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      <title>1ª I PLUB by gilson ferreira</title>
      <link>https://padlet.com/gilsongarajau/Bookmarks</link>
      <description>O presente trabalho objetiva as conquistas e as lutas por direitos femininos do decorrer da história. A intenção desta pesquisa é trazer à luz os desafios, asdificuldades e as conquistas alcançadas pelas mulheres em busca de seu protagonismo na sociedade brasileira e mundial.</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2022-03-15 11:34:52 UTC</pubDate>
      <lastBuildDate>2022-05-10 18:51:07 UTC</lastBuildDate>
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         <title>Exposição mostra roupas que vítimas usavam quando foram estupradas</title>
         <author>gilsongarajau</author>
         <link>https://padlet.com/gilsongarajau/Bookmarks/wish/2158325566</link>
         <description><![CDATA[<div>Muitas vezes, quando alguém relata ter sido abusado sexualmente, surge a dúvida sobre a roupa que a vítima estava usando como forma de "justificar" o abuso. Uma exposição recém-estreada em Bruxelas, na Bélgica, critica isso ao contar histórias de alunos da Universidade do Kansas, dos Estados Unidos, que foram estuprados e mostrar as roupas que as vítimas estavam usando no momento do abuso.<br>A mostra, chamada <em>What Were You Wearing? </em>(O Que Você Estava Vestindo?, em português) foi realizada em setembro do ano passado no Kansas. Delphine Goossens, uma funcionária pública de Bruxelas, ficou sabendo e decidiu levar a ideia para sua cidade. Ela contatou os organizadores, pediu autorização para replicar a exposição, traduziu os depoimentos dos estudantes para francês e holandês e usou suas próprias roupas e de seus colegas de trabalho para vestir manequins com peças semelhantes às descritas por cada uma das vítimas.&nbsp;<br>A exposição está ocorrendo no Molenbeek Maritime Community Centre, onde ela trabalha. Delphine espera que a mostra se espalhe por diversas cidades da Europa. "Eu acho que as escolas ou universidades podem fazer isso. É fácil", disse ela à Reuters.<br><br></div><div>Na sala de exposição, há diversas roupas à mostra, como pijamas, trajes de banho e uniforme de colégio infantil. Há também uma parede dedicada a três roupas semelhantes a que uma mesma mulher usou nas três vezes em que foi vítima de estupro.<br><br></div><div>Liesbet Verboven, uma mulher que visitou a exposição, disse que se sentiu muito emocionada. Uma amiga dela foi abusada e teve uma experiência ruim com ao buscar a Polícia, que a culpou por estar em um lugar específico e ter tomado certas decisões. "É um grande impacto ver todas essas peças, ver que pode acontecer com qualquer pessoa, a qualquer hora, em qualquer lugar. Eu espero que isso possa mudar a ideia das pessoas que culpam a vítima por ser violentada e estuprada", disse ela.<br>De acordo com dados exibidos na What Were You Wearing, 56% dos belgas conhecem ao menos uma pessoa que foi vítima de abuso sexual e uma entre quatro mulheres já foi assediada fisicamente em espaços públicos. A exposição ficará no local até 20 de janeiro.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-04-26 11:22:27 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>27% das mulheres de 15 a 49 anos sofreram violência doméstica durante a vida, diz estudo da &#39;The Lancet&#39;</title>
         <author>cassaniisa71</author>
         <link>https://padlet.com/gilsongarajau/Bookmarks/wish/2168719539</link>
         <description><![CDATA[<div><br>Um novo estudo publicado na revista The Lancet nesta quarta-feira (16) indica que <strong>27% das mulheres de 15 a 49 anos sofreram violência física e/ou sexual dos parceiros masculinos durante a vida</strong>. Destas, 13% foram violentadas nos últimos 12 anos de pesquisa (em 2018).</div><div><strong>Veja os números do estudo:</strong></div><ul><li>Globalmente, estima-se que <strong>27% das mulheres de 15 a 49 anos tenham passado por algum tipo de violência doméstica</strong> pelo menos uma vez na vida desde os 15 anos</li><li>Em 2018, <strong>até 492 milhões de mulheres de 15 a 49 anos sofreram violência de parceiros</strong> - 13%</li><li>24% das mulheres entre 15 e 19 anos já foram violentadas pelos parceiros</li><li>A prevalência de violência entre parceiros recentes/atuais foi <strong>maior entre as faixas etárias de 15 a 19 anos e 20 a 24 anos</strong> nos últimos 12 meses da pesquisa</li><li>Violência foi maior na Oceania (49%) e na África Central Subsaariana (44%). Ásia Central (18%) e Europa Central (16%) foram regiões com menor estimativa</li><li>Países de alta renda apresentaram menores prevalências estimadas de violência de parceiros ao longo da vida</li><li>Pesquisadores alertam que <strong>os números devem ser maiores</strong>, já que as estimativas são baseadas nas experiências de mulheres e questão é estigmatizada</li></ul><div>Lynnmarie Sardinha, autora principal do estudo, apontou que o alto número de jovens que sofrem violência dos parceiros é preocupante. "<strong>A adolescência e o início da vida adulta são etapas importantes da vida quando os fundamentos para relacionamentos saudáveis são construídos</strong>. A violência que essas jovens experimentam tem impactos duradouros em sua saúde e bem-estar. <strong>A violência de parceiros íntimos é evitável e precisa ser feita</strong>".</div><div>Os pesquisadores utilizaram dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre prevalência de violência contra a mulher e mais de 300 pesquisas e estudos realizados entre 2000 e 2018, em 161 países e áreas.</div><div>O estudo definiu como violência: comportamentos físicos, sexuais e psicologicamente prejudiciais no contexto do casamento ou qualquer outra forma de união. As mulheres analisadas são casadas (ou foram), moram junto com o parceiro ou têm uma relação de longo prazo.</div><blockquote>“A violência de parceiros pode ter grande impacto a curto e longo prazo na saúde física e mental da vítima, incluindo lesões, depressão, ansiedade, gravidez indesejada, infecções sexualmente transmissíveis e até morte", alerta o estudo.</blockquote>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-03 17:43:09 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>adolescente é estuprada após sair da igreja </title>
         <author>LaraBravo16</author>
         <link>https://padlet.com/gilsongarajau/Bookmarks/wish/2168720565</link>
         <description><![CDATA[<div><br><br></div><div>Uma adolescente de 15 anos foi vítima de estupro na noite deste sábado (30), após deixar uma igreja, na rua Porangaba, em Araçatuba. As informações são do 018 News.</div><div>A jovem contou à polícia que após sair da igreja seguiu a pé para sua casa, que fica no bairro Jardim TV. Quando passou pela rua Humberto Bergamaschi, no bairro Jardim Primavera, foi parada por um desconhecido.</div><div>Segundo a vítima, o homem teria aproximadamente 1,70m de altura, era magro, porém forte, estava usando um capacete preto, com viseira transparente, mas suja de terra, o que dificultou a identificação dele. Ele ainda vestia camisa vermelha de manga curta, bermuda jeans com lavagem clara calçava chinelos.</div><div>Ele arrastou a menor para o interior de um banheiro em um terreno baldio. Não havia nenhum veículo ou pessoa por perto.</div><div>Ela ainda contou que foi arrastada pelos cabelos e tentou se desvencilhar do agressor, mas acabou sofrendo lesões nos braços e nas pernas.</div><div>Uma mulher chegou a ouvir os gritos e se aproximou para ver o que estava acontecendo. O acusado foi até ela, levantou a viseira do capacete e alegou se tratar de uma briga de casal.</div><div>A adolescente também relatou que chegou a usar uma pedra para atingir o homem, mas mesmo assim ele continuou abusando dela. Os gritos da garota eram rebatidos com soco na cabeça e ele chegou a perguntar o porquê dela estar passando por aquele local sozinha.</div><div>Antes de fugir ele devolveu o celular da vítima e a ameaçou caso ela pedisse ajuda.</div><div>A menor acionou a Polícia Militar e foi levada ao Pronto Socorro Municipal. Ela recebeu atendimento médico e foi encaminhada para a Santa Casa, onde ficou internada para realização de exames.</div><div>Um médico legista foi chamado para a constatação de estupro e coleta de materiais.</div><div>Uma representante do Conselho Tutelar se encarregou de acionar o Creas (Centro Especializado de Referência em Assistência Social) para oferecer atendimento psicológico à vítima.</div><div>O local do crime foi periciado e um inquérito será instaurado.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-03 17:43:50 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Com isolamento social, Brasil registra um feminicídio a cada 6 horas e meia</title>
         <author>melissasbastos</author>
         <link>https://padlet.com/gilsongarajau/Bookmarks/wish/2168721918</link>
         <description><![CDATA[<div>Em meio ao isolamento social, o Brasil contabilizou 1.350 casos de feminicídio em 2020 — um a cada seis horas e meia, segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública. O número é 0,7% maior comparado ao total de 2019. Ao mesmo tempo, o registro em delegacias de outros crimes contra as mulheres caiu no período, embora haja sinais de que a violência doméstica, na verdade, pode ter aumentado.<br><br>Os casos de homicídio motivado por questões de gênero subiram em 14 das 27 unidades federativas, de acordo com o relatório. Houve crescimento acentuado em Mato Grosso (57%), Roraima (44,6%), Mato Grosso do Sul (41,7%) e Pará (38,95). Em Rondônia, os feminicídios também saltaram de sete ocorrências, em 2019, para 14 no ano passado.<br><br><br>Entre os Estados, Mato Grosso é o que tem a maior taxa de feminicídio, com 3,6 casos por 100 mil habitantes. Na situação inversa, o Distrito Federal é o responsável pelo melhor índice (0,4), seguido por Rio Grande do Norte (0,7), São Paulo (0,8), Amazonas (0,8) e Rio de Janeiro (0,9).<br><br><strong>Perfil das vítimas e agressores</strong><br><br>Três a cada quatro vítimas de feminicídio tinham entre 19 e 44 anos. A maioria (61,8%) era negra. Em geral, o agressor é uma pessoa conhecida: 81,5% dos assassinos eram companheiros ou ex-companheiros, enquanto 8,3% das mulheres foram mortas por outros parentes.<br><br>Ao contrário dos homicídios comuns, em que há maior prevalência de arma de fogo, as armas brancas foram mais usadas contra as mulheres. Em 55,1% das ocorrências, as mortes foram provocadas por facas, tesouras, canivetes ou instrumentos do tipo.<br><br>Já os registros de lesões corporais e de estupros feitos na polícia caíram em 2020. Pelo levantamento, foram notificadas 230.160 agressões contra mulheres — 7,4% a menos em relação ao ano anterior.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-03 17:44:41 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Os desafios das mulheres na atualidade - Violência sexual e doméstica</title>
         <author>rayssarcruz</author>
         <link>https://padlet.com/gilsongarajau/Bookmarks/wish/2168722016</link>
         <description><![CDATA[<div>  <br>É um tema que precisa ser cada vez mais combatido. De acordo com o levantamento “Visível e invisível: a vitimização de mulheres no Brasil”, feito pelo Datafolha e encomendado pela ONG Fórum Brasileiro de Segurança Pública, 42,6% das jovens entre 16 e 24 anos afirmam ter sofrido algum tipo de violência ou agressão nos últimos 12 meses. E os dados ficam mais assustadores ao constatar que, considerando todas as mulheres entrevistadas, em 76,4% dos casos a violência partiu de um agressor já conhecido pela vítima.<br><br>A mesma pesquisa também demonstra que o local em que mais ocorre violência doméstica contra a mulher é na própria casa da vítima, com 42% dos casos. No entanto, 52% das mulheres não tomou providências após sofrer o ato de violência.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-03 17:44:45 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Assédio no transporte público - Shanelly A.R Dos Santos</title>
         <author>shanellyrasantos</author>
         <link>https://padlet.com/gilsongarajau/Bookmarks/wish/2168722142</link>
         <description><![CDATA[<div>De acordo com a pesquisa “Viver em São Paulo: Mulher”, da Rede Nossa São Paulo, 63% das paulistanas declaram já ter sofrido algum caso de assédio na cidade. O transporte público permanece como o local em que as mulheres sentem maior risco de sofrer algum tipo de assédio na opinião de 46% das entrevistadas.<br><br>A pesquisa também apontou que, na visão das entrevistadas, as principais medidas que precisam ser adotadas são: aumentar as penas para quem comete violência contra a mulher, agilizar o andamento da investigação das denúncias e ampliar os serviços de proteção a mulheres em situação de violência em todas as regiões da cidade.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-03 17:44:50 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Caso Mari Ferrer: Justiça absolve André Aranha de acusação de estupro em 2ª instância</title>
         <author>YasmimFernandesSilva</author>
         <link>https://padlet.com/gilsongarajau/Bookmarks/wish/2168723102</link>
