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      <title>Friso Cronológico dos Reis Portugueses by Conceição Windle</title>
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      <description>Criado pela BE de MONCHIQUE</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2021-10-19 13:58:29 UTC</pubDate>
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         <title>D. Afonso Henriques (1109-1185)                              O Conquistador </title>
         <author>conceicaowindle</author>
         <link>https://padlet.com/conceicaowindle/xcbtla0y7nimog2v/wish/1827286494</link>
         <description><![CDATA[<div><strong>D. Afonso Henriques, </strong>o primeiro rei de Portugal, era filho de D. Henrique de Borgonha e D. Teresa de Aragão. <br>Durante a <strong>Reconquista Cristã</strong>, o rei de Leão e Castela entregou a D. Henrique o governo&nbsp; do <strong>Condado Portucalense</strong>, território entre o rio Tejo e o Rio Minho.&nbsp; Depois da morte de D. Henrique, D. Teresa ficou a governar o condado mas com a interferência da família Peres de Trava.&nbsp; O jovem <strong>D. Afonso Henriques</strong> luta pela autonomia, em <strong>1128, </strong>na <strong>Batalha de S. Mamede, </strong>vencendo&nbsp; as tropas de sua mãe e dos partidários da união com a Galiza. A partir daí,&nbsp; assumiu a liderança e continuou lutando em duas frentes: contra o rei de Leão e Castela, pela independência do<strong> Condado Portucalense </strong>e, contra os mouros, para aumentar o território do condado.<br>Na <strong>Batalha de Ourique</strong>, em <strong>1139</strong>, foi aclamado rei pelas suas tropas.<br>Em <strong>1143</strong>, com a assinatura do <strong>Tratado de Zamora</strong>, foi reconhecido como <strong>rei</strong> e <strong>Portugal como reino independente</strong>. O reconhecimento do <strong>Papa Alexandre III</strong>&nbsp; só aconteceu em <strong>1179</strong>, através da <strong>«</strong><strong><em>Bula</em></strong><em> </em><strong><em>Manifestis Probatum</em></strong><strong>»</strong>. Este documento não só o reconhecia,&nbsp; oficialmente, como rei,&nbsp; mas também lhe conferia o direito de conquistar terras aos&nbsp; mouros e&nbsp; exercer&nbsp; direitos sobre as mesmas.<br>Durante o seu reinado, entre outras terras, conquistou <strong>Leiria(1135), Santarém(1147)</strong>, <strong>Lisboa</strong> <strong>(1147), Almada (1147),&nbsp; Palmela (1147) </strong>com a ajuda dos Cruzados. À data da sua morte, em <strong>1185</strong>, o território conquistado já incluía <strong>Alcácer,</strong> parte do Alentejo.<br>Durante a <strong>Reconquista Cristã </strong>as Ordens Religiosas Militares como os <strong>Templários</strong>, os <strong>Hospitalários</strong> e os <strong>Cistercienses </strong>tiveram um papel muito importante, por isso, <strong>D. Afonso</strong> <strong>Henriques</strong> concedeu-lhes recompensas pelos serviços prestados ao rei.<br>Também criou duas <strong>Ordens Militares</strong>: a da Ala e São Bento de Avis.<br><br><strong>Fontes:</strong></div><div>Infopédia. <em>D. Afonso Henriques.</em> Acedido em 28/10/2021, disponível em https://bit.ly/3OStYTF<br>O Portal da História.(2015). <em>D. Afonso Henriques</em>. Acedido em 4 /11/2021, disponível em https://bit.ly/3HJo198<br>RTP Ensina.(2006). <em>D. Afonso Henriques.</em> Acedido em 20/10/2021 disponível em https://bit.ly/39TrPIa<br>Serrão, J. (1971). <em>D. Afonso Henriques</em>. <em>Dicionário de História de Portugal</em><strong><em> </em></strong>( Vol. I). Lisboa: Iniciativas Editoriais.</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-10-19 14:02:20 UTC</pubDate>
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         <title>D. Sancho I (1154-1211 ) O Povoador</title>
         <author>conceicaowindle</author>
         <link>https://padlet.com/conceicaowindle/xcbtla0y7nimog2v/wish/1827289147</link>
         <description><![CDATA[<div><strong>D. Sancho I </strong>era filho de D. Afonso Henriques e de D. Mafalda. Casou com D. Dulce de Aragão.<br>Iniciou o seu reinado em <strong>1185</strong> e continuou a <strong>Reconquista Cristã. </strong>Com a ajuda dos cruzados, <strong>D. Sancho I </strong>chegou a&nbsp; conquistar Silves e Alvor, embora estas voltassem a ser reconquistadas pelos mouros, assim como Alcácer, Palmela e Almada.<br>Como o seu cognome indica,<strong> D. Sancho I</strong> destacou-se na defesa e povoamento do território, criando <strong>Concelhos</strong> e atribuindo<strong> Cartas de Foral,</strong> com privilégios para os moradores que povoassem os territórios desabitados. Neste período foram atribuídos os forais&nbsp; de Gouveia, Covilhã, Viseu e Bragança, entre outros como Penacova. Estas medidas serviram para o desenvolvimento económico e social das populações, atraíram colonos estrangeiros para o povoamento do território e evitava que as terras conquistadas voltassem a ser ocupadas pelos mouros.<br>Promoveu a reedificação de lugares, cidades e castelos, desenvolveu a agricultura, estimulou e protegeu a indústria e o comércio, fez doações às igrejas, a ordens religiosas&nbsp; e a instituições de beneficência.<br>Neste reinado, em <strong>1188</strong>&nbsp; e <strong>1202</strong>, ocorreram epidemias&nbsp; de <strong>Peste Negra</strong> em que morreu grande da população, originando graves consequências sociais e económicas.<br>Este rei também demonstrou interesse pela literatura, pelas artes e  foi poeta. Valorizou a cultura chegando a  pagar os estudos a  alguns estudantes portugueses para frequentarem universidades europeias, nomeadamente, em França e Bolonha<br><br><strong>Fontes:<br></strong>Infopédia. <em>D. Sancho I.</em> Acedido em 16/11/2021, disponível em https://bit.ly/3bj7WL8<br>O Portal da História.(2015). <em>D. Sancho I</em>. Acedido em 23/11/2021, disponível em https://bit.ly/3xR5tz4<br>RTP Ensina.(2004). <em>D. Sancho I.</em> Acedido em 13/12/2021 disponível em https://bit.ly/3Ofyg7C</div><div>Serrão, J. (1971)<em>. D. Sancho I</em>. <em>Dicionário de História de Portugal</em><strong><em> </em></strong>( Vol. I). Lisboa: Iniciativas Editoriais.<br><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-10-19 14:02:57 UTC</pubDate>
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         <title>D. Afonso II (1185-1223) O Gordo</title>
         <author>conceicaowindle</author>
         <link>https://padlet.com/conceicaowindle/xcbtla0y7nimog2v/wish/1827413126</link>
         <description><![CDATA[<div><strong>D. Afonso II, </strong>filho de D. Sancho I e de D. Dulce, subiu ao trono em 1211. Casou com D. Urraca, de Castela, com quem teve quatro filhos.<br>Este rei, durante a sua governação, teve como principal objetivo a organização do território, pelo que reuniu&nbsp; as primeiras <strong>Cortes</strong>, logo em <strong>1211</strong>. Inicialmente, nestas reuniões, só participavam&nbsp; representantes&nbsp; da <strong>nobreza </strong>e do<strong> clero</strong>. Aí&nbsp; se decidia sobre novos impostos, declarar guerra, assinar a paz, aplicar a justiça ou fazer leis. Destas primeiras Cortes saíram, pela primeira vez, <strong>Leis Gerais</strong> para todo o território, já que antes cada localidade tinha as suas regras e costumes. Com esta medida inovadora, Portugal passou a ser o primeiro&nbsp; reino europeu a ter um conjunto organizado de leis. <br>Como durante a R<strong>econquista Cristã</strong> a <strong>nobreza</strong> e o <strong>clero </strong>tinham recebido muitas recompensas&nbsp; pelos serviços prestados ao rei, frequentemente, também abusavam do poder e usurpavam terras. O rei ordenou as <strong>Confirmações </strong>(documentos&nbsp; que comprovavam a posse das terras) e as <strong>Inquirições </strong>(inquéritos)&nbsp; para verificação da legitimidade da posse dessas terras e dos respetivos direitos. Estas medidas visavam centralizar o poder nas mãos do rei, evitar os abusos dessas classes privilegiadas, retirar-lhes privilégios e poderes. De tal forma, que até as suas irmãs foram obrigadas a pagar impostos das terras que lhes tinham sido doadas pelo seu pai, D. Sancho I. Tais decisões&nbsp; resultaram&nbsp; em conflitos, até com o Papa.<br>Neste reinado, a <strong>Reconquista </strong>continuou&nbsp; sem a presença do rei, por estar<strong> </strong>mais focado nas leis organizacionais. Contudo, além da tomada dos castelos de Veiros, Monforte, Borba e Vila Viçosa, Alcácer do Sal foi a conquista mais importante.<br><br></div><div><strong>Fontes:</strong></div><div>Infopédia. <em>D. Afonso II.</em> Acedido em 28/02/2022, disponível em https://bit.ly/3AkGZRL<br>O Portal da História.(2015). <em>D. Afonso II</em>. Acedido em 24/02/2022, disponível em https://bit.ly/3yddHTy<br>RTP Ensina.(2021). <em>A Centralização do poder régio e as cortes.</em> Acedido em 28/02/2022 disponível em https://bit.ly/3boxPJx<br>Serrão, J. (1971).<em>D. Afonso II. Dicionário de História de Portugal</em><strong><em> </em></strong>( Vol. I). Lisboa: Iniciativas Editoriais.</div><div><br><br></div><div><br>&nbsp;</div><div><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-10-19 14:34:49 UTC</pubDate>
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         <title>D. Sancho II (1209-1248)         O Capelo</title>
         <author>conceicaowindle</author>
         <link>https://padlet.com/conceicaowindle/xcbtla0y7nimog2v/wish/1851571224</link>
         <description><![CDATA[<div><strong>D. Sancho II</strong> subiu ao trono ainda criança, em 1223, após a morte de seu pai.<br>Neste reinado a <strong>&nbsp;Reconquista Cristã</strong>&nbsp; prosseguiu com a participação ativa do rei mas a administração do reino entrou num período de instabilidade política, de corrupção e de distúrbios. A <strong>nobreza</strong> arrogante pelas vitórias na reconquista de territórios aos mouros voltou às suas terras com prepotência, causando distúrbios sociais. Havia conflitos entre a <strong>nobreza</strong> e o <strong>clero</strong> pela demarcação de propriedades. O <strong>clero</strong> aproveitou, também, para fazer exigências ao rei e intrometer-se, de forma abusiva, na administração do reino.<br>As restrições do rei para reduzir os abusos do clero resultaram em queixas ao Papa.&nbsp; Perante a incapacidade do rei de manter a ordem interna e de pacificar as classes privilegiadas, o Papa Inocêncio IV, com o apoio&nbsp; do clero e da nobreza, acabou por colocar no trono o seu irmão Afonso.<br>Quando D. Afonso veio para assumir o trono, ainda houve confrontos militares entre os partidários dois dois irmãos, mas&nbsp; foi D. Afonso que obteve maior apoio. <br><strong>D. Sancho II, </strong>derrotado, retirou-se para Toledo, tornou-se franciscano, ingressando na Ordem Terceira de S. Francisco.<br><br><strong>Fontes:</strong></div><div>Infopédia. <em>D. Sancho II.</em> Acedido em 28/02/202, disponível em https://bit.ly/3bI11LH<br>O Portal da História.(2015). <em>D. Sancho II</em>. Acedido em 28/02/2022, disponível em https://bit.ly/3NF2OP2<br>RTP Ensina.(2003). <em>D. Sancho II.</em> Acedido em 2/03/2022 disponível em https://bit.ly/3uo9lqj</div><div>Serrão, J. (1971)<strong>.</strong><em> D. Sancho II</em>. <em>Dicionário de História de Portugal</em><strong><em> </em></strong>( Vol. III). Lisboa: Iniciativas Editoriais.<br><br></div><div><br><br></div><div><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-10-28 14:47:13 UTC</pubDate>
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         <title>D. Afonso III (1210?-1279) O Bolonhês</title>
         <author>conceicaowindle</author>
         <link>https://padlet.com/conceicaowindle/xcbtla0y7nimog2v/wish/1853691387</link>
         <description><![CDATA[<div>&nbsp;<strong>D. Afonso III, </strong>com o apoio do Papa, do clero e da nobreza, derrotou o seu irmão,&nbsp; D. Sancho II, através das armas, e ocupou o trono, em 1248. Adotou o título de «<strong>Visitador Curador e Defensor do Reino», </strong>até à morte do seu irmão.<strong><br></strong>Durante o seu reinado continuou a expansão territorial para sul, conquistando definitivamente o Algarve aos mouros, em <strong>1249,</strong>&nbsp; passando a intitular-se <strong>«Rei de Portugal e do Algarve».</strong><br>Este rei destacou-se na administração e reorganização do reino, fundou povoações, concedeu muitos forais e repovoou locais abandonados. Lisboa, nesta época, passou a ser a capital do reino.<br>Em <strong>1254,</strong> reuniu <strong>Cortes em Leiria,</strong> onde estiveram presentes, pela primeira vez, os representantes dos Concelhos, ou seja, do povo, além do Clero e da nobreza.<br>Em <strong>1261</strong>, nas<strong> Cortes de</strong> <strong>Coimbra</strong>, foi reconhecido ao rei o direito de cunhar moeda. Fez <strong>«Inquirições»</strong> para pôr termo aos abusos das classes privilegiadas (clero e nobreza) e promulgou leis para reprimi-las, o que deu origem a protestos do clero junto do Papa e problemas com a Santa Sé, até ao final do seu reinado. Enfrentou, também, discórdias com Castela pelo domínio do Algarve, que só terminaram com o <strong>Tratado de Badajoz,</strong> em <strong>1267</strong>.<br><br><strong>Fontes:</strong></div><div>Infopédia. <em>D. Afonso III.</em> Acedido em 7/03/202, disponível em https://bit.ly/3aktM0u<br>O Portal da História.(2015). <em>D. Afonso III</em>. Acedido em 7/03/2022, disponível em https://bit.ly/3bKDWbe&nbsp; <br>RTP Ensina.(2003). <em>D. Afonso III.</em> Acedido em 2/03/2022 disponível em https://bit.ly/3NLjy78</div><div>Serrão, J. (1971). <em>D. Afonso III</em>. <em>Dicionário de História de Portugal</em><strong><em> </em></strong>( Vol. I). Lisboa: Iniciativas Editoriais.</div><div><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-10-29 11:13:02 UTC</pubDate>
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         <title>D. Dinis (1261-1325)          O Lavrador</title>
         <author>conceicaowindle</author>
         <link>https://padlet.com/conceicaowindle/xcbtla0y7nimog2v/wish/1869834187</link>
         <description><![CDATA[<p><strong>D. Dinis,  </strong>filho do rei D. Afonso III e de D. Beatriz de Castela, subiu ao trono em 1279 e reinou durante 46 anos. Casou com D. Isabel de Aragão, a Rainha Santa,&nbsp;juntos tiveram dois filhos: D. Constança e D. Afonso, o herdeiro da coroa.</p><p>Uma vez que a reconquista do território para sul já estava concluída, vivia-se um um período de maior estabilidade mas,&nbsp; só em 1297,&nbsp; com a assinatura do <strong>Tratado de Alcanizes</strong>,&nbsp;é que ficaram definidas as fronteiras de Portugal.</p><p>Foi uma época de centralização do poder real, em que a coroa estava em divergência com o clero por este ter usurpado propriedades do rei. D. Dinis recorreu, várias vezes, a Inquirições, para recuperar essas terras ou retirar privilégios que limitassem a autoridade do rei.</p><p>Este rei foi um administrador hábil<strong>.</strong> Promoveu&nbsp; o desenvolvimento da economia, dando impulso à agricultura, através de medidas que contribuíram&nbsp; para o seu desenvolvimento e&nbsp; para o melhor aproveitamento das terras. Mandou enxugar terrenos alagadiços e plantar arvoredo, nomeadamente, pinheiros mansos,&nbsp; criando o famoso <strong>Pinhal de Leiria</strong>. Devido às medidas de incentivo e apoio à agricultura&nbsp; foi- lhe atribuído o cognome, «<em>O Lavrador»</em>.</p><p>Incrementou o<strong> comércio interno</strong>,&nbsp; desenvolvendo as<strong> feiras</strong> e criando<strong> feiras franca</strong>s (isentas do pagamento de impostos).&nbsp; No <strong>comércio externo</strong>,&nbsp; promoveu as <strong>exportações </strong>de produtos agrícolas, sal e peixe salgado, em troca de minerais e tecidos. Fez tratados de comércio com Inglaterra. Protegeu também a atividade pesqueira, instituiu a marinha e promoveu a atividade mineira, com a exploração das minas de prata, ferro, estanho e enxofre.</p><p>Percorreu cidades e vilas, reparou&nbsp; e fundou burgos e castelos.</p><p>D. Dinis foi, também, um grande impulsionador da cultura, ordenou que os documentos oficiais passassem a ser escritos em língua portuguesa, em vez de latim. Também no seu reinado, o pergaminho foi substituído pelo papel.</p><p>Em <strong>1286</strong>, iniciou-se&nbsp; o ensino da&nbsp; <strong>Teologia </strong>em Portugal. Em <strong>1290</strong>, fundou a primeira <strong>Universidade </strong>em Lisboa, os <strong>Estudos</strong> <strong>Gerais</strong>, onde se lecionava as disciplinas de Direito Civil, Canónico e Medicina. Também mandou traduzir obras de História e de Direito.</p><p><strong>D. Dinis</strong> também foi <strong>poeta</strong>, escreveu <strong>Cantigas de Amigo</strong> e <strong>Cantigas de Amor </strong>e<strong> </strong>valorizava a música e as artes.<strong> </strong>A sua corte foi um dos centros culturais mais destacados da Europa, daquele tempo.</p><p><br></p><p><br></p><p><strong>Fontes:</strong></p><p>Infopédia. <em>D. Dinis.</em> Acedido em 14 /03/2022, disponível em https://bit.ly/3R8xv24</p><p>O Portal da História.(2015). <em>D. Dinis</em>. Acedido em 14/03/2022, disponível em https://bit.ly/3AtfGEO&nbsp; </p><p>RTP Ensina.(2003). <em>D. Dinis.</em> Acedido em 14/03/2022 disponível em https://bit.ly/3yckwUh</p><p>Serrão, J. (1971). <em>D. Dinis.</em> <em>Dicionário de História de Portugal</em><strong><em><br></em></strong>( Vol. I). Lisboa: Iniciativas Editoriais.</p><p><br></p><p><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2021-11-05 12:38:02 UTC</pubDate>
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         <title>D. Afonso IV (1291-1357) O Bravo</title>
         <author>conceicaowindle</author>
         <link>https://padlet.com/conceicaowindle/xcbtla0y7nimog2v/wish/1886411326</link>
         <description><![CDATA[<div>&nbsp;Quando <strong>D. Afonso IV</strong> subiu ao trono, em <strong>1325,</strong> encontrou um reino pacificado e estável a nível económico e social. <br>Desde cedo, mostrou tendência para a guerra e para a impiedade. Em jovem manteve uma relação conflituosa com o seu pai, <strong>D. Dinis</strong>, porque este protegia os filhos bastardos, o que deu origem a guerras. Logo que subiu ao trono, mandou desterrar o seu irmão Afonso Sanches e retirar-lhe os seus bens, o que levou a que este invadisse Portugal. A rainha <strong>D. Isabel de Aragão, </strong>sua mãe,&nbsp; foi a mediadora de paz e&nbsp; os bens foram restituídos.<br>Durante quatro anos, envolveu-se também em guerra com Castela, com o seu genro Afonso XI. Após assinar a paz com Castela, acabaram por lutar juntos contra os mouros na <strong>Batalha do Salado</strong>, em 1340.<br>Durante o seu reinado enfrentou&nbsp; várias dificuldades: o elevado preço dos&nbsp; cereais, em 1343, e a <strong>Peste Negra,</strong>&nbsp; em 1348. Esta epidemia fez desaparecer grande parte da população, o que levou à desertificação dos campos. Foi também&nbsp; um período de maus anos agrícolas e de fomes.<br>Este rei deu impulso à marinha e foi neste reinado que se realizaram as primeiras viagens às <strong>Canárias, </strong>causando discussão sobre o seu descobrimento. <strong><br></strong>Este rei publicou as <strong>Leis</strong> <strong>Pragmáticas</strong> que regulavam o tipo de vestuário e o número de pratos que podiam ser consumidos, diariamente, pelos vários grupos sociais. Além disso, também proibiam a mendicidade e a ociosidade.<br><strong>D. Afonso IV</strong> mandou assassinar D. Inês de Castro, em 1355, por discordar da influência que ela exercia sobre o seu filho D. Pedro I. Este ato desencadeou desavenças entre pai e filho, que resultaram numa guerra civil devastadora para o norte do reino. A&nbsp; paz entre ambos foi restabelecida e,&nbsp; em 1357,&nbsp; <strong>D</strong>. <strong>Afonso IV</strong> delegou parte dos poderes da governação a <strong>D. Pedro</strong>.<br><br><strong>Fontes:<br></strong>Blog da Monarquia Portuguesa. <em>D. Afonso IV.</em> Acedido em 26/04/2022 disponível em https://bit.ly/3NZLOnj<br>Infopédia. <em>D. Afonso IV.</em> Acedido em 26/04/2022, disponível em https://bit.ly/3n6hs70<br>RTP Ensina. <em>D. Afonso IV. A</em>cedido em 26/04/2022, disponível em https://bit.ly/3n1CBPu<br>Serrão, J. (1971).<em>D. Afonso IV. Dicionário de História de Portugal</em><strong><em> </em></strong>( Vol. I). Lisboa, Iniciativas Editoriais.<br><br><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-11-12 11:22:34 UTC</pubDate>
