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      <title>Um Livro Fora do Ponto by Lisbela Cardoso (CPE)</title>
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      <description>Meu padlet épico- Criado com estilo do 2A</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2020-09-21 11:22:46 UTC</pubDate>
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         <title>Metáforas de Ezequiel</title>
         <author>2110992</author>
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         <description><![CDATA[<div>O suor gelado escorria por minhas têmporas em uma tentativa falha de esfriar-me o corpo, não existia a necessidade de ver-me para reconhecer o caráter pálido de minha pele ou as doentias machas escuras ao redor dos olhos. Calafrios subiam pelo corpo dilatando meus vasos e pupilas. No fantasmagórico susto do delírio meus pés torceram desumanamente até enrolar na extremidade da cabeça, preenchendo pálpebras tremidas por imagens da origem. Passavam como um furacão, embrulhando-me o estômago com vertigens do passado estagnado: Leviatã roendo a carne e as felicidades (roendo carne e felicidades), Mamon dançando por cima da divindade suprema, Amon empunhando anjo caído mascarado e outros horrores que aumentavam as sinapses por meu corpo. <br><br>Remexia dentro de mim à medida que chegava perto, sufocando por necessidade de algo, quando as cenas se embaralharam. A monstruosidade dessa vez era uma mistura nojenta. A pele áspera e rija de uma mistura de bode, cobra e cavalo brilhavam ao refletir o brilho da coroa que carregava. Espantosamente, o monstro perpetuava na sua maldade ao virar e mostrar sua outra metade, com face de peixe e corpo escamoso, ele expandia, esticava e agigantava-se a cada sussurro que ouvia de Mamon, que atrás dele empunhava a espada e um escudo que magicamente os protegia. <br><br>"Oblíqua e dissimulada" foi o primeiro sussurro para acabar com a pequenez da besta, mas  continuava, cada vez mais atrás do gigante que se formava. Os buracos abriam no peixe para os insetos esgueirarem preenchendo e aumentando. Sempre aumentando, alastrando-se nos olhos de dentro para fora, correndo na garganta, mas nunca saindo pela para boca, a criatura não aguentaria tal dignidade. <br><br>Os calafrios pelo meu corpo diminuíam à medida que a imagem se transformava, embaçava-se, um clarão brilhava e sumia. Isso não impediu meus olhos de detectarem a imagem que sumiria assim que a alucinação acabasse. No lugar da criatura surgia um rosto imperceptivelmente tão familiar quanto o meu, ele arrancava-lhe a pele enquanto estendia uma xícara e sua humanidade monstruosa emergia, ainda sem parar de crescer.<br><br></div><div> Em algum momento da loucura, tudo escureceu e meus olhos abriram novamente para ver a realidade. Três pares de olhos amigos me encararam enquanto o cansaço preenchia cada célula do meu corpo e um pensamento me visitava.<br><br>O reencontro com o colo materno estava finalmente por vir e não pude segurar um último suspiro antes de ser tomado pela dona da vida. (tomado pela dona morte ou domado pela dona da vida)<br><br></div><div>- Ah, Capitu, aquela santa...<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-09-28 01:46:30 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>2110992</author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2020-09-28 02:17:06 UTC</pubDate>
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         <title>Epístola de Tia Justina</title>
         <author>2072381</author>
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         <description><![CDATA[<div> Caro Ezequiel,</div><div><br></div><div> Há alguns dias, quando um fâmulo de Bentinho informou-me de sua visita, senti uma inquietação que me levou a escrever-lhe esta carta. Sinto, em meu âmago, que é de minha responsabilidade confidenciar-lhe o que ocorreu durante os anos que se passaram.  </div><div> Desde criança, Bento Santiago é um homem covarde. Na juventude, frequentou o seminário para atender às vontades de sua mãe, ainda que sofrendo pela ideia de não ser capaz de permanecer com  sua amada e retornou à nossa casa com planos que tampouco partiram dele, mas de José Dias e Escobar, em quem confiava todos seus temores. Quando casou-se com Capitu, tornou-se um homem ciumento, desconfiado, bronco, mas a situação agravou-se ainda mais com a ausência dela. A culpa, claro, de tudo isso, não pertence a ninguém senão à própria Capitolina, que mal escondia o grande afeto que mantinha por Escobar.