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      <title>Note (s) by Camila Calmon</title>
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      <language>en-us</language>
      <pubDate>2025-07-24 01:53:27 UTC</pubDate>
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         <title>Pontual</title>
         <author>camilacalmon</author>
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         <description><![CDATA[<p>Ainda hoje, as físicas clássica e moderna  debatem sobre o tempo. Independente de qual seja o entendimento, é possível viver sem este referencial? "Decidi não ser mais escrava do tempo", disse ela, desistindo de todos os relógios do seu arsenal. Ainda assim, seguiu todos os compromissos mantendo-se pontual.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-07-24 02:17:52 UTC</pubDate>
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         <title>Estado</title>
         <author>camilacalmon</author>
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         <description><![CDATA[<p>O que representa? A que interesses atende?</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-07-24 02:31:06 UTC</pubDate>
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         <title>Peão</title>
         <author>camilacalmon</author>
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         <description><![CDATA[<p>Na foto, da direita para a esquerda: A BNCC e seus entraves!</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-07-24 02:42:05 UTC</pubDate>
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         <title>Saga da Amazônia</title>
         <author>camilacalmon</author>
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         <description><![CDATA[<p>Vital Farias - 1982</p><p><br/></p><p>Era uma vez na Amazônia a mais bonita floresta<br>Mata verde, céu azul, a mais imensa floresta<br>No fundo d'água as Iaras, caboclo lendas e mágoas<br>E os rios puxando as águas<br>Papagaios, periquitos, cuidavam de suas cores<br>Os peixes singrando os rios, curumins cheios de amores<br>Sorria o jurupari, o uirapuru, seu porvir<br>Era flora, fauna, frutos e flores<br>Toda a mata tem caipora para a mata vigiar<br>Veio caipora de fora para a mata definhar<br>E trouxe dragão de ferro pra comer muita madeira<br>E trouxe em estilo gigante pra acabar com a capoeira<br>Fizeram logo o projeto sem ninguém testemunhar<br>Pra o dragão cortar madeira e toda mata derrubar<br>Se a floresta, meu amigo, tivesse pé pra andar<br>Eu garanto, meu amigo, que o perigo não tinha ficado lá<br>O que se corta em segundos gasta tempo pra vingar<br>E o fruto que dá no cacho pra gente se alimentar?<br>Depois tem o passarinho, tem o ninho, tem o ar<br>Igarapé, rio abaixo, tem riacho e esse rio que é um mar<br>Mas o dragão continua na floresta a devorar<br>E quem habita essa mata, pra onde vai se mudar?<br>Corre índio, seringueiro, preguiça, tamanduá<br>Tartaruga, pé ligeiro, corre, corre tribo dos Camaiurá<br>No lugar que havia mata, hoje há perseguição<br>Grileiro mata posseiro só pra lhe roubar seu chão<br>Castanheiro, seringueiro já viraram até peão<br>Afora os que já morreram como ave de arribação<br>Zé de Nana tá de prova, naquele lugar tem cova<br>Gente enterrada no chão<br>Pois, mataram o índio que matou grileiro que matou posseiro<br>Disse um castanheiro para um seringueiro que um estrangeiro<br>Roubou seu lugar<br>Foi então que um violeiro chegando na região<br>Ficou tão penalizado e escreveu essa canção<br>E talvez desesperado com tanta devastação<br>Pegou a primeira estrada, sem rumo, sem direção<br>Com os olhos cheios de água, sumiu levando essa mágoa<br>Dentro do seu coração<br>Assim termina essa história para gente de valor<br>Pra gente que tem memória, muita crença, muito amor<br>Pra defender o que ainda resta, sem rodeio, sem aresta<br>Era uma vez uma floresta na linha do Equador</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-07-24 02:45:11 UTC</pubDate>
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