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      <title>Povos do Brasil by Morgana Ribeiro</title>
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      <description>Morgana Ribeiro, Emmilly Pires e Luiz Fernando 2°I</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2024-03-14 18:32:50 UTC</pubDate>
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         <title>Tupinambás</title>
         <author>emmypir</author>
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         <description><![CDATA[<p>      Os tupinambás atualmente vivem na vila de Olivença, na região de Mata Atlântica, no sul da Bahia. Sua área situa-se a 10 quilômetros ao norte da cidade de Ilhéus e se estende da costa marítima da vila de Olivença até a Serra das Trempes e a Serra do Padeiro. Antes eram chamados assim os povos indígenas que habitavam a região costeira do Brasil (desde a margem direita do <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Rio_S%C3%A3o_Francisco">rio São Francisco</a> até o <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Rec%C3%B4ncavo_Baiano">Recôncavo Baiano e </a>do <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Cabo_de_S%C3%A3o_Tom%C3%A9">cabo de São Tomé</a><a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://pt.wikipedia.org/wiki/V%C3%ADrgula">,</a> no atual <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Unidades_federativas_do_Brasil">estado</a> do <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Rio_de_Janeiro_(estado)">Rio de Janeiro</a>, até <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%A3o_Sebasti%C3%A3o_(S%C3%A3o_Paulo)">São Sebastião</a>, hoje o estado de <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%A3o_Paulo_(estado)">São Paulo</a>. Esse segundo grupo também era denominado de <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Tamoios">tamoio</a>).</p><p>      O nome "tupinambá" é oriundo do <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%ADngua_tupi">tupi</a> <em>tubüb-abá</em>, que significa "descendentes dos primeiros pais", através da junção dos termos <em>tuba</em> (pai),<a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Tupinamb%C3%A1s#cite_note-NAVARRO,_E._A._2005._p._96-8"><sup> </sup></a><em>ypy</em> (primeiro) e <em>abá</em> (homem). </p>]]></description>
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         <pubDate>2024-03-15 18:51:42 UTC</pubDate>
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         <title>Tumbalalá Curaçá, BA</title>
         <author>sixtrixyu</author>
         <link>https://padlet.com/sixtrixyu/ynrb2v2qx6a11sfk/wish/2920908687</link>
         <description><![CDATA[<p>Os Tumbalalá, uma comunidade indígena do sertão de Pambú na Bahia, foram reconhecidos pelo Estado brasileiro em 2001 após uma mobilização iniciada em 1998. Historicamente ligados a uma rede indígena de comunicação interétnica, eles têm uma identidade distinta dentro dos povos indígenas do Nordeste brasileiro. A região já foi ocupada por missões indígenas e foi alvo da criação de gado nos séculos passados. Apesar do reconhecimento, enfrentam desafios, incluindo a demarcação de terras e a preservação cultural.</p><p>Os Tumbalalá falam apenas português, mas algumas palavras rituais como "pujá", "kwaqui" e "cataioba" são consideradas remanescentes da língua cariri, falada na região do sub-médio São Francisco. O cariri, embora não seja de origem jê ou tupi, era amplamente falado na região, dividido em quatro dialetos. Como não é mais falado, seu estudo linguístico é limitado.</p><p>Os Tumbalalá residem na região histórica de missões indígenas e colonização portuguesa ao norte da Bahia, entre os municípios de Curaçá e Abaré, às margens do rio São Francisco, próximo à divisa com Pernambuco. Seus pontos de referência incluem o povoado de Pambú, a ilha da Assunção (território Truká) e a cidade de Cabrobó, em Pernambuco.</p><p><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2024-03-15 19:03:22 UTC</pubDate>
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         <title> Kaxinawá/ Caxinawa. Rio Purus, Manoel Urbano - Acre</title>
         <author>sixtrixyu</author>
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         <description><![CDATA[<p>Os Kaxinawá fazem parte da família linguística Pano, habitando a região da floresta tropical no leste peruano até o sul do Brasil, especialmente no Acre e Amazonas. Autodenominam-se huni kuin, que significa "homens verdadeiros". Historicamente, houve confusão nos nomes das etnias, mas atualmente os Kaxinawá se referem aos grupos relacionados como "Yaminawa".</p><p>Os Kaxinawá vivem na fronteira entre o Brasil e o Peru, na Amazônia ocidental. Suas aldeias estão localizadas ao longo dos rios Purus e Curanja, no Peru, e nos rios Tarauacá, Jordão, Breu, Muru, Envira, Humaitá e Purus, no Brasil. No início do século XX, uma parte dos Kaxinawá brasileiros mudou-se para o Peru após uma rebelião contra um seringalista. Embora tenham se casado com os Kaxinawá brasileiros, ainda existem diferenças no estilo de vida entre os dois grupos. Alguns Kaxinawá migraram do rio Envira, no Brasil, para o rio Purus, no Peru, onde se estabeleceram em aldeias. Na Terra Indígena do Alto Purus, compartilham o território com os Kulina.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-03-15 19:12:30 UTC</pubDate>
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         <title>Guaranis</title>
         <author>emmypir</author>
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         <description><![CDATA[<p>     O Guarani foi um dos primeiros povos a ser encontrados durante a invasão à América do Sul. Seu território tem uma enorme extensão, não estando somente localizado no Brasil (RS, SC, PR, SP, RJ, ES, MS, PA), mas também está presente na Bolívia, na Argentina e Paraguai. Também são conhecidos como: Chiripá, Kainguá, Monteses, Baticola, Apyteré, Tembekuá, entre outros. Mas sua autodenominação "Avá", signifiica "pessoa" em Guarani.</p><p>    Esse povo se diferencia internamente em diversos grupos muito semelhantes entre si, nos aspectos fundamentais de sua cultura e organizações sociopolíticas, porém, diferentes no modo de falar a língua guarani, de praticar sua religião e distintos no que diz respeito às tecnologias que aplicam na relação com o meio ambiente.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-03-15 19:29:04 UTC</pubDate>
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         <title>Yanomami. Rio Negro, Manaus - AM</title>
         <author>sixtrixyu</author>
