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      <title>Leituras d&#39;Oriente e d&#39;Ocidente by adelina maria</title>
      <link>https://padlet.com/geramovel/kaikais</link>
      <description>Os alunos criam códigos QR com poesia Oriental e emparelham estes poemas com a poesia de Camões</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2017-02-19 14:29:43 UTC</pubDate>
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         <title>                                          Códigos QR Com poesia oriental, de vários autores</title>
         <author>geramovel</author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2017-02-19 14:41:02 UTC</pubDate>
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         <title>                                 Emparelhar poemas Orientais com poemas de Camões que tenham a mesma temática</title>
         <author>geramovel</author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2017-02-19 14:42:59 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>geramovel</author>
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         <description><![CDATA[<div><br><br><br><br><br><br><br><br><br><br><br><br><br><br><br><br><br><br><br><br><br><br><br><br><br><br><br><br><br><br><br><br><br><br><br><br><br><br><br><br><br><br><br><br><br><br><br><br><br><br><br><br><br><br><br><br><br><br><br><br><br><br><br><br><br><br><br><br><br><br><br><br><br><br><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2017-02-19 14:43:57 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Nostalgia<br><br>Quando pequeno,<br>A nostalgia era um pequenino selo postal.<br>Eu estava do lado de cá,<br>Mamãe estava do lado de lá.<br>Depois cresci,<br>A nostalgia passou a ser uma passagem de navio.<br>Eu estava do lado de cá,<br>A noiva estava do lado de lá.<br>Ah! E depois,<br>A nostalgia tornou-se uma sepultura baixinha.<br>Eu estava do lado de fora,<br>Mamãe estava do lado de dentro.<br>Mas agora,<br>A nostalgia é um vaso estreito no oceano<br>Eu estou do lado de cá,<br>O continente está do lado de lá.<br><br>Autor:Yu Guangzhong<br>----------------------------------------------------------------<br><br>Camões<br><br></div><pre>Tanto de meu estado me acho incerto

Tanto de meu estado me acho incerto,
Que em vivo ardor tremendo estou de frio;
Sem causa, juntamente choro e rio;
O mundo todo abarco e nada aperto.

É tudo quanto sinto um desconcerto;
Da alma um fogo me sai, da vista um rio;
Agora espero, agora desconfio,
Agora desvario, agora acerto.

Estando em terra, chego ao Céu voando;
Nu~a hora acho mil anos, e é de jeito
Que em mil anos não posso achar u~a hora.

Se me pergunta alguém porque assim ando,
Respondo que não sei; porém suspeito
Que só porque vos vi, minha Senhora.</pre><div>Rui Barbosa nº22 10ºPGEI</div><div><br></div><div><figure class="attachment attachment-preview"><img src="http://1.bp.blogspot.com/-dz7Qkpp9Yjg/TajSx67_ToI/AAAAAAAAACY/bq370AHMv0s/s320/camoes%255B1%255D.gif" width="157" height="265"><figcaption class="caption"></figcaption></figure></div>]]></description>
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         <pubDate>2017-03-28 16:18:27 UTC</pubDate>
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         <title>Canção da Terra- Natureza </title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div><strong>Sónia</strong><br>Nasce o sol, trabalho,<br>Põe-se o sol, descanso.<br>Furo um poço, tenho água,<br>Lavro a terra, tenho comida.<br>Que me interessa<br>O poder do imperador?...<br><strong>Autor: Xiang Yu</strong><br>------------------------------------------<br><strong>Camões<br></strong>De quantas graças tinha, a Natureza<br>Fez um belo e riquíssimo tesouro,<br>E com rubis e rosas, neve e ouro,<br>Formou sublime e angélica beleza.<br><br>Pôs na boca os rubis, e na pureza<br>Do belo rosto as rosas, por quem mouro;<br>No cabelo o valor do metal louro;<br>No peito a neve em que a alma tenho acesa.<br><br>Mas nos olhos mostrou quanto podia,<br>E fez deles um sol, onde se apura<br>A luz mais clara que a do claro dia.<br><br>Enfim, Senhora, em vossa compostura<br>Ela a apurar chegou quanto sabia<br>De ouro, rosas, rubis, neve e luz pura.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2017-03-28 16:19:06 UTC</pubDate>
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         <title>Canção Popular-O papel da poésia</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>À luz da vela, as nossas línguas,<br>Nativas do oriente e do ocidente,<br>Quando não entendidas as palavras<br>É pelo pincel que comunicam.<br>A minha escrita surge como cabeças de mosca;<br>O outro escreve letras como garras de pássaro.<br>Lendo na horizontal ou na vertical<br>Como é difícil compreender!<br><br>Autor: Fernando Dias<br><br>___________________________________________<br><br>Camões<br><br><em>Alma minha gentil, que te partiste<br>Tão cedo desta vida, descontente,<br>Repousa lá no Céu eternamente,<br>E viva eu cá na terra sempre triste.<br></em><br></div><div><em>Se lá no assento etéreo, onde subiste,<br>Memória desta sida se consente,<br>Não te esqueças daquele amor ardente<br>Que já nos olhos meus tão puro viste.<br></em><br></div><div><em>E se vires que pode merecer-te<br>Alguma cousa a dor que me ficou<br>Da mágoa, sem remédio, de perder-te,<br></em><br></div><div><em>Roga a Deus, que teus anos encurtou,<br>Que tão cedo de&nbsp; me leve a ver-te,<br>Quão cedo de meus olhos te levou</em></div>]]></description>