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         <title>D. Pedro I (1320-1367)   O Justiceiro/ O Cruel</title>
         <author>conceicaowindle</author>
         <link>https://padlet.com/conceicaowindle/xcbtla0y7nimog2v/wish/1897129941</link>
         <description><![CDATA[<div>Como os cognomes indicam, <strong>D. Pedro I </strong>foi uma personalidade complexa. Ficou mais conhecido pela sua paixão por <strong>D. Inês de Castro</strong>, dama de companhia de sua mulher, D. Constança, com quem teve quatro filhos. <br>D. Afonso IV, seu pai, mandou assassinar D. Inês, em 1355, o que originou a revolta de D. Pedro contra o pai, resultando em conflitos por terras a norte do Douro. <br>Após a morte de seu pai, subiu ao trono, em 1357. Conhecido por exercer a justiça, sem distinções de classe, acabou por vingar a morte de D. Inês, com a execução dos assassinos de sua amada.<br>Era&nbsp; também generoso, divertido e popular entre o povo, pois&nbsp; atendia às queixas das populações dos Concelhos e divertia-se juntamente com o povo de Lisboa. <br>Adotou uma política de neutralidade relativamente às lutas peninsulares, evitou guerras e contribuiu para aumentar o tesouro do reino com as&nbsp; medidas que tomou.<br>Ordenou a regulação dos&nbsp; prazos administrativos e judiciais. Mandou editar um <strong>Beneplácito Régio</strong>, que proibia a circulação de documentos papais, sem a anuência do rei.<br><br><strong>Fontes:<br></strong>Infopédia. <em>D. Pedro I.</em> Acedido em 17/06/2022, disponível em https://bit.ly/3OxzuuH<br>O Portal da História. (2015).<em>D. Pedro I</em>, acedido em 17/06/2022 disponível em: https://bit.ly/3HIZX6m<br>RTP Ensina.(2003). <em>D. Pedro I.</em> Acedido em 17/06/2022 disponível em: https://bit.ly/39E6q5M<br>Serrão, J. (1971). <em>D. Pedro I</em>. <em>Dicionário de História de Portugal</em><strong><em> </em></strong>( Vol. III). Lisboa: Iniciativas Editoriais.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-11-17 15:07:30 UTC</pubDate>
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         <title>D. Fernando I (1345-1383) O Formoso ou             O Inconstante</title>
         <author>conceicaowindle</author>
         <link>https://padlet.com/conceicaowindle/xcbtla0y7nimog2v/wish/2066207617</link>
         <description><![CDATA[<div><strong>D. Fernando I</strong> foi o último rei da primeira dinastia. Subiu ao trono em <strong>1367</strong>. Casou com <strong>D. Leonor Teles</strong>, casamento que não foi bem aceite&nbsp; por grande parte da população do reino. Durante o seu reinado envolveu-se em lutas com Castela, alternadas com períodos de paz e também participou na <strong>Guerra dos Cem Anos (1337-1453)</strong>. <br>Este reinado foi marcado por um<strong> </strong>período de crise em toda a Europa: fomes, causadas pelos maus anos agrícolas, epidemias, como a Peste Negra, e guerras.<br>Após a assinatura da paz com Castela, <strong>D. Fernando I</strong> dedicou-se à administração e à defesa do reino, mandando restaurar antigas construções defensivas, construindo novos castelos e as muralhas nas cidades de Lisboa e do Porto e tomando medidas de âmbito militar.<br>Para o desenvolvimento da agricultura, criou a <strong>Lei das</strong> <strong>Sesmarias</strong> <strong>(1375)</strong> para acabar com o pousio de terras aproveitáveis para o cultivo, expropriando as terras a quem não as cultivasse. Esta lei contribuiu também para&nbsp; o aumento de mão-de-obra na agricultura.<br>Durante o seu reinado, também alargou as relações comerciais com o estrangeiro, promoveu a construção naval e o desenvolvimento da marinha. Criou a<strong> Companhia das Naus, </strong>uma espécie de seguro, na qual todos os navios tinham de se registar, pagando uma quantia de dinheiro que serviria para cobrir despesas, em caso de avarias ou de naufrágio.<br>No aspeto cultural, <strong>D. Fernando I</strong>, em <strong>1377</strong>, transferiu a Universidade para Lisboa e conseguiu uma Bula do Papa Gregório XI que permitia a qualificação dos&nbsp; graus de doutor, mestre e licenciado. <br>Durante o Grande Cisma do Ocidente, <strong>D. Fernando I</strong> oscilou entre o partido anti- papa e a favor do papa.<br>No final do seu reinado, reativaram-se as guerras com Castela em que saiu sempre derrotado. Como parte das negociações de paz, a sua filha <strong>D. Beatriz</strong> casou com D. João I de Castela. Este casamento veio&nbsp; a pôr em risco&nbsp; a independência de Portugal.&nbsp; À data da morte de <strong>D. Fernando I</strong>, em<strong> </strong>1383, D. Beatriz, a herdeira legítima, sendo casada com o rei castelhano, ao assumir o trono, uniria os dois reinos. Tal não era do agrado da população do reino, motivo que deu origem à Revolução de 1383-85 e ao início de uma nova dinastia.<br><br><strong>Fontes:<br></strong>Infopédia. <em>D. Fernando I.</em> Acedido em 21/06/2022, disponível em https://bit.ly/3y6Njuw <br>O Portal da História.(2015). <em>D. Fernando I</em>. Acedido em 21/06//2022, disponível em https://bit.ly/3O5NL1I<br>RTP Ensina.(2003). <em>D. Fernando I.</em> Acedido em 21/06/2022 disponível em: https://bit.ly/3OkIsv8.<br>Serrão, J. (1971).<em>D. Fernando I</em>.<em>Dicionário de História de Portugal</em><strong><em> </em></strong>( Vol. II). Lisboa: Iniciativas Editoriais.<br>&nbsp;<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-25 11:17:28 UTC</pubDate>
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         <title>D. João I (1357-1433)    O de Boa Memória</title>
         <author>conceicaowindle</author>
         <link>https://padlet.com/conceicaowindle/xcbtla0y7nimog2v/wish/2560029515</link>
         <description><![CDATA[<div><strong>D. João I</strong> era filho bastardo de D. Pedro I e de D. Teresa Lourenço. Foi armado cavaleiro pelo seu pai e educado pelo Comendador-mor da Ordem de Avis, o que fez dele um homem culto. Tornou-se <strong>Mestre de</strong> <strong>Avis</strong> e chegou a fazer votos de freire mas apaixonou-se por uma donzela nobre com quem teve dois filhos bastardos, D. Afonso e D. Brites. Fazia parte da corte, desempenhou funções importantes no reinado do seu meio irmão D. Fernando, nomeadamente, nas negociações do casamento de D. Beatriz com D. João I de Castela.<br>O <strong>Mestre de Avis</strong>, pela influência que tinha sobre o rei D. Fernando, ainda esteve preso e em risco de ser executado. Mas, com a ajuda do Conde de Cambridge, irmão do duque de Lencastre, foi libertado. A amizade com o duque de Lencastre, resultou, mais tarde, no casamento do <strong>Mestre de Avis</strong> com sua filha, <strong>D. Filipa de Lencastre</strong>.<br>Após a morte de <strong>D. Fernando</strong>, em 1383, a viúva, <strong>D. Leonor Teles</strong> e o <strong>Conde Andeiro </strong>ficaram a governar Portugal. Seguiu-se uma crise de sucessão dinástica e de grande agitação social. Se <strong>D. Beatriz</strong>, a herdeira legítima, que era casada com o rei de Castela, subisse ao trono, Portugal perderia a sua independência. Em <strong>1383-85</strong>, estiveram em confronto os apoiantes de D. Beatriz, a nobreza, o clero e os que a isso se opunham, a burguesia, o povo e parte do clero, liderados pelo <strong>Mestre de Avis. </strong>Nesta<strong> </strong>revolução, o <strong>Conde Andeiro</strong> foi&nbsp; assassinado e o <strong>Mestre de Avis</strong> foi proclamado <strong>Regedor e Defensor do Reino,</strong> pelo povo de Lisboa.<br>Foi um período de confrontos entre Portugal e Castela <br>(<strong>Batalha de Atoleiros</strong>, <strong>Cerco de Lisboa </strong>- 1834)&nbsp; pelos direitos de sucessão. Contudo, nas<strong> Cortes de Coimbra</strong>, em abril de <strong>1385</strong>, o <strong>Mestre de Avis</strong> foi eleito rei, com o título de <strong>D. João I</strong>. Este rei deu origem a uma nova dinastia, a&nbsp; segunda, denominada Joanina ou de Avis.<br>Contudo, Castela não aceita esta decisão e vem invadir Portugal. Em agosto de <strong>1385</strong>, deu-se a <strong>Batalha de Aljubarrota, </strong>na qual Portugal derrotou Castela, tendo como comandante do exército português, <strong>D. Nuno</strong> <strong>Álvares Pereira</strong>. Como&nbsp; cumprimento de promessa e para assinalar essa vitória, <strong>D.</strong> <strong>João I</strong> mandou construir o <strong>Mosteiro da Batalha. </strong>Contudo,&nbsp; a paz com Castela só foi assinada em 1411.<strong><br></strong>Em<strong> </strong>1387<strong>, D. João I </strong>casou com D. Filipa de Lencastre. Deste casamento nasceu a chamada Ínclita Geração: D. Duarte, D. Pedro, D. Henrique, D. Isabel e D. Fernando.<br>No seu reinado, <strong>D. João I </strong>iniciou uma política de centralização do poder real<strong>,</strong> retirando privilégios ao alto clero&nbsp; e à nobreza e atribuindo&nbsp; altos cargos à burguesia que o apoiara na sua subida ao trono. <br>Foi ainda neste reinado que se deu início à Expansão Portuguesa com a <strong>Conquista de Ceuta</strong>, em <strong>1415.<br></strong>Sob a chefia do<strong> Infante D. Henrique </strong>iniciaram-se os descobrimentos portugueses<strong>: </strong>descoberta das ilhas de <strong>Porto</strong> <strong>Santo </strong>(1418), da <strong>Madeira</strong> (1419) e dos <strong>Açores</strong> (1427) e&nbsp; início da colonização desses territórios.<br>A partir de 1412&nbsp; <strong>D. João I</strong> chamou o seu filho<strong> D. Duarte </strong>para participar na governação do reino, uma vez que este irá ser o seu sucessor à data da sua morte, que ocorreu em 1433.<br><br><strong>Fontes:<br></strong>Infopédia. <em>D. João I.</em> Acedido em 15/02/2023, disponível em https://bit.ly/3Hhv1uD<br>O Portal da História.(2015). <em>D. João I</em>. Acedido em 28/04//2023, disponível em https://bit.ly/40RKrN7<br>RTP Ensina.(2003). <em>D. João I.</em> Acedido em 28/04/2023 disponível em: https://bit.ly/3nhiocf<br>Serrão, J. (1971). <em>D. João I</em>. <em>Dicionário de História de Portugal</em><strong><em> </em></strong>( Vol. II). Lisboa: Iniciativas Editoriais.<br><strong><br><br></strong>&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-04-19 11:16:29 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>D. Duarte (1391-1438)      O Eloquente</title>
         <author>conceicaowindle</author>
         <link>https://padlet.com/conceicaowindle/xcbtla0y7nimog2v/wish/2574937342</link>
         <description><![CDATA[<div><strong>D. Duarte</strong> subiu ao trono em 1433 mas, já nos últimos anos do reinado de seu pai, D. João I, teve um papel ativo&nbsp; nos assuntos da governação, assinando cartas régias em 1431 e 1432. Casou com D. Leonor de Aragão, em 1428.<br>No seu curto&nbsp; reinado, de apenas cinco anos, continuou a política de centralização do poder, reunindo as <strong>Cortes de Santarém, </strong>em<strong> 1434, </strong>e promulgando a<strong> Lei Mental, </strong>para proteger<strong> </strong>&nbsp;o património da coroa. Esta lei levou a que muitos dos bens doados pelo rei,&nbsp; voltassem para a coroa, pois apenas o filho varão primogénito os poderia herdar.&nbsp; <br>Ao longo do seu reinado, reuniu cortes cinco vezes, tentando atender aos interesses dos vários grupos sociais,&nbsp; sem afetar os dos grandes senhores.<br>&nbsp;Neste período, os descobrimentos portugueses tiveram continuidade, sob o comando do Infante D. Henrique. Em 1434,&nbsp; <strong>Gil Eanes </strong>dobrou o <strong>Cabo Bojador</strong> e, em 1436, <strong>Afonso Baldaia</strong> chegou a <strong>Rio do Ouro</strong> e <strong>Pedra da Galé</strong>.&nbsp; O interesse do rei&nbsp; também se manteve nas conquistas no Norte de África. E, em 1437, ocorreu a expedição a <strong>Tânger</strong>, um enorme fracasso, no qual ficou refém o infante D. Fernando, que acabou por morrer em cativeiro.<br>Era um rei culto, deu início à compilação de toda a legislação do reino. Dono de uma vasta biblioteca, era dado a reflexões filosóficas e morais. Escreveu a obra<strong><em> Leal Conselheiro,</em></strong> onde revela conhecimento dos autores clássicos e dos doutores da igreja. Escreveu, também,&nbsp; a <strong><em>Arte de Bem Cavalgar Toda a Sela.<br></em></strong><em>D. Duarte</em><strong><em> </em></strong>veio a falecer, em 1438, vítima de Peste.<br><br><strong>Fontes:<br></strong>Infopédia. <em>D. Duarte.</em> Acedido em 02/05/2023, disponível em https://bit.ly/41UAlg5<br>RTP Ensina.(2003). <em>D. Duarte.</em> Acedido em 02/05/2023 disponível em https://bit.ly/3NqYR41<br>Serrão, J. (1971).<em>Dicionário de História de Portugal</em><strong><em> </em></strong>( Vol. I). Lisboa: Iniciativas Editoriais.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2023-05-02 09:34:17 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>D. Afonso V (1432-1481) O Africano</title>
         <author>conceicaowindle</author>
         <link>https://padlet.com/conceicaowindle/xcbtla0y7nimog2v/wish/2575311854</link>
         <description><![CDATA[<div><strong>D. Afonso V</strong> era filho de D. Duarte e de D. Leonor de Aragão. <br>À data da morte de seu pai, em 1438, D. Afonso ainda era menor de idade, quem ficou na regência do reino foi sua mãe. Como esta era castelhana e&nbsp; pouco popular, seguiram-se lutas políticas pela regência do reino. <br>Reuniram-se as Cortes de Lisboa, em 1439 nas quais D.<strong> </strong>Pedro, tio do monarca, é eleito regente, até <strong>D. Afonso V</strong> atingir a maioridade, em 1446. D. Leonor foi exilada para Castela.<br>Casou, em 1447, com D. Isabel, sua prima. Deste casamento nasceram três filhos mas,&nbsp; cedo, o rei ficou viúvo, pois a rainha faleceu em 1455.<br><strong>D. Afonso V </strong>ao assumir o trono, em 1448,<strong> </strong>deu continuidade às conquistas no Norte de África: <strong>Alcácer-Ceguer</strong> (1458), <strong>Tânger</strong> (1460, 1462 e 1464), <strong>Arzila</strong> e <strong>Larache</strong> (1471). Passou a ter o título de&nbsp;«<em>Rei de Portugal e dos Algarves&nbsp; de Aquém e D' Além Mar em África».<br></em>De 1475 a 1479, D. Afonso V envolveu-se em lutas peninsulares para garantir&nbsp; o trono de Castela para a sua sobrinha, D. Joana&nbsp; Beltraneja, com quem veio a casar, no intuito de unir os dois reinos sob o seu comando. Esta tentativa foi um fracasso, que levou o rei à depressão e a&nbsp; pensar em abdicar do trono a favor do seu filho. Tal não sucedeu e a Paz com Castela foi assinada em Alcáçovas, em 1479. O rei nunca recuperou e veio a falecer, passados dois anos.<br>Durante este reinado, as descobertas na Costa Africana&nbsp; continuaram sob o comando do Infante D. Henrique, até à sua morte, em 1460. Nuno Tristão chegou ao <strong>Cabo Branco</strong> (1441), à <strong>Baía de Arguim</strong> (1443) e à <strong>Foz do Rio Senegal </strong>(1444). São descobertas as <strong>Ilhas de Cabo Verde</strong> (1456) e chegou-se à <strong>Serra Leoa</strong> (1460).<br>Em 1469, <strong>D. Afonso V</strong> arrendou as descobertas na costa africana a <strong>Fernão Gomes</strong>, com a condição de que, em cada ano, fossem descobertas 100 léguas da costa. Em 1471,  foi descoberto <strong>S. Tomé e Príncipe</strong> por João de Santarém e Pedro Escobar e, em 1475, Rui Sequeira e Lopo Gonçalves&nbsp; dobram o <strong>Cabo de Santa Catarina</strong>.<br>Neste reinado foram concluídas as <em>Ordenações Afonsinas</em>, ou seja, a compilação, num único documento, de todas as leis desde D. Afonso II, muito importantes para a governação do reino e para a aplicação da justiça.<br><br><strong>Fontes:<br></strong>Infopédia. <em>D. Afonso V.</em> Acedido em 03/05/2023, disponível em https://bit.ly/3VvzCj4<br>O Portal da História.(2015). <em>D. Afonso V</em>. Acedido em 03/05//2023, disponível em https://bit.ly/3VHgpep<br>RTP Ensina.(2003). <em>D. Afonso V.</em> Acedido em 02/05/2023 disponível em https://bit.ly/44qaApy<br>Serrão, J. (1971).<em>Dicionário de História de Portugal</em><strong><em> </em></strong>( Vol. I). Lisboa: Iniciativas Editoriais.<br><br><em><br><br></em><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2023-05-02 14:44:22 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>D. João II (1455-1495)    O Príncipe Perfeito</title>
         <author>conceicaowindle</author>
         <link>https://padlet.com/conceicaowindle/xcbtla0y7nimog2v/wish/2578008849</link>
         <description><![CDATA[<div><strong>D. João II,&nbsp; </strong>ainda em vida de seu pai D. Afonso V, assegurou a governação do reino, sempre que o rei esteve ausente. <br>Subiu ao trono em <strong>1481</strong> e, contrariamente ao seu pai, foi retirando poder à nobreza. Essa estratégia de centralização do poder real, teve início nas <strong>Cortes de Évora </strong>(1481). Por isso, reuniu as Cortes apenas quatro vezes. Os que se lhe opunham eram severamente castigados, pelo que muitos nobres deixaram o reino. Isto permitiu que a coroa recuperasse muitas das terras da nobreza, retirando-lhe poder.<br><strong>D. João II,</strong> desde 1474 que já vinha a tratar dos assuntos relacionados com as descobertas marítimas. Protegeu os interesses exclusivos dos portugueses na navegação na costa africana, contra as investidas dos espanhóis, assinando o <strong>Tratado de Toledo</strong> (1480). Neste ficou assegurado que só os portugueses ficariam com direito à exploração da costa africana.<br>Neste reinado foi explorada a costa ocidental africana até ao <strong>Cabo da Boa Esperança</strong> e foram feitos preparativos para a viagem à India. <strong>Diogo Cão</strong> descobriu a <strong>foz do Rio Zaire</strong> e explorou a <strong>costa da Namíbia</strong>. Em 1488, <strong>Bartolomeu Dias</strong> dobrou o <strong>Cabo das Tormentas, </strong>que passou a chamar-se da<strong> Boa Esperança.</strong> Este<strong> </strong>feito<strong> </strong>provou que era possível a passagem do Atlântico sul para o Oceano Índico e, por essa via, chegar à Índia. Em 1493, as ilhas de <strong>S. Tomé e</strong> <strong>Príncipe</strong> são colonizadas e, <strong>Pero da Covilhã </strong>e <strong>Afonso Paiva,</strong> vão numa expedição, por terra, procurar informações sobre o reino do Preste João e da Índia. Os contactos&nbsp; que estabeleceram nessas regiões permitiram preparar, com mais certezas, a futura viagem à Índia. Contudo, a mesma só se concretizará no reinado seguinte.<br>Neste período, explorou-se também o <strong>Golfo da</strong> <strong>Guiné</strong> e&nbsp; foi construída a fortaleza de <strong>S. Jorge&nbsp; da Mina,</strong> para apoio&nbsp; e proteção do comércio naquela região.<br>Devido a&nbsp; novas disputas&nbsp; expansionistas entre Portugal e Espanha, em 1494, foi assinado o <strong>Tratado de Tordesilhas. </strong>Este&nbsp; dividia as zonas da expansão marítima pelo meridiano a 370 léguas, a oeste, das ilhas de Cabo Verde. As terras descobertas ou por descobrir, para ocidente desse meridiano, ficariam pertencentes a Espanha. As terras descobertas ou por descobrir para oriente, pertenceriam a Portugal. O atual Brasil ficava incluído na zona&nbsp; portuguesa, pelo que se supõe que o rei já teria conhecimento da existência de terras para ocidente.<br>Em 1491,&nbsp; morre o herdeiro legítimo da coroa, o príncipe D. Afonso, causando um problema de sucessão. Como o rei não conseguiu que o seu filho bastardo, D. Jorge, herdasse o trono, este acabou por ficar em testamento para D. Manuel, irmão da rainha D. Leonor.<br>No final da vida, o rei <strong>D. João II</strong>, devido aos seus problemas de saúde, esteve em tratamento nas Caldas de Monchique. Em 1495, o rei veio a falecer em Alvor, no Algarve. <br><br><strong>Fontes:<br></strong>Infopédia. <em>D. João II.</em> Acedido em 04/05/2023, disponível em https://bit.ly/3MeiATm<br>Infopédia. <em>Dois Reis dos Descobrimentos: D. João II e D. Manuel I. Acedido em 12/05/2023, disponível em https://bit.ly/3I00lhR</em><br>O Portal da História.(2015). <em>D. João II</em>. Acedido em 05/05//2023, disponível em https://www.arqnet.pt/portal/portugal/temashistoria/joao2.html<br>RTP Ensina.(2017). <em>A morte de D. João II.</em> Acedido em 11/05/2023, disponível em https://bit.ly/41wE4iK <br>RTP Ensina.(1977). <em>D. João II, o príncipe perfeito.</em> Acedido em 08/05/2023 disponível em https://bit.ly/42K5nXL<br>Serrão, J. (1971).<em>D. João II</em>. <em>Dicionário de História de Portugal</em><strong><em> </em></strong>( Vol. II ). Lisboa: Iniciativas Editoriais.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2023-05-04 09:16:44 UTC</pubDate>
