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      <title>Histórias de encantar  by Maria Barros</title>
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      <description>Contos de fadas e contos tradicionais de todo o mundo - MIBE21 - 
BE do AE do Castêlo da Maia


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      <language>en-us</language>
      <pubDate>2021-09-27 15:42:58 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>mariartur5</author>
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         <description><![CDATA[<div>"A expressão «Era uma vez…» transporta-nos imediatamente para o mundo mágico dos livros, através do qual partilhamos a vida de fadas, duendes e muito mais. Existem histórias que foram transmitidas há muito tempo, de geração em geração, e que nos ensinam sobre os valores humanos e a cultura. Vamos ligar-nos e aprender mais sobre diferentes países de todo o mundo, através das histórias." (do <a href="https://www.rbe.mec.pt/np4/MIBE.html">portal RBE</a>)</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-09-29 08:20:22 UTC</pubDate>
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         <title>A bela e a cobra</title>
         <author>mariartur5</author>
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         <description><![CDATA[<div>Era uma vez um rei que tinha três filhas, uma das quais era muito formosa e ao mesmo tempo dotada de boas qualidades. Chamava-se Bela.</div><div>O rei tinha sido muito rico, mas, por causa de um naufrágio, ficou completamente pobre. Um dia foi fazer uma viagem; antes porém perguntou às filhas o que queriam que ele lhes trouxesse.</div><div>– Eu, disse a mais velha, quero um vestido e um chapéu de seda.</div><div>– Eu, disse a do meio, quero um guarda-sol de cetim.</div><div>– E tu, o que queres? – perguntou ele à mais nova.</div><div>– Uma rosa tão linda como eu, respondeu ela.</div><div>– Pois sim, disse ele.</div><div>E partiu.</div><div>Passado algum tempo trouxe as prendas de suas filhas; disse à mais nova:</div><div>– Pega lá esta linda rosa. Bem cara me ficou ela!</div><div>Bela ficou muito preocupada e perguntou ao pai por que é que lhe tinha dito aquilo. Ele, a princípio, não lho queria dizer, mas ela tantas instâncias fez, que ele lhe respondeu que no jardim onde tinha colhido aquela rosa encontrou uma cobra, que lhe perguntou para quem ela era; que ele lhe respondeu que era para a sua filha mais nova e ela lhe disse que lha havia de levar, se não que era morto. Depois disse ela:</div><div>– Meu pai, não tenha pena, que eu vou.&nbsp;<br>Assim foi. Logo que ela entrou naquele palácio, ficou admirada de ver tudo tão asseado, mas ia com muito medo. O pai esteve lá algum tempo e depois foi-se embora. Bela, quando ficou só, foi a uma sala e viu a cobra. Ia-se a deitar quando começaram a ajudá-la a despir-se.</div><div>Estava ela na cama quando sentiu uma coisa fria; deu um grito e disse-lhe uma voz:</div><div>– Não tenhas medo.</div><div>Em seguida foi ver o que era e apareceu-lhe uma cobra. Ela, a princípio, assustou-se, mas depois começou a afagá-la.</div><div>Ao outro dia de manhã apareceu-lhe a mesa posta com o almoço.</div><div>Ao jantar viu pôr a mesa, mas não viu ninguém; à noite foi-se deitar e encontrou a mesma cobra.</div><div>Assim viveu durante muito tempo, até que um dia foi visitar o pai; mas, quando ia a sair, ouviu uma voz que lhe disse:</div><div>– Não te demores acima de três dias, senão morrerás.</div><div>Ia a continuar o seu caminho e já se esquecia do que a voz lhe tinha dito. Chegou a casa do pai. Iam a passar três dias quando se lembrou de que tinha de tornar; despediu-se de toda a sua família e partiu a galope; chegou lá à noite, foi-se deitar, como era costume, mas já não sentiu o tal bichinho.</div><div>Cheia de tristeza, levantou-se pela manhã muito cedo, foi procurá-lo no jardim e qual não foi a sua admiração vendo-o no fundo dum poço!</div><div>Ela começou a afagá-lo chorando; mas, quando chorava, caiu-lhe uma lágrima no peito da cobra; assim que a lágrima lhe caiu a cobra transformou-se num príncipe, que ao mesmo tempo lhe disse:</div><div>– Só tu, minha donzela, me podias salvar! Estou aqui há uns poucos de anos e,se tu não chorasses sobre o meu peito, ainda aqui estaria cem anos mais.</div><div>O príncipe gostou tanto dela que casou com ela e lá viveram durante muitos anos.<br><br></div><div><a href="https://www.infopedia.pt/$jose-leite-de-vasconcelos">José Leite de Vasconcelos</a><strong> </strong>-<strong> Contos Populares e Lendas</strong></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-09-29 08:33:15 UTC</pubDate>
