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      <title>Biopoder e instituições disciplinares by Lucca Borcari</title>
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      <language>en-us</language>
      <pubDate>2022-06-16 13:14:41 UTC</pubDate>
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         <title>Biopoder (1°)</title>
         <author>luccaborcari1</author>
         <link>https://padlet.com/luccaborcari1/Bookmarks/wish/2223059955</link>
         <description><![CDATA[<div><br>-O conceito de Biopoder foi elaborado por Michel Foucault nos anos 70 definido como o poder político do corpo principalmente no uso institucional.<br>-Passa a&nbsp; intervir não só no campo individual da existência humana, mas também no campo populacional.<br>-Discurso para além da doença, surgindo assim nesse cenário, a constituição de medicina social<br>-O estado é responsável pela vida mais que a ameaça de morte.<br>-O estado passa a criar estratégias visando ao bem estar e a saúde ,não&nbsp; mais restrito a disciplina dos corpos. Agora é tarefa do poder politico administrar a vida.<br>-Com isso Foucault cria o conceito de Biopoder, e diz que toda a articulação do estado visa o desenvolvimento econômico. "O controle da sociedade sobre os indivíduos não se opera simplesmente pela consciência ou pela ideologia, mas começa no corpo, com o corpo. Foi no biológico, no somático, no corporal que, antes de tudo, investiu a sociedade capitalista. O corpo é uma realidade Biopolítica" (Foucault,1989).<br>-O corpo passa a ser considerado como corpo espécie e biológico sujeito a disseminação de doenças e mortalidade, e qualquer um desses elementos que possam comprometer a saúde publica e o processo de produção deve ser reprimido para garantir o pleno desenvolvimento econômico. Pela primeira vez o biológico reflete no politico.<br>-O poder é compreendido como existente nas relações sociais, sendo ações sobre ações, que produzem assimetrias e sustenta os conceitos de autoridade, sobretudo os poderes do Estado. Mostra que também pode ser produtivo através da Biopolítica e da ideia de segurança. "A segurança é uma certa maneira de acrescentar, de fazer funcionar, além dos mecanismos propriamente de segurança, as velhas estruturas da lei e da disciplina”(Foucault,1989).<br>-Para Foucault , o poder encontra-se sempre relacionado a alguma forma de saber. Exercer o poder torna-se possível mediante conhecimentos que lhe servem de instrumento e justificação. E legitimam-se práticas autoritárias de segregação, monitoramento e gestão dos corpos.<br>-Entretanto, as regras de segurança e população saem das discussões de Biopolítica e passam para a ideia de disciplinamento e obediência. Tendo como alvo a população e os dispositivos de segurança como a modificação de elementos que afetam a organização do Estado e da população. No Brasil, através da analise de Biopoder ,a política antidrogas acontece pela estratégia de repressão do consumo criando um cenário de "luta", que idealiza a saúde da população afim de prover o crescimento econômico por meio da "segurança".<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-06-16 13:22:24 UTC</pubDate>
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         <title> Instituição total (5°)</title>
         <author>luccaborcari1</author>
         <link>https://padlet.com/luccaborcari1/Bookmarks/wish/2223060322</link>
         <description><![CDATA[<div>As instituições totais são estabelecimentos fechados, de isolamento, que funcionam em regime de internação ou aprisionamento, fortemente administradas, onde um grupo numeroso de pessoas em situação semelhante vive em tempo integral. A instituição se torna o local de residência, trabalho, lazer e é onde serão realizadas atividades terapêuticas, correcionais e educativas.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-06-16 13:22:48 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>História e poder do ILSL (6°)</title>
         <author>luccaborcari1</author>
         <link>https://padlet.com/luccaborcari1/Bookmarks/wish/2223076222</link>
