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      <title>História da Língua Portuguesa - Formação da Língua e Aspectos Linguísticos by Milena Wanderley</title>
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      <language>en-us</language>
      <pubDate>2022-09-05 18:35:05 UTC</pubDate>
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         <title>Antecedentes da formação histórica do português</title>
         <author>milenawanderley</author>
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         <description><![CDATA[<div>Latim clássico e latim vulgar:<br>"Assim, partindo da afirmação de Castro (2006: 47) de que “A história do português começa como um capítulo da história do latim”, importa definir o conceito de latim vulgar, distinguindo-o do latim literário. É este um conceito controverso. No entanto, assumiremos aqui a definição de Herman (1975): “Língua falada pelas camadas&nbsp; pouco influenciadas ou não influenciadas pelo ensino escolar e pelos modelos literários”.<br>Tratando-se de uma variedade (ou um conjunto de variedades) oral e bastante<br>heterogénea, as fontes para o seu estudo são, naturalmente, escassas:<br>• Appendix Probi;<br>• obras gramaticais;<br>• inscrições monumentais e graffiti, como os de Pompeios (79 d.C.);<br>• cartas pessoais;<br>• obras técnicas (tratados de culinária, de arquitectura);<br>• obras literárias onde se retrata o falar das classes baixas.<br>Ainda assim, é a partir destas atestações, fruto de mãos pouco expertas na escrita ou de registos deliberados da fala das classes mais populares e menos escolarizadas, que é possível, hoje, ter uma ideia do que seria o latim falado que está na origem do português e das restantes línguas românicas." (BANZA, Ana Paula <em>et </em>GONÇALVES, Maria Filomena, 2018, p. 20 e 21)</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-09-05 20:21:12 UTC</pubDate>
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         <title>Do &quot;latim vulgar&quot; aos romances peninsulares</title>
         <author>milenawanderley</author>
         <link>https://padlet.com/milenawanderley/yheu6xvcge7jgub0/wish/2283442724</link>
         <description><![CDATA[<div>"Este latim, a que se tem chamado “vulgar”, está na origem, não apenas do português,<br>mas de um grupo alargado de línguas que, além do português, integra também o<br>castelhano, o francês, o galego, o catalão, o italiano, o provençal e o romeno, as línguas ditas românicas, neo-latinas ou novi-latinas. Estas línguas resultam de um processo que implica, em simultâneo, continuidade e diversificação em relação ao latim que lhes está na origem.<br>Enquadrar o processo de diferenciação do português no contexto românico implica,<br>pois, em primeiro lugar, referir as principais mudanças linguísticas sofridas pela língua<br>latina que estão na base dos sistemas românicos em geral, os chamados fenómenos pan-românicos, e do sistema português em particular, individualizando-o face aos restantes e particularmente face aos restantes romances ibéricos." (2018, p. 21)<br>"No que respeita aos aspectos de natureza morfo-sintáctica, destacam-se&nbsp; essencialmente o desaparecimento do género neutro, das declinações e dos casos latinos e as suas consequências na formação dos sistemas românicos e, de uma maneira geral, a transformação da gramática sintética do latim (que usava as desinências casuais, a par das preposições, como marcadores de função sintáctica) na gramática analítica das<br>línguas românicas (que, além das&nbsp; preposições, em maior número, passa a usar a posição das palavras na frase como marcador de função sintáctica):<br><br><em><sub>Pouco restou das declinações do latim clássico em latim vulgar. A quarta e a quinta declinações, o gênero neutro e todos os casos, salvo o nominativo e o acusativo, desapareceram. Com a desaparição do nominativo em português, a distinção casual terminou. Apenas a flexão de número permaneceu. A forma oriunda do acusativo latino passou a exercer a função de sujeito, de objecto de um verbo e de objecto de uma preposição. (Williams 1991: 123).</sub></em><br><br>Assim, quanto aos géneros, desapareceu o neutro, restando apenas o masculino e o<br>feminino. Ex. castellum &gt; castelo." (2018, p. 23)<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-09-05 20:40:22 UTC</pubDate>
