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      <title>Portugal em Retalhos- Algarve by </title>
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         <title>Situado no extremo Oeste da Península Ibérica, no Sul de Portugal, o Algarve é facilmente distinto do resto do país, não apenas devido à sua localização periférica, mas também pelas suas características morfológicas e geológicas. A região do Algarve cobre 6% da área total de Portugal e tem cerca de 5,000 km2 de largura. No lado Norte está limitado pelo Alentejo, a Este o rio Guadiana separa-o de Espanha e a Oeste e Sul é banhado pelo Atlântico. Devido à sua incrível diversidade, condicionada pela geologia, o Algarve pode ser dividido em três regiões principais: Serra, Barrocal e Litoral. No Litoral encontra praias que atraem turistas de todo o mundo. Na Costa Vicentina (que começa um pouco antes de Sagres e se estende para Norte) pode sentir a presença da natureza nas falésias entrecortadas por pequenas praias. A costa Sul é atrativa e convida aos prazeres do sol e do mar. Oferece pequenas enseadas abraçadas por rochedos coloridos e vastas praias emolduradas por pinheiros. No interior situa-se o Barrocal, que é o pomar do Algarve com as suas muitas tonalidades de verdes, amendoeiras, figueiras, laranjeiras e um arco-íris feito de flores. Este é o sítio ideal para encontrar casas caiadas com chaminés rendilhadas e vistas que se estendem até ao oceano. O Litoral é uma faixa estreita perto da costa e é também o local ideal para encontrar os melhores terrenos agrícolas, a maioria da atividade económica da região e os grandes centros urbanos.</title>
         <author>d965</author>
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         <pubDate>2023-05-23 15:45:24 UTC</pubDate>
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         <author>d965</author>
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         <description><![CDATA[<div><br>O corridinho, o baile de roda e o baile mandado obedecem ao mandador, que dirige a dança, a pares. A origem destas danças, outrora de cariz popular, e hoje bailadas por grupos etnográficos e ranchos folclóricos, remonta às danças palacianas, recriadas e adaptadas nos bailes populares de fim de semana.<br><br>O acordeão, um instrumento fundamental nas danças tradicionais algarvias, chegou à região nos finais do século XIX e rapidamente se popularizou, enriquecendo os repertórios locais. Os tocadores reinventaram e juntaram melodias e ritmos de polcas e mazurcas aos velhos bailes de roda, dando origem à riqueza rítmica e harmónica dos ranchos folclóricos algarvios, que na sua dança incorporam influências de vários povos com quem se foram cruzando.<br><br>No Algarve, o Natal tem tradição de cunho religioso e comunitário, com belas canções de homenagem ao Deus-menino, principalmente na Serra do Caldeirão. As charolas, grupos que nas noites de Natal, Ano Novo e Reis cantam à porta das casas quadras alusivas à época, usam instrumentos populares que ilustram a alegria e o poder de improvisação do povo. Os moradores respondem com aplausos, seguidos pela oferta de iguarias e de uma boa aguardente de medronho. No caso de não contribuírem de forma generosa, os charoleiros vingam-se com quadras jocosas, as “chacotas”. As charolas espontâneas já quase desapareceram, embora haja grupos etnográficos que tentam manter viva esta tradição típica do sotavento algarvio.<br><br>Também as canções tradicionais de trabalho, como o “leva-leva”, com que os pescadores marcavam o ritmo da recolha das redes, ou as cantigas da ceifa, no campo, se encontram praticamente em desuso. O mesmo acontece com as canções de embalar e os romances, que podem ser lentos ou vivos como marchas. Atualmente, a tradição vive nas vozes e nos dedos de grupos de cantares tradicionais, que recolhem e apresentam ao público este acervo inestimável.<br><br></div><div><br></div><div><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2023-05-31 15:40:43 UTC</pubDate>
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         <author>d965</author>
