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      <title>Geografia, Literatura e Atualidade: mapeando o quarto de despejo no cotidiano by Maria Santos</title>
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      <description>A atividade denominada &quot;Geografia, Literatura e Atualidade: mapeando o Quarto de Despejo no cotidiano &quot;, consiste em refletir sobre as experiências pessoais vivenciadas, sentidas e/ou percebidas no contexto brasileiro atual, se trata de uma imersão na geografia cotidiana que relata ações e práticas que impactam o espaço e seus sujeitos. Dessa maneira, a discussão deve ser orientada a partir do tema de cada grupo referenciado por meio de trechos extraídos da obra &quot;Quarto de Despejo:  diário de uma favelada&quot; de Carolina Maria de Jesus.
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      <language>en-us</language>
      <pubDate>2021-10-04 00:34:13 UTC</pubDate>
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         <title>GRUPO 1 - GEOGRAFIA DA FOME</title>
         <author>solemgeografia</author>
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         <pubDate>2021-10-04 01:00:56 UTC</pubDate>
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         <title>GRUPO 1 - GEOGRAFIA DA FOME</title>
         <author>solemgeografia</author>
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         <description><![CDATA[<div>''Não tomei café, ia andando meio tonta. A tontura da fome é pior do que a do alcool. A tontura do álcool nos impele a cantar. Mas a da fome nos faz tremer. Percebi que é horrível ter só ar dentro do estômago." (JESUS, 1960, p. 49)</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-10-04 01:04:24 UTC</pubDate>
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         <title>GRUPO 2 - RISCOS, VULNERABILIDADES E RACISMO NA GEOGRAFIA DO PRESENTE</title>
         <author>solemgeografia</author>
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         <pubDate>2021-10-04 01:13:32 UTC</pubDate>
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         <title>GRUPO 2 - RISCOS, VULNERABILIDADES E RACISMO NA GEOGRAFIA DO PRESENTE</title>
         <author>solemgeografia</author>
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         <description><![CDATA[<div>"As oito e meia da noite eu já estava na favela respirando o odor dos excrementos que mescla com o barro podre. Quando estou na cidade tenho a impressão que estou na sala de visita com seus lustres de cristais, seus tapetes de viludos, almofadas de sitim. E quando estou na favela tenho a impressão que sou um objeto fora de uso, digno de estar num quarto de despejo." (JESUS, 1960, p. 33)</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-10-04 01:14:19 UTC</pubDate>
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         <title>GRUPO 3 - CRISE E PRECARIZAÇÃO HABITACIONAL</title>
         <author>solemgeografia</author>
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         <pubDate>2021-10-04 01:16:34 UTC</pubDate>
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         <title>GRUPO 3 - CRISE E PRECARIZAÇÃO HABITACIONAL</title>
         <author>solemgeografia</author>
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         <description><![CDATA[<div>"Passei uma noite horrivel, Sonhei que eu residia numa casa residivel, tinha banheiro, cozinha, copa e até quarto de criada. Eu ia festejar o aniversario de minha filha Vera Eunice. Eu ia comprar-lhe umas panelinhas que há muito ela vive pedindo. Porque eu estava em condições de comprar. Sentei na mesa para comer. A toalha ira alva ao lirio. Eu comia bife, pão com manteiga, batata frita e salada. Quando fui pegar outro bife despertei. Que realidade amarga! Eu não residia na cidade. Estava na favela. Na lama, as margens do Tietê. E com 9 cruzeiros apenas. Não tenho açucar porque ontem eu saí e os meninos comeram o pouco que eu tinha." (JESUS, 1960, p. 35)</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-10-04 01:16:52 UTC</pubDate>
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         <title>GRUPO 4 - A ESPACIALIZAÇÃO DO SOFRIMENTO PSÍQUICO</title>
         <author>solemgeografia</author>
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         <pubDate>2021-10-04 01:28:15 UTC</pubDate>
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         <title>GRUPO 4 - A ESPACIALIZAÇÃO DO SOFRIMENTO PSÍQUICO</title>
         <author>solemgeografia</author>
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         <description><![CDATA[<div>"Levantei nervosa. Com vontade de morrer. Já que os pobres estão mal colocados, para que viver? Será que os povos de outro País sofrem igual os pobres do Brasil? Eu estava discontente que até cheguei a brigar com meu filho José Carlos sem motivo." (JESUS, 1960, p. 29)</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-10-04 01:34:17 UTC</pubDate>
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         <title>GRUPO 5 - TERRITÓRIOS DA DESIGUALDADE</title>
         <author>solemgeografia</author>