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         <title>As invasões germânicas e as invasões árabes</title>
         <author>milenawanderley</author>
         <link>https://padlet.com/milenawanderley/yheu6xvcge7jgub0/wish/2283454636</link>
         <description><![CDATA[<div>"Importa, no entanto, ter em conta as diferenças entre os germanismos incorporados pelo latim ao longo da sua história e trazidos para a Península (ex. carpa, coifa), os visigotismos (toponímia, antroponímia e léxico comum), incorporados no período de domínio visigodo (ex.&nbsp; Guimarães, Sendim, Álvaro, Fernando, bando, espia) e elementos germânicos integrados mais tardiamente, já no<br>português, através do francês (ex. jardim, trégua)." (2018, p. 26)<br>"Assim, à chegada dos Árabes, no início do século VIII (711 d.c.), a Península Ibérica encontrava-se politicamente unificada sob o domínio visigodo, mas linguisticamente<br>dividida em dois romances, setentrional e meridional, herdeiros da antiga divisão entre o latim meridional, mais conservador, e o latim setentrional, mais aberto a inovações.<br>No norte da Península, o romance setentrional começava a fragmentar-se nos vários romances peninsulares, podendo prever-se que, no sul, o quadro fosse semelhante.<br>As invasões árabes alteraram significativamente este quadro, no domínio político-social e no domínio linguístico, tendo desempenhado um papel determinante na obliteração<br>das eventuais variedades que estivessem a surgir no sul.<br>No domínio muçulmano no sul, al-Andalus, passaram a conviver vários grupos sociais em tudo diferentes entre si: baladiyym (árabes), mouros (bereberes arabizados),<br>muwalladim (hispano-godos convertidos ao islamismo), moçárabes (hispano-godos submetidos mas não assimilados) e judeus (comunidade hebraica, submetida mas não assimilada), enquanto no norte permaneciam as populações hispano-godas primitivas da região setentrional." (2018, p. 27)<br><br>&nbsp;<br>&nbsp;<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-09-05 21:02:58 UTC</pubDate>
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         <title>Formação do Português</title>
         <author>milenawanderley</author>
         <link>https://padlet.com/milenawanderley/yheu6xvcge7jgub0/wish/2283467169</link>
         <description><![CDATA[<div>"Assim, a reconquista cristã, a partir do séc. IX, acompanha o “ciclo da formação da língua” – sécs. IX-XV (Castro 2006: 74ss) – durante o qual o galego-português do norte é transplantado para sul, ganha um espaço nacional, no séc. XII, com a formação do reino de Portugal9, uma forma escrita, a partir de meados do séc. XII ou inícios do séc. XIII, e, pela mesma época, começa a afastar-se do galego, podendo considerar-se já definitivamente separado dele a partir do final do séc. XIV ou início do séc. XV, coincidindo com o final do ciclo da formação da língua." (2018, p. 30)<br><br>"No que respeita ao período correspondente aos sécs. XIII e XIV, isto é, ao português antigo, considera-se,&nbsp; salvaguardando sempre a natureza simbólica destas balizas, que ele é marcado, no seu início, pelo aparecimento dos primeiros textos escritos e, no seu final, pela separação do galego, a par de outros fenómenos políticosociais ocorridos na mesma época e usados por Cintra como terminus ad quem do período em causa." (2018, p. 31)<br><br>"Estes documentos anteriores a 1214 já descobertos e outros que continuam a aparecer – fruto da pesquisa de investigadores como Ana Maria Martins e José António Souto Cabo, mas também de outros, que, como António Emiliano e Susana Pedro, têm contribuído de alguma forma para o avanço do “estado da arte” nesta questão – são documentos cuja classificação de “portugueses” é contestável, mas que apresentam, em maior ou menor grau, formas romances ou mesmo blocos compactos em romance, o que