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         <description><![CDATA[<p>Os Yanomami são uma sociedade de caçadores-agricultores da floresta tropical do Norte da Amazônia, com uma população de cerca de 19.338 pessoas no Brasil, distribuídas em 228 comunidades. Eles habitam a Terra Indígena Yanomami, que cobre 9.664.975 hectares de floresta tropical e foi homologada por decreto presidencial em 25 de maio de 1992. Essa região é reconhecida pela sua importância na proteção da biodiversidade amazônica.</p><p>Os Yanomami são descendentes de um grupo indígena isolado que ocupou a área das cabeceiras do Orinoco e Parima há cerca de um milênio. Originários da Serra Parima, dispersaram-se a partir do século XIX em direção às terras baixas circunvizinhas, devido à penetração colonial. Seu crescimento populacional foi impulsionado por mudanças econômicas, como aquisição de novas plantas e ferramentas metálicas por meio de trocas e conflitos com grupos vizinhos. O esvaziamento progressivo desses grupos, devido ao contato com a sociedade regional, também contribuiu para a expansão Yanomami.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-03-15 19:30:12 UTC</pubDate>
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         <title>Jurunas</title>
         <author>emmypir</author>
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         <description><![CDATA[<p>     O povo juruna, também conhecido como também conhecidos como yudjá, são antigos habitantes das ilhas e penínsulas localizadas no médio e baixo rio Xingu. Hoje uma parte dessa população vive no médio Xingu, na Terra Indígena Paquiçamba em Altamira, no Pará, enquanto a outra parte vive no alto curso do mesmo rio, na área do <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://pib.socioambiental.org/pt/Povo:Xingu">Parque Indígena do Xingu (PIX)</a> criado em 1961, no estado do Mato Grosso.</p><p>     "Juruna" (Yuruna, Jurúna, Juruûna, Juruhuna, Geruna) é de origem estrangeira e parece significar “boca preta” em Língua Geral. Eles teriam recebido esse nome devido a uma tatuagem que usavam quando suas terras eram invadidas. Sua autodenominação é "Yudjá".</p><p>     Juruna ou Yudjá opõem-se a dois coletivos humanos: os <em>Abi </em>(“Índios”, em glosa juruna) incluem todos os povos indígenas que nem são falantes do juruna (ou, segundo o contexto, de língua próxima a esta), nem produtores de cauim e navegadores tradicionais da bacia do Xingu. Os <em>Karaí </em>(“Brancos”, em glosa juruna) incluem os demais humanos.</p><p>     Os Yudjá falam uma língua do tronco tupi classificada na família linguística Juruna, que também incluía as línguas já extintas dos povos Arupaia, Xipaia, Peapaia e Aoku (não-identificado), além dos Maritsawá. No que tange à cultura, eles aproximam-se sensivelmente de povos que falam línguas da família tupi-guarani. Sua tradição oral menciona uma substituição de palavras da língua juruna por aquela do povo Shadí (não-identificado). Nimuendajú considerava as línguas juruna (só mais tarde assim classificadas) como um tupi impuro, que teria sofrido a influência de línguas arawak e caribe (sem contar os empréstimos de vocábulos da Língua Geral).</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-03-15 19:31:55 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Parintintin. Rio Maici, Humaitá - AM</title>
         <author>sixtrixyu</author>
         <link>https://padlet.com/sixtrixyu/ynrb2v2qx6a11sfk/wish/2920931690</link>
         <description><![CDATA[<p>Os Parintintin são um dos grupos que se autodenominam Kagwahiva, embora sejam conhecidos por diferentes nomes, muitos deles dados por grupos inimigos. Possivelmente nomeados pelos Munduruku, os Parintintin habitam a região mais ao norte. Uma característica distintiva dos Kagwahiva é sua organização social em metades exogâmicas com nomes de pássaros.</p><p>Os Parintintin foram "pacificados" pela Funai em 1922-23, quando ocupavam uma extensa área entre o rio Madeira e o rio Machado, no estado do Amazonas. Atualmente, a maioria da população reside em duas Terras Indígenas no município de Humaitá, também no Amazonas. Em 1999, a Terra Indígena Ipixuna tinha 54 habitantes, enquanto a Terra Indígena Nove de Janeiro, em 2000, abrigava 80 pessoas.</p><p>A designação Kagwahiva ou Kagwahiva'nga significa "nossa gente", em contraste com "tapy'yn", que significa "inimigo". Esses grupos, que falam línguas da família Tupi-Guarani, podem ser divididos em dois dialetos principais: um falado mais ao norte, entre os Parintintin, Tenharim, Juma e Jiahui; e outro falado pelos grupos mais ao sul, como os Urueu-wau-wau, Amondawa e Karipuna. Presume-se que todos sejam descendentes dos "Cabahyba", que habitavam as nascentes do rio Tapajós no final do século XVIII e início do XIX, e faziam parte dos "Tupi Centrais" identificados por Carl Friedrich von Martius, que também incluíam os Kayabi e os Apiaká.</p><p><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2024-03-15 19:38:17 UTC</pubDate>
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         <title>Tabajara. Rio São Francisco - Remanso, Bahia</title>
         <author>sixtrixyu</author>
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         <description><![CDATA[<p>Os indígenas Tabajara eram uma etnia que habitava a costa nordestina do Brasil antes da chegada dos europeus no século XVI, entre as margens do rio São Francisco e do rio Paraíba. Inicialmente, eram cerca de 40 mil indivíduos, que mantinham uma relação complexa com os portugueses na Capitania da Bahia. Após conflitos com os Potiguaras em 1585, os Tabajara tomaram território na região, estabelecendo-se na margem direita do Rio Sanhauá. Ao longo dos séculos, enfrentaram contatos, confrontos e coerção, resultando na perda de suas terras e na assimilação forçada à população não indígena, sendo chamados de "caboclos". Muitos descendentes dos Tabajara ainda hoje ocultam sua identidade étnica.</p><p><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2024-03-15 19:47:57 UTC</pubDate>
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         <title>Caigangues</title>
         <author>emmypir</author>
         <link>https://padlet.com/sixtrixyu/ynrb2v2qx6a11sfk/wish/2920944944</link>
         <description><![CDATA[<p>     Os caigangues (kaigang, caingangues, kanhgág) são os mais numerosos povos indígenas do Brasil meridional, pertencem à família Jê, ocupavam áreas que iam desde o oeste paulista até o norte do Rio Grande do Sul (PR, RS, SC, SP). </p><p>    Segundo o lingüista Aryon Dall’Igna Rodrigues, a língua kaingang pertence à família jê do tronco macro-jê. A lingüista e missionária do SIL (Summer Institute of Linguistics) Ursula Wiesemann classificou a língua dos Kaingang atuais em cinco dialetos: (1) de São Paulo (SP), entre os rios Tietê e Paranapanema; (2) do Paraná (PR), entre os rios Paranapanema e Iguaçu; (3) Dialeto Central (C), entre os rios Iguaçu e Uruguai, Estado de Santa Catarina; (4) Dialeto Sudoeste (SO), ao sul do rio Uruguai e a oeste do rio Passo Fundo, Estado do Rio Grande do Sul; e (5) o Dialeto Sudeste (SE), ao sul do rio Uruguai e leste do rio Passo Fundo.</p><p>Os Kaingangs não eram de natureza violenta e respeitavam outras comunidades indígenas que, porventura, entrassem sobre seus domínios. Não permitiam, contudo, que outras pessoas se instalassem sobre suas terras, cultivando-a e dela tirando seu sustento. O aventureiro que o fizesse era notificado e, em caso de permanência no local, era atacado pelos guerreiros Kaingangs. Eles também eram conhecidos como “Coroados” porque costumavam fazer, no alto da cabeça, uma espécie de coroa, cortando os cabelos em círculo.</p><p>     A partir da década de 1980, um processo de revitalização cultural tomou conta da Aldeia Vanuíre. Voltaram a fazer artesanato, praticar as danças típicas e se redobraram para recuperar, junto aos mais velhos, a língua materna, reprimida violentamente (Herrero, 2016). O medo de praticar a cultura era grande. “<em>Quando a gente começou a resgatar a cultura, a minha mãe chorava muito, com medo. Dizia que a gente ia desatar uma guerra. Mas a gente foi indo, entrando em contato aqui, ali, e hoje a gente tem outra situação, com todas as crianças praticando nossas línguas, dançando nossas danças, se pintando</em>”, comemora o cacique Gérson Krenak.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-03-15 19:58:46 UTC</pubDate>