         <description><![CDATA[<div>O Tribunal de Justiça de SC confirmou nesta quinta-feira (7), por unanimidade, a decisão de 1ª instância que inocentou o empresário André de Camargo Aranha<br><br>O Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) decidiu por unanimidade nesta quinta-feira (7) manter a absolvição de <strong>André de Camargo Aranha</strong>. O empresário é acusado por <strong>Mariana Ferrer</strong> de <a href="https://revistamarieclaire.globo.com/Mulheres-do-Mundo/noticia/2019/08/como-lei-brasileira-entende-e-pune-estupro-de-vulneravel.html"><strong>estupro de vulnerável</strong></a>.<br><br></div><div><br></div><div>Em audiência realizada em Florianópolis (SC), os desembargadores Ana Lia Carneiro, Ariovaldo da Silva e Paulo Sartorato analisaram o recurso pedido pela defesa de Mariana e concluíram que não havia provas que sustentassem a acusação. O colegiado decidiu então pela absolvição. Ainda cabe recurso em instâncias superiores, como o Superior Tribunal de Justiça (STJ).<br><br></div><div>O empresário já havia sido absolvido em primeira instância em setembro de 2020, em decisão do juiz Rudson Marcos, da 3ª Vara Criminal de Florianópolis (SC). Na ocasião, a Justiça entendeu que ele não teria como saber que Mariana não estava em condições de dar consentimento à relação sexual, portanto não haveria dolo, a intenção de estuprar.&nbsp;<br><br></div><div>Na quarta-feira (6), Mariana publicou imagens de laudos médicos em seu perfil no Instagram. Nos documentos, constam diagnósticos de estresse pós traumático, tensão, ansiedade, fobia social, síndrome do pânico e transtorno depressivo recorrente após o epsódio de violência sexual que teria sofrido. Um dos laudos aponta que Mariana está em acompanhamento psicoterapêutico desde 2019 e apresenta, desde sempre, "forte crise nervosa e sensação de que tinha alguém a perseguindo". O documento diz ainda que "foi possível constatar que se trata de uma pessoa que atualmente apresenta medo, inabilidades de conviver com pessoas que não sejam pessoas de seu convívio familiar, ansiosa, além de quadro depressivo moderado e de transtorno de pânico".<br><br></div><div>Ela acusa Aranha de tê-la dopado e estuprado em uma festa em 2018, quando ela tinha 21 anos e dizia ser virgem. Ele, que é empresário de jogadores de futebol, nega o crime.<br><br></div><div>Procurada nesta quinta, a defesa de Mariana não se manifestou até a o momento desta publicação. A defesa de Aranha também foi procurada para comentar o caso e a publicação será atualizada tão logo haja pronunciamento.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-03 17:45:29 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title></title>
         <author>filipeloliveira</author>
         <link>https://padlet.com/gilsongarajau/Bookmarks/wish/2168723889</link>
         <description><![CDATA[<div>Violência Contra a Mulher<br>A violência contra mulheres constitui-se em uma das principais formas de violação dos seus direitos humanos, atingindo-as em seus direitos à vida, à saúde e à integridade física. Ela é estruturante da desigualdade de gênero.&nbsp;<br><br>A violência contra as mulheres se manifesta de diversas formas. De fato, o próprio conceito definido na Convenção de Belém do Pará (1994) aponta para esta amplitude, definindo violência contra as mulheres como “qualquer ação ou conduta, baseada no gênero, que cause morte, dano ou sofrimento físico, sexual ou psicológico à mulher, tanto no âmbito público como no privado” (Art. 1°). Além das violações aos direitos das mulheres e a sua integridade física e psicológica, a violência impacta também no desenvolvimento social e econômico de um país.<br><br>A violência atinge mulheres e homens de formas distintas. Grande parte das violências cometidas contra as mulheres é praticada no âmbito privado, enquanto que as que atingem homens ocorrem, em sua maioria, nas ruas. Um dos principais tipos de violência empregados contra a mulher ocorre dentro do lar, sendo esta praticada por pessoas próximas à sua convivência, como maridos/esposas ou companheiros/as, sendo também praticada de diversas maneiras, desde agressões físicas até psicológicas e verbais. Onde deveria existir uma relação de afeto e respeito, existe uma relação de violência, que muitas vezes é invisibilizada por estar atrelada a papéis que são culturalmente atribuídos para homens e mulheres. Tal situação torna difícil a denúncia e o relato, pois torna a mulher agredida ainda mais vulnerável à violência. Pesquisa revela que, segundo dados de 2006 a 2010 da Organização Mundial de Saúde, o Brasil está entre os dez países com maior número de homicídios femininos. Esse dado é ainda mais alarmante quando se verifica que, em mais de 90% dos casos, o homicídio contra as mulheres é cometido por homens com quem a vítima possuía uma relação afetiva, com frequência na própria residência das mulheres.<br><br>Um dos instrumentos mais importantes para o enfrentamento da violência doméstica e familiar contra as mulheres é a Lei Maria da Penha – Lei nº 11.340/2006. Esta lei, além de definir e tipificar as formas de violência contra as mulheres (física, psicológica, sexual, patrimonial e moral), também prevê a criação de serviços especializados, como os que integram a Rede de Enfrentamento à Violência contra a Mulher, compostos por instituições de segurança pública, justiça, saúde, e da assistência social.<br><br>A Lei Maria da Penha também teve uma importante vitória em fevereiro de 2012, em decisão do STF, quando foi estabelecido que qualquer pessoa poderia registrar formalmente uma denúncia de violência contra a mulher, e não apenas quem está sob essa violência.<br><br>Não é apenas no âmbito doméstico que as mulheres são expostas à situação de violência. Esta pode atingi-las em diferentes espaços, como a violência institucional, que se dá quando um servidor do Estado a pratica, podendo ser caracterizada desde a omissão no atendimento até casos que envolvem maus tratos e preconceitos. Esse tipo de violência também pode revelar outras práticas que atentam contra os direitos das mulheres, como a discriminação racial.<br><br>O assédio também é uma violência que pode ocorrer no ambiente de trabalho, em que a mulher se sente muitas vezes intimidada, devido a este tipo de prática ser exercida principalmente por pessoas que ocupam posições hierárquicas superiores as mesmas.<br><br>Mulheres lésbicas e bissexuais podem sofrer diversos tipos de violência em função de sua orientação sexual, desde agressões físicas, verbais e psicológicas, até estupros corretivos (que pretendem modificar a orientação sexual da mulher). Mulheres transexuais também se tornam alvos de preconceitos e agressões múltiplas, e ainda lidam com violências dentro de instituições, como as que ocorrem no ambiente de trabalho e nos serviços de saúde.<br><br>O tráfico e a exploração sexual de mulheres, meninas e jovens também é uma prática relevante no que diz respeito às violências de gênero. O tráfico de mulheres, que tenha como finalidade a exploração sexual, o trabalho ou serviços forçados, a escravatura, a servidão, a remoção de órgãos ou o casamento servil, envolve uma ampla rede de atores e ocorre tanto localmente quanto globalmente, e consiste em violação dos direitos humanos das mulheres.<br><br>O enfrentamento às múltiplas formas de violência contra as mulheres é uma importante demanda no que diz respeito a condições mais dignas e justas para as mulheres. A mulher deve possuir o direito de não sofrer agressões no espaço público ou privado, a ser respeitada em suas especificidades e a ter garantia de acesso aos serviços da rede de enfrentamento à violência contra a mulher, quando passar por situação em que sofreu algum tipo de agressão, seja ela física, moral, psicológica ou verbal. É dever do Estado e uma demanda da sociedade enfrentar todas as formas de violência contra as mulheres. Coibir, punir e erradicar todas as formas de violência devem ser preceitos fundamentais de um país que preze por uma sociedade justa e igualitária entre mulheres e homens.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-03 17:46:00 UTC</pubDate>
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         <title>Menina de dez anos engravida após ser estuprada no Espírito Santo</title>
         <author>marcelapaniquini</author>
         <link>https://padlet.com/gilsongarajau/Bookmarks/wish/2168725385</link>
         <description><![CDATA[<h1>Menina de dez anos engravida após ser estuprada no Espírito Santo</h1><div>A Justiça decretou a prisão do tio da menina, mas o homem, de 33 anos, está foragido. A criança contou que o tio começou a praticar os abusos quando ela tinha seis anos de idade e fazia ameaças.Um caso bárbaro ganhou repercussão nacional esta semana. Uma menina de dez anos engravidou depois de ser estuprada.</div><div>A menina deu entrada em um hospital na cidade de São Mateus, norte do Espírito Santo, na semana passada. Ela sentia dores no abdômen. Um exame de sangue mostrou que ela estava grávida. A menina contou que era estuprada pelo próprio tio.</div><div>A polícia investigou o caso e em menos de dez dias concluiu o inquérito. O tio da criança foi indiciado por estupro de vulnerável e ameaça.</div><div>A Justiça decretou a prisão, mas o homem, de 33 anos, está foragido. Esta semana, equipes da Polícia Civil seguiram uma pista que ele estaria na Bahia, foram até lá, mas não conseguiram encontrá-lo.</div><div>A criança contou que ele começou a praticar os abusos quando ela tinha seis anos de idade e fazia ameaças, dizia que se ela contasse para alguém, ele iria fazer algum mal a parentes da menina.</div><div>A criança foi levada para um abrigo da cidade. A secretária de Assistência Social da prefeitura comentou sobre a possibilidade de interromper a gravidez.</div><div>"Então a gente precisa aguardar um posicionamento da avaliação médica e também do judiciário para se posicionar junto da família”, diz Marinalva Broebel, secretaria de Assistência Social.Em casos de estupro a lei brasileira permite o aborto.</div><div>“Existem três casos pontuais em que o legislador autoriza o aborto. A primeira hipótese é quando não há outro meio para salvar a vida da gestante. A segunda situação que o código penal autoriza o aborto é quando a gravidez resulta de estupro. E o terceiro caso é nos diagnósticos de anencefalia, reconhecido pelo Supremo Tribunal Federal”, afirma o advogado Raphael Bolt.</div><div>Em situações como essa, em que o estupro provocou a gravidez de uma criança, o professor Jovacy Peterle Filho diz que a vontade da menor tem que ser levada em consideração.</div><div>"Cabe aos poderes públicos, e é bem provável que já estão realizando trabalhos nesse sentido de montagens de equipes multidisciplinares para o máximo possível de ter uma escuta qualificada dessa criança, porque pode ser que a decisão da criança seja contrária à da família e caberá ao Poder Judiciário ter uma ponderação que não é fácil, mas que é necessário”, afirma o professor de direito Jovacy Peterle Filho.</div><div>Nesta sexta (14), uma decisão da Justiça do Espírito Santo atendeu a um pedido do Ministério Público do estado, favorável ao aborto. O juiz Antonio Moreira Fernandes determinou que "seja realizada a imediata analise médica quanto ao procedimento de melhor viabilidade para a preservação da vida da criança. Seja pelo aborto ou interrupção da gestação por meio do parto imediato". O juiz destacou o desejo da menor de não manter a gestação. Concluiu que "a vontade da criança é soberana, ainda que se trate de incapaz."<br>A criança está sob a tutela do governo do Espírito Santo que a transferiu de São Mateus para Vitória.</div><div>O Ministério Público e o governo do estado estão decidindo em qual hospital será realizado o procedimento determinado pelo juiz.</div><div><br><br></div><div><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-03 17:47:02 UTC</pubDate>
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         <title>Caso de Madalena, escrava desde os oito anos</title>
         <author>anabelmiro</author>
         <link>https://padlet.com/gilsongarajau/Bookmarks/wish/2168726150</link>
