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      <title>Historia da maravilhosa Música do Brasil by Nidia Cecchetto</title>
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      <description>Desde sua origem</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2017-08-19 00:44:47 UTC</pubDate>
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         <title>As Vanguardas no Período das Ditaduras (1930-1984)</title>
         <author>nidiacecchetto</author>
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         <description><![CDATA[<div>A democracia, no Brasil, é frágil e recente. O século XX foi dominado por ditaduras, sendo, as mais extensas, a chamada <em>Estado Novo </em>(1937-1945) e o <em>Regime Militar </em>(1964-1985). Nesse</div><div>contexto, poucos presidentes foram eleitos através do sufrágio universal e somente quatro presidentes eleitos pelo voto direto cumpriram mandato integral. É interessante notar como as artes brasileiras desenvolveram-se independentemente desse</div><div>processo político, através de tendências experimentais na música popular e erudita. Freqüentemente, as artes têm sido usadas como meio de dominação e estratificação social, mas artistas também se insurgem contra o poder instituído, seja de forma explícita ou através de</div><div>linguagem cifrada e metafórica.</div><div>Na década de 1940, surgiu o <em>Grupo Música Viva, </em>em cujo <em>Manifesto </em>(1946), está escrito: “O grupo Música Viva acompanha o presente no seu caminho de descoberta e de conquista, lutando</div><div>pelas idéias novas de um mundo novo, crendo na força criadora do espírito humano e na arte do futuro”.</div><div>Outra renovação, na música erudita, ocorre na década de 1960, com o <em>Grupo Música Nova</em>, que introduziu experiências eletrônicas, organização rigorosa dos sons e improvisação aleatória, na música brasileira. Em seu <em>Manifesto </em>(1963), o grupo propõe que a “alienação está na contradição entre o estágio do homem total e seu próprio conhecimento do mundo; música não pode abandonar suas próprias conquistas para se colocar ao nível dessa alienação, que [...] é um problema psico-sócio-político-cultural”.</div><div>Na música popular brasileira, também houve vários movimentos de renovação musical, nesse período. Alguns trouxeram elementos de atualização estética, como a <em>Bossa Nova </em>e o <em>Tropicalismo</em>; outros tiveram importante papel no contexto político de sua época, por seu engajamento no processo de democratização do país.</div><div>A <em>Bossa Nova </em>surge em fins da década de 1950, invertendo padrões convencionais da canção popular. Entre as inovações desse movimento, podem-se destacar o canto espontâneo, o ritmo fluido e a harmonia sofisticada. Sobre tudo isso, a melodia se estende de forma assimétrica e irregular, com uma poesia que comenta o cotidiano.</div><div>O <em>Tropicalismo </em>aparece em meados da década de 1960, incorporando a contra-cultura à música popular brasileira. Caetano Veloso, Gilberto Gil e Tom Zé seriam os principais criadores do grupo, combinando instrumentos nacionais e cantos tradicionais a elementos de vanguarda e instrumentos elétricos, sob a influência da cultura pop internacional.</div><div>Nesta mesma época, um importante grupo de músicos preferia permanecer nos moldes da canção tradicional para veicular seus ideais políticos através da <em>canção engajada</em>. A canção <em>Pra</em> <em>não dizer que não falei de flores</em>, de Geraldo Vandré, tornou-se um hino de resistência à Ditadura Militar e foi censurada. Um compositor que uniu uma criatividade refinada a poesias com forte teor político foi Chico Buarque de Holanda, que figura entre os maiores cancionistas de todos os tempos.</div><div> </div>]]></description>
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         <pubDate>2017-08-19 00:44:47 UTC</pubDate>
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         <title>Tendências da Música Contemporânea (1985 á atualidade)</title>
         <author>nidiacecchetto</author>
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         <description><![CDATA[<div><br>Com o fim da Ditadura Militar e a redemocratização do país, a partir de 1985, inicia-se um processo gradativo de incorporação das diferenças, na cultura brasileira.A realidade é formada por interesses contraditórios, em que a diferença nem sempre é reconhecida como um valor humano. Pode-se perceber isso em vários períodos da História, nas épocas em que ser diferente significa estar condenado ao ostracismo. Em contrapartida, a diversidade cultural é comum nas sociedades democráticas e pode explicitar as contradições sócio-politico-econômicas, impulsionando transformações em vários níveis da sociedade.O processo de democratização também implica na capacidade de reconhecer o valor da diferença. Isso tem ocorrido na música brasileira dos últimos vinte anos, quando músicos de tendências diferentes se reúnem para fazer música em conjunto ou quando um único músico absorve tendências de diferentes origens (muitas vezes conflitantes entre si) para produzir seu próprio trabalho.Desde