<?xml version="1.0"?>
<rss version="2.0">
   <channel>
      <title>Gestão do Currículo e Prática de Linguagem no processo de Alfabetização e Letramento no Ensino Remoto by Vanja Professora Virtual</title>
      <link>https://padlet.com/vanjaprofessoravirtual/xzh9g4g68fzf9ys6</link>
      <description>I FORMAÇÃO DE PROFESSORES ALFABETIZADORES DO MUNICIPIO DE MACAPÁ DE 2021 - polo 06</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2021-04-18 16:29:04 UTC</pubDate>
      <lastBuildDate>2025-10-01 15:04:17 UTC</lastBuildDate>
      <webMaster>hello@padlet.com</webMaster>
      <image>
         <url>https://media3.giphy.com/media/7JEPMRdfPLfq1sjZUJ/giphy.gif</url>
      </image>
      <item>
         <title>Reflexão do dia!</title>
         <author>vanjaprofessoravirtual</author>
         <link>https://padlet.com/vanjaprofessoravirtual/xzh9g4g68fzf9ys6/wish/1430175410</link>
         <description><![CDATA[<div>Um garoto perguntou ao pai:<br>Qual o tamanho de Deus?<br>Então ao olhar para o céu o pai avistou um avião e perguntou ao filho: Que tamanho tem aquele avião?<br>O menino disse:<br>Pequeno, quase não dá pra ver.<br>Então o pai o levou a um aeroporto e ao chegar próximo de um avião perguntou:<br>E agora, qual o tamanho desse? O menino respondeu: Nossa, esse é enorme!<br>O pai então disse: Assim é Deus, o tamanho vai depender da distância que você estiver dele.<br>Quanto mais perto você está dele, maior Ele será na sua vida!</div>]]></description>
         <enclosure url="https://media1.giphy.com/media/8lQyyys3SGBoUUxrUp/giphy.gif" />
         <pubDate>2021-04-18 16:29:04 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/vanjaprofessoravirtual/xzh9g4g68fzf9ys6/wish/1430175410</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Apresentação da turma - Polo 06</title>
         <author>vanjaprofessoravirtual</author>
         <link>https://padlet.com/vanjaprofessoravirtual/xzh9g4g68fzf9ys6/wish/1430175412</link>
         <description><![CDATA[<div><strong><br><br></strong><br></div>]]></description>
         <enclosure url="https://padlet.com/vanjaprofessoravirtual/sbc0sbslqmq2os89" />
         <pubDate>2021-04-18 16:29:04 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/vanjaprofessoravirtual/xzh9g4g68fzf9ys6/wish/1430175412</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Leitura suplementar: #dica do dia: Textos 01,02, 04 </title>
         <author>vanjaprofessoravirtual</author>
         <link>https://padlet.com/vanjaprofessoravirtual/xzh9g4g68fzf9ys6/wish/1430175417</link>
         <description><![CDATA[<div><strong><br></strong><strong><mark>Texto 01</mark></strong><strong>: Alfabetização em tempos de coronavírus: como fazer?</strong></div><div><strong><br>Saiba como os alfabetizadores podem orientar as famílias das crianças que estão no ciclo de alfabetização durante o tempo de isolamento social.</strong></div><div>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Mara Mansani</div><div>&nbsp;</div><div>Aulas suspensas, férias ou recesso, isolamento social, o desafio da Educação a distância, uso das tecnologias, acesso à internet, as desigualdades sociais, a necessidade de aprendizagem das crianças, as dificuldades dos pais... Nossa! É muita informação para processar. Não é isso que você está pensando ou sentindo? Mas, calma, estamos todos juntos e vivendo essa situação inédita, nunca antes imaginada por nós, professores, e todo o mundo. É normal que estejamos assim.</div><div>Agora, você pode se perguntar: o que podemos fazer nesse momento? Primeiro: se acalmar, procurar manter uma rotina saudável e o mais normal possível em casa, prevendo momentos de leitura, de atividade física, de relaxamento. Além das atividades normais da família, fazer o isolamento social, ficar atento a notícias falsas e se cuidar evitando o contágio do coronavírus.</div><div>Mas o que podemos fazer pelos nossos alunos na alfabetização? Como orientá-los na continuidade dos estudos para que mantenham a rotina de estudos e se preparando para a volta, mesmo que ela possa demorar mais do que pensamos? Penso que para isso precisamos orientar as famílias a criar uma rotina de estudos para suas crianças. Podemos usar os meios de comunicação disponíveis, mas, antes, precisamos levar em conta alguns pontos:</div><div>●&nbsp; &nbsp; &nbsp;A casa não é escola. Não espere que a família se comporte como uma sala de aula;</div><div>●&nbsp; &nbsp; &nbsp;Pais e responsáveis não são professores. Tenha paciência com eles. Use uma linguagem que compreendam. Proponha atividades que sejam possíveis deles aplicarem com os alunos;&nbsp;</div><div>●&nbsp; &nbsp; &nbsp;Tempo de estudo escolar não é o mesmo tempo da vida em família. Quatro ou cinco horas de estudo ou mais é só na escola. Lembre-se: muitos responsáveis podem estar trabalhando remotamente em suas casas.&nbsp;</div><div>●&nbsp; &nbsp; &nbsp;As crianças precisam de acompanhamento;&nbsp;</div><div>●&nbsp; &nbsp; &nbsp;Nem todos têm acesso e/ou familiaridade com as tecnologias. Nem mesmo nós, professores, sabemos lidar sempre com essas novidades tecnológicas. Por isso, use a criatividade e procure aprender com algum colega para que possa orientar da melhor maneira possível as famílias. Peça ajuda a coordenação pedagógica de sua escola e monte grupos de estudo, por exemplo, entre colegas professores;</div><div>●&nbsp; &nbsp; &nbsp;Não somos professores as 24 horas do dia. Faça combinados com o grupo das famílias. De tempo, de devolutiva. Preserve seu tempo pessoal, mas se for necessário abra alguma exceção;&nbsp;</div><div>●&nbsp; &nbsp; &nbsp;Aproveite os diversos e muitos materiais já produzidos, gratuitos e disponibilizados na internet por instituições e profissionais da Educação. Os materiais de NOVA ESCOLA para apoio do professor nesse período de quarentena, por exemplo, estão reunidos nessa página (https://novaescola.org.br/subhome/171/coronavirus);</div><div>●&nbsp; &nbsp; &nbsp;Proponha atividades explorando diferentes linguagens. Explore o lúdico e, quando possível, atividades criativas;</div><div>●&nbsp; &nbsp; &nbsp;Use as ferramentas de comunicação disponíveis, se possível de livre acesso. Crie materiais escritos, em</div><div>●&nbsp; &nbsp; &nbsp;vídeos e ou áudios, para orientação aos responsáveis pelos estudantes;</div><div>●&nbsp; &nbsp; &nbsp;Sugira o uso de materiais comuns que os alunos possam ter em casa ou acesso virtual. Nos escritos evite, por exemplo, arquivos pesados (grave em PDF) e dê preferência para materiais que não exijam impressão colorida. Pense preferencialmente em propostas que possam ter o formato adaptado pelas famílias;</div><div>●&nbsp; &nbsp; &nbsp;Procure propor atividades que levam a autonomia das crianças e, na alfabetização, que levem a reflexão sobre o sistema de escrita alfabética;&nbsp;</div><div>&nbsp;</div><div>Veja minha sugestão de plano de estudos para contribuir com a alfabetização das crianças em casa. A proposta está com uma linguagem que os responsáveis possam entender. Mas não esqueça de mandar antes uma mensagem a eles dizendo sobre a importância dos estudos, do papel deles nesse momento, que principalmente tenham paciência e calma com as crianças. Lembre-se de dizer que juntos nós podemos enfrentar melhor esse momento complicado.&nbsp;</div><div>No plano de estudos abaixo procurei propor também atividades que as crianças estão familiarizadas e que fazem parte do currículo na alfabetização, de acordo com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC). São atividades de leitura, oralidade e escrita, mas você pode acrescentar atividades de outros componentes curriculares. Fique à vontade para adaptar o plano de acordo com as necessidades de aprendizagem dos seus alunos ou para alunos de outros anos.&nbsp;</div><div><br><strong>&nbsp;</strong></div><div><strong><br></strong><strong><mark>Texto 02</mark></strong>:<strong> Alfabetização e parceria com a família: como fazer em tempos de pandemia?</strong></div><div><strong><br>Incentivar a participação dos pais e responsáveis pode colaborar com a aprendizagem dos pequenos nesse período. (</strong>Mara Mansani).</div><div><br>Como professores, estamos vivendo tantas coisas inéditas e tão diferentes na educação nessa época de pandemia. E quantas coisas! Muitas delas, meses atrás, diríamos talvez ser impossíveis de acontecerem, mas agora elas vêm impactando nosso trabalho e até mesmo a nossa vida pessoal.<br>Em uma das redes que atuo como professora, a de Educação do Estado de São Paulo, venho participando de formações e outras reuniões pedagógicas, de alinhamento de ações com mais de 100 mil professores ao mesmo tempo, todos conectados! Incrível, não é mesmo? Quem diria que isso seria possível. A questão não é somente a quantidade de pessoas reunidas, mas a possibilidade da formação online.<br>Outro fato: formar professores para o uso de tecnologia como ferramenta de apoio e de desenvolvimento da aprendizagem, em tão pouco tempo, alguns meses apenas, também é impressionante. Muitas dessas formações são iniciativas dos próprios professores em compartilhamento de saberes.<br>Logicamente que com tanta desigualdade na Educação em nosso país, nem todos puderam ter acesso, mas a realidade nos mostra objetivamente que é possível fazer grandes ações pela Educação. Não só em momentos que pedem urgência como agora, mas sim de forma planejada e coordenada. Isso depende de políticas públicas de formação, de implementação da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), de investimentos (atenção ao FUNDEB) na Educação, entre tantas coisas.&nbsp;<br>Mas há algo que faz parte desse rol de “coisas difíceis” de acontecer, mas que vem acontecendo e que tem a ver com nossa ação direta como professores e que de certa forma também faz parte de algumas crenças.<br><strong>O trabalho conjunto: família e professores.<br></strong>Muitas vezes não acreditamos no potencial dessa parceria e ficamos repetindo que isso não funciona, que as famílias não querem saber de nada, que não se preocupam com a aprendizagem dos filhos e por aí vai. Mas nesse período de estudo domiciliar, não só os professores estão mostrando seu valor, compromisso e engajamento pela aprendizagem das nossas crianças, jovens e adolescentes, as famílias também vêm dando o seu melhor, em um trabalho conjunto de se admirar.</div><div><br>Sei que não são todas, mas com certeza nunca houve um movimento tão grande e de tanto esforço e compromisso dessas famílias em nosso país. E olha que nunca estivemos tão juntos e presentes, família e professores, como agora em nosso distanciamento social.<br>Se estão acontecendo ações pela aprendizagem, se há continuidade de estudos, se nossos alunos continuam de alguma forma se desenvolvendo é porque a parceria de professores e famílias está acontecendo. Nem sempre fácil, mas ela vem surgindo e não podemos perder essa oportunidade de firmarmos nosso compromisso conjunto pela aprendizagem dos alunos.<br>Imaginem quando voltarmos, a importância da continuidade dessa parceria para darmos conta da aprendizagem de todos e ainda mais daqueles que não tiveram acesso a esse estudo por conta de tantas desigualdades socioeconômicas em nosso país.<br><br></div><div><strong>Como podemos aproveitar essa parceria pela alfabetização das nossas crianças?<br></strong><br></div><div>Penso que primeiramente estabelecendo um diálogo franco e aberto com os pais e responsáveis pelas crianças, deixando claro os papéis de cada um, orientando-os no desenvolvimento de cada atividade, na continuidade dos estudos agora no contexto familiar, tendo paciência, respeito e muita boa vontade!<br><br></div><div><strong>Na oralidade, leitura e escrita em casa, como os pais podem contribuir para a alfabetização?<br></strong><br></div><div>Fazendo com suas crianças leituras diárias de livros, contando histórias, aproveitando todos os momentos possíveis em casa para usarem a escrita de forma significativa, criando momentos de escuta familiar, pesquisando com as crianças, conversando sobre temas de importância para eles... enfim, criando na rotina familiar espaço e tempo para que essas práticas se tornem hábitos. Mas isso não acontece do nada, precisamos planejar ações de apoio e orientação a essas famílias.<br><br></div><div>Muitas coisas que acreditamos como naturais ou que devem acontecer por sua importância e necessidades no desenvolvimento das nossas crianças e sua aprendizagem precisam de incentivo, motivação, orientação e até mesmo de instruções básicas. Muitos pais não têm consciência disso, justamente porque muitos deles não vivenciaram na infância, ou não tiveram acesso, um estudo de qualidade que os dessem essa luz, a clareza desse entendimento.<br><br></div><div>Então, somos nós professores que podemos contribuir nesse processo de aprendizagem também dos pais e responsáveis.<br><br></div><div>Talvez vocês estejam pensando: “mas isso não é minha responsabilidade !”, mas dessa forma todos ganham, principalmente as crianças na aprendizagem e que com certeza refletirá no nosso trabalho como professores. Além disso, podemos fazer e contribuir também na construção de um mundo melhor, mais justo, ético e de colaboração de todos. Aliás, temos visto grandes exemplos nesse sentido!<br><br></div><div>Tenho vivido experiências maravilhosas, às vezes construídas com dificuldades, com as famílias de meus alunos. Até a reunião de pais e mestre virtual, por um aplicativo, foi bem bacana! Espero que vocês também tenham essa oportunidade como eu e muitos professores que conheço e venho conversando por todo o Brasil.<br><br></div><div>É hora de nos livrarmos de mais uma crença, desse mito, de que não é possível essa parceria. Se isso já vem acontecendo com você, querida professora e querido professor, conte aqui nos comentários, como tem vivido e o que tem feito para fortalecer e ampliar essa parceria.<br><br></div><div>Um grande abraço e estamos juntos! Até a próxima<br><br></div><div>&nbsp;Mara Mansani é professora há quase 30 anos, lecionou em vários segmentos, da Educação&nbsp; Infantil ao 5º ano do Ensino Fundamental, passando também pela Educação de Jovens e Adultos (EJA). Em 2006, teve dois projetos de Educação Ambiental para o Ensino Básico publicados pela ONG WWF, no livro “Muda o Mundo, Raimundo”. Em 2014, recebeu o Prêmio Educador Nota 10, da Fundação Victor Civita, na área de Alfabetização, com o projeto Escrevendo com Lengalenga.<br><br></div><div>Texto retirado: <strong>Endereço da página:</strong><a href="https://novaescola.org.br/conteudo/19447/alfabetizacao-e-parceria-com-a-familia-como-fazer-em-tempos-de-pandemia">https://novaescola.org.br/conteudo/19447/alfabetizacao-e-parceria-com-a-familia-como-fazer-em</a>-<a href="https://novaescola.org.br/conteudo/19447/alfabetizacao-e-parceria-com-a-familia-como-fazer-em-tempos-de-pandemia"> tempos-de-pandemia</a></div><div>Publicado em NOVA ESCOLA 06 de Julho | 2020<br><br><strong><mark>Texto 04</mark></strong><mark>:</mark><strong>&nbsp; Avaliação Diagnóstica</strong></div><div><em><br>Autor: </em><a href="http://www.ceale.fae.ufmg.br/app/webroot/glossarioceale/autor/gladys-rocha"><em>Gladys Rocha</em></a><em>,</em></div><div><em>Instituição: </em><a href="http://www.ceale.fae.ufmg.br/app/webroot/glossarioceale/universidade/universidade-federal-de-minas-gerais-ufmg-faculdade-de-educacao-centro-de-alfabetizacao-leitura-e-escrita-ceale"><em>Universidade Federal de Minas Gerais-UFMG / Faculdade de Educação / Centro de Alfabetização, Leitura e Escrita-CEALE</em></a><em>.<br></em><br></div><div>Um conjunto expressivo da literatura denomina diagnóstica a avaliação realizada no início de determinado momento da escolaridade, visando à apreensão de aprendizagens relativas a processos e/ou percursos anteriores. Nessa acepção, a <em>avaliação diagnóstica</em> tem o objetivo de auxiliar no delineamento de pontos de partida de processos de ensino.</div><div><br>No discurso pedagógico, a <em>avaliação diagnóstica</em> tem sido também tratada como sinônimo de <em>avaliação formativa.</em> Nessa perspectiva, ela é entendida também como a avaliação que ocorre ao longo dos processos de ensino e aprendizagem, visando a sua regulação. Ou seja, a <em>avaliação diagnóstica</em> pode ser entendida como aquela que verifica se o aluno aprendeu aquilo que lhe foi ensinado, a fim de identificar dificuldades de aprendizagem a serem superadas. Assim dimensionada, a <em>avaliação diagnóstica</em> (formativa) tem a função de orientar o ensino, o (re) planejamento do trabalho desenvolvido em sala de aula, com foco na aprendizagem do aluno.</div><div>É importante observar que, em ambas as possibilidades interpretativas, a <em>avaliação diagnóstica</em> é um instrumento da interação pedagógica que tem como foco parte de um percurso da aprendizagem, visando à delimitação de pontos de partida e/ou de retomada para o ensino. Para ser qualificada como diagnóstica, uma avaliação precisa privilegiar os processos de ensino e aprendizagem e não a indicação de notas, classificações ou hierarquizações. À <em>avaliação diagnóstica</em> caberia contribuir para a identificação de habilidades e/ou competências que o aluno já domina, auxiliando na apreensão daquilo que precisa ser ensinado. Na concepção diagnóstica de avaliação, a apreensão de dificuldades de aprendizagem, visa à delimitação de estratégias voltadas à sua superação e não à produção de classificações ou hierarquias de excelência.</div><div><br>No âmbito da alfabetização, a <em>avaliação diagnóstica</em> (formativa) constitui instrumento essencial para os processos de ensino e aprendizagem da palavra escrita, uma vez que é o diagnóstico que permite identificar os estágios de aprendizagem dos alunos em leitura e em escrita, visando à delimitação das intervenções mais adequadas. Para possibilitar, ao professor, distinguir percursos de aprendizagem em leitura e em escrita, o diagnóstico deve conter atividades de escrita voltadas à apreensão do estágio em que cada aluno se encontra (pré-silábico; silábico; silábico-alfabético; alfabético, etc.), tanto na escrita de palavras, como de frases ou outros textos. Deve, também, apresentar atividades que permitam identificar percursos de leitura, especialmente no que tange à capacidade de decodificação: leitura silabada, com ou sem recuperação do sentido do que foi dado a ler; decodificação com fluência e recuperação de sentido; leitura restrita ao nível da palavra, mas com recuperação do significado; leitura fluente e vários níveis de compreensão, entre outras possibilidades, com foco em contextos específicos de ensino/aprendizagem e/ou à trajetória de um aluno ou turma.</div><div><strong><br>Verbetes associados:</strong> <a href="http://www.ceale.fae.ufmg.br/app/webroot/glossarioceale/verbetes/avaliacao-externa">Avaliação Externa</a>, <a href="http://www.ceale.fae.ufmg.br/app/webroot/glossarioceale/verbetes/descritor-de-competencia-ou-habilidade">Descritor (de competência ou habilidade)</a>, <a href="http://www.ceale.fae.ufmg.br/app/webroot/glossarioceale/verbetes/matriz-de-referencia">Matriz de referência</a></div><div><strong><br>Referências bibliográficas:</strong></div><div><a href="http://www.ceale.fae.ufmg.br/app/webroot/glossarioceale/referencia/perrenoud-p-n-o-mexa-na-minha-avalia-o-uma-abordagem-sist-mica-da-mudan-a-in-avalia-o-da-excel-ncia-regula-o-das-aprendizagen-entre-duas-l-gicas-porto-alegre-artmed-1999-p-145-168-"><br>PERRENOUD, P. Não mexa na minha avaliação! Uma abordagem sistêmica da mudança. In: —. Avaliação: da excelência à regulação das aprendizagem - entre duas lógicas. Porto Alegre: Artmed, 1999. p. 145-168.</a></div><div>&nbsp;<br><br></div><div>&nbsp;<br><br></div><div>&nbsp;</div><div><strong><br>&nbsp;</strong></div><div><strong><br>&nbsp;</strong></div><div><strong><br>&nbsp;</strong></div><div><strong><br>&nbsp;</strong></div><div><strong><br>&nbsp;</strong></div><div><strong><br>&nbsp;</strong></div><div><strong><br>&nbsp;</strong></div><div><strong><br>&nbsp;</strong></div><div><strong><br>&nbsp;</strong></div><div><strong><br>&nbsp;</strong></div><div><strong><br>&nbsp;</strong></div><div><strong><br>&nbsp;</strong></div><div><strong><br>&nbsp;<br></strong><br></div><div><strong><br>&nbsp;<br></strong><br></div><div><strong><br>&nbsp;<br></strong><br></div><div><br>Texto 03:<strong> ALFABETIZAÇÃO DE CRIANÇAS EM TEMPO DE PANDEMIA E AULAS REMOTAS: O QUE DIZEM E FAZEM OS (AS) PROFESSORES (AS)? RESUMO<br></strong><br></div><div>Este trabalho busca discutir o que professores (as) de 1º ano ao 3º ano do primeiro ciclo do Ensino Fundamental I de escolas públicas de municípios do agreste de Pernambuco têm a dizer sobre as vivências e experiências de seu trabalho com a alfabetização no contexto de suspensão de aulas presenciais e realização de aulas remotas devido à pandemia de Covid-19 pela qual estamos passando. Sabemos da importância da alfabetização para a criança e da complexidade que envolve o processo de ensino- aprendizagem referente ao sistema notacional, ainda mais quando se é necessário que a alfabetização aconteça em meio a um distanciamento social pelo qual o nosso país está vivenciando. Por meio dos dados coletados, podemos perceber que não está sendo uma tarefa fácil para professores (as), alunos (as) e familiares e que essa nova realidade exige muitas adaptações. Notamos ainda que para que se tenha um êxito maior na aprendizagem dos (as) educandos(as) se faz necessária, mais do que nunca, a parceria entre família-escola.</div><div>&nbsp;</div><div><br>Palavras-chave: Alfabetização, Pandemia, Aulas Remotas.<br><br></div><div><br>&nbsp; <strong>INTRODUÇÃO<br></strong><br></div><div><br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Alfabetização é um termo de uso frequente e de simples compreensão no senso comum da maioria das pessoas como aponta Albuquerque (2007, p.11), ao dizer que “Definir o termo “alfabetização” parece ser algo desnecessário, visto que se trata de um conceito conhecido e familiar. Qualquer pessoa responderia que alfabetizar corresponde à ação de ensinar a ler e a escrever”.</div><div>No entanto, devemos ressaltar que a alfabetização não deve, ou não deveria, ser entendida apenas como o ato de ensinar e aprender a ler e a escrever. Assim como indica Paulo Freire (1989, p. 72), “Alfabetização é mais que o simples domínio mecânico de técnicas para escrever e ler. Com efeito, ela é o domínio dessas técnicas em termos conscientes. É entender o que se lê e escrever o que se entende”.</div><div>Assim, compreendemos que na sociedade letrada em que vivemos a alfabetização e sua importância na vida das pessoas é cada vez mais crucial e necessita ser trabalhada e vivenciada de forma mais significativa e proveitosa possível, o que gera o enfrentamento de desafios diversos por parte dos(as) professores(as) alfabetizadores(as). E, considerando o momento atual de suspensão de aulas presenciais e adoção de aulas remotas online, esse desafio tornou-se ainda mais complexo para os (as) docentes alfabetizadores(as), como também para os(as) próprios(as) estudantes e seus pais ou responsáveis.</div><div>Nesse sentido, o presente artigo tem como objetivo discutir um pouco o que têm a dizer professores(as) do 1º ao 3º ano do Ensino Fundamental I de escolas públicas do agreste de Pernambuco sobre como estão realizando seu trabalho com a alfabetização de seus(suas) educandos(as) diante do contexto educacional bastante diferenciado que estamos vivendo com a adoção das aulas e atividades escolares de forma remota.</div><div>A alfabetização é a apropriação do sistema de escrita, ou seja, a aprendizagem e utilização do alfabeto. É por meio da aprendizagem do alfabeto que a criança inicia sua jornada no mundo da leitura e vivencia experiências que apenas a leitura é capaz de proporcionar. A leitura e a escrita inserem a criança em diversas práticas sociais e a faz enxergar o mundo de forma mais dinâmica e viver com mais autonomia.</div><div>O termo alfabetização designa o ensino e o aprendizado de uma tecnologia de representação da linguagem humana, a escrita alfabético-ortográfica. O domínio dessa tecnologia envolve um conjunto de conhecimentos e procedimentos relacionados tanto ao funcionamento desse sistema de representação quanto às capacidades motoras e cognitivas para manipular os instrumentos e equipamentos de escrita. (SOARES, 2005, p.24)</div><div><br>A aprendizagem do sistema alfabético é um processo que passa por várias etapas, não acontece de forma descontextualizada e nem de forma rápida; exige paciência e dedicação por parte de professores (as) e alunos(as), pois ao iniciar o processo de conhecimento do sistema de escrita alfabético a criança se depara com um sistema notacional complexo. Logo, necessita que o(a) docente aproxime esse conhecimento do(a) estudante trazendo para sua realidade, aproximando de sua cultura, para que a compreensão desse sistema se torne significativa. A alfabetização já é um processo de aprendizagem complexo e desafiador para professores(as) e alunos(as) e tornou-se ainda mais com o cenário de distanciamento social que se instalou no Brasil em março de 2020.</div><div><br>No final do ano de 2019 o mundo foi surpreendido com a notícia de uma epidemia respiratória que havia começado na China e estava atingindo grande parte da população, que apresentavam sintomas de grau leve a grave. O mundo ficou atento ao desenvolvimento dessa epidemia que era causada por um vírus denominado o Novo Coronavírus. A disseminação da doença causada por este vírus, denominada Covid-19, foi crescendo e atingindo outros países. Assim, em 2020 essa enfermidade foi considerada uma pandemia, ou seja, uma doença que é capaz de atingir toda a população existente no planeta, pois aos poucos essa doença alcançou todos os países.</div><div>Em dezembro de 2019, a cidade de Wuhan, localizada na província de Hubei, na China, vivenciou um surto de pneumonia de causa desconhecida.Em janeiro de 2020, pesquisadores chineses identificaram um novo coronavírus (SARS-CoV-2) como agente etiológico de uma síndrome respiratória aguda grave, denominada doença do coronavírus 2019, ou simplesmente COVID-19 (Coronavírus Disease – 2019). (CAVALCANTE ET. AL., 2020, p. 02)</div><div><br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Em fevereiro de 2020 foi diagnosticado o primeiro caso de Covid-19 no Brasil e em 18 de março diversas atividades foram suspensas. inclusive as aulas presenciais. Com a suspensão das aulas presenciais as escolas tiveram que se reinventar e encontrar formas de levar o conhecimento aos(as) estudantes mesmo diante do distanciamento social, e assim, continuar com o processo de ensino-aprendizagem.&nbsp;<br><br></div><div><br>As discussões em torno dessa nova pauta foram aumentando ao passo que o distanciamento era sugerido pelos especialistas a fim de conter a disseminação do vírus. As crianças passaram então a ser assistidas pela escola através de aulas online, vídeoaulas, apostilas entre outras ferramentas que foram e estão sendo utilizadas para amenizar o efeito da pandemia na escolarização das crianças, aulas estas que estão sendo chamadas de aulas remotas.<br><br></div><div><br>As aulas remotas fazem com que o ensino se torne mais complexo; devido a distância e a falta de recursos, os (as) professores (as) usam os meios que podem e que sejam capazes de alcançar o maior número de crianças. Dessa forma, reconhecemos que se a alfabetização não é um processo fácil tão pouco se tornará sendo realizado à distância. As aulas remotas ou online que acontecem, muitas vezes, por meio da internet já eram um recurso utilizado por universidades e cursos de ensino superior ou técnico, mas não era de domínio de alunos (as) e professores (as) da educação básica; estes tiveram que se adaptar as novas ferramentas e novas formas de se relacionar nesse novo contexto.<br><br></div><div><br>Os (As) professores (as) tentam subsidiar as crianças da forma que podem, porém precisam da ajuda primordial da família ou dos responsáveis por esses educandos (as). É por meio da família que os (as) professores (as) pretendem conseguir alfabetizar as crianças de forma satisfatória. Criando-se, assim, outro desafio aos (as) doentes, pois, &nbsp; em grande parte dos casos, os familiares trabalham, estão ocupados ou não conseguem repassar para as crianças as informações por não ter, muitas vezes, uma formação necessária para prestar essa assistência.<br><br></div><div><strong>&nbsp;METODOLOGIA</strong></div><div><br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Nossa metodologia desenvolveu-se por meio da elaboração, através do Google Forms, e divulgação por meio de WhatsApp, de questionários, sobre o tema abordado, com professores (as) do 1º ao 3º ano do Ensino Fundamental de escolas públicas do agreste de Pernambuco. Delimitamos esses sujeitos por considerarmos que estavam atuando na etapa do ciclo de alfabetização e, assim, atenderem melhor aos nossos objetivos nesse trabalho.<br><br></div><div>No total, recebemos a devolutiva de 14 questionários, dos quais, selecionamos para análise mais detalhada as respostas de 3 professores (as) do 1º ano,3 professores (as) do 2º ano, e 3 professores(as) do 3ºano por as considerarmos mais completas e relacionadas aos temas aqui abordados e também para ficar uma quantidade mais equilibrada de sujeitos e respostas. Os colaboradores de nosso breve estudo serão identificados como P. (de professor/a) e o número de suas ordens de resposta, a fim de não comprometermos a identidade de nenhum sujeito.</div><div>Para a análise dos dados coletados optamos por nos apoiar na Análise de Conteúdo de Bardin (2004), que segundo a autora,</div><div>[...] trata-se de um conjunto de técnicas de análise das comunicações visando obter por procedimentos sistemáticos e objetivos de descrição do conteúdo das mensagens, indicadores (quantitativos ou não) que permitam a inferência de conhecimentos relativos às condições de produção/recepção (variáveis inferidas) destas mensagens (BARDIN, 2004, p. 37).</div><div><br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Nesse sentido, com essa perspectiva de análise das mensagens presentes nas respostas dos (as) docentes nos foi possibilitado a criação de categorias para facilitar nossa compreensão sobre as questões e temas aqui propostos.<br><br></div><div><strong>RESULTADOS E DISCUSSÃO<br></strong><br></div><div><br>A partir das respostas aos questionários, após uma análise inicial, organizamos os dados em cinco categorias, quais sejam: Alfabetização, Recursos Docentes, Dificuldades, Benefícios, Devolutiva/Evolução.</div><div><br>Com relação à primeira categoria, Alfabetização, os(as) docentes a definiram como a aprendizagem de leitura e escrita, do sistema alfabético e ortográfico e destacaram a sua importância fundamental para a vida em sociedade, como podemos&nbsp; ver nos trechos abaixo:</div><div><em>A alfabetização deve ser vista como prioridade no processo de ensino- aprendizagem, pois trata-se do alicerce para uma sociedade mais&nbsp; igualitária. (P.5).</em></div><div><em>Processo de ensino-aprendizagem que favorece o desenvolvimento de habilidades de leitura e escrita.(P.9).</em></div><div><em><br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; </em>Nesse sentido, podemos ver que as respostas dos(as) docentes coadunam com o que nos dizem Albuquerque, Morais e Ferreira (2013, p. 18, grifos dos autores) ao conceber a “<em>alfabetização </em>como o processo de apropriação da escrita alfabética,&nbsp; ou seja, a compreensão, por parte dos sujeitos, dos princípios que regem esse sistema notacional”.</div><div><br>As falas se relacionam também ao que apontam Maciel e Lúcio (2008, p.16) ao indicarem que “O ato de ensinar a ler e escrever, mais do que possibilitar um simples domínio de uma tecnologia, cria condições para a inserção do sujeito em práticas sociais de consumo e produção de conhecimento e em diferentes instâncias sociais e políticas”.</div><div><br>Quanto à segunda categoria, que abarca os Recursos Docentes, os mais citados foram internet, vídeo aulas, apostilas, WhatsApp, You Tube e Google Classroom, como podemos ver nas respostas seguintes:</div><div><em><br>Vídeos chamadas, grupos no Whatsapp, Google sala de aula e chamadas de voz, sabendo que não está disponível para todos, pois infelizmente nem todos tem acesso as ferramentas adequadas. (P.5)</em></div><div><em>Através de vídeoaula e aulas online, trabalhando com leituras simples, livros paradidáticos, estudo de todas as famílias silábica, leitura de imagem, material de fichas de leitura e leitura coletiva e individual online. (P.8).</em></div><div><em><br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; </em>Diante do exposto, vemos a relação dessas respostas e dos recursos usados pelos(as) docentes no contexto de pandemia com o que indicam Holanda, Pinheiro e Pagliuca (2013) ao destacarem que<br><br></div><div>[...] essas ferramentas de comunicação promovem a interação e a colaboração porquanto facilitam a interconexão de uma série de pessoas com a finalidadede propiciar o fluxo de informação entre elas, e também a realização de trabalhos conjuntos. (HOLANDA; PINHEIRO; PAGLIUCA, 2013, p. 409)</div><div>&nbsp;</div><div>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Desse modo, tais ferramentas são muito úteis possibilitando assim, o desenvolvimento do trabalho dos(as) docentes em interação com seus(suas) educandos(as) mesmo a distância.</div><div>Uma terceira categoria surgida foi sobre as Dificuldades dos(as) docentes no desenvolvimento de suas atividades de alfabetização no contexto atual, e os principais destaques foram: falta de recursos como acesso a internet, o excesso de burocracia nos registros das aulas e a falta de paciência e participação dos responsáveis pelos(as) alunos(as) , como vemos na seguinte fala.</div><div><em><br>Excesso de burocratização do trabalho docente, que não implica em efetivamente retorno em termos de aprendizagem. Dependência da família para que as crianças tenham acesso ao material proposto, a falta de acesso a recursos tecnológicos por parte de algumas famílias, falta paciência muitas vezes dos familiares no acompanhamento dos processos, buscam sempre o caminho mais rápido, não os mais efetivos. (P. 1)</em></div><div><em><br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; </em>Nesse sentido, percebemos o papel crucial da família para o desenvolvimento da aprendizagem e, nesse contexto de pandemia em que a casa praticamente se tornou a escola, esse papel e sua importância tornam-se ainda mais indispensáveis, onde a família passa a ser o principal canal entre as crianças e as escolas e assim, a importância que esses pais ou responsáveis atribuem à escola e à educação de suas crianças é o reflexo de suas atitudes que podem favorecer ou não uma aprendizagem efetiva. Por esse viés, concordamos com Ferrari (2020) quando nos dizem que<br><br></div><div>Assim também acontece com relação à educação formal, a participação dos pais depende, antes de qualquer coisa, da relação que estes mesmo pais têm com o conhecimento. Pais que valorizam a formação científica e cultural tendem a influenciar positivamente a relação estabelecida entre os filhos e o processo de aprendizagem. (FERRARI, 2020, p. 01).</div><div><br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Na quarta categoria, dos Benefícios das aulas remotas em comparação às aulas presenciais, percebemos nas respostas dos(as) docentes que para a aprendizagem em si, as vantagens são poucas, porém, consideram o ponto positivo a proteção à saúde, como citados nos seguintes trechos.<br><br></div><div><em><br>Só pelos riscos à saúde que estão sendo evitados, mas em termos de efetividade não creio que existam vantagens em relação à atividade presencial. (P.1).</em></div><div><em>O distanciamento deixa lacunas na interação entre quem ensina e quem aprende, ou seja, entre o professor e o aluno. A relação interpessoal é um fator de extrema relevância para que haja benefícios no processo de alfabetização. (P.3).</em></div><div><em><br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; </em>Nessa perspectiva, apresentada nas respostas dos(as) docentes vemos que o distanciamento social e a suspensão das aulas presenciais afetaram drasticamente a interação entre professores(as) e estudantes, mas tornou-se algo essencial para evitar a circulação do Coronavírus em nossa região, como indicam Cavalcante et. al. (2020, p.02) quando trazem que “No Brasil, os primeiros casos foram confirmados no mês de fevereiro, e diversas ações foram implementadas a fim de conter e de mitigar o avanço da doença”. E, como bem sabemos, uma dessas medidas foi a suspensão das aulas presenciais que em nosso estado, Pernambuco, ocorreu desde 18 de março, por meio do Decreto Nº 48810 de 16/03/2020.<br><br></div><div><br>A quinta e última categoria surgida a partir de nossas análises, se relaciona a questão das Devolutivas e Evolução da aprendizagem dos(as) educandos(as) com relação à alfabetização no contexto das aulas remotas e indica como principal destaque&nbsp; a insatisfação e angústia dos(as) docentes, como podemos perceber nas falas a seguir.</div><div><em><br>Menos da metade da turma realiza as atividades propostas, boa parte, por falta de interesse. Tenho mãe (de aluno) que não sabe ler e escrever e seu filho têm respondido bem; a mãe se empenha pra que ele realize todas as atividades diariamente apesar de todas as dificuldades. Não saber ler e escrever fez com que (ela) reconhecesse a importância destas atividades na vida cotidiana. (P. 1).</em></div><div><em>A evolução tem sido muito abaixo do esperado. Pois, para que houvesse um aprendizado significativo a família teria que estar comprometida numa parceria com a escola. Mas tomando como exemplo a minha turma, os pais não estão preocupados se o filho fez ou não a tarefa. A propósito, já recebi devolutiva de atividades feitas/respondidas pela mãe ao invés do estudante. (P.6).</em></div><div><em><br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; </em>Diante do exposto nas respostas dos(as) docentes, percebemos as ausências e dificuldades na devolutiva das atividades como também na evolução e no desenvolvimento da aprendizagem desses(as) educandos(as) diante do contexto de aulas remotas. Constatamos também a questão da família e da relevência que seu engajamento, ou a falta dele, proporcionam para a aprendizagem de suas crianças, como também o aspecto da escolarização dos pais ou responsáveis desses(as) estudantes, que, muitas das vezes, não tem o conhecimento para ajudar mais efetivamente em suas atividades.