mostra que já havia a possibilidade de escrever em português pelo menos um século antes de ele começar a ser regularmente usado na escrita e pelo menos meio século antes de ele começar a ser usado esporadicamente (Castro 2006: 111). " (2018, p. 35)<br>"A separação do Galego tem sido considerada como um marco relevante no final do ciclo de formação. É este, no entanto, um ponto controverso, embora tal controvérsia já<br>tenha sido bastante mais significativa do que actualmente. Ainda assim, de certa forma, ainda persiste a polémica entre aqueles que acreditam terem o galego e o português iniciado a sua separação logo a partir da constituição dos reinos peninsulares, no séc. XII, considerando a separação política o primeiro passo para a separação linguística, e os que defendem que a unidade permanece ainda hoje. De qualquer forma, quer o processo de separação tenha  começado nesta época ou mais tarde, pode aceitar-se como<br>relativamente consensual que, no final do ciclo de formação da língua, que coincide, <em>grosso modo</em>, com o final do período trovadoresco (não é por acaso que, ao período a que Cintra chama português antigo, chama Pilar Vázquez Cuesta  galego-português e Serafim da Silva Neto trovadoresco), o galego estaria já definitivamente separado do português, podendo considerar-se, a partir daí, como uma língua  românica autónoma, o que, naturalmente, não invalida a grande proximidade linguística que continua a ter com o português." (2018, p. 36)&nbsp;<br>&nbsp;<br>&nbsp;<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-09-05 21:31:23 UTC</pubDate>
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         <title>A expansão ultramarina dos sécs. XV e XVI e as suas repercussões na língua portuguesa</title>
         <author>milenawanderley</author>
         <link>https://padlet.com/milenawanderley/yheu6xvcge7jgub0/wish/2283486757</link>
         <description><![CDATA[<div>"O “ciclo da expansão da língua” (Castro 2006: 74ss) inicia-se com as navegações, a partir do séc. XV, e coincide com o momento em que a língua portuguesa, como resultado<br>desse movimento, é transportada para fora da Península Ibérica e levada a outras terras e outras gentes, dando início ao processo de expansão que faria do português uma<br>língua pluricêntrica (Soares da Silva 2014, 2011), uma das mais faladas do mundo, com implantação significativa, ainda actualmente, em três continentes (Reto, Machado<br>e Esperança, 2016). São marco fundamentais desse período a descoberta do caminho marítimo para a Índia (1498) e o “achamento do Brasil” (1500)." (2018, p. 37)<br><br>"Assim, o “ciclo da expansão” inicia-se com as&nbsp; navegações, pela sua influência decisiva na expansão da língua e relevância desta para a situação actual do&nbsp; português no mundo. Efectivamente, é a esse facto da nossa história externa que, em boa parte, é devida a diversidade diatópica da língua portuguesa actual, nomeadamente a sua geografia actual – que abarca oito variedades nacionais oficiais espalhadas pelo mundo e vários crioulos de base portuguesa, que, em alguns casos, como o de Cabo Verde, são língua materna da esmagadora maioria dos seus falantes – e a sua relevância no mundo, uma das dez mais faladas e influentes." (2018, p.38)<br><br>"Assim, partindo da visão de Cardeira (2005) do português médio como cobrindo um período muito curto, a primeira metade do séc. XV, e encarado como um período crítico na história da língua portuguesa, ao invés de um simples período de transição, pode dizer-se que a sua&nbsp; caracterização linguística envolve fenómenos, muito significativos, particularmente no plano fonético-fonológico, que se consolidam neste período transformando drasticamente a língua, na sua forma e estrutura, mas que estariam já em marcha pelo menos desde o período que Cardeira classifica como uma “franja de separação” entre o português antigo e o português médio, correspondente à segunda metade do séc. XIV, ou mesmo antes.