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      <title>Portfólio Neurociência na Escola by Pamella Matos</title>
      <link>https://padlet.com/pamellapmatos99/y4g24g5bl21349h7</link>
      <description>Relatos metacognitivos dos módulos da pós em Neurociência na Escola</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2024-05-26 19:52:23 UTC</pubDate>
      <lastBuildDate>2024-05-26 21:18:45 UTC</lastBuildDate>
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         <title>Módulo 2 - O desenvolvimento cerebral na infância, adolescência e maturidade</title>
         <author>pamellapmatos99</author>
         <link>https://padlet.com/pamellapmatos99/y4g24g5bl21349h7/wish/3007752801</link>
         <description><![CDATA[<p><strong>Compreensão dos conceitos de desenvolvimento</strong></p><p><br></p><p>É curioso notar que algumas sociedades, conceitos como adolescência e meia-idade não existem, o que nos leva a compreender a influência cultural na definição de etapas da vida e como essas etapas podem variar de uma cultura para outra. Essa noção é importante para analisar o desenvolvimento humano de uma perspectiva não etnocêntrica.</p><p>Fizemos a leitura do texto Desenvolvimento humano (Papalia e Feldman - 12 edição) que menciona uma pesquisa que mostra a relação entre nutrição e desempenho acadêmico, e&nbsp; reforça a ideia de que fatores ambientais, como a alimentação, desempenham um papel vital no desenvolvimento cognitivo e emocional das crianças. Isso destaca a responsabilidade das escolas e famílias em fornecer um ambiente nutritivo e estimulante para o crescimento saudável das crianças.</p><p><br></p><p><strong>Desenvolvimento ao longo da vida:</strong></p><p>O conceito de desenvolvimento do ciclo de vida enfatiza que o desenvolvimento humano é contínuo e abrange todas as fases. Este entendimento ajuda a contextualizar mudanças e transições que ocorrem na vida adulta, como mudanças de carreira ou lidar com perdas, e a importância de apoiar essas transições para promover bem-estar.</p><p><br></p><p><strong>Teorias do desenvolvimento humano</strong></p><p>Os modelos mecanicista e orgânico oferecem perspectivas distintas sobre o desenvolvimento humano. Enquanto o modelo mecanicista vê o desenvolvimento como respostas previsíveis a estímulos, o modelo orgânico o vê como um processo ativo que ocorre em etapas qualitativamente diferentes. Refletir sobre esses modelos me ajudou a entender melhor as diferentes abordagens teóricas e suas implicações.</p><p><br></p><p><strong>Teorias psicanalítica e psicossocial:</strong></p><p>Freud e Erikson fornecem visões complementares do desenvolvimento. Freud foca nas experiências da primeira infância, enquanto Erikson propõe que o desenvolvimento ocorre em todas as fases da vida. Essa distinção é útil para entender como as experiências precoces influenciam o desenvolvimento posterior e a importância de considerar todas as etapas da vida no estudo do desenvolvimento humano.</p><p><br></p><p><strong>Teorias de aprendizagem e cognitivas:</strong></p><p>As teorias de Pavlov, Piaget e Vygotsky destacam a interação entre o ambiente e o desenvolvimento cognitivo. Piaget foca em estágios estruturados, enquanto Vygotsky enfatiza a aprendizagem por meio da interação social. Essas teorias sublinham a importância do contexto social e cultural no desenvolvimento cognitivo e são fundamentais para entender como as crianças aprendem e se desenvolvem.</p><p><br></p><p><strong>Influências biológicas e ambientais</strong></p><p><strong>Genética vs. Ambiente:</strong></p><p>A questão do impacto relativo da genética e do ambiente continua a ser um debate. A compreensão contemporânea sugere que ambos os fatores operam em conjunto, influenciando o desenvolvimento de maneiras complexas e interativas.