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      <title>GUAJAJARAS by Maria Eduarda Oliveira Santos</title>
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      <description>Grupo 1</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2024-03-14 17:12:02 UTC</pubDate>
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         <title>Localização </title>
         <author>dudinhaoliveira2606</author>
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         <description><![CDATA[<p>Todas as Terras Indígenas habitadas pelos Guajajaras estão situadas no centro do Maranhão, nas regiões dos rios Pindaré, Grajaú, Mearim e Zutiua. São cobertas pelas florestas altas da Amazônia e por matas de cerradão, mais baixas, sendo estas matas de transição entre as florestas amazônicas e os cerrados. Os Guajajaras nunca habitaram os cerrados vizinhos, região dos povos jê. Sua região mais antiga historicamente conhecida, foi o médio rio Pindaré.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-03-14 17:32:32 UTC</pubDate>
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         <title>História</title>
         <author>dudinhaoliveira2606</author>
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         <description><![CDATA[<p>Até os meados do século XVII, os Guajajaras foram assolados pelas expedições escravagistas dos portugueses no médio Pindaré. Esta situação mudou com a instalação das missões jesuítas (1653-1755), que ofereceram certa proteção contra a escravidão, mas implicaram um sistema de dependência e servidão. Em 1901, o cacique Cauiré Imana conseguiu unir um grande número de aldeias para destruir a missão e expulsar todos os brancos da região entre as cidades de Barra do Corda e Grajaú. Poucos meses depois, os índios foram derrotados pela milícia e perseguidos por vários anos, o que fez muito mais vítimas entre os guajajara do que entre os brancos. Na opinião de estudiosos, a rebelião foi uma reação dos guajajara contra o equivocado processo de evangelização e civilização dos missionários capuchinhos, que exigia o afastamento das crianças das aldeias. "Era uma violência", diz o antropólogo Mércio Pereira Gomes. A evangelização era parte de um projeto maior dos padres capuchinhios: civilizar&nbsp;os&nbsp;selvagens</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-03-24 21:25:17 UTC</pubDate>
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         <title>Migrações</title>
         <author>dudinhaoliveira2606</author>
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         <description><![CDATA[<p>Historicamente, os Guajajara ocupavam uma vasta área de floresta tropical, mas com a chegada dos colonizadores portugueses, foram expulsos de suas terras e se viram forçados a se deslocarem para áreas menos densamente habitadas. Os Guajajara buscaram se adaptar aos novos contextos urbanos nas cidades próximas às suas terras. </p><p>Podemos observar que a grande parte dos Guajajara que migram para cidade em busca</p><p>de trabalho não se estabelecem em empregos formais e acabam se inserindo no mercado informal. E muitos desses acabam vivendo em situação de rua e se inserindo com outros em locais específicos para consumo de bebidas alcoólicas.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-03-24 21:27:13 UTC</pubDate>
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         <title>Organização social</title>
         <author>dudinhaoliveira2606</author>
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         <description><![CDATA[<p>Atualmente, as aldeias não têm nenhuma forma típica: são compridas (ao longo de caminhos), redondas ou quadrangulares. Eles se localizam de preferência à beira de rios ou  perto de lagoas na mata</p><p>As aldeias costumam manter sua independência e poucas vezes formam comunicações regionais, mas existem diversas relações de parentesco, matrimoniais e rituais entre as comunidades. </p><p>A unidade mais importante é a família extensa, que é composta por um número de famílias nucleares unidas entre si por laços de parentesco. </p><p>Muitos chefes de família extensa procuram manter o maior número de mulheres junto de si, até adotando as filhas de homens falecidos que eles costumavam chamar de "irmãos". </p><p>Eles tentam arranjar casamentos para essas moças para assim conseguir genros, que devem viver pelo menos um ou dois anos junto aos sogros, prestando vários tipos&nbsp;de&nbsp;serviço.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-03-24 21:28:01 UTC</pubDate>
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         <title>Cultura </title>
         <author>dudinhaoliveira2606</author>
