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      <title>Caminhos Descoloniais Possíveis no Ensino de Ciências das Séries Iniciais by Tainá Barreto da Costa</title>
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      <language>en-us</language>
      <pubDate>2025-10-22 23:33:40 UTC</pubDate>
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         <title>Introdução: </title>
         <author>thaybarrets</author>
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         <description><![CDATA[<p>O texto "Caminhos Decoloniais Possíveis no ensino de Ciências nas Séries Iniciais: um diálogo com a obra meu Crespo é de Rainha" reflete sobre a infância como um período formador da identidade humana, repleto de experiências e descobertas que moldam a maneira como o indivíduo lê e interpreta o mundo. Inspirando-se em Paulo Freire, especialmente em <em>A Importância do Ato de Ler</em> (2006), o autor destaca o conceito de “palavramundo”, entendido como a leitura do mundo antes da leitura da palavra.</p><p>O texto propõe uma reflexão crítica sobre o papel do professor e a necessidade de uma educação voltada à curiosidade e à autonomia intelectual. Inspirando-se em Freire (2013), afirma-se que o educador deve promover a passagem da curiosidade espontânea para a curiosidade epistemológica, de modo que o processo de ensino-aprendizagem se torne libertador para ambos (aluno e professor). Assim, defende-se a importância de novas abordagens educacionais na infância, que estimulem o pensamento crítico e a investigação.</p><p>Nesse contexto, o ensino de Ciências é apresentado como elemento essencial para o desenvolvimento da curiosidade e do pensamento investigativo. Com base em Furman (2009), argumenta-se que o ensino de Ciências deve orientar as crianças a observar, formular hipóteses, buscar explicações e sustentar ideias com evidências, promovendo autonomia e engajamento.</p><p>A discussão se amplia para a necessidade de descolonizar os saberes científicos, abordando a importância de um viés epistemológico que confronte as hierarquias de raça, gênero e classe. Com base em autoras como Bell Hooks (2013), Grada Kilomba (2019) e Silvia Cusicanqui (2010, 2015), o texto propõe a formulação de uma linguagem científica descolonizada, capaz de romper as barreiras entre as áreas do conhecimento e de ressignificar a relação do sujeito com o saber.</p><p>Dentro dessa perspectiva, a literatura surge como um espaço de diálogo com as Ciências, promovendo a reconstrução das identidades e a valorização da pluralidade de narrativas. A análise do livro infantil <em>Meu crespo é de rainha</em> (2018), de Bell Hooks, é apresentada como uma proposta metodológica que articula a educação científica com a literatura infantil, fortalecendo o compromisso com a diversidade.</p><p><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-10-23 21:00:16 UTC</pubDate>
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         <title>Fundamentação Teórica:</title>
         <author>gaby82415</author>
         <link>https://padlet.com/thaybarrets/y2m0piwmil3o5yuc/wish/3648112403</link>
         <description><![CDATA[<p>“Pensando a descolonização no ensino de Ciências: por uma outra educação” discute a importância de romper com a visão eurocêntrica que domina a produção e o ensino do conhecimento científico nas escolas. A autora Bárbara Carine Pinheiro (2019) explica que o primeiro contato dos estudantes com a África geralmente ocorre por meio da escravidão, o que reforça uma visão negativa da identidade negra e apaga a rica história, cultura e conhecimento dos povos africanos, perpetuando uma ideia de inferioridade e submissão. Grada Kilomba (2019) complementa afirmando que o conhecimento científico é historicamente controlado pela branquitude, que o define como neutro e universal, o que, na prática, exclui outras formas de saber. Ela destaca que as pessoas negras, por vivenciarem o racismo, percebem a realidade de maneira diferente e que as margens sociais, apesar de representarem exclusão, também são espaços de criatividade, resistência e produção de novos saberes.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-10-23 23:01:23 UTC</pubDate>
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         <title>Lei 10.639/03 como Eixo Descolonial do Currículo</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p>A Lei nº 10.639/2003 é uma legislação brasileira que altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB – Lei nº 9.394/1996). Ela torna obrigatório o ensino da História e Cultura Afro-Brasileira e Africana em todas as escolas do país — públicas e privadas — do ensino fundamental ao médio.</p><p><br></p><ul><li><p>Instrumento de descolonização curricular:<br>Rompe com a lógica excludente que limita o ensino da cultura africana às Humanidades.</p></li><li><p>Importância nas aulas de Ciências:<br>Essencial para combater o racismo epistêmico e reconfigurar a produção de saberes escolares.</p></li><li><p>Reparação histórica e revolução epistemológica:<br>Integra as epistemes africanas e afro-brasileiras ao conhecimento científico.</p></li><li><p>Desafios para implementação:</p><p>Falta de formação docente adequada. E a resistência institucional e permanência de currículos eurocentrados.</p></li><li><p>Educação das relações étnico-raciais:<br>Deve ir além da exigência legal, tornando-se uma prática política e pedagógica.</p></li></ul><p><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-10-23 23:38:11 UTC</pubDate>
