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      <title>Retrato Docente: perfis de professoras(es) que fizeram a diferença em nossa vida escolar by Luciano Andrade Ribeiro</title>
      <link>https://padlet.com/lucianoandraderibeiro/yiabtoxcf0lmke3u</link>
      <description>Produção realizada pelas alunas(os) do NF1A e do NF1E do curso de Pedagogia da Faculdade de Educação da UEMG como atividade da disciplina de Língua Portuguesa e vinculada ao projeto de extensão FIC no Campus: Formação Inicial e Continuada de Professores/as. A atividade estabelece um intercâmbio com a sociedade ao resgatar nomes e histórias de educadores que marcaram a trajetória escolar dos participantes, trazendo essas experiências para o campo de estudo da formação docente.</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2022-08-13 15:48:22 UTC</pubDate>
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         <title>Superação</title>
         <author>lucianoandraderibeiro</author>
         <link>https://padlet.com/lucianoandraderibeiro/yiabtoxcf0lmke3u/wish/2260360618</link>
         <description><![CDATA[<div>Por Fernanda Cristina Vieira dos Santos<br><br>Formada em pedagogia pela UNIPAC/FUPAC, Greice Alves teve uma infância muito pobre e cercada de preconceitos. Possuía uma alergia que cobria todo o seu corpo,motivo que a levara a se envergonhar muito. Filha de uma mãe diarista e pai marceneiro, a última de quatro irmãos passou por necessidades severas quando lhe faltou até mesmo o alimento. Sua mãe, com uma fé inabalável, rezava e agradecia o que tinham.<br><br></div><div>Na primeira série do ensino fundamental, o primeiro ano de sua vida na escola, foi marcado por muitas dificuldades, pois, além de tudo, tinha vergonha da sua doença dermatológica, mas tudo serviu como inspiração e motivo de força para que se destacasse como uma das melhores alunas da escola, sempre com notas acima da média.<br><br></div><div>A autoestima de Greice aumentou quando convidada pela professora para sair na linha de frente do tradicional desfile de sete de setembro. “Ela escolheu a mim, poderia ter escolhido qualquer outro colega de classe, mas escolheu a mim, a mais pobrezinha da classe e com o corpo todo manchado. Aquilo me fez rever os meus conceitos e nasceu naquele momento o desejo de ser como aquela professora. Aquele gesto despertou em mim o desejo de ajudar outras crianças…” relata.<br><br></div><div>Hoje casada e mãe de uma criança, sente-se realizada na profissão que escolheu. Acredita que a educação pode mudar a vida de muitas crianças assim como mudou a sua. Apesar do sofrimento , da dor das dificuldades, venceu e luta para que a educação, que considera&nbsp; nos dias de hoje ainda muito burocrática, seja transformada. “ Muitos professores fazem de dois a três turnos e não têm tempo para se dedicar como gostariam, isso prejudica a elaboração de aulas criativas e funcionais” conta. Mas mão desiste, com sorriso no rosto se mostra disposta a continuar dando o melhor de si assim como a sua primeira professora: “ Acredito que faço sim a diferença na vida desses pequenos, e através de mim eles irão alcançar a libertação das amarras da falta de oportunidades e se realizarem enquanto cidadãos”.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-08-13 15:52:17 UTC</pubDate>
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         <title>O verdadeiro Professor </title>
         <author>lucianoandraderibeiro</author>
         <link>https://padlet.com/lucianoandraderibeiro/yiabtoxcf0lmke3u/wish/2260361300</link>
         <description><![CDATA[<div>Por Flávia Cristina de Assis<br><br>Todo mundo tem um professor que marcou sua vida. Àquele que marcou sua vida e ajudou de tal modo que está eternizado em sua memória. Dizer sobre uma pessoa que não foi minha professora, mas professora de meu filho no 4ºano do ensino fundamental no ano de 2014, é uma grande alegria.&nbsp;</div><div>&nbsp;</div><div>Há, inclusive, aqueles alunos que construíram grandes amizades com mestres da vida e que não abrem mão de continuar escrevendo uma história junto a eles. Professora Débora Silene Fonseca de Andrade, trabalhou muitos anos como secretária, mas de tanto ouvir da sogra e da irmã de como era bom ser professora, resolveu fazer sua segunda formação que era em pedagogia.&nbsp;</div><div>&nbsp;</div><div>Nascia ali a responsabilidade de ensinar seus alunos, transmitir conhecimentos, mas, acima de tudo o desafio de despertar neles o espirito de querer saber mais e mais, expandir seus limites, para que possam no futuro realmente mudar o mundo.&nbsp;</div><div>Sentiu-se apaixonada desde o início pela docência, mas ao mesmo tempo era uma pessoa muito tímida, e segundo ela, ainda é até hoje. Só que ela viu, que na sala de aula ela poderia ser realmente quem era, que podia conversar com seus alunos, receber e dar muito carinho e pensava sempre assim: que se pudesse mudar a vida de pelo menos um aluno, reconhecer e entender suas necessidades, acompanhar seu desenvolvimento e buscar a melhor maneira de ensinar, encorajou seus sonhos na área da educação.&nbsp;</div><div>&nbsp;</div><div>Atualmente, a professora Débora Silene Fonseca de Andrade, trabalha na Escola Municipal Professor Geraldo Basílio Ramos na cidade de Contagem. Ela sempre teve o sonho de trabalhar em uma só escola, porque sempre trabalhava com contrato e queria realmente participar de uma comunidade como aconteceu na escola Geraldo Basílio. Ter um contato com as crianças desde pequenas e ficar aguardando até o momento que seriam os seus alunos e alunas foi e é a experiencia mais significativa.&nbsp;</div><div>&nbsp;</div><div>Segundo relatos dela, “ninguém que não esteja em sala de aula é capaz de compreender aquela troca diária.” Ver diferentes realidades que às vezes a não imaginamos que existam, e, poder tocar o coração de uma criança, incentivá-la aos estudos, fazer a diferença por menor que seja n avida delas, muda muito a vida de um professor. Ganhamos muito mais do que recebemos.&nbsp;</div><div>&nbsp;</div><div>Ela também deixa claro a afinidade maior com alguns alunos, independente de serem difíceis, ou mais quietinhos, passando a conviver até com os familiares. “Fácil não é, mas é gratificante, muito gratificante”, ensina.&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-08-13 15:54:47 UTC</pubDate>
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         <title>Trabalhando pela diferença e singularidade do ser</title>
         <author>lucianoandraderibeiro</author>
         <link>https://padlet.com/lucianoandraderibeiro/yiabtoxcf0lmke3u/wish/2260361785</link>
         <description><![CDATA[<div>Por Maria Luiza Novais Pimentel<br><br>Ser professora foi uma escolha que fez por acreditar no ser e na sua capacidade de aprender independente da idade ou classe social e sabendo que cada um tem maneiras diferentes de aprendizagem. Por isso, continua na docência com muito amor, pois é gratificante ver o desabrochar do aprendizado e o brilho nos olhos de alegria de cada ser, por ser respeitada a singularidade no seu desenvolvimento em cada etapa. Pois quando se tem uma pedagoga que acredita e trabalha com esse viés pedagógico, a educação acontece.<br>&nbsp;<br>&nbsp;Roseane Pimentel teve como sua primeira turma da escola pública. A turma era desafiadora e ela seria a quarta professora naquele ano. Um dia, após entrar em sala e os alunos se acomodarem em suas carteiras, o mesmo entrou e gritou com ela, lhe dando um forte empurrão e a enfrentando. “A partir daí tive de conversar com a pedagoga para pedir todo seu apoio e auxílio. Também conversei com a turma sobre a importância de todos trabalharem comigo e, pouco a pouco, foram me ajudando. Ao final do ano letivo, ele já havia mudado todo seu comportamento e ganhou a admiração da equipe escolar como um todo. Ele precisava apenas de ser visto e trabalhado de uma maneira diferenciada, pois somos únicos e devemos compreender o ser que ali se encontra, que traz consigo uma história e uma realidade de vida que não pode ser desconsiderada nos bancos de uma escola”.<br><br></div><div>Roseane, aos 48 anos, é formada em magistério e pedagogia. Um sonho que começou quando era aluna do fundamental II, pois admirava o trabalho de sua Orientadora Educacional: “Ela sempre tinha um tempo para com os alunos, e realizava atividades em grupo, trabalhava com textos motivacionais e também se preocupava em conhecer a turma na sua totalidade e também no seu individual. Era um trabalho muito bom e que sempre dava bons frutos”.<br>&nbsp;<br>&nbsp;No ensino médio, fez o Magistério, o que a motivou, mais ainda, a ser uma pedagoga. Assim que concluiu o ensino médio, trabalhou alfabetizando adultos, em educação infantil e depois foi trabalhar em escola pública, onde aprendeu muito e com orgulho a desenvolver um trabalho digno.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-08-13 15:56:31 UTC</pubDate>
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         <title>Uma vida dedicada à educação pública</title>
         <author>lucianoandraderibeiro</author>
         <link>https://padlet.com/lucianoandraderibeiro/yiabtoxcf0lmke3u/wish/2261184259</link>
         <description><![CDATA[<div>Por&nbsp; Angélica Siqueira de Castro&nbsp;<br><br>Durante todo seu percurso formativo, da educação básica ao mestrado, Jéssica estudou em instituições públicas de ensino nos níveis municipal, estadual e federal. Na graduação em Pedagogia, iniciada em 2010, dedicou-se desde o início aos estágios de docência, primeiro no Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (Pibid) e, posteriormente, na Associação Profissionalizante do Menor de Belo Horizonte (Assprom). Como prática de uma boa formação universitária, participou no projeto de extensão do Programa Observatório da Juventude e pesquisou na iniciação científica sobre jovens trabalhadores que cursam o ensino médio integrado. “Essa foi minha trajetória na minha faculdade. Do primeiro período ao último eu estava sempre com pelo menos dois projetos, dialogando estágio, pesquisa, extensão e estudando à noite”, diz.</div><div><br>Adquiriu o gosto e a prática da leitura muito cedo com os gibis da Turma da Mônica – que gosta até hoje! – e o interesse pela educação manifestou-se já na infância quando aprender e ensinar eram brincadeiras que partilhava com suas primas. Tinha sempre um quadro verde e giz para compor a “escolinha” e, assim, aprendeu brincando com as primas mais velhas conteúdos adiantados para sua idade. Quando estava sozinha, gostava de ser a professora e dava aulas para as bonecas. “A educação sempre esteve presente inclusive nas minhas brincadeiras. Na minha memória eu sempre quis ser professora, eu não me lembro de desejar outra profissão”, afirma. O sonho persistiu durante a vida escolar e, inicialmente, pensou em estudar Geografia, mas ao participar de uma Mostra de Profissões promovida pela Universidade Federal de Minas Gerais, descobriu sua vocação para a Pedagogia.<br><br></div><div>Diferente da brincadeira inocente, o ofício de professora apresentou alguns dilemas para Jéssica. Enquanto professora no curso de Pedagogia EAD da Faculdade de Educação, lidou com uma situação complicada que exigiu muita compreensão e paciência de sua parte. Uma aluna, em sua primeira atividade, apresentou um texto completamente plagiado. Impossibilitada de corrigir, Jéssica teve que repensar sua abordagem e, identificando o interesse da aluna em aprender e fazer algo próprio, forneceu uma espécie de letramento acadêmico. O resultado não poderia ser melhor e já na segunda avaliação, o trabalho apresentado era totalmente autoral com referências e citações de acordo com as regras acadêmicas. A emoção sentida nesse episódio a marcou profundamente e é hoje um incentivo para continuar na profissão. “Ver essa mudança me motiva a continuar na área. Acreditar que a educação transforma pessoas é o que me motiva ser pedagoga e lutar por uma educação de qualidade, gratuita; uma educação para todos”, ensina.</div><div><br>Jéssica Sapore de Aguiar é natural de Belo Horizonte onde reside com seu marido também professor. É professora do curso de Pedagogia no Departamento de Educação e Ciências Humanas da Unidade Ibirité da Universidade do Estado de Minas Gerais. Atualmente, está afastada da docência enquanto ocupa o cargo de Coordenadora de Graduação na Pró-Reitoria de Graduação na mesma universidade.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-08-15 12:38:59 UTC</pubDate>
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         <title>Aprendendo, ensinando e se conhecendo</title>
         <author>lucianoandraderibeiro</author>
         <link>https://padlet.com/lucianoandraderibeiro/yiabtoxcf0lmke3u/wish/2261293334</link>
         <description><![CDATA[<div>Por <strong>Geice Verassani Lemos da Silva</strong>&nbsp;<br><br>Barbara Moltoni é professora de inglês, conselheira e terapeuta holística. Ela é brasileira natural do Rio de Janeiro tem 42 anos e, atualmente, vive na Austrália. Ela tem orgulho de ensinar de uma forma muito simples e de preparar seus alunos&nbsp; com as ferramentas certas, para que eles possam tomar conta de suas jornadas de vida junto com o aprendizado do idioma. O mesmo se aplica à sua própria aprendizagem da língua inglesa.<br><br></div><div>Ela tem licenciatura em Língua Portuguesa e inglesa e também possui um diploma de pós-graduação no ensino de língua inglesa para falantes de outras línguas (TESOL). Tem mais de 10 anos de experiência no ensino de inglês como segunda língua, tendo ajudado mais de 2.000 profissionais a tornarem-se falantes de inglês bem sucedidos, confiantes e competentes. Ao perguntar à Bárbara o motivo que a levou a cursar Letras e se tornar uma professora, ela responde da seguinte forma: “a princípio me tornei professora de inglês pois sempre fui apaixonada por línguas, por isso naquela época os motivos&nbsp; eram completamente diferentes dos meus motivos de hoje”.&nbsp;<br><br></div><div>A sua missão é ajudar profissionais bilíngues bem qualificados a sentirem-se mais confiantes no uso do seu inglês. Bárbara afirma que prefere trabalhar com mulheres pois se identifica com as histórias de suas alunas. “Quando comecei a trabalhar com mulheres imigrantes ao redor&nbsp; do mundo e a empoderá-las verdadeiramente através do inglês, encontrei a minha verdadeira paixão, e hoje a minha missão é fazer com que todas as mulheres imigrantes em todo o mundo sintam que podem fazer e ser tudo o que quiserem, em sua segunda língua”, lembra.&nbsp;<br><br></div><div>Bárbara quer inspirar suas alunas a irem atrás de seus sonhos e alcançar seus objetivos utilizando a língua estrangeira em um novo país. Ela afirma que quanto mais tempo se espera para dar o primeiro passo em direção ao seu melhor ‘Eu’, mais tempo levará para começar a obter resultados. Isso em qualquer área da vida.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-08-15 14:54:00 UTC</pubDate>
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         <title>Voluntariado que conduziu à sala de aula</title>
         <author>lucianoandraderibeiro</author>
         <link>https://padlet.com/lucianoandraderibeiro/yiabtoxcf0lmke3u/wish/2261510609</link>
         <description><![CDATA[<div>Por Radasa Gabriela da Silva&nbsp;<br><br></div><div>Nascida e criada em Vitória da Conquista - BA, Zélia Angélica Silva da Mota, 60 anos, é intérprete e tradutora Libras/Português, pedagoga e licenciada em Letras- Libras, Ela teve seus primeiros contatos com a docência por meio de cursos livres em interpretação de cultos evangélicos, na cidade de Belo Horizonte (MG), quando ainda trabalhava como técnica de contabilidade. "Comecei interpretando na igreja, gostei tanto que voltei aos estudos, depois de 20 anos parada, e fiz tecnólogo em comunicação assistiva Libras e Braile", diz Zélia emocionada.<br><br></div><div>Durante o tecnólogo, participou do processo de designação para intérprete de Libras, pelo Estado de Minas Gerais, e percebeu que precisava se capacitar mais como profissional. Ao término do curso de comunicação assistiva, na PUC-MG - Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais-, ingressou no curso de Pedagogia na universidade de seus sonhos: Universidade Federal de Ouro Preto. "Meu carro já sabia o caminho para Ouro Preto decorado, de tanto que a gente [Zélia, seus 3 filhos e o marido] ia pra lá", conta ela aos risos.<br><br></div><div>Sempre prezando por sua relação com os filhos e o esposo, a professora relata passar por momento de desânimo acadêmico e profissional, mas o maior incentivo para continuar vinha da família. Tamanho incentivo fez com que Zélia cursasse Pedagogia, dando início a sua carreira docente, lecionando aulas de Libras para o Fundamental 2. Assim que terminou essa graduação, cursou 4 pós-graduações, sempre na área da educação e simultaneamente à docência em escolas de Minas Gerais.<br><br></div><div>&nbsp;<br><br></div><div>&nbsp;<br><br></div><div>Em 2018, inicia o curso de Letras-Libras, pela Universidade Federal de Minas Gerais, e começa a dar aulas no curso técnico para tradutor e intérprete de Libras. "A Zélia sempre foi bastante séria e exigente com os trabalhos, me identifico com a maneira como ela dá aula e admiro muito que ela esteja fazendo mais uma graduação enquanto trabalha de intérprete e professora", conta Radasa Silva, sua ex-aluna do curso técnico.<br><br></div><div>Atualmente, a professora cursa pós-graduação em educação especial, enquanto atua como tradutora e intérprete de Libras na Escola Estadual Maurício Murgel e relata não ter interesse em parar de estudar e aprender. "Para trabalhar em sala de aula, não basta você ter ensino superior, precisa aprender e aplicar. A educação abriu várias portas para mim é nela que eu vejo os frutos do meu trabalho", diz Zélia.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-08-15 19:12:47 UTC</pubDate>
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         <title>Trilhas de uma docente, paixão e aprendizagem</title>
         <author>lucianoandraderibeiro</author>
         <link>https://padlet.com/lucianoandraderibeiro/yiabtoxcf0lmke3u/wish/2261511895</link>
         <description><![CDATA[<div>Por Ana Caroline de Sousa Carvalho<br><br></div><div>Natural de Belo Horizonte, Geice Verassani Lemos da Silva de 28 anos, tem sua formação em Letras com habilitação em língua inglesa pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Geice atua no ensino de inglês como segunda língua e também leciona no ensino regular nos níveis fundamental e médio.<br><br></div><div>Segundo ela houve pouco incentivo da família em sua formação, sendo a primeira de sua parentela a se formar no ensino superior, e somente poucos amigos com formação acadêmica. Alguns a questionavam do porque o não procurar um emprego e sim preferir ‘perder’ seu tempo estudando.<br><br></div><div>Sua escolha pela docência surgiu na universidade quando que se matriculou no curso de Letras aos 17 anos de idade. Geice optou pela licenciatura e não o bacharelado, afirmando se imaginar como professora e não como pesquisadora.<br><br></div><div>Geice relata que um marco na sua trajetória de docente, foi receber o reconhecimento e a gratidão de seus alunos que completaram o ensino médio e se sentiram confortáveis para prestar o vestibular e se comunicar na língua inglesa mesmo que de forma básica. Ela carrega consigo uma convicção de que está fazendo algo importante como afirma na passagem abaixo.<br><br></div><div>&nbsp; &nbsp;“Sei que não vou mudar o mundo, mas sinto que estou fazendo a minha parte pela forma que impacto os meus alunos no sentido de plantar aquela dúvida, aquela vontade de aprender e desbravar o mundo”<br><br></div><div>A educadora aconselha futuros professores à persistir em seus sonhos, diz que o caminho é longo e que vários obstáculos irão surgir nesta jornada. Cabe a cada um lutar pelo o que deseja e acredita, pois, lecionar é excepcional, uma dádiva dada para que as pessoas possam contribuir para uma sociedade mais justa e digna para todos.<br><br></div><div>Sua maior motivação em ser professora vem da sua afinidade com línguas estrangeiras, ela acredita que o aprendizado de uma língua estrangeira emancipa o indivíduo e o torna um cidadão global. Gostaria também que seus alunos tivessem a oportunidade de aprender uma segunda língua e que se comunicassem através dela.<br><br></div><div>O maior desafio na escola é lidar com a pluralidade que é a sala de aula, sendo muito desafiador atender diversos públicos. Cada um com a sua história, com seus medos e traumas. Acrescenta que todo professor precisa conhecer seu aluno para assim estabelecer uma relação saudável, promovendo um aprendizado interativo.<br><br></div><div>A docente afirma que vive uma experiência agridoce. Não é um momento muito linear, se sente realizada na profissão, mas não satisfeita. Busca aperfeiçoar cada vez mais sua carreira profissional e recentemente ingressou no curso de pedagogia. Reflete e vislumbra um mundo melhor através da educação.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-08-15 19:14:30 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>lucianoandraderibeiro</author>
         <link>https://padlet.com/lucianoandraderibeiro/yiabtoxcf0lmke3u/wish/2262244035</link>
         <description><![CDATA[<div>Por Hadriel Sérgio<br><br>Durante o depoimento sem um roteiro pré-definido de Yvelise Orzil, inspiradora docente, as declarações feitas através de um diálogo franco, revelam o que ela entende por educação:<em> “O único caminho para adquirir conhecimento e sabedoria em busca de um futuro digno e melhor.”</em>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;&nbsp;</div><div>Vendo e sentindo na pele a tremenda paixão com que &nbsp; repassa e incentiva a busca pelo saber, me encontro incentivado a descrever como foram os passos dessa magnífica pessoa até se tornar o motivo das palavras desta descrição: filha de artistas, o pai músico — tocava clarineta —, e a mãe pintora, mestra também na arte de cozinhar — rememora com sabor através de suas palavras —, Yvelise Orzil sempre mostrou aptidão para a arte, assim como os seus progenitores.<br><br></div><div>Tudo começou quando recebeu de presente uma caixa com giz de lousa, desenhava em tudo quanto é parede, chão, guarda-roupas velhos. Onde se enxergasse uma potencial tela, ali estava a menina de apenas oito anos de idade descobrindo a missão a que veio ao mundo. Marcada especialmente por uma de suas professoras de “educação artística”, dona Célia, a então jovem estudante do ensino médio de escola pública, muda-se para a capital mineira, onde começa a trabalhar como assistente de crianças na escolinha infantil de uma tia, encanta-se com as imagens de desenhos infantis e com a docência. Movida também pelas possibilidades que a cidade grande lhe proporcionava em questão de cultura, e outros saberes, se apaixona pelo ensinar.</div><div><br><em>“Vir trabalhar em BH acaba te abrindo um leque de conhecimentos na parte cultural. Visitas a museus, cinema, teatro, me fizeram a ter esse olhar para a arte, antes contida somente em desenhos infantis”, l</em>embra.&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;</div><div>Concluiu o magistério, mas com aptidões e desejos maiores do que poderia imaginar, se engajou em uma aventura sem volta: prestou vestibular para curso de “educação</div><div>artística” (assim era o nome dado ao curso de artes à época). A faculdade? FUMA – Fundação Mineira de Artes Aleijadinho, atual UEMG. — Tendo em vista que essa é uma realidade sólida do destino, enquanto ela se formou em “Artes plásticas”, se tornou artista completa: pinta, borda, desenha, modela...transforma o lixo em luxo, a pedra em joia.</div><div><br>O ano era 1987 quando de repente, uma avalanche de tristeza invade o seu peito, perde o pai, uma das chamas de incentivo se apaga. Um de seus maiores apoiadores a deixa.</div><div><em><br>“Com o falecimento do meu pai, decidi que abandonaria tudo, isso era mais ou menos em 1987...”. Q</em>ueria desistir de tudo, abandonar o sonho à deriva, mas havia ainda uma âncora que não a deixou cair mar adentro, sua irmã, professora de história, incentivou-a a continuar a trajetória. A tela não poderia deixar de ser pintada!</div><div><br>Nota-se, que nesse contexto, que a trajetória de vida dessa mulher guerreira não parou, apesar de se sentir fragilizada, um professor sempre será uma válvula de escape para os momentos de tristeza, nesse caso, a irmã.</div><div><br>Aos 57 anos de idade e com 35 de docência, ainda sonha um dia poder se ver representada nas obras de Tarsila do Amaral e Frida. A arte está impregnada de forma tão intensa que toda e qualquer tipo de arte a representa como professora e artista, mas a semana de arte moderna de 1922 a impacta ainda hoje pelo avanço que provocou através da arte em nosso país.</div><div><br>Hoje, enquanto docente, leciona em escola pública, ainda sonha com a total valorização da categoria — A profissão que forma todas as outras, nunca foi tão desvalorizada —. Apesar de todo o desgaste, jamais pensa em mudar de profissão, pois se encontrou na arte de ensinar. <em>“Amo o que faço, não quero e me recuso a deixar a docência!” </em>— Diz com brilho nos olhos.</div><div><br>O retrato da docência se espelha nas lentes dos que fotografam em sua memória aqueles que fazem a diferença em sua vida.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-08-16 13:34:42 UTC</pubDate>
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         <title>Percurso: a origem do que eu sou </title>
         <author>lucianoandraderibeiro</author>
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         <description><![CDATA[<div>Por&nbsp;<strong>Joyce Mara e Silva Viana</strong>&nbsp;<br><br></div><div>Desde criança Geralda Sara sonhava em ser professora. Adorava pegar o giz da professora para brincar em casa com os primos de escolinha, usava uma tábua de madeira para ser o quadro. “Já estava no DNA”.<br><br></div><div>Foram muitos os desafios, ‘’ufa!’’. Um sonho que virou realidade, encontrou muitas dificuldades para estudar. Morava no interior, zona rural da cidade de Vermelho Novo - MG, perdeu sua mãe aos sete anos de idade, chegou a pensar que nunca iria conseguir realizar seu sonho de criança. Ir para a cidade era muito difícil, todos os dias se levantava às 3h00-3h30, para sair de casa às 4h00 da manhã, acompanhada do pai que a levava até a estrada, para seguir a caminhada de 7km até chegar à escola. “Quantas vezes amanheci o dia na estrada sozinha para chegar à escola, para as aulas de educação física que começava às 6h00”. Na sétima (7°) série, começou a ir para a escola de bicicleta e, assim, seguiu até se formar no ensino fundamental II.&nbsp;<br><br></div><div>Vermelho Novo não tinha faculdade e muito menos escola de ensino médio, por isso era necessário ir para outra cidade mais próxima. No caso, as opções de Geralda eram Caratinga ou Ipatinga, cidades onde moravam seus irmãos. Entretanto, a irmã mais velha não queria que ela fosse, pois, naquela época, mulher que estudava não era vista com bons olhos, “então tive que ficar esperando um bom tempo, por isso tirei a oitava (8°) série com 14 anos”.<br><br></div><div>Adquiriu experiência em sala de aula aos 16 anos de idade, na escolinha rural na roça, próximo de sua casa, como auxiliar das professoras, “elas estudavam em Caratinga e iam de caminhão de leiteiro, dias de chuva, a estrada que era de chão, elas não chegavam, então eu ia e ficava lá com elas” (crianças).&nbsp;<br><br></div><div>Voltou a estudar com 20 anos de idade, foi quando surgiu o ensino médio em Caratinga e falou com o pai “agora eu vou pai”. Trabalhava o dia inteiro na roça, quando era por volta das 17h00, ia para escola, dormia na casa do seu parente que seu pai conseguiu na cidade. “Quando dava 5h00, eu pegava minha bicicletinha e vazava de volta pra casa”, assim foi por três anos.<br><br></div><div>No ano de 1990 iniciou o curso de magistério na cidade de Vermelho Novo, “era o que eu mais queria na vida”, durou três anos. No ano de 1995 Começou a trabalhar como professora na mesma cidade, com as turmas de 1° e 2°ano, na época chamada “classes multisseriadas” (2 séries em 1), trabalhando lá por cinco anos. “Minhas mãos são calejadas de tanto andar de bicicleta todos os dias, e não foi fácil, mais quando a gente quer uma coisa, quando a gente determina, a gente consegue”<br><br></div><div>“Eu amo ser professora, está no meu sangue. Eu sempre falo, me dá uma enxada pra capinar, uma vassoura e um rodo para faxinar, eu faço. Mas o que eu amo é alfabetizar, é estar na escola com meus alunos”. &nbsp;<br><br></div><div>Atualmente, dá aula para alunos do 3°ano do ensino fundamental, na Escola Estadual Professor Clóvis Salgado, Belo Horizonte - MG “Eu sempre falo com minha filha e meus alunos que a educação transforma todos os sentidos na vida da gente, o meu sonho é que no Brasil a educação melhore, porque do jeito que está hoje é ainda muito complicado”.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-08-16 13:43:28 UTC</pubDate>
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         <title>O Compromisso social do professor</title>
         <author>lucianoandraderibeiro</author>
         <link>https://padlet.com/lucianoandraderibeiro/yiabtoxcf0lmke3u/wish/2262255784</link>
         <description><![CDATA[<div>Por Renata Vilarinho Lima da Silva&nbsp;<br><br>A educação e o trabalho se misturam na trajetória improvável do Professor José Eustáquio de Brito. Foi através do trabalho, aos 15 anos, como adolescente da Assprom – Associação Profissionalizante do Menor de Belo Horizonte, que o professor Eustáquio começou a ter contato com o meio educacional.&nbsp;</div><div><br>“A educação mudou a minha trajetória de vida. Quando a gente tem essa percepção, é compromisso também apresentar essas possibilidades para quem a gente tem a responsabilidade de formar. No meu trabalho, eu procuro exatamente fazer algo que reflita muito o que fizeram comigo”, diz o prof. Eustáquio.</div><div><br>Desde a adolescência, já participante do movimento negro, o que lhe soma consciência política e identitária, teve as primeiras experiências como educador em pastorais, ministrando palestras. Depois já graduado em Filosofia, trabalhou na Escola Sindical 7 de outubro, da Central Única dos Trabalhadores, sendo responsável por diversos cursos destinados a trabalhadores. Posteriormente, por meio de uma bolsa de estudos, fez parte do seu Doutorado na França e após a conclusão, intitulado Doutor, prestou concurso para docência na Universidade do Estado de Minas Gerais - UEMG, onde foi Vice-Reitor de 2014 a 2018.</div><div><br>A docência do professor Eustáquio foi constituída com o seu engajamento político e isto reflete em sua prática, sendo reconhecido pelos alunos que ele orienta nos mestrados e também nas suas aulas na graduação O seu engajamento continua latente na Assprom, onde tudo começou, em diferentes frentes, fortalecendo um projeto que mudou o rumo de sua vida e que ele acredita e trabalha para que continue a mudar trajetórias, onde o improvável se faz real e se multiplica pelo trabalho e pelo estudo.</div><div>&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-08-16 13:45:34 UTC</pubDate>
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         <title>Realizou seu desejo de infância e o sonho da mãe</title>
         <author>lucianoandraderibeiro</author>
         <link>https://padlet.com/lucianoandraderibeiro/yiabtoxcf0lmke3u/wish/2262258746</link>
         <description><![CDATA[<div>Por Ana Luiza Lima&nbsp;<br><br>Foi levada por sua mãe para seu primeiro emprego: costureira. Além da costura, trabalhou como secretária, agente penitenciária e até em uma fábrica de bolsas antes de se encontrar inteiramente nas duas áreas que escolheu dedicar à sua vida: professora e assistente social. Lembra de sempre ouvir sua mãe dizer que sonhava em ser professora e que, então, absorveu o sonho da mãe e nutriu o desejo de ser professora desde pequena.</div><div>&nbsp;</div><div>Érica Aparecida nasceu em Belo Horizonte em agosto de 1979. Da sua infância, se lembra da escola estar presente nas brincadeiras.</div><div>&nbsp;</div><div>Após se formar no magistério, sua primeira experiência como professora, que descreve como “fantástica”, foi em uma escola particular de educação infantil e aponta como em escolas particulares se tem muitos recursos e materiais para trabalhar enquanto em escolas públicas os docentes precisam fazer malabarismos para desenvolver bem o trabalho com os estudantes.</div><div>&nbsp;</div><div>Érica enxerga na pedagogia e na assistência social uma possibilidade de ajudar o outro. Seu trabalho é fundamentado, principalmente, na empatia, “ser professora é doar-se, doar seu conhecimento, doar seu tempo, dar o seu melhor o tempo inteiro, em prol do outro.”. Também acha importante fortalecer os vínculos entre família e aluno, trazendo os familiares para participar da vida escolar de suas crianças, porque entende que para elas o apoio familiar é essencial.&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-08-16 13:48:43 UTC</pubDate>
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         <title>Para muito além da educação</title>
         <author>lucianoandraderibeiro</author>
         <link>https://padlet.com/lucianoandraderibeiro/yiabtoxcf0lmke3u/wish/2262266835</link>
         <description><![CDATA[<div>Por Rossano Polla<br><br>Graça não veio a este mundo para educar e cuidar de um, mas de muitos, de todos se ela pudesse.<br><br>Maria das Graças (e bênçãos) Ferraz, natural de Belo Horizonte e criada em Tarumirim, na região do Vale do Rio Doce em Minas Gerais, ainda que bem bonita, inteligente e muito afetuosa, não se casou. "Nunca quis homem mandando em mim," dizia firme com sua voz grave, resultado de uma personalidade forte e muitos anos de chão de sala de aula.<br><br>Com a morte precoce do pai, Graça, como era assim chamada por todos, desde cedo foi incumbida a, junto de sua mãe, cuidar e educar seus irmãos. Cuidado e educação, funções que não dissociava uma da outra.<br><br>Ninguém mexia com a Graça. E ai de quem mexesse com as crianças: "Não com os meus". Podia ser diretor, secretário de educação, até o papa. Se alguém fizesse ou dissesse algo que prejudicasse sua turminha, virava onça. E não pensem que seu cuidado e doçura com as crianças davam brecha pra bagunça. Ela era "daquelas", não precisava gritar. Bastava lançar aquele olhar de ponta de flecha que só acerta o centro do alvo.<br><br>Os deveres da escola, muito depois do uso do termo eram ainda chamados por ela de "Para Casa". Atenta a tudo, não deixava escapar nada. No acompanhamento das tarefas prestava atenção aos menores sinais que nas crianças são claros, pois ainda não aprenderam a triste arte de dissimular. Se notava uma pontinha de tristeza ou problema não sossegava até descobrir a razão e devolver àqueles rostinhos a alegria que nela fazia seus olhinhos sagazes brilhar de tanta ternura. Ave Maria, cheia de Graça...</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-08-16 13:57:24 UTC</pubDate>
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         <title>De herança, uma torta de morango da Tia Lú </title>
         <author>lucianoandraderibeiro</author>
         <link>https://padlet.com/lucianoandraderibeiro/yiabtoxcf0lmke3u/wish/2262711353</link>
         <description><![CDATA[<div>Por Tainá Gomes dos Santos&nbsp;<br><br>Tia Lú ou, melhor dizendo, Luciana Alvarenga Chagas, inteligente, escandalosa e criativa, essa é a filha da Dona Carmem e do seu Daniel, nasceu em Belo Horizonte, criada com três irmãos. Possui uma grande paixão por morangos, não importa o quão doce estão ou, se ainda não cresceram, pois todos que são tratados com a devida atenção é carinho rendem sobremesas deliciosas.<br><br></div><div>Trabalhou como doméstica e no, ano 2000, iniciou no pré-vestibular comunitário no aglomerado Santa Lúcia. Sem poder continuar, teve que dar uma pausa, mas voltou no ano 2002 e fez o cursinho durante dois meses. Sua primeira opção foi Ciências Atuariais, onde não obteve o resultado esperado. A segunda opção foi para Pedagogia e passou na PUC Minas em décimo quinto lugar, o que foi gratificante. Já formada, Tia Lú fez Matemática na PUC de Betim também.<br><br></div><div>“O que mais pesou na minha escolha foi um legado que uma professora do 3°ano do Ensino Fundamental deixou na minha vida, ela se chama Marília, acreditou em mim, sempre despertou essa vontade de saber se sou capaz”, conta Luciana sobre a influência que teve para a escolha de sua profissão.<br><br></div><div>Atualmente, Luciana possui 42 anos de idade é casada, mãe da Jane e do Juan. Trabalha dando aula para o 4° e 5° ano com matérias específicas. Para ela, as crianças são como belos morangos, que ao saírem todos os dias da escola, são tratados de inúmeras maneiras diferentes, uns são batidos no liquidificador, outros embrulhados no jornal e alguns permanecem pendurados no pé.<br><br></div><div>Todos os dias, é hipnotizada pela sua profissão. Ela tem um único desejo de “ deixar nos seus alunos uma expectativa, oportunizar, mostrar que cada um consegue, para, além de responder, deixar perguntas, espero que meus morangos deem ótimas sobremesas”, diz Tia Lú.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-08-16 23:37:48 UTC</pubDate>
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         <title>A fada madrinha</title>
         <author>lucianoandraderibeiro</author>
         <link>https://padlet.com/lucianoandraderibeiro/yiabtoxcf0lmke3u/wish/2262712047</link>
         <description><![CDATA[<div><br>Por&nbsp; Rafaela Maria de Morais&nbsp;<br><br></div><div>Margarete Maia é uma professora, mais conhecida como fada madrinha que adora realizada desejo de seus alunos. Ela troca saberes com alegria e divertimento em cada uma de suas invenções. Em um projeto, um de seus alunos a surpreendeu escrevendo sobre como era a vida dele em uma carta “ endereçada” para o próprio pai, pedindo para que ele parasse de bater em sua cabeça e puxar o seu cabelo. A professora ajudou como pode, como sempre fez o máximo por todos os seus outros alunos e os problemas que eles enfrentavam no âmbito familiar que se refletia na escola.<br><br></div><div>Margarete é colorida, como se&nbsp; saíssem tinta de suas palavras e glitter de suas atitudes. Ela ama fazer exposições de artes feitas pelos seus alunos, possuindo os projetos mais lindos de toda a escola em que ela completa 28 anos de sua carreira. Em todos esses anos, ela se recorda de cada aluno, se esquecer, ela pega seu álbum “ Vidas que tocaram minha vida” e relembra as mais belas histórias, as diversas famílias que abraçou durante suas jornadas na escola. No ano de 2012, ela conheceu uma aluna que sempre pedia para comemorar festas de aniversário em suas aulas, onde a avó dessa aluna virou também sua avó de coração .<br><br></div><div>Se ela tem uma chance de mudar a vida de alguém, de uma criança, assim ela faz. A fada madrinha não cogitou, em um primeiro momento, fazer magistério. Sua paixão dentro do curso foi crescendo a medida que viu a importância dele para a sociedade. Ela afirma que “ O processo de transformação do mundo só vai ocorrer através da educação e é ensinando que eu quero contribuir”. Ela sempre amou ler, conhecer, estudar, mergulhar em um mundo de esperança.<br><br></div><div>A Pedagogia é um relacionamento recíproco em sua vida que que a surpreende todos os dias. Ela entrou na Universidade do Estado de Minas Gerais, mas escolheu se formar&nbsp; na Universidade Federal de Minas Gerais em 1990 devido a uma acessibilidade melhor para ela. Apesar de todos os seus direitos estarem garantidos ela luta pelos direitos das crianças e os outros educadores que viram após ela. De certa forma, a Pedagogia também é sua fada madrinha, por proporcionar tantos filhos em troca da perda precoce de sua filha, aos 13 anos aproximadamente.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-08-16 23:39:19 UTC</pubDate>
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         <title>Docente da Filosofia em busca de talentos na FaE/BH/UEMG</title>
         <author>lucianoandraderibeiro</author>
         <link>https://padlet.com/lucianoandraderibeiro/yiabtoxcf0lmke3u/wish/2263316236</link>
         <description><![CDATA[<p>Por Maria Joaquina Dias</p><p><br/></p><p>A Professora Magda Guadalupe apresenta uma vasta carreira acadêmica com diversos títulos referentes a conquistas ao longo da vida de lutas com garra, determinação e amor ao conhecimento e ao saber. Desde 2017, atua em prol da formação de professores da FaE da UEMG.&nbsp;</p><p>&nbsp;</p><p>Esta docente é cheia de alegria, entusiasmo, pela vida, que ama a filosofia, tendo nela uma forma de expressão, que associa-se a um certo modo de vida, como forma existencial, com toda clareza.&nbsp;</p><p><br/></p><p>Sendo ela uma docente em busca de talentos, usa, no meio acadêmico, a isca da&nbsp; filosofia, pois inspira as alunas de uma maneira singular.&nbsp;</p><p><br/></p><p>Por conta dessa atitude, profa. Magda é admirada, reconhecida como líder gigante que inspira muitos, pois acredita na força, no potencial humano existente dentro de cada um de nós na atualidade.&nbsp;</p><p><br/></p><p>A professora foi contratada pela Universidade Estadual de Minas Gerais no ano de 2017. Atua, também como docente, na Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG). No entanto, é a UEMG, segundo a profa. Magda, a responsável pela sua realização profissional. A tarefa de formar professores, que, no futuro, irão trabalhar com crianças é de uma satisfação imensa.&nbsp;</p><p><br/></p><p>Como docente, a Profa. Magda elogia a Faculdade de Educação por permitir uma efetiva relação harmoniosa entre docentes e discentes. Para ela, aprender muito com os discentes, em relação a histórias de vida, sonhos e objetivos faz dela uma pessoa melhor.&nbsp;</p><p><br/></p><p>Ela diz nunca ter sido professoras de crianças, mas se esforça em passar conhecimentos, para todos os discentes, que irão trabalhar com as crianças. A docente acredita na força e no valor da educação em um país com tanta desigualdade sociais, mas que ainda existe pessoas que podem ser protagonistas na educação transformadora de um país. Ela vê a instituição pública educacional, como fonte positiva, capaz de formar profissionais nobres, dignos, com valores acentuados, sem futilidades e banalidades, sem violências e insegurança. Diz que na (UEMG) através do curso de pedagogia, se vê realizada em seus sonhos, velhos e antigos, comparados a grandes filósofos que inspiraram e ainda continua inspirando com valores éticos, de justiça, igualdade social, de gêneros, sem distinção para todos.</p>]]></description>
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         <pubDate>2022-08-17 14:04:57 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>A dedicada jornada de uma educadora </title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/lucianoandraderibeiro/yiabtoxcf0lmke3u/wish/3073593103</link>
         <description><![CDATA[<p>Por: Emilly Versiani</p><p><br/></p><p><em>Rúbia de Souza Guimarães concilia a vida de professora com a administração da empresa da família.</em></p><p><em>&nbsp;</em></p><p><br/></p><p>Rúbia Guimarães é uma belo-horizontina de 47 anos. Durante sua adolescência, viveu momentos de tranquilidade e diversão. Dividia seu tempo entre os estudos e cursos complementares, além de trabalhar na empresa de Mecânica de máquinas de seu pai durante as férias escolares. Desde jovem, Rúbia sabia que queria ser professora.</p><p><br/></p><p>A afinidade da educadora com crianças e a paixão pelo ensino a motivaram a seguir essa carreira. Ela sempre acreditou que os professores têm o poder de fazer a diferença na vida de seus alunos, ajudando-os a desenvolver habilidades e a descobrir seu potencial, e considera gratificante administrar uma empresa com meio século de história, continuando o legado de seu pai.</p><p><br/></p><p>Conciliar a vida profissional com a pessoal não é fácil. Rúbia lida com uma rotina corrida e, às vezes, estressante. No entanto, sua dedicação e amor pelo que faz a ajudam a equilibrar o tempo entre o trabalho, a família e as responsabilidades domésticas. Ela valoriza os princípios e valores transmitidos por sua família e se empenha em passar esses ensinamentos para seu filho, alunos e clientes.</p><p><br/></p><p>A parte mais difícil de ser professora, segundo Rúbia, é lidar com a falta de compromisso e responsabilidade de alguns pais na educação dos filhos. Mesmo assim, ela continua firme em sua missão, sempre organizada, disciplinada e criativa, demonstrando segurança e carinho em seu trabalho. A mensagem que deixa para a nova geração de professores é clara: "Tenha responsabilidade e compromisso. Faça tudo com entusiasmo, empenho e dedicação. Seja organizada. Acolha, seja carinhosa e cuide muito bem das pessoas."</p><p>&nbsp;</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-08-12 21:58:27 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Legado de amor na trajetória da docência </title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p>De uma coisa a professora Fabiana dos Santos Paula de Souza não pode ter dúvida: ela é cercada de admiração, carinho e gratidão por onde passa e encontra ex-alunos. A dedicação e a paixão pela educação transformaram a vida dela e de todos que a conhecem e a conheceram. Essa influência se estende para além das salas de aula, moldando o caráter e inspirando seus alunos e colegas de trabalho.</p><p><br/></p><p>Os ex-alunos da professora a lembram com profunda admiração. Wilgner Ferreira Sérgio, hoje com 21 anos, destaca: “Ela era uma pessoa muito especial e diferente. Tratava cada um de um jeito único e sempre com muita bondade. [...] Mesmo depois de já não estarmos mais na escola, ela nos tratava com o mesmo carinho.” Agatha Rafaela, de 11 anos, compartilha: “Ela é uma ótima professora, ensinava tudo direitinho, aprendi várias coisas com ela. Eu gosto muito dela.”</p><p><br/></p><p>Nascida em 20 de Abril de 1980, em Belo Horizonte, Fabiana concluiu a graduação de Pedagogia em 2018, na Universidade Estácio de Sá. Porém, já atuava com magistério e colecionava mais de 20 anos na área da educação, sendo 18 deles pelo colégio que hoje é chamado Construir+, onde é lembrada com muita admiração pelos alunos, seus pais e colegas de trabalho.</p><p><br/></p><p>Para a professora, a educação esteve presente em sua vida desde “as brincadeiras de dar aula”. Pós-graduada em Gestão Escolar, Neuropsicopedagogia e Coordenação Escolar, Fabiana diz se encantar pela arte da alfabetizando, tendo, portanto, como sua parte preferida da profissãodar aula para os anos iniciais. Comparando a experiência da sala de aula com a gestão escolar, Fabiana diz que a parte mais desafiadora foi (e é) o relacionamento escola-família, pois considera ter a família como parceira na formação educacional como algo extremamente difícil.</p><p><br/></p><p>As famílias que foram capazes de, junto com a professora, dar as mãos no árduo processo de ensino-aprendizagem guardam gratidão e admiração pelo legado de Fabiana. A mãe dos ex-alunos Wilgner e Agatha, senhora Nadia Lucia de Mattos, diz que “Fabiana deu aula no colégio Construir e foi ela que alfabetizou meus filhos. Ela tinha muito carinho e dedicação com seus alunos, todos eles a amam”.</p><p><br/></p><p>A trajetória de Fabiana dos Santos Paula de Souza prova que ela não apenas ensinou, mas também inspirou. O seu legado de amor e compromisso com a educação continua a iluminar o caminho de todos que tiveram a sorte de cruzar seu caminho. E para os que desejam seguir carreira na educação, ela aconselha: “Olha primeiro, ame a profissão! Estude, pesquise e busque sempre ser a melhor! Faça os melhores planejamentos, seja a melhor professora, tenha as melhores idéias e metodologia, mais criativas. Lembre-se: Não pare de estudar e se especializar!“.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-08-12 22:28:31 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Acaso e necessidade levam contadora para a educação</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/lucianoandraderibeiro/yiabtoxcf0lmke3u/wish/3073606644</link>