&nbsp;<br><br></div><div><br>Assim, percebemos que o peso maior ainda continua com os(as) professores(as), que mesmo à distância e especialmente por causa dela, têm que se desdobrar ainda mais que o normal para alcançar os(as) educandos(as) e ajudar a família nessa missão e nesse modo de alfabetizar que muitos de nós nunca havíamos imaginado antes. Nesse sentido, como indicam Ferreira e Albuquerque (2013, p. 118, 119) “É importante o professor saber que ele pode associar formas diferentes de fazer e tentar, por diferentes caminhos para que seus(suas) alunos(as) aprendam.” E, diante do cenário que estamos vivendo, como reforçam os autores, “É nesse momento que o professor passa a pensar sobre o novo e a fabricar a sua prática a partir do que ele já sabe, já conhece e já faz”. (FERREIRA; ALBUQUERQUE, 2013, p. 118).<br><br></div><div><strong><br>&nbsp;CONSIDERAÇÕES FINAIS<br></strong><br></div><div><br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Diante de tudo que foi apresentado, a partir desse breve exercício de pesquisa, onde pretendiamos conhecer e discutir sobre o que dizem e estão fazendo os(as) docentes de escolas públicas do agreste de Pernambuco para realizar a alfabetização dos(as) educandos(as) no contexto de aulas remotas devido a pandemia de Covid-19 pela qual estamos passando, constatamos que o cenário mostrou-se totalmente desconhecido e desafiador para todos.<br><br></div><div><br>Com base no contexto que estamos vivenciando e nas respostas analisadas, ficou evidente que as mudanças atingiram desde os(as) docentes que tiveram toda sua rotina modificada e transformaram suas casas em salas de aula e se esforçam a cada dia para se reinventarem e ajudar os(as) estudantes do melhor modo possível, como também os(as) educandos(as) e suas famílias que tiveram que se adequar a uma nova realidade, na qual a casa se tornou um ambiente escolar.<br><br></div><div>Com as respostas analisadas percebemos o quão importante é, realmente, o papel da família na educação das crianças, especialmente diante do contexto atual no qual as famílias são o principal elo entre as crianças e seus(suas) profesores(as) considerando que os pais ou responsável também representam a figura do(a) professor(a) no auxílio a realização das atividades sugeridas remotamente.</div><div><br>Constatamos também como a falta de recursos, como acesso a internet, por exemplo, dificultam a realização de um trabalho mais significativo com relação à alfabetização nas aulas remotas, tornando esse processo ainda mais demorado e deficitário quanto à aprendizagem dos(as) educandos(as). Assim, de acordo com as falas dos(as) docentes que questionamos, percebemos também que a devolutiva e a evolução do ensino-aprendizagem não tem sido tão satisfatória; o que nos faz refletir que mesmo com toda a dedicação de professores(as) e de boa parte famílias o contexto das aulas remotas não conseguiu se assemelhar às aulas presenciais o que pode gerar consequências também desconhecidas e ainda mais desafiadoras para o futuro educacional de nosso país.<br><br></div><div>Entretanto, ressaltamos que mesmo diante das dificuldades aqui apresentadas, consideramos que diante do cenário de incertezas trazido por essa pandemia, onde a suspensão das aulas tornou-se medida essencial de proteção à saúde e à vida, professores (as), estudantes e famílias estão se superando e buscando a cada dia novas formas de continuar com essa missão complexa e crucial que é a alfabetização e a educação de modo geral.</div><div>&nbsp;</div><div><strong>REFERÊNCIAS<br></strong><br></div><div><br>ALBUQUERQUE, Eliana Borges Correia de. Conceituando alfabetização e letramento. In. SANTOS, Carmi Ferraz. Alfabetização e letramento: conceitos e relações / organizado por Carmi Ferraz Santos e Márcia Mendonça. Belo Horizonte: Autêntica, 2007.<br><br></div><div><br>ALBUQUERQUE, Eliana Borges Correia de. MORAIS, Artur Gomes de. FERREIRA, Andréa Tereza Brito. A relação entre alfabetização e letramento na Educação de Jovens e Adultos: questões conceituais e seus reflexos nas práticas de ensino e nos livros didáticos. In. Alfabetizar letrando na EJA : fundamentos teóricos e propostas didáticas / organização: Telma Ferraz Leal, Eliana Borges Correia de Albuquerque, Artur Gomes de Morais. – Belo Horizonte : Autêntica Editora, 2013. – (Coleção Estudos em EJA)</div><div><br>BARDIN, Laurence. Análise de Conteúdo. Lisboa: Edições 70, 2004.</div><div><br>CAVALCANTE, João Roberto. SANTOS, Augusto César Cardoso dos. BREMM, João Matheus. LOBO, Andréa de Paula. MARCÁRIO, Eduardo Marques Macário. OLIVEIRA, Wanderson Kleber de. FRANÇA, Giovanny Vinícius Araújo&nbsp; de. COVID-19&nbsp; no&nbsp; Brasil:&nbsp; evolução&nbsp; da&nbsp; epidemia&nbsp; até&nbsp; a&nbsp; semana&nbsp; epidemiológica&nbsp; 20&nbsp; de&nbsp; 2020. <em>Epidemiol. Serv. Saúde, Brasília, 2020.</em></div><div>&nbsp;</div><div>FERRARI, Juliana Spinelli. "Papel dos pais na educação: a dimensão emocional da formação"; Brasil&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;Escola.&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Disponível&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; em: https://brasilescola.uol.com.br/psicologia/papel-dos-pais-na-educacao.htm. Acesso em 25 de agosto de 2020.</div><div><br>FERREIRA, Andréa Tereza Brito. ALBUQUERQUE, Eliana Borges Correia de. <em>Sílabas, sim! Método silábico, não!.</em>In. Alfabetizar letrando na EJA : fundamentos teóricos e propostas didáticas / organização: Telma Ferraz Leal, Eliana Borges Correia de Albuquerque, Artur Gomes de Morais. – Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2013. – (Coleção Estudos em EJA)</div><div>&nbsp;</div><div>FREIRE, Paulo. Educação e Mudança. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1989.</div><div><br>HOLANDA, Viviane Rolim de. PINHEIRO, Ana Karina Bezerra. PAGLIUCA, LoritaMarlenaFreitag. Aprendizagem na educação online: análise de conceito.RevBrasEnferm, Brasilia 2013.</div><div><br>MACIEL, Francisca Isabel Pereira. LÚCIO, Iara Silva. Os conceitos de alfabetização e letramento e os desafios da articulação entre teoria e prática. In: Alfabetização e letramento na sala de aula / organização: Maria Lúcia Castanheira, Francisca Izabel Pereira Maciel, Raquel Márcia Fontes Martins – Belo Horizonte: Autêntica/Ceale, 2008.</div><div><br>SOARES, Magda. Alfabetização e letramento: caderno do professor / Magda BeckerSoares; Antônio Augusto Gomes Batista. Belo Horizonte:Ceale/FaE/UFMG, 2005.</div><div><br>&nbsp;</div><div><br>&nbsp;</div><div><strong><br>Texto 04</strong>:<strong>&nbsp; Avaliação Diagnóstica</strong></div><div><em><br>Autor: </em><a href="http://www.ceale.fae.ufmg.br/app/webroot/glossarioceale/autor/gladys-rocha"><em>Gladys Rocha</em></a><em>,</em></div><div><em><br>Instituição: </em><a href="http://www.ceale.fae.ufmg.br/app/webroot/glossarioceale/universidade/universidade-federal-de-minas-gerais-ufmg-faculdade-de-educacao-centro-de-alfabetizacao-leitura-e-escrita-ceale"><em>Universidade Federal de Minas Gerais-UFMG / Faculdade de Educação / Centro de Alfabetização, Leitura e Escrita-CEALE</em></a><em>,</em></div><div><br>Um conjunto expressivo da literatura denomina diagnóstica a avaliação realizada no início de determinado momento da escolaridade, visando à apreensão de aprendizagens relativas a processos e/ou percursos anteriores. Nessa acepção, a <em>avaliação diagnóstica</em> tem o objetivo de auxiliar no delineamento de pontos de partida de processos de ensino.</div><div><br>No discurso pedagógico, a <em>avaliação diagnóstica</em> tem sido também tratada como sinônimo de <em>avaliação formativa.</em> Nessa perspectiva, ela é entendida também como a avaliação que ocorre ao longo dos processos de ensino e aprendizagem, visando a sua regulação. Ou seja, a <em>avaliação diagnóstica</em> pode ser entendida como aquela que verifica se o aluno aprendeu aquilo que lhe foi ensinado, a fim de identificar dificuldades de aprendizagem a serem superadas. Assim dimensionada, a <em>avaliação diagnóstica</em> (formativa) tem a função de orientar o ensino, o (re) planejamento do trabalho desenvolvido em sala de aula, com foco na aprendizagem do aluno.</div><div><br>É importante observar que, em ambas as possibilidades interpretativas, a <em>avaliação diagnóstica</em> é um instrumento da interação pedagógica que tem como foco parte de um percurso da aprendizagem, visando à delimitação de pontos de partida e/ou de retomada para o ensino. Para ser qualificada como diagnóstica, uma avaliação precisa privilegiar os processos de ensino e aprendizagem e não a indicação de notas, classificações ou hierarquizações. À <em>avaliação diagnóstica</em> caberia contribuir para a identificação de habilidades e/ou competências que o aluno já domina, auxiliando na apreensão daquilo que precisa ser ensinado. Na concepção diagnóstica de avaliação, a apreensão de dificuldades de aprendizagem, visa à delimitação de&nbsp;</div><div>&nbsp;<br><br></div><div>&nbsp;<br><br></div><div>&nbsp;<br><br></div><div>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;&nbsp;<br><br></div><div>&nbsp;| <strong>LÍNGUA PORTUGUESA 2ºAno Ensino Fundamental</strong><br> | <strong>1º Bimestre</strong><br> | <strong>Considerando a necessidade de retomada das habilidades trabalhadas no ano de 2020, sugerimos que seja realizada atividades usando as seguintes habilidades do 1º ano.</strong><br> | <strong>Campos de Atuação</strong> | <strong>Prática de Linguagem</strong> | <strong>Objetos de Conhecimento</strong> | <strong>Conhecimento Prévio</strong> | <strong>Habilidades</strong><br> | TODOS OS CAMPOS DE ATUAÇÃO &nbsp; | Análise<br> linguística/semiótica<br> (Alfabetização) &nbsp; | Conhecimento do alfabeto do português<br> do Brasil | <strong>(EI01TS02)</strong> Traçar marcas gráficas, em<br> diferentes suportes, usando instrumentos riscantes e tintas. <strong>(EI02EF09)</strong> Manusear diferentes instrumentos e suportes de escrita para desenhar, traçar letras e outros sinais gráficos. | <strong>&nbsp; (EF01LP0</strong>4) Distinguir as letras do alfabeto de outros sinais gráficos.&nbsp; &nbsp;<br> | <strong>Sugestão Pedagógica: </strong>Essa aprendizagem é complementar às habilidades de leitura, sobretudo dos textos do Campo da vida cotidiana, por meio das quais os estudantes percebem o uso das letras, dos números, dos símbolos e aprendem a diferenciá-los. Link: <a href="https://bit.ly/34LcCUy">https://bit.ly/34LcCUy</a>;&nbsp; Link: <a href="https://bit.ly/32ureoN">https://bit.ly/32ureoN</a>;&nbsp; Link: <a href="https://bit.ly/3b0VlIe">https://bit.ly/3b0VlIe</a><br> | TODOS OS CAMPOS DE ATUAÇÃO &nbsp; | Análise<br> linguística/semiótica<br> (Alfabetização) | Construção do sistema<br> alfabético e da<br> ortografia &nbsp; | <strong>(EI03TS03)</strong> Reconhecer as qualidades do som (intensidade, duração, altura e timbre), utilizando-as em suas produções sonoras e ao ouvir músicas e sons. | <strong>&nbsp;(EF01LP06)</strong> Segmentar oralmente palavras em sílabas.&nbsp; <br> | <strong>Sugestão Pedagógica: </strong>Aprendizagem complementar que pode ser articulada aos textos poéticos, por exemplo.&nbsp; <strong>Link:</strong><a href="https://bit.ly/34LcCUy">https://bit.ly/34LcCUy</a>; <strong>Link:</strong><a href="https://bit.ly/3b0VETo">https://bit.ly/3b0VETo</a> <br> | <strong>Campos de Atuação</strong> | <strong>Prática de Linguagem</strong> | <strong>Objetos de Conhecimento</strong> | <strong>Conhecimento Prévio</strong> | <strong>Habilidades</strong><br> | TODOS OS CAMPOS DE ATUAÇÃO &nbsp; | Análise<br> linguística/semiótica<br> (Alfabetização) | Segmentação de<br> palavras/Classificação<br> de palavras por<br> número de sílabas | <strong>(EI03EF03)</strong> Escolher e folhear livros, procurando orientar-se por temas e ilustrações e tentando identificar palavras conhecidas. <strong>(EI02EF09)</strong> Manusear diferentes instrumentos e suportes de escrita para desenhar, traçar letras e outros sinais gráficos. | <strong>(EF01LP12)</strong> Reconhecer a separação das palavras, na escrita, por espaços em branco.&nbsp; &nbsp;<strong>&nbsp;</strong><br>&nbsp;| <strong>Sugestão Pedagógica: </strong>A segmentação é uma especificidade da escrita e é por meio da leitura dos textos, sobretudo dos textos poéticos que podem ser memorizados e podem ser lidos ajustando a pauta oral ao texto escrito, que os estudantes percebem esse espaço entre as palavras. Portanto, essa aprendizagem deve ser articulada à leitura desses textos. <strong>Link:</strong><a href="https://bit.ly/34LcCUy">https://bit.ly/34LcCUy</a>;&nbsp; &nbsp;<strong>Link: </strong><a href="https://bit.ly/34Hn8fE">https://bit.ly/34Hn8fE</a><br> | <strong>HABILIDADE DO 2º ANO</strong><br> | <strong>Campos de Atuação</strong> | <strong>Prática de Linguagem</strong> | <strong>Objetos de Conhecimento</strong> | <strong>Conhecimento Prévio</strong> | <strong>Habilidades</strong><br> | CAMPO DAS PRÁTICAS DE ESTUDO E PESQUISA | Leitura/escuta (compartilhada e<br> autônoma) | Pesquisa | &nbsp; | <strong>(EF02LP21)</strong> Explorar, com a mediação do professor, textos informativos de diferentes ambientes digitais de pesquisa, conhecendo suas possibilidades.<br> | <strong>Sugestão Pedagógica: </strong>Expectativa de fluência importante para a formação dos leitores e que lhes possibilitarão ampliar, também, suas práticas de letramento digital. Propor o estudo dos mais diversos textos em ambientes digitais, como revistas, jornais e blogs específicos para o público infantil. O objetivo é a explorar recursos específicos do meio digital: hiperlinks, organização das informações e outros recursos específicos de cada site ou ferramenta. <strong>Link:</strong><a href="https://bit.ly/34LcCUy">https://bit.ly/34LcCUy</a></div><div><br>Estratégias voltadas à sua superação e não à produção de classificações ou hierarquias de excelência.</div><div><br>No âmbito da alfabetização, a <em>avaliação diagnóstica</em> (formativa) constitui instrumento essencial para os processos de ensino e aprendizagem da palavra escrita, uma vez que é o diagnóstico que permite identificar os estágios de aprendizagem dos alunos em leitura e em escrita, visando à delimitação das intervenções mais adequadas. Para possibilitar, ao professor, distinguir percursos de aprendizagem em leitura e em escrita, o diagnóstico deve conter atividades de escrita voltadas à apreensão do estágio em que cada aluno se encontra (pré-silábico; silábico; silábico-alfabético; alfabético, etc.), tanto na escrita de palavras, como de frases ou outros textos. Deve, também, apresentar atividades que permitam identificar percursos de leitura, especialmente no que tange à capacidade de decodificação: leitura silabada, com ou sem recuperação do sentido do que foi dado a ler; decodificação com fluência e recuperação de sentido; leitura restrita ao nível da palavra, mas com recuperação do significado; leitura fluente e vários níveis de compreensão, entre outras possibilidades, com foco em contextos específicos de ensino/aprendizagem e/ou à trajetória de um aluno ou turma.</div><div><strong><br>Verbetes associados:</strong> <a href="http://www.ceale.fae.ufmg.br/app/webroot/glossarioceale/verbetes/avaliacao-externa">Avaliação Externa</a>, <a href="http://www.ceale.fae.ufmg.br/app/webroot/glossarioceale/verbetes/descritor-de-competencia-ou-habilidade">Descritor (de competência ou habilidade)</a>, <a href="http://www.ceale.fae.ufmg.br/app/webroot/glossarioceale/verbetes/matriz-de-referencia">Matriz de referência</a></div><div><strong><br>Referências bibliográficas:</strong></div><div><a href="http://www.ceale.fae.ufmg.br/app/webroot/glossarioceale/referencia/perrenoud-p-n-o-mexa-na-minha-avalia-o-uma-abordagem-sist-mica-da-mudan-a-in-avalia-o-da-excel-ncia-regula-o-das-aprendizagen-entre-duas-l-gicas-porto-alegre-artmed-1999-p-145-168-"><br>PERRENOUD, P. Não mexa na minha avaliação! Uma abordagem sistêmica da mudança. In: —. Avaliação: da excelência à regulação das aprendizagem - entre duas lógicas. Porto Alegre: Artmed, 1999. p. 145-168.</a></div><div>&nbsp;<br><br></div><div>&nbsp;<br><br></div><div><strong>&nbsp;<br></strong><br></div><div>&nbsp;<br><br></div><div>&nbsp;<br><br></div><div>&nbsp;<br><br></div><div><br>&nbsp;</div><div>&nbsp;<br><br></div><div>er? Texto 02: Alfabetização e parceria com a família: como fazer em tempos de pandemia? Texto 03: alfabetização de crianças em tempo de pandemia e aulas remotas: o que dizem e fazem os (as) professores (as)? Resumo Texto 04: Avaliação Diagnóstica&nbsp; &nbsp; &nbsp; <em>Autor: </em><a href="http://www.ceale.fae.ufmg.br/app/webroot/glossarioceale/autor/gladys-rocha"><em>Gladys Rocha</em></a><em>,</em>&nbsp; &nbsp; &nbsp;&nbsp;</div><div><br></div><div><strong><br></strong><br></div><div><strong>&nbsp;<br></strong><br></div><div><br><strong>&nbsp;</strong></div><div><strong><br>Texto 01:Alfabetização em tempos de coronavírus: como fazer?</strong></div><div><strong><br>Saiba como os alfabetizadores podem orientar as famílias das crianças que estão no ciclo de alfabetização durante o tempo de isolamento social</strong></div><div><br>Mara Mansani</div><div>&nbsp;</div><div>Aulas suspensas, férias ou recesso, isolamento social, o desafio da Educação a distância, uso das tecnologias, acesso à internet, as desigualdades sociais, a necessidade de aprendizagem das crianças, as dificuldades dos pais... Nossa! É muita informação para processar. Não é isso que você está pensando ou sentindo? Mas, calma, estamos todos juntos e vivendo essa situação inédita, nunca antes imaginada por nós, professores, e todo o mundo. É normal que estejamos assim.</div><div>Agora, você pode se perguntar: o que podemos fazer nesse momento? Primeiro: se acalmar, procurar manter uma rotina saudável e o mais normal possível em casa, prevendo momentos de leitura, de atividade física, de relaxamento. Além das atividades normais da família, fazer o isolamento social, ficar atento a notícias falsas e se cuidar evitando o contágio do coronavírus.</div><div>Mas o que podemos fazer pelos nossos alunos na alfabetização? Como orientá-los na continuidade dos estudos para que mantenham a rotina de estudos e se preparando para a volta, mesmo que ela possa demorar mais do que pensamos? Penso que para isso precisamos orientar as famílias a criar uma rotina de estudos para suas crianças. Podemos usar os meios de comunicação disponíveis, mas, antes, precisamos levar em conta alguns pontos:</div><div>●&nbsp; &nbsp; &nbsp;A casa não é escola. Não espere que a família se comporte como uma sala de aula;</div><div>●&nbsp; &nbsp; &nbsp;Pais e responsáveis não são professores. Tenha paciência com eles. Use uma linguagem que compreendam. Proponha atividades que sejam possíveis deles aplicarem com os alunos;&nbsp;</div><div>●&nbsp; &nbsp; &nbsp;Tempo de estudo escolar não é o mesmo tempo da vida em família. Quatro ou cinco horas de estudo ou mais é só na escola. Lembre-se: muitos responsáveis podem estar trabalhando remotamente em suas casas.&nbsp;</div><div>●&nbsp; &nbsp; &nbsp;As crianças precisam de acompanhamento;&nbsp;</div><div>●&nbsp; &nbsp; &nbsp;Nem todos têm acesso e/ou familiaridade com as tecnologias. Nem mesmo nós, professores, sabemos lidar sempre com essas novidades tecnológicas. Por isso, use a criatividade e procure aprender com algum colega para que possa orientar da melhor maneira possível as famílias. Peça ajuda a coordenação pedagógica de sua escola e monte grupos de estudo, por exemplo, entre colegas professores;</div><div>●&nbsp; &nbsp; &nbsp;Não somos professores as 24 horas do dia. Faça combinados com o grupo das famílias. De tempo, de devolutiva. Preserve seu tempo pessoal, mas se for necessário abra alguma exceção;&nbsp;</div><div>●&nbsp; &nbsp; &nbsp;Aproveite os diversos e muitos materiais já produzidos, gratuitos e disponibilizados na internet por instituições e profissionais da Educação. Os materiais de NOVA ESCOLA para apoio do professor nesse período de quarentena, por exemplo, estão reunidos nessa página (https://novaescola.org.br/subhome/171/coronavirus);</div><div>●&nbsp; &nbsp; &nbsp;Proponha atividades explorando diferentes linguagens. Explore o lúdico e, quando possível, atividades criativas;</div><div>●&nbsp; &nbsp; &nbsp;Use as ferramentas de comunicação disponíveis, se possível de livre acesso. Crie materiais escritos, em</div><div>●&nbsp; &nbsp; &nbsp;vídeos e ou áudios, para orientação aos responsáveis pelos estudantes;</div><div>●&nbsp; &nbsp; &nbsp;Sugira o uso de materiais comuns que os alunos possam ter em casa ou acesso virtual. Nos escritos evite, por exemplo, arquivos pesados (grave em PDF) e dê preferência para materiais que não exijam impressão colorida. Pense preferencialmente em propostas que possam ter o formato adaptado pelas famílias;</div><div>●&nbsp; &nbsp; &nbsp;Procure propor atividades que levam a autonomia das crianças e, na alfabetização, que levem a reflexão sobre o sistema de escrita alfabética;&nbsp;</div><div>&nbsp;</div><div>Veja minha sugestão de plano de estudos para contribuir com a alfabetização das crianças em casa. A proposta está com uma linguagem que os responsáveis possam entender. Mas não esqueça de mandar antes uma mensagem a eles dizendo sobre a importância dos estudos, do papel deles nesse momento, que principalmente tenham paciência e calma com as crianças. Lembre-se de dizer que juntos nós podemos enfrentar melhor esse momento complicado.&nbsp;</div><div>No plano de estudos abaixo procurei propor também atividades que as crianças estão familiarizadas e que fazem parte do currículo na alfabetização, de acordo com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC). São atividades de leitura, oralidade e escrita, mas você pode acrescentar atividades de outros componentes curriculares. Fique à vontade para adaptar o plano de acordo com as necessidades de aprendizagem dos seus alunos ou para alunos de outros anos.&nbsp;</div><div>&nbsp;</div><div>&nbsp;</div><div>&nbsp;</div><div><br></div><h1>Atividade 1: leitura de livros de literatura infantil</h1><div>Quando a família lê com a criança vai contribuindo na sua formação do leitor. Assim, ela vai pegando gosto em ler, vai ampliando seu repertório cultural, seu vocabulário, entre tantas outras coisas em sua aprendizagem, mas principalmente vai estabelecendo relações de afetividade e de amor. Na leitura em família todos ganham.</div><div>Na internet há vários sites com acesso gratuito a livros virtuais. Veja alguns deles (escolha um livro por vez para a leitura):</div><div>&nbsp;</div><div><a href="https://www.euleioparaumacrianca.com.br/"><strong>PROGRAMA "LEIA PARA UMA CRIANÇA" DO ITAÚ SOCIA</strong></a><strong>L</strong> (Link de acesso: https://www.euleioparaumacrianca.com.br/)</div><div>&nbsp;<br><br></div><div><a href="https://www.euleioparaumacrianca.com.br/">MALALA, A MENINA QUE&nbsp; QUERIA IR PARA A ESCOL</a>A<br><br></div><div><a href="https://www.euleioparaumacrianca.com.br/">AS BONECAS DA VÓ MARIA<br></a><br></div><div><a href="https://www.euleioparaumacrianca.com.br/">MEU AMIGO ROBÔ<br></a><br></div><div><a href="https://www.euleioparaumacrianca.com.br/">A CANÇÃO DOS PÁSSAROS AZIZI, O MENINO VIAJANTE A MENINA DAS ESTRELAS PODE SER<br></a><br></div><div><a href="https://www.euleioparaumacrianca.com.br/">CHAPEUZINHO VERMELHO A BICICLETA VOADORA ENTRE SONHOS E DRAGÕE</a>S<a href="https://www.euleioparaumacrianca.com.br/"> O CABELO DA MENINA<br></a><br></div><div><a href="https://www.euleioparaumacrianca.com.br/">O SÉTIMO GATO<br></a><br></div><div><a href="https://www.euleioparaumacrianca.com.br/">O MENINO E O FOGUET</a>E<br><br></div><div><a href="http://espacodeleitura.labedu.org.br/livros/"><strong><br>ESPAÇO DE LEITUR</strong></a><strong>A </strong>(Link de acesso: <a href="http://espacodeleitura.labedu.org.br/livros/">http://espacodeleitura.labedu.org.br/livros/</a>)<br><br></div><div><br>Apresenta o texto escrito para a leitura, tem a história em áudio e em formato de vídeo. O site disponibiliza um jogo interativo sobre a história e há orientações para pais e educadores.<br><br></div><div><strong><br>&nbsp;LEITURA DE CONTOS DE LITERATURA INFANTIL<br></strong><br></div><div><br>Coletânea de contos organizados por temáticas por NOVA ESCOLA. Acesse o link (https://novaescola.org.br/guias/854/contos) e leia um dos contos. Escolha um para a sua leitura.<br><br></div><h1>Atividade 2: leitura de listas</h1><div>A criança deve receber uma lista para a leitura com nomes dentro de um mesmo tema. Por exemplo: nomes de frutas, de brincadeiras, de pessoas da família, de salgadinhos e doces para uma festa de aniversário, de roupas de frio, de animais Veja abaixo algumas sugestões.</div><div><br></div><div><br>As listas com palavras misturadas sem um tema definido não são adequadas nesse momento, pois quando as crianças estão aprendendo a ler, vão levantando hipóteses e ideias sobre o que está escrito. Isso significa que 🤬 complicado quando essa escrita não apresenta pistas claras sobre o que pode estar escrito. Sem contar que em nosso dia a dia não encontramos listas assim.</div><div><br>Já as <strong>listas com o mesmo tema </strong>oferecem muita reflexão quanto à escrita, ou seja, faz a criança pensar sobre como as palavras são escritas e consequentemente contribuem na leitura. Ao apresentar à criança uma lista com nomes de animais, você pode dizer: “Essa é uma lista com nomes de animais. Quais os nomes de animais você acha que estão escritos? Qual nome de animal você conhece que começa com a letra m ou má? Veja que tem nomes que iniciam com a mesma letra, mas que as outras letras são diferentes. Tente ler sozinho, pensando na forma da escrita da palavra. O nome que conseguir ler marque com o lápis e mostre”. Essas são algumas perguntas que podem ajudar os pais.</div><div>&nbsp;</div><h1>Atividade 3: leitura de texto de memória (parlenda)</h1><div>Na infância aprendemos vários “versinhos” que acabamos decorando. Muitos deles são parlendas. Esses tipos de texto são úteis para a compreensão das crianças em relacionar a fala e a escrita. Leia com a criança indicando com o dedo onde estão lendo. Depois peça que ela também indique. Peça que encontrem e circulam na parlenda pelo menos umas três palavras que você ditar. Ao fazer esse ajuste do falado e o escrito, vão aprendendo e desenvolvendo a leitura.</div><div><br>Veja abaixo alguns exemplos de parlendas para a leitura.<br><br></div><div><br></div><div>&nbsp;</div><div><br>Você pode encontrar mais parlendas para atividade de leitura e escrita de texto de memória (Link de acesso: https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/WpNHZ6ND2N7z3ffHenh4SrFYPpwUyKUU43eNFRpcNjDejvCgMybJzN5RzEDw/textos-ler-escrever.pdf).<br><br></div><div><strong>&nbsp;Atividade 4: leitura de poemas</strong></div><div><strong>&nbsp;</strong><a href="https://www.escrevendoofuturo.org.br/arquivos/7931/coletanea-poemas.pdf">Outra boa opção para os alunos do ciclo de alfabetização é a leitura de poemas.Nesta coletânea de poemas (veja aqui:&nbsp; https://www.escrevendoofuturo.org.br/arquivos/7931/coletanea-poemas.pdf), há uma série de textos interessantes para a faixa etária. Escolha e compartilhe um dos poemas</a> com a turma.</div><div>&nbsp;</div><div><strong>Atividade 5: música para cantar o alfabeto</strong></div><div><strong>&nbsp;</strong>Para crianças que ainda não identificam as letras do alfabeto, proponha brincadeiras que explorem o alfabeto, que alinhem oralidade e leitura. Uma boa dica nesse sentido é recitar e ou cantar “suco gelado” fazendo a leitura do alfabeto.</div><div>&nbsp;</div><div><br></div><div>&nbsp;</div><h1>Atividades 6 e 7: escrita de listas e parlendas</h1><h1>Oriente a criança a escrever listas de nomes. Veja abaixo alguns temas para escrita. Não se preocupe se ela escrever “faltando alguma letra” ou mesmo que ainda não saibam quais as letras, pois é pensando sobre como escrever que elas vão aprendendo. Ajude-as fazendo perguntas do tipo: “qual letra começa esse nome?”, “qual o som?” e “termina com qual letra?”.</h1><div><br>Faça o mesmo caminho para a escrita de parlendas para criança. Vá com ela fazendo ajustes para que a escrita chegue na forma correta, que chamamos de alfabética, mas sem corrigir riscando a palavra ou repreendendo a criança.</div><div><strong><br>Sugestões de listas:<br></strong><br></div><div>NOMES DAS PESSOAS DA FAMÍLIA NOMES DE JOGOS E BRINCADEIRAS<br><br></div><div>NOMES DE SOBREMESAS PARA COMER EM FAMÍLIA NOMES DE CIDADES<br><br></div><div>NOMES DE FLORES<br><br></div><div>NOMES DE PRESENTES PARA CRIANÇAS ROUPAS PARA UMA VIAGEM NO VERÃO NOMES DE COLEGAS DA TURMA COMPRAS DA FAMÍLIA<br><br></div><div>NOMES DE LUGARES QUE VOCÊ GOSTARIA DE CONHECER<br><br></div><div><br>E vocês, queridos professores? Estão orientando seus alunos no estudo em casa? Como isso está sendo feito? O que vem dando certo? Quais são as dificuldades? Conte aqui nos comentários e compartilhe suas experiências com a alfabetização nesse momento de crise do coronavírus.<br><br></div><div>Um grande abraço e até a próxima! E não se esqueçam: estamos todos juntos! Mara<br><br></div><div><em><br>Professora há quase 30 anos, lecionou em vários segmentos, da Educação Infantil ao 5º ano do Ensino Fundamental, passando também pela Educação de Jovens e Adultos (EJA). Em 2006, teve dois projetos de Educação Ambiental para o Ensino Básico publicados pela ONG WWF, no livro “Muda o Mundo, Raimundo”. Em 2014, recebeu o Prêmio Educador Nota 10, da Fundação Victor Civita, na área de Alfabetização, com o projeto Escrevendo com Lengalenga.</em></div><div>&nbsp;</div><div>Texto retirado: <strong>Endereço da página: </strong><a href="https://novaescola.org.br/conteudo/19044/alfabetizacao-em-tempos-de-coronavirus-como-fazer">https://novaescola.org.br/conteudo/19044/alfabetizacao-em-tempos-de-coronavirus-como</a>-<a href="https://novaescola.org.br/conteudo/19044/alfabetizacao-em-tempos-de-coronavirus-como-fazer"> fazer</a></div><div>Publicado em NOVA ESCOLA 13 de Abril | 2020</div><div>&nbsp;</div><div>&nbsp;</div><div>&nbsp;</div><div>&nbsp;</div><div><br><br></div><div>&nbsp;<br><br></div><div>&nbsp;</div><div><br><strong>&nbsp;</strong></div><div><strong><br>Texto 02</strong>:<strong> Alfabetização e parceria com a família: como fazer em tempos de pandemia?</strong></div><div><strong><br>Incentivar a participação dos pais e responsáveis pode colaborar com a aprendizagem dos pequenos nesse período.</strong></div><div><br>Mara Mansani</div><div><br>Como professores, estamos vivendo tantas coisas inéditas e tão diferentes na educação nessa época de pandemia. E quantas coisas! Muitas delas, meses atrás, diríamos talvez ser impossíveis de acontecerem, mas agora elas vêm impactando nosso trabalho e até mesmo a nossa vida pessoal.<br><br></div><div><br>Em uma das redes que atuo como professora, a de Educação do Estado de São Paulo, venho participando de formações e outras reuniões pedagógicas, de alinhamento de ações com mais de 100 mil professores ao mesmo tempo, todos conectados! Incrível, não é mesmo? Quem diria que isso seria possível. A questão não é somente a quantidade de pessoas reunidas, mas a possibilidade da formação online.<br><br></div><div><br>Outro fato: formar professores para o uso de tecnologia como ferramenta de apoio e de desenvolvimento da aprendizagem, em tão pouco tempo, alguns meses apenas, também é impressionante. Muitas dessas formações são iniciativas dos próprios professores em compartilhamento de saberes.<br><br></div><div><br>Logicamente que com tanta desigualdade na Educação em nosso país, nem todos puderam ter acesso, mas a realidade nos mostra objetivamente que é possível fazer grandes ações pela Educação. Não só em momentos que pedem urgência como agora, mas sim de forma planejada e coordenada. Isso depende de políticas públicas de formação, de implementação da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), de investimentos (atenção ao FUNDEB) na Educação, entre tantas coisas.&nbsp;<br><br></div><div><br>Mas há algo que faz parte desse rol de “coisas difíceis” de acontecer, mas que vem acontecendo e que tem a ver com nossa ação direta como professores e que de certa forma também faz parte de algumas crenças.<br><br></div><div><strong><br>O trabalho conjunto: família e professores<br></strong><br></div><div><br>Muitas vezes não acreditamos no potencial dessa parceria e ficamos repetindo que isso não funciona, que as famílias não querem saber de nada, que não se preocupam com a aprendizagem dos filhos e por aí vai. Mas nesse período de estudo domiciliar, não só os professores estão mostrando seu valor, compromisso e engajamento pela aprendizagem das nossas crianças, jovens e adolescentes, as famílias também vêm dando o seu melhor, em um trabalho conjunto de se admirar.</div><div><br>Sei que não são todas, mas com certeza nunca houve um movimento tão grande e de tanto esforço e compromisso dessas famílias em nosso país. E olha que nunca estivemos tão juntos e presentes, família e professores, como agora em nosso distanciamento social.<br><br></div><div><br>Se estão acontecendo ações pela aprendizagem, se há continuidade de estudos, se nossos alunos continuam de alguma forma se desenvolvendo é porque a parceria de professores e famílias está acontecendo. Nem sempre fácil, mas ela vem surgindo e não podemos perder essa oportunidade de firmarmos nosso compromisso conjunto pela aprendizagem dos alunos.<br><br></div><div><br>Imaginem quando voltarmos, a importância da continuidade dessa parceria para darmos conta da aprendizagem de todos e ainda mais daqueles que não tiveram acesso a esse estudo por conta de tantas desigualdades socioeconômicas em nosso país.<br><br></div><div><strong>Como podemos aproveitar essa parceria pela alfabetização das nossas crianças?<br></strong><br></div><div><br>Penso que primeiramente estabelecendo um diálogo franco e aberto com os pais e responsáveis pelas crianças, deixando claro os papéis de cada um, orientando-os no desenvolvimento de cada atividade, na continuidade dos estudos agora no contexto familiar, tendo paciência, respeito e muita boa vontade!<br><br></div><div><strong>Na oralidade, leitura e escrita em casa, como os pais podem contribuir para a alfabetização?<br></strong><br></div><div><br>Fazendo com suas crianças leituras diárias de livros, contando histórias, aproveitando todos os momentos possíveis em casa para usarem a escrita de forma significativa, criando momentos de escuta familiar, pesquisando com as crianças, conversando sobre temas de importância para eles... enfim, criando na rotina familiar espaço e tempo para que essas práticas se tornem hábitos. Mas isso não acontece do nada, precisamos planejar ações de apoio e orientação a essas famílias.<br><br></div><div><br>Muitas coisas que acreditamos como naturais ou que devem acontecer por sua importância e necessidades no desenvolvimento das nossas crianças e sua aprendizagem precisam de incentivo, motivação, orientação e até mesmo de instruções básicas. Muitos pais não têm consciência disso, justamente porque muitos deles não vivenciaram na infância, ou não tiveram acesso, um estudo de qualidade que os dessem essa luz, a clareza desse entendimento.<br><br></div><div><br>Então, somos nós professores que podemos contribuir nesse processo de aprendizagem também dos pais e responsáveis.<br><br></div><div><br>Talvez vocês estejam pensando: “mas isso não é minha responsabilidade !”, mas dessa forma todos ganham, principalmente as crianças na aprendizagem e que com certeza refletirá no nosso trabalho como professores. Além disso, podemos fazer e contribuir também na construção de um mundo melhor, mais justo, ético e de colaboração de todos. Aliás, temos visto grandes exemplos nesse sentido!<br><br></div><div><br>Tenho vivido experiências maravilhosas, às vezes construídas com dificuldades, com as famílias de meus alunos. Até a reunião de pais e mestre virtual, por um aplicativo, foi bem bacana! Espero que vocês também tenham essa oportunidade como eu e muitos professores que conheço e venho conversando por todo o Brasil.<br><br></div><div><br>É hora de nos livrarmos de mais uma crença, desse mito, de que não é possível essa parceria. Se isso já vem acontecendo com você, querida professora e querido professor, conte aqui nos comentários, como tem vivido e o que tem feito para fortalecer e ampliar essa parceria.<br><br></div><div>Um grande abraço e estamos juntos! Até a próxima<br><br></div><div>&nbsp;Mara Mansani é professora há quase 30 anos, lecionou em vários segmentos, da Educação&nbsp; Infantil ao 5º ano do Ensino Fundamental, passando também pela Educação de Jovens e Adultos (EJA). Em 2006, teve dois projetos de Educação Ambiental para o Ensino Básico publicados pela ONG WWF, no livro “Muda o Mundo, Raimundo”. Em 2014, recebeu o Prêmio Educador Nota 10, da Fundação Victor Civita, na área de Alfabetização, com o projeto Escrevendo com Lengalenga.<br><br></div><div>Texto retirado: <strong>Endereço da página:</strong></div><div><a href="https://novaescola.org.br/conteudo/19447/alfabetizacao-e-parceria-com-a-familia-como-fazer-em-tempos-de-pandemia">https://novaescola.org.br/conteudo/19447/alfabetizacao-e-parceria-com-a-familia-como-fazer-em</a>-<a href="https://novaescola.org.br/conteudo/19447/alfabetizacao-e-parceria-com-a-familia-como-fazer-em-tempos-de-pandemia"> tempos-de-pandemia</a></div><div>Publicado em NOVA ESCOLA 06 de Julho | 2020</div><div>&nbsp;</div><div><strong><br>&nbsp;</strong></div><div><strong><br>&nbsp;</strong></div><div><strong><br>&nbsp;</strong></div><div><strong><br>&nbsp;</strong></div><div><strong><br>&nbsp;</strong></div><div><strong><br>&nbsp;</strong></div><div><strong><br>&nbsp;</strong></div><div><strong><br>&nbsp;</strong></div><div><strong><br>&nbsp;</strong></div><div><strong><br>&nbsp;</strong></div><div><strong><br>&nbsp;</strong></div><div><strong><br>&nbsp;</strong></div><div><strong><br>&nbsp;<br></strong><br></div><div><strong><br>&nbsp;<br></strong><br></div><div><strong><br>&nbsp;<br></strong><br></div><div><br>Texto 03:<strong> ALFABETIZAÇÃO DE CRIANÇAS EM TEMPO DE PANDEMIA E AULAS REMOTAS: O QUE DIZEM E FAZEM OS (AS) PROFESSORES (AS)? RESUMO<br></strong><br></div><div>Este trabalho busca discutir o que professores (as) de 1º ano ao 3º ano do primeiro ciclo do Ensino Fundamental I de escolas públicas de municípios do agreste de Pernambuco têm a dizer sobre as vivências e experiências de seu trabalho com a alfabetização no contexto de suspensão de aulas presenciais e realização de aulas remotas devido à pandemia de Covid-19 pela qual estamos passando. Sabemos da importância da alfabetização para a criança e da complexidade que envolve o processo de ensino- aprendizagem referente ao sistema notacional, ainda mais quando se é necessário que a alfabetização aconteça em meio a um distanciamento social pelo qual o nosso país está vivenciando. Por meio dos dados coletados, podemos perceber que não está sendo uma tarefa fácil para professores (as), alunos (as) e familiares e que essa nova realidade exige muitas adaptações. Notamos ainda que para que se tenha um êxito maior na aprendizagem dos (as) educandos(as) se faz necessária, mais do que nunca, a parceria entre família-escola.</div><div>&nbsp;</div><div><br>Palavras-chave: Alfabetização, Pandemia, Aulas Remotas.