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         <title>D. Manuel I (1469- 1521) O Venturoso</title>
         <author>conceicaowindle</author>
         <link>https://padlet.com/conceicaowindle/xcbtla0y7nimog2v/wish/2586910760</link>
         <description><![CDATA[<div><strong>D. Manuel I, </strong>filho do infante D. Fernando e de D. Brites, foi um protegido do rei D. João II, seu primo e cunhado, a quem sempre foi dedicado e com quem manteve uma relação filial. Herdou&nbsp; o trono de Portugal, por testamento, pois o herdeiro legítimo, o infante D. Afonso,&nbsp; já tinha&nbsp; falecido. Daí o cognome&nbsp; de <strong><em>Venturoso, </em></strong>que significa «com sorte», pois embora&nbsp; não fosse filho do rei,&nbsp; recebeu o trono.&nbsp; <br>Tendo enviuvado&nbsp; duas vezes, de <strong>D. Isabel </strong>e <strong>D. Maria </strong>(irmãs,&nbsp; filhas dos Reis Católicos), <strong>D. Manuel I</strong> casou, pela terceira vez, com<strong> D. Leonor</strong>, irmã do imperador Carlos V. <br>Quando subiu ao trono, o reino encontrava-se num período de crescimento expansionista, com o poder centralizado nas mãos do rei. <strong>D. Manuel I</strong> vai governar de forma a continuar a garantir o poder absoluto do&nbsp; rei, embora de forma mais tolerante, em alguns aspetos, do que o seu antecessor. Ao longo do seu reinado,&nbsp; reuniu as cortes, apenas quatro vezes. Na administração pública tomou medidas de&nbsp; maior centralização, procedendo à reforma dos tribunais superiores. Contribuiu para o regresso dos nobres que&nbsp; tinham sido obrigados ao exílio no reinado de D. João II. Foi tolerante para com os judeus castelhanos escravizados no reinado anterior mas, em 1496, por decreto, acabou por vir a expulsar os judeus e mouros que não se convertessem ao cristianismo, sob ameaça de perda dos seus bens e de pena de morte.<br>Entre 1512 e 1531 manda reunir e reformar as leis, e publica as <strong>Ordenações Manuelinas. </strong>Fez também uma reorganização&nbsp; fiscal, atualizou os impostos de acordo com as novas moedas, criando o escudo de prata ou português, que também mandou cunhar para facilitar as trocas comerciais. O estado tornou-se mercantilista.<br>No aspeto cultural foi feita a reforma dos Estudos Gerais, com novos planos de estudo e atribuição de bolsas de estudo.<br>Este rei deu continuidade à expansão marítima e, em 8 de julho de <strong>1497</strong>, <strong>Vasco da Gama,</strong> com a sua armada, concretiza a descoberta do caminho marítimo para a Índia, chegando a <strong>Calecute</strong> a 20 de maio de <strong>1498</strong>. Esta descoberta foi de tal importância que&nbsp; <strong>D. Manuel I</strong> recebeu <strong>Vasco da Gama</strong> com grandes festejos, touradas, saltimbancos pelas ruas, música, procissões e até um cortejo real. Como recompensa, <strong>Vasco da Gama</strong> recebeu&nbsp; terras&nbsp; (Vila de Sines e Vila Nova de Milfontes), título de Dom, bem como isenção de impostos&nbsp; e rendas para si,&nbsp; sua família e futuros descendentes.<br>Ainda que a presença portuguesa tenha sido rejeitada pelos muçulmanos que, na altura, dominavam&nbsp; o comércio no Oriente, foi através do sistema de vice-reis, de conquistas de terras e construção de fortalezas que se conseguiu impor e proteger os interesses expansionistas de Portugal, naquela região.&nbsp; O primeiro vice-rei da Índia foi <strong>D. Francisco de Almeida</strong>, seguido de <strong>Afonso de Albuquerque</strong>. Assim se garantiu&nbsp; o monopólio português do comércio e da navegação no Oriente. Todos os anos, o rei enviava uma armada à Índia, através da chamada <strong>Carreira da Índia</strong> ou <strong>Rota do</strong> <strong>Cabo</strong>. De lá vinham as especiarias (pimenta, cravinho, noz-moscada, canela), pérolas, pedras preciosas, as sedas, as porcelanas da China que depois eram comerciadas no resto da Europa.<br>Em <strong>1500</strong>, também ao serviço de <strong>D. Manuel I</strong>, numa dessas viagens à Índia, <strong>Pedro Álvares Cabral</strong>, num desvio&nbsp; da viagem mais para ocidente, descobre o <strong>Brasil</strong>.<br>No norte de África também continuaram as conquistas, nomeadamente, de Safim e Azamor e, no oriente, Goa, Ormuz e Malaca.<br>Neste reinado, ocorreram as grandes viagens em que os portugueses chegaram à <strong>Índia</strong>, ao <strong>Brasil</strong> e chegaram até à <strong>China</strong>. Foram percorridas rotas marítimas entre os quatro continentes: <strong>Europa</strong>, <strong>África</strong>, <strong>América</strong> e <strong>Ásia</strong>. Contactaram-se novas civilizações, novas línguas e costumes, tomou-se contacto com novos animais e novas plantas e foi possível, dar a conhecer uma nova visão do mundo, anteriormente desconhecido. <br>Com as riquezas vindas destes territórios foi possível construir&nbsp; o <strong>Palácio da Ribeira</strong>, o <strong>Mosteiro dos Jerónimos</strong> e a <strong>Torre de Belém</strong>, exemplos de um novo estilo, o <strong>manuelino</strong> caracterizado por representações ligadas ao mar e às viagens marítimas. O rei protegeu a arte e os artistas, surge&nbsp; <strong>Gil Vicente</strong>, criador do teatro português. A sua corte era das mais luxuosas, impressionava&nbsp; o resto da Europa e até&nbsp; o Papa &nbsp; Leão X, a quem mandou uma embaixada, como nunca tinha sido enviada e vista em Roma. Quem mais beneficiou de toda&nbsp; as riqueza vindas do Oriente&nbsp; foi o rei e as famílias de mercadores que enriqueceram com o comércio.&nbsp; Contudo, todo o luxo e ostentação da época&nbsp; não contribuíram para o desenvolvimento do país. Houve o abandono dos campos pela população que, na ilusão, procurava&nbsp; melhor vida&nbsp; e riqueza nas cidades, o que resultou&nbsp; numa onda de pobreza,&nbsp; de mendigos e vagabundos nas ruas.<br><br><strong>Fontes:<br></strong>Albuquerque, L., Alçada, I. e Magalhães, A. M.(1992). <em>Os Descobrimentos Portugueses, As grandes viagens.</em> Vol.&nbsp; II. Lisboa: Caminho.<strong><br></strong>Infopédia. <em>D. Manuel I.</em> Acedido em 11/05/2023, disponível em https://www.infopedia.pt/apoio/artigos/$d.-manuel-i<br>Infopédia. <em>Dois Reis dos Descobrimentos: D. João II e D. Manuel I. Acedido em 12/05/2023, disponível em https://bit.ly/3I00lhR</em><br>O Portal da História.(2015). <em>D. Manuel I</em>. Acedido em 11/05//2023, disponível em https://www.arqnet.pt/portal/portugal/temashistoria/manuel1.html<br>RTP Ensina.(2006). <em>O venturoso D. Manuel I.</em> Acedido em 11/05/2023, disponível em&nbsp; https://ensina.rtp.pt/artigo/d-manuel-i-1469-1521/<br>RTP Ensina.(1977). <em>A descoberta do caminho marítimo para a</em> <em>Índia.</em> Acedido em 11/05/2023, disponível em https://ensina.rtp.pt/artigo/expedicao-india/<br>RTP Ensina.(1999).<em>Descobrimentos, de Ceuta à Índia</em>. Acedido em 11/05/2023, disponível em /https://ensina.rtp.pt/artigo/vasco-da-gama/<br>Serrão, J. (1971).<em>Dicionário de História de Portugal</em><strong><em> </em></strong>( Vol. II ). Lisboa: Iniciativas Editoriais<br><br><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2023-05-11 09:19:43 UTC</pubDate>
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         <title>D. João III (1502-1557) O Piedoso</title>
         <author>conceicaowindle</author>
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         <description><![CDATA[<div><strong>D. João III </strong>subiu ao trono em 1521, após a morte de seu pai, D. Manuel I. Como era ainda solteiro sugeriram-lhe que casasse com a viúva de seu pai, D. Leonor, sua madrasta. Ele&nbsp; recusou porque&nbsp;a mesma já desempenhara o papel de sua mãe.  Embora gostasse muito dela e, anos antes, lhe tivesse sido prometida em casamento, seu pai casou com ela, o que&nbsp; o deixou muito magoado.<br><strong>D. João III</strong> casou, depois, com <strong>D. Catarina de Áustria</strong>, irmã de D. Leonor. Eram os dois muito religiosos. Deste casamento nasceram nove filhos. <br>Este rei deu deu continuidade à política de centralização do poder nas mãos do rei (absolutismo), pelo que só reuniu cortes três vezes, ao longo do seu reinado.<br>Herdou um vasto império muito disperso pelo mundo, em África, na Ásia e na América, que continuou a expandir&nbsp; com&nbsp; as conquistas no Oriente, tendo-se chegado à China e ao Japão. Num tempo em que as comunicações eram&nbsp; difíceis, começaram a surgir problemas na administração dos territórios e, também, a nível financeiro. Eram grandes as despesas com a defesa e&nbsp; manutenção do monopólio português nessas regiões que eram, frequentemente, atacadas.&nbsp; Apesar das riquezas que&nbsp; chegavam a Portugal, o reino estava mergulhado em problemas. Viveu-se um período de várias calamidades: secas, pragas, pestes, fome e terramotos. Estas catástrofes causaram muita mortalidade e diminuição da população, os camponeses abandonaram os campos, outros&nbsp; saíam do reino para procurar melhor vida. O reino estava despovoado, havia falta de gente para trabalhar nos campos e falta de alimentos. <br>Foram abandonadas as praças de Safim, Azamor, Alcácer Ceguer e Arzila, no norte de África por darem mais despesa, na sua defesa, do que lucros,&nbsp; pois eram constantes os ataques dos mouros. <br>Foi também neste período que se procedeu à colonização e exploração do Brasil, inicialmente, através da divisão em capitanias, o que não resultou devido a conflitos entre os capitães donatários, para passar depois ao sistema de <strong>Governador Geral</strong>. O primeiro governador do <strong>Brasil</strong> foi <strong>Tomé de Sousa</strong>.<br><strong>D. João III</strong> desenvolveu muita atividade diplomática, recorreu a empréstimos externos para resolver os problemas do reino e fortaleceu laços, sobretudo, com a Espanha e com a França. Com os países Bálticos e a Polónia, criou a Feitoria de Antuérpia para apoio ao comércio nessa região. <br>Com a sua religiosidade e ligação à Santa Sé ( Roma), trouxe&nbsp; o <strong>Tribunal do Santo Ofício</strong> ,a <strong>Inquisição</strong> para Portugal, o que fez dele uma figura controversa pois usou-o como uma forma de centralização do poder do rei.<br>No aspeto cultural,&nbsp; este foi o período do<strong> Renascimento Português.</strong> A época dos descobrimentos, das viagens marítimas, do contactos com outros povos, com outras culturas, as relações comerciais com mercadores italianos e holandeses proporcionaram o contacto com o movimento renascentista europeu e contribuíram para a evolução do renascimento em Portugal. A corte portuguesa protegeu muitos homens de cultura, nomeadamente,<strong> Gil Vicente</strong>, <strong>Camões</strong>, <strong>Garcia de Resende</strong>, <strong>Damião de Góis</strong>, <strong>Pedro Nunes</strong>, entre outros. Na reforma da Universidade foi criado o&nbsp; <strong>Real Colégio das Artes e Humanidades</strong>, em Coimbra, e <strong>Bolsas de Estudo</strong> para &nbsp; que alguns estudantes portugueses estudassem em universidades europeias.<br>Portugal, foi um dos maiores centros económicos da época,&nbsp; um dos pioneiros na exploração marítima, o que atraiu especialistas das várias áreas do saber astrónomos, matemáticos, construtores navais, homens de cultura e da ciência. Isso possibilitou grandes avanços na cultura, na arte, na ciência náutica, na navegação astronómica, na cartografia, facilitadas pelos registos feitos nas grandes viagens marítimas. Também na medicina  se adquiriram conhecimentos de novas plantas e especiarias com fins medicinais.<br>À data da sua morte de <strong>D. João III</strong>, em 1557, todos os seus filhos tinham já falecido e quem lhe sucedeu foi seu neto, D. Sebastião, que tinha três anos de idade.<br><br><strong>Fontes:<br></strong>Cruz, L., M. A. L. Alçada, I. e Magalhães, A. M.(1995). <em>Os Descobrimentos Portugueses, Nos quatro cantos do mundo.</em> Vol.&nbsp; III. Lisboa: Caminho.<strong><br></strong>Infopédia.(2015). <em>D. João III.</em> Acedido em 22/05/2023, disponível em<strong> </strong>http://bitly.ws/FeMr<br>O Portal da História.(2015). <em>D. João III</em>. Acedido em 23/05//2023, disponível em http://bitly.ws/FeKt<strong> </strong>e<strong> </strong>http://bitly.ws/FeJe<strong><br></strong>RTP Ensina( 2023). D. João III<em>.</em> Acedido em 19/05/2023, disponível em http://bitly.ws/FePR&nbsp; &nbsp;<br>Serrão, J. (1971). <em>D. João III</em>. <em>Dicionário de História de Portugal</em><strong><em> </em></strong>( Vol. II ). Lisboa: Iniciativas Editoriais<br><br><br><br><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2023-05-17 10:19:31 UTC</pubDate>
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         <title>D. Sebastião (1557-1578) O Desejado</title>
         <author>conceicaowindle</author>
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         <description><![CDATA[<div><strong>D. Sebastião </strong>era<strong> </strong>filho do príncipe D. João e de D. Joana de Áustria. Nasceu no dia 20 de janeiro&nbsp; de 1554. O seu avô D. João III morreu em 1557 e, como&nbsp; todos os seus filhos já tinham morrido, sucedeu-lhe no trono&nbsp; o seu neto D. Sebastião, com apenas três anos. Até atingir a idade para governar, quem ficou a reger o reino foi a sua avó <strong>D. Catarina </strong>e, em seguida, o seu tio avô, o <strong>Cardeal D. Henrique</strong>.<br><strong>D. Sebastião</strong>, em 1568, quando atingiu a idade de catorze anos subiu ao trono com o cognome de <strong>«O Desejado». </strong>Nessa altura, o reino estava com dificuldades económicas e, apesar disso, D. Sebastião descuidou o governo do reino, pois estava mais interessado em combater os muçulmanos no Norte de África, apesar dos avisos sobre os perigos<br>dessa decisão.&nbsp; Organizou um exército com cerca de mil e oitocentos homens e, em 1578, partiu para o norte de África, dando continuidade à política de seu avô D. João III e à ambição por vitórias em batalhas.<br>Sob as ordens do rei, o exército marchou até Alcácer Quibir, onde ocorreu uma violenta batalha e aí morreram muitos jovens soldados, incluindo&nbsp; o próprio rei D. Sebastião. <br>O governo de Portugal foi, de novo, entregue ao Cardeal D. Henrique que,&nbsp; tal como o rei D. Sebastião,&nbsp; morreu em 1580, sem deixar descendentes. Esta situação causou um problema de sucessão que levou à perda da independência de Portugal.<br><br><strong>Fontes:<br></strong>Colaço, J. Vicente, G.(2003). <em>D. Sebastião</em>. <em>Enciclopédia Verbo Luso Brasileira de Cultura</em>(Vol. XXVI).Braga: Editorial Verbo<br>Magalhães, E. P. <em>História de Portugal. De D. Sebastião ao último Rei. </em>Sintra: Girassol-edições<em><br></em>Matias, A. Oliveira, A. R. Cantanhede, F. <em>Novo HGP6. História e Geografia de Portugal.(2017).Texto Editores</em><br>Serrão, J. (1973).<em>D. Sebastião</em>. <em>Dicionário de História de Portugal</em><strong><em> </em></strong>( Vol. III ). Lisboa: Iniciativas Editoriais<br><br><strong>Trabalho realizado por:<br>Beatriz Duarte, n.º 3, 6.º Ano, Turma B;<br>Margarida António, n.º 16, 6.º Ano, Turma B;<br>Ano letivo 2022/2023</strong><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2023-05-23 14:05:27 UTC</pubDate>
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         <title>Cardeal D. Henrique (1512-1580) O Casto</title>
         <author>conceicaowindle</author>
         <link>https://padlet.com/conceicaowindle/xcbtla0y7nimog2v/wish/2603072378</link>
         <description><![CDATA[<p>O <strong>Cardeal-rei D. Henrique </strong>era filho de D. Manuel I e de D. Maria de Aragão e Castela, irmão do falecido rei D. João III.&nbsp; <strong>D. Henrique.</strong> </p><p>Era um homem culto e que protegeu a cultura, era um renascentista. Durante a sua educação estudou matemática, aritmética e geometria,&nbsp; astronomia, com Pedro&nbsp; Nunes, letras (humanidades), filosofia, teologia. Foi sempre orientado para uma vida religiosa.&nbsp; Iniciou o seu caminho eclesiástico aos 14 anos, tendo ocupado vários cargos de relevo: arcebispo e bispo. Teve também um papel na <strong>Inquisição</strong>, como inquisidor geral, no reinado de <strong>D. João III</strong>.</p><p>Foi, inicialmente, opositor da vinda da <strong>Companhia d</strong>e <strong>Jesus</strong> para Portugal mas acabou por se tornar devoto desta ordem religiosa. Aos jesuítas&nbsp; atribuiu um papel muito importante na instrução pública criando colégios e&nbsp; fundando a Universidade de Évora, que&nbsp; lhes entregou para dirigir&nbsp; e orientar.</p><p> O <strong>Cardeal D. Henrique</strong> foi regente do reino de 1562 a 1568, até D. Sebastião, seu sobrinho neto, atingir a idade de governar. Depois, assumiu o papel de orientador e mesmo de conselheiro deste, durante a sua governação. Manifestou a sua oposição à decisão da expedição a Marrocos, onde se deu a batalha de Alcácer- Quibir. E, pelas divergências com &nbsp; o rei,&nbsp; acabou por se afastar da Corte.</p><p>Após o desastre de Alcácer Quibir e com a morte de D. Sebastião, <strong>D. Henrique</strong> sobe ao trono em 1578, já com uma idade avançada e doente. Ainda reuniu cortes em Almeirim para resolver o problema da sucessão, uma vez que não tinha descendentes e estava em risco a independência de Portugal. Ainda nomeou cinco governadores para uma regência. Não foi bem sucedido, pois as pretensões dos espanhóis ao trono de Portugal eram evidentes, como em breve se virá a concretizar, em 1580, com a sua morte.</p><p>Este foi o último rei da Dinastia de Avis.</p><p> Em 1580, Portugal viveu um período de fome e de epidemia de peste em que morreram mais de 25.000 pessoas, o que aumentou ainda mais o descontentamento da população pela governação do Cardeal- rei e pela perda da independência.</p><p><br></p><p><strong>Fontes:<br></strong>Infopédia.(2015).<em> Cardeal D. Henrique.</em> Acedido em 24/05/2023, disponível em http://bitly.ws/FvmG </p><p>O Portal da História.(2015).<em>Cardeal D. Henrique</em> . Acedido em 25/05//2023, disponível em<strong> </strong>http://bitly.ws/FvnV e http://bitly.ws/FvCd</p><p>RTP Ensina(1978).<em>Os dilemas de D. Henrique, o rei-cardeal</em> <em>.</em> Acedido em 25/05/2023, disponível em http://bitly.ws/FvrI<strong><br></strong>Serrão, J. (1971).<em>Cardeal D. Henrique</em>. <em>Dicionário de História de Portugal</em><strong><em> </em></strong>( Vol. II ). Lisboa: Iniciativas Editoriais</p><p><br></p><p><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2023-05-24 09:41:35 UTC</pubDate>
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         <title> D. António (1531-1595) Prior do Crato</title>
         <author>conceicaowindle</author>
         <link>https://padlet.com/conceicaowindle/xcbtla0y7nimog2v/wish/2604832548</link>
         <description><![CDATA[<div><strong>D. António Prior do Crato</strong> era neto de D. Manuel I, filho&nbsp; do infante <strong>D. Luís </strong>e de <strong>Violante Gomes</strong>, uma mulher do povo. &nbsp; De acordo com a vontade de seu pai, recebeu&nbsp; educação orientada para a vida eclesiástica: foi educado, inicialmente, pelos monges de S. Jerónimo e, mais tarde, pelos Jesuítas.<br>Após a morte de seu pai, em 1555, por não sentir vocação para a vida eclesiástica abandona-a para viver uma vida mundana, o que desagradou a seu tio, o Cardeal D. Henrique. Por essa razão, foi exilar-se em Castela. Quando <strong>D. Sebastião</strong> subiu&nbsp; ao trono, regressou e recebeu o apoio deste rei que o convidou para lutar no norte de África e até o nomeou Governador de Tânger, em 1574. Em <strong>1578</strong>, junto com o rei participou na batalha de <strong>Alcácer Quibir</strong>, onde ficou prisioneiro mas acabou por ser resgatado e regressar a Lisboa. Após a morte de D. Sebastião, apresentou-se&nbsp; como candidato à sucessão, na tentativa de impedir que Portugal perdesse a independência, caso Filipe II de Espanha subisse ao trono de Portugal, uma vez que era, igualmente, neto de D. Manuel I. Quem ocupou o trono foi o Cardeal D. Henrique, seu tio, com quem, anteriormente, já tivera divergências. O Cardeal D. Henrique conseguiu que a&nbsp; paternidade de D. António fosse considerada ilegítima e afastou-o da Corte retirando-lhe&nbsp; os privilégios. <br> Em 1580, com a morte do Cardeal D. Henrique, que&nbsp; não tinha descendentes, ocorreu nova crise de sucessão. <br>Filipe II vem invadir Portugal para ocupar o trono mas&nbsp; os apoiantes de <strong>D. António</strong> chegaram a aclamá-lo rei, em Santarém, em julho de 1580. Como o rei&nbsp; não tinha um exército preparado, nem armas, nem dinheiro, acabou por ser derrotado na batalha de Alcântara, em agosto de 1580. Filipe II de Espanha, sobe ao trono de Portugal.<br>D. António foi&nbsp; viver para o estrangeiro, aonde procurou apoio e, ainda&nbsp; fez várias tentativas falhadas para libertar Portugal mas, acabou por falecer, em 1595, sem o ter conseguido.<br><br><strong>Fontes:<br></strong>Infopédia.(2023).<em>D. António, Prior do Crato.</em> Acedido em 26/05/2023, disponível em http://bitly.ws/FCr4<br>O Portal da História.(2015). <em>D. António</em>. Acedido em 26/05//2023, disponível em http://bitly.ws/FCru<br>RTP Ensina(1978). <em>D. António, Prior do Crato e defensor de</em> <em>Portugal.</em> Acedido em 26/05/2023, disponível em http://bitly.ws/FCrP<strong><br></strong>Serrão, J. (1971).<em>D. António, Prior do Crato</em>. <em>Dicionário de História de Portugal</em><strong><em> </em></strong>( Vol. I ). Lisboa: Iniciativas Editoriais<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2023-05-25 13:00:33 UTC</pubDate>
