<?xml version="1.0"?>
<rss version="2.0">
   <channel>
      <title>CHÁ COM LETRAS - Tradição oral  by Isabel Gomes</title>
      <link>https://padlet.com/mariaisabelchainho/x2iylrt9syrj</link>
      <description>No âmbito do &quot;Chá com letras&quot;,  de 14 de junho de 2018,subordinado ao tema &quot; Património Cultural&quot;. 
E se voltássemos à literatura popular? E se voltássemos a contar de viva voz os velhos e mais belos contos pertencentes à tradição oral?  </description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2018-06-16 08:34:33 UTC</pubDate>
      <lastBuildDate>2026-01-22 19:40:38 UTC</lastBuildDate>
      <webMaster>hello@padlet.com</webMaster>
      <image>
         <url>https://padlet-assets.s3.amazonaws.com/icons/Lovecoffee.png</url>
      </image>
      <item>
         <title>1- CONTOS POPULARES </title>
         <author>mariaisabelchainho</author>
         <link>https://padlet.com/mariaisabelchainho/x2iylrt9syrj/wish/267434454</link>
         <description><![CDATA[<div>&nbsp;10/julho/2018&nbsp;<br>No âmbito do "Chá com letras",  de 14 de junho de 2018,subordinado ao tema " Património Cultural". <br>E se voltássemos à literatura popular? E se voltássemos a contar de viva voz os velhos e mais belos contos pertencentes à tradição oral?&nbsp;</div><div>Os Contos Tradicionais Portugueses são histórias conservadas e contadas pelo povo: a ação é simples predominando o elemento mágico sobrenatural, o sentimento, a jocosidade, o maravilhoso. Neles até os animais ganham vida e falam.</div><div>Estas histórias revelam muito do país que somos, da cultura popular, dos nossos costumes e tradições. Leia-as agora e volte a contá-las, ao calor da lareira ou aos seus amigos nas redes sociais, e como se diz correntemente «acrescente um ponto».</div><div>Por entretenimento ou consolo, como refere Eça, adentremos neste maravilhoso bosque do imaginário da cultura tradicional portuguesa e retiremos daí uma ou outra lição. Ou, talvez possamos apenas ler, sorrir e retirar alguma beleza do tesouro inigualável.&nbsp;</div><var><strong><mark>O que são contos populares?</mark></strong></var><div><br></div><div>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;<strong>&nbsp;Os contos populares fazem parte de um universo cultural que tem como suporte a tradição oral de um povo</strong>, não sendo de fácil definição porque se confunde frequentemente com outros conceitos, como por exemplo a lenda e o mito. Mesmo assim, poderíamos dizer que um conto popular é um texto narrativo, curto, <strong>que procura deleitar, entreter ou educar o ouvinte, e que é geralmente de ficção</strong>. É um texto que <strong>tem uma origem anónima, longínqua e imemorial, faz parte da tradição oral de uma comunidade e, por isso é contado de geração em geração e reflete os mais variados sentimentos da alma de um povo, os seus hábitos, usos, costumes, vícios e índole.</strong> Mantinham-se vivos graças à memória dos contadores de histórias.<br><br></div><var><strong><mark>Estrutura</mark></strong></var><div><strong>Estes contos têm quase sempre uma estrutura muito simples e fixa</strong>. A própria fórmula inicial ("Era uma vez...") e final ("...e foram felizes para sempre.") revelam isso. Essa estrutura pode ser traduzida da seguinte forma:</div><ul><li>&nbsp;<mark>Situação inicia</mark>l, de equilíbrio&nbsp;</li><li>&nbsp;<mark>Situação de Desequilíbrio .</mark>A situação de equilíbrio inicial é destruída, o que dá origem a uma série de peripécias que só se interrompem com a presença de um ser com encantamentos;</li><li><mark>Resolução dos conflitos&nbsp;</mark></li></ul><var><strong><mark>Personagens</mark></strong></var><div><br></div><div>A caracterização das personagens é cheia de estereótipos: os heróis concentram em si os traços positivos, enquanto os vilões evidenciam todos os aspetos negativos da personalidade humana. Dessa maneira personifica-se o bem e o mal e manifesta-se insistentemente a vitória do primeiro sobre o segundo.<br><br></div><var><strong><mark>Tempo e Espaço</mark></strong></var><div><br></div><div>A fórmula inicial ("Era uma vez..." ou outra equivalente) remete para o passado e, desse modo, funciona como um sinal de que se vai passar do mundo real para um mundo irreal, o mundo da fantasia, onde tudo é possível. Esse mergulho no imaginário termina com a fórmula final: "...e viveram felizes para sempre."