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         <description><![CDATA[<div>Casas Típicas</div><div><br></div><div><br>O símbolo mais marcante da arquitetura tradicional algarvia é sem dúvida a chaminé, que traduzia a individualidade do dono da casa e mostrava as suas posses. Não havia duas chaminés iguais, e quanto mais intrincado o desenho, mais dispendiosa a obra. No interior algarvio, nas habitações rurais mais abastadas, podem ser contemplados belos exemplos destes símbolos de arte popular e perícia técnica.<br><br>A platibanda é outro traço característico do património arquitetónico do Algarve. Uma elegante faixa decorativa que remata as fachadas e esconde o telhado ou a açoteia, ornamentada com formas geométricas e de cores. Contrasta com o branco da cal, anualmente aplicada por alinho e vaidade, e combina com as barras coloridas que emolduram portas e janelas.<br><br>Os telhados de quatro águas, ou de tesoura, são típicos de cidades aristocratas, e denotam uma forte influência estética oriental, que viajou junto com as sedas e especiarias. São associados a Tavira, a princesa do Gilão, uma joia arquitetónica bem preservada e outrora um porto de grande importância estratégica. Existem também em Faro, mas a sua presença é hoje residual.<br><br>No Barlavento algarvio sopram os ventos da costa atlântica e, no seu território mais interior, o clima de montanha. Aqui geralmente as casas são mais simples, menos sofisticadas, executadas em alvenarias de taipa ou pedra, e sem adornos, só caiadas a branco. Estas casas rurais simples são também encontradas, na sua encantadora singeleza, na serra do Caldeirão.<br><br>No litoral, é frequente a construção de açoteias, terraços de inspiração árabe que serviam para vigiar o mar, à espreita dos barcos que voltavam da faina. Hoje em dia, é nestes espaços privados que se secam frutas e peixe, e que se descansa nas noites quentes de verão. <a href="http://visitalgarve.pt/pt/menu/45/olhao.aspx">Olhão</a> é o ex-líbris desta arquitetura de linhas puras e limpas, merecendo o cognome de cidade cubista, com as suas construções aglomeradas em cubos num plano sinuoso, influência direta das gentes de Marrocos.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2023-05-31 15:42:19 UTC</pubDate>
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         <author>d965</author>
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         <description><![CDATA[<div>Falar Algarvio<br><br></div><div>Como em outras regiões de Portugal, também no Algarve os ditos, expressões e sotaques mostram diferenças bem marcadas em relação ao português padrão, mas devido ao prolongado isolamento a que esteve sujeito, as particularidades do falar algarvio são maiores. Convém lembrar que, até há menos de um século, as ligações com o resto do país, à exceção do Baixo Alentejo, quase só por via marítima se faziam.<br><br>Às vezes, a forte individualidade do sotaque algarvio põe à prova a compreensão por parte dos que não estão familiarizados, mas essa aproximação faz parte do charme e prazer de viajar, porque os termos e modos de dizer traduzem a identidade e herança cultural dos sítios e das gentes.<br><br>O falar algarvio é bem mais do que um sotaque, traduz uma maneira de estar, com os seus ditados tradicionais, as suas famosas e coloridas pragas, a vivacidade e ritmo das conversas. As pragas algarvias, por exemplo, são irónicas, maldosas e mordazes, e trazem laivos de superstição. Fazem parte de uma tradição oral, principalmente do litoral, e não podem deixar de convocar sorrisos e cumplicidades.<br><br>Tudo isto é indissociável da rica história desta região, que tem na língua marcas árabes, de português arcaico, de neologismos, de falas de marinheiro, sinais que mudam conforme se está à beira-mar, nos montes e serras, a barlavento, ou mais perto da fronteira.<br><br>É uma das características mais marcantes do Algarve, o seu sotaque e a sua fala divertida e bem-disposta, cheia de humor, que reflete esta terra de sol e contrastes, de onde se partiu há seculos para descobrir o mundo, e que hoje abre os braços para bem receber todos os que a queiram visitar.&nbsp;<br><br></div><div><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2023-05-31 15:44:26 UTC</pubDate>
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         <author>d965</author>