&nbsp;</p><p><br></p><p><strong>Pobreza e desenvolvimento:</strong></p><p>A discussão sobre os efeitos da pobreza prolongada no desenvolvimento destaca a importância das condições socioeconômicas para o bem-estar físico, psicológico e cognitivo. Isso reforça a necessidade de políticas públicas adequadas no combate às desigualdades, que forneçam apoio às famílias em situação de vulnerabilidade.</p><p><br></p><p><strong>Reflexões sobre a influência da epigenética e do desenvolvimento físico na primeira infância</strong></p><p>A aula trouxe à tona a relação entre genética, epigenética e o desenvolvimento físico na primeira infância. Importante compreender como o ambiente e as experiências podem moldar não apenas o desenvolvimento individual, mas também impactar futuras gerações. O exemplo das mães que passaram fome na Holanda durante a Segunda Guerra Mundial ilustra como as condições ambientais extremas podem deixar marcas duradouras nos genes de um indivíduo. A fome severa alterou os genes relacionados ao metabolismo, fazendo com que as futuras gerações tivessem uma predisposição à obesidade.&nbsp;Outro exemplo é a falta de proteína na infância. Mesmo que uma pessoa tenha um potencial genético para crescer muito, a falta de nutrientes essenciais pode impedir que ela atinja essa altura. Este exemplo reforça a ideia de que o ambiente, especialmente a nutrição, é fundamental para o pleno desenvolvimento físico.</p><p><br></p><p><strong>Crescimento cerebral e habilidades motoras:</strong></p><p>Entre os 3 e 7 anos, o cérebro da criança passa por um crescimento significativo. Durante este período, as habilidades motoras finas e grossas se desenvolvem rapidamente, permitindo que as crianças brinquem de forma mais eficaz e complexa. Este desenvolvimento não é apenas físico, mas também cognitivo e emocional. A capacidade de concentração, a fala, a audição e a memória se aprimoram, o que evidencia a interconexão entre o desenvolvimento físico e os outros domínios do eu.</p><p><br></p><p><strong>Habilidades geram habilidades:</strong></p><p>A ideia de que "habilidades geram habilidades" é um conceito poderoso. À medida que as crianças desenvolvem novas habilidades motoras e cognitivas, essas novas capacidades facilitam o desenvolvimento de habilidades adicionais. Por exemplo, a melhoria das habilidades motoras finas pode levar a uma melhor escrita, o que por sua vez pode melhorar a capacidade de comunicação e expressão.</p><p><br></p><p><strong>Escrita nos Genes:</strong></p><p>As experiências que vivenciamos têm o poder de "escrever" em nossos genes. Essa compreensão transforma a visão tradicional de que os genes são estáticos e imutáveis. As nossas interações com o ambiente podem ativar ou desativar certos genes, afetando nosso desenvolvimento e saúde de maneiras que apenas começamos a compreender.</p><p><br></p><p><strong>Foco atencional e memória:</strong></p><p>As melhorias no foco atencional e na capacidade de memória são fundamentais para o desenvolvimento cognitivo das crianças. Ser capaz de lembrar informações por mais tempo permite que as crianças aprendam e se adaptem mais eficazmente ao seu ambiente. Este aumento na capacidade cognitiva, combinado com o desenvolvimento físico, prepara as crianças para desafios mais complexos à medida que crescem.</p><p><br></p><p><strong>A importância dos primeiros mil dias e intervenções para o desenvolvimento infantil</strong></p><p>Os primeiros mil dias são reconhecidos como um período crítico para intervenções que podem melhorar significativamente a saúde e o desenvolvimento das crianças. Este conceito surgiu com evidências científicas apresentadas na Série Lancet de 2008, que destacaram a importância deste período para a redução da desnutrição e para o desenvolvimento saudável. Com base nessas evidências, países são incentivados a priorizar recursos para intervenções nutricionais e de saúde durante esses primeiros mil dias.