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         <title>Tiriyó. Rio Citaré - Almeirim, PA</title>
         <author>sixtrixyu</author>
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         <description><![CDATA[<p>Os Tiriyó habitam uma região politicamente dividida entre Brasil e Suriname, estendendo-se do norte do estado do Pará ao sul do Suriname. No Brasil, vivem na Terra Indígena Parque de Tumucumaque, nos municípios de Oriximiná, Almeirim, Óbidos e Alenquer, concentrados em duas bacias fluviais: Paru de Oeste/Marapi e Paru de Leste/Citaré. No Suriname, residem ao longo dos rios Tapanahoni, Sipariweni e Paroemeu. O isolamento geográfico e histórico da região contribuiu para seu relativo desconhecimento ao longo dos séculos.</p><p>Os Tiriyó habitam uma região multicultural e multilíngue, convivendo com a diversidade linguística dos grupos Karib, Tupi e Aruak da área guianense, bem como com africanos e seus descendentes. Além disso, devido à sua presença em ambos os lados da fronteira Brasil/Suriname, os Tiriyó estão expostos ao português, alemão, holandês e inglês. Assim, além de sua própria língua, os Tiriyó também falam ou compreendem as línguas dos grupos e países com os quais interagem.</p><p><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2024-03-15 20:01:55 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Macuxi. Raposa Serra do Sol, RR</title>
         <author>sixtrixyu</author>
         <link>https://padlet.com/sixtrixyu/ynrb2v2qx6a11sfk/wish/2920948646</link>
         <description><![CDATA[<p>Os Macuxi são um povo pertencente à família linguística Karíb, habitando a região das Guianas, entre os rios Branco e Rupununi, compartilhada pelo Brasil e Guiana. Fazem parte da unidade étnica mais ampla dos Pemon, junto com outros grupos Karíb. No Brasil, sua população em 2004 era de aproximadamente 19 mil pessoas, com metade desse número vivendo na Guiana. Seu território abrange áreas de campo ao sul e serras com florestas ao norte, com uma extensão estimada entre 30 mil e 40 mil km². A população macuxi se distribui em várias aldeias e habitações isoladas, com aproximadamente 140 aldeias no Brasil e cerca de 50 na Guiana em 2004.</p><p>Os Macuxi habitam a região entre os rios Branco e Rupununi, dividida entre Brasil e Guiana, com uma presença constante ao longo dos séculos. No Brasil, seu território está dividido em três grandes blocos, destacando-se a Terra Indígena Raposa Serra do Sol, onde vive a maioria da população em 85 aldeias. A TI São Marcos também abriga comunidades Macuxi. As fronteiras étnicas são fluidas devido a arranjos residenciais entre parentelas, resultando em aldeias com mistura de Macuxi com outros grupos étnicos.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-03-15 20:06:00 UTC</pubDate>
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         <title> Potiguara. Baía da Traição, PB</title>
         <author>sixtrixyu</author>
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         <description><![CDATA[<p>Os Potiguara, um povo indígena guerreiro da região de Acajutibiró no Nordeste do Brasil, têm uma história de contato com a sociedade não indígena desde os primeiros tempos da colonização. Hoje, eles buscam preservar sua identidade étnica por meio de práticas como o resgate da língua Tupi-Guarani, a realização de rituais como o Toré, a participação em festas religiosas, a criação de idiomas simbólicos e a promoção do turismo étnico, tudo com o objetivo de manter viva sua cultura e tradições.</p><p>Os Potiguara são um povo indígena com uma população estimada em cerca de 10.837 habitantes em 2004, distribuídos em 32 aldeias nos municípios de Baía da Traição, Marcação e Rio Tinto, além de áreas urbanas dessas cidades, em três Terras Indígenas contíguas. Sua história remonta aos séculos XVIII e XIX, marcada pela colonização portuguesa e pela formação de aldeamentos missionários. Enquanto os Potiguara de Baía da Traição têm uma presença oficializada desde a década de 1930, marcada pela política indigenista nacional, os de Monte-Mór foram reconhecidos apenas no início do século XXI e ainda enfrentam perseguições e violências dos invasores.</p><p><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2024-03-15 22:20:28 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Anambé. Alto Rio Guamá, PA</title>
         <author>sixtrixyu</author>
         <link>https://padlet.com/sixtrixyu/ynrb2v2qx6a11sfk/wish/2921009920</link>
         <description><![CDATA[<p><br></p><p>O povo Anambé teve sua população reduzida a apenas 60 indivíduos em 1940, devido à saída de mulheres que se casaram com não-índios e epidemias de sarampo. A partir da década de 1960, a população começou a se recuperar, com casamentos interétnicos que atraíram não-índios para dentro da Terra Indígena. Levantamentos divergentes realizados em 1983 e 1984 estimaram entre 61 e 20 pessoas na Terra Indígena Anambé, respectivamente, com alguns Anambés vivendo fora da área. Em 1996, a Funai relatou um total de 118 habitantes na TI Anambé, sem distinguir índios de não-índios.<br>A língua Anambé é da família Tupi-Guarani. Nos anos 80, todos os Anambé com mais de 40 anos eram falantes da língua indígena e quase todos os que estavam na faixa de 20 a 30 anos a entendiam, mas usavam correntemente o português.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-03-15 22:33:22 UTC</pubDate>
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         <title>Terenas</title>
         <author>emmypir</author>