</div><div>Ao longo do conto as indicações de tempo são sempre limitadas e vagas, não permitindo determinar com rigor a duração da ação ou a localização num contexto histórico preciso. O mesmo acontece relativamente ao espaço: um palácio, uma casa, uma fonte, uma floresta...<br><br></div><var><strong><mark>Simbologia </mark></strong></var><div>Os contos tradicionais estão carregados de simbologia: dizem mais do que parecem dizer. A manifestação mais evidente é a referência sistemática ao número três, símbolo da perfeição desde tempos imemoriais. Mas há mais exemplos: a rosa aparece como símbolo do amor puro e total, o beijo desperta e faz renascer, o herói quase sempre tem que enfrentar uma série de provas antes de alcançar seu objetivo etc.<br><br></div><var><strong><mark>Funções / Importância do Conto ( do ponto vista sociológico) 
</mark></strong><br></var><div>Em maior ou menor grau, o conto popular tinha as seguintes funções:</div><ul><li>preencher os tempos de lazer;</li><li>&nbsp;propor aos ouvintes modelos de comportamento;</li><li>&nbsp;transmitir os valores do mundo, próprios daquela sociedade.</li></ul><div><strong>Resumindo podemos dizer que os contos tinham (têm) uma função de entretenimento e uma função educativa</strong>. Por um lado, constituíam <strong>uma das formas de ocupar os tempos livres, geralmente os serões, reforçando os laços de convivência entre os membros da comunidade e despertando a imaginação dos assistentes; por meio deles era possível compensar a dureza e a monotonia da vida quotidiana</strong>, fugindo para mundos distantes e vivendo papéis e situações empolgantes. Por outro, <strong>concediam aos mais velhos um instrumento privilegiado para levarem os mais novos a interiorizarem valores e comportamentos considerados corretos.<br></strong>Diversos psicólogos <strong>já apontaram a importância dos contos populares ou infantis para a estruturação da individualidade da criança ou do adulto.&nbsp;<br></strong><br></div><var><strong><mark>E porquê escrever os contos populares ? 
</mark></strong><br></var><div><strong>No seculo XIX os irmãos Grimm, deram a uma coletânea de narrativas o título de Kinder und Hausmärchen (Histórias das Crianças e do Lar).<br>Em Portugal, Francisco Adolfo Coelho, muito influenciado pela cultura alemã, reúne alguns dos contos mais significativos e célebres do imaginário português, como resultado de um longo e apaixonado trabalho de pesquisa que levou o autor a viajar para todo o país. Há histórias mais longas e outras mais breves, cheias de magia ou muito realistas, mas todas ligadas pela sinceridade e clareza típica da sabedoria popular. Uma obra de primeiro interesse também para apreciar as semelhanças e as distinções com a cultura oral das outras nações de Europa e do mundo.<br></strong><br></div><var><strong><mark>O Livro </mark></strong></var><div><strong>A obra resultante deste interesse foi o livro " Contos Populares Portuguezes", editado pela 1ª vez em 1879 . Recentemente têm-se feito algumas reedições e saliente-se que faz parte do Plano Nacional de Leitura , LER+</strong>, livro <strong>recomendado para a Formação de Adultos</strong> como sugestão de leitura.</div><div><strong>Nesta obra é de soberba importância a sua prefação.<br></strong><br></div><var><strong><mark>PREFAÇÃO </mark></strong></var><div><br></div><div>«<strong>Os contos que hoje publicamos formam parte d'uma extensa collecção de tradições populares portuguezas reunidas por nós já, por assim dizer, estenographando-as ao sairem da bocca de narradores populares</strong>, <strong>já recebendo-as escriptas de pessoas d'alguma instrucção e d'indubitavel probidade, que ou as aprenderam na infancia ou as ouviram depois de pessoas indoutas</strong>. <strong>Não amplificamos nenhum; não introduzimos nenhum adjectivo, nenhum ornato; cortámos apenas alguma repetição inutil</strong>; <strong>introduzimos apenas e raramente algum pronome que a reproducção escripta torna necessario.</strong> Como os contos da primeira categoria, isto é, os que nós <strong>colligimos directamente da tradição viva</strong>, <strong>foram ouvidos de preferencia de pessoas que se exprimiam bem, não apresentam deturpações grosseiras de palavras; uma ou outra entendemos dever corrigil-a; conservamos, porém, as fórmas provinciaes interessantes com todo o cuidado.