<br><br></div><div><br>&nbsp; <strong>INTRODUÇÃO<br></strong><br></div><div><br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Alfabetização é um termo de uso frequente e de simples compreensão no senso comum da maioria das pessoas como aponta Albuquerque (2007, p.11), ao dizer que “Definir o termo “alfabetização” parece ser algo desnecessário, visto que se trata de um conceito conhecido e familiar. Qualquer pessoa responderia que alfabetizar corresponde à ação de ensinar a ler e a escrever”.</div><div>No entanto, devemos ressaltar que a alfabetização não deve, ou não deveria, ser entendida apenas como o ato de ensinar e aprender a ler e a escrever. Assim como indica Paulo Freire (1989, p. 72), “Alfabetização é mais que o simples domínio mecânico de técnicas para escrever e ler. Com efeito, ela é o domínio dessas técnicas em termos conscientes. É entender o que se lê e escrever o que se entende”.</div><div>Assim, compreendemos que na sociedade letrada em que vivemos a alfabetização e sua importância na vida das pessoas é cada vez mais crucial e necessita ser trabalhada e vivenciada de forma mais significativa e proveitosa possível, o que gera o enfrentamento de desafios diversos por parte dos(as) professores(as) alfabetizadores(as). E, considerando o momento atual de suspensão de aulas presenciais e adoção de aulas remotas online, esse desafio tornou-se ainda mais complexo para os (as) docentes alfabetizadores(as), como também para os(as) próprios(as) estudantes e seus pais ou responsáveis.</div><div>Nesse sentido, o presente artigo tem como objetivo discutir um pouco o que têm a dizer professores(as) do 1º ao 3º ano do Ensino Fundamental I de escolas públicas do agreste de Pernambuco sobre como estão realizando seu trabalho com a alfabetização de seus(suas) educandos(as) diante do contexto educacional bastante diferenciado que estamos vivendo com a adoção das aulas e atividades escolares de forma remota.</div><div>A alfabetização é a apropriação do sistema de escrita, ou seja, a aprendizagem e utilização do alfabeto. É por meio da aprendizagem do alfabeto que a criança inicia sua jornada no mundo da leitura e vivencia experiências que apenas a leitura é capaz de proporcionar. A leitura e a escrita inserem a criança em diversas práticas sociais e a faz enxergar o mundo de forma mais dinâmica e viver com mais autonomia.</div><div>O termo alfabetização designa o ensino e o aprendizado de uma tecnologia de representação da linguagem humana, a escrita alfabético-ortográfica. O domínio dessa tecnologia envolve um conjunto de conhecimentos e procedimentos relacionados tanto ao funcionamento desse sistema de representação quanto às capacidades motoras e cognitivas para manipular os instrumentos e equipamentos de escrita. (SOARES, 2005, p.24)</div><div><br>A aprendizagem do sistema alfabético é um processo que passa por várias etapas, não acontece de forma descontextualizada e nem de forma rápida; exige paciência e dedicação por parte de professores (as) e alunos(as), pois ao iniciar o processo de conhecimento do sistema de escrita alfabético a criança se depara com um sistema notacional complexo. Logo, necessita que o(a) docente aproxime esse conhecimento do(a) estudante trazendo para sua realidade, aproximando de sua cultura, para que a compreensão desse sistema se torne significativa. A alfabetização já é um processo de aprendizagem complexo e desafiador para professores(as) e alunos(as) e tornou-se ainda mais com o cenário de distanciamento social que se instalou no Brasil em março de 2020.</div><div><br>No final do ano de 2019 o mundo foi surpreendido com a notícia de uma epidemia respiratória que havia começado na China e estava atingindo grande parte da população, que apresentavam sintomas de grau leve a grave. O mundo ficou atento ao desenvolvimento dessa epidemia que era causada por um vírus denominado o Novo Coronavírus. A disseminação da doença causada por este vírus, denominada Covid-19, foi crescendo e atingindo outros países. Assim, em 2020 essa enfermidade foi considerada uma pandemia, ou seja, uma doença que é capaz de atingir toda a população existente no planeta, pois aos poucos essa doença alcançou todos os países.</div><div>Em dezembro de 2019, a cidade de Wuhan, localizada na província de Hubei, na China, vivenciou um surto de pneumonia de causa desconhecida.Em janeiro de 2020, pesquisadores chineses identificaram um novo coronavírus (SARS-CoV-2) como agente etiológico de uma síndrome respiratória aguda grave, denominada doença do coronavírus 2019, ou simplesmente COVID-19 (Coronavírus Disease – 2019). (CAVALCANTE ET. AL., 2020, p. 02)</div><div><br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Em fevereiro de 2020 foi diagnosticado o primeiro caso de Covid-19 no Brasil e em 18 de março diversas atividades foram suspensas. inclusive as aulas presenciais. Com a suspensão das aulas presenciais as escolas tiveram que se reinventar e encontrar formas de levar o conhecimento aos(as) estudantes mesmo diante do distanciamento social, e assim, continuar com o processo de ensino-aprendizagem.&nbsp;<br><br></div><div><br>As discussões em torno dessa nova pauta foram aumentando ao passo que o distanciamento era sugerido pelos especialistas a fim de conter a disseminação do vírus. As crianças passaram então a ser assistidas pela escola através de aulas online, vídeoaulas, apostilas entre outras ferramentas que foram e estão sendo utilizadas para amenizar o efeito da pandemia na escolarização das crianças, aulas estas que estão sendo chamadas de aulas remotas.<br><br></div><div><br>As aulas remotas fazem com que o ensino se torne mais complexo; devido a distância e a falta de recursos, os (as) professores (as) usam os meios que podem e que sejam capazes de alcançar o maior número de crianças. Dessa forma, reconhecemos que se a alfabetização não é um processo fácil tão pouco se tornará sendo realizado à distância. As aulas remotas ou online que acontecem, muitas vezes, por meio da internet já eram um recurso utilizado por universidades e cursos de ensino superior ou técnico, mas não era de domínio de alunos (as) e professores (as) da educação básica; estes tiveram que se adaptar as novas ferramentas e novas formas de se relacionar nesse novo contexto.<br><br></div><div><br>Os (As) professores (as) tentam subsidiar as crianças da forma que podem, porém precisam da ajuda primordial da família ou dos responsáveis por esses educandos (as). É por meio da família que os (as) professores (as) pretendem conseguir alfabetizar as crianças de forma satisfatória. Criando-se, assim, outro desafio aos (as) doentes, pois, &nbsp; em grande parte dos casos, os familiares trabalham, estão ocupados ou não conseguem repassar para as crianças as informações por não ter, muitas vezes, uma formação necessária para prestar essa assistência.<br><br></div><div><strong>&nbsp;METODOLOGIA</strong></div><div><br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Nossa metodologia desenvolveu-se por meio da elaboração, através do Google Forms, e divulgação por meio de WhatsApp, de questionários, sobre o tema abordado, com professores (as) do 1º ao 3º ano do Ensino Fundamental de escolas públicas do agreste de Pernambuco. Delimitamos esses sujeitos por considerarmos que estavam atuando na etapa do ciclo de alfabetização e, assim, atenderem melhor aos nossos objetivos nesse trabalho.<br><br></div><div>No total, recebemos a devolutiva de 14 questionários, dos quais, selecionamos para análise mais detalhada as respostas de 3 professores (as) do 1º ano,3 professores (as) do 2º ano, e 3 professores(as) do 3ºano por as considerarmos mais completas e relacionadas aos temas aqui abordados e também para ficar uma quantidade mais equilibrada de sujeitos e respostas. Os colaboradores de nosso breve estudo serão identificados como P. (de professor/a) e o número de suas ordens de resposta, a fim de não comprometermos a identidade de nenhum sujeito.</div><div>Para a análise dos dados coletados optamos por nos apoiar na Análise de Conteúdo de Bardin (2004), que segundo a autora,</div><div>[...] trata-se de um conjunto de técnicas de análise das comunicações visando obter por procedimentos sistemáticos e objetivos de descrição do conteúdo das mensagens, indicadores (quantitativos ou não) que permitam a inferência de conhecimentos relativos às condições de produção/recepção (variáveis inferidas) destas mensagens (BARDIN, 2004, p. 37).</div><div><br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Nesse sentido, com essa perspectiva de análise das mensagens presentes nas respostas dos (as) docentes nos foi possibilitado a criação de categorias para facilitar nossa compreensão sobre as questões e temas aqui propostos.<br><br></div><div><strong>RESULTADOS E DISCUSSÃO<br></strong><br></div><div><br>A partir das respostas aos questionários, após uma análise inicial, organizamos os dados em cinco categorias, quais sejam: Alfabetização, Recursos Docentes, Dificuldades, Benefícios, Devolutiva/Evolução.</div><div><br>Com relação à primeira categoria, Alfabetização, os(as) docentes a definiram como a aprendizagem de leitura e escrita, do sistema alfabético e ortográfico e destacaram a sua importância fundamental para a vida em sociedade, como podemos&nbsp; ver nos trechos abaixo:</div><div><em>A alfabetização deve ser vista como prioridade no processo de ensino- aprendizagem, pois trata-se do alicerce para uma sociedade mais&nbsp; igualitária. (P.5).</em></div><div><em>Processo de ensino-aprendizagem que favorece o desenvolvimento de habilidades de leitura e escrita.(P.9).</em></div><div><em><br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; </em>Nesse sentido, podemos ver que as respostas dos(as) docentes coadunam com o que nos dizem Albuquerque, Morais e Ferreira (2013, p. 18, grifos dos autores) ao conceber a “<em>alfabetização </em>como o processo de apropriação da escrita alfabética,&nbsp; ou seja, a compreensão, por parte dos sujeitos, dos princípios que regem esse sistema notacional”.</div><div><br>As falas se relacionam também ao que apontam Maciel e Lúcio (2008, p.16) ao indicarem que “O ato de ensinar a ler e escrever, mais do que possibilitar um simples domínio de uma tecnologia, cria condições para a inserção do sujeito em práticas sociais de consumo e produção de conhecimento e em diferentes instâncias sociais e políticas”.</div><div><br>Quanto à segunda categoria, que abarca os Recursos Docentes, os mais citados foram internet, vídeo aulas, apostilas, WhatsApp, You Tube e Google Classroom, como podemos ver nas respostas seguintes:</div><div><em><br>Vídeos chamadas, grupos no Whatsapp, Google sala de aula e chamadas de voz, sabendo que não está disponível para todos, pois infelizmente nem todos tem acesso as ferramentas adequadas. (P.5)</em></div><div><em>Através de vídeoaula e aulas online, trabalhando com leituras simples, livros paradidáticos, estudo de todas as famílias silábica, leitura de imagem, material de fichas de leitura e leitura coletiva e individual online. (P.8).</em></div><div><em><br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; </em>Diante do exposto, vemos a relação dessas respostas e dos recursos usados pelos(as) docentes no contexto de pandemia com o que indicam Holanda, Pinheiro e Pagliuca (2013) ao destacarem que<br><br></div><div>[...] essas ferramentas de comunicação promovem a interação e a colaboração porquanto facilitam a interconexão de uma série de pessoas com a finalidadede propiciar o fluxo de informação entre elas, e também a realização de trabalhos conjuntos. (HOLANDA; PINHEIRO; PAGLIUCA, 2013, p. 409)</div><div>&nbsp;</div><div>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Desse modo, tais ferramentas são muito úteis possibilitando assim, o desenvolvimento do trabalho dos(as) docentes em interação com seus(suas) educandos(as) mesmo a distância.</div><div>Uma terceira categoria surgida foi sobre as Dificuldades dos(as) docentes no desenvolvimento de suas atividades de alfabetização no contexto atual, e os principais destaques foram: falta de recursos como acesso a internet, o excesso de burocracia nos registros das aulas e a falta de paciência e participação dos responsáveis pelos(as) alunos(as) , como vemos na seguinte fala.</div><div><em><br>Excesso de burocratização do trabalho docente, que não implica em efetivamente retorno em termos de aprendizagem. Dependência da família para que as crianças tenham acesso ao material proposto, a falta de acesso a recursos tecnológicos por parte de algumas famílias, falta paciência muitas vezes dos familiares no acompanhamento dos processos, buscam sempre o caminho mais rápido, não os mais efetivos. (P. 1)</em></div><div><em><br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; </em>Nesse sentido, percebemos o papel crucial da família para o desenvolvimento da aprendizagem e, nesse contexto de pandemia em que a casa praticamente se tornou a escola, esse papel e sua importância tornam-se ainda mais indispensáveis, onde a família passa a ser o principal canal entre as crianças e as escolas e assim, a importância que esses pais ou responsáveis atribuem à escola e à educação de suas crianças é o reflexo de suas atitudes que podem favorecer ou não uma aprendizagem efetiva. Por esse viés, concordamos com Ferrari (2020) quando nos dizem que<br><br></div><div>Assim também acontece com relação à educação formal, a participação dos pais depende, antes de qualquer coisa, da relação que estes mesmo pais têm com o conhecimento. Pais que valorizam a formação científica e cultural tendem a influenciar positivamente a relação estabelecida entre os filhos e o processo de aprendizagem. (FERRARI, 2020, p. 01).</div><div><br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Na quarta categoria, dos Benefícios das aulas remotas em comparação às aulas presenciais, percebemos nas respostas dos(as) docentes que para a aprendizagem em si, as vantagens são poucas, porém, consideram o ponto positivo a proteção à saúde, como citados nos seguintes trechos.<br><br></div><div><em><br>Só pelos riscos à saúde que estão sendo evitados, mas em termos de efetividade não creio que existam vantagens em relação à atividade presencial. (P.1).</em></div><div><em>O distanciamento deixa lacunas na interação entre quem ensina e quem aprende, ou seja, entre o professor e o aluno. A relação interpessoal é um fator de extrema relevância para que haja benefícios no processo de alfabetização. (P.3).</em></div><div><em><br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; </em>Nessa perspectiva, apresentada nas respostas dos(as) docentes vemos que o distanciamento social e a suspensão das aulas presenciais afetaram drasticamente a interação entre professores(as) e estudantes, mas tornou-se algo essencial para evitar a circulação do Coronavírus em nossa região, como indicam Cavalcante et. al. (2020, p.02) quando trazem que “No Brasil, os primeiros casos foram confirmados no mês de fevereiro, e diversas ações foram implementadas a fim de conter e de mitigar o avanço da doença”. E, como bem sabemos, uma dessas medidas foi a suspensão das aulas presenciais que em nosso estado, Pernambuco, ocorreu desde 18 de março, por meio do Decreto Nº 48810 de 16/03/2020.<br><br></div><div><br>A quinta e última categoria surgida a partir de nossas análises, se relaciona a questão das Devolutivas e Evolução da aprendizagem dos(as) educandos(as) com relação à alfabetização no contexto das aulas remotas e indica como principal destaque&nbsp; a insatisfação e angústia dos(as) docentes, como podemos perceber nas falas a seguir.</div><div><em><br>Menos da metade da turma realiza as atividades propostas, boa parte, por falta de interesse. Tenho mãe (de aluno) que não sabe ler e escrever e seu filho têm respondido bem; a mãe se empenha pra que ele realize todas as atividades diariamente apesar de todas as dificuldades. Não saber ler e escrever fez com que (ela) reconhecesse a importância destas atividades na vida cotidiana. (P. 1).</em></div><div><em>A evolução tem sido muito abaixo do esperado. Pois, para que houvesse um aprendizado significativo a família teria que estar comprometida numa parceria com a escola. Mas tomando como exemplo a minha turma, os pais não estão preocupados se o filho fez ou não a tarefa. A propósito, já recebi devolutiva de atividades feitas/respondidas pela mãe ao invés do estudante. (P.6).</em></div><div><em><br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; </em>Diante do exposto nas respostas dos(as) docentes, percebemos as ausências e dificuldades na devolutiva das atividades como também na evolução e no desenvolvimento da aprendizagem desses(as) educandos(as) diante do contexto de aulas remotas. Constatamos também a questão da família e da relevência que seu engajamento, ou a falta dele, proporcionam para a aprendizagem de suas crianças, como também o aspecto da escolarização dos pais ou responsáveis desses(as) estudantes, que, muitas das vezes, não tem o conhecimento para ajudar mais efetivamente em suas atividades.&nbsp;<br><br></div><div><br>Assim, percebemos que o peso maior ainda continua com os(as) professores(as), que mesmo à distância e especialmente por causa dela, têm que se desdobrar ainda mais que o normal para alcançar os(as) educandos(as) e ajudar a família nessa missão e nesse modo de alfabetizar que muitos de nós nunca havíamos imaginado antes. Nesse sentido, como indicam Ferreira e Albuquerque (2013, p. 118, 119) “É importante o professor saber que ele pode associar formas diferentes de fazer e tentar, por diferentes caminhos para que seus(suas) alunos(as) aprendam.” E, diante do cenário que estamos vivendo, como reforçam os autores, “É nesse momento que o professor passa a pensar sobre o novo e a fabricar a sua prática a partir do que ele já sabe, já conhece e já faz”. (FERREIRA; ALBUQUERQUE, 2013, p. 118).<br><br></div><div><strong><br>&nbsp;CONSIDERAÇÕES FINAIS<br></strong><br></div><div><br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Diante de tudo que foi apresentado, a partir desse breve exercício de pesquisa, onde pretendiamos conhecer e discutir sobre o que dizem e estão fazendo os(as) docentes de escolas públicas do agreste de Pernambuco para realizar a alfabetização dos(as) educandos(as) no contexto de aulas remotas devido a pandemia de Covid-19 pela qual estamos passando, constatamos que o cenário mostrou-se totalmente desconhecido e desafiador para todos.<br><br></div><div><br>Com base no contexto que estamos vivenciando e nas respostas analisadas, ficou evidente que as mudanças atingiram desde os(as) docentes que tiveram toda sua rotina modificada e transformaram suas casas em salas de aula e se esforçam a cada dia para se reinventarem e ajudar os(as) estudantes do melhor modo possível, como também os(as) educandos(as) e suas famílias que tiveram que se adequar a uma nova realidade, na qual a casa se tornou um ambiente escolar.<br><br></div><div>Com as respostas analisadas percebemos o quão importante é, realmente, o papel da família na educação das crianças, especialmente diante do contexto atual no qual as famílias são o principal elo entre as crianças e seus(suas) profesores(as) considerando que os pais ou responsável também representam a figura do(a) professor(a) no auxílio a realização das atividades sugeridas remotamente.</div><div><br>Constatamos também como a falta de recursos, como acesso a internet, por exemplo, dificultam a realização de um trabalho mais significativo com relação à alfabetização nas aulas remotas, tornando esse processo ainda mais demorado e deficitário quanto à aprendizagem dos(as) educandos(as). Assim, de acordo com as falas dos(as) docentes que questionamos, percebemos também que a devolutiva e a evolução do ensino-aprendizagem não tem sido tão satisfatória; o que nos faz refletir que mesmo com toda a dedicação de professores(as) e de boa parte famílias o contexto das aulas remotas não conseguiu se assemelhar às aulas presenciais o que pode gerar consequências também desconhecidas e ainda mais desafiadoras para o futuro educacional de nosso país.<br><br></div><div>Entretanto, ressaltamos que mesmo diante das dificuldades aqui apresentadas, consideramos que diante do cenário de incertezas trazido por essa pandemia, onde a suspensão das aulas tornou-se medida essencial de proteção à saúde e à vida, professores (as), estudantes e famílias estão se superando e buscando a cada dia novas formas de continuar com essa missão complexa e crucial que é a alfabetização e a educação de modo geral.</div><div>&nbsp;</div><div><strong>REFERÊNCIAS<br></strong><br></div><div><br>ALBUQUERQUE, Eliana Borges Correia de. Conceituando alfabetização e letramento. In. SANTOS, Carmi Ferraz. Alfabetização e letramento: conceitos e relações / organizado por Carmi Ferraz Santos e Márcia Mendonça. Belo Horizonte: Autêntica, 2007.<br><br></div><div><br>ALBUQUERQUE, Eliana Borges Correia de. MORAIS, Artur Gomes de. FERREIRA, Andréa Tereza Brito. A relação entre alfabetização e letramento na Educação de Jovens e Adultos: questões conceituais e seus reflexos nas práticas de ensino e nos livros didáticos. In. Alfabetizar letrando na EJA : fundamentos teóricos e propostas didáticas / organização: Telma Ferraz Leal, Eliana Borges Correia de Albuquerque, Artur Gomes de Morais. – Belo Horizonte : Autêntica Editora, 2013. – (Coleção Estudos em EJA)</div><div><br>BARDIN, Laurence. Análise de Conteúdo. Lisboa: Edições 70, 2004.</div><div><br>CAVALCANTE, João Roberto. SANTOS, Augusto César Cardoso dos. BREMM, João Matheus. LOBO, Andréa de Paula. MARCÁRIO, Eduardo Marques Macário. OLIVEIRA, Wanderson Kleber de. FRANÇA, Giovanny Vinícius Araújo&nbsp; de. COVID-19&nbsp; no&nbsp; Brasil:&nbsp; evolução&nbsp; da&nbsp; epidemia&nbsp; até&nbsp; a&nbsp; semana&nbsp; epidemiológica&nbsp; 20&nbsp; de&nbsp; 2020. <em>Epidemiol. Serv. Saúde, Brasília, 2020.</em></div><div>&nbsp;</div><div>FERRARI, Juliana Spinelli. "Papel dos pais na educação: a dimensão emocional da formação"; Brasil&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;Escola.&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Disponível&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; em: https://brasilescola.uol.com.br/psicologia/papel-dos-pais-na-educacao.htm. Acesso em 25 de agosto de 2020.</div><div><br>FERREIRA, Andréa Tereza Brito. ALBUQUERQUE, Eliana Borges Correia de. <em>Sílabas, sim! Método silábico, não!.</em>In. Alfabetizar letrando na EJA : fundamentos teóricos e propostas didáticas / organização: Telma Ferraz Leal, Eliana Borges Correia de Albuquerque, Artur Gomes de Morais. – Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2013. – (Coleção Estudos em EJA)</div><div>&nbsp;</div><div>FREIRE, Paulo. Educação e Mudança. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1989.</div><div><br>HOLANDA, Viviane Rolim de. PINHEIRO, Ana Karina Bezerra. PAGLIUCA, LoritaMarlenaFreitag. Aprendizagem na educação online: análise de conceito.RevBrasEnferm, Brasilia 2013.</div><div><br>MACIEL, Francisca Isabel Pereira. LÚCIO, Iara Silva. Os conceitos de alfabetização e letramento e os desafios da articulação entre teoria e prática. In: Alfabetização e letramento na sala de aula / organização: Maria Lúcia Castanheira, Francisca Izabel Pereira Maciel, Raquel Márcia Fontes Martins – Belo Horizonte: Autêntica/Ceale, 2008.</div><div><br>SOARES, Magda. Alfabetização e letramento: caderno do professor / Magda BeckerSoares; Antônio Augusto Gomes Batista. Belo Horizonte:Ceale/FaE/UFMG, 2005.</div><div><br>&nbsp;</div><div><br>&nbsp;</div><div><strong><br>Texto 04</strong>:<strong>&nbsp; Avaliação Diagnóstica</strong></div><div><em><br>Autor: </em><a href="http://www.ceale.fae.ufmg.br/app/webroot/glossarioceale/autor/gladys-rocha"><em>Gladys Rocha</em></a><em>,</em></div><div><em><br>Instituição: </em><a href="http://www.ceale.fae.ufmg.br/app/webroot/glossarioceale/universidade/universidade-federal-de-minas-gerais-ufmg-faculdade-de-educacao-centro-de-alfabetizacao-leitura-e-escrita-ceale"><em>Universidade Federal de Minas Gerais-UFMG / Faculdade de Educação / Centro de Alfabetização, Leitura e Escrita-CEALE</em></a><em>,</em></div><div><br>Um conjunto expressivo da literatura denomina diagnóstica a avaliação realizada no início de determinado momento da escolaridade, visando à apreensão de aprendizagens relativas a processos e/ou percursos anteriores. Nessa acepção, a <em>avaliação diagnóstica</em> tem o objetivo de auxiliar no delineamento de pontos de partida de processos de ensino.</div><div><br>No discurso pedagógico, a <em>avaliação diagnóstica</em> tem sido também tratada como sinônimo de <em>avaliação formativa.</em> Nessa perspectiva, ela é entendida também como a avaliação que ocorre ao longo dos processos de ensino e aprendizagem, visando a sua regulação. Ou seja, a <em>avaliação diagnóstica</em> pode ser entendida como aquela que verifica se o aluno aprendeu aquilo que lhe foi ensinado, a fim de identificar dificuldades de aprendizagem a serem superadas. Assim dimensionada, a <em>avaliação diagnóstica</em> (formativa) tem a função de orientar o ensino, o (re) planejamento do trabalho desenvolvido em sala de aula, com foco na aprendizagem do aluno.</div><div><br>É importante observar que, em ambas as possibilidades interpretativas, a <em>avaliação diagnóstica</em> é um instrumento da interação pedagógica que tem como foco parte de um percurso da aprendizagem, visando à delimitação de pontos de partida e/ou de retomada para o ensino. Para ser qualificada como diagnóstica, uma avaliação precisa privilegiar os processos de ensino e aprendizagem e não a indicação de notas, classificações ou hierarquizações. À <em>avaliação diagnóstica</em> caberia contribuir para a identificação de habilidades e/ou competências que o aluno já domina, auxiliando na apreensão daquilo que precisa ser ensinado. Na concepção diagnóstica de avaliação, a apreensão de dificuldades de aprendizagem, visa à delimitação de&nbsp;</div><div>&nbsp;<br><br></div><div>&nbsp;<br><br></div><div>&nbsp;<br><br></div><div>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;&nbsp;<br><br></div><div>&nbsp;| <strong>LÍNGUA PORTUGUESA 2ºAno Ensino Fundamental</strong><br> | <strong>1º Bimestre</strong><br> | <strong>Considerando a necessidade de retomada das habilidades trabalhadas no ano de 2020, sugerimos que seja realizada atividades usando as seguintes habilidades do 1º ano.</strong><br> | <strong>Campos de Atuação</strong> | <strong>Prática de Linguagem</strong> | <strong>Objetos de Conhecimento</strong> | <strong>Conhecimento Prévio</strong> | <strong>Habilidades</strong><br> | TODOS OS CAMPOS DE ATUAÇÃO &nbsp; | Análise<br> linguística/semiótica<br> (Alfabetização) &nbsp; | Conhecimento do alfabeto do português<br> do Brasil | <strong>(EI01TS02)</strong> Traçar marcas gráficas, em<br> diferentes suportes, usando instrumentos riscantes e tintas. <strong>(EI02EF09)</strong> Manusear diferentes instrumentos e suportes de escrita para desenhar, traçar letras e outros sinais gráficos. | <strong>&nbsp; (EF01LP0</strong>4) Distinguir as letras do alfabeto de outros sinais gráficos.&nbsp; &nbsp;<br> | <strong>Sugestão Pedagógica: </strong>Essa aprendizagem é complementar às habilidades de leitura, sobretudo dos textos do Campo da vida cotidiana, por meio das quais os estudantes percebem o uso das letras, dos números, dos símbolos e aprendem a diferenciá-los. Link: <a href="https://bit.ly/34LcCUy">https://bit.ly/34LcCUy</a>;&nbsp; Link: <a href="https://bit.ly/32ureoN">https://bit.ly/32ureoN</a>;&nbsp; Link: <a href="https://bit.ly/3b0VlIe">https://bit.ly/3b0VlIe</a><br> | TODOS OS CAMPOS DE ATUAÇÃO &nbsp; | Análise<br> linguística/semiótica<br> (Alfabetização) | Construção do sistema<br> alfabético e da<br> ortografia &nbsp; | <strong>(EI03TS03)</strong> Reconhecer as qualidades do som (intensidade, duração, altura e timbre), utilizando-as em suas produções sonoras e ao ouvir músicas e sons. | <strong>&nbsp;(EF01LP06)</strong> Segmentar oralmente palavras em sílabas.&nbsp; <br> | <strong>Sugestão Pedagógica: </strong>Aprendizagem complementar que pode ser articulada aos textos poéticos, por exemplo.&nbsp; <strong>Link:</strong><a href="https://bit.ly/34LcCUy">https://bit.ly/34LcCUy</a>; <strong>Link:</strong><a href="https://bit.ly/3b0VETo">https://bit.ly/3b0VETo</a> <br> | <strong>Campos de Atuação</strong> | <strong>Prática de Linguagem</strong> | <strong>Objetos de Conhecimento</strong> | <strong>Conhecimento Prévio</strong> | <strong>Habilidades</strong><br> | TODOS OS CAMPOS DE ATUAÇÃO &nbsp; | Análise<br> linguística/semiótica<br> (Alfabetização) | Segmentação de<br> palavras/Classificação<br> de palavras por<br> número de sílabas | <strong>(EI03EF03)</strong> Escolher e folhear livros, procurando orientar-se por temas e ilustrações e tentando identificar palavras conhecidas. <strong>(EI02EF09)</strong> Manusear diferentes instrumentos e suportes de escrita para desenhar, traçar letras e outros sinais gráficos. | <strong>(EF01LP12)</strong> Reconhecer a separação das palavras, na escrita, por espaços em branco.&nbsp; &nbsp;<strong>&nbsp;</strong><br>&nbsp;| <strong>Sugestão Pedagógica: </strong>A segmentação é uma especificidade da escrita e é por meio da leitura dos textos, sobretudo dos textos poéticos que podem ser memorizados e podem ser lidos ajustando a pauta oral ao texto escrito, que os estudantes percebem esse espaço entre as palavras. Portanto, essa aprendizagem deve ser articulada à leitura desses textos. <strong>Link:</strong><a href="https://bit.ly/34LcCUy">https://bit.ly/34LcCUy</a>;&nbsp; &nbsp;<strong>Link: </strong><a href="https://bit.ly/34Hn8fE">https://bit.ly/34Hn8fE</a><br> | <strong>HABILIDADE DO 2º ANO</strong><br> | <strong>Campos de Atuação</strong> | <strong>Prática de Linguagem</strong> | <strong>Objetos de Conhecimento</strong> | <strong>Conhecimento Prévio</strong> | <strong>Habilidades</strong><br> | CAMPO DAS PRÁTICAS DE ESTUDO E PESQUISA | Leitura/escuta (compartilhada e<br> autônoma) | Pesquisa | &nbsp; | <strong>(EF02LP21)</strong> Explorar, com a mediação do professor, textos informativos de diferentes ambientes digitais de pesquisa, conhecendo suas possibilidades.<br> | <strong>Sugestão Pedagógica: </strong>Expectativa de fluência importante para a formação dos leitores e que lhes possibilitarão ampliar, também, suas práticas de letramento digital. Propor o estudo dos mais diversos textos em ambientes digitais, como revistas, jornais e blogs específicos para o público infantil. O objetivo é a explorar recursos específicos do meio digital: hiperlinks, organização das informações e outros recursos específicos de cada site ou ferramenta. <strong>Link:</strong><a href="https://bit.ly/34LcCUy">https://bit.ly/34LcCUy</a></div><div><br>Estratégias voltadas à sua superação e não à produção de classificações ou hierarquias de excelência.</div><div><br>No âmbito da alfabetização, a <em>avaliação diagnóstica</em> (formativa) constitui instrumento essencial para os processos de ensino e aprendizagem da palavra escrita, uma vez que é o diagnóstico que permite identificar os estágios de aprendizagem dos alunos em leitura e em escrita, visando à delimitação das intervenções mais adequadas. Para possibilitar, ao professor, distinguir percursos de aprendizagem em leitura e em escrita, o diagnóstico deve conter atividades de escrita voltadas à apreensão do estágio em que cada aluno se encontra (pré-silábico; silábico; silábico-alfabético; alfabético, etc.), tanto na escrita de palavras, como de frases ou outros textos. Deve, também, apresentar atividades que permitam identificar percursos de leitura, especialmente no que tange à capacidade de decodificação: leitura silabada, com ou sem recuperação do sentido do que foi dado a ler; decodificação com fluência e recuperação de sentido; leitura restrita ao nível da palavra, mas com recuperação do significado; leitura fluente e vários níveis de compreensão, entre outras possibilidades, com foco em contextos específicos de ensino/aprendizagem e/ou à trajetória de um aluno ou turma.</div><div><strong><br>Verbetes associados:</strong> <a href="http://www.ceale.fae.ufmg.br/app/webroot/glossarioceale/verbetes/avaliacao-externa">Avaliação Externa</a>, <a href="http://www.ceale.fae.ufmg.br/app/webroot/glossarioceale/verbetes/descritor-de-competencia-ou-habilidade">Descritor (de competência ou habilidade)</a>, <a href="http://www.ceale.fae.ufmg.br/app/webroot/glossarioceale/verbetes/matriz-de-referencia">Matriz de referência</a></div><div><strong><br>Referências bibliográficas:</strong></div><div><a href="http://www.ceale.fae.ufmg.br/app/webroot/glossarioceale/referencia/perrenoud-p-n-o-mexa-na-minha-avalia-o-uma-abordagem-sist-mica-da-mudan-a-in-avalia-o-da-excel-ncia-regula-o-das-aprendizagen-entre-duas-l-gicas-porto-alegre-artmed-1999-p-145-168-"><br>PERRENOUD, P. Não mexa na minha avaliação! Uma abordagem sistêmica da mudança. In: —. Avaliação: da excelência à regulação das aprendizagem - entre duas lógicas. Porto Alegre: Artmed, 1999. p. 145-168.</a></div><div>&nbsp;<br><br></div><div>&nbsp;<br><br></div><div><strong>&nbsp;<br></strong><br></div><div>&nbsp;<br><br></div><div>&nbsp;<br><br></div><div>&nbsp;<br><br></div><div><br>&nbsp;</div><div>&nbsp;<br><br></div><div><br><strong>&nbsp;</strong></div>]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads.storage.googleapis.com/727601216/e084a6bf4b19eb97471832ee08490c21/Biblioteca_Virtual.png" />
         <pubDate>2021-04-18 16:29:04 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/vanjaprofessoravirtual/xzh9g4g68fzf9ys6/wish/1430175417</guid>
      </item>
      <item>
         <title>✍SEQUÊNCIA DIDÁTICA</title>
         <author>vanjaprofessoravirtual</author>
         <link>https://padlet.com/vanjaprofessoravirtual/xzh9g4g68fzf9ys6/wish/1430175419</link>
         <description><![CDATA[<div>       <strong>Baixa ou nenhuma conectividade✍</strong></div>]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads.storage.googleapis.com/727601216/ef7475471bd3e69ad264a850125307b1/sequencia_didatica_Dom_rat_o.pdf" />
         <pubDate>2021-04-18 16:29:04 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/vanjaprofessoravirtual/xzh9g4g68fzf9ys6/wish/1430175419</guid>
      </item>
      <item>
         <title>       Uso das tecnologias</title>
         <author>vanjaprofessoravirtual</author>
         <link>https://padlet.com/vanjaprofessoravirtual/xzh9g4g68fzf9ys6/wish/1430175421</link>
         <description><![CDATA[<div>#Treinamento para o uso dessas ferramentas digitais.<br>#Disponobilização de links de tutoriais para o uso das ferramentas digitais.<br>#Padlet<br>#Instagram<br>#Whatssap<br># Padlet<br> #Google Classroom<br> #Google drive  </div>]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads.storage.googleapis.com/727601216/3aa8e5dbc324a4aa8d9a09a57ea3d300/ferramentas_tecnologica.jpg" />
         <pubDate>2021-04-18 16:29:04 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/vanjaprofessoravirtual/xzh9g4g68fzf9ys6/wish/1430175421</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Uso das tecnologias</title>
         <author>vanjaprofessoravirtual</author>
         <link>https://padlet.com/vanjaprofessoravirtual/xzh9g4g68fzf9ys6/wish/1430175422</link>
         <description><![CDATA[<div>       <mark>    #dica01<br>- </mark>Vídeo da Nova Escola Educação em rede, ensina como usar essas ferramentas para as aulas remotas.</div>]]></description>
         <enclosure url="https://www.facebook.com/watch/?v=547120829527721" />
         <pubDate>2021-04-18 16:29:04 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/vanjaprofessoravirtual/xzh9g4g68fzf9ys6/wish/1430175422</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Uso das tecnologias👍</title>
         <author>vanjaprofessoravirtual</author>
         <link>https://padlet.com/vanjaprofessoravirtual/xzh9g4g68fzf9ys6/wish/1430175429</link>
         <description><![CDATA[<div>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;#dica02<br>_Curso:&nbsp; Elaborar uma aula com ferramentas digitais do cotidiano.<br><br></div>]]></description>
         <enclosure url="https://cursos.novaescola.org.br/curso/11367/elabore-uma-aula-online-com-ferramentas-do-cotidiano/resumo" />
         <pubDate>2021-04-18 16:29:04 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/vanjaprofessoravirtual/xzh9g4g68fzf9ys6/wish/1430175429</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Rotina Didática remota</title>
         <author>vanjaprofessoravirtual</author>
         <link>https://padlet.com/vanjaprofessoravirtual/xzh9g4g68fzf9ys6/wish/1430175430</link>
         <description><![CDATA[<div>"Uma rotina clara e bem definida é um fator de segurança porque serve para orientar as ações dos professores e crianças favorecendo a previsão do que possa vir acontecer [...]".</div>]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads.storage.googleapis.com/727601216/bc4f16a488b43e6eb0a642a1d85c8bd4/rotina_didatica.jpg" />
         <pubDate>2021-04-18 16:29:04 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/vanjaprofessoravirtual/xzh9g4g68fzf9ys6/wish/1430175430</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Rotina didática remota . 📚✍   Como utilizar a rotina de forma remota?</title>
         <author>vanjaprofessoravirtual</author>
         <link>https://padlet.com/vanjaprofessoravirtual/xzh9g4g68fzf9ys6/wish/1430175435</link>
         <description><![CDATA[<div>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;      <mark>#exemplo 02</mark></div>]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads.storage.googleapis.com/727601216/b24b31591645914c128c3169231deb67/ROTINA_REMOTA.docx" />
         <pubDate>2021-04-18 16:29:04 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/vanjaprofessoravirtual/xzh9g4g68fzf9ys6/wish/1430175435</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Prática Pedagógica</title>
         <author>vanjaprofessoravirtual</author>
         <link>https://padlet.com/vanjaprofessoravirtual/xzh9g4g68fzf9ys6/wish/1430175439</link>
         <description><![CDATA[<div><br>          #dica02<br>remota</div><div>__Guia semanal das aulas on-line e off-line.<br>__ Produção de vídeos e/ou podcast com orientações simples e clara das atividades dos livros e impressas.</div><div>__Como  fazer uso do caderno remoto.<br>📍 site da seed (<a href="https://seed.portal.ap.gov.br/">https://seed.portal.ap.gov.br/</a> )  na aba "saiba mais" tem aba "aprendizagem em casa" (<a href="https://nte.ap.gov.br/aprendizagememcasa/">https://nte.ap.gov.br/aprendizagememcasa/</a>) <br>em "recursos digitais" tem "programa criança alfabetizada" (<a href="https://nte.ap.gov.br/pca/">https://nte.ap.gov.br/pca/</a>)</div><div> __Sites com propostas que ajudam a adaptar as práticas pedagógicas para o ensino não remoto:</div><div>#Nova Escola</div><div>#Alfletrar <a href="http://alfaletrar.org.br/">http://alfaletrar.org.br/</a></div><div>#You tube<br><br></div><h1>__Como criar jogos educativos on line (sugestão para aulas remotas)</h1><div><a href="https://youtu.be/o2rmtGlN2Vg">https://youtu.be/o2rmtGlN2Vg</a><br>__Escuta de relato de experiências exitosas, das escolas.</div>]]></description>