         <description><![CDATA[<div>&nbsp;Como exemplo de instituição total temos a atuação do Instituto Lauro de Souza Lima, fundado como “Asilo-Colônia Aimorés” em 1933 e utilizado como centro de internação para os portadores de hanseníase do estado de São Paulo, localizado na periferia da cidade de Bauru (SP). O Instituto, hoje referência em tratamentos dermatológicos, guarda uma história de muita tristeza, controle e violência: os portadores de hanseníase (denominados “leprosos”, na época) eram separados de suas famílias e forçados a passarem a vida nos asilos, segregados do restante da sociedade tanto fisica, isolados em locais afastados e cercados por vegetação, quanto emocionalmente, sem possibilidade de grande contato com os familiares e amigos não-asilados. Essas e tantas outros controles no Asilo só podem ser colocados por meio do poder, que Foucalt aponta a construção através de uma rede organizada e hierarquizada; nesse caso, essa hierarquia e relação de poder é construída em torno dos profissionais da saúde do local, respaldados no saber/discurso médico e na medicina social e muito respeitados por conta disso.&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-06-16 13:39:01 UTC</pubDate>
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         <title>Controle sobre a (escolha da) vida no ILSL (7°)</title>
         <author>luccaborcari1</author>
         <link>https://padlet.com/luccaborcari1/Bookmarks/wish/2223076487</link>
         <description><![CDATA[<div>&nbsp;Continuando a narrativo sobre o poder que o ILSL carrega é preciso falar de biopoder, termo já apresentado e que ilustra o controle que a instituição tem sobre a vida do indivíduo. No documentário “Memórias internas”, de Renato Falzoni, é apresentada a história de Nivaldo Mercúrio, asilado compulsoriamente no ILSL aos 17 anos sem direito de se despedir de seu pai fisicamente; após anos de anos de tratamento teve alta mas não conseguiu se manter empregado por conta do preconceito por ele ja ter estado em um “leprosário”, voltando ao ILSL e morando lá até a sua morte. Diante de uma história dessa cabe questionar: quais as escolhas que Nivaldo teve sobre sua vida? No fim, ele teve sua vida diretamente determinada pelo biopoder, pelo discurso médico. É fato que não havia o conhecimento que se tem hoje de tratamento e contágio pela hanseníase e escolhas precisaram ser feitas naquele momento, mas as escolhas tomadas impactaram violentamente a vida de Nivaldo e de tantos outros que ficaram reclusos por anos ou décadas realizando os tratamentos, sem direito pleno à vida mais confortável que poderiam ter tido, mesmo com a hanseníase.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-06-16 13:39:17 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>O poder disciplinar (3°)</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/luccaborcari1/Bookmarks/wish/2223078669</link>
         <description><![CDATA[<div><em>Esculturas do artista mexicano Víctor Hugo Yáñez Piña.<br><br></em>Ao longo dos séculos XVII, XVIII e XIX, tal como aponta Michel Foucault, o <strong>poder soberano</strong> passou a<strong> ceder espaço</strong> ao poder disciplinar de forma gradativa.<br><br>Esse novo arranjo de poder, nascido a par e passo com o desenvolvimento do <strong>capitalismo industrial</strong>, objetivava modelar corpos, através da disciplina, a fim de torná-los mais <strong>úteis</strong>, de acordo com a ordem do capital.<br><br>Mas o que é esse corpo <strong>útil?</strong>&nbsp; Nesse sentido, utilidade remete à docilidade, à <strong>submissão</strong>, à obediência - o corpo útil é aquele que é <strong>disciplinado</strong>, que é adestrado e padronizado a fim de tornarem perfeitos os <strong>movimentos motores</strong> dos indivíduos. O poder disciplinar, portanto, age de modo a maximizar o tempo e a força dos corpos humanos para que se faça uma sociedade<strong> "mais produtiva"</strong><br><br>Nesse cenário, então, a vigilância deixa de ser exercida somente por entidades externas ao indivíduo para ser realizada, também, pela própria pessoa. Assim,<strong> o poder disciplinar introjeta</strong> no ser humano o dever de vigiar a si mesmo, fabricando uma realidade na qual, sob o pretexto da disciplina, cada um torna-se - em concomitância -<strong> vigia e vigiado.