</strong></div><div>(…)</div><div>Portugal deixa de ser uma excepção com relação ao interesse que nos outros paizes de lingua romanica se vae desenvolvendo pelos contos populares, em virtude d'um movimento nascido na Allemanha com a publicação dos Kinder-und Hausmärchen pelos irmãos Grimm (1812-14), communicado aos paizes scandinavos, á Russia, á Inglaterra e mais tarde á Italia e á França. Iniciado na peninsula por Milà y Fontanals (1853), a cujo lado se deve citar o nome da dama assignada Fernan Caballero, continuado para a Catalunha por Maspon y Labròs, urge que esse movimento se propague rapidamente a todas as provincias de Portugal e da Hespanha, antes que o jornal levado a toda a parte pelo caminho de ferro conclua a obra de obliteração que accommette estas tradições; <strong>dar-nos-hemos por pagos de nosso trabalho se contribuirmos com o nosso exemplo para salvar o que ainda resta d'elles.»<br></strong><br></div><var><strong><mark>Sobre o Autor</mark></strong><strong> </strong></var><div><strong>Francisco Adolfo Coelho nasceu em Coimbra, em 1847</strong>, e morreu em Carcavelos, em 1919.</div><div><strong>Teve uma infância repleta de dificuldades.</strong> Contava apenas 19 meses quando o seu pai morreu. <strong>Frequentou o liceu em Coimbra, tendo-se matriculado na Universidade com 15 anos, no curso de Matemática. Insatisfeito com o ambiente que aí encontrou, dois anos depois abandonou os estudos universitários. Impôs, então, a si próprio um programa de estudos centrado em autores alemães, aprendendo para o efeito a língua alemã.</strong></div><div><strong>&nbsp; &nbsp; Membro destacado da chamada Geração de 70</strong>. Autor de " A Língua Portuguesa", obra de 1868, onde procedeu ao estudo comparativo das línguas românicas, <strong>foi também filólogo, pedagogo, etnógrafo, historiador, crítico literário e introdutor dos estudos de Filologia Comparada em Portugal, cadeira que lecionou no Curso Superior de Letras desde 1878.<br>&nbsp;Em 1871</strong>, <strong>participou nas Conferências Democráticas do Casino, proferindo a última conferência, "O ensino" (texto que viria a ser publicado em 1872 sob o título "A questão do ensino"), onde propôs uma reforma do ensino baseada na separação do Estado e da Igreja</strong> e <strong>no princípio da liberdade de consciência. Estes pressupostos viriam a fazer um enorme escândalo entre os jornais conservadores da época</strong>. Para além de uma vasta bibliografia relacionada com as áreas da Filologia e da História da Língua, em que foi especialista, publicou de 1873 a 1875 a revista "Bibliografia Crítica de História e Literatura", onde apreciava a produção intelectual portuguesa e estrangeira nos mais diversos domínios. Colaborou igualmente em periódicos como "O Cenáculo" e "O Positivismo."<br>Fica aqui o convite para ler o livro! &nbsp;<br><br></div><pre>Um conto para abrir o apetite: 
A velhinha e o Lobo
<a href="https://youtu.be/FP16vngNGKU">https://youtu.be/FP16vngNGKU</a></pre><div><br>Webgrafia : <br><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Francisco_Adolfo_Coelho">https://pt.wikipedia.org/wiki/Francisco_Adolfo_Coelho</a> ( consultado em 9/7/18)<br><a href="https://www.wook.pt/autor/adolfo-coelho/9209">https://www.wook.pt/autor/adolfo-coelho/9209</a>&nbsp; ( consultado em 9/7/18)<br>cvc.instituto-camoes.pt/seculo-xix/adolfo-coelho-dp1.html ( consultado em 9/7/18)<br>https://www.wook.pt › Livros em Português › Literatura › Contos&nbsp; (consultado em 9/7/18)<br><a href="http://visao.sapo.pt/visaojunior/2017-01-09-Contos-Populares-Portugueses-de-Adolfo-Coelho">http://visao.sapo.pt/visaojunior/2017-01-09-Contos-Populares-Portugueses-de-Adolfo-Coelho</a>&nbsp; (consultado em 9/7/18)<br>"https://pt.wikisource.org/w/index.php&nbsp; <br>title=Contos_Populares_Portuguezes&amp;oldid=34349"4&nbsp; (consultado em 9/7/18) <br><a href="https://repositorio-aberto.up.pt/bitstream/10216/.../tesedoutcontopopular000074266.pdf">https://repositorio-aberto.up.pt/bitstream/10216/.../tesedoutcontopopular000074266.pdf</a>&nbsp; (consultado em 8/7/18)</div><div><br></div><div><br><br></div>]]></description>
         <enclosure url="https://image.slidesharecdn.com/textosdetradiooral-091110152346-phpapp02/95/textos-de-tradio-oral-1-728.jpg?cb=1257866664" />
         <pubDate>2018-06-16 08:35:46 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/mariaisabelchainho/x2iylrt9syrj/wish/267434454</guid>
      </item>
   </channel>
</rss>