         <enclosure url="https://youtu.be/YK74hsXWwJE" />
         <pubDate>2021-04-18 16:29:04 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/vanjaprofessoravirtual/xzh9g4g68fzf9ys6/wish/1430175439</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Prática Pedagógica remota</title>
         <author>vanjaprofessoravirtual</author>
         <link>https://padlet.com/vanjaprofessoravirtual/xzh9g4g68fzf9ys6/wish/1430175443</link>
         <description><![CDATA[<div>                 <mark>#exemplo 01</mark></div>]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads.storage.googleapis.com/727601216/2db400b7b0f85ea7f516b2e359775a88/VID_20201007_WA0084.mp4" />
         <pubDate>2021-04-18 16:29:04 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/vanjaprofessoravirtual/xzh9g4g68fzf9ys6/wish/1430175443</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Prática Pedagógica</title>
         <author>vanjaprofessoravirtual</author>
         <link>https://padlet.com/vanjaprofessoravirtual/xzh9g4g68fzf9ys6/wish/1430175445</link>
         <description><![CDATA[<div>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;#dica01<br>Distribuição de material impresso, com orientações bem simples e clara para o responsável e/ou aluno.</div><div>__Atendimento presencial de pais para orientações.</div><div>__Transmissão de aulas por rádio em horário determinado.</div><div>__Transmissão de aulas por televisão em horário determinado. (TV assembléia)<br>__ Produção de Podcasts, com orientações bem simples e claras para o responsável e/ou aluno.<br>___É possível a escola melhorar a rede Wi-Fi, e disponibilizar para que o responsável? Para que ele possa ir à escola baixar o vídeo disponibilizado sobre as orientações das atividade da semana?&nbsp;<br>Guia semanal das aulas on-line e off-line.<br>__ Produção de vídeos e/ou podcast com orientações simples e clara das atividades dos livros e impressas.</div><div>__Como&nbsp; fazer uso do caderno remoto.<br>📍 site da seed (<a href="https://seed.portal.ap.gov.br/">https://seed.portal.ap.gov.br/</a> )&nbsp; na aba "saiba mais" tem aba "aprendizagem em casa" (<a href="https://nte.ap.gov.br/aprendizagememcasa/">https://nte.ap.gov.br/aprendizagememcasa/</a>) <br>em "recursos digitais" tem "programa criança alfabetizada" (<a href="https://nte.ap.gov.br/pca/">https://nte.ap.gov.br/pca/</a>)</div><div>&nbsp;__Sites com propostas que ajudam a adaptar as práticas pedagógicas para o ensino não remoto:</div><div>#Nova Escola</div><div>#Alfletrar <a href="http://alfaletrar.org.br/">http://alfaletrar.org.br/</a></div><div>#You tube</div><h1>__ Jogos</h1><div>#Learningapps<br>#Wordwall<br>#Efuturo</div><div>__ Ferramentas digitais<br>#PADLET<br>#Google Drive<br>#Mentimeter<br>__Escuta de relato de experiências exitosas, das escolas.</div><div><br><br><br></div>]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads.storage.googleapis.com/727601216/ae78e62a98a1c9d56241e3ff8dbca441/Guia_das_atividades.pdf" />
         <pubDate>2021-04-18 16:29:04 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/vanjaprofessoravirtual/xzh9g4g68fzf9ys6/wish/1430175445</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Planejamento estratégico</title>
         <author>vanjaprofessoravirtual</author>
         <link>https://padlet.com/vanjaprofessoravirtual/xzh9g4g68fzf9ys6/wish/1430175449</link>
         <description><![CDATA[<div>#Oficina de elaboração de planejamento de acordo com o currículo (pode ser na próxima formação).</div><div>#Disponibilização de links com exemplos de planejamentos.<br>Link com exemplos de planejamentos. <a href="https://novaescola.org.br/plano-de-aula/busca-em-casa?query=">https://novaescola.org.br/plano-de-aula/busca-em-casa?query=</a></div>]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads.storage.googleapis.com/727601216/ce091b41e66360afabe0e07146f1cc65/arvore.jpg" />
         <pubDate>2021-04-18 16:29:04 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/vanjaprofessoravirtual/xzh9g4g68fzf9ys6/wish/1430175449</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Monitoramento remoto da aprendizagem. </title>
         <author>vanjaprofessoravirtual</author>
         <link>https://padlet.com/vanjaprofessoravirtual/xzh9g4g68fzf9ys6/wish/1430175451</link>
         <description><![CDATA[<div>·&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;Pontuação sobre: como podemos avaliar os alunos?&nbsp;</div><div>o &nbsp; Visualização de atividade via foto no WhatsApp.</div><div>o &nbsp; Visualização de vídeos.</div><div>o &nbsp; Corrigir as atividades, através das devolutivas dos pais.</div><div>o &nbsp; Através de vídeo chamada.&nbsp; &nbsp; &nbsp;&nbsp;</div><div>·&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;A importância do direcionamento aos responsáveis, para dicas que podem ajudar o processo de aprendizagem.</div>]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads.storage.googleapis.com/727601216/00db3bf2865c2fa071744bdebed2598c/images.jpg" />
         <pubDate>2021-04-18 16:29:04 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/vanjaprofessoravirtual/xzh9g4g68fzf9ys6/wish/1430175451</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Monitoramento remoto da aprendizagem ⏳</title>
         <author>vanjaprofessoravirtual</author>
         <link>https://padlet.com/vanjaprofessoravirtual/xzh9g4g68fzf9ys6/wish/1430175455</link>
         <description><![CDATA[<div>                 <mark>#dica01<br></mark>urso que enfatiza por exemplo: o   Reflexões sobre o diálogo com as famílias<br><br></div><div>o   A importância de manter a aprendizagem durante a pandemia<br><br></div><div>o   Por que ouvir as famílias<br>o   Os limites da comunicação entre famílias e professores<br><br></div><div>o   Como as secretarias de Educação podem apoiar na elaboração de atividades<br><br></div><div>o   Como adaptar atividades para serem feitas em casa</div>]]></description>
         <enclosure url="https://cursos.novaescola.org.br/curso/11389/dialogo-com-as-familias-na-pandemia-estrategias-para-engaja-las/resumo" />
         <pubDate>2021-04-18 16:29:04 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/vanjaprofessoravirtual/xzh9g4g68fzf9ys6/wish/1430175455</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Engajamento dos pais </title>
         <author>vanjaprofessoravirtual</author>
         <link>https://padlet.com/vanjaprofessoravirtual/xzh9g4g68fzf9ys6/wish/1430175456</link>
         <description><![CDATA[<div>Troca de ideias de estratégias para o engajamento dos pais nas atividades de aprendizagem dos alunos.<br><mark>#Deixe o seu comentário</mark></div>]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads.storage.googleapis.com/727601216/6708beb2ba038d5cb93e2c36f5554a2a/mao_escrevendo_1.jpg" />
         <pubDate>2021-04-18 16:29:04 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/vanjaprofessoravirtual/xzh9g4g68fzf9ys6/wish/1430175456</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Engajamento dos pais</title>
         <author>vanjaprofessoravirtual</author>
         <link>https://padlet.com/vanjaprofessoravirtual/xzh9g4g68fzf9ys6/wish/1430175459</link>
         <description><![CDATA[<div>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; <mark>#dica01</mark><br>Diálogos com as famílias na pandemia- Como as escolas de Campina Grande estão se comunicando</div>]]></description>
         <enclosure url="https://youtu.be/WyS9GruRkqs" />
         <pubDate>2021-04-18 16:29:04 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/vanjaprofessoravirtual/xzh9g4g68fzf9ys6/wish/1430175459</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Engajamento dos pais</title>
         <author>vanjaprofessoravirtual</author>
         <link>https://padlet.com/vanjaprofessoravirtual/xzh9g4g68fzf9ys6/wish/1430175462</link>
         <description><![CDATA[<div>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; <mark>#dica02<br></mark>Diálogos com as famílias na pandemia- Depoimento de Rosely Sayão e&nbsp; desafios vividos pelas famílias</div>]]></description>
         <enclosure url="https://youtu.be/gHacUM9-Bh8" />
         <pubDate>2021-04-18 16:29:04 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/vanjaprofessoravirtual/xzh9g4g68fzf9ys6/wish/1430175462</guid>
      </item>
      <item>
         <title> Prática pedagógica remota</title>
         <author>vanjaprofessoravirtual</author>
         <link>https://padlet.com/vanjaprofessoravirtual/xzh9g4g68fzf9ys6/wish/1430175463</link>
         <description><![CDATA[<div>#Orientação de Guia semanal das atividades on-line e off-line.<br>#Escuta de relato de experiência exitosa, por professores de práticas pedagógicas.<br>#Demonstração de como fazer uso do caderno remoto.<br>#Orientação de como encontrar site que possa ajudar a adaptar as práticas pedagógicas para o ensino não remoto<br>#Criar jogos educativos on line (sugestão remota) https//you.be/o2rmtGIN2Vg  <br>-Nova Escola<br>-Alfletrar <br>-You tube</div>]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads.storage.googleapis.com/727601216/43c92a9e871fe19eba6b9aa2423620b2/pratica_2.jpg" />
         <pubDate>2021-04-18 16:29:04 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/vanjaprofessoravirtual/xzh9g4g68fzf9ys6/wish/1430175463</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Sugestão de atividade diagnóstica.</title>
         <author>vanjaprofessoravirtual</author>
         <link>https://padlet.com/vanjaprofessoravirtual/xzh9g4g68fzf9ys6/wish/1476281213</link>
         <description><![CDATA[<div>&nbsp;</div><div><strong>Prática de linguagem:</strong>&nbsp;</div><div>Análise Linguística/ Semiótica&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;&nbsp;</div><div><strong>Objetivo da aula:</strong></div><div>Identificar as sílabas inicial, medial e final.</div><div>Segmentar e quantificar as palavras em sílabas&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;&nbsp;</div><div>&nbsp;</div><div><strong>Objeto(s) do conhecimento:&nbsp;</strong></div><div>Construção do sistema alfabético e da ortografia&nbsp;</div><div>&nbsp;</div><div><strong>Habilidade(s) do RCA</strong>:<strong>(EF01LP06)</strong>&nbsp;</div><div>Segmentar oralmente palavras em sílabas.</div><div>&nbsp;</div><div><strong>Desenvolvimento da aula:&nbsp;</strong></div><div>Com o apoio dos pais, a criança deverá identificar em uma lista, dos os nomes dos alunos da turma, a sílaba&nbsp; inicial, medial e final, além de segmentar e quantificar o número de sílabas nas palavras. O pai deverá gravar um áudio, ou um&nbsp; vídeo como o aluno, ou ainda orientar que o aluno responda na&nbsp; própria folha as questões relacionadas&nbsp; à leitura, identificação, segmentação e quantificação das palavras, seguindo as ordens descritas na atividade.. &nbsp;</div><div>&nbsp;</div><div><strong>Convite às famílias:&nbsp;</strong></div><div>&nbsp;</div><div>Ø&nbsp; A proposta deverá ser apresentada aos pais através de um encontro pela plataforma meet ou/ e com encontros individuais ou em pequenos grupos na escola, para os pais com dificuldade de acesso às tecnologias digitais (caso essa opção esteja liberada).</div><div>Ø&nbsp; Na reunião, após a uma acolhida calorosa, e depois da enfatização da importância da participação dos pais para que o processo se torne possível, segue a exaltação sobre a relevância da realização da atividade diagnóstica (para o progresso do desenvolvimento dos filhos) e as orientações da proposta (a postura que devem ter)</div><div>Ø&nbsp; Nessas orientações, a abordagem sobre deixar eles fazerem do jeito deles e não os corrigir, é fundamental para que professor possa observar as atuais dificuldades da criança, e poder planejar atividades focadas em suas dificuldades e assim proporcionar a ajuda para que avance na aprendizagem.</div><div>Ø&nbsp; Também deixar claro, que esse processo não é avaliativo somativa, ou seja, com o objetivo de quantificar e dar nota, então mais um motivo para não se preocuparem se, na visão deles, o aluno está fazendo tudo errado ou não está conseguindo fazer.&nbsp; Deve-se deixar claro que a finalidade é de fazer uma sondagem, uma verificação do já sabem e ainda não sabem, para poder ajudá-los. &nbsp;</div><div>Ø&nbsp; Enfatizar que caso seja possível, esse momento deverá ser realizado em um ambiente silencioso e sem distrações, para que a criança tenha concentração.&nbsp;</div><div><strong>&nbsp;</strong></div><div>SUGESTÃO DE ATIVIDADE DIAGNÓSTICA&nbsp;</div><div>&nbsp;</div><div>Habilidade do CPA: (EF01LP06) Segmentar oralmente palavras em sílabas.&nbsp;</div><div><strong>ORIENTAÇÕES PARA OS PAIS</strong></div><div>Leia para a criança a lista dos nomes dos alunos da turma, abaixo:</div><div>Ana Clara</div><div>Alexandre</div><div>Bruno</div><div>Carlos</div><div>Carolina</div><div>Felipe</div><div>Fernanda</div><div>Fred Henrique</div><div>Guilherme</div><div>João</div><div>José Luiz&nbsp;</div><div>Maria Eduarda</div><div>Paola</div><div>Pedro Henrique</div><div>Rui&nbsp;</div><div>Leia as perguntas abaixo e registre as respostas da criança. Você pode gravar um áudio, fazer um vídeo ou pedir que a criança escreva suas respostas no espaço ao lado de cada pergunta. Todas as palavras devem estar relacionadas à lista a cima, já lida.</div><div>Pergunte à criança:</div><div>Qual a palavra que é formada por 4 sílabas? __________________</div><div>Leia a palavra.</div><div>Qual o som final da palavra. __________________</div><div>Qual palavras é formada por 2 sílabas?&nbsp; _____________________</div><div>Leia a palavra.</div><div>Qual o som inicial da palavra?&nbsp; _____________________</div><div>Qual palavra é formada por 3 sílabas? ______________________</div><div>Leia a palavras.</div><div>Qual o som da sílaba do meio? _______________________</div><div>Qual a palavra que é formada por 1 sílaba? ____________________</div><div>Leia a palavras.</div><div>Quantas letras têm essa palavra?&nbsp; ______________________</div><div><br><br></div><div>&nbsp;<br><br></div><div><br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;Lembre-se de fazer a identificação da criança, ou seja, ao iniciar a gravação do áudio, ou do vídeo, ou ainda a realização nesta página, peça para que a criança se apresente, falando o seu nome e série.&nbsp;<br><br></div><div><br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;E por fim, assim que possível envie o áudio, ou o vídeo para a professora. Ou entregue, esta atividade realizada, na escola da criança.</div><div>&nbsp;<br><br></div><div><strong>Obs.:</strong> Sabemos que há várias possibilidades de se realizar a avaliação diagnóstica, esta pode ser uma possibilidade, vai depender muito do contexto da pandemia e da realidade de cada aluno. Nesse sentido, vale apena verificar cada situação e disponibilizar várias opções.<br><br></div><div><br><br><br></div><div>&nbsp;| CAROLINA</div><div>Uma variação desta atividade, por exemplo, seria ser realizada pela própria professora, marcava-se de forma individualizada ou acredito que em trio também seja possível, em encontro Google Meet ou via chamada de vídeo no WhatsApp. A professora apresentaria a lista da turma para o aluno e em seguida, mostraria os nomes de forma individualizadas e indagaria:<br>Esta palavra&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;tem quantas sílabas?<br>Qual é o som final da sílaba final?<br>&nbsp;| FELIPE</div><div>Você saberia dizer uma outra palavra que termine com essa mesma sílaba?</div><div>Esta palavra&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;tem quantas sílabas?<br><br></div><div>Qual é o som da sílaba do meio ?<br><br></div><div>Quantas letras tem essa sílaba?<br><br></div><div><br></div><div>&nbsp;| BRUNOEsta palavra&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;tem quantas sílabas?</div><div>Qual&nbsp; é o som da sílaba inicial?<br><br></div><div>Quantas letras têm essa sílaba?<br><br></div><div><br><br></div><div>&nbsp;| RUIVocê saberia dizer uma outra palavra que comece com essa mesma sílaba?</div><div>Esta palavra&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;tem quantas sílabas?<br><br></div><div>Quantas letras têm essa sílaba?<br><br></div><div>&nbsp;Você saberia dizer uma outra palavra que comece com essa mesma letra?<br><br></div><div>&nbsp;<br><br></div><div><strong>Obs.:</strong> Para esse momento, é indispensável que a professora tenha a sua tabela de anotações ao lado, para ir registrando as repostas do aluno e ir fazendo suas observações.<br><br></div>]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads.storage.googleapis.com/727601216/704f49d17b48c21049e4adf63f645446/menino_escrevendo.jpg" />
         <pubDate>2021-04-30 00:12:53 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/vanjaprofessoravirtual/xzh9g4g68fzf9ys6/wish/1476281213</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Crie e edite aulas no youtobe</title>
         <author>vanjaprofessoravirtual</author>
         <link>https://padlet.com/vanjaprofessoravirtual/xzh9g4g68fzf9ys6/wish/1476426438</link>
         <description><![CDATA[<div>Curso: espera-se que o professor seja capaz de compreender funcionalidades dos recursos disponíveis no YouTube, conhecer e comparar ferramentas de gravação de aulas apresentando suas peculiaridades e identificar as variáveis para monetização e monitoramento dos vídeos no canal do YouTube</div>]]></description>
         <enclosure url="https://cursos.novaescola.org.br/curso/11370/crie-e-edite-aulas-no-youtube/resumo" />
         <pubDate>2021-04-30 01:05:21 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/vanjaprofessoravirtual/xzh9g4g68fzf9ys6/wish/1476426438</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Oficina de elaboração de planejamento de acordo com o currículo </title>
         <author>vanjaprofessoravirtual</author>
         <link>https://padlet.com/vanjaprofessoravirtual/xzh9g4g68fzf9ys6/wish/1476450832</link>
         <description><![CDATA[<div><strong>GRUPOS</strong></div><div><strong>GRUPO 01: Escola EMEF JOSAFÁ AIRES.</strong></div><div><strong>GRUPO 02: Escola EMEF LUCIA NEVES DENIUR.</strong></div><div><strong>GRUPO 03: Escola EMEF SANDRA TOLOSA</strong></div><div><strong>GRUPO 04: Escola VERA LUCIA PINON</strong></div><div><strong>GRUPO 05: Escolas SANDRA LOBATO e RAIMUNDA DE LIMA GUEDES</strong></div><div><strong>GRUPO 06: Escolas JOSÉ LEOVES<br>..............................................</strong></div><div>__ Direcionamento da oficina&nbsp;</div><div>Elaboração de uma proposta de <strong>plano de aula</strong> voltada para a intervenção das possíveis dificuldades constatadas no diagnóstico. <br>Os professores serão <strong>agrupados</strong> por escola nas salas temáticas para elaborarem a proposta de plano de aula, através da criação de salas no meet, tendo como diretriz norteadora as <strong>habilidades 1º bimestre </strong>de L. Portuguesa da matriz curricular do sistema municipal de ensino de Macapá. <br>Quando construído, o plano, deve-se anexar neste Padlet.<br><strong><mark>Desafios para o grupo: </mark></strong>colocar a utilização de uma ferramenta (jogo, plataforma, rede) que foi apresentada no encontro e outra que não foi abordada no encontro.</div><div><strong>&nbsp;</strong></div><div><strong>&nbsp;</strong></div><div><strong>OFICINA PEDAGÓGICA</strong></div><div><strong>Exemplo:</strong></div><div><strong>Componente curricular:</strong> Língua Portuguesa</div><div><strong>Eixo do conhecimento: </strong>Alfabetização e Letramento</div><div><strong>Conteúdo:</strong> Alfabeto</div><div><strong>Competência: </strong>Conhecer vogais e consoantes</div><div><strong>Habilidade: </strong>Reconhecer o alfabeto entre outras formas gráficas tais como: letras e desenhos, rabiscos, número, etc.<strong> &nbsp;</strong></div><div><strong>&nbsp;</strong></div><div><strong>Objetivos:&nbsp;</strong></div><div>·&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;Nomear das letras</div><div>·&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;Identificar as letras</div><div>&nbsp;</div><div><strong>Desenvolvimento da aula:</strong></div><div>1)&nbsp; &nbsp; Assistir ao vídeo de acolhimento (de bom dia da professora)</div><div>2)&nbsp; &nbsp; <strong>Tempo para gostar de ler</strong>: Leitura do livro Parece mais não é. A criança realiza a leitura enquanto escuta o podcast da professora fazendo a leitura</div><div>3)&nbsp; &nbsp; <strong>Tempo leitura e oralidade</strong>: Assistir ao vídeo “O Alfabeto: aprenda as vogais e consoantes” <a href="https://youtu.be/4YH-pqfypFY">https://youtu.be/4YH-pqfypFY</a>&nbsp;</div><div>4)&nbsp; &nbsp; Realizar a leitura do alfabeto junto&nbsp; com a turma do vídeo</div><div>5)&nbsp; &nbsp; Pausar o vídeo na parte que mostra todas as letras do alfabeto e falar o nome de todas.</div><div>6)&nbsp; &nbsp; <strong>Tempo apropriação da escrita:</strong> Assistir ao vídeo “Letras, números e sinais” e responder as perguntas que são feitas na apresentação <a href="https://youtu.be/d3JlS9Tm0Bs">https://youtu.be/d3JlS9Tm0Bs</a>&nbsp;</div><div>7)&nbsp; &nbsp; Participar do “Jogo trem das letras” <a href="https://wordwall.net/play/3681/273/593">https://wordwall.net/play/3681/273/593</a> &nbsp;</div><div>8)&nbsp; &nbsp; Escrever no caderno as letras do alfabeto</div><div><strong>Fechamento da aula:</strong></div><div>Enviar para a professora um áudio falando as letras do alfabeto.</div><div><strong>Orientações para os pais</strong></div><div>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Os pais poderão orientar os filhos para que realizem e sigam a sequência das atividades.&nbsp;</div><div>&nbsp;<br><br></div>]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads.storage.googleapis.com/727601216/853916f63281e939b5fd5d3c5646eacb/Oficinas_PEDAGOGICA.jpg" />
         <pubDate>2021-04-30 01:14:34 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/vanjaprofessoravirtual/xzh9g4g68fzf9ys6/wish/1476450832</guid>
      </item>
      <item>
         <title>GRUPO 01</title>
         <author>vanjaprofessoravirtual</author>
         <link>https://padlet.com/vanjaprofessoravirtual/xzh9g4g68fzf9ys6/wish/1476465222</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
         <pubDate>2021-04-30 01:19:40 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/vanjaprofessoravirtual/xzh9g4g68fzf9ys6/wish/1476465222</guid>
      </item>
      <item>
         <title>GRUPO 02</title>
         <author>vanjaprofessoravirtual</author>
         <link>https://padlet.com/vanjaprofessoravirtual/xzh9g4g68fzf9ys6/wish/1476472787</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
         <pubDate>2021-04-30 01:22:22 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/vanjaprofessoravirtual/xzh9g4g68fzf9ys6/wish/1476472787</guid>
      </item>
      <item>
         <title>GRUPO 03</title>
         <author>vanjaprofessoravirtual</author>
         <link>https://padlet.com/vanjaprofessoravirtual/xzh9g4g68fzf9ys6/wish/1476476814</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads.storage.googleapis.com/727601216/38dba7ddbefef8dd03784d097b988b58/EMEF_SANDRA_TOLOSA_PLANO_DE_AULA.pdf" />
         <pubDate>2021-04-30 01:23:50 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/vanjaprofessoravirtual/xzh9g4g68fzf9ys6/wish/1476476814</guid>
      </item>
      <item>
         <title></title>
         <author>vanjaprofessoravirtual</author>
         <link>https://padlet.com/vanjaprofessoravirtual/xzh9g4g68fzf9ys6/wish/1476479483</link>
         <description><![CDATA[<div>GRUPO 04</div>]]></description>
         <pubDate>2021-04-30 01:24:54 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/vanjaprofessoravirtual/xzh9g4g68fzf9ys6/wish/1476479483</guid>
      </item>
      <item>
         <title>GRUPO 05</title>
         <author>vanjaprofessoravirtual</author>
         <link>https://padlet.com/vanjaprofessoravirtual/xzh9g4g68fzf9ys6/wish/1476483254</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
         <pubDate>2021-04-30 01:26:17 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/vanjaprofessoravirtual/xzh9g4g68fzf9ys6/wish/1476483254</guid>
      </item>
      <item>
         <title>GRUPO 06</title>
         <author>vanjaprofessoravirtual</author>
         <link>https://padlet.com/vanjaprofessoravirtual/xzh9g4g68fzf9ys6/wish/1476484510</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
         <pubDate>2021-04-30 01:26:48 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/vanjaprofessoravirtual/xzh9g4g68fzf9ys6/wish/1476484510</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Habilidades essenciais do currículo e práticas de linguagem no processo de Alfabetização e Letramento no ensino remoto</title>
         <author>vanjaprofessoravirtual</author>
         <link>https://padlet.com/vanjaprofessoravirtual/xzh9g4g68fzf9ys6/wish/1487609237</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
         <enclosure url="https://youtu.be/sy8UcWPI2Ks" />
         <pubDate>2021-05-04 00:00:10 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/vanjaprofessoravirtual/xzh9g4g68fzf9ys6/wish/1487609237</guid>
      </item>
      <item>
         <title></title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/vanjaprofessoravirtual/xzh9g4g68fzf9ys6/wish/1522638942</link>
         <description><![CDATA[<div>Os textos ao bastantes atuais, e bem sigificativos, vivemos em constante transformação&nbsp; isso que nos move. Mas devemos ser empaticos para entender o que acontece ao nosso redor principalmente com as pessoas,(alunos,pais, escola,famiia...) ,mesmos diatantes da sala denaulanou ambiente escolar.</div>]]></description>
         <pubDate>2021-05-13 20:28:07 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/vanjaprofessoravirtual/xzh9g4g68fzf9ys6/wish/1522638942</guid>
      </item>
      <item>
         <title>🤔Como estamos nos sentido hoje?</title>
         <author>vanjaprofessoravirtual</author>
         <link>https://padlet.com/vanjaprofessoravirtual/xzh9g4g68fzf9ys6/wish/1522906232</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads.storage.googleapis.com/709825045/1f3e131a2bd1ee66ce07cdc070f15603/Captura_de_Tela__240_.png" />
         <pubDate>2021-05-13 22:40:21 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/vanjaprofessoravirtual/xzh9g4g68fzf9ys6/wish/1522906232</guid>
      </item>
      <item>
         <title> ACOLHIMENTO</title>
         <author>vanjaprofessoravirtual</author>
         <link>https://padlet.com/vanjaprofessoravirtual/xzh9g4g68fzf9ys6/wish/1522916592</link>
         <description><![CDATA[<div><strong>Música (Espalhe amor - Tori Huang) </strong><a href="https://youtu.be/_sCSYXKW4Uw">https://youtu.be/_sCSYXKW4Uw</a>&nbsp;<br>Realizar uma arte; ( desenho, origami, recitar um poema...)&nbsp;</div>]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads.storage.googleapis.com/709825045/650c6fa674cbbff95ca2063de4b2f05d/Captura_de_Tela__260_.png" />
         <pubDate>2021-05-13 22:46:50 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/vanjaprofessoravirtual/xzh9g4g68fzf9ys6/wish/1522916592</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Estratégia 02:Avaliação Diagnóstica</title>
         <author>vanjaprofessoravirtual</author>
         <link>https://padlet.com/vanjaprofessoravirtual/xzh9g4g68fzf9ys6/wish/1523003050</link>
         <description><![CDATA[<div>#dica01</div>]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads.storage.googleapis.com/709825045/cf52f3361959dc493a2a1a4aa097d109/sugest_o_de_atividade_diagn_stica_para_os_pais.docx" />
         <pubDate>2021-05-13 23:40:21 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/vanjaprofessoravirtual/xzh9g4g68fzf9ys6/wish/1523003050</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Avaliação Diagnóstica</title>
         <author>vanjaprofessoravirtual</author>
         <link>https://padlet.com/vanjaprofessoravirtual/xzh9g4g68fzf9ys6/wish/1523003411</link>
         <description><![CDATA[<div>#dica02</div>]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads.storage.googleapis.com/709825045/634a297be23c3f1220e793b88d5faede/INSTRUMENTO_DE_AVALIA__O_ONLINE_PARA_O_1__ANO.pptx" />
         <pubDate>2021-05-13 23:40:33 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/vanjaprofessoravirtual/xzh9g4g68fzf9ys6/wish/1523003411</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Estratégia 07: Planejamento em grupo</title>
         <author>vanjaprofessoravirtual</author>
         <link>https://padlet.com/vanjaprofessoravirtual/xzh9g4g68fzf9ys6/wish/1523005934</link>
         <description><![CDATA[<div><strong>A interação social para Piaget<br></strong>O conhecimento humano é "essencialmente coletivo e a vida social constitui um dos fatores essenciais da formação e do crescimento dos conhecimentos pré-científico" (PIAGET, 1973, p.17).</div>]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads.storage.googleapis.com/709825045/988c8a15e2327bf717ffbec046daadb4/Captura_de_Tela__186_.png" />
         <pubDate>2021-05-13 23:42:09 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/vanjaprofessoravirtual/xzh9g4g68fzf9ys6/wish/1523005934</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Direcionamento da oficina </title>
         <author>vanjaprofessoravirtual</author>
         <link>https://padlet.com/vanjaprofessoravirtual/xzh9g4g68fzf9ys6/wish/1523006540</link>
         <description><![CDATA[<div>Elaboração de uma proposta de <strong>plano de aula</strong> voltada para a intervenção das possíveis dificuldades constatadas no diagnóstico. <br>Os professores serão <strong>agrupados</strong> por escola nas salas temáticas para elaborarem a proposta de plano de aula, através da criação de salas no meet, tendo como diretriz norteadora as <strong>habilidades 1º bimestre </strong>de L. Portuguesa da matriz curricular do sistema municipal de ensino de Macapá. <br>Quando construído, o plano, deve-se anexar neste Padlet.<br><strong><mark>Desafios para o grupo: </mark></strong>colocar a utilização de uma ferramenta (jogo, plataforma, rede) que foi apresentada no encontro e outra que não foi abordada no encontro.</div>]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads.storage.googleapis.com/709825045/00740e99e1c30d52364e184bb577140a/Captura_de_Tela__187_.png" />
         <pubDate>2021-05-13 23:42:30 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/vanjaprofessoravirtual/xzh9g4g68fzf9ys6/wish/1523006540</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Como avaliar os alunos a distância? </title>
         <author>vanjaprofessoravirtual</author>
         <link>https://padlet.com/vanjaprofessoravirtual/xzh9g4g68fzf9ys6/wish/1523015112</link>
         <description><![CDATA[<div>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; <mark>#dica06<br></mark>Neste curso, discute-se essa questão e mostrar as funcionalidades do Padlet, ferramenta gratuita que permite a construção de portfólios e acompanhamento do desempenho dos estudantes. Veremos ainda a experiência de um educador, que vai compartilhar com a gente como ele tem avaliado os seus alunos, falar qual a importância das diferentes atividades, mostrar exemplos de ferramentas para avaliar e como estabelecer critérios de avaliação alinhados à BNCC.</div>]]></description>
         <enclosure url="https://cursos.novaescola.org.br/curso/11377/como-avaliar-os-alunos-a-distancia/resumo" />
         <pubDate>2021-05-13 23:47:16 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/vanjaprofessoravirtual/xzh9g4g68fzf9ys6/wish/1523015112</guid>
      </item>
      <item>
         <title></title>
         <author>vanjaprofessoravirtual</author>
         <link>https://padlet.com/vanjaprofessoravirtual/xzh9g4g68fzf9ys6/wish/1523179640</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads.storage.googleapis.com/709825045/fac88b7d9d43cd4a7980946ff8f0f26e/Captura_de_Tela_.png" />
         <pubDate>2021-05-14 00:56:59 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/vanjaprofessoravirtual/xzh9g4g68fzf9ys6/wish/1523179640</guid>
      </item>
      <item>
         <title></title>
         <author>vanjaprofessoravirtual</author>
         <link>https://padlet.com/vanjaprofessoravirtual/xzh9g4g68fzf9ys6/wish/1523180737</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads.storage.googleapis.com/709825045/c6a5f26511f8b77f582e31cf3b37e193/Captura_de_Tela__277_.png" />
         <pubDate>2021-05-14 00:57:24 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/vanjaprofessoravirtual/xzh9g4g68fzf9ys6/wish/1523180737</guid>
      </item>
      <item>
         <title></title>
         <author>vanjaprofessoravirtual</author>
         <link>https://padlet.com/vanjaprofessoravirtual/xzh9g4g68fzf9ys6/wish/1523181344</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads.storage.googleapis.com/709825045/ed747a9965dff63224c6adb2ce8a73a1/Captura.png" />
         <pubDate>2021-05-14 00:57:37 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/vanjaprofessoravirtual/xzh9g4g68fzf9ys6/wish/1523181344</guid>
      </item>
      <item>
         <title></title>
         <author>vanjaprofessoravirtual</author>
         <link>https://padlet.com/vanjaprofessoravirtual/xzh9g4g68fzf9ys6/wish/1523182144</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads.storage.googleapis.com/709825045/42c61516ef3c481ef39d99d484981051/V_deo___relato_do_Jo_o.mp4" />
         <pubDate>2021-05-14 00:57:55 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/vanjaprofessoravirtual/xzh9g4g68fzf9ys6/wish/1523182144</guid>
      </item>
      <item>
         <title>🙏Pelo o que somos gratos hoje?  </title>
         <author>vanjaprofessoravirtual</author>
         <link>https://padlet.com/vanjaprofessoravirtual/xzh9g4g68fzf9ys6/wish/1523182564</link>
         <description><![CDATA[<div>Responder no mentimeter: Pelo o que você é grato hoje? <a href="https://www.menti.com/6at6u8maqa">https://www.menti.com/6at6u8maqa<br><br></a><br></div>]]></description>
         <enclosure url="https://www.youtube.com/watch?v=4y0NnLKaeNw" />
         <pubDate>2021-05-14 00:58:04 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/vanjaprofessoravirtual/xzh9g4g68fzf9ys6/wish/1523182564</guid>
      </item>
      <item>
         <title>🙏Pelo o que somos gratos hoje?  </title>
         <author>vanjaprofessoravirtual</author>
         <link>https://padlet.com/vanjaprofessoravirtual/xzh9g4g68fzf9ys6/wish/1523182916</link>
         <description><![CDATA[<div>Responder no mentimeter: Pelo o que você é grato hoje? <a href="https://www.menti.com/6at6u8maqa">https://www.menti.com/6at6u8maqa<br><br></a><br></div>]]></description>
         <enclosure url="https://www.youtube.com/watch?v=4y0NnLKaeNw" />
         <pubDate>2021-05-14 00:58:12 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/vanjaprofessoravirtual/xzh9g4g68fzf9ys6/wish/1523182916</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Os aprendizados dos encontros  </title>
         <author>vanjaprofessoravirtual</author>
         <link>https://padlet.com/vanjaprofessoravirtual/xzh9g4g68fzf9ys6/wish/1523184433</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2021-05-14 00:58:42 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/vanjaprofessoravirtual/xzh9g4g68fzf9ys6/wish/1523184433</guid>
      </item>
      <item>
         <title>FREQUÊNCIA E AVALIAÇÃO DO CICLO FORMATIVO</title>
         <author>vanjaprofessoravirtual</author>
         <link>https://padlet.com/vanjaprofessoravirtual/xzh9g4g68fzf9ys6/wish/1523185390</link>
         <description><![CDATA[<div>http://bit.ly/frequencia1formacaodeprofessoresalfabetizadores </div>]]></description>
         <enclosure url="http://bit.ly/avaliacao1formacao" />
         <pubDate>2021-05-14 00:59:03 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/vanjaprofessoravirtual/xzh9g4g68fzf9ys6/wish/1523185390</guid>
      </item>
      <item>
         <title></title>
         <author>vanjaprofessoravirtual</author>
         <link>https://padlet.com/vanjaprofessoravirtual/xzh9g4g68fzf9ys6/wish/1523186916</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
         <enclosure url="https://youtu.be/0wf0y3pqMck" />
         <pubDate>2021-05-14 00:59:37 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/vanjaprofessoravirtual/xzh9g4g68fzf9ys6/wish/1523186916</guid>
      </item>
      <item>
         <title></title>
         <author>vanjaprofessoravirtual</author>
         <link>https://padlet.com/vanjaprofessoravirtual/xzh9g4g68fzf9ys6/wish/1523187686</link>
         <description><![CDATA[<div><br></div><div><br></div>]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads.storage.googleapis.com/709825045/72de33f8ea249e56a4a203b4d2493535/Aplausos_para_todos_os_professores.mp4" />
         <pubDate>2021-05-14 00:59:53 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/vanjaprofessoravirtual/xzh9g4g68fzf9ys6/wish/1523187686</guid>
      </item>
      <item>
         <title></title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/vanjaprofessoravirtual/xzh9g4g68fzf9ys6/wish/1524304798</link>
         <description><![CDATA[<div>Pro CRISTIANE<br><br><br>Bom DIA a todos sou a Prof. Cristiane Santos , sou Pedagoga e Especializada em Educaçao Especial. Nesse momento estou na Escola MEF Josafa Aires da Costa desde 2018. Sou uma pessoa determinada e focada no que faz em relaçao a aprendizagem dos meus alunos. Obrigada pela oportunidade nesse curso e sucesso a todos😍😍😍😍</div>]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads.storage.googleapis.com/1184047885/fe0f6dbeb72ccf851322a50e8712439d/1620995208275888625382.jpg" />
         <pubDate>2021-05-14 12:27:23 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/vanjaprofessoravirtual/xzh9g4g68fzf9ys6/wish/1524304798</guid>
      </item>
      <item>
         <title></title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/vanjaprofessoravirtual/xzh9g4g68fzf9ys6/wish/1524326165</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads.storage.googleapis.com/1191067105/8016ff772abf8e269f39f5c0842eec9e/CADCEEB3_C88B_4CB5_B2DA_E191E331F5E7.jpeg" />
         <pubDate>2021-05-14 12:35:02 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/vanjaprofessoravirtual/xzh9g4g68fzf9ys6/wish/1524326165</guid>
      </item>
      <item>
         <title></title>
         <author>soaresmarinete</author>
         <link>https://padlet.com/vanjaprofessoravirtual/xzh9g4g68fzf9ys6/wish/1524616005</link>
         <description><![CDATA[comment
0
Leitura suplementar: #dica do dia: Textos 01,02, 04
Avatar de Vanja Professora Virtual Vanja Professora Virtual
15d
Leitura suplementar: #dica do dia: Textos 01,02, 04 

