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      <title>A grande depressão e o New Deal by Glauber Lemos</title>
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      <description>Transformações econômicas e políticas</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2019-03-31 15:48:20 UTC</pubDate>
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         <title>As feridas abertas da década de 1920</title>
         <author>glauber_lemos</author>
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         <description><![CDATA[<div>A organização política e econômica das sociedades capitalistas passou por profundas modificações a partir dos anos 1920, sobretudo porque os efeitos da Primeira Grande Guerra Mundial e da crise econômica aprofundada em com o crack da Bolsa de Nova Iorque em 1929 seriam sentidos por muitos anos posteriores.<br><br>Nesse sentido, os anos 1930 foram marcados pela incerteza dos anos anteriores e pela perda de credibilidade de alguns dos fundamentos das modernas sociedades capitalistas. Se, por um lado, o liberalismo econômico era frequentemente responsabilizado pelo descontrole inflacionários e crescimento do desemprego, em termos políticos começavam a se fazer preponderantes modelos políticos anti-democráticos, autoritários e totalitários.</div>]]></description>
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         <pubDate>2019-03-31 15:50:25 UTC</pubDate>
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         <title>Franklin D. Roosevelt e o New Deal</title>
         <author>glauber_lemos</author>
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         <description><![CDATA[<div>Diante do descrédito internacionalmente dado ao liberalismo econômico e político, o surgimento de personalidades políticas representando interesses de maior intervencionismo como uma alternativa ao desgastado modelo liberal não tardou a acontecer.<br>Franklin D. Roosevelt, como postulante à presidência dos Estados Unidos em meio a esse cenário, demonstrava traços oscilantes entre a implementação de projetos  de políticas públicas e a manutenção de medidas econômicas ortodoxas. Assim, nas eleições presidenciais de 1932, diante de um candidato republicado atingido pela fragilidade de um sistema bancário decadente, aumento de desemprego, crise na agricultura e etc, Roosevelt, com sua proposta de "agir e agir agora" começou a dar vazão a propostas de maior ênfase em medidas urgentes de intervenção do governo na economia. Tratava-se de um "New Deal", um novo acordo entre o governo e o povo norte-americano, em função da retomada do progresso abalado pela Grande Depressão.</div>]]></description>
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         <pubDate>2019-03-31 15:58:10 UTC</pubDate>
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         <title>O New Deal I</title>
         <author>glauber_lemos</author>
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         <description><![CDATA[<div>Após assumir a presidência americana, as primeiras ações de Roosevelt e sua equipe econômica se deram no sentido de reconstruir os sistemas bancário e financeiro dos Estados Unidos, de modo a recobrar a confiança do mercado.  Leis como a Glass-Steagall (1933) e a Lei de Emergência Bancária (1933) foram criadas om o intuito de resgatar da falência diversos bancos e regular a dinâmica das operações financeiras. Além disso, em 1935 foi criada a Lei Bancária que ampliou os poderes do Federal Reserve (o Banco Central americano) no controle da política monetária. Nesse sentido, de um ponto de vista do mercado financeiro, o New Deal implementou uma regulamentação mais rigorosa para a atuação das instituições, algo que só seria colocado em cheque nos anos 1990.<br><br>Nessa primeira fase do "novo acordo", o governo também consegui, junto ao Congresso Nacional, providenciar novos e abundantes créditos para recuperar a agricultura. Houve a intervenção na política de preços, deixando de ser livremente regulada pela oferta e demanda, e o refinanciamento das dívidas de agricultores economicamente combalidos.  Por fim, cabe destacar também o combate à deflação por meio de um programa de compras de ouro executado em 1933, atuando na flutuação da moeda e combatendo a deflação que se abatia sobre a economia americana naquele momento. Cabe destacar que, isoladamente, essas ações políticas intervencionistas teriam pouca eficácia. Contudo, quando tomadas em conjunto elas permitiram significativa recuperação econômica.<br><br>Além de medidas de caráter técnico econômico, a primeira fase do New Deal também deu importante ênfase à retomada do crescimento das taxas de emprego. Em meio à Grande Depressão o número de americanos desempregados chegou a 13 milhões de pessoas (o equivalente a 25% da população de trabalhadores). Assim, medidas de assistência e investimento foram tomadas, para que se garantisse o acesso ao emprego ou a rendas mínimas em diversas parcelas da população. O Estado passou a ser o principal investidor em infraestrutura, propondo planos de desenvolvimento para diversos setores e regiões e aumentando o quantitativo da população economicamente ativa.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2019-03-31 16:07:29 UTC</pubDate>