</div><div>  José Dias, amigo próximo da família, viveu conosco por muitos anos e tornou-se próximo a Bentinho. Por muitas vezes demonstrou o que pensava de Capitu (primeiramente, como uma mulher dissimulada e, posteriormente, quando Capitu aproximou-se de minha prima Glória, cheia de superlativos) , o que supostamente ajudou o Bentinho a criar especulações sobre uma possível traição de Capitu com seu amigo Escobar. Apesar de tudo isso, Capitu sempre foi um pouco dissimulada em diversas situações, e também sempre achei que seu filho, que supostamente seria de Bentinho parece bastante com o Escobar, mas acho que essa semelhança não diz muita coisa, já que uma vez o pai de Sancha disse que sua esposa e Capitu eram parecidas. Com isso sempre desconfiei um pouco de Capitu mas agora analisando tudo melhor penso que talvez seja só mais uma loucura de Bentinho.</div><div> Por fim, Ezequiel, queria perdi-ló  para que não largastes tua mãe por boatos de outros. Afinal, Capitolina, apesar de dissimulada, sempre amou-te incondicionalmente. Mas peço também que não desdenhe teu pai, Bentinho, pois apesar dos pesares, ele teve seus motivos. Infelizmente, não tenho como prova-lo nada, querido, contudo, acredito veramente que teu pai seja Bentinho.</div><div><br></div><div>Com amor,</div><div><br><br></div><div>Justina.<br><br>Grupo: Laura, Letícia, Maria Fernanda, Mariana, Nathalia e Sarah</div><div><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-09-28 11:40:20 UTC</pubDate>
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         <title>A história segundo Capitu</title>
         <author>2151244</author>
         <link>https://padlet.com/lisbela/yfw2iyhapwrp932w/wish/784037636</link>
         <description><![CDATA[<div>Meu nome é Capitu, sou uma mulher forte e amo muito meu marido Bentinho, porém de uns tempos pra cá ele anda meio paranoico, com uns pensamentos estranhos de que eu o traí, o que não é verdade. Bom, não vou contar minha história e de Bentinho a partir desse momento, vou voltar ao passado, quando o conheci, no início de nossa história, para deixá-la mais rica e mais verdadeira. </div><div>Bentinho era meu vizinho, e foi de lá que nos conhecemos. Vim de uma família pobre, mas era independente e avançada, ao contrário de meu marido. Logo que nos conhecemos, já nos apaixonamos, entretanto Bentinho estava destinado a ir para um seminário para ser padre. Então, fizemos a promessa de que quando ele voltasse do seminário, iriamos nos casar, e assim foi feito, Bentinho abandonou o seminário para se formar em direito e se casou comigo, com a ajuda se nosso grande e finado amigo, Escobar.  </div><div>Escobar e Bentinho se conheceram no seminário, e se tornaram grandes amigos. Futuramente, Escobar passou a frequentar bastante nossa casa junto com sua esposa, Sancha, minha melhor amiga. Éramos grandes e felizes amigos, e a felicidade tornou ainda maior quando Ezequiel nasceu, nosso amado filho, que veio para fazer companhia para a pequena Capitolina, filha do casal amigo. E foi daí que a paranoia de Bento Santiago começou. </div><div>Juntamente com seu ciúmes doentio, meu marido começou a suspeitar que nosso filho, Ezequiel, era na verdade filho de Escobar, por achar que nosso pequeno se parecia mais com seu amigo do que com ele. A partir disso, nossa relação ficou um pouco abalada, mas deixei isso pra lá por pensar que seria apenas uma fase. Entretanto, um acidente trágico mudou o rumo de nosso casamento, Escobar, um exímio nadador, acabou por se afogar em um dia de mar de ressaca, deixando a todos abalados e com uma imensa tristeza no coração. Essa morte me deixou super abalada, até bem mais que meu marido. Bentinho, tomado pela raiva e fúria, chegou a tentar matar nosso filho, mas acabou recuando com minha entrada no recinto, mas afirmando a Ezequiel que ele não era seu filho. </div><div>No dia do funeral, eu fiquei completamente abalada, e não consegui me conter em chorar intensamente aos pés do caixão, e esse foi mais um motivo de meu marido aumentar sua paranoia. Era óbvio que eu me sentiria triste por perder um grande amigo, mas Bento viu isso como o choro de uma amante.  </div><div>Depois desse acontecimento, meu marido ficou completamente alterado e diferente de quando nos conhecemos. Tomado pela raiva e pela certeza de que foi traído, enviou a mim e a meu filho a Europa com a desculpa de um tratamento de saúde, onde passei os últimos tempos de minha vida. No entanto, tenho a consciência limpa de que não traí meu marido.  </div><div>Fui uma mulher feliz e realizada, e sei que tive várias conquistas em minha vida. Não sinto raiva de Bentinho, mas pena da pessoa que ele se tornou. </div><div> </div><div>ARTHUR CAMPOS / BRUNO TIBIRIÇÁ / FELIPE PARREIRAS / PEDRO BISSARO </div><div> </div>]]></description>