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         <pubDate>2017-03-28 16:28:21 UTC</pubDate>
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         <title>Ruan Ji</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/geramovel/kaikais/wish/163188669</link>
         <description><![CDATA[<div>Outono. Vem aí o vento frio. <br>Ainda na cama, oiço, lá fora, o criquilar dos grilos, <br>Uma coisa simples, natural, <br>que me perturba e entristece. <br>A brisa afaga as minha mangas de seda, <br>A lua clara brilha como gelo. <br>Madrugada. Um gaio canta nos ramos de uma árvore. <br>Selo o cavalo. Soou a hora do regresso.<br><br><strong>Autor: Ruan Ji<br>----------------------------------------------------</strong></div><div><strong>Camões<br></strong>Amor é fogo que arde sem se ver;</div><div>É ferida que dói e não se sente;</div><div>É um contentamento descontente;</div><div>É dor que desatina sem doer;</div><div><br></div><div>É um não querer mais que bem querer;</div><div>É solitário andar por entre gente;</div><div>É nunca contentar-se de contente;</div><div>É cuidar que se ganha em se perder...</div>]]></description>
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         <pubDate>2017-03-28 16:29:35 UTC</pubDate>
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         <title>No bosque de bambus</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Sento-me solitária entre os bambus<br>Pego no alaúde e começo a cantar<br>Perdido na espessura do bosque ninguém<br>A não ser a lua sabe onde me encontrar.<br><strong>Tradução Jorge Sousa Braga<br></strong>--------------------------------------<br><strong>Camões<br>Verdes são os campos</strong></div><div>Verdes são os campos,<br>De cor de limão:<br>Assim são os olhos<br>Do meu coração.<br><br>Campo, que te estendes<br>Com verdura bela;<br>Ovelhas, que nela<br>Vosso pasto tendes,<br>De ervas vos mantendes<br>Que traz o Verão,<br>E eu das lembranças<br>Do meu coração.<br><br>Gados que pasceis<br>Com contentamento,<br>Vosso mantimento<br>Não no entendereis;<br>Isso que comeis<br>Não são ervas, não:<br>São graças dos olhos<br>Do meu coração.<br><br></div><div><br></div><div><br><br></div><div><strong><br></strong><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2017-03-28 16:30:32 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Canção da Terra</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Sónia</div>]]></description>
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         <pubDate>2017-03-28 16:32:09 UTC</pubDate>
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         <title>Lamento </title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>André<br>Casou-me a minha família<br>Nesta remota parte da terra<br>Deu-me a estranhos<br>Ao bárbaro e longínquo rei.<br>A tenda redonda, o meu palácio,<br>São de feltro, os muros.<br>De comer, carne crua,<br>P’ra beber, leite de égua.<br>Sempre sonho com a minha terra:<br>Tenho pisado o coração<br>Ó se eu fosse o cisne amarelo<br>Que vai de volta ao país natal!<br>autor: Desconhecido<br>.........................................<br>"O dia em que eu nasci moura e pedeça<br>Não o queira jamais o tempo dar,<br>Não torne mais ao mundo, e, se tornar,<br>Eclipse nesse passo o sol padeça."<br>"A luz lhe falte, o céu se lhe escureça,<br>Mostre o mundo sinais de se acabar,<br>Nasçam-lhe monstros, sangue chova o ar<br>A mãe ao próprio filho não conheça."</div>]]></description>
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         <pubDate>2017-03-28 16:34:32 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Canção do Corvo Macho</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>A leste desponta a alva, as estrelas cintilam pálidas.<br>O galo da manhã em Junan sobe ao taipal e canta<br>Acabaram-se as canções, correu o relógio de água,<br>Mas o banquete ainda decorre.<br>A lua torna-se mate e poucas são as estrelas,<br>Chegou o mundo da manhã.<br>Em mil cancelas e portas giram chaves em forma de peixe;<br>Em redor do Palácio e em direção ao Castelo voam pegas e corvos.<br>----------------------------------------------------------<br><br><strong>Camões<br><br></strong>Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades, <br>Muda-se o ser, muda-se a confiança: <br>Todo o mundo é composto de mudança, <br>Tomando sempre novas qualidades. <br><br>Continuamente vemos novidades, <br>Diferentes em tudo da esperança: <br>Do mal ficam as mágoas na lembrança, <br>E do bem (se algum houve) as saudades. <br><br>O tempo cobre o chão de verde manto, <br>Que já coberto foi de neve fria, <br>E em mim converte em choro o doce canto. <br><br>E afora este mudar-se cada dia, <br>Outra mudança faz de mor espanto, <br>Que não se muda já como soía. <br><br>Hugo Vieira nº7</div>]]></description>