<br>Na verdade, esta “franja de separação”, que encerra o ciclo da formação da língua, é, do ponto de vista da sua história externa, particularmente relevante na sua evolução, na medida em que nela ocorrem várias convulsões, políticas, económicas, sociais, que terão condicionado ou, ao menos, influenciado a sua história interna. Efectivamente, além da separação do galego – evento que se coloca sobretudo no plano literário, com a extinção da escola literária galego-portuguesa, porquanto tal separação, no plano da oralidade, terá seguramente ocorrido mais cedo – a peste, as guerras com Castela, o final da primeira dinastia, a de Borgonha, e a ascensão da segunda, a de Avis, eventos que, no seu conjunto, normalmente se designam como “crise de 1383-85”, produziram um novo quadro em que a importância do sul, crescente desde D. Afonso III, se afirma definitivamente com a fixação da corte em Lisboa, que, a partir de então, se assume como verdadeira capital. Como consequência, a Galiza fica definitivamente afastada do novo centro e a língua transplantada para sul com a reconquista, em contacto com as variedades moçárabes, ganha traços inovadores, que, doravante, passariam a ser encarados como padrão. Acresce ainda que o final do séc. XIV é pouco anterior ao final da Idade Média e ao início do Renascimento, com consequências importantes para a língua, nomeadamente ao nível do léxico." (2018, p. 39-40)<br><br>Das diversas mudanças e consolidações linguísticas desse período, destacamos&nbsp; "as mudanças no género, que, desencadeadas pelo desaparecimento do neutro,<br>ainda em latim, conduziram, no português antigo, nos nomes e adjectivos terminados em consoante <em>(-l, -r </em>ou <em>-z</em>) ou na vogal <em>-e</em>, a formas em muitos casos diferentes das actuais (ex. nos nomes, as formas em <em>-agem</em>, como <em>linhagem</em>, eram<br>masculinas, outras como <em>planeta </em>eram femininas <strong>e outras&nbsp; ainda, como </strong><strong><em>senhor</em></strong><strong>, eram invariáveis</strong>; nos adjectivos, <em>firme </em>era biforme, mas <em>pecador </em>era uniforme) e que, nesta época, começam a aproximar-se do uso actual, embora, em muitos<br>casos, as formas modernas só se tenham generalizado a partir do séc. XVI. Os nomes e adjectivos em <em>-a&nbsp; (</em>provenientes da primeira declinação latina e de neutros<br>plurais da segunda declinação) convergiram no género feminino ainda em latim vulgar (<em>-a, -as</em>) e os nomes e adjectivos em <em>-o/u </em>(provenientes da segunda e da<br>quarta declinações latinas) convergiram no género masculino, também em latim vulgar (<em>-o, -os</em>) e assim se mantiveram no português." (2018, p. 41, grifo nosso)<br><br>"Esta abordagem do português médio, apresentada por Cardeira (2005), por um lado, permite dar conta da real importância deste período, que não é, de facto, uma simples<br>fase de transição, mas uma “transição de fase”, decisiva na elaboração do português, em que se resolvem vários processos de mudança em curso; por outro, sintetiza de<br>forma bastante satisfatória o que seria o estado da língua no momento em que inicia o seu ciclo de expansão e é levada para novos continentes, o que permite compreender muitas das características do português extra-europeu e, em particular, do português do Brasil (ex. as características do vocalismo átono)." (2018, p. 42)<br>&nbsp;<br><br>&nbsp;<br> &nbsp;<br> &nbsp;<br>&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-09-05 22:10:46 UTC</pubDate>
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         <title>Brasil</title>
         <author>milenawanderley</author>
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         <description><![CDATA[<div>"O Português Brasileiro descende do Europeu. No Brasil, tomou a sua forma na complexa interação entre<br><br></div><div>- a <em>língua do colonizador</em> (e, portanto, do poder e do prestígio),<br><br>- as numerosas <em>línguas indígenas brasileiras</em>,<br><br>- as também numerosas <em>línguas africanas</em> chegadas pelo tráfico negreiro (oficial entre 1549 e 1830, não oficial antes e depois desses limites),<br><br>- e finalmente as <em>línguas dos que emigraram</em> para o Brasil da Europa e da Ásia, sobretudo a partir de meados do século XIX.<br><br></div><div>Dessa potencial Babel lingüística, foi se definindo, ao longo de quinhentos anos – pouco tempo para a história de uma língua – o formato brasileiro contemporâneo da língua portuguesa."<br><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-09-05 22:24:22 UTC</pubDate>