         <description><![CDATA[<p>Lucineia de Melo Paula é uma contadora de 43 anos que nunca se imaginou professora. Moradora de Ribeirão das Neves, na região metropolitana de Belo Horizonte, ela trabalhou em várias atividades. Mãe de dois filhos, ela precisou equilibrar as tarefas de casa com a vida profissional.</p><p><br/></p><p>Com financiamento da casa batendo à sua porta todo mês, chegou a atuar como recepcionista em oficina mecânica para ajudar no orçamento da família. Os filhos foram crescendo e trazendo novos desafios, o que a fez voltar a atenção para eles. Nesse meio tempo, preocupada com o futuro, tratou de se matricular num curso de Ciências Contábeis na modalidade de ensino a distância.</p><p><br/></p><p>O trabalho, no entanto, não aparecia para a nova área que entrou. Com isso, tomou uma decisão que mudaria a sua vida: uma complementação pedagógica para atuar como professora na rede estadual de Ribeirão das Neves. Isso abriu as portas para novos projetos e uma interação com crianças e adolescentes que ela tão bem moldou junto aos dois filhos que criou.</p><p><br/></p><p>Hoje, além da docência, Lucineia preside uma ONG chamada Instituto Vale das Acácias, voltada para a melhoria do bairro onde mora. Para isso, a educação é a base do trabalho com aulas de reforço escolar, alfabetização e cursos desportivos e técnicos. Graças a essa atuação, a professora consegue transformar a vida das crianças e jovens tanto na escola onde leciona quanto no bairro com projetos de lazer e de aprendizagem.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-08-12 22:30:35 UTC</pubDate>
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         <title>Uma vida dedicada à Educação</title>
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         <description><![CDATA[<p><br/></p><p>Uma vida inspiradora de dedicação e paixão pela educação. Essa é a síntese da história de Bernadete do Carmo Gomes Ferreira, uma professora cuja trajetória é marcada por um compromisso inabalável com o ensino e o aprendizado. Com 64 anos de vida e mais de 47 anos de carreira, Bernadete é uma figura exemplar no mundo da educação.</p><p><br/></p><p>Filha de Alvino Anastácio Gomes e Maria do Carmo Gomes, Bernadete começou sua jornada como professora aos 17 anos. Desde cedo, sua paixão pela educação foi evidente. Para concluir o curso de História, ela prestou vestibular na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e esperou ansiosamente a convocação após completar 18 anos. Naquela época, já lecionava em uma escola de educação infantil, uma experiência que solidificou seu desejo de seguir a carreira docente, apesar de já ter feito magistério anteriormente.</p><p><br/></p><p>A trajetória profissional da educadora começou com muito trabalho em escolas infantis e, hoje, ela é professora substituta contratada pela Secretaria de Estado da Educação. Ao longo dos anos, Bernadete trabalhou cobrindo licenças de professoras gestantes, problemas de saúde e férias, já que o Estado não havia realizado concursos públicos por um longo período, impedindo-a de ingressar efetivamente.</p><p><br/></p><p>Sua paixão pela alfabetização surgiu ao ajudar sua irmã caçula com as tarefas de casa. Isso a levou a cursar Pedagogia na Pontifícia Universidade Católica (PUC), em uma época em que o curso era estruturado com três períodos básicos antes das matérias específicas. Essa formação foi crucial para o resgate do ensino médio e ajudou Bernadete a moldar sua carreira.</p><p><br/></p><p>Bernadete prestou concurso público, sendo aprovada com excelência, e trabalhou em diferentes áreas da educação, incluindo a Secretaria da Educação e a Educação de Jovens e Adultos (EJA). Foi na EJA que ela se encontrou verdadeiramente, descobrindo um profundo prazer em alfabetizar jovens e adultos.</p><p><br/></p><p>Além de sua experiência prática, Bernadete buscou constante atualização e especialização. Com pós-graduações em áreas como História da África e Cultura Afro-Brasileira, Alfabetização e Letramento, Educação Integral e Psicopedagogia, ela se dedicou a aprofundar seu conhecimento para oferecer uma educação mais completa e inclusiva. Seu interesse pela matemática, que considera essencial para a alfabetização, a levou a uma pós-graduação em Metodologia da Matemática.</p><p><br/></p><p>Hoje, após anos de trabalho dedicado, Bernadete se sente realizada e está se preparando para se aposentar também pela Prefeitura de Belo Horizonte (PBH). Ela trabalhou em todos os níveis da educação básica, desde a educação infantil até o ensino médio e a formação de professores. Seu maior orgulho e realização vieram da EJA, área pela qual se emocionou com as histórias de vida de seus alunos e se conectou profundamente com o impacto de seu trabalho.</p><p><br/></p><p>Be, como gosta de ser chamada, carrega um profundo sentimento de gratidão e felicidade. Ela expressa seu desejo de ser professora em outra vida e faz questão de multiplicar carinho por meio dos muitos alunos que teve (e tem) ao longo da carreira. Para ela, a educação é mais do que uma profissão – é um sinônimo de felicidade e realização pessoal.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-08-13 12:33:25 UTC</pubDate>
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         <title>Uma professora, uma luta</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p>Luciana de Jesus Correia Neto nasceu no dia 10 de março de 1961 na fazenda Camará onde seus pais trabalhavam como gerente. Mais Tarde a família foi morar na cidade de Montes Claros, Minas Gerais. Estudou no Colégio Imaculada Conceição até se formar em 1978 no curso de magistério.&nbsp; Assim que formou, ela fez concurso e passou, seu desejo era estar com as crianças e então em 1979 começou a trabalhar no Colégio Imaculada Conceição como professora da educação infantil.</p><p><br/></p><p>Em 1984, namorou e casou o Netinho e, com isso, perdeu o emprego. Havia uma cultura local, naquela época, que o matrimônio não era compatível com a docência, segundo a professora. Em 1984, começou a trabalhar na Escola Estadual Francisco Sá no centro da cidade com alunos de 6 anos na pré-escola. Ela amava muito que fazia, tinha em média de 36 a 38 alunos que liam e escreviam com letras lindas a cada final de ano. Nenhum aluno ia para a primeira série sem saber ler e fazer as operações matemáticas simples, isso era o orgulho dela.</p><p><br/></p><p>Depois do casamento e do novo emprego, teve sua primeira filha Maria Cecília e, logo depois, o Bruno e o Thales. Ela trabalhava fora, ainda dava conta dos filhos, da casa e ajudar o marido na loja de doces e bombons.</p><p><br/></p><p>Luciana foi professora alfabetizadora durante uns 20 anos e logo depois passou a lecionar na 4ª série. Ela ficava muito feliz quando seus alunos a encontravam na rua e falavam que eles sabiam mais do que seus novos colegas da escola particular para onde tinham ido.</p><p><br/></p><p>Depois de 5 anos que seu marido havia falecido, seu filho do meio veio a falecer&nbsp; e o filho mais novo teve depressão quando estava cursando Medicina e teve que parar. Mas graças às orações a Nossa Senhora do Rosário de Pompéia, uma novena muito milagrosa, seu filho se recuperou e terminou a faculdade de Medicina.</p><p>&nbsp;</p><p>Hoje Luciana mora em mora em Montes Claros, fica muito em casa se dedicando aos livros e aos estudos sobre a Igreja Católica e filosofia. Ela pretende estudar enfermagem, área pela qual se apaixonou quando cursou Psicologia.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-08-13 17:23:28 UTC</pubDate>
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         <title>Entrelaçando esperança e sabedoria: o legado de uma professora amorosa. </title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p>Solange é uma professora que tem muitos alunos e se realiza com amor a docência.</p><p><br/></p><p>Solange Brito, nasceu na capital mineira e faz parte de uma pequena família, constituída pelo seu Pai o Sr. José, e sua irmã Simone. Sol, como gosta de ser chamada, sempre foi próxima a todos e, principalmente, de seus alunos. Ela nasceu em Belo Horizonte, no dia 07 de Julho de 1959, e é conhecida por sua alegria, determinação, fé, garra e força. Iniciou sua carreira como professora aos 25 anos, e sempre dedicou sua vida a ajudar e proteger alunos carentes da Comunidade Cabana do Pai Tomás, na região Oeste. Aos longos 65 anos, com 40 deles dedicados à docência, nunca se casou, mas gerou alunos que se tornaram filhos do coração. Atualmente, continua o &nbsp;trabalho na Escola Estadual Antônio Augusto Soares Canedo.</p><p><br/></p><p>A professora Solange sempre soube que o seu destino era ser educadora. “Minha missão é fazer a diferença na vida das crianças, especialmente aquelas da comunidade carente”, fala com orgulho. Não “me limito a fornecer apenas o pão para o corpo, mas também ofereço carinho, dedicação e amor para nutrir a alma” diz a docente. Ela se formou pela PUC Minas com ênfase na educação especial e pós-graduação em Tecnologia Assistiva e Comunicação Alternativa. A convicção dela na educação foi reforçada naquele instante, pois a família desempenha um papel crucial na realização e concretização desse sonho. “Minha dedicação sempre foi voltada para o bem-estar e o futuro dos meus alunos”, emocionada afirma.</p><p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p><p>A paixão pelo ensino trouxe desafios e superações diárias. Apesar das dificuldades que encontrou, Solange nunca deixou de trabalhar em prol da educação e amor aos seus alunos. Uma experiência marcante para ela é ver a motivação e o progresso dos alunos, em um ambiente marcado pela violência e pelo tráfico, onde muitos jovens são atraídos por caminhos perigosos para ajudar suas famílias. A tarefa é difícil, mas, mesmo diante dessas adversidades, os alunos retornam às aulas, encontrando nela um refúgio de esperança. Seu trabalho é alicerçado em amor, empatia, respeito, resiliência e dedicação ao próximo.</p><p><br/></p><p>Solange procura sempre criar um ambiente escolar mais acolhedor, considerando essencial que os alunos e suas famílias se sintam confortáveis e sejam recebidos com respeito e inclusão. Expandir a escola além das salas de aula e se conectar com a comunidade é fundamental para promover o acolhimento e respeitar as diferenças. “Pode parecer clichê, mas ela acredita que o mundo pode e será melhor no futuro através das crianças de hoje”, enfatiza a educadora. Promover uma cultura de respeito e inclusão é vital para o crescimento e desenvolvimento de todos os envolvidos.</p><p><br/></p><p>Ela mantém sua fé em Deus, que lhe dá força e propósito para seguir em frente. O apoio da família proporciona segurança e suas experiências como professora mostra diariamente a importância do seu trabalho. Esses elementos se conectam e a constituem como uma educadora dedicada e apaixonada. O sentimento que domina seu coração é de gratidão e alegria. Saber que é importante na vida de alguém é extremamente gratificante, segundo ela. “Como dizia Paulo Freire: Ninguém liberta ninguém, ninguém se liberta sozinho: os homens se libertam em comunhão”, finaliza.</p><p>&nbsp;</p><p>&nbsp;</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-08-13 17:47:40 UTC</pubDate>
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         <title>A permanência como ato de resistência e heroísmo</title>
         <author>professorabsouza</author>
         <link>https://padlet.com/lucianoandraderibeiro/yiabtoxcf0lmke3u/wish/3074691362</link>
         <description><![CDATA[<p>Por Bárbara Stéfane Soares de Souza</p><p><br/></p><p>Filho de uma baiana e um mineiro, Guilherme Castro dos Santos nasceu em 19  de setembro de 1986, no Rio de Janeiro. Passou grande parte da infância na sua cidade natal e, ao entrar na pré-adolescência, mudou-se para Minas Gerais e passou a residir na região de Contagem. Terminou o ensino médio e ingressou no curso de Letras (Português - Inglês) da PUC Minas. Devido a questões familiares, Guilherme precisou parar o curso e se mudar mais uma vez. Foi para o interior da Bahia, retornando um ano depois para dar continuidade à sua formação.</p><p><br/></p><p>Ao ingressar no curso de Letras, Guilherme não tinha intenção de se tornar professor, ele acreditava "que não tinha o perfil para sala de aula, queria ser tradutor". Ele acredita que o currículo da da universidade cursada não dá muitas ferramentas para que o egresso do curso busque outras alternativas no mercado de trabalho a não ser a sala de aula. Mas mesmo sem querer, ele foi para sala e descobriu que tinha o perfil de professor. Apesar de todas as dificuldades que encontra em seu cotidiano como docente, Guilherme vê na sala de aula o seu espaço de atualização do mundo, uma forma de sempre estar jovem. "Ao mantermos contato com pessoas jovens acabamos permanecendo jovens", diz ele.</p><p><br/></p><p>O professor é um grande fá do Superman e acredita que, em alguns momentos,  o professor é um super-herói. Com esse pensamento, ele não pretende romantizar as dificuldades que os docentes enfrentam, mas, sim, demonstrar que os atos cotidianos de permanência em sala de aula podem ser considerados feitos heroicos. "O Superman é foda, ele tem o poder de dominar tudo e ainda assim opta por ser como um de nós", essa escolha por ser comum e por estar próximo dos outros que faz com que Guilherme veja o heroísmo do seu personagem preferido na prática docente. Ao optar por uma metodologia que aproxima professor e aluno, ao invés de se colocar no lugar do detentor do saber, esse poder fica visível ao adotar uma postura de permanência na sala de aula, mesmo sendo empurrado socialmente e economicamente para fora da sala de aula.</p><p><br/></p><p>Professor da rede privada na região de Contagem, há aproximadamente 12 anos, Guilherme se preocupa com o atraso metodológico que as escolas ainda impõem para a sala de aula. Focada em se tornar uma escola de performance, a rede que o educador atua adota a metodologia de uma grande rede de Belo Horizonte. Todas as disciplinas da escola utilizam um material apostilado que apresenta " um exagero de cobrança de competências e habilidades que eles não precisam saber naquele momento" comenta Guilherme. Essa ânsia de mostrar para os pais que a escola prepara para as boas notas no ENEM gera uma cobrança excessiva nos alunos e nos professores, mas junto com a cobrança não vêm melhores salários e nem melhores condições de trabalho.</p><p><br/></p><p>Essa descaracterização do processo educativo, que ao ver de Guilherme deve ser para preparar os alunos para uma análise crítica de si e do mundo, desanima o professor  e faz com que ele pense em mudar de área. Neste ano, ele iniciou uma nova graduação na área de tecnologia, com  a esperança de mudar para um campo de trabalho menos cansativo e como melhor retorno financeiro. Mesmo em meio a essa tentativa de mudança, ele confessa que já está pensando em fazer o seu projeto de TCC relacionado à área da educação. </p><p><br/></p><p>Mesmo achando que não era seu espaço, mesmo sonhando em ocupar novos lugares, Guilherme resiste e segue todo dia de manhã bem cedo para sua sala de aula, sem capa e sem superpoderes, mas com o planejamento debaixo do braço e u  sentimento de realismo esperançoso. Ele assume o seu papel de de herói que é ser permanência em uma profissão que tem empurrado os seus profissionais para desistência.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-08-13 20:05:12 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>A Educação Física a serviço da vida</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/lucianoandraderibeiro/yiabtoxcf0lmke3u/wish/3074731008</link>
         <description><![CDATA[<p><br/></p><p>O professor de Educação Física Helbert Librelon nasceu em Belo Horizonte. Ele tem 45 anos de idade e há 17 anos atua em academias de ginástica e musculação, onde exerce as funções de gestor, professor e personal trainer, desenvolvendo um potente trabalho responsável por otimizar a saúde e a qualidade de vida dos indivíduos que assim desejam.</p><p><br/></p><p>Durante a infância e a adolescência, Helbert teve uma ótima relação com as aulas de Educação Física nas escolas em que estudou, desde as atividades lúdicas nos primeiros anos de ensino até as atividades esportivas. Gostava muito e não perdia nenhuma aula de voleibol e nem de futsal, esporte considerado por ele sua grande paixão.</p><p><br/></p><p>Após concluir o ensino médio, o professor Helbert tentou cursar a faculdade de Administração Pública, mas logo viu que esse não era o caminho que queria seguir, e assim decidiu estudar e se formar professor de Educação Física. </p><p><br/></p><p>Na faculdade, ele foi tomado de paixão pela profissão e inicia nesse momento sua trajetória como educador.</p><p>Helbert tornou-se professor de Educação Física porque gosta de aprender e de ensinar, principalmente na área de musculação e personal training. Além disso, gosta de se dedicar ao estudo do corpo humano (biomecânica, anatomia, fisiologia, cinesiologia...). Desde criança, na escola, era um ótimo aprendiz em Ciências.</p><p><br/></p><p>Houve, em um determinado período da sua trajetória profissional, uma oportunidade para ele atuar apenas como gestor de academia, mas, movido pela paixão de ensinar, o professor Helbert continua ainda hoje ministrando aulas de musculação na academia em que trabalha.</p><p><br/></p><p>“ Quem é professor, tem que ser apaixonado pelo que faz. Professor é uma palavra linda, gente. A arte de ensinar”, diz o mestre.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-08-13 21:16:01 UTC</pubDate>
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         <title>A Educação como vocação: inspiração e o impacto de Alcione Vieira </title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/lucianoandraderibeiro/yiabtoxcf0lmke3u/wish/3074830230</link>
         <description><![CDATA[<p>Alcione Vieira é uma belo-horizontina que, desde adolescente, vivia brincando de escolinha com seus colegas da rua, já tendo a educação bem presente no seu dia a dia.</p><p>Solteira e de bem com a vida, Alcione gosta de sair para dançar, viajar e estar com seus familiares. </p><p><br/></p><p>Ela vem de uma família batalhadora, que sempre incentivou os seus estudos e formação. A professora descobriu o gosto pela leitura por meio de seu avô materno, que sempre lia histórias para ela.</p><p><br/></p><p>Alcione foi alfabetizada em casa quando tinha 6 anos, o que fez com que entrasse no ensino fundamental já sabendo ler e escrever com maestria e perfeição para uma criança daquela idade e foi tal fato que a fez pegar o gosto pela educação. Ela cursou magistério pelo Instituto de Educação de Minas Gerais e, um ano após a conclusão, começou a lecionar, não saindo mais da sala de aula a partir daí.</p><p><br/></p><p>Segundo a professora, “estar em uma sala de aula é um desafio todos os dias e a cada dia aprendemos um pouco. [...] Gosto desse espaço, de cada desafio onde nos faz refletir constantemente e assim cresço cada dia mais como pessoa”.</p><p><br/></p><p>Na trajetória da professora Alcione Vieira, reconhece-se muita dedicação e amor pela docência, que começou na infância e se concretizou em uma carreira exemplar. Sua habilidade em transformar desafios diários em oportunidades de crescimento pessoal e profissional é um testemunho do impacto profundo que um educador pode ter.&nbsp;</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-08-14 00:15:37 UTC</pubDate>
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         <title>39 Anos Transformando Vidas com Paixão e Dedicação na Educação</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/lucianoandraderibeiro/yiabtoxcf0lmke3u/wish/3075726139</link>
         <description><![CDATA[<p>    A dedicação e paixão pela educação de Raquel Borba deixaram uma marca duradoura na vida de todos que tiveram a chance de desfrutar de seu conhecimento. Seu legado vai além das paredes da sala de aula, moldando o caráter e inspirando alunos e colegas. </p><p><br/></p><p>    Nascida em 08 de Dezembro de 1965, na cidade de Belo Horizonte, Raquel iniciou sua jornada educacional ao fazer Magistério, quando ainda estava no Ensino Médio. Graduou-se em Geografia em 1989, em Pedagogia em 2010, ambas pela Universidade Federal de Minas Gerais, e em Educação Artística, em 2004, pela Universidade Estadual de Minas Gerias. Com 39 anos de experiência, ela tem dedicado uma parte significativa de sua carreira à Escola Municipal Augusta Medeiros. Já são 32 anos de dedicação, em que seu trabalho é amplamente reconhecido por sua excelência e compromisso.</p><p><br/></p><p>    Desde que começou na área da Educação, Raquel tem se destacado em áreas como Educação Infantil e Ensino Fundamental. Sua forma criativa de ensinar e seu amor pela Alfabetização têm feito uma grande diferença na vida de seus alunos, tornando o aprendizado mais divertido e interessante.</p><p><br/></p><p>  &nbsp; O legado de Raquel Borba é visível no impacto positivo que ela tem na vida de seus alunos e colegas. Ela consegue criar um ambiente de aprendizado acolhedor, estimulante e inclusivo, que inspira e ajuda todos ao seu redor a crescer. Sua dedicação vai além do imaginável, sempre procurando maneiras de melhorar e trazer novidades para suas aulas.</p><p>&nbsp;</p><p>    Ao celebrar a vida de Raquel, reconhecem-se não apenas suas conquistas profissionais, mas também sua paixão e generosidade. Sua influência na educação mostra o quanto ela ama o que faz e seu compromisso em ajudar a formar futuros brilhantes.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-08-14 16:38:30 UTC</pubDate>
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         <title>O bordão que vai além da sala de aula</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p>Cristiane Ribeiro Bernardes Quintão de Almeida, nascida em 3 de<strong> </strong>novembro de 1979, sempre teve uma inclinação para a área de exatas, inicialmente cursando Técnico em Processamento de Dados. No entanto, sua trajetória tomou um rumo inesperado quando descobriu um talento para a didática, uma percepção que ficou visível ao fazer um cursinho pré-vestibular. Por conta disso, Cristiane decidiu prestar novamente o vestibular, mas agora para Física; curso que realizou com dedicação e buscando superar os desafios. Ao longo do curso, percebeu que estava se apaixonando pela prática docente ao participar de um projeto de divulgação científica, numa visita à PUC do Rio Grande do Sul.</p><p><br/></p><p>Cristiane iniciou sua carreira como monitora no cursinho pré-vestibular Chromos e, posteriormente, como professora substituta no COLTEC/UFMG, onde os alunos a motivaram a melhorar suas técnicas de ensino. Apesar das inseguranças iniciais e das dificuldades no planejamento das aulas, ela desenvolveu uma metodologia focada em abrir a mente dos alunos para o aprendizado, acreditando firmemente que o conhecimento é uma ferramenta transformadora. Muitas foram as oportunidades de crescimento, mas, essa crença foi fortalecida pela experiência como coautora do material didático de Física do Bernoulli, onde, segundo ela, "comecei a repensar como explicar os conceitos, e usar exemplos mais assertivos e significativos. Penso que que esta experiência me permitiu amadurecer ainda mais profissionalmente."</p><p><br/></p><p>Ao longo dos anos, Cristiane aprendeu a lidar com a frustração de não conseguir atingir todos os alunos de forma igual. Inicialmente, ela se decepcionava ao perceber que o planejamento de uma aula não atingia todos da mesma forma. No entanto, com o tempo, ela entendeu que atividades diversificadas permitem alcançar um número maior de alunos e que o processo de ensino-aprendizagem a longo prazo, em que os frutos de seu trabalho podem não ser imediatos, mas são duradouros e transformadores. Ela reflete que "o fruto que eu vou colher não é imediato, ele é a longo prazo... o produto que eu vou receber, colher, às vezes demora anos mas o momento chega." E com isso, seu bordão “Bom dia vida!” veio não só para que os alunos tivessem esperança de um novo começo todos os dias, mas também para ela mesma.</p><p>&nbsp;</p><p>Além de ensinar conteúdos específicos de Física, Cristiane vê seu papel como professora de forma mais ampla, focando no desenvolvimento crítico e cidadão dos alunos. Ela acredita que o professor tem o poder de influenciar significativamente a vida dos estudantes, estimulando-os a perseguir seus sonhos, a enfrentar desafios e a transformar o mundo ao seu redor. "O professor, nesse sentido, pode te colocar lá em cima e te dar uma força para crescer e acreditar em si." afirma Cristiane, ressaltando a responsabilidade que os educadores têm em moldar positivamente o futuro de seus alunos.</p><p><br/></p><p>Cristiane reflete que, embora nem sempre os alunos correspondam à sua paixão e entusiasmo, o feedback que recebe deles é fundamental para seu crescimento contínuo como educadora. Ela considera essas experiências de aprendizado como oportunidades para reavaliar e melhorar suas práticas, mantendo-se sempre em movimento e buscando novas formas de potencializar seu trabalho. "A tristeza que a gente tem é momentânea e depois busco refletir, mas por que que não surgiu aquele efeito, o que que faltou e aí são os feedbacks que me possibilita a melhorar e melhorar," conclui com certeza de seu compromisso com a evolução contínua na docência.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-08-14 16:47:54 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Professora desde pequena, educadora luta por um ensino antirracista</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/lucianoandraderibeiro/yiabtoxcf0lmke3u/wish/3076746047</link>
         <description><![CDATA[<p>Por Schirlei de Fátima Ramalho Peixoto</p><p><br/></p><p>Rosania Aparecida Silva - Natural de Conselheiro Pena (MG) - Graduação em</p><p>Pedagogia - Pós Psico pedagogia Especialização em Letramento e alfabetização-UEMG -</p><p>Bacharel em Letras Tecnologia e Edição</p><p><br/></p><p>Rosânia Silva é professora há 15 anos. Nascida em uma família de muitos</p><p>irmãos, desde jovem ensinava seus irmãos e um grupo de crianças da região o</p><p>que sabia. Ela relata que aprendeu muito sobre educação com aquelas</p><p>crianças.</p><p><br/></p><p>Assim, cresceu sabendo que a educação é transformadora e entendia que teria</p><p>um papel significativo nesse contexto. Logo que formada, começou a lecionar</p><p>por acreditar que ser professora é um bem social, onde se pode fazer o bem</p><p>todos os dias.</p><p><br/></p><p>A professora Rosânia não teve dúvidas sobre o que queria ser durante os anos</p><p>de formação em pedagogia, mesmo sabendo que é um campo de lutas e</p><p>desafios e que todos os dias vem sendo construído com as ações públicas e</p><p>culturais. Ela acredita nesse espaço de comunicação e totalidade de interação,</p><p>entendendo que cada um tem sua forma subjetiva.</p><p><br/></p><p>Atualmente, a professora Rosânia é pesquisadora na UEMG sobre a Lei</p><p>10.639, por acreditar na educação e na importância de uma educação</p><p>antirracista, nas relações étnico-raciais e na educação inclusiva para todos. Ela</p><p>sabe que “as curas para obter uma sociedade melhor acontecem por meio da</p><p>educação com qualidade e equidade”, e acredita na educação pública como</p><p>um direito para todos, conforme os documentos e a legislação de 1988, LDB de</p><p>1995 e 1996, que demarcam bem esse espaço da educação.</p><p><br/></p><p>Rosânia mora em Belo Horizonte, é casada, mãe de dois filhos e avó. Trabalha</p><p>na rede municipal de educação como coordenadora pedagógica (EMEI), onde</p><p>aplica seus projetos visando ao cuidado e a responsabilidade com o bem-estar</p><p>do ambiente escolar para as crianças e suas respectivas famílias. Ela se define</p><p>como estudiosa, muito feliz e almeja novas realizações.</p><p> </p><p><br/></p>]]></description>
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         <pubDate>2024-08-15 15:08:03 UTC</pubDate>
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         <title>Uma jovem professora em busca de seus sonhos e objetivos </title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/lucianoandraderibeiro/yiabtoxcf0lmke3u/wish/3076932803</link>
         <description><![CDATA[<p>Juliana Tolentino nasceu em 17 de maio de 1992. Nascida e criada em Belo Horizonte, Minas Gerais, é nessa cidade que está construindo a sua carreira como professora. Sempre levou muito a sério os estudos. Para ela, a educação é um meio que ajuda as pessoas de origem humilde a crescer na vida e realizar seus sonhos.&nbsp;</p><p><br/></p><p>Como filha de empregada doméstica de ensino fundamental incompleto, ela tem muito orgulho da sua formação. Juliana entende que seu diploma é uma conquista coletiva, não apenas fruto do seu esforço, mas de toda a família que sempre te ajudou e motivou. Ela foi criada por sua mãe, tias e avó que deram todo o suporte que podiam. Por onde passa, recorda com grande emoção a história e a luta de sua família por melhores condições de vida.</p><p><br/></p><p>Formada em Ciências Sociais pela Universidade Federal de Minas Gerais, Juliana tem uma especialização em educação pela Universidade Federal de Juiz de Fora e é professora de Sociologia no ensino médio. Como atualmente está cursando o mestrado em educação na Universidade do Estado de Minas Gerais, deu uma pausa nas salas de aula para se dedicar à pós-graduação.&nbsp;</p><p><br/></p><p>Além da carreira docente, Juliana é poeta. Ela tem poemas publicados em livros, sites e revistas. Seus poemas abordam temas como ancestralidade, resistência e autoconhecimento, como mostra o trecho a seguir&nbsp; do poema “Verde”:&nbsp; “Hoje, tenho um encontro com meu próprio tempo/ E eu prometo tentar traçar outros roteiros/ Aos que esperam um encaixe acrítico aos seus anseio/ Desejo paciência/ De verde, eu curto as plantas, os tecidos, as paletas/ Por aqui, maturar sempre foi um guia/ Não é à toa ser taurina, parecer preguiça/ Algumas respostas vivem nas frestas/ E eu confesso ter tido longas conversas com elas”.</p><p><br/></p><p>Juliana é bastante dedicada, mas também adora uma festa! Estar junto com a família e os amigos, prosear, rir, se divertir é uma parte muito importante da sua vida. E assim ela pretende continuar a sua caminhada, lutando pelos seus sonhos, com firmeza, mas sem perder a alegria e a leveza.&nbsp;</p><p><br/></p><p><br/></p>]]></description>
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         <pubDate>2024-08-15 18:27:42 UTC</pubDate>
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         <title>Educando para a vida com simplicidade</title>
         <author>raquelbio_vida</author>
         <link>https://padlet.com/lucianoandraderibeiro/yiabtoxcf0lmke3u/wish/3078053544</link>
         <description><![CDATA[<p>Nascida na capital mineira de Belo Horizonte, no dia 13/02/75, Rita teve sua infância e adolescência vividas na maior parte do tempo na cidade de São Gonçalo do Pará, cidadezinha que fica a, aproximadamente, 120km de BH.&nbsp;</p><p>Ela é a primeira de três filhos do casal, senhor José e dona Nadir. Rita teve uma&nbsp; adolescência tranquila, sem muitos problemas com bullying, era uma garota tímida, serena e não dava trabalho em relação à escola. Quando jovem, queria ser dentista e sempre tentava vestibular para odontologia. Tentou muitas vezes, mas seu destino não era de fato a área e ela soube disso quando resolveu fazer uma escolha diferente, algo que gostava. Escolheu, então, a biologia, já que essa era uma de suas matérias favoritas, com a qual tinha afinidade e facilidade de aprender.</p><p>O que a motivou entrar na carreira docente foi o salário, pensando na aposentadoria e, claro, por gostar também: “a escola&nbsp; deixa com o espírito mais jovem, entendo melhor essa juventude. O trabalho como professora me fez ser a pessoa que sou hoje. Tive que vencer a timidez, aprender a me relacionar,&nbsp; respeitar os alunos e entender que tudo é&nbsp; uma questão de respeito,&nbsp; carinho e conquista diária.”</p><p>Rita atua na docência desde 2001. Em sua trajetória, lecionou para turmas que vão desde o 6º ano do fundamental até o 3º ano do ensino médio. Por ter mais de 20 anos de experiência, ela trabalhou em algumas escolas públicas na região de Belo Horizonte: E.E. Três Poderes, E.E. Geraldo Jardim Linhares, E.E. Olegário Maciel, E.E. Maurício Murgel, E.E. Bernardo Monteiro, E.E. Hermenegildo Chaves. Atualmente, trabalha na Escola Estadual Nossa Senhora Aparecida, localizada no bairro Jardim América, onde leciona ciências e biologia.</p><p>Para aqueles que pretendem entrar no ramo da educação para atuarem nas salas de aula, Ritinha, como é carinhosamente chamada pelos colegas de trabalho e por seus alunos, dá um conselho: “Pense muito antes de entrar. Os frutos são a longo prazo e às vezes parece em vão, mas não é. Sempre fica algo de bom nosso neles. Acredito que mais do que ensinar conteúdo,&nbsp; estamos educando para vida, valores. Gosto muito dos meus alunos e de estar entre eles.”</p><p>Ritinha segue sua trajetória na educação ensinando e motivando seus alunos, sempre com muito respeito a história e a singularidade de cada um, o que a torna querida por muitos colegas de trabalho e também por seus alunos.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-08-16 18:54:22 UTC</pubDate>
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         <title>Do Lar à Sala de Aula: “A Inspiração de Cris&quot;</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/lucianoandraderibeiro/yiabtoxcf0lmke3u/wish/3078095054</link>
         <description><![CDATA[<p>Ilmara Augusta de Sousa, carinhosamente conhecida como Cris, tem 49 anos de idade.Desde muito jovem, ela demonstra um profundo amor e dedicação às crianças. Começou a trabalhar como empregada doméstica, e, desde os 12 anos, já cuidava de crianças.</p><p>A mãe de Cris cantineira da escola Padre Penido Burnier, sempre entrava pela porta dos fundos da escola, o que motivou&nbsp; a filha querer passar pela porta da frente. Esse desejo a levou a cursar magistério na escola Odilon Berens, onde se formou no ano 2000, iniciando uma carreira de 24 anos e 8 meses na educação infantil. Recentemente, Cris também se formou em Pedagogia.</p><p>Cris encontrou sua verdadeira vocação enquanto trabalhava como babá. Sua patroa uma pedagoga, inspirou Cris a seguir o mesmo caminho. Ao ajudar a enfeitar os aniversários das filhas da família que atendia, Cris descobriu o prazer de educar e moldar jovens mentes. Essa experiência a motivou a buscar uma carreira pedagógica.</p><p>Após se casar e ter sua primeira filha sete anos depois, Cris dedicou tempo para cuidar de sua primogênita, que agora tem 22 anos. Apesar das pausas em sua trajetória, Cris sempre acreditou que o tempo do Senhor é perfeito.</p><p>Para Cris, o maior prazer de ser professora era saber que o amor das crianças é puro e ingênuo. Ela valorizava o papel de incentivar, orientar e ajudar na formação e caráter das crianças. Era uma mediadora dedicada, que demonstrava a forma correta de agir sem impor suas próprias vontades, sempre incentivando o crescimento e o pensamento independente de seus alunos.</p><p>Mesmo enfrentando muitas dificuldades e desafios na docência, Cris encontrava motivação na possibilidade de transformar a vida das crianças sob seus cuidados. Ela acreditava que, embora sua rotina pudesse parecer constante, sempre havia algo novo a acrescentar,&nbsp; acreditando no melhor. Para ela, o que movia o mundo era o amor, especialmente o amor às crianças. Cris plantou muitas sementes de conhecimento , esperando que crescessem e florescessem no futuro.</p><p>A vida e o legado de Humara Augusta de Sousa, a querida Cris, continuarão a inspirar e tocar muitas vidas. Seu impacto na educação e na vida das crianças de quem cuidou será sempre lembrado com carinho e gratidão!</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-08-16 20:02:27 UTC</pubDate>
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         <title>21 anos dedicados á formação humana</title>
         <author>ruselaine</author>
         <link>https://padlet.com/lucianoandraderibeiro/yiabtoxcf0lmke3u/wish/3078103535</link>
         <description><![CDATA[<p>A professora Alessandra, reconhecida por seu amor pela educação e os impactos positivos na vida de inúmeros alunos, tem uma carreira de 21 anos na rede estadual e 13 anos na rede privada. Formada em História, pós-graduada em História e Cultura Mineira e Gestão Escola. Ela acredita que seu trabalho ajuda a formar pessoas melhores e mais conscientes. Sua dedicação e carinho pelos alunos ficam evidentes nas lembranças carinhosas dos ex-alunos que, freqüentemente, a procuram para agradecer e relembrar suas aulas.</p><p><br/></p><p>Ao longo de sua carreira, Alessandra enfrentou muitos desafios, como a necessidade de trabalhar em três escolas para complementar sua renda devido ao baixo salário na rede estadual. Mesmo assim, nunca deixou de lado sua paixão e empenho em oferecer o melhor aos seus alunos, sempre buscando maneiras inovadoras de mantê-los motivados e engajados. A pandemia de COVID-19 trouxe ainda mais desafios, mas ela continuou firme em sua missão de educar e inspirar.</p><p>&nbsp;</p><p>Seu trabalho foi reconhecido com a "Comenda Educador de Minas 2024", uma honra que refletiu seu comprometimento e excelência na docência. Em 2023, destacou-se pelo projeto que abordou o racismo na linguagem, incentivando alunos a criar scrapbooks que geraram debates significativos sobre o tema. Este projeto exemplificou sua capacidade de transformar a educação em uma ferramenta poderosa para mudanças sociais.</p><p>&nbsp;</p><p>Apesar dos obstáculos, Alessandra encontrou motivação no impacto que causava na vida de seus alunos. Vendo que o crescimento e a transformação deles era sua maior recompensa, a Professora manteve o impulso de continuar dedicando-se à educação com amor e determinação. Seu legado é um testemunho de como a educação pode mudar vidas e construir um futuro melhor.</p><p>&nbsp;</p><p>A professora Alessandra lembrada por sua energia contagiante, capacidade de superar desafios e compromisso com a formação de uma sociedade mais digna e consciente. Seu legado continuará sempre vivo na mente e coração dos muitos que tiveram e terão o privilégio de aprender com ela.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-08-16 20:18:48 UTC</pubDate>
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         <title>A educação é tarefa do professor, família e comunidade

</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/lucianoandraderibeiro/yiabtoxcf0lmke3u/wish/3078147960</link>
         <description><![CDATA[<p><br/></p><p>Na prática docente, os professores enfrentam diariamente alegrias e mazelas, desafios esses que variam de acordo com o contexto educacional e social ao qual o aluno/escola está inserido. Os professores, além de desempenharem um papel fundamental na construção de cidadãos capacitados para a vida adulta, acabam desempenhando um papel de apoio familiar e social. A educação do século XXI não deve ficar apenas a cargo do professor, escola e corpo docente, ela deve abranger a família e a comunidade.</p><p><br/></p><p>Essa é a visão da professora Vânia Elizabeth, formada em História e que atua há 28 anos como professora e 5 anos como Diretora da Escola Municipal Israel Pinheiro, no bairro Alto Vera Cruz. Do alto de seus 68 anos, acredita que a única oportunidade que uma criança tem de mudar o destino de sua vida é através da educação. Para as pessoas mais pobres “a educação garante acesso a direitos garantidos por leis e é a única forma que eles têm de mudarem a suas realidades”, diz. Esse é um dos motivos que a mantém sendo professora mesmo com tantas dificuldades encontradas em sua trajetória.</p><p><br/></p><p>De acordo com a educadora, seus alunos são todos sobreviventes, pois estão inseridos em um meio a qual não têm acesso à educação de qualidade, à cultura e à arte. A escola acaba proporcionando esses acessos e garantido o mínimo capital cultural para uma criança da periferia. Muitas vezes, lembra a professora Vânia, é a escola que leva essas crianças, jovens e adolescentes a atividades externas na cidade proporcionando experiências culturais como teatro, cinema, clube, parques, músicas, artes plásticas entre outros.“A Educação hoje precisa aliar Capital Cultural às capacidades e habilidades das disciplinas. É preciso ampliar o acesso”, afirma.</p><p><br/></p><p>Além dos desafios enfrentados dentro da escola, fatores externos acabam sendo inseridos no contexto educacional, como um caso que marcou a educadora no ano de 1998, quando uma aluna do 2º ano do ensino fundamental sofria de maus tratos. A estudante apareceu na escola que lecionava na época com vários hematomas pelo corpo</p><p>feitos pela madrasta. Essa situação a deixou péssima e com vontade de abandonar a carreira. Depois de respirar fundo e fazer uma longa reflexão, decidiu acionar o Conselho Tutelar e a Polícia Civil.</p><p><br/></p><p>Para a professora Vânia, apesar das dificuldades enfrentadas, ela não mudaria de profissão, pois somente nesse papel ela consegue ver uma maneira de ajudar tantas crianças, jovens e adolescentes de forma completa. Um grande presente que recebeu recentemente que qualquer dinheiro não pode comprar como profissional da educação foi ser convidada para a formatura de um ex-aluno que se graduou em História.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-08-16 22:01:13 UTC</pubDate>
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         <title>Professor de Língua Portuguesa cursa Psicologia para se aperfeiçoar</title>
         <author>maria24202728</author>
         <link>https://padlet.com/lucianoandraderibeiro/yiabtoxcf0lmke3u/wish/3078539636</link>
         <description><![CDATA[<p>Ilan Alves Miranda, professor de português, nasceu dia 18 de maio de 1982, em Jequitinhonha (MG). Desde cedo, foi inspirado pela mãe, uma professora dedicada, a seguir seus passos na carreira da educação. Embora inicialmente não tivesse planos de se tornar professor, acabou se envolvendo com a docência durante seus estudos em Letras. Os desafios foram muitos, especialmente o constante descrédito que a profissão enfrenta na sociedade. No entanto, sua paixão pelo ensino e a busca por ver seus alunos evoluírem superaram essas dificuldades.</p><p>Para Ilan a vida profissional e pessoal é um desafio constante. Trabalhando em uma instituição privada, o professor é cobrado por conteúdos e materiais autorais, o que aumenta sua carga de trabalho. Mas ver seus alunos progredindo é recompensador. Para ser um bom professor, a comunicação eficaz, empatia, paciência e habilidades e adaptação são essenciais. Além disso, ele tenta se manter atualizado, inclusive cursando Psicologia para entender melhor as necessidades dos estudantes neurodivergentes.</p><p>Ilan enfatiza o amor em educar e a constante oportunidade de aprendizado. E, ao lidar com a diversidade em sala de aula, aplica estratégias diferenciadas, oferecendo suporte individualizado e promovendo inclusão. Também compartilha seu sonho com a educação valorizada, com salários justos para os educadores. "Afinal, somos agentes e transformação social", diz. </p><p>"Certa vez, trabalhei com uma turma de 6° ano com várias questões não resolvidas da alfabetização. Foi uma luta e um aprendizado enorme pensar em atividades que atacassem suas necessidades. Mas, ao final, vê-los lendo e interpretando textos mais longos e complexos foi uma vitória.", conta Ilan sobre uma de suas experiências mais marcantes em sua jornada profissional.</p><p>Para quem deseja ser professor, o conselho do professor de português é estudar profundamente a área, desenvolver habilidades de comunicação e empatia, e estar sempre aberto à adaptação. "Minha jornada é uma busca contínua por crescimento e impacto positivo na vida dos meus alunos", finaliza. </p>]]></description>
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         <pubDate>2024-08-17 16:29:15 UTC</pubDate>
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         <title>Magistério no Ensino Médio trouxe paixão pela Educação</title>
         <author>larissakfa22</author>
         <link>https://padlet.com/lucianoandraderibeiro/yiabtoxcf0lmke3u/wish/3078624015</link>
         <description><![CDATA[<p>Nascida em São Paulo no dia 17 de outubro de 1986, a professora Vanessa Aparecida da Silva Cruz teve sua infância no interior de Minas, na cidade de Peçanha. A princípio, ela não tinha a intenção de se tornar professora, contudo, no seu ensino médio, cursou Magistério, área técnica que a despertou para a área educação. </p><p><br>Após a conclusão do Magistério e seu primeiro estágio, sua trajetória tomou um rumo inesperado. Esse momento de autodescoberta motivou Vanessa a cursar Pedagogia na Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes), onde se formou e posteriormente passou em um concurso e se tornou docente.</p><p><br/></p><p>Com 22 anos de experiência na área da educação, Vanessa construiu uma carreira sólida e rica em conhecimento, que inclui uma atuação significativa na educação básica, coordenação e, mais recentemente, na educação superior. Ela passou por diversos campos da educação, enfrentou e superou desafios socioeconômicos e buscou sempre criar e trilhar novos caminhos na sua carreira.</p><p><br/></p><p>O comprometimento com a educação de Vanessa é evidente em sua dedicação de oito anos, lecionando em faculdades. Além de sua experiência em diversos contextos educacionais, a professora demonstra um profundo entendimento e sensibilidade às necessidades de seus alunos. Seu percurso é inspirador de como a paixão pela educação pode surgir de forma inesperada e como a dedicação e o esforço contínuo podem moldar uma carreira exemplar.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-08-17 21:26:33 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>A escola como espaço para melhor formação da criança</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/lucianoandraderibeiro/yiabtoxcf0lmke3u/wish/3078651565</link>
