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      <title>A Sexta História by Eduarda Bezerra Piveta</title>
      <link>https://padlet.com/eduardabp/x07sz3x0avpz3034</link>
      <description>Sinta-se a vontade para inserir aqui a sua sexta história baseada no conto da Clarice Lispector</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2021-10-26 23:49:07 UTC</pubDate>
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         <title>Barata Voadora Assassina</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/eduardabp/x07sz3x0avpz3034/wish/1846634125</link>
         <description><![CDATA[<div>A sexta história chama-se "Barata voadora assassina". Começa assim: queixei-me de baratas. A vizinha então contou-me uma experiência que viveu…. Estava almoçando na praia junto com amigos, se divertindo, dando risada, quando de repente, entra no resinto uma barata voadora circulando sua madrinha de casamento que tinha pavor de baratas e a mesma ficou circulando ao redor da Maria, mas estava passando despercebida pela mesma e tudo transcorria plenamente. Com exceção de Marta que estava ficando ansiosa por ver a barata rodeando, cada vez mais perto de Maria. Então, a barata pousou na cabeça da Maria. E a mesma sacudiu a cabeça e a barata voou mas pousou no nariz do Maria, que quando se deu conta estava com as garras prontas e atacou o próprio nariz para se livrar da danada. A barata saiu do nariz mas continuou rodeando a Maria que entrou em desespero e enfiou as unhas nas costas da pessoa mais proxima… E , a vítima da vez foi o pobre Miguel, que encolheu-se todo absorvendo o golpe e ao mesmo tempo que tentava se proteger , tentava acalmar a namorada. Alguns minutos depois a barata conseguiu escapar tranquilamente pela mesma janela que tinha entrado, saiu. E o assassinato ocorrido foi apenas as costas do&nbsp; Miguel que ficou marcado como se tivesse sido atacado por um felino assustado.</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-10-27 00:44:36 UTC</pubDate>
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         <title>A Quinta História</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/eduardabp/x07sz3x0avpz3034/wish/1846946204</link>
         <description><![CDATA[<div>	Queixei-me de baratas. Já não aguentava mais o barulho sorrateiro e quase que propositalmente num sussurro que elas faziam a noite no meu apartamento. Bem verdade é que as baratas não eram minhas, vinham do apartamento de cima, mas vamos combinar que não é como se registrassem baratas no cartório para que fossem minhas ou de outros.</div><div>	Num ponto de ônibus, onde sempre se comenta a vida enquanto se espera o transporte coletivo, queixei-me de baratas para uma senhora. Como num vídeo tutorial do Youtube, a senhora me ensinou passo a passo o que fazer, me alertou que comprasse açúcar, farinha e gesso. O açúcar e a farinha já estavam na dispensa. No último mês havia feito um bolo que levava tais ingredientes então, comprei o gesso que faltava.</div><div>	Assim que anoiteceu, estava pronta para colocar em prática o plano: com a farinha e o açúcar atrai as baratas, e com o gesso as mumifiquei. Estavam ali, estáticas e engessadas.&nbsp;</div><div>	Por um tempo me perguntei se eu era uma assassina de fato. Ora, não era minha culpa se as baratas escolheram justo minha residência para invadir.</div><div>Dias depois achei o bolo que havia feito há mais de um mês, apodrecendo. Ele fora o convite para todas as baratas. 			</div><div><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-10-27 02:48:24 UTC</pubDate>
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         <title>A Sexta História</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/eduardabp/x07sz3x0avpz3034/wish/1849248279</link>
         <description><![CDATA[<div><strong><br>A quinta história chama-se "Leibnitz e a Transcendência do Amor na Polinésia". Começa assim: queixei-me de baratas</strong>, segui os conselhos da senhora e dedetizei a minha casa. A mesma placa de virtude que exibia minha conquista também era um lembrete dos meus impulsos mais cruéis. Por que interromper a vida de tais seres, tão ingênuos em sua pequenez, apenas para afirmar o antropocentrismo pautado em um suposto privilégio pensante? O gesso que paralisou para sempre os últimos suspiros de vida daquelas baratas poderia ter paralisado também seus últimos pensamentos? Será que teriam concentrado suas últimas lembranças naqueles