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         <pubDate>2020-09-28 11:41:05 UTC</pubDate>
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         <title>Dom Capitu</title>
         <author>2182154</author>
         <link>https://padlet.com/lisbela/yfw2iyhapwrp932w/wish/784038050</link>
         <description><![CDATA[<div>Ouvi dizer, que Bento Santigo, recebeu o apelido de Dom Casmurro, após dormir enquanto um poeta lia para ele, alguns de seus versos, contudo bravo, o jovem começou a chamar Bentinho dessa forma. Bentinho me contou, que durante sua infância, entrando na sala de sua casa ouviu sua mãe tendo uma conversa com José Dias, onde ela teria que colocar logo o seu filho no seminário, antes se fosse tarde para cumprir a sua promessa, de fazer seu próximo filho ser um padre, por ter perdido uma criança que já nasceu morto. Contudo, fiquei muito brava quando ouvi a história, porém, logo em seguida, controlei minhas emoções e ajudei Bento a formular um plano, para ele conseguir a ajuda de José Dias, para que não virasse padre, mostrando minha inteligência e a minha capacidade de persuasão. Indo para o seminário, bentinho me relatou por meio de cartas, que havia feito um grande amigo, o caracterizando como esbelto e tendo os olhos claros e um pouco fugitivos, Ezequiel Escobar era seu nome, e como ele, Escobar não tinha também vocação para o sacerdócio. Em uma visita que bentinho fez para me ver, e ver sua mãe também, ele levou Escobar para nos conhecermos, Dona Glória ainda estava pensativa, para poder retirar Bento do seminário, ela até pensou em ir falar com o papa, porém Escobar, surge com uma ideia genial para tal problema, enviar um escravo no lugar de Bentinho, rapidamente ele vai correr atrás de seus sonhos, se formando em direito na faculdade do lago de São Francisco. Então, finalmente ocorreu meu casamento com Bentinho, Escobar também se casou, foi com Sancha, uma antiga amiga minha de colégio. Após um tempo, Sancha juntamente com Escobar, acabam tendo uma linda filha, nomeada de Capitolina, para fazer uma homenagem a mim, depois de alguns anos, eu tive um filho com Bento, assim pudemos retribuir a homenagem colocando o nome do nosso menino de Ezequiel. Contudo, a gente começou a pensar somente em nossos filhos, Escobar, pensava até na hipótese, de casar Capitolina com meu filho Ezequiel, assim, ele comprou até uma casa perto da que eu e Bentinho vivíamos. Um certo dia recebi uma notícia terrível de um escravo, Escobar havia morrido, então rapidamente eu juntamente com a prima Justina, fomos prestar apoio a viúva, enquanto Bentinho cuidava do enterro. Na hora da encomendação do corpo eu estava firme aparando emocionalmente a Sancha, portanto acabei olhando para o cadáver fixamente e apaixonadamente, portanto não pude conter o choro, Bentinho notou logo, então rapidamente sequei as lágrimas que haviam escorrido pelo meu rosto. Depois do enterro, um ataque de ciúmes atacou a alma de Bento, que logo começou a observar nosso filho, e me disse que ele havia traços parecidos ao de Escobar, sentindo assim ódio de Ezequiel, e jurou que o mataria, portanto ele não teve coragem de executar o que disse, então tentou se suicidar, falhando na tentativa, com isso nos separamos, e fui juntamente com nosso filho, morar no exterior. Contudo, soube um pouco antes de morrer que Bento havia retornado ao Brasil, e construído uma casa idêntica na que havia morado na sua infância na rua de Mata Cavalos, então Ezequiel, vai atrás dele, para reatar as relações com seu pai, portanto Bento só via Escobar no rosto dele, o rejeitando novamente. Então pouco tempo depois, infelizmente nosso filho morreu de febre de foide em uma viajem a Jerusalém. Bentinho por fim, acaba indo a uma peça de Shakespeare, que retrata uma tragédia que ocorreu, através de ciúmes e suspeita de traição injusta, terminando com a morte da mulher, que era inocente, contudo Bento não consegue mais aceitar sua vida, se tornando uma pessoa endurecida e amarga.<br><br>Grupo: Caio, Emanuel, Gabriel, Guilherme, Leonardo e Thiago</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-09-28 11:41:23 UTC</pubDate>