         <description><![CDATA[<div>Madalena Gordiano tinha oito anos quando bateu em uma porta para pedir comida. Alguém convidou para entrar aquela menina negra que tinha uma irmã gêmea e outros sete irmãos. A dona da casa, uma professora branca, prometeu adotá-la. Sua mãe aceitou. Mas ela nunca foi adotada nem voltou à escola. Cozinhar, lavar, limpar banheiros, tirar o pó, arrumar a casa da família de Maria das Graças Milagres Rigueira se tornou sua rotina diária durante as quatro décadas seguintes. Esta vítima da exploração racista era uma escrava do século XXI na casa de uma família abastada em um prédio de apartamentos em uma cidade de Minas Gerais. Nunca teve salário, dias de folga ou férias, de acordo com os procuradores que investigam o caso. Quando Gordiano foi resgatada, em 27 de novembro, era uma mulher de 46 anos com cabelos muito curtos e grande dificuldade para se expressar.<br><br><br>“Fui pedir pão porque tinha fome, mas ela me disse que não me daria se eu não ficasse morando com ela”, contou a vítima ao Fantástico, que revelou o caso na véspera do Natal. O portal UOL descobriu outros detalhes perversos da história.<br><br><br>Márcia Lima: “Debate racial mudou de patamar. Não vejo mais os jovens aceitando silenciamento”<br>O inferno desta empregada doméstica compõe um exemplo extremo do legado que mais de três séculos de escravidão deixaram no Brasil. Principal destino do tráfico negreiro, o país foi o último das Américas a libertar, há 132 anos, a mão de obra trazida à força da África. As últimas amas de leite brasileiras são de uma geração atrás, mas o trabalho doméstico ainda é um ofício tradicional das mulheres negras.<br><br><br>Essa família respeitável na aparência e com fama de tradicional não se aproveitou apenas do trabalho de Gordiano. Ela a transformou em uma fonte de renda. Os Milagres Rigueira a obrigaram a se casar com um parente idoso quando ela ainda estava na casa dos vinte anos. Ele tinha 78 anos e uma pensão. Uma das melhores do Brasil, de militar. Combatente na Segunda Guerra Mundial, recebia mais de 8.000 reais por mês, que a mulher com quem nunca conviveu herdou depois de sua morte. Oficialmente, esse dinheiro era dela, mas só recebia migalhas. Os patrões ficavam com quase tudo.<br><br>Segundo o UOL, o dinheiro da empregada doméstica sem salário pagou o curso de medicina da filha da família. Porque, em outro fato que parece ter saído diretamente das relações entre senhores e escravos, Gordiano foi cedida a outro filho da família, o professor de veterinária Dalton Milagres Rigueira. Durante a escravidão era comum doar escravos aos filhos como presente de casamento ou incluí-los no testamento com o resto dos bens. Muitas vezes eles eram a parte mais valiosa do patrimônio.<br><br>A historiadora Claudielle Pavão considera que este “é um caso extremo de racismo estrutural que expõe de forma muito didática o que é a branquitude brasileira, forjada em um sistema escravagista”. Ela acrescenta que “muita gente dirá que acolher uma menina para fazer as tarefas domésticas em troca de comida e cama é muito melhor do que deixá-la na rua. É um pacto social que está tão normalizado que as pessoas não o consideram ofensivo”.<br><br><br>Uma pesquisa jornalística revelou que a irmã gêmea de Gordiano, Filomena, também vivia como empregada doméstica com outro ramo da mesma família, mas recebia um salário. Ela deixou seus patrões há uma década.<br><br>O professor Dalton Milagres Rigueira e sua esposa, Valdirene Lopes, em uma foto de 2014 publicada no Facebook. Gordiano foi resgatada na casa do casal em Patos de Minas.<br>O professor Dalton Milagres Rigueira e sua esposa, Valdirene Lopes, em uma foto de 2014 publicada no Facebook. Gordiano foi resgatada na casa do casal em Patos de Minas.<br>RR SS<br>Depois da abolição, o Estado brasileiro atraiu mão-de-obra europeia com a concessão de terras e outras vantagens com o objetivo declarado de branquear a sociedade. Enquanto isso, os escravos recém-libertados foram deixados à própria sorte sem qualquer ajuda pública, enfatiza a historiadora. A desigualdade profundamente enraizada que persiste no Brasil de 2021 deriva desses séculos brutais.<br><br>Negros e mestiços são mais pobres que seus compatriotas brancos: representam 56% da população, mas 75% dos assassinados, 64% dos desempregados, 60% dos presos, 15% dos juízes e 1% dos atores premiados, de acordo com dados da agência Lupa. Suas famílias ganham a metade do dinheiro que as brancas. E vivem menos.<br><br><br>O caso da empregada doméstica submetida ao trabalho análogo à escravidão causou comoção no Brasil, como aconteceu um mês antes com a morte de um cliente negro, João Alberto Silveira Freitas, 40 anos, espancado por dois seguranças brancos às portas de um supermercado Carrefour.<br><br>A empregada doméstica escravizada foi localizada pelas autoridades na casa em que o professor de medicina veterinária vivia com a esposa em Patos de Minas, uma cidade de 100.000 habitantes em Minas Gerais.<br><br>Gordiano dormia em um pequeno quarto sem janela. Não tinha telefone celular nem televisão. Sua única propriedade eram três camisetas. Seu único alívio, ouvir a missa numa Igreja Católica, onde aparentemente ninguém suspeitava do inferno em que vivia. Foi resgatada graças à denúncia de um morador de seu prédio; ela era proibida de conversar com qualquer vizinho. Os moradores sabiam de suas dificuldades porque ela passava bilhetes por baixo das portas. Com letra trêmula, ela lhes pedia dinheiro para comprar sabonete e outros produtos de higiene pessoal. As autoridades suspeitaram da pensão de viúva de Gordian anos atrás, mas o assunto foi arquivado por falta de provas. Uma ocasião perdida de salvá-la.<br><br>O professor Dalton Milagres Rigueira, acusado com sua mãe, Maria das Graças, do crime de manter a vítima em condições análogas à escravidão, explicou, ao ser interrogado, que a empregada doméstica era como se fosse da família. Ele acrescentou que “não (a) incentivou a estudar porque não achava que isso a beneficiaria”, de acordo com o Fantástico. A universidade onde ele trabalha o suspendeu. O advogado da família considera “prematura e irresponsável a divulgação do caso pelos procuradores” sem haver condenação e pede “uma reflexão cautelosa neste momento de confraternização cristã”. Mais de 55.000 brasileiros que trabalhavam em condições similares à escravidão foram resgatados nos últimos 25 anos, incluindo 14 empregadas domésticas no ano passado.<br><br>As empregadas domésticas, em sua maioria negras, são uma figura central na sociedade brasileira. O reconhecimento legal de seus direitos trabalhistas foi uma grande conquista para milhões de lavadeiras, passadeiras, babás, cozinheiras, jardineiros e motoristas particulares, mas provocou a indignação de alguns patrões. O classismo cotidiano é visível e de vez em quando é verbalizado. “Todo mundo indo pra Disneylândia. Empregada doméstica indo pra Disneylândia. Uma festa danada. Peraí. Vai passear ali em Foz de Iguaçu, vai passear ali no Nordeste, cheio de praia bonita”, disse o ministro da Economia, Paulo Guedes, em fevereiro de 2020, feliz com a alta do dólar.<br><br>Uma das primeiras cartas que se conhecem no Brasil em que um escravo denuncia maus-tratos é a que foi escrita por Esperança Garcia, com uma caligrafia bem cuidada, em setembro de 1770 ao governador do Piauí. Alfabetizada ilegalmente pelos jesuítas, ela é uma das personalidades históricas recentemente resgatadas. Garcia protestava contra o maltrato físico, além de implorar para que lhe fosse permitido se encontrar com o marido e batizar a filha. Acredita-se que ela tenha conseguido.<br><br>O cativeiro de Gordiano terminou graças a um vizinho anônimo, o que lhe permitiu desfrutar do Natal em um abrigo para mulheres à espera de poder se reunir, assim que a pandemia permitir, com alguns dos irmãos com os quais mendigava pão há quatro décadas.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-03 17:47:34 UTC</pubDate>
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         <title>Estuprada desde os 6, grávida aos 10 anos e num limbo inexplicável à espera por um aborto legal</title>
         <author>venusscardinirocha</author>
         <link>https://padlet.com/gilsongarajau/Bookmarks/wish/2168727737</link>
         <description><![CDATA[<div>Vítima era abusada pelo tio. Médicos e a Justiça ainda “avaliam” interrupção da gestação, garantida por lei em casos como este. Especialista critica demora que põe em risco vida da criança<br><br>Gravidez aos 10 mata. Essa foi a mensagem, em forma de hashtag, que tomou as redes sociais nos últimos dias, após vir a público o caso de uma menina de 10 anos que engravidou após ser estuprada na cidade de São Mateus, no Espírito Santo. A vítima foi atendida no Hospital Roberto Silvares, nesse município, acompanhada de uma tia, no último dia 8 de agosto, de acordo com o boletim registrado pela Polícia Militar, dizendo achar que estava grávida. Após um exame de sangue confirmar a gestação de três meses, a criança contou aos médicos e a uma assistente social que era abusada pelo tio desde os seis anos e que nunca contou nada por medo de suas ameaças de morte. O caso de São Mateus é investigado pela Polícia e pelo Conselho Tutelar. A menina encontra-se em um abrigo da cidade, enquanto médicos e a Justiça ainda “avaliam” a realização de um aborto, garantido por lei em casos como este.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-03 17:48:42 UTC</pubDate>
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         <title>Pesquisadoras refletem sobre o desafio de ser mulher na pandemia</title>
         <author>eduardobulian</author>
         <link>https://padlet.com/gilsongarajau/Bookmarks/wish/2168729822</link>
         <description><![CDATA[<div>A reclusão ao ambiente doméstico, a partir da perspectiva e da vivência das mulheres, intensificou o acúmulo de tarefas e, consequentemente, uma sobrecarga emocional ao longo da pandemia de Covid-19 – cenário que é especialmente observado entre aquelas que são mães. Não é diferente para mulheres cientistas que, ao longo desta matéria, compartilham dados e experiências sobre os impactos causados na rotina de estudantes e professoras em todo o país. Esta reportagem integra a série especial em homenagem aos dias internacionais das Mulheres e Meninas na Ciência (11/2) e da Mulher (8/3).&nbsp;<br><br>“No início foi muito difícil, pois tinha só dois meses que eu havia concluído o meu mestrado em Educação, que cursei grávida e depois puérpera cuidando de um bebê. Minha pretensão no início de 2020 era começar a trabalhar fora logo após a conclusão do curso e isso não foi possível. Em fevereiro me separei do pai do meu filho e em março veio o isolamento social, tive que lidar com a maternidade solo realmente isolada de qualquer rede de apoio nesse período. Sentia muito medo e tive que me adaptar a ficar sozinha com o Serafim, que tinha só 2 anos, 24 horas por dia”. Este é o relato da Vitória Bergo, doutoranda em Ciências da Religião na UFJF.&nbsp;<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-03 17:50:06 UTC</pubDate>
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         <title>Violência Contra a Mulher</title>
         <author>eloisarodrigues749</author>
         <link>https://padlet.com/gilsongarajau/Bookmarks/wish/2168730863</link>
         <description><![CDATA[<div>A violência contra mulheres constitui-se em uma das principais formas de violação dos seus direitos humanos, atingindo-as em seus direitos à vida, à saúde e à integridade física. Ela é estruturante da desigualdade de gênero.&nbsp;<br><br>A violência contra as mulheres se manifesta de diversas formas. De fato, o próprio conceito definido na Convenção de Belém do Pará (1994) aponta para esta amplitude, definindo violência contra as mulheres como “qualquer ação ou conduta, baseada no gênero, que cause morte, dano ou sofrimento físico, sexual ou psicológico à mulher, tanto no âmbito público como no privado” (Art. 1°). Além das violações aos direitos das mulheres e a sua integridade física e psicológica, a violência impacta também no desenvolvimento social e econômico de um país.<br><br>A violência atinge mulheres e homens de formas distintas. Grande parte das violências cometidas contra as mulheres é praticada no âmbito privado, enquanto que as que atingem homens ocorrem, em sua maioria, nas ruas. Um dos principais tipos de violência empregados contra a mulher ocorre dentro do lar, sendo esta praticada por pessoas próximas à sua convivência, como maridos/esposas ou companheiros/as, sendo também praticada de diversas maneiras, desde agressões físicas até psicológicas e verbais. Onde deveria existir uma relação de afeto e respeito, existe uma relação de violência, que muitas vezes é invisibilizada por estar atrelada a papéis que são culturalmente atribuídos para homens e mulheres. Tal situação torna difícil a denúncia e o relato, pois torna a mulher agredida ainda mais vulnerável à violência. Pesquisa revela que, segundo dados de 2006 a 2010 da Organização Mundial de Saúde, o Brasil está entre os dez países com maior número de homicídios femininos. Esse dado é ainda mais alarmante quando se verifica que, em mais de 90% dos casos, o homicídio contra as mulheres é cometido por homens com quem a vítima possuía uma relação afetiva, com frequência na própria residência das mulheres.<br><br>Um dos instrumentos mais importantes para o enfrentamento da violência doméstica e familiar contra as mulheres é a Lei Maria da Penha – Lei nº 11.340/2006. Esta lei, além de definir e tipificar as formas de violência contra as mulheres (física, psicológica, sexual, patrimonial e moral), também prevê a criação de serviços especializados, como os que integram a Rede de Enfrentamento à Violência contra a Mulher, compostos por instituições de segurança pública, justiça, saúde, e da assistência social.<br><br>A Lei Maria da Penha também teve uma importante vitória em fevereiro de 2012, em decisão do STF, quando foi estabelecido que qualquer pessoa poderia registrar formalmente uma denúncia de violência contra a mulher, e não apenas quem está sob essa violência.<br><br>Não é apenas no âmbito doméstico que as mulheres são expostas à situação de violência. Esta pode atingi-las em diferentes espaços, como a violência institucional, que se dá quando um servidor do Estado a pratica, podendo ser caracterizada desde a omissãono atendimento até casos que envolvem maus tratos e preconceitos. Esse tipo de violência também pode revelar outras práticas que atentam contra os direitos das mulheres, como a discriminação racial.<br><br>O assédio também é uma violência que pode ocorrer no ambiente de trabalho, em que a mulher se sente muitas vezes intimidada, devido a este tipo de prática ser exercida principalmente por pessoas que ocupam posições hierárquicas superiores as mesmas.<br><br>Mulheres lésbicas e bissexuais podem sofrer diversos tipos de violência em função de sua orientação sexual, desde agressões físicas, verbais e psicológicas, até estupros corretivos (que pretendem modificar a orientação sexual da mulher). Mulheres transexuais também se tornam alvos de preconceitos e agressões múltiplas, e ainda lidam com violências dentro de instituições, como as que ocorrem no ambiente de trabalho e nos serviços de saúde.<br><br>O tráfico e a exploração sexual de mulheres, meninas e jovens também é uma prática relevante no que diz respeito às violências de gênero. O tráfico de mulheres, que tenha como finalidade a exploração sexual, o trabalho ou serviços forçados, a escravatura, a servidão, a remoção de órgãos ou o casamento servil, envolve uma ampla rede de atores e ocorre tanto localmente quanto globalmente, e consiste em violação dos direitos humanos das mulheres.<br><br>O enfrentamento às múltiplas formas de violência contra as mulheres é uma importante demanda no que diz respeito a condições mais dignas e justas para as mulheres. A mulher deve possuir o direito de não sofrer agressões no espaço público ou privado, a ser respeitada em suas especificidades e a ter garantia de acesso aos serviços da rede de enfrentamento à violência contra a mulher, quando passar por situação em que sofreu algum tipo de agressão, seja ela física, moral, psicológica ou verbal. É dever do Estado e uma demanda da sociedade enfrentar todas as formas de violência contra as mulheres. Coibir, punir e erradicar todas as formas de violência devem ser preceitos fundamentais de um país que preze por uma sociedade justa e igualitária entre mulheres e homens.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-03 17:50:44 UTC</pubDate>
