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      <title>Rotina by Daiara Genuino</title>
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      <description>Trabalho final de Antropologia Visual</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2022-01-25 18:29:37 UTC</pubDate>
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         <title>Cotidiano - Aline</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Abro os olhos, não sei que horas são, a luz que passa pela cortina diz que é dia. Já não há mais correria de se aprontar, tomar o café e esperar a condução pra ir a faculdade. Agora verifico o sinal do celular, a estabilidade da conexão com a internet, a duração da bateria. Novos meios de se manter dentro do cronograma redesenhado em meio ao caos pandemico. A formatura já não será esse ano. As aulas tomam o tempo das 9 da manhã até noite, com pausa apenas para o almoço. Regalias de estudar remotamente, impossível no presencial. A rotina acadêmica organiza o cotidiano. Continuar lendo, vendo filmes.&nbsp;<br>Manter-se focada, manter-se estudando. Manter-se segura, manter-se sã. Física e mentalmente. Os dois maiores e verdadeiros&nbsp; desafios. De manhã, evito jornais e notícias, é muito cedo para pensar na quantidade de perdas.<br><br>Já passam das 13h e parece que a manhã durou o dia inteiro. Não saí do quarto. Nem de casa nas últimas semanas. É o mais seguro; é o necessário; e até eu que sempre preferi mil vezes ficar em casa do que sair, começo a sentir os efeitos da privação de contato. Retomam as aulas da tarde, câmeras fechadas, nada além da voz do professor, sem ruídos, sem cochichos. Estamos ali e não estamos. Estamos em todo lugar e apenas em casa. Há mais de um ano desse jeito meu cérebro já devia ter acostumado, mas parece que o tempo dilata e me perco entre uma fala e outra. Difícil manter o foco. Pausa entre as aulas da tarde, dá pra tomar um café. De tarde, evito jornais e notícias, prefiro não me alarmar com o estardalhaço sensacionalista que a mídia virou.<br><br>Já é noite lá fora e começo a última rodada de aulas. 18h às 20h e depois das 20h às 22h. Cansativo, mas é o jeito de adiantar as eletivas e horas que ainda faltam. Me preocupo em participar, estar presente o máximo possível, interagir.Fim do dia letivo. Desligar da frente de um eletrônico para o outro; trocar do quarto para a sala.&nbsp;<br>Sozinha em casa, a prioridade é manter tudo em ordem, limpo e organizado. A casa parece ter ficado menor… Pensava que seria apenas uma pequena interrupção na rotina e logo voltaria ao mesmo de antes, mas isso não aconteceu. Isso nunca vai acontecer. Busco me desconectar um pouco. Chega de telas, vou ler um livro. De noite, evito jornais e notícias, todas ruins sobre o avanço da nova onda da doença, o descaso do governo com a população, violência em geral.<br>Prefiro focar no cotidiano.<br><br><br><br><br><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-01-28 19:43:52 UTC</pubDate>
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         <title>Relato sobre o isolamento no período da pandemia - Rotina-</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/daiaragenuino/ylf28qh8r56sogoo/wish/2019447179</link>
         <description><![CDATA[<div><br></div><div>O impacto da pandemia para mim começou desde o dia 16 de março de 2020, quando as aulas da UFF foram suspensas. Naquele momento da suspensão das atividades me vi confusa e triste por não embarcar no meu segundo ano de faculdade, no meu segundo ano de experiência morando sozinha em uma cidade grande. E assim me vi voltando para a casa dos meus pais, em uma cidade do interior, parecia que eu estava voltando a minha época de escola, e mal sabia que isso duraria por 2 anos. Com a pandemia, a minha casa mudou, as pessoas em volta mudaram, novos hábitos foram adquiridos, novas rotinas foram formadas.&nbsp;<br><br></div><div><br>A rotina é algo que é feito dia a dia, ações habituais do nosso tempo que a gente próprio organiza, formando nosso cotidiano. Com os meus pais trabalhando praticamente 24 horas no combate à pandemia, ficava eu e meu gato afastados deles em casa na competição de quem dormia por mais tempo, isso porque eu não tinha nada fazer. Não tinha hora mais para dormir ou para acordar. A Segunda era igual ao Sábado que era igual a Quarta-feira. Dias iguais, horários descontrolados, a falta de contato com diferentes pessoas, as notícias sobre o mundo cada vez piores,&nbsp; me fez perceber que para eu me manter e passar por tudo isso bem psicologicamente eu teria que criar uma rotina para esse período. E assim eu passei a acordar cedo, tomar café da manhã, depois fazia exercícios físicos, dava um tempo para almoçar, depois assistia as aulas de alguns cursos que me matriculei durante esse tempo, mais tarde jantava, assistia algo na tv até dormir, para no dia seguinte começar tudo de novo. Passei a filtrar as notícias sobre política,a pandemia, economia, não queria ficar sem informação nenhuma, mas passei a selecionar os conteúdos que eu consumia para me manter sã, porque a cada jornal que se via era menos um ponto de esperança de que sairíamos daquela situação, principalmente tendo em vista o descaso e a má gestão do atual governo brasileiro frente às milhões de vidas perdidas e ao combate à pandemia<br><br></div><div><br>Fui levando essa rotina até o momento que foi decretado o retorno das aulas em um modelo remoto. A partir desse momento, todo o meu dia a dia de antes foi alterado, sendo o cronograma das aulas que ditava minha nova rotina. Aulas de manhã, de tarde e de noite, levanta, toma café e volta para o quarto porque a aula vai começar. Na tela do computador, várias carinhas com nome e só o professor falando, e assim ia até 13:00, na qual parava para almoçar porque mais tarde voltaria para o quarto para mais uma aula. Depois da aula, descanso e me preparo para minha última aula do dia às 18:00, encerrando às 20:00. Rotina puxada e cansativa, mas foi o jeito que arrumei de manter o ritmo que eu tinha na época presencial.