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         <title>A verdade por trás de tudo. </title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/lisbela/yfw2iyhapwrp932w/wish/784038761</link>
         <description><![CDATA[<div>Estava em meu quarto, escrevendo no meu diário e mais uma vez me culpando e especulando sobre o afastamento do meu pai. Essa dúvida me assombrava  mas me sentia pressionado a não falar nada sobre o assunto com minha mãe, não queria a magoar ou perturbar. Minha mãe, Capitu não suportava viver as lembranças sobre meu pai, e desde que nos mudamos não falou sobre o assunto.</div><div>Entretanto precisava tirar esse fardo das minhas costas, decidi então confrontá-la sobre o que de fato aconteceu. Cheguei na cozinha onde ela estava cozinhando o jantar, não fiz rodeios, fui logo ao assunto e disse:</div><div>- Mãe, não aguento mais viver com essa dúvida preciso que você me conte o que aconteceu com meu pai. </div><div>Capitu arregalou os olhos e fez uma cara de assustada, mas não me intimidou. Finalmente ela se sentou e começou a falar: </div><div>-Sabia que haveria um tempo em que teria que lhe contar tudo. Seu pai foi o grande amor da minha vida, nos apaixonamos ainda muito jovens, sua avó não apoiava no começo pois sonhava se ele se tornasse padre. Mas fizemos de tudo e fomos contra a vontade de todos para estar juntos. Seu pai fez faculdade e nos casamos. Ele se tornou um advogado incrível, tão bom que conseguiu se convencer que eu havia o traído com seu melhor amigo, que inclusive nomeou você. Ele se convenceu disso após a morte do Escobar, fiquei muito chateada e Bento desconfiou. Você com sua mania de imitar os outros, pegou algumas manias de Escobar e isso foi o suficiente para seu pai ter certeza absoluta de que você não é filho dele. Quando você foi para o colégio interno e voltava pra casa aos sábados, seu pai não suportava ficar em casa e fugia, já que, na cabeça dele, te ver era a confirmação da traição. Uma vez quando você era pequeno ele chegou a dizer para você que ele não era seu pai. Graças a Deus você não se lembra, eu acho. O ciúmes sem fundamento o corroeu e então decidi me afastar, até porque o homem que me apaixonei não existe mais.</div><div>A resposta da minha mãe, me deixou ainda mais confuso sobre o que se passou na cabeça do meu pai, dizendo que ela o traiu. </div><div>- Irei investigar até o fim e provar a meu pai que minha mãe não o traiu com o seu melhor amigo. </div><div>Assim se fez, passei a maior parte do meu dia, pensando e procurando soluções para tal situação... e após longos dias, sem descansar um segundo sequer, encontrei um diário de meu pai em meio as coisas de minha mãe. Foi então que me deparei com várias páginas escritas em forma de texto, desenhos e até mesmo ideias, algumas mirabolantes... E após dias lendo e relendo cada detalhe das histórias contadas por meu pai, percebi que tudo não se passava de uma paranóia criada e alimentada por meu pai. Assim que conclui isso, não aguentei e chamei minha mãe pra ver:</div><div>- MAAAÃE, CORRE AQUI !!!</div><div>Capitu saiu em desespero pensando que tivesse ocorrido algo terrível comigo... Foi nesse momento que ela viu nas minhas mãos o diário que Bentinho lhe entregou mas que nunca sequer teve coragem de abrir pra ler.</div><div>- Mãe, eu descobri que tudo o que o papai suspeitava, não passava de ideias malucas da cabeça dele. Você sempre esteve certa, mas ele se deixou levar pelo ciúmes e não percebeu que aquilo que ele pensava não passava de ideias e paranóias que a própria mente dele criou.</div><div>Capitu, emocionada, dá um abraço apertado em mim e diz:</div><div>- Veja meu filho, não duvide do amor e das pessoas que estão por perto de ti, isso machuca, veja como estou.. Desde essa história mal resolvida, nunca mais fui a mesma mulher. Eu não queria que tudo terminasse dessa forma. Agora seu pai vive sozinho e se tornou um homem amargo e ranzinza. </div><div>-Agora passou, mãe. Vamos deixar essa história no passado.