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         <title>Adolescente de 15 anos é morta em Ananindeua; suspeita é de estupro coletivo</title>
         <author>arthurmtrevizani</author>
         <link>https://padlet.com/gilsongarajau/Bookmarks/wish/2168730955</link>
         <description><![CDATA[<div>Uma adolescente de 15 anos foi estuprada e morta nesta segunda-feira (10), na Cidade Nova 6, em Ananindeua. De acordo com familiares, que estavam na Seccional Urbana da Cidade Nova registrando o Boletim de Ocorrência, o crime ocorreu por volta das 15h30, logo depois do almoço.<br><br></div><div>A vítima saiu da casa dos avós, com quem morava, e foi para a residência de um amigo da mesma faixa etária. Ele é o principal suspeito do crime. Algumas horas depois, ele ligou para a família da adolescente e disse que ela estava convulsionando, após ter caído e batido forte a cabeça no chão.<br><br></div><div>Ao chegarem no local, os familiares da adolescente entraram na casa e a levaram para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA). “Lá, o médico disse que ela nunca havia tido uma convulsão e não tinham marcas de baque na cabeça. Então, tudo indica que ela foi estuprada de forma violenta e morta”, relatou Estér Reis, 34 anos, tia da adolescente<br><br></div><div>O que causou estranheza e chamou atenção dos parentes foi o fato de haver mais pessoas na cena do crime, o que levanta a suspeita de um possível caso de estupro coletivo. “Quando nós chegamos lá na casa desse colega dela, havia mais um rapaz e uma moça. E a mãe dele estava trabalhando na hora. A gente acha que todos tiveram participação nessa barbaridade. Nós não queremos acreditar nisso, porque o amigo dela era uma pessoa que frequentava a casa dela também, mas tudo leva a crer que foram eles, sim”, falou.<br><br></div><div>“Na hora, os dois rapazes chegaram a dizer que chamaram a moça para ajudar a socorrer minha sobrinha. A gente viu também que eles tentaram limpar o sangue que tinha no colchão. Estava meio manchado, como se tivessem esfregado para sair. E eu acho que eles usaram um secador para enxugar e, quando a gente perguntou, eles ficaram sem saber o que falar”, contou Estér. “Eles destruíram a vida da minha sobrinha, mas destruíram a deles também. Ela não tinha maldade nenhuma, era uma menina que adorava brincar, pintar e muito inteligente”, completou.<br><br></div><div>Uma equipe de policiais da Seccional Urbana da Cidade Nova se dirigiu até o local para dar início às investigações. Se constatado que os suspeitos também são adolescentes e autores do crime, o caso será encaminhado para a Divisão de Atendimento ao Adolescente (Data).<br><br></div><div><br><br></div><div><br></div><div><br></div><div><br></div><div>&nbsp;&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-03 17:50:48 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Técnico dá cabeçada em auxiliar mulher em jogo do Campeonato Capixaba</title>
         <author>anaclarabraganca</author>
         <link>https://padlet.com/gilsongarajau/Bookmarks/wish/2168733138</link>
         <description><![CDATA[<div>O técnico Rafael Soriano, da Desportiva, agrediu a assistente de arbitragem Marcielly Netto no intervalo da partida contra o Nova Venécia, hoje, pelo Campeonato Capixaba. Insatisfeito após o árbitro Arthur Gomes Rabelo encerrar o primeiro tempo antes do seu time cobrar um escanteio, o treinador foi tirar satisfações com a arbitragem e deu uma cabeçada na bandeirinha, que imediatamente levou as mãos ao rosto.<br><br>Soriano foi expulso pela agressão à auxiliar e deixou o campo reclamando. O treinador negou ter dado uma cabeçada em Marcielly e a desafiou a registrar um Boletim de Ocorrência. Para ele, a profissional "tá querendo aproveitar de uma situação porque é mulher".&nbsp;<br>Se você disser que eu te agredi, nós vamos para a delegacia. Vamos fazer Corpo de Delito, senão eu vou te processar", falou o treinador para a TV Cultura.<br><br>"Ela foi empurrar os jogadores e agora quer dizer que foi agredida. Ela tá querendo aproveitar de uma situação porque é mulher. Não encostei nela, se encostei ela vai provar na delegacia", completou.<br><br>Segundo a transmissão, a auxiliar conversou com alguém pelo telefone e confirmou que prestará queixa contra o treinador. Na volta do intervalo, vários jogadores da Desportiva foram conversar com a auxiliar, que seguiu na partida.<br>Procurada pelo UOL Esporte, a Federação de Futebol do Estado do Espírito Santo (FES) repudiou o episódio e informou que "dará todo o suporte necessário à árbitra assistente". Segundo a FES, a súmula da partida será encaminhada para o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD-ES).<br><br>"Sobre o ocorrido no intervalo da partida entre Nova Venécia FC e Desportiva Ferroviária, nas quartas de final do Campeonato Capixaba, neste domingo (10), a Federação de Futebol do Estado do Espírito Santo (FES) afirma que combate e repudia qualquer ato de violência, este praticado pelo treinador da Desportiva Ferroviária, e que dará todo o suporte necessário à árbitra assistente Marcielly Netto. Assim que a FES receber a súmula da referida partida, a mesma será encaminhada para o TJD-ES. O caso será acompanhado de perto pela entidade, que acredita que as medidas legais serão tomadas pelos órgãos competentes", comunicou a entidade em nota de repúdio.<br><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-03 17:52:20 UTC</pubDate>
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         <title>Conheça dificuldades de mulheres em se recolocar no mercado pós-pandemia</title>
         <author>favorettojoaopedro</author>
         <link>https://padlet.com/gilsongarajau/Bookmarks/wish/2168735435</link>
         <description><![CDATA[<div><br><strong>Luany Galdeano</strong></div><div><strong>Philippe Scerb</strong></div><div><strong>RIO DE JANEIRO E SÃO PAULO</strong></div><div>Os <a href="https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2021/02/pandemia-deixa-mais-da-metade-das-mulheres-fora-do-mercado-de-trabalho.shtml">efeitos da pandemia sobre o mercado de trabalho das mulheres</a> ainda são incertos. Especialistas projetam maior dificuldade de recolocação, mas ressaltam que a flexibilização, proporcionada pelo home office, pode ser um fator a favor das trabalhadoras.<br><br>Relatório da OIT (Organização Mundial de Trabalho) mostra que, em países como o Brasil, a taxa de emprego das mulheres em 2022 ficará, em média, 1,8 ponto percentual abaixo do nível pré-pandemia. Já a dos homens será 1,6 ponto percentual menor.<br><br>O levantamento aponta que, apesar da pequena diferença, esse ritmo da recolocação das mulheres é preocupante, já que elas são <a href="https://www1.folha.uol.com.br/sobretudo/carreiras/2022/03/mulheres-enfrentam-autocobranca-e-inseguranca-em-processos-seletivos.shtml">minoria no mercado</a> desde antes da crise.<br><br>Segundo a OIT, o impacto da <a href="https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/coronavirus/">Covid</a> é maior sobre as mulheres, porque elas são maioria em carreiras muito atingidas pela pandemia, como as <a href="https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2022/01/domesticas-enfrentam-desemprego-e-reducao-na-renda.shtml">empregadas domésticas</a>, profissão quase totalmente feminina e que teve 1,5 milhão de demissões no Brasil em 2020.<br><br>Milva Amaral, 39, trabalhava havia quase dez anos como faxineira até ser dispensada no primeiro ano da pandemia.Mãe de cinco filhos, ela era a única fonte de renda da família.<br><br>Durante o isolamento, contou com o apoio do ex-marido para pagar o aluguel da casa onde mora, em Manguinhos, na zona norte do Rio de Janeiro, e com a ajuda de amigos para garantir outras necessidades básicas. "Quando via que o arroz e o feijão estavam acabando, eu ficava nervosa."<br><br>Em junho de 2021, depois de semanas sentindo falta de ar e arritmia, foi diagnosticada com cardiomegalia, doença mais conhecida como "coração dilatado". O problema de saúde se tornou mais um obstáculo na busca de Milva por um emprego, mas desistir de procurar não é uma opção."Já está difícil até para quem trabalha. E para quem não está trabalhando?", questiona.<br>Além de estarem em empregos que perderam espaço na crise, as mulheres são minoria em setores que devem crescer, como o de tecnologia.<br><br>Levantamento do LinkedIn mostra que 17 das 25 carreiras que terão alta demanda no Brasil neste ano são predominantemente masculinas.<br><br>As mulheres são apenas 4,9% dos profissionais de engenharia de confiabilidade de sites, área que, de acordo com a pesquisa, terá a segunda maior demanda no mercado de trabalho. A contratação feminina é de 9,1% entre os desenvolvedores back-end, que ocupam a 12ª posição no ranking.<br><br>Engenheira com pós-graduação, Daniella Serrano, 49, está fora do mercado desde fevereiro de 2021. Perdeu o emprego em um corte de funcionários na empresa em que trabalhava, que enfrentava crise com a pandemia. Apesar de ter visto um aumento na oferta de vagas desde o fim do ano passado, ela conta que ainda não conseguiu uma nova posição. "Vejo vagas pedindo pessoas de até 30 anos, pedindo candidatos homens."<br><br>Durante a pandemia, Daniella assumiu o cuidado dos pais, que são mais velhos e evitam sair de casa. Ela fica entre quatro e cinco horas por dia buscando oportunidades em sites de vagas. A falta de perspectiva, diz, é a parte mais difícil. "Às vezes penso em desistir, em mudar de carreira. Já refiz meu currículo duas ou três vezes. Não sei onde estou errando."</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-03 17:53:52 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Principais desafios da mulher no mercado de trabalho. </title>
         <author>anneon98</author>
         <link>https://padlet.com/gilsongarajau/Bookmarks/wish/2168745691</link>
         <description><![CDATA[<div>Um relatório do Fórum Econômico Mundial (de 2019) mostra que, se continuarmos na evolução das pautas relativas à participação da mulher no mercado de trabalho como estamos hoje,&nbsp;a igualdade de gênero só se dará no ano 2276.<br><br>A importância da mulher no mercado de trabalho.&nbsp;<br>A presença de mulheres no mercado de trabalho tem benefícios que vão desde os sociais até os financeiros.&nbsp;<br><br>Quando se trata de benefícios sociais, podemos citar principalmente o fato de que, historicamente, a mulher foi muito prejudicada em decorrência de diversos preconceitos e exclusões.&nbsp;<br><br>Na década de 1950, por exemplo, ocupavam uma taxa de apenas 14% no mercado de trabalho e, apesar de evidentes avanços, uma pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) demonstrou que as mulheres ainda recebem salários menores do que os homens, ainda que nos mesmos cargos ocupados.&nbsp;<br><br>Por isso esse primeiro ponto é um dos benefícios da maior inserção da mulher no mercado de trabalho: pois permite que, com o tempo, os preconceitos se desconstruam e haja uma melhora na qualidade de vida dessas mulheres também.&nbsp;<br><br>Já no que se refere aos benefícios financeiros, existem dados muito positivos sobre a presença feminina nas empresas e também, mais especificamente, em cargos de liderança.&nbsp;<br><br>Um levantamento feito pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) demonstrou que dentre as 451 empresas entrevistadas, 71% relataram ter um aumento de 5% a 15% na sua lucratividade, tendo mulheres nos tipos de cargos citados.<br><br>Fatores que dificultam a inserção feminina no mercado de trabalho.&nbsp;<br>Ao contrário do que se pensa, o salário, apesar de determinante não é o único problema. Especialmente as mulheres executivas, se queixam da desigualdade competitiva, elas não acreditam ter as mesmas chances de promoção que homens, mesmo com o mesmo nível de qualificação.<br><br><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-03 18:00:43 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Joana D’Arc: relembre a história da guerreira</title>
         <author>mariaismilanezi</author>
         <link>https://padlet.com/gilsongarajau/Bookmarks/wish/2168753290</link>