         <description><![CDATA[<p>Por Giovanna Luzia Lopes de Carvalho Barbosa</p><p><br/></p><p>Stephanie Queiroz de Assis Marques nasceu no dia 13 de junho de 1994 em Belo Horizonte, onde ainda reside. Ela teve uma infância feliz ao lado de seu pai, sua mãe e sua irmã. Como reflexo da sua infância, escolheu ser professora de educação infantil para poder proporcionar essa mesma experiência para outras crianças.</p><p><br/></p><p>A trajetória acadêmica de Stephanie começou aos 17 anos na faculdade Faminas, onde iniciou o curso de Pedagogia. Aos 19 anos, transferiu-se para a UEMG, pois ela acreditava que para ser a melhor pedagoga ela precisava estudar numa faculdade que tivesse a licenciatura mais reconhecida pelo mercado.</p><p><br/></p><p>A crença na educação como meio fundamental para transformação social motiva a professora Stephanie a permanecer em sala de aula apesar das dificuldades inerentes a profissão. “A certeza que por meio do meu conhecimento e da minha prática pedagógica estou contribuindo para formação de cidadão mais consciente me deixa realizada”, afirma.</p><p><br/></p><p>Atualmente, Stephanie é professora da rede municipal de Belo Horizonte e planeja prosseguir sua carreira se especializando na educação para atendimento de alunos com Transtorno do Espectro Autista (TEA).</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-08-17 23:57:13 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>MULHER NEGRA MUDA SUA CLASSE SOCIAL ATRAVÉS DA EDUCAÇÃO</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/lucianoandraderibeiro/yiabtoxcf0lmke3u/wish/3078762250</link>
         <description><![CDATA[<p><em>Por Tainara Costa (05/08/24)</em></p><p><br/></p><p>Maria Inês, com 57 anos, dedicou sua vida à alfabetização de crianças. Desde nova, tinha o sonho de ajudar as pessoas a serem melhores a partir da educação. Queria alfabetizar outras pessoas para que pudessem mudar sua condição social. Desde quando entrou na escola, ficou deslumbrada com a sala de aula e a professora. Durante sua escolarização, sofreu muito pela sua condição social, pois tinha apenas um par de<em> </em>tênis simples da época para ir à escola.</p><p><br/></p><p>Quando, decidida do seu propósito, começou a fazer o curso técnico de magistério&nbsp; no colégio Santa Maria, na cidade de Nova Lima. Para ajudá-la em seu curso, sua mãe com muito esforço e luta, lavava roupa para fora. Assim, conseguia custear os gastos, pois era&nbsp; instituição privada. Após se formar em 1984, com 17 anos, iniciou seu estágio em sala de aula.&nbsp;</p><p><br/></p><p>Mesmo após a formação do seu curso, sentia a necessidade de fazer uma graduação. No ano de 1988 , ela passou no vestibular da UEMG, no prédio do Instituto da Educação em Belo Horizonte. Para ela, foi a realização de um sonho, estudar em uma instituição pública e de referência em educação em Minas Gerais. Porém, ela estava desempregada e não tinha ajuda para transporte e livro didático.</p><p><br/></p><p>Todos os domingos, sua família sacrificava um frango para partilhar nos almoços.&nbsp;</p><p>Porém durante seu estudo na faculdade de educação, sua família passou a comer os ossos do frango para que a carne fosse usada de recheios para fazer pastel e vender, a fim de ajudá-la nos custos com a passagem e para fazer cópias de livros para estudo.</p><p><br/></p><p>Em 1992, com muita luta, formou-se e logo após foi aprovada em um concurso público municipal na cidade de Nova Lima, sua cidade natal. Com isso, conseguiu retribuir todo apoio de sua família e melhorar sua condição social. O trabalho para ela sempre foi um hobbie, em que brincava com as crianças e também alfabetizava.&nbsp;</p><p><br/></p><p>Em 2017, aposentou-se e decidiu se dedicar aos cuidados de sua mãe, que se encontrava doente. Em 2019, teve um poema publicado em sua homenagem&nbsp; pelo autor André Araújo em seu livro "A vila do Sino", que faz referência à mulher do campo que valorizava as coisas simples e tinha muitos sonhos, um deles era plantar uma semente em cada criança que cruzasse seu caminho.&nbsp;</p><p><br/></p><p><em>“Mais um ano começava</em></p><p><em>Ela, como sempre, preocupada</em></p><p><em>‘Vão me dar de novo aquelas sementes…’</em></p><p><em>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;…</em></p><p><em>… Mas é que todo ano ela recebia sementes</em></p><p><em>Zelava delas, cuidava com carinho</em></p><p><em>Plantava, regava e esperava pelos frutos</em></p><p><em>que não vinham…</em></p><p><em>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;…</em></p><p><em>…Como num flash ela despertou</em></p><p><em>quando uma criança pediu:</em></p><p><em>‘Tia, toca aquela música..’</em></p><p><em>E outra: ‘Ensina a gente a dançar’</em></p><p><em>&nbsp;…</em></p><p><em>Sorriu, pasmou e se deu conta:</em></p><p><em>‘Essa semente sou eu’</em></p><p><strong>- André Araújo&nbsp;</strong></p><p><br/></p>]]></description>
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         <pubDate>2024-08-18 03:41:20 UTC</pubDate>
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         <title>Sementes de esperança: a jornada de Carolina e sua inspiração transformadora</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p>Por Júlia Pinto Coelho Durso </p><p><br/></p><p>Carolina Eto nasceu em 1992 em Belo Horizonte, filha de uma professora e de um engenheiro. Era a caçula de três irmãos. Quatro anos após o seu nascimento, a família foi surpreendida por uma tragédia que mudaria suas vidas para sempre: o pai de Carol faleceu de forma inesperada. Foi nesse momento que Fernanda, sua mãe, fez um compromisso inabalável: nenhum sonho morreria. Como professora, ela plantou em Carol uma semente que foi regada ao longo dos anos.&nbsp;<br></p><p><br/></p><p>Mas como nem todos os planos saem como planejado, quando completou 18 anos, Carol prestou vestibular para Terapia Ocupacional na UFMG, sendo aprovada em segundo lugar. Durante a faculdade, fez estágios em várias áreas: reabilitação física, gerontologia e educação. Foi dentro de uma escola, durante um estágio de inclusão, que Carol percebeu que talvez tivesse escolhido a profissão errada. Sentiu que seu verdadeiro lugar era na escola, trabalhando diretamente com as crianças. Foi então que a semente regada por sua mãe começou a desabrochar.</p><p><br/></p><p><br/></p><p>Desde então, Carolina tem se dedicado à educação infantil, passando por diversos cargos, desde estagiária até professora alfabetizadora. Hoje, é coordenadora pedagógica em uma tradicional escola de educação infantil em Belo Horizonte. Embora reconheça os desafios da profissão, Carol se mantém firme em sua missão: tocar a vida de cada criança afim de que no futuro o mundo se torne um lugar melhor. Acredita em um modelo de educação que valoriza a cultura da infância, reconhecendo a criança como protagonista do processo educativo, caminho essencial para a emancipação e transformação social.<br></p><p><br/></p><p>Minha história com a Carol começou há muitos anos, ainda no ensino médio, em uma época de juventude vibrante e sonhos abundantes. Nossa amizade, inicialmente marcada pela euforia da adolescência, evoluiu para uma parceria baseada na fidelidade e confiança. Inspirada por ela, tive a coragem de, aos 31 anos, já formada em direito e habilitada na OAB, retornar à universidade para também fazer florescer minhas sementes. Carol, com sua trajetória, me ajudou a me tornar uma mulher melhor, mais tolerante, crítica, humilde e feliz. Ela não só seguiu seus próprios sonhos, mas também me mostrou o caminho para seguir os meus.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-08-18 19:50:22 UTC</pubDate>
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         <title>Educação e Superação: aliados para uma vida melhor </title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p>Por Luisa Fernandes Silva Santos </p><p>(05/08/2002)</p><p><br/></p><p>Cristiana Pereira nasceu em Belo horizonte no dia 2 de outubro de 1973. Desde jovem, seu caminho foi marcado por uma notável combinação de determinação e esforço. Começou a trabalhar aos 13 anos, equilibrando suas responsabilidades profissionais com os estudos. Sua adolescência foi enriquecida pela participação em um grupo de jovens na igreja, uma experiência que não apenas moldou seu caráter , mas também despertou sua vocação para o ensino.</p><p><br/></p><p>O desejo de educar foi reforçado por sua experiência como catequista, em que começou a ensinar crianças e adolescentes com entusiasmo e dedicação. Essa paixão a levou a optar pela Pedagogia, um curso que não apenas lhe ofereceu uma formação sólida, mas também alimentou sua motivação para se tornar uma educadora comprometida. Após concluir sua formação , Cristiana iniciou sua carreira como professora na rede municipal de Belo Horizonte.</p><p><br/></p><p>Em sua escola, Cristiana encontrou um ambiente relativamente tranquilo, com crianças que se comportava bem e tornavam o ensino uma experiência prazerosa. No entanto, os desafios não tardaram a surgir. A sobrecarga de trabalho é uma constante na sua rotina , com a necessidade de elaborar relatórios detalhados, preencher planilhas e gerenciar sistemas de avaliação externa. Esses aspectos,  somados à grande quantidade de alunos por sala e à falta de infraestrutura adequada, como a carência de auxiliares de apoio à inclusão e espaços limitados, impactam significativamente a qualidade do ensino e o bem-estar dos educadores.</p><p><br/></p><p>A dificuldade em conciliar a vida pessoal e profissional é um desafio adicional para Cristiana. Como mãe solo, ela enfrenta a necessidade de trabalhar em dois turnos para garantir o sustento de sua família. Este desafio a força a equilibrar as demandas da profissão com as responsabilidades familiares, limitando seu tempo e energia. "Ser professora vai além de ensinar conteúdo; é enfrentar uma serie de desafios que muitas vezes vão além da sala de aula. A comunicação com os responsáveis , a promoção de um ambiente inclusivo e o enfrentamento  de sistemas de avaliação inadequadas são apenas algumas das complexidades da profissão", observa Cristiana.</p><p><br/></p><p>Para aqueles que estão ingressando na carreira docente , Cristiana oferece um conselho fundamentado em sua experiência: "Nunca pare de estudar , invista na sua formação faça mestrado e doutorado.  A educação continua não apenas  fornece as ferramentas necessárias para melhores oportunidades e garante uma remuneração mais justa. A constante busca por aprimoramento é essencial para enfrentar as demandas do magistério e fazer a diferença na vida dos alunos". </p><p><br/></p><p>A trajetória de Cristiana na educação é um testemunho de sua dedicação e amor pela profissão. Apenas das dificuldades enfrentadas, ela mantem um compromisso inabalável com a melhoria da qualidade do ensino e o desenvolvimento dos alunos. Sua paixão pelo trabalho e sua determinação em superar os obstáculos são evidentes em cada aspecto de sua carreira .</p><p><br/></p><p>Além das questões praticas do dia a dia, Cristiana também se empenha em criar um ambiente de aprendizagem positivo e inclusivo. Ela se esforça para promover o respeito e a valorização da diversidade, enfrentando preconceitos e lutando contra a exclusão em um sistema educacional que muitas vezes ainda não está completamente adaptado as necessidades de todos os alunos .</p><p><br/></p><p>Sua abordagem pedagógica é um reflexo de sua crença na importância de uma educação equitativa e de qualidade. Mesmo com as limitações impostas pelo sistema , Cristiana continua a trabalhar com paixão e dedicação, buscando constantemente maneiras de melhorar a experiência educacional para seus alunos e fazer a diferença na comunidade escolar.</p><p><br/></p><p>O legado de Cristiana é um exemplo brilhante de como a perseverança, a paixão e o comprometimento podem transformar desafios em oportunidades para crescimento e aprendizado. Sua jornada é uma fonte de inspiração para todos os que aspiram a fazer a diferença na educação, demonstrando que , apesar das adversidades, é possível criar um impacto positivo  e duradouro na vida das pessoas.   </p><p><br/></p><p><br/></p><p>   </p>]]></description>
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         <pubDate>2024-08-18 21:38:15 UTC</pubDate>
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         <title>Professora, mentora e, por isso, inspiradora </title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p>Roberta Abalen Dias é uma professora e mãe dedicada e apaixonada pelo ensino, que começou sua trajetória acadêmica aos 28 anos, quando ingressou no curso de Bacharelado em Turismo na Newton Paiva em 1996. Já atuava como agente de viagens, mas buscava se atualizar à medida que as tecnologias avançavam e a aprofundar seus conhecimentos na área. Durante a graduação, experimentou diferentes áreas do turismo e se interessou por planejamento turístico, criando uma cooperativa na área e realizando uma especialização em Cooperativismo em 2001 na mesma instituição </p><p><br/></p><p>Ainda atuando como agente de viagens, trabalhando na cooperativa, Roberta foi convidada para um processo seletivo de professora, e a partir daí inicia sua carreira na docência, conciliando agência de turismo, cooperativismo e sala de aula onde se apaixonou. </p><p> </p><p>A professora Roberta não só ensinou como também participou ativamente de projetos de pesquisa e desenvolvimento. Ela trabalhou com comunidades do interior e esteve envolvida com o Centro de Pesquisa da Newton Paiva, onde ampliou seu conhecimento e se encantou pela pesquisa acadêmica. Sua dedicação a levou a cursar um mestrado em Turismo e Meio Ambiente em 2006 na UNA, impulsionando sua carreira docente ainda mais.</p><p> </p><p>Além de sua atuação na Newton Paiva, Roberta lecionou em instituições como a FUMEC, Universo e o Instituto IBIS de Belo Horizonte. Sua excelência e paixão pelo ensino a levaram a conquistar uma vaga como professora no Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (CEFET), onde pôde se dedicar integralmente à docência e à pesquisa. No CEFET, Roberta também concluiu o Doutorado em Ciências Sociais pela PUC em 2012. </p><p><br/></p><p>Em todas as instituições a qual passou, Roberta foi homenageada pelos seus alunos e colegas. Recebeu mais de 20 títulos como paraninfa e patrona de turmas, testemunho de sua influência positiva na vida dos alunos, muitos dos quais se tornaram referências no mercado de turismo.</p><p> </p><p>Roberta participa ativamente de eventos da área, assim como dos conselhos municipal e estadual de turismo. Foi também membro efetivo do Conselho de Educação Profissional e Tecnológica do CEFET, coordenadora e subcoordenadora de curso e, nos últimos quatro anos como chefe do departamento liderou o grupo de pesquisa ETHOs (Estudos em Turismo e Hospitalidade), sempre trabalhando para integrar ensino, pesquisa e extensão. </p><p><br/></p><p>Ela faz questão de trazer para seus alunos a vivência prática do turismo, conectando a teoria à realidade do mercado.</p><p><br/></p><p>O que move Roberta é seu desejo constante de aperfeiçoamento e sua profunda paixão pelo turismo e pela docência. Seu legado como educadora, pesquisadora e mentora é admirável, é impossível não vê-la como inspiração dentro e fora do ambiente acadêmico.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-08-19 01:42:42 UTC</pubDate>
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         <title>Moradora de periferia realiza seu sonho através da pedagogia.</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p>Por Lidiane Nascimento (05/08/2024)</p><p><br/></p><p>Paloma Raquel de Souza Sacramento nasceu em Belo Horizonte, no dia 26 de dezembro de 1983. Moradora de periferia, zona oeste da capital, estudou toda a educação básica em escolas públicas. Aos 13 anos, na 7ª série, teve uma professora, Ana Luiza, pernambucana, que a disse que daria uma excelente professora de Português.</p><p>&nbsp;</p><p><br/></p><p>Aos 16 anos começou a trabalhar como estagiária no setor de parques e jardins da PBH. Já no Ensino Médio, uma outra professora, desta vez de Matemática, Sônia de Melo Dutra, levou a turma para conhecer a PUC, Pontifícia Universidade Católica. Naquela visita, disse a ela: “preocupem-se em entrar na universidade, como pagar é outra história”.</p><p>&nbsp;</p><p><br/></p><p>Movida por esse conselho, mas com receio de não conseguir entrar, ela se matriculou num cursinho comunitário no ano seguinte. Como o vestibular da PUC tinha edição semestral, antes que chegasse o vestibular da UFMG, ela realizou o processo seletivo em junho de 2003 foi aprovada em 3° lugar para o curso de Licenciatura em LETRAS (noturno).</p><p>&nbsp;</p><p><br/></p><p>“Depois de ser aprovada, o drama foi conseguir o dinheiro da matrícula: junta daqui, aperta dali, chama os tios, todos ajudam. Matrícula feita. Um sonho adiante de mim. Tive medo, mas fui com medo mesmo”, disse Paloma. Em junho de 2007, terminou a graduação. E se tornou a primeira da linhagem a conquistar esse grande feito, que, para muitos, pode parecer pequeno, mas, para ela e para os seus, foi enorme. A educação mudou a vida dela, desde então, tornou a sua razão de ser e fazer.</p><p>De lá para cá, a caminhada foi exaustiva: rede particular, contratos na rede pública, aprovação em 3 concursos, 2 cargos efetivos no estado. Duas pós-graduações na área da educação e agora, ocupante da função de diretora escolar. Ela acredita que a definição de sucesso vem da realização do sonho de ver em cada aluno um potencial humano em expansão.</p><p>&nbsp;</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-08-19 15:33:53 UTC</pubDate>
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         <title>Docência despertada pelos estudos bíblicos </title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p>  Abigail Moreira Pires Fernandes nasceu em Belo Horizonte, Minas Gerais, em 1969. Segunda filha de uma família de seis irmãos, incluindo uma irmã adotiva, ela teve uma infância marcada por um ambiente familiar repleto de brincadeiras e musicalidade, em que os valores cristãos e a educação eram fortemente valorizados.</p><p><br/></p><p>  Desde cedo, foi incentivada a participar de diversas atividades religiosas, como a escola bíblica e células em sua casa, quando aceitou a Jesus e começou a ensinar na escola bíblica, descobrindo sua paixão pelo ensino. Uma das memórias mais queridas de sua infância é dos momentos de união familiar quando seu pai não trabalhava e os irmãos se reuniam para conversar.</p><p><br/></p><p>   Aos 7 anos, Abigail iniciou seus estudos na Escola Municipal Honorina Rabelo, onde permaneceu por quatro anos. Durante esse período, aprendeu a ler e a escrever textos como poemas e cartas, destacando-se por seu interesse e dedicação. Uma figura inspiradora em sua vida escolar foi a professora Elsa Bebiano, cuja paixão pelo ensino deixou uma marca profunda em Abigail.</p><p><br/></p><p>   Prosseguindo seus estudos, Abigail ingressou no Colégio Técnico, onde se especializou em Ciências Contábeis. Após o termino do ensino médio, iniciou sua carreira na área de contabilidade, preparando-se para a formação superior com o sonho de cursar Direito. No entanto, devido às limitações financeiras da família, optou por prestar vestibular para a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), onde obteve isenção da taxa de inscrição e foi aprovada na primeira etapa do processo seletivo. Apesar de não ter passado na segunda etapa, focada nas áreas de humanas, sua determinação em continuar os estudos não diminuiu.</p><p><br/></p><p>  Em 1994, aos 25 anos, se casou. Ainda movida pelo desejo de ingressar na universidade, fez um curso intensivo de seis meses, que a auxiliou a ser aprovada no vestibular para Pedagogia na Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG) e em Comunicação Social na Newton Paiva. Optou por cursar Pedagogia na UEMG. Devido à instabilidade financeira que poderia comprometer a continuidade dos estudos em uma faculdade particular. Durante o curso, demonstrou grande interesse por pesquisas e leituras acadêmicas, além de dar à luz seu primeiro filho.</p><p>&nbsp;</p><p>   Após a formatura, Abigail foi aprovada em um processo seletivo simplificado para a supervisão escolar na Prefeitura de Santa Luzia, onde atuou por 23 anos, sendo nove desses anos na supervisão. No ano de 2003 deu a luz também a sua segunda filha. Em 2010, decidiu reduzir sua carga horária para meio período em sala de aula, visando estar mais presente com sua família e acompanhar de perto o desenvolvimento de seus filhos. Em 2012, foi aprovada em um concurso para professora efetiva, função que exerce desde 2013.</p><p>&nbsp;</p><p>    Pós graduada em psicopedagogia pela Universidade do Rio Branco, Abigail acredita que a docência é sua verdadeira vocação. Continuamente dedicada ao aprimoramento profissional, mantém-se engajada em pesquisas e na busca por metodologias pedagógicas que atendam às necessidades dos alunos, demonstrando um compromisso inabalável com a educação e o desenvolvimento humano.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-08-20 01:52:07 UTC</pubDate>
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         <title>Júnia, uma professora de muita fé e dedicada à educação</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/lucianoandraderibeiro/yiabtoxcf0lmke3u/wish/3080852009</link>
         <description><![CDATA[<p>Júnia Guimarães Campel de Carvalho, nascida em Belo Horizonte em 01 de outubro de 1967, é uma mulher de muita fé, católica praticante, e com amor pela educação. Casou-se com Antônio, aos 23 anos, na Igreja Nossa Senhora das Mercês, em Sabará, Minas Gerais, onde construiu uma família acolhedora: tiveram dois filhos, Jéssica Cristina e Luiz Eduardo, e se tornou avó cuidadosa de Keven Davi e Maria Cecília.</p><p><br></p><p>Estudou na Escola Estadual Professor Zoroastro Viana Passos, onde cursou do 6° ano ao ensino médio, formando-se em Magistério em 1985. Seu primeiro trabalho foi na creche que era coordenada pela irmã de caridade Leide: foi um momento de imensa felicidade ao trabalhar com crianças de 3 a 7 anos. Posteriormente, deu sequência ao seu legado na Escola Municipal Padre Geraldo de Souza, onde iniciou sua jornada como professora concursada pela Prefeitura Municipal de Sabará em 1988, dedicando dezoito anos preciosos à educação infantil. Naquela época, a Secretaria de Educação de Sabará estava implementando o método do construtivismo nas escolas. Eram oferecidos excelentes cursos de capacitação, os quais ela fazia com muita dedicação. Ela amava dar aulas com uma abordagem lúdica, repleta de música e arte.</p><p><br></p><p>Ao longo dos anos, Júnia sempre buscou aprimorar sua prática e com uma enorme vontade de cursar uma faculdade. Prestou o vestibular na Universidade do Estado de Minas Gerais e foi aprovada. Porém, infelizmente, os horários das aulas não se encaixavam com sua disponibilidade, devido à carga horária de seu trabalho. Sendo assim, optou pela Faculdade de Letras em sua cidade, enfrentou desafios financeiros, mas foi perseverante. Finalmente, em 2000, ingressou no curso de Letras, onde se dedicou intensamente por quatro anos, equilibrando estudos, trabalho e família com apoio incondicional de sua querida mãe e marido.</p><p><br></p><p>Agora, como professora de Língua Portuguesa e Espanhol desde 2004, Júnia continuou sua caminhada profissional, e expandiu ainda mais seu conhecimento ao concluir o curso de pedagogia em 2016. Seu entusiasmo pelo ensino sempre foi evidente, especialmente ao lidar com adolescentes no 6º ao 9º ano, com quem encontrava a satisfação no progresso individual de cada aluno.</p><p><br></p><p>Além de sua dedicação à sala de aula, Júnia sempre valorizou sua fé e a participação ativa em eventos culturais e religiosos, enriquecendo sua espiritualidade e compartilhando experiências que vão além do ambiente escolar. Em setembro de 2019, encerrou sua carreira com um misto de saudade e gratidão, sabendo que sua contribuição foi além do ensino formal, moldando vidas e inspirando gerações.</p><p><br></p><p>Ao refletir sobre sua aposentadoria, Júnia reconhece a importância de cuidar de si mesma e aproveitar o tempo, agora sem pressa alguma e escolher seus próprios caminhos. Sua paixão pela educação continua viva em seu coração, um legado de amor e aprendizado, que irradiou muitas vidas nas quais ela tocou ao longo de seus 32 anos de dedicação, desde a educação infantil até a Educação de Jovens e Adultos.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-08-20 03:12:14 UTC</pubDate>
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         <title>Elizabeth: Uma vida dedicada à educação</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/lucianoandraderibeiro/yiabtoxcf0lmke3u/wish/3081554190</link>
         <description><![CDATA[<p>Com 29 anos de experiência na educação, Elizabeth, uma professora que já lecionou em diversas instituições, é um exemplo de dedicação e paixão pelo ensino. Desde o início de sua carreira, trabalhando com o terceiro período da educação infantil, até suas atuais funções na Rede da Prefeitura de Belo Horizonte, ela testemunhou e se adaptou às inúmeras mudanças no setor educacional. Elizabeth começou sua jornada em Ribeirão das Neves, onde trabalhou tanto em escolas públicas quanto em instituições particulares. Seu percurso incluiu a participação na implementação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) de 1996 e a conclusão do curso de Pedagogia em 2000. Ela também atuou no município de Contagem e, hoje, divide seu tempo entre dois turnos em Belo Horizonte, onde é professora referência há muitos anos. Ao longo de sua carreira, Elizabeth alfabetizou crianças e trabalhou com o Projeto de Intervenção Pedagógica para Alunos com Dificuldades de Aprendizagem (PIPE). Atualmente, ela leciona Ciências e Artes, disciplinas que, segundo ela, têm sido uma oportunidade para explorar novos métodos e estratégias pedagógicas. Elizabeth acredita que seu trabalho pode transformar a vida dos alunos, especialmente quando há autonomia para desenvolver projetos de estudo colaborativos. Elizabeth encontrou sua inspiração na quarta série, com uma professora que não apenas dominava a matéria, mas também sabia como envolver e organizar os alunos. Essa experiência, combinada com seu amor por aprender e participar de atividades escolares, a motivou a seguir a carreira na educação. Seu entusiasmo a levou a cursar o magistério no Instituto de Educação em Belo Horizonte, onde completou o segundo grau. Elizabeth acredita que a educação precisa evoluir para se manter relevante em um mundo onde a tecnologia transforma rapidamente a maneira como as pessoas acessam e consomem informação. Para ela, é fundamental que os professores desenvolvam projetos que engajem os alunos, mostrando-lhes a importância do estudo em um contexto mais amplo. Ela defende que o papel do professor, como mediador e orientador, é insubstituível, mesmo em uma era de avanços tecnológicos. "Precisamos saber canalizar as informações, orientar e dar sentido à importância de estudar", afirma Elizabeth. Ela vê a necessidade constante de os professores se atualizarem, desenvolverem pesquisas, aprenderem novos idiomas e criarem projetos que não apenas modifiquem o ambiente escolar, mas que também possam ser apresentados e divulgados em outras localidades. Para Elizabeth, a missão de um professor vai além do simples ensino de conteúdos isolados. É sobre inspirar, orientar e preparar os alunos para um futuro dinâmico e incerto. Com sua vasta experiência e visão inovadora, Elizabeth continua a ser uma força vital na educação, moldando o futuro de muitos jovens e mostrando que, independentemente dos avanços tecnológicos, a presença e o compromisso de um bom professor são essenciais.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-08-20 14:10:47 UTC</pubDate>
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         <title>Amor pela educação: herança familiar.</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p>  Cássio Luiz Araújo Pereira nasceu na década de 90, em Ribeirão das Neves, região metropolitana de Belo Horizonte. Descendente de uma família de educadores, sua história na educação é repleta de experiências e aprendizados que mudaram o curso da sua vida. </p><p>  O gosto pela educação começou cedo, ainda muito jovem e ia buscar, no posto de gasolina, álcool para sua mãe professora também na época para fazer estêncil, matriz mineografo,  aparelho antigo e ainda usado para fazer cópias de papéis escolares. Acompanhando a rotina da mãe em sala de aula, o desejo de ser professor queimava em seu coração de um dia seguir os mesmos passos da família, o que viria acontecer anos mais tarde.</p><p>   Deu início a sua carreira com o professor aos 20 anos de idade, mas, alguns anos antes, fazia parte de projetos sociais como Segundo Tempo, projeto de fomento ao esporte do Governo Federal. Enfrentando vários desafios financeiros e a falta de recursos para dar aula, Cássio não se apequenou diante desses fatos e fez disso a sua força motriz para dar uma educação de qualidade aos seus alunos.</p><p>   Meio a toda adversidade enfrentada no processo, Cássio passou por situações marcantes em sua carreira como professor, mas uma delas chamou a atenção como a mais delicada da carreira. Certa vez, dando aula, notou que um de seus alunos chegara na escola com a cabeça um pouco desforme. Perguntando ao aluno o que aconteceu, ele descobriu que a criança era violentada pelo pai com uma barra de ferro, pois o pai proibiu a criança de pegar mantimentos dentro da geladeira. Cássio relata que esta experiência foi a mais marcante dentro do âmbito escolar. Claro a situação foi denunciada para o Conselho do Tutelar onde os representantes tomaram as medidas cabíveis contra os abusos do pai. </p><p>  Cássio nunca desistiu, mantém-se firme até os dias de hoje como educador. Em 2018, criou o Jornal da escola onde da aula, colocando notícias do dia a dia escolar e incentivando os alunos a continuar os estudos após a formação do ensino médio. Hoje, o Jornal da Escola tem mais de 300 pais que acompanham rotineiramente os acontecimentos dentro do âmbito escolar. Cássio também coordena um projeto social conhecido como fica vivo, projeto que busca atender jovens da periferia em vulnerabilidade social. </p><p>  Ainda em busca de voos mais altos, Cássio procura terminar o seu mestrado e logo em seguida dar início ao doutorado, demonstrando ainda mais o seu amor e carinho pela profissão da qual seus ascendentes escolheram seguir para transformar a vida de muitas crianças na educação até os dias de hoje. </p>]]></description>
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         <pubDate>2024-08-20 21:09:45 UTC</pubDate>
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         <title>Educar para transformar: O retrato de uma professora que acredita no poder da educação </title>
         <author>lucianoandraderibeiro</author>
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         <description><![CDATA[<p>            Clades Rita dos Anjos e Silva, 56 anos de idade, é uma professora apaixonada pela educação, com uma trajetória marcada por sua dedicação à formação de jovens e adultos. Nascida e criada em Belo Horizonte, Minas Gerais ela cresceu em um ambiente familiar, com pai e mãe que valorizavam a educação como ferramenta de transformação social. Então, não surpreende ela dizer que, "dos cinco irmãos maravilhosos, dois são professores de matemática, além do filho de 25 anos, que é professor de geografia". Reside no mesmo bairro desde os 6 anos de idade, tendo muito carinho e respeito pelo bairro e o território, se identificando com a classe trabalhadora, com os humildes e com pessoas mais simples, que tornam a vida dela "mais significativa ".</p><p>&nbsp;     &nbsp;&nbsp;&nbsp; Clades gosta de dizer que, "começou a dar aulas ainda criança, quando gostava de brincar de professora com as colegas de infância, além do irmão mais novo, chegando a fazer um enorme caderno para ensiná-lo".</p><p>           Filha de pedagoga, Clades desde cedo foi influenciada pela paixão da mãe pela educação. Sua mãe, que se formou em pedagogia na Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG), aos 49 anos, foi uma inspiração para ela, que seguiu seus passos na carreira docente.</p><p>          Teve uma experiência muito boa sendo aluna da mãe na segunda série, mas, a recordação mais forte que tem, vem da primeira série do antigo primário, da professora Dona Ivone: "Eu me encantava com a forma com a qual ela desenvolvia o trabalho, com o movimento do corpo, o gestual, a forma de alfabetizar, o uso do livro, O barquinho amarelo".</p><p>Também, nessa mesma escola, teve uma professora que a fez não querer ir à aula. "Eu era tímida, tinha muito medo, ela gritava muito e não foi uma referência positiva ou uma boa lembrança".</p><p>&nbsp;&nbsp;      &nbsp; Mais tarde, Clades, que sempre estudou em escolas públicas, começou a dar aulas em um Curso de Formação para Oficiais (CFO) da polícia militar, quando ainda cursava licenciatura plena em matemática, na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).</p><p>            Posteriormente foi designada para trabalhar em uma escola estadual, a mesma que estudou nos anos finais do ensino fundamental.</p><p>         Ao longo de sua carreira, Clades atuou em diferentes contextos educacionais, desde o ensino fundamental, até o ensino médio e a Educação para Jovens e Adultos (EJA).</p><p>&nbsp;   &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Em 1995, fez um concurso na rede municipal de Belo Horizonte, onde atua até hoje. "Trabalhei muitos anos com a educação de jovens e adultos na prefeitura de Belo Horizonte, onde muito aprendi e me realizei ainda mais".</p><p>          Ela sempre buscou aplicar os princípios da educação libertadora, inspirada nas ideias de Paulo Freire.</p><p>"As dificuldades na educação são muitas, desde lidar com o outro, com suas especificidades, diferenças, seus valores, preconceitos, seus métodos e metodologias, e também lidar com o poder público".</p><p>&nbsp;&nbsp;         Hoje, Clades é uma professora experiente e respeitada, mas, diz que é consciente de que não se pode deixar de lutar enquanto as políticas educacionais para os profissionais da educação sejam de valorização e garantias de direitos.</p><p>"Minha opção sempre foi atuar na escola pública, tentar fazer alguma diferença e contribuir para estudantes das periferias, tentar entusiasmá-los e dizer que somos muito capazes, que podemos sonhar, realizar e transformar, ainda que existam dificuldades".</p><p>&nbsp;          &nbsp; A trajetória de Clades é um testemunho da importância da educação como norteador da transformação social e da dedicação de professores, que como ela, trabalham incansavelmente para formar cidadãos críticos e conscientes, mostrando assim, os motivos pelos quais ela é uma apaixonada pela educação, especialmente pela educação pública, servindo de referência positiva para todos à sua volta.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-02-03 12:22:02 UTC</pubDate>
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         <title>Marta: a educadora que deixou marcas no quadro e na vida.</title>
         <author>lucianoandraderibeiro</author>
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         <description><![CDATA[<p>Por trás do som inconfundível dos saltos nos corredores da escola, Marta, a professora de Língua Portuguesa, deixou um legado de disciplina e amor pela educação. Formada em Letras, mas com um passado de muita experiência como secretária em empresas de grande porte, como a siderúrgica Mannesmann e a construtora Mendes Júnior, ela decidiu transformar sua paixão pelo idioma em vocação, tornando-se referência para gerações de alunos. Firme e exigente, Marta sempre acreditou no poder da ordem e do progresso, mas sem abrir mão da criatividade e da sensibilidade que a tornaram única.</p><p>Cada aula começava com um ritual: a escrita de um poema ou um verso no quadro. Essa prática não era apenas um toque poético, mas também um convite aos alunos para adentrarem um universo de cultura e reflexão. Marta também se destacava por suas aulas dinâmicas, que iam além da gramática. Incentivava visitas a museus, leitura de grandes obras, e celebrava o romantismo nas famosas "sextas-feiras românticas", um dia especial dedicado a textos e músicas que tocavam o coração dos jovens.</p><p>Sua rigidez, muitas vezes temida, era equilibrada por um compromisso genuíno em formar alunos capazes. “Seja firme, imponha respeito e conquiste cada cantinho onde passar”, dizia. Marta cobrava excelência na fala e escrita, sempre de olho nas apresentações e diálogos nos corredores. Esse cuidado era particularmente intenso nas turmas de terceiro ano, onde ela preparava os jovens para o mundo além dos muros da escola, com projetos como o "Marcas de um Tempo", que registrava memórias de cada turma em um livro feito à mão.</p><p>Ao longo de 25 anos na Escola Estadual Professor Leopoldo de Miranda, Marta construiu uma reputação de professora inteligente e respeitada, mas também de educadora criativa e apaixonada. Aposentada desde 2023, ela sente saudades da sala de aula, mas afirma com orgulho: “Já dei minha contribuição para a educação”. Hoje, dedica-se à família, especialmente ao neto, com quem compartilha seu amor pelas palavras e pela língua.</p><p>O recado de Marta para os novos educadores, do alto de seus 69 anos, reflete sua trajetória: “Faça com amor e dedicação e veja que tudo valeu a pena quando ver os olhos dos alunos brilharem”. Um conselho que sintetiza a essência de quem sempre buscou inspirar e transformar vidas com cada aula, cada poema e cada ensinamento compartilhado.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-02-03 12:25:42 UTC</pubDate>
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         <title>Rita Fialho: A Educação a Escolheu </title>
         <author>lucianoandraderibeiro</author>
         <link>https://padlet.com/lucianoandraderibeiro/yiabtoxcf0lmke3u/wish/3313599745</link>
         <description><![CDATA[<p>Rita Fialho nasceu na cidade mineira de Manhuaçu. Aos 13 anos, mudou-se com a família para Belo Horizonte, em busca de novas oportunidades. Como dizia seu pai, a mudança visava oferecer aos filhos a chance de estudar. Desde jovem, Rita conciliava trabalho e estudo. Aos 13 anos, iniciou sua primeira experiência profissional como babá. Posteriormente, atuou como balconista em uma farmácia. Após concluir o ensino médio, na época chamado de Científico, enfrentou o desemprego e começou a ministrar aulas particulares em casa. Foi nesse contexto que descobriu sua aptidão e afinidade pelo ensino.</p><p>Uma vizinha, ao perceber seu talento, convidou-a para realizar um teste em uma escola infantil. Rita foi aprovada e deu início à sua trajetória como educadora. Determinada a se qualificar ainda mais, retornou à escola para cursar o ensino médio voltado ao magistério e, posteriormente, ingressou no curso de Pedagogia. A partir desse momento, Rita desenvolveu uma paixão crescente pelo ato de ensinar. Sua trajetória na educação foi marcada por seu compromisso em criar um ambiente de aprendizado positivo e por sua dedicação ao desenvolvimento individual de cada aluno. A professora Rita abraçou a profissão que surgiu de maneira inesperada e, ao longo de mais de 30 anos, transformou não apenas sua vida, mas também a vida de inúmeros alunos.</p><p>Especialista em alfabetização e reconhecida por sua criatividade e habilidade como contadora de histórias, Rita tornou suas aulas experiências únicas, combinando aprendizado, conhecimento e diversão. Quem a conhece sabe que ela é capaz de transportar seus alunos para o mundo da fantasia com naturalidade, interpretando e incorporando personagens de forma cativante. Sua versatilidade e entusiasmo fazem dela uma verdadeira camaleoa, sempre adaptável às diferentes situações da sala de aula.</p><p>Em 2024, aos 51 anos, Rita decidiu se afastar temporariamente do ambiente escolar. Sua decisão não decorre de falta de amor pela educação, mas reflete a realidade desafiadora enfrentada pelos professores no Brasil. Hoje, além da responsabilidade de ensinar, os educadores precisam suprir lacunas deixadas pela família e pela sociedade. Apesar da importância inegável dessa profissão, a valorização do magistério ainda é insuficiente. Essa decisão foi tomada com tristeza, mas também com a esperança de que, no futuro, a educação e os professores sejam reconhecidos como pilares fundamentais para o progresso da sociedade.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-02-03 13:04:16 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Uma profissão que veio de forma inesperada</title>
         <author>lucianoandraderibeiro</author>
         <link>https://padlet.com/lucianoandraderibeiro/yiabtoxcf0lmke3u/wish/3313601507</link>
         <description><![CDATA[<p>&nbsp;</p><p>Helder Júnio de Souza nasceu em 1977, em Sabará, região metropolitana de Belo Horizonte. É graduado em Filosofia, História e Pedagogia, Mestre e, atualmente, Doutorando em Educação. É conhecido por todos à sua volta como uma pessoa extrovertida, que acredita profundamente na vida e na educação como um caminho de transformação, apesar das inúmeras dificuldades encontradas no meio.</p><p>A sua carreira aconteceu de forma inesperada, já que começou a estudar inicialmente para ser padre. Porém, ao longo de dois anos, verificou que não era isso que realmente desejava, mas que gostaria de colocar seu conhecimento "a serviço da juventude". Sua primeira experiência foi aos 18 anos, ministrando aulas para uma turma de EJA (naquela época, em 1997). Ele era mais novo e ficou encantado com o fato de que os mais velhos queriam aprender, mesmo com tanta dificuldade. Isso acabou sendo uma válvula propulsora para ele continuar na carreira como docente.</p><p>A sua época de estudante coincidiu com o fim da ditadura militar, um período em que a base do ensino estava centrada no professor, que era visto como o único detentor do conhecimento, enquanto os alunos atuavam apenas como receptores. Agora, do outro lado, ele dedicou 24 anos ao desenvolvimento de projetos que considera caminhos eficazes para ajudar os alunos a superar suas dificuldades e se tornarem protagonistas do próprio aprendizado. Esses projetos e trabalhos não foram significativos apenas para ele, mas, sobretudo, para seus alunos.</p><p>A melhor parte de sua profissão, na sua visão, é, sem dúvida, estar em sala de aula com os alunos. Não há nada melhor para ele do que ter essa troca de pontos de vista e convivências. Com isso, ele tenta priorizar, a todo momento, a sua função como professor de ensino médio em uma escola pública: fazer com que os alunos busquem não apenas obter um diploma, mas também adquirir aprendizados que levarão para a vida, como aconteceu com aquela primeira turma que ele lecionou.</p><p>Helder acredita na importância de incentivar os professores a serem criativos, mudando, assim, o estilo tradicional de transmissão de conhecimento aos alunos. Ele sempre acreditou — e continua tendo como princípio — que, enquanto sua forma de lecionar, juntamente com seu conhecimento, fizer sentido, continuará nessa profissão. Não apenas por amor, mas por escolha.</p><p>&nbsp;</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-02-03 13:05:42 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>O professor que transforma vidas com paixão pela educação</title>
         <author>lucianoandraderibeiro</author>
         <link>https://padlet.com/lucianoandraderibeiro/yiabtoxcf0lmke3u/wish/3313604729</link>
         <description><![CDATA[<p>Jourdan Martins, 50 anos, é um exemplo de superação e dedicação à educação. Nascido e criado em Belo Horizonte/MG, ele construiu uma trajetória que reflete sua paixão por transformar vidas. Casado e pai de três filhos, Jourdan superou uma infância marcada por desafios financeiros e acadêmicos, encontrando na fé e no estudo o caminho para mudar sua realidade. "Sempre pedi a Deus que colocasse pessoas em meu caminho que me levassem além do que minha família poderia imaginar", relembra.</p><p>Desde cedo, enfrentou dificuldades em disciplinas como matemática, física e química. Essas barreiras, longe de desanimá-lo, despertaram sua vontade de ajudar outros a superarem suas próprias limitações. Ao descobrir o vestibular tardiamente, decidiu cursar física, impulsionado pelo desejo de expandir horizontes e inspirar outros a não desistirem.</p><p>A jornada como educador começou em 1994, com aulas particulares, e logo se estendeu para escolas e cursinhos. Nesse percurso, Jourdan identificou que muitas dificuldades dos alunos têm origem em falhas no sistema educacional e na falta de alinhamento entre escola, família e professores. "Educar vai além do conteúdo; é ensinar a aprender e inspirar para a vida toda", ressalta.</p><p>Entre suas conquistas mais marcantes está a alfabetização de Gaspar, um adolescente de 13 anos que enfrentava severas dificuldades de leitura. Com criatividade e empenho, Jourdan conseguiu, em apenas três meses, transformar a vida do jovem. "Essa experiência me provou que, com dedicação, apoio e estímulo, qualquer aluno pode vencer seus desafios", reflete.</p><p>Para Jourdan, ser professor é muito mais do que uma profissão; é uma missão. Ele defende que a educação tem um poder transformador, tanto para alunos quanto para a sociedade. “Formar alunos não é só ensinar conteúdos; é construir cidadãos capazes de transformar o mundo ao seu redor”, afirma.</p><p>Jourdan Martins é o retrato de um professor que inspira, educa e transforma, carregando consigo a crença de que a educação é o motor para um futuro melhor.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-02-03 13:08:05 UTC</pubDate>
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         <title>O educador que une ensino e acolhimento com devoção</title>
         <author>lucianoandraderibeiro</author>
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         <description><![CDATA[<p>Elias Floriano dos Santos, nascido em 23 de maio de 1956, em Juçaral, Pernambuco, construiu uma história singular como professor e padre. Chegou a Belo Horizonte em 1985 e se dedicou à formação acadêmica, concluindo cursos de história, filosofia, teologia e pós-graduação em história. Sua trajetória como docente passou por disciplinas como OSPB, Moral e Cívica e história. Além disso, exerceu a função de vice-diretor.</p><p>O início da carreira de Elias foi em Vespasiano, mas, após ser aprovado em concurso da Prefeitura de Belo Horizonte, foi transferido para o bairro União. Mais tarde, atuou na Escola Estadual Coração Eucarístico, no bairro Vera Cruz. Dividindo-se entre o sacerdócio e o magistério, conseguiu desempenhar ambas as funções com excelência. Seu olhar misericordioso marcou gerações de alunos da periferia, que encontravam nele um ouvinte atento e compreensivo. “Sempre recebia os alunos com um sorriso”, conta Elias.</p><p>Sobre sua experiência nas salas de aula, ele lamenta a mudança no ambiente escolar ao longo dos anos. “Antigamente havia respeito e brincadeiras sadias. Os pais compareciam à escola, participavam das atividades e cobravam isso dos filhos”, analisa. Em contrapartida, aponta os desafios atuais, como ameaças de alunos e pais e a presença de drogas no ambiente escolar. “Hoje, os professores têm que pisar em ovos e não há punição para muitas atitudes”, conclui.</p><p>Aposentado da docência, Elias se dedica exclusivamente ao sacerdócio, mas seu legado permanece vivo. Ele relata encontros emocionantes com ex-alunos que expressam gratidão. “Alguns dizem: ‘O senhor lembra quando eu chegava chorando e o senhor dizia que tudo ia ficar bem?’”, relembra. Além disso, celebrou casamentos de ex-alunos e foi padrinho de seus filhos. Em uma missa recente, ouviu o depoimento de uma ex-aluna que lhe agradeceu por ter matado a fome de sua família. “Não podia ver alguém em dificuldades sem ajudar”, afirma.</p><p>Elias admite que enfrentou desafios, incluindo perseguições por sua forma de atuar. No entanto, não desanimou. “É preciso fé, coragem e vocação. Quando você coloca amor no que faz, tudo se torna mais leve”, reflete. Ele enxerga na realização de seus alunos o sentimento de dever cumprido. “Ao longo da jornada, cresci muito como pessoa e profissional. Ver meus alunos realizados é minha maior recompensa”, finaliza.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-02-03 13:39:31 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Silmea Pereira: quase meio século transformando vidas na Educação</title>