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         <title>Cabo-Verde: os portugueses de além mar...</title>
         <author>milenawanderley</author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2022-09-05 22:26:18 UTC</pubDate>
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         <title>Guiné-Bissau</title>
         <author>milenawanderley</author>
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         <description><![CDATA[<div>"Entretanto, para falar sobre isso, é importante entender o processo de colonização do país. Até 1446, quando os europeus começaram a chegar no país, a Guiné-Bissau fazia parte do Reino de Gabu e do Império do Mali, um império pré-colonial africano tido como um dos mais poderosos da história da humanidade e da Idade Média. Além disso, é considerado um dos mais ricos da história africana.<br><br></div><div>Só para exemplificar o tamanho, ele abrangia o que atualmente são os países Burkina Faso, Gâmbia, Guiné, Guiné-Bissau, Mali e Senegal. A língua oficial desse império era a Mandinga. Ela faz parte da família das línguas nigero-congolesas, uma das maiores famílias africanas tanto pela área geográfica como pelo número de falantes.&nbsp;<br><br></div><div><strong>O português e o crioulo da Guiné-Bissau<br></strong><br></div><div>Assim como nos outros países, a colonização portuguesa difundiu amplamente o seu idioma. <strong>Na Guiné-Bissau, no entanto, mesmo o português sendo língua oficial, apenas cerca de 15% das pessoas falam o idioma, mesmo ele tendo passado por transformações e incorporado elementos das línguas nativas e dos impérios anteriores. Atualmente, a maioria da população fala o kriol, ou crioulo de Guiné-Bissau como também é chamado.</strong><br><br></div><div><strong>Trata-se de uma língua com base no português, que, junto com o crioulo de Cabo Verde, compõe o grupo Crioulo da Alta-Guiné ( formado por Cabo Verde, Casamansa, Senegal e Gâmbia). Como não poderia deixar de ser, existem dialetos dentro do kriol e eles foram influenciados por outros povos originários dos arredores da Guiné-Bissau e do restante da África. Todo esse contato entre línguas influenciou o português utilizado do país e, claro, as próprias línguas nativas</strong>."&nbsp;(grifos nossos)<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-09-05 22:32:03 UTC</pubDate>
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         <title>São Tomé e Príncipe</title>
         <author>milenawanderley</author>
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         <description><![CDATA[<div>"<strong><br>CARACTERÍSTICAS DO PORTUGUÊS DE SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE<br></strong><br></div><div><br>O português como língua oficial do país é falado por quase 100% da população. Entretanto, há algumas curiosidades: o idioma ainda é carregado de características do português arcaico, tanto no léxico quanto nas construções sintáticas, e parece com o português brasileiro na gramática e na sintaxe. Por outro lado, as classes altas e as classes políticas usam o português padrão europeu.<br><br></div><div>Mesmo com as diferenças, São Tomé e Príncipe segue as regras gramaticais e ortográficas do português europeu. Em 2006, o país aprovou o Acordo Ortográfico de 1990, que unifica o português em países que têm o idioma como língua oficial. No entanto, o Acordo de 1945 ainda é utilizado por lá." &nbsp;<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-09-05 22:36:30 UTC</pubDate>
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         <title>Angola</title>
         <author>milenawanderley</author>
         <link>https://padlet.com/milenawanderley/yheu6xvcge7jgub0/wish/2283502271</link>