<br><br></strong>É dessa <strong>internalização </strong>da vigilância que advém a <strong>eficácia </strong>do poder disciplinar. Ao ser incorporado pelos indivíduos, o poder disciplinar <strong>torna-se invisível</strong>, dificulta em grande medida o combate à sua <strong>autoridade </strong>e <strong>reforça normas</strong> e padrões da sociedade. Dentre essas normas destacam-se, sobretudo, aquelas que<strong> associam disciplina ao desprazer</strong>.&nbsp; <br><br>Nas palavras de<strong> Alexis Carrel</strong>, laureado com o <strong>Nobel </strong>de Fisiologia ou Medicina no ano de 1912:<br><br>"O homem não pode se refazer <strong>sem sofrimento</strong>, pois ele é, ao mesmo tempo, o mármore e o escultor".</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-06-16 13:41:28 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Apresentação Necro(bio)poder</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/luccaborcari1/Bookmarks/wish/2223079090</link>
         <description><![CDATA[<div>·&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;DE ONDE SURGIU? O Necrobiopoder pode ser considerado como o fruto da articulação entre dois conceitos contrários entre si: o <em>Biopoder</em> de Michel Foucault e as considerações de Achille Mbembe acerca do neocolonialismo, as quais são chamadas de <em>Necropoder</em>.&nbsp; &nbsp;<br>·&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;O QUE É NECROPODER?&nbsp; No contexto do funcionamento das colônias tardo-modernas, pode-se observar o funcionamento do Necropoder: uma profunda reconfiguração territorial, política e social de uma região, que tem como objetivo utilizar-se da morte como mecanismo de dominação colonial. Por meio dessa reconfiguração, inicia-se o processo de criação de imaginários coletivos/culturais relacionados à sistematização da hierarquização. É justamente do imaginário coletivo que nascem as relações de poder. O necropoder, segundo Mbembe, também apresenta três principais aspectos:&nbsp;</div><div>&nbsp;</div><div>1.&nbsp; &nbsp; &nbsp;Fragmentação territorial – Seguindo os moldes da metodologia colonial de dominação, o necropoder tem por característica a obstrução e inviabilização dos espaços físicos da região, mas apenas para os sujeitos colonizados, segregando-os.</div><div>2.&nbsp; &nbsp; &nbsp;Soberania vertical – Neste método, constrói-se a imagem da soberania vertical, em que o colonizador está no ´´topo da montanha``, obtendo todas as vantagens estratégicas possíveis, enquanto o colonizado encontra-se no oposto: afogado nas entranhas do território, se debatendo para respirar. Como na Palestina, em que os israelenses se locomovem livremente, de um território para o outro, por meio de estradas, com localização privilegiada, situadas logo acima de túneis subterrâneos e clandestinos criados para a locomoção de palestinos, contemplando a metáfora da montanha.</div><div>3.&nbsp; &nbsp; &nbsp;Terra arrasada – O terceiro ponto se refere a guerra infra estrutural, com destruição sistemática dos mecanismos de vida dos colonizados. Esse aspecto é a principal marca de delimitação entre colonizado e colonizador. Assim, o necropoder, por meio da escassez, exerce seu serviço de sistematização da morte, submetido à noção contextual e política vigente de segregação entre aqueles que merecem ou não viver. Quase sempre essa noção política está relacionada ao funcionamento do neocolonialismo.&nbsp;<br><br></div><div>·&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;Sendo assim, o Necropoder é o exercício estratégico do poder de ´´fazer morrer``, aplicado a uma lógica econômica de dominação territorial e quase sempre ligada à aspectos étnicos daqueles que têm seus corpos expostos a este mecanismo de morte.