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      <title>Caixa cênica italiana by Juliana Guedes</title>
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         <title>Caixa cênica italiana</title>
         <author>julianaguedesreis</author>
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         <pubDate>2022-08-15 22:06:43 UTC</pubDate>
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         <title>Teatro della Fortuna, Giacomo Torelli. Fano, 1665. Corte longitudinal e planta.</title>
         <author>julianaguedesreis</author>
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         <title>Pratica di Fabricare Scene e Machine nei’Teatri em 1638 de Nicola Sabattini</title>
         <author>julianaguedesreis</author>
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         <title>Mecanismos cênicos de Nicola Sabattini, início do século XVII.</title>
         <author>julianaguedesreis</author>
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         <title>CAIXA CÊNICA THEATRO MUNICIPAL RJ</title>
         <author>julianaguedesreis</author>
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         <pubDate>2022-08-15 22:49:02 UTC</pubDate>
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         <title>Tipos de Palco Italiano</title>
         <author>julianaguedesreis</author>
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         <title>Caixa Cênica e o Teatro Italiano:</title>
         <author>julianaguedesreis</author>
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         <title>ABRINDO A CAIXA CÊNICA:</title>
         <author>julianaguedesreis</author>
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         <title>Espaços do palco:</title>
         <author>julianaguedesreis</author>
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         <title>O avanço dos teatros:</title>
         <author>julianaguedesreis</author>
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         <pubDate>2022-08-15 23:18:15 UTC</pubDate>
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         <title>O palco italiano:</title>
         <author>julianaguedesreis</author>
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         <description><![CDATA[<div>O teatro existe a partir de um palco, tradicionalmente. Pode ocupar outros espaços, naturalmente, como as ruas, igrejas, espaços públicos, ônibus, casas inteiras… e tantos outros locais. Mas, desde os primórdios, na Grécia antiga, ocupa um palco. No caso dos gregos, o teatro de arena, que, por sua vez, pode ser circular, semicircular, quadrado, 3/4 de círculo, triangular ou ovalado.<br><br></div><div>Já o palco elisabetano, também chamado de palco isabelino, é aquele que tem o proscênio prolongado, com um segundo plano (muitas vezes coberto) onde existem algumas aberturas, tais como janelas. É um espaço fechado em que o público o circunda por três lados. A estrutura do teatro elisabetano, em geral, é circular, hexagonal ou octogonal e caracteriza-se por um edifício em um grande pátio, com o palco localizado ao fundo.<br><br></div><div>O mais utilizado, entretanto, é o palco italiano. Surge durante o Renascimento, na virada do século XV para o XVI, quando o homem passa a ocupar o centro do universo. Surge nessa época a noção de perspectiva que dá o tom à pintura. Dos quadros para os palcos, muda-se o espaço cênico, até então o usado pelos gregos. Dessa forma, criou-se um espaço em que foi possível propiciar à plateia a noção de profundidade e perspectiva.<br><br></div><div>Em torno do ano de 1630, é inaugurado em Veneza o primeiro teatro público de ópera, observando os novos moldes impostos pela pintura renascentista: a boca de cena arredondada, cortina, luzes na ribalta, telões pintados que permitem a perspectiva e profundidade do cenário, além de máquinas para efeitos especiais.<br><br></div><div>Tendo como sua maior característica a disposição frontal de palco e plateia, é ainda hoje o mais utilizado no teatro ocidental. Além dessa formação (palco/plateia), outras características determinam o paco italiano: palco delimitado pela boca de cena, consequentemente, a quarta parede, a caixa cênica com urdimento e coxias.<br><br></div><div><strong>Texto: Carlos Hee</strong><br>https://www.spescoladeteatro.org.br/noticia/o-palco-italiano#:~:text=O%20mais%20utilizado%2C%20entretanto%2C%20%C3%A9,ent%C3%A3o%20o%20usado%20pelos%20gregos.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-08-15 23:25:26 UTC</pubDate>