         <author>lucianoandraderibeiro</author>
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         <description><![CDATA[<p><em>"A educação transforma o mundo."</em>&nbsp;Para Silmea Maria Siqueira Pereira, 66 anos, essa&nbsp;não é apenas uma frase de impacto, mas o fio condutor de uma vida dedicada ao&nbsp;magistério. Natural de Diamantina, Minas Gerais, Silmea acumula 46 anos de&nbsp;profissão, marcados pela superação de desafios e pela emoção de ver seus alunos&nbsp;desbravarem novos caminhos. Sua trajetória reflete não apenas o amor pela docência,&nbsp;mas também a força transformadora da educação em contextos desafiadores.&nbsp;<br></p><p>Silmea começou sua carreira como professora aos 19 anos, em escolas públicas. "No&nbsp;início, nem sabia se queria ser professora. Meu pai, um homem humilde, só pôde me&nbsp;colocar no curso normal porque era público. Foi o que ele pôde me oferecer, e eu&nbsp;abracei a oportunidade", relembra. Durante três décadas de atuação na rede pública,&nbsp;Silmea enfrentou turmas numerosas e heterogêneas, onde muitas vezes faltava&nbsp;suporte para atender às necessidades individuais dos alunos. "Era um trabalho difícil,&nbsp;mas me apaixonei pela profissão ao perceber o impacto que eu podia causar na vida&nbsp;dos estudantes", diz.&nbsp;<br></p><p>Entre as histórias que marcaram sua carreira, Silmea destaca o caso de uma aluna&nbsp;que, no início de um ano letivo, não conseguia ler nem sílabas simples, embora fosse&nbsp;boa em matemática. Determinada a ajudá-la, Silmea integrou exercícios de&nbsp;alfabetização às aulas de matemática. "O resultado foi fascinante. Ela aprendeu a ler&nbsp;e, para mim, foi mais uma lição de que nunca devemos desistir de nossos alunos",&nbsp;reflete. Décadas depois, Silmea se reencontrou com essa mesma aluna – agora mãe –&nbsp;ao dar aulas para o filho dela em uma escola privada. "Ela ainda se lembra e é muito&nbsp;grata. Isso faz toda a diferença para mim."&nbsp;<br></p><p>Hoje, mesmo aposentada da rede pública, Silmea continua lecionando em uma escola&nbsp;privada, onde atua há 16 anos. A paixão pelo ensino não diminuiu, e ela mantém o&nbsp;mesmo entusiasmo de quem se descobre na profissão pela primeira vez. "Quando&nbsp;comecei, estava em busca de um caminho, mas foi na sala de aula que encontrei&nbsp;minha verdadeira vocação", afirma.&nbsp;<br></p><p>O amor de Silmea pela educação não se limita às memórias. Ela carrega o orgulho de&nbsp;ter formado gerações de alunos e celebra suas conquistas, sejam elas grandes ou&nbsp;pequenas. "Muitos dos meus ex-alunos se deram bem, outros nem tanto. Mas é assim&nbsp;que acontece. O importante é nunca desistir de ensinar, porque a educação sempre&nbsp;deixa marcas."&nbsp;<br></p><p>A história de Silmea Siqueira Pereira é um testemunho vivo da resiliência e do impacto&nbsp;que um professor dedicado pode ter na vida de seus alunos. Em suas palavras, "seja&nbsp;professor! A educação transforma o mundo!" – e ela é prova viva de que isso é verdade.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-02-03 13:41:58 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Juçara Ribeiro Teixeira: a professora que alfabetizou gerações e transformou vidas</title>
         <author>lucianoandraderibeiro</author>
         <link>https://padlet.com/lucianoandraderibeiro/yiabtoxcf0lmke3u/wish/3313685319</link>
         <description><![CDATA[<p>"Ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua própria produção ou a sua construção." A frase de Paulo Freire ecoa profundamente na trajetória da Professora Juçara Ribeiro Teixeira, uma educadora que há mais de 25 anos fez de sua sala de aula um espaço de possibilidades. Natural de Belo Horizonte, Minas Gerais, Juçara nasceu em 2 de dezembro de 1961 em um lar de educadores, o que moldou desde cedo seu compromisso com a educação como missão de vida.</p><p>Iniciando sua carreira no magistério ainda jovem, Juçara logo encontrou na alfabetização sua paixão. Para ela, ensinar a ler e escrever não era apenas uma tarefa técnica, mas um ato transformador, uma ferramenta que abria portas para a autonomia e o empoderamento de seus alunos. Seu olhar atento enxergava além das palavras rabiscadas nas primeiras páginas dos cadernos; ela via cidadãos em formação, cheios de potencial e sonhos.</p><p>Apesar de ter se aposentado aos 50 anos, Juçara não considerou a aposentadoria como um ponto final. “Não queria parar de trabalhar”, recorda. Determinada a continuar sua jornada, ingressou no curso de Pedagogia e ampliou ainda mais sua compreensão do ensino. A decisão reafirmou o que sempre acreditou: a educação não tem prazo de validade e o aprendizado é um processo contínuo.</p><p>Juçara foi muito mais do que uma professora de alfabetização. Ela foi uma mentora, uma confidente e uma inspiração para seus alunos. Sua sala de aula era um espaço acolhedor onde cada criança se sentia vista, ouvida e valorizada. Juçara tinha a habilidade de transformar dificuldades em oportunidades e conquistas individuais em celebrações coletivas.</p><p>Inspirada por nomes como Anísio Teixeira e pelos versos de Cora Coralina – que certa vez escreveu que “feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina” – Juçara via a educação como uma troca contínua. “Ensinar é aprender duas vezes”, costumava dizer aos colegas. Essa troca moldou não apenas a vida de seus alunos, mas também a dela, que encontrava nos sorrisos e avanços dos estudantes a força para continuar.</p><p>Seu impacto ultrapassou as paredes da escola. Muitos de seus antigos alunos, hoje adultos, creditam a ela o amor pela leitura, a confiança para perseguir sonhos e a capacidade de enfrentar os desafios da vida. O legado de Juçara é um lembrete de que o professor não é apenas um transmissor de conhecimentos, mas um arquiteto de futuros.</p><p>Em um mundo onde a educação ainda enfrenta desafios estruturais, histórias como a de Juçara Ribeiro Teixeira nos lembram do poder transformador de um professor comprometido. Porque, como dizia Paulo Freire, "o mundo não é, o mundo está sendo" – e educadores como Juçara ajudam a moldá-lo para que seja sempre melhor. Juçara deixa um conselho para os futuros educadores: “A nossa profissão é muito bonita e gratificante, mas pouco valorizada! Isto não importa, o que importa é nós nos valorizarmos e sabermos que fizemos a escolha certa, independente das dificuldades e do salário! Ser professora para mim vai muito além das quatro paredes de uma sala de aula.”&nbsp;</p><p>Arthur(8 anos), também teve o privilégio de conhecê-la e ser seu aluno: </p><p>&nbsp;”Professora Juçara, você é muito legal, muito querida por mim, e nunca vou esquecer o que você me ensinou.”</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-02-03 14:01:19 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Os desafios da educação fora de sala de aula</title>
         <author>lucianoandraderibeiro</author>
         <link>https://padlet.com/lucianoandraderibeiro/yiabtoxcf0lmke3u/wish/3319777803</link>
         <description><![CDATA[<p>Dividindo-se entre o trabalho na feira de agricultura e a sala de aula como professora de Geografia, Clara Lua Silva Medeiros, de 33 anos, buscou transformar a realidade dos alunos e da comunidade onde vive, integrando-os na cultura e nas tradições agriculturais da cidade de Jaboticatubas.</p><p>A professora é graduada na Universidade Federal Fluminense. Agricultora urbana, pesquisadora, possui bacharelado e licenciatura em geografia e mestrado em geografia na UFMG IGC. A trajetória dela é marcada pelo compromisso com a educação e o desenvolvimento educacional local, trazendo novas oportunidades de ensino e projetos educacionais preparatórios comunitários para o ingresso ao ensino superior, mostrando novas possibilidades de educação após o término da escola.</p><p>Para Clara, a sala de aula não é o único ambiente educacional do aluno. Deve-se compreender a terra, a economia local e a cultura da região. Através de projetos e atividades fora da escola, esses conhecimentos são levados para os alunos, mostrando que a geografia está presente no cotidiano, na terra que pisamos, nos rios da cidade e nas transformações sociais.</p><p>A docente acredita que incentivar os alunos a não terminarem o estudo após o ensino médio é um desafio. Mostrar que existem possibilidades além de suas realidades é essencial. Clara acredita que a geografia pode ajudar os alunos a enxergar sua própria realidade de forma crítica e consciente, percebendo seu potencial como pessoas que podem causar mudança.</p><p>O objetivo maior é inspirar os alunos a valorizarem sua cultura, sua história e sua terra. A educação e a agricultura são forças de resistência e transformação, e Clara segue firme na missão de incentivar os jovens a enxergarem novas possibilidades para o futuro. Não somente na sala de aula, mas nos meios políticos, em busca de mudanças e melhoras desde as raízes da educação. Ver os alunos questionando e se interessando pelo mundo ao seu redor e propondo ideias é o que motiva essa caminhada, em que cada aula são oportunidades de mudança e crescimento.</p><p>&nbsp;</p><p>&nbsp;</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-02-07 10:28:45 UTC</pubDate>
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         <title>A jornada de um professor resistente</title>
         <author>lucianoandraderibeiro</author>
         <link>https://padlet.com/lucianoandraderibeiro/yiabtoxcf0lmke3u/wish/3319793359</link>
         <description><![CDATA[<p><strong>&nbsp;</strong></p><p>&nbsp;</p><p>Em agosto de 1979, nascia Igor Mota Morici, mas o professor Igor só surgiria em 1995, durante uma aula marcante de Língua Portuguesa com a professora Jeanete Lino. Foi ela quem ensinou Igor a olhar o mundo através de sua vivência, decifrando a sociedade ao seu redor. A experiência o transformou e despertou nele o desejo de fazer o mesmo por outros. “Ser educador no Brasil já é um símbolo de resistência”, afirma Igor, reforçando a importância do papel docente em contextos adversos.</p><p>&nbsp;</p><p>Ainda na infância, Igor teve contato com a política brasileira, vivenciando os últimos anos da ditadura militar, onde tem vagas lembranças de sua mãe ajudando o tio a se esconder e o alimentando. As lutas sociais e trabalhistas que marcaram o período o influenciaram profundamente, despertando seu interesse pelas ciências humanas. Apesar das dificuldades escolares, como a repetência em algumas séries, Igor nunca abandonou o desejo de buscar conhecimento. Foi na sétima série que sua jornada como educador começou a se desenhar: “Foi uma experiência profundamente transformadora. Cada escolha posterior da minha vida remonta àquele momento singular: dali em diante, viria a me tornar quem eu sou; especialmente, o professor”, reflete Igor, ao lembrar do impacto daquela aula.</p><p>&nbsp;</p><p>Inicialmente, Igor sonhava ser professor de História. Porém, outra professora, Ulda, lhe apresentou a Filosofia, alterando novamente seu rumo. Ao elogiar uma redação sobre a condição subalterna da América Latina, ela plantou uma semente. “É disso que o país precisa, mais filósofos”, comentou, incentivando Igor a seguir esse caminho. Em 1999, ele ingressou no curso de Filosofia na UFMG, desafiando os conselhos do pai, que sugeria carreiras mais rentáveis. Concluiu a graduação em 2004 e, em seguida, conquistou os títulos de mestre e doutor.</p><p>&nbsp;</p><p>Apesar de inicialmente focar no ensino de Filosofia antiga e Aristóteles para graduandos, Igor reencontrou seu propósito em 2014, ao se tornar professor no CEFET-MG. A princípio, o ensino médio parecia distante de suas expectativas, mas tudo mudou em 2019, quando começou a ministrar aulas de Sociologia Política. Nelas, Igor retomou os ensinamentos de Jeanete, ajudando adolescentes a compreenderem os projetos de sociedade e a desenvolverem senso crítico. “Foi ali que me senti em casa, reencontrando meu verdadeiro lugar”, conclui Igor, sobre o impacto dessas aulas em sua carreira.</p><p>&nbsp;</p><p>Hoje, Igor encara o ensino como uma forma de resistência ao capitalismo e acredita que a educação é a chave para a emancipação. Ele se dedica a despertar a consciência dos alunos, preparando-os para a luta por um mundo mais justo. “Infundir a consciência de que o mundo que nos cerca é o resultado de uma construção diária realizada por nós, trabalhadores e trabalhadoras, é uma tarefa inadiável”, finaliza Igor, reafirmando seu compromisso com a transformação social.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-02-07 10:45:10 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>A professora que transformava realidades</title>
         <author>lucianoandraderibeiro</author>
         <link>https://padlet.com/lucianoandraderibeiro/yiabtoxcf0lmke3u/wish/3319834276</link>
         <description><![CDATA[<p>Caroline Domingues Silva da Costa, natural de Tucuruí, Pará, encontrou na educação sua maior ferramenta para transformar vidas. Graduada em Filosofia pela Universidade Federal de São João del-Rei e mestra em Sociologia pela Universidade Federal de Minas Gerais, sua formação robusta sempre esteve a serviço de uma pedagogia humanista, crítica e transformadora.</p><p>Caroline se destacou ao realizar projetos voltados à valorização da identidade racial em escolas periféricas. Em uma de suas iniciativas, conseguiu mudar profundamente a autopercepção de seus alunos. Em uma turma de 40 estudantes, apenas 10 se identificavam como negros no início do projeto. Ao final, 37 jovens passaram a reconhecer e se orgulhar de sua negritude, resultado de atividades que despertaram a consciência e a autoestima.</p><p>Para ela, ensinar era mais do que transmitir conteúdo. Ela acreditava que a docência deveria colocar os alunos como protagonistas, conectando-os ao mundo contemporâneo por meio de ferramentas como aplicativos e redes sociais. Sua prática pedagógica combinava amor, empatia e inovação, inspirando alunos e colegas.</p><p>A professora iniciou sua carreira nas Escolas Estaduais Dom Bosco, em Contagem, e Dr. Paulo Diniz Chagas, em Belo Horizonte. Nos anos de experiência no ensino público, enfrentou de perto as dificuldades impostas pela desigualdade social e pelas limitações estruturais. Em vez de desanimar, esses desafios a motivaram a buscar formas criativas e engajadoras de alcançar seus alunos.</p><p>Além da sala de aula, Caroline atuou como produtora de material didático, unindo teoria e prática para criar conteúdos relevantes para a realidade das escolas públicas. No campo acadêmico, destacou-se por sua pesquisa sobre indígenas Pataxó em áreas urbanas de Belo Horizonte, ampliando debates sobre identidade e resistência cultural.</p><p>Embora não tenha começado sua trajetória com a intenção de se tornar professora, Caroline encontrou na docência sua verdadeira vocação. Ela acreditava no poder da educação para promover justiça e igualdade, deixando como legado uma visão inspiradora de que o professor deve ser um facilitador atento às mudanças do mundo e às necessidades dos alunos.</p><p>Profa. Caroline reafirmou o papel transformador da educação, inspirando aqueles que tiveram o privilégio de conhecê-la e aprendendo com ela que, por meio do ensino, é possível construir futuros mais promissores.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-02-07 11:24:34 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Uma educação que transforma

</title>
         <author>lucianoandraderibeiro</author>
         <link>https://padlet.com/lucianoandraderibeiro/yiabtoxcf0lmke3u/wish/3319838561</link>
         <description><![CDATA[<p>Graziele Freitas sempre acreditou que a educação pode ser muito mais do que apenas seguir livros didáticos e cumprir horários. Natural de Pedro Leopoldo, Minas Gerais, ela dedica sua carreira a tornar a escola um espaço mais acolhedor e eficiente, onde cada aluno possa realmente aprender e se sentir parte do processo.&nbsp;</p><p>&nbsp;</p><p>Formada pela Universidade Federal de Minas Gerais, Graziele se aprofundou em temas como educação indígena, autismo e alfabetização de surdos. Essas áreas fizeram com que ela enxergasse a importância de um ensino inclusivo, que respeita as diferenças e dá oportunidades reais para todos.&nbsp;</p><p>&nbsp;</p><p>Desde o início de sua trajetória profissional, ela percebeu que existiam muitos desafios no dia a dia da escola. Como supervisora educacional, tenta aproximar professores, alunos e famílias, mas sabe que não é uma tarefa fácil. A falta de equipes multidisciplinares e o pouco envolvimento das famílias na vida escolar das crianças são alguns dos obstáculos que enfrenta diariamente.&nbsp;</p><p>&nbsp;</p><p>Mesmo assim, Graziele não desiste. Pelo contrário, ela acredita que a educação precisa evoluir e defende aulas mais criativas, o uso da tecnologia como aliada no aprendizado e o apoio de profissionais como psicólogos e assistentes sociais dentro das escolas. Para ela, a escola deve ser um ambiente onde os alunos se sintam motivados e onde suas necessidades sejam realmente levadas em conta.&nbsp;</p><p>&nbsp;</p><p>Suas amigas, que a conhecem há anos, sempre a descreveram como alguém autêntica e questionadora. “Enquanto muita gente sonhava com coisas impossíveis, ela sempre foi pé no chão e tentava entender a realidade à sua volta”, comentam.&nbsp;</p><p>&nbsp;</p><p>Mas a verdade é que esse desejo de mudar a educação começou lá atrás, quando ela ainda era estudante. Na infância, Graziele adorava disciplinas como língua portuguesa, geografia e ciências, mas, conforme cresceu, percebeu que o ensino tradicional era engessado e pouco estimulante. Foi nesse momento que ela decidiu que queria fazer diferente e escolheu a educação como caminho.&nbsp;</p><p>&nbsp;</p><p>Hoje, olhando para sua trajetória, ela deixa um conselho para quem quer seguir essa área: “Escolha essa profissão com paixão e nunca pare de aprender, principalmente sobre inclusão e sobre como o cérebro funciona.” E, acima de tudo, reforça seu maior desejo: “quero que as crianças sintam alegria ao aprender e que os educadores saibam escutá-las, porque elas têm muito a nos ensinar”.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-02-07 11:28:33 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Uma vida dedicada à educação e à transformação de vidas</title>
         <author>lucianoandraderibeiro</author>
         <link>https://padlet.com/lucianoandraderibeiro/yiabtoxcf0lmke3u/wish/3319840960</link>
         <description><![CDATA[<p>Solange Reis Caminoto, 53 anos, é uma educadora com 29 anos de carreira marcada pela dedicação e pela paixão em ensinar. Natural de São Caetano do Sul/SP, Solange é graduada em Artes Plásticas e Pedagogia, além de possuir pós-graduação em Educação Especial pela Universidade Mackenzie, em São Paulo. Conhecida como "Sol" pelos mais próximos, ela carrega em sua trajetória a missão de transformar vidas e inspirar futuros.</p><p>A professora reflete sobre os desafios e recompensas da docência, reconhecendo o impacto que seu trabalho gera nos alunos. "Aprendi a gostar do que faço, que é ensinar sobre a vida e sobre Arte. Apesar dos desafios, o maior presente é ver o progresso dos alunos, ajudá-los a descobrir talentos e perceber que influenciei positivamente suas vidas", destaca.</p><p>Ao longo de quase três décadas, Solange observou grandes transformações na educação. Ela ressalta a evolução das metodologias de ensino, destacando o foco atual nas metodologias ativas, que estimulam o protagonismo dos estudantes e desenvolvem o pensamento crítico e criativo. "Antes, tínhamos recursos limitados, como lousa e retroprojetor. Hoje, o acesso à tecnologia é amplo, o que facilita o aprendizado, mas também traz limitações na socialização", pontua. Ela também comenta a mudança no relacionamento professor-aluno, que se tornou mais colaborativo, baseado na empatia e no respeito mútuo.</p><p>Mesmo com os avanços, os desafios permanecem. Solange menciona a falta de apoio socioemocional, turmas superlotadas, infraestrutura inadequada e a evasão escolar como obstáculos recorrentes. Para ela, o maior desafio é conscientizar os alunos sobre o poder transformador dos estudos. "A educação é a chave para um futuro melhor, e meu papel é ajudá-los a enxergar isso", afirma.</p><p>Solange também deixa conselhos para quem deseja seguir a carreira docente. Ela enfatiza a importância de amar o ato de ensinar, cultivar paciência e empatia, buscar formação contínua e trabalhar em equipe com colegas, gestores e famílias. "Ser professor é desafiador, mas extremamente gratificante. Nós ajudamos a formar cidadãos capazes de transformar o mundo", conclui.</p><p>Solange é a prova de que a educação vai além do conteúdo: é sobre inspirar, construir sonhos e transformar vidas.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-02-07 11:31:19 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>&quot;Acreditem na Educação&quot;: uma vida de dedicação e transformação</title>
         <author>lucianoandraderibeiro</author>
         <link>https://padlet.com/lucianoandraderibeiro/yiabtoxcf0lmke3u/wish/3321635784</link>
         <description><![CDATA[<p>O nome Alalizia é tão singular quanto a trajetória dessa professora que marcou gerações. Assim como os ventos alísios, que são constantes e essenciais na natureza, sua dedicação à educação sempre foi inabalável. Nascida em Belo Horizonte, Minas Gerais, Alalizia Meira Bustamante se formou em Pedagogia pela UEMG e seguiu aprofundando seus estudos com cinco pós-graduações concluídas e mais duas em andamento.</p><p>Entre tantos desafios vividos na sala de aula, um dos mais marcantes foi o de alfabetizar uma aluna com deficiência física severa, que só conseguia se comunicar pelo piscar dos olhos. A professora enfrentou o receio e a falta de compreensão da turma, até que a mãe da estudante lhe enviou um bilhete perguntando qual seria o método utilizado na alfabetização de sua filha. "Chorei por uma semana", relembra Alalizia.</p><p>Diante do desafio, a educadora percebeu que não havia um método fixo: seria necessário conhecer profundamente sua aluna para encontrar o melhor caminho. Para promover a integração da turma, organizou uma roda de conversa com a mãe da menina, permitindo que os colegas compreendessem melhor sua condição. O resultado foi uma turma mais empática e colaborativa, permitindo que a estudante fosse, de fato, alfabetizada.</p><p>A experiência reafirmou para Alalizia que a educação é, acima de tudo, um desafio contínuo, no qual cada dificuldade se torna uma oportunidade de crescimento. Para ela, é gratificante acompanhar a evolução dos alunos e reconhecer o aprendizado que cada um proporciona também ao professor.</p><p>Se pudesse dar um conselho aos futuros pedagogos, Alalizia diria apenas: "Acreditem na educação". Para ela, o professor precisa confiar no potencial de cada aluno e na capacidade transformadora do conhecimento. "Todas as circunstâncias da nossa vida podem mudar, mas o diploma, ninguém pode nos tirar", afirma. Com amor e determinação, Alalizia construiu um legado que permanecerá vivo em cada estudante que teve o privilégio de aprender com ela.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-02-09 21:43:32 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Uma educadora entre desafios e paixão pela sala de aula</title>
         <author>lucianoandraderibeiro</author>
         <link>https://padlet.com/lucianoandraderibeiro/yiabtoxcf0lmke3u/wish/3321678408</link>
         <description><![CDATA[<p>Nascida em Belo Horizonte, Arielle Moura, 41 anos, sempre teve um olhar atento para a educação. Desde criança, a brincadeira preferida era ser professora na casa da avó, onde organizava uma "escolinha" aos sábados. "Eu levava a sério, preparava materiais e até mobilizava minha prima para criar as atividades", relembra com um sorriso nostálgico. Essa paixão foi moldando sua trajetória, ainda que os caminhos até o magistério não fossem planejados.</p><p>Apesar de inicialmente prestar vestibular para Veterinária, foi a Pedagogia que a conquistou. Ingressou na faculdade em 2002, em um contexto de mudança no sistema educacional, que exigia formação superior para docentes. "Eu era a mais jovem em uma turma cheia de professoras experientes, que muitas vezes me desmotivavam ao mostrar os salários baixos da época", comenta. Mesmo assim, perseverou, vivenciando estágios enriquecedores no Colégio Tiradentes e na área de Pedagogia Hospitalar no Hemominas.</p><p>Após se formar, o choque com os baixos salários a afastou da sala de aula, levando-a a trabalhar como bancária no Banco do Brasil. No entanto, a docência parecia ter deixado uma marca indelével. "Ser professora é como uma droga viciante", brinca. Logo, ela retornou à educação, conciliando cargos em escolas municipais, particulares e funções administrativas. Passou em diversos concursos, mas foi como professora e coordenadora na Prefeitura de Ribeirão das Neves que construiu grande parte de sua carreira.</p><p>Arielle encara a educação como um desafio constante, mas também como uma oportunidade única de transformar vidas. Para ela, cada dia é imprevisível, o que torna a profissão fascinante. "É incrível planejar aulas e perceber que não há rotina, pois cada pergunta e situação é única", afirma. Mesmo reconhecendo a desvalorização social da docência, considera a profissão essencial para construir futuros melhores, tanto para seus alunos quanto para seus próprios filhos, um universitário e uma estudante do ensino fundamental.</p><p>Crítica às condições de trabalho e à negligência social com a educação, a professora acredita que os desafios são muitos, desde a falta de apoio às crianças com deficiências cognitivas até o uso da escola como depósito. Ainda assim, incentiva quem deseja ingressar na carreira. "Educar é salvar vidas. Somos espelhos e referências para muitos. Não desista, suba nos ombros de gigantes e transforme vidas!" Com essa frase, Arielle resume sua paixão por ensinar, mesmo diante das adversidades.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-02-09 23:29:06 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Educação por Amor</title>
         <author>gustavodanielreis</author>
         <link>https://padlet.com/lucianoandraderibeiro/yiabtoxcf0lmke3u/wish/3322421642</link>
         <description><![CDATA[<p><br></p><p>Nascida em Belo Horizonte Minas Gerais, Miriam de Fátima dos Santos, 65 anos, iniciou sua carreira no magistério quando o curso de magistério era suficiente para o ensino especial. Ao longo dos anos, percebeu a necessidade de se adaptar às novas exigências educacionais e, em 1974, ingressou na faculdade para se formar em pedagogia, conforme a nova exigência. Apesar da formação, Miriam nunca se sentiu atraída pelo ensino regular e sempre teve vocação para o ensino especial, onde encontrou satisfação. Para ela, trabalhar com um número menor de alunos e ver sua evolução era o que a recompensava. Miriam prefere métodos tradicionais no ensino, priorizando a coordenação motora das crianças em vez do uso excessivo de tecnologia. Ela acredita que, embora a tecnologia seja uma ferramenta útil, pode tornar os profissionais mais preguiçosos e menos inclinados a realizar pesquisas profundas. Ao falar sobre os desafios do ensino especial, ela destacou os olhares julgadores de pessoas que não compreendem a importância desse trabalho, além das limitações das instituições para atender adequadamente esses alunos.Ela também mencionou a visão negativa que algumas pessoas ainda têm sobre as escolas especiais e a falta de compromisso de alguns professores especializados, o que compromete a qualidade do ensino. Miriam aconselha os futuros pedagogos a buscarem clareza sobre suas vocações e a se prepararem bem para evitar dúvidas no percurso profissional. Para ela, o maior retorno do trabalho educacional é o sorriso e a felicidade dos alunos ao verem o progresso conquistado com a ajuda do professor.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-02-10 12:00:52 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Transforma vidas por meio da dança e da educação</title>
         <author>lucianoandraderibeiro</author>
         <link>https://padlet.com/lucianoandraderibeiro/yiabtoxcf0lmke3u/wish/3322592612</link>
         <description><![CDATA[<p><br/></p><p>Marcos Alves, nascido em Belo Horizonte, Minas Gerais, é um educador apaixonado pelo que faz. Graduado em Licenciatura em Dança pela Universidade Federal de Minas Gerais, ele encontrou no ensino e na arte uma forma de transformar vidas. Casado e dedicado à profissão, acredita que a educação e a dança podem abrir caminhos e mudar realidades, especialmente para os jovens em situação de fragilidade.</p><p>Atuando como professor de dança tanto em escolas públicas quanto no programa Fica Vivo (programa de prevenção à criminalidade que atua na redução de homicídios dolosos de jovens e adolescentes), Marcos utiliza a arte como um instrumento de inclusão e desenvolvimento social. Além disso, é fundador da M. A Cia de Dança, um grupo que incentiva o talento e a expressão artística, proporcionando oportunidades para que novos dançarinos descubram seu potencial e ampliem seus horizontes.</p><p>Atleticano de coração e alma, leva a mesma paixão que nutre pelo Galo para sua profissão. Defende que a educação deve evoluir, se modernizar e dialogar com a vivência dos alunos. Para Marcos, ensinar não é somente transmitir conhecimento, mas também inspirar, acolher e demonstrar que existem novos caminhos possíveis para cada estudante.</p><p>Mesmo diante dos desafios da profissão, como a falta de reconhecimento do educador e as desigualdades no ensino público, ele persiste em sua missão. Sua maior motivação é observar seus alunos conquistando seus espaços, ingressando na universidade, alcançando empregos dignos e transformando suas vidas. Cada agradecimento que recebe de um ex-aluno reforça sua convicção de que está no caminho correto.</p><p>Marcos Alves é mais que um professor de dança: é um agente de transformação. Seu trabalho impacta vidas, transforma histórias e prova que a educação, quando conduzida pelo amor e pela dedicação, tem o poder de mudar o mundo.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-02-10 14:02:50 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>O olhar educacional que transforma o ambiente

</title>
         <author>lucianoandraderibeiro</author>
         <link>https://padlet.com/lucianoandraderibeiro/yiabtoxcf0lmke3u/wish/3323120009</link>
         <description><![CDATA[<p>Jacqueline Marise Barros Bernardes, nascida e criada em Belo Horizonte, é uma das figuras mais marcantes do Departamento de Edificações e Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DER-MG). Quinta de seis filhos carrega consigo um legado de dedicação familiar, profissionalismo e paixão pela educação. Seu segundo nome, "Marise", foi escolhido pelo pai, que era assessor de imprensa na Prefeitura de Belo Horizonte e tinha como colega Júnia Marise, que mais tarde se elegeu vereadora e deputada estadual.</p><p>Descrever Jacqueline é falar de uma personalidade intensa. Alegre, falante e "ligada no 220 volts", como muitos dizem, ela é sinônimo de generosidade e fidelidade. "Ter uma irmã como a Jacqueline é se sentir acolhida e protegida", afirma Teresa Cristina Bernardes, uma de suas irmãs. Como mãe, Gabriela Bernardes, sua filha de 29 anos, relembra: "Ela nunca mediu esforços para me ver bem e feliz".</p><p>Apaixonada por futebol e torcedora fervorosa do Atlético Mineiro, o "Galão da Massa", Jacqueline tem um estilo único de viver a vida. Prefere ouvir os jogos no rádio, uma de suas paixões, e não dispensa uma boa conversa de bar acompanhada de Coca-Cola e tira-gosto. Além disso, ama música, dança e o aconchego de sua casa.</p><p>Formada em Comunicação Social como o pai, Jacqueline foi além e se especializou em Transportes e Trânsito e Gestão Estratégica de Projetos e transferiu-se para a área de Educação para o Trânsito, onde encontrou um propósito que a move diariamente e atua há 16 anos. Formou-se recentemente em Pedagogia, buscando novos caminhos para aprimorar seu trabalho e atualmente, está finalizando pós-graduação em Pedagogia Empresarial.</p><p>“Tenho orgulho de trabalhar aqui”, declara ela, ressaltando o impacto transformador de seu trabalho. “A Educação para o Trânsito é de fundamental importância, pois promove segurança e conscientização nas vias e na sociedade como um todo. Para mim, significa responsabilidade, empatia, prevenção de acidentes e cidadania, tornando o trânsito mais seguro e humano para todos.”</p><p>Rosangela Matos, colega de trabalho e amiga, descreve Jacqueline como “uma pessoa muito especial, amiga para o trabalho e para a vida”. No ambiente profissional, ela é uma "formiguinha", que percorre os corredores do DER-MG sempre disposta a ouvir, ajudar e colaborar. Seu olhar educacional não só influencia sua equipe, mas também cria um clima organizacional positivo, marcado por respeito e harmonia.</p><p>Admirada e respeitada, Jacqueline rejeita qualquer tipo de desigualdade, energia ruim ou falsidade. Comunicativa e com uma presença contagiante, ela se destaca como uma pessoa do bem, essencial para os ambientes que ocupa.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-02-10 19:43:01 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>A educadora que abraçou o Jornalismo sem abandonar o amor pela educação</title>
         <author>lucianoandraderibeiro</author>
         <link>https://padlet.com/lucianoandraderibeiro/yiabtoxcf0lmke3u/wish/3323123176</link>
         <description><![CDATA[<p>Nascida em Dores do Indaiá, Minas Gerais, Rosalva Bernardes carrega consigo a essência de uma educadora apaixonada, mesmo após trilhar novos caminhos profissionais. Desde cedo, ela demonstrava o brilho de sua inteligência interpessoal, simpatia contagiante e uma habilidade única de cativar, qualidades que a tornaram uma figura inesquecível para todos com quem convivia.</p><p>&nbsp;</p><p>Formada no curso de magistério pela Escola Estadual Francisco Campos, em 1974, Rosalva iniciou sua carreira docente no ano seguinte. Seu estilo como professora era marcado pela paciência, criatividade e alegria – características que, segundo relatos de amigos e colegas, tornavam suas aulas memoráveis. "Ela era daquelas pessoas que transformavam qualquer momento em uma oportunidade de aprendizado", relembra uma ex-aluna com carinho.</p><p>&nbsp;</p><p>Rosalva não apenas ensinava conteúdos, mas também valores. Sua empatia natural fazia com que seus alunos se sentissem acolhidos, valorizados e motivados a aprender. "Ela tinha a habilidade de se conectar com as crianças de uma forma que poucos conseguem, sempre com um sorriso no rosto e palavras encorajadoras", afirma um colega de profissão.</p><p>&nbsp;</p><p>Apesar de sua paixão pelo magistério, Rosalva enfrentou desafios que a levaram a reavaliar sua trajetória. Em 1976, mudou-se para Belo Horizonte em busca de novas oportunidades. "Eu amava ensinar, mas sentia que precisava explorar outros caminhos para contribuir de forma diferente", explica. Foi então que ela decidiu seguir um interesse antigo: a Comunicação Social.</p><p>&nbsp;</p><p>Rosalva formou-se em jornalismo pela FAFHI BH, atual UniBH, onde se especializou em contar histórias - algo que, de certa forma, resgatava o espírito educador que sempre habitou nela. No jornalismo, encontrou um espaço para abordar temas que lhe eram caros, como a educação pública e o papel transformador do professor na sociedade.</p><p>&nbsp;</p><p>Mesmo após deixar o magistério, Rosalva jamais perdeu sua conexão com o universo educacional. Ela analisa o cenário atual da educação pública brasileira com um olhar crítico e esperançoso. Para ela, os baixos salários e a falta de reconhecimento enfrentados pelos professores são questões estruturais que demandam uma mudança profunda de valores. "Enquanto não compreendermos que a qualidade da educação deve ser uma prioridade nacional, continuaremos a ver os professores lutando contra enormes desafios sem o devido suporte", afirma.</p><p>&nbsp;</p><p>Rosalva acredita que, para transformar o sistema educacional, é necessário investir na valorização do educador e no fortalecimento das condições de ensino. "A educação é a base para qualquer sociedade justa e desenvolvida. Sem ela, todos os outros esforços se tornam frágeis", conclui.</p><p>&nbsp;</p><p>Hoje, Rosalva Bernardes é uma profissional que simboliza a junção de duas paixões: o ensino e a comunicação. Apesar de ter seguido o Jornalismo, sua essência educadora permanece intacta. Seja ao escrever, falar ou ouvir, continua a ensinar, a inspirar e a provocar reflexões – características que a tornam não apenas uma jornalista competente, mas também uma verdadeira mestra da vida.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-02-10 19:45:44 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Um educador entre desafios e conquistas</title>
         <author>lucianoandraderibeiro</author>
         <link>https://padlet.com/lucianoandraderibeiro/yiabtoxcf0lmke3u/wish/3323247775</link>
         <description><![CDATA[<p><br/></p><p>Com apenas 27 anos, o professor e gestor educacional Álvaro Mota Homem de Faria é um entusiasta da educação e das transformações sociais que ela pode promover. Nascido em Juiz de Fora, Minas Gerais, ele construiu uma sólida trajetória acadêmica: licenciou-se em História pela UFMG, especializou-se em Gestão Escolar e está prestes a concluir a graduação em Pedagogia. Durante sua formação básica, teve a oportunidade de estudar no renomado COLUNI, vinculado à Universidade Federal de Viçosa, uma experiência que ampliou sua visão sobre o ensino.</p><p>Para ele, a educação do passado era marcada pelo rigor e pela exclusão. "Era uma educação menos acolhedora, mais restritiva e autoritária", avalia. No entanto, a escola contemporânea, em sua opinião, enfrenta o desafio oposto: excesso de liberdade sem a devida responsabilidade. O docente destaca que o equilíbrio entre autonomia e compromisso é essencial para uma educação de qualidade. "A obrigatoriedade escolar nem sempre significa aprendizado significativo", pondera, questionando se a mera presença dos alunos em sala realmente impacta positivamente a formação cidadã.</p><p>A estrutura escolar, segundo Álvaro, ainda enfrenta entraves que limitam o potencial do ensino. Ele critica a predominância da avaliação quantitativa em detrimento de processos mais reflexivos. "Os estudantes são submetidos a múltiplas provas externas, que muitas vezes não consideram suas dificuldades individuais", afirma. Essa realidade, aliada à precariedade estrutural de muitas escolas, desafia o professor a conciliar teoria e prática. "As ideias libertadoras que aprendemos nas universidades nem sempre encontram espaço para serem aplicadas."</p><p>Apesar das adversidades, o professor Álvaro incentiva aqueles que desejam seguir na carreira. "É essencial compreender a realidade dos alunos, não se cobrar demais e entender que pequenas mudanças já fazem diferença", aconselha. Ele também ressalta a falta de valorização do magistério, mesmo no serviço público, e as exigências das secretarias de educação, que muitas vezes se distanciam da realidade escolar. "Parece que trabalhamos mais para cumprir demandas burocráticas do que para transformar vidas."</p><p>O amor pela profissão, no entanto, supera os desafios. Para o professor, os momentos mais marcantes são aqueles em que vê seus alunos conquistando espaços antes inacessíveis. "Quando um estudante ingressa em um curso técnico ou universitário e nos agradece, sentimos que nosso papel foi cumprido", relata. Ele também destaca a importância das atividades pedagógicas fora da sala de aula. "Levar os alunos a espaços culturais e históricos é uma forma de ampliar horizontes e romper barreiras sociais." Mesmo diante dos desafios, a educação segue sendo, para ele, um caminho de resistência e esperança.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-02-10 22:04:33 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Persistência que transforma: a jornada de uma professora</title>
         <author>lucianoandraderibeiro</author>
         <link>https://padlet.com/lucianoandraderibeiro/yiabtoxcf0lmke3u/wish/3323297028</link>
         <description><![CDATA[<p><br/></p><p>Desde pequena, sonhava em trabalhar com crianças, encantada pelo cuidado dos pediatras. No entanto, perdeu a mãe cedo e enfrentou dificuldades financeiras que a afastaram dos estudos. Para ajudar em casa, trabalhou como babá e operária, deixando seus sonhos em segundo plano. O destino mudou quando um pastor lhe ofereceu emprego em uma creche, onde descobriu sua verdadeira vocação.</p><p>Casou-se e teve sua primeira filha, adiando novamente o retorno à escola. Quando decidiu retomar os estudos, uma nova gravidez a fez postergar o plano. Cuidar de duas crianças e trabalhar tornava tudo mais difícil, mas, com apoio do marido, conseguiu se matricular na EJA em 2011. Três anos depois, concluiu o ensino médio e, incentivada pelo Enem, ingressou na faculdade de pedagogia.</p><p>Dividindo-se entre o trabalho, os filhos e os estudos semipresenciais, formou-se em 2017. Em 2019, recebeu o convite para retornar à creche, agora como professora regente, concretizando seu maior sonho. A educação se tornou sua missão, e ela se dedica a criar um ambiente acolhedor para seus alunos.</p><p>Superar desafios não foi fácil, mas sua paixão pelo ensino a tornou uma profissional respeitada. Acredita que a educação é uma ferramenta de transformação social e se empenha para inspirar seus alunos a sonhar mais alto. Seu compromisso vai além da sala de aula, envolvendo-se em projetos comunitários.</p><p>Sua história é um exemplo de resiliência e esperança. Mostra que, apesar das adversidades, é possível conquistar um futuro melhor. Sua trajetória prova que a educação é um caminho para a superação e a mudança.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-02-10 23:17:26 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Rosângela Gomes: dedicação e fé na educação</title>
         <author>lucianoandraderibeiro</author>
         <link>https://padlet.com/lucianoandraderibeiro/yiabtoxcf0lmke3u/wish/3323302141</link>
         <description><![CDATA[<p><br/></p><p>Rosângela Maria Gomes, 46 anos, nasceu em Jequitinhonha e mudou-se para Belo Horizonte para estudar pedagogia. O plano inicial era retornar à cidade natal para lecionar, mas o destino a levou por outro caminho. Casada há 20 anos, tem uma filha, Ana Carolina, e vários pets, incluindo Meg, que acompanhou nossa entrevista.</p><p>Católica e catequista, Rosângela é formada em Pedagogia com ênfase em Ensino Religioso, além de ter pós em Psicopedagogia e Educação Especial. Graduou-se também em Direito e, com a carteira da OAB, pretende atuar por dois anos em trabalhos sociais. Começou a carreira no cartório e, posteriormente, lecionou por 11 anos no Colégio Pedro II, onde foi professora de Ensino Religioso.</p><p>Acredita no papel transformador do professor e na importância da escuta atenta aos alunos. Para ela, a educação exige constante atualização e preparo, pois os desafios mudam com as novas gerações. Destaca a necessidade de manter postura, gentileza e separar vida pessoal do ambiente escolar, sendo um exemplo para os estudantes.</p><p>Durante a graduação, enfrentou dificuldades financeiras, dividindo moradia com três parentes e se alimentando de forma simples. Uma amizade com uma professora que lhe dava carona tornou o período acadêmico mais leve. Hoje, sente orgulho ao ver ex-alunos prosperarem e manterem contato.</p><p>Atualmente, divide-se entre o ensino fundamental II e o apoio pedagógico. Mesmo com desafios, Rosângela segue firme na missão de educar. Para ela, a educação mudou: antes o professor era o centro; hoje, o aluno questiona mais. Com dedicação e amor à profissão, busca sempre contribuir para um ensino mais humano e significativo.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-02-10 23:23:04 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>A paixão por escrever e os caminhos da vida</title>
         <author>lucianoandraderibeiro</author>
         <link>https://padlet.com/lucianoandraderibeiro/yiabtoxcf0lmke3u/wish/3324797899</link>
         <description><![CDATA[<p><br/></p><p>&nbsp;</p><p>Inspirada pelo amor a literatura Flávia Péret viveu paixões, escreveu histórias, avançou na academia com pesquisas sobre teoria da literatura e educação, trabalhou com “oficina da palavra” e a 15 anos produz o encantamento nas trocas com os alunos, ao compartilhar a experiência da leitura e da escrita com grande paixão.</p><p>Nascida em Ouro Preto (MG), onde cursou desde o ensino fundamental, científico e curso técnico em edificações, foi para a capital prestar vestibular na UFMG para o curso de comunicação com habilitação em jornalismo e assim se tornar jornalista. Flávia tinha uma fascinação pelo que a profissão proporcionava, como as viagens, estar no centro dos acontecimentos e escrever.</p><p>Em 2000 formou e trabalhou na área por cinco anos, ficou tão decepcionada que pediu demissão e viajou para a Argentina, onde passou um ano sabático. Com influência de suas grandes paixões por escrever e cinema, iniciou um curso na universidade de Buenos Aires de cinema documental, no entanto, desiludiu por ser algo tão caro, que precisa de uma grande força de trabalho e era lento.</p><p>Flávia tinha o sonho de escrever, na verdade já escrevia muito, mas queria trabalhar nesse universo da escrita. Então, ao retornar ao Brasil, fez o mestrado em teoria da literatura e ao concluir, recebeu o feliz convite para dar aula sobre uma disciplina chamada “oficina da palavra” em uma escola de arte e tecnologia. Assim em 2009, ela inicia sua trajetória como professora, onde segue há mais de 15 anos.</p><p>Hoje, doutora em educação, Flávia comenta que o maior desafio é que os alunos leiam, que tenham paciência e prazer no exercício da leitura. Pois acredita que a literatura, os livros, os textos que são lidos, têm o poder de mudar vidas e fazer com que a vida possa ser vista de outra forma. Essa inspiração é o que ela busca multiplicar a cada um dos corações que compartilham com ela da experiência na leitura e na escrita.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-02-11 20:48:30 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Um mestre que inspira gerações</title>
         <author>lucianoandraderibeiro</author>
         <link>https://padlet.com/lucianoandraderibeiro/yiabtoxcf0lmke3u/wish/3324802227</link>