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         <description><![CDATA[<p><br>Os Terena são um povo indígena que habita principalmente o estado do Mato Grosso do Sul, no Brasil. Eles são conhecidos por sua rica cultura e tradições, que incluem artesanato, música, dança e mitologia própria. Os Terena têm uma forte ligação com a terra e a natureza, sendo a agricultura de subsistência e a pesca atividades tradicionais importantes para sua sustentação.</p><p>Historicamente, os Terena enfrentaram desafios significativos, como a perda de suas terras para a expansão agrícola e outras atividades econômicas. No entanto, ao longo dos anos, eles têm lutado por seus direitos e por uma maior autonomia, buscando preservar sua cultura e modo de vida.</p><p>Os Terena também têm se organizado politicamente, buscando representação e voz em questões que afetam suas comunidades, como saúde, educação e preservação ambiental. Eles são reconhecidos por sua resistência e pela busca contínua por justiça e igualdade.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-03-15 22:36:01 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title> Kaxixós. Capão do Zezinho - Ibitira, Martinho Campos - MG</title>
         <author>sixtrixyu</author>
         <link>https://padlet.com/sixtrixyu/ynrb2v2qx6a11sfk/wish/2921014542</link>
         <description><![CDATA[<p>Os Kaxixó, grupo étnico oficialmente reconhecido, residem principalmente no Capão do Zezinho, em Martinho Campos, Minas Gerais, com outros três lugarejos próximos: Fazenda Criciúma, Pindaíba e Fundinhos. Lutam pela posse de suas terras tradicionais, atualmente ocupando apenas 35,28 hectares, enquanto reivindicam 27.150 ha. Denúncias de destruição de sítios arqueológicos em seu território levaram à descoberta de quinze sítios, fortalecendo sua luta pelo reconhecimento étnico oficial. Dezesseis famílias, totalizando 63 indivíduos, lideram essa luta, embora o cacique, em 2002, tenha estimado a população total em 356 pessoas, enquanto a Funasa registrou 256 membros em 2006.</p><p>O surgimento de grupos indígenas em Minas Gerais nas últimas décadas do século XX é marcado por um fenômeno único. Esses grupos, originalmente mineiros, espalhados por várias partes do estado durante o processo de colonização, começaram a se reorganizar em comunidades e a reivindicar seus direitos indígenas, apesar de terem perdido grande parte de sua cultura tradicional ao longo do tempo. Um exemplo são os Kaxixó, cuja formação étnica remonta aos primeiros conflitos com bandeirantes paulistas no século XVII, que resultaram em miscigenação com escravos negros e brancos. O reconhecimento étnico oficial dos Kaxixó foi uma jornada marcada por desafios, incluindo oposição de fazendeiros, laudos antropológicos desfavoráveis e resistência por parte de autoridades locais. No entanto, em 2000, após uma série de estudos e pareceres favoráveis, a Funai oficialmente reconheceu o grupo Kaxixó como indígena, abrindo caminho para a restituição e regularização de seu território tradicional.</p><p><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2024-03-15 22:48:04 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Ticunas. Igarapé São Jerônimo, Amazonas</title>
         <author>sixtrixyu</author>
         <link>https://padlet.com/sixtrixyu/ynrb2v2qx6a11sfk/wish/2921016036</link>
         <description><![CDATA[<p>Os Ticuna, de acordo com seus mitos, têm origem no igarapé Eware, nas nascentes do igarapé São Jerônimo, um tributário do rio Solimões. Atualmente, a maior concentração de Ticuna está nessa região, onde existem 42 das 59 aldeias. Inicialmente, viviam nos afluentes da margem esquerda do rio Solimões, mas houve um deslocamento em direção ao rio. No passado, mantinham malocas clânicas, mas essa distribuição mudou, e hoje estão em seis municípios da região do alto Solimões, em mais de 20 Terras Indígenas.</p><p>Os Ticuna são uma comunidade indígena com uma língua falada por mais de 30.000 pessoas no Brasil, Peru e Colômbia. No Brasil, há cerca de 100 aldeias Ticuna, principalmente no estado do Amazonas. A língua Ticuna é preservada nas aldeias, apesar da presença de falantes de outras línguas, como Kaixana, Kokama e Kanamari. Em cidades onde há aldeias Ticuna, a língua é usada quando os falantes se comunicam entre si, e seu uso pelos filhos depende da atitude dos pais em relação à língua. Em Manaus, onde alguns Ticuna vivem, enfrentam desafios para manter sua língua devido à predominância do português, mas estão envolvidos em projetos de preservação. A língua Ticuna é tonal e considerada geneticamente isolada, com complexidades fonológicas e sintáticas.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-03-15 22:53:08 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Caipis</title>
         <author>emmypir</author>
         <link>https://padlet.com/sixtrixyu/ynrb2v2qx6a11sfk/wish/2921018434</link>
         <description><![CDATA[<p>Os Caipis são um grupo indígena que habita principalmente a região do Alto Rio Negro, localizada no estado do Amazonas, no Brasil. Eles fazem parte do tronco linguístico Tukano Oriental e têm uma cultura rica e diversificada, com tradições ancestrais preservadas ao longo dos anos.</p><p>Os Caipis tradicionalmente se dedicam à pesca, caça e agricultura de subsistência, sendo hábeis na fabricação de utensílios e artesanatos com materiais naturais da região, como madeira, cerâmica e fibras vegetais. Além disso, eles têm uma forte conexão espiritual com a natureza e acreditam na importância de preservar o equilíbrio ambiental.</p><p>Assim como outros povos indígenas, os Caipis também enfrentaram desafios ao longo da história, como a perda de territórios, a pressão de atividades econômicas predatórias e a falta de acesso a serviços básicos de saúde e educação. No entanto, muitas organizações e lideranças indígenas têm trabalhado para fortalecer a identidade e os direitos dos Caipis, buscando garantir o respeito à sua cultura e modo de vida tradicionais.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-03-15 22:59:37 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Tukuyas. Rio Uaupés - São Felipe, São Gabriel da Cachoeira - AM</title>
         <author>sixtrixyu</author>
         <link>https://padlet.com/sixtrixyu/ynrb2v2qx6a11sfk/wish/2921020279</link>
         <description><![CDATA[<p>Os Tuyuka, também conhecidos como "Filhos da Cobra de Pedra" em ocasiões cerimoniais, têm um nome coloquial, Dokapuara, que se refere ao uso do timbó para pesca. Os Tukano os chamam de "gente argila", e dessa designação em Nheengatu deriva o nome Tuyuka.</p><p>O idioma Tuyuka é predominante nas comunidades desse grupo no alto rio Tiquié e alto rio Papuri, usado em reuniões e na transmissão de conhecimento, enquanto as mulheres que se casam com homens Tuyuka trazem uma variedade de idiomas para o grupo. As crianças Tuyuka crescem falando pelo menos duas línguas, o que mantém o multilinguismo. A socialização das crianças envolve a compreensão da diversidade linguística e a substituição gradual do idioma materno pelo paterno.</p><p>Os Tuyuka consideram a região da cachoeira Yurupari como seu território tradicional, onde ocorreu sua transformação primordial. Atualmente, ocupam uma área que abrange o alto rio Tiquié, interflúvios dos rios Tiquié e Papuri, e interflúvio do Tiquié com o igarapé Machado. Esses rios são afluentes do Uaupés, formador do rio Negro. Apesar de ocuparem uma área contínua, os Tuyuka dividem-se em dois subgrupos principais, o do igarapé Inambu e o do Tiquié, com pouca proximidade social entre eles.</p><p><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2024-03-15 23:04:46 UTC</pubDate>