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         <title>Teatro renascentista e a caixa cênica italiana:</title>
         <author>julianaguedesreis</author>
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         <description><![CDATA[<div>O teatro renascentista foi aquele produzido durante o período do Renascimento, do século XV até o início do XVII, tendo início na Itália, e se espalhando na sequência pela Inglaterra, França e Espanha. Devido ao declínio do teatro ligado à religião, o teatro medieval, o homem passou a ocupar o lugar central das tramas, até então ocupado por Deus e assuntos relacionados à igreja. Suas principais características são: a linguagem coloquial, textos improvisados, caráter popular e o antropocentrismo humanista. Foi no período do Renascimento que as companhias de artistas foram criadas, assim como os teatros privados e a venda de ingressos. Entre os nomes mais importantes desse período estão: Nicolau Maquiavel, Miguel de Cervantes, William Shakespeare, Molière, entre outros. E hoje nos deparamos com teatro italiano, uma inovação cênica e acústica para o espaço performático.<br><br>https://www.spescoladeteatro.org.br/noticia/o-que-e-teatro-renascentista<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-08-16 00:02:50 UTC</pubDate>
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         <title>A caixa cênica e o teatro italiano:</title>
         <author>julianaguedesreis</author>
         <link>https://padlet.com/caixacenicaitaliana/xd041mfskpltrzbh/wish/2261681396</link>
         <description><![CDATA[<div>&nbsp;<br><br></div><div>A sala italiana apresenta um edifício retangular dividido em duas partes distintas - a cena e a plateia - privilegiando-se a separação, pelo proscênio e a ribalta, entre área de representação e espaço destinado ao público. A boca de cena formava a moldura de um quadro vivo que o espectador contemplava como uma pintura.&nbsp;<br><br>Esta divisão entre palco e plateia foi definida posteriormente por Antoine como a teoria da quarta parede, a parede da cena transparente para o espectador que tem a ilusão que a cena é uma ação real onde os atores atuam independente e livremente. (C.f. Roubine, 1998) O palco italiano resgata o sistema de cortinas do teatro romano invertendo-o.&nbsp;<br><br>A cortina frontal, marca obrigatória da teatralidade, apresenta “...seu caráter construtor ou desconstrutor da artificialidade da ilusão e das fantasias que ela induz.” (Pavis, 1999, p.76) A cortina de fundo, pintada com cenas em perspectiva, aparecia e desaparecia por um poço atrás do palco.&nbsp;<br><br>O proscênio era iluminado frontalmente desde a ribalta. A partir de sua experiência cênica desenvolvida para construção de efeitos e mecanismos cênicos para o espetáculo, Nicola Sabattini, arquiteto de palco em Pesaro, escreveu sua pioneira obra Pratica di Fabricare Scene e Machine nei’Teatri em 1638.&nbsp;<br><br>O sistema cênico apresentado apoiava-se na ilusão propiciada pelas técnicas de desenho da perspectiva para telas pintadas - trompe l’œil - e a tecnologia empregada na mecanização cênica, bastidores e objetos presos em roldanas e polias deslizando em trilhos sobre o palco e encaixados em outros trilhos no piso do palco, todos articulados com contra-pesos fora da cena. (C.f. Mohler, 1999).<br><br>As descobertas náuticas e geográicas iniciaram o desenvolvimento de novos métodos estruturais, de modo que o teatro transformasse também seus meios cênicos.&nbsp;<br><br>A tecnologia naval e sua nomenclatura: deck, mastro, mezena, brigantina, vela de lecha, joanete, volante, gávea ixa, traquete e outros termos foram transpostos para a ‘nau teatral’ como carretilha, contrapesos, corda, cunha, entelado, esticadores, escora, gornes, etc.