Texto 01: Alfabetização em tempos de coronavírus: como fazer?

Saiba como os alfabetizadores podem orientar as famílias das crianças que estão no ciclo de alfabetização durante o tempo de isolamento social.
                                Mara Mansani
 
Aulas suspensas, férias ou recesso, isolamento social, o desafio da Educação a distância, uso das tecnologias, acesso à internet, as desigualdades sociais, a necessidade de aprendizagem das crianças, as dificuldades dos pais... Nossa! É muita informação para processar. Não é isso que você está pensando ou sentindo? Mas, calma, estamos todos juntos e vivendo essa situação inédita, nunca antes imaginada por nós, professores, e todo o mundo. É normal que estejamos assim.
Agora, você pode se perguntar: o que podemos fazer nesse momento? Primeiro: se acalmar, procurar manter uma rotina saudável e o mais normal possível em casa, prevendo momentos de leitura, de atividade física, de relaxamento. Além das atividades normais da família, fazer o isolamento social, ficar atento a notícias falsas e se cuidar evitando o contágio do coronavírus.
Mas o que podemos fazer pelos nossos alunos na alfabetização? Como orientá-los na continuidade dos estudos para que mantenham a rotina de estudos e se preparando para a volta, mesmo que ela possa demorar mais do que pensamos? Penso que para isso precisamos orientar as famílias a criar uma rotina de estudos para suas crianças. Podemos usar os meios de comunicação disponíveis, mas, antes, precisamos levar em conta alguns pontos:
●     A casa não é escola. Não espere que a família se comporte como uma sala de aula;
●     Pais e responsáveis não são professores. Tenha paciência com eles. Use uma linguagem que compreendam. Proponha atividades que sejam possíveis deles aplicarem com os alunos; 
●     Tempo de estudo escolar não é o mesmo tempo da vida em família. Quatro ou cinco horas de estudo ou mais é só na escola. Lembre-se: muitos responsáveis podem estar trabalhando remotamente em suas casas. 
●     As crianças precisam de acompanhamento; 
●     Nem todos têm acesso e/ou familiaridade com as tecnologias. Nem mesmo nós, professores, sabemos lidar sempre com essas novidades tecnológicas. Por isso, use a criatividade e procure aprender com algum colega para que possa orientar da melhor maneira possível as famílias. Peça ajuda a coordenação pedagógica de sua escola e monte grupos de estudo, por exemplo, entre colegas professores;
●     Não somos professores as 24 horas do dia. Faça combinados com o grupo das famílias. De tempo, de devolutiva. Preserve seu tempo pessoal, mas se for necessário abra alguma exceção; 
●     Aproveite os diversos e muitos materiais já produzidos, gratuitos e disponibilizados na internet por instituições e profissionais da Educação. Os materiais de NOVA ESCOLA para apoio do professor nesse período de quarentena, por exemplo, estão reunidos nessa página (https://novaescola.org.br/subhome/171/coronavirus);
●     Proponha atividades explorando diferentes linguagens. Explore o lúdico e, quando possível, atividades criativas;
●     Use as ferramentas de comunicação disponíveis, se possível de livre acesso. Crie materiais escritos, em
●     vídeos e ou áudios, para orientação aos responsáveis pelos estudantes;
●     Sugira o uso de materiais comuns que os alunos possam ter em casa ou acesso virtual. Nos escritos evite, por exemplo, arquivos pesados (grave em PDF) e dê preferência para materiais que não exijam impressão colorida. Pense preferencialmente em propostas que possam ter o formato adaptado pelas famílias;
●     Procure propor atividades que levam a autonomia das crianças e, na alfabetização, que levem a reflexão sobre o sistema de escrita alfabética; 
 