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         <title>II DINASTIA</title>
         <author>conceicaowindle</author>
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         <pubDate>2023-10-17 10:59:12 UTC</pubDate>
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         <title>III DINASTIA</title>
         <author>conceicaowindle</author>
         <link>https://padlet.com/conceicaowindle/xcbtla0y7nimog2v/wish/2750644991</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2023-10-17 12:02:21 UTC</pubDate>
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         <title>I DINASTIA</title>
         <author>conceicaowindle</author>
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         <pubDate>2023-10-17 12:03:20 UTC</pubDate>
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         <title>Filipe I (1527-1598)         O Prudente</title>
         <author>conceicaowindle</author>
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         <description><![CDATA[<p><strong>Filipe I </strong>(Filipe II em Espanha) nasceu em 1527, era filho do imperador <strong>Carlos V</strong> e de <strong>D. Isabel de Portugal</strong>, filha de <strong>D. Manuel I</strong>. Homem muito viajado e culto que, desde cedo, foi educado para suceder a seu pai, o que veio a ocorrer em 1543, quando este abdicou em seu nome. Ficou, nessa altura, como regente e tornou-se rei de Espanha em 1555, com o título de Filipe II. Herdou um vasto império, com territórios nos vários continentes, que passou a incluir, também, o reino de Portugal.</p><p>Casou mas, por ter enviuvado três vezes, voltou a casar, pela quarta vez, com D. Ana Maria de Áustria. Deste casamento nasceu o seu sucessor, Filipe III.</p><p>Após o desastre de Alcácer Quibir e com a morte de D. Sebastião, D. Henrique sobe ao trono de Portugal em 1578, já com uma idade avançada, doente e sem descendentes, pelo que foram reunidas cortes para solucionar o problema da sucessão. Em Almeirim, em 1579, apresentaram-se os candidatos, D. Catarina, duquesa de Bragança, D. António Prior do Crato e Filipe II, rei de Espanha, a defender os seus direitos ao trono de Portugal, por serem descendentes de D. Manuel I. Ainda houve confrontos entre o Prior do Crato e Filipe II mas, nas <strong>Cortes de Tomar, </strong>em<strong> 1581</strong>, Filipe II foi declarado rei de Portugal, com o título de <strong>Filipe I</strong>, com o apoio da nobreza portuguesa, que não queria perder os seus privilégios. Foi o início do período da <strong>União Ibérica</strong>.</p><p><strong>Filipe I</strong> jurou respeitar e manter «todos os foros e privilégios, usos e liberdades» que existiam em Portugal nessa época: a língua portuguesa e a moeda mantiveram-se, as decisões legais de política interna eram tomadas em cortes, formadas por portugueses e as terras portuguesas só poderiam ser vendidas, doadas ou herdadas por portugueses.</p><p>Ao fim de dois anos de permanência em Portugal, o rei regressou a Castela, deixando a governação do reino nas mãos do seu sobrinho, cardeal Alberto de Áustria e de vários conselheiros portugueses. Estes formavam o Conselho de Regência, presidido pelo arcebispo de Lisboa, D. Miguel de Castro.</p><p>Durante este reinado, devido à União Ibérica, Portugal viu-se envolvido em conflitos entre Espanha e Inglaterra. E, em retaliação, os ingleses atacavam os portos e outros territórios portugueses. Nesses conflitos de <strong>Filipe I</strong>, causados por prejudicar os interesses comerciais de Inglaterra, ocorreu o episódio trágico da <strong>Invencível Armada</strong> <strong>(1588)</strong>, derrotada pelos ingleses no Canal da Mancha, onde Portugal perdeu quase toda a sua marinha. Este rei acabou por nunca conseguir derrotar Inglaterra e os Países Baixos, no aspeto marítimo e comercial.</p><p>Em Portugal, Filipe I, realizou uma mudança significativa na administração pública: a documentação passou a ser, obrigatoriamente, escrita e arquivada no Arquivo Real. Este rei dedicou-se, pessoalmente, a redigir documentação, anotações nos documentos e ao governo dos seus imensos territórios com culturas, privilégios e interesses diferentes. A sua governação foi orientada pela centralização e fortalecimento do poder real. Era um rei absoluto. Além disso, também era muito interessado em arquitetura e construção. Em Portugal mandou construir o <strong>Mosteiro de S.</strong> <strong>Vicente de Fora</strong> e mandou também restaurar ou construir castelos e fortificações como o <strong>Torreão do Palácio da Ribeira.</strong></p><p>Faleceu a 13 de setembro de 1598, no Escorial e aí foi sepultado no Panteão dos Reis.</p><p><br></p><p><strong>Fontes:</strong></p><p><a rel="noopener noreferrer nofollow" class="Titulo" href="https://arquivomunicipal3.cm-lisboa.pt/X-arqWEB/Result.aspx?id=43445&amp;type=Autoridade"><em>Filipe I. 1527-1598, rei de Portugal</em></a><em>. (s/d). </em>Retirado de</p><p><a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://bitly.ws/38xi5"><strong>https://bitly.ws/38xi5</strong></a></p><p>Amaral, M. (2015). <em>D. Filipe I. </em>Retirado de <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://bitly.ws/39hUe"><strong>https://bitly.ws/39hUe</strong></a></p><p><em>D. Filipe II (I de Portugal).(s/d). </em>Retirado de <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://bitly.ws/39i3a"><strong>https://bitly.ws/39i3a</strong></a></p><p>Serrão, J. ( Dir.). (1971).<em> Dicionário de História de Portugal</em>. (Vol. II, p. 238). Lisboa: Iniciativas Editoriais.</p><p><br></p><p><br></p><p><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2024-01-03 10:55:10 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Filipe II (1578-1621)         O Piedoso </title>
         <author>conceicaowindle</author>
         <link>https://padlet.com/conceicaowindle/xcbtla0y7nimog2v/wish/2850223343</link>
         <description><![CDATA[<p><strong>Filipe II</strong> nasceu em Madrid, em 1578, era filho de <strong>Filipe I</strong> e <strong>D. Ana de Áustria</strong>. Reinou em&nbsp; Portugal de <strong>1598</strong> a <strong>1621</strong>. Casou em 1599 com <strong>D. Margarida de Áustria</strong>.</p><p>Foi chamado  <strong>O</strong> <strong>Pio</strong> devido às suas convicções religiosas. Era um homem culto, muito dado ao desporto (equitação, caça, esgrima) bem como à dança, à pintura e à música, mas muito diferente de seu pai. Como era pouco dedicado à governação e administração, a partir de 1600, entregou o governo de Portugal a um vice-rei, <strong>D. Cristóvão de Moura</strong>. Durante vigência&nbsp;deste, foram tomadas algumas medidas favoráveis a Portugal, ainda que&nbsp; por pouco tempo, como o desenvolvimento da marinha, a abolição dos portos secos e alfândegas e a abertura ao comércio com a Inglaterra e com a Holanda.&nbsp;</p><p><strong>Filipe II</strong>, em 1601, quando mudou a corte para Valladolid, afastou os portugueses da governação, entregando-a ao duque de Lerma. Gradualmente,&nbsp; foi&nbsp; transferindo o poder e os cargos governativos para os castelhanos, nomeando-os&nbsp; ministros do Conselho de Portugal e da Fazenda, o que contrariava o que <strong>Filipe I </strong>tinha jurado cumprir nas <strong>Cortes de</strong> <strong>Tomar</strong>. Esta decisão foi motivo de descontentamento&nbsp; e oposição por parte dos portugueses, para quem a centralização política da<strong> União Ibérica</strong> não era favorável.&nbsp;</p><p>Os territórios ultramarinos, sem proteção, eram frequentemente atacados por ingleses e holandeses, inimigos de Espanha. A agricultura, o comércio e a indústria estavam estagnados, enquanto os&nbsp; impostos aumentavam. Perante esta situação do reino, o descontentamento dos portugueses crescia, cada vez mais.&nbsp;&nbsp;</p><p>Sob o poder da Inquisição, em <strong>1609,</strong> foi legislada a expulsão&nbsp; definitiva dos Mouros e seus descendentes da Península Ibérica, o que teve consequências económicas negativas para Portugal e Espanha: perda de população ativa (mão de obra produtiva) na agricultura e na indústria. Também foram expulsos os hereges e os judeus.</p><p>Em <strong>1603</strong> foram publicadas as <strong>Ordenações Filipinas</strong> que já estavam redigidas desde 1597. Estas estiveram em vigor em Portugal até aos finais do Séc. XIX.</p><p>Na última visita a Portugal, <strong>Filipe II</strong> tomou conhecimento do descontentamento que aqui reinava, perante a sua governação. Partiu doente e, dois anos depois, morreu em Madrid, em 1621. </p><p><br/></p><p><strong>Fontes:</strong></p><p><em>D. Filipe II. 1578-1621, rei de Portugal.</em> Retirado de <em> </em><a rel="noopener noreferrer nofollow" href="http://ln.run/m3Ch2">ln.run/m3Ch2</a></p><p><em>Reis de Portugal - Filipe II de Portugal. </em>(2019). Retirado de</p><p><a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://rb.gy/evda1p">https://rb.gy/evda1p</a></p><p>Serrão, J. ( Dir.). (1971).<em> Dicionário de História de Portugal</em>. (Vol. II, p. 238). Lisboa: Iniciativas Editoriais.</p><p>Sousa, J.S. de. (2015). Portal da História. <em>D. Filipe II</em>.  Retirado de https://rb.gy/ee4eb0<br></p><p><br/></p>]]></description>
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         <pubDate>2024-01-16 11:06:01 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Filipe III (1605- 1665)   O Grande</title>
         <author>conceicaowindle</author>
         <link>https://padlet.com/conceicaowindle/xcbtla0y7nimog2v/wish/2854665710</link>
         <description><![CDATA[<p><strong>Filipe III</strong> de Portugal, IV de Espanha, era filho de <strong>D. Maria de Áustria</strong> e de <strong>Carlos II de Espanha</strong>. Foi casado, primeiramente, com <strong>Isabel de Bourbon</strong>, princesa de França e, posteriormente, com <strong>Maria Ana de Habsburgo</strong>, arquiduquesa de Áustria.</p><p>Em <strong>1621, Filipe III</strong> iniciou, em Portugal, um reinado tumultuoso, de dezanove anos, em que a governação foi entregue ao <strong>duque de Olivares</strong>, seu sobrinho.</p><p>Este reinado foi marcado por problemas políticos e militares que se intensificaram, tanto no reino como no exterior: foram tomadas duras medidas de centralização do poder, lançados impostos pesadíssimos, que sobrecarregavam o povo, e foi intensificado o recrutamento de militares para  defender praças espanholas.  Na mesma altura, em <strong>1634</strong>, a <strong>Duquesa de Mântua </strong>veio para Portugal, como vice-rainha. Em consequência destas decisões, começaram a ocorrer revoltas em Portugal e na Catalunha. Iniciam-se revoltas em Évora, que se foram alargando a todo o reino, nomeadamente, o <strong>Motim das Maçarocas (1629)</strong>, o <strong>Levantamento de Arcozelo (1635)</strong> e a <strong>Revolta do Manuelinho (1637). </strong></p><p>Entretanto, os <strong>Conjurados</strong>, quarenta nobres da aristocracia tradicional reuniram-se, em segredo, para preparar a <strong>Restauração da Independência</strong>, que ocorreu em <strong>Lisboa</strong>, no dia <strong>1 de dezembro de 1640</strong>. Os <strong>Conjurados</strong> assaltaram o palácio, derrubaram a <strong>Duquesa de Mântua</strong> e mataram <strong>Miguel de Vasconcelos</strong>, o secretário de estado. </p><p>Esta revolução, apoiada pelo povo, pôs fim a sessenta anos de domínio filipino e deu início a uma nova dinastia, com a subida ao trono do <strong>duque de Bragança</strong>, com o título de <strong>D.</strong> <strong>João IV</strong>.</p><p><strong>Filipe III </strong>ainda tentou evitar esta revolução e, não o tendo conseguido, entrou em guerra com Portugal, que durará até <strong>1668</strong>.  Foi o período da chamada <strong>Guerra da Restauração.</strong></p><p><br></p><p><strong>Fontes:</strong></p><p>Serrão, J. ( Dir.). (1971).<em> Dicionário de História de Portugal</em>. (Vol. II, p. 238- 239). Lisboa: Iniciativas Editoriais.</p><p>Infopédia.<em> Filipe IV (III de Portugal).</em> Retirado de <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="http://ln.run/Lkrbr">ln.run/Lkrbr</a></p><p>RTP Ensina. <em>Filipe III de Portugal, o último dos filipes. </em>Retirado de <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://rb">https://rb</a><a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://rb.gy/at20dg">.gy/at20dg</a></p>]]></description>
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         <pubDate>2024-01-19 12:55:43 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>IV DINASTIA</title>
         <author>conceicaowindle</author>
         <link>https://padlet.com/conceicaowindle/xcbtla0y7nimog2v/wish/2995999180</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2024-05-16 13:16:02 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>D. João IV (1604-1656)     O Restaurador</title>
         <author>conceicaowindle</author>
         <link>https://padlet.com/conceicaowindle/xcbtla0y7nimog2v/wish/2996016076</link>
         <description><![CDATA[<p><strong>D. João IV</strong>, nasceu em Vila Viçosa, era filho de <strong>D. Teodósio</strong>, sétimo duque de Bragança, e da duquesa <strong>D. Ana Velasco</strong>. </p><p>Foi educado por seu tio D. Diogo de Melo que o treinou em exercícios físicos e montaria. Com o Dr. Jerónimo Soares aprendeu sobre os autores clássicos e teologia. Estudou também música e inglês.</p><p>Após a morte de seu pai tornou-se o oitavo duque de Bragança, quinto duque de Guimarães e terceiro duque de Barcelos, entre outros títulos.</p><p>Em 1633, casou com<strong> D. Filipa de Gusmão</strong>, de origem espanhola, da família de Medina Sidónia.</p><p>Portugal, na época, encontrava-se sob o domínio filipino. Os portugueses, descontentes com essa situação, começaram a pensar no duque de Bragança como o herdeiro legítimo do trono, que deveria ter sido ocupado  por D. Catarina duquesa de Bragança.  O descontentamento popular começou com revoltas em Évora, que acabaram por se estender ao resto do país. Entretanto, os <strong>Conjurados</strong>, um grupo de nobres preparava, em segredo, a restauração da independência. O grupo procurou o duque de Bragança para que aceitasse uma revolução contra o domínio espanhol e assumisse, depois, o trono de Portugal. Este mostrou-se prudente, indeciso e preocupado em evitar suspeitas por parte da duquesa de Mântua que governava o reino. Tanto que, no dia <strong>1 de dezembro de 1640</strong>, não participou na revolução que restaurou a independência. A 15 de dezembro, já presente  em Lisboa, foi aclamado rei com o título de <strong>D. João</strong> <strong>IV</strong>, o que veio a ser, formalmente, oficializado nas <strong>Cortes de Lisboa</strong>, em <strong>1641</strong>, onde prestou juramento. Legitimou-se, assim, a <strong>Restauração da Independência</strong> e iniciou-se uma nova dinastia.</p><p>A reação dos espanhóis contra a independência de Portugal teve início em 1641, na <strong>Batalha de Montijo</strong> e com o <strong>cerco de Elvas</strong>. Contudo, houve  depois um período tréguas até 1659, devido à <strong>Guerra dos Trinta Ano,</strong> em que a Espanha andou em confrontos com os Franceses.</p><p>Entre 1641 a 1656 <strong>D. João IV</strong> procurou apoio militar, financeiro e diplomático junto das outras cortes europeias. Para provar a sua legitimidade, apresentava o facto de que,  em 1580, D. Catarina duquesa de Bragança, de quem era descendente, ser herdeira legítima do trono e não  Filipe II de Espanha, como acontecera. Argumentava, também, com o apoio popular que tinha, baseado no princípio de que o poder é transmitido por Deus ao povo que, depois, o transfere para o rei.</p><p>Em 1640, <strong>D. João IV</strong> criou  o Conselho de Guerra e, posteriormente, uma nova legislação para afirmação da autoridade régia. Confirmou títulos de nobreza já atribuídos anteriormente. Concedeu novos títulos como recompensa à nobreza pelo seu papel fundamental na <strong>Restauração da Independência</strong>. Segundo os historiadores, a sua governação foi pautada por decisões dignas e ponderadas no exercício do poder, na escolha de militares, políticos ou diplomatas, na sua dedicação ao serviço público, mas também, na defesa do poder real, como já foi referido. Em tempo de absolutismo real, não impôs a sua vontade, mas reuniu as cortes cinco vezes. Antes de lançar novos impostos, ouvia os representantes dos vários grupos sociais do reino. Teve sempre preocupação com a defesa pelo que reparou guarnições, e castelos nas zonas fronteiriças, pois receava os ataques de Espanha, tal como  virá a acontecer durante a <strong>Guerra da Restauração</strong>.</p><p>À data da sua morte, em 1656, <strong>D. João IV</strong> deixou o reino organizado tanto a nível administrativo, como diplomático e legislativo.</p><p>Foi um rei culto, músico e compositor, era dono de uma das maiores bibliotecas musicais que, lamentavelmente, desapareceu com o Terramoto de 1755.</p><p>Nas  <strong>Cortes de 1646</strong>, proclamou o culto a <strong>Nossa Senhora da Conceição</strong>, como padroeira de Portugal e entregou a coroa real a Nossa Senhora, como gratidão pela <strong>Restauração da</strong> <strong>Independência</strong>. A partir daí, os reis nunca mais usaram a coroa na cabeça.</p><p><br/></p><p><strong>Fontes:</strong></p><p>Serrão, J. ( Dir.). (1971).<em> Dicionário de História de Portugal</em>. (Vol. II, p. 620-623). Lisboa: Iniciativas Editoriais.</p><p>Amaral, Manuel. (2015). Portal da História. <em>D. João IV. </em>Retirado de</p><p><a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://www.arqnet.pt/portal/portugal/temashistoria/joao4.html">https://www.arqnet.pt/portal/portugal/temashistoria/joao4.html</a></p><p> <em>D. João IV.</em> Retirado de <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://www.infopedia.pt/artigos/%24d.-joao-iv">https://www.infopedia.pt/artigos/$d.-joao-iv</a></p><p><em>Quarta Dinastia.</em> Retirado de <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://www.infopedia.pt/topicos/dominio-da-cultura/historia-de-portugal/quarta-dinastia">https://www.infopedia.pt/topicos/dominio-da-cultura/historia-de-portugal/quarta-dinastia</a></p><p><em>Guerra da Restauração.</em> Retirado de <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://www.infopedia.pt/artigos/%24guerra-da-restauracao">https://www.infopedia.pt/artigos/$guerra-da-restauracao</a></p><p> <em>D. João IV, o rei da restauração. </em>Retirado de <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://ensina.rtp.pt/artigo/d-joao-iv-1604-1656/">https://ensina.rtp.pt/artigo/d-joao-iv-1604-1656/</a></p><p><br/></p>]]></description>
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         <pubDate>2024-05-16 13:22:18 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>D. Afonso VI (1643-1683) O Vitorioso</title>
         <author>conceicaowindle</author>