segundos finais? Será que teriam compreendido que chegavam ao final de suas vidas? Será que o breve tempo de ação da mistura milagrosa teria revelado uma vida inteira de farra noturna, assombrando as pessoas com suas patas asquerosas? A capacidade dada à minha espécie de refletir sobre tais possibilidades agoniava-me cada vez mais. Passei a sentir falta do horror que amenizou a solidão daquele apartamento durante longos anos. Que tortura é o sentimento de culpa! Talvez o efeito do gesso não tenha sido tão cruel quanto à dor dessa angústia... Acho que já me alonguei demais. Passo a narração da sexta história para as verdadeiras vítimas dessa situação, para que outra versão seja enfim contada.<br><br></div><div>“O último dia antes do feitiço que paralisou nossa comunidade”.&nbsp;<br><br></div><div><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-10-27 19:12:00 UTC</pubDate>
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         <title>A Sexta História</title>
         <author>ogiovanna</author>
         <link>https://padlet.com/eduardabp/x07sz3x0avpz3034/wish/1852510309</link>
         <description><![CDATA[<div>A sexta história inicia-se a partir da visão amedrontada. Começa assim: queixei-me de baratas. Maria, Maria! – gritei ao anoitecer – sinto cheiro de baratas. Tem barata ao lado da minha cama. Tem barata no banheiro. Tem baratas em todo canto. Barulho de asas batendo. Deito, fecho os olhos e as vejo, sinto seu caminhar em meu corpo. Veneno? Inseticida? Pano no vão da porta? Canos e ralos tampados? Maria, minha mãe, planeja sua morte, de forma milimétrica. Saídas para que desapareçam. Matei-as! – avisa mamãe com empolgação e alívio. Mortas na realidade, mas vivas em meus sonos mais cruéis. No dia seguinte as baratas retornam, batendo suas asas.&nbsp;<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-10-28 22:39:23 UTC</pubDate>
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         <title>A sexta História: Como matar Baratas Hermenêuticas</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/eduardabp/x07sz3x0avpz3034/wish/1852621027</link>
         <description><![CDATA[<div>A sexta história, para não frustrar as expectativas, começaria assim:&nbsp; queixei-me de baratas.&nbsp;A vizinha astuta e de boa audição deu-me a receita, alvo e mortífera. Ela se incomodava com as baratas alheias, mas nunca realizou o desejo. Apenas varria as para fora.&nbsp;</div><div>Neste dia, lembrei-me de suas saídas devocionais aos domingos de manhã e exclamei em um tom satisfatório:&nbsp;</div><div>“Já dizia Eclesiastes que tudo tem seu tempo. Há um momento oportuno para cada coisa debaixo do céu: tempo de nascer e tempo de morrer; tempo de plantar e tempo de arrancar o que se plantou; tempo de matar e tempo de curar;&nbsp; tempo de destruir e tempo de construir; tempo de chorar e tempo de rir; tempo de lamentar e tempo de dançar; tempo de espalhar pedras e tempo de as ajuntar; tempo de abraçar e tempo de se afastar dos abraços; tempo de procurar e tempo de perder; tempo de guardar e tempo de jogar fora; tempo de rasgar e tempo de costurar; tempo de calar e tempo de falar; tempo do amor e tempo do ódio; tempo da guerra e tempo da paz. Cara senhora, hoje não tenho tempo para matar baratas. Dedetize você mesma!”.</div><div>E Ela o fez.&nbsp;</div><div>Esta história poderia chamar-se “Como matar baratas hermenêuticas”. &nbsp;</div><div><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-10-29 00:16:55 UTC</pubDate>
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         <title>A Sexta história. </title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/eduardabp/x07sz3x0avpz3034/wish/1870968970</link>
         <description><![CDATA[<div>Queixei-me de baratas. Minha queixa externada exigia um consentimento social para exterminá-las. Por viver um momento de reflexão ecológica procuro autorização para matar. Minha narrativa se pauta pelos motivos mais variados, que vão do controle da maldição, a motivação higiênica; por serem seres nojentos, coisas, violentas, desviantes: até a invasão indesejável aos nossos espaços conquistados, pois só nos podemos voar. Acabo por pautar minha intenção assassina nos comportamentos noturnos, nas investidas sorrateiras, nas limitações da raça, nos costumes subalternos e no incômodo de seus corpos resistentes. Descanso enfim deitada em berço esplêndido a minha alma tranquila, depois da confirmação de suas ausências e a segurança mantida de minha vida, minha liberdade e minha propriedade como boa cidadâ que sou.</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-11-05 23:58:08 UTC</pubDate>