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         <title>O New Deal II</title>
         <author>glauber_lemos</author>
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         <description><![CDATA[<div>As mudanças realizadas na primeira fase do "novo acordo" de Roosevelt prepararam o terreno para um conjunto de medidas que iriam ampliar o alcance das políticas sociais e colocar os Estados Unidos em uma nova era: a dos Direitos Sociais. Nessa segunda fase, a partir de 1935, buscou-se ampliar a base de apoio dos trabalhadores e das camadas mais baixas da população ao governo. Assim, prevaleceu no Congresso a ideia de que era necessários implementar uma Justiça Social por meio da promulgação de Leis que reformariam a sociedade e marcaria o surgimento de um modelo de progresso que aproximaria os Estados Unidos àquilo que na Europa ficou conhecido como Estado de Bem-estar Social.<br><br>Desse modo, além de todas as políticas de trabalho e emprego relatadas anteriormente, as camadas mais pobres da população americana passaram a ser absorvida por diversas Agências públicas de assistência social, tanto urbanas quanto rurais. Houveram esforços em torno da ampliação e melhoria educacional, formação de programas de trabalho e expansão dos projetos de infraestrutura já iniciados na primeira fase.<br><br>Também foram criadas leis de proteção aos trabalhadores, de modo a regulamentar e implementar a seguridade e previdência social, evitar a exploração indevida do trabalho e aumentar as garantias de assistência e aposentadoria. Como exemplos dessa fase podemos citar a Lei do Trabalho Justo (1938) e a Lei Wagner ou Lei Nacional de Relações Trabalhistas. Os sindicatos também foram fortalecidos, criando-se métodos de negociação coletiva que teriam o papel de tornar,<br><br>Por fim, todas essas medidas legais de caráter social foram complementadas com outras, de interferência direta nas empresas privada. O New Deal incorporou nos Estados Unidos o Imposto Sobre Fortunas, bem como regulamentou atividades de empresas consideradas de interesse público, como bancos, holdings, empresas de energia elétrica, transporte, etc., muitas vezes aumentando impostos nesses setores. Essas medidas, bem como outras, de intervenção na Suprema Corte, por exemplo, foram extremamente impopulares em seu caráter intervencionista. Contudo, o New Deal representou a possibilidade prática de aplicação de um modelo de política econômica que floresceu teoricamente simultaneamente a ele, tendo acumulado profunda influência em diversas partes do mundo, por diversas décadas subsequentes.</div>]]></description>
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         <pubDate>2019-03-31 16:22:16 UTC</pubDate>
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         <title>O New Deal e a teoria econômica de J. M. Keynes</title>
         <author>glauber_lemos</author>
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         <description><![CDATA[<div>Por diversas vezes vemos a implementação do New Deal associada à teoria econômica proposta por John Maynard Keynes em sua obra TEoria Geral do Juro, Do Emprego e da Moeda. Essa obra, publicada em 1936, quando a primeira fase do New Deal já se encontrava adiantada, sintetiza um conjunto de ideias divulgadas anteriormente por Keynes e, em alguma medida, influentes entre diversos economistas que fizeram parte da equipe de Roosevelt durante o New Deal, como J. K. Galbraith. <br><br>Em linhas gerais, diante da experiência da Depressão Econômica, a Teoria Geral de Keynes rejeitava a ideia de que os fenômenos da crise poderiam ser autocorrigidos pelos mecanismos de um mercado que opera livre das amarras do Estado. Nesse sentido, Keynes advogava à favor de algo que havia sido implementado durante o New Deal: a intervenção direta do Estado na economia, regulamentando e investindo em diversos setores considerados vitais para o desenvolvimento econômico. Assim, no ambiente recessivo os atores econômicos podem optar massivamente pela manutenção da liquidez, evitando investimentos e gastos com consumo, de modo que a demanda agregada se torna insuficiente para garantir o pleno emprego dos trabalhadores e a capacidade produtiva, aprofundando a depressão.<br><br>Qual seria, então a solução? Romper o equilíbrio do desemprego criando demanda agregada artificialmente, por meio de outros gastos efetivados pelo governo, obtendo assim empréstimos, aumento a dívida e déficits fiscais em meio à crise. Gastos de governo, criação direta de empregos, deficit fiscal, são todos elementos inegáveis de identidade entre a política do New Deal e a teoria de Keynes que não podem ser negados, mesmo que que tenha havido pouca identificação entre o autor da Teoria Geral e o presidente F. D. Roosevelt.</div>]]></description>
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         <pubDate>2019-03-31 16:39:15 UTC</pubDate>
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