<?xml version="1.0"?>
<rss version="2.0">
   <channel>
      <title>&quot;Literando&quot; by Maria Clara Barbosa Alves</title>
      <link>https://padlet.com/mariaalves320/xeyfyxdhd9pcr4lp</link>
      <description>Atividade realizada nas Aulas de Língua Portuguesa e Redação - Unidade III - Trilha 7. Componentes: Maria Clara Barbosa Alves e Daniele Ferraz da Costa, 1 A.</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2021-07-11 20:21:20 UTC</pubDate>
      <lastBuildDate>2026-03-02 03:59:21 UTC</lastBuildDate>
      <webMaster>hello@padlet.com</webMaster>
      <image>
         <url></url>
      </image>
      <item>
         <title></title>
         <author>mariaalves320</author>
         <link>https://padlet.com/mariaalves320/xeyfyxdhd9pcr4lp/wish/1644762101</link>
         <description><![CDATA[<div>O trovadorismo desenvolveu-se durante o <strong>período medieval</strong>, principalmente a partir do século XII. À época, não existiam ainda os Estado nacionais — <strong>a Europa encontrava-se dividida em feudos</strong>, grandes propriedades controladas pelos suseranos. O valor, na Idade Média, não era fundamentado no dinheiro, mas na posse territorial. Por esse motivo, o cotidiano medieval era marcado por muitas <strong>guerras, batalhas e invasões</strong> com o intuito da conquista de território.</div><div>Estabeleceu-se, então, uma <strong>relação de suserania e vassalagem</strong>: o suserano, senhor do feudo, precursor da nobreza europeia, oferecia proteção aos seus vassalos que, em troca, produziam os bens de consumo: cultivavam, fiavam, forjavam as armas etc.</div><div>Com o declínio do Império Romano,&nbsp; a partir dos séculos IV e V, <strong>o latim vulgar</strong>, língua oficial de Roma, <strong>passou a sofrer modificações</strong> entre os povos dominados. Foi nesse longo período da Idade Média que <strong>começaram a surgir as</strong> <strong>línguas neolatinas</strong>, como o português, o espanhol, o francês, o italiano, o romeno e o catalão. No entanto, foi apenas no século XIV que o português surgiu como língua oficial; as cantigas dos trovadores foram, portanto, escritas em um outro dialeto: o <strong>provençal</strong>.<br>Créditos: https://brasilescola.uol.com.br › ....</div>]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads.storage.googleapis.com/1262896980/560558be919e7e179013a73a434cb81f/IMG_20210711_WA0006.jpg" />
         <pubDate>2021-07-11 23:36:05 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/mariaalves320/xeyfyxdhd9pcr4lp/wish/1644762101</guid>
      </item>
      <item>
         <title></title>
         <author>mariaalves320</author>
         <link>https://padlet.com/mariaalves320/xeyfyxdhd9pcr4lp/wish/1644764495</link>
         <description><![CDATA[<div>As obras do trovadorismo são chamadas <strong>cantigas</strong>, pois eram escritas para serem declamadas (não havia cultura do livro na Idade Média, a população era em grande parte analfabeta e ainda não havia sido inventado o livro impresso), e <strong>frequentemente eram acompanhadas de instrumentos musicais</strong>, como a lira, a flauta, a viola.</div><div>Enquanto o <strong>compositor</strong> (de origem) era chamado de trovador, o músico era chamado de <strong>menestrel</strong>. Chamava-se <strong>segrel</strong> o trovador profissional, <strong>cavaleiro</strong> que ia de corte em corte divulgando suas cantigas em troca de dinheiro.</div><div>Havia ainda o <strong>jogral</strong>, cantor de origem popular que interpretava cantigas de outrem e compunha as suas próprias. As <strong>baladeiras</strong> ou <strong>soldadeiras</strong> eram as dançarinas e cantoras que também os acompanhavam nas apresentações e dramatizações das cantigas.<br>O trovadorismo foi um <strong>movimento</strong> <strong>itinerante</strong>, isto é, os grupos de trovadores e menestréis viajavam pelas cortes, burgos e feudos, divulgando em suas composições acontecimentos políticos e <strong>propagando ideias</strong>, como a do comportamento amoroso esperado de um cavaleiro apaixonado.