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         <description><![CDATA[<div><br>"Eu sei que existe brasileiros aqui dentro de São Paulo que<br>sofre mais do que eu. Em junho de 1957 eu fiquei doente e percorri as sedes do Serviço Social. Devido eu carregar muito ferro fiquei com dor nos rins. Para não ver os meus filhos passar fome fui pedir auxilio ao propalado Serviço Social. Foi lá que eu vi as lagrimas deslisar dos olhos dos pobres. Como é pungente ver os dramas que ali se desenrola. A ironia com que são tratados os pobres. A unica coisa que eles querem saber são os nomes e os endereços dos pobres.'' (JESUS, 1960, p. 37)</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-10-04 01:49:29 UTC</pubDate>
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         <title>GRUPO 5 - TERRITÓRIOS DA DESIGUALDADE</title>
         <author>solemgeografia</author>
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         <description><![CDATA[<div><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-10-04 01:53:28 UTC</pubDate>
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         <title>GRUPO 2 - RISCOS, VULNERABILIDADE E RACISMO NA GEOGRAFIA DO PRESENTE </title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2021/09/27/pesquisa-revela-que-54percent-dos-moradores-de-favelas-do-rio-perderam-empregos-na-pandemia.ghtml<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-10-05 18:18:05 UTC</pubDate>
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         <title>GRUPO 1 - GEOGRAFIA DA FOME</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>- Alcoolismo dentro do espaço da favela<br>- A experiência da fome no corpo: humaniza o sentir através da escrita<br>- Escrita precisa com uma "técnica" incrível, mesmo com quase nenhuma escolaridade.<br>- Válvula de escape: a leitura e a escrita como ato de resistência&nbsp;<br>- Consciência de classe e raça muito clara nos escritos e relatos<br>- Onde está a fome? Quem passa fome? O perfil de quem passa por essas situações.<br>- A pauperização com a atualidade:<br>Capa da Extra dessa semana "A Dor da Fome"</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-10-05 18:27:35 UTC</pubDate>
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         <title>GRUPO 4 - A ESPACIALIZAÇÃO DO SOFRIMENTO PSÍQUICO</title>
         <author>larissadantas</author>
         <link>https://padlet.com/solemgeografia/y9we669j5eqegoyx/wish/1794084678</link>
         <description><![CDATA[<div>"<strong><em>Se, por um breve momento, nos detivermos em exemplos do “velho normal” – vivenciado por sujeitos individuais ou coletivos – em territórios vulnerabilizados, constata-se que “velho normal” pode ser a falta d’água em favelas e periferias, a violência recorrente (nas incursões policiais ou a ostensividade de práticas milicianas), tanto quanto a insuficiente presença de políticas intersetoriais (saúde, educação, habitação) nesses locais. Exemplos da “velha normalidade” expõem e vulnerabilizam a saúde da população no plano somático ou psíquico. O “novo normal” anunciado representaria, por acaso, a mudança do habitus, que insiste em se fazer presente no cotidiano das pessoas fazendo-as sofrer?”</em></strong></div><div><br>Trecho retirado de:&nbsp;<em>&nbsp;A Pandemia, territórios vulnerabilizados, pessoas em sofrimento psíquico e o “novo normal”, de Annibal Coelho de Amorim IN:&nbsp;</em><strong>O enfrentamento do sofrimento psíquico na pandemia: diálogos sobre o acolhimento e a saúde mental em territórios vulnerabilizados / organizado por Paulo Amarante... [et al.] ― Rio de Janeiro: IdeiaSUS/Fiocruz, 2020.</strong></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-10-05 18:31:47 UTC</pubDate>
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         <title>Grupo 3</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>O primeiro trecho da passagem causa um certo estranhamento em relação à visão da personagem àquilo que se considera senso comum. Ela aparenta uma certa indignação com a situação “aceitável” à qual havia sonhado, onde há à disposição condições mínimas para uma vida digna. Isso se dá em função da fuga que o sonho lhe proporciona de sua própria realidade. Um reflexo evidente da crise habitacional, em que a expansão territorial e imobiliária de conjuntos habitacionais de classes mais altas “empurram” as pessoas com condições inferiores às margens de territórios inapropriados. Com o desenrolar da trama, percebe-se que sua revolta se dá ao fato de sua vivência estar muito distante daquilo. Morando em um barraco de situação precária, falta de saneamento básico, ausência de renda para sustentar toda a família, a personagem se situa em uma situação parecida com a de diversos brasileiros, e que vem crescendo cada vez mais nos últimos anos. A segurança alimentar, o saneamento básico e, no geral, as condições de vida da população que, antes deveriam ser o mínimo a se oferecer pelo Estado, agora se mostram como um sonho distante de muitos. &nbsp;</div><div><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-10-05 18:36:40 UTC</pubDate>
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