         <description><![CDATA[<div>"Atualmente, o panorama linguístico de Angola se diferencia significativamente de outros países que possuem o português como língua oficial. De acordo com o Instituto Nacional de Estatística de Angola (INE), realizado em 2014, com exceção do Brasil, Angola é o território onde se verifica o maior índice de crescimento da língua portuguesa, além de apresentar o percentual de 71,15%<a href="https://revista.abralin.org/index.php/abralin/article/view/507#footnote-25412eb676b36ab5a5971f0517851825">1</a> de falantes desta língua, enquanto cada pessoa geralmente fala duas ou mais línguas nacionais em casa." (OLIVEIRA, Heloísa Tramontim, 2019)<br><br>"A realidade contemporânea do país conta com mais de vinte línguas angolanas de origem africana, em sua maioria de tronco bantu, reiterando, dessa maneira, a citação de Fardon &amp; Furniss (1994<a href="https://revista.abralin.org/index.php/abralin/article/view/507#book-ref-97cef05048e86d300cd94ce984824629">[2]</a>), que afirmam: “o multilinguismo é a língua franca da África”. Segundo Bernardo (2018<a href="https://revista.abralin.org/index.php/abralin/article/view/507#thesis-ref-a2bb47336cec28eb6b9608f7ab87197a">[1]</a>), o Projeto de Ensino Bilíngue funda-se na Lei 13/2001, Lei de Base do novo Sistema de Ensino, denominada “Reforma Educativa”, veio reforçar a criação de um projeto de caráter multissetorial do Ministério da Educação, o IEL – Inovação no Ensino da Leitura em Angola, visando inserir línguas nacionais no ensino primário. De 2004 a 2010, o Instituto Nacional de Investigação e Desenvolvimento da Educação (INIDE) experimentou o ensino de línguas nacionais em sete províncias, da 1.ª à 3.ª classes. Línguas como Cokwe, Kikongo, Kimbundu, Ngangela, Ulunyaneka, Umbundu e Oxikwanyama foram submetidas a normas ortográficas, além de terem sido introduzidas em escolas que agora contam com o ensino bilíngue (língua portuguesa e uma língua nacional angolana), nas zonas rurais do país. O cokwe foi experimentado na Lunda-Sul, o kikongo no Zaire, o kimbundo no Kwanza-Norte, o ngangela no Kuando-Kubango, o ulunyaneka e o umbundo no Huambo e o oshikwanyama no Cunene. A escolha destas áreas esteve relacionada com as zonas de origem cada língua. O processo se passou em três escolas de cada província, abrangendo 15 turmas e 15 professores que já faziam parte do sistema educativo e dominavam alguma língua nacional. Após a fase experimental, o INIDE deu início à fase de consolidação do projeto, que consiste na inclusão “paulatina” da disciplina de Línguas Nacionais no ensino, começando pela 1.ª classe." (OLIVEIRA, Heloísa Tramontim, 2019)<br><br><br></div>]]></description>
         <enclosure url="https://revista.abralin.org/index.php/abralin/article/view/507" />
         <pubDate>2022-09-05 22:43:49 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Moçambique</title>
         <author>milenawanderley</author>
         <link>https://padlet.com/milenawanderley/yheu6xvcge7jgub0/wish/2283506035</link>
         <description><![CDATA[<div>"Mas em todo território, existem mais de 20 línguas e muitas crianças só aprendem o português quando chegam à idade escolar. Dentre as mais faladas estão macua e xangana.&nbsp;<br><br></div><div>Num artigo em sua página na internet, a Unesco explica que o conhecimento da língua portuguesa é vital para acessar os serviços públicos, mas a proficiência em línguas locais é crucial para a inclusão comunitária.&nbsp;<br><br></div><div>Segundo a Unesco, apenas 17% dos moçambicanos falam português como primeira língua. Por isso, se faz necessário incorporar o ensino das línguas nacionais em programa de educação de adultos, num país onde os índices de analfabetismo permanecem altos." ONU, 2020.&nbsp;<br><br></div>]]></description>
         <enclosure url="https://news.un.org/pt/story/2020/05/1713762" />
         <pubDate>2022-09-05 22:51:43 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Timor-Leste</title>
         <author>milenawanderley</author>
         <link>https://padlet.com/milenawanderley/yheu6xvcge7jgub0/wish/2283515677</link>