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         <title>A Sexta História</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/eduardabp/x07sz3x0avpz3034/wish/1879486872</link>
         <description><![CDATA[<div>A criação de laços é um processo contínuo, profundo e delicado. Durante os últimos dois anos, inseridas no contexto da pandemia da Covid-19, nos distanciamos e, consequentemente, precisamos reconstruir nossos laços. O afeto não é só sobre abraços, palavras doces e trocas de carinhos. Ele também se dá quando compartilhamos nossas experiências, vulnerabilidades, emoções, criatividade e imaginação. Após meses vivendo a escola por meio das tecnologias, ao retornar presencialmente, procurei um recurso de estreitamento de laços particular e potente.<br>Uma das minhas responsabilidades na escola é recepcionar as crianças na hora que chegam na escola. Costumo usar desse momento para compartilhar histórias. Certa vez, queixei-me de baratas. No entanto, não segui tal qual Clarice, com receitas de açúcar, farinha e gesso, o cenário de Pompéia, desejos e dedetizações. A história começou na Casa Antiga da Carandá, chegando na sala, quando me deparei com um ponto preto – se estava vivo ou morto, minha visão limitada dominada pelo asco não saberia dizer. Imediatamente exclamei:<br>-	Socorro, Socorro! - Respectivamente um pedido de ajuda e um nome próprio.<br>Com uma maturidade e determinação que me faltava naquele momento, Socorro lidou com a barata em apenas 5 segundos. Logo, a sala estava completamente livre de qualquer mal. Veja, na minha imaginação, aquele Ser era um verdadeiro Pterodátilo. Há poucos dias havia lido A Quinta História e me senti dentro do próprio conto de Lispector. Não tardou para minha imaginação aflorar e, ao primeiro encontro com as crianças do segundo ano, contei:<br>-	Vocês não sabem o que ocorreu nesta escola há poucas horas. Ela foi invadida por um ser monstruoso, um verdadeiro dinossauro. A sala foi invadida por um Pterodátilo!<br>Instantaneamente as crianças duvidaram e quiseram saber mais sobre. Contei sobre meu embate com o animal e toda a destruição que ele causou. Sobre a nossa sempre heroína Socorro e como tive que reconstruir toda sala após o ocorrido. A nuvem criativa tomou todos nós e juntos estruturamos uma narrativa sem precedentes. Cada ponto da sala que parecia estar fora do lugar tinha como origem a invasão do dinossauro.<br>Por vezes me questionaram:<br>-	Não foi um pterodátilo, deve ter sido uma barata colossal! - Mas eu continuava a afirmar que não havia meios daquele ser apenas um inseto.<br>A mancha azul no teto se transformou no sangue do Pterodátilo. Algumas poucas rachaduras eram fruto da destruição da aterrisagem dele e, consequentemente, da reconstrução precária que tive que realizar minutos antes da chegada deles e delas na escola. Contei sobre todo o processo de construção, que foi um trabalho danado. Logo a notícia se espalhou e nossa narrativa se tornou uma quase-verdade.<br>Não conseguiria construir essa história sozinha. A reunião da minha imaginação com a deles gerou um conto próprio. Construímos naquele momento uma unificação, os nossos laços, uma experiência única que compartilhávamos. Até hoje, pela palavra “pterodátilo” a emoção vem à tona novamente e nossa criação ganha ainda mais patas e antenas.<br>Pensando nessa situação, lembrei-me de uma passagem da Pedagogia da Autonomia, do nosso patrono Paulo Freire (1996, p.33) :<br>&nbsp;Não haveria criatividade sem a curiosidade que nos move e que nos põe pacientemente impacientes diante do mundo que não fizemos, acrescentando a ele algo que fazemos.<br>Evidentemente, no momento mais apropriado, assumi ter sido sim a invasão de uma barata colossal. Digo apropriado, pois se tratava de um momento em que a veracidade ou não dos fatos narrados já não era o ponto central. Afinal, uma das crianças logo esclareceu que os pterodátilos deixaram de existir há milhares de anos, para o nosso alívio. O que ficou foi o momento singular de criação de realidades paralelas, de produção literária oral, de criatividade, de escuta e trocas. Cada um teve sua vez de falar, contribuir para a história, ouvir e ser ouvida, imaginar e brincar com as palavras. Vejo que é aí que mora parte do aprendizado essencial de viver em sociedade e exaltar as experiências individuais e coletivas.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-11-09 21:04:33 UTC</pubDate>