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         <pubDate>2017-03-28 16:36:59 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Nostalgia</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Rui Barbosa</div>]]></description>
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         <pubDate>2017-03-28 16:37:50 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/geramovel/kaikais/wish/163192191</link>
         <description><![CDATA[<div><strong>Canto da Primavera </strong><br><br>Na Primavera, o esplendor das flores na floresta, <br>Na Primavera, os pássaros deitam fora o sofrimento, <br>Na Primavera, o vento chega exuberante de amor, <br>Até levanta minha saia de seda. <br><br><strong>Autor:</strong> Zi Ye<br>----------------------------------------------------------</div><div><strong>Verdes são os campos</strong><br><br>Verdes são os campos,<br>De cor de limão:<br>Assim são os olhos<br>Do meu coração.<br><br>Campo, que te estendes<br>Com verdura bela;<br>Ovelhas, que nela<br>Vosso pasto tendes,<br>De ervas vos mantendes<br>Que traz o Verão,<br>E eu das lembranças<br>Do meu coração.<br><br>Gados que pasceis<br>Com contentamento,<br>Vosso mantimento<br>Não no entendereis;<br>Isso que comeis<br>Não são ervas, não:<br>São graças dos olhos<br>Do meu coração.<br><br></div><div><strong>Autor:</strong> Luís de Camões</div>]]></description>
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         <pubDate>2017-03-28 16:39:19 UTC</pubDate>
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         <title>Quarto Minguante</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Desde a tua partida, <br>O tear não mais teceu um palmo de tecido. <br>Sinto a tua falta, <br>Sou como a lua,<br> Minguando, minguando,<br> Noite após noite. <br>Autor:  Xie  Lingyun<br><br>Camões<br><br></div><blockquote>Se de saudade                                                morrerei ou não,                                                        meus olhos dirão                                                             de mim a verdade.                                                          <br>Por eles me atrevoa                                                  lançar as águas                                                             que mostrem as mágoas                                          que nesta alma levo.                                                </blockquote><div><br></div><blockquote> As águas que em vão                                              me fazem chorar,                                                            se elas são do mar                                                     estas d'amar são.                                                        </blockquote><div><br></div><blockquote>Por elas relevo                                                      todas minhas mágoas;                                               que, se força d'águas                                                     me leva, eu as levo.                                                       <br> Todas me entristecem,                                            todas são salgadas;                                                   porém as choradas                                                      doces me parecem.                                                    </blockquote><div><br></div><blockquote>Correi, doces águas,                                                     que, se em vós me enlevo,                                   não doem as mágoas                                             que no peito levo!</blockquote><div>Tito Lomar nº26 10ºPGEI<figure class="attachment attachment-preview"><img src="https://encrypted-tbn2.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcTscSbS4j9tXy4PMxkKhnok35Rxb00XtKejmb2RQ7JWtlh6Z0I0sA" width="194" height="260"><figcaption class="caption"></figcaption></figure></div><div>Autor: Luís de Camões<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2017-03-28 16:40:35 UTC</pubDate>
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         <title>Esperança</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div> Autor: Li Shangyin <br><br>A aurora é límpida e não há brisa que agite o orvalho. E eu acordo sozinho, à janela em que me debrucei. Por entre as aromáticas flores, canta o verdelhão. Se não é para mim, para quem será esta primavera feliz? <br><br>----------------------------------------------------------------------<br><br>Camões<br><br>Não Pode Tirar-me as Esperanças<br><br></div><div>Busque Amor novas artes, novo engenho <br>Para matar-me, e novas esquivanças; <br>Que não pode tirar-me as esperanças, <br>Que mal me tirará o que eu não tenho. <br><br>Olhai de que esperanças me mantenho! <br>Vede que perigosas seguranças! <br>Pois não temo contrastes nem mudanças, <br>Andando em bravo mar, perdido o lenho. <br><br>Mas conquanto não pode haver desgosto <br>Onde esperança falta, lá me esconde <br>Amor um mal, que mata e não se vê. <br><br>Que dias há que na alma me tem posto <br>Um não sei quê, que nasce não sei onde; <br>Vem não sei como; e dói não sei porquê. <br><br>Rui Rodrigues nº21 10ºPGEI</div>]]></description>