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         <description><![CDATA[<p><strong>D. Afonso VI</strong>, era filho de  <strong>D. João IV </strong>e de <strong>D. Luísa de Gusmão</strong>, nasceu em 21 de agosto de 1643. </p><p>Na sua infância teve problemas de saúde que afetaram a sua condição física e mental.  Nunca teve qualquer  preparação para governar, ao contrário do seu irmão mais velho, <strong>D. Teodósio</strong>,  que era o herdeiro do trono. </p><p> Em jovem, <strong>D. Afonso</strong> demonstrou sempre comportamentos inadequados, fazendo parte de grupos violentos a quem protegia e que o influenciavam negativamente. Chegou a introduzir na corte António Conti, um humilde mercador de origem italiana, que se aproveitava da sua debilidade, provocando muitos problemas. </p><p>Como o seu irmão mais velho faleceu em 1653,   <strong>D. Afonso</strong>, passou a  ser o herdeiro do trono. Perante  a incapacidade que revelava para a governação, confirmada pelos médicos da corte, após a morte de D. João IV, em 1656, a sua mãe, <strong>D. Luísa de Gusmão</strong>, assumiu a regência do reino. </p><p> E, numa tentativa de resolver os problemas  existentes, incluindo  o da sucessão, reuniu o <strong>Conselho de Estado</strong>. Aí foi decidido afastar as amizades de D. Afonso  e  fazer do seu irmão D. Pedro, o herdeiro do trono. Esta solução  foi contrariada pelo <strong>Conde de Castelo Melhor</strong>, Luís Vasconcelos e Sousa que, ao colocar-se do lado de <strong>D. Afonso</strong>, conseguiu afastar a rainha-mãe e  fazer com que esta lhe devolvesse o trono. Com esta estratégia o Conde acabou ficando com  mais poderes, passando a ser ele quem, na prática, governava em nome de <strong>D. Afonso VI</strong>.</p><p>Neste período, Portugal encontrava-se em guerra com Espanha (<strong>Guerra da Restauração</strong>) e foi vitorioso em batalhas como Elvas, Ameixial, Castelo Rodrigo e Montes Claros, que terminou com a assinatura do Tratado de Paz, em 1668. Por esta razão  é que foi atribuído a D. Afonso VI, o cognome de <strong>«O Vitorioso».</strong></p><p>Apesar das dificuldades em arranjar noiva, <strong>D. Afonso VI </strong>acabou por casar com a Mademoiselle de Aumale, <strong>D. Maria</strong> <strong>Francisca Isabel</strong>, em 1666. Esta, apercebendo-se da incapacidade do rei e vendo que a autoridade estava na mãos do <strong>Conde de Castelo Melho</strong>r, demite-o e afasta todos os apoiantes do rei. </p><p>A nova rainha reune à sua volta um grupo de conjurados  que a apoiam, os quais consultam o infante <strong>D. Pedro</strong> que  aceita a  governação como regente, em 1667. Meses mais tarde, <strong>D. Afonso VI </strong>é levado a abdicar do trono e acabou sendo preso e desterrado para Angra do Heroísmo até 1674. Neste ano regressou ao continente, acabando por viver preso no Palácio de Sintra até à sua morte, em 1683.</p><p><strong> D. Pedro</strong>, que já detinha o poder, em reunião de cortes, foi legitimado como herdeiro do trono. Consegue, também, a anulação do casamento do seu irmão, para depois casar com a sua cunhada, a rainha<strong> D. Maria Francisca Isabe</strong>l.</p><p><br></p><p><strong>Fontes:</strong></p><p>Serrão, J. ( Dir.). (1971). <em>D. Afonso VI</em>.<em> Dicionário de História de Portugal</em>. (Vol. I, p. 44 a 46). Lisboa: Iniciativas Editoriais.</p><p><em>D. Afonso VI</em>. Retirado de <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://arquivomunicipal3.cm-lisboa.pt/X-arqWEB/Result.aspx?id=65610&amp;type=Autoridade">https://arquivomunicipal3.cm-lisboa.pt/X-arqWEB/Result.aspx?id=65610&amp;type=Autoridade</a></p><p><em>D. Afonso VI</em>. Retirado de <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://www.infopedia.pt/artigos/%24d.-afonso-vi">https://www.infopedia.pt/artigos/$d.-afonso-vi</a></p><p><em>D. Afonso VI, o monarca doente. Retirado de </em><a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://ensina.rtp.pt/artigo/d-afonso-vi-1643-1683/">https://ensina.rtp.pt/artigo/d-afonso-vi-1643-1683/</a></p>]]></description>
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         <pubDate>2024-12-12 15:34:48 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>D. Pedro II (1648-1706) O Pacífico</title>
         <author>conceicaowindle</author>
         <link>https://padlet.com/conceicaowindle/xcbtla0y7nimog2v/wish/3301917408</link>
         <description><![CDATA[<p><strong>D. Pedro II</strong>, o filho mais novo de D. João IV e de D. Luísa de Gusmão, nasceu em Lisboa, em 1648. Muito jovem assistiu à morte do seu irmão D. Teodósio, o herdeiro do trono, em 1653 e do seu pai, em 1656. </p><p>Por incapacidade de D. Afonso, o herdeiro do trono,  a sua mãe <strong>D. Luísa de Gusmão </strong>tomou nas suas mãos a regência do reino e  ainda tentou que o filho mais novo, D. Pedro, substituísse o irmão. Contudo, o <strong>Conde de Castelo Melhor</strong>, D. Luís de Vasconcelos e Sousa, defensor de D. Afonso, obrigou a rainha a devolver-lhe o trono. Na realidade, foi uma estratégia do conde para obter poderes já que, com a subida ao trono de <strong>D. Afonso VI</strong>, passou a exercer a autoridade em nome do rei. </p><p>Perante estes factos<strong>, D. Pedro</strong> desenvolveu grande antipatia pelo Conde de Castelo Melhor, especialmente, quando  este conseguiu o casamento de<strong> D. Afonso VI</strong> com <strong>D. Maria Francisca Isabel</strong>, filha do duque de Nemours. Esta, ao aperceber-se das limitações do marido, opôs-se à autoridade do Conde de Castelo Melhor, demitiu-o e afastou todos os apoiantes do rei <strong>D. Afonso VI.</strong></p><p><strong>D. Pedro</strong>, aliou-se à rainha e aos seus apoiantes, os conjurados e realizaram um golpe de estado, em 9 de setembro de 1667. <strong>D. Afonso VI</strong> foi levado a abdicar do trono, ficando <strong>D. Pedro </strong>como regente do reino. Este foi, posteriormente, legitimado como herdeiro do trono, nas <strong>Cortes de 1668</strong>.  Após a anulação do casamento de D. Afonso VI, pelo Papa, <strong>D. Pedro</strong> casou com a cunhada, <strong>D. Maria Francisca Isabel</strong>.</p><p><strong>D. Afonso VI</strong> foi desterrado para os Açores até 1674, altura em que regressou a Portugal, acabando por ser aprisionado no  Palácio de Sintra até à sua morte, em <strong>1683</strong>.  Nessa altura, <strong>D.</strong> <strong>Pedro II</strong> é aclamado rei.</p><p>Para ajudar governação, o rei<strong> </strong>rodeou-se de homens de cultura, como Diogo Rodrigues de Macedo, 3.º Conde da Ericeira, D. Luís de Meneses e outros economistas,  conhecedores das teorias económicas de Colbert, ministro das finanças de Luís XIV. Foi uma tentativa de solucionar a grave crise económica que Portugal vivia, causada pelo domínio filipino e pela Guerra da Restauração. As terras estavam abandonadas, a agricultura em crise e  não haviam indústrias.</p><p>As riquezas vindas do Brasil (açúcar, pau-brasil e outras madeiras, produtos exóticos, pedras preciosas, diamantes e ouro, foram o suporte da economia portuguesa. Em 1678, iniciou-se a fixação de militares e colonos em África, à semelhança do que fora feito no Brasil com a divisão em capitanias, criação de companhias de comércio e de feitorias, sem grande sucesso.</p><p>Neste reinado, Portugal participou na <strong>Guerra da</strong> <strong>Sucessão de Espanha</strong>, por ser aliado de Inglaterra, o que não lhe trouxe quaisquer benefícios.  <strong>D. Pedro II</strong> também assinou  o <strong>Tratado de </strong> <strong>Methuen</strong>, em 1703, que estabelecia a importação dos lanifícios ingleses e a redução das taxas sobre os vinhos portugueses exportados para Inglaterra. Participou, ainda, na <strong>Tripla Aliança </strong>contra o bloco franco-espanhol, o que obrigou Portugal a ceder um exército aos aliados, mas em que a aliança luso-inglesa acabou derrotada.</p><p>Ainda que de uma forma muito incipiente, foi neste reinado que o Conde da Ericeira iniciou as bases da indústria portuguesa e que foram fixados os regimentos da administração camarária no que respeita a arruamentos, melhoramentos, trânsito, iluminação e segurança das localidades.   </p><p><strong>D. Pedro II</strong> morreu em 1706 e o seu sucessor foi<strong> D. João V</strong>, filho do seu segundo casamento com D. Maria Sofia de Neuburgo.</p><p>Foi um reinado atribulado tanto na política interna como externa. A nível cultural, na literatura destaca-se o Padre António Vieira, como  religioso, escritor e orador. Na arquitetura e na pintura predominou o estilo barroco, cuja característica principal é o excesso de decoração ornamental e a talha dourada.</p><p><br/></p><p><strong>Fontes:</strong></p><p>Serrão, J. ( Dir.). (1971). <em>D. Pedro II</em>.<em> Dicionário de História de Portugal</em>. (Vol. III, p. 335 a 336). Lisboa: Iniciativas Editoriais.</p><p><em>D. Pedro.</em> Retirado de </p><p><a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://www.arqnet.pt/portal/portugal/temashistoria/pedro2.html">https://www.arqnet.pt/portal/portugal/temashistoria/pedro2.html</a></p><p><em>D. Pedro II</em>. Retirado de</p><p><a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://www.infopedia.pt/artigos/%24d.-pedro-ii">https://www.infopedia.pt/artigos/$d.-pedro-ii</a></p><p><em>Pedro II. 1648-1706, rei de Portugal. </em>Retirado de <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://arquivomunicipal3.cm-lisboa.pt/x-arqweb/Result.aspx?id=65079&amp;type=Autoridade">https://arquivomunicipal3.cm-lisboa.pt/x-arqweb/Result.aspx?id=65079&amp;type=Autoridade</a></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-01-23 13:54:27 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>D. João V (1689- 1750)    O Magnânimo</title>
         <author>conceicaowindle</author>
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         <description><![CDATA[<p><strong>D. João V</strong> nasceu em Lisboa, em 1689, era filho de  D. Pedro II e de D. Maria Sofia de Neuburgo. Subiu ao trono em 1707 para iniciar um reinado de 43 anos. Casou, em 1708, com D. Maria Ana de Áustria e dessa união nasceram seis filhos.</p><p>Naquela época, Portugal participava na <strong>Guerra da Sucessão de Espanha</strong>, que D. João V continuou a apoiar até ao fim, em 1714, com a assinatura do Tratado de Utrecht. Em 1715, a paz  ficou estabelecida quando a Espanha e a França aceitaram a soberania de Portugal sobre o Brasil.</p><p><strong>D. João V</strong> perante a instabilidade   do resto da Europa  adotou uma posição de neutralidade, procurou sempre manter relações políticas de estabilidade. O seu interesse era manter as relações políticas e comerciais atlânticas. A sua aliança com Inglaterra baseava-se em vantagens comerciais e estratégicas. </p><p>Como Portugal beneficiava grandemente com as riquezas vindas do Brasil,<strong> D. João V</strong> preocupou-se em defender as suas fronteiras, em povoar e administrar esse território. Isso deu-lhe autonomia económica e uma posição estratégica privilegiada no Atlântico e também no Índico.</p><p>Este poder económico permitiu-lhe, à semelhança de Luís XIV, em França, exercer uma governação baseada no <strong>absolutismo régio</strong>, também designado por absolutismo joanino, em que o poder estava centralizado nas mãos do rei, sem nunca reunir as cortes. O rei reformou a governação, criando três Secretarias de Estado</p><p>(a da Guerra, a da Marinha e  dos Negócios Estrangeiros) e a todas presidiu. </p><p>A sociedade portuguesa estava dividida em<strong> três estado</strong>s ou ordens: os privilegiados, <strong>o clero e a nobreza</strong>, detentoras de poder e de riqueza, estavam isentos do pagamento de impostos e ainda recebiam rendas do povo; os não privilegiados, <strong>o terceiro estado</strong>, o povo (agricultores, comerciantes, artesãos, mercadores e  assalariados) eram a maioria da população. Estes eram os que os que viviam com mais dificuldades e os que pagavam  impostos. </p><p>O clero detinha o poder religioso mas também político, exercendo altos cargos na governação e através do <strong>Tribunal do Santo Ofício</strong>, ou da <strong>Inquisição</strong>. O mesmo tinha poderes ilimitados para castigar os que se desviassem da fé católica, que tivessem outras práticas consideradas pagãs, ou que praticassem outra religião, como os judeus. As penas atribuídas iam desde perseguição, castigos corporais, prisão, desterro ou a morte pela fogueira, nos autos de fé . Estes eram um espetáculo público a que assistia, muitas vezes, a família real e que toda a população era convidada a assistir. </p><p>Na corte vivia-se uma vida de esplendor, de luxo, com uma intensa vida social e intelectual, da qual fazia parte a leitura,  de que o rei era amante (adquiriu milhares de livros, criou grandes bibliotecas)  e ainda a ópera italiana, as touradas ou o teatro.</p><p><strong>D. João V</strong> foi um dos grandes mecenas da Europa setecentista que muito investiu na Cultura, nas Ciências e nas Artes, que  convidou  os melhores artistas e arquitetos  estrangeiros da época para construir obras monumentais. Por isso, foi-lhe atribuído o cognome de «O Magnânimo».</p><p>As toneladas de ouro, pedras preciosas e os diamantes  vindos do Brasil possibilitaram ao rei  todo esse investimento, realizando obras públicas grandiosas: o <strong>Aqueduto das Águas Livres</strong>, o <strong>Convento de Mafra </strong>com o famoso carrilhão, o maior do mundo, em quantidade de sinos, a <strong>Torre dos Clérigos</strong>, entre outras.</p><p>Ao proteger as belas-artes possibilitou o desenvolvimento do estilo barroco português na arquitetura, no azulejo, no mobiliário, tendo atingido o seu esplendor na pintura, na escultura em madeira e pedra, na talha dourada, na ourivesaria e nas artes em geral. </p><p><strong>Nicolau Nasoni</strong>, artista italiano, deixou no Porto e na zona norte de Portugal, vasta obra de arquitetura, de arte e de decoração barroca. Este estilo artístico identifica-se, principalmente, pelo movimento e exagero na decoração e na talha dourada, ou seja, pelo luxo nos elementos decorativos das igrejas e dos palácios. </p><p>Nesta época desenvolveu-se também o barroco musical português, por influência da música italiana, em que se destacaram compositores como <strong>Carlos Seixas</strong>, <strong>João</strong> <strong>Rodrigues Esteves</strong>, entre outros.</p><p><strong>D. João V</strong> criou a <strong>Real Academia</strong> <strong>de História </strong>(1720) com o objetivo de preservar o conhecimento do património histórico e também fundou a <strong>Biblioteca da Universidade de Coimbra </strong>e  a <strong>Biblioteca do Convento de Mafra.</strong></p><p>Como obra de inovação pedagógica deste período  destaca-se <em>O Verdadeiro Método de Estuda</em><strong><em>r</em></strong><em> </em>(1746) de <strong>Luís António Verney</strong>. O mesmo propunha uma educação progressista, mais baseada na experiência dos alunos, contrariamente ao estudo teórico dos jesuíta. </p><p>No estilo barroco aplicado à literatura, surgem nomes como <strong>António José da Silva</strong>, o Judeu, importante dramaturgo português deste período, assim como, <strong>D. Francisco Manuel</strong> <strong>de Melo</strong> que publicou o cancioneiro <em>Fénix Renascida</em><strong><em>.</em></strong></p><p><br/></p><p><strong>Fontes:</strong></p><p>Serrão, J. ( Dir.). (1971). <em>D. João V</em>.<em> Dicionário de História de Portugal</em>. (Vol. II, p. 623 a 626). Lisboa: Iniciativas Editoriais.</p><p><em>António José da Silva. </em>Retirado de <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://www.infopedia.pt/artigos/%24antonio-jose-da-silva">https://www.infopedia.pt/artigos/$antonio-jose-da-silva</a></p><p><em>Barroco Joanino</em>. Retirado de <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://ensina.rtp.pt/artigo/barroco-joanino-no-altar-da-igreja-de-s-domingos/">https://ensina.rtp.pt/artigo/barroco-joanino-no-altar-da-igreja-de-s-domingos/</a></p><p><em>D. João V.</em> Retirado de <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://www.infopedia.pt/artigos/%24d.-joao-v">https://www.infopedia.pt/artigos/$d.-joao-v</a></p><p><em>Época de D. João V. </em>Retirado de <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://www.infopedia.pt/artigos/%24epoca-de-d.-joao-v">https://www.infopedia.pt/artigos/$epoca-de-d.-joao-v</a>s</p><p><em>João V, um reinado de ouro</em>.   Retirado de <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://ensina.rtp.pt/artigo/joao-v-um-reinado-de-ouro/">https://ensina.rtp.pt/artigo/joao-v-um-reinado-de-ouro/</a></p><p><em>João V. 1689-1750, rei de Portugal</em>. Retirado de <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://arquivomunicipal3.cm-lisboa.pt/x-arqweb/Result.aspx?id=34944&amp;type=Autorida">https://arquivomunicipal3.cm-lisboa.pt/x-arqweb/Result.aspx?id=34944&amp;type=Autorida</a>de</p><p><em>João V.</em>&nbsp;Retirado de <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://www.arqnet.pt/dicionario/joao5.html">https://www.arqnet.pt/dicionario/joao5.html</a></p><p><em>No reinado de D. João V.</em> Retirado de <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://ensina.rtp.pt/dossie/memorial-do-convento-era-uma-vez-o-romance-de-jose-saramago/no-reinado-de-d-joao-v-ou-no-tempo-de-d-joao-v/">https://ensina.rtp.pt/dossie/memorial-do-convento-era-uma-vez-o-romance-de-jose-saramago/no-reinado-de-d-joao-v-ou-no-tempo-de-d-joao-v/</a> </p><p><em>O absolutismo em Portugal</em>. Retirado de <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://ensina.rtp.pt/explicador/o-absolutismo-em-portugal-h53/">https://ensina.rtp.pt/explicador/o-absolutismo-em-portugal-h53/</a></p><p><em>Reis, Rainhas e Presidentes de Portugal. D. João V.</em> Retirado de <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://www.arqnet.pt/portal/portugal/temashistoria/joao5.html">https://www.arqnet.pt/portal/portugal/temashistoria/joao5.html</a></p><p>&nbsp;</p><p><br/></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-02-07 10:16:15 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>D. José I (1714-1777)         O Reformador </title>
         <author>conceicaowindle</author>
         <link>https://padlet.com/conceicaowindle/xcbtla0y7nimog2v/wish/3429620896</link>