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         <title>&quot;Corre, corre, cabacinha!&quot;</title>
         <author>mariartur5</author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2021-09-29 08:54:12 UTC</pubDate>
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         <title>A Nau Catrineta</title>
         <author>mariartur5</author>
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         <description><![CDATA[<div><em>Lá vem a Nau Catrineta,<br>que tem muito que contar!<br>Ouvide, agora, senhores,<br>Uma história de pasmar."<br><br>Passava mais de ano e dia,<br>que iam na volta do mar.<br>Já não tinham que comer,<br>nem tão pouco que manjar.<br><br>Já mataram o seu galo,<br>que tinham para cantar.<br>Já mataram o seu cão,<br>que tinham para ladrar."<br><br>"Já não tinham que comer,<br>nem tão pouco que manjar.<br>Deitaram sola de molho,<br>para o outro dia jantar.<br>Mas a sola era tão rija,<br>que a não puderam tragar."<br><br>"Deitaram sortes ao fundo,<br>qual se havia de matar.<br>Logo a sorte foi cair<br>no capitão general"<br><br>- "Sobe, sobe, marujinho,<br>àquele mastro real,<br>vê se vês terras de Espanha,<br>ou praias de Portugal."<br><br>- "Não vejo terras de Espanha,<br>nem praias de Portugal.<br>Vejo sete espadas nuas,<br>que estão para te matar."<br><br>- "Acima, acima, gajeiro,<br>acima ao tope real!<br>Olha se vês minhas terras,<br>ou reinos de Portugal."<br><br>- "Alvíssaras, senhor alvissaras,<br>meu capitão general!<br>Que eu já vejo tuas terras,<br>e reinos de Portugal.<br>Se não nos faltar o vento,<br>a terra iremos jantar.<br><br>Lá vejo muitas ribeiras,<br>lavadeiras a lavar;<br>vejo muito forno aceso,<br>padeiras a padejar,<br>e vejo muitos açougues,<br>carniceiros a matar.<br><br>Também vejo três meninas,<br>debaixo de um laranjal.<br>Uma sentada a coser,<br>outra na roca a fiar,<br>A mais formosa de todas,<br>está no meio a chorar."<br><br>- "Todas três são minhas filhas,<br>Oh! quem mas dera abraçar!<br>A mais formosa de todas<br>Contigo a hei-de casar"<br><br>- "A vossa filha não quero,<br>Que vos custou a criar.<br>Que eu tenho mulher em França,<br>filhinhos de sustentar.<br>Quero a Nau Catrineta,<br>para nela navegar."<br><br>- "A Nau Catrineta, amigo,<br>eu não te posso dar;<br>assim que chegar a terra,<br>logo ela vai a queimar.<br>- "Dou-te o meu cavalo branco,<br>Que nunca houve outro igual."<br><br>- "Guardai o vosso cavalo,<br>Que vos custou a ensinar."<br>- "Dar-te-ei tanto dinheiro<br>Que o não possas contar"<br><br>- "Não quero o vosso dinheiro<br>Pois vos custou a ganhar.<br>Quero a Nau Catrineta,<br>para nela navegar.<br>Que assim como escapou desta,<br>doutra ainda há-de escapar"<br><br>Lá vai a Nau Catrineta,<br>leva muito que contar.<br>Estava a noite a cair,<br>e ela em terra a varar.<br><br></em>Almeida Garrett - <strong>Romanceiro</strong></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-09-29 09:09:51 UTC</pubDate>
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         <title>Cinderela</title>
         <author>mariartur5</author>
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         <pubDate>2021-09-29 09:17:17 UTC</pubDate>
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         <title>História da gata borralheira</title>
         <author>mariartur5</author>