Veja minha sugestão de plano de estudos para contribuir com a alfabetização das crianças em casa. A proposta está com uma linguagem que os responsáveis possam entender. Mas não esqueça de mandar antes uma mensagem a eles dizendo sobre a importância dos estudos, do papel deles nesse momento, que principalmente tenham paciência e calma com as crianças. Lembre-se de dizer que juntos nós podemos enfrentar melhor esse momento complicado. 
No plano de estudos abaixo procurei propor também atividades que as crianças estão familiarizadas e que fazem parte do currículo na alfabetização, de acordo com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC). São atividades de leitura, oralidade e escrita, mas você pode acrescentar atividades de outros componentes curriculares. Fique à vontade para adaptar o plano de acordo com as necessidades de aprendizagem dos seus alunos ou para alunos de outros anos. 

 

Texto 02: Alfabetização e parceria com a família: como fazer em tempos de pandemia?

Incentivar a participação dos pais e responsáveis pode colaborar com a aprendizagem dos pequenos nesse período. (Mara Mansani).

Como professores, estamos vivendo tantas coisas inéditas e tão diferentes na educação nessa época de pandemia. E quantas coisas! Muitas delas, meses atrás, diríamos talvez ser impossíveis de acontecerem, mas agora elas vêm impactando nosso trabalho e até mesmo a nossa vida pessoal.
Em uma das redes que atuo como professora, a de Educação do Estado de São Paulo, venho participando de formações e outras reuniões pedagógicas, de alinhamento de ações com mais de 100 mil professores ao mesmo tempo, todos conectados! Incrível, não é mesmo? Quem diria que isso seria possível. A questão não é somente a quantidade de pessoas reunidas, mas a possibilidade da formação online.
Outro fato: formar professores para o uso de tecnologia como ferramenta de apoio e de desenvolvimento da aprendizagem, em tão pouco tempo, alguns meses apenas, também é impressionante. Muitas dessas formações são iniciativas dos próprios professores em compartilhamento de saberes.
Logicamente que com tanta desigualdade na Educação em nosso país, nem todos puderam ter acesso, mas a realidade nos mostra objetivamente que é possível fazer grandes ações pela Educação. Não só em momentos que pedem urgência como agora, mas sim de forma planejada e coordenada. Isso depende de políticas públicas de formação, de implementação da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), de investimentos (atenção ao FUNDEB) na Educação, entre tantas coisas. 
Mas há algo que faz parte desse rol de “coisas difíceis” de acontecer, mas que vem acontecendo e que tem a ver com nossa ação direta como professores e que de certa forma também faz parte de algumas crenças.
O trabalho conjunto: família e professores.
Muitas vezes não acreditamos no potencial dessa parceria e ficamos repetindo que isso não funciona, que as famílias não querem saber de nada, que não se preocupam com a aprendizagem dos filhos e por aí vai. Mas nesse período de estudo domiciliar, não só os professores estão mostrando seu valor, compromisso e engajamento pela aprendizagem das nossas crianças, jovens e adolescentes, as famílias também vêm dando o seu melhor, em um trabalho conjunto de se admirar.

Sei que não são todas, mas com certeza nunca houve um movimento tão grande e de tanto esforço e compromisso dessas famílias em nosso país. E olha que nunca estivemos tão juntos e presentes, família e professores, como agora em nosso distanciamento social.
Se estão acontecendo ações pela aprendizagem, se há continuidade de estudos, se nossos alunos continuam de alguma forma se desenvolvendo é porque a parceria de professores e famílias está acontecendo. Nem sempre fácil, mas ela vem surgindo e não podemos perder essa oportunidade de firmarmos nosso compromisso conjunto pela aprendizagem dos alunos.
Imaginem quando voltarmos, a importância da continuidade dessa parceria para darmos conta da aprendizagem de todos e ainda mais daqueles que não tiveram acesso a esse estudo por conta de tantas desigualdades socioeconômicas em nosso país.

Como podemos aproveitar essa parceria pela alfabetização das nossas crianças?

Penso que primeiramente estabelecendo um diálogo franco e aberto com os pais e responsáveis pelas crianças, deixando claro os papéis de cada um, orientando-os no desenvolvimento de cada atividade, na continuidade dos estudos agora no contexto familiar, tendo paciência, respeito e muita boa vontade!

Na oralidade, leitura e escrita em casa, como os pais podem contribuir para a alfabetização?

Fazendo com suas crianças leituras diárias de livros, contando histórias, aproveitando todos os momentos possíveis em casa para usarem a escrita de forma significativa, criando momentos de escuta familiar, pesquisando com as crianças, conversando sobre temas de importância para eles... enfim, criando na rotina familiar espaço e tempo para que essas práticas se tornem hábitos. Mas isso não acontece do nada, precisamos planejar ações de apoio e orientação a essas famílias.

Muitas coisas que acreditamos como naturais ou que devem acontecer por sua importância e necessidades no desenvolvimento das nossas crianças e sua aprendizagem precisam de incentivo, motivação, orientação e até mesmo de instruções básicas. Muitos pais não têm consciência disso, justamente porque muitos deles não vivenciaram na infância, ou não tiveram acesso, um estudo de qualidade que os dessem essa luz, a clareza desse entendimento.

Então, somos nós professores que podemos contribuir nesse processo de aprendizagem também dos pais e responsáveis.

Talvez vocês estejam pensando: “mas isso não é minha responsabilidade !”, mas dessa forma todos ganham, principalmente as crianças na aprendizagem e que com certeza refletirá no nosso trabalho como professores. Além disso, podemos fazer e contribuir também na construção de um mundo melhor, mais justo, ético e de colaboração de todos. Aliás, temos visto grandes exemplos nesse sentido!

Tenho vivido experiências maravilhosas, às vezes construídas com dificuldades, com as famílias de meus alunos. Até a reunião de pais e mestre virtual, por um aplicativo, foi bem bacana! Espero que vocês também tenham essa oportunidade como eu e muitos professores que conheço e venho conversando por todo o Brasil.

É hora de nos livrarmos de mais uma crença, desse mito, de que não é possível essa parceria. Se isso já vem acontecendo com você, querida professora e querido professor, conte aqui nos comentários, como tem vivido e o que tem feito para fortalecer e ampliar essa parceria.

Um grande abraço e estamos juntos! Até a próxima

 Mara Mansani é professora há quase 30 anos, lecionou em vários segmentos, da Educação  Infantil ao 5º ano do Ensino Fundamental, passando também pela Educação de Jovens e Adultos (EJA). Em 2006, teve dois projetos de Educação Ambiental para o Ensino Básico publicados pela ONG WWF, no livro “Muda o Mundo, Raimundo”. Em 2014, recebeu o Prêmio Educador Nota 10, da Fundação Victor Civita, na área de Alfabetização, com o projeto Escrevendo com Lengalenga.

Texto retirado: Endereço da página:https://novaescola.org.br/conteudo/19447/alfabetizacao-e-parceria-com-a-familia-como-fazer-em- tempos-de-pandemia
Publicado em NOVA ESCOLA 06 de Julho | 2020

Texto 04:  Avaliação Diagnóstica

Autor: Gladys Rocha,
Instituição: Universidade Federal de Minas Gerais-UFMG / Faculdade de Educação / Centro de Alfabetização, Leitura e Escrita-CEALE.

Um conjunto expressivo da literatura denomina diagnóstica a avaliação realizada no início de determinado momento da escolaridade, visando à apreensão de aprendizagens relativas a processos e/ou percursos anteriores. Nessa acepção, a avaliação diagnóstica tem o objetivo de auxiliar no delineamento de pontos de partida de processos de ensino.

No discurso pedagógico, a avaliação diagnóstica tem sido também tratada como sinônimo de avaliação formativa. Nessa perspectiva, ela é entendida também como a avaliação que ocorre ao longo dos processos de ensino e aprendizagem, visando a sua regulação. Ou seja, a avaliação diagnóstica pode ser entendida como aquela que verifica se o aluno aprendeu aquilo que lhe foi ensinado, a fim de identificar dificuldades de aprendizagem a serem superadas. Assim dimensionada, a avaliação diagnóstica (formativa) tem a função de orientar o ensino, o (re) planejamento do trabalho desenvolvido em sala de aula, com foco na aprendizagem do aluno.
É importante observar que, em ambas as possibilidades interpretativas, a avaliação diagnóstica é um instrumento da interação pedagógica que tem como foco parte de um percurso da aprendizagem, visando à delimitação de pontos de partida e/ou de retomada para o ensino. Para ser qualificada como diagnóstica, uma avaliação precisa privilegiar os processos de ensino e aprendizagem e não a indicação de notas, classificações ou hierarquizações. À avaliação diagnóstica caberia contribuir para a identificação de habilidades e/ou competências que o aluno já domina, auxiliando na apreensão daquilo que precisa ser ensinado. Na concepção diagnóstica de avaliação, a apreensão de dificuldades de aprendizagem, visa à delimitação de estratégias voltadas à sua superação e não à produção de classificações ou hierarquias de excelência.

No âmbito da alfabetização, a avaliação diagnóstica (formativa) constitui instrumento essencial para os processos de ensino e aprendizagem da palavra escrita, uma vez que é o diagnóstico que permite identificar os estágios de aprendizagem dos alunos em leitura e em escrita, visando à delimitação das intervenções mais adequadas. Para possibilitar, ao professor, distinguir percursos de aprendizagem em leitura e em escrita, o diagnóstico deve conter atividades de escrita voltadas à apreensão do estágio em que cada aluno se encontra (pré-silábico; silábico; silábico-alfabético; alfabético, etc.), tanto na escrita de palavras, como de frases ou outros textos. Deve, também, apresentar atividades que permitam identificar percursos de leitura, especialmente no que tange à capacidade de decodificação: leitura silabada, com ou sem recuperação do sentido do que foi dado a ler; decodificação com fluência e recuperação de sentido; leitura restrita ao nível da palavra, mas com recuperação do significado; leitura fluente e vários níveis de compreensão, entre outras possibilidades, com foco em contextos específicos de ensino/aprendizagem e/ou à trajetória de um aluno ou turma.

Verbetes associados: Avaliação Externa, Descritor (de competência ou habilidade), Matriz de referência

Referências bibliográficas:

PERRENOUD, P. Não mexa na minha avaliação! Uma abordagem sistêmica da mudança. In: —. Avaliação: da excelência à regulação das aprendizagem - entre duas lógicas. Porto Alegre: Artmed, 1999. p. 145-168.
 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


 


 


Texto 03: ALFABETIZAÇÃO DE CRIANÇAS EM TEMPO DE PANDEMIA E AULAS REMOTAS: O QUE DIZEM E FAZEM OS (AS) PROFESSORES (AS)? RESUMO

Este trabalho busca discutir o que professores (as) de 1º ano ao 3º ano do primeiro ciclo do Ensino Fundamental I de escolas públicas de municípios do agreste de Pernambuco têm a dizer sobre as vivências e experiências de seu trabalho com a alfabetização no contexto de suspensão de aulas presenciais e realização de aulas remotas devido à pandemia de Covid-19 pela qual estamos passando. Sabemos da importância da alfabetização para a criança e da complexidade que envolve o processo de ensino- aprendizagem referente ao sistema notacional, ainda mais quando se é necessário que a alfabetização aconteça em meio a um distanciamento social pelo qual o nosso país está vivenciando. Por meio dos dados coletados, podemos perceber que não está sendo uma tarefa fácil para professores (as), alunos (as) e familiares e que essa nova realidade exige muitas adaptações. Notamos ainda que para que se tenha um êxito maior na aprendizagem dos (as) educandos(as) se faz necessária, mais do que nunca, a parceria entre família-escola.
 

Palavras-chave: Alfabetização, Pandemia, Aulas Remotas.


  INTRODUÇÃO


            Alfabetização é um termo de uso frequente e de simples compreensão no senso comum da maioria das pessoas como aponta Albuquerque (2007, p.11), ao dizer que “Definir o termo “alfabetização” parece ser algo desnecessário, visto que se trata de um conceito conhecido e familiar. Qualquer pessoa responderia que alfabetizar corresponde à ação de ensinar a ler e a escrever”.
No entanto, devemos ressaltar que a alfabetização não deve, ou não deveria, ser entendida apenas como o ato de ensinar e aprender a ler e a escrever. Assim como indica Paulo Freire (1989, p. 72), “Alfabetização é mais que o simples domínio mecânico de técnicas para escrever e ler. Com efeito, ela é o domínio dessas técnicas em termos conscientes. É entender o que se lê e escrever o que se entende”.
Assim, compreendemos que na sociedade letrada em que vivemos a alfabetização e sua importância na vida das pessoas é cada vez mais crucial e necessita ser trabalhada e vivenciada de forma mais significativa e proveitosa possível, o que gera o enfrentamento de desafios diversos por parte dos(as) professores(as) alfabetizadores(as). E, considerando o momento atual de suspensão de aulas presenciais e adoção de aulas remotas online, esse desafio tornou-se ainda mais complexo para os (as) docentes alfabetizadores(as), como também para os(as) próprios(as) estudantes e seus pais ou responsáveis.
Nesse sentido, o presente artigo tem como objetivo discutir um pouco o que têm a dizer professores(as) do 1º ao 3º ano do Ensino Fundamental I de escolas públicas do agreste de Pernambuco sobre como estão realizando seu trabalho com a alfabetização de seus(suas) educandos(as) diante do contexto educacional bastante diferenciado que estamos vivendo com a adoção das aulas e atividades escolares de forma remota.
A alfabetização é a apropriação do sistema de escrita, ou seja, a aprendizagem e utilização do alfabeto. É por meio da aprendizagem do alfabeto que a criança inicia sua jornada no mundo da leitura e vivencia experiências que apenas a leitura é capaz de proporcionar. A leitura e a escrita inserem a criança em diversas práticas sociais e a faz enxergar o mundo de forma mais dinâmica e viver com mais autonomia.
O termo alfabetização designa o ensino e o aprendizado de uma tecnologia de representação da linguagem humana, a escrita alfabético-ortográfica. O domínio dessa tecnologia envolve um conjunto de conhecimentos e procedimentos relacionados tanto ao funcionamento desse sistema de representação quanto às capacidades motoras e cognitivas para manipular os instrumentos e equipamentos de escrita. (SOARES, 2005, p.24)

A aprendizagem do sistema alfabético é um processo que passa por várias etapas, não acontece de forma descontextualizada e nem de forma rápida; exige paciência e dedicação por parte de professores (as) e alunos(as), pois ao iniciar o processo de conhecimento do sistema de escrita alfabético a criança se depara com um sistema notacional complexo. Logo, necessita que o(a) docente aproxime esse conhecimento do(a) estudante trazendo para sua realidade, aproximando de sua cultura, para que a compreensão desse sistema se torne significativa. A alfabetização já é um processo de aprendizagem complexo e desafiador para professores(as) e alunos(as) e tornou-se ainda mais com o cenário de distanciamento social que se instalou no Brasil em março de 2020.

No final do ano de 2019 o mundo foi surpreendido com a notícia de uma epidemia respiratória que havia começado na China e estava atingindo grande parte da população, que apresentavam sintomas de grau leve a grave. O mundo ficou atento ao desenvolvimento dessa epidemia que era causada por um vírus denominado o Novo Coronavírus. A disseminação da doença causada por este vírus, denominada Covid-19, foi crescendo e atingindo outros países. Assim, em 2020 essa enfermidade foi considerada uma pandemia, ou seja, uma doença que é capaz de atingir toda a população existente no planeta, pois aos poucos essa doença alcançou todos os países.
Em dezembro de 2019, a cidade de Wuhan, localizada na província de Hubei, na China, vivenciou um surto de pneumonia de causa desconhecida.Em janeiro de 2020, pesquisadores chineses identificaram um novo coronavírus (SARS-CoV-2) como agente etiológico de uma síndrome respiratória aguda grave, denominada doença do coronavírus 2019, ou simplesmente COVID-19 (Coronavírus Disease – 2019). (CAVALCANTE ET. AL., 2020, p. 02)

            Em fevereiro de 2020 foi diagnosticado o primeiro caso de Covid-19 no Brasil e em 18 de março diversas atividades foram suspensas. inclusive as aulas presenciais. Com a suspensão das aulas presenciais as escolas tiveram que se reinventar e encontrar formas de levar o conhecimento aos(as) estudantes mesmo diante do distanciamento social, e assim, continuar com o processo de ensino-aprendizagem. 


As discussões em torno dessa nova pauta foram aumentando ao passo que o distanciamento era sugerido pelos especialistas a fim de conter a disseminação do vírus. As crianças passaram então a ser assistidas pela escola através de aulas online, vídeoaulas, apostilas entre outras ferramentas que foram e estão sendo utilizadas para amenizar o efeito da pandemia na escolarização das crianças, aulas estas que estão sendo chamadas de aulas remotas.


As aulas remotas fazem com que o ensino se torne mais complexo; devido a distância e a falta de recursos, os (as) professores (as) usam os meios que podem e que sejam capazes de alcançar o maior número de crianças. Dessa forma, reconhecemos que se a alfabetização não é um processo fácil tão pouco se tornará sendo realizado à distância. As aulas remotas ou online que acontecem, muitas vezes, por meio da internet já eram um recurso utilizado por universidades e cursos de ensino superior ou técnico, mas não era de domínio de alunos (as) e professores (as) da educação básica; estes tiveram que se adaptar as novas ferramentas e novas formas de se relacionar nesse novo contexto.


Os (As) professores (as) tentam subsidiar as crianças da forma que podem, porém precisam da ajuda primordial da família ou dos responsáveis por esses educandos (as). É por meio da família que os (as) professores (as) pretendem conseguir alfabetizar as crianças de forma satisfatória. Criando-se, assim, outro desafio aos (as) doentes, pois,   em grande parte dos casos, os familiares trabalham, estão ocupados ou não conseguem repassar para as crianças as informações por não ter, muitas vezes, uma formação necessária para prestar essa assistência.

 METODOLOGIA

            Nossa metodologia desenvolveu-se por meio da elaboração, através do Google Forms, e divulgação por meio de WhatsApp, de questionários, sobre o tema abordado, com professores (as) do 1º ao 3º ano do Ensino Fundamental de escolas públicas do agreste de Pernambuco. Delimitamos esses sujeitos por considerarmos que estavam atuando na etapa do ciclo de alfabetização e, assim, atenderem melhor aos nossos objetivos nesse trabalho.

No total, recebemos a devolutiva de 14 questionários, dos quais, selecionamos para análise mais detalhada as respostas de 3 professores (as) do 1º ano,3 professores (as) do 2º ano, e 3 professores(as) do 3ºano por as considerarmos mais completas e relacionadas aos temas aqui abordados e também para ficar uma quantidade mais equilibrada de sujeitos e respostas. Os colaboradores de nosso breve estudo serão identificados como P. (de professor/a) e o número de suas ordens de resposta, a fim de não comprometermos a identidade de nenhum sujeito.
Para a análise dos dados coletados optamos por nos apoiar na Análise de Conteúdo de Bardin (2004), que segundo a autora,
[...] trata-se de um conjunto de técnicas de análise das comunicações visando obter por procedimentos sistemáticos e objetivos de descrição do conteúdo das mensagens, indicadores (quantitativos ou não) que permitam a inferência de conhecimentos relativos às condições de produção/recepção (variáveis inferidas) destas mensagens (BARDIN, 2004, p. 37).

            Nesse sentido, com essa perspectiva de análise das mensagens presentes nas respostas dos (as) docentes nos foi possibilitado a criação de categorias para facilitar nossa compreensão sobre as questões e temas aqui propostos.

RESULTADOS E DISCUSSÃO


A partir das respostas aos questionários, após uma análise inicial, organizamos os dados em cinco categorias, quais sejam: Alfabetização, Recursos Docentes, Dificuldades, Benefícios, Devolutiva/Evolução.

Com relação à primeira categoria, Alfabetização, os(as) docentes a definiram como a aprendizagem de leitura e escrita, do sistema alfabético e ortográfico e destacaram a sua importância fundamental para a vida em sociedade, como podemos  ver nos trechos abaixo:
A alfabetização deve ser vista como prioridade no processo de ensino- aprendizagem, pois trata-se do alicerce para uma sociedade mais  igualitária. (P.5).
Processo de ensino-aprendizagem que favorece o desenvolvimento de habilidades de leitura e escrita.(P.9).

            Nesse sentido, podemos ver que as respostas dos(as) docentes coadunam com o que nos dizem Albuquerque, Morais e Ferreira (2013, p. 18, grifos dos autores) ao conceber a “alfabetização como o processo de apropriação da escrita alfabética,  ou seja, a compreensão, por parte dos sujeitos, dos princípios que regem esse sistema notacional”.

As falas se relacionam também ao que apontam Maciel e Lúcio (2008, p.16) ao indicarem que “O ato de ensinar a ler e escrever, mais do que possibilitar um simples domínio de uma tecnologia, cria condições para a inserção do sujeito em práticas sociais de consumo e produção de conhecimento e em diferentes instâncias sociais e políticas”.

Quanto à segunda categoria, que abarca os Recursos Docentes, os mais citados foram internet, vídeo aulas, apostilas, WhatsApp, You Tube e Google Classroom, como podemos ver nas respostas seguintes:

Vídeos chamadas, grupos no Whatsapp, Google sala de aula e chamadas de voz, sabendo que não está disponível para todos, pois infelizmente nem todos tem acesso as ferramentas adequadas. (P.5)
Através de vídeoaula e aulas online, trabalhando com leituras simples, livros paradidáticos, estudo de todas as famílias silábica, leitura de imagem, material de fichas de leitura e leitura coletiva e individual online. (P.8).

            Diante do exposto, vemos a relação dessas respostas e dos recursos usados pelos(as) docentes no contexto de pandemia com o que indicam Holanda, Pinheiro e Pagliuca (2013) ao destacarem que

[...] essas ferramentas de comunicação promovem a interação e a colaboração porquanto facilitam a interconexão de uma série de pessoas com a finalidadede propiciar o fluxo de informação entre elas, e também a realização de trabalhos conjuntos. (HOLANDA; PINHEIRO; PAGLIUCA, 2013, p. 409)
 
            Desse modo, tais ferramentas são muito úteis possibilitando assim, o desenvolvimento do trabalho dos(as) docentes em interação com seus(suas) educandos(as) mesmo a distância.
Uma terceira categoria surgida foi sobre as Dificuldades dos(as) docentes no desenvolvimento de suas atividades de alfabetização no contexto atual, e os principais destaques foram: falta de recursos como acesso a internet, o excesso de burocracia nos registros das aulas e a falta de paciência e participação dos responsáveis pelos(as) alunos(as) , como vemos na seguinte fala.

Excesso de burocratização do trabalho docente, que não implica em efetivamente retorno em termos de aprendizagem. Dependência da família para que as crianças tenham acesso ao material proposto, a falta de acesso a recursos tecnológicos por parte de algumas famílias, falta paciência muitas vezes dos familiares no acompanhamento dos processos, buscam sempre o caminho mais rápido, não os mais efetivos. (P. 1)

            Nesse sentido, percebemos o papel crucial da família para o desenvolvimento da aprendizagem e, nesse contexto de pandemia em que a casa praticamente se tornou a escola, esse papel e sua importância tornam-se ainda mais indispensáveis, onde a família passa a ser o principal canal entre as crianças e as escolas e assim, a importância que esses pais ou responsáveis atribuem à escola e à educação de suas crianças é o reflexo de suas atitudes que podem favorecer ou não uma aprendizagem efetiva. Por esse viés, concordamos com Ferrari (2020) quando nos dizem que

Assim também acontece com relação à educação formal, a participação dos pais depende, antes de qualquer coisa, da relação que estes mesmo pais têm com o conhecimento. Pais que valorizam a formação científica e cultural tendem a influenciar positivamente a relação estabelecida entre os filhos e o processo de aprendizagem. (FERRARI, 2020, p. 01).

            Na quarta categoria, dos Benefícios das aulas remotas em comparação às aulas presenciais, percebemos nas respostas dos(as) docentes que para a aprendizagem em si, as vantagens são poucas, porém, consideram o ponto positivo a proteção à saúde, como citados nos seguintes trechos.


Só pelos riscos à saúde que estão sendo evitados, mas em termos de efetividade não creio que existam vantagens em relação à atividade presencial. (P.1).
O distanciamento deixa lacunas na interação entre quem ensina e quem aprende, ou seja, entre o professor e o aluno. A relação interpessoal é um fator de extrema relevância para que haja benefícios no processo de alfabetização. (P.3).

            Nessa perspectiva, apresentada nas respostas dos(as) docentes vemos que o distanciamento social e a suspensão das aulas presenciais afetaram drasticamente a interação entre professores(as) e estudantes, mas tornou-se algo essencial para evitar a circulação do Coronavírus em nossa região, como indicam Cavalcante et. al. (2020, p.02) quando trazem que “No Brasil, os primeiros casos foram confirmados no mês de fevereiro, e diversas ações foram implementadas a fim de conter e de mitigar o avanço da doença”. E, como bem sabemos, uma dessas medidas foi a suspensão das aulas presenciais que em nosso estado, Pernambuco, ocorreu desde 18 de março, por meio do Decreto Nº 48810 de 16/03/2020.


A quinta e última categoria surgida a partir de nossas análises, se relaciona a questão das Devolutivas e Evolução da aprendizagem dos(as) educandos(as) com relação à alfabetização no contexto das aulas remotas e indica como principal destaque  a insatisfação e angústia dos(as) docentes, como podemos perceber nas falas a seguir.

Menos da metade da turma realiza as atividades propostas, boa parte, por falta de interesse. Tenho mãe (de aluno) que não sabe ler e escrever e seu filho têm respondido bem; a mãe se empenha pra que ele realize todas as atividades diariamente apesar de todas as dificuldades. Não saber ler e escrever fez com que (ela) reconhecesse a importância destas atividades na vida cotidiana. (P. 1).
A evolução tem sido muito abaixo do esperado. Pois, para que houvesse um aprendizado significativo a família teria que estar comprometida numa parceria com a escola. Mas tomando como exemplo a minha turma, os pais não estão preocupados se o filho fez ou não a tarefa. A propósito, já recebi devolutiva de atividades feitas/respondidas pela mãe ao invés do estudante. (P.6).

            Diante do exposto nas respostas dos(as) docentes, percebemos as ausências e dificuldades na devolutiva das atividades como também na evolução e no desenvolvimento da aprendizagem desses(as) educandos(as) diante do contexto de aulas remotas. Constatamos também a questão da família e da relevência que seu engajamento, ou a falta dele, proporcionam para a aprendizagem de suas crianças, como também o aspecto da escolarização dos pais ou responsáveis desses(as) estudantes, que, muitas das vezes, não tem o conhecimento para ajudar mais efetivamente em suas atividades. 


Assim, percebemos que o peso maior ainda continua com os(as) professores(as), que mesmo à distância e especialmente por causa dela, têm que se desdobrar ainda mais que o normal para alcançar os(as) educandos(as) e ajudar a família nessa missão e nesse modo de alfabetizar que muitos de nós nunca havíamos imaginado antes. Nesse sentido, como indicam Ferreira e Albuquerque (2013, p. 118, 119) “É importante o professor saber que ele pode associar formas diferentes de fazer e tentar, por diferentes caminhos para que seus(suas) alunos(as) aprendam.” E, diante do cenário que estamos vivendo, como reforçam os autores, “É nesse momento que o professor passa a pensar sobre o novo e a fabricar a sua prática a partir do que ele já sabe, já conhece e já faz”. (FERREIRA; ALBUQUERQUE, 2013, p. 118).


 CONSIDERAÇÕES FINAIS


            Diante de tudo que foi apresentado, a partir desse breve exercício de pesquisa, onde pretendiamos conhecer e discutir sobre o que dizem e estão fazendo os(as) docentes de escolas públicas do agreste de Pernambuco para realizar a alfabetização dos(as) educandos(as) no contexto de aulas remotas devido a pandemia de Covid-19 pela qual estamos passando, constatamos que o cenário mostrou-se totalmente desconhecido e desafiador para todos.


Com base no contexto que estamos vivenciando e nas respostas analisadas, ficou evidente que as mudanças atingiram desde os(as) docentes que tiveram toda sua rotina modificada e transformaram suas casas em salas de aula e se esforçam a cada dia para se reinventarem e ajudar os(as) estudantes do melhor modo possível, como também os(as) educandos(as) e suas famílias que tiveram que se adequar a uma nova realidade, na qual a casa se tornou um ambiente escolar.