</p><p><br></p><p><strong>Nutrição e estimulação:&nbsp;</strong></p><p>Durante os primeiros mil dias, tanto a nutrição adequada quanto a estimulação são fundamentais. Estudos mostram que crianças que recebem uma nutrição adequada, mas não são estimuladas corretamente, podem ter atrasos no desenvolvimento que são difíceis de compensar posteriormente. A formação rápida das sinapses nos primeiros anos de vida forma a base do funcionamento cognitivo e emocional para o resto da vida.</p><p><br></p><p><strong>Nutrição materna e infantil:</strong></p><p>A nutrição da mãe durante a gravidez e a nutrição infantil são determinantes críticos para o desenvolvimento saudável. Crianças nascem desnutridas porque suas mães estavam desnutridas, o que ressalta a importância da nutrição de mulheres em idade fértil. Intervenções nutricionais recomendadas incluem a suplementação de ferro e ácido fólico na gravidez, aleitamento materno, alimentação complementar, suplementação de vitamina A, uso de zinco em episódios diarreicos e garantia de água, saneamento e práticas de higiene adequadas.</p><p>A introdução de novos alimentos na dieta da criança deve ocorrer a partir dos seis meses, complementando o aleitamento materno. Essa alimentação deve ser rica em nutrientes, variada e segura. A continuidade do aleitamento materno até os dois anos é crucial para garantir a saúde e o desenvolvimento adequados.</p><p><br></p><p><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2024-05-26 21:05:32 UTC</pubDate>
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         <title>Módulo 2 - continuação</title>
         <author>pamellapmatos99</author>
         <link>https://padlet.com/pamellapmatos99/y4g24g5bl21349h7/wish/3007752851</link>
         <description><![CDATA[<p><strong>Domínios do desenvolvimento:</strong></p><p>O desenvolvimento infantil é um processo multidimensional, incluindo domínios físicos, cognitivos, linguísticos e socioemocionais. Esses domínios são inter-relacionados e cumulativos ao longo da primeira infância. A desnutrição, por exemplo, pode levar a atrasos no desenvolvimento físico e cognitivo, impactando negativamente o desempenho acadêmico e social mais tarde na vida.</p><p>Algumas intervenções são especialmente importantes durante os primeiros mil dias. A nutrição adequada e a estimulação criam um ambiente propício para o desenvolvimento de laços fortes com os cuidadores, essenciais para o desenvolvimento socioemocional. A leitura em voz alta e a interação verbal desde o nascimento amplificam o vocabulário e promovem o desenvolvimento linguístico.</p><p>A adolescência é uma fase de transição crucial no desenvolvimento humano, caracterizada por mudanças físicas, cognitivas, emocionais e sociais.&nbsp;</p><p><br/></p><p><strong>Mudanças físicas:</strong></p><p>Uma das mudanças físicas mais notáveis durante a adolescência é o início da puberdade, que marca o desenvolvimento da maturidade sexual. Tradicionalmente, acreditava-se que a puberdade começava aos 13 anos, mas atualmente, algumas crianças começam a experimentar mudanças puberais bem antes, por volta dos 10 anos.&nbsp;</p><p><br/></p><p><strong>Desenvolvimento do cérebro adolescente:</strong></p><p>A ideia de que o cérebro adolescente ainda está em desenvolvimento durante a puberdade foi particularmente interessante. Antes, pensava-se que o cérebro estava totalmente maduro na época da puberdade, mas estudos recentes mostraram que há mudanças significativas nas estruturas cerebrais relacionadas às emoções, julgamento, organização do comportamento e autocontrole entre a puberdade e o início da vida adulta. Essa informação destacou a importância de entender que as decisões impulsivas e comportamentos de risco típicos da adolescência têm uma base neurológica.