<br>O <strong>amor</strong> é um dos temas centrais do trovadorismo. É o eixo condutor das <strong>cantigas de amor</strong> e das <strong>cantigas de amigo</strong>. É comum o tema da coita (<em>coyta</em>), palavra que designa a dor do amor, do trovador apaixonado que sente no corpo a não realização amorosa. Daí a origem da palavra “coitado”: aquele que foi desgraçado, vítima de dor ou mazela.<br> Créditos: https://brasilescola.uol.com.br ›&nbsp;</div>]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads.storage.googleapis.com/1262896980/7c591075d21c311b35fcf6d1eb0305af/IMG_20210711_WA0005.jpg" />
         <pubDate>2021-07-11 23:39:18 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/mariaalves320/xeyfyxdhd9pcr4lp/wish/1644764495</guid>
      </item>
      <item>
         <title></title>
         <author>mariaalves320</author>
         <link>https://padlet.com/mariaalves320/xeyfyxdhd9pcr4lp/wish/1644766067</link>
         <description><![CDATA[<div>Houve <strong>grande número de autores das cantigas galego-portuguesas,</strong> parte deles de origem desconhecida, anônima. Sabe-se, contudo, que a arte trovadoresca é, em sua grande maioria, de autoria dos grandes senhores medievais ibéricos. Além dos trovadores, havia também os jograis, autores que provinham das classes populares, que não apenas interpretavam as cantigas mas também as compunham.<br>Dos <strong>autores mais conhecidos</strong>, destacam-se João Soares de Paiva, autor mais antigo presente nos manuscritos, João Zorro, Martin Codax, Paio Soares de Taveirós, João Garcia de Guilhade, Vasco Martins de Resende e os reis <a href="https://brasilescola.uol.com.br/biografia/dom-dinis.htm">D. Dinis I</a> e <a href="https://brasilescola.uol.com.br/biografia/afonso-x-castela.htm">Afonso X</a>.<br><br></div><div>As obras do trovadorismo constituem de <strong>pergaminhos</strong> e <strong>manuscritos</strong>. O que chegou até nossos dias está compilado nos <strong>Cancioneiros</strong>. São mais conhecidos os pergaminhos <em>Vindel</em> e <em>Sharrer</em>, por possuírem notação musical. Com base neles, foram feitas gravações contemporâneas de algumas cantigas, como “Ondas do mar de Vigo”, do jogral Martin Codax, permitindo que possamos ouvir as cantigas conforme foram idealizadas por seus autores.<br>Créditos: https://brasilescola.uol.com.br › ...</div>]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads.storage.googleapis.com/1262896980/c43d8f29061057d7504b70be133631af/IMG_20210711_WA0004.jpg" />
         <pubDate>2021-07-11 23:41:36 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/mariaalves320/xeyfyxdhd9pcr4lp/wish/1644766067</guid>
      </item>
      <item>
         <title></title>
         <author>mariaalves320</author>
         <link>https://padlet.com/mariaalves320/xeyfyxdhd9pcr4lp/wish/1644768266</link>
         <description><![CDATA[<div>Destinam-se a <strong>ironizar</strong> ou <strong>difamar</strong> determinada pessoa. Existem dois tipos de cantigas satíricas: as de<strong> escárnio </strong>e as de<strong> maldizer.</strong></div><div><strong>Cantigas de escárnio</strong></div><div>São <strong>mais irônicas</strong> e trabalham sobretudo com trocadilhos e palavras de duplo sentido, sem mencionar diretamente nomes. São <strong>críticas indiretas</strong>: é um “mal dizer” de maneira encoberta, insinuada.<br><strong>Ex:</strong></div><div><em>Ai dona fea, fostes-vos queixar<br>que vos nunca louv'en[o] meu cantar;<br>mais ora quero fazer um cantar<br>em que vos loarei todavia;<br>e vedes como vos quero loar:<br>dona fea, velha e sandia!</em></div><div><em>Dona fea, se Deus mi perdom,<br>pois havedes [a]tam gram coraçom<br>que vos eu loe, em esta razom<br>vos quero já loar todavia;<br>e vedes qual será a loaçom:<br>dona fea, velha e sandia!