         <description><![CDATA[<p><strong>D. José I</strong> nasceu em Lisboa em <strong>1714</strong>, era filho de <strong>D. João V </strong>e de<strong> D. Maria Ana de Áustria</strong>. Casou em <strong>1729</strong> com <strong> D. Mariana Vitória de Bourbon</strong>, filha de Filipe V e dessa união nasceram quatro filhas.</p><p><strong> D. José  I</strong> assumiu o trono entre <strong>1750</strong> e <strong>1777</strong>, dando continuidade ao <strong>absolutismo régio</strong> de seu pai. Contudo, este reinado ficou marcado pela atuação de <strong>Sebastião José de Carvalho e Melo,  </strong>o<strong> Marquês de Pombal</strong>, seu ministro, no qual depositou a máxima confiança na administração do reino. Esta decisão  desagradou à <strong>nobreza</strong> e à <strong>Companhia</strong> <strong>de Jesus</strong> por virem a perder  privilégios.  O rei, tal como seu pai, adotou uma política de neutralidade perante os restantes reinos europeus, não se envolvendo na Guerra dos Sete Anos. </p><p>Nesta época vivia-se uma crise económica devido à redução do ouro do Brasil e também  pela concorrência de outras potencias coloniais. Cinco anos após a subida ao trono de D. José I, ocorreu o <strong>Terramoto de 1755</strong>, que  agravou ainda mais a situação económica do reino. Lisboa  ficou em ruínas, assim como muitas outras partes do reino, nomeadamente, Vila Real de S. António, no Algarve. A família real após a catástrofe passou a viver numa residência de madeira, a <strong>Real Barraca</strong>, localizada no Alto da Ajuda. </p><p>O <strong>Marquês de Pombal </strong>destacou-se nas medidas pragmáticas que tomou a seguir ao terramoto: acudir aos vivos, enterrar os mortos e proceder à reconstrução dos edifícios. Lisboa reconstruída tornou-se numa cidade moderna, com um traçado retilíneo,  com ruas largas, com passeios calcetados e esgotos, obra dos arquitetos <strong>Eugénio</strong> <strong>dos Santos</strong>, <strong>Manuel da Maia</strong> e <strong>Carlos Mardel</strong>. Além disso, os edifícios passaram a ter estruturas de proteção  contra sismos (a gaiola), fachadas  e altura pré-definidas e vidros nas janelas, o que proporcionava  maior conforto.</p><p>Durante este reinado, foram implementadas várias outras reformas: a reorganização do exército; a criação da <strong>Intendência Geral da Polícia</strong>; medidas para proteger a indústria, a agricultura e o comércio (a criação  de <strong>fábricas de lanifícios da Covilhã, Portalegre e Fundão, </strong>da<strong> Real</strong> <strong>Fábrica da Seda</strong> e da <strong>fábrica de vidros</strong> na <strong>Marinha Grande</strong> bem como das <strong>Companhias das Vinhas do Alto Douro, Grão Pará e Maranhão, Paraíba </strong>e<strong> Pernambuco</strong>). Também foram feitas reformas no ensino superior,  foi criado<strong> o ensino secundário,</strong> o<strong> Real Colégio dos Nobres, </strong>a<strong> Aula do Comércio </strong>e os mestres régios foram incluídos no ensino primário.</p><p><strong>D. José I</strong>, supostamente, foi vítima de um atentado em 3 de</p><p>setembro de <strong>1758</strong> e os  <strong>marqueses de Távor</strong>a, o <strong>conde de Atouguia </strong>e o<strong> duque de Aveiro</strong>, considerados culpados, foram presos e condenados à morte. </p><p>Em <strong>1776</strong>, <strong>D. José I </strong>adoeceu gravemente  e  a rainha <strong>D. Maria</strong> <strong>Ana</strong> ficou como regente até à morte do rei, que ocorreu no ano seguinte.</p><p><br></p><p><strong>Fontes:</strong></p><p>Serrão, J. ( Dir.). (1971). <em>D. José I</em>.<em> Dicionário de História de Portugal</em>. (Vol. II, p. 630 a 631). Lisboa: Iniciativas Editoriais.</p><p><em>D. José, o rei que mandou reconstruir Lisboa.</em> Retirado de</p><p><a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://ensina.rtp.pt/artigo/d-jose-i-1714-1777/">https://ensina.rtp.pt/artigo/d-jose-i-1714-1777/</a></p><p><em>D. José I</em>. Retirado de </p><p><a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://www.infopedia.pt/artigos/$d.-jose-i">https://www.infopedia.pt/artigos/$d.-jose-i</a></p><p><em>José. 1714-1777, rei de Portugal. </em>Retirado de  <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://arquivomunicipal3.cm-lisboa.pt/X-arqWEB/Result.aspx?id=65198&amp;type=Autoridade">https://arquivomunicipal3.cm-lisboa.pt/X-arqWEB/Result.aspx?id=65198&amp;type=Autoridade</a> </p><p><br></p><p>  </p>]]></description>
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         <pubDate>2025-04-29 09:27:12 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>D. Maria I (1734-1816)     A Piedosa</title>
         <author>conceicaowindle</author>
         <link>https://padlet.com/conceicaowindle/xcbtla0y7nimog2v/wish/3463274923</link>
         <description><![CDATA[<p>A rainha<strong> D. Maria I</strong> nasceu em <strong>1734</strong>, era  filha de <strong>D. José I</strong> e de <strong>D. Maria Ana Vitória</strong>. Recebeu, inicialmente, o título de princesa da Beira e, mais tarde, de Princesa do  Brasil.  Em 1760 casou com<strong> D. Pedro</strong>, seu tio. </p><p>Da sua cuidada educação fez parte o estudo de Línguas, Música, Desenho e Pintura. Também recebeu formação espiritual e religiosa, que muito marcou a sua devoção, daí vem  o seu cognome de <strong>« A Piedosa »</strong>.</p><p><strong>D. Maria I</strong> subiu ao trono, em <strong>1777,</strong> foi a primeira mulher a ocupar o trono de Portugal. Como rainha, afastou da governação o anterior ministro de seu pai,  o <strong>marquês de Pombal</strong>.  Este opusera-se  a que <strong>D. Maria I</strong>  subisse ao trono, pressionando para que  esta renunciasse a favor do seu filho <strong>D. José</strong>,  ou que o rei <strong>D. José I</strong>  abdicasse a favor do neto.  Ainda em tempo de seu pai, <strong>D. Maria I</strong> fora afastada dos assuntos políticos e excluída do Conselho de Estado, do qual deveria fazer parte, por ser a herdeira do trono.  A rainha nunca aprovou a atuação do <strong>marquês de</strong> <strong>Pombal </strong>quando este, enquanto ministro, retirou privilégios à <strong>nobreza</strong>  e perseguiu os <strong>Jesuítas</strong>. Achou que fora um erro que deveria ser corrigido, pois achava que a igreja e a alta nobreza deveriam voltar a ter influência sobre o Estado. Por isso, mandou  libertar alguns dos presos políticos adversários do <strong>marquês de Pombal</strong>.</p><p>Nessa altura, o comércio português voltou a fazer-se pela <strong>Rota do Cabo</strong> e a rainha extinguiu as companhias de comércio de <strong>Pernambuco</strong>, <strong>Paraíba</strong>, <strong>Grão-Pará </strong>e <strong>Maranhão</strong>, liberalizando, assim, a economia portuguesa. Criou a Junta de administração de todas as fábricas do Reino e Águas Livres e estimulou a <strong>criação de novas manufaturas</strong>.</p><p>Estabeleceu, ainda, um tratado de navegação e comércio com a Rússia.</p><p>Durante a sua governação foi produzida muita legislação, tendo sido criado um novo <strong>Código de Leis do Rein</strong>o.</p><p>No que se refere à política internacional, o reinado de <strong>D.</strong> <strong>Maria I</strong>  foi contemporâneo do conflito para a independência das colónias americanas pelos ingleses e da revolução francesa de 1789, mas  a rainha procurou manter a neutralidade. Também resolveu o conflito com Espanha, quando assinou os tratados, de <strong>Santo Ildefonso</strong>, em  outubro de <strong>1777</strong>, e o do <strong>Prado</strong>, em <strong>1778</strong>, que delimitou as zonas portuguesa e espanhola na América do Sul.</p><p>No âmbito da cultura,  <strong>D. Maria I</strong> criou a <strong>Real Academia das Ciências de Lisboa</strong>, a <strong>Aula Régia de Desenho de Lisboa</strong> e a <strong>Aula Pública de Debuxo e Desenho no Porto</strong>. Fundou, ainda, a <strong>Real Biblioteca Pública de Lisboa, </strong>a<strong> Academia Real da Marinha,</strong> o <strong>Teatro de S. Carlos </strong>em Lisboa<strong> e o Teatro de S. João do Porto</strong> e<strong> Real Casa Pia de Lisboa</strong>.  Esta instituição de solidariedade social tinha creche, recebia crianças orfãs e abandonadas, prostitutas e mendigos. Acabou tornando-se numa escola inovadora no ensino técnico-profissional, musical e artístico, que perdura em atividade até hoje.</p><p>Abriu numerosas <strong>escolas primária</strong>s e, para assistência aos doentes, criou <strong>hospitais</strong> no Brasil e no reino. Aumentou os apoios da Misericórdia de Lisboa, criando a <strong>lotaria</strong>. Foi, também, durante este reinado que  Lisboa passou a ter  iluminação pública.</p><p>Em <strong>1788</strong>, morreu  o seu filho <strong>D. José</strong>, o herdeiro do trono, o que  abalou a  saúde mental da rainha <strong>D. Maria I</strong>, pelo que a partir de a partir de <strong>1799</strong>, o seu filho <strong>D. João</strong>, o futuro rei D. João VI, assumiu a <strong>regência </strong>do reino.</p><p> Em <strong>1807</strong>, perante o perigo das invasões  francesas, a família real  embarca para o Brasil.<strong> D. Maria I</strong> faleceu em <strong>1816</strong>, no <strong>Rio de Janeiro</strong>, sendo transladada e sepultada na Basílica da Estrela, em 1821, aquando do regresso da família real do Brasil.</p><p><br/></p><p><strong>Fontes:</strong></p><p>Serrão, J. ( Dir.). (1971). <em>D. Maria I</em>.<em> Dicionário de História de Portugal</em>. (Vol. II, p. 927 a 931). Lisboa: Iniciativas Editoriais.</p><p><em>A casa Pia no antigo regime (1780-1807)</em>. Retirado de <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://casapia.pt/casa-pia-de-lisboa/historia/">https://casapia.pt/casa-pia-de-lisboa/historia/</a></p><p><a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://www.arqnet.pt/portal/portugal/temashistoria/maria1.html"><em>D. Maria I</em> . Retirado de</a></p><p><a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://www.arqnet.pt/portal/portugal/temashistoria/maria1.html">https://www.arqnet.pt/portal/portugal/temashistoria/maria1.html</a></p><p><em>D. Maria I</em>. Retirado de <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://www.infopedia.pt/artigos/$d.-maria-i">https://www.infopedia.pt/artigos/$d.-maria-i</a></p><p><em>D. Maria I, a primeira rainha</em>. Retirado de <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://ensina.rtp.pt/artigo/d-maria-1/">https://ensina.rtp.pt/artigo/d-maria-1/</a></p><p><a rel="noopener noreferrer nofollow" class="Titulo" href="https://arquivomunicipal3.cm-lisboa.pt/X-arqWEB/Result.aspx?id=65619&amp;type=Autoridade"><em>Maria I. 1734-1816, rainha de Portugal. </em>Retirado de </a><a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://arquivomunicipal3.cm-lisboa.pt/X-arqWEB/Result.aspx?id=65619&amp;type=Autoridade">https://arquivomunicipal3.cm-lisboa.pt/X-arqWEB/Result.aspx?id=65619&amp;type=Autoridade</a></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-05-22 13:36:12 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>D. João VI (1767-1826)    O Clemente</title>
         <author>conceicaowindle</author>
         <link>https://padlet.com/conceicaowindle/xcbtla0y7nimog2v/wish/3599403820</link>
         <description><![CDATA[<p><strong>D. João VI </strong>nasceu em <strong>1767 </strong>e  era filho de <strong>D. Maria I</strong> e de <strong>D. Pedro III</strong>. Casou com <strong>D. Carlota Joaquina</strong>, em <strong>1785</strong>, e desta união nasceram vários filhos.</p><p>Em <strong>1788</strong>, com a morte de seu irmão D. José,  tornou-se o herdeiro do trono. Reinava nessa altura, a sua mãe <strong>D. Maria I </strong>mas, por doença mental da rainha, <strong>D. João</strong> passou a assumir cargos governativos a partir de<strong>  1792</strong>. Em<strong> 1799,</strong>  tornou-se regente do reino e, só em <strong>1816</strong>, à data da morte da sua mãe, é que se tornou rei de Portugal.</p><p>Devido às <strong>Invasões Francesas</strong>, a corte portuguesa tinha partido para o Brasil em <strong>1807</strong>, em 15 navios com cerca de 15000 pessoas mais os seus pertences. Foi a forma de assegurar a continuidade dinástica e a independência do reino.</p><p>No período de ausência da Corte portuguesa, Portugal sofreu três invasões francesas (1807; 1809; 1810) ordenadas por Napoleão Bonaparte. Foi um período de  lutas terríveis para derrotar os franceses que culminaram com o fim da Guerra Peninsular, em 1814.</p><p>Enquanto a família real continuava no Brasil, mesmo após o fim da guerra, quem passou a governar Portugal foi o </p><p><strong>General Beresford</strong>, o que provocou o descontentamento  da população que, embora grata pela ajuda dos ingleses durante as invasões, não aceita de bom grado ser governada por estrangeiros. O que pretendiam era o regresso da família real do Brasil.</p><p>Por influência dos ideais da <strong>Revolução Francesa   </strong>(<strong>Liberdade, Igualdade, Fraternidade</strong>) começaram a surgir as ideias liberais que propunham mudanças na forma de governar.  Em vez da monarquia absoluta vigente, em que o rei tinha todos os poderes,  ambicionavam que o poder político fosse dividido,  que fosse criada uma <strong>Constituição </strong>(conjunto de leis), a que até o rei teria de obedecer. A <strong>1.ª revolta liberal</strong> foi  preparada em <strong>1817</strong>, liderada pelo <strong>General Gomes Freire de Andrade, </strong>mas os revoltosos  acabaram por ser descobertos e enforcados. Contudo, as ideias permaneceram e, em <strong>1820</strong>, ocorreu  a <strong>Revolução Liberal</strong> liderada por  <strong>Manuel Fernandes Tomás, </strong>donde resultou a formação<strong> </strong>de um <strong>Governo Provisório.</strong></p><p>Perante tais acontecimentos, <strong>D. João VI, </strong>em <strong>1821</strong>,  foi forçado a regressar a Portugal e a pactuar com o <strong>constitucionalismo</strong>.</p><p>Até à chegada do rei, realizaram-se eleições, algo novo em Portugal,  mas em que só votaram os homens com mais de 25 anos, para elegerem os deputados que iriam redigir a <strong>Constituição.</strong></p><p>Antes de desembarcar, <strong>D. João VI</strong> teve de jurar que iria cumprir a <strong>Constituição</strong>, abdicando do poder absoluto que tinha tido até então. </p><p>A <strong>1.ª Constituição Portuguesa</strong>  ficou concluída em <strong>1822</strong>, baseava-se  nos princípios de  <strong>liberdade</strong> e na <strong>igualdade</strong> dos cidadãos perante a lei, retirava o poder absoluto ao  rei e os privilégios à nobreza e ao clero. Enquanto na <strong>monarquia absoluta</strong>  o rei tinha todos os poderes, de acordo com a  <strong>Constituição</strong> liberal  os poderes ficaram tripartidos de forma independente: o poder <strong>legislativo</strong> (fazer as leis) pertencia às Cortes, aos deputados; o poder <strong>executivo</strong>( governar e fazer cumprir as leis) ao rei e secretários de Estado  e o poder <strong>judicial</strong> ( julgar quem não cumprisse as leis) era atribuído aos tribunais e aos juízes.</p><p><strong>D. João VI  </strong>jurou a Constituição mas a rainha <strong>D. Carlota Joaquina</strong> não o fez e, por isso, esteve para ser expulsa do reino mas,  em vez disso, foi forçada a ir residir no Palácio do Ramalhão, em Sintra. Aí continuou a reunir-se com os partidários do absolutismo real, incluindo o seu filho<strong> D. Miguel</strong>.</p><p>Entretanto, o príncipe <strong>D. Pedro</strong>, herdeiro do trono de Portugal ficara no Brasil e rejeitava regressar ao reino, acabou por declarar a <strong>Independência do Brasil, </strong>em<strong> 1822,</strong> tornando-se <strong>Imperador</strong>. Esta decisão de separação do Brasil não agradou aos portugueses.</p><p><strong>D. Miguel</strong> juntamente com <strong>D. Carlota Joaquina</strong> e seus apoiantes conspiravam para que o rei <strong>D. João VI</strong> voltasse a ter poder absoluto e, em 1823, ocorreu o golpe  conhecido por <strong>Vila Francada</strong>, liderado por <strong>D. Miguel</strong>, com esse mesmo objetivo e porque consideravam que as ideias liberais eram a causa de todos os problemas do reino.</p><p>A fase final do reinado de D. João VI foi marcada por um período de muita instabilidade e de revoltas, ora dos liberais,  ora dos absolutistas, como a <strong>Abrilada</strong>, em <strong>1824</strong>, liderada por <strong>D. Miguel</strong>. Seguiram- se as prisões e as perseguições dos revoltosos. <strong>D. João VI</strong> acabou  pedindo ajuda  a embaixadores estrangeiros, chegando a refugiar-se num navio inglês que se encontrava no rio Tejo. Daí chamou o seu filho <strong>D. Miguel</strong> e ordenou-lhe a expulsão do reino. Tal ação contra o filho preferido não agradou à rainha.</p><p> Contudo, o rei voltou a terra, ao palácio da Bemposta, ao governo do reino. </p><p>Em <strong>1826</strong>, morre <strong>D. João VI, </strong>por suspeita de envenenamento.</p><p>Perante os acontecimentos, o rei já tinha decretado, anteriormente que, por sua morte,  até ao regresso de <strong>D.</strong> <strong>Pedro</strong>, o governo seria entregue a sua filha <strong>Isabel Maria</strong>.</p><p>Por não regressar ao reino e por ter contribuído para a perda do Brasil,<strong> D. Pedro</strong> foi acusado de traidor pelos absolutistas, que consideravam  que o seu irmão <strong>D. Miguel</strong> é que deveria ocupar o trono. Levantou-se, assim,  a dúvida  sobre qual dos irmãos seria o herdeiro legítimo do trono. </p><p><br></p><p><strong>Fontes:</strong></p><p>Serrão, J. ( Dir.). (1971). <em>D. João VI</em>.<em> Dicionário de História de Portugal</em>. (Vol. II, p. 626 a 628). Lisboa: Iniciativas Editoriais.</p><p>Alçada, Isabel, Magalhães, Ana Maria.(1993).<em>Um trono para dois irmãos.</em>(p.193 a 219).Lisboa: Editorial Caminho.</p><p><em>A fuga da família real para o Brasil. </em>Retirado de <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://ensina.rtp.pt/artigo/a-fuga-para-o-brasil-da-familia-real/">https://ensina.rtp.pt/artigo/a-fuga-para-o-brasil-da-familia-real/</a></p><p> <em>A independência do Brasil</em>.  Retirado de https://ensina.rtp.pt/artigo/a-independencia-do-brasil/</p><p><em>D. João VI.</em> Retirado de <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://www.infopedia.pt/artigos/$d.-joao-vi">https://www.infopedia.pt/artigos/$d.-joao-vi</a></p><p><em>D. João VI.</em> Retirado de <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://www.arqnet.pt/portal/portugal/temashistoria/joao6.html">https://www.arqnet.pt/portal/portugal/temashistoria/joao6.html</a></p><p><em>D. João VI.</em> Retirado de <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://osce.missaoportugal.mne.gov.pt/pt/sobre-portugal/historia">https://osce.missaoportugal.mne.gov.pt/pt/sobre-portugal/historia</a></p><p><em>O assassinato de D. João VI.</em> Retirado de <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://ensina.rtp.pt/artigo/assassinato-d-joao-vi/">https://ensina.rtp.pt/artigo/assassinato-d-joao-vi/</a></p><p><br></p><p><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-09-23 10:21:44 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>D. Pedro IV (1798-1834)  O Libertador</title>
         <author>conceicaowindle</author>
         <link>https://padlet.com/conceicaowindle/xcbtla0y7nimog2v/wish/3603911292</link>
         <description><![CDATA[<p><strong>D. Pedro IV </strong>nasceu em 1798,  era filho&nbsp; de <strong>D. João VI </strong>e de <strong>D. Carlota Joaquina</strong>. Após a  subida ao trono de seu pai, <strong>D. João VI</strong>, tornou-se o herdeiro do trono, por morte&nbsp; de seu irmão mais velho, <strong>D. António</strong>.</p><p>Em 1807,&nbsp; devido às invasões francesas, foi com a família real para o Brasil, onde cresceu até à idade adulta.&nbsp;Foi educado de forma muito livre. Era pouco dado aos estudos  mas gostava de poesia e música, chegou a compor várias obras musicais. Foi muito protegido pelo pai, por sofrer de epilepsia, tornou-se um homem impulsivo e cheio de energia.</p><p>Casou com <strong>D. Leopoldina</strong>, filha do Imperador Francisco da Áustria. Desta união nasceram vários filhos e, dentre eles, destacam-se <strong>D. Maria da Glória</strong> (1818),&nbsp; futura <strong>D. Maria I</strong> e<strong> D.</strong> <strong>Pedro</strong> (1825), que sucederá a seu pai no Império do Brasil. Tendo enviuvado cedo, casou em segundas núpcias, com <strong>D. Maria de Beauharnais</strong>.</p><p>Após a <strong>Revolução Liberal</strong> de<strong> 1820</strong>,&nbsp; <strong>D. João VI </strong>perante a agitação&nbsp;que ocorria tanto em Portugal como no Brasil,  acabou por nomear <strong>D. Pedro</strong> regente no Brasil (1821) e partiu para Portugal. </p><p>Devido à presença da corte portuguesa, o Brasil ascendeu à categoria de reino, em 1815, e cresceu economicamente e culturalmente com esta situação. Os liberais, receando perder esta colónia, apelam ao regresso de <strong>D.</strong> <strong>Pedro</strong> a Portugal. Contudo, o movimento independentista da colónia ganhou força e <strong>D. Pedro</strong> quis tomar nas suas mãos o rumo dos acontecimentos e acabou por declarar a <strong>independência do Brasil</strong>, em <strong>7 de setembro de 1822</strong>. Nesse mesmo ano, <strong>D. Pedro</strong> foi coroado <strong>imperador do Brasil. </strong>No entanto,<strong> D.</strong> <strong>João VI </strong>só reconhecerá a independência do Brasil em 1825.</p><p>Em <strong>1826,</strong> com a morte de <strong>D. João VI</strong>, ocorreu um problema de sucessão dinástica porque o Imperador do Brasil, <strong>D. Pedro</strong> era também o herdeiro do trono de Portugal. Contudo, <strong>D. João VI,</strong> antevendo a situação,  já tinha decretado que  o governo do reino seria entregue a sua filha <strong>Isabel Maria,</strong> até ao regresso de <strong>D. Pedro</strong> a Portugal.</p><p><strong>D. Pedro </strong>acabou por abdicar do trono para a sua filha,<strong> D.</strong> <strong>Maria da Glória</strong>, ainda menor. E, como solução, propôs o casamento desta com seu tio D. Miguel, para que este governasse até ela atingir a maioridade. Como condição, deveria  obedecer à <strong>Carta Constitucional</strong>, enviada por <strong>D. Pedro</strong>. Foi uma tentativa de conciliação entre liberais e absolutistas. </p><p>A <strong>Carta Constitucional</strong> garantia&nbsp; mais autoridade ao rei mas mantinha o poder tripartido. Esta decisão agradou aos absolutistas porque achavam que D. Miguel iria perseguir e prender os liberais. </p><p><strong>D. Carlota Joaquina</strong> desejava o regresso de seu filho D. Miguel, do exílio, pois partilhava com ele as ideias absolutistas.