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         <title>A obra o &quot;Meu Crespo é de Rainha&quot; de bell hooks, o ensino de ciências: Descolonizando saberes a partir da literatura infantil.</title>
         <author>thaybarrets</author>
         <link>https://padlet.com/thaybarrets/y2m0piwmil3o5yuc/wish/3648152013</link>
         <description><![CDATA[<p>&nbsp;O livro <em>Meu crespo é de rainha</em>, de Bell Hooks, destaca como a autora utiliza a literatura infantil para valorizar o cabelo crespo e a identidade negra, contrapondo-se aos padrões estéticos eurocêntricos. A obra promove a autoestima, o resgate da ancestralidade africana e o reconhecimento do cabelo como símbolo de poder, pertencimento e dignidade. Essa valorização é fundamental diante da histórica desvalorização do cabelo crespo, que remonta à escravidão, quando o ato de raspar o cabelo simbolizava a mutilação da identidade africana, conforme aponta Nilma Lino Gomes (2017).</p><p>A autora também evidencia como o racismo escolar afeta a infância de crianças negras, exemplificado pelas memórias de Djamila Ribeiro (2018), que relata o preconceito vivido em relação ao cabelo e à cor da pele. Diante disso, o texto reforça a importância da Lei 10.639/03, que torna obrigatório o ensino da história e cultura afro-brasileira e africana, e da inclusão de obras literárias que abordem a identidade negra no contexto educacional, inclusive no ensino de Ciências.</p><p>Assim, o uso dessa obra no ensino de Ciências permite articular arte, cultura e conhecimento científico, promovendo práticas pedagógicas descolonizadoras e emancipatórias. </p>]]></description>
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         <pubDate>2025-10-23 23:50:30 UTC</pubDate>
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         <title>Potencial Crítico e analítico da Pesquisa:</title>
         <author>gaby82415</author>
         <link>https://padlet.com/thaybarrets/y2m0piwmil3o5yuc/wish/3648205167</link>
         <description><![CDATA[<p>O artigo questiona a forma tradicional como o ensino de Ciências é estruturado em uma lógica hegemônica e eurocêntrica que invisibiliza os saberes africanos e afro-brasileiros. Está em sua proposta de repensar o ensino de Ciências das séries iniciais a partir de uma perspectiva descolonizadora e antirracista, orientada pela Lei 10.639/03. Os autores questionam o caráter eurocêntrico e hegemônico da produção científica e do currículo escolar, denunciando o modo como o conhecimento foi historicamente construído e validado sob a lógica da branquitude, o que resultou na exclusão das epistemologias africanas e afro-brasileiras. A partir das reflexões de Grada Kilomba, o artigo desmistifica a ideia de neutralidade e objetividade da ciência, evidenciando que o conhecimento científico é atravessado por relações de poder racial e social.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-10-24 00:29:54 UTC</pubDate>
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         <title>Considerações Finais </title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/thaybarrets/y2m0piwmil3o5yuc/wish/3648210674</link>
         <description><![CDATA[<p><br/></p><p>O estudo conclui que descolonizar o ensino de Ciências é um processo contínuo e coletivo, que exige coragem, compromisso político e sensibilidade pedagógica. Através do diálogo entre Ciência, Literatura e Educação das Relações Étnico-Raciais, torna-se possível construir uma escola mais democrática, onde o conhecimento científico se entrelace às experiências culturais e históricas dos sujeitos.</p><p>Os autores reafirmam que o caminho descolonial é também um caminho de libertação, retomando Paulo Freire ao afirmar que “a ideia de liberdade só adquire significação quando comunga com a luta concreta dos homens por libertar-se”. Assim, o artigo propõe que o ensino de Ciências — ao reconhecer a pluralidade das epistemologias humanas — possa formar sujeitos críticos, criativos e conscientes de seu papel na transformação social.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-10-24 00:32:52 UTC</pubDate>
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         <title>Referências bibliográficas </title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/thaybarrets/y2m0piwmil3o5yuc/wish/3648997278</link>
         <description><![CDATA[<p>CARVALHO, Iago Vilaça de; NASCIMENTO, Brenda Iolanda Silva do; ALMEIDA, Stella; COSTA, Fernanda Antunes Gomes da. Caminhos descoloniais possíveis no ensino de ciências das séries iniciais: um diálogo com a obra “Meu crespo é de rainha”. ACTIO, Curitiba, v. 4, n. 3, p. 553-571, set./dez. 2019.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-10-24 10:13:01 UTC</pubDate>
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