&nbsp;<br><br>Uma nova forma de cenograia, creditada a Aleotti, espalhou-se por toda a Europa. Sua invenção desenvolveu um sistema de mudança de cenários, diferente dos bastidores em ângulo e dos prismas giratórios de madeira usados até aquele momento.&nbsp;<br><br>Consistia em uma série de molduras laterais, como os nossos bastidores, revestidas por tela pintada que deslizavam sobre roldanas e trilhos. (C.f.Berthold, 2001, p. 335) O espetáculo teatral, daquele momento em diante, solicitou textos cheios de imaginação para o uso abundante de recursos cênicos. Criaram-se nuvens cinéticas em painéis pintados, sons, luzes e vôos para as Glórias; fogo, fumaça e terremotos para o Inferno; bastidores recortados e perpectivas diagonais para palácios e viagens.&nbsp;<br><br>Em espaços abertos os fogos-artifício, ireworks; e as naumaquias, evoluções náuticas e bélicas em grandes tanques d’água, tornaram-se espetáculos extasiantes.<br><br></div><div>“Atualmente, noite após noite, existe um lugar privilegiado onde todas essas maquininhas maravilhosas de ilusionismo são utilizadas mais uma vez (...) tornando o palco um lugar onde o inusitado acontece e resgatando o espírito primordial da união das artes em sua totalidade, seu nome é Broadway.” (Del Nero, 1993)<br><br>http://centrotecnicotca.blog.br/wp-content/uploads/2015/03/A-LINGUAGEM-CENOGRAFICA.pdf</div><div><br><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-08-16 00:06:41 UTC</pubDate>
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         <title>Palco Italiano: uma inovação cênica e acústica para o espaço performático.</title>
         <author>julianaguedesreis</author>
         <link>https://padlet.com/caixacenicaitaliana/xd041mfskpltrzbh/wish/2261685438</link>
         <description><![CDATA[<div>&nbsp;</div><div><br>Por volta do século XV, emergia na Itália uma corrente intelectual que seria conhecida anos mais tarde como renascimento cultural. É neste cenário que o pensamento em torno da arquitetura dedicada ao projeto de salas de espetáculos passava por uma grande transformação. A crescente noção de perspectiva impunha sobre o espaço performático a necessidade de se trabalhar a encenação e a ópera sobre um pano de fundo cada vez mais realista. Ao longo do ano de 1630, se inaugurava, em Veneza, o primeiro teatro público de ópera, um dos primeiros exemplares a conter um elemento arquitetônico que seria amplamente profundido em todo o ocidente dos anos seguintes até os dias atuais: o “palco italiano.” O palco italiano é sem dúvida a mais comum e mais utilizada estrutura de proscênio nos dias atuais, dada sua funcionalidade e praticidade na obtenção de efeitos enriquecedores à cenografia do espetáculo.&nbsp;<br><br></div><div><br>Diferentemente dos palcos de arena, por exemplo, o palco italiano era um espaço retangular, delimitado por três paredes fechadas (duas laterais e uma de fundos) e uma parede vazada que se abria ao público através de uma arcada denominada boca de cena. Esse tipo de palco dava, pela primeira vez, uma ampla percepção de profundidade cênica à plateia. Mais do que isso, o palco italiano permitia que os espectadores assistissem a performance de frente, homogeneizando todos os ângulos de visão. A própria forma da sala delimitava o ponto focal do espectador.&nbsp;<br><br></div><div><br>Com o transcorrer do tempo, inúmeros mecanismos foram sendo adicionados à infraestrutura interna do palco permitindo uma crescente mobilidade dos cenários e maior versatilidade das apresentações. O palco italiano era constituído de uma boca de cena arredondada, na qual luzes eram escondidas do público por meio de anteparos. Uma cortina de veludo adornava a boca de cena e permitia a troca de cenários e disposições musicais a partir de um mecanismo de trilhos e argolas suspensas responsáveis por sua abertura e fechamento. O palco passou a contar com uma caixa cênica dotada de espaços que comunicavam o palco com os bastidores (coxias), urdimentos que abrigavam toda maquinaria responsável pela criação de efeitos especiais (no segundo plano vertical do palco) e o porão.