         <description><![CDATA[<p><br/></p><p>Poucas profissões são tão transformadoras quanto a do professor, e Alessandro Neves é a prova viva disso. Com 27 anos dedicados à educação, ele se tornou uma referência em Capelinha, sendo reconhecido por sua dedicação e compromisso com o ensino. Ao longo de sua trajetória, conquistou 14 prêmios como melhor professor da cidade, reflexo do impacto positivo que causa na vida de seus alunos e da admiração que a comunidade tem por seu trabalho.</p><p>Mais do que ensinar conteúdos, Lé Neves, como é chamado pelos seus alunos, transmite valores e incentiva seus educandos a acreditarem no poder da educação. No entanto, ele observa com preocupação as mudanças na relação dos jovens com os estudos: “No passado, mesmo aqueles que não pretendiam cursar uma faculdade se dedicavam mais. Hoje, são poucos os que priorizam a vida acadêmica, preferindo o trabalho ou outras atividades.” Sua reflexão ressalta os desafios da educação contemporânea e a necessidade de resgatar a motivação dos estudantes.</p><p>O diferencial de Lé Neves está na maneira como conduz sua sala de aula: com empatia, dedicação e um olhar atento ao desenvolvimento de cada aluno. Seu ensino vai além do conteúdo programático, buscando formar cidadãos críticos e preparados para a vida. “Eu ainda acredito na educação como fator preponderante de um futuro melhor, tanto pessoal quanto coletivo”, afirma com convicção.</p><p>Para ele, ensinar não é apenas um ofício, mas uma missão. Seu compromisso ultrapassa os desafios do dia a dia, pois ele compreende que cada esforço vale a pena quando vê seus alunos prosperarem. E é exatamente essa paixão pelo ensino que o torna mais do que um professor: um verdadeiro mestre, que inspira, motiva e transforma vidas.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-02-11 20:53:36 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Martinha e seu amor pela educação não tradicional</title>
         <author>lucianoandraderibeiro</author>
         <link>https://padlet.com/lucianoandraderibeiro/yiabtoxcf0lmke3u/wish/3324805293</link>
         <description><![CDATA[<p><br></p><p>Martha Lourenço Vieira nasceu em 21 de maio de 1967, em Belo Horizonte. Doutora em Educação pela USP, na área de Educação e Linguagem, mestre em Educação pela UFMG, na mesma área, e graduada em Pedagogia pela UFMG, é uma professora que se destaca por sua simpatia, alegria e método de ensino “fora da caixinha”.</p><p>Ao prestar o vestibular, questionou-se sobre qual carreira seguir: Direito, Psicologia ou Pedagogia. No entanto, seu amor pela educação falou mais alto e a guiou para essa área. Após se formar, direcionou sua carreira para a pesquisa educacional e, desde 1990, integra a equipe de professores e pesquisadores do Centro de Alfabetização, Leitura e Escrita (CEALE) da FAE/UFMG. Atua principalmente em projetos de pesquisa, programas de formação e elaboração de materiais didáticos da Rede Nacional de Formação Continuada de Professores da Educação Básica, em convênio com o MEC, além de participar do Programa Nacional do Livro Didático.</p><p>Martha lecionou em diversas universidades, consolidando um currículo extenso. Porém, no auge de seus 42 anos, decidiu abandonar o ensino superior para se dedicar à educação infantil. Sua primeira “turminha” foi em 2010, no Centro Pedagógico da UFMG, onde leciona até hoje, encantando seus alunos com aulas dinâmicas e inovadoras.</p><p>Apesar dos julgamentos de alguns colegas, manteve-se fiel aos seus princípios educacionais, formando alunos pensantes, questionadores e apaixonados pela leitura. Não se prendeu apenas aos conteúdos dos livros didáticos e à educação tradicional, pois acreditava que poderia fazer a diferença. Como costuma dizer: “A escola deve ser um lugar feliz”. Essa visão continua sendo sua maior motivação como docente: formar alunos que se sintam bem no ambiente escolar e vivenciem experiências enriquecedoras.</p><p>Seu conselho para futuros professores é, primeiramente, buscar experiências em estágios ou trabalhos voluntários para testar a vocação e conhecer a realidade da docência. Além disso, recomenda manter sempre um olhar renovado sobre a profissão, sem se deixar desanimar pelos desafios impostos por um sistema educacional, muitas vezes, conservador. Afinal, ensinar é uma missão que exige persistência, criatividade e paixão.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-02-11 20:57:07 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/lucianoandraderibeiro/yiabtoxcf0lmke3u/wish/3324805293</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Uma vida dedicada à Educação</title>
         <author>lucianoandraderibeiro</author>
         <link>https://padlet.com/lucianoandraderibeiro/yiabtoxcf0lmke3u/wish/3324809716</link>
         <description><![CDATA[<p>A história de Abeneide Maria Rodrigues Andrade é um exemplo de dedicação ao ensino. Natural do Rio Grande do Norte, mudou-se para Belo Horizonte ainda na infância. Aos 17 anos, já conciliava o magistério com o ensino médio e, antes mesmo de se formar, começou a lecionar para crianças da educação infantil. Foram dez anos de trabalho até se afastar para cuidar da família.</p><p>Com o tempo, sentiu que sua missão na educação ainda não havia terminado. Quando suas filhas cresceram, retomou os estudos e ingressou na faculdade de Pedagogia. Atualmente, no quarto período do curso, atua como apoio para alunos com TEA em uma escola municipal, reafirmando seu compromisso com a inclusão e o aprendizado.</p><p>Para Abeneide, a educação vai além dos conteúdos escolares. “A escola e a família devem caminhar juntas, pois cada aluno traz sua própria história, que pode influenciar sua vivência na escola”, reflete. Seu maior incentivo é ver o brilho nos olhos das crianças ao descobrirem o mundo e perceber que seu trabalho faz a diferença.</p><p>Uma de suas lembranças mais marcantes foi o convite inesperado de uma ex-aluna para sua festa de 15 anos. O que parecia apenas uma celebração tornou-se uma homenagem emocionante, com direito a buquê de flores e um discurso de gratidão. “Jamais esquecerei esse momento. Me senti tão querida”, relembra com os olhos marejados.</p><p>Abeneide é o retrato de uma professora que ensina com amor e empatia. Seu impacto ultrapassa os anos escolares e deixa marcas profundas na vida de seus alunos. Seu compromisso prova que a educação transforma vidas e que o carinho de um professor pode ecoar por toda uma existência.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-02-11 21:02:03 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Era sol que me faltava</title>
         <author>lucianoandraderibeiro</author>
         <link>https://padlet.com/lucianoandraderibeiro/yiabtoxcf0lmke3u/wish/3324811232</link>
         <description><![CDATA[<p><br/></p><p>Desde a infância, Solange de Oliveira Gontijo já demonstrava vocação para o magistério. As brincadeiras de escolinha deram lugar a uma trajetória profissional marcada pela dedicação ao ensino. Inspirada pelos professores que teve ao longo da vida, fez da educação sua missão. Há 16 anos, atua como docente, sendo os últimos dez na Prefeitura de Belo Horizonte. Para ela, os professores sempre foram referência de conhecimento e sabedoria.</p><p>Consciente dos desafios da educação, Solange nunca se deixou abalar pelas dificuldades da profissão. Atualmente, leciona na Escola Municipal João Camilo de Oliveira Torres e acredita que ser professora vai além de transmitir conhecimento. Para a educadora, é essencial que o docente tenha sensibilidade para compreender a realidade de seus alunos. Amante de rock e MPB, vê na troca de saberes com os estudantes uma oportunidade constante de aprendizado, algo que também vivencia com o filho, César.</p><p>Aos novos pedagogos, Solange deixa um conselho valioso: "Ser professor é um grande desafio. A teoria é muito diferente da prática, e ter paciência e compreensão é fundamental para o êxito profissional." Para ela, a resiliência é uma das qualidades mais importantes na carreira docente.</p><p>Marcada pela vivência nos anos 1980, destaca a importância da perseverança na profissão. "Tem dias em que você vai querer desistir, mas não desista! Dê o seu melhor, pois a cada dia você se aprimora mais e se adapta a cada contexto", reforça. Sua experiência comprova que, apesar dos desafios, ensinar é um caminho de crescimento contínuo.</p><p>Diante das adversidades da educação, Solange se tornou uma fonte de luz para alunos e colegas. Seu legado inspira aqueles que acreditam no poder transformador do ensino. Em tempos de incertezas, era Sol que faltava.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-02-11 21:04:01 UTC</pubDate>
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         <title>Uma jornada de desafios, mas coroada com vitórias</title>
         <author>lucianoandraderibeiro</author>
         <link>https://padlet.com/lucianoandraderibeiro/yiabtoxcf0lmke3u/wish/3324814827</link>
         <description><![CDATA[<p><br/></p><p>Márcia Helena Rodrigues Wan Der Maas nasceu no dia 3 de maio de 1982, na cidade de Contagem. Casada há 22 anos, ela é mãe de um casal de filhos. Com uma trajetória marcada pela superação, Márcia é formada em Pedagogia e, atualmente, cursa uma pós-graduação em Gestão, com ênfase em Educação Infantil. Sua jornada como educadora, no entanto, não foi fácil. Ela compartilha que sempre enfrentou dificuldades no aprendizado, mas, com determinação e fé, conseguiu vencer todos os obstáculos, tanto nos estudos quanto nas questões financeiras.</p><p>Ao refletir sobre a educação do passado em comparação à atual, Márcia expressa um sentimento de nostalgia e preocupação. Para ela, no passado, o professor era mais respeitado e valorizado, tratado como um membro da família pelos alunos. Ela lamenta que, atualmente, a educação e o respeito não são os mesmos, apesar dos avanços tecnológicos, que, embora tenham facilitado alguns aspectos do ensino, também trouxeram desafios que impactam a forma como a educação é vivida.</p><p>A grande motivação de Márcia para ser professora vem do amor que sente pela profissão. Mesmo diante de inúmeras dificuldades, incluindo perseguições por parte de colegas de trabalho, ela nunca perdeu o foco. Para ela, o maior reconhecimento e a maior recompensa vêm do carinho e gratidão de seus alunos, o que lhe dá forças para continuar. Esse afeto genuíno dos estudantes é o que a mantém firme na profissão e a faz acreditar que nunca se arrependeu de ter escolhido esse caminho.</p><p>Em sua experiência, o conselho que Márcia compartilha com outros educadores é claro e direto: "Dê o seu melhor todos os dias pelos seus alunos, sem olhar para a direita ou para a esquerda. Você escolheu essa profissão por amor e em prol deles, então se dedique ao máximo." Para ela, o carinho verdadeiro dos alunos é o que realmente faz a diferença e é a motivação que impulsiona sua dedicação diária.</p><p>Márcia é, sem dúvida, um exemplo de persistência, amor à profissão e compromisso com o futuro de seus alunos. Sua trajetória é uma inspiração para todos aqueles que buscam na educação a chave para transformar vidas.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-02-11 21:08:37 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Uma vida trilhada na educação</title>
         <author>lucianoandraderibeiro</author>
         <link>https://padlet.com/lucianoandraderibeiro/yiabtoxcf0lmke3u/wish/3324816824</link>
         <description><![CDATA[<p><br/></p><p>Rosimeire de Moura Carmo Lima, 44 anos nascida em BH, casada há 23 anos, iniciou sua carreira na educação ao concluir o curso de magistério aos 19 anos lecionando para adultos em uma escola rural. Há 24 anos na educação, Rosimeire aguarda sua aposentadoria.</p><p>A princípio Rosimeire desejou ser professora para realizar o sonho da mãe, mas a experiencia com sua professora na 1ª serie, foi decisivo para sua formação, pois nela espelhou o carinho, atenção e dedicação ao ensino.</p><p>Formada em Normal superior com especialização em psicopedagogia. Para Rosimeire, no passado, a Educação apesar dos desafios comuns enfrentados, tanto por professores e alunos os conteúdos eram consolidados com esforço de ambas partes, para isto, o professor atuava como detentor do conhecimento, o aluno era o agente passivo. Enfrentando obstáculos como a falta de conscientização da importância educacional na vida das crianças, participação da família, falta de recursos, vulnerabilidades sociais, ausência de capacitação para o professor, tudo isto contribuía para uma educação difícil, mas com esperanças de um futuro melhor, para aqueles que se destacassem diferentemente de hoje onde são apresentados melhores recursos educacionais, oportunidades de capacitações, &nbsp;o acesso a informações e recursos, favorecendo o olhar de pesquisa do aluno, desenvolvendo interesse em construir junto ao professor o conhecimento, onde há trocas e &nbsp;aprendizado mutuo.</p><p>&nbsp;Apesar de ser uma profissão com muitos desafios, o sentimento de realização e inquestionável, quando se percebe o desenvolvimento e crescimento de cada criança, isto gera um olhar reflexivo sobre a importância da educação, e faz valer a penar ensinar.</p><p>Ser professor é uma missão, onde o amor sobressai a recompensa financeira, as conquistas e os desafios dos alunos, geram expectativas, alegrias, satisfações, envolvimento emocional e afetivo, que você não encontra em outras profissões. Cada criança e única, “<em>uma caixinha de surpresa!”. Algumas nunca mais saem da memória, elas marcas nossas vidas e deixamos nossas marcas em suas vidas. Ficam para sempre em nossos pensamentos”</em></p><p>“<em>A gente vai se tornando professor ao longo da nossa carreira profissional ao encontrarmos com cada vida, por meio das trocas e das vivências ocorridas.</em></p><p>Ao escolher ensinar deve -se está aberto a aprender constantemente. È um aprendizado continuo.</p><p>Na escola, a criança representa suas vivências familiares, algumas positivas outras negativas, todas elas se sobressaem. Pude observar muitas vezes, a negligencia familiar no contexto afetivo, no acolhimento, no cuidado pessoal, na compreensão e valorização da criança como sujeito participativo do meio. Anulando muitas vezes sua existência. Ouvi-las gerava tristeza, compaixão <em>“confesso um desejo profundo de ter todas para mim”.</em></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-02-11 21:10:42 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Da Nutrição à Docência: a trajetória de Érika Raquel

</title>
         <author>lucianoandraderibeiro</author>
         <link>https://padlet.com/lucianoandraderibeiro/yiabtoxcf0lmke3u/wish/3324818398</link>
         <description><![CDATA[<p>&nbsp;</p><p>A docência e a nutrição se entrelaçaram na vida de Érika Raquel dos Santos Ferreira de forma inesperada. Natural de Belo Horizonte, ela inicialmente sonhava com a Odontologia, mas, ao não conseguir aprovação no vestibular, optou pela Nutrição como segunda opção. Ingressou no curso pioneiro na capital mineira e fez parte da primeira turma da graduação na área. "Não me arrependi da escolha. Tive professores brilhantes e uma formação muito enriquecedora", relembra.</p><p>Formada em 2004 pelo UNI-BH, seguiu se especializando. Concluiu pós-graduações em Nutrição Clínica pela Faculdade São Camilo e em Nutrição Desportiva pela FASUL. Durante a trajetória acadêmica, percebeu a paixão pelo ensino ao dar aulas particulares e atuar em uma escola de reforço na Savassi. "Minha formação exigiu muito estudo e dedicação. Sempre me baseei em livros e artigos científicos para construir um conhecimento sólido", destaca.</p><p>A experiência com professores qualificados a inspirou a seguir o caminho da docência, combinando ensino e prática nutricional. "Gosto de estudar e sempre contei com o apoio da família para seguir me capacitando", afirma. A evolução da área trouxe desafios e oportunidades ao longo dos últimos 20 anos. "A quantidade de faculdades aumentou, mas a qualidade da formação ainda é uma questão. O jovem tem pressa de aprender, mas é essencial aprofundar conceitos básicos", pontua.</p><p>Seu comprometimento com o ensino reflete-se na relação com os alunos. Para ela, a docência vai além da transmissão de conteúdo, sendo também um meio de inspiração. "Ame o que você ensina. Isso contagia e motiva os alunos. Invista em formação continuada, pois a educação está sempre evoluindo", aconselha. Acredita que a comunicação clara e um ambiente respeitoso fazem diferença na aprendizagem. "Ser professora é maravilhoso. Ver o crescimento dos alunos não tem preço", completa.</p><p>Dentre os momentos mais marcantes de sua carreira, destaca o trabalho com inclusão, que despertou um novo objetivo profissional: a fluência em Libras. "Quero garantir que todos os alunos tenham acesso à educação de qualidade em um ambiente que valorize a diversidade", enfatiza. Com um olhar atento ao futuro, segue trilhando seu caminho com dedicação, buscando sempre evoluir e contribuir para a formação de novas gerações.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-02-11 21:12:48 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Inspirado pelo ensino, movido pela transformação</title>
         <author>lucianoandraderibeiro</author>
         <link>https://padlet.com/lucianoandraderibeiro/yiabtoxcf0lmke3u/wish/3324833927</link>
         <description><![CDATA[<p><br/></p><p>Samuel Martins dos Reis sempre viu na educação um caminho para transformar vidas. Filho de uma artesã e de um borracheiro, nasceu em 1º de dezembro de 1983, em Pedro Leopoldo (MG). Desde a infância, demonstrou interesse pelo ensino ao observar sua mãe preparar lições para a escola bíblica. O encantamento pelo aprendizado o motivou a seguir essa trajetória, começando ainda no ensino médio a dar aulas particulares para crianças em fase de alfabetização.</p><p>Seu primeiro contato formal com a docência aconteceu durante o curso técnico em Radiologia. Após a formatura, foi convidado a atuar como monitor e, graças ao desempenho e aos elogios recebidos, conquistou sua primeira oportunidade como professor. A experiência despertou sua vocação e o incentivou a continuar os estudos, especializando-se como Tecnólogo em Gestão Hospitalar.</p><p>Atualmente, Samuel é professor e coordenador de cursos técnicos em uma instituição de ensino em Belo Horizonte. Apaixonado pelo ensino na área da saúde, acredita que preparar bem os alunos é fundamental para garantir o melhor cuidado aos pacientes. "Não há como pensar em quem precisa de atendimento e não querer que os alunos estejam sempre devidamente preparados para isso", destaca.</p><p>Para ele, ensinar vai além do conteúdo técnico: é também um compromisso com os sonhos dos alunos. "Precisamos tratá-los como se fossem nossos próprios sonhos. Essa é a melhor forma de sermos agentes transformadores de vidas", reflete. Acredita que o professor não apenas transmite conhecimento, mas inspira e incentiva a evolução de cada estudante.</p><p>Aos que ingressam na carreira docente, Samuel aconselha que o aprendizado se torne prazer, e não apenas obrigação. "No início, a disciplina é essencial, mas, com o tempo, o hábito da busca pelo conhecimento faz toda a diferença e torna a jornada mais leve", afirma. Para ele, a educação continua sendo a ferramenta mais poderosa para transformar o futuro.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-02-11 21:32:39 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>O amor pela Educação que transformou uma comunidade </title>
         <author>lucianoandraderibeiro</author>
         <link>https://padlet.com/lucianoandraderibeiro/yiabtoxcf0lmke3u/wish/3324840589</link>
         <description><![CDATA[<p>Rosemary O. Godoy Ferreira nasceu em 20 de março de 1963 em Belo Horizonte, casada e mãe de dois filhos é graduada em design e plástica pela UEMG, pós-graduada em Gestão Educacional e formada em Magistério pelo Colégio Pio XII. Aos 17 anos, iniciou sua carreira como professora. Em 1981, foi demitida após participar de uma greve de professores, que ganhou destaque na mídia.</p><p>A história de Rose começa com a construção da Escola Municipal Professora Lígia Magalhães, onde trabalhou por muitos anos, em um cenário de escassez e dificuldades. Inicialmente, não havia sede própria e atrair alunos era um desafio. Rose e um pequeno grupo de educadoras pioneiras saíram de porta em porta, conversando com as famílias para matricularem seus filhos, oferecendo uma escola próxima de casa.</p><p>Por 27 anos, Rose liderou a instituição, começando como professora, depois como vice-diretora e, finalmente, como diretora. Durante esse tempo, tornou-se um pilar da escola, ganhando o respeito e carinho, e se tornando uma figura central. A trajetória de Rosemary é marcada por desafios e conquistas, refletindo seu esforço e dedicação em busca de uma educação de qualidade.</p><p>A criação da escola na comunidade representou uma grande mudança, pois a localidade carecia de recursos e infraestrutura. Ela enfrentou relações tensas e deixou uma marca significativa na vida de muitos. A trajetória de Rose é marcada por reflexões sobre o impacto em seus alunos, ela também recorda com carinho de um aluno, hoje médico na Argentina, que foi alfabetizado pela escola.</p><p>Rosemary também se dedicou a projetos de inclusão social. Após 32 anos na educação, agora aposentada, encontrou novas formas de se conectar com seu lado criativo e cuidar de sua saúde. </p><p>Hoje com seu próprio negócio de produção de aromatizantes, e os cuidados com o corpo são maneiras de se manter ativa e focada no bem-estar, algo que compartilha com carinho. Sua jornada é marcada pela busca constante por equilíbrio e felicidade, espalhando luz em cada etapa dessa nova trajetória.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-02-11 21:41:06 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Superação e dedicação na construção de futuros</title>
         <author>lucianoandraderibeiro</author>
         <link>https://padlet.com/lucianoandraderibeiro/yiabtoxcf0lmke3u/wish/3324843067</link>
         <description><![CDATA[<p><br/></p><p>Sheila Mara, 45 anos, nascida em Belo Horizonte, é o retrato de uma educadora que abraçou a profissão com dedicação e coragem. Casada e mãe de duas filhas, ela encontrou na educação o caminho para realizar seu propósito. Formada em Pedagogia, com especialização em Alfabetização e Letramento, Música e Arte, Sheila ampliou sua formação com licenciaturas em Educação Física e Artes Plásticas. Embora seu sonho inicial fosse cursar Ciências Contábeis, foi após o nascimento de sua primeira filha que descobriu sua paixão pela docência, iniciando sua jornada aos 26 anos.</p><p>Desde os primeiros estágios, Sheila enfrentou desafios que moldaram sua trajetória. Sem experiência, precisou aprender na prática, como operar mimeógrafos para preparar atividades, enquanto lidava com a realidade de crianças com necessidades especiais. Determinada a superar as dificuldades, buscou cursos e materiais para aprimorar seu conhecimento. Após trabalhar como contratada em uma escola municipal, passou em um concurso público em 2010 e assumiu seu cargo efetivo em 2014, consolidando sua carreira.</p><p>Momentos marcantes moldaram sua visão sobre a importância da escuta e do acolhimento. Durante uma conversa com uma aluna, Sheila descobriu que a jovem estava sendo vítima de assédio familiar. A professora atuou com sensibilidade, acolhendo a estudante e encaminhando o caso para as autoridades competentes. Esse episódio reforçou sua crença na responsabilidade do educador em ir além da sala de aula, oferecendo apoio emocional e social aos alunos.</p><p>Ao longo da carreira, Sheila enfrentou desafios estruturais e sociais que afetam diretamente o ensino. A falta de recursos materiais, o distanciamento das famílias e a ausência de profissionais de saúde mental são questões que dificultam o cotidiano escolar. Ela também percebeu mudanças nas relações entre famílias e professores, apontando que, no passado, os educadores eram mais respeitados. Hoje, a profissão enfrenta desvalorização, com pais e alunos muitas vezes culpando os docentes pelas dificuldades escolares, sem considerar os contextos mais amplos.</p><p>Apesar dos obstáculos, Sheila encontra motivação diária nas conquistas de seus alunos. Ver crianças superando barreiras, passando em seleções e prosperando enche seu coração de alegria. Para quem está começando na educação, ela aconselha enxergar o potencial único de cada criança, investir em formação continuada e conhecer os direitos civis para proteger a integridade física e emocional. Sua trajetória inspira outros profissionais a persistirem, lembrando que a educação é uma ferramenta poderosa para transformar vidas.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-02-11 21:44:42 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Ana Lúcia: a professora que plantou o amor pela leitura

</title>
         <author>lucianoandraderibeiro</author>
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         <description><![CDATA[<p>Ana Lúcia dos Santos, 54 anos, nasceu e cresceu em Belo Horizonte. Filha mais velha de uma família simples, ela desde cedo cultivava um sonho: tornar-se professora e inspirar seus alunos a se apaixonarem pela leitura. Hoje, prestes a se aposentar, Ana reflete sobre uma carreira dedicada à educação e à formação de leitores na Escola Municipal Maria das Neves.</p><p>Formada em Pedagogia pela Universidade Estadual de Minas Gerais, Ana ingressou na carreira docente aos 22 anos. Sua sala de aula sempre foi repleta de histórias encantadoras, livros coloridos e debates literários. “Acredito que a leitura abre portas e transforma vidas. Meu maior objetivo sempre foi mostrar isso aos meus alunos”, compartilha ela, emocionada.</p><p>Ao longo de mais de três décadas de trabalho, Ana enfrentou desafios como a falta de recursos e o desinteresse de alguns alunos, mas nunca perdeu o entusiasmo. Ela criou o projeto “Cantinho da Leitura”, um espaço dentro da escola onde os estudantes podiam escolher livros, ler e trocar ideias sobre suas leituras favoritas. A iniciativa rapidamente se tornou um sucesso, incentivando até mesmo os alunos mais tímidos a participarem.</p><p>Quando perguntada sobre o que a motivava a continuar, Ana diz: “Cada vez que vejo o brilho nos olhos de uma criança ao descobrir uma história nova, sei que vale a pena. Educação é acreditar!” Para os futuros professores, ela aconselha: “Tenham paciência, persistência e lembrem-se de que ensinar é muito mais do que passar conteúdo; é tocar vidas.”</p><p>Com sua aposentadoria à vista, Ana tem seu legado, já está consolidado: uma geração de leitores apaixonados, espalhados por Belo Horizonte, que sempre lembrarão da professora que lhes mostrou o poder das palavras.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-02-11 21:48:05 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>“Uma Semente Plantada em Terra Boa Gera Bons Frutos”

</title>
         <author>lucianoandraderibeiro</author>
         <link>https://padlet.com/lucianoandraderibeiro/yiabtoxcf0lmke3u/wish/3324848699</link>
         <description><![CDATA[<p>Adenilson Alves Teixeira, carinhosamente conhecido como Dadá, tem 46 anos, é casado há 19 anos com Aline e juntos tiveram três filhos: Mariana, de 16 anos, Arthur, de 12, e João Pedro, de 7. Ele é formado em Análise e Desenvolvimento de Sistemas pela Unopar e em Educação Física pela Cicep.</p><p>Sua motivação para ser professor surgiu do amor pelo ensino e pelo esporte. Em fevereiro de 1996, iniciou sua jornada na educação, atuando como recreador em um projeto social e, em seguida, como professor de educação física. Mais tarde, especializou-se em Tecnologia da Informação e passou a ministrar cursos profissionalizantes, ensinando informática para crianças e até para idosos.</p><p>Ao longo dos anos, enfrentou desafios, como a exigência de aprovação de alunos apenas por frequência, desvalorizando o esforço acadêmico. Além disso, lamenta a falta de investimento no esporte, visto muitas vezes apenas como recreação e não como uma disciplina essencial para o desenvolvimento integral dos estudantes.</p><p>Atualmente, trabalha na área administrativa de uma escola, mas ainda assume aulas e auxilia em atividades esportivas. Também leciona uma disciplina no curso de Teologia da igreja que frequenta. Para ele, cada aluno aprende de maneira única, e ver o aprendizado acontecer é sua maior recompensa. Afinal, educar é plantar sementes em terra fértil e colher frutos que transformam vidas.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-02-11 21:52:40 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Uma vida moldada pelo esporte e educação</title>
         <author>lucianoandraderibeiro</author>
         <link>https://padlet.com/lucianoandraderibeiro/yiabtoxcf0lmke3u/wish/3324870091</link>
         <description><![CDATA[<p><br/></p><p>Maria da Glória Marques da Costa, ou simplesmente Sra. Glória, nasceu há 73 anos em Belo Horizonte. Desde cedo, desenvolveu uma paixão pelo esporte que moldaria toda a sua trajetória de vida e carreira. Ainda no ensino fundamental e médio, praticava natação, atletismo e voleibol, atividades que despertaram nela o desejo de se tornar professora de Educação Física.</p><p>Em 1975, ingressou no curso de Educação Física na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), onde concluiu a licenciatura plena em 1978. No ano seguinte, iniciou sua carreira como professora. Ao longo dos anos, trabalhou em várias escolas de Belo Horizonte e da região metropolitana, como a Escola Estadual Dom Bosco e a Escola Estadual Dom Cabral, tornando-se referência de dedicação e amor à profissão.</p><p>Glória enfrentou desafios próprios da educação ao longo de sua trajetória, desde a necessidade de improvisar materiais até lidar com a inclusão e o aproveitamento das diferenças entre os alunos. Apesar das dificuldades, ela sempre encontrou formas de inovar e manter o entusiasmo dos estudantes. Suas aulas, recheadas de paciência e criatividade, eram aguardadas com ansiedade por crianças e adolescentes de todas as séries.</p><p>A carreira de Glória foi marcada por participações em campeonatos, torneios escolares, jogos municipais e desfiles, que lhe renderam memórias inesquecíveis. Em 2015, após décadas de atuação também como coordenadora de Educação Física, ela encerrou sua carreira docente, deixando um legado inestimável. Mãe de quatro filhos e avó de quatro netos, enfrentou a perda do marido com resiliência, mantendo seu espírito inspirador.</p><p>Maria da Glória é mais que uma professora: é um exemplo de paixão e dedicação ao ensino. Sua história reflete o impacto transformador da educação e do esporte na formação de gerações.</p><p><br/></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-02-11 22:23:11 UTC</pubDate>
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         <title>Uma professora que transforma vidas</title>
         <author>lucianoandraderibeiro</author>
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         <description><![CDATA[<p> A trajetória de Ione Quirino é marcada pelo compromisso com a educação e o impacto positivo na vida de seus alunos. Desde 1995, ela se dedica a formar cidadãos críticos e independentes, incentivando o aprendizado além do conteúdo programático. Para ela, ensinar vai além da sala de aula: é inspirar, acolher e transformar vidas. Ao longo de sua carreira, enfrentou desafios, como o primeiro dia diante de uma turma cheia, onde percebeu que a prática exigia mais do que a teoria. Ainda assim, persistiu e se tornou uma referência, ajudando alunos a superarem dificuldades e a conquistarem um futuro melhor. O reconhecimento dos estudantes é sua maior conquista. Mais do que uma educadora, ela é uma mentora. Sua sensibilidade e senso de justiça fazem dela uma professora que não apenas ensina, mas promove reflexões e estimula o pensamento crítico. “Sou mediadora, afetiva e criativa”, afirma, destacando que seu objetivo é despertar a curiosidade e incentivar o diálogo. Com dedicação e amor pela profissão, ela segue motivada pela chance de aprender continuamente e inovar em suas práticas pedagógicas. Seu maior orgulho é ver seus alunos crescerem, se tornarem profissionais bem-sucedidos e carregarem consigo os valores que aprendeu em sala de aula. Afinal, um professor comprometido deixa marcas que duram para sempre.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-02-15 19:36:31 UTC</pubDate>
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         <title>Pedagogia: uma roda viva</title>
         <author>lucianoandraderibeiro</author>
         <link>https://padlet.com/lucianoandraderibeiro/yiabtoxcf0lmke3u/wish/3334701579</link>
         <description><![CDATA[<p><br/></p><p>Jussara Beatriz de Souza, 49 anos, nasceu em Belo Horizonte, Minas Gerais. Desde a infância, demonstrava vocação para o magistério, encantando-se com a ideia de ensinar. Seu compromisso com a educação inclusiva marcou sua trajetória, unindo conhecimento e afeto para transformar a vida de seus alunos. Antes de se dedicar integralmente à docência, trabalhou em uma clínica para pessoas com deficiência visual, onde sua paciência e acolhimento foram reconhecidos e elogiados. Essa experiência despertou sua paixão por ensinar e reforçou sua convicção de que a educação deve ser acessível a todos.</p><p>Formada em Pedagogia pela Universidade Fumec em 1999, Jussara se especializou em Neuropsicologia e Psicopedagogia, concluindo o mestrado em Educação Inclusiva pela Universidade Delmar, no Chile. Atualmente, é diretora do NAERA (Núcleo de Atividades Especiais Reeducativas e Atendimentos) e tutora de Pedagogia na UNOPAR. Com experiência no ensino-aprendizagem, lecionou na Escola Estadual Mendes Pimentel e no Senai de Sabará, sempre encarando desafios como oportunidades de crescimento. Para Jussara, a educação é a base de tudo, apesar das dificuldades enfrentadas pelos professores.</p><p>Seu maior estímulo sempre foi auxiliar os alunos a superarem barreiras e conquistarem seus objetivos. Inspirada pelo educador Rubem Alves, defende que “a gente precisa ter uma educação ligada à vida”. Um episódio marcante de sua carreira ocorreu ao corrigir uma redação de um aluno do 5º ano, que, ao escrever sobre um tema livre, repetiu por toda a folha a frase “a roda que rodava, que rodava, que rodava...”. Ao questioná-lo, ouviu: “Professora, eu trabalho em uma borracharia e vejo rodas todos os dias. A senhora disse que o tema era livre.” Com sensibilidade, ela ensinou a estrutura de uma redação, reconhecendo sua expressão genuína e resgatando sua confiança para escrever.</p><p>Jussara é uma educadora que faz diferença, enxergando além do óbvio e acolhendo cada história de vida. Para ela, a pedagogia é um ato de amor e compromisso, um ciclo constante de aprendizado e transformação. Sua jornada é a prova de que ensinar é muito mais do que transmitir conteúdo: é inspirar, incluir e acreditar no potencial de cada aluno. Como uma roda viva, a educação gira, impulsionando mudanças e renovando esperanças.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-02-19 18:08:29 UTC</pubDate>
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         <title>Da Biologia à Educação: uma vida transformada pelo ensino</title>
         <author>lucianoandraderibeiro</author>
         <link>https://padlet.com/lucianoandraderibeiro/yiabtoxcf0lmke3u/wish/3334900908</link>
         <description><![CDATA[<p>Adriana Moura sempre foi fascinada pela Biologia e ingressou na UFMG com o sonho de se tornar pesquisadora na área de morfologia. No entanto, ao iniciar a Licenciatura, descobriu sua verdadeira paixão: ensinar. A vocação para a docência surgiu de forma natural e definitiva quando, ainda na faculdade, teve sua primeira experiência em sala de aula.</p><p>O contato direto com os alunos despertou nela um profundo encantamento pelo ensino. Formada, ingressou na Prefeitura de Belo Horizonte como professora de Ciências e Biologia, atuando na Escola Municipal Israel Pinheiro. Sua dedicação e competência logo a levaram a cargos de gestão, assumindo funções de vice-diretora, diretora e coordenadora de projetos educacionais.</p><p>Entre suas contribuições mais significativas estão a participação na Escola Integrada e no Programa de Educação Ambiental, iniciativas que fortaleceram a formação dos estudantes e ampliaram o impacto da educação pública. Seu compromisso com a aprendizagem ultrapassou os muros da escola, influenciando colegas e gestores ao longo dos anos.</p><p>Hoje, aposentada, Adriana celebra uma trajetória marcada pelo amor à educação e pelo impacto positivo em incontáveis vidas. Seu legado permanece vivo, refletido no entusiasmo dos alunos e no respeito dos profissionais que tiveram o privilégio de trabalhar ao seu lado.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-02-19 21:32:56 UTC</pubDate>
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         <title>Ancestralidade e educação: o saber a hora de trocar os pés pelas mãos</title>
         <author>lucianoandraderibeiro</author>
         <link>https://padlet.com/lucianoandraderibeiro/yiabtoxcf0lmke3u/wish/3335577739</link>
         <description><![CDATA[<p>José Agostinho Pessoa da Silva, natural do quilombo Macaúbas Curral, em Minas Gerais, agradece a Deus, à Capoeira e aos seus mais velhos pelas transformações que viveu no coletivo.</p><p><br>Seus pais, Clarindo e Romana, foram exemplos de educadores e lhe transmitiram valores como respeito, humildade, união e amor, que hoje ele perpetua com seus filhos de Ginga.<br></p><p>Na juventude, dividiu-se entre o trabalho e a escola, muitas vezes ausentando-se dos estudos para ajudar a família. Apesar das dificuldades que enfrentou para isso, sempre manteve o desejo de continuar estudando. Em 1983, Em Belo Horizonte, Agostinho teve seu primeiro contato com a Capoeira, ao trabalhar na construção e inauguração do espaço de Capoeira do Grupo Ginga, de Mestre Macaco, onde iniciou sua trajetória como aluno e zelador do espaço.<br>Com o tempo, tornou-se professor substituto, em 1989, se tornou sócio do espaço e, posteriormente, Mestre de Capoeira. Casou-se com Maria das Dores e formou sua família, criando seus três filhos, e hoje também seus 2 netos, com base nos princípios da Capoeira. A educação através de sua ancestralidade lhe permitiu conhecer, aprender e ensinar, em diferentes culturas no Brasil e no mundo, criando também laços em vários lugares.<br></p><p>No ano 2000, dando continuidade ao Grupo de Capoeira Ginga e&nbsp;mantendo vivo o legado de seu Mestre, Agostinho inaugurou o espaço de Capoeira que se mantém até hoje.&nbsp; Sua trajetória se construiu no movimento, na troca de aprendizados e na dedicação à formação humana.<br></p><p>Em 2021, retornou à sua terra para viver com sua família e compartilhar seus conhecimentos com as crianças do Quilombo. O Mestre ressalta que, diferentemente do que ele viveu, agora, desde a infância, aquelas crianças já sentem e já praticam em coletivo a tradição ancestral da Capoeira, como parte de quem elas são e de quem elas podem ser. Agostinho acredita que educar, aprender e ensinar, é um processo infinito e que o verdadeiro Mestre é aquele que cultiva, com humildade, essa sabedoria.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-02-20 08:23:15 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Um educador que exerce múltiplas profissões e impacta vidas</title>
         <author>lucianoandraderibeiro</author>
         <link>https://padlet.com/lucianoandraderibeiro/yiabtoxcf0lmke3u/wish/3335591448</link>
         <description><![CDATA[<p>Cláudio Lima Ribeiro Junior, conhecido como Claudão, nasceu em Osasco/SP e sempre teve paixão por ensinar. Inspirado pelo pai e por tios sindicalistas, interessou-se por política e educação. Optou por ser professor e cursou História no Centro Universitário Newton Paiva, com pós-graduação em História Cultural e formação em Gastronomia.</p><p>De 2006 a 2021, lecionou História e, desde 2011, conciliou essa profissão com a Gastronomia. Sempre utilizou a educação culinária para ensinar história alimentar e direitos trabalhistas. Hoje, atuando como cozinheiro, segue promovendo conhecimento e formação crítica em seu ambiente de trabalho.</p><p>Para ele, um bom educador precisa se incomodar com problemas como a falta de estrutura escolar, a desvalorização docente e a desigualdade social. A insatisfação deve impulsionar mudanças e a luta por condições melhores de ensino. A revolta diante das injustiças deve ser canalizada para transformar a realidade.</p><p>Claudão destaca os desafios enfrentados pela educação, desde a falta de investimento público até a precarização dos direitos dos professores. Ele também observa como a tecnologia pode tanto fragilizar a busca pelo ensino formal quanto ser um recurso poderoso para tornar o aprendizado mais dinâmico e acessível.</p><p>O que mais o marcou foi ver ex-alunos crescendo e construindo suas trajetórias. O reconhecimento e o impacto positivo de seu trabalho são sua maior satisfação. Ele aprendeu que a mudança é possível e que sempre vale a pena lutar por um ensino de qualidade.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-02-20 08:34:18 UTC</pubDate>
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         <title>O professor que transforma vidas com a Língua Portuguesa</title>
         <author>lucianoandraderibeiro</author>
         <link>https://padlet.com/lucianoandraderibeiro/yiabtoxcf0lmke3u/wish/3336545217</link>
         <description><![CDATA[<p><br/></p><p>O amor pela literatura brasileira e o prazer pelo estudo desde a infância foram os pilares que levaram Lucas Rocha a se tornar professor de Língua Portuguesa. "Sempre tive uma vontade muito forte de cursar Letras", afirmou o docente, destacando que o fascínio pela escrita e o desejo de compartilhar conhecimento o impulsionaram a seguir essa vocação.</p><p><br/></p><p>Para ele, a maior motivação no magistério é a crença no poder transformador do conhecimento. "A educação muda vidas e ninguém pode tirar isso de nós", disse. Além disso, o professor ressalta a importância de sempre refletir sobre como melhorar a vida dos alunos e sente gratidão ao ver ex-estudantes bem-sucedidos graças ao que aprenderam em sala de aula.</p><p><br/></p><p>Aos que estão ingressando na profissão, Lucas Rocha aconselha que se mantenham firmes no propósito, pois há grande necessidade de educadores no país. "É preciso ter vocação e vontade de ensinar, ajudando o próximo a crescer", afirmou. Ele também enfatiza a importância da atualização constante por meio de pós-graduação, mestrado e doutorado, pois isso pode garantir melhores oportunidades profissionais.</p><p><br/></p><p>O professor reforça que o impacto da educação ultrapassa o presente e ecoa no futuro. "Lá na frente, sempre haverá alguém que se lembrará de nós e de como tudo começou em sala de aula", concluiu.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-02-20 19:17:03 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>De recuperação em seis matérias à inspiração para ensinar</title>
         <author>lucianoandraderibeiro</author>
         <link>https://padlet.com/lucianoandraderibeiro/yiabtoxcf0lmke3u/wish/3340216398</link>
         <description><![CDATA[<p>Felipe Emanuel da Silva Costa é um exemplo de superação e inspiração para quem sonha em ser professor. Nascido em Belo Horizonte em 27 de maio de 1999, ele trilhou um caminho notável na educação. Formado em História, pesquisador de futebol e literatura, e atualmente cursando Letras na UFMG e uma pós-graduação na UFOP, Felipe nunca imaginou que a paixão pelo ensino surgiria. Crescido em um ambiente escolar, onde sua mãe era professora e coordenadora, ele só despertou para o magistério após enfrentar suas próprias dificuldades como aluno.</p><p>Durante o ensino médio, Felipe enfrentou momentos desafiadores. Com 12 matérias para estudar, foi parar em recuperação em 6 delas e quase reprovou nas demais. Mas esses obstáculos acenderam nele o desejo de mudar. Ele passou a estudar com mais dedicação e percebeu que o aprendizado não transformava apenas suas notas, mas sua visão de mundo. Foi dessa jornada que nasceu sua vontade de ensinar, motivado pela ideia de ajudar outros a descobrirem o poder transformador dos estudos.</p><p>A conquista de um lugar em uma universidade pública também não veio de imediato. Felipe iniciou o curso de História em uma instituição particular enquanto se preparava para novos vestibulares. Com perseverança, garantiu uma vaga na UFMG. Esse período reforçou sua crença de que ser professor vai além de transmitir conteúdos: é um ato de empatia e paciência, especialmente ao ajudar alunos a vencerem suas barreiras.</p><p>Hoje, como professor, Felipe se destaca pelo cuidado com o desenvolvimento dos alunos e por buscar uma relação próxima e inspiradora com eles. Apesar disso, ele reconhece os desafios da profissão, principalmente ao lidar com conflitos e competições entre colegas de área. Para Felipe, a chave para superar essas dificuldades é manter o foco no trabalho, priorizando o bem-estar e o aprendizado dos estudantes.</p><p>Sempre buscando crescer profissionalmente, Felipe valoriza a importância de projetos de extensão, estágios e pesquisa durante a formação acadêmica. Seu próximo objetivo é cursar Psicologia, com o intuito de oferecer apoio ainda mais especializado a alunos com dificuldades de aprendizagem. Sua história é um convite para quem deseja transformar vidas por meio da educação: não importa onde você comece, é a dedicação que molda seu futuro.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-02-24 13:00:12 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Filosofia com Alma: o Legado da Professora Eliz</title>
         <author>lucianoandraderibeiro</author>
         <link>https://padlet.com/lucianoandraderibeiro/yiabtoxcf0lmke3u/wish/3517926710</link>
         <description><![CDATA[<p>Na Escola Estadual Isabel da Silva Polck, a professora Elizângela Cruz Neves conquistou alunos não só com conhecimento, mas com afeto e criatividade. Suas aulas de Filosofia eram tudo, menos convencionais: ela descomplicava ideias complexas, aproximava os grandes pensadores dos estudantes e fazia da sala de aula um espaço de reflexão e acolhimento.&nbsp;</p><p>&nbsp;</p><p>Quem não se lembraria de "Titio Ari" (Aristóteles) ou de outros apelidos carinhosos que ela dava aos filósofos? Essas pequenas brincadeiras não só quebravam o gelo, mas faziam com que os alunos se interessassem pelo assunto de um jeito natural. Elizângela tinha o dom de transformar conceitos abstratos em algo palpável, relacionando a filosofia com a vida real.&nbsp;</p><p>&nbsp;</p><p>Exigente, mas justa, ela não abria mão do rigor nos trabalhos e avaliações, mas também cultivava um ambiente onde todos se sentiam à vontade para questionar e debater. Mais do que ensinar teorias, ela ajudava os jovens a pensarem por si mesmos e a se entenderem melhor no processo. Aprender exigia mente e coração abertos.</p><p>&nbsp;</p><p>Sua sensibilidade era outro diferencial. Elizângela parecia saber o que cada aluno precisava, mesmo quando eles não diziam uma palavra. Para ela, educar ia além do conteúdo: era sobre formar pessoas. E essa missão incluía prepará-los para os desafios da vida, encorajando-os a serem corajosos, autênticos e donos de seus próprios caminhos.&nbsp;</p><p>&nbsp;</p><p>Belo-horizontina, formada em Filosofia pela PUC Minas e com especialização em Ciência da Religião, Elizângela também tem um lado prático: fez curso técnico em Contabilidade. Reservada e discreta, é do tipo que valoriza a família e os amigos acima de tudo. Pequenos hábitos, como tomar água com cravo-da-índia ou a paixão que tem pelo mar, revelam uma personalidade cheia de detalhes, assim como suas aulas, que deixaram marcas profundas em quem passou por elas.&nbsp;</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-07-13 12:49:34 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Educação é doce, mas não é mole, não</title>
         <author>lucianoandraderibeiro</author>
         <link>https://padlet.com/lucianoandraderibeiro/yiabtoxcf0lmke3u/wish/3517928868</link>