&nbsp; &nbsp;&nbsp;<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;<br>·&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;O QUE É O NECROBIOPODER? Partindo dos conceitos de Biopoder (fazer viver) e de Necropoder (fazer morrer), a professora de sociologia Berenice Bento é capaz de tensionar os dois opostos para criar uma contradição. Por meio dessa análise dialética, Bento se utiliza do Estado de Israel para definir um perfeito exemplo de Necrobiopoder: a relação dialética entre políticas públicas de saúde, condicionadas por políticas públicas de morte. Em Israel, segundo Bento, o povo israelense só usufrui da tecnologia do Biopoder, seguindo a definição de Foucault, por conta da política de extermínio de povos palestinos (que por sua vez, só se encontram nessa posição devido a atuação israelense), nos moldes do Necropoder (o Estado de Israel só existe por conta da destruição da nação Palestina). Sendo assim, o Necrobiopoder é o aprofundamento definitivo, que consolida a atuação contraditória de Estados neocoloniais no mundo, delimitada pela promoção da vida para grupos seletos em detrimento às populações consideradas inferiores na escala de soberania vertical.&nbsp; &nbsp; &nbsp;<br>·&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;COMO O NECROBIOPODER SE RELACIONA COM O ILSL? A partir da noção de Necrobiopoder, se torna possível compreender a atuação do ILSL, no período das internações compulsivas, percorrendo o caminho de duas perspectivas: (1) Entender como se encaixa o Biopoder no instituto e, da mesma maneira, como o faz com o (2) Necropoder, para então, compreender como esses dois conceitos se articulam na formação dialética da contradição.</div><div>&nbsp;</div><div>1.&nbsp; &nbsp; &nbsp;O Instituto Lauro de Souza Lima é inserido na lógica do Biopoder na medida em que se constitui como o mecanismo tecnológico de proteção da sociedade contra a hanseníase.&nbsp;</div><div>2.&nbsp; &nbsp; &nbsp;Em paralelo, o Instituto se utilizava da segregação dos chamados ´´leprosos``, por meio das internações compulsivas, para separá-los do resto da sociedade, tirando-os a sua liberdade e concretizando o aspecto segregador da Necropolítica.</div><div>·&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;Desse modo, o ILSL atuava promovendo o Biopoder, na medida em que protegia parte da sociedade do contato com a hanseníase, entretanto, essa proteção era constituída em paralelo com a segregação e a criação de estigmas sociais para com aqueles que possuiam a ´´lepra``, afirmando sua contradição dialética que o fez ser parte do Necrobiopoder.&nbsp; &nbsp;</div><div>&nbsp;<br><br></div><div><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-06-16 13:41:53 UTC</pubDate>
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         <title>O poder soberano (2°)</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/luccaborcari1/Bookmarks/wish/2223080653</link>
         <description><![CDATA[<div><em>Tiradentes Esquartejado, de Pedro Américo (1893).<br><br></em>Marcado pela tônica do <strong>"deixar viver, fazer morrer", </strong>o poder soberano é caracterizado pela sua capacidade de controlar tanto indivíduos quanto populações inteiras. Embasado por via de <strong>normas jurídico-políticas</strong>, o poder soberano buscou fornecer legitimidade aos seus detentores sobre a morte de outrem. Nesse sentido, o poder sobre a morte operou como uma ferramenta das elites político-econômicas a fim de garantir a<strong> manutenção do status quo.</strong><br><br>Prova disso pode ser observada na própria sentença de condenação contra <strong>Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes</strong>:<br><br>"JUSTIÇA que a<strong> </strong><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Maria_I_de_Portugal"><strong>Rainha Nossa Senhora</strong></a> manda fazer a este infame Réu Joaquim José da Silva Xavier pelo horroroso crime de rebelião e alta traição de que se constituiu chefe [...] com a mais escandalosa temeridade contra a <strong>Real Soberana e Suprema Autoridade</strong> da mesma Senhora...</div><div><br></div><div>MANDA que [...] seja levado [...] ao lugar da<strong> forca </strong>[...] e que <strong>separada a cabeça do corpo</strong> seja levada a Vila Rica, donde será conservada em poste alto junto ao lugar da sua habitação, <strong>até que o tempo a consuma</strong>; que <strong>seu corpo seja dividido em quartos</strong> e pregados em iguais postes pela estrada de Minas nos lugares mais públicos [...]; que a casa da sua habitação seja <strong>arrasada, e salgada</strong> ..."</div><div><em><br></em><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-06-16 13:43:14 UTC</pubDate>