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         <title>A Sexta História - A desejada invisibilidade</title>
         <author>sueliteixeirasilva</author>
         <link>https://padlet.com/eduardabp/x07sz3x0avpz3034/wish/1882723956</link>
         <description><![CDATA[<div><br>Não menos verdadeira que todas anteriores, ou do que teria sido a milésima primeira. Aqui estou, na milésima segunda tentativa sem ainda ter conseguido concluir a sexta história! Como diria Adélia Prado, “às vezes, quando Deus me tira a poesia, olho pedra e vejo pedra, mesmo”. E é isso: só vejo pedras! Sempre foi assim. Mas, no momento, vejo também baratas.<br><br></div><div><br>Assim como as anteriores, e também as seguintes, a sexta história começa com a clássica queixa sobre baratas. Sim, aquela queixa que supostamente já poderia ter sido abandonada na&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; quinta história... A esta dei o título de "A desejada invisibilidade", também poderia ser "A indesejada visibilidade".<br><br></div><div><br>Ser ou estar invisível, blindada e resguardada do julgamento de outros é uma condição pouco provável e cada vez menos possível, inclusive, e principalmente, do meu próprio julgamento. Ou seria “só” falta de confiança?&nbsp;<br><br></div><div><br>Escrever essa sexta história, e a obsessão por um texto pelo menos razoável compõe minha alma neste exato momento. Tem sido assim há semanas. Mas, voltando à Adélia Prado, “não quero a faca nem o queijo, quero a fome”. Isso não é totalmente verdade, não quero a fome, mas quereria querer. Sempre me meto nessa armadilha.<br><br></div><div><br>Seriam mesmo as baratas espertas como nós? No meu caso, mais provável que eu seja tola como elas. Aquela obsessão pelo extermínio das baratas já não compõe minha alma agora, o texto está “pronto”, o que não significa concluído, finalizado, mas, em algum momento tem que deixar de ser meu. A dedetização me ajudou fugir também do próprio meu julgamento. Parece fazer sentido que “compreender é compreender-se diante do texto”...<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-11-11 00:28:58 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>A Sexta História</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/eduardabp/x07sz3x0avpz3034/wish/1888377467</link>
         <description><![CDATA[<div>	Mesmo as baratas que invadiam minha casa pelos canos tendo morrido, uma barata esperta, como as outras, entrou em minha casa voando pela janela.</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-11-13 16:36:29 UTC</pubDate>
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         <title>A Sexta História</title>
         <author>anacosta67</author>
         <link>https://padlet.com/eduardabp/x07sz3x0avpz3034/wish/1900682542</link>
         <description><![CDATA[<div>Queixei-me de baratas.<br>Baratas estas que não podia chamar de minhas. Mas que, em atrevimento, rompiam a solidão de meu apartamento, madrugada a dentro.<br>Uma senhora ouviu minhas queixas, me ensinou&nbsp; receita caseira, quase inofensiva para mim. Para elas,&nbsp;contudo, mortal.<br>Meticulosamente, pesei os ingredientes e tomada por um instinto assassino, decidi matar. Premeditadamente e com certo prazer inconfessável, preparei o elixir da morte: açúcar, gesso, farinha.<br>Já era hora grande, noite morna, adormeci.&nbsp;<br>Pelos cantos da cozinha, caminhando com 3 pares de patas inocentes elas encontraram os cristais de açúcar encriptados em uma crosta branca.&nbsp;<br>O falso fausto. Bambúrrio de diamantes açucarados. Euforia inconsequente.&nbsp;<br>Durante o deleite enganoso, esqueciam de olhar para dentro de si. E ali, no fundo de seu âmago, de suas vísceras, se rompia a vida,&nbsp; o cruel engano rebentava o seu ser.&nbsp;<br>O desespero tomava conta de cada uma delas, de dentro para fora.&nbsp;<br>Em vão, procuravam fugir da morte horrenda.&nbsp;<br>Mas não podiam escapar de si mesmas. Estavam presas,&nbsp; petrificadas.<br>Estatuetas pálidas no chão do cozinha.<br>De minha fria altura de gente, assisto à derrocada de um mundo.&nbsp;<br>O galo canta e amanhece.</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-11-18 22:41:29 UTC</pubDate>
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