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         <description><![CDATA[<div>Lendas<br><br></div><div>Nas lendas do Algarve as mouras encantadas são donzelas de grande beleza ou princesas perigosamente sedutoras, que prometem tesouros a quem as libertar do encanto.<br><br>Séculos de narrativas e tradição oral criaram inúmeras lendas em que estas mouras surgem como guardiãs de tesouros escondidos em sítios onde os “feitiços” atuavam: nascentes, fontes, rios, cavernas ou castelos.<br><br>A lenda de Mareares no castelo de Aljezur, ou a da Moura do Castelo de Salir, descrevem ambas a conquista e reconquista dos respetivos castelos.<br><br>Invertendo os papéis, a Moura da Nora, do rio Seco de Faro, fala do belo cavaleiro lusitano que se perdeu de amores, mas não conseguiu quebrar o encanto da sua amada, imposto pelo seu pai, após a tomada da cidade pelos cristãos.<br><br>Em terra de pescadores e marinheiros, impera o mito da bela Floripes, a surgir entre as ondas, exigindo aos mareantes de Olhão provas de bravura e coragem em noites de lua cheia, para ser salva.<br><br>Na Lenda da Praia da Rocha, a Sereia namorisca um pescador filho do mar e um lavrador filho da serra. Depois de inúmeras peripécias, a serra furiosa fez rolar enormes rochedos até ao mar, que se zangou noites e dias, atirando-se contra as rochas. A Sereia, incapaz de escolher, transformou-se em areia fina e dourada, recebendo o tributo dos dois eternos gigantes enamorados.<br>A anunciar a primavera chegam as flores das amendoeiras que todos os anos relembram a princesa nórdica que sentia saudades da neve e para a qual o seu marido rei mandou plantar centenas de amendoeiras.<br><br>A memória também vive no promontório do <a href="http://visitalgarve.pt/pt/446/equipamento-patrimonio---vila-do-bispo---fortaleza-do-cabo-de-sao-vicente.aspx">cabo de São Vicente</a>, onde existiu um templo dedicado a Hércules. Do culto pagão aos cultos muçulmano e depois cristão, o promontório manteve a sua mística. A Lenda conta que os corvos acompanharam o corpo de São Vicente de Valência ao Algarve e ficaram de guarda na cúpula da igreja, seguindo-o quando foi trasladado para Lisboa, por ordem de Dom Afonso Henriques, primeiro rei de Portugal.<br><br>Entre lenda e mito a fronteira é ténue, só reconhecida por quem conta, viajando pela memória de iberos, fenícios, romanos e mouros.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2023-05-31 15:45:33 UTC</pubDate>
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         <author>d965</author>
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         <description><![CDATA[<div>Dieta Mediterrânica</div><div><br></div><div>Influenciada por várias civilizações e por diferentes níveis de conhecimentos e práticas, dos mais tradicionais aos mais vanguardistas, a expressão da dieta mediterrânica no Algarve é uma das componentes mais fascinantes e mais vivas de toda a cultura da região. Os produtos naturais, frescos e maioritariamente de produção local, o uso do azeite puro como gordura preferencial, a presença constante do peixe fresco, e nomeadamente de espécies ricas em ácidos ómega 3 como a sardinha, a cavala ou o atum, a baixa percentagem de carnes vermelhas, o papel das frutas, leguminosas e verduras, o próprio consumo moderado de vinhos com antioxidantes naturais, tudo nesta dieta é parte integrante de um estilo de vida saudável e apelativo.<br><br>Mesmo não sendo uma região extensa, o Algarve apresenta uma incrível variedade de <a href="http://visitalgarve.pt/pt/equipamentos-listagem.aspx?cat=19">propostas gastronómicas</a>. Entre o litoral, a serra e o barrocal, as diferenças são inúmeras e enriquecedoras de um património comum. A transmissão de geração em geração dos conhecimentos e dos processos de preparação, bem como dos rituais de convívio e socialização, faz com que, mais do que de simples alimentos, se trate aqui de elementos da identidade das famílias, das comunidades e de todo o Algarve. A consciência desta riqueza, condição essencial para a sua preservação, é mais um ingrediente que convive em plena harmonia com a descoberta de tudo o mais que o Algarve tem para oferecer ao corpo e ao espírito.<br><br>Temperado de Atlântico, o Algarve é porta de entrada e saída do Mediterrâneo. Numa salada de polvo ou numas papas de milho, numa feijoada de lingueirão ou num jantar de grão, numa estrela de figo ou num bolinho de alfarroba, está o prazer dos sentidos e algo mais. É toda uma forma de estar na vida, uma relação saudável entre gerações, entre quem está, quem vem e quem vai, entre o próprio Algarve e todo o mundo que o rodeia. Venha desfrutá-la.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2023-05-31 15:48:29 UTC</pubDate>
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         <title>Receitas</title>
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         <description><![CDATA[<div>Alguns dos trabalhos realizados na disciplina de Inglês. Os alunos pesquisaram receitas tradicionais e traduziram-nas para inglês, apresentando-as em vários tipos de cartazes!</div>]]></description>
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