em nome dela pode-se fazer até atrocidades, que não será contestado.</p><p><br></p><p>Assim, Isabelle Stengers traz seus pensamentos a respeito desta visão incontestável da ciência. Se propõe a uma crítica que não invalida todo o fazer científico, porém abre um caminho para repensarmos o ideal colonialista presente nela.</p><p><br></p><p>E, consequentemente, reduzindo o poder da ciência, pode-se abrir espaço para outros saberes se afirmarem. Outras formas de se enxergar a realidade. E fazer o resgate das subjetividades.</p>]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2024-05-30 23:02:39 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/fabioferrarese/yp0wdh9uo8n682a0/wish/3013577352</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Pesquisas pós-críticas em Educação no Brasil</title>
         <author>fabioferrarese</author>
         <link>https://padlet.com/fabioferrarese/yp0wdh9uo8n682a0/wish/3013584996</link>
         <description><![CDATA[<p>A partir do pensamento pós-crítico, as pesquisas brasileira em Educação trouxeram um novo olhar, e uma nova forma de se fazer pesquisas. </p><p><br></p><p>Não se propunha encontrar soluções para dizer como fazer, uma receita de "bolo" a ser seguida. Mas sim, destaca-se a problematização das estruturas, das formas tradicionais, dos currículos. </p><p><br></p><p>Problematiza-se também o papel do ser humano na sociedade. Não mais como proletário, "vítima" do sistema capitalista. O proletariado é uma grande massa oprimida, porém que também oprime. Assim a teoria pós-crítica traz outras camadas diversas, como raça, sexualidade, religião, etc. que invizibilizadas na grande massa proletária, não tinha suas especificidades aprofundadas. </p><p><br></p><p>Transgredindo e subvertendo antigas certezas e normas, pode-se encontrar novas problematizações, novos detalhes, novos sujeitos (com suas subjetividades). E os novos e diferentes saberes vão ganhando destaque, novos significados vão se construindo, e outras realidades são conhecidas e imaginadas. </p>]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2024-05-30 23:19:16 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/fabioferrarese/yp0wdh9uo8n682a0/wish/3013584996</guid>
      </item>
      <item>
         <title>A epistemologia do armário</title>
         <author>fabioferrarese</author>
         <link>https://padlet.com/fabioferrarese/yp0wdh9uo8n682a0/wish/3013592588</link>
         <description><![CDATA[<p>A autora traz para nós a ideia de armário, presente nas vidas da comunidade gay, e como ela pode afetar toda uma sociedade. Também como ela demostra toda uma hipocrisia social, e como ela escolhe o que deve ser escondido ou não.</p><p><br/></p><p>O texto me levou a pensar na necessidade de se afirmar de tudo o que não está na 'normalidade social', no 'padrão'. Todos são héteros até que se prove o contrário. E aqueles que não o são devem se manter escondidos, ou então se afirmar como 'diferente'. E esta afirmação vem com toda uma variedade de consequências. Nem sempre se sabe a reação do outro que está diante de você.</p><p><br/></p><p>Outra reflexão está no armário como lugar de segurança. A mentira (ou a omissão) muitas vezes é um local de segurança. Não só um lugar onde a sociedade decide o que não quer ver, mas também um lugar onde o indivíduo escolhe o que não quer que seja visto. Sair do armário ou não, não é simples, e cada um leva em consideração diversos fatores, internos e externos na sua decisão.</p><p><br/></p><p>Desta forma, mesmo saindo do armário em determinados contextos , nada impede que se volte a ele em outros. A relação com o armário é cotidiana.</p>]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2024-05-30 23:33:38 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/fabioferrarese/yp0wdh9uo8n682a0/wish/3013592588</guid>
      </item>
      <item>
         <title>A Invenção das Ciências Modernas: Cap. 2 - Construindo</title>
         <author>fabioferrarese</author>
         <link>https://padlet.com/fabioferrarese/yp0wdh9uo8n682a0/wish/3013609413</link>
         <description><![CDATA[<p>Ao mesmo tempo que é necessário contestar o fazer científico que se autointitula absoluto e incontestável, como também não defender uma validação científica?</p><p><br/></p><p>Passamos 3 anos de tempos de incertezas e medos pandêmicos. E ali percebemos o risco de se diminuir o saber científico. Vimos negação às vacinas, a criação de um "kit anti-covid" com uma variedade de medicamentos que, não só não combatiam à doença, como em alguns casos poderiam trazer prejuízos à saúde. Tivemos ainda uma experimentação assassina em Manaus,  onde se imaginava que se toda uma população contraísse o vírus, haveria uma imunidade de rebanho.</p><p><br/></p><p>Tudo isso foi validado por uma parcela de médicos e de cientistas. A quem interessava isso? Quem interviu no pensamento científico, na comunidade científica? E ao mesmo tempo, foi a mesma comunidade científica que conseguiu, de alguma forma, refutar estes pensamentos.</p><p><br/></p><p>Uma ciência 'fraca' abre espaço para uma variedade de mau-intencionados. Porém uma ciência absolutista também abre espaço para isso, só que com carimbo científico. O poder político e o poder do capital podem interferir nas certezas e na validação dos saberes, seja pela ciência ou não.</p><p><br/></p><p>Então penso que a problematização do fazer científico e de suas certezas é enriquecedor para a própria ciência. E se a elite científica assim não quiser, acabará ficando para trás.</p>]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2024-05-30 23:56:01 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/fabioferrarese/yp0wdh9uo8n682a0/wish/3013609413</guid>
      </item>
   </channel>
</rss>