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         <title>Do Panóptico aos algoritmos (6º)</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>O Panóptico seria uma penitenciária ideal, concebido pelo filósofo inglês Jeremy Bentham em 1785, e permite a um único vigilante observar todos os prisioneiros, sem que eles saibam que estão sendo observados.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-06-18 12:21:59 UTC</pubDate>
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         <title>(7º)</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/luccaborcari1/Bookmarks/wish/2224530486</link>
         <description><![CDATA[<div>“As técnicas de vigilância, de punição, de controle social, de produção de sujeitos também estão se sofisticando a partir do suporte da tecnologia de ponta.” (Benelli, 2004)<br><br>Essa cena do filme “O dilema das redes” de 2020, do diretor Jeff Orlowski, é um exemplo de&nbsp; como as técnicas de vigilância se transformam com o avanço tecnológico: no filme, os algoritmos desenvolvidos para vigilância e controle de comportamento aparecem em uma alegoria na forma de uma equipe de pessoas que observam os indivíduos 24h por dia nas redes sociais a fim de moldar um novo jeito de ser e de consumir.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-06-18 12:26:25 UTC</pubDate>
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         <title>Prisões (8º)</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/luccaborcari1/Bookmarks/wish/2224535369</link>
         <description><![CDATA[<div>“instituições totalitárias não desapareceram da sociedade contemporânea. Pelo contrário, há uma florescente indústria funcionando ativamente no sistema prisional” (Benelli, 2004)<br><br>“Não haverá, nos Estados Unidos ou em qualquer lugar sujeito a sua jurisdição, nem <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Escravid%C3%A3o">escravidão</a>, nem <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Trabalhos_for%C3%A7ados">trabalhos forçados</a>, salvo como punição de um crime pelo qual o réu tenha sido devidamente condenado.” (XIII Emenda Constitucional Norte-americana de 1865)</div><div><br></div><div>O documentário “A 13ª emenda” de 2016, da diretora&nbsp; Ava DuVernay, mostra as consequências dessa emenda que foi implementada no final do século XIX e que permite o trabalho escravo como punição dentro do sistema carcerário norte-americano, o que nos dias atuais contribuiu para o processo de formação de uma indústria (muito lucrativa) de aprisionamento de corpos, principalmente da população negra, perpetuando a construção histórica de preconceito e racismo ao associar os negros com o mundo do crime. &nbsp;</div><div><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-06-18 12:44:40 UTC</pubDate>
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         <title>Recompensa pelo seu serviço (4°)</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/luccaborcari1/Bookmarks/wish/2224553609</link>
         <description><![CDATA[<div>O filme Forrest Gump de 1994, do diretor Robert Zemeckis, embora seja um queridinho do público, mostra o poder disciplinar como de fato é: invisível e internalizado pelo sujeito. Uma das mensagens que o filme carrega é que se você for submisso, obediente, disciplinado e seguir o status quo de uma forma cega, automática e até idiota (como retratada no filme), então você será recompensado pelo sistema diversas vezes e receberá inúmeros privilégios, como é o caso do Forrest. Porém, se você for como a Jenny, que segue um caminho de vida divergente do que se é esperado de uma jovem nas décadas de 60 a 80, e que tem um trajeto marcado por transgressões, seja em relação ao uso de drogas, à vida sexual ou à carreira, e que questiona e critica o seu governo, então o que está reservado para você é uma vida de sofrimento e que é precipitadamente interrompida por uma doença, a Aids, e pela morte. O estigma associado à Aids, principalmente na época em que o filme foi lançado, funciona como um exemplo de punição para pessoas como a Jenny, associando sua morte com uma vida de vergonha e de perdição, e que merece ser punida.&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-06-18 13:45:33 UTC</pubDate>