&nbsp;<strong> D. Miguel</strong> chegou a Portugal, em <strong>1828</strong>. &nbsp; Embora tivesse jurado a&nbsp; Carta Constitucional, retornou&nbsp; à <strong>monarquia absoluta</strong>, mandou os deputados para casa e marcou novas eleições. Restabeleceu a censura, colocou&nbsp; gente da sua confiança como chefes militares e reuniu Cortes&nbsp; à moda absolutista.</p><p>Perante tal cenário, influentes&nbsp; personalidades liberais como <strong>Almeida Garrett </strong>e <strong>Alexandre Herculano</strong>, sabendo que&nbsp; seriam perseguidos, partiram para o exílio, enquanto outros permaneceram e organizaram revoltas tanto no continente como no Açores e na Madeira. </p><p>A população estava dividida entre as<strong> ideias liberais</strong>, apoiantes&nbsp; de <strong>D. Pedro</strong>, e&nbsp; as ideias <strong>absolutistas</strong>, apoiantes de<strong> D. Miguel</strong>. Seguiram-se movimentos revoltosos liberais e a sua perseguição. Muitos foram presos e outros condenados à morte mas, como havia censura, só os jornais publicados em Inglaterra noticiavam&nbsp; o elevado número de presos políticos e de condenados à morte. D. Miguel conseguiu submeter todo o país, exceto a Ilha Terceira.</p><p><strong>D. Pedro</strong>, ainda no Brasil, ao tomar conhecimento destes factos, decidiu regressar a Portugal. Porém, passou antes por Londres e Paris para pedir apoio e formar um exército para derrubar os absolutistas. Por fim, dirigiu-se à Ilha Terceira e aí juntou-se aos liberais para juntos desembarcarem em <strong>&nbsp;Pampelido</strong>, perto de <strong>Mindelo</strong>.</p><p>Perante a sua chegada, o povo fugiu e os soldados miguelistas também&nbsp; se retiraram. Os liberais avançaram para o Porto onde uma multidão os aclamou, enquanto as famílias ricas nobres e burguesas se refugiaram nas suas quintas, no campo, por anteverem os conflitos que se seguiriam. </p><p>Os exércitos absolutistas rodearam a cidade do Porto num cerco que durou um ano, enquanto  os exércitos liberais escavaram trincheiras e ergueram fortes para resistirem. No verão de 1833,&nbsp; a fome e a cólera atingiram e enfraqueceram&nbsp; os liberais, de modo que alguns desertaram.&nbsp;Outros arriscaram&nbsp; sair às escondidas pelo rio Douro e foram procurar ajuda no estrangeiro.</p><p>Em Inglaterra conseguiram ajuda financeira e mercenários para combater ao lado dos liberais. E, para dispersarem os miguelistas, utilizaram a estratégia de dirigirem-se ao Algarve com um exército que aí desembarcou para depois marchar até Lisboa e conquistar o poder. Houve confrontos antes da partida, mas estes não os impediram de prosseguir os planos. Enfrentaram também  ataques no mar em Sagres e depois por terra&nbsp; na zona de Setúbal e de Almada. Mas, os liberais saíram vitoriosos.</p><p>Em<strong> 1833</strong> entraram em Lisboa sem confrontos porque o duque de Cadaval e o seu exército retiraram-se e o povo apoiou o exército liberal. A cidade do Porto é que nunca se rendeu aos liberais.</p><p>Foi uma <strong>guerra civil  </strong>entre<strong> 1832 </strong>e<strong> 1834 : </strong>cidadãos do mesmo país formaram dois grupos que defendiam ideias diferentes e, por isso, lutavam entre si. Esta&nbsp; situação só terminou depois das batalhas de <strong>Almoster</strong> e <strong>Asseiceira</strong>, com&nbsp; a assinatura da <strong>Convenção de Évoramonte</strong>, em 26 de maio de <strong>1834</strong>. </p><p><strong>D. Pedro IV</strong> ficou a governar como regente e a sua&nbsp; filha subiu ao trono como <strong>D. Maria II</strong>, enquanto&nbsp; D. Miguel foi&nbsp; exilado para Viena da Áustria.</p><p><strong>&nbsp;D. Pedro IV</strong> faleceu, pouco tempo depois, em 24 de setembro de <strong>1834</strong>.</p><p><br/></p><p><strong>Fontes:</strong></p><p>Serrão, J. ( Dir.). (1971). <em>D. João VI</em>.<em> Dicionário de História de Portugal</em>. (Vol. III, p. 337 a 340). Lisboa: Iniciativas Editoriais.</p><p>Alçada, Isabel, Magalhães, Ana Maria.(1993).<em>Um trono para dois irmãos.</em>(p. 179 a 219).Lisboa: Editorial Caminho.</p><p><em>Biografia Cronológica</em> <em>1798 - 1834</em>. Retirado de <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://dpedroiv.parquesdesintra.pt/cronologia">https://dpedroiv.parquesdesintra.pt/cronologia</a></p><p><em>Convenção de Évoramonte. </em>Retirado de <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://ensina.rtp.pt/artigo/a-convencao-de-evoramonte/">https://ensina.rtp.pt/artigo/a-convencao-de-evoramonte/</a></p><p><em>D. Pedro IV</em>. Retirado de <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://mnsr.museusemonumentospt.pt/225-aniversario-de-nascimento-de-d-pedro-iv-o-libertador/">https://mnsr.museusemonumentospt.pt/225-aniversario-de-nascimento-de-d-pedro-iv-o-libertador/</a></p><p><em>D. Pedro IV</em>. Retirado de <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://www.infopedia.pt/artigos/$d.-pedro-iv">https://www.infopedia.pt/artigos/$d.-pedro-iv</a></p><p><em>225º Aniversário de Nascimento de D. Pedro IV – O Libertado</em>r. Retirado de <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://mnsr.museusemonumentospt.pt/225-aniversario-de-nascimento-de-d-pedro-iv-o-libertador/">https://mnsr.museusemonumentospt.pt/225-aniversario-de-nascimento-de-d-pedro-iv-o-libertador/</a></p><p><br/></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-09-25 12:33:52 UTC</pubDate>
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         <title>D. Miguel (1828-1834) O Usurpador e o Absolutista</title>
         <author>conceicaowindle</author>
         <link>https://padlet.com/conceicaowindle/xcbtla0y7nimog2v/wish/3765952987</link>
         <description><![CDATA[<p><strong>D. Miguel</strong> nasceu&nbsp; em 1802,&nbsp; foi o terceiro filho&nbsp; do rei D. <strong>João VI</strong> e de <strong>D. Carlota Joaquin</strong>a. Em 1807, quando <strong>D. Miguel</strong> tinha cinco anos, a família real partiu para o Brasil devido às <strong>Invasões Francesas</strong>. Aí viveu parte da sua infância e juventude e&nbsp; só regressou a Portugal em 1821. Desde cedo mostrou gosto por andar a cavalo, por participar em caçada e touradas.&nbsp;</p><p>Após a <strong>Revolução Liberal de 1820,</strong> D. João VI foi obrigado a regressar a Portugal e&nbsp; jurar que iria cumprir a <strong>Constituição</strong>, abdicando do poder absoluto que tivera até então, passando a governar segundo as leis liberais feitas pelos deputados. Nessa época, a população portuguesa estava dividida entre as ideias <strong>liberais</strong> e as ideias <strong>absolutistas</strong>. <strong>D.</strong> <strong>Miguel,</strong> desde cedo, manifestou ser adepto do absolutismo real, em que o rei concentrava&nbsp; todos os poderes nas suas mãos e tudo fez para que o liberalismo não&nbsp; assumisse o poder em Portugal.&nbsp; Em <strong>1823</strong> liderou a revolta conhecida como <strong>Vila-Francada</strong>, dissolveu as Cortes liberais,&nbsp; pôs fim à <strong>Constituição de 1822&nbsp;</strong> e devolveu o poder absoluto a seu pai,&nbsp; <strong>D. João VI</strong>. Contudo, perante a tentativa&nbsp; dos liberais de recuperar o poder, <strong>D. Miguel</strong> volta a liderar uma nova revolta, a <strong>Abrilada (1824),</strong> mas foi derrotado e acabou por ser&nbsp; exilado para Viena de Áustria.</p><p>Em <strong>1826</strong>, após a morte de <strong>D. João VI</strong>, o herdeiro do trono, <strong>D. Pedro</strong>, que se tornara imperador do Brasil, enviou a <strong>Carta Constitucional </strong>e abdicou do trono<strong>, </strong>propondo<strong> </strong>ao seu irmão <strong>D. Miguel</strong> que regressasse a Portugal, casaria com sua filha <strong>D. Maria da Glória</strong>&nbsp; e que&nbsp; governaria&nbsp; o reino de acordo com as leis liberais, até que a sobrinha atingisse a maioridade <strong>D. Miguel</strong> aceitou&nbsp; a proposta, jurou a <strong>Carta Constitucional,</strong> mas a partir de 1828 governou durante oito anos de forma absolutista, ignorando as promessas que fizera. Foi um reinado agitado, de perseguições e execuções de liberais, em que muitos fugiram para o estrangeiro. Todo o reino foi subjugado à pressão absolutista, exceto a Madeira e&nbsp; a ilha Terceira. Perante estes acontecimentos, <strong>D. Pedro</strong> abdicou do trono do&nbsp; Brasil (1830) e&nbsp; regressou a&nbsp; Portugal com tropas e apoios estrangeiros para apoiar os liberais. Foi o início da <strong>Guerra Civil</strong> que durou de <strong>1832</strong> a <strong>1834</strong>.  Uma guerra sangrenta em que pessoas do mesmo país lutavam entre si por defenderem ideias diferentes. Os absolutistas acabaram derrotados e o regresso à paz ocorreu com a assinatura da <strong>Convenção de Évora Monte</strong> (1834).</p><p>Esta <strong>Convenção</strong> obrigou D. Miguel a sair de Portugal para nunca mais voltar, podendo levar os seus bens pessoais, mas teve de deixar os bens pertencentes à coroa portuguesa, nomeadamente, as jóias. Foi-lhe concedido direito a uma renda de 60 contos por ano, mas como escreveu uma carta a recusar a derrota e as imposições da Convenção, acabou por&nbsp; perder também essa quantia anual que lhe fora atribuída. Foi primeiro para Génova, depois foi viver para Roma, Inglaterra e por fim para a Alemanha. Em 1851, casou com a princesa Adelaide de Rosenborg e juntos&nbsp; tiveram sete filhos. Até à sua morte, em 1866, D. Miguel foi recebendo donativos de pessoas portuguesas que continuaram a apoiá-lo.</p><p><br></p><p><strong>Fontes:</strong></p><p>Serrão, J. ( Dir.). (1971). <em>D. João VI</em>.<em> Dicionário de História de Portugal</em>. (Vol. III, p. 55 a 58). Lisboa: Iniciativas Editoriais.</p><p>Alçada, Isabel, Magalhães, Ana Maria.(1993).<em>Um trono para dois irmãos.</em>(p. 201 a 206 ).Lisboa: Editorial Caminho.</p><p><em>D. Miguel </em>retirado de <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://ahm-exercito.defesa.gov.pt/details?id=254495&amp;detailsType=Description">https://ahmexercito.defesa.gov.pt/detailsid=254495&amp;detailsType=Description</a></p><p><em>D. Miguel </em>retirado de<em> </em><a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://www.infopedia.pt/artigos/$d.-miguel?intlink=cr_hp">https://www.infopedia.pt/artigos/$d.-miguel?intlink=cr_hp</a></p><p><em>D. Miguel </em>retirado de<em> </em><a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://www.arqnet.pt/portal/portugal/temashistoria/miguel.html">https://www.arqnet.pt/portal/portugal/temashistoria/miguel.html</a></p><p><br></p><p><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2026-01-27 11:11:09 UTC</pubDate>
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         <title>D. Maria II (1834-1853)    A Educadora</title>
         <author>conceicaowindle</author>
         <link>https://padlet.com/conceicaowindle/xcbtla0y7nimog2v/wish/3775449525</link>
         <description><![CDATA[<p><strong>D. Maria II </strong>nasceu em 1819, no Rio de Janeiro, era filha de <strong>D. Pedro IV</strong> de Portugal (<strong>D. Pedro I</strong>, Imperador do Brasil) e de <strong>D. Leopoldina de Áustria</strong>, sua primeira mulher. <strong>D. Maria II</strong> obteve vários&nbsp; títulos, como os de princesa do Grão- Pará e de princesa da Beira.&nbsp;</p><p>Com a morte de<strong> D. João VI</strong>, em 1826, <strong>D. Pedro I</strong>, imperador do Brasil e&nbsp; herdeiro do trono de Portugal, abdicou da coroa a&nbsp; favor de sua filha <strong>D. Maria da Glória</strong>, na altura com sete anos de idade.&nbsp; Como condição, ela&nbsp; deveria casar por procuração com&nbsp; o seu tio <strong>D. Miguel,</strong> exilado em Viena de Áustria. Este teria de jurar cumprir a <strong>Carta Constitucional </strong>enviada por <strong>D. Pedro I</strong>. Contudo, em 1828, <strong>D. Miguel</strong> autoproclamou-se rei absoluto de Portugal, através de um golpe de estado, o que resultou na anulação do casamento.&nbsp;</p><p>&nbsp;Entre 1828 e 1829, esta rainha&nbsp; viveu um período&nbsp; na Europa entre a França e Inglaterra, acabando por regressar ao Brasil. Regressa de novo à Europa com seu pai que&nbsp; abdicou do trono imperial do Brasil para vir apoiar a causa liberal e assumir o trono de Portugal como <strong>D. Pedro IV</strong>.</p><p>Em <strong>1834</strong>, com a morte de seu pai, <strong>D. Maria II</strong> com 15 anos&nbsp; assume o trono de Portugal, num período conturbado da História de Portugal.</p><p>Casou em 1835 mas enviuvou dois meses depois. Voltou a casar, em 1836. Foi mãe do futuro <strong>D. Pedro V</strong>, com dezoito anos e&nbsp; deu à luz&nbsp; ainda mais dez filhos.</p><p>Quando<strong>&nbsp;D. Maria II</strong> assumiu a governação, Portugal estava numa crise económica, enfraquecido pelas Invasões Francesas, pela guerra civil de 1832-34 e pelas disputas entre cartistas (defensores da <strong>Carta Constitucional de 1826</strong>, em que o poder político pertence ao rei) e vintistas (defensores da <strong>Constituição de 1822</strong>, em que o poder político pertence ao povo e é exercido através de eleições). É a época da implantação do  <strong> liberalismo/</strong></p><p><strong>constitucionalismo</strong>,&nbsp; pautada por&nbsp; momentos de revolução e contrarrevolução:<strong> Cerco do Porto (1832-33), Revolução de Setembro (1836), Belenzada (1836), Revolta dos Marechais (1837), Maria da Fonte (1846) e Patuleia (1846/1847)</strong>. A monarca &nbsp; assistiu a estes movimentos revolucionários tomando partido para que&nbsp; ocorresse a passagem da monarquia absoluta ao regime constitucional&nbsp; e enfrentou, muito frequentemente, a oposição das forças revolucionárias.</p><p>De salientar que <strong>D. Maria II </strong>assumiu o trono  muito jovem e passou  a maior parte do período da governação esperando o nascimento de mais um filho, sem descurar o governo do reino.  Morreu  de parto aos 34 anos.</p><p>Foi uma mulher de personalidade forte e&nbsp; de coragem que educou os filhos a tratar com respeito e dignidade os outros cidadãos, que valorizava a vida ao ar livre e foi bastante rigorosa com a educação académica e&nbsp; o desenvolvimento global dos jovens.</p><p>Durante o seu reinado foi instituído o ensino primário gratuito (1835), foi decretado o fim&nbsp; do tráfico de escravos nas colónias portuguesas a sul do equador( 1836), foi posto a circular o primeiro selo postal,&nbsp;foi iniciada a construção de estradas e foi abolida a pena de morte para crimes políticos (1852).</p><p>Esta rainha tinha paixão pelo teatro pelo que mandou construir o T<strong>eatro D. Maria II</strong> em Lisboa. Foi um período de progressos na cultura com a criação da <strong>Escola de Arte Dramática, </strong>da<strong> Academia de Belas Artes </strong>e da<strong> Imprensa</strong> <strong>Nacional</strong>. É também a&nbsp; época&nbsp; de escritores destacados como <strong>Alexandre Herculano</strong> (escritor e historiador), <strong>Almeida</strong> <strong>Garrett</strong>, <strong>Andrade Corvo</strong>, entre outros. Na pintura deste período destacou-se <strong>Domingos Sequeira</strong>.</p><p>Diz Ruben A. Leitão que  <strong>D. Maria II</strong> deixou «(...) como herança a consolidação de um sistema que tanto ajudara a estabelecer e os prenúncios de uma paz interna que iriam dar a Portugal meio século de progresso e de riqueza mental inigualáveis.»</p><p><br/></p><p><br/></p><p><strong>Fontes</strong></p><p>Serrão, J. ( Dir.). (1971). <em>D. Maria II</em>.<em> Dicionário de História de Portugal</em>. (Vol. II, p. 930 a 931). Lisboa: Iniciativas Editoriais.</p><p><em>Cerco do Porto (1832-1833).</em> Retirado de</p><p><a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://www.infopedia.pt/artigos/$cerco-do-porto-(1832-1833)">https://www.infopedia.pt/artigos/$cerco-do-porto-(1832-1833)</a></p><p><em>D. Maria II.</em> Retirado de <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://www.infopedia.pt/artigos/$d.-maria-ii">https://www.infopedia.pt/artigos/$d.-maria-ii</a></p><p><em>Maria da Fonte: a revolta das mulheres do norte. </em>Retirado de</p><p><a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://ensina.rtp.pt/artigo/maria-da-fonte-a-revolta-das-mulheres-do-norte/">https://ensina.rtp.pt/artigo/maria-da-fonte-a-revolta-das-mulheres-do-norte/</a></p><p><em>D. Maria II, a educadora</em>. Retirado de <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://ensina.rtp.pt/artigo/d-maria-ii-a-educadora/">https://ensina.rtp.pt/artigo/d-maria-ii-a-educadora/</a></p><p><em>D. Maria II. </em>Retirado de <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://www.arqnet.pt/portal/portugal/temashistoria/maria2.html">https://www.arqnet.pt/portal/portugal/temashistoria/maria2.html</a></p><p><em>Patuleia</em>. Retirado de <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://www.infopedia.pt/artigos/$patuleia">https://www.infopedia.pt/artigos/$patuleia</a></p><p><em>D. Pedro IV e o Cerco do Porto,180 anos da chegada do coração de D. Pedro IV à cidade do Porto 1835 - 2015</em>. Retirado de <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://sigarra.up.pt/flup/pt/noticias_geral.ver_noticia?p_nr=35482">https://sigarra.up.pt/flup/pt/noticias_geral.ver_noticia?p_nr=35482</a></p><p><br/></p><p><br/></p><p><br/></p><p><br/></p><p><br/></p>]]></description>
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         <pubDate>2026-02-03 14:48:08 UTC</pubDate>
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         <title>D. Pedro V (1837-1861)      O  Esperançoso ou O Bem Amado</title>
         <author>conceicaowindle</author>
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         <description><![CDATA[<p><strong>D. Pedro V</strong> nasceu em 1837, era filho de <strong>D. Maria II</strong> e de <strong>D. Fernando</strong> de Saxe-Coburgo-Gota.&nbsp; Recebeu uma educação&nbsp; cuidada, gerida por sua mãe, da qual fizeram parte o estudo de Ciências Naturais, Matemática, Física, Química, História Natural, Filosofia, História, Grego, Latim, Inglês, Desenho, Pintura, Música, Ginástica, Dança e Esgrima.&nbsp; Sofreu também a influência&nbsp; do escritor Alexandre Herculano e beneficiou&nbsp; também&nbsp; do convívio com mestres, políticos e outros escritores da época&nbsp; que influenciaram a sua formação e a sua personalidade, tornando-o um homem muito culto.</p><p>Herdou o trono de Portugal após a morte de sua mãe, em 1853. Mas, até atingir a maioridade foi seu pai, <strong>D. Fernando II</strong>, que ficou&nbsp; como regente, durante dois anos. <strong>D. Pedro V</strong> aproveitou esse tempo para viajar pela Europa com o seu irmão D. Luís. Estas viagens deram origem à publicação&nbsp; de obras de sua autoria em dois volumes de <strong>O <em>Diário</em></strong><em> </em>que incluíam os<strong> <em>Escritos de El Rey&nbsp; D. Pedro V</em></strong> e dos artigos que escreveu para as revistas <strong>&nbsp;<em>Militar</em></strong> e&nbsp; <strong><em>Contemporânea</em></strong><em>.</em></p><p>Em 1858, casou com <strong>D. Estefânia de Hoenzollern- Sigmaringen,</strong> mas a mesma faleceu logo no ano seguinte. Ainda em vida da esposa fundou instituições de caridade e hospitais públicos. Em sua&nbsp; homenagem&nbsp; mandou construir o Hospital de D. Estefânia, em Lisboa. <strong>D. Pedro V</strong> envolveu-se em várias causas sociais, visitando as populações num período em que o reino atravessou epidemias como a cólera e febre amarela, assim como durante a ocorrência de grandes inundações.</p><p>Foi também um grande defensor da abolição dos resquícios de escravatura que, apesar de já ter sido abolida, ainda havia quem a praticasse. A propósito disso, deu-se o incidente diplomático "Charles et Georges" com a França com a apreensão desse navio negreiro e também a disputa com a Inglaterra&nbsp; por domínio de territórios&nbsp; em África.&nbsp;</p><p>O reinado de <strong>D. Pedro V</strong> foi iniciado&nbsp; em 1855,&nbsp; ainda com o <strong>Duque de Saldanha</strong> na governação, mas foi <strong>Fontes Pereira de Melo</strong> que&nbsp; mais se destacou no <strong>Ministério das Obras Públicas</strong>. Neste&nbsp; período&nbsp; foi feita a introdução dos caminhos de ferro em Portugal (1856), do telégrafo elétrico (1857), do sistema métrico (1859) e de uma rede de transportes. Foi por decisão deste rei que foi fundado o Curso Superior de Letras, em 1859, a primeira Escola Normal e, em 1861, o primeiro observatório astronómico nacional. Acreditava que o progresso assentava na educação, no desenvolvimento da indústria, da agricultura e da defesa.&nbsp;</p><p>O reinado de D. Pedro V foi&nbsp; culturalmente marcante mas muito curto,&nbsp; de apenas seis anos, uma vez que o mesmo veio a falecer de febre tifóide, muito jovem, em 1861, , sem deixar descendentes.&nbsp;</p><p><br/></p><p><strong>Fontes</strong></p><p>Serrão, J. ( Dir.). (1971). <em>D. Pedro V</em>.<em> Dicionário de História de Portugal</em>. (Vol. III, p. 341 a 343). Lisboa: Iniciativas Editoriais.</p><p><em>D. Pedro V. </em>Retirado de <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://www.infopedia.pt/artigos/$d.-pedro-v?intlink=cr_hpD">https://www.infopedia.pt/artigos/$d.-pedro-v?intlink=cr_hp<em>D</em></a><em>. Pedro V, “O Bem Amado”.</em> Retirado de <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://ensina.rtp.pt/artigo/pedro-v/">https://ensina.rtp.pt/artigo/pedro-v/</a></p><p><em>D. Pedro V. </em>Retirado de <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://museuvirtual.trp.pt/pt/colecao/d-pedro-v">https://museuvirtual.trp.pt/pt/colecao/d-pedro-v</a></p>]]></description>