a década de 1980, há diversas tendências na música erudita contemporânea, seja através de experimentalismos de vanguarda, pelo retorno às tradições do passado local ou internacional, ou por meio da combinação de elementos tradicionais e sonoridades inusitadas. Da mesma forma, na música popular atual, convivem diversos estilos, como o Rock e a MPB, a música Caipira (autêntica dos meios rurais) e a música Sertaneja (sua adaptação aos meios de comunicação de massa), a canção Tradicional (melodia acompanhada) e o canto-falado (em tendências internacionais, como o Funk, o Rap e o Hip Hop). Isso, para citar apenas alguns dos inúmeros gêneros e estilos atuais, que se somam a práticasanteriores.A tudo isso, acrescenta-se o desenvolvimento tecnológico, rapidamente incorporado através de novos meios de registro e reprodução sonora. Atualmente, é relativamente fácil gravar uma música, editá-la e disponibilizá-la na Internet. Logo, esta música estará acessível a um número potencialmente extenso de ouvintes, que poderá desfrutar dela,reeditá-la, modificando sua estrutura original e, possivelmente, tornando-a uma obra em constante mutação. Sendo que esta é apenas uma das infinitas possibilidades de desdobramento da produção artística da atualidade.</div>]]></description>
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         <pubDate>2017-08-19 00:44:47 UTC</pubDate>
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         <title>A República Velha e o Modernismo Musical (1889-1930)</title>
         <author>nidiacecchetto</author>
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         <description><![CDATA[<div>Com a República, amplia-se o processo de industrialização, centralizado em São Paulo.</div><div>Nesta época, em todas as áreas, a modernização é a palavra de ordem. A Primeira República impulsionou o desenvolvimento da música popular urbana e o <em>Nacionalismo </em>musical emergente. Músicos importantes desta época são Ernesto Nazareth (RJ, 1863-1934) e Alberto Nepomuceno (CE, 1864-1920), que foi um dos primeiros músicos a incorporar o canto em português na música erudita brasileira.</div><div>Em fevereiro de 1922, realiza-se a <em>Semana de Arte Moderna</em>, em São Paulo. Os nacionalistas modernos incorporam elementos nacionais às últimas descobertas da música internacional.</div><div>Entre os nacionalistas, estão Heitor Villa-Lobos (RJ, 1887-1959) e Mozart Camargo Guarnieri(SP, 1907-1993).</div><div>O Rádio trouxe um novo meio de divulgação para a música brasileira. A primeira transmissão radiofônica, no país, foi em comemoração ao Centenário da Independência, no dia 7 de setembro 1922. Desde então, os nomes mais destacados do cenário nacional passam pelo rádio. A primeira obra transmitida foi <em>O Guarani</em>, de Carlos Gomes</div><div>Os músicos mais destacados do rádio são: Sinhô (RJ, 1888-1930), Ary Barroso (MG, 1903- 1964), Dorival Caymmi (BA, 1914), Noel Rosa (RJ, 1910-1937) e Lupicínio Rodrigues (RS, 1914-1974), entre tantos outros.</div><div> <br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2017-08-19 00:44:47 UTC</pubDate>
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         <title>A Música no Período do Império (1822-1889)</title>
         <author>nidiacecchetto</author>
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         <description><![CDATA[<div>Com a Independência, em 1822, nasce o Brasil como nação, já que anteriormente o país era colônia portuguesa. Nesta época, surgiram movimentos de renovação das artes.</div><div>Impulsionados pelo Romantismo europeu, pintores, escritores, músicos e dramaturgos retratavam o Brasil e suas origens. Deste movimento, surge o Indianismo, cuja obra mais conhecida é <em>O Guarani</em>, de José de Alencar (CE, 1829-1877).</div><div>A figura de maior destaque, na <em>Ópera Brasileira</em>, é Carlos Gomes (1836-1896). Nascido em Campinas, e patrocinado por Dom Pedro II, obteve grande prestígio na Itália. Posteriormente, voltou ao Brasil e, por ter sido apoiado pelo Imperador, sofreu represálias dos republicanos. Sem espaço na capital, transferiu-se para Belém do Pará, onde dirigiu o Conservatório de Música local.</div><div>A segunda metade do século XIX também é o período de florescimento de vários gêneros populares. Entre os mais importantes, está o <em>Maxixe</em>, considerado por muitos autores como o primeiro gênero musical genuinamente brasileiro. Chiquinha Gonzaga (RJ, 1847- 1935) é uma das mais importantes compositoras populares da época. Escreveu polcas, tangos, maxixes, marchas de carnaval e diversos gêneros de salão. O <em>Maxixe</em>, bem como o <em>Lundu, </em>estão na origem do <em>Choro </em>e do <em>Samba</em>.</div><div> <br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2017-08-19 00:44:47 UTC</pubDate>
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         <title>O melhor da música do Brasil</title>
         <author>nidiacecchetto</author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2017-08-19 00:44:47 UTC</pubDate>
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         <title>A Corte Portuguesa no Brasil (1808-1822)</title>