         <description><![CDATA[<p>Débora Fernandes, 25 anos, mineira de Belo Horizonte, descobriu cedo que estudar muda destinos ,e trocou a área na qual fez curso técnico no CEFET em redes e computadores por letras e educação. Formada em Letras pela UFMG, chegou à minha escola como estagiária e com a missão de dar aula de Projeto de Vida e Oficina de Emoções. A turma esperava “aula livre”; ela entregou conversas francas sobre identidade racial, futuro e pertencimento, mostrando que juventude e autoridade podem caber na licenciatura.</p><p>“Quero ser instrumento de transformação, como a educação foi para mim”, repete Débora, solteira e sem filhos, enquanto observa a crise que atravessa o ensino. Para a geração Z que ela mesma integra, o estudo não é mais tão valorizado como para a escritora Adélia Prado via quando dizia que sua mãe achava “o estudo a coisa mais fina do mundo”. Débora sente falta desse encanto: “Hoje, muitos só enxergam a escola como obrigação”.</p><p>Os obstáculos se acumulam ,salas lotadas, poucos recursos, jornadas exaustivas e alunos com histórias de vida duras. Ainda assim, ela cultiva as pequenas vitórias : um obrigada tímido, um abraço apertado, um chocolate deixado sobre a mesa. “Sem afeto, o professor amarga; com afeto, ele resiste”, diz, parafraseando a própria experiência.</p><p>Resistir foi o que fez quando acolheu uma aluna do oitavo ano, abandonada duas vezes e criada apenas pela irmã. A garota se afastou, envergonhada pela atenção recebida, mas dias depois deixou uma cestinha de doces — prova silenciosa de que cuidado também se aprende.</p><p>Ela mesma não romantiza a educação: “O salário aperta e a faculdade não cobre metade do que a sala exige e a falta de colaboração dos funcionários nas escolas”. Mesmo assim, aconselha os futuros companheiros de carreira a irem sem preconceitos, pois a vida precisa ser vivida e com planos de voo: “Não deixem te desencorajar. Se é seu sonho, lute com unhas, dentes ”. Entre a dureza da rotina e os prazeres da profissão, Débora segue provando que, embora amarga para quem desiste, a educação continua doce para quem insiste.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-07-13 12:56:07 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>De aluna desacreditada à referência na Educação Física</title>
         <author>lucianoandraderibeiro</author>
         <link>https://padlet.com/lucianoandraderibeiro/yiabtoxcf0lmke3u/wish/3517930289</link>
         <description><![CDATA[<p><br></p><p>Ela já quis ser policial, enfrentou um teste psicotécnico que lhe fechou portas, mas acabou abrindo um caminho que mudaria vidas — a começar pela dela. Hoje, Rachel Lemos Perdigão Januário é mais que uma professora de Educação Física: é uma figura marcante na trajetória de centenas de alunos que encontraram no esporte uma forma de fugir da vulnerabilidade social, superar doenças e escolher um caminho com mais sentido e saúde.</p><p>Nascida em Belo Horizonte, atleticana roxa e filha caçula de um policial militar, Rachel sonhava com a farda. Mas ao não ser aprovada no psicotécnico para seguir carreira na PM, decidiu mirar em outro exemplo de autoridade e respeito: seu professor de handebol, Ataíde, referência no esporte em Minas Gerais. Foi ali que a ideia da docência surgiu como missão — e não apenas como profissão.</p><p>Hoje, casada e mãe de dois filhos, ela tem plena certeza da escolha que fez. “Não é pelo dinheiro. A gente sabe que o professor ainda é pouco valorizado no Brasil. Mas eu tenho orgulho de estar onde estou. Fazer diferença na vida de alguém é algo que o salário não paga”, diz com firmeza.</p><p>Com sua presença acolhedora e energia vibrante, Rachel é daquelas profissionais que deixam marcas por onde passam. Nas quadras ou nas salas de aula, seu trabalho vai além da técnica: é afeto, escuta, incentivo. Por meio do esporte, ajuda crianças e adolescentes a encontrarem propósito, afastando-se de contextos de risco como as drogas e a prostituição. “O esporte é uma ferramenta de transformação. E transforma de verdade”, afirma.</p><p>O reconhecimento vem dos próprios alunos, que frequentemente a escolhem como paraninfa ou madrinha de turmas. Uma dessas homenagens veio acompanhada de um depoimento que a emocionou profundamente: uma ex-aluna revelou, em discurso de formatura, que havia superado um quadro de depressão com o apoio recebido nas aulas de Educação Física. “Eu não fazia ideia. Ouvir isso me tocou demais”, conta.</p><p>Outro caso marcante foi de um aluno do ensino fundamental com laudo que o isentava das aulas. Com o tempo, e com estímulo contínuo, ele deu um salto — literalmente. “Ele conseguiu pular corda. Para a maioria pode parecer simples, mas para ele e para a família, foi uma grande vitória”, relembra Rachel, com brilho nos olhos.</p><p>Além das aulas, ela organiza eventos esportivos animados e envolventes, que incentivam o protagonismo estudantil e fortalecem os laços escolares. Sua dedicação e versatilidade fazem dela um modelo para muitos — inclusive para quem, como ela, escolheu seguir carreira na docência por inspiração direta.</p><p>Rachel se emociona ao lembrar de Gláucia, uma ex-aluna que virou professora e hoje também transforma vidas. “Quando alguém me diz que virou professor por minha causa, não tem recompensa maior. Isso me dá a certeza de que tudo vale a pena.”</p><p>Mais do que ensinar Educação Física, Rachel ensina caminhos. Caminhos que ela mesma aprendeu a desbravar — e que agora, com sua força tranquila e presença viva, ajudam a mudar destinos.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-07-13 13:00:02 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Educadora descobre na infância a chave para transformar vidas</title>
         <author>lucianoandraderibeiro</author>
         <link>https://padlet.com/lucianoandraderibeiro/yiabtoxcf0lmke3u/wish/3517935048</link>
         <description><![CDATA[<p>Foi durante uma pós-graduação em gestão escolar que Thaís Versiani Pires Lopes, 42 anos, teve um estalo que redefiniu seu olhar sobre a docência: o desenvolvimento das crianças é, para ela, “a chave para todas as coisas”. A frase resume o sentimento de uma educadora que uniu maternidade, paixão pelo ensino e longa trajetória escolar para transformar, todos os dias, o futuro de seus alunos.</p><p>Natural de Belo Horizonte e mãe de três filhos, Thaís teve seu primeiro contato com a educação aos 15 anos, quando a mãe abriu uma escola de ensino básico. De imediato, passou a viver todas as rotinas da instituição: foi auxiliar, recreadora, monitora e professora. Apesar da experiência precoce, seu sonho era outro — ela chegou a ser aprovada no vestibular para Medicina Veterinária, mas precisou trabalhar e, por isso, adiou o plano e mergulhou de vez no universo da pedagogia.</p><p>Sua formação foi construída em etapas marcadas pela maternidade. A primeira gravidez, de risco, a obrigou a trancar o curso superior. Ao retornar, optou pelo magistério voltado à educação infantil, no Instituto de Educação de Minas Gerais (IEMG). Depois, entre 2004 e 2009, concluiu a graduação em Pedagogia na Universidade Salgado de Oliveira (UNIVERSO), experiência que, segundo ela, consolidou sua identidade docente.</p><p>Hoje, Thaís atua como coordenadora, co-diretora e professora do 3º ano do ensino fundamental, fase que ela considera a mais desafiadora e apaixonante. Sua prática é guiada pelo cuidado, pelo diálogo com as famílias e pelo exercício constante de se colocar no lugar do outro. “Ofereço aos meus alunos o que gostaria que oferecessem aos meus filhos”, afirma.</p><p>A educadora também acredita que a maior mudança que atinge a escola são as pessoas. Segundo ela, cada nova geração de famílias e crianças exige escuta, flexibilidade e preparo. “A informação é essencial, em sala de aula, nas reuniões com os pais e em qualquer relação social”, defende.</p><p>Ao refletir sobre sua trajetória, Thaís deixa um recado direto para quem está começando na Pedagogia: “se informem, façam estágios, conheçam as pessoas e vivenciem. Informe e informem-se sempre. A curiosidade é indispensável.”</p><p>Entre maternidade, formação e sala de aula, Thaís construiu um modo próprio de ensinar e de cuidar. Um trabalho movido por afeto, presença e pela convicção de que educar vai muito além de ensinar: é dar sentido à vida do outro.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-07-13 13:12:51 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>De autoridade a facilitadora: ex-professora destaca virada no papel do docente</title>
         <author>lucianoandraderibeiro</author>
         <link>https://padlet.com/lucianoandraderibeiro/yiabtoxcf0lmke3u/wish/3517940386</link>
         <description><![CDATA[<p>Para Magali de Lima Santos Seniuk, 67 anos, a maior revolução na educação que viveu não foi tecnológica — foi humana. A antiga postura do professor como autoridade absoluta deu lugar, ao longo de sua trajetória, a uma prática centrada na participação ativa do aluno, onde o docente atua como facilitador e incentivador.<strong> </strong>Essa mudança, segundo ela, alterou profundamente a forma de ensinar — e de aprender.</p><p>Nascida em Belo Horizonte, Magali cresceu em uma família marcada pelo afeto. Prima de segundo grau da autora do relato, ela é uma das inspirações que a motivaram a ingressar no curso de Pedagogia. Começou a dar aulas antes mesmo de iniciar a graduação, tendo feito o Magistério com estágios que já lhe davam um vislumbre do que viria pela frente. Em 1984, ingressou na FAFI-BH (hoje UNI-BH), onde teve contato mais direto com as realidades sociais da escola pública e com disciplinas que a marcaram profundamente, como Filosofia, Sociologia e Psicologia da Educação.</p><p>Com a certeza de que a sala de aula era seu lugar, Magali atuou como professora e coordenadora da educação infantil em escolas tradicionais de Belo Horizonte, como o Colégio Presbiteriano e o Colégio Ebenézer. Mas, ao longo do tempo, percebeu que o modelo educativo centrado na memorização perdia espaço para uma abordagem mais dialógica, em que o aluno é visto como sujeito ativo do processo de aprendizagem. Essa mudança de perspectiva transformou sua forma de lecionar.</p><p>Mesmo enfrentando dificuldades, sobretudo no período final da carreira, com a introdução das novas tecnologias e os planejamentos digitais, Magali seguiu firme por um motivo que resume sua essência como educadora: empatia. Foi esse valor que sustentou sua conexão com os alunos e deu sentido ao trabalho diário.</p><p>A educadora acredita que o futuro da profissão está na escuta, na inclusão e na abertura para realidades sociais diversas. Por isso, seu conselho a quem deseja seguir a carreira é claro: “busque continuamente conhecimento que abra seu olhar para uma educação mais inclusiva, que ajude o aluno a desenvolver uma estrutura sólida para os desafios da vida.”</p><p>Para a autora do relato, Magali não é apenas uma referência profissional — foi um pilar em momentos pessoais difíceis, como no sétimo ano escolar, quando precisou de apoio com notas e compreensão de conteúdos. Ao lado de outras memórias afetivas, essa vivência confirmou sua escolha pela Pedagogia.</p><p>Mais do que ex-professora, Magali é parte viva de uma geração que viu a escola se transformar — e que decidiu transformar junto.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-07-13 13:26:19 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Ensinar com o coração: a educadora que fez da escola um espaço vivo</title>
         <author>lucianoandraderibeiro</author>
         <link>https://padlet.com/lucianoandraderibeiro/yiabtoxcf0lmke3u/wish/3517943550</link>
         <description><![CDATA[<p><br/></p><p>A educação começa com a presença. Presença que escuta, que acolhe, que transforma.<strong> </strong>É assim que a profa. Ana Gabriela Vasconcelos faz questão de marcar sua passagem pela sala de aula. Ela enxerga a escola como um espaço vivo — cheio de cheiros, sons e memórias — e acredita que o vínculo humano entre professor e aluno é a chave para uma formação ética e significativa. Em tempos de automatização e ensino impessoal, sua defesa da simplicidade, da fé cristã e da parceria com as famílias se destaca como resistência.</p><p>Nascida em Belo Horizonte, em 1985, Ana estudou em escolas públicas de Contagem e precisou de três tentativas para ingressar na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), onde se formou em Letras com ênfase em Português, Inglês e Literatura de Língua Inglesa. O caminho não foi fácil, mas sua trajetória é marcada por entusiasmo, fé e uma profunda dedicação à educação.</p><p>Começou a atuar como professora em 2005, na Cultura Inglesa, onde chegou a obter o certificado máximo da Universidade de Cambridge. A formação internacional se consolidou em 2010, com intercâmbio na Wayne State University, nos Estados Unidos, onde estudou literatura e cinema — experiências que enriqueceram seu repertório cultural e pedagógico.</p><p>Sua vocação para o magistério se consolidou em instituições como o Colégio Batista Mineiro, onde atuou como professora bilíngue por quase sete anos. Mesmo após uma demissão inesperada em 2016, seguiu firme, equilibrando estudos, espiritualidade e um ideal claro de educar com propósito.</p><p>Ana sempre defendeu a educação cristã como resposta a muitos dos dilemas contemporâneos. Via o ensino como missão e acreditava que o professor deve ser mais do que transmissor de conteúdo: deve ser alguém que inspira, que acompanha e que cuida. Por isso, sempre enfatizou a importância da saúde mental dos educadores, o cuidado com os vínculos afetivos e a convicção de que a vida precisa valer mais que o trabalho.</p><p>Casada com Tiago Vasconcelos desde 2020, encontrou na maternidade uma prioridade emocional. Enfrentou, com coragem, o luto da infertilidade e se abriu aos caminhos da adoção e à luta dentro do sistema público de saúde. Mesmo nos momentos de dor, manteve a sensibilidade de quem acredita no amor como parte da prática educativa.</p><p>Crítica dos impactos da tecnologia no ambiente escolar, Ana Gabriela defende um ensino humanizado, onde o afeto e a escuta são instrumentos pedagógicos tão importantes quanto os livros. Professora entusiasmada, com coração de criança e muitos talentos — especialmente na escrita — ela é lembrada como alguém que fazia da sala de aula um espaço de acolhimento, criatividade e transformação.</p><p>Sua história inspira por mostrar que ensinar, para além do currículo, é um ato contínuo de fé, resistência e amor ao outro.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-07-13 13:35:03 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Ensinar com amor: o legado de Ilda Aparecida.</title>
         <author>lucianoandraderibeiro</author>
         <link>https://padlet.com/lucianoandraderibeiro/yiabtoxcf0lmke3u/wish/3517945158</link>
         <description><![CDATA[<p><br/></p><p>“Ensine com amor e carinho, porque professores são pessoas que sempre marcam vidas.” Foi assim que a filha de Ilda Aparecida deixou seu conselho para aqueles que querem seguir na área da educação, assim como sua mãe. E foi exatamente deste modo que sua mãe cumpriu sua missão na educação até seus 42 anos; marcando a vida de todos os seus alunos e espalhando carisma por onde passava.</p><p>Nascida em 16/04/1977, Ilda Aparecida viveu em Minas Gerais, onde construiu sua história. Era casada e teve dois filhos que sempre foram seu maior orgulho. Formada em Pedagogia, a professora enfrentava dificuldades em conciliar o trabalho e a rotina familiar, enfrentando longas jornadas para realizar seu sonho de ser professora.</p><p>A decisão de seguir a carreira docente nasceu do exemplo de uma professora que mudou sua vida. A paixão pelo ensino foi o que a motivou a continuar, mesmo nos momentos mais difíceis. Um dos momentos mais marcantes foi quando passou em cinco concursos públicos ao mesmo tempo, tendo que, naquele instante, escolher apenas entre dois deles. No final, sua formatura foi um marco de muita alegria em sua vida.</p><p>Evelyn, sua filha, menciona o fato de que a educação atualmente necessita de mais investimento, para que assim volte a ser melhor como no passado. Como conselho para quem sonha em ser professor, a filha termina dizendo: “Se é algo</p><p>que enche seu coração de alegria assim como enchia o da minha mãe, faça e seja muito feliz.”</p><p>Ilda Aparecida faleceu em 2 de março de 2020, com seus 42 anos. Apesar disso, seu legado continua vivo na memória de todos que tiveram a sorte de cruzar seu caminho. Sua história, feita de coragem, dedicação e afeto, hoje inspira não só sua família, mas também todos que tiveram uma vivência tão incrível ao lado de uma professora excepcional e que, sem dúvidas, amava muito o que fazia.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-07-13 13:39:29 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Educar com sensibilidade: a gestora que transformou o respeito em prática pedagógica</title>
         <author>lucianoandraderibeiro</author>
         <link>https://padlet.com/lucianoandraderibeiro/yiabtoxcf0lmke3u/wish/3517946824</link>
         <description><![CDATA[<p>Em uma época em que muitos ainda insistem em métodos padronizados, Nilma Paula apostou, desde o início da carreira, em práticas pedagógicas que respeitam as individualidades e promovem o desenvolvimento de cada aluno. Essa escolha, feita há quase três décadas, moldou toda a sua trajetória — da sala de aula à liderança na gestão pública.</p><p>Aos 49 anos e com 28 dedicados à educação, Nilma atua hoje como secretária municipal de Educação de Raposos, Minas Gerais. Graduada em Pedagogia e com especializações em Psicopedagogia, Educação Inclusiva, Autismo e Neuropsicopedagogia Clínica e Institucional, ela se consolidou como uma referência no trabalho com inclusão e personalização do ensino.</p><p>Sua carreira é marcada pela empatia, capacidade de escuta e liderança. Desde os tempos de professora, Nilma defende que a qualidade do ensino passa pelo respeito às diferenças, planejamento cuidadoso e envolvimento real com a comunidade escolar. Como gestora, leva esse compromisso adiante: busca inovação, valoriza o trabalho em equipe e incentiva políticas públicas que favoreçam o acesso à educação inclusiva e transformadora.</p><p>Um dos momentos mais emblemáticos de sua trajetória foi acompanhar, junto à equipe pedagógica, a evolução de uma aluna com diagnóstico de autismo. Com apoio especializado e estratégias individualizadas, a estudante passou a se integrar às atividades escolares e a se expressar em sala de aula. “Ver essa aluna interagir foi um dos momentos mais marcantes da minha vida profissional”, afirma.</p><p>Nilma acredita que educar vai muito além de transmitir conteúdo. Para ela, a base está na crença genuína no potencial de cada estudante — especialmente daqueles que a sociedade tende a deixar para trás. Por isso, seu conselho a quem inicia na carreira docente é direto: “Mais do que ensinar, o professor precisa acreditar. A formação é importante, mas é o carinho e a sensibilidade que fazem a diferença. Educar é um ato lindo e gratificante.”</p><p>De professora a gestora, Nilma Paula mostra que respeitar as singularidades dos alunos não é apenas um princípio pedagógico — é uma escolha ética e transformadora, que constrói, todos os dias, uma escola mais justa para todos.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-07-13 13:43:04 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Ser farol na primeira infância: o legado de Cleunice Martins</title>
         <author>lucianoandraderibeiro</author>
         <link>https://padlet.com/lucianoandraderibeiro/yiabtoxcf0lmke3u/wish/3517947670</link>
         <description><![CDATA[<p><br/></p><p>Cleunice Martins da Silva, de 49 anos, nasceu em Carmésia (MG) e, desde cedo, soube que queria ser professora. Casada, viu na docência um chamado que unia amor, vocação e compromisso. Desde pequena, se encantava com o ambiente escolar, não só pelo conteúdo, mas pela possibilidade de fazer diferença na vida das pessoas. Sua escolha não foi por acaso: foi pela certeza de que ensinar é uma das formas mais potentes de transformar o mundo.</p><p>Graduada em Serviço Social pela Universidade Una e em Pedagogia pela Faculdade Pitágoras, Cleunice também é especialista em Psicopedagogia. Toda sua trajetória está ligada à Educação Infantil, onde atua com dedicação e carinho. Ver o desenvolvimento das crianças, acompanhar suas primeiras descobertas e ser referência nesse processo são, para ela, as maiores recompensas da profissão.</p><p>Cleunice testemunhou e participou das mudanças na educação ao longo dos anos. Para ela, a escola de hoje exige integração entre professor, família e comunidade. O educador deixou de ser o centro para se tornar parte de um todo. Mesmo com os desafios — como a desvalorização da profissão e a escassez de recursos —, ela se mantém firme ao ver que contribui para a formação de sujeitos conscientes e críticos.</p><p>O que a move diariamente é o olhar curioso de cada criança e a certeza de que seu trabalho faz sentido. A cada pequena conquista dos alunos, Cleunice renova sua paixão pela docência. Para quem está entrando na profissão, ela aconselha: conheça a realidade onde vai atuar, tenha empatia, escute os alunos e respeite suas histórias. Só assim é possível ser um educador completo.</p><p>Em sua trajetória, Cleunice deixou marcas por onde passou. Mais do que ensinar, ela acolhe, inspira e transforma. Para ela, ser professora é ser ponte para o futuro, farol em momentos de dúvida e esperança constante na capacidade humana de aprender e evoluir. Seu legado é feito de afetos, histórias e vidas que ela ajudou a moldar com dedicação e amor.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-07-13 13:45:37 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Entre cansaço e encantamento: professora vê no afeto e no aprendizado mútuo o sentido de ensinar</title>
         <author>lucianoandraderibeiro</author>
         <link>https://padlet.com/lucianoandraderibeiro/yiabtoxcf0lmke3u/wish/3517949808</link>
         <description><![CDATA[<p>Apaixonada pela profissão, Laila Caroline Gonçalves Rezende, 41 anos, afirma que ensinar é difícil, exaustivo — mas profundamente gratificante. Inspirada por Paulo Freire, ela acredita que o professor também aprende com os alunos todos os dias. E diz que conhecer tantas pessoas diferentes, cada uma com sua beleza singular, é uma das maiores recompensas da docência.</p><p>Natural de Belo Horizonte (MG), Laila é conhecida carinhosamente como “Fada” — apelido que parece traduzir com precisão sua postura acolhedora e encantadora no ambiente de ensino. A pedagogia está presente em sua vida desde sempre: filha, neta e sobrinha de professores, cresceu imersa em um universo de dedicação ao ensino.</p><p>Desde cedo, era aquela “nerdzinha” que se sentava nas primeiras carteiras da sala, admirando seus professores com atenção e respeito. Embora sempre soubesse que seu destino era a docência, chegou a cogitar cursar História ou seguir pela área da Nutrição, escolha que acabou se concretizando. Mergulhou com intensidade na graduação, participou de projetos de extensão e iniciação científica, sempre com foco na vida acadêmica.</p><p>Foi durante o mestrado na UFMG, ao lecionar para o ensino superior, que teve a certeza de que a sala de aula era seu verdadeiro lugar. Ao mesmo tempo, enfrentou a dura realidade de muitos docentes brasileiros: chegou a trabalhar nos três turnos do dia, com jornadas exaustivas e pouco tempo para dormir — uma condição que, infelizmente, não é incomum na vida de educadores.</p><p>Entre os momentos mais marcantes de sua carreira, destaca o trabalho voluntário em um projeto de reforço escolar com crianças em situação de vulnerabilidade. Laila conta sobre um estudante com comportamento agressivo que, ao se sentir acolhido, começou a se transformar. “Gostaria que você fosse minha mãe”, disse ele em certa ocasião. Tocada, mas consciente do papel docente, ela explicou com cuidado a diferença entre mãe e professora. Para ela, o episódio simboliza a força do vínculo afetivo na transformação real de vidas por meio da educação.</p><p>Ao refletir sobre os desafios contemporâneos, Laila destaca a mudança radical no acesso ao conhecimento. Lembra-se de quando era necessário pesquisar em livros físicos e enciclopédias, e como hoje, apesar das facilidades tecnológicas, os alunos têm se mostrado menos críticos e autônomos. Isso a impulsiona a manter-se em constante formação, não apenas para si, mas para ajudar os estudantes a recuperarem a autonomia intelectual. Um dos focos do seu trabalho é desmistificar conceitos errados — especialmente na Nutrição — aprendidos por meio de influenciadores digitais, e ensinar os alunos a buscar fontes confiáveis.</p><p>Com entusiasmo, ela afirma amar profundamente a profissão que escolheu. “É um caminho difícil e cansativo, mas cheio de honra, alegria e realização.” Valoriza o aprendizado diário com os alunos e a oportunidade de conviver com pessoas de perfis diversos, cada uma contribuindo para o seu próprio crescimento.</p><p>E, como quem já viveu os altos e baixos da trajetória docente, Laila deixa um conselho sincero e essencial: “cuide de você mesmo. Muitas vezes, queremos cuidar de todos — dos alunos, da escola — e esquecemos de nós. Para ser um bom profissional, precisamos estar bem conosco primeiro.”</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-07-13 13:51:58 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Entre a rigidez do sistema e a urgência do tempo: professora aponta limites da educação conservadora</title>
         <author>lucianoandraderibeiro</author>
         <link>https://padlet.com/lucianoandraderibeiro/yiabtoxcf0lmke3u/wish/3517951411</link>
         <description><![CDATA[<p><br/></p><p>Embora a educação tenha incorporado novas tecnologias, metodologias ativas e recursos digitais, sua estrutura profunda ainda permanece conservadora. Para Carla Patrícia Rosa Leão, professora com trajetória internacional e mais de duas décadas de experiência, a sensação de retrocesso educacional não é causada por falta de inovação, mas pela incapacidade do sistema de acompanhar as transformações sociais, culturais e econômicas do nosso tempo.</p><p>Aos 45 anos, Carla é mãe, esposa e uma educadora apaixonada. Nascida em Belo Horizonte em 15 de fevereiro de 1980, é graduada em Pedagogia, professora de inglês com certificação da Universidade de Cambridge e estudante de Letras. Seu nome — com sonoridade de artista — reflete uma personalidade intensa e comprometida com tudo que faz.</p><p>A escolha pela docência surgiu da convicção de que a educação é uma das poucas forças verdadeiramente capazes de transformar realidades, tanto coletivas quanto individuais. Para ela, ensinar é um ato de resistência e de esperança. Com passagens por diversas instituições de ensino, viveu uma experiência marcante ao morar mais de cinco anos na Austrália, onde lecionou inglês e mergulhou em outra cultura educacional.</p><p>Apesar dos avanços aparentes, Carla vê uma escola ainda presa a estruturas rígidas. “Falta-lhe fluidez para se alinhar a uma sociedade em constante mutação, tanto em relação aos conteúdos e métodos de ensino quanto à sua relevância para o mercado de trabalho, a vida cotidiana e, sobretudo, aos valores éticos e ambientais que deveriam moldar o futuro”, avalia.</p><p>Para ela<strong>, </strong>docência é uma jornada resiliente. O maior desafio é trabalhar dentro de um sistema educacional que resiste à mudança e impõe distância entre teoria e prática. “Em vez de gerar reflexão, esse abismo acaba dificultando o surgimento de propostas verdadeiramente significativas. É nesse espaço de tensão que o educador precisa resistir e, sobretudo, reinventar-se.”</p><p>Mesmo com as dificuldades, Carla permanece movida por um ideal: contribuir para a construção de uma sociedade mais ética, justa e harmônica. E encontra sentido nos momentos simples e potentes da sala de aula. “O mais marcante é quando percebo que um aluno compreendeu algo pela primeira vez. Esse instante de descoberta revela a dimensão mais humana e transformadora da educação.”</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-07-13 13:55:59 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Entre utopias e sala de aula: professor que sonhava mudar o mundo com a educação</title>
         <author>lucianoandraderibeiro</author>
         <link>https://padlet.com/lucianoandraderibeiro/yiabtoxcf0lmke3u/wish/3517957366</link>
         <description><![CDATA[<p><br/></p><p>Mesmo diante de salários baixos, jornadas exaustivas e um cenário educacional muitas vezes desanimador, o professor Sandro Márcio Pessutti seguia motivado por algo raro: suas “utopias internas” — o desejo genuíno de transformar o mundo e enxergar, nas conquistas diárias dos alunos, sinais de uma mudança real e profunda. Seu compromisso com o ofício era mais que profissional: era vocacional, espiritual e filosófico.</p><p>Nascido em Tina-Roxa, no interior do Paraná, Sandro construiu uma trajetória marcada por amor à educação, dedicação à filosofia e compromisso com a formação humana. Casado e pai de dois filhos, tornou-se conhecido como um pensador inquieto e um educador apaixonado — daqueles que carregam o ensino como missão.</p><p>Formado em Filosofia e com pós-doutorado em Educação, Sandro acreditava que o tempo presente exigia novos olhares pedagógicos. Para ele, vivíamos uma era de ressignificações, na qual antigas certezas davam lugar a interrogações e novos valores. Repetia com frequência: “ontem tínhamos certezas claras. Hoje vivemos mudanças e novos valores.”</p><p>Sua vocação para o magistério surgiu naturalmente, guiada por intuição e pelo desejo profundo de viver uma vida dedicada à reflexão — impulso que, inclusive, o levou à vida religiosa: foi padre antes de se entregar à docência em tempo integral.</p><p>A quem estava começando na área, deixava sempre um conselho direto e encorajador: “tenha a intuição. Veja-se no papel de educador e siga seu chamado, mesmo diante das dificuldades. Não escute os clamores negativos nem as más experiências alheias. Foque nos seus sonhos e metas.”</p><p>O professor Sandro Márcio Pessutti partiu deixando um legado que vai muito além da sala de aula. Deixou a marca de quem acreditava no poder das ideias, da escuta, do sonho e da educação como força de transformação social e pessoal. Sua trajetória permanece como inspiração a todos que seguem ensinando com fé no ser humano — e em um mundo possível.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-07-13 14:10:11 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Educar é tocar almas: a jovem professora que transforma alunos com presença e afeto</title>
         <author>lucianoandraderibeiro</author>
         <link>https://padlet.com/lucianoandraderibeiro/yiabtoxcf0lmke3u/wish/3517961701</link>
         <description><![CDATA[<p><br/></p><p>Ela não vê alunos como tarefas a cumprir nem resultados a alcançar, mas como pessoas. Pessoas em formação, em conflito, em crescimento. Com apenas 24 anos, a professora Maíra Alves já compreende o que muitos levam décadas para perceber: ensinar é também cuidar. E cuidar exige presença, empatia e coragem.</p><p>Formada em Letras pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Maíra atua como professora de Redação e Literatura. Sua relação com a docência nasceu ainda na infância, quando os livros, as palavras e o encantamento pelo ato de ensinar já ocupavam lugar de destaque em sua vida. Desde cedo, entendeu que educar não é apenas transmitir conteúdo — é estar na vida do outro com responsabilidade e sensibilidade.</p><p>Em sala de aula, Maíra constrói mais do que competências: constrói vínculos. Suas aulas são espaços de escuta e acolhimento. Sabe quando um aluno está silencioso demais. Percebe o incômodo disfarçado. E transforma um simples “está tudo bem?” em um gesto potente de cuidado. Seu ensino vai além da técnica — toca almas.</p><p>Sua delicadeza, no entanto, não a impede de ser firme. Ela cobra, exige participação, expressa insatisfação quando a turma desrespeita os combinados. Mas mesmo quando um dia não termina como esperado — por comportamentos dispersos ou desafios emocionais —, ela volta no dia seguinte com o mesmo brilho nos olhos e a mesma disposição para tentar de novo. E isso, mais do que carisma, é resiliência silenciosa. É vocação.</p><p>Maíra foi presença marcante na vida de muitos alunos — especialmente em momentos difíceis. Uma ex-aluna conta como, durante um episódio severo de depressão, foi justamente a professora quem a ajudou a permanecer de pé. “Ela me viu. Não com discursos prontos, mas com cuidado. E ser vista foi o que me manteve viva”, relata. Esse olhar — que enxerga para além da superfície — é o que diferencia sua prática.</p><p>Católica, Maíra vive sua espiritualidade com profundidade. Sua fé aparece discretamente nas atitudes: no modo como insiste em acreditar na transformação pelo afeto, mesmo em dias difíceis; no modo como conduz sua missão educativa com humildade e verdade. Mesmo quando tudo parece desabar, ela ainda leva luz para quem está ao redor.</p><p>Maíra Alves é o tipo de professora que transforma sem fazer alarde. Que faz diferença mesmo nos dias em que acha que não está conseguindo. Que não desiste, mesmo frustrada. Ela representa uma educação feita com sentido, humanidade e coragem.</p><p>Sua trajetória é inspiradora — não apenas pelo que já construiu, mas por tudo que ainda fará. Em um mundo que precisa, urgentemente, de mais presença e escuta, Maíra é uma prova viva de que educar é, acima de tudo, um gesto de amor.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-07-13 14:21:14 UTC</pubDate>
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         <title>Onde a palavra floresce: professora transforma vidas com afeto, literatura e resistência</title>
         <author>lucianoandraderibeiro</author>
         <link>https://padlet.com/lucianoandraderibeiro/yiabtoxcf0lmke3u/wish/3517963558</link>
         <description><![CDATA[<p><br/></p><p><strong>Ela não entrou em sala de aula apenas para ensinar — entrou para deixar rastros de esperança.</strong> A cada texto lido, a cada olhar atento, <strong>Bárbara Jenis Miranda</strong> reconhece um território sagrado: o da escuta, da presença, do encontro. Para ela, <strong>o verdadeiro sentido da educação está em enxergar vidas em construção — e cultivar futuros possíveis onde antes havia silêncio.</strong></p><p>Aos 31 anos, nascida em Belo Horizonte, Bárbara é formada em Letras-Português pela PUC Minas e pós-graduada em Literatura Brasileira. A paixão pelos livros e pela docência surgiu cedo: aos cinco anos, ao aprender a ler, já sonhava em ser a professora que fala de literatura. Foi inspirada pela tia e por professoras que marcaram sua infância com afeto e significado.</p><p>Mas sua admiração pela profissão nunca lhe impediu de enxergar as dores da realidade. Bárbara fala com coragem sobre a desvalorização da carreira docente, os baixos salários e o impacto da sobrecarga na saúde mental. Em suas palavras, há lucidez, não amargura. E mesmo assim, ela escolheu seguir. “É preciso pensar bem antes de entrar em sala de aula”, diz. E ela pensou — e entrou.</p><p>Aos 23 anos, em uma escola de Vespasiano marcada pela vulnerabilidade social, <strong>Bárbara fez mais do que ensinar: apresentou novas possibilidades de vida.</strong> Falou sobre o CEFET, o COLTEC, e plantou ideias onde faltava perspectiva. Dois anos depois, veio a resposta: um aluno passou no CEFET, uma aluna ingressou no curso de Letras da UFMG. Ao receber o convite de formatura daquela turma, emocionada, ela compreendeu: <strong>tinha deixado sementes de esperança.</strong></p><p>Sua relação com os alunos é viva, afetiva e, acima de tudo, verdadeira. Quando fala de literatura e vê os olhos atentos, sente que está em um lugar que transcende o ensino formal. “Sou a professora chata, mas que ensinou muito”, diz com humor, revelando uma exigência amorosa que forma mais que estudantes — forma pessoas.</p><p>Durante a graduação, enfrentou dificuldades financeiras severas. Mesmo com bolsa do Prouni, acordava às 4h45, pegava quatro transportes, lecionava de manhã e estudava à tarde. Em meio ao cansaço, ainda encontrava tempo para preparar aulas. Foi aprovada em concurso público antes mesmo de se formar. “Foi força escrita com o corpo”, ela diz, com espanto e orgulho.</p><p>Hoje, Bárbara olha sua trajetória com a maturidade de quem <strong>amou a sala de aula com intensidade real</strong>. “Amei ser professora. Só queria ter a qualidade de vida financeira que sei que mereço.” E deixa um alerta sincero a quem sonha com a docência: “pense bem. Porque educar exige tudo — cabeça, coração e coragem. Mas ainda assim, vale. Há vidas que só florescem quando encontram uma professora como eu — como fui.”</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-07-13 14:26:06 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Quando o palco vira sala de aula: professora transforma ensino com arte e vocação</title>
         <author>lucianoandraderibeiro</author>
         <link>https://padlet.com/lucianoandraderibeiro/yiabtoxcf0lmke3u/wish/3517964484</link>
         <description><![CDATA[<p><br/></p><p>Embora tenha sonhado em ser atriz, Kátia Firmino Duarte afirma que foi a educação quem a escolheu — de forma espiritual. Longe de abandonar o teatro, incorporou a arte à sala de aula e fez dela um palco de escuta, criação e encantamento. Essa fusão entre educação e performance cênica tornou-se marca registrada de sua prática pedagógica: envolvente, dinâmica e profundamente humana.</p><p>Aos 40 anos, nascida em Belo Horizonte, Kátia é uma educadora vocacionada, cuja trajetória é marcada pela sensibilidade, firmeza e dedicação. Enxerga o ensino como algo que vai além do conteúdo — para ela, a educação precisa provocar, acolher e transformar. E é exatamente isso que tenta construir em cada aula: um espaço de inspiração e reflexão.</p><p>Além da atuação em sala, Kátia também contribuiu para a formação de professores em uma empresa multifuncional voltada à educação, onde colaborava com o desenvolvimento pedagógico de outros educadores. Mesmo amando o trabalho, decidiu deixá-lo para se dedicar exclusivamente à docência — uma escolha difícil, mas guiada por convicção.</p><p>Outro marco importante em sua trajetória foi a transição da rede privada para a rede pública de ensino. Apesar das dificuldades enfrentadas, ela relata que o maior retorno vem da gratidão de ex-alunos e ex-alunas, que reconheceram nela uma influência positiva em suas vidas. É isso, segundo Kátia, que reafirma diariamente sua fé no poder transformador da educação.</p><p>Firme em seus princípios, ela acredita que a docência exige coragem, autenticidade e confiança nos próprios valores. Sabe que o caminho é desafiador, mas reforça: “nada é maior do que a força de nossas convicções.”</p><p>Kátia Firmino Duarte é, ao mesmo tempo, professora e artista. Uma educadora que acredita que ensinar é também encenar — com verdade, presença e paixão. E sua trajetória comprova que, quando a arte encontra a educação, o conhecimento floresce com mais intensidade.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-07-13 14:29:14 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Persistência e estudo profundo: maestro defende educação como caminho de excelência</title>
         <author>lucianoandraderibeiro</author>
         <link>https://padlet.com/lucianoandraderibeiro/yiabtoxcf0lmke3u/wish/3517968881</link>
         <description><![CDATA[<p><br/></p><p><strong>“Ser persistente nos estudos e aprofundar é essencial para o alto desenvolvimento nas áreas de formação.”</strong> A frase é de <strong>Lindomar Gomes</strong>, educador, maestro e referência na cena cultural de Belo Horizonte. Para ele, o sucesso acadêmico e artístico nasce do esforço contínuo, do mergulho no conhecimento e da dedicação integral à prática.</p><p>Nascido em 6 de junho de 1965, Lindomar é natural de Belo Horizonte. Formou-se pela Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG) em 1989 e tem uma trajetória marcada pela música, pela educação e pela inclusão cultural. Estudou canto erudito no Cefart/Fundação Clóvis Salgado e se especializou em canto gregoriano e regência coral, atuando desde 1991 no Palácio das Artes.</p><p>Com mais de três décadas de experiência, ele é hoje <strong>coordenador do Festival Internacional de Corais (FIC)</strong>, projeto que centraliza ações culturais em Belo Horizonte e mobiliza apresentações por toda a cidade, além de cidades vizinhas e outros estados. Também é regente do Coral Ensaio Aberto desde 2002, projeto que se destaca por sua proposta inclusiva: <strong>todos podem cantar, sem distinção de idade ou classe social</strong>.</p><p>Apaixonado pela arte de ensinar e reger, Lindomar começou cedo. Desde jovem, já demonstrava afinidade com as notas musicais e iniciou sua jornada com o coral <strong>Puer Singers</strong>. Para ele, a música é mais do que expressão — é uma ferramenta de formação humana e social.</p><p>Sua visão de educação vai além do conteúdo técnico. Lindomar defende que a escola deve ser um espaço físico de acolhimento, crescimento e inclusão, com um olhar crítico sobre as realidades diversas que atravessam o cotidiano. Como educador, acredita que ensinar é também <strong>atuar pela transformação social</strong>.</p><p>Entre os maiores desafios que enfrenta está a busca constante por patrocínios e a manutenção de espaços de cultura acessíveis à população. Ainda assim, segue firme com o lema de seu trabalho: <strong>música para todos</strong>.</p><p>Com aulas e ensaios realizados em pontos culturais como o Palácio das Artes, Museu Mineiro e Igreja São José, o trabalho de Lindomar Gomes é um exemplo de como a <strong>educação, a arte e a persistência podem caminhar juntas para construir uma sociedade mais sensível, justa e plural.</strong></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-07-13 14:38:59 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Ex-professora de Serro marcava gerações com aulas inovadoras e peças teatrais memoráveis</title>
         <author>lucianoandraderibeiro</author>
         <link>https://padlet.com/lucianoandraderibeiro/yiabtoxcf0lmke3u/wish/3517971368</link>
         <description><![CDATA[<p><br/></p><p>Em uma época em que a tecnologia não disputava a atenção em sala de aula, a professora Rosemary Aparecida Guimarães Silva, natural de Serro, Minas Gerais, encontrava no teatro uma ferramenta pedagógica extraordinária. Com uma dedicação notável, ela transformava o ensino de Português em experiências inesquecíveis para seus alunos dos anos finais do Ensino Fundamental.</p><p>As peças teatrais eram o ponto alto de suas aulas, encantando a todos e ficando marcadas na memória dos estudantes. Rosemary não poupava esforços para garantir que cada detalhe fosse impecável: roupas eram feitas sob medida, cenários incríveis eram montados, as falas adaptadas, e músicas e poemas cativantes integravam as apresentações. O objetivo era claro: <strong>ajudar os alunos a superar a timidez</strong> e, no processo, permitir que cada criança descobrisse um novo talento ao interpretar os papéis propostos, deixando uma marca de amor em suas vidas.</p><p>Com 38 anos dedicados à educação, a maior parte em sala de aula como regente nos anos iniciais e professora de Português, Rosemary sempre viu o ensino como algo excepcional. "Poder levar o conhecimento ao outro foi, para mim, muito prazeroso e gratificante", afirma a ex-educadora. A alegria dos alunos ao apreender e demonstrar o conhecimento em suas produções era, segundo ela, impagável. Naquela época, a conexão com os alunos era "incrível", sem as distrações que hoje o celular e as redes sociais impõem. Sua motivação a levava a preparar aulas atrativas, sem se preocupar com gastos, priorizando sempre um ensino diferente e envolvente.</p><p>Hoje, aos 58 anos e aposentada, Rosemary recorda o passado com saudades e um toque de tristeza ao observar as mudanças. A modernidade, embora necessária, trouxe a perda de alguns valores, e muitos alunos parecem desinteressados pelos estudos, presos às redes sociais. Ela também percebe que grande parte dos professores atuais não está preparada para lidar com esses desafios.</p><p>Apesar dos pesares, a realização de Rosemary vem ao reencontrar seus ex-alunos — carinhosamente chamados de "seus meninos e meninas" — progredindo na vida e reconhecendo seu trabalho. Mesmo fora da sala de aula, seu legado permanece vivo no coração e na mente de muitos que, inspirados por ela, descobriram que a educação permite "voar alto e conquistar o mundo".</p><p>Para aqueles que desejam seguir a carreira de educador, Rosemary deixa um conselho inspirador: "Se querem ser educadores, façam-no por amor, nunca pelo financeiro. Lembre-se de que vocês serão como escultores. Então que tipo de obra desejam criar?".</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-07-13 14:44:32 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Educadora de BH transforma vidas com Pedagogia afetiva</title>
         <author>lucianoandraderibeiro</author>
         <link>https://padlet.com/lucianoandraderibeiro/yiabtoxcf0lmke3u/wish/3517972787</link>
         <description><![CDATA[<p><br/></p><p>Com um sorriso acolhedor e um olhar doce, a professora Agda Alves da Silva, 52 anos, natural de Belo Horizonte, marcou profundamente a trajetória escolar de seus alunos, demonstrando desde cedo um amor incondicional pelo ensino. Sua presença calma e terna revelava um cuidado genuíno com cada estudante, uma qualidade que, para muitos, definia a essência de sua pedagogia.</p><p>Formada em Pedagogia pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) em 2001, Agda nunca cessou de buscar conhecimento. Sua formação é notavelmente ampla, com cinco pós-graduações que abrangem áreas como educação especial e inclusiva com ênfase em neurociência e aprendizagem, psicomotricidade, TDAH, psicopedagogia clínica e institucional, e música. Mais do que os títulos acadêmicos, era a sensibilidade com que aplicava todo esse vasto saber em suas aulas que verdadeiramente encantava.</p><p>Cada aula era meticulosamente planejada, como um preparo de algo precioso. Essa dedicação se traduzia em uma atenção personalizada: Agda escutava, conhecia e enxergava cada aluno como um ser único e especial. Para ex-alunos, essa abordagem era a maior lição: a de que ensinar é, acima de tudo, uma forma de amar.</p><p>Questionada sobre o que a mantém motivada na profissão, a professora reitera seu amor por dar aulas. Embora mencione aspectos como salário e carga horária, sua paixão pela educação e a vivência do que ensina com afeto, entrega e propósito são evidentes.</p><p>O impacto de Agda Alves da Silva transcende as salas de aula. Para muitos, seu exemplo foi a semente para o desejo de seguir a carreira pedagógica. Sua trajetória demonstra que ser docente vai além da transmissão de conteúdo, sendo, essencialmente, um ato de tocar vidas com empatia e verdade. Por essa razão, a professora Agda permanece uma referência do que há de mais inspirador na educação.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-07-13 14:49:10 UTC</pubDate>
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         <title>Shirley Lima dos Anjos: uma vida dedicada a ensinar com o coração</title>
         <author>lucianoandraderibeiro</author>
         <link>https://padlet.com/lucianoandraderibeiro/yiabtoxcf0lmke3u/wish/3517975126</link>