&nbsp;<br><br></div><div><br>Esse tempo de isolamento, ele te faz pensar em situações que talvez nunca analisaríamos em um período “normal”, como&nbsp; relembrar o quanto faz falta a sala de aula, o ambiente universitário, as interações espontâneas entre as pessoas com pensamentos, estilos de vida e comportamentos completamente diferentes , coisas que eu nunca tinha parado para pensar sobre.&nbsp;<br><br></div><div><br>E assim vamos caminhando para mais um ano de pandemia, mais um ano de incertezas, mais um ano acreditando que tudo voltará ao normal, mais um ano esperando que o meu cotidiano volte ao de 3 anos atrás, retomando a esperança de que sairemos dessa.&nbsp;<br><br></div><div><br>Ana Beatriz Almeida!<br><br></div><div><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-01-29 20:27:10 UTC</pubDate>
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         <title>O dia que já dura quase dois anos - rotina</title>
         <author>jusilva8</author>
         <link>https://padlet.com/daiaragenuino/ylf28qh8r56sogoo/wish/2019599445</link>
         <description><![CDATA[<div>Acordo as 7:00 da manhã nos últimos 10 anos. Aliás, acordava. Saia do quarto e fechava a porta com cuidado (que porta barulhenta) pra não acordar ninguém. O sol batendo a janela, os pássaros cantando e a mesma caminhada até o portão, tudo no tempo certo, como se fosse cronometrado. No caminho até o ponto de ônibus, as mesmas pessoas de todos os dias (segunda a sexta) e os cães da rua, que me acompanhavam todos os dias até o mesmo ponto (acho que também fazia parte da rotina deles). Depois do trabalho, faculdade (Pelo menos de segunda a quinta...até porque, quinta era "O dia" (risos). Sábado, era dia de colocar tudo em dia, atividades, leitura, organizar a casa, etc. Domingo, era oficialmente o dia de não fazer nada, a menos que fosse alguma atividade que se enquadrasse em lazer.&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Hoje, sem um horário estipulado pra acordar em alguns dias, outros pulo da cama no susto, mas feliz pela possibilidade de em futuro próximo, voltar a "normal" ou melhor, ao "novo normal". Hoje, apesar das restrições que ainda temos, mesmo que sem a rota quase cronometrada de outros dias, sem o sol batendo a janela como a mesma intensidade que um dia já fez, mesmo sem os cães que há muito não vejo e os pássaros, que agora pouco cantam (ou que pouco escuto), se faz presente o sentimento de gratidão, por tudo que passamos, pelo que vivemos, por ainda estarmos aqui (apesar de muitos de nós incompleto, pela perda de amigos e entes-queridos) e principalmente, pela esperança que temos de que logo, tudo vai passar.&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;Com a Covid-19 e o isolamento/distanciamento social, todos os aspectos de nossas existências, foram significativamente alterados. Do trabalho ao relacionamento familiar, nada passou ileso. No entanto, as atividades que antes nos pareciam impossíveis ou no mínimo, distantes, foram inseridas em nossa (nova) realidade. Assistir TV, ter um horário estipulado para fazer as refeições, poder organizar os próximos passos com calma e principalmente, assistir aula e trabalhar sem sair de casa. Coisas que (pelos menos para mim) pareciam fora do comum, mas hoje "guiam" nossas vidas.&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Contudo, o "mix" de sensações/emoções e as questões que foram levantadas, por conta dos tempos em que vivemos, aumentaram drasticamente os índices de ansiedade, depressão, entre outras doenças relativas á saúde mental.&nbsp; As horas, que antes pareciam passar rápido, hoje parecem não ter pressa de passar (afinal, parecem também não ter um lugar para ir). A comida, que antes parecia não acabar, hoje acaba com uma velocidade assustadora. Os filmes, as séries e os jogos, que antes esperavam as férias e os feriados, para "serem" colocados "em dia", agora já não fazem sentido (talvez a quantidade de reprises, possa ter influenciado nesse processo de "descompreensão".&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;                      &nbsp; &nbsp; &nbsp; Os dias de lazer, os dias de trabalho e os "dias de estudo", agora são os mesmos. Lá fora, as coisas parecem um pouco mais tranquilas agora (ou devo dizer, menos pior), diferente do que estava um ano atrás. Pra agora, o que podemos fazer é aguardar as cenas dos próximos capítulos dessa novela que já dura quase dois anos, mantendo a esperança de que dias melhores estão por vir.<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;<br><br><br>Por Juliana Silva!!</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-01-30 02:54:49 UTC</pubDate>
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