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         <pubDate>2017-03-28 16:40:54 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2017-03-28 16:40:54 UTC</pubDate>
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         <title>Outono</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/geramovel/kaikais/wish/163193419</link>
         <description><![CDATA[<div>Mateus </div>]]></description>
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         <pubDate>2017-03-28 16:42:57 UTC</pubDate>
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         <title>Outono no Lago</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>A água é pensativa como um céu cinzento <br> <br>E o chilrear das lavadeiras ocultas pelos bambus <br> <br>Volteia suavemente sobre a água sem uma ruga <br> <br>Os salgueiros despidos miram-se em silêncio no lago <br> <br>O perfume do Estio suspira e esvai-se. <br> <br>Como retê-lo antes que se extinga? <br> <br>Tradução António Ramos Rosa<br><br>Lucas Sousa nº11<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2017-03-28 16:43:58 UTC</pubDate>
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         <title>Lamento</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>André</div>]]></description>
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         <pubDate>2017-03-28 16:45:40 UTC</pubDate>
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         <title>Sofrimento e Tristeza</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Poema dos Sete Passos<br>Ramos secos de feijão queimam para cozinhar o grão.<br>No interior da panela, está o feijão a se lamentar.<br>“Se temos a mesma origem e crescemos juntos,<br>Por que agora há tanto sofrimento entre nós?”<br><strong>Da antologia Gu Shi Shijiu Shou  <br>Autor Desconhecido</strong><br><strong>Tradução Aristein Woo<br></strong>-------------------------------------------<br><strong>Camões</strong><br>Mas, conquanto não pode haver desgosto<br>Onde esperança falta, lá me esconde<br>Amor um mal, que mata e não se vê.<br>Que dias há que n'alma me tem posto<br>Um não sei quê, que nasce não sei onde,<br>Vem não sei como, e dói não sei porquê.<br><br>Nuno Vieira Nº18 10ºPGEI</div>]]></description>
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         <pubDate>2017-03-28 16:47:28 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/geramovel/kaikais/wish/163195394</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2017-03-28 16:48:19 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Un lamento d’amore senza amore</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Autor: Li Shangyin<br><br>Ameixas maduras<br>Só Sete<br>na rama curva<br>amado amigo<br>é hora<br>é hora<br>ameixas vermelhas<br>só Sete<br>na rama esbelta<br>amigo amado<br>agora<br>agora<br>ameixa nenhuma<br>na rama nua<br>amado, amado<br>o tempo passado<br>amigo,<br>amigo<br>o tempo perdido<br><br>-------------------------------------------<br><br>Camões<br><br>De quantas graças tinha, a Natureza<br><br>De quantas graças tinha, a Natureza<br>Fez um belo e riquíssimo tesouro,<br>E com rubis e rosas, neve e ouro,<br>Formou sublime e angélica beleza.<br><br>Pôs na boca os rubis, e na pureza<br>Do belo rosto as rosas, por quem mouro;<br>No cabelo o valor do metal louro;<br>No peito a neve em que a alma tenho acesa.<br><br>Mas nos olhos mostrou quanto podia,<br>E fez deles um sol, onde se apura<br>A luz mais clara que a do claro dia.<br><br>Enfim, Senhora, em vossa compostura<br>Ela a apurar chegou quanto sabia<br>De ouro, rosas, rubis, neve e luz pura.<br><br>Afonso Alves nº4 10ºPGEI</div>]]></description>
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         <pubDate>2017-03-28 16:49:04 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Canto da Primavera</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Rui Pedro Malainho</div>]]></description>
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         <pubDate>2017-03-28 16:49:16 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Canção Do Corvo Macho</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Hugo Vieira </div>]]></description>
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         <pubDate>2017-03-28 16:49:24 UTC</pubDate>
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         <title>Bosque de Bambus</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Ricardo Fernandes</div>]]></description>
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         <pubDate>2017-03-28 16:50:21 UTC</pubDate>
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         <title>Cânticos fúnebres</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>“O orvalho sobre a folha de alho” era cantado no enterro de reis e de príncipes.<br>Que rápido seca o orvalho da folha do alho O orvalho que veloz seca&nbsp;<br>Amanhã de novo cairá.<br>Mas aquele que levamos à tumba<br>Nunca mais regressará.<br><br>-------------------------------------------<br><br>Camões</div><pre>Ao desconcerto do Mundo
Os bons vi sempre passar
No Mundo graves tormentos;
E pera mais me espantar,
Os maus vi sempre nadar
Em mar de contentamentos.