         <description><![CDATA[<div>No dia 30 de maio de 1431, a jovem francesa Joana D’Arc, nascida na comuna de Domrémy-la-Pucelle, foi queimada em praça pública ao ser acusada de heresia e <a href="https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/noticia/2016/08/arqueologos-encontram-feiticos-de-mais-de-2-mil-anos-na-servia.html"><strong>feitiçaria</strong></a> por um tribunal eclesiástico inglês e francês. Na época, ela tinha somente 19 anos.<br><br>Muitos anos se passaram e a <a href="https://revistagalileu.globo.com/Sociedade/Historia/"><strong>história</strong></a> de Joana D’Arc, heroína que garantiu substanciais vitórias ao exército francês durante a <a href="https://revistagalileu.globo.com/Sociedade/Historia/noticia/2019/08/o-que-voce-precisa-saber-sobre-guerra-dos-cem-anos.html"><strong>Guerra dos Cem Anos</strong></a> (1337 – 1453), foi revisitada, reconsiderada e, hoje, ela é tida como a Santa Padroeira da França.<br>Infância e a Guerra<br>A infância e pré-adolescência de D’Arc foram marcadas pelo evento histórico conhecido por Guerra dos Cem Anos (1337 – 1453), conjunto de batalhas travadas entre os reinos francês e inglês pela conquista da França.<br><br>Tudo começou em 1328, quando rei francês Carlos IV morreu sem deixar herdeiros direitos. Diante a situação, o rei inglês, Eduardo III, afirmou que a posição deveria ser sua, já que ele era sobrinho do falecido monarca. No entanto, a realeza da França não gostou muito da ideia e empossou o conde Felipe VI.<br>O impasse político e a disputa por territórios entre os dois reinos resultou em sangrentas batalhas e na divisão das duas populações. A Inglaterra não parava de conquistar novos territórios franceses, enquanto o governo da França não conseguia estabilidade: a coroa transitou entre Felipe VI, Carlos V, Carlos VI e Carlos VII.<br><br>Ao mesmo tempo em que Carlos VII tentava se impor contra o reino inglês e os borguinhões, parcela de franceses do condado da Borgonha que apoiava os rivais, D’Arc era somente uma criança. Mas isso não a impedia de vivenciar a guerra.<br><br>Como contou em seu julgamento, o lugar em que ela cresceu era marcado por crianças brigando entre si e algumas ganhavam até feridas e machucados ensanguentados. Em certa ocasião, seu vilarejo foi até incendiado. É importante lembrar que o conceito de "infância" e "adolescência" sequer existia no século 15. Os jovens eram tratados como adultos em miniatura.<br><br>Vozes do além<br>Aos 13 anos de idade, D’Arc revelou ter ouvido vozes e ter tido visões pela primeira vez. A garota estava no jardim de seu pai e recebeu aparições do que acreditou ser o arcanjo São Miguel, a Santa Catarina de Alexandria e a Santa Margarida de Antioquia, figuras que vieram lhe dizer que ela deveria integrar o exército francês e ajudar o rei Carlos VII na luta contra a Inglaterra.<br><br>Com o tempo, esses episódios foram ficando mais claros e frequentes, e D’Arc foi acreditando que se tratavam de mensagens divinas – apesar de médicos especularem hoje em dia que a garota sofria de alguma condição médica, como esquizofrenia ou epilepsia.<br><br>Aos 16 anos, D’Arc pediu a uma parente para leva-la até a cidade de Vaucouleurs, onde conversou com o funcionário local do reino francês, Robert de Baudricourt. Lá pediu que o funcionário a levasse até à corte real francesa, em Chinon.<br><br>Baudricourt foi sarcástico e não atendeu ao pedido da adolescente, mas isso não a deteve. D’Arc continuou a visitá-lo, até que ganhou aprovação popular e, em 1429, Baudricourt aceitou o pedido, cedendo a ela um cavalo e a proteção de diversos militares que a escoltariam pelo caminho.<br><br>Antes de partir para visitar o rei Carlos VII, porém, D’Arc cortou seu cabelo curto e vestiu-se como um homem. Após 11 dias de viagem, a jovem chegou até o reino francês.<br>Liderando o exército<br>Depois da conversa com o rei, D’Arc – já com 17 anos – conseguiu a autorização real para integrar o exército, recebeu doações de equipamentos, artigos de proteção e alguns soldados para aliviar a tensão com os ingleses na região de Orleães, na região norte-central da França.<br><br>Apesar de existir a crença popular de que D’Arc comandou o exército francês, esse é um assunto incerto que segue sendo debatido por historiadores. Há quem diga que a garota nunca matou nenhum inimigo e que sua presença durante as batalhas eram mais figurativas. Mas também há quem acredite que ela tenha surtido um efeito profundo nas decisões do exército. Ou seja, que seus conselhos eram aceitos e tidos como divinos.<br><br>Apesar da imprecisão, todos concordam que a força armada francesa gozou de notável sucesso durante o período em que D’Arc o integrou.<br>Por um valor de 10 mil libras, D’Arc foi vendida ao exército da Inglaterra. Há fontes que dizem que quando a garota soube que iria para as mãos dos inimigos, ela se jogou da torre em que estava presa. No entanto, sua tentativa de suicídio não funcionou.<br><br>Em 1431, D’Arc foi levada para julgamento e as acusações que pairavam sobre si eram todas de ordem religiosa. Ela foi chamada de bruxa, herege, possuída pelo demônio, entre outros. Sua virgindade foi questionada e até o fato de ela utilizar roupas masculinas foi uma alegação que os anglo-borgonheses utilizaram para descreditar a camponesa.<br><br>Enquanto ela era julgada, o rei Carlos VII não fez nenhum esforço para recuperá-la. “Isso sugere que, por mais difícil que pareça, Carlos e seus conselheiros estavam desiludidos o suficiente para tolerar a condenação dela como herege”, escreve a historiadora Warner.<br><br>Em 30 de maio de 1431, Joana D’Arc foi levada para a fogueira. Enquanto o fogo se espalhava por seu corpo e a plateia a chamava de “bruxa”, “mentirosa” e “blasfema", ela pronunciava suas últimas palavras, “Jesus! Jesus! Jesus”, até não conseguir dizer nada mais.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-03 18:05:59 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Mulheres são estupradas e assaltadas após serem rendidas por homem em parque de Londrina</title>
         <author>kamyllimonteiro</author>
         <link>https://padlet.com/gilsongarajau/Bookmarks/wish/2170632014</link>
         <description><![CDATA[<div>Vítimas foram abordadas e ameaçadas pelo criminoso no 'Zerão', no domingo (9). Suspeito fugiu levando o carro de uma das mulheres.<br><br>Duas mulheres foram estupradas e assaltadas depois de serem rendidas por um homem em um parque de&nbsp;Londrina, na região norte do Paraná. O crime aconteceu no domingo (9), e a polícia trabalha para identificar e prender o criminoso.<br><br>As vítimas foram encontradas andando por uma rodovia, em&nbsp;Sertanópolis, na mesma região. Elas disseram à Polícia Militar (PM) que estavam no parque conhecido como "Zerão", quando foram rendidas.<br><br>As mulheres relataram que o homem deu voz de assalto e as forçou a entrarem no carro de uma das vítimas. O suspeito também ordenou para que fossem até uma estrada rural de&nbsp;Sertanópolis.<br><br>Segundo a PM, ao chegar até o local indicado, o homem violentou as duas mulheres, sendo que ambas foram agredidas. Em seguida, ele entrou no carro de uma das vítimas e fugiu.<br><br>O carro foi encontrado em uma estrada rural. Um boletim de ocorrência foi aberto, e a Polícia Civil investiga o crime.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-04 21:52:38 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Condenação histórica na Argentina por crimes sexuais perpetrados no maior centro de detenção da ditadura</title>
         <author>thayzabdias</author>
         <link>https://padlet.com/gilsongarajau/Bookmarks/wish/2171829577</link>
         <description><![CDATA[<div>O Tribunal Oral Federal 5 de Buenos Aires os declarou culpados de “estupro agravado por ter sido cometido por duas ou mais pessoas, reiteradamente em pelo menos 10 oportunidades”, abuso desonesto, privação ilegítima da liberdade e suplícios, crimes que foram declarados imprescritíveis por ser de lesa-humanidade.<br><br>Acosta, ex-capitão da Marinha argentina, foi chefe de inteligência e do grupo de tarefas da ESMA durante a ditadura. Os juízes Adrián Grunberg, Daniel Obligado e Adriana Pallioti o declararam autor penalmente responsável de abuso desonesto e estupro contra as denunciantes Mabel Zanta, María Rosa Paredes e Silvia Labayrú. González, que também integrava o grupo de tarefas 3.3.2. como oficial de inteligência, foi condenado pelos crimes cometidos contra Labayrú.<br>A denúncia foi feita em 2014, mas só chegou a julgamento oral em 2020, durante a pandemia do coronavírus. Através de audiências privadas realizadas pela plataforma Zoom, as denunciantes relataram os abusos, estupros e violência psicológica a que foram submetidas durante seu sequestro no centro clandestino de detenção localizado em frente a uma das grandes avenidas de Buenos Aires e por onde passaram aproximadamente 5.000 presos.<br><br>A violência sexual cometida contra as presas na ESMA já foi revelada em julgamentos anteriores, mas nunca foi julgada como um crime autônomo. Tanto a Promotoria como as denunciantes afirmam que a sentença contribui para visualizar os crimes cometidos nos centros clandestinos. “Existiram muitas mulheres estupradas como eu na ESMA que por medo e outras razões não denunciaram. A sentença me satisfaz porque talvez permita que outras mulheres pensem que é possível denunciar e se encorajem a fazê-lo”, responde Labayrú da Espanha.<br><br>Algumas das sobreviventes “ainda não têm consciência de que foram vítimas de estupros”, segundo a jornalista Miriam Lewin, também sobrevivente da ESMA e uma das primeiras a expor os abusos cometidos contra as mulheres sequestradas pela ditadura em seu livro Putas e guerrilheiras. “A vergonha e a culpa, a condenação social, a vitimização são barreiras para todas as vítimas de estupro, ainda hoje”, declarou Lewin à agência Télam.<br>“A Justiça não é só a condenação dos responsáveis, e sim também a reparação e a memória”, destaca Alejandra Naftal, diretora do museu que funciona no prédio onde era a ESMA, hoje transformado em centro de memória. Em 2019, a instituição expôs alguns dos depoimentos de sobreviventes que foram vítimas de crimes sexuais e prepara uma nova mostra sobre o tema para o ano que vem.<br><br>As penas recebidas na sexta-feira por Acosta e González se unificam com as condenações à prisão perpétua que já haviam recebido em julgamentos anteriores por sequestros, torturas e assassinatos. Os dois cumprem suas sentenças na prisão.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-05 17:38:40 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>mulher no ônibus</title>
         <author>izabellascosta2</author>
         <link>https://padlet.com/gilsongarajau/Bookmarks/wish/2172830251</link>
         <description><![CDATA[<div>Quando Marcileide Pereira Lopes, 52, decidiu ser motorista de ônibus, a decisão não foi bem vista por parte da família no Nordeste. “Você está doida, como você vai dirigir um ônibus daquele tamanho?”, questionou o pai dela, José Medeiros, 78, que foi enfático. “Não é pra você, é para homem”.<br><br></div><div>Marcileide não se intimidou. “Papai, eu gosto, eu quero”. Ela é uma das motoristas de carros grandes, como gosta de definir, da zona sul de São Paulo.<br><br></div><div>Moradora do Grajaú e dirigindo pela região de Cidade Ademar, ela antes trabalhou com faxina, como cobradora, manobrista, motorista do Atende (serviço da prefeitura que oferece transporte para pessoas com deficiência) até alcançar o objetivo.<br><br></div><div>“De repente, de uma simples diarista passei a motorista, para mim é uma vitória imensa”.<br><br></div><div><br>Marcileide trabalha na zona sul de São Paulo @Jacqueline Silva/Agência Mural<br><br></div><div>Marcileide não está sozinha, apesar de ainda ser uma exceção à regra. Segundo dados obtidos pela <strong>Agência Mural</strong>, via LAI (Lei de Acesso à Informação), dos 30 mil motoristas cadastrados na SPtrans, empresa que gere o serviço de ônibus da capital, 3% são mulheres – são 724 condutoras.<br><br></div><div>As regiões leste e sul concentram a maioria delas (36% e 30%, respectivamente), seguido da zona norte (27%) e da zona oeste (6%).<br><br></div><div>Essa presença é sentida no dia a dia. “Dificilmente uma mulher passa pela outra e não buzina, às vezes não sabe nem o nome, mas faz coraçãozinho”, relata Marcileide.<br><br></div><div>Diariamente, elas driblam preconceitos e o assédio para seguir na profissão. “Tinha gente que entrava no ônibus e quando olhava pra minha cara descia”, desabafa Islania Coelho dos Santos, 31, motorista que também atua na zona sul.<br><br></div><div><br>Islania conta as dificuldades de dirigir em São Paulo @Jacqueline Silva/Agência Mural<br><br></div><div>“Teve uma mulher que entrou e deu uma crise de riso nela. Um motoqueiro me deu o dedo e me chamou de vaca. Fiquei muito chateada.”<br><br></div><div>Ela começou no ramo do transporte público como cobradora do motorista Marciano, 32, com quem se casou há cinco anos e tem um filho de três anos.<br><br></div><div>O marido foi um dos seus principais incentivadores. Islania já dirigia carros de passeio, mas afirma que só depois de dirigir ônibus coletivo percebeu o que era estar à frente de uma direção.<br><br></div><div>Para ela, tornar-se motorista foi algo inesperado. Segundo conta, após quatro anos na função de cobradora, soube que o cargo poderia ser extinto e recebeu a oferta para ser condutora. Com o tempo, aprendeu a ter jogo de cintura no novo ramo.<br><br></div><blockquote>“Você vai pegar um dia que a pessoa vai sair atrasada de casa e vai querer colocar a culpa em cima de você pra você fazer ela chegar a tempo. Tem que trabalhar a mente”, ressalta.</blockquote><div>Ela explica que para impedir assédios, evita assunto com os passageiros. “A pessoa me pergunta, eu respondo o necessário e falo para perguntar o restante ao cobrador. Acho que corta bastante”.<br><br></div><div>No caso de Simone Soares Barbosa da Silva, 35, até mesmo colegas faziam brincadeiras de mal gosto, como fechar o carro em que ela dirigia. “Os passageiros falavam coisas pra gente escutar”, diz sobre indiretas que já ouviu no ônibus.