Aventuras de João Sem MedoJosé Gomes Ferreira
Resumo da narrativa:
João Sem Medo, «valente e refilão», é o herói que habita na aldeia Chora-Que Logo-Bebes, cujos habitantes choram de manhã à noite por tudo e por nada. Cansado desta forma de viver, João jurou não ter medo de nada (ou pelo menos não o mostrar) e decide partir numa aventura, apesar dos receios em passar a fronteira, o Muro.
João Sem Medo, «valente e refilão», é o herói que habita na aldeia Chora-Que Logo-Bebes, cujos habitantes choram de manhã à noite por tudo e por nada. Cansado desta forma de viver, João jurou não ter medo de nada (ou pelo menos não o mostrar) e decide partir numa aventura, apesar dos receios em passar a fronteira, o Muro.
Resolve, então, saltar o Muro que protege a sua aldeia da Floresta Branca, local que é uma espécie de «Parque de Reserva de Entes Fantásticos», com gigantes, príncipes, princesas, fadas, objetos mágicos…
Inicia, assim, uma viagem, em que, à partida, tem de decidir por um de dois caminhos, o do Bem e o do Mal. Escolhe, então, ir pelo caminho do Bem, que é o da felicidade. No entanto, para continuar neste caminho tem de se submeter a uma cirurgia em que lhe cortam a cabeça, o que ele rejeita, pois não quer abdicar das suas opiniões, da sua capacidade de pensar, vai então pelo caminho do Mal, da infelicidade, no qual João Sem Medo se irá cruzar e enfrentar bichas de sete cabeças, gigantes de cinco braços, fadas, bruxas, animais que falam, a sua transformação em árvore …que tentam, por todos os meios, dificultar-lhe a caminhada e fazê-lo infeliz, mais uma vez ele recusa ser ou sentir-se infeliz.
As três narrativas fantásticas que mais gostei no livro:
I · Visita a Cidade da Confusão, em que os habitantes andam com as pernas para o ar, as ruas não eram fixas e onde a estupidez era valorizada.
II· Reino onde os habitantes tinham os pés ocos, por onde se alimentavam, quando metiam os pés na terra. Têm cara de fruta, pois até o João arrancou à menina, que aí conhecera, uma bochecha à dentada, que lhe soube a maçã. · III. O Príncipe das Orelhas de Burro, que, apesar de feio, julgava-se o mais bonito do reino, pois todos os súbditos lhe confirmavam a beleza e até os espelhos o iludiam. João sem Medo ficou pasmado por o príncipe não ter consciência de que era feio e de que tinha orelhas de burro e, para seu espanto, reverteu a fealdade. O príncipe disse a João que gostava de ser feio como ele e ter as suas orelhas de burro!
II· Reino onde os habitantes tinham os pés ocos, por onde se alimentavam, quando metiam os pés na terra. Têm cara de fruta, pois até o João arrancou à menina, que aí conhecera, uma bochecha à dentada, que lhe soube a maçã. · III. O Príncipe das Orelhas de Burro, que, apesar de feio, julgava-se o mais bonito do reino, pois todos os súbditos lhe confirmavam a beleza e até os espelhos o iludiam. João sem Medo ficou pasmado por o príncipe não ter consciência de que era feio e de que tinha orelhas de burro e, para seu espanto, reverteu a fealdade. O príncipe disse a João que gostava de ser feio como ele e ter as suas orelhas de burro!
Desfecho da narrativa: João regressa à sua aldeia e tenta mudar o pessimismo e a choraminguice dos seus habitantes, contudo não os conseguindo mudar, monta uma fábrica de lenços, enriquece, mas nunca perdendo a esperança de um dia os mudar.
Professora de Português
Alexandra Campos
Alexandra Campos