         <description><![CDATA[<p><br/></p><p>Não são apenas as palavras que ensinam — mas a escuta, o afeto e a presença. Shirley Lima dos Anjos compreendeu isso desde o início de sua caminhada na educação infantil, há mais de dez anos. Seu olhar doce, aliado ao humor leve e à energia vibrante, conquistou não apenas os pequenos alunos, mas também os colegas de trabalho e famílias que tiveram o privilégio de cruzar seu caminho. Em vez de apenas repassar conteúdos, Shirley sempre escolheu formar pessoas — com delicadeza, firmeza e um compromisso profundo com a transformação social.</p><p>A vocação surgiu cedo, inspirada pelo brilho no olhar de quem aprende algo novo. Shirley encontrou na docência um propósito maior: contribuir com autoestima, senso crítico e humanidade. Em sua prática, acredita na educação que acolhe, que enxerga o aluno por inteiro. E se entrega a isso todos os dias — mesmo diante dos inúmeros desafios que a profissão impõe, como a desvalorização ou a luta constante por condições dignas de trabalho. Shirley resiste com afeto e coragem, firmando-se como ponte entre o saber e a vida.</p><p>Entre tantas histórias que compõem sua jornada, há uma que permanece viva em sua memória: a do aluno com síndrome de Down que rejeitava qualquer aproximação. Foi com paciência, música, brincadeiras e um olhar à altura do menino que Shirley conquistou sua confiança. Até que, num gesto simples e grandioso, ele correu ao seu encontro e lhe deu um abraço espontâneo. Para Shirley, esse abraço foi mais do que afeto — foi uma resposta silenciosa de que o vínculo havia vencido o medo. Momentos como esse provam que educar é também um ato de amor.</p><p>Mesmo diante das mudanças nos tempos e métodos, Shirley continua a se reinventar. Vê com esperança a educação que hoje valoriza a escuta, a inclusão e a autonomia das crianças. E permanece motivada pela certeza de que seu trabalho deixa marcas reais na vida dos alunos.</p><p>Esta homenagem é um reconhecimento da grandeza de sua missão. Shirley Lima dos Anjos é daquelas professoras que o tempo não apaga da memória dos alunos. Que permanece como referência, inspiração e exemplo. Celebrar sua história é também celebrar tudo o que a educação pode ser quando feita com o coração. Que sua jornada continue longa, luminosa e repleta de laços como os que você soube, com tanto carinho, construir.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-07-13 14:55:38 UTC</pubDate>
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         <title>Ex-militar transforma ensino de matemática com didática inovadora em BH</title>
         <author>lucianoandraderibeiro</author>
         <link>https://padlet.com/lucianoandraderibeiro/yiabtoxcf0lmke3u/wish/3517978784</link>
         <description><![CDATA[<p>Em uma era de constante evolução educacional, o professor Guilherme Guimarães, 42 anos, tem se destacado por uma abordagem que coloca o aluno no centro do aprendizado da Matemática, rompendo com a rigidez tradicional e priorizando o diálogo e a inclusão. Casado e pai de Fernando, de 7 anos, Guilherme, um ex-militar, viu na educação matemática o campo ideal para aplicar seu talento e transformar vidas, focando na superação do medo que a disciplina costuma gerar.</p><p>Com formação em Licenciatura e pós-graduação em Matemática pela UFMG, além de mestrado em Educação Matemática pela PUC-Minas, Guilherme observou de perto a evolução da sala de aula. Ele relata que o modelo centrado no professor e em provas rígidas cedeu lugar a um sistema mais flexível, onde projetos e trabalhos ganharam força e o currículo se tornou adaptável às necessidades dos alunos.</p><p>Para aqueles que aspiram à docência, Guilherme é enfático: é crucial ter consciência da rotina exigente e da realidade salarial da profissão. Contudo, ele enfatiza a necessidade de investir continuamente na formação, desenvolvendo didática, empatia, comunicação eficaz, gestão de sala e, sobretudo, a capacidade de escuta. Acredita que o trabalho do professor tem o poder genuíno de transformar vidas.</p><p>Entre os desafios enfrentados, como a precariedade de algumas estruturas escolares, o excesso de demandas e a adaptação às novas tecnologias, o que mais o gratifica é testemunhar seus alunos superarem o receio da Matemática. O aumento da autoestima dos estudantes é, para ele, o maior retorno. Os reencontros com ex-alunos, que expressam gratidão pela influência positiva em suas vidas, representam um reconhecimento que "dinheiro algum pode pagar".</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-07-13 15:04:14 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>O legado de Júnia: a educadora que transforma vidas pela arte e humanidade</title>
         <author>lucianoandraderibeiro</author>
         <link>https://padlet.com/lucianoandraderibeiro/yiabtoxcf0lmke3u/wish/3517982223</link>
         <description><![CDATA[<p><br/></p><p>Júnia, uma mulher cuja vida tem sido inteiramente dedicada ao ensino, à sensibilidade e à arte de formar pessoas. Aos 39 anos, ela continua deixando não apenas uma marca profunda nas salas de aula por onde passa, mas também no coração de todos que têm o privilégio de conhecê-la, aprender com ela e se encantar por sua inteligência, empatia e paixão pela educação.</p><p>Filha de professora, Júnia descobriu desde cedo sua vocação. Nas brincadeiras da infância e nas inspirações da adolescência, acreditou que ensinar era uma boa profissão, e transformou essa crença em missão. Com 27 anos de dedicação à educação, sua trajetória é um exemplo de compromisso, criatividade e coragem.</p><p>Licenciada e bacharel em Música, jornalista por formação e, acima de tudo, educadora por essência, Júnia nunca se limitou ao conteúdo programático. Atuou como professora de Arte, Música e História da Arte, mas sua verdadeira aula sempre foi sobre humanidade. Para ela, ensinar é muito mais do que transmitir saberes: é construir pontes entre diferentes áreas do conhecimento, entre pessoas, entre ideias e sentimentos.</p><p>Com visão crítica e sensível, Júnia acredita que o professor do século XXI precisa ir além. Precisa integrar saberes, compreender o mundo em transformação, abraçar a tecnologia sem perder a ternura. Ela defende que a educação do futuro depende de empatia, de comunicação afetiva e de inteligência emocional. Formar seres humanos, para ela, sempre foi tão importante quanto formar estudantes.</p><p>Mesmo diante dos desafios da profissão, a desvalorização, a exaustão, o impacto das novas tecnologias, Júnia segue com brilho. Um brilho que não se apaga, pois nasce de dentro: da força silenciosa de quem inspira pelo exemplo, de quem educa com amor, e não apenas com palavras.</p><p>Mas talvez o que mais defina Júnia seja a forma como toca as pessoas. Ela sempre diz que um bom professor é aquele que permanece na memória dos alunos. E Júnia permanece. Está nas lembranças afetivas de tantas aulas inesquecíveis, nos reencontros inesperados com ex-alunos, nas mensagens que chegam anos depois dizendo: “você fez diferença”.</p><p>Sua presença é viva, constante e transformadora. Ecoa nos corredores das escolas, nas músicas tocadas com alma, nos olhares despertos pela arte, nos pensamentos provocados por suas aulas. Sua generosidade, sua lucidez e sua entrega são sementes que continuam germinando.</p><p>Júnia não é apenas uma grande professora. Ela é inspiração. É prova viva de que ensinar é um ato de amor, coragem e esperança. E que a verdadeira presença é aquela que permanece nas ideias, nos gestos, nas memórias que tocam o coração.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-07-13 15:13:49 UTC</pubDate>
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         <title>Voz da comunidade: a educadora que luta por reconhecimento e por transformar vidas</title>
         <author>lucianoandraderibeiro</author>
         <link>https://padlet.com/lucianoandraderibeiro/yiabtoxcf0lmke3u/wish/3517983924</link>
         <description><![CDATA[<p>Nascida e criada na comunidade do Morro das Pedras, em Belo Horizonte, a educadora Angela da Silva Juscelino, 47 anos, trilhou um caminho de luta e dedicação que a levou a se tornar uma das pioneiras no reconhecimento da Educação Infantil. Em 1999, com apenas 20 anos, Angela iniciou sua trajetória em creches comunitárias, enfrentando um cenário onde a educação infantil era desvalorizada e profissionais eram meros "monitores". Sua participação ativa no movimento Pró-Creche foi crucial para que sua carteira de trabalho fosse uma das primeiras assinadas como Educadora Infantil, marcando uma virada histórica para a categoria.</p><p>Mãe de Larissa e avó de Lara e Bento, Angela possui uma formação diversificada, com Bacharelado em Turismo, Educação Infantil e Magistério Nível Médio. Além disso, é pós-graduada em Política Pública para a Juventude e Psicologia da Juventude.</p><p>Após anos de profissão, Angela relata que um dos maiores desafios atuais é a dificuldade de engajar as famílias nas escolas públicas e garantir a presença dos responsáveis em questões pedagógicas e reuniões. Ela também expressa descontentamento com a falta de valorização dos educadores e a sobrecarga de trabalho. Para complementar o salário, muitos precisam cumprir jornadas exaustivas, o que resulta em cansaço físico e mental.</p><p>Apesar dos obstáculos, sua maior motivação é a certeza de fazer a diferença na vida de seus alunos. "Hoje eu vejo e encontro com adultos que até hoje me chamam de professora, têm uma grande referência, saber que a gente faz sim a diferença na vida das pessoas, pra mim essa é a maior motivação", relata. Em 2018, a própria autora desta matéria foi sua aluna no Projovem (Programa Nacional de Inclusão de Jovens), na Associação Cruz de Malta, no Morro das Pedras.</p><p>Nesse período, Angela foi muito além do papel de professora, tornando-se amiga, conselheira e refúgio em momentos difíceis, oferecendo esperança a jovens de uma realidade muitas vezes marcada pela violência e pelo crime. Em uma "salinha simples, sem muita ventilação, aonde tentavam nos esconder e nos silenciar", ela e seus alunos construíram um refúgio de expressão e acolhimento. Ali, Angela ensinou a lutar por direitos, a enxergar a beleza na comunidade e a cuidar uns dos outros.</p><p>Para futuros educadores, Angela deixa um conselho inspirador: "Ser um docente não é pelo salário, é pela paixão, tem que gostar de pessoas, ter empatia e paciência, faça trocas com outras pessoas e estejam abertos para o novo".</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-07-13 15:19:00 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Iolda Bahia: da sala de aula às maratonas, a vida extraordinária da professora que marcou gerações</title>
         <author>lucianoandraderibeiro</author>
         <link>https://padlet.com/lucianoandraderibeiro/yiabtoxcf0lmke3u/wish/3517987045</link>
         <description><![CDATA[<p><br/></p><p>Ela corria maratonas, cruzava continentes e transformava alunos em amigos para a vida toda. Iolda Bahia (à esquerda na foto) não era apenas uma professora – era uma força da natureza. Nascida em Marabá (PA) em 1975, a psicóloga e educadora deixou um rastro de admiração por onde passou, mesclando sua paixão pelas linguagens, pela mente humana e pela liberdade que só o conhecimento pode dar.</p><p><br/></p><p>Com formação em Letras e Psicologia, Iolda viveu intensamente: era mãe de três filhos, maratonista, poliglota e viajante incansável. Seu currículo incluía aulas de Inglês, Literatura e Psicologia, mas seu maior talento ia além da didática – ela cativava. Ex-alunas como Natália Campos, hoje procuradora do Estado, e Ana Gabriela Vasconcelos, mestra em Literatura, guardam suas lições décadas depois. "Os limites da minha linguagem são os limites do meu mundo", repetia, citando Ludwig Joseph Johann Wittgenstein foi um filósofo austríaco.</p><p><br>Desde os oito anos, Iolda sabia que queria ensinar. Não seguia apenas livros – acreditava que todo conhecimento era válido e que a educação era ferramenta de emancipação. Na Escola Estadual Helena Guerra, em Contagem (MG), em 1999, marcou uma geração com aulas que ultrapassavam a gramática: falava de vida, sonhos e coragem. Ana Gabriela, sua ex-aluna, lembra que Iolda não só a incentivou a correr sua primeira maratona em 2025 como esteve lá, mesmo após anos de convivência por cartas e cartões de Natal.</p><p><br/></p><p>Sua sede por aprendizado a levou a três continentes – da América do Sul à Oceania –, mas seu próximo destino seria a Itália, fascinada pela língua e arquitetura. Na Psicologia, via a complementaridade com as Letras: "Tudo é comunicação, e entender a mente é ampliar horizontes", dizia. Criticava professores que resistiam à modernidade e admirava os que se reinventavam, como ela mesma fez ao unir ensino presencial e online décadas antes da tendência.</p><p><br/></p><p>Aos futuros professores, Iolda alerta: "Não escolham pela remuneração, mas pelo impacto". Sabia que a docência exigia resiliência, mas garantia que a recompensa vinha nos detalhes – no brilho nos olhos de um aluno, na descoberta de um novo caminho. O seu legado permanece: o de que ensinar é correr uma maratona sem linha de chegada, sempre em movimento, sempre adiante.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-07-13 15:29:22 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Fez da música e do ensino a sua missão de vida</title>
         <author>lucianoandraderibeiro</author>
         <link>https://padlet.com/lucianoandraderibeiro/yiabtoxcf0lmke3u/wish/3517988418</link>
         <description><![CDATA[<p>José Messias não tem filhos, mas ensina como um pai. Aos 62 anos, o professor de violão carrega em si uma serenidade firme e um amor inabalável pela educação. Enxerga nas cordas do instrumento que ensina há décadas um elo entre o que acredita e o que oferece: a chance de transformar vidas. “Ver meus alunos tocando e ensinando o que aprenderam comigo é o que me motiva todos os dias”, afirma, com um olhar que parece tocar cada nota.</p><p>&nbsp;</p><p>Nascido em Juazeiro do Norte, Ceará, viveu a infância no sertão até se mudar para o sudeste ainda jovem, sozinho, movido pela esperança de dias melhores. Nunca terminou o ensino fundamental, mas isso nunca foi limite para a sua vocação. Aprendeu a tocar violão sozinho com 12 anos. Com formação até o 8º ano, construiu seu ofício com esforço, sensibilidade e uma escuta apurada, talvez as principais técnicas do seu método, e como é autodidata, se aperfeiçoou com conteúdo online.</p><p>&nbsp;</p><p>Na simplicidade do ofício, José ensina mais do que acordes. Ensina paciência, escuta, dedicação. Para ele, ser professor é dar sentido à própria existência. E seu conselho a quem deseja trilhar esse caminho é direto: “É preciso paixão. Amar o que faz. E, muitas vezes, colocar o dinheiro de lado em nome de um ideal”. Não esconde a crítica à desvalorização do magistério, mas encara os desafios com a consciência de que o propósito deve ser maior que os obstáculos.</p><p>&nbsp;</p><p>Hoje, lamenta não ter vivido mais tempo com os pais, que faleceram enquanto ele tentava uma vida longe. “Às vezes me pergunto se valeu a pena”, confessa. Ainda assim, não deixa de acreditar no valor das escolhas que o trouxeram até aqui. Fala da música e do ensino como quem encontrou uma forma de estar em paz com a vida. “Educar é caminhar. E sempre vai ter algo novo pra aprender”, diz, com a calma de quem já entendeu que o destino não é o fim, mas o próprio caminho.</p><p>&nbsp;</p><p>A história de José Messias é feita de acordes simples e lições profundas. Entre perdas e conquistas, vive hoje o casamento entre sua profissão e sua paixão – algo que muitos buscam a vida inteira e poucos conseguem alcançar. Para seus alunos, ele é mais que um professor: é uma inspiração viva de que ensinar também é uma forma de amar.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-07-13 15:34:13 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Do técnico ao transformador: a trajetória do professor que virou ponte para sonhos</title>
         <author>lucianoandraderibeiro</author>
         <link>https://padlet.com/lucianoandraderibeiro/yiabtoxcf0lmke3u/wish/3517990093</link>
         <description><![CDATA[<p><br/></p><p>Ele entrou na faculdade e descobriu que ensinar podia ser diferente: sem formalismos, com paixão. Foi assim que Crisleon Valadares, hoje professor de cursos técnicos, decidiu que sua missão seria transformar a educação — e a vida — de seus alunos. Natural de Belo Horizonte (MG), o educador de 35 anos começou como instrutor de informática em uma ONG há nove anos, mas foi no ensino técnico, em disciplinas como gestão e meio ambiente, que encontrou seu propósito: fazer a diferença onde muitos veem apenas conteúdo.</p><p><br/></p><p>Em novembro de 2024, durante um intervalo entre aulas, Crisleon não discutia planos de aula ou burocracias. Puxou uma aluna pelo sonho. Insistiu para que ela prestasse o vestibular da UEMG — e ali, como testemunha a ex-aluna Vitória Oliveira, autora deste texto, começou uma revolução silenciosa. "Foi o início de uma transformação não só de vida, mas de mente", relata.</p><p><br>Com uma carreira dividida entre a docência e funções administrativas, Crisleon admite que conciliar as duas áreas é seu maior desafio. Mas não hesita: se precisar escolher, fica com o prazer de ver alunos progredindo — "seguindo carreira, passando em vestibulares", ri, ao enumerar suas conquistas. Seu método? Um estilo despojado, herdado dos professores que o inspiraram na faculdade, longe do modelo engessado do ensino médio.</p><p><br>Crítico do uso irrefletido de ferramentas digitais, ele alerta: "O bombardeio de informações pode criar dependência". Mas, se usado com sabedoria, o mesmo recurso amplia horizontes. Essa visão reflete sua jornada: começou com informática, migrou para a gestão ambiental e hoje prepara alunos para um mercado que exige tanto conhecimento técnico quanto autonomia.</p><p><br/></p><p>Apesar de não pretender permanecer indefinidamente em sala de aula, Crisleon já deixou marcas. Como a de Vitória, que hoje agradece por "ensinamentos que ultrapassam as paredes da escola". Para ele, a maior realização não está nos planos de aula, mas em virar a chave que abre portas — seja para um vestibular, um emprego ou a coragem de perseguir um sonho.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-07-13 15:40:20 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Ela não ensina matérias, transforma destinos: a professora que reescreve trajetórias</title>
         <author>lucianoandraderibeiro</author>
         <link>https://padlet.com/lucianoandraderibeiro/yiabtoxcf0lmke3u/wish/3517991054</link>
         <description><![CDATA[<p><br/></p><p>Camila Mathias dos Santos, 43 anos, nasceu na região de Venda Nova, em Belo Horizonte. Há duas décadas, dedica sua vida ao ensino, lecionando Ciências para alunos do ensino fundamental em escolas públicas. Ao contrário do que possa parecer, Camila não planejou ser professora. Na verdade, chegou a afirmar que nunca seguiria essa profissão. No entanto, ao ingressar na faculdade de Biologia e não se identificar com nenhuma área do bacharelado, acabou optando pela licenciatura. Foi por eliminação que começou, mas permaneceu por paixão, mesmo diante dos desafios.</p><p><br/></p><p>Filha dedicada, sem filhos e com uma cachorrinha linda que é sua companhia e que ama muito, Camila mora com a mãe e guarda no coração os aprendizados que uma escola pública de qualidade lhe proporcionou: o Colégio Militar de Belo Horizonte. A discrepância entre essa formação e a realidade da rede municipal despertou seu senso de justiça e a fez decidir que queria atuar onde houvesse mais desigualdade. Tentando garantir que, ao menos em algumas turmas por ano, seus alunos tivessem acesso à qualidade de ensino que ela mesma teve, Camila se empenha em ser cada vez mais atenciosa e preparada para ensinar.</p><p><br/></p><p>Apesar dos muitos desafios que enfrenta, como a diminuição progressiva da autonomia das escolas, a falta de incentivo e verbas, e os efeitos de alienação e robotização causados pelos algoritmos, pelas redes sociais e pelo uso excessivo do celular, Camila permanece dedicada. Encontra forças para, todos os dias, se levantar de madrugada e estar em sala de aula às sete da manhã. E essa força se dá porque ela percebe que consegue influenciar positivamente a vida dos alunos.</p><p><br/></p><p>Uma das experiências que mais a marcou aconteceu em uma excursão escolar. Durante uma visita a Ouro Preto, uma aluna carente, sem dinheiro para comprar lembranças como os colegas, recebeu dela um simples chaveiro. O gesto teve tanto significado para a estudante que, anos depois, ela voltou à escola para agradecê-la. Momentos como esse mostram que os vínculos criados na educação fazem tudo valer a pena e confirmam que, sim, é possível mudar o mundo de algumas pessoas.</p><p><br/></p><p>A quem está começando na docência, Camila aconselha manter o propósito firme. Segundo ela, o maior aprendizado vem da prática, e ninguém precisa se cobrar além das condições reais de trabalho. Fazer o melhor possível já é suficiente. Para ela, ser professora é um compromisso com o outro, com o coletivo e com o futuro que ainda estamos construindo. Sempre soube da realidade na qual estava entrando ao escolher a profissão, e por isso continuará lutando para que ela seja mais valorizada.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-07-13 15:43:32 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Marco Antônio Silva, o mestre que enxergava além da História</title>
         <author>lucianoandraderibeiro</author>
         <link>https://padlet.com/lucianoandraderibeiro/yiabtoxcf0lmke3u/wish/3517993471</link>
         <description><![CDATA[<p>Doutor em Educação pela UFMG e professor em diversas instituições, Marco Antônio Silva dedicou sua vida ao magistério e à formação crítica de seus alunos. Vindo de uma família popular e influenciado pelas comunidades eclesiais de base nos anos 1980, encontrou na História não apenas uma profissão, mas uma ferramenta de leitura do mundo. Seu desejo de compreender as estruturas sociais e lutar por uma sociedade mais justa o levou ao ensino, e lá permaneceu com entusiasmo e propósito.</p><p><br/></p><p>Mais do que ensinar História, Marco transformava salas de aula em espaços de acolhimento e provocação intelectual, para ele, ensinar era um gesto político, carregado de humanidade e esperança. Sua atuação ultrapassava fronteiras disciplinares e inspirava futuros professores a enxergarem a educação como um campo de resistência e transformação.</p><p><br/></p><p>Ao ser perguntado sobre uma mensagem aos novos docentes, foi firme: “Precisamos devolver ao professor o espaço de respeito que ele merece, pois ao valorizar o professor, estamos valorizando a educação e a cultura”. Para Marco, ser educador exigia profundidade, leitura crítica e o domínio consciente da tecnologia: “Não deixem que a superficialidade vença”.</p><p><br/></p><p>Marco faleceu precocemente em 2024 em um quadro de complicação pulmonar, mas seu legado segue vivo nos olhos e nas vozes daqueles que encontraram nele o impulso para permanecer, e florescer, no caminho da docência. Um professor que acolhia, que dava ferramentas para enxergar o mundo com outros olhos, sendo essencial para que muitos compreendessem a grandeza da licenciatura.</p><p><br/></p><p>Sua ausência é imensa, mas seu legado segue pulsando, em cada um de seus alunos que hoje ensinam com amor, coragem e desejo de transformação.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-07-13 15:51:15 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Tia Lurdinha: a professora que salvou 20 crianças em meio a uma tempestade e transformou vidas  </title>
         <author>lucianoandraderibeiro</author>
         <link>https://padlet.com/lucianoandraderibeiro/yiabtoxcf0lmke3u/wish/3517995344</link>
         <description><![CDATA[<p>Em meio ao caos, enquanto o telhado voava e a chuva inundava a sala, ela agiu rápido: reuniu as crianças no único lugar seguro. Essa é apenas uma das muitas histórias de Tia Lurdinha, a educadora que transformou dificuldades em oportunidades para uma comunidade inteira.  </p><p>Maria de Lourdes Silva, 58 anos, conhecida como Tia Lurdinha, é uma força da natureza na educação infantil de Belo Horizonte. Natural do interior de Minas Gerais, ela construiu uma trajetória marcada por superação e amor à profissão.  </p><p>O episódio mais dramático de sua carreira aconteceu em 2014, quando uma forte tempestade arrancou o telhado de sua creche durante o horário de aula. Com calma e determinação, ela conduziu as 20 crianças para o berçário, o único local protegido por alvenaria. "Naquele momento, só pensei em mantê-las seguras", relembra.  </p><p>A resposta da comunidade foi imediata. Em uma semana, com ajuda de vizinhos e uma igreja local, a creche foi reformada e ampliada. Esse episódio simboliza bem a história de Tia Lurdinha: diante das adversidades, ela sempre encontrou soluções criativas e contou com a solidariedade daqueles que acreditavam em seu trabalho.  </p><p>Filha de um pedreiro e uma costureira, Tia Lurdinha descobriu cedo sua vocação para educar. Começou trabalhando em creches públicas e, ao perceber as necessidades das famílias carentes, decidiu abrir seu próprio espaço. "Não tinha recursos, mas tinha vontade de fazer a diferença", conta.  </p><p>Hoje, sua creche é referência na comunidade. O mais gratificante, segundo ela, é ver ex-alunos seguindo seus passos na educação. "Quando vejo que inspirei alguém a ser professor, sei que meu trabalho valeu a pena", emociona-se.  </p><p>Para Tia Lurdinha, educação vai além do ensino formal. "É sobre acolher, cuidar e mostrar que cada criança é capaz de grandes coisas", afirma. Seu legado é a prova de que, com amor e persistência, é possível transformar realidades.  </p><p>"O mesmo teto que um dia caiu hoje protege sonhos e histórias que eu nem imaginava", diz a educadora, enquanto observa as crianças brincando no pátio da creche que construiu com tanto esforço.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-07-13 15:56:44 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>“A lembrança que reafirma minha escolha.”

</title>
         <author>lucianoandraderibeiro</author>
         <link>https://padlet.com/lucianoandraderibeiro/yiabtoxcf0lmke3u/wish/3517996354</link>
         <description><![CDATA[<p>Com mais de duas décadas em sala de aula, a professora Geralda Mônica da Fonseca Alves ainda se encanta com o gesto de ser lembrada pelos alunos. E não apenas pelo seu nome, mas por histórias, situações e aprendizados compartilhados pelos estudantes. Esse reconhecimento a emociona — e foi exatamente esse afeto que a motivou a participar deste retrato. Para ela, ser professora não é só uma profissão: é um modo de transformar vidas, inclusive a sua.</p><p><br/></p><p>Natural de Curvelo, Minas Gerais, tem 57 anos e dois filhos. Formou-se em História pela Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de Belo Horizonte, com especialização em Educação na área de Metodologia do Ensino. É professora na cidade de Belo Horizonte. Apesar de não ter sonhado com a docência desde o início, a influência de professores marcantes e o encantamento pelo processo de ensinar despertaram nela o desejo de trilhar esse caminho. Como ela diz: “Quanto mais desafiador era o que ela (supervisora do meu estágio) propunha, mais eu ficava interessada em fazer melhor. E, foi assim, que me tornei Professora.”</p><p><br/></p><p>A escolha definitiva veio com o estágio supervisionado na faculdade, onde viveu intensamente o planejamento de aulas, a criação de atividades e o cuidado com os alunos. Desde então, passou por diferentes funções na escola, como coordenação e vice direção, mas se realiza mesmo é dentro da sala de aula. O brilho nos olhos ao ensinar é o que ainda a move, mesmo diante dos inúmeros desafios da profissão. Em sua visão, a educação mudou de uns anos pra cá. Hoje, sente a falta de valorização por parte das famílias e da sociedade. A professora destaca que a estrutura pública enfrenta sucateamento, mesmo com avanços como o uso de novas metodologias e tecnologias. Ainda assim, ela acredita na potência da educação e na importância de formar sujeitos críticos em meio à avalanche de informações. “O excesso de informação não gera conhecimento. Precisamos humanizar.”</p><p><br/></p><p>O conselho que deixa para quem está começando é direto: “É o máximo! Mas não é fácil.” A professora acredita que, para permanecer na docência, é preciso convicção, entrega e resiliência. Apesar da desvalorização e dos desafios impostos por um sistema que muitas vezes não funciona, ela continua acreditando na força da educação; “Se não for pra dar o seu melhor, não faça. Afinal, a educação trabalha com pessoas.” Ao final da entrevista, deixou um agradecimento que resume seu sentimento: “Agradeço o carinho por ter sido lembrada e a oportunidade de revisitar meu passado ao responder as perguntas. Isso reforça, ainda mais, a certeza de ter feito a escolha certa.”</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-07-13 16:00:12 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Aos 26 anos, jovem pedagoga mostra como a nova geração está revolucionando a educação</title>
         <author>lucianoandraderibeiro</author>
         <link>https://padlet.com/lucianoandraderibeiro/yiabtoxcf0lmke3u/wish/3517998885</link>
         <description><![CDATA[<p>Bianca Oliveira Silva, 26 anos, não é apenas mais uma professora. Ela representa uma nova geração de pedagogas que está reinventando a educação infantil com criatividade, resiliência e, acima de tudo, muito amor. Natural de Belo Horizonte, Bianca encontrou na pedagogia sua vocação, seguindo os passos da mãe, Silmaria, que a inspirou desde a infância.</p><p><br/></p><p>Bianca sempre soube que tinha jeito com crianças. Na pré-adolescência, acompanhava a mãe na creche onde trabalhava e, anos depois, decidiu seguir a mesma profissão. "A pedagogia é transformadora. A modernidade trouxe inovações que nos permitem ir além do convencional, despertando o interesse real dos alunos", afirma.</p><p><br/></p><p>Mas o caminho não foi fácil. Após se formar, enfrentou três anos de espera até conquistar sua primeira vaga como professora de educação infantil. "Foram momentos difíceis, mas eu sabia que valeria a pena", relembra.</p><p><br/></p><p>Enquanto aguardava a oportunidade profissional, Bianca se tornou mãe do pequeno Henry, hoje com 2 anos. A experiência da maternidade trouxe uma nova perspectiva para seu trabalho. "Aprendi na prática o que nenhuma teoria ensina. Hoje, entendo melhor as crianças porque vivo isso diariamente em casa", conta.</p><p><br/></p><p>A flexibilidade da carga horária e a criatividade exigida pela profissão são, para ela, motivos de orgulho. "Nenhum dia é igual ao outro, e isso me mantém motivada", diz.</p><p><br/></p><p>Bianca é a prova de que a nova geração está disposta a fazer a diferença. Mesmo com os desafios do mercado, ela não desistiu e hoje busca novas oportunidades, incluindo concursos públicos. "Desistir não faz parte do meu vocabulário", afirma com determinação.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-07-13 16:07:29 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Professor que ensina com riso e imaginação transforma sala de aula em espaço de resistência e afeto</title>
         <author>lucianoandraderibeiro</author>
         <link>https://padlet.com/lucianoandraderibeiro/yiabtoxcf0lmke3u/wish/3518000075</link>
         <description><![CDATA[<p>Ensinar com humor porque rir é resistência. Criar projetos criativos porque a imaginação é a maior arma contra a desesperança. É assim que Luan Tadeu de Castro Oliveira, de 28 anos, enfrenta o desafio de ser professor no Brasil — usando leveza e afeto como forma de luta. </p><p><br/></p><p>Natural de Esmeraldas (MG), o educador aposta na criatividade e na escuta como ferramentas essenciais para transformar realidades dentro da sala de aula.</p><p><br/></p><p>Conhecido pelos colegas e alunos como “Lu”, Luan é formado em Letras pela UFMG e possui especializações em Metodologias Ativas (PUC-RS) e História e Cultura Afro-Brasileira (INE). Filho de professora, cresceu ouvindo histórias contadas ao redor da mesa e aprendeu cedo que o aprendizado vai muito além dos muros da escola. “Ensino com afeto porque ninguém aprende com medo. E ensino com escuta, porque antes de ser professor, sou gente — e gente precisa de gente pra crescer”, diz.</p><p><br/></p><p>Durante dez anos, atuou em escolas particulares de Belo Horizonte, com estrutura, biblioteca completa e suporte pedagógico. Mas foi ao entrar na rede pública de Betim, há cerca de um ano, que Luan se deparou com um Brasil que não se cruza: “São estudantes que vão pra escola pra comer, que cuidam dos irmãos pequenos, que tentam aprender português com práticas que não dialogam com a vida deles. Isso me atravessa profundamente.”</p><p><br/></p><p>Uma das experiências mais marcantes da carreira aconteceu com um aluno do 7º ano chamado Lucas. Tímido e quase invisível, o menino participou de um projeto sobre autobiografias inventadas. “Ele escreveu sobre um garoto que vivia numa cidade cinzenta, mas que encontrava cores nos livros. Terminou o texto dizendo: ‘Meu nome é Lucas, e nas palavras eu existo’.” A partir dali, Lucas se transformou: ficou mais confiante e participativo. “Foi ali que entendi: ensinar é acender luz onde só se vê sombra.”</p><p><br/></p><p>Solteiro e sem filhos biológicos, Luan diz que carrega na bagagem afetiva cada aluno que passou por sua trajetória. “São eles que me ensinam todos os dias a ser melhor. Dentro da sala, estou junto com a criança que fui, o adolescente que sonhava mudar o mundo e o adulto que ainda acredita no poder da palavra.”</p><p><br/></p><p>Para ele, a educação brasileira é como uma sala barulhenta: cheia de potencial, mas carente de atenção, cuidado e escuta. E enquanto houver silêncio onde deveria haver voz, ele continuará ensinando com riso — porque rir, como aprendeu, é resistir.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-07-13 16:12:20 UTC</pubDate>
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         <title>Professora que nunca sonhou em dar aulas transforma números em pontes de afeto e transformação</title>
         <author>lucianoandraderibeiro</author>
         <link>https://padlet.com/lucianoandraderibeiro/yiabtoxcf0lmke3u/wish/3518001226</link>
         <description><![CDATA[<p>Juliana Martins Ferreira ensina matemática como quem ensina humanidade. “Nosso material de trabalho são pessoas”, resume a educadora de 43 anos, que há quase duas décadas transforma a sala de aula num espaço de acolhimento, escuta e reinvenção. Embora não tenha sonhado em ser professora, a maternidade, a necessidade e a força de vontade a colocaram nesse caminho — que virou escolha, identidade e missão.</p><p><br/></p><p>Formada em Matemática, com atuações também na Pedagogia e na Educação Especial, Juliana encontrou na docência um projeto de vida. Ao ingressar na rede escolar em 2008, descobriu que nenhuma graduação prepara, de fato, para a diversidade de histórias, traumas e desigualdades que cruzam as carteiras escolares. “Planejar é uma coisa. A prática é outra totalmente diferente”, diz, sem rodeios.</p><p><br/></p><p>Entre as dificuldades do dia a dia, defende com firmeza a formação continuada e a valorização do educador — e contesta a ideia de que o professor precisa ser sempre motivador, mesmo diante de estruturas engessadas e falta de apoio. “Não é mágica. Professor acerta, erra, recalcula a rota. Mas não dá pra romantizar tudo. A escola precisa de uma mudança estrutural profunda.”</p><p><br/></p><p>Juliana também não foge de temas espinhosos. Critica o uso excessivo e descontrolado da tecnologia, a ausência das famílias na formação dos filhos e o avanço de discursos preconceituosos dentro da escola. “A gente se pergunta de onde vem isso tudo. O professor não ensina preconceito. </p><p>Mas sozinho, ele também não dá conta de corrigir o mundo.”</p><p><br/></p><p>Mesmo diante das frustrações, ela segue firme. “Acredito no que faço. Sei que não vou alcançar todos, mas se conseguir tocar um, dois, três, já vale. Porque a educação é isso: criar caminhos, mesmo quando o destino do aluno for outro.”</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-07-13 16:16:48 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Com enfeite, sempre: quando o humano é a fonte de esperança e inspiração</title>
         <author>lucianoandraderibeiro</author>
         <link>https://padlet.com/lucianoandraderibeiro/yiabtoxcf0lmke3u/wish/3518003057</link>
         <description><![CDATA[<p><br/></p><p>A estreia foi na escola rural onde a mãe trabalhava como professora leiga. Engenho do Ribeiro, Centro-Oeste de Minas. Inverno de 1962. Chegou como a sexta de dez irmãos. Todos receberam a pressão da mãe para que cursassem o Magistério. Era para “garantir trabalho” em meio às possibilidades restritas. Dulce foi dos poucos filhos que seguiu outra direção. Com um trajetória de “aluna terrível” em plena ditadura militar, muita dificuldade para aprender os conteúdos, uma gama de severas punições escolares, tendo custado a concluir o Científico, era inconcebível para ela que a escola se tornasse seu local de trabalho.</p><p>&nbsp;</p><p>A linha de memórias hostis na escola é comprida, crescente. Tecelã habilidosa que é, Dulce sabe bem o sentido deste novelo e está sempre inventando desenrolos com ele para embelezar e expandir o que tece. E há uma linha, umbilical, ancestral, contínua, que já esteve espremida pela outra: a da alegria e esperança em ensinar e aprender. É com o viço desta linha que Dulce Helena Couto Alves reconhece e trama os caminhos do coração. Foi no Ginásio, na mesma escola pública em que a mãe cursava o Magistério, em Bom Despacho, que Dulce descobriu do que gostava e em que era boa. Teve “professores maravilhosos”, aula de teatro, música. Gostava de Matemática. São dessa época as amizades mais antigas. E foi também quando ganhou um concurso de redação. Dulce percebeu que “quanto mais lê, mais você escreve bem”. Descobriu-se capaz e com ideias sofisticadas. Por orientação de um psiquiatra, a mãe a colocou em curso de pintura. “Trate de aprender tudo em três mêses!” Era o que dava para pagar. Dulce devorou as técnicas, desembolava o que vender para comprar material importado. Treinou, treinou, treinou. Quando se sentiu segura e com a possibilidade&nbsp; de ganhar dinheiro, abriu uma escola de pintura. Tinha 12 anos.</p><p>&nbsp;</p><p>Dulce cursou Administração, Ciências Contábeis. Trabalhou em várias empresas, diversas funções, e sempre esbarrava em situação de ensino-aprendizagem, área de treinamento, formação. “Se eu tivesse Pedagogia, teria me saído melhor.” - este pensamento era frequente. Com as demandas profissionais e da vida pessoal, ela foi criando e desenvolvendo a própria maneira de aprender e ensinar. A necessidade de possibilitar ao primeiro filho o direito fundamental de ser alfabetizado a levou a criar métodos de alfabetização para trabalhar com alunos neurodivergentes.</p><p>&nbsp;</p><p>Voltou a vontade de ensinar arte e aprender a ensinar. Dulce abriu uma escolinha de artes no quintal de casa, em Teofilândia, sertão baiano. “Tudo se dá via artes, a partir do contexto em que me encontro, no campo da minha experiência. As crianças me ensinaram a ensinar para elas o que eu queria.” Entrou para Pedagogia, grávida. Precisava confirmar se o que sabia estava certo, validar os aprendizados, próprio e dos alunos, para compreender se era para continuar ou desviar do modo como vinha ensinando. “Foi uma lindeza! Me encontrei na Pedagogia, abordagem toda freiriana, era tudo o que eu precisava. Me deu segurança, descobri que o que eu fazia já era um método.” E, em paralelo, foi convidada por um colégio para atuar como professora de artes.</p><p>&nbsp;</p><p>Sem medo de errar e com a alegria de enxergar cada experiência como uma oportunidade de aprendizado, Dulce seguiu estudando pelas cidades onde morou, e experimentando materiais, composições, pigmentações, bordados, costuras, envolvimentos. Também sendo “propositora”, tal como <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://portal.lygiaclark.org.br/">Lygia Clark</a> se autointitulava, de processos artísticos identitários, comunhados, regenerativos, libertadores. Cursou pós-graduação em Arte Contemporânea e em Arte Terapia, bacharelado em Artes Plásticas, mestrado em Processos de Formação, Mediação e Recepção, no Programa de Pós-graduação em Artes da Uemg. Dulce Couto foi adquirindo uma coleção preciosa de docentes que a validaram, orientaram com referências e caminhos plenos de sentido, e alimentaram o ímpeto de seguir as buscas e invenções. E ela deseja expandir esta coleção!</p><p>&nbsp;</p><p>Convicta da força da autenticidade de ensinar, ela incentiva com gosto que cada pessoa crie uma proposta pedagógica, um estilo de ensino próprio assentado na experiência de vida pessoal. Dulce entende que o ato de ensinar implica ensinamento para muito além do conteúdo. Ensina-se sempre estilo de vida, valores, crenças. É importante perceber e se apropriar disso com responsabilidade.</p><p>&nbsp;</p><p>Nesta artesania docente, para Dulce é fundamental o cuidado com a poética da aula. “Sala de aula é uma casa para instigar a vontade e o interesse de conhecer muito mais. Que tipo de anfitrião o professor vai ser? Se você organiza uma aula árida, não está fazendo convite. É preciso enfeitar a aula, sem exageros, para propiciar uma vivência sensível e não dispersar. Precisamos ter recursos para despertar curiosidade e o desejo pela busca de conhecimento.” E aula, para Dulce, precisa ser um ritual, ter objetivo, chegar onde se propôs e cobrar, valorizando o saber de cada aluno. O amor é imprescindível. “A gente ensina bem quando ama o que ensina, e na relação de afeto com o que faz, você afeta o outro.”</p><p>&nbsp;</p><p>É com profundo sentimento de pertencimento ao tempo e espaço que habita que Dulce é afetada e afeta a trama social. Daí que se entende como uma escultora social. Ela explica que este é um campo amplo de pesquisa, de atuação, também uma filosofia de vida, em que tanto a trajetória pública quanto a esfera pessoal e doméstica são vivências artísticas e popularizadas. É o trabalho na escola, nos abrigos, com as pessoas em situação de rua, em casa, onde tem gente. “Tudo se converge numa dança. A vida é esta troca de saberes. Não é uma escultura social material, são vários trabalhos amarrados que constituem um conjunto de saberes.” Uma das manifestações é o "<a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://www.quandocoletivo.com/">QUANDO Coletivo de arte e autonomia"</a>, que Dulce integra com outros escultores sociais. “A gente não dispensa nenhuma ideia, nenhum recurso. Todo mundo que quiser, faz parte da dança. Se não se materializa em arte, o próprio movimento é arte.”</p><p>&nbsp;</p><p>Na Bahia, ninguém “nasce”, as pessoas estreiam. Existir é uma experiência estética, uma criação artística única, pessoal e coletiva. Dulce, mineira que estreou na pujança do chão da escola pública, se tece também com os fios baianos, da terra onde pariu os filhos, projetos, enfeites pela escola, pela cidade e bonitezas invisíveis. Enlaçada aos mistérios da tecitura, pulsa através dela a sabedoria de que quanto mais intensidade se puxa e projeta a linha da existência, mais vigorosa a costura da vida. “Até hoje sonho com alunos de 30 anos atrás. Cê acredita?”</p><p>&nbsp;</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-07-13 16:23:47 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>
Professor usa teatro e literatura para despertar espanto, esperança e identidade em sala de aula</title>
         <author>lucianoandraderibeiro</author>
         <link>https://padlet.com/lucianoandraderibeiro/yiabtoxcf0lmke3u/wish/3518005904</link>
         <description><![CDATA[<p>“Se você é professor, existe algo em você que está construído em cima da esperança.” A frase resume a essência de Robson Ferreira Vieira, que há décadas transforma a vida de jovens em Belo Horizonte ao unir literatura e teatro como forma de deslumbramento, escuta e resistência. Em um país onde ser educador muitas vezes é um ato de sobrevivência, ele escolheu fazer da arte um território de transformação.</p><p><br/></p><p>Escritor, diretor e dramaturgo, Robson fundou o Projeto Palavra Viva, que desde 1994 atua em escolas públicas, resgatando o vínculo entre arte e educação, fragilizado desde os tempos da ditadura. A proposta nasceu dentro da Biblioteca Pública Estadual Luiz de Bessa, com a criação da Sala Multimeios (hoje Teatro da Biblioteca), e cresceu até se tornar referência no trabalho com literatura brasileira e estrangeira a partir da linguagem cênica.</p><p>Formado em comunicação social, letras, teatro e outras áreas da cultura, Robson acredita que ensinar não é apenas preparar um ator ou um leitor competente, mas provocar o aluno a se ver no mundo. “Cada estudante chega carregando o desejo de ser visto, de ser reconhecido. Nosso papel é ajudar a dar forma a esse desejo.”</p><p><br/></p><p>No centro de sua prática pedagógica está uma pergunta simples e profunda: “Como eu posso melhor servir o outro?”. É a partir dela que estabelece vínculos intensos com os estudantes, estimulando o espanto, a curiosidade e a construção de identidade. Para ele, ensinar é olhar com atenção e enxergar com empatia — é criar a oportunidade para que o outro brilhe no palco da própria vida.</p><p><br/></p><p>Robson ensina que o teatro não é um fim, mas um meio de expressão de humanidade. E é por isso que, ao acionar a beleza da palavra viva, ele não apenas educa: ele toca, provoca, e deixa rastros de encantamento em quem passa por sua sala.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-07-13 16:36:01 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Quando os bruxos de Hogwarts dividem espaço com a História e a resistência docente</title>
         <author>lucianoandraderibeiro</author>
         <link>https://padlet.com/lucianoandraderibeiro/yiabtoxcf0lmke3u/wish/3518037627</link>
         <description><![CDATA[<p>Apaixonada por colecionar itens da saga <em>Harry Potter</em>, a professora e pesquisadora Mônica Liz Miranda combina o universo da magia com o estudo profundo da História brasileira e do mundo. Essa curiosa dualidade reflete a riqueza de uma trajetória marcada pelo rigor acadêmico, sensibilidade e coragem, que a levou de uma infância simples à vida universitária.</p><p><br/></p><p>Nascida em Belo Horizonte, em uma família da classe trabalhadora, Mônica foi alfabetizada durante a ditadura civil-militar, em um sistema educacional conservador e tecnicista. Ainda assim, cultivou desde cedo a vontade de aprender, desejo que a levou à graduação e ao mestrado em História pela UFMG e, mais recentemente, ao doutorado em Inovação Tecnológica, também pela mesma instituição.</p><p><br/></p><p>Desde 2006, atua como docente na Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri - UFVJM, onde é reconhecida por seu comprometimento e por superar desafios graves. Em 1997, no início da carreira, enfrentou uma tentativa de agressão por parte de uma aluna. Sem apoio institucional, encontrou proteção entre os próprios alunos da comunidade, um episódio que revela a precariedade e a complexidade da realidade docente no Brasil.</p><p><br/></p><p>Crítica e realista, a professora Mônica não recomenda hoje a carreira docente nos níveis Fundamental e Médio. Aponta o abandono do Estado e das famílias, a progressão automática e a crescente violência contra professores como entraves à valorização do magistério. Ainda assim, defende que ser professora é resistir e formar cidadãos, mesmo em meio ao desencanto.</p><p><br/></p><p>Para a pesquisadora e professora Mônica Liz Miranda, ser docente é mais que profissão: é compromisso com o saber e com a transformação. Mesmo em um país que tantas vezes desvaloriza seus mestres, ela acredita que o ato de ensinar é um modo de existir no mundo com coragem, paixão e um toque de magia.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-07-13 19:13:23 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/lucianoandraderibeiro/yiabtoxcf0lmke3u/wish/3518037627</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Ser professora: vocação e transformação na história de Eliana Moura.</title>