         <author>nidiacecchetto</author>
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         <description><![CDATA[<div>No início do século XIX, fugindo das tropas napoleônicas, a corte de Bragança instala-se no Rio de Janeiro (1808), criando o Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves. Com isso, o Brasil transforma-se no centro do Império português, deixando definitivamente a condição de colônia.</div><div>A instalação da corte no Rio de Janeiro, impulsionou o crescimento cultural e econômico do país. Foram criadas bibliotecas, escolas e o Jardim Botânico do Rio de Janeiro; foi permitida a abertura dos portos brasileiros e surgiu a Academia Militar da Marinha; foi criado o Banco do Brasil; foram permitidos o ensino de nível superior, a produção industrial e a abertura da imprensa nacional.</div><div>Em 1816, vem ao país a Missão Francesa. Por sua influência, cria-se a Academia de Belas Artes, que institui o sistema de ensino de artes praticado ainda hoje.</div><div>O músico mais destacado desta época é o padre-mestre José Maurício Nunes Garcia (RJ, 1767-1830), que pode ser considerado um dos mais importantes músicos brasileiros de todos os tempos. Escreveu motetos, missas, aberturas de ópera, sinfonias, música para teclado e muitos outros gêneros. Foi, também, excelente compositor de modinhas</div><div> <br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2017-08-19 00:44:47 UTC</pubDate>
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         <title>A Música no Período Colonial (1500-1808)</title>
         <author>nidiacecchetto</author>
         <link>https://padlet.com/nidiacecchetto/xyiqs3ablhw0/wish/181707293</link>
         <description><![CDATA[<div>Inicialmente, o centro político e econômico estava no Nordeste: na Bahia e em Pernambuco. Neste período, tem início o Ciclo da Cana-de-açúcar (1535) e a Escravatura (1538). A música é predominantemente doméstica e religiosa: os cantos europeus, na casa grande e na igreja, não se misturam aos cânticos dos negros, restritos à senzala.</div><div>A primeira missão jesuítica chega ao Brasil em 1610. Com a intenção de “catequizar os gentios”, os missionários adaptam textos bíblicos aos cantos tradicionais indígenas. Daí nasce o <em>Cateretê</em>, que pode ser considerado como o primeiro gênero musical oriundo da inter-influência cultural, no país. O mais antigo compositor brasileiro conhecido é Inácio Ribeiro Nóia (PE, 1688-1773).</div><div>Posteriormente, com o Ciclo do Ouro (1690), o centro econômico deslocou-se para Minas Gerais. O vigor econômico trouxe o florescimento musical. Nesta época, inúmeros mulatos faziam música, na igreja. Havia um grande contingente de músicos: instrumentistas, cantores e mestres de capela.</div><div>Surgem os primeiros gêneros populares: <em>Modinha </em>e <em>Lundu</em>. O músico mais conhecido do períodocolonial mineiro é José Joaquim Emerico Lobo de Mesquita (MG, 1746-1805).</div><div>A independência econômica com relação à Metrópole gerou o movimento emancipacionista conhecido como Inconfidência Mineira. Temerosos de perderem as riquezas provenientes da região para seus cofres, os portugueses trataram de impedir esta luta pela conquista da autonomia, perseguindo e matando seus líderes. Interesses políticos dos dominadores destruíram importantes manifestações intelectuais ali já existentes, impedindo o surgimento de novos artistas</div><div> <br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2017-08-19 00:44:47 UTC</pubDate>
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         <title>Introdução</title>
         <author>nidiacecchetto</author>
         <link>https://padlet.com/nidiacecchetto/xyiqs3ablhw0/wish/181707294</link>
         <description><![CDATA[<div>A música tem sua origem juntamente com a colonização humana das diversas regiões, desde os primeiros povos pré-históricos que ali chegaram. No período da colonização portuguesa, os primeiros centros econômicos foram Bahia e Pernambuco, que reuniram a produção cultural durante os primeiros séculos.</div><div>Posteriormente, em fins do século XVII, iniciou-se grande movimentação para a região das Minas Gerais, onde desenvolveu-se um dos maiores centros de produção musical da América, naquele período. Com a vinda da corte portuguesa, o Rio de Janeiro tornou-se o centro político e econômico do Brasil. Nesta cidade, foram criadas escolas, bibliotecas e outros recursos propícios ao desenvolvimento das artes. O início da República marca uma era de intensa industrialização, liderada por São Paulo, que permaneceu o centro dos movimentos vanguardistas, ao longo do século XX.</div><div>Atualmente, têm-se vários pólos culturais, diversificados através do país. Artistas de Norte a Sul, de Leste a Oeste, criam música nova e interpretam obras de nossos antepassados, fazendo proliferar as características multiculturais da produção artística brasileira.</div><div>&nbsp;</div><div><strong>&nbsp;</strong></div>]]></description>
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         <pubDate>2017-08-19 00:44:47 UTC</pubDate>
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