</div><div>Depois desse dia eu e minha mãe não tocamos mais nesse assunto. Percebi o quanto a machucava ficar remoendo essa história e lembrar o quão acusada ela foi por meu pai mesmo sem ter feito nada. Passaram-se anos, e minha mãe faleceu. Resolvi fazer o que sempre tive vontade desde que descobri a verdade, mas não tive coragem porque sabia que minha mãe ficaria muito magoada mas também não me proibiria. Comprei as passagens e fui ver meu pai. Para minha decepção, ele me rejeitou mesmo após todos esses anos. Não expus pra ele que sabia de toda a história, mas ele nem precisou dizer e fazer muito para eu concluir que para ele, não sou seu filho e sim de Escobar. Eu tentei. Decidi que iria viver minha vida. Fiz uma expedição arqueológica para Jerusalém. Acho que estou doente agora. O médico disse que é febre tifoide. Ta tudo bem, estou em paz. Realizei meus sonhos e estou com a consciência limpa em relação a meu pai. Espero que ele esteja bem...<br><br><br>Grupo: Lara, Rayssa, Luiz, Vitor e Eduardo.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-09-28 11:41:48 UTC</pubDate>
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         <title>A escavação de Ezequiel</title>
         <author>2153241</author>
         <link>https://padlet.com/lisbela/yfw2iyhapwrp932w/wish/784044883</link>
         <description><![CDATA[<div>CAPÍTULO 1<br>  A definição de arqueologia é ciência que estuda os costumes e culturas do passado. Passado, de fato.<br><br></div><div>  Quando optei seguir pela arqueologia não sabia exatamente o porquê. Achei que minha vocação estava com os fosseis, mas na verdade, era o passado que me intrigava. O meu próprio, mais especificamente. <br><br></div><div>  Cresci com minha mãe, e ela falava do meu pai todo o tempo, desde quando ele morava conosco, até o dia fatídico em que ela me deixou.<br><br></div><div>  Ela costumava dizer que Bento Santiago, meu pai, era a luz de sua vida, um homem corajoso que arriscou tudo por seu amor a ela. Honestamente não entendia como esse mesmo amor poderia tê-lo feito abandoná-la, mas eu não me lembrava o suficiente dele para saber de seu amor. Decidi então que precisava descobrir sobre esse amor.<br><br></div><div>  Eu, é claro, não sabia nada sobre amor. E como poderia sem um pai para me ensinar como um homem ama. Logo, preferi perguntar à minha mãe. Ela era uma criatura única. Seus olhos hipnotizavam qualquer um, inclusive a mim. Quando criança bastava que ela me olhasse para que eu obedecesse. Nunca encontrei uma mulher mais bonita, com cabelos mais belos ou pele mais preciosa. Capitolina, um nome estranho, admito, mas me agradava. <br><br></div><div>  Ela me contava todos os dias como meu pai era: bonito, justo, ciumento, mas preocupado. Me disse que nos abandonou por conta da desconfiança, mas nunca disse sobre o que. Por conta disso a parte do ciúme chamava a atenção, afinal, dizem que quem ama cuida certo? Então ele certamente a amava o suficiente para querer protegê-la de outros homens, mas não a amava o suficiente para protege-la do resto do mundo então ele...espere, acredito ter encontrado meu primeiro paradoxo no grande Bento Santiago.<br><br></div><div>  Veja bem, um homem pode mudar de opiniões, mas mamãe disse-me que ele a amou amargamente até... bem eu presumia que ela planejava falar “até o último dia”, em vez disso seu olhar se tornava vago e parecia viajar pelas janelas de nossa casa. Quando a incitava a continuar ela apenas me olhava de cima a baixo e pedia por chá, quando eu retornava a encontrava dormindo na poltrona. Colocava a xícara ao seu lado e ia para meu quarto. Alguns minutos depois uma arrumadeira levava a xícara vazia para a cozinha.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-09-28 11:46:12 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Capítulo 2</title>
         <author>21901841</author>
         <link>https://padlet.com/lisbela/yfw2iyhapwrp932w/wish/784060885</link>