<br><br></div><div>Simone dirige há 12 anos e já passou por diversas linhas da zona sul de São Paulo. Conduz um ônibus articulado com cerca de 22 metros de comprimento, o maior da frota.<br><br></div><div>A inspiração para tornar-se motorista veio da família, com pai, Joel Barbosa, 56, e o irmão, Flavio Soares, 41, exercendo a mesma profissão.<br><br></div><div>“Gosto dos meus passageiros, ganho muito presente, consigo fazer bastante amizade com algumas pessoas. Muitos me conhecem pelo nome”, revela.<br><br></div><div>Entretanto, uma das coisas mais gratificantes para essa profissional é poder ser referência para outras mulheres com o mesmo desejo. “Sinto muito orgulho porque elas falam que passaram para o ônibus porque me seguiram, porque eu era um exemplo pra ela”, conclui.<br><br></div><div><br>Simone dirige há 12 anos na capital @Jacqueline Silva/Agência Mural<br><br></div><div>Quase 33 mil mulheres possuem CNH (Carteira Nacional de Habilitação) da categoria D, correspondente ao transporte em veículos que acomodem mais de oito passageiros, como os ônibus. Porém, pouco mais de 50% exercem atividade remunerada no estado, segundo dados do Detran (Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo).<br><br></div><div>Para nossas entrevistadas, embora o número de mulheres nessa função ainda seja pequeno, há um caminho para entrar na área. O principal apontado por elas é a transição de carreira.<br><br></div><div>“Quando você é cobradora, a própria instituição te dá oportunidade, porque o cobrador está no dia a dia do motorista, acompanhando”, explica Simone.<br><br></div><div>Ela também alerta que existe uma tendência de aumento do público feminino na profissão, pois hoje as pessoas encaram de forma mais natural mulheres condutoras.<br><br></div><div>Islania, contudo, diz acreditar que as chances são menores para as mulheres que desejam dirigir veículos maiores como caminhões. “Lá fora, eles dão mais oportunidade para os homens, até mesmo por causa da profissão, a imagem de caminhoneiro que pega estrada, eles pensam mais em colocar um homem ali.”.<br><br></div><div>Para Marcileide, não existe competição entre homens e mulheres, mas o gênero feminino acaba tendo que provar muito mais a sua capacidade. Ela que já ouviu frases como “Vai pro tanque”, “Vai pro fogão”, “Mete marcha mulher”, “Anda”, “Fecha a porta”, garante que muitas vezes o preconceito vem das próprias mulheres.<br><br></div><div>Isso mesmo com as estatisticas que mostram que as mulheres dirigem com mais cuidado, apesar do rótulo do passado: “mulher no voltante, perigo constante”. Na verdade, 78% das ocorrências de trânsito no Estado de São Paulo envolvem homens, segundo dados do Infosiga.<br><br></div><div>Para Islania, a prudência da mulher garante a segurança. “Se ela falar “ali não passa”, pode vir todo mundo falando “passa”, mas ela não vai, e o homem eu já acho que arrisca mais”, explica.<br><br></div><blockquote>“Todos os dias saio de casa pensando em dar o melhor para evitar algum acidente. Eu não tiro atenção dos retrovisores, nem dos carros que estão na minha frente para evitar colisão, freadas bruscas que é uma coisa perigosa”, complementa Marcileide.</blockquote><div>Com seis anos na profissão, Marcileide hoje consegue passar melhor para a família a importância de seu trabalho. O pai, que é mecânico, hoje tem uma visão diferente daquela de quando ela contou a novidade de trabalhar como motorista.<br><br></div><div>“Quando eu vou na minha cidade, ele faz questão de me levar na empresa que ele trabalha”, diz Marcileide.<br><br></div><div>“Essa é a motorista de ônibus em São Paulo”, diz o pai, José, aos colegas com orgulho sobre o desafio da filha. “Dirige ônibus naquele trânsito.”<br><br></div><div><br></div><div><br></div><div>Categorias: <a href="https://www.agenciamural.org.br/editoria/ponto-a-ponto/">Ponto a Ponto</a></div><div>Tags: <a href="https://www.agenciamural.org.br/tag/mobilidade-urbana/">Mobilidade Urbana</a>, <a href="https://www.agenciamural.org.br/tag/msn/">MSN</a>, <a href="https://www.agenciamural.org.br/tag/onibus/">Onibus</a></div><div><br></div><div><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-06 12:54:59 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Sorocaba registra aumento de casos de violência contra a mulher no primeiro trimestre de 2022.</title>
         <author>lucasfneto</author>
         <link>https://padlet.com/gilsongarajau/Bookmarks/wish/2172831711</link>
         <description><![CDATA[<div>Entre janeiro e março, a Delegacia da Mulher registrou 919 casos, 105 a mais que o ano passado, quando foram contabilizadas 814 agressões.<br><br>A violência contra a mulher precisa de um basta, mas infelizmente as estatísticas mostram uma realidade preocupante. Em Sorocaba (SP), o primeiro trimestre deste ano registrou um aumento de casos: já são quase mil, além de 600 medidas protetivas concedidas pela Justiça.<br><br>Entre janeiro e março, a Delegacia da Mulher registrou 919 casos, 105 a mais que o ano passado, quando foram registradas 814 agressões. O número de flagrantes também aumentou na cidade neste ano, com 41 registros, 29 a mais que os três primeiros meses de 2021.<br><br>De acordo com o delegado assistente da Delegacia da Mulher de Sorocaba, Marcelo Almagro, a violência é uma decorrência de diversos fatores.<br><br>"De um desrespeito, de um desprezo, de uma situação que as mulheres vão tolerando em nome de família, em nome de manter o casamento, manter a relação. Só que, se ela não colocar um freio nisso, acaba vindo para a delegacia com uma violência", afirma.<br><br>Segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, em 2021, uma mulher foi vítima de feminicídio no Brasil a cada sete horas.<br><br>Uma vítima de tentativa de feminicídio, que preferiu não se identificar, precisará passar por uma cirurgia para religar os tendões após ser agredida pelo ex-marido, que não aceitou o fim do casamento.<br><br>"Tinha combinado assim: que ele ia ver a filha e almoçar em casa. E já chegou meio estranho, com olhar meio estranho, e não deu tempo de eu falar muita coisa não, já passou a mão na gaveta e puxou a faca. Aí eu peguei a lâmina da faca para poder me proteger", relembra.<br><br>Com a ajuda da filha e de uma amiga, o homem foi mobilizado e ela foi socorrida. Ele foi preso e a vítima conseguiu uma medida protetiva. Apesar disso, o medo a acompanha dia e noite.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-06 12:56:00 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Menina de 14 anos engravida após estupro coletivo de soldados russos, diz entidade ucranianaTelefone para relatos de abuso sexual já recebeu 101 denúncias</title>
         <author>arthurcpereira4</author>
         <link>https://padlet.com/gilsongarajau/Bookmarks/wish/2172832752</link>
         <description><![CDATA[<div>Entidades ucranianas investigam casos de estupro contra adolescentes e crianças .</div><div><br></div><div>BUCHA — Um estupro coletivo cometido por membros do Exército russo em Bucha teria resultado na gravidez da vítima, uma adolescente ucraniana de 14 anos. Moradora de Bucha, a menina é a única vítima confirmada até agora na <a href="https://infograficos.oglobo.globo.com/mundo/diario-guerra-da-ucrania-invasao-russa.html">Guerra na Ucrânia</a> que engravidou após abusos dos soldados invasores.<br><br></div><div><strong>'Algumas estão grávidas':</strong>&nbsp; <a href="https://oglobo.globo.com/mundo/epoca/deputada-ucraniana-acusa-tropas-russas-de-estupros-sistematicos-algumas-estao-gravidas-25474742">Deputada ucraniana acusa tropas russas de estupros sistemáticos<br></a><br></div><div><strong>Ameaça</strong>: <a href="https://oglobo.globo.com/mundo/russia-testa-novo-missil-com-capacidade-nuclear-dara-que-pensar-aos-que-tentam-ameacar-nosso-pais-diz-putin-25481715">Rússia testa novo míssil com capacidade nuclear: 'Dará o que pensar aos que tentam ameaçar nosso país', diz Putin<br></a><br></div><div>O caso foi relatado pela psicóloga Aleksandra Kvitko, membro da Associação Nacional de Psicologia e da Associação Ucraniana de Psicanálise. Ela acompanha outros quatro casos suspeitos, também envolvendo menores que estariam grávidas após sofrerem abuso — a vítima mais jovem teria apenas dez anos.<br><br></div><div>De acordo com Aleksandra, a família da vítima decidiu manter a gestação após os médicos que a atenderam alertarem que um aborto naquele momento poderia impedir que ela engravidasse no futuro.<br><br></div><div>Segundo Aleksandra, a denúncia formal ainda não foi feita por resistência dos familiares da adolescente, mas ela trabalha com esse objetivo, como forma de incentivar outras vítimas a procurarem ajuda médica.<br><br></div><div><strong>Na Espanha: </strong><a href="https://oglobo.globo.com/brasil/autoridades-espanholas-encontram-cocaina-escondida-no-casco-de-embarcacao-que-saiu-do-brasil-1-25492042">Autoridades encontram cocaína escondida no casco de barco que saiu do Brasil<br></a><br></div><div>— Meninas de 14, 15, 16 anos são frequentemente estupradas. Depois da guerra, haverá muitas adolescentes grávidas na Ucrânia — disse Aleksandra à Rádio Svoboda, da Ucrânia.<br><br></div><div>Trabalhando em uma linha telefônica direta de atendimento para casos desse tipo, Aleksandra já recebeu 101 denúncias de crimes sexuais nos territórios ucranianos recentemente libertados da invasão russa, como é o caso de Bucha, em dados atualizados até o último dia 25.&nbsp;</div><div><br></div><div>AO PONTO<br><strong>Direito ao aborto: o caso dos EUA e seu reflexo no mundo</strong><br>PANORAMA CBN<br><strong>O peso da taxa Selic; a terceira via enfraquecida; novo remédio contra Covid; e o Dia Internacional da Língua Portuguesa</strong><br>NOVOS ARTIGOS<br><a href="https://oglobo.globo.com/in/cbn-agrocassiano-ribeiroglobo-ruralmenorpng-25500864"><strong>CBN AGRO_CASSIANO RIBEIRO_GLOBO RURAL_menor.png</strong></a><br>"OS JOVENS E A POLÍTICA"<br><strong>Academia CBN - Mario Sergio Cortella</strong></div><div>Também à Rádio Svoboda, a ex-ministra do Trabalho e Política Social da Ucrânia Lyudmila Denisova, que também trabalha atendendo vítimas da guerra, afirmou que 12 casos de gravidez decorrente de estupro foram relatados até agora, mas ela acredita que ainda há subnotificações.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-06 12:56:51 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Em lágrimas, goleiro Bruno confirma que Eliza Samudio foi esquartejada e jogada para cachorros.</title>
         <author>arthurstingnel</author>
         <link>https://padlet.com/gilsongarajau/Bookmarks/wish/2172839247</link>
         <description><![CDATA[<div>Interrogado na tarde desta quarta-feira no julgamento pela morte da Eliza Samudio, no Fórum de Contagem, em Minas Gerais, Bruno Fernandes negou ter sido o mandante do crime: “Excelência, como mandantes dos fatos, eu nego. Mas, de certa forma, me sinto culpado”, disse. O goleiro apontou Luiz Henrique Romão, o Macarrão, como o responsável pela ordem do assassinato, e Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, como o executor.<br><br>Bruno também relatou, chorando muito, que Eliza teria sido morta, esquartejada e, depois, jogada para os cachorros. Segundo o goleiro, foi seu primo, Jorge Luiz Rosa, que era menor de idade na época do crime, que contou os detalhes sobre o assassinato. Em novembro, Jorge deu um depoimento semelhante no julgamento de Macarrão e Fernanda Gomes de Castro, ex-mulher de Bruno, condenados a 15 anos e a 5 anos de prisão, respectivamente.<br><br>A descrição de Bruno sobre a morte de Eliza fez com que Ingrid Calheiros, atual esposa do goleiro, chorasse pela primeira vez durante o julgamento. Já a ré Dayanne Rodrigues, ex-mulher de Bruno, se manteve tranquila e chegou a sorrir em alguns momentos. A mãe de Eliza Samudio, Sônia de Fátima Moura, que chorou por várias vezes ao longo do julgamento, permanece séria durante todo o depoimento do goleiro.<br><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-06 13:01:49 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Pandemia reforça desigualdade de gênero no mercado de trabalho </title>
         <author>deboravvcsilva</author>
         <link>https://padlet.com/gilsongarajau/Bookmarks/wish/2172841611</link>