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         <pubDate>2026-03-20 09:52:59 UTC</pubDate>
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         <title>D. Luís I (1838-1889)      O Popular</title>
         <author>conceicaowindle</author>
         <link>https://padlet.com/conceicaowindle/xcbtla0y7nimog2v/wish/3926028729</link>
         <description><![CDATA[<p><strong>D. Luís I</strong> era&nbsp; o segundo filho de <strong>D. Maria II</strong>&nbsp; e de <strong>D. Fernando</strong> de Saxe-Coburgo-Gota, nasceu em 1838 e ascendeu ao trono, em 1861, por morte do seu irmão D. Pedro V, que não tinha deixado herdeiros.</p><p>Tal como os seus irmãos recebeu uma educação esmerada orientada por sua mãe <strong>D. Maria II</strong> orientada para a vida de marinheiro, não só como oficial de marinha mas&nbsp;passando pelas atividades práticas de qualquer marinheiro. Antes&nbsp; de ser rei recebeu os títulos nobiliárquicos de 1.º Duque do Porto e Duque de Saxónia.</p><p>Quando <strong>D. Maria II</strong> faleceu em 1853, o seu irmão futuro<strong> D. Pedro V</strong>, herdeiro do trono, ainda não tinha atingido a maioridade, ficou<strong> D. Fernando</strong> como regente. Durante esses dois anos,&nbsp; os dois irmãos visitaram as cortes europeias numa viagem&nbsp; cultural.&nbsp;</p><p><strong>D. Luís</strong> dedicou-se em particular aos estudos navais,&nbsp; alistou-se na armada tendo sido comandante do brigue Pedro Nunes, da corveta Bartolomeu Dias e mais tarde foi promovido a&nbsp; capitão de fragata. Tornou-se um homem de muita cultura, amante da ciência e das artes.&nbsp; Estudou vários idiomas, dedicava-se ao desenho, à pintura, à composição musical, tocava&nbsp; piano e violoncelo e tinha profundo conhecimento dos autores clássicos. Era um amante do teatro, pelo que são de sua autoria as traduções de Shakespeare.&nbsp;</p><p>À data da morte de seu irmão, o rei <strong>D. Pedro V</strong>, em 1861, encontrava-se em Londres pelo&nbsp; que regressou&nbsp; a Portugal para assistir a várias perdas de familiares, com rumores de envenenamento, o que originou tumultos populares que só terminaram em 1864, com o estrangulamento de uma insurreição militar no Minho em 1864.</p><p><strong>D. Luís I </strong>foi proclamado&nbsp; rei ainda em 1861 mas, por se encontrar de luto, as cerimónias de aclamação só tiveram lugar no final do ano.</p><p>Em 1862,&nbsp; <strong>D. Luís I</strong> casou&nbsp; com <strong>D. Maria Pia de Sabóia</strong>, filha do rei Vítor Emanuel, de Itália.</p><p>Este rei era conhecido pela sua tolerância e bonomia.O seu&nbsp; reinado de D. Luís I foi um período&nbsp; relativamente calmo do ponto de vista político. Contudo, houve um&nbsp; levantamento de tropas em 1862 em Braga,&nbsp; a <strong>Janeirinha do Norte</strong> (1867-1868) e outro no Porto em 1867, todos em oposição aos impostos. Também teve de enfrentar o <strong>Duque de Saldanha</strong> que, em 1870, pela força militar impôs ao rei&nbsp; a sua nomeação para o governo. O rei manteve sempre uma postura serena e de mediador.</p><p>A nível cultural assistiu à <strong>Questão Coimbrã (1865-1866)</strong> e à suspensão pelo governo&nbsp; das<strong> Conferências Democráticas do Casino em 1871</strong>.</p><p>Em 1876, a fusão dos <strong>Partidos Histórico</strong> e <strong>Reformista</strong>&nbsp; deu lugar ao <strong>Partido Progressista</strong>. Portugal&nbsp; entra numa fase de rotativismo político, entre este partido e o <strong>Partido Regenerador</strong>, tendo como líder o ministro <strong>Fontes Pereira de Melo</strong>.</p><p>A este período de estabilidade política chamou-se <strong>Regeneração ou Fontismo</strong>. Foi uma época em que se verificaram progressos nos transportes como&nbsp; construção da rede de caminhos de ferro e nas comunicações, com o telefone, o telégrafo,&nbsp; o início de carreiras regulares de barcos a vapor&nbsp; e a expansão dos serviços postais . Também na agricultura houve progressos com a introdução de adubos químicos, máquinas, novos métodos de exploração da terra para obtenção de maior produtividade e rendimento. Também aumentou o uso de maquinaria na indústria, o que permitiu o desenvolvimento deste sector. Estas medidas&nbsp; foram conseguidas com empréstimos ao estrangeiro, o que aumentou a dívida pública.</p><p>Foi também no reinado de D. Luís I que&nbsp; se fizeram explorações no continente africano: <strong>Serpa Pinto</strong>, em 1877, foi de Benguela ao Bié, em 1878 atingiu o Zambeze e depois o Natal. <strong>Hermenegildo Capelo</strong> e <strong>Roberto Iven</strong>s fizeram a exploração do sertão de Benguela e foram de Luanda a Tete, entre outras expedições.</p><p>É ainda no reinado de D. Luís I que o Partido Republicano ganhou grande impulso e ,em 1878, foi eleito pelo Porto o primeiro deputado republicano. Em 1884</p><p>realizou-se a Conferência de Berlim, da qual saiu o <strong>Mapa-Cor-de-Rosa</strong> em que os territórios de África foram divididos pelas potências coloniais da época: Alemanha, França, Bélgica, Portugal e Inglaterra.</p><p>Em 1889,&nbsp; com 50 anos de idade, morreu D. Luís I vítima de doença prolongada. Está sepultado no Panteão Real da Dinastia de Bragança,&nbsp; no Mosteiro de S. Vicente de Fora , em Lisboa.</p><p><br/></p><p><strong>Fontes</strong></p><p>Serrão, J. ( Dir.). (1971). <em>D. Luís I</em>.<em> Dicionário de História de Portugal</em>. (Vol. II, p.819 a 821 ). Lisboa: Iniciativas Editoriais.</p><p><em>D. Luís</em>. Retirado de <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://www.infopedia.pt/artigos/$d.-luis-(1838-1889)?intlink=cr_hp">https://www.infopedia.pt/artigos/$d.-luis-(1838-1889)?intlink=cr_hp</a></p><p><em>Luís I</em>. Retirado de <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://www.arqnet.pt/dicionario/luis1.html">https://www.arqnet.pt/dicionario/luis1.html</a></p><p><br/></p><p><em>D. Luís, “o Popular”</em>. Retirado de <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://ensina.rtp.pt/artigo/d-luis-o-popular/">https://ensina.rtp.pt/artigo/d-luis-o-popular/</a></p><p><em>O período da Regeneração ou do Fontismo</em>. Retirado de <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://ensina.rtp.pt/artigo/o-periodo-da-regeneracao-ou-do-fontismo/">https://ensina.rtp.pt/artigo/o-periodo-da-regeneracao-ou-do-fontismo/</a></p><p><br/></p>]]></description>
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         <pubDate>2026-05-22 11:02:42 UTC</pubDate>
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         <title>D. Carlos I (1863- 1908) O Martirizado / O Diplomata</title>
         <author>conceicaowindle</author>
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         <description><![CDATA[<p><strong>D. Carlos I</strong> nasceu em 1863, era filho de<strong> D. Luís</strong> I e de <strong>D. Maria Pia de Sabóia</strong>. Por ser o herdeiro do trono, teve uma educação cuidada. Tornou-se um homem culto, viajado e&nbsp; fluente em várias línguas. Foi um&nbsp; estudioso da oceanografia e,&nbsp; por isso,&nbsp; participou em investigações oceanográficas em que&nbsp; fez um levantamento da fauna marítima portuguesa.&nbsp; Era um apaixonado pela vela, pela ornitologia e&nbsp; também pela pintura. &nbsp;Deixou obras de sua autoria em que o mar foi um dos temas preferidos. Também ilustrou o<em> Catálogo Ilustrado das Aves de Portugal</em>. Era um adepto da caça e da montaria. Em 1890 tornou-se&nbsp; presidente da Academia das Ciências de Lisboa.</p><p><strong>D. Carlos I&nbsp;</strong> casou com <strong>D. Amélia de Orleães</strong>, princesa francesa, filha dos condes de Paris. Deste casamento nasceram&nbsp; 3 filhos,&nbsp; mas&nbsp; só sobreviveram&nbsp; os príncipes <strong>D. Luís Filipe </strong>e<strong> D. Manuel.</strong></p><p>Após a morte de seu pai,&nbsp; <strong>D. Luís I</strong>, subiu ao trono em 1889 num período de crise financeira acentuada pelo grande investimento&nbsp; feito em obras públicas no período do <strong>Fontismo </strong>e em que vários acontecimentos em Portugal e nas colónias&nbsp; levaram&nbsp; ao enfraquecimento do regime monárquico.</p><p>&nbsp;A Inglaterra querendo&nbsp; ligar o Cairo ao Cabo contestou&nbsp; o <strong>Mapa-cor-de- rosa</strong> de <strong>1886</strong> que assinalava a soberania portuguesa&nbsp; sobre os territórios entre Angola e Moçambique, explorados por portugueses. Em 1890, enviou um ultimato a Portugal&nbsp; exigindo o abandono desses&nbsp; territórios. O cumprimento dessas ordens foi humilhante para Portugal e provocou uma revolta anti-britânica que foi aproveitada,&nbsp; politicamente, tanto pelos republicanos como pelos monárquicos, acabando por dividir estes últimos.</p><p>Em <strong>31 de janeiro de 1891</strong> os republicanos fizeram uma tentativa de revolução, no Porto, que fracassou.&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p><p>Uma vez que o sistema de <strong>rotativismo</strong> entre partidos políticos, do reinado anterior, entrou em desgaste, a instabilidade governativa foi dando lugar à ascensão do republicanismo. Foi um período de lutas políticas, de alternância de partidos no governo, com sucessivas eleições em que os monárquicos foram perdendo adeptos e&nbsp; foi crescendo o número dos representantes&nbsp; republicanos. Em <strong>1806</strong>, D. Carlos I&nbsp; entrega a<strong>&nbsp; João Franco</strong> a responsabilidade&nbsp; de governar. Este embora&nbsp; tivesse prometido liberdade de imprensa e descentralização administrativa, a partir de 1907 instaurou uma<strong> ditadura</strong> em que qualquer tentativa de oposição era violentamente reprimida.</p><p>O apoio dado por <strong>D. Carlos I</strong> a <strong>João Franco</strong> não foi aceite pelos republicanos nem por monárquicos opositores a <strong>João</strong> <strong>Franco</strong>, nem por membros da família real como a <strong>D. Maria</strong> <strong>Pia</strong> ou a própria rainha <strong>D. Amélia</strong>. O rei tentava equilibrar diplomaticamente&nbsp; a situação mas não evitou nem o descontentamento de vários&nbsp; setores da sociedade, nem uma tentativa de <strong>Golpe de Estado </strong>em janeiro de<strong> 1908</strong> que acabou por falhar, por ação do governo.</p><p>Perante as insurreições <strong>João Franco </strong>elaborou um decreto que&nbsp; enviava para as colónias, ou exilava para o estrangeiro os quem fosse acusado de atentado à ordem pública.&nbsp; Esta lei pretendia atingir, particularmente os republicanos. Nessa altura, encontrava-se o rei em Vila Viçosa, passando aí um período de descanso com a família real e aí mesmo assinou o referido decreto. Fê-lo, embora consciente de que estaria&nbsp; a pôr&nbsp; a sua vida em risco.</p><p>No dia <strong>um de fevereiro de 1908</strong>, o rei <strong>D. Carlos </strong>I, a rainha <strong>D. Amélia</strong> e os príncipes <strong>D. Luís Filipe</strong> e <strong>D. Manuel</strong> viajaram de comboio até ao Barreiro, atravessaram o rio&nbsp; num barco a vapor e seguiram numa carruagem aberta até ao Palácio das Necessidades. Ao atravessarem o Terreiro do Paço <strong>D. Carlos I</strong>, o príncipe <strong>Luís Filipe</strong> e<strong> D. Manuel</strong> foram atingidos por tiros vindos da multidão que assistia à chegada do rei. O rei e o príncipe herdeiro faleceram e o príncipe <strong>D. Manue</strong>l foi atingido sem gravidade. Os&nbsp; regícidas&nbsp; pertenciam ao movimento republicano, membros de uma organização <em>“ A Carbonária”</em> foram apanhados&nbsp; e mortos pela guarda real. Contudo, este acontecimento fragilizou ainda mais o regime monárquico em Portugal, que acabaria por terminar dois anos depois.</p><p><br/></p><p><strong>Fontes</strong></p><p>Serrão, J. ( Dir.). (1971). <em>D. Carlos I</em>.<em> Dicionário de História de Portugal</em>. (Vol. I, p.486). Lisboa: Iniciativas Editoriais</p><p><em>D. Carlos, o rei assassinado. </em>Retirado de <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://ensina.rtp.pt/artigo/d-carlos-1863-1908/">https://ensina.rtp.pt/artigo/d-carlos-1863-1908/</a></p><p><em>D. Carlos. </em>Retirado de <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://www.infopedia.pt/artigos/$d.-carlos">https://www.infopedia.pt/artigos/$d.-carlos</a></p><p><em>D. Carlos.</em>&nbsp; Retirado de <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://www.arqnet.pt/portal/portugal/temashistoria/carlos1.html">https://www.arqnet.pt/portal/portugal/temashistoria/carlos1.html</a></p><p><em>Dom Carlos I. </em>Retirado de <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://arquivos.rtp.pt/conteudos/dom-carlos-i/">https://arquivos.rtp.pt/conteudos/dom-carlos-i/</a></p><p><em>D. Carlos I. 1863-1908, rei de Portugal. </em>Retirado de <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://arquivo.acad-ciencias.pt/authorities/20097">https://arquivo.acad-ciencias.pt/authorities/20097</a></p><p><em>Os últimos dias da monarquia em Portugal</em>. Retirado de&nbsp; <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://ler.letras.up.pt/uploads/ficheiros/6362.pdf">https://ler.letras.up.pt/uploads/ficheiros/6362.pdf</a></p><p><br/></p><p><br/></p>]]></description>
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         <pubDate>2026-05-26 11:10:00 UTC</pubDate>
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         <title>D. Manuel II (1889-1932) O Desventuroso/ O Patriota</title>
         <author>conceicaowindle</author>
         <link>https://padlet.com/conceicaowindle/xcbtla0y7nimog2v/wish/3938614525</link>
         <description><![CDATA[<p>O último rei de Portugal foi&nbsp; o segundo filho do rei <strong>D. Carlos I</strong> e da rainha <strong>D. Amélia</strong>,&nbsp; nascido em Lisboa em 1889. Como príncipe teve uma educação privilegiada, tal como seu irmão, tornando-se um estudioso da História, das Artes, da Música e da Literatura. Também&nbsp; gostava de jardinagem e adorava os passeios na natureza. Era um homem contemplativo.</p><p>Tornou-se herdeiro do trono por morte de seu pai&nbsp; e do irmão mais velho quando ambos foram assassinados no dia 1 de fevereiro de 1908.&nbsp; Tinha 18 anos quando assumiu o trono de Portugal, foi&nbsp; aclamado rei nas Cortes em <strong>6 de maio</strong> <strong>de 1908</strong>,&nbsp; jurou a <strong>Carta Constitucional</strong>, mas o seu reinado foi muito curto.&nbsp;</p><p>Nessa época, em Portugal vivia-se&nbsp; um ambiente&nbsp; difícil de lutas políticas e enfraquecimento do regime monárquico, com um grande&nbsp; aumento do número de adeptos do regime republicano. Logo no início do seu reinado,&nbsp; <strong>D. Manuel II</strong> reuniu o&nbsp; <strong>Conselho de Estado</strong> e aí foi nomeado um governo que concentrava membros dos vários partidos, exceto dos apoiantes da ditadura franquista.</p><p><strong> D. Manuel II</strong> procurou recuperar a estabilidade governativa sem intervir diretamente no governo por considerar que esse fora a atuação de seu pai, que acabou por ter um&nbsp; trágico resultado,&nbsp; seguiu&nbsp; <em>« (…) a máxima de que o rei reina, mas não governa.»</em>(1) Achava que não deveria interferir na política. </p><p>Logo no início do reinado fez uma visita ao norte do país para auscultar o apoio do povo e regressou animado da viagem. Porém, em termos de política interna do país,<strong> D.</strong> <strong>Manuel II</strong>,&nbsp; teve de enfrentar o caso Hinton, de um britânico residente na Madeira que pediu uma elevada indemnização ao Estado Português por lhe terem retirado o monopólio do açúcar e do álcool naquela região. Situação&nbsp;esta que levou a Inglaterra a exercer pressão diplomática sobre Portugal. E ainda o escândalo do desfalque do Crédito Predial que envolvia figuras importantes do regime. Estes factos enfraqueceram ainda mais o sistema monárquico, já debilitado. A situação política era tão instável que, em 24 meses,&nbsp; Portugal conheceu sete governos e, nas eleições de agosto de 1910, o Partido Republicano conseguiu obter o dobro do número de deputados&nbsp; no Parlamento. Em 3 de outubro de 1910 começaram as movimentações republicanas que levaram à <strong>Revolução&nbsp; Republicana</strong> de <strong>5 de</strong> <strong>outubro de 1910</strong>&nbsp; e ao fim do regime monárquico em Portugal.&nbsp;</p><p><strong>D. Manuel II</strong> foi deposto,&nbsp; teve de partir para o exílio, primeiro para Gibraltar e mais tarde para Inglaterra, juntamente com a família Real, onde passou a residir nos arredores de Londres, em Fulwell Park, Twickenham.&nbsp; Aí tentou recriar um ambiente português e integrou-se&nbsp; na comunidade católica de Saint James. Acompanhou as várias tentativas mal sucedidas de restauração da monarquia em Portugal e manteve contactos com as organizações monárquicas.</p><p>Casou&nbsp; já&nbsp; no exílio, em&nbsp; dezembro de 1913, com <strong>D. Augusta Vitória</strong> de Hohenzollern-Sigmaringen. Durante a 1.ª Guerra Mundial integrou a Cruz Vermelha, o que o tornou conhecido na sociedade britânica. Ficou também conhecido como um entusiasta colecionador de livros portugueses antigos.</p><p><strong>D. Manuel II</strong> morreu de doença prolongada, em Londres, a 2 de julho de 1932, tendo deixado em&nbsp; testamento bens pessoais para o Estado Português, para que fosse criado um museu.&nbsp;</p><p><br/></p><p><strong>Fontes</strong></p><p>Serrão, J. ( Dir.). (1971). <em>Manuel II</em>.<em> Dicionário de História de Portugal</em>. (Vol. II, p.911). Lisboa: Iniciativas Editoriais</p><p><em>Era uma vez o rei D. Manuel II. </em>Retirado de <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://ensina.rtp.pt/artigo/era-uma-vez-manuel/">https://ensina.rtp.pt/artigo/era-uma-vez-manuel/</a></p><p><em>D. Manuel II</em>. Retirado de <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://www.infopedia.pt/artigos/$d.-manuel-ii">https://www.infopedia.pt/artigos/$d.-manuel-ii</a></p><p><em>D. Manuel II - Rei de Portugal. </em>Retirado de &nbsp;<a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://ahm-exercito.defesa.gov.pt/details?id=254493">https://ahm-exercito.defesa.gov.pt/details?id=254493</a></p><p><em>D. Manuel II - Rei de Portugal</em>. Retirado de <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://ahm-exercito.defesa.gov.pt/details?id=254493">https://ahm-exercito.defesa.gov.pt/details?id=254493</a></p><p><em>O exílio de D. Manuel II.</em>Retirado de <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://ensina.rtp.pt/artigo/d-manuel-ii-1889-1932/">https://ensina.rtp.pt/artigo/d-manuel-ii-1889-1932/</a></p><p><br/></p><p>(1)Retirado de <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://ahm-exercito.defesa.gov.pt/details?id=254493">https://ahm-exercito.defesa.gov.pt/details?id=254493</a></p>]]></description>
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         <pubDate>2026-06-02 14:05:12 UTC</pubDate>
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