         <description><![CDATA[<div>Depois de alguns anos de insistência percebi que ela não me contaria nada mais, o que me deixou bravo, mas devia deixá-la triste e eu não queria vê-la triste, então parei de perguntar. Tente entender meu dilema: minha mãe, a única para quem eu podia perguntar sobre meu pai, se sentia abalada por algum motivo e não me dizia o motivo. Por outro lado, ele era de fato meu pai. Eu tinha o direito de saber, apenas me faltava essa capacidade.<br><br> Minha vida se resumia em ir à biblioteca e passear pelas adoráveis ruas de Genebra, onde morava com mamãe. Tinha um gosto pelos livros que ninguém sabia a origem.<br><br> Gostava de caminhar com calma pensando nas histórias, tentando adivinhar a próxima cena. Eu me encontrava nesse estado de espírito quando numa tarde de quarta-feira, fui surpreendido ao ser chamado três vezes por uma voz feminina que me repuxava a memória.<br><br> Me virei, correndo em minha direção estava um rosto rechonchudo e vermelho, cabelos quase inteiramente cinza. Ela usava um vestido roxo com traços pretos, assim como a maioria dos vestidos de mamãe, uma pequena bolsinha pendia de seu braço esquerdo.<br><br>_Ezequiel, querido, não reconheces-me? _ não pude responder, ela me agarrou em um abraço e quase me sufocou. Brasileira, provavelmente._Sancha.<br><br> Claro, Sancha. A melhor amiga de mamãe, muito presente durante minha primeira infância. Totalmente ausente desde então, e irreconhecível.<br><br>_Claro que me recordo, como esquecer-te?_respondi. Trocamos palavras irrelevantes até ela mencionar meu pai.<br><br>Sinto muito a falta de todos_disse olhando-me de cima a baixo As vezes vejo seu pai de distância quando volto a antiga casa de papai. Ele nunca acena de volta.<br><br> Ela balançava a cabeça em desaprovação, mas tudo o que podia pensar era no fato de que outra pessoa conhecia meu pai. Pensei em imediatamente começar um interrogatório, mas mamãe sempre disse me que minhas perguntas variadas já a deixavam zonza, quanto mais uma enxurrada de perguntas sobre o mesmo assunto.<br><br>Agora estou atrasado para um compromisso_mentira, mas não gostaria de ir até minha casa mais tarde? Poderá se encontrar com mamãe. Ela gosta tanto da senhora.<br><br>Que ideia maravilhosa_ela disse esfregando minhas mãos Levarei Pitu_deve ter notado minha cara de confusão pois acrescentou_ Minha filha. Se lembra dela?<br><br>Claro que não, mas ela não precisava passar as próximas horas me lembrando de cada segundo que passei com sua filha, essa não era a parte importante.<br><br> Nos separamos com mais abraços e alguns beijos molhados que mal tiveram tempo para secar pois algumas horas depois eu a recebia na porta de casa.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-09-28 11:56:24 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Capítulo 3</title>
         <author>21901841</author>
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         <description><![CDATA[<div>Ela vestia um vestido quase idêntico ao da tarde, mas com um chapeuzinho preto. A menina que entrou atrás dela, por outro lado, estava estonteante em um vestido verde limão com detalhes em dourado que ressaltavam sua pele branca como leite e suas bochechas tão naturalmente coradas e lábios rosados como o mais bruto rubi. Pitu.<br><br>Levei um segundo para me perguntar como poderia esquecer um rosto daqueles, enquanto me inclinava e roçava os lábios em sua luva no mais tímido beijo.  <br><br> Conversamos durante horas. Eu não conseguia tirar os olhos de Pitu. Ela havia sido nomeada em homenagem à minha mãe, porque as duas eram muito amigas e me lembro de algo sobre Sancha esperar que a beleza de minha mãe estivesse no nome. Ela devia estar certa.<br><br> Honestamente não prestei muita atenção na conversa. Assuntos triviais compartilhados por duas amigas que não se viam a anos.<br>Ainda visito nossa antiga casa Sancha disse após algum tempo. Isso despertou meu interesse, minha mãe olhou de relance para mim.<br><br>_Imagino que muita coisa tenha mudado por lá._disse mamãe com alarme_Eu sei que, desde que nos mudamos, tudo por aqui muda.<br><br>_Eu não diria que muita coisa mudou por lá. Da última vez que visitei até encontrei com Bentinho, não se lembra Pitu?<br><br>_Sim mamãe. Ele estava passeando com um senhor._Pitu respondeu.<br><br>_José Dias_as costas de mamãe se retesaram ao ouvir Sancha pronunciar esse nome. Eu me lembrava dele, o agregado. Estava sempre por perto_Eu imaginei que você também estaria lá, mas ele não correspondeu ao meu aceno. Imagino que não tenha nos visto.<br><br>_Não voltamos ao Brasil há alguns anos_eu disse._Nem vemos papai.<br><br>Oh, bem, se quer saber o que eu acho_ela disse abaixando um pouco a cabeça como que para compartilhar um segredo ele agia um pouco estranho comigo desde alguns meses antes da morte de Escobar.