<?xml version="1.0"?>
<rss version="2.0">
   <channel>
      <title>Diário da disciplina DIVERSIDADE E RELAÇÕES ÉTNICO RACIAIS by Bahia Musical Salvador</title>
      <link>https://padlet.com/debinka2014/xupnoy7bu9rfrx1u</link>
      <description>Esse componente curricular do curso de Licenciatura em Matemática - EAD, da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia - UFRB, foi ministrado pelo professor Thiago Barcelos Soliva. O diário apresentado a seguir foi elaborado pela aluna Debora Carla Pereira Guimarães.</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2021-10-05 12:54:34 UTC</pubDate>
      <lastBuildDate>2025-03-30 17:01:41 UTC</lastBuildDate>
      <webMaster>hello@padlet.com</webMaster>
      <image>
         <url></url>
      </image>
      <item>
         <title>Semana 01 -  16 de agosto a 21 de agosto de 2021</title>
         <author>debinka2014</author>
         <link>https://padlet.com/debinka2014/xupnoy7bu9rfrx1u/wish/1793081610</link>
         <description><![CDATA[<div>Iniciamos a disciplina Diversidade e Relações Étnico Raciais falando sobre cultura. A cultura é "o modo de vida de um povo"! Seus comportamentos, práticas , costumes, tradições, valores e concepções estão completamente vinculados à vida social. Mas ela não é imutável e nem é um sistema fechado. As diversas identidades culturais sofrem transformações conforme vão se relacionando, e, além disso, existe uma variedade de termos relacionados com a palavra cultura. Ex: cultura regional, cultura popular, cultura material, cultura de massa etc. As populações humanas organizam suas culturas apelando para diferentes critérios, sendo que o próprio homem não se reproduz sem a cultura. Cada grupo humano, de acordo com o que ele estabelece com o seu ambiente, lançando mão da cultura, se organiza diferentemente. Infelizmente ainda existem muitos conflitos com relação à coexistência de diferentes culturas. A discriminação, o preconceito, a intolerância é um problema real e precisa ser combatido! (Foto: https://www.sabedoriapolitica.com.br/ci%C3%AAncia-politica/politicas-publicas/cultura/https://www.sabedoriapolitica.com.br/ci%C3%AAncia-politica/politicas-publicas/cultura/)</div>]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads.storage.googleapis.com/1262919365/4ced723827062237c0a4ec66968accea/Cultura.jpg" />
         <pubDate>2021-10-05 13:44:29 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/debinka2014/xupnoy7bu9rfrx1u/wish/1793081610</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Semana 02 - 23 de agosto a 28 de agosto de 2021</title>
         <author>debinka2014</author>
         <link>https://padlet.com/debinka2014/xupnoy7bu9rfrx1u/wish/1793531654</link>
         <description><![CDATA[<div>Nesta semana foram discutidas as noções raça e racismo no Brasil.&nbsp;<br>Para pensar a sociedade brasileira a partir da ideia de raça, podemos considerar inicialmente a concepção racial de Gobineau. Segundo Sousa (2013, p 23), Gobineau ficou conhecido, no século XIX, por defender que a questão étnica seria responsável pelo declínio das civilizações que se tornaram colonizadoras ou que passaram a conviver com outras etnias, ou seja, a miscigenação levaria ao colapso dessas civilizações. E seria a miscigenação no Brasil, pelo raciocínio de Gobineau, que levariam os brasileiros a desaparecerem em menos de dois séculos. Schwarcz (1994) destaca que essa representação mestiça do país, foi relevante principalmente no período entre 1870 a 1930 quando as teorias raciais que já haviam sido apresentadas na Europa, desde a metade do século XVIII, chegam mais tarde ao Brasil. Ainda segundo a pesquisadora, havia uma ampla utilização de argumentos evolucionistas que buscava explicar cientificamente as diferenças, enquanto os museus etnográficos no país se incumbiam de popularizar no exterior a imagem do Brasil como um grande laboratório racial . A autora analisa o universo das faculdades de direito e de medicina, evidenciando que nos cursos de medicina, a figura do médico se emaranhava com a figura do cientista social. Os médicos baianos, por exemplo, ao buscar a originalidade nacional, encontravam no cruzamento racial uma série de problemas que culminaria na existência de um povo inferior. Nina