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         <title>Bakairi. Paranatinga, MT</title>
         <author>sixtrixyu</author>
         <link>https://padlet.com/sixtrixyu/ynrb2v2qx6a11sfk/wish/2921022185</link>
         <description><![CDATA[<p>Os Bakairi se autodenominam <em>Kurâ</em>, que quer dizer gente, ser humano. Eles se consideram os verdadeiros <em>Kurâ</em>, a humanidade por excelência, devendo os demais ser especificados. <em>Kurâ </em>expressa, no sentido restrito, "nós , os Bakairi", "o que é nosso". O termo Bakairi é para eles de origem desconhecida e encontra-se registrado nas crônicas da história regional desde o século XVIII.</p><p>A língua Bakairi, pertencente à família Karib, é falada por todos os membros da comunidade, além do português. Missionários do Summer Institute of Linguistics têm trabalhado na tradução de textos bíblicos para o Bakairi desde os anos 1960, desenvolvendo também cartilhas para alfabetização na língua materna. Esses esforços buscam uniformizar as diferenças internas da língua, que compartilha elementos comuns com outras línguas Karib.</p><p>Os Bakairi são um povo indígena que vive no estado de Mato Grosso, nas Terras Indígenas Bakairi e Santana, onde predomina o cerrado. Santana está localizada no município de Nobres, enquanto a Terra Indígena Bakairi se estende principalmente pelo município de Paranatinga, com parte em Planalto da Serra. Centros urbanos como Nobres, Paranatinga e Cuiabá exercem influência na vida dos Bakairi.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-03-15 23:10:24 UTC</pubDate>
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         <title>Karajá</title>
         <author>emmypir</author>
         <link>https://padlet.com/sixtrixyu/ynrb2v2qx6a11sfk/wish/2921023931</link>
         <description><![CDATA[<p><br>Os Karajá são um povo indígena ancestral que reside ao longo das margens do rio Araguaia nos estados brasileiros de Goiás, Tocantins e Mato Grosso. Apesar de terem uma longa história de interação com a sociedade nacional, os Karajá mantêm vivas muitas de suas tradições culturais, incluindo a preservação da língua nativa, a produção de bonecas de cerâmica, a prática de pescarias familiares e a celebração de rituais tradicionais como a Festa de Aruanã e da Casa Grande (Hetohoky). Eles também são conhecidos por sua habilidade em fazer enfeites plumários, cestaria e artesanato em madeira, além das pinturas corporais características, como os dois círculos na face.</p><p>Além de preservar sua cultura, os Karajá também buscam uma interação temporária com as cidades para adquirir recursos que os auxiliem na reivindicação de seus direitos territoriais, acesso à saúde e educação bilíngue. A língua Karajá, que pertence ao tronco lingüístico Macro-Jê e se divide em Karajá, Javaé e Xambioá, tem sido objeto de programas educacionais bilíngues e biculturais desde os anos 1970.</p><p>Quanto à localização geográfica, os Karajá estabelecem suas aldeias próximas aos lagos, afluentes e à ilha do Bananal, que é a maior ilha fluvial do mundo, abrangendo cerca de dois milhões de hectares. Eles têm uma relação íntima com o rio Araguaia, explorando seus recursos alimentares e mantendo tradições como o acampamento temporário em busca de melhores pontos de pesca, festas sazonais e práticas agrícolas. Essa mobilidade cultural e aprofundamento de sua identidade é uma característica marcante dos Karajá.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-03-15 23:15:20 UTC</pubDate>
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         <title>Surui Paiter</title>
         <author>emmypir</author>
         <link>https://padlet.com/sixtrixyu/ynrb2v2qx6a11sfk/wish/2921025117</link>
         <description><![CDATA[<p><br>Os Paiter, também conhecidos como Suruí de Rondônia, são um povo indígena que habita as margens do rio Branco na região fronteiriça entre os estados de Rondônia e Mato Grosso. Desde o contato oficial em 1969, a interação com não índios trouxe mudanças sociais significativas, mas não apagou sua índole guerreira, que os levou a lutar pelo reconhecimento e integridade de seu território. Enfrentaram ameaças como a violência do Polonoroeste, corrupção governamental, invasões indevidas e exploração por madeireiras e mineradoras. Mantêm suas tradições culturais, com destaque para a divisão em metades sociais que se expressa na vida ritual e produtiva da aldeia e da mata, roça e caça, trabalho e festa. Sua Terra Indígena Sete de Setembro abriga cerca de 920 pessoas em onze aldeias distribuídas ao longo das linhas de acesso, constituindo uma base de proteção contra intrusos não índios.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-03-15 23:18:59 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Krenakore.  Rio Peixoto de Azevedo, Mato Grosso</title>
         <author>sixtrixyu</author>
         <link>https://padlet.com/sixtrixyu/ynrb2v2qx6a11sfk/wish/2921027237</link>
         <description><![CDATA[<p>Os Panará, também conhecidos como Krenakore, estão localizados no estado do Mato Grosso, Brasil. Originalmente, habitavam a região do Rio Peixoto Azevedo, onde foram contatados em 1973 durante a construção da estrada Cuiabá-Santarém. Após o contato violento, foram transferidos para o Parque Indígena do Xingu em 1975. Após duas décadas, conseguiram retornar ao seu território original e reconstruir uma nova aldeia lá.</p><p>Os Panará, também conhecidos como Krenacore, foram inicialmente chamados de "índios gigantes" devido ao uso de armas grandes e à presença de indivíduos excepcionalmente altos, como Mengrire. No entanto, a estatura média dos Panará não diferia muito de outros grupos indígenas. A fama de gigantismo foi espalhada pelos Kayapó, tradicionais inimigos dos Panará, e alimentada por relatos de Mengrire e outros indivíduos altos. Embora essa reputação tenha sido desmistificada, persistem relatos sobre parentes altos no passado dos Panará.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-03-15 23:26:10 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Xavante</title>
         <author>emmypir</author>
         <link>https://padlet.com/sixtrixyu/ynrb2v2qx6a11sfk/wish/2921028723</link>
         <description><![CDATA[<p>Os Xavante tornaram-se conhecidos no Brasil na década de 1940, durante a campanha do Estado Novo para promover a "Marcha para o Oeste". O SPI (Serviço de Proteção aos Índios) foi destacado por sua "pacificação dos Xavante", embora tenha pacificado apenas um grupo local entre os diversos grupos Xavante na região leste do Mato Grosso. Durante as décadas de 1940 a 1960, diferentes grupos Xavante estabeleceram relações pacíficas com a sociedade envolvente, incluindo equipes do SPI e missionários. O contato com esses agentes influenciou suas crenças religiosas, instituições sociais e práticas cerimoniais, mas a cultura Xavante continua vibrante e é transmitida de geração em geração. Eles se autodenominam A´uwe ("gente") e mantêm sua língua e identidade mesmo em contextos de interação com não-índios. Em 2020, havia cerca de 22.256 Xavante em diversas Terras Indígenas no leste do Mato Grosso, enfrentando desafios ambientais devido à expansão agropecuária na região.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-03-15 23:31:26 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Calapalo. Parque Indígena do Xingu - São Félix do Araguaia, MT</title>