<br><br> Nesse momento me dei conta de que ela ainda usava as roupas de viúva.<br><br>_Bem_começou mamãe_ele tinha muito apreço por Escobar, era como se fosse um irmão para ele.<br><br> Não mencionei que Sancha havia dito que seu comportamento mudou antes da morte do amigo. Provavelmente minha mãe sabia que essa mudança de comportamento devia ter algo a ver com ele nos mandar para a Suiça.<br><br>_De fato você o conhece melhor do que eu.<br><br> Eu cheguei para frente na cadeira.<br><br>_Você disse que meu pai acompanhava um senhor... José Dias, correto?<br><br>_Oh sim, sim_ela dizia abanando as mãos na frente do corpo_Um sujeito de fato interessante.  Sempre grudado com Bentinho, seguindo-o por todo lado falando ao pé de seu ouvido como um diabinho._ela fechou a cara e Pitu riu, um som glorioso como senti a primeira brisa de verão após um inverno rígido.<br><br>_Bentinho nunca deixaria um necessitado para trás_disse mamãe com as lagrimas já ameaçando a cair. Isso me deu raiva. Tanta raiva que tive vontade de ir nadando para o Brasil apenas para soquear Bento Santiago com minhas próprias mãos. Se ele era tão boa pessoa, não devia ter abandonado minha mãe.<br><br> Elas conversaram por mais algumas horas, mas minha cabeça vagava reavendo as informações que já possuía. Eu sabia que papai havia ido para a escola a fim de ser padre, onde ele conheceu seu grande amigo Escobar, com quem tinha uma relação muito forte. Na verdade, meu nome, de alguma forma, era uma homenagem à ele. Mas mamãe disse que ele nunca teve a intenção de se formar pois já planejava se casar com ela. Aparentemente essa parte de fato ocorreu como planejado. Escobar se juntou a ele e casou-se com Sancha. Os quatro eram extremamente próximos, mas como no final tudo havia terminado daquela maneira?<br><br> Quando Sancha e Pitu foram embora com a promessa de voltar em breve, corri para o quarto de mamãe. Não era uma atitude nobre ou honesta. Era desesperada.<br><br>Eu sabia que papai enviava dinheiro todo mês para as despesas, mas nunca havia de fato visto os envelopes. Eles chegavam e mamãe imediatamente os levava para o quarto.  <br><br> Vasculhei suas gavetas e seu guarda-roupas. Nada. Procurei em caixas e mais caixas, mas não encontrava nada. Até notar que, enfiado entre a estrutura de madeira da cama e o colchão, perto do travesseiro esquerdo, estavam enfiados maços de papeis. Peguei um e sai o mais discretamente possível do quarto.<br><br> Anotei o endereço do remetente em um pedaço de papel e escrevi para José Dias. Eu já sabia que papai não me responderia, mas se esse homem gostava tanto de meu pai, talvez tivesse compaixão comigo. Escrevi algo simples, me apresentando e terminando com uma pergunta para que ele enviasse notícias.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-09-28 12:03:58 UTC</pubDate>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2020-09-28 12:07:13 UTC</pubDate>
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         <title>Capítulo 4</title>
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         <description><![CDATA[<div>  A carta tardou a ser respondida, demorou tanto que cheguei a achar que ele não havia recebido meu envio. Quando a carta enfim chegou, eu a escondi de mamãe. Nos correspondemos por um tempo até eu criar coragem para perguntar sobre o passado de meus pais. A carta veio com a letra meio rabiscada a qual já estava habituado.<br><br></div><div><em>Caro Ezequiel,<br></em><br></div><div><em>Saiba que eu e seu pai estamos bem. Quanto à juventude do mesmo, passou da forma como todos os jovens passam: obcecado com uma mulher bonita. <br></em><br></div><div><em>Entendo que ela é sua mãe, mas, veja bem, quando criança, seu pai foi destinado á igreja e ela o desviou. Não há muito mais o que dizer. Acredito que você pode descobrir sozinho o que houve com os dois.<br></em><br></div><div><em>                                                                       Sinceramente, José Dias.<br></em><br></div><div>  Novamente, fui dominado pela raiva. Imprecisão. Claro. Porque ninguém podia me dar informações precisas sobre meu pai. Combinei no mesmo momento de me encontrar com Pitu, ela sempre me acalmava. <br><br></div><div> Nos encontramos na praça e ela estava linda como sempre.<br><br></div><div>_Não posso mais viver assim, Pitu. Todos conhecem seu passado, mas ninguém me conta o meu!