Rodrigues, por exemplo, foi um médico baiano que sustentava que a miscigenação seria responsável pelo atraso da formação de uma sociedade civilizada. Em contrapartida surge, já nos anos 1930, Gilberto Freyre com Casa Grande &amp; Senzala, e pode-se dizer que mesmo ele sendo um autor extremamente conservador, além de viver muito mais na casa grande e menos na senzala, para Costa (2002), Freyre canonizou a "mitologia da brasilidade mestiça, integradora de todas as etnias e ponto de equilíbrio das diferenças culturais". Sua influência culturalista, acaba retirando a visão essencialmente negativa da miscigenação, passando a interessar pesquisadores e ideólogos além das fronteiras brasileiras. Já na década de 1950, a UNESCO encomendou um conjunto de pesquisas sobre as relações raciais em várias cidades no Brasil, do qual fizeram parte pesquisadores como Florestan Fernandes, Roger Bastide, Oracy Nogueira, Thales de Azevedo, entre outros. Este trabalho partiu de pesquisas iniciais como a de Donald Pierson que acreditava na existência de um pensamento mais liberal na sociedade brasileira com relação a raça, pois a escravidão, para Pierson, deixou um contexto muito mais frutífero no Brasil do que nos EUA, enquanto que nas pesquisas de Thales de Azevedo embora não se falasse em racismo de origem, era perceptível a existência de uma hierarquia racial predominante na Bahia, onde o pesquisador realizou os seus estudos. A partir do projeto UNESCO, novos estudos foram surgindo, ganhando impulso, de acordo com Costa (2002), principalmente a partir dos anos 1970.<br><br></div>]]></description>
         <enclosure url="https://www.assistebrasil.com.br/direcoes/10-filmes-nacionais-discutem-racismo-no-brasil/" />
         <pubDate>2021-10-05 15:36:51 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/debinka2014/xupnoy7bu9rfrx1u/wish/1793531654</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Semana 03 - 30  de agosto a 04 de setembro de 2021</title>
         <author>debinka2014</author>
         <link>https://padlet.com/debinka2014/xupnoy7bu9rfrx1u/wish/1793670521</link>
         <description><![CDATA[<div>Para entender sobre representatividade e sobre&nbsp; o reconhecimento de identidades coletivas a partir dos movimentos sociais tivemos acesso, nesta semana, ao texto de&nbsp; José Maurício Arruti,&nbsp; A Emergência dos "remanescentes": Notas para o Diálogo entre Indígenas e Quilombolas, e aos vídeos com Sônia Guajajara e Djamila Ribeiro. Arruti (1997) reconhece os movimentos dos quilombolas e indígenas como emergentes, ratificando suas construtividades e afirmando que seus espaços na sociedade devem ser devidamente ocupados. A filósofa Djamila Ribeiro ressalta a importância de romper com o silêncio imposto às mulheres negras, e de questioná-lo. É preciso quebrar a voz da subalternidade e da exotização, reconfigurando a humanidade através da legitimação da pluralidade de vozes&nbsp; (mulheres trans, mulheres negras, homens negros, homens negros gays...), gerando uma sociedade mais rica e mais humana. Sônia Guajajara fala sobre a ocupação dos indígenas nos espaços da sociedade, ressaltando o protagonismo das mulheres indígenas dentro do movimento indígena no Brasil.</div>]]></description>
         <enclosure url="https://youtu.be/Qk3-0qaYTzk" />
         <pubDate>2021-10-05 16:16:21 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/debinka2014/xupnoy7bu9rfrx1u/wish/1793670521</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Semana 04 - 06 de setembro a 11 de setembro de 2021</title>
         <author>debinka2014</author>
         <link>https://padlet.com/debinka2014/xupnoy7bu9rfrx1u/wish/1793699628</link>