&nbsp;<br><br></div><div><br>A caixa cênica surgia como um importante mecanismo de condicionamento acústico em conjunto com a geometria da sala. Assim como acontece no anfiteatro da Casa D’Itália, em Juiz de fora, palcos italianos eram dispostos dentro de uma sala retangular, também denominada <em>“shoebox”</em>, uma espacialidade capaz de proporcionar muitas reflexões sonoras laterais e um aumento gradual da propagação das frentes de onda em suave decaimento. Uma sala como esta tem a tendência por reforçar o som dos instrumentos musicais, sobretudo os instrumentos de corda, sendo ideal à performance musical sem amplificação. Poderíamos citar três teatros italianos, exemplares primeiros da adoção desta estruturação de palco que permaneceram intactos até os dias atuais: Teatro Olímpico de Vicenza, projetado pelo arquiteto Andrea Palladio, em 1581; o Teatro de Abbioneta, projetado por Scamozzi, em 1590 e o Teatro Farnese, projetado por Aleotti, em 1618.&nbsp;<br><br></div><div>A popularização da ópera e do teatro falado durante os séculos XVII e XVIII fez com que apenas em Veneza houvesse aproximadamente 14 casas de espetáculos em funcionamento regular. O palco italiano se tornou rapidamente o modelo absoluto em todos os países da Europa. Lully, diretor de ópera de Luis XIV, promoveu por toda a França um crescente processo de italianização da arquitetura teatral. O palco italiano era responsável por um grande efeito de arrebatamento na plateia, seus recursos de iluminação e acústica a absorvia facilmente. Diante do espetáculo a plateia chegava a perder a consciência de que eram apenas espectadores, ilusões cênicas e cenográficas tornavam a performance algo ainda mais mágico.&nbsp;<br><br>Fontes:</div><div>ZILIO, D. T. <strong>A Evolução da Caixa Cênica: transformações sociais e tecnológicas no desenvolvimento da dramaturgia e da arquitetura teatral. </strong>Pós, São Paulo, v. 17, n. 27, p. 154 – 173, 2010.</div><div><br>LIMA, E. F. W. <strong>Arquitetura Teatral no Século XVII: o processo de italianização do modela francês dos jeux de paume. A cenografia do período e as transformações da arquitetura. </strong>O Percevejo, v. 4, n. 1, p. 1 – 18, 2012.</div><div><br>RODRIGUES, C. C. <strong>Teatro da Vertigem e a Cenografia do Campo Expandido. </strong>Disponível em: &lt;<a href="https://www.vitruvius.com.br/revistas/read/arquitextos/08.092/174">https://www.vitruvius.com.br/revistas/read/arquitextos/08.092/174</a>&gt; Acessado em: 16 de agosto de 2020.&nbsp;<br><br>https://casaditaliajf.com.br/2020/08/31/revista-casaditalia-palco-italiano-uma-inovacao-cenica-e-acustica-para-o-espaco-performatico/<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-08-16 00:13:58 UTC</pubDate>
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         <title>A evolução da caixa cênica: transformações sociais e tecnológicas no desenvolvimento da dramaturgia e da arquitetura teatral:</title>
         <author>julianaguedesreis</author>
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         <description><![CDATA[<div>A proibição da ação teatral nas ruas, em 1574, trouxe para arquitetura o desafio de pensar um espaço fechado para a pratica da dramaturgia. A incorporação da tecnologia náutica a sala de espetáculos acabou por desenvolver a cenografia. As salas de espetáculo tornaram-se o principal ponto de encontro da burguesia pós Revolução Francesa, que tinha na ida a opera seu grande evento social. A caixa cênica aos poucos se desenvolveu para garantir a magia do fazer de conta encenado no palco. Entretanto, a hegemonia do teatro frontal a italiana, apesar de sua geometria favorável quanto a questões acústicas e de visibilidade, foi bravamente rechaçada por encenadores socialistas.&nbsp;<br><br>O espaço teatral, ao se transformar no espaço da experimentação, subverteu a geometria e a tipologia preestabelecida, acreditando que ambas limitavam o fazer teatral. As novas vertentes de produção de arquitetura teatral no Brasil invocam a construção de espaços de tipologia frontal nos quais diversos programas artísticos apresentados utilizam o mesmo espaço físico, valendo-se da tecnologia para minimizar as limitações inerentes a esses espaços.