Com as respostas analisadas percebemos o quão importante é, realmente, o papel da família na educação das crianças, especialmente diante do contexto atual no qual as famílias são o principal elo entre as crianças e seus(suas) profesores(as) considerando que os pais ou responsável também representam a figura do(a) professor(a) no auxílio a realização das atividades sugeridas remotamente.

Constatamos também como a falta de recursos, como acesso a internet, por exemplo, dificultam a realização de um trabalho mais significativo com relação à alfabetização nas aulas remotas, tornando esse processo ainda mais demorado e deficitário quanto à aprendizagem dos(as) educandos(as). Assim, de acordo com as falas dos(as) docentes que questionamos, percebemos também que a devolutiva e a evolução do ensino-aprendizagem não tem sido tão satisfatória; o que nos faz refletir que mesmo com toda a dedicação de professores(as) e de boa parte famílias o contexto das aulas remotas não conseguiu se assemelhar às aulas presenciais o que pode gerar consequências também desconhecidas e ainda mais desafiadoras para o futuro educacional de nosso país.

Entretanto, ressaltamos que mesmo diante das dificuldades aqui apresentadas, consideramos que diante do cenário de incertezas trazido por essa pandemia, onde a suspensão das aulas tornou-se medida essencial de proteção à saúde e à vida, professores (as), estudantes e famílias estão se superando e buscando a cada dia novas formas de continuar com essa missão complexa e crucial que é a alfabetização e a educação de modo geral.
 
REFERÊNCIAS


ALBUQUERQUE, Eliana Borges Correia de. Conceituando alfabetização e letramento. In. SANTOS, Carmi Ferraz. Alfabetização e letramento: conceitos e relações / organizado por Carmi Ferraz Santos e Márcia Mendonça. Belo Horizonte: Autêntica, 2007.


ALBUQUERQUE, Eliana Borges Correia de. MORAIS, Artur Gomes de. FERREIRA, Andréa Tereza Brito. A relação entre alfabetização e letramento na Educação de Jovens e Adultos: questões conceituais e seus reflexos nas práticas de ensino e nos livros didáticos. In. Alfabetizar letrando na EJA : fundamentos teóricos e propostas didáticas / organização: Telma Ferraz Leal, Eliana Borges Correia de Albuquerque, Artur Gomes de Morais. – Belo Horizonte : Autêntica Editora, 2013. – (Coleção Estudos em EJA)

BARDIN, Laurence. Análise de Conteúdo. Lisboa: Edições 70, 2004.

CAVALCANTE, João Roberto. SANTOS, Augusto César Cardoso dos. BREMM, João Matheus. LOBO, Andréa de Paula. MARCÁRIO, Eduardo Marques Macário. OLIVEIRA, Wanderson Kleber de. FRANÇA, Giovanny Vinícius Araújo  de. COVID-19  no  Brasil:  evolução  da  epidemia  até  a  semana  epidemiológica  20  de  2020. Epidemiol. Serv. Saúde, Brasília, 2020.
 
FERRARI, Juliana Spinelli. "Papel dos pais na educação: a dimensão emocional da formação"; Brasil                                                       Escola.                      Disponível                        em: https://brasilescola.uol.com.br/psicologia/papel-dos-pais-na-educacao.htm. Acesso em 25 de agosto de 2020.

FERREIRA, Andréa Tereza Brito. ALBUQUERQUE, Eliana Borges Correia de. Sílabas, sim! Método silábico, não!.In. Alfabetizar letrando na EJA : fundamentos teóricos e propostas didáticas / organização: Telma Ferraz Leal, Eliana Borges Correia de Albuquerque, Artur Gomes de Morais. – Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2013. – (Coleção Estudos em EJA)
 
FREIRE, Paulo. Educação e Mudança. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1989.

HOLANDA, Viviane Rolim de. PINHEIRO, Ana Karina Bezerra. PAGLIUCA, LoritaMarlenaFreitag. Aprendizagem na educação online: análise de conceito.RevBrasEnferm, Brasilia 2013.

MACIEL, Francisca Isabel Pereira. LÚCIO, Iara Silva. Os conceitos de alfabetização e letramento e os desafios da articulação entre teoria e prática. In: Alfabetização e letramento na sala de aula / organização: Maria Lúcia Castanheira, Francisca Izabel Pereira Maciel, Raquel Márcia Fontes Martins – Belo Horizonte: Autêntica/Ceale, 2008.

SOARES, Magda. Alfabetização e letramento: caderno do professor / Magda BeckerSoares; Antônio Augusto Gomes Batista. Belo Horizonte:Ceale/FaE/UFMG, 2005.

 

 

Texto 04:  Avaliação Diagnóstica

Autor: Gladys Rocha,

Instituição: Universidade Federal de Minas Gerais-UFMG / Faculdade de Educação / Centro de Alfabetização, Leitura e Escrita-CEALE,

Um conjunto expressivo da literatura denomina diagnóstica a avaliação realizada no início de determinado momento da escolaridade, visando à apreensão de aprendizagens relativas a processos e/ou percursos anteriores. Nessa acepção, a avaliação diagnóstica tem o objetivo de auxiliar no delineamento de pontos de partida de processos de ensino.

No discurso pedagógico, a avaliação diagnóstica tem sido também tratada como sinônimo de avaliação formativa. Nessa perspectiva, ela é entendida também como a avaliação que ocorre ao longo dos processos de ensino e aprendizagem, visando a sua regulação. Ou seja, a avaliação diagnóstica pode ser entendida como aquela que verifica se o aluno aprendeu aquilo que lhe foi ensinado, a fim de identificar dificuldades de aprendizagem a serem superadas. Assim dimensionada, a avaliação diagnóstica (formativa) tem a função de orientar o ensino, o (re) planejamento do trabalho desenvolvido em sala de aula, com foco na aprendizagem do aluno.

É importante observar que, em ambas as possibilidades interpretativas, a avaliação diagnóstica é um instrumento da interação pedagógica que tem como foco parte de um percurso da aprendizagem, visando à delimitação de pontos de partida e/ou de retomada para o ensino. Para ser qualificada como diagnóstica, uma avaliação precisa privilegiar os processos de ensino e aprendizagem e não a indicação de notas, classificações ou hierarquizações. À avaliação diagnóstica caberia contribuir para a identificação de habilidades e/ou competências que o aluno já domina, auxiliando na apreensão daquilo que precisa ser ensinado. Na concepção diagnóstica de avaliação, a apreensão de dificuldades de aprendizagem, visa à delimitação de 
 

 

 

                                                                                                                        

 | LÍNGUA PORTUGUESA 2ºAno Ensino Fundamental
 | 1º Bimestre
 | Considerando a necessidade de retomada das habilidades trabalhadas no ano de 2020, sugerimos que seja realizada atividades usando as seguintes habilidades do 1º ano.
 | Campos de Atuação | Prática de Linguagem | Objetos de Conhecimento | Conhecimento Prévio | Habilidades
 | TODOS OS CAMPOS DE ATUAÇÃO   | Análise
 linguística/semiótica
 (Alfabetização)   | Conhecimento do alfabeto do português
 do Brasil | (EI01TS02) Traçar marcas gráficas, em
 diferentes suportes, usando instrumentos riscantes e tintas. (EI02EF09) Manusear diferentes instrumentos e suportes de escrita para desenhar, traçar letras e outros sinais gráficos. |   (EF01LP04) Distinguir as letras do alfabeto de outros sinais gráficos.   
 | Sugestão Pedagógica: Essa aprendizagem é complementar às habilidades de leitura, sobretudo dos textos do Campo da vida cotidiana, por meio das quais os estudantes percebem o uso das letras, dos números, dos símbolos e aprendem a diferenciá-los. Link: https://bit.ly/34LcCUy;  Link: https://bit.ly/32ureoN;  Link: https://bit.ly/3b0VlIe
 | TODOS OS CAMPOS DE ATUAÇÃO   | Análise
 linguística/semiótica
 (Alfabetização) | Construção do sistema
 alfabético e da
 ortografia   | (EI03TS03) Reconhecer as qualidades do som (intensidade, duração, altura e timbre), utilizando-as em suas produções sonoras e ao ouvir músicas e sons. |  (EF01LP06) Segmentar oralmente palavras em sílabas.  
 | Sugestão Pedagógica: Aprendizagem complementar que pode ser articulada aos textos poéticos, por exemplo.  Link:https://bit.ly/34LcCUy; Link:https://bit.ly/3b0VETo 
 | Campos de Atuação | Prática de Linguagem | Objetos de Conhecimento | Conhecimento Prévio | Habilidades
 | TODOS OS CAMPOS DE ATUAÇÃO   | Análise
 linguística/semiótica
 (Alfabetização) | Segmentação de
 palavras/Classificação
 de palavras por
 número de sílabas | (EI03EF03) Escolher e folhear livros, procurando orientar-se por temas e ilustrações e tentando identificar palavras conhecidas. (EI02EF09) Manusear diferentes instrumentos e suportes de escrita para desenhar, traçar letras e outros sinais gráficos. | (EF01LP12) Reconhecer a separação das palavras, na escrita, por espaços em branco.    
 | Sugestão Pedagógica: A segmentação é uma especificidade da escrita e é por meio da leitura dos textos, sobretudo dos textos poéticos que podem ser memorizados e podem ser lidos ajustando a pauta oral ao texto escrito, que os estudantes percebem esse espaço entre as palavras. Portanto, essa aprendizagem deve ser articulada à leitura desses textos. Link:https://bit.ly/34LcCUy;   Link: https://bit.ly/34Hn8fE
 | HABILIDADE DO 2º ANO
 | Campos de Atuação | Prática de Linguagem | Objetos de Conhecimento | Conhecimento Prévio | Habilidades
 | CAMPO DAS PRÁTICAS DE ESTUDO E PESQUISA | Leitura/escuta (compartilhada e
 autônoma) | Pesquisa |   | (EF02LP21) Explorar, com a mediação do professor, textos informativos de diferentes ambientes digitais de pesquisa, conhecendo suas possibilidades.
 | Sugestão Pedagógica: Expectativa de fluência importante para a formação dos leitores e que lhes possibilitarão ampliar, também, suas práticas de letramento digital. Propor o estudo dos mais diversos textos em ambientes digitais, como revistas, jornais e blogs específicos para o público infantil. O objetivo é a explorar recursos específicos do meio digital: hiperlinks, organização das informações e outros recursos específicos de cada site ou ferramenta. Link:https://bit.ly/34LcCUy

Estratégias voltadas à sua superação e não à produção de classificações ou hierarquias de excelência.

No âmbito da alfabetização, a avaliação diagnóstica (formativa) constitui instrumento essencial para os processos de ensino e aprendizagem da palavra escrita, uma vez que é o diagnóstico que permite identificar os estágios de aprendizagem dos alunos em leitura e em escrita, visando à delimitação das intervenções mais adequadas. Para possibilitar, ao professor, distinguir percursos de aprendizagem em leitura e em escrita, o diagnóstico deve conter atividades de escrita voltadas à apreensão do estágio em que cada aluno se encontra (pré-silábico; silábico; silábico-alfabético; alfabético, etc.), tanto na escrita de palavras, como de frases ou outros textos. Deve, também, apresentar atividades que permitam identificar percursos de leitura, especialmente no que tange à capacidade de decodificação: leitura silabada, com ou sem recuperação do sentido do que foi dado a ler; decodificação com fluência e recuperação de sentido; leitura restrita ao nível da palavra, mas com recuperação do significado; leitura fluente e vários níveis de compreensão, entre outras possibilidades, com foco em contextos específicos de ensino/aprendizagem e/ou à trajetória de um aluno ou turma.

Verbetes associados: Avaliação Externa, Descritor (de competência ou habilidade), Matriz de referência

Referências bibliográficas:

PERRENOUD, P. Não mexa na minha avaliação! Uma abordagem sistêmica da mudança. In: —. Avaliação: da excelência à regulação das aprendizagem - entre duas lógicas. Porto Alegre: Artmed, 1999. p. 145-168.
 

 

 

 

 

 


 
 

er? Texto 02: Alfabetização e parceria com a família: como fazer em tempos de pandemia? Texto 03: alfabetização de crianças em tempo de pandemia e aulas remotas: o que dizem e fazem os (as) professores (as)? Resumo Texto 04: Avaliação Diagnóstica      Autor: Gladys Rocha,      



 


 

Texto 01:Alfabetização em tempos de coronavírus: como fazer?

Saiba como os alfabetizadores podem orientar as famílias das crianças que estão no ciclo de alfabetização durante o tempo de isolamento social

Mara Mansani
 
Aulas suspensas, férias ou recesso, isolamento social, o desafio da Educação a distância, uso das tecnologias, acesso à internet, as desigualdades sociais, a necessidade de aprendizagem das crianças, as dificuldades dos pais... Nossa! É muita informação para processar. Não é isso que você está pensando ou sentindo? Mas, calma, estamos todos juntos e vivendo essa situação inédita, nunca antes imaginada por nós, professores, e todo o mundo. É normal que estejamos assim.
Agora, você pode se perguntar: o que podemos fazer nesse momento? Primeiro: se acalmar, procurar manter uma rotina saudável e o mais normal possível em casa, prevendo momentos de leitura, de atividade física, de relaxamento. Além das atividades normais da família, fazer o isolamento social, ficar atento a notícias falsas e se cuidar evitando o contágio do coronavírus.
Mas o que podemos fazer pelos nossos alunos na alfabetização? Como orientá-los na continuidade dos estudos para que mantenham a rotina de estudos e se preparando para a volta, mesmo que ela possa demorar mais do que pensamos? Penso que para isso precisamos orientar as famílias a criar uma rotina de estudos para suas crianças. Podemos usar os meios de comunicação disponíveis, mas, antes, precisamos levar em conta alguns pontos:
●     A casa não é escola. Não espere que a família se comporte como uma sala de aula;
●     Pais e responsáveis não são professores. Tenha paciência com eles. Use uma linguagem que compreendam. Proponha atividades que sejam possíveis deles aplicarem com os alunos; 
●     Tempo de estudo escolar não é o mesmo tempo da vida em família. Quatro ou cinco horas de estudo ou mais é só na escola. Lembre-se: muitos responsáveis podem estar trabalhando remotamente em suas casas. 
●     As crianças precisam de acompanhamento; 
●     Nem todos têm acesso e/ou familiaridade com as tecnologias. Nem mesmo nós, professores, sabemos lidar sempre com essas novidades tecnológicas. Por isso, use a criatividade e procure aprender com algum colega para que possa orientar da melhor maneira possível as famílias. Peça ajuda a coordenação pedagógica de sua escola e monte grupos de estudo, por exemplo, entre colegas professores;
●     Não somos professores as 24 horas do dia. Faça combinados com o grupo das famílias. De tempo, de devolutiva. Preserve seu tempo pessoal, mas se for necessário abra alguma exceção; 
●     Aproveite os diversos e muitos materiais já produzidos, gratuitos e disponibilizados na internet por instituições e profissionais da Educação. Os materiais de NOVA ESCOLA para apoio do professor nesse período de quarentena, por exemplo, estão reunidos nessa página (https://novaescola.org.br/subhome/171/coronavirus);
●     Proponha atividades explorando diferentes linguagens. Explore o lúdico e, quando possível, atividades criativas;
●     Use as ferramentas de comunicação disponíveis, se possível de livre acesso. Crie materiais escritos, em
●     vídeos e ou áudios, para orientação aos responsáveis pelos estudantes;
●     Sugira o uso de materiais comuns que os alunos possam ter em casa ou acesso virtual. Nos escritos evite, por exemplo, arquivos pesados (grave em PDF) e dê preferência para materiais que não exijam impressão colorida. Pense preferencialmente em propostas que possam ter o formato adaptado pelas famílias;
●     Procure propor atividades que levam a autonomia das crianças e, na alfabetização, que levem a reflexão sobre o sistema de escrita alfabética; 
 
Veja minha sugestão de plano de estudos para contribuir com a alfabetização das crianças em casa. A proposta está com uma linguagem que os responsáveis possam entender. Mas não esqueça de mandar antes uma mensagem a eles dizendo sobre a importância dos estudos, do papel deles nesse momento, que principalmente tenham paciência e calma com as crianças. Lembre-se de dizer que juntos nós podemos enfrentar melhor esse momento complicado. 
No plano de estudos abaixo procurei propor também atividades que as crianças estão familiarizadas e que fazem parte do currículo na alfabetização, de acordo com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC). São atividades de leitura, oralidade e escrita, mas você pode acrescentar atividades de outros componentes curriculares. Fique à vontade para adaptar o plano de acordo com as necessidades de aprendizagem dos seus alunos ou para alunos de outros anos. 
 
 
 

Atividade 1: leitura de livros de literatura infantil
Quando a família lê com a criança vai contribuindo na sua formação do leitor. Assim, ela vai pegando gosto em ler, vai ampliando seu repertório cultural, seu vocabulário, entre tantas outras coisas em sua aprendizagem, mas principalmente vai estabelecendo relações de afetividade e de amor. Na leitura em família todos ganham.
Na internet há vários sites com acesso gratuito a livros virtuais. Veja alguns deles (escolha um livro por vez para a leitura):
 
PROGRAMA "LEIA PARA UMA CRIANÇA" DO ITAÚ SOCIAL (Link de acesso: https://www.euleioparaumacrianca.com.br/)
 

MALALA, A MENINA QUE  QUERIA IR PARA A ESCOLA

AS BONECAS DA VÓ MARIA

MEU AMIGO ROBÔ

A CANÇÃO DOS PÁSSAROS AZIZI, O MENINO VIAJANTE A MENINA DAS ESTRELAS PODE SER

CHAPEUZINHO VERMELHO A BICICLETA VOADORA ENTRE SONHOS E DRAGÕES O CABELO DA MENINA

O SÉTIMO GATO

O MENINO E O FOGUETE


ESPAÇO DE LEITURA (Link de acesso: http://espacodeleitura.labedu.org.br/livros/)


Apresenta o texto escrito para a leitura, tem a história em áudio e em formato de vídeo. O site disponibiliza um jogo interativo sobre a história e há orientações para pais e educadores.


 LEITURA DE CONTOS DE LITERATURA INFANTIL


Coletânea de contos organizados por temáticas por NOVA ESCOLA. Acesse o link (https://novaescola.org.br/guias/854/contos) e leia um dos contos. Escolha um para a sua leitura.

Atividade 2: leitura de listas
A criança deve receber uma lista para a leitura com nomes dentro de um mesmo tema. Por exemplo: nomes de frutas, de brincadeiras, de pessoas da família, de salgadinhos e doces para uma festa de aniversário, de roupas de frio, de animais Veja abaixo algumas sugestões.


As listas com palavras misturadas sem um tema definido não são adequadas nesse momento, pois quando as crianças estão aprendendo a ler, vão levantando hipóteses e ideias sobre o que está escrito. Isso significa que 🤬 complicado quando essa escrita não apresenta pistas claras sobre o que pode estar escrito. Sem contar que em nosso dia a dia não encontramos listas assim.

Já as listas com o mesmo tema oferecem muita reflexão quanto à escrita, ou seja, faz a criança pensar sobre como as palavras são escritas e consequentemente contribuem na leitura. Ao apresentar à criança uma lista com nomes de animais, você pode dizer: “Essa é uma lista com nomes de animais. Quais os nomes de animais você acha que estão escritos? Qual nome de animal você conhece que começa com a letra m ou má? Veja que tem nomes que iniciam com a mesma letra, mas que as outras letras são diferentes. Tente ler sozinho, pensando na forma da escrita da palavra. O nome que conseguir ler marque com o lápis e mostre”. Essas são algumas perguntas que podem ajudar os pais.
 
Atividade 3: leitura de texto de memória (parlenda)
Na infância aprendemos vários “versinhos” que acabamos decorando. Muitos deles são parlendas. Esses tipos de texto são úteis para a compreensão das crianças em relacionar a fala e a escrita. Leia com a criança indicando com o dedo onde estão lendo. Depois peça que ela também indique. Peça que encontrem e circulam na parlenda pelo menos umas três palavras que você ditar. Ao fazer esse ajuste do falado e o escrito, vão aprendendo e desenvolvendo a leitura.

Veja abaixo alguns exemplos de parlendas para a leitura.


 

Você pode encontrar mais parlendas para atividade de leitura e escrita de texto de memória (Link de acesso: https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/WpNHZ6ND2N7z3ffHenh4SrFYPpwUyKUU43eNFRpcNjDejvCgMybJzN5RzEDw/textos-ler-escrever.pdf).

 Atividade 4: leitura de poemas
 Outra boa opção para os alunos do ciclo de alfabetização é a leitura de poemas.Nesta coletânea de poemas (veja aqui:  https://www.escrevendoofuturo.org.br/arquivos/7931/coletanea-poemas.pdf), há uma série de textos interessantes para a faixa etária. Escolha e compartilhe um dos poemas com a turma.
 
Atividade 5: música para cantar o alfabeto
 Para crianças que ainda não identificam as letras do alfabeto, proponha brincadeiras que explorem o alfabeto, que alinhem oralidade e leitura. Uma boa dica nesse sentido é recitar e ou cantar “suco gelado” fazendo a leitura do alfabeto.
 

 
Atividades 6 e 7: escrita de listas e parlendas
Oriente a criança a escrever listas de nomes. Veja abaixo alguns temas para escrita. Não se preocupe se ela escrever “faltando alguma letra” ou mesmo que ainda não saibam quais as letras, pois é pensando sobre como escrever que elas vão aprendendo. Ajude-as fazendo perguntas do tipo: “qual letra começa esse nome?”, “qual o som?” e “termina com qual letra?”.

Faça o mesmo caminho para a escrita de parlendas para criança. Vá com ela fazendo ajustes para que a escrita chegue na forma correta, que chamamos de alfabética, mas sem corrigir riscando a palavra ou repreendendo a criança.

Sugestões de listas:

NOMES DAS PESSOAS DA FAMÍLIA NOMES DE JOGOS E BRINCADEIRAS

NOMES DE SOBREMESAS PARA COMER EM FAMÍLIA NOMES DE CIDADES

NOMES DE FLORES

NOMES DE PRESENTES PARA CRIANÇAS ROUPAS PARA UMA VIAGEM NO VERÃO NOMES DE COLEGAS DA TURMA COMPRAS DA FAMÍLIA

NOMES DE LUGARES QUE VOCÊ GOSTARIA DE CONHECER


E vocês, queridos professores? Estão orientando seus alunos no estudo em casa? Como isso está sendo feito? O que vem dando certo? Quais são as dificuldades? Conte aqui nos comentários e compartilhe suas experiências com a alfabetização nesse momento de crise do coronavírus.

Um grande abraço e até a próxima! E não se esqueçam: estamos todos juntos! Mara


Professora há quase 30 anos, lecionou em vários segmentos, da Educação Infantil ao 5º ano do Ensino Fundamental, passando também pela Educação de Jovens e Adultos (EJA). Em 2006, teve dois projetos de Educação Ambiental para o Ensino Básico publicados pela ONG WWF, no livro “Muda o Mundo, Raimundo”. Em 2014, recebeu o Prêmio Educador Nota 10, da Fundação Victor Civita, na área de Alfabetização, com o projeto Escrevendo com Lengalenga.
 
Texto retirado: Endereço da página: https://novaescola.org.br/conteudo/19044/alfabetizacao-em-tempos-de-coronavirus-como- fazer
Publicado em NOVA ESCOLA 13 de Abril | 2020
 
 
 
 


 

 

 

Texto 02: Alfabetização e parceria com a família: como fazer em tempos de pandemia?

Incentivar a participação dos pais e responsáveis pode colaborar com a aprendizagem dos pequenos nesse período.

Mara Mansani

Como professores, estamos vivendo tantas coisas inéditas e tão diferentes na educação nessa época de pandemia. E quantas coisas! Muitas delas, meses atrás, diríamos talvez ser impossíveis de acontecerem, mas agora elas vêm impactando nosso trabalho e até mesmo a nossa vida pessoal.


Em uma das redes que atuo como professora, a de Educação do Estado de São Paulo, venho participando de formações e outras reuniões pedagógicas, de alinhamento de ações com mais de 100 mil professores ao mesmo tempo, todos conectados! Incrível, não é mesmo? Quem diria que isso seria possível. A questão não é somente a quantidade de pessoas reunidas, mas a possibilidade da formação online.


Outro fato: formar professores para o uso de tecnologia como ferramenta de apoio e de desenvolvimento da aprendizagem, em tão pouco tempo, alguns meses apenas, também é impressionante. Muitas dessas formações são iniciativas dos próprios professores em compartilhamento de saberes.


Logicamente que com tanta desigualdade na Educação em nosso país, nem todos puderam ter acesso, mas a realidade nos mostra objetivamente que é possível fazer grandes ações pela Educação. Não só em momentos que pedem urgência como agora, mas sim de forma planejada e coordenada. Isso depende de políticas públicas de formação, de implementação da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), de investimentos (atenção ao FUNDEB) na Educação, entre tantas coisas. 


Mas há algo que faz parte desse rol de “coisas difíceis” de acontecer, mas que vem acontecendo e que tem a ver com nossa ação direta como professores e que de certa forma também faz parte de algumas crenças.


O trabalho conjunto: família e professores


Muitas vezes não acreditamos no potencial dessa parceria e ficamos repetindo que isso não funciona, que as famílias não querem saber de nada, que não se preocupam com a aprendizagem dos filhos e por aí vai. Mas nesse período de estudo domiciliar, não só os professores estão mostrando seu valor, compromisso e engajamento pela aprendizagem das nossas crianças, jovens e adolescentes, as famílias também vêm dando o seu melhor, em um trabalho conjunto de se admirar.

Sei que não são todas, mas com certeza nunca houve um movimento tão grande e de tanto esforço e compromisso dessas famílias em nosso país. E olha que nunca estivemos tão juntos e presentes, família e professores, como agora em nosso distanciamento social.


Se estão acontecendo ações pela aprendizagem, se há continuidade de estudos, se nossos alunos continuam de alguma forma se desenvolvendo é porque a parceria de professores e famílias está acontecendo. Nem sempre fácil, mas ela vem surgindo e não podemos perder essa oportunidade de firmarmos nosso compromisso conjunto pela aprendizagem dos alunos.


Imaginem quando voltarmos, a importância da continuidade dessa parceria para darmos conta da aprendizagem de todos e ainda mais daqueles que não tiveram acesso a esse estudo por conta de tantas desigualdades socioeconômicas em nosso país.

Como podemos aproveitar essa parceria pela alfabetização das nossas crianças?


Penso que primeiramente estabelecendo um diálogo franco e aberto com os pais e responsáveis pelas crianças, deixando claro os papéis de cada um, orientando-os no desenvolvimento de cada atividade, na continuidade dos estudos agora no contexto familiar, tendo paciência, respeito e muita boa vontade!

Na oralidade, leitura e escrita em casa, como os pais podem contribuir para a alfabetização?


Fazendo com suas crianças leituras diárias de livros, contando histórias, aproveitando todos os momentos possíveis em casa para usarem a escrita de forma significativa, criando momentos de escuta familiar, pesquisando com as crianças, conversando sobre temas de importância para eles... enfim, criando na rotina familiar espaço e tempo para que essas práticas se tornem hábitos. Mas isso não acontece do nada, precisamos planejar ações de apoio e orientação a essas famílias.


Muitas coisas que acreditamos como naturais ou que devem acontecer por sua importância e necessidades no desenvolvimento das nossas crianças e sua aprendizagem precisam de incentivo, motivação, orientação e até mesmo de instruções básicas. Muitos pais não têm consciência disso, justamente porque muitos deles não vivenciaram na infância, ou não tiveram acesso, um estudo de qualidade que os dessem essa luz, a clareza desse entendimento.


Então, somos nós professores que podemos contribuir nesse processo de aprendizagem também dos pais e responsáveis.


Talvez vocês estejam pensando: “mas isso não é minha responsabilidade !”, mas dessa forma todos ganham, principalmente as crianças na aprendizagem e que com certeza refletirá no nosso trabalho como professores. Além disso, podemos fazer e contribuir também na construção de um mundo melhor, mais justo, ético e de colaboração de todos. Aliás, temos visto grandes exemplos nesse sentido!


Tenho vivido experiências maravilhosas, às vezes construídas com dificuldades, com as famílias de meus alunos. Até a reunião de pais e mestre virtual, por um aplicativo, foi bem bacana! Espero que vocês também tenham essa oportunidade como eu e muitos professores que conheço e venho conversando por todo o Brasil.


É hora de nos livrarmos de mais uma crença, desse mito, de que não é possível essa parceria. Se isso já vem acontecendo com você, querida professora e querido professor, conte aqui nos comentários, como tem vivido e o que tem feito para fortalecer e ampliar essa parceria.

Um grande abraço e estamos juntos! Até a próxima

 Mara Mansani é professora há quase 30 anos, lecionou em vários segmentos, da Educação  Infantil ao 5º ano do Ensino Fundamental, passando também pela Educação de Jovens e Adultos (EJA). Em 2006, teve dois projetos de Educação Ambiental para o Ensino Básico publicados pela ONG WWF, no livro “Muda o Mundo, Raimundo”. Em 2014, recebeu o Prêmio Educador Nota 10, da Fundação Victor Civita, na área de Alfabetização, com o projeto Escrevendo com Lengalenga.

Texto retirado: Endereço da página:
https://novaescola.org.br/conteudo/19447/alfabetizacao-e-parceria-com-a-familia-como-fazer-em- tempos-de-pandemia
Publicado em NOVA ESCOLA 06 de Julho | 2020
 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


 


 


Texto 03: ALFABETIZAÇÃO DE CRIANÇAS EM TEMPO DE PANDEMIA E AULAS REMOTAS: O QUE DIZEM E FAZEM OS (AS) PROFESSORES (AS)? RESUMO

Este trabalho busca discutir o que professores (as) de 1º ano ao 3º ano do primeiro ciclo do Ensino Fundamental I de escolas públicas de municípios do agreste de Pernambuco têm a dizer sobre as vivências e experiências de seu trabalho com a alfabetização no contexto de suspensão de aulas presenciais e realização de aulas remotas devido à pandemia de Covid-19 pela qual estamos passando. Sabemos da importância da alfabetização para a criança e da complexidade que envolve o processo de ensino- aprendizagem referente ao sistema notacional, ainda mais quando se é necessário que a alfabetização aconteça em meio a um distanciamento social pelo qual o nosso país está vivenciando. Por meio dos dados coletados, podemos perceber que não está sendo uma tarefa fácil para professores (as), alunos (as) e familiares e que essa nova realidade exige muitas adaptações. Notamos ainda que para que se tenha um êxito maior na aprendizagem dos (as) educandos(as) se faz necessária, mais do que nunca, a parceria entre família-escola.
 

Palavras-chave: Alfabetização, Pandemia, Aulas Remotas.