         <description><![CDATA[<div>Como a  interseccionalidade pode explicar os problemas sociais estruturais e suas dinâmicas ? Esse conceito pode ser entendido como um instrumento político de intervenção e enfrentamento das desigualdades? Ou pode ser percebido como uma experiência, uma forma de perceber as desigualdades e o desrespeito presente no cotidiano? O vídeo desta semana, apresentado pela professora Dra. Flávia Rios, fala sobre a importância desse termo para questão racial.  Considerando-o como uma ferramenta teórico-metodológica, passamos a analisar a interseccionalidade na educação, onde se produz um campo do saber fundamental para a formação do estudante, possibilitando a este problematizar a sociedade, através da análise dos atravessamentos, ou seja, das “sobreposições de trajetórias” destacadas por Crenshaw( 2002, P.173), com relação à interação entre discriminações de raça e gênero.<br>Além dos fatores raça e gênero, a orientação sexual, a classe, a nacionalidade e a religião também levam a discriminação em nossa sociedade e, muitas vezes, dois ou mais fatores se inter-relacionam, produzindo e reproduzindo desigualdades. As análises, a partir da interseccionalidade, possibilitam ao aluno estudar com maior profundidade as injustiças sociais para combatê-las.</div>]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads.storage.googleapis.com/1262919365/4ecd5607c90a6e2b0b54d9d29bc0ff45/interseccionalidade.png" />
         <pubDate>2021-10-05 16:25:08 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/debinka2014/xupnoy7bu9rfrx1u/wish/1793699628</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Semana 05 - 13 de setembro a 18 de setembro de 2021</title>
         <author>debinka2014</author>
         <link>https://padlet.com/debinka2014/xupnoy7bu9rfrx1u/wish/1795353787</link>
         <description><![CDATA[<div>Espetáculo da Cia de Teatro da UFBA,&nbsp; dirigido por Onisajé (Fernanda Júlia), primeira diretora negra a encenar um espetáculo da Cia, e tem texto de Aldri Anunciação. Inspirada na obra homônima de Frantz Fanon, o dramaturgo define que a obra é distópica ao perpassar três períodos – 1950, 2019 e 2888. Presente, passado e futuro para falar sobre como o processo de colonização construiu sofrimentos psicológicos em corpos negros (sinopse fornecida pela Companhia de Teatro da Ufba).<br><br>Nesta semana foi discutido o conceito de gênero e como trabalhar este conceito a partir de novas práticas&nbsp; nas escolas. O texto indicado pelo professor Thiago foi "Gênero, Sexualidade e Educação de Guacira Lopes Louro, pretendendo&nbsp; entender o gênero como constituinte da identidade dos sujeitos e compreendendo esses&nbsp; sujeitos como possuidores de identidades plurais (múltiplas), "que se transformam, que não são fixas ou permanentes, que podem, até mesmo, ser contraditórias" (LOURO, 1997, p14-36), ressaltando no texto também a ideia da historiadora&nbsp; Joan Scott de que é preciso desconstruir o "caráter permanente da oposição binária" masculino-feminino. Para pensar o gênero considero importante também tomar como ponto de partida termos como masculinidade hegemônica, identidades masculinas racializadas, e as interseções envolvendo o racismo e o sexismo. Osmundo Pinho no artigo “Qual a identidade do homem negro?” apresenta o modelo de masculinidade hegemônica das sociedades ocidentais como: “o homem adulto, branco, de classe média e heterossexual”. Dessa forma, os outros modos estruturados de masculinidade são compostos de sujeitos subalternizados, ressaltando, porém, que no Brasil há pouquíssimos homens reais que encontram identidade com este modelo hegemônico ocidental. E como fica, então, o sujeito masculino negro neste contexto? A partir de diversas práticas, sob o olhar fetichista do homem branco, este corpo negro separado do sujeito vai se reunificando, e dentro dessas representações corpóreas, surgem espaços de luta. Ressaltando que é grande a experiência das mulheres negras no desenvolvimento de uma consciência crítica e de uma relação com o próprio corpo. Há um bom tempo as mulheres negras vêm constituindo os espaços para sua identidade corporal.<br>Se a emancipação das mulheres trouxe uma crise nas estruturas de dominação de gênero e na própria identidade masculina hegemônica, trouxe também mudanças na percepção e nos valores do sujeito masculino. Mas, existe outra crise de maior duração que atinge homens negros, jovens e pobres, vinculada à estrutura de classes, definida pelo racismo e pela violência. Esta crise que na opinião de Osmundo Pinho, pode ser a verdadeira crise, que implica em uma batalha por políticas públicas de inclusão. É preciso reconhecer as diversidades e "a incorporação da diferença” dissolvendo os limites pré-defindos das identidades masculinas hegemônicas, relacionando com as estruturas de classe e considerando a promoção do homem como sujeito de direitos. Com relação às interseções das formas institucionalizadas do racismo e do sexismo, tanto um quanto o outro apoiam-se na construção de mitos como no uso das atribuições das diferenças para legitimar a segregação.