&nbsp;<br><br>A evolução da sala de espetáculos caminhou, nos últimos séculos, em compasso com as transformações sociais e a dramaturgia. Fica aqui evidente a estreita relação entre o teatro e a sociedade e, em consequência, o projeto de arquitetura teatral e as necessidades do encenador.&nbsp;<br><br>O desenvolvimento da tecnologia náutica e a invenção da lâmpada elétrica foram pontos fundamentais na evolução das dinâmicas cênicas, assim como o advento do socialismo fez com que os dramaturgos buscassem, em suas peças, seja na temática, seja na forma de apresentação do espetáculo, uma nova ideologia de desenvolvimento da ação teatral bem como propunha uma nova sociedade.&nbsp;<br><br>Era preciso transformar os homens para que a sociedade e o modelo de desenvolvimento econômico fossem revolucionados. Acontece que a produção arquitetônica brasileira das últimas décadas não tem produzido os espaços cênicos propostos pelas aspirações ideológicas de Bertolt Brecht e Adolphe Appia e evoluíram para teatros experimentais, bastante significativos na década de 1960 em projetos como o teatro do Sesc Fábrica Pompéia, da Lina Bo Bardi e Flávio Império, cuja sala tem plateias opostas, ou mesmo pelo Teatro Oficina, sem um local predeterminado para a plateia, ou, ainda, o Teatro Brasileiro de Comédia (TBC), a contar com uma sala em formato de arena.&nbsp;<br><br>Os teatros multifuncionais de tipologia frontal valem-se da funcionalidade e de aperfeiçoamentos técnicos como suportes à arquitetura20 , o que parece uma experiência projetual bastante equivocada. Ao contrário, a tecnologia deveria ser usada para inovar o fazer teatral, potencializar o espaço, enquanto este deveria garantir a qualidade de uso e ocupação por meio do projeto arquitetônico. É ao projeto de arquitetura que cabe qualificar o espaço.&nbsp;<br><br>A falta de democratização e disseminação da cultura promove a concepção de uma arquitetura teatral frágil, uma vez que, por justificativas financeiras, opta-se por produzir espaços incapazes de atender a necessidades&nbsp; divergentes e conflitantes. Como dito anteriormente, cada tipo de espetáculo possui uma demanda espacial e técnica específica que contraria as necessidades específicas de outros tipos de espetáculo. Ao optarmos por agregar essas funções em um mesmo ambiente, faz-se necessário intervir nele com soluções ativas, a fim de minimizar as falhas de desempenho.&nbsp;<br><br>Esse ponto, sem dúvida, explicita uma deficiência no processo de projeto arquitetônico que se concretizará enquanto falhas de uso e desempenho no edifício teatral construído.&nbsp;<br><br>&nbsp;</div><ul><li>June 2010 - Daniela Tunes Zilio</li><li><a href="https://www.researchgate.net/journal/Pos-Revista-do-Programa-de-Pos-Graduacao-em-Arquitetura-e-Urbanismo-da-FAUUSP-2317-2762">Pós Revista do Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo da FAUUSP</a></li></ul><div>&nbsp;</div><div>https://www.researchgate.net/publication/270549030_A_evolucao_da_caixa_cenica_transformacoes_sociais_e_tecnologicas_no_desenvolvimento_da_dramaturgia_e_da_arquitetura_teatral<br><br>&nbsp;</div><div><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-08-16 00:25:38 UTC</pubDate>
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         <title>Elementos do Teatro:</title>
         <author>julianaguedesreis</author>
         <link>https://padlet.com/caixacenicaitaliana/xd041mfskpltrzbh/wish/2261699900</link>
         <description><![CDATA[<div>Caracterizado pela disposição frontal da plateia ao palco, o palco italiano é o mais utilizado, dentre as tipologias existentes. Além dessa disposição frontal da plateia, outros elementos caracterizam o teatro italiano: palco delimitado pela boca de cena e sua consequente cortina e a presença da caixa cênica com urdimento, coxias e varandas.&nbsp;<br><br></div><div><strong>FOSSO DE ORQUESTRA:</strong><br>Espaço que abriga conjuntos de músicos, não interferindo com o visual de público por estar no plano inferior ao nível do palco.