         <author>sixtrixyu</author>
         <link>https://padlet.com/sixtrixyu/ynrb2v2qx6a11sfk/wish/2921030411</link>
         <description><![CDATA[<p>Os Kalapalo, um dos quatro grupos de língua Karib no Alto Xingu, têm uma vida social que varia de acordo com as estações do ano. Durante a estação seca (maio a setembro), quando a comida é abundante, realizam rituais públicos com música e a participação de membros de outras aldeias. Já na estação chuvosa, quando a comida é escassa, a aldeia se fecha, concentrando-se nas relações entre as casas e os parentes. No Parque Indígena do Xingu, os Kalapalo se destacam por sua participação ativa na vigilância dos limites da área, evitando invasões de fazendeiros vizinhos.</p><p>Os Kalapalo e três outros grupos do Alto Xingu – <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://pib.socioambiental.org/pt/Povo:Kuikuro">Kuikuro</a>, <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://pib.socioambiental.org/pt/Povo:Matipu">Matipu</a> e <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="http://pib.socioambiental.org/pt/povo/nahukua">Nahukuá</a> – falam dialetos de uma língua que pertence ao ramo da Guiana Meridional da família lingüística Karib. Seus parentes lingüísticos mais próximos são os Ye'cuana (ou Makiritare) e os <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://pib.socioambiental.org/pt/Povo:Hixkaryana">Hixkaryana</a>. Os primeiros encontram-se no sul da Venezuela e no norte de Roraima, enquanto os últimos estão na região das Guianas que fica no norte do Pará.</p><p>Os Kalapalo, grupo étnico da região do Alto Xingu, habitam o Parque Indígena do Xingu, onde vivem em oito aldeias ao longo do Rio Kuluene e seus afluentes. Algumas famílias também residem na Coordenação Técnica Local Kuluene da Funai. Inicialmente localizados mais ao sul, foram realocados para sua posição atual em 1961, quando as fronteiras do Parque foram estabelecidas. Embora relutantes, essa mudança foi realizada para controlar o contato com estranhos e acessar assistência médica. No entanto, frequentemente retornam ao seu território tradicional para atividades como colheita de pequi e caramujos, pesca e agricultura.</p><p><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2024-03-15 23:36:09 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Kanoê. Rio Guaporé - Surpresa, Guajará-Mirim - RO</title>
         <author>sixtrixyu</author>
         <link>https://padlet.com/sixtrixyu/ynrb2v2qx6a11sfk/wish/2921032563</link>
         <description><![CDATA[<p>Os Kanoê são um grupo étnico encontrado principalmente na região sul de Rondônia, próxima à fronteira com a Bolívia. Existem duas situações distintas de contato com a sociedade não indígena entre os Kanoê: a maioria vive ao longo do Rio Guaporé, com uma longa história de interação com os não indígenas, enquanto uma única família reside no Rio Omerê e foi contatada pela Funai apenas em 1995, mantendo-se em relativo isolamento. Ambos os grupos enfrentam desafios para sua sobrevivência física e cultural devido à pressão da ocupação de suas terras por madeireiros, grileiros e outros agentes externos.</p><p>Os Kanoê, povo indígena da região sul de Rondônia, estão dispersos ao longo do Rio Guaporé, com uma pequena família isolada no Rio Omerê. A maioria tem uma história de contato intensivo com a sociedade brasileira, resultando em uma perda significativa da língua e cultura tradicionais. No entanto, há esforços para revitalizar sua identidade étnica e linguística. Convivem com outras etnias nas Terras Indígenas Rio Branco e Rio Guaporé, em Guajará-Mirim, e em outras regiões de Rondônia, mantendo laços de parentesco e buscando projetos de preservação cultural.</p><p>A língua Kanoê, também conhecida como Kapixaná ou Kapixanã, é falada atualmente por apenas cinco pessoas, sendo três idosos na região do Rio Guaporé e dois membros de uma única família na região do Rio Omerê, em Rondônia. Dos 87 membros da etnia, a maioria fala apenas português. A língua Kanoê é classificada como "isolada", embora tenham sido propostas relações com o Kunsa ou a família Nambiquara. É uma língua morfologicamente aglutinante, com palavras, especialmente verbos, formadas por sequências de partículas significativas.<br><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2024-03-15 23:42:33 UTC</pubDate>
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         <title>Pataxó</title>
         <author>emmypir</author>
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         <description><![CDATA[<p>Os Pataxó têm uma história marcada pelo contato com não índios desde o século XVI, o que influenciou suas práticas culturais e sua língua ao longo do tempo. A revitalização do Patxohã e dos rituais tradicionais como o Awê é parte dos esforços para preservar sua identidade cultural frente às mudanças trazidas pelo contato com diferentes grupos sociais.</p><p>A distribuição da população Pataxó em várias aldeias nas Terras Indígenas da Bahia e de Minas Gerais reflete sua busca por espaços territoriais que atendam às suas necessidades e tradições. As iniciativas para criar novas terras indígenas visam superar desafios relacionados à insuficiência territorial e à escassez de recursos naturais enfrentados por essas comunidades.</p><p>No contexto atual, os Pataxó estão envolvidos em processos dinâmicos de reconstrução e preservação de sua cultura e língua, enfrentando desafios e buscando soluções que garantam sua continuidade e autonomia como povo indígena.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-03-15 23:43:54 UTC</pubDate>
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         <title>Enawenê-nawê. Rio Juruena</title>
         <author>sixtrixyu</author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2024-03-15 23:47:10 UTC</pubDate>
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         <title>Apurinã</title>
         <author>emmypir</author>