Cuidando alcançar assim
O bem tão mal ordenado,
Fui mau, mas fui castigado.
Assim que, só pera mim,
Anda o Mundo concertado.</pre><div>Márcio Marques Nº15 10ºPGEI</div><pre><br></pre>]]></description>
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         <pubDate>2017-03-28 16:51:43 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>O papel da poésia</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Rodrigo Silva</div>]]></description>
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         <pubDate>2017-03-28 16:52:34 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title></title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/geramovel/kaikais/wish/163196946</link>
         <description><![CDATA[<div>-------------------------------------------<br>   Canção composta para a ode "levando seda a beira de um regato "A dama sobe à mansão tremendo de frio; A manhã cinzenta primaveril parece outonal. Olhou desconsolada para o belo biombo;As flores caídas flutuam como um sonho.As suas aflições são como o chuvisco impertinente, Que desprende a cortina do gancho prateado.Autor:A dama sobe à mansão tremendo de frio;A manhã cinzenta primaveril parece outonal. Olhou desconsolada para o belo biombo;As flores caídas flutuam como um sonho.As suas aflições são como o chuvisco impertinente,Que desprende a cortina do gancho prateado <br> Autor:Teng Siu Oak<br>----------------------------------------------------------------------------</div><pre>Amor é fogo que arde sem se ver

Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer;

É um não querer mais que bem querer;
É solitário andar por entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É cuidar que se ganha em se perder;

É querer estar preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É ter com quem nos mata lealdade.

Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade,
Se tão contrário a si é o mesmo Amor?
<br></pre><div><br>Luis magalhaes nº12</div>]]></description>
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         <pubDate>2017-03-28 16:52:51 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Quarto Minguante</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/geramovel/kaikais/wish/163197190</link>
         <description><![CDATA[<div>Tito Lomar</div>]]></description>
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         <pubDate>2017-03-28 16:53:41 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Canção Popular</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/geramovel/kaikais/wish/163197801</link>
         <description><![CDATA[<div>Meu marido labuta no campo,
<br>Eu não paro na lide da casa.
<br>Um casal tem sempre que fazer,
<br>E que ser unido no trabalho.
<br>O casal camponês tem de zelar pelo amor,
<br>O casal da cidade zela pela sua roupa.<br>Pode-se trocar um fato velho por um novo,
<br>Não se troca o amor de uma vida inteira.<br>Eu cozo o arroz e preparo o chã,
<br>Tu mondas, semeias, cavas e ceifas.
<br>Quando como um ovo, deixo-te a gema.<br>Juntos envelheceremos.