<br><br></div><div><strong>PROSCÊNIO:<br></strong>Parte anterior do palco, que avança desde a boca de cena até seu limite de separação da plateia.&nbsp;<br><br></div><div><strong>CORTINA:<br></strong>Peça, geralmente em tecido, que resguarda o palco. Abre e fecha nas mudanças de ato, e ao fim ou início do espetáculo. &nbsp;<br><br></div><div><strong>REGULADORES:<br></strong>Elementos que delimitam lateralmente a área do palco e são geralmente constituídos por engradados de madeira, forrados com flanela preta.<br><br></div><div><strong>BAMBOLINA MESTRE:<br></strong>A bambolina régia é suspensa imediatamente atrás do quadro do proscênio, regulando a altura da boca de cena.&nbsp;<br><br></div><div><strong>QUARTELADAS</strong>:<br>Nome dado ao conjunto de pranchas que formam o assoalho do PALCO. Cada prancha pode ser removida manual ou mecanicamente, podendo ser fixada acima ou abaixo do nível do palco. A medida internacional adotada para cada prancha é de 2 por 1 metro, sendo que a face é sempre colocada paralela à BOCA DE CENA.&nbsp;<br><br></div><div><strong>ALÇAPÃO:</strong></div><div>Abertura do chão do palco, dissimulada aos olhos dos espectadores, para encenar efeitos de aparição e desaparição de atores ou objetos cênicos. <br><br><strong>COXIAS:</strong></div><div>Partes do palco, aos lados e fundo de cena, ocultas à visão do público.&nbsp;<br><br></div><div><strong>PERNA:<br></strong>Fraldão de pouca largura que é suspenso na mesma vara de uma bambolina e que delimita a parte lateral do palco.&nbsp;<br><br></div><div><strong>BAMBOLINA:<br></strong>Esse termo é referente a uma faixa de tecido, geralmente escura, suspensa por toda a extensão do palco, com a finalidade de esconder o urdimento, estrutura de ferro construída ao longo do teto do palco que sustenta os equipamentos técnicos que compõem o espaço cênico, como refletores, roldanas, tramoia.<strong>&nbsp;<br></strong><br></div><div><strong>ROTUNDA:</strong></div><div>Cortina, geralmente de cor preta, que cobre todo o fundo do palco. Conjugada a três ou quatro rompimentos, forma um espaço cênico que é a imagem mais próxima possível da neutralidade. &nbsp;<br><br></div><div><strong>CICLORAMA:</strong></div><div>Fundo fixo em forma de “U” aberto e que é colocado ao fundo do palco, geralmente de cor neutra (branco, azul-celeste ou cinzento claro). Grande tela semicircular, geralmente em cor clara, situada no fundo da cena e sobre a qual se lançam as tonalidades luminosas de céu ou de infinito, que se deseja obter. Nele também podem ser projetados diapositivos ou filmes que se desenvolvem alternada ou paralelamente à ação física dos atores.</div><div>&nbsp;</div><div><strong>VARANDAS:</strong>&nbsp;</div><div>São construções como passadiços ou janelas construídas nas paredes laterais da caixa cênica, sobre o espaço das coxias. Têm a função cênica de manipulação dos cenários, equipamentos e manobras especiais instaladas nas varas. São no mínimo dois níveis de varanda. A varanda de manobra instalada acima do nível da boca de cena, onde o maquinista faz a manipulação das mudanças dos cenários. A varanda de lastro, no nível abaixo da grelha e numa altura que permita o total percurso das varas e consequente carros de contrapeso, é o espaço destinado ao armazenamento dos lastros ou pesos e que serão utilizados na contrapesagem dos cenários e equipamentos instalados. As varas deverão atingir o nível do piso do palco e os carros de contrapeso atingirão o nível das roldanas de cabeça. Este é o percurso das varas na altura total do urdimento. A parede lateral da caixa que recebe as guias dos carros de contrapeso no sistema metálico, e que recebe a barra de malaguetas é chamada parede de maquinária e define a altura da caixa cênica. Deve ser livre de vãos ou aberturas de qualquer natureza, pois, a sua montagem perpendicular à linha da boca de cena, é prevista de recursos operacionais em toda a sua largura, que é a profundidade da área de cena ou palco.&nbsp;</div><div><strong>&nbsp;</strong></div><div><strong>VARA:&nbsp;</strong></div><div>Barra de metal ou madeira, suspensa da teia por cordas móveis ou cabos de aço, de modo a permitir regular a altura para a montagem de luz, ou movimentos de cortinas ou telões.