         <description><![CDATA[<div>ALBUQUERQUE, Davi Borges; RAMOS, RUI. O português na República Democrática de Timor-Leste: quase duas décadas depois. <em>Revista Letras Raras</em>. Campina Grande, v. 9, n. 4, p. 76-105, dez. 2020.&nbsp;<br>&nbsp;<br>"Em relação ao português falado pelos leste-timorenses, nossa hipótese é de que se trata de uma variedade não dominante (AFONSO E GOGLIA, 2015a; BATORÉO,<br>2016) em estágio inicial de desenvolvimento, podendo no futuro vir a se tornar uma variedade local estabilizada do português." (2020, p. 78)&nbsp;<br><br>"A língua portuguesa se espalhou em Timor por três vias: a igreja, a administração e o militarismo (BAXTER, 1996). A igreja realizou sua atividade missionária logo no século XVI, porém as tentativas iniciais de converter a população&nbsp; timorense não foram bem-sucedidas (HÄGERDAL, 2012).<br>Contudo, os padres continuaram a sua ação nos séculos seguintes, assim disseminando a língua portuguesa por meio da educação e da religião." (2020, p. 79)<br><br>"Os cidadãos portugueses dominaram a administração colonial em Timor nos séculos iniciais, porém essa situação veio a se modificar durante o século XIX com a presença de mestiços e macaenses assumindo cargos. Além disso, timorenses escolarizados também começaram a trabalhar para a administração colonial (THOMAZ, 1976), sendo que todos eles empregavam a língua portuguesa na escrita dos documentos oficiais. Em relação ao militarismo, destacou-se o fato de que líderes militares locais de diferentes regiões vizinhas acabaram por integrar o exército colonial, bem como de outras localidades da administração portuguesa, como Flores, Macau, Moçambique e Índia." (2020, p. 80)<br><br>"Até a atualidade as línguas locais de Timor-Leste, que são de origem austronésia e papuásica, se encontram em estágio inicial de investigação. Não se sabe ao menos o número de línguas faladas no país, já que há linguistas que consideram algumas extintas ou não as classificam como línguas, mas como parte de complexos dialetais. A investigação mais completa que se tem como base nos<br>estudos linguísticos foi a elaborada por Hull (2001)." (2020, p. 81)&nbsp;<br> &nbsp;<br> &nbsp;<br>&nbsp;<br>&nbsp;</div>]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads.storage.googleapis.com/1477656462/ce483d94b1102dbf9a3a298cefd9f580/A_L_ngua_Portuguesa_no_Timor_Leste.pdf" />
         <pubDate>2022-09-05 23:10:51 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/milenawanderley/yheu6xvcge7jgub0/wish/2283515677</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Macau</title>
         <author>milenawanderley</author>
         <link>https://padlet.com/milenawanderley/yheu6xvcge7jgub0/wish/2283521617</link>
         <description><![CDATA[<div>"E quanto ao português?<br><br></div><div>Quanto ao português, temos a camada restrita do português normal, falado pelos metropolitanos aqui residentes e pelos macaenses de maior instrução. Temos o linguajar dos jovens, misto de português, chinês e inglês. E, finalmente, a fala típica das pessoas idosas ou de meia idade, com  reminiscências do dialecto antigo e influências do português normal."<br><br></div>]]></description>
         <enclosure url="http://www.icm.gov.mo/rc/viewer/32001/2088" />
         <pubDate>2022-09-05 23:21:17 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Portugal</title>
         <author>milenawanderley</author>
         <link>https://padlet.com/milenawanderley/yheu6xvcge7jgub0/wish/2283522784</link>
         <description><![CDATA[<div>"De princípios do século XIII eram já conhecidos dois textos originais escritos em português - a Notícia de Torto e o Testamento de Afonso II. Recentemente foi descoberto um outro documento original, também escrito em português, mas de 1175 - a Notícia de Fiadores."</div>]]></description>
         <enclosure url="http://cvc.instituto-camoes.pt/tempolingua/07.html" />
         <pubDate>2022-09-05 23:23:19 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/milenawanderley/yheu6xvcge7jgub0/wish/2283522784</guid>
      </item>
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