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         <description><![CDATA[<p>Os Apurinã são um grupo indígena que vive próximo às margens do rio Purus, na região amazônica. Eles possuem um complexo cosmológico e ritual rico, e sua história foi impactada pela violência dos ciclos da borracha na região. Atualmente, lutam pelos direitos de suas terras, que são invadidas por madeireiros.</p><p>Quanto ao nome e língua, "Apurinã" é uma palavra da língua Jamamadi, com auto-denominação "popũkare". Sua língua pertence à família Maipure-Aruak, ramo Purus. Sua população está dispersa em várias Terras Indígenas ao longo do rio Purus, até Rondônia, além de áreas urbanas no Brasil.</p><p>A região do rio Purus influencia muito seu modo de vida, com diferenças entre terra firme e áreas alagáveis. Na região de Boca do Acre, existem quatro comunidades Apurinã. Estima-se que em 2003 havia cerca de 4.057 Apurinã, com muitos vivendo fora das áreas reconhecidas, em comunidades ribeirinhas ou urbanas em diferentes cidades do Brasil, incluindo Rondônia, Rio de Janeiro e Minas Gerais.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-03-15 23:49:35 UTC</pubDate>
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         <title>Kamaiurá</title>
         <author>emmypir</author>
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         <description><![CDATA[<p>Os Kamaiurá são uma comunidade indígena do Alto Xingu, conhecida por sua importância cultural na região, onde diferentes povos compartilham visões de mundo e modos de vida similares. Eles são vinculados por um sistema de trocas especializadas e rituais intergrupais, com termos como Kwarup e Jawari sendo reconhecidos tanto internamente quanto externamente ao universo Xinguano. A aldeia Kamaiurá está localizada na região de confluência dos rios Kuluene e Kuliseu, próxima à grande lagoa de Ipavu. Sua população, em 2002, era de 355 indivíduos, mostrando um crescimento significativo em relação a décadas anteriores. A aldeia segue o modelo alto-xinguano, com casas circulares cobertas de sapê e um pátio central onde ocorrem atividades sociais e rituais. A casa das flautas é um ponto central na aldeia, onde homens se reúnem para diversas atividades. Além das casas, a mata e os portos são espaços importantes, considerados locais de transformação e mistério na visão Kamaiurá.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-03-15 23:52:59 UTC</pubDate>
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         <title>Kambeba</title>
         <author>emmypir</author>
         <link>https://padlet.com/sixtrixyu/ynrb2v2qx6a11sfk/wish/2921037420</link>
         <description><![CDATA[<p>Os Kambeba, também conhecidos como Omágua, são um grupo indígena da região amazônica brasileira que enfrentou violência e discriminação, levando-os a abandonar sua identidade indígena desde o século XVIII. No entanto, a partir do crescimento do movimento indígena nas décadas de 1980 e 1990, eles retomaram sua identidade e começaram a lutar por seus direitos. Atualmente, estão localizados em cinco aldeias no Brasil, com uma população estimada em cerca de 1.500 pessoas. Os Kambeba são ativos na articulação política com outros grupos indígenas e diversas agências governamentais e não-governamentais. Em relação à educação, a escola foi incorporada nas aldeias a partir dos anos 1980, desempenhando um papel crucial na formação de lideranças e na preservação da cultura indígena.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-03-15 23:58:15 UTC</pubDate>
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         <title>Kanindé</title>
         <author>emmypir</author>
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         <description><![CDATA[<p>Os Canindés são associados aos Janduís e Paiacus, originários dos Tarairus. Seu nome deriva de seu líder histórico, Canindé, importante na tribo dos Janduís durante o século XVII. Após liderar a resistência contra os portugueses e assinar um tratado de paz em 1692, que foi posteriormente desrespeitado, seus descendentes passaram a ser conhecidos como Canindés em homenagem a ele. Tradicionalmente, acredita-se que os Canindés são originários da área de Mombaça, percorrendo as margens do rio Curu até suas terras atuais. A cultura dos Canindés inclui habilidades de caça, como o uso de armadilhas para capturar uma variedade de animais, com ênfase na sustentabilidade para preservar a vida selvagem. Em 1996, foi inaugurado o Museu dos Kanindé, destacando sua cultura material e tradições. A Associação Indígena Kanindé de Aratuba (AIKA) foi organizada em 1998, coincidindo com a mobilização pela identidade indígena. A maioria dos Kanindé vive na Aldeia Fernandes, em Aratuba, dedicando-se à caça e à agricultura de subsistência, cultivando feijão, fava, milho e mamona. Eles se autodenominam como um povo caçador, enfatizando a importância da caça junto com a agricultura para sua subsistência.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-03-16 00:24:41 UTC</pubDate>
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         <title>Kariri</title>
         <author>emmypir</author>
         <link>https://padlet.com/sixtrixyu/ynrb2v2qx6a11sfk/wish/2921049510</link>
         <description><![CDATA[<p>Os Kariri, também chamados de cariri, kairiri ou kiriri, são a principal família de línguas indígenas do sertão do Nordeste do Brasil. Vários grupos locais ou etnias estão relacionados a essa família linguística, embora haja debates sobre sua classificação e relação com outras famílias linguísticas. Existem diversas línguas isoladas na região, além dos Kariri. Sua influência na toponímia da região é notável, com serras, vales e cidades recebendo nomes relacionados a eles. Durante o período holandês, houve registros dos povos indígenas Cariris que habitavam o interior das capitanias de Pernambuco e Paraíba.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-03-16 00:39:09 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Tupiniquim</title>
         <author>emmypir</author>
         <link>https://padlet.com/sixtrixyu/ynrb2v2qx6a11sfk/wish/2921053452</link>
         <description><![CDATA[<p><br>Os Tupiniquim são um povo indígena do Brasil, conhecidos pela autodenominação que significa "Tupi do lado, vizinho lateral". Historicamente falantes da língua Tupi litorânea, hoje utilizam principalmente o português. Habitam três Terras Indígenas no norte do Espírito Santo, próximo a Aracruz. No passado, ocupavam uma área entre Camamu (BA) e o rio São Mateus (ES), enfrentando desafios como surtos de varíola e ataques que afetaram suas comunidades. Durante o século XIX, foram encontradas habitações isoladas na região. O Imperador D. Pedro II teve contato com eles, e posteriormente o SPI atuou na região, encontrando grupos Tupiniquim e outros povos indígenas.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-03-16 00:50:36 UTC</pubDate>
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         <title>Kayapó</title>
         <author>emmypir</author>
         <link>https://padlet.com/sixtrixyu/ynrb2v2qx6a11sfk/wish/2921056172</link>