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         <description><![CDATA[<p>Os guajajara abandonaram grande parte de sua cultura material tradicional, ainda produzindo um pouco da cestaria e redes de dormir para uso doméstico e comercialização. Com os incentivos da Funai a partir dos anos 1970, os guajajara voltaram a produzir arte, lembrando-se de padrões antigos e imitando modelos de outros povos indígenas, criando um novo estilo próprio. Desse modo, os guajajara também voltaram a usar pintura corporal, por ocasião tanto de festas e rituais como de manifestações&nbsp;políticas.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-03-24 21:28:34 UTC</pubDate>
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         <title>Cosmologia</title>
         <author>dudinhaoliveira2606</author>
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         <description><![CDATA[<p>A cosmologia tradicional é típica dos povos tupi-guarani, distinguindo-se quatro categorias de seres sobrenaturais, que recebem a designação genérica de karowara: (1) os criadores ou heróis culturais, responsáveis pela criação e transformação do mundo, sendo Maíra e os gêmeos Maíra-ira e Mucura-ira os mais importantes e Zurupari, o criador das pragas e dos insetos, das cobras peçonhentas e aranhas, um herói cultural muito temido; (2) os "donos" das florestas (Ka'a'zar), das águas (Y'zar), das caças (Miar'i'zar) e das árvores (Wira'zar), que são hostis e muito temidos por seu poder maligno; (3) os azang, espíritos errantes dos mortos, também muito temidos; e (4) os piwara, espíritos de animais. Muitos guajajara não acreditam mais nestes seres, por causa das atividades missionárias.</p><p>A mitologia é uma mistura de motivos tupi, europeus e africanos. Há, por exemplo, um mito com o motivo da Gata Borralheira e a figura do Zurupari. Existem três categorias principais de mitos: (1) mitos de heróis culturais;&nbsp;(2)&nbsp;mitos</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-03-24 21:29:36 UTC</pubDate>
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         <title>Economia</title>
         <author>dudinhaoliveira2606</author>
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         <description><![CDATA[<p>A pesca é mais praticada pelas aldeias ribeirinhas. Nos últimos anos, no entanto, foram construídos, pequenos açudes perto de algumas aldeias que ficam distantes de rios. Para os moradores destas aldeias os açudes permitem tanto a pesca de subsistência quanto a comercial. As relações econômicas com os brancos baseiam-se tanto em trocas materiais quanto monetárias. As fontes de renda mais comuns são a comercialização de produtos agrícolas, a venda de artesanato e trabalhos temporários (para os colonos) ou permanentes (para a Funai). Outra fonte de dinheiro é a venda de maconha, plantada tradicionalmente pelos guajajara. A maconha foi introduzida por escravos africanos no século XVIII e seu consumo ainda é uma parte integral da cultura indígena, mas sua venda gera conflitos muito sérios e violentos com as Polícias Federal&nbsp;e&nbsp;Militar.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-03-24 21:30:53 UTC</pubDate>
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         <title>Sônia Guajajara </title>
         <author>dudinhaoliveira2606</author>
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         <description><![CDATA[<p>Sônia Bone de Souza Silva Santos é a primeira indígena a ocupar um ministério, ela foi a primeira deputada federal indígena eleita pelo estado de São Paulo.</p><p>Sônia nasceu na terra indígena de Arariboia, no estado do Maranhão em 1974. Sua militância começou na juventude, no campo dos direitos indígenas e ambientais, nos movimentos de base e logo ganhou projeção nacional e internacional pela luta que ela travou a favor dos povos originários.</p><p>Ela tem voz na ONU e há dez anos leva denúncias a diversos órgãos e instâncias internacionais, ela já recebeu vários prêmios e honras por&nbsp;seu&nbsp;trabalho</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-03-24 21:31:58 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>dudinhaoliveira2606</author>
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         <description><![CDATA[<p>“Me sinto muito honrada e feliz com essa nomeação. Mais do que uma conquista pessoal, esta é uma conquista coletiva dos povos indígenas do Brasil, um marco na nossa história de luta e resistência. A criação do Ministério dos Povos Indígenas é a confirmação do compromisso que o presidente Lula assume conosco, garantindo a nós autonomia e espaço para tomar decisões sobre nossos territórios, nossos corpos e nossos modos de viver”,&nbsp;declara&nbsp;Sonia.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-03-24 21:32:26 UTC</pubDate>
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