&nbsp;</div><div>&nbsp;</div><div><strong>MALAGUETA:&nbsp;</strong></div><div>Pequena barra de madeira, que se prende ao travessão da varanda e à qual se amarram as cordas de manobras.</div><div>&nbsp;</div><div><strong>URDIMENTO:&nbsp;</strong></div><div>O conjunto de cordas, panos, telões, etc. que, suspenso da teia, não está à vista do público. Zona do palco entre a boca de cena e a teia.<br><br><a href="https://teatrolimeira.com.br/2019/12/11/termos-tecnicos-de-teatro/">https://teatrolimeira.com.br/2019/12/11/termos-tecnicos-de-teatro/<br></a><br></div><div><a href="https://lazuliarquitetura.com.br/conceitos/#prvzjysinzazssiwgxsaatbolazvoutwctpb">https://lazuliarquitetura.com.br/conceitos/#prvzjysinzazssiwgxsaatbolazvoutwctpb<br></a><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-08-16 00:35:49 UTC</pubDate>
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         <title>Mecânica cênica. Teatro Farnese, de Giovanni Batista Aleotti, 1618 Fonte: Ratto </title>
         <author>julianaguedesreis</author>
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         <description><![CDATA[<div>https://www.researchgate.net/figure/Figura-1-mecanica-cenica-Teatro-Farnese-de-Giovanni-Batista-Aleotti-1618-Fonte-Ratto_fig1_270549030</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-08-16 01:27:00 UTC</pubDate>
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         <title>Urdimento. Teatro Ópera de Paris</title>
         <author>julianaguedesreis</author>
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         <description><![CDATA[<h1>Fonte: www.unav.es/ha/007-TEAT/operas-paris.htm</h1><div>https://www.researchgate.net/figure/Figura-2-Urdimento-Teatro-Opera-de-Paris-Fonte-wwwunaves-ha-007-TEAT-operas-parishtm_fig2_270549030</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-08-16 01:28:27 UTC</pubDate>
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         <title>Movimentação manual das varas cenográficas</title>
         <author>julianaguedesreis</author>
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         <description><![CDATA[<h1>Fonte: www.unav.es/ha/007TEAT/operas-paris.htm&nbsp;</h1><div><br>https://www.researchgate.net/figure/Figura-3-Movimentacao-manual-das-varas-cenograficas-Fonte_fig4_270549030</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-08-16 01:30:24 UTC</pubDate>
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         <title>Mecânica cênica, Teatro Ópera de Paris</title>
         <author>julianaguedesreis</author>
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         <description><![CDATA[<h1>Fonte: www.unav.es/ha/ 007-TEAT/operas-paris.htm&nbsp;</h1><div><br>https://www.researchgate.net/figure/Figura-4-Mecanica-cenica-Teatro-Opera-de-Paris-Fonte-wwwunaves-ha_fig3_270549030</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-08-16 01:31:29 UTC</pubDate>
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         <title>Esquema genérico de uma caixa cênica moderna de um teatro de tipologia frontal</title>
         <author>julianaguedesreis</author>
         <link>https://padlet.com/caixacenicaitaliana/xd041mfskpltrzbh/wish/2261749361</link>
         <description><![CDATA[<h1>Fonte: Granado&nbsp;</h1><div><br>https://www.researchgate.net/figure/Figura-8-Esquema-generico-de-uma-caixa-cenica-moderna-de-um-teatro-de-tipologia-frontal_fig5_270549030</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-08-16 01:32:48 UTC</pubDate>
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         <title>Desenho esquemático de isolamento acústico da sala de espetáculos</title>
         <author>julianaguedesreis</author>
         <link>https://padlet.com/caixacenicaitaliana/xd041mfskpltrzbh/wish/2261750457</link>
         <description><![CDATA[<h1>Fonte: Granado&nbsp;</h1><div><br>https://www.researchgate.net/figure/Figura-9-Desenho-esquematico-de-isolamento-acustico-da-sala-de-espetaculos-Fonte-Granado_fig6_270549030</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-08-16 01:34:17 UTC</pubDate>
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