</div><div>Ao discutir esses termos considerando algumas bases teóricas, como Frantz Fanon em "Peles Negras, Máscaras Brancas" e o "Nascimento da Biopolítica " , de Michel Foucault, podemos refletir sobre a urgência da necessidade de novos projetos políticos que contemplem e representem a pluralidade de identidades e que ao mesmo tempo trabalhem com uma percepção descolonizadora. Essa representação do plural e essa percepção voltada para a quebra da estrutura de dominação imperialista, ocidental, capitalista, patriarcal e moderno colonial , deve encontrar na educação um espaço amplo de debates e de lutas contra a discriminação e o preconceito.</div>]]></description>
         <enclosure url="https://youtu.be/Vx7PntadnXw" />
         <pubDate>2021-10-06 04:35:47 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/debinka2014/xupnoy7bu9rfrx1u/wish/1795353787</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Semana 06 - 20 de setembro a 25 de setembro de 2021</title>
         <author>debinka2014</author>
         <link>https://padlet.com/debinka2014/xupnoy7bu9rfrx1u/wish/1795463046</link>
         <description><![CDATA[<div>Mama África<br>A minha mãe<br>É mãe solteira<br>E tem que fazer mamadeira<br>Todo dia<br>Além de trabalhar<br>Como empacotadeira<br>Nas Casas Bahia</div><div>Mama África<br>A minha mãe<br>É mãe solteira<br>E tem que fazer mamadeira<br>Todo dia<br>Além de trabalhar<br>Como empacotadeira<br>Nas Casas Bahia</div><div>Mama África tem<br>Tanto o que fazer<br>Além de cuidar neném<br>Além de fazer denguin'<br>Filhinho tem que entender<br>Mama África vai e vem<br>Mas não se afasta de você</div><div>Mama África<br>A minha mãe<br>É mãe solteira<br>E tem que fazer mamadeira<br>Todo dia<br>Além de trabalhar<br>Como empacotadeira<br>Nas Casas Bahia</div><div>Quando Mama sai de casa<br>Seus filhos se olodumzam<br>Rola o maior jazz<br>Mama tem calo nos pés<br>Mama precisa de paz</div><div>Mama não quer brincar mais<br>Filhinho dá um tempo<br>É tanto contratempo<br>No ritmo de vida de mama</div><div>Mama África<br>A minha mãe<br>É mãe solteira<br>E tem que fazer mamadeira<br>Todo dia<br>Além de trabalhar<br>Como empacotadeira<br>Nas Casas Bahia</div><div>Mama África<br>A minha mãe<br>É mãe solteira<br>E tem que fazer mamadeira<br>Todo dia<br>Além de trabalhar<br>Como empacotadeira<br>Nas Casas Bahia</div><div>Deve ser legal<br>Ser negão no Senegal<br>Deve ser legal<br>Ser negão no Senegal<br>Deve ser legal<br>Ser negão no Senegal<br>Deve ser legal<br>Ser negão no Senegal</div><div>Mama África<br>A minha mãe<br>É mãe solteira<br>E tem que fazer mamadeira<br>Todo dia<br>Além de trabalhar<br>Como empacotadeira<br>Nas Casas Bahia<br>Mama África<br>A minha mãe<br>É mãe solteira<br>E tem que fazer mamadeira<br>Todo dia<br>Além de trabalhar<br>Como empacotadeira<br>Nas Casas Bahia</div><div>Mama África<br>A minha mãe<br>Mama África<br>A minha mãe<br>Mama África</div><div>
<br><br>A questão da desigualdade no Brasil foi o tema desta semana. O texto de Sérgio Costa, proposto pelo professor Thiago, apresenta um levantamento dos debates envolvendo as pesquisas sobre desigualdade, criticando o campo de estudos raciais, desenvolvido a partir de 1980, por apontarem que as desigualdades raciais no Brasil seguem padrões birraciais, ou seja, não consideram "a&nbsp; realidade de muitas cores de pele diferentes que moldam a percepção que um indivíduo tem de si mesmo e de seu entorno". Ao defender a polaridade, os estudos raciais perdem as etnicidades, que o autor define como&nbsp; "os complexos processos de significação social e performatização das características corporais". Além de apresentar novas abordagens com relação às desigualdades sociais e interdependências, Sergio Costa traz para o texto os conceitos de "desigualdades entrelaçadas" e "regimes de desigualdade". Em seguida, ao analisar as desigualdades que afetam os afrodescendentes na América Latina,&nbsp; o autor pontua, que trata-se de