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         <title>Refúgio do mundo (9º)</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Os mosteiros, conventos, abadias, são outros meios de confinamento, igualmente propícios à vigilância e ao controle dos indivíduos.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-06-18 16:31:15 UTC</pubDate>
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         <title>Preventório (10º)</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/luccaborcari1/Bookmarks/wish/2224619805</link>
         <description><![CDATA[<div>O Sanatório Padre Antônio Manoel, o Hospital da Mirueira, assim como o ILSL, também internava os pacientes compulsoriamente para o tratamento da hanseníase.<br>Os preventórios, orfanatos e asilos para idosos surgem como um tipo de instituição total que assiste pessoas consideradas inofensivas para a sociedade e que são incapazes de se cuidarem sozinhas. &nbsp;&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-06-18 16:44:58 UTC</pubDate>
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         <title>Hospitais psiquiátricos (11º)</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Os hospitais psiquiátricos são criados para "cuidar" de pessoas com supostos distúrbios mentais, e são retiradas da sociedade por serem consideradas perigosas e ameaçadoras. Essas pessoas eram aprisionadas muitas vezes sem qualquer tipo de diagnóstico, e eram submetidas a condições sub-humanas de existência. Não é exagero dizer que foi um genocídio comparável a um campo de concentração e extermínio, tal como faz Daniela Arbex em "Holocausto Brasileiro".&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-06-18 17:00:53 UTC</pubDate>
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         <title>Quartéis do exército (12º)</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Há ainda as instituições totais que surgem para aprimorar, aprender e desenvolver alguma nova tarefa, habilidade ou conhecimento. Os quartéis do exercito, as plataformas petrolíferas e os colégios internos são exemplos desse tipo de instituição.&nbsp;<br>A frase "O preço da liberdade é a eterna vigilância" é um bom exemplo de como as instituições totais fazem uso do poder regulador e normativo para que se mantenha a ordem pela disciplina dos corpos. </div>]]></description>
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         <pubDate>2022-06-18 17:37:20 UTC</pubDate>
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         <title>Como o racismo opera dentro da necropolítica </title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/luccaborcari1/Bookmarks/wish/2224691827</link>
         <description><![CDATA[<div>O filósofo&nbsp; Achille Mbembe, em seu livro "Necropolítica" de 2011, afirma que o biopoder já estava presente na colonização e escravidão, fazendo com que o racismo se tornasse um elemento importante para entender o poder que atua sobre a morte desses corpos, que é muitas vezes vista e legitimada para a saúde e segurança de outros. Com o biopoder, entende-se que o Estado assume o papel de eliminar os potenciais perigos à vida, nesse processo o racismo acaba estigmatizando e segmentando o outro, para que seja possível transformá-lo em inimigo e possibilitar a sua morte.&nbsp;</div><div>A guerra da Ucrânia, por exemplo, escancarou a forma pela qual alguns corpos são vistos como mais importantes do que outros. Circularam nas redes sociais diversos vídeos de tentativa de fuga da Ucrânia em que negros e imigrantes estavam sendo agredidos, desumanizados e discriminados. Houve também uma profusão de jornalistas e âncoras de tv europeus afirmando que a guerra na Ucrânia é algo impensável pois é uma nação “civilizada”, que a guerra é aceitável somente em países em desenvolvimento e de terceiro mundo, em que é “normal” ver pessoas sendo explodidas e assassinadas.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-06-18 21:12:48 UTC</pubDate>
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