         <author>lucianoandraderibeiro</author>
         <link>https://padlet.com/lucianoandraderibeiro/yiabtoxcf0lmke3u/wish/3518038813</link>
         <description><![CDATA[<p>“Se você tem vocação, gosta de crianças e tem o dom de ensinar, siga em frente e não desista.” Essa frase resume a paixão de Eliana Moura, professora aposentada que dedicou anos à formação de crianças. Para ela, ser professora sempre foi mais que um trabalho, e sim uma missão de transformar vidas, com dedicação e&nbsp; amor.</p><p>&nbsp;</p><p>Nascida em 26 de março de 1960, em Minas Gerais, natural de Dores do Indaía Eliana da Silva Moura tem 65 anos, é divorciada e mãe de um filho (Matheus). Formada no terceiro ano do magistério, sempre teve o sonho de seguir os passos da mãe, que também foi professora, trabalhando em escola rural. Desde pequena, Eliana dizia que queria ser igual à mãe, encantada pela rotina e pelas crianças. Sua família também era cheia de professores, mas sempre teve a mãe como inspiração.</p><p>&nbsp;</p><p>Ao longo da carreira, Eliana enfrentou diversos desafios. Na época, não havia muito apoio das famílias e, de acordo com ela, o professor precisava ser tudo: mãe, babá, psicóloga. Um momento marcante em sua trajetória foi quando recebeu um aluno considerado “problema” e rejeitado por outras turmas e professores. Com paciência e diálogo, Eliana transformou a vida dele, que se tornou um jovem respeitoso e &nbsp;hoje é pai e vive bem. A gratidão da mãe do menino foi um dos maiores reconhecimentos que ela já recebeu. A mãe se encontrou chorando na frente dela, dizendo o quanto ela havia mudado a vida de seu filho. Isso marca sua vida até hoje.</p><p>&nbsp;</p><p>Eliana acredita que, no passado, a educação era mais respeitada e havia uma relação mais próxima e harmoniosa entre professor e estudante. Hoje, ela percebe que o respeito diminuiu em algumas situações, mas ainda acredita no poder do professor de transformar vidas e a escola. Para ela, a base da educação também deve vir de casa, para que o trabalho do professor não seja sobrecarregado.</p><p>&nbsp;</p><p>Mesmo aposentada, Eliana continua carregando o amor pela profissão. Para quem deseja seguir na docência, ela aconselha: “Siga em frente, continue nessa luta para ensinar e transmitir todas as coisas boas aos seus alunos.” Saber que contribuiu para a formação de tantas pessoas e ver ex-alunos felizes e realizados é, para ela, a maior recompensa e motivo de orgulho.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-07-13 19:18:10 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Diretora transforma escola em território de afeto, coragem e inclusão</title>
         <author>lucianoandraderibeiro</author>
         <link>https://padlet.com/lucianoandraderibeiro/yiabtoxcf0lmke3u/wish/3518039692</link>
         <description><![CDATA[<p>Em uma escola do interior de Minas, alunas sonham em ser professoras ao verem de perto a firmeza doce de quem comanda. Para Sara Camilo de Carvalho Oliveira, 47 anos, esse é o maior sinal de que está no caminho certo: quando o exemplo inspira. Diretora de uma escola inclusiva, ela mostra, dia após dia, que educar não é apenas ensinar, mas cultivar esperança — mesmo em terrenos áridos.</p><p><br/></p><p>Sara tem mais de 30 anos de experiência na educação e carrega formações em Letras, Pedagogia e, agora, Psicologia. Desde cedo, decidiu que não queria apenas reproduzir um sistema — queria mudá-lo. “Quando escolhi o magistério como minha profissão, foi porque gostaria de mudar o sistema educacional”, afirma. Ao longo da carreira, enfrentou realidades difíceis: alunos em situação de vulnerabilidade, pais ausentes, colegas desmotivados. Mas, em vez de desanimar, mergulhou ainda mais fundo na missão de transformar.</p><p><br/></p><p>Como gestora, defende uma escola que acolhe sem perder a exigência, que inova sem descartar o que ainda é necessário. “O tradicional não é errado. O que temos que retirar é o arcaico”, resume. Para ela, a aprendizagem verdadeira nasce da vivência e do vínculo, e o professor precisa entender seu papel: “Você é importante, mas o protagonista precisa ser seu aluno.”</p><p>Sara acredita que cada desafio é uma oportunidade de fazer diferente. E ensina que o educador não deve ser o centro, mas a ponte — aquela que sustenta a travessia do outro. “Seja um professor disposto a fazer a diferença e acredite que você pode”, aconselha.</p><p><br/></p><p>Mais do que números ou resultados imediatos, o que emociona Sara são os frutos silenciosos da caminhada: as sementes plantadas em corações pequenos que um dia se tornam grandes histórias. Porque, no fim, como ela prova com sua trajetória, a educação tem alma — e transforma não só quem aprende, mas também quem ensina.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-07-13 19:22:27 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Arte, coragem e afeto: o palco transformador de Charles Paiva

</title>
         <author>lucianoandraderibeiro</author>
         <link>https://padlet.com/lucianoandraderibeiro/yiabtoxcf0lmke3u/wish/3518041557</link>
         <description><![CDATA[<p>Ser professor, para Charles Paiva, é um ato revolucionário. Filho de uma lavadeira e de um pedreiro da periferia de Belo Horizonte, ele construiu uma trajetória de resistência e beleza através da arte e da educação. Aos 45 anos, carrega no corpo e na fala a convicção de que ensinar é mais do que uma profissão — é uma forma de lutar por um mundo melhor. “Sempre gostei de ensinar e de ser ouvido. Quando criança, me imaginava no palco. Hoje, sei que a sala de aula é um palco ainda mais poderoso”, ele diz.</p><p><br/></p><p>Charles é graduado em Filosofia pela PUC Minas e em Artes Visuais pela UEMG. Tem especialização em Arte Educação, mestrado em Educação e Museus pela UFMG e formação técnica em Teatro. Sua atuação transita entre escolas, palcos e câmeras. Foi com a arte que encontrou o caminho para despertar nos estudantes o interesse pela vida, o pensamento crítico e o respeito à diversidade. “A escola não pode ser responsável por tudo sozinha, mas ela precisa ser um espaço que acolhe e transforma.”</p><p><br/></p><p>Entre os muitos desafios enfrentados, Charles destaca o período pós-pandemia. Receber estudantes com tantas questões emocionais, familiares e intelectuais aprofundou sua percepção de que o professor precisa se qualificar constantemente — mesmo quando não há estrutura para isso. Ainda assim, não desistiu. Criou espaços de acolhimento e criação, como o curta “Arte: um projeto possível”, realizado em 2022 com ex-estudantes que hoje atuam no cinema, no teatro e no design, ao lado de nomes como Fernanda Takai e Yara Tupynambá.</p><p><br/></p><p>Para ele, ver seus ex-alunos brilhando na vida artística é o maior retorno que poderia receber. Muitos se tornaram amigos e até colegas de trabalho. Seu olhar sensível e sua dedicação mostram que a arte, quando aliada ao afeto e ao compromisso social, tem poder real de transformação. “É preciso cuidar da nova geração. É preciso pensar no futuro”, diz, com a firmeza de quem acredita no que constrói todos os dias.</p><p><br/></p><p>A quem está começando na docência, Charles deixa um conselho direto e verdadeiro: será preciso muita paciência e dedicação. “Ser professor é um ofício nobre, mas esquecido pela sociedade. Mesmo assim, devemos nos glorificar e buscar ser melhores a cada dia, porque nossos estudantes merecem a melhor aula sempre.” Com poesia, coragem e sensibilidade, Charles segue ocupando os palcos da educação com presença e paixão.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-07-13 19:34:08 UTC</pubDate>
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         <title>Do palco da vida à sala de aula: professora transforma arte em ferramenta de resistência</title>
         <author>lucianoandraderibeiro</author>
         <link>https://padlet.com/lucianoandraderibeiro/yiabtoxcf0lmke3u/wish/3518042980</link>
         <description><![CDATA[<p>Com sagacidade e profissionalismo, Nandalle Bispo conseguiu o que poucos professores alcançam: mostrar a seus alunos que a arte vai muito além do conteúdo escolar. Para ela, o ensino de teatro pode — e deve — ser um instrumento social, político e revolucionário. Em sua breve, mas marcante passagem pelo interior da Bahia, deixou um legado de transformação que ecoa nas vivências de seus estudantes.</p><p><br/></p><p>Nascida em 7 de fevereiro de 1995, em Ipiaú (BA), Nandalle cresceu cercada pela realidade da docência, mas não com bons olhos. Filha de uma professora que atuou por 25 anos, ela via na insatisfação da mãe um alerta para não seguir pelo mesmo caminho. Seu sonho era cursar Psicologia na USP, mas uma crise de ansiedade durante o vestibular a impediu de concluir a prova — um episódio decisivo que redirecionaria toda a sua trajetória.</p><p><br/></p><p>No ano seguinte, passou no vestibular da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB), não em Psicologia, mas no curso de Teatro. A identificação com a área foi imediata, mas o percurso não foi fácil. Ao longo da graduação, enfrentou esgotamento, inseguranças e dúvidas sobre o futuro. Mesmo assim, concluiu o curso com um TCC elogiado e, embora a sensação de incerteza permanecesse, decidiu prestar concurso público para uma cidade no sul do estado, onde vivia o então namorado — hoje seu noivo. Foi aprovada e assumiu uma vaga em Posto da Mata, distrito de Nova Viçosa.</p><p><br/></p><p>Ali, em seu primeiro ano como professora, Nandalle mostrou a potência de uma educação crítica e sensível. Conduziu seus alunos a uma compreensão mais ampla da arte, conectando o fazer artístico à construção da identidade e à leitura do mundo. Apesar de ter permanecido apenas um ano na escola, sua atuação impactou profundamente a comunidade escolar e seus alunos, que passaram a ver o teatro como ferramenta de expressão e transformação.</p><p><br/></p><p>Para Nandalle, ensinar exige mais do que conhecimento técnico: requer escuta, empatia e preparo emocional. Ela acredita que quem deseja trilhar o caminho da docência precisa entender que, embora a educação seja uma ferramenta poderosa de mudança social, ela também cobra um preço alto do ponto de vista psicológico. Seu exemplo mostra que, mesmo quando os planos saem do roteiro, é possível transformar fracassos em novas cenas — e fazer da sala de aula um palco onde a arte encontra propósito.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-07-13 19:41:50 UTC</pubDate>
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         <title>Acreditar nos alunos para transformar vidas pela educação</title>
         <author>lucianoandraderibeiro</author>
         <link>https://padlet.com/lucianoandraderibeiro/yiabtoxcf0lmke3u/wish/3518044639</link>
         <description><![CDATA[<p>Era um professor que acreditava nos alunos, mesmo quando eles ainda não acreditavam em si mesmos. Seu jeito tranquilo, a escuta generosa e a forma clara de explicar tornavam as aulas mais do que um espaço de conteúdo — eram espaços de presença. Wander Ulisses de Mesquita, o “Wandinho”, foi esse tipo raro de educador: alguém que marcou caminhos com sensibilidade e compromisso.</p><p><br/></p><p>Nascido em Belo Horizonte e criado no bairro Conjunto Água Branca, em Contagem (MG), Wandinho foi o primeiro dos dez filhos de Maria Ferreira Guarajau a concluir o ensino superior. Antes de chegar à universidade, enfrentou a realidade de muitos jovens da periferia: deixou os estudos para trabalhar como metalúrgico e ajudar a sustentar a família. Só aos 29 anos retomou os estudos, fez supletivo e ingressou na UFMG, onde se formou em licenciatura e bacharelado em Ciências Biológicas.</p><p><br/></p><p>Durante a graduação, descobriu o gosto pela docência ao participar de projetos com escolas públicas. Quando se tornou professor, voltou a lecionar justamente nos lugares onde estudou — como a Escola Catarina Jorge, o Guilhermino e o Helena Guerra. Dar aula nesses espaços foi, para ele, uma experiência simbólica e transformadora. E para os alunos, uma chance de ver, em carne e osso, que é possível vencer com esforço e estudo.</p><p><br/></p><p>Com o tempo, por necessidade financeira, precisou se afastar da sala de aula. Tornou-se pai de duas filhas, Ingrid e Brisa, e passou a se dedicar à pesquisa e à preservação ambiental. Hoje, como presidente da ONG Waita, segue ensinando de outra forma: por meio de ações de conservação da fauna silvestre e educação ambiental em campo. Mesmo fora da escola, nunca deixou de ser professor.</p><p><br/></p><p>Filho de um pai professor e de uma mãe que aprendeu a ler na vida adulta, Wandinho sempre enxergou na educação o caminho mais potente de mudança. Sua história é marcada por superação, afeto e compromisso com o outro — e por uma convicção que nunca o abandonou: transformar vidas começa com um simples gesto de acreditar.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-07-13 19:53:07 UTC</pubDate>
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         <title>Professor ensina arte para ajudar alunos a processar emoções e colorir a vida</title>
         <author>lucianoandraderibeiro</author>
         <link>https://padlet.com/lucianoandraderibeiro/yiabtoxcf0lmke3u/wish/3518048229</link>
         <description><![CDATA[<p>Pelo seu exemplo, aprendemos a colorir a vida — com lápis, telas, pincéis e tintas de muitas cores. Para o professor Abílio Abdo, ensinar Arte sempre foi mais do que técnica: era um caminho para aliviar a ansiedade, estimular o presente e processar as emoções. Em sua sala, o fazer artístico era ponte entre o sentir e o pensar, e seu olhar generoso transformava a experiência estética em aprendizado humano.</p><p><br/></p><p>Abílio foi mais do que um professor marcante: foi um mestre com presença afetiva. Seu nome evoca gratidão e inspiração para os alunos que tiveram o privilégio de aprender com ele. Engenheiro por formação, considerava a profissão técnica demais. Foi na Escola Guignard que encontrou sua verdadeira vocação. Ali, impactado pela proposta de “se soltar”, precisou de tempo para compreender o que era isso. Foi nas aulas de Criatividade que aprendeu a perder a rigidez e a permitir o movimento — interno e externo.</p><p><br/></p><p>Esse processo não foi apenas pessoal, mas pedagógico. Como artista-professor, levava para a sala de aula a firmeza de quem conhece os fundamentos, mas também a abertura de quem acolhe o inesperado. Rigoroso no método, mas flexível na escuta, ensinava com humanidade, disposto ao diálogo com os alunos e com todos que cruzassem seu caminho. Seu objetivo era claro: compartilhar o poder transformador da Arte-Educação.</p><p><br/></p><p>Hoje, já na casa dos 60 anos, Abílio segue presente no cenário artístico e educacional. Aposentado da universidade, continua envolvido em projetos ligados à Arte-Educação, demonstrando que ensinar é um gesto que não se aposenta. Nascido em Belo Horizonte, de origem libanesa, é pai de dois filhos e mantém viva sua paixão pela arte e pela partilha do saber.</p><p><br/></p><p>Sua trajetória, marcada por entrega e beleza, pode ser traduzida nos versos de Thiago de Mello, em <em>Estatuto do Homem</em>:<br><strong>“Fica decretado que, a partir deste instante, haverá girassóis em todas as janelas (...); e que as janelas devem permanecer, o dia inteiro, abertas para o verde onde cresce a esperança.” </strong>Abílio Abdo segue sendo essa janela aberta — onde a arte floresce e a esperança permanece.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-07-13 20:12:01 UTC</pubDate>
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         <title>Helenice Angelo ensina com o olhar, o coração e o exemplo</title>
         <author>lucianoandraderibeiro</author>
         <link>https://padlet.com/lucianoandraderibeiro/yiabtoxcf0lmke3u/wish/3518049270</link>
         <description><![CDATA[<p>Se hoje caminha pelos corredores da UEMG como estudante de licenciatura, é porque um dia foi guiado pelas mãos firmes e afetuosas da professora Helenice Angelo. É assim que o autor deste texto se lembra da mulher que o alfabetizou na infância e lhe apresentou o poder transformador da educação. Mulher negra, nascida em Sabará e hoje com 63 anos, Helenice foi professora da Escola Municipal Levindo Lopes, no bairro Paraíso, onde atuou por décadas com dedicação e afeto.</p><p><br/></p><p>Casada e mãe de dois filhos, formou-se em Pedagogia pela Universidade do Estado de Minas Gerais — a mesma instituição onde agora o autor trilha seu próprio caminho na educação. Helenice sempre carregou consigo o orgulho de ter vencido as barreiras impostas às mulheres negras, especialmente àquelas que ousavam sonhar com o magistério. Mesmo diante das adversidades, fazia questão de mostrar que era possível resistir com dignidade, afeto e firmeza.</p><p><br/></p><p>Durante sua trajetória como educadora, viu gerações de alunos se formarem. Quando questionada sobre os motivos que a levaram à docência, respondia com a simplicidade de quem carrega profundidade: “Porque alguém também acreditou em mim.” Aposentada há quatro anos, ainda fala da profissão com brilho nos olhos e com a certeza de que cada criança alfabetizada era uma vitória contra o silêncio da exclusão.</p><p><br/></p><p>Aqueles que tiveram a sorte de passar por sua sala de aula — como o autor deste texto — guardam não apenas o aprendizado técnico, mas o exemplo ético e humano. Helenice ensinava com o olhar e com o coração. Entre seus conselhos, um em especial ecoa até hoje: “Se você quer ser professor, esteja disposto a ensinar com o coração e a aprender com humildade todos os dias. É um trabalho que exige firmeza, mas, acima de tudo, entrega.”</p><p><br/></p><p>Mesmo fora da sala de aula, seu legado continua vivo. Para quem conviveu com ela, Helenice não apenas alfabetizou: acendeu sonhos, reafirmou identidades e plantou esperanças. Seu nome permanece gravado nas memórias de muitos — especialmente na de um futuro professor que decidiu acreditar na educação porque teve o privilégio de ser seu aluno.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-07-13 20:18:00 UTC</pubDate>
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         <title>Professor associa oratória ao ensino e transforma sala de aula em palco de protagonismo</title>
         <author>lucianoandraderibeiro</author>
         <link>https://padlet.com/lucianoandraderibeiro/yiabtoxcf0lmke3u/wish/3518049871</link>
         <description><![CDATA[<p>Ser pai mudou a forma como Rodrigo Fonseca de Oliveira vê a docência. Natural de Belo Horizonte, criado em Santa Luzia (MG), o professor considera a paternidade uma das experiências mais relevantes de sua existência. Com a chegada dos filhos, ele diz ter se tornado mais empático — algo que se reflete diretamente em sua prática pedagógica.</p><p>&nbsp;</p><p>Formado em Letras e atuando como professor de Língua Portuguesa, Rodrigo também é especialista em oratória e em carreiras públicas. Essa combinação, que à primeira vista pode parecer incomum, se revela um diferencial marcante. Para ele, ensinar Português vai além da gramática: é ajudar o outro a encontrar sua voz. E não por acaso, hoje ele é coordenador do curso preparatório “Protagonista Concursos” — nome que, ironicamente ou não, revela sua missão de tornar cada aluno protagonista da própria história.</p><p>&nbsp;</p><p>Rodrigo começou a trilhar seu caminho na educação após se encantar com uma aula de cursinho. “Fiquei encantado com as aulas e pensei: é isso!”, relembra. De lá para cá, sua atuação cresceu, ganhou novos rumos e hoje se fortalece na alegria do retorno rápido que a aprovação dos alunos proporciona.</p><p>&nbsp;</p><p>Mineiro típico, que adora uma boa conversa, Rodrigo traz para a sala de aula uma combinação de prosa, humor e acolhimento. Ele defende com entusiasmo que ser professor exige paixão e entrega. Aos que estão começando na docência, ele deixa o recado: “Não ouça as vozes que depreciam a profissão. A sala de aula mudou minha vida social, cultural e econômica. Ela também pode mudar a sua história”.</p><p>&nbsp;</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-07-13 20:22:22 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Educadora transforma sonho de periferia em prática de resistência pedagógica</title>
         <author>lucianoandraderibeiro</author>
         <link>https://padlet.com/lucianoandraderibeiro/yiabtoxcf0lmke3u/wish/3518050874</link>
         <description><![CDATA[<p>Com uma visão freiriana de alegria, respeito e autonomia, Andreia Vieira dos Reis Silva construiu uma trajetória educacional que sempre buscou se afastar das engrenagens de um sistema rígido. Seu projeto de vida foi a tentativa constante de tornar o ensino um espaço de afeto, liberdade e transformação. Em vez de repetir modelos, quis reinventá-los a partir da periferia.</p><p><br/></p><p>Nascida em 4 de agosto de 1982, no Parque Santa Madalena, zona leste de São Paulo, Andreia destacou-se desde a infância pelo gosto pela leitura e pela escrita. Aos 14 anos, ingressou no magistério por incentivo da mãe e teve a formação marcada pela resistência de duas professoras — Márcia e Sandra — que permaneceram mesmo diante do risco de extinção do curso. Elas se tornaram referência para a jovem educadora.</p><p><br/></p><p>Aos 17 anos, impulsionada pelo desejo de criar a primeira universidade da periferia, Andreia fundou o Centro Educacional Construindo o Saber, no próprio bairro onde nasceu. A escola, fundada em 2000, começou pequena, com poucos recursos, mas cresceu rapidamente. A proposta era clara: uma educação baseada na escuta, na criatividade e na construção coletiva do saber.</p><p><br/></p><p>Apesar do crescimento da escola, o acúmulo de responsabilidades administrativas, os desafios financeiros e a chegada dos filhos colocaram em xeque sua permanência no projeto. Em 2012, ao passar no concurso público para professora da rede estadual, viu a estabilidade como caminho necessário e reuniu a equipe da escola para incentivá-los a buscar o mesmo. “Nunca vou conseguir pagar para vocês o que a prefeitura paga”, disse. A decisão de vender a escola veio em 2015.</p><p><br/></p><p>Mesmo atuando dentro do sistema público de ensino, Andreia nunca abandonou seus ideais pedagógicos. Trabalhou na rede municipal de Santo André até 2022 e hoje dá aulas para turmas da EJA na capital paulista. Cansada, mas convicta da escolha, afirma: “Educação é um caminho árduo e difícil, mas não me arrependo de nenhum passo que dei. Se você acreditar no que faz e associar sempre a teoria à prática, tenderá a trilhar um bom caminho.” Sua história é prova de que, mesmo entre os dentes das engrenagens, é possível manter viva a alma do educar.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-07-13 20:27:51 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>A missão de alfabetizar como vocação e conquista diária</title>
         <author>lucianoandraderibeiro</author>
         <link>https://padlet.com/lucianoandraderibeiro/yiabtoxcf0lmke3u/wish/3518051286</link>
         <description><![CDATA[<p>Com dedicação, sensibilidade e firmeza, a professora Sarita Totola transforma a alfabetização em um ato de conquista e encantamento na rede municipal de ensino de Belo Horizonte. Mais do que ensinar letras e sílabas, sua missão sempre foi conquistar o interesse das crianças e trazê-las para as vivências da sala de aula. “Conquistar as crianças e trazê-las para as vivências de sala de aula foi um dos meus grandes desafios como professora”, revela. O envolvimento com os pequenos e o compromisso com seu desenvolvimento marcaram profundamente sua trajetória.</p><p><br/></p><p>Atualmente, aos 44 anos, Sarita é professora concursada da rede municipal, com dois cargos efetivos (BM), e segue motivada pela certeza de que ainda há muito a contribuir com a educação. “O que me motiva a continuar sendo professora é saber que a cada dia posso ajudar as crianças a se desenvolverem, partilhar conhecimentos e, claro, seguir na carreira que consolidei com tanto esforço.”</p><p><br/></p><p>Nascida em Santa Teresa, Espírito Santo, Sarita descobriu cedo o desejo de ensinar. Na infância, ao observar as professoras em sala de aula, dizia a si mesma que queria ser como elas. Esse sonho a levou, ainda jovem, a concluir o Ensino Médio e ingressar no curso de Magistério em 1999. Aos 24 anos, formou-se em Pedagogia e, em 2018, concluiu a pós-graduação em Alfabetização e Letramento.</p><p><br/></p><p>Ao longo de sua caminhada, Sarita também assumiu cargos de gestão, exercendo com competência a função de diretora por sete anos. Em 2025, encerrou o mandato e retornou à sala de aula, espaço onde se sente verdadeiramente realizada. A alfabetização, especialmente, é para ela um momento mágico: “Acompanhar as crianças descobrindo o mundo das letras, lendo e escrevendo, sempre foi e sempre será marcante para mim.”</p><p><br/></p><p>Em sua avaliação, o ensino mudou bastante nas últimas décadas. “Antes, as crianças eram mais interessadas naturalmente, respeitavam mais os adultos e os colegas. Hoje, percebo que estão mais impulsivas, teimam em fazer o que querem, na hora que querem. Há pouco envolvimento com o ensino e as atividades manuais. As telas acabam tomando muito espaço.”</p><p><br/></p><p>Mesmo diante de tantas transformações, Sarita segue firme em sua missão e compartilha conselhos valiosos a quem sonha com a docência: “Acredite no seu potencial e busque sempre fazer o melhor dentro de suas possibilidades.” A quem está em formação, ela deixa uma mensagem afetuosa de quem fez da alfabetização um verdadeiro compromisso com o futuro: “Não desista dos seus objetivos e nem de seus estudantes. Acredite no potencial de cada criança que você encontrar.”</p><p>&nbsp;</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-07-13 20:30:06 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Da UFMG ao Emancipa: um compromisso com o ensino</title>
         <author>lucianoandraderibeiro</author>
         <link>https://padlet.com/lucianoandraderibeiro/yiabtoxcf0lmke3u/wish/3518052966</link>
         <description><![CDATA[<p>Aos 28 anos, Matheus Teixeira Barreto já acumula quase uma década de atuação na docência, com passagens por projetos sociais, escolas tradicionais da capital mineira e, atualmente, na rede pública. Desde o Ensino Médio, ainda aluno do Colégio Santo Agostinho, escolheu ser professor — não tanto por paixão inicial pela Geografia, mas pelo desejo genuíno de ensinar. Foi essa convicção que o levou, em 2015, a ingressar no curso de Geografia da UFMG e, simultaneamente, a fundar o cursinho popular Emancipa - Belo Horizonte.</p><p><br/></p><p>O projeto, que já existia em outras cidades do Brasil, chegou em Belo Horizonte, quando Matheus, junto com alguns amigos resolveram trazer o movimento para a cidade, dessa forma, o Emancipa surgiu com o propósito de democratizar o acesso ao ensino e oferecer suporte a estudantes de diferentes realidades sociais. Inicialmente sediado na Escola Estadual Leopoldo de Miranda, o cursinho foi transferido para a Escola Municipal Paulo Mendes Campos, buscando uma localização mais central e acessível para os alunos da região metropolitana de Belo Horizonte.</p><p><br/></p><p>A vivência no Emancipa foi decisiva para a formação de Matheus. Ao iniciar sua trajetória docente desde o primeiro ano da graduação, ele teve contato direto com os desafios e potências da educação popular. O cursinho revelou a ele não apenas o que a educação é em seu estado atual, mas o que ela pode ser: um espaço acolhedor, inclusivo e de transformação real para quem participa.</p><p><br/></p><p>Na trajetória acadêmica, Matheus manteve vínculo com a UFMG, onde concluiu o mestrado em 2022 e deu início ao doutorado no ano seguinte. No campo profissional, acumulou experiências em escolas privadas reconhecidas, como o Coleguium e o Colégio Batista. Hoje, seu foco está na educação pública, atuando como coordenador da Escola Integrada na Escola Municipal Jardim Felicidade.</p><p><br/></p><p>Sem idealizações, Matheus compartilha com futuros professores uma visão realista da profissão. Reforça que o contexto da educação brasileira exige persistência, sensibilidade e compromisso, especialmente diante de turmas numerosas e marcadas por diferentes níveis de interesse. Para ele, mesmo que apenas um aluno demonstre disposição para aprender, já vale a pena dedicar o melhor de si. Afinal, segundo conta, não são raras as vezes em que ex-alunos voltam, anos depois, para relatar como aquelas aulas foram capazes de transformar suas vidas.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-07-13 20:39:22 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Professora transforma vidas ao enxergar cada aula como um encontro de sentidos</title>
         <author>lucianoandraderibeiro</author>
         <link>https://padlet.com/lucianoandraderibeiro/yiabtoxcf0lmke3u/wish/3518063704</link>
         <description><![CDATA[<p>Sempre acreditou que cada aula é uma troca, uma chance de tocar vidas. “Ensinar é mais do que transmitir conteúdos — é ajudar a moldar o futuro.” É com essa convicção que a professora Letícia Cristine Simões Sales, de 44 anos, construiu sua trajetória. Casada, mãe de uma filha e moradora de Belo Horizonte, ela começou como professora de Química e hoje atua como diretora escolar, sem jamais abandonar o olhar sensível de quem entende o ensino como missão.</p><p><br/></p><p>Antes de se tornar educadora, Letícia formou-se em Nutrição pela Faculdade Newton Paiva. Foi com uma autorização provisória, o CAT, que começou a dar aulas — experiência que mudaria sua trajetória. “Foi mágico. Me encontrei”, conta a professora, que logo ingressou no curso de Química do CEFET para se formar na área e abraçar de vez a docência.</p><p><br/></p><p>Criada na capital mineira, Letícia guarda lembranças de uma infância feliz, com brincadeiras de rua, cabaninhas e passeios na roça. Estudou na Escola Municipal Josefina Souza Lima e concluiu o ensino médio no Colégio Santa Marcelina. Inspirada por sua antiga professora de Matemática, Wanessa, foi na relação com seus próprios alunos que encontrou a maior motivação para continuar.</p><p><br/></p><p>A autora deste texto destaca que a professora Letícia foi mais do que uma educadora: foi uma presença transformadora em sua vida. “Ela não ensina só Química. Ela ensina coragem, afeto, dedicação e esperança.”</p><p><br/></p><p>Ao longo da carreira, Letícia enfrentou desafios como a indisciplina e a desvalorização docente, mas nunca desistiu. Sempre acreditou que cada aula é uma troca, uma chance de tocar vidas. “Ensinar é mais do que transmitir conteúdos — é ajudar a moldar o futuro.”</p><p><br/></p><p>Com orgulho, relembra histórias de ex-alunos que seguiram caminhos inspiradores: Clara Aline, hoje líder em enfermagem; Samara, médica; Romário, que mesmo com dificuldades persistiu nos estudos; e tantos outros que seguiram para o magistério. A autora, uma dessas ex-alunas, afirma: “Ela foi como uma faísca que acende um fogo bom. Aquele que aquece, motiva e guia.”</p><p><br/></p><p>Mesmo fora da sala, Letícia continua sendo professora em essência. Como diretora, leva consigo o compromisso de promover uma educação humanizada, feita de sonhos, persistência e amor</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-07-13 21:29:28 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Educadora transforma ensino em Bocaiuva com olhar crítico e afeto</title>
         <author>lucianoandraderibeiro</author>
         <link>https://padlet.com/lucianoandraderibeiro/yiabtoxcf0lmke3u/wish/3518898737</link>
         <description><![CDATA[<p>Com uma atuação marcada por coragem, alegria, respeito e uma visão crítica do mundo, Luísa Cristina e Sousa Pessanha Brito Ferreira deixa um legado na cidade de Bocaiuva, no norte de Minas Gerais. Ao longo de sua trajetória, ela rompe com o modelo tradicional de ensino e forma gerações de alunos autônomos, críticos e engajados socialmente.</p><p><br/></p><p>Nascida há 58 anos em Luanda, capital de Angola, Luísa cresceu em meio aos conflitos da Guerra de Independência e à dura realidade do colonialismo português. Apesar de sua ascendência europeia, foi nesse contexto de contrastes e desigualdades que ela começou a construir sua percepção crítica sobre o racismo e o colonialismo — marcas profundas que atravessariam também sua atuação como educadora.</p><p><br/></p><p>Ainda jovem, migrou para o Brasil. Já mãe de dois filhos, Luís Henrique e Ana Luísa, e enfrentando a vida como mulher divorciada, formou-se inicialmente em magistratura. No entanto, foi ao dar aulas em uma escola-fazenda que se encantou pela educação. A partir daí, construiu uma sólida formação acadêmica: bacharelado e licenciatura em Ciências Sociais, licenciatura em História e pós-graduação em Ciências Sociais.</p><p><br/></p><p>Em Bocaiuva, lecionou tanto na rede pública quanto na particular, com a mesma dedicação. Aposentou-se como professora da Escola Estadual Professor Gastão Vale e hoje dirige a Escola Servelino Ribeiro. Em todas as salas por onde passou, sua presença foi marcante: suas aulas eram instigantes, com uma abordagem decolonial, antirracista e centrada no desenvolvimento do pensamento crítico. </p><p><br/></p><p>Mais do que ensinar conteúdos, ela ensinava seus alunos a pensar, a questionar, a compreender o mundo a partir das múltiplas perspectivas que o compõem.</p><p><br/></p><p>“Animais se dominam. Pessoas, a gente cativa”, diz. Seu método sempre foi baseado no afeto e na escuta. Em vez de impor autoridade, conquistava o respeito por meio da confiança e da demonstração de que era possível, sim, transformar realidades — principalmente as impostas pelas estruturas de poder hegemônicas.</p><p><br/></p><p>Para Luísa, a escola é o espelho da sociedade. Ela observa com preocupação o desânimo de muitos alunos e professores diante de um cenário sem perspectivas de melhora na qualidade de vida. Ainda assim, mantém viva a esperança de que a paixão pelo ofício pode fazer a diferença. “Só encanta quem é encantado”, aconselha, em especial aos docentes em formação. Com uma vida dedicada ao ensino, Luísa não apenas lecionou História, ela construiu a sua própria.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-07-14 11:53:14 UTC</pubDate>
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         <title>Mãe e filha vencem juntas e se formam no ensino médio</title>
         <author>lucianoandraderibeiro</author>
         <link>https://padlet.com/lucianoandraderibeiro/yiabtoxcf0lmke3u/wish/3519089444</link>
         <description><![CDATA[<p><br/></p><p>Kathlen Yasmin Vieira Ferreira, de Belo Horizonte, viveu uma experiência única ao concluir o ensino médio ao lado da própria mãe. Enquanto terminava seus estudos, ajudava a mãe, que havia interrompido a educação por uma gravidez precoce. As duas se formaram juntas — um gesto de amor, partilha e superação entre gerações.</p><p>Hoje com 27 anos, Kathlen é licenciada em Matemática, pós-graduada em Língua de Sinais e atua como professora. Apesar de sonhar, na infância, em ser engenheira química, abraçou a docência com paixão e propósito. Diz que a profissão a escolheu, e não o contrário.</p><p>Enfrentou preconceitos de gênero e raça ao atuar em uma área ainda predominantemente masculina. Observou de perto as transformações da educação, a chegada de métodos mais lúdicos e os desafios de manter a disciplina em sala. Mesmo com tudo isso, nunca pensou em desistir.</p><p>Kathlen foi referência para muitos estudantes. Para a autora deste texto, foi a professora que transformou a relação com a matemática, ensinando com firmeza, afeto e confiança. Acreditava em cada aluno e despertava neles a vontade de aprender, mesmo em contextos difíceis.</p><p>Inspirada por ela, a autora também escolheu ser professora. Mesmo quando os obstáculos parecem grandes, lembra da força de Kathlen e segue adiante, com o desejo de também transformar vidas. Para além da matemática, Kathlen ensinou coragem, amor e persistência.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-07-14 17:12:47 UTC</pubDate>
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         <title>Professora enfrenta desafios e mantém paixão pelo ensino após 20 anos de carreira</title>
         <author>lucianoandraderibeiro</author>
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         <description><![CDATA[<p>Entre provas para corrigir, pais ausentes e o desinteresse de muitos alunos, Ana Alice Moreira Leite, 43 anos, segue firme na educação. Mesmo após duas décadas em sala de aula, ela diz que ainda vale a pena. A confirmação vem em mensagens de afeto e gratidão enviadas por ex-alunos.</p><p><br></p><p>Graduada em Ciências Biológicas, com pós-graduação em Teorias e Práticas na Educação e mestrado profissional em Ensino de Biologia, Ana Alice relata que a sala de aula se tornou um espaço cada vez mais difícil de sustentar emocionalmente. “É uma geração mais impaciente, intolerante, com pouca disposição para aprender”, afirma.</p><p><br></p><p>Ela também chama atenção para o desgaste provocado pela rotina invisível do magistério: planejamento, correção e produção de materiais consomem o tempo que poderia ser dedicado ao descanso ou à família. A falta de reconhecimento por parte de pais e alunos, segundo ela, agrava ainda mais o cansaço emocional da profissão.</p><p><br></p><p>Apesar de tudo, Ana Alice não perde o olhar humano sobre sua trajetória. Lembra com carinho de alunos que a acolheram em momentos difíceis da vida e reforça que esse vínculo afetivo faz a diferença.</p><p>“Receber mensagens de ex-alunos dizendo que se tornaram pessoas melhores por causa das minhas aulas é o que me dá força para continuar”, diz a professora, que resiste — entre crises e afetos — com a mesma paixão do primeiro dia.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-07-15 22:11:57 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Movido pelo esporte, dedicado ao ensino

</title>
         <author>lucianoandraderibeiro</author>
         <link>https://padlet.com/lucianoandraderibeiro/yiabtoxcf0lmke3u/wish/3520408569</link>
         <description><![CDATA[<p>Para o professor Elio Julião, o magistério sempre foi sinônimo de um profundo compromisso com uma educação pública de qualidade. Por quase 40 anos, sua maior motivação foi a satisfação de poder contribuir com a sociedade para a formação dos jovens. O resultado dessa convicção, se reflete no respeito e no carinho que o seguem até hoje, fazendo com que, por onde passe, seja sempre lembrado por ex-alunos como o ótimo professor que marcou suas vidas.</p><p><br/></p><p>Tudo começou em sua cidade natal, Sete Lagoas. Foi na "Praça de Esportes", como o clube municipal era carinhosamente chamado, que ele teve sua iniciação desportiva nos anos 60, incentivado pelo diretor José Belarmino, o "José Côco". A paixão pela natação, basquete e futebol, somada à sua versatilidade e ao sonho de ensinar, foram os fatores que o levaram a escolher a educação como caminho de vida.</p><p><br/></p><p>Deixando para trás pais e oito irmãos em Sete Lagoas, ele desembarcou na capital para cursar Educação Física na UFMG. A escolha foi motivada tanto pela excelência do curso quanto pela gratuidade, uma condição essencial para quem precisava se manter. A jornada dupla, com estudos pela manhã e trabalho à tarde e à noite, não foi um obstáculo, mas a base que construiu a resiliência que marcaria toda a sua carreira.</p><p><br/></p><p>Hoje, desfrutando de sua aposentadoria, o conselho que ele oferece aos futuros educadores é um reflexo de sua própria jornada: que busquem o preparo necessário para exercer a profissão e, acima de tudo, que se lembrem sempre da importância fundamental que um professor tem para a sociedade. É um lembrete de que educar, como ele demonstrou por décadas, é um ato de compromisso com o futuro.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-07-15 22:16:11 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Eny supera desafios e constrói carreira de 56 anos na educação

</title>
         <author>lucianoandraderibeiro</author>
         <link>https://padlet.com/lucianoandraderibeiro/yiabtoxcf0lmke3u/wish/3520419669</link>
         <description><![CDATA[<p>Eny Amaral Nunes, educadora com mais de meio século de atuação, dedicou 56 anos ao ensino, passando por todas as etapas da educação básica até o ensino superior. Nascida em Raposos, na região metropolitana de Belo Horizonte, é filha de um operário e de uma costureira, que a ensinaram a persistir diante das dificuldades. “Meus pais me mostraram que tudo é possível com fé e perseverança”, lembra.</p><p><br/></p><p>Conhecida carinhosamente como “Tia Eny”, ela encontrou na leitura uma paixão e uma aliada. Incentivada por sua professora primária, mergulhou nos livros desde cedo — hábito que manteve por toda a vida, tendo a Bíblia como seu título preferido. Formada inicialmente em magistério e depois em pedagogia pela UEMG, acumulou pós-graduações, cursos de capacitação e formação em teologia.</p><p><br/></p><p>Eny atuou como professora da educação infantil ao ensino superior, além de ocupar funções como diretora, vice-diretora e supervisora escolar. Hoje aposentada, é também pastora evangélica credenciada e continua dedicando-se ao trabalho pastoral. “Servir e amar ao próximo, atendendo ao chamado que Deus me deu”, afirma.</p><p><br/></p><p>A escolha pelo magistério, inicialmente influenciada pela condição financeira da família e pela opinião dos pais, tornou-se, segundo ela, a melhor decisão de sua vida. Ao longo da carreira, enfrentou desigualdades dentro das instituições educacionais. “Vi a divisão de classes socioeconômicas e a proteção a pequenos grupos, com predileções étnicas e sociais”, recorda.</p><p><br/></p><p>Apesar dos desafios, Eny se reconhece como uma mulher realizada na profissão. E deixa duas frases que refletem seu legado: “Só vencemos obstáculos quando acreditamos no valor da verdade absoluta que é Cristo e no valor do propósito ao assumir nossas escolhas”, e “o valor do sucesso de uma instituição está no trabalho em equipe, onde deve haver coesão e valores comuns a todos”.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-07-15 22:48:58 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Encantamento na infância inspira professora a dedicar 35 anos à educação

</title>
         <author>lucianoandraderibeiro</author>
         <link>https://padlet.com/lucianoandraderibeiro/yiabtoxcf0lmke3u/wish/3521315351</link>
         <description><![CDATA[<p>O desejo de se tornar professora nasceu do encantamento. Ainda menina, em Estrela do Indaiá (MG), Célia Maria da Silva Silveira viu pela primeira vez um grupo de estudantes no recreio. Vestiam blusa branca, saia azul, gravatinha borboleta, meia três quartos e sapato preto. “Era como um uniforme de gala”, lembra. Sem saber ao certo o que era uma escola, sentiu o impulso de querer estar ali um dia.</p><p><br/></p><p>Filha de uma família simples da zona rural e órfã de pai ainda jovem, Célia enfrentou muitos obstáculos. Persistiu nos estudos, fez Magistério, formou-se professora e, mais tarde, concluiu o curso Normal Superior e uma pós-graduação em Psicopedagogia. Aos 78 anos, ela recorda com emoção sua primeira turma: “Senti que havia encontrado meu lugar no mundo”.</p><p><br/></p><p>Durante sua trajetória, trabalhou com crianças de comunidades pobres e superou a falta de recursos com afeto e dedicação. Entre os momentos mais difíceis, cita um acidente em sala de aula, quando uma aluna teve a ponta do dedo amputada ao prender a mão na porta. “Foi muito doloroso. Mesmo sem culpa, me senti responsável”, conta. Em contraste, coleciona lembranças afetivas: os presentes feitos pelos alunos, o carinho das famílias e o prazer de contar os dias para o fim das férias, tamanha a saudade da escola.</p><p><br/></p><p>Para ela, o cenário atual da educação exige mais preparo emocional dos professores. “Antes, havia mais respeito. Hoje, o aluno chega sem limites e a família transfere toda a responsabilidade para a escola”, avalia. Seu conselho a quem inicia na carreira é direto: “É preciso conhecer a profissão, querer, gostar e vestir a camisa”.</p><p><br/></p><p>O texto é escrito por sua filha, educadora e estudante de Pedagogia, que a descreve como sua maior referência, mesmo sem tê-la como professora na escola. “Sua história me inspira a seguir com o mesmo encantamento e a mesma força”, afirma.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-07-16 13:44:04 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Professora transforma a educação com arte e compromisso diário</title>
         <author>lucianoandraderibeiro</author>
         <link>https://padlet.com/lucianoandraderibeiro/yiabtoxcf0lmke3u/wish/3521321179</link>
         <description><![CDATA[<p>Aos 47 anos, a professora Angélica Santana Gomes Moreira, de Belo Horizonte, reafirma diariamente sua crença no poder da educação como ferramenta de transformação. Formada em Artes pela Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG), ela construiu sua trajetória acreditando que ensinar é um gesto de presença, escuta e compromisso. “Ensinar não é só repassar conteúdo. É ser referência, apoio e, muitas vezes, a única escuta que um aluno encontra”, afirma.</p><p><br/></p><p>Divorciada e mãe de duas filhas, Angélica equilibra a rotina pessoal com a profissão que abraçou desde cedo, motivada por sua fé na humanidade e na construção de um futuro melhor. Para ela, o processo educativo se dá “em pequenos gestos e grandes significados”, cultivados todos os dias dentro da sala de aula, que ela vê como um espaço de troca, esperança e evolução.</p><p><br/></p><p>Com olhar crítico sobre as mudanças no cenário educacional, ela destaca os desafios que afetam o cotidiano docente, especialmente o distanciamento das famílias da vida escolar. “Muitos pais se afastaram por cansaço ou porque não acreditam mais que a escola possa garantir o futuro dos filhos”, observa. Angélica também aponta a gestão empresarial de instituições privadas como um risco: “Quando o pedagógico deixa de ser o centro, todos perdem”.</p><p><br/></p><p>Apesar das dificuldades, sua postura segue firme e inspiradora. “As conquistas são diárias, e só depois de algum tempo a gente percebe que tudo valeu a pena”, aconselha quem deseja ingressar na docência. Sua atuação, marcada pela sensibilidade e pela força, transforma o cotidiano escolar em um espaço fértil de humanidade. “Ela é mais que professora — é uma semente de transformação viva”, define sua filha, autora deste perfil e também educadora.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-07-16 13:51:59 UTC</pubDate>
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