         <description><![CDATA[<div>No Brasil, o nível de escolaridade das mulheres é superior ao dos homens: entre eles, 21,5% frequentaram o ensino superior; entre elas, 29,75%, segundo a pesquisa Estatísticas de Gênero, do IBGE, divulgada em março de 2021. Porém, o mercado de trabalho não reflete essa situação. Historicamente, mulheres possuem desvantagens na área, como menor participação na força de trabalho, ocupação de setores e cargos menos valorizados, e menores salários. E a pandemia só veio agravar essa situação.<br><br>Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, a força feminina no mercado de trabalho caiu de 53,3% – no terceiro trimestre de 2019 – para 45,8%, no mesmo período de 2020. Essa é a taxa mais baixa desde 1991. Já entre os homens, a participação é mais expressiva e a queda foi menor: de 71,8% para 65,7%.<br><br>Analisar a sub-representação feminina no trabalho abre um leque para outras discussões. “O desemprego agrava vulnerabilidades, leva a um aumento de todos os tipos de violência, incluindo a sexual e a doméstica. Trabalhar a questão da renda das mulheres é lidar com as violências que elas sofrem”, analisa Arthur Goerck, líder do Programa Desenvolvimento Local, da Fundação FEAC.<br><br>A primeira edição da campanha de combate à insegurança alimentar Mobiliza Campinas, realizada pela FEAC em 2020, tinha como um dos seus objetivos lidar com as consequências da perda de renda com o desemprego feminino.<br><br>Dentre os critérios preferenciais para receber o benefício, estavam ser mulher e chefe de família, ter perdido o emprego ou atuar no mercado informal antes da pandemia. Dos 6.300 cartões alimentação emitidos, 93% foram em nome de mulheres que tiveram sua geração de renda afetada pela pandemia.<br><br>Joana Simões de Melo Costa, economista e pesquisadora do Ipea, aponta que um diferencial dessa crise é o alto crescimento de inatividade entre as mulheres. Diferentemente do desemprego, no caso da inatividade, não há a busca por uma vaga. Dentre os motivos, Joana destaca o impacto da pandemia nos setores tipicamente ocupados por mulheres – como serviços e hotelaria – e a sobrecarga de trabalhos domésticos e cuidados com os filhos.<br><br>Sobrecargas das mulheres<br><br>Realizada ente abril e maio de 2020, o estudo “Sem Parar – O trabalho e a vida das mulheres na pandemia”, da Gênero e Número e da Sempreviva Organização Feminista, aponta que 50% das mulheres passaram a se responsabilizar pelo cuidado de alguém na pandemia. Entre as que cuidam de crianças, 72% afirmaram que aumentou a necessidade de monitoramento dentro do domicílio.<br><br>Mulheres com filhos, invariavelmente, foram mais impactadas no mercado de trabalho. O papel social feminino influencia o cenário, como explica Joana: “O isolamento, com o fechamento de creches e escolas, reforça a divisão sexual do trabalho. Essa responsabilização pelos cuidados da casa e dos membros da família – como crianças e idosos – ficou ainda mais presente na pandemia, o que dificulta a participação da mulher no mercado de trabalho”.<br><br>Recorte racial<br><br>Fundação FEAC Logo<br>Pandemia reforça desigualdade de gênero no mercado de trabalho <br>View Larger Image<br>No Brasil, o nível de escolaridade das mulheres é superior ao dos homens: entre eles, 21,5% frequentaram o ensino superior; entre elas, 29,75%, segundo a pesquisa Estatísticas de Gênero, do IBGE, divulgada em março de 2021. Porém, o mercado de trabalho não reflete essa situação. Historicamente, mulheres possuem desvantagens na área, como menor participação na força de trabalho, ocupação de setores e cargos menos valorizados, e menores salários. E a pandemia só veio agravar essa situação.<br><br>Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, a força feminina no mercado de trabalho caiu de 53,3% – no terceiro trimestre de 2019 – para 45,8%, no mesmo período de 2020. Essa é a taxa mais baixa desde 1991. Já entre os homens, a participação é mais expressiva e a queda foi menor: de 71,8% para 65,7%.<br><br>Analisar a sub-representação feminina no trabalho abre um leque para outras discussões. “O desemprego agrava vulnerabilidades, leva a um aumento de todos os tipos de violência, incluindo a sexual e a doméstica. Trabalhar a questão da renda das mulheres é lidar com as violências que elas sofrem”, analisa Arthur Goerck, líder do Programa Desenvolvimento Local, da Fundação FEAC.<br><br>A primeira edição da campanha de combate à insegurança alimentar Mobiliza Campinas, realizada pela FEAC em 2020, tinha como um dos seus objetivos lidar com as consequências da perda de renda com o desemprego feminino.<br><br>Dentre os critérios preferenciais para receber o benefício, estavam ser mulher e chefe de família, ter perdido o emprego ou atuar no mercado informal antes da pandemia. Dos 6.300 cartões alimentação emitidos, 93% foram em nome de mulheres que tiveram sua geração de renda afetada pela pandemia.<br><br>Joana Simões de Melo Costa, economista e pesquisadora do Ipea, aponta que um diferencial dessa crise é o alto crescimento de inatividade entre as mulheres. Diferentemente do desemprego, no caso da inatividade, não há a busca por uma vaga. Dentre os motivos, Joana destaca o impacto da pandemia nos setores tipicamente ocupados por mulheres – como serviços e hotelaria – e a sobrecarga de trabalhos domésticos e cuidados com os filhos.<br><br>Sobrecargas das mulheres<br>Realizada ente abril e maio de 2020, o estudo “Sem Parar – O trabalho e a vida das mulheres na pandemia”, da Gênero e Número e da Sempreviva Organização Feminista, aponta que 50% das mulheres passaram a se responsabilizar pelo cuidado de alguém na pandemia. Entre as que cuidam de crianças, 72% afirmaram que aumentou a necessidade de monitoramento dentro do domicílio.<br><br>Como mitigar as desigualdades?<br><br>Fundação FEAC Logo<br>Pandemia reforça desigualdade de gênero no mercado de trabalho <br>View Larger Image<br>No Brasil, o nível de escolaridade das mulheres é superior ao dos homens: entre eles, 21,5% frequentaram o ensino superior; entre elas, 29,75%, segundo a pesquisa Estatísticas de Gênero, do IBGE, divulgada em março de 2021. Porém, o mercado de trabalho não reflete essa situação. Historicamente, mulheres possuem desvantagens na área, como menor participação na força de trabalho, ocupação de setores e cargos menos valorizados, e menores salários. E a pandemia só veio agravar essa situação.<br><br>Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, a força feminina no mercado de trabalho caiu de 53,3% – no terceiro trimestre de 2019 – para 45,8%, no mesmo período de 2020. Essa é a taxa mais baixa desde 1991. Já entre os homens, a participação é mais expressiva e a queda foi menor: de 71,8% para 65,7%.<br><br>Analisar a sub-representação feminina no trabalho abre um leque para outras discussões. “O desemprego agrava vulnerabilidades, leva a um aumento de todos os tipos de violência, incluindo a sexual e a doméstica. Trabalhar a questão da renda das mulheres é lidar com as violências que elas sofrem”, analisa Arthur Goerck, líder do Programa Desenvolvimento Local, da Fundação FEAC.<br><br>A primeira edição da campanha de combate à insegurança alimentar Mobiliza Campinas, realizada pela FEAC em 2020, tinha como um dos seus objetivos lidar com as consequências da perda de renda com o desemprego feminino.<br><br>Dentre os critérios preferenciais para receber o benefício, estavam ser mulher e chefe de família, ter perdido o emprego ou atuar no mercado informal antes da pandemia. Dos 6.300 cartões alimentação emitidos, 93% foram em nome de mulheres que tiveram sua geração de renda afetada pela pandemia.<br><br>Joana Simões de Melo Costa, economista e pesquisadora do Ipea, aponta que um diferencial dessa crise é o alto crescimento de inatividade entre as mulheres. Diferentemente do desemprego, no caso da inatividade, não há a busca por uma vaga. Dentre os motivos, Joana destaca o impacto da pandemia nos setores tipicamente ocupados por mulheres – como serviços e hotelaria – e a sobrecarga de trabalhos domésticos e cuidados com os filhos.<br><br>Sobrecargas das mulheres<br><br>Realizada ente abril e maio de 2020, o estudo “Sem Parar – O trabalho e a vida das mulheres na pandemia”, da Gênero e Número e da Sempreviva Organização Feminista, aponta que 50% das mulheres passaram a se responsabilizar pelo cuidado de alguém na pandemia. Entre as que cuidam de crianças, 72% afirmaram que aumentou a necessidade de monitoramento dentro do domicílio.<br><br>Mulheres com filhos, invariavelmente, foram mais impactadas no mercado de trabalho. O papel social feminino influencia o cenário, como explica Joana: “O isolamento, com o fechamento de creches e escolas, reforça a divisão sexual do trabalho. Essa responsabilização pelos cuidados da casa e dos membros da família – como crianças e idosos – ficou ainda mais presente na pandemia, o que dificulta a participação da mulher no mercado de trabalho”.<br><br>Segundo a pesquisa do IBGE, a participação das mulheres sem filhos na força de trabalho é 35,2% maior em relação à participação daquelas com filhos.<br><br>Joana analisa que, para os homens, ter filhos não é uma desvantagem, pelo contrário: “Homens com filhos têm até uma participação um pouco acima [na força de trabalho], porque é visto como responsável. Já para mulher com filhos, significa que não vai se dedicar totalmente ao trabalho”.<br><br>Recorte racial<br><br>Embora mais mulheres tenham migrado para o desemprego, as pesquisas analisam que o perfil das desempregadas não mudou: as mulheres negras continuam sendo as mais prejudicadas.<br><br>Segundo o já citado relatório “Sem Parar”, entre as mulheres que afirmaram estar desempregadas, 58,5% são negras e 39% são brancas.<br><br>Joana reforça que as questões são estruturais e épocas de crise as evidenciam. “A mulher negra está sujeita a dois tipos de desigualdades – a de gênero e a racial –que se somam. Além disso, a mulher negra tipicamente ocupa setores do mercado mais vulneráveis, como trabalhos informais e emprego doméstico”.<br><br>Como mitigar as desigualdades?<br><br>É preciso unir esforços da sociedade para discutir a desigualdade de gênero e traçar estratégias em médio e longo prazo.<br><br>O projeto Tempo de Empreender, do Programa Desenvolvimento Local, foi criado durante a pandemia com foco em pessoas que querem começar a empreender. Cerca de 80% dos participantes eram mulheres. A maioria, negras e mães de família, o que reflete o perfil da população mais impactada pela crise.<br><br>Arthur analisa que “falar de empreendedorismo em lugares vulneráveis é falar da questão de gênero e raça. O empreendedorismo não é solução para tudo, serve para complementar renda de pessoas vulneráveis, mas tem sido visto no mundo todo como uma estratégia de inclusão produtiva também para pessoas em extrema vulnerabilidade”.<br><br>Nos territórios vulneráveis de Campinas, a restrição de acesso à internet acabou sendo também um grande motivo de desemprego. Muitas mulheres usavam o celular para marcar serviços de faxina, por exemplo. O uso pelos filhos para acessar materiais pedagógicos estourou o plano de dados de diversas famílias, que ficaram sem acesso.<br><br>Em parceria com a Cufa, a FEAC lançou em dezembro de 2020 o Família ON, que distribuiu 5 mil chips de celulares em territórios vulneráveis de Campinas. Um dos requisitos era exatamente atender pessoas como Tatiane Almeida Guimarães, que precisava acessar a internet para buscar emprego. A doméstica chegou a perder serviços por não ter visto mensagens a tempo. Com o chip, ela voltou a marcar faxinas.<br><br>Já para mulheres que buscam emprego de carteira assinada, Joana Simões alerta que o mercado de trabalho precisa acompanhar mudanças sociais e chamar os homens para a corresponsabilidade de cuidados e, assim, aliviar a sobrecarga feminina. Licença paternidade prolongada e a oferta de creches de qualidade são algumas mudanças que precisam acontecer.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-06 13:03:41 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Estudo revela tamanho da desigualdade de gênero no mercado de trabalho</title>
         <author>leticiasreis13245</author>
         <link>https://padlet.com/gilsongarajau/Bookmarks/wish/2172846022</link>
         <description><![CDATA[<div>Levantamento divulgado hoje (4) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revela que 54,5% das mulheres com 15 anos ou mais integravam a força de trabalho no país em 2019. Entre os homens, esse percentual foi 73,7%. A força de trabalho é composta por todas as pessoas que estão empregadas ou procurando emprego.<br><br>Os dados constam da segunda edição do estudo Estatísticas de gênero: indicadores sociais das mulheres no Brasil. Ele traz informações variadas sobre as condições de vida das brasileiras em 2019.<br><br>Outros indicadores podem contribuir para melhor compreensão em torno das dificuldades que elas enfrentam para inserção no mercado de trabalho. Na faixa etária entre 25 e 49 anos, a presença de crianças com até 3 anos de idade vivendo no domicílio se mostra como fator relevante. O nível de ocupação entre as mulheres que têm filhos dessa idade é de 54,6%, abaixo dos 67,2% daquelas que não têm.<br><br>A situação é exatamente oposta entre os homens. Aqueles que vivem com crianças até 3 anos registraram nível de ocupação de 89,2%, superior aos 83,4% dos que não têm filhos nessa idade. Uma dificuldade adicional para inserção no mercado pode ser observada no recorte racial dos dados. As mulheres pretas ou pardas com crianças de até 3 anos apresentaram os menores níveis de ocupação, inferiores a 50%, enquanto as brancas registraram um percentual de 62,6%.<br><br>O levantamento apurou ainda o impacto dos afazeres domésticos. "No Brasil, em 2019, as mulheres dedicaram aos cuidados de pessoas ou afazeres domésticos quase o dobro de tempo que os homens (21,4 horas semanais contra 11,0 horas). Embora na Região Sudeste as mulheres dedicassem mais horas a essas atividades (22,1 horas), a maior desigualdade se encontrava na Região Nordeste", mostrou o estudo.<br><br>A renda causa impacto significativo no período dedicado aos afazeres domésticos. Entre as mulheres que integram o grupo de 20% da população com os menores rendimentos, mais de 24 horas semanais foram consumidas por atividades voltadas para a casa. Entre aquelas que integram a fatia de 20% dos brasileiros com os maiores rendimentos, esse tempo se reduz para pouco mais de 18 horas semanais.<br><br>"Elas têm mais possibilidade de terceirizar o trabalho. Podem recorrer ao trabalho doméstico remunerado ou contratar uma babá. E também podem colocar as crianças em creches particulares, o que acaba por reduzir a média de horas semanais destinadas às tarefas voltadas para a casa. As mulheres que não têm condições financeiras de arcar com esses custos ficam sujeitas à prestação de serviço público. e nem sempre ele está disponível. Temos necessidade de avançar em políticas públicas de creches", analisa André Simões, um dos pesquisadores que participou do levantamento.<br><br>Além de dificultar a inserção no mercado de trabalho, os afazeres domésticos trazem limitações mesmo para as mulheres que conseguem se inserir. A pesquisa mostra que a conciliação da dupla jornada fez com que, em 2019, cerca de um terço delas trabalhasse em tempo parcial, isto é, até 30 horas semanais. Esse tipo de situação se verificou em apenas 15,6% entre os homens empregados.<br><br>A diferença de salários e rendimentos também foi apurada no levantamento. Em 2019, as mulheres receberam, em média, 77,7% do montante auferido pelos homens. A desigualdade atinge proporções maiores nas funções e nos cargos que asseguram os maiores ganhos. Entre diretores e gerentes, as mulheres receberam 61,9% do rendimento dos homens. O percentual também foi alto no grupo dos profissionais da ciência e intelectuais: 63,6%.<br><br>"A responsabilidade quase duas vezes maior por afazeres domésticos e cuidados ainda é fator limitador importante para maior e melhor participação no mercado de trabalho, pois tende a reduzir a ocupação das mulheres ou aa direcioná-las para ocupações menos remuneradas", diz o estudo.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-06 13:06:54 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>machismo na política: :ele disse: &#39;você deveria estar na cozinha&#39;. doeu</title>