         <description><![CDATA[<p>Os Kayapó vivem em aldeias dispersas ao longo do curso superior dos rios Iriri, Bacajá, Fresco e de outros afluentes do caudaloso rio Xingu, desenhando no Brasil Central um território quase tão grande quanto a Áustria. É praticamente recoberto pela floresta equatorial, com exceção da porção oriental, preenchida por algumas áreas de cerrado.</p><p>A <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="http://pib.socioambiental.org/pt/povo/kayapo/188">cosmologia</a>, <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="http://pib.socioambiental.org/pt/povo/kayapo/188">vida ritual</a> e <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="http://pib.socioambiental.org/pt/povo/kayapo/186">organização social</a> desse povo são extremamente ricas e complexas; assim como são intensas e ambivalentes as <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="http://pib.socioambiental.org/pt/povo/kayapo/192">relações com a sociedade nacional</a> e com ambientalistas do mundo todo.</p><p>No século XIX os Kayapó estavam <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="http://pib.socioambiental.org/pt/povo/kayapo/181">divididos em três grandes grupos</a>, os<em> Irã'ãmranh-re</em> ("os que passeiam nas planícies"), os <em>Goroti Kumrenhtx</em> ("os homens do verdadeiro grande grupo") e os <em>Porekry</em> ("os homens dos pequenos bambus"). Destes, descendem os sete subgrupos kayapó atuais: Gorotire, Kuben-Krân-Krên, Kôkraimôrô, Kararaô, Mekrãgnoti, Metyktire e <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://pib.socioambiental.org/pt/Povo:Kayap%C3%B3_Xikrin">Xikrin</a>.</p><p>&nbsp;Nome</p><p>Uma garota Kayapó vem da floresta portando uma cabaça (ngôkôn) contendo óleo de palmeira recentemente extraído. Foto: Gustaaf Verswijver, 1991.</p><p>O termo kayapó (por vezes escrito "kaiapó" ou "caiapó") foi utilizado pela primeira vez no início do século XIX. Os próprios não se designam por esse termo, lançado por grupos vizinhos para nomeá-los e que significa "aqueles que se assemelham aos macacos", o que se deve provavelmente a um ritual ao longo do qual, durante muitas semanas, os homens kayapó, paramentados com máscaras de macacos, executam danças curtas. Mesmo sabendo que são assim chamados pelos outros, os Kayapó se referem a si próprios como mebêngôkre, "os homens do buraco/lugar d'água".</p><p>&nbsp;Língua</p><p>A língua falada pelos Kayapó pertence à <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="http://pib.socioambiental.org/pt/c/no-brasil-atual/linguas/troncos-e-familias">família lingüística</a> Jê, do tronco Macro-Jê. Existem diferenças dialetais entre os vários grupos Kayapó decorrentes das cisões que originaram tais grupos, mas em todos eles a língua é uma característica de maior abrangência étnica, levando ao reconhecimento de que participam de uma cultura comum.</p><p>Os Kayapó, para quem a oratória é uma prática social valorizada, se definem como aqueles que falam bem, bonito (Kaben mei), em oposição a todos os grupos que não falam a sua língua.</p><p>Em certas ocasiões, como os discursos do conselho ou cerimoniais, os homens Kayapó falam num tom de voz como se alguém estivesse dando-lhes um golpe na barriga (ben), diferenciando assim esse tipo de oratória da fala comum.</p><p>O grau de conhecimento dos Kayapó do português varia muito de grupo para grupo, conforme a antiguidade do contato e o grau de isolamento em que cada um se encontra.</p><p>&nbsp;Localização</p><p>Durante a estação chuvosa, as expedições pela floresta tornam-se mais difíceis. Foto: Gustaaf Verswijver, 1991.</p><p>O território kayapó está situado sobre o planalto do Brasil Central, a aproximadamente 300 ou 400 metros acima do nível do mar. Trata-se de uma região preenchida por vales. Pequenas colinas com altitude máxima de 400 metros, freqüentemente isoladas e dispersas sobre todo o território, espalham-se pelo planalto. Os grandes rios são alimentados por inúmeras calhetas e igarapés que, de tão pequenos, alguns se quer foram descobertos pelos brasileiros e tampouco receberam nomes.</p><p>No Brasil Central, o ano se divide em duas estações: a estação seca, que se estende do mês de maio ao mês de outubro, e a estação chuvosa, que corre do mês de novembro ao mês de abril. A estação seca caracteriza-se pelos dias quentes e ventosos, pelas noites frescas e pela ausência quase total de mosquitos. Trata-se do período certamente mais agradável e os Kayapó costumam se referir a ele como "tempo bom". A estação chuvosa, em contrapartida, caracteriza-se por chuvas torrenciais, pela inundação da maior parte dos rios e igarapés e pela presença desagradável de uma grande quantidade mosquitos e outros tipos de insetos. Ao evocar esse período, os índios se referem simplesmente ao "tempo da chuva". O índice pluvial anual é considerável, variando de 1.900 mm., no nordeste do território, a cerca de 2.500 mm., no sudeste - para se ter uma idéia, a Bélgica, tida como um país chuvoso, conta com um índice anual de aproximadamente 1.000 mm.</p><p>&nbsp;População</p><p>Crianças brincam na aldeia. Foto: Gustaaf Verswijver, 1991.</p><p>É difícil dizer com precisão quantos índios kayapó vivem nesse território imenso. Além das 19 comunidades que travam contatos regulares com a nossa sociedade, sabe-se de três ou quatro pequenos grupos isolados, cuja população é estimada entre 30 e 100 habitantes, com a qual nem os Kayapó travam contato direto.</p><p>Deparamo-nos, ademais, com flutuações demográficas sérias: há duas décadas que a população kayapó aumenta de maneira constante. Em certos grupos, a população cresce cerca de 5% anualmente, o que corresponde à duplicação do número de habitantes de uma aldeia em apenas quatorze anos: uma verdadeira explosão demográfica! Mas como os índios, quando isolados, não estão imunizados contra a gripe, a rubéola, a varíola etc., essas doenças ocidentais tomam freqüentemente a forma de verdadeiras epidemias, responsáveis, em pouco tempo, por inúmeras vítimas. Não são raros, na Amazônia, casos em que quase toda a população de uma aldeia sucumbe em menos de duas semanas. Atualmente, a maior parte dos Kayapó trava <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="http://pib.socioambiental.org/pt/povo/kayapo/192">contatos mais ou menos regulares com o mundo dos brancos</a> e o quadro crítico das epidemias tem sido contornado. No entanto, problemas continuam a aparecer e a grande parte dos casos de falecimento de crianças e adultos ainda se devem à falta de imunidade contra as doenças ocidentais.</p><p>Estimar com precisão o número de índios kayapó é difícil devido às flutuações demográficas e aos problemas de avaliação da população absoluta dos grupos até agora desconhecidos. Uma estimativa do ano de 2000 indica uma população total de aproximadamente 6300 pessoas, o que permite afirmar que, do ponto de vista demográfico, os Kayapó pertencem aos 15 grupos mais importantes da Amazônia.</p><p>As aldeias kayapó são relativamente grandes em relação ao padrão amazônico: se uma aldeia indígena costuma variar entre 30 e 80 pessoas, entre os Kayapó, esse número flutua entre 200 e 500 habitantes. Mas essa densidade populacional costuma oscilar: se a menor aglomeração não conta com mais de 60 pessoas, a maior aldeia pode chegar a 900 .</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-03-16 00:58:37 UTC</pubDate>
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