  INTRODUÇÃO


            Alfabetização é um termo de uso frequente e de simples compreensão no senso comum da maioria das pessoas como aponta Albuquerque (2007, p.11), ao dizer que “Definir o termo “alfabetização” parece ser algo desnecessário, visto que se trata de um conceito conhecido e familiar. Qualquer pessoa responderia que alfabetizar corresponde à ação de ensinar a ler e a escrever”.
No entanto, devemos ressaltar que a alfabetização não deve, ou não deveria, ser entendida apenas como o ato de ensinar e aprender a ler e a escrever. Assim como indica Paulo Freire (1989, p. 72), “Alfabetização é mais que o simples domínio mecânico de técnicas para escrever e ler. Com efeito, ela é o domínio dessas técnicas em termos conscientes. É entender o que se lê e escrever o que se entende”.
Assim, compreendemos que na sociedade letrada em que vivemos a alfabetização e sua importância na vida das pessoas é cada vez mais crucial e necessita ser trabalhada e vivenciada de forma mais significativa e proveitosa possível, o que gera o enfrentamento de desafios diversos por parte dos(as) professores(as) alfabetizadores(as). E, considerando o momento atual de suspensão de aulas presenciais e adoção de aulas remotas online, esse desafio tornou-se ainda mais complexo para os (as) docentes alfabetizadores(as), como também para os(as) próprios(as) estudantes e seus pais ou responsáveis.
Nesse sentido, o presente artigo tem como objetivo discutir um pouco o que têm a dizer professores(as) do 1º ao 3º ano do Ensino Fundamental I de escolas públicas do agreste de Pernambuco sobre como estão realizando seu trabalho com a alfabetização de seus(suas) educandos(as) diante do contexto educacional bastante diferenciado que estamos vivendo com a adoção das aulas e atividades escolares de forma remota.
A alfabetização é a apropriação do sistema de escrita, ou seja, a aprendizagem e utilização do alfabeto. É por meio da aprendizagem do alfabeto que a criança inicia sua jornada no mundo da leitura e vivencia experiências que apenas a leitura é capaz de proporcionar. A leitura e a escrita inserem a criança em diversas práticas sociais e a faz enxergar o mundo de forma mais dinâmica e viver com mais autonomia.
O termo alfabetização designa o ensino e o aprendizado de uma tecnologia de representação da linguagem humana, a escrita alfabético-ortográfica. O domínio dessa tecnologia envolve um conjunto de conhecimentos e procedimentos relacionados tanto ao funcionamento desse sistema de representação quanto às capacidades motoras e cognitivas para manipular os instrumentos e equipamentos de escrita. (SOARES, 2005, p.24)

A aprendizagem do sistema alfabético é um processo que passa por várias etapas, não acontece de forma descontextualizada e nem de forma rápida; exige paciência e dedicação por parte de professores (as) e alunos(as), pois ao iniciar o processo de conhecimento do sistema de escrita alfabético a criança se depara com um sistema notacional complexo. Logo, necessita que o(a) docente aproxime esse conhecimento do(a) estudante trazendo para sua realidade, aproximando de sua cultura, para que a compreensão desse sistema se torne significativa. A alfabetização já é um processo de aprendizagem complexo e desafiador para professores(as) e alunos(as) e tornou-se ainda mais com o cenário de distanciamento social que se instalou no Brasil em março de 2020.

No final do ano de 2019 o mundo foi surpreendido com a notícia de uma epidemia respiratória que havia começado na China e estava atingindo grande parte da população, que apresentavam sintomas de grau leve a grave. O mundo ficou atento ao desenvolvimento dessa epidemia que era causada por um vírus denominado o Novo Coronavírus. A disseminação da doença causada por este vírus, denominada Covid-19, foi crescendo e atingindo outros países. Assim, em 2020 essa enfermidade foi considerada uma pandemia, ou seja, uma doença que é capaz de atingir toda a população existente no planeta, pois aos poucos essa doença alcançou todos os países.
Em dezembro de 2019, a cidade de Wuhan, localizada na província de Hubei, na China, vivenciou um surto de pneumonia de causa desconhecida.Em janeiro de 2020, pesquisadores chineses identificaram um novo coronavírus (SARS-CoV-2) como agente etiológico de uma síndrome respiratória aguda grave, denominada doença do coronavírus 2019, ou simplesmente COVID-19 (Coronavírus Disease – 2019). (CAVALCANTE ET. AL., 2020, p. 02)

            Em fevereiro de 2020 foi diagnosticado o primeiro caso de Covid-19 no Brasil e em 18 de março diversas atividades foram suspensas. inclusive as aulas presenciais. Com a suspensão das aulas presenciais as escolas tiveram que se reinventar e encontrar formas de levar o conhecimento aos(as) estudantes mesmo diante do distanciamento social, e assim, continuar com o processo de ensino-aprendizagem. 


As discussões em torno dessa nova pauta foram aumentando ao passo que o distanciamento era sugerido pelos especialistas a fim de conter a disseminação do vírus. As crianças passaram então a ser assistidas pela escola através de aulas online, vídeoaulas, apostilas entre outras ferramentas que foram e estão sendo utilizadas para amenizar o efeito da pandemia na escolarização das crianças, aulas estas que estão sendo chamadas de aulas remotas.


As aulas remotas fazem com que o ensino se torne mais complexo; devido a distância e a falta de recursos, os (as) professores (as) usam os meios que podem e que sejam capazes de alcançar o maior número de crianças. Dessa forma, reconhecemos que se a alfabetização não é um processo fácil tão pouco se tornará sendo realizado à distância. As aulas remotas ou online que acontecem, muitas vezes, por meio da internet já eram um recurso utilizado por universidades e cursos de ensino superior ou técnico, mas não era de domínio de alunos (as) e professores (as) da educação básica; estes tiveram que se adaptar as novas ferramentas e novas formas de se relacionar nesse novo contexto.


Os (As) professores (as) tentam subsidiar as crianças da forma que podem, porém precisam da ajuda primordial da família ou dos responsáveis por esses educandos (as). É por meio da família que os (as) professores (as) pretendem conseguir alfabetizar as crianças de forma satisfatória. Criando-se, assim, outro desafio aos (as) doentes, pois,   em grande parte dos casos, os familiares trabalham, estão ocupados ou não conseguem repassar para as crianças as informações por não ter, muitas vezes, uma formação necessária para prestar essa assistência.

 METODOLOGIA

            Nossa metodologia desenvolveu-se por meio da elaboração, através do Google Forms, e divulgação por meio de WhatsApp, de questionários, sobre o tema abordado, com professores (as) do 1º ao 3º ano do Ensino Fundamental de escolas públicas do agreste de Pernambuco. Delimitamos esses sujeitos por considerarmos que estavam atuando na etapa do ciclo de alfabetização e, assim, atenderem melhor aos nossos objetivos nesse trabalho.

No total, recebemos a devolutiva de 14 questionários, dos quais, selecionamos para análise mais detalhada as respostas de 3 professores (as) do 1º ano,3 professores (as) do 2º ano, e 3 professores(as) do 3ºano por as considerarmos mais completas e relacionadas aos temas aqui abordados e também para ficar uma quantidade mais equilibrada de sujeitos e respostas. Os colaboradores de nosso breve estudo serão identificados como P. (de professor/a) e o número de suas ordens de resposta, a fim de não comprometermos a identidade de nenhum sujeito.
Para a análise dos dados coletados optamos por nos apoiar na Análise de Conteúdo de Bardin (2004), que segundo a autora,
[...] trata-se de um conjunto de técnicas de análise das comunicações visando obter por procedimentos sistemáticos e objetivos de descrição do conteúdo das mensagens, indicadores (quantitativos ou não) que permitam a inferência de conhecimentos relativos às condições de produção/recepção (variáveis inferidas) destas mensagens (BARDIN, 2004, p. 37).

            Nesse sentido, com essa perspectiva de análise das mensagens presentes nas respostas dos (as) docentes nos foi possibilitado a criação de categorias para facilitar nossa compreensão sobre as questões e temas aqui propostos.

RESULTADOS E DISCUSSÃO


A partir das respostas aos questionários, após uma análise inicial, organizamos os dados em cinco categorias, quais sejam: Alfabetização, Recursos Docentes, Dificuldades, Benefícios, Devolutiva/Evolução.

Com relação à primeira categoria, Alfabetização, os(as) docentes a definiram como a aprendizagem de leitura e escrita, do sistema alfabético e ortográfico e destacaram a sua importância fundamental para a vida em sociedade, como podemos  ver nos trechos abaixo:
A alfabetização deve ser vista como prioridade no processo de ensino- aprendizagem, pois trata-se do alicerce para uma sociedade mais  igualitária. (P.5).
Processo de ensino-aprendizagem que favorece o desenvolvimento de habilidades de leitura e escrita.(P.9).

            Nesse sentido, podemos ver que as respostas dos(as) docentes coadunam com o que nos dizem Albuquerque, Morais e Ferreira (2013, p. 18, grifos dos autores) ao conceber a “alfabetização como o processo de apropriação da escrita alfabética,  ou seja, a compreensão, por parte dos sujeitos, dos princípios que regem esse sistema notacional”.

As falas se relacionam também ao que apontam Maciel e Lúcio (2008, p.16) ao indicarem que “O ato de ensinar a ler e escrever, mais do que possibilitar um simples domínio de uma tecnologia, cria condições para a inserção do sujeito em práticas sociais de consumo e produção de conhecimento e em diferentes instâncias sociais e políticas”.

Quanto à segunda categoria, que abarca os Recursos Docentes, os mais citados foram internet, vídeo aulas, apostilas, WhatsApp, You Tube e Google Classroom, como podemos ver nas respostas seguintes:

Vídeos chamadas, grupos no Whatsapp, Google sala de aula e chamadas de voz, sabendo que não está disponível para todos, pois infelizmente nem todos tem acesso as ferramentas adequadas. (P.5)
Através de vídeoaula e aulas online, trabalhando com leituras simples, livros paradidáticos, estudo de todas as famílias silábica, leitura de imagem, material de fichas de leitura e leitura coletiva e individual online. (P.8).

            Diante do exposto, vemos a relação dessas respostas e dos recursos usados pelos(as) docentes no contexto de pandemia com o que indicam Holanda, Pinheiro e Pagliuca (2013) ao destacarem que

[...] essas ferramentas de comunicação promovem a interação e a colaboração porquanto facilitam a interconexão de uma série de pessoas com a finalidadede propiciar o fluxo de informação entre elas, e também a realização de trabalhos conjuntos. (HOLANDA; PINHEIRO; PAGLIUCA, 2013, p. 409)
 
            Desse modo, tais ferramentas são muito úteis possibilitando assim, o desenvolvimento do trabalho dos(as) docentes em interação com seus(suas) educandos(as) mesmo a distância.
Uma terceira categoria surgida foi sobre as Dificuldades dos(as) docentes no desenvolvimento de suas atividades de alfabetização no contexto atual, e os principais destaques foram: falta de recursos como acesso a internet, o excesso de burocracia nos registros das aulas e a falta de paciência e participação dos responsáveis pelos(as) alunos(as) , como vemos na seguinte fala.

Excesso de burocratização do trabalho docente, que não implica em efetivamente retorno em termos de aprendizagem. Dependência da família para que as crianças tenham acesso ao material proposto, a falta de acesso a recursos tecnológicos por parte de algumas famílias, falta paciência muitas vezes dos familiares no acompanhamento dos processos, buscam sempre o caminho mais rápido, não os mais efetivos. (P. 1)

            Nesse sentido, percebemos o papel crucial da família para o desenvolvimento da aprendizagem e, nesse contexto de pandemia em que a casa praticamente se tornou a escola, esse papel e sua importância tornam-se ainda mais indispensáveis, onde a família passa a ser o principal canal entre as crianças e as escolas e assim, a importância que esses pais ou responsáveis atribuem à escola e à educação de suas crianças é o reflexo de suas atitudes que podem favorecer ou não uma aprendizagem efetiva. Por esse viés, concordamos com Ferrari (2020) quando nos dizem que

Assim também acontece com relação à educação formal, a participação dos pais depende, antes de qualquer coisa, da relação que estes mesmo pais têm com o conhecimento. Pais que valorizam a formação científica e cultural tendem a influenciar positivamente a relação estabelecida entre os filhos e o processo de aprendizagem. (FERRARI, 2020, p. 01).

            Na quarta categoria, dos Benefícios das aulas remotas em comparação às aulas presenciais, percebemos nas respostas dos(as) docentes que para a aprendizagem em si, as vantagens são poucas, porém, consideram o ponto positivo a proteção à saúde, como citados nos seguintes trechos.


Só pelos riscos à saúde que estão sendo evitados, mas em termos de efetividade não creio que existam vantagens em relação à atividade presencial. (P.1).
O distanciamento deixa lacunas na interação entre quem ensina e quem aprende, ou seja, entre o professor e o aluno. A relação interpessoal é um fator de extrema relevância para que haja benefícios no processo de alfabetização. (P.3).

            Nessa perspectiva, apresentada nas respostas dos(as) docentes vemos que o distanciamento social e a suspensão das aulas presenciais afetaram drasticamente a interação entre professores(as) e estudantes, mas tornou-se algo essencial para evitar a circulação do Coronavírus em nossa região, como indicam Cavalcante et. al. (2020, p.02) quando trazem que “No Brasil, os primeiros casos foram confirmados no mês de fevereiro, e diversas ações foram implementadas a fim de conter e de mitigar o avanço da doença”. E, como bem sabemos, uma dessas medidas foi a suspensão das aulas presenciais que em nosso estado, Pernambuco, ocorreu desde 18 de março, por meio do Decreto Nº 48810 de 16/03/2020.


A quinta e última categoria surgida a partir de nossas análises, se relaciona a questão das Devolutivas e Evolução da aprendizagem dos(as) educandos(as) com relação à alfabetização no contexto das aulas remotas e indica como principal destaque  a insatisfação e angústia dos(as) docentes, como podemos perceber nas falas a seguir.

Menos da metade da turma realiza as atividades propostas, boa parte, por falta de interesse. Tenho mãe (de aluno) que não sabe ler e escrever e seu filho têm respondido bem; a mãe se empenha pra que ele realize todas as atividades diariamente apesar de todas as dificuldades. Não saber ler e escrever fez com que (ela) reconhecesse a importância destas atividades na vida cotidiana. (P. 1).
A evolução tem sido muito abaixo do esperado. Pois, para que houvesse um aprendizado significativo a família teria que estar comprometida numa parceria com a escola. Mas tomando como exemplo a minha turma, os pais não estão preocupados se o filho fez ou não a tarefa. A propósito, já recebi devolutiva de atividades feitas/respondidas pela mãe ao invés do estudante. (P.6).

            Diante do exposto nas respostas dos(as) docentes, percebemos as ausências e dificuldades na devolutiva das atividades como também na evolução e no desenvolvimento da aprendizagem desses(as) educandos(as) diante do contexto de aulas remotas. Constatamos também a questão da família e da relevência que seu engajamento, ou a falta dele, proporcionam para a aprendizagem de suas crianças, como também o aspecto da escolarização dos pais ou responsáveis desses(as) estudantes, que, muitas das vezes, não tem o conhecimento para ajudar mais efetivamente em suas atividades. 


Assim, percebemos que o peso maior ainda continua com os(as) professores(as), que mesmo à distância e especialmente por causa dela, têm que se desdobrar ainda mais que o normal para alcançar os(as) educandos(as) e ajudar a família nessa missão e nesse modo de alfabetizar que muitos de nós nunca havíamos imaginado antes. Nesse sentido, como indicam Ferreira e Albuquerque (2013, p. 118, 119) “É importante o professor saber que ele pode associar formas diferentes de fazer e tentar, por diferentes caminhos para que seus(suas) alunos(as) aprendam.” E, diante do cenário que estamos vivendo, como reforçam os autores, “É nesse momento que o professor passa a pensar sobre o novo e a fabricar a sua prática a partir do que ele já sabe, já conhece e já faz”. (FERREIRA; ALBUQUERQUE, 2013, p. 118).


 CONSIDERAÇÕES FINAIS


            Diante de tudo que foi apresentado, a partir desse breve exercício de pesquisa, onde pretendiamos conhecer e discutir sobre o que dizem e estão fazendo os(as) docentes de escolas públicas do agreste de Pernambuco para realizar a alfabetização dos(as) educandos(as) no contexto de aulas remotas devido a pandemia de Covid-19 pela qual estamos passando, constatamos que o cenário mostrou-se totalmente desconhecido e desafiador para todos.


Com base no contexto que estamos vivenciando e nas respostas analisadas, ficou evidente que as mudanças atingiram desde os(as) docentes que tiveram toda sua rotina modificada e transformaram suas casas em salas de aula e se esforçam a cada dia para se reinventarem e ajudar os(as) estudantes do melhor modo possível, como também os(as) educandos(as) e suas famílias que tiveram que se adequar a uma nova realidade, na qual a casa se tornou um ambiente escolar.

Com as respostas analisadas percebemos o quão importante é, realmente, o papel da família na educação das crianças, especialmente diante do contexto atual no qual as famílias são o principal elo entre as crianças e seus(suas) profesores(as) considerando que os pais ou responsável também representam a figura do(a) professor(a) no auxílio a realização das atividades sugeridas remotamente.

Constatamos também como a falta de recursos, como acesso a internet, por exemplo, dificultam a realização de um trabalho mais significativo com relação à alfabetização nas aulas remotas, tornando esse processo ainda mais demorado e deficitário quanto à aprendizagem dos(as) educandos(as). Assim, de acordo com as falas dos(as) docentes que questionamos, percebemos também que a devolutiva e a evolução do ensino-aprendizagem não tem sido tão satisfatória; o que nos faz refletir que mesmo com toda a dedicação de professores(as) e de boa parte famílias o contexto das aulas remotas não conseguiu se assemelhar às aulas presenciais o que pode gerar consequências também desconhecidas e ainda mais desafiadoras para o futuro educacional de nosso país.

Entretanto, ressaltamos que mesmo diante das dificuldades aqui apresentadas, consideramos que diante do cenário de incertezas trazido por essa pandemia, onde a suspensão das aulas tornou-se medida essencial de proteção à saúde e à vida, professores (as), estudantes e famílias estão se superando e buscando a cada dia novas formas de continuar com essa missão complexa e crucial que é a alfabetização e a educação de modo geral.
 
REFERÊNCIAS


ALBUQUERQUE, Eliana Borges Correia de. Conceituando alfabetização e letramento. In. SANTOS, Carmi Ferraz. Alfabetização e letramento: conceitos e relações / organizado por Carmi Ferraz Santos e Márcia Mendonça. Belo Horizonte: Autêntica, 2007.


ALBUQUERQUE, Eliana Borges Correia de. MORAIS, Artur Gomes de. FERREIRA, Andréa Tereza Brito. A relação entre alfabetização e letramento na Educação de Jovens e Adultos: questões conceituais e seus reflexos nas práticas de ensino e nos livros didáticos. In. Alfabetizar letrando na EJA : fundamentos teóricos e propostas didáticas / organização: Telma Ferraz Leal, Eliana Borges Correia de Albuquerque, Artur Gomes de Morais. – Belo Horizonte : Autêntica Editora, 2013. – (Coleção Estudos em EJA)

BARDIN, Laurence. Análise de Conteúdo. Lisboa: Edições 70, 2004.

CAVALCANTE, João Roberto. SANTOS, Augusto César Cardoso dos. BREMM, João Matheus. LOBO, Andréa de Paula. MARCÁRIO, Eduardo Marques Macário. OLIVEIRA, Wanderson Kleber de. FRANÇA, Giovanny Vinícius Araújo  de. COVID-19  no  Brasil:  evolução  da  epidemia  até  a  semana  epidemiológica  20  de  2020. Epidemiol. Serv. Saúde, Brasília, 2020.
 
FERRARI, Juliana Spinelli. "Papel dos pais na educação: a dimensão emocional da formação"; Brasil                                                       Escola.                      Disponível                        em: https://brasilescola.uol.com.br/psicologia/papel-dos-pais-na-educacao.htm. Acesso em 25 de agosto de 2020.

FERREIRA, Andréa Tereza Brito. ALBUQUERQUE, Eliana Borges Correia de. Sílabas, sim! Método silábico, não!.In. Alfabetizar letrando na EJA : fundamentos teóricos e propostas didáticas / organização: Telma Ferraz Leal, Eliana Borges Correia de Albuquerque, Artur Gomes de Morais. – Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2013. – (Coleção Estudos em EJA)
 
FREIRE, Paulo. Educação e Mudança. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1989.

HOLANDA, Viviane Rolim de. PINHEIRO, Ana Karina Bezerra. PAGLIUCA, LoritaMarlenaFreitag. Aprendizagem na educação online: análise de conceito.RevBrasEnferm, Brasilia 2013.

MACIEL, Francisca Isabel Pereira. LÚCIO, Iara Silva. Os conceitos de alfabetização e letramento e os desafios da articulação entre teoria e prática. In: Alfabetização e letramento na sala de aula / organização: Maria Lúcia Castanheira, Francisca Izabel Pereira Maciel, Raquel Márcia Fontes Martins – Belo Horizonte: Autêntica/Ceale, 2008.

SOARES, Magda. Alfabetização e letramento: caderno do professor / Magda BeckerSoares; Antônio Augusto Gomes Batista. Belo Horizonte:Ceale/FaE/UFMG, 2005.

 

 

Texto 04:  Avaliação Diagnóstica

Autor: Gladys Rocha,

Instituição: Universidade Federal de Minas Gerais-UFMG / Faculdade de Educação / Centro de Alfabetização, Leitura e Escrita-CEALE,

Um conjunto expressivo da literatura denomina diagnóstica a avaliação realizada no início de determinado momento da escolaridade, visando à apreensão de aprendizagens relativas a processos e/ou percursos anteriores. Nessa acepção, a avaliação diagnóstica tem o objetivo de auxiliar no delineamento de pontos de partida de processos de ensino.

No discurso pedagógico, a avaliação diagnóstica tem sido também tratada como sinônimo de avaliação formativa. Nessa perspectiva, ela é entendida também como a avaliação que ocorre ao longo dos processos de ensino e aprendizagem, visando a sua regulação. Ou seja, a avaliação diagnóstica pode ser entendida como aquela que verifica se o aluno aprendeu aquilo que lhe foi ensinado, a fim de identificar dificuldades de aprendizagem a serem superadas. Assim dimensionada, a avaliação diagnóstica (formativa) tem a função de orientar o ensino, o (re) planejamento do trabalho desenvolvido em sala de aula, com foco na aprendizagem do aluno.

É importante observar que, em ambas as possibilidades interpretativas, a avaliação diagnóstica é um instrumento da interação pedagógica que tem como foco parte de um percurso da aprendizagem, visando à delimitação de pontos de partida e/ou de retomada para o ensino. Para ser qualificada como diagnóstica, uma avaliação precisa privilegiar os processos de ensino e aprendizagem e não a indicação de notas, classificações ou hierarquizações. À avaliação diagnóstica caberia contribuir para a identificação de habilidades e/ou competências que o aluno já domina, auxiliando na apreensão daquilo que precisa ser ensinado. Na concepção diagnóstica de avaliação, a apreensão de dificuldades de aprendizagem, visa à delimitação de 
 

 

 

                                                                                                                        

 | LÍNGUA PORTUGUESA 2ºAno Ensino Fundamental
 | 1º Bimestre
 | Considerando a necessidade de retomada das habilidades trabalhadas no ano de 2020, sugerimos que seja realizada atividades usando as seguintes habilidades do 1º ano.
 | Campos de Atuação | Prática de Linguagem | Objetos de Conhecimento | Conhecimento Prévio | Habilidades
 | TODOS OS CAMPOS DE ATUAÇÃO   | Análise
 linguística/semiótica
 (Alfabetização)   | Conhecimento do alfabeto do português
 do Brasil | (EI01TS02) Traçar marcas gráficas, em
 diferentes suportes, usando instrumentos riscantes e tintas. (EI02EF09) Manusear diferentes instrumentos e suportes de escrita para desenhar, traçar letras e outros sinais gráficos. |   (EF01LP04) Distinguir as letras do alfabeto de outros sinais gráficos.   
 | Sugestão Pedagógica: Essa aprendizagem é complementar às habilidades de leitura, sobretudo dos textos do Campo da vida cotidiana, por meio das quais os estudantes percebem o uso das letras, dos números, dos símbolos e aprendem a diferenciá-los. Link: https://bit.ly/34LcCUy;  Link: https://bit.ly/32ureoN;  Link: https://bit.ly/3b0VlIe
 | TODOS OS CAMPOS DE ATUAÇÃO   | Análise
 linguística/semiótica
 (Alfabetização) | Construção do sistema
 alfabético e da
 ortografia   | (EI03TS03) Reconhecer as qualidades do som (intensidade, duração, altura e timbre), utilizando-as em suas produções sonoras e ao ouvir músicas e sons. |  (EF01LP06) Segmentar oralmente palavras em sílabas.  
 | Sugestão Pedagógica: Aprendizagem complementar que pode ser articulada aos textos poéticos, por exemplo.  Link:https://bit.ly/34LcCUy; Link:https://bit.ly/3b0VETo 
 | Campos de Atuação | Prática de Linguagem | Objetos de Conhecimento | Conhecimento Prévio | Habilidades
 | TODOS OS CAMPOS DE ATUAÇÃO   | Análise
 linguística/semiótica
 (Alfabetização) | Segmentação de
 palavras/Classificação
 de palavras por
 número de sílabas | (EI03EF03) Escolher e folhear livros, procurando orientar-se por temas e ilustrações e tentando identificar palavras conhecidas. (EI02EF09) Manusear diferentes instrumentos e suportes de escrita para desenhar, traçar letras e outros sinais gráficos. | (EF01LP12) Reconhecer a separação das palavras, na escrita, por espaços em branco.    
 | Sugestão Pedagógica: A segmentação é uma especificidade da escrita e é por meio da leitura dos textos, sobretudo dos textos poéticos que podem ser memorizados e podem ser lidos ajustando a pauta oral ao texto escrito, que os estudantes percebem esse espaço entre as palavras. Portanto, essa aprendizagem deve ser articulada à leitura desses textos. Link:https://bit.ly/34LcCUy;   Link: https://bit.ly/34Hn8fE
 | HABILIDADE DO 2º ANO
 | Campos de Atuação | Prática de Linguagem | Objetos de Conhecimento | Conhecimento Prévio | Habilidades
 | CAMPO DAS PRÁTICAS DE ESTUDO E PESQUISA | Leitura/escuta (compartilhada e
 autônoma) | Pesquisa |   | (EF02LP21) Explorar, com a mediação do professor, textos informativos de diferentes ambientes digitais de pesquisa, conhecendo suas possibilidades.
 | Sugestão Pedagógica: Expectativa de fluência importante para a formação dos leitores e que lhes possibilitarão ampliar, também, suas práticas de letramento digital. Propor o estudo dos mais diversos textos em ambientes digitais, como revistas, jornais e blogs específicos para o público infantil. O objetivo é a explorar recursos específicos do meio digital: hiperlinks, organização das informações e outros recursos específicos de cada site ou ferramenta. Link:https://bit.ly/34LcCUy

Estratégias voltadas à sua superação e não à produção de classificações ou hierarquias de excelência.

No âmbito da alfabetização, a avaliação diagnóstica (formativa) constitui instrumento essencial para os processos de ensino e aprendizagem da palavra escrita, uma vez que é o diagnóstico que permite identificar os estágios de aprendizagem dos alunos em leitura e em escrita, visando à delimitação das intervenções mais adequadas. Para possibilitar, ao professor, distinguir percursos de aprendizagem em leitura e em escrita, o diagnóstico deve conter atividades de escrita voltadas à apreensão do estágio em que cada aluno se encontra (pré-silábico; silábico; silábico-alfabético; alfabético, etc.), tanto na escrita de palavras, como de frases ou outros textos. Deve, também, apresentar atividades que permitam identificar percursos de leitura, especialmente no que tange à capacidade de decodificação: leitura silabada, com ou sem recuperação do sentido do que foi dado a ler; decodificação com fluência e recuperação de sentido; leitura restrita ao nível da palavra, mas com recuperação do significado; leitura fluente e vários níveis de compreensão, entre outras possibilidades, com foco em contextos específicos de ensino/aprendizagem e/ou à trajetória de um aluno ou turma.

Verbetes associados: Avaliação Externa, Descritor (de competência ou habilidade), Matriz de referência

Referências bibliográficas:

PERRENOUD, P. Não mexa na minha avaliação! Uma abordagem sistêmica da mudança. In: —. Avaliação: da excelência à regulação das aprendizagem - entre duas lógicas. Porto Alegre: Artmed, 1999. p. 145-168.
 

 

 

 

 

 


 
 


 
thumb_up
3
thumb_down
0
comment
0]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2021-05-14 13:51:48 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/vanjaprofessoravirtual/xzh9g4g68fzf9ys6/wish/1524616005</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Plano de Aula 2º Ano EMEF JOSAFÁ AIRES DA COSTA</title>
         <author>soaresmarinete</author>
         <link>https://padlet.com/vanjaprofessoravirtual/xzh9g4g68fzf9ys6/wish/1524618648</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads.storage.googleapis.com/1079152268/a5d6e4a5e61441db3aea4e2d46532a51/Planejamento_PAAP.doc" />
         <pubDate>2021-05-14 13:52:26 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/vanjaprofessoravirtual/xzh9g4g68fzf9ys6/wish/1524618648</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Google formulário 2º Ano EMEF JOSAFÁ AIRES DA COSTA</title>
         <author>soaresmarinete</author>
         <link>https://padlet.com/vanjaprofessoravirtual/xzh9g4g68fzf9ys6/wish/1524643894</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
         <enclosure url="https://forms.gle/qoqnzZocBJMUkpuC9" />
         <pubDate>2021-05-14 13:58:22 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/vanjaprofessoravirtual/xzh9g4g68fzf9ys6/wish/1524643894</guid>
      </item>
      <item>
         <title>GRUPO 06</title>
         <author>vanjaprofessoravirtual</author>
         <link>https://padlet.com/vanjaprofessoravirtual/xzh9g4g68fzf9ys6/wish/1524646369</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads.storage.googleapis.com/727601216/81f09e39ff72c302408713276c75cbac/oficina_pedagogica.docx" />
         <pubDate>2021-05-14 13:58:59 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/vanjaprofessoravirtual/xzh9g4g68fzf9ys6/wish/1524646369</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Wordwall 2º Ano EMEF JOSAFÁ AIRES DA COSTA</title>
         <author>soaresmarinete</author>
         <link>https://padlet.com/vanjaprofessoravirtual/xzh9g4g68fzf9ys6/wish/1524652383</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
         <enclosure url="https://wordwall.net/pt/resource/13736622" />
         <pubDate>2021-05-14 14:00:24 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/vanjaprofessoravirtual/xzh9g4g68fzf9ys6/wish/1524652383</guid>
      </item>
      <item>
         <title></title>
         <author>soaresmarinete</author>
         <link>https://padlet.com/vanjaprofessoravirtual/xzh9g4g68fzf9ys6/wish/1524926878</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
         <enclosure url="https://padlet.com/vanjaprofessoravirtual/sbc0sbslqmq2os89" />
         <pubDate>2021-05-14 15:03:23 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/vanjaprofessoravirtual/xzh9g4g68fzf9ys6/wish/1524926878</guid>
      </item>
      <item>
         <title></title>
         <author>soaresmarinete</author>
         <link>https://padlet.com/vanjaprofessoravirtual/xzh9g4g68fzf9ys6/wish/1524927232</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
         <enclosure url="https://padlet.com/vanjaprofessoravirtual/sbc0sbslqmq2os89" />
         <pubDate>2021-05-14 15:03:28 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/vanjaprofessoravirtual/xzh9g4g68fzf9ys6/wish/1524927232</guid>
      </item>
      <item>
         <title></title>
         <author>soaresmarinete</author>
         <link>https://padlet.com/vanjaprofessoravirtual/xzh9g4g68fzf9ys6/wish/1524927497</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
         <enclosure url="https://padlet.com/vanjaprofessoravirtual/sbc0sbslqmq2os89" />
         <pubDate>2021-05-14 15:03:32 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/vanjaprofessoravirtual/xzh9g4g68fzf9ys6/wish/1524927497</guid>
      </item>
      <item>
         <title></title>
         <author>vanjaprofessoravirtual</author>
         <link>https://padlet.com/vanjaprofessoravirtual/xzh9g4g68fzf9ys6/wish/2518270950</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads.storage.googleapis.com/727601216/8298f46ae5752a7d77d9db0acb503357/CARTILHA_DONA_JOSEFA_FERREIRA_PATAX_.pdf" />
         <pubDate>2023-03-15 19:07:52 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/vanjaprofessoravirtual/xzh9g4g68fzf9ys6/wish/2518270950</guid>
      </item>
   </channel>
</rss>