<br><br></div><div>_Calma Zequi_ela colocou as mãos sobre as minhas e imediatamente me senti melhor_ Sabe, minha mãe me disse uma vez, que nós podemos sentir quando algo está prestes a acontecer comas pessoas que apreciamos. Ela também disse que um tempo antes de papai morrer, seu pai a olhou de um jeito estranho por um longo tempo e nunca mais voltou a ser o mesmo com ela. Alguns meses depois meu pai morreu._ela desviou o olhar_Talvez seu pai tenha pressentido algo e...mudado.<br><br></div><div>  Fazia sentido, mas ele não podia culpar a minha mãe e a mim por isso. Escrevi mais algumas vezes para José Dias até que as respostas pararam de chegar. Supus apenas o pior.<br><br></div><div>  Algum tempo depois, quando eu estava próximo de meus dezoito anos, mamãe adoeceu. Eu estava decidindo o que cursar na faculdade, mas não podia me concentrar. Minha mente estava com mamãe. Até cheguei a me esquecer de meu pai.<br><br></div><div>  Em seu leito de morte ela colocou a mão em meu rosto. Eu a olhei. Estava tão diferente do que já foi um dia, decrépita, sem cor, com olheiras e fedia.<br><br></div><div>  Pitu consolava a mãe na sala ao lado, eu podia ouvir os soluços e quase sentia as lagrimas rolando, mas fui forte por ela. <br><br></div><div>_Você é meu filho, e quero que saiba que não importa o que ouvir, você veio do amor, querido, e sempre exalou amor. Viva dessa forma até ficar parecido comigo.<br><br></div><div>  Ela sorria fracamente o que me tirou todas as forças e me debulhei em lágrimas enquanto minha mãe me deixava.<br><br></div><div>  Não esperei o tempo certo de luto. Logo me mudei para Grécia para estudar arqueologia prometendo voltar para Pitu que estava voltando para o Brasil com sua mãe.<br><br></div><div>  Foi de longe a melhor época de minha vida. A Grécia era um arco íris após minha tempestade. Me fez bem.<br><br></div><div>  Eu me correspondi com Pitu que vez ou outra me dava notícias de meu pai quando o via de longe.<br><br></div><div>  Me empenhei muito nos estudos, mas nunca parecia ser o suficiente. Até que me formei e percebi o que precisava fazer.<br><br></div><div>  Eu já havia juntado toda as peças de suas infâncias e juventudes. Fiz uma análise profissional das ações dos dois e pude apenas concluir uma coisa: minha mãe amou meu pai perdidamente até o último dia de sua vida, mas isso não significava que ela o perdoou por nos deixar.<br><br></div><div>  Eu sabia que Bento Santiago mudou seu comportamento após um episódio traumático de sua vida, mas antes disso ele já se portava de forma estranha com Sorcha e pude apenas presumir que ele não gostava dela. José Dias me contou que minha mãe se parecia mais com uma cigana do que com uma mulher. Discordo plenamente, mas se ela realmente o tivesse seduzido com sua beleza que apenas se realçou com o passar dos anos, então eu deduzi que meu pai nos deixou por minha causa.<br><br></div><div>  Repassava esses fatos na cabeça enquanto caminhava pela rua prestes a encontrar meu pai depois de mais de dez anos sem vê-lo. <br><br></div><div>  Eu contaria para ele sobre minha vida e então perguntaria o porquê de ele não fazer parte dela. Se tivesse coragem, é claro.<br><br></div><div>  Eu tentava me acalmar conforme me aproximava, mas, sem as mãos de Pitu, parecia ter o efeito contrário. <br><br></div><div>  Já não importava mais. Eu estava lá, na frente do portão. Todo o meu corpo gritou quando minha mão se ergueu e tocou a campainha. Me retesei quando entreguei meu cartão ao mordomo e ele me indicou para entrar.<br><br></div><div>  Eu estava lá, e não planejava desperdiçar a viajem.<br><br><strong><em>Beatriz Leite/ Clara Ramos/ Luísa Teixeira/ Rafaella Alvares</em></strong></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-09-28 12:12:38 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>lisbela</author>
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Livia Kely Souza Gomes (CPE)
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         <pubDate>2020-09-29 18:15:58 UTC</pubDate>
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         <author>lisbela</author>
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Livia Kely Souza Gomes (CPE)
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         <pubDate>2020-09-29 18:15:59 UTC</pubDate>
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