</p><p><br/></p><p><strong>Redes cerebrais e comportamento de risco:</strong></p><p>A propensão dos adolescentes para comportamentos de risco pode ser explicada pela interação entre duas redes cerebrais: a rede socioemocional, que se torna mais ativa na puberdade e é sensível a estímulos sociais e emocionais, e a rede de controle cognitivo, que amadurece mais gradualmente. Essa interação explica por que os adolescentes podem ser mais influenciados pelos pares e tendem a tomar decisões impulsivas.</p><p><br/></p><p><strong>Diferenças no processamento de emoções:</strong></p><p>Os adolescentes processam informações emocionais de maneira diferente dos adultos. Enquanto os adolescentes mais jovens tendem a usar a amígdala, os adolescentes mais velhos utilizam mais os lobos frontais, permitindo julgamentos mais precisos e razoáveis. Essa diferença no processamento emocional nos faz refletir sobre a importância de proporcionar apoio emocional e orientação adequada durante essa fase.</p><p>Durante a adolescência, há um aumento na produção de substância cinzenta nos lobos frontais, seguido por uma diminuição à medida que sinapses não utilizadas são desativadas e as restantes são fortalecidas. Isso resulta em menos conexões neuronais, mas mais fortes e eficientes. Essa informação sublinha a importância de “exercitar” o cérebro adolescente através do aprendizado e da prática de habilidades cognitivas, estabelecendo bases neurais para a vida adulta.</p><p>Durante a adolescência, o córtex pré-frontal, responsável pelo controle das emoções e comportamentos, ainda está em desenvolvimento. Isso faz com que os adolescentes vivenciem emoções de maneira mais intensa e busquem mais risco e novidades. Além disso, o sono é essencial para a retenção de memória e crescimento, e a liberação de melatonina ocorre de forma diferente nesta fase da vida, sendo frequentemente prejudicada pelo uso excessivo de telas.</p><p><br/></p><p><strong>Conclusões - O nosso cérebro</strong></p><p>O cérebro humano é um órgão complexo e fascinante. Pesando aproximadamente 1,4 kg, contém cerca de 86 bilhões de neurônios que se comunicam através de uma vasta rede de condução de 17.500 km de fios. Apesar de representar apenas 2% do peso corporal, o cérebro consome cerca de 20% da energia total do corpo para processar pensamentos e ideias.</p><p>O envelhecimento do cérebro inicia-se por volta dos 20 anos, momento em que começamos a perder funções cognitivas. Com o passar do tempo, o cérebro diminui de volume, perdendo cerca de 30 a 40% de sua massa. Este processo está associado ao aparecimento de doenças como demência, incluindo o Alzheimer. Além disso, doenças mentais como depressão e ansiedade também afetam a saúde cerebral.</p><p>Diversos fatores influenciam o envelhecimento cerebral. Baixa escolaridade e tabagismo são predisponentes ao declínio cognitivo. Por outro lado, o exercício físico é um fator de proteção poderoso. Estudos mostram que a atividade física, especialmente exercícios aeróbicos, aumenta o volume cerebral e fortalece o cérebro. O hipocampo, área crucial para a neurogênese, é particularmente beneficiado.</p><p>Um estudo realizado na Finlândia com gêmeos entre 20 e 30 anos demonstrou que aqueles que praticavam exercícios físicos regularmente tinham cérebros mais saudáveis em comparação com seus pares sedentários. Este estudo ressalta que os hábitos adotados na juventude podem ter impactos significativos a longo prazo..</p><p>O uso precoce de substâncias químicas como álcool e drogas tem efeitos extremamente prejudiciais à arquitetura cerebral. O processo de envelhecimento também afeta a composição corporal, alterando níveis de água, músculo, gordura, massa óssea e altura de maneira acumulativa, irreversível e universal. Investir na reserva cognitiva do cérebro pode ajudar a minimizar ou adiar os sintomas de perda cognitiva.</p><p><br/></p>]]></description>
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         <pubDate>2024-05-26 21:05:42 UTC</pubDate>
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