</em></div><div><em>Dona fea, nunca vos eu loei<br>em meu trobar, pero muito trobei;<br>mais ora já um bom cantar farei<br>em que vos loarei todavia;<br>e direi-vos como vos loarei:<br>dona fea, velha e sandia!</em></div><div><strong>Cantigas de maldizer</strong></div><div>São aquelas em que os trovadores apontam <strong>direta</strong> e nominalmente o alvo de suas sátiras, de forma propositalmente <strong>ofensiva</strong> e fazendo <strong>uso de vocabulário grosseiro</strong>.<br><strong>Ex:&nbsp;</strong></div><div>Da mulher vossa, ó meu Pero Rodrigues<br>Jamais creiais no mal que falam dela.<br>Pois bem sei eu que ela por vós mui zela,<br>Quem não vos quer vos traz somente intrigas!<br>Pois quando deitou ela em minha cama,<br>A mim mui bem de ti ela falava,<br>Se a mim deu o corpo, é a vós quem ela ama.<br>Créditos: https://brasilescola.uol.com.br › ...</div>]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads.storage.googleapis.com/1262896980/21e3f2b56b43c05c94794a662a160342/IMG_20210711_WA0003.jpg" />
         <pubDate>2021-07-11 23:44:11 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/mariaalves320/xeyfyxdhd9pcr4lp/wish/1644768266</guid>
      </item>
      <item>
         <title></title>
         <author>mariaalves320</author>
         <link>https://padlet.com/mariaalves320/xeyfyxdhd9pcr4lp/wish/1644770466</link>
         <description><![CDATA[<div>As cantigas líricas (que se dividem em cantigas de amor e amigo) fazem parte das obras literárias que abordavam temáticas mais amorosas e sentimentais, referentes a algum indivíduo. Primeiramente, as cantigas de amor abordavam uma relação vassala, por meio de um eu-lírico masculino. Em outras palavras, o homem, vassalo, sofre por um amor inalcançável de uma mulher acima (em poderio), sendo um romance impossível. Já as cantigas de amigo ocorrem por meio de um eu-lírico feminino (embora os escritos fossem feitos por homens), em que a temática se envolve na saudade, geralmente de um namorado ou amante, que está ausente no momento.&nbsp;</div><div><strong>Cantigas de amor</strong></div><div>Gênese da poesia amorosa que surgiria nos séculos seguintes, a cantiga de amor é cantada em <strong>1ª pessoa</strong>. Nela, o trovador <strong>declara seu amor</strong> por uma dama, geralmente acometido pela <strong>coita</strong>, a dor amorosa diante da indiferença da amada.<br><strong>Ex: </strong><br><em>Mesura seria, senhor,<br>de vos amercear de mi,<br>que vós em grave dia vi,<br>e em mui grave voss’amor,<br>tam grave que nom hei poder<br>d’aquesta coita mais sofrer<br>de que muit’há fui sofredor.</em></div><div><em>Pero sabe Nostro Senhor<br>que nunca vo-l’eu mereci,<br>mais sabe bem que vós servi,<br>des que vos vi, sempr’o melhor<br>que nunca pudi fazer;<br>por em querede-vos doer<br>de mim, coitado pecador.</em></div><div><strong>Cantigas de amigo</strong></div><div>Embora compostas por trovadores homens, representam sempre uma <strong>voz feminina</strong>. É a dama quem vai expor seus sentimentos, sempre de maneira discreta, pois, para o contexto provençal, o valor mais importante de uma mulher é a <strong>discrição</strong>. A donzela dirige-se por vezes à sua mãe, a uma irmã ou amiga, ou ainda a um pastor ou alguém que encontre pelo caminho. Existem sete categorias de cantigas de amigo:<br><strong>Ex: </strong><br><em>Oy eu, coytada, como vivo em gran cuydado<br>por meu amigo que ey alongado!<br>Muito me tarda<br>o meu amigo na Guarda</em></div><div><em>Oy eu, coytada, como vivo em gran desejo<br>por meu amigo que tarda e non vejo!<br>Muyto me tarda<br>o meu amigo na Guarda<br></em>Créditos:https://brasilescola.uol.com.br › ...</div><div><br></div>]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads.storage.googleapis.com/1262896980/f536ccd5b27a6773c3a5b6e9920eac8b/IMG_20210711_WA0002.jpg" />
         <pubDate>2021-07-11 23:47:26 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/mariaalves320/xeyfyxdhd9pcr4lp/wish/1644770466</guid>
      </item>
   </channel>
</rss>