<br>Tradução António Ramos Rosa<br>-------------------------------------------<br><br>Camões<br><br> Grão tempo há já que soube da Ventura a vida que me tinha destinada; que a longa experiência da passada me dava claro indício da futura. Amor fero, cruel, Fortuna dura, bem tendes vossa força exprimentada: assolai, destrui, não fique nada; vingai-vos desta vida, que inda dura. Soube Amor da Ventura que a não tinha; e, por que mais sentisse a falta dela, de imagens impossíveis me mantinha. Mas vós, Senhora, pois que minha estrela não foi melhor, vivei nesta alma minha, que não tem a Fortuna poder nela <br><br>HugoPinheiro Nº8</div>]]></description>
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         <pubDate>2017-03-28 16:55:27 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Linhas</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/geramovel/kaikais/wish/163198155</link>
         <description><![CDATA[<div>Os anos passam, eu canso de escrever poesia,<br>Por companhia, apenas a velhice.<br>Numa outra vida, o acaso fez de mim poeta,<br>Numa outra existência, o destino fez de mim pintor.<br>Incapaz de lançar fora usos esquecidos,<br>O mundo me conhece poeta e pintor,<br>Sabe o meu nome, identifica o meu estilo.<br>O meu coração ainda ninguém conhece.<br><br>Tradução António Graça de Abreu<br><br>Rafael Gomes nº19</div>]]></description>
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         <pubDate>2017-03-28 16:56:23 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Sofrimento e tristeza</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Nuno Vieira</div>]]></description>
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         <pubDate>2017-03-28 16:56:59 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Cânticos fúnebres</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/geramovel/kaikais/wish/163199116</link>
         <description><![CDATA[<div>Márcio Marques</div>]]></description>
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         <pubDate>2017-03-28 16:59:14 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Canção Popular</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/geramovel/kaikais/wish/163200058</link>
         <description><![CDATA[<div>Hugo Pinheiro</div>]]></description>
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         <pubDate>2017-03-28 17:02:02 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Canção composta para a ode &quot;levando seda a beira de um regato &quot; </title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/geramovel/kaikais/wish/163201213</link>
         <description><![CDATA[<div>Luís Mgalhaes </div>]]></description>
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         <pubDate>2017-03-28 17:04:19 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Canção do Sofrimento</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/geramovel/kaikais/wish/163203767</link>
         <description><![CDATA[<div>A minha força sacudia as montanhas<br>A minha alma sombreava o mundo.<br>Mas, mudaram os tempos,<br>Já não galopa o meu cavalo baio.<br>Se já não galopa o meu cavalo baio<br>Que possa fazer?<br>Ah, minha pobre Yu<br>Qual será o teu destino?<br>Tradução de António Graça de Abreu<br>Poemas anónimos<br>(séc. I a.C-séc. I)<br><br>Eduardo Costeira nº6<br>Antonio Antunes nº1<br><br><strong>Não se Diz ao Triste que se Alegre</strong><br><br></div><div>Pouco sabe da tristeza quem, sem remédio para ela, diz ao triste que se alegre; pois não vê que alheios contentamentos a um coração descontente, não lhe remediando o que sente, lhe dobram o que padece. Vós, se vem à mão, esperáreis de mim palavrinhas joeiradas, enforcadas de bons propósitos. Pois desenganai-vos, que, desde que professei tristeza, nunca mais soube jogar a outro fito. E, porque não digais que sou gente fora do meu bairro, vedes, vai uma volta feita a este mote, que escolhi na manada dos enjeitados; e cuido que não é tão dedo queimado que não seja dos que el-rei mandou chamar; o qual fala assim: <br><br>Não quero e não quero <br>jubão amarelo. <br><br>Se de negro for <br>também me parece <br>quanto me aborrece <br>toda a alegre cor: <br>cor que mostra dor, <br>quero e não quero <br>jubão amarelo. <br><br>Parece-vos que se pode dizer mais ? Não me respondais: «Quem gabará a noiva?» Porque assentai que foi comendo e fazendo, ou assoprando, que não é tão pequena habilidade. E, porque vos não pareça que foi mais acertar que querê-lo fazer, vedes, vai outra do mesmo jaez, contanto que se não vá a pasmar: <br><br>Perdigão perdeu a pena, <br>não há mal que lhe não venha. <br><br>Em um mal outro começa, <br>que nunca vem só nenhum; <br>e o triste que tem um <br>a sofrer outro se ofereça; <br>e só pelo ver, conheça <br>que basta um só que tenha <br>para que outro lhe venha. <br><br><em>Luís Vaz de Camões, in "Cartas"<br></em><figure class="attachment attachment-preview"><img src="http://www.citador.pt/images/autorid01407.jpg" width="200" height="200"><figcaption class="caption"></figcaption></figure></div>]]></description>
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         <pubDate>2017-03-28 17:11:12 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Canção do sofrimento</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/geramovel/kaikais/wish/163207914</link>
         <description><![CDATA[<div>Eduardo Costeira e António</div>]]></description>
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         <pubDate>2017-03-28 17:22:11 UTC</pubDate>
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