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         <description><![CDATA[<div>Era uma vez uma menina órfã de mãe, muito bonita e bondosa. O pai tinha-se casado novamente com uma mulher muito má e arrogante que tinha duas filhas igualmente más e feias.</div><div>Pouco tempo após o casamente, a madrasta e as suas filhas começassem a tratar mal a rapariga. Riam-se dela, tratavam-na mal e como uma criada.<br>Como passava muito tempo na cozinha, junto à lareira, também chamada borralho, tinham começado a chamar-lhe Gata Borralheira.<br>Um dia, o filho do rei, que estava em idade de se casar, decidiu dar um grande baile. Foram convidadas todas as raparigas solteiras do reino, pois o príncipe tencionava escolher a sua esposa.</div><div>As duas irmãs da menina ficaram muito contentes com o convite para o baile e mandaram fazer belos vestidos. Para seu espanto, a madrasta deixou que a Gata Borralheira fosse ao baile, mas a menina não tinha nada para vestir.&nbsp;<br>Quando as duas irmãs saíram para o baile, acompanhadas da madrasta, a rapariga foi-se sentar à lareira a chorar, pois sem vestido não podia ir ao baile.</div><div>De repente, apareceu uma senhora com um ar muito bondoso. Esta senhora era uma fada e trazia na mão uma varinha mágica!<br>– Eu sou a tua fada madrinha. Porque é que estás a chorar, Gata Borralheira? – perguntou a fada.<br>– Eu gostava muito de ir até ao baile, mas não tenho vestido e tive de ficar em casa.- respondeu a menina.<br>– Não te preocupes! Eu vou resolver o teu problema e tu vais. Só tens agora de me arranjar uma abóbora.<br>Muito curiosa, a Gata Borralheira trouxe da horta a maior abóbora que lá encontrou. Com a sua varinha mágica, a fada transformou a abóbora numa linda carruagem dourada. Depois apontou para seis ratinhos e transformou-os em seis majestosos cavalos brancos. Finalmente, apontou a varinha para outro rato grande e surgiu um elegante cocheiro.<br>– Está tudo pronto para o baile! Só falta o teu vestido.<br>E ainda com a varinha mágica a fada-madrinha transformou o vestido de farrapos de Gata Borralheira num magnífico vestido de baile. Nos pés surgiram uns lindos sapatos de cristal. A Gata Borralheira estava deslumbrante!<br>A Gata Borralheira subiu para a carruagem e, antes de partir, a fada disse-lhe:<br>– Tens que voltar antes da meia-noite, porque a essa hora a magia acabará e tudo se transformará outra vez.<br>– Não me vou esquecer! – prometeu a Gata Borralheira muito contente.<br>Mal chegou ao baile, todos olharam para a Gata Borralheira e perguntavam-se quem seria aquela bela rapariga. O príncipe apaixonou-se de imediato por ela e convidou-a para dançar.<br>Durante toda a noite, o príncipe só quis dançar com ela. A Gata Borralheira, por sua vez, também gostou muito do príncipe e na companhia dele as horas voaram. Tão distraída estava a Gata Borralheira que só quando começaram a dar as 12 badaladas da meia-noite se apercebeu da hora tardia.<br>Aflita, deixou o príncipe e saiu a correr. Ao descer a escadaria do palácio, deixou cair um dos sapatinhos de cristal. O príncipe foi a correr atrás dela, mas não a conseguiu encontrar. Muito desiludido, agarrou no sapatinho e levou-o consigo.<br>No dia seguinte, todas as pessoas falavam sobre o assunto. Quem seria a bela rapariga misteriosa que saiu a correr? Alguma princesa?&nbsp;<br>Determinado a reencontrar a linda rapariga, o príncipe chamou os criados e disse:<br>– Vamos percorrer o reino até encontrarmos a dona deste sapato. É com ela que me quero casar!<br>E assim foi. O príncipe visitou todas as casas do reino, mas não conseguia descobrir a dona do sapato de cristal. O sapato era muito delicado e pequenino e não servia a nenhuma das raparigas que o experimentavam. Por fim, chegou a casa da Gata Borralheira…<br>As irmãs estavam muito nervosas pois queriam, a todo o custo, que o belo sapatinho lhes servisse para poderem casar com o príncipe. Mas foi em vão que o experimentaram.<br>– Não há mais ninguém cá em casa?- perguntou o príncipe.<br>A madrasta respondeu que só estava a criada, mas que ela não tinha ido ao baile. Mesmo assim, o príncipe insistiu que a Gata Borralheira tentasse calçar o sapato. Foram chamá-la à cozinha e, para espanto de todos, o sapato serviu-lhe que nem uma luva! Tinha sido encontrada a dona do sapato de cristal!<br>A Gata Borralheira aceitou casar com o príncipe e viveram felizes para sempre. Quanto às irmãs, como era muito bondosa, Gata Borralheira deixou-as viver no palácio.<br><br>                                                                  Charles Perrault</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-09-29 09:33:11 UTC</pubDate>
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