um grupo heterogêneo não devendo ser agrupado em uma única categoria, &nbsp; identificando alguns regimes de desigualdades relacionados com os afrodescendentes : escravidão, nacionalismo racista, nacionalismo mestiço, regime compensatório, e analisando também a ideologia da mestiçagem a partir de 1930 e o debate sobre o multiculturalismo presente a partir de 1990. Sergio Costa conclui que as desigualdades sociais estão associadas a contextos determinados&nbsp; e que a posição dos afrodescendentes nas estruturas de desigualdade depende de uma combinação complexa de diversas categorias como classe, sexo, grupos-alvo de direitos e políticas.<br>Como atividade avaliativa, o professor Thiago propõe discutir os impactos de classe, raça e gênero na vida dos brasileiros e para essa análise busquei como referências algumas letras de músicas que falam da desigualdade no Brasil, destacando acima a letra Mama África, do compositor e cantor Chico César, de onde surgiu a seguinte questão: qual é a perspectiva de ascensão social para a mulher afrodescendente e pobre no Brasil? Sendo o mercado de trabalho, um espaço excludente, que chances de mobilidade social essa mulher possui? essa mulher só conta com sua própria capacidade de trabalho e falando sobre trabalho e renda, os indicadores apresentados no vídeo da BBC,&nbsp; destacam as discrepâncias existentes na renda e no desemprego de pessoas negras e pardas com relação aos brancos, apresentando também as estatísticas de outros dados referente a educação, saúde e violência. Mas "Mama África" não é um lamento é uma música que fala da luta, da força e da resistência.</div>]]></description>
         <enclosure url="https://youtu.be/ViLS-Im2u-g" />
         <pubDate>2021-10-06 05:39:33 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/debinka2014/xupnoy7bu9rfrx1u/wish/1795463046</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Semana 07 - 27 de setembro a 02 de outubro de 2021</title>
         <author>debinka2014</author>
         <link>https://padlet.com/debinka2014/xupnoy7bu9rfrx1u/wish/1795463984</link>
         <description><![CDATA[<div>Última semana da disciplina e o debate final girou em torno das diretrizes curriculares para a educação das relações étnico-raciais. Sim! É possível construir práticas de ensino mais inclusivas! O discurso produzido e reproduzido pela maioria dos autores é de que o Brasil não apresenta uma tradição de luta ou uma tradição de resistência, mas o fato é que a história do Brasil tem sido maltratada. Canudos, por exemplo, representou uma resistência brutal e foi ao mesmo tempo o grande épico brasileiro. Atualmente, existem os que defendem a volta da ditadura mas, na verdade, cada civil que apoia a ditadura está defendendo seus interesses particulares. Não há como defender um regime onde há suspensão de garantias para as famílias (indo na contramão dos movimentos sociais e representando portanto um retrocesso )e onde existem métodos absurdos para coagir a população e também não há como ensinar mais nas escolas que a princesa Isabel foi a responsável pela libertação dos escravos, ou representá-la como a redentora. Dizer que alguém concedeu a liberdade casa com um discurso de passividade. Da mesma forma é preciso acabar com a tendência que o Brasil possui de desconstruir figuras históricas que também são protagonistas como o cacique Babau, líder indígena do sul da Bahia. As escolas devem trabalhar os símbolos de outra forma (eles são importantes pois não existe construção social e política sem símbolos) , buscando as memórias dos diversos povos e incluindo nas bases curriculares suas tradições e saberes, mas como promover isso quando temos um governo que realiza campanhas para desacreditar e eliminar os direitos? mesmo sabendo que algumas ações e argumentos como a desqualificação étnica sustentada pelas autoridades só existe por conta do interesse pelas terras. Ancestralidade, identidade, resistência e interseccionalidade são conceitos que também deverão nortear as ações pedagógicas.</div>]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2021-10-06 05:40:11 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/debinka2014/xupnoy7bu9rfrx1u/wish/1795463984</guid>
      </item>
   </channel>
</rss>