         <author>millykaprocopio</author>
         <link>https://padlet.com/gilsongarajau/Bookmarks/wish/2172849308</link>
         <description><![CDATA[<div><br></div><h1>Machismo na política: “Ele disse: ‘Você deveria estar na cozinha’. Doeu!”</h1><div>Frase<br><br></div><div>Por <a href="https://veja.abril.com.br/autor/casado"><strong>José Casado</strong></a> Atualizado em 20 mar 2022, 20h48 - Publicado em 20 mar 2022, 20h00<br><br></div><div><br></div><div>Angélica Ponce (ao centro com documento nas mãos), líder feminista do partido Movimento ao Socialismo comandado por Evo Morales, ex-presidente da Bolívia — Arquivo pessoal//Reprodução</div><div>“Ele [Evo Morales, ex-presidente da Bolívia] é muito egoísta, não quer que apareçam novas lideranças políticas. Não nos reconhecem no Movimento ao Socialismo, e somos fundadoras desse instrumento político. Isso me parece ruim, porque deveria haver alternância com as mulheres.&nbsp; O que podemos esperar de alguém que não tem família? Eu esperava que nos agradecesse pela luta política que realizamos. Esperava um agradecimento, mas ele veio e me disse: ‘Você deveria estar na cozinha’. Isso doeu! É a expressão de um machista.”</div><div><br></div><div><br></div><div><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-06 13:09:09 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Caso Marielle: O que se sabe até agora sobre o crime que completa um ano </title>
         <author>anakneves2</author>
         <link>https://padlet.com/gilsongarajau/Bookmarks/wish/2173169953</link>
         <description><![CDATA[<div>A vereadora foi executada junto com Anderson Gomes no dia 14 de março de 2018 por disparos dados pelo policial reformado Ronnie Lessa&nbsp;<br><br>foi executada no dia 14 de março do ano passado, junto com Anderson Gomes, que dirigia o carro em que estava logo após participar de um evento na Casa das Pretas, no bairro da Lapa, no centro do Rio. Ela saiu por volta das 9 da noite do evento, e foi assassinada às 21h30, quando um carro com seus assassinos emparelhou com o veículo que a transportava. Marielle também estava sua assessora, Fernanda Gonçalves Chaves, que estava no banco de passageiros e sobreviveu. Marielle estava no banco traseiro, atrás de Fernanda. Os tiros foram dados na diagonal, por isso atingiram a vereadora e o motorista Anderson. O crime chocou o país pela frieza do assassinato que ganhou cujo político pelo papel de destaque que Franco vinha ganhando. Criada na favela da Maré, a vereadora era lésbica, ativista de direitos humanos e vinha denunciando a atuação truculenta da polícia em favelas do Rio, num momento em que começava a intervenção federal com apoio dos militares na cidade.&nbsp;<br><br><br>Ameaças a defensores dos direitos humanos colocam a democracia em xeque<br><br><br>“Quando dizem que Marielle virou semente, é muito real”&nbsp;<br><br>Quem matou Marielle Franco e Anderson Gomes?&nbsp;<br><br>&nbsp;O policial reformado&nbsp;Ronnie Lessa&nbsp;deu os 14 disparos no carro de Marielle Franco que matou também Anderson Gomes, que dirigia o carro onde estava a vereadora. A assessora de Marielle, Fernanda Gonçalves Chaves, sobreviveu. Lessa estava num carro Cobalt, dirigido por&nbsp;Elcio Vieira de Queiroz, um policial expulso da corporação. Ambos foram presos nesta madrugada dentra da operação Lume, uma força tarefa entre o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, e da Delegacia de Homicídios (DH) da Polícia Civil da capital.&nbsp;<br><br>Qual foi a motivação do crime?&nbsp;<br><br>Neste momento, o Ministério Público trabalha com a linha de que&nbsp;houve motivação torpe, que teria decorrido pelas causas abraçadas por Marielle no seu trabalho como vereadora. A polícia e o MP não descartam que pode haver um mandante do crime, algo que pode vir a ser esclarecido numa segunda fase da investigação do crime, que começa agora. O crime foi minuciosamente planejado por meses antes da execução sumária da vereadora e de Anderson, que fazia as vezes de motorista de Marielle no dia da sua morte.&nbsp;<br><br>Se houver mandante para este crime, como a polícia vai descobrir?&nbsp;<br><br>Nesta terça, foram expedidos 32 mandados de busca e apreensão para apreender documentos, telefones celulares, notebooks, computadores, armas, entre outros objetos que podem ajudar a esclarecer o crime. As buscas foram feita na casa dos dois agentes presos, e de pessoas que poderiam ajudar a esclarecer o crime, como um amigo de Lessa que guardou uma quantidade enorme de munições em sua casa a pedido do policial reformado. Nessa casa, no bairro do Meier, foram encontrados 117 fuzis desmontados, o que leva a crer que ele pode estar envolvido em tráfico de armas. O MP entende que agora a investigação entra numa nova etapa para apurar as motivações de Lessa e Queiroz.&nbsp;<br><br>Por que levou tanto tempo para se descobrir o crime?&nbsp;<br><br>O MP argumenta que a apuração só estava madura agora para ofertar denúncia contra os dois agentes responsáveis pela execução de Marielle e Anderson em função das evidências que levaram aos seus nomes. Foram ouvidas 230 testemunhas e revisadas 760 gigabites de imagens das ruas por onde o carro Cobalt percorreu para chegar aos assassinos. A análise das imagens mostrou artimanhas da dupla para confundir a apuração, como o celular e placa do carro clonadas. Segundo o MP, a denúncia seria apresentada nesta quarta, quando faltava um dia para o crime completar um ano. Mas houve vazamento de informações sobre os planos do MP, o que antecipou a prisão de Lessa e Queiroz para esta terça, com a apresentação da denúncia contra eles.&nbsp;<br><br>Quem são Ronnie Lessa e Élcio de Queiroz?&nbsp;<br><br>Lessa é um&nbsp;policial reformado, de 48 anos, famoso por ser exímio atirador, segundo reportagem de O Globo. Egresso do Exército, ingressou na polícia militar em 1992, e tornou-se adido da polícia civil, na extinta delegacia de pressão a armas e explosivos (DRAE). Morava no condomínio Vivendas da Barra, o mesmo do presidente&nbsp;Jair Bolsonaro(PSL). As investigações, porém, não encontraram conexão nessa coincidência de endereço. Ele seria o mentor do crime que matou Marielle, planejado “meticulosamente” com meses de antecedência, segundo a polícia e o MP. A polícia descobriu que Lessa já monitorava a vereadora e aponta indícios de que havia um ódio a representantes da esquerda.&nbsp;&nbsp;Queiroz, por sua vez, foi expulso da polícia em 2011, quando se tornou&nbsp;réu por suspeita de corrupção e ligação com o tráfico&nbsp;na operação Guilhotina, que atingiu a cúpula da Polícia Civil no Rio.&nbsp;<br><br>Há outros suspeitos?&nbsp;<br><br>As investigações sobre a execução da vereadora do PSOL e Anderson Gomes seguiram algumas linhas. Dois meses depois do crime de Marielle e Anderson, uma testemunha ouvida pela polícia federal e do Rio acusou o vereador carioca Marcello Moraes Siciliano, do Partido Humanista da Solidariedade (PHS), de ter tramado o assassinato junto com o ex-policial militar e miliciano Orlando de Oliveira de Araújo, o Orlando Curicica, hoje preso em Mossoró, no Rio Grande do Norte. A tese, a priori, perdeu força com a prisão de Lessa e Queiroz nesta terça. Outra linha de investigação é a participação do Escritório do Crime, grupo de matadores formados por policiais militares, ex-policiais e milicianos, que atua na região de Rio das Pedras. No dia 22 de janeiro deste ano, a Operação Intocáveis prendeu o major da Polícia Militar Ronald Paulo Alves Pereira, vulgo Tartaruga, apontado com um dos líderes da facção. Adriano da Nóbrega, que está foragido, seria outro cabeça do Escritório, acusado de extorsão de moradores e comerciantes, agiotagem, pagamento de propina e grilagem de terras. Nas conexões de Nóbrega, um detalhe que respingou no presidente Bolsonaro. A mulher e filha de Adriano, Danielle e Raymunda, respectivamente, trabalhavam até novembro no gabinete do hoje senador Flavio Bolsonaro.&nbsp;<br><br>Quem investiga o caso da morte de Marielle?&nbsp;<br><br>A delegacia de Homicídios da Polícia Civil do Rio de Janeiro com apoio do Grupo de e Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Estado do&nbsp;Rio de Janeiro.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-06 16:45:05 UTC</pubDate>
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         <title>Jogador do Náutico parte para cima de árbitra após ser expulso no Pernambucano</title>
         <author>josuegjunior</author>
         <link>https://padlet.com/gilsongarajau/Bookmarks/wish/2173537604</link>
         <description><![CDATA[<div>Jogador do Náutico parte para cima de árbitra após ser expulso no Pernambucano<br>Caso aconteceu na final do campeonato diante do Retrô, neste sábado<br>30/04/2022 - 18h02min<br><br>MARLON COSTA / UTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO<br>Jean Carlos inconformado com a expulsão<br>MARLON COSTA / UTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO<br>O meia Jean Carlos, do Náutico, tentou agredir a árbitra Deborah Cecilia em jogo da final do Campeonato Pernambucano contra o Retrô, na tarde deste sábado (30). O jogador não concordou com a expulsão, aos 22 minutos do primeiro tempo, e precisou ser contido em campo após ameaçar a juíza da partida.&nbsp;<br><br>Nas imagens da transmissão do jogo, é possível ver que, logo após a árbitra mostrar o cartão vermelho para Jean Carlos, ele parte em direção a ela na tentativa de agredi-la. O jogador é contido por companheiros do Náutico, do Retrô e pelo árbitro assistente da partida. Três atletas do Náutico precisaram acompanhá-lo até o vestiário após a confusão.<br><br>A expulsão de Jean Carlos aconteceu depois que Deborah Cecilia revisou um lance no VAR. A análise durou cerca de três minutos e a árbitra aplicou o cartão vermelho após verificar que o meia atingiu um adversário do Retrô com o braço, em lance sem a bola. &nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-06 23:58:08 UTC</pubDate>
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         <title>Técnico da Desportiva Ferroviária ataca auxiliar, é expulso e acaba demitido</title>
         <author>thierrynascimento</author>
         <link>https://padlet.com/gilsongarajau/Bookmarks/wish/2174360863</link>
         <description><![CDATA[<div>Após atacar a auxiliar Marcielly Netto, o técnico da Desportiva Ferroviária, Rafael Soriano, foi demitido. O desligamento do comandante aconteceu após repercussão do caso nas redes sociais. Em nota oficial, o clube comunicou a saída do funcionário, afirmando que “repudia toda e qualquer tipo de violência, seja física, verbal, moral ou emocional, principalmente contra mulheres”.<br><br></div><div>O ocorrido se deu no intervalo da partida entre Desportiva Ferroviária e Nova Venécia pelas quartas de final do Campeonato Capixaba. Durante a discussão com a equipe de arbitragem, Soriano já tinha levado um cartão amarelo. Após a cabeçada na auxiliar de arbitragem, o juiz da partida, Arthur Gomes Rabelo, expulsou o treinador.<br><br>A Federação de Futebol do Espírito Santo divulgou uma nota de repúdio à agressão e afirmou que acompanhará o caso de perto para que sejam tomadas as medidas corretas. “Assim que a FES receber a súmula da referida partida, a mesma será encaminhada para o TJD-ES. O caso será acompanhado de perto pela entidade, que acredita que as medidas legais serão tomadas pelos órgãos competentes”, diz a nota.<br><br>A partida terminou com a vitória por 3 a 1 do Nova Venécia, que avança para a semifinal do Campeonato Capixaba.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-08 11:51:00 UTC</pubDate>
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         <title>Mulher é agredida em carnaval de Londres por dizer &quot;não&quot; ao agressor</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/gilsongarajau/Bookmarks/wish/2174789496</link>
         <description><![CDATA[<div><strong>Mary Brandon estava sendo agarrada repetidamente antes de empurrar o homem que iria agredi-la. A foto já foi compartilhada mais de 5 mil vezes </strong><em>Por Redação</em> A agressão aconteceu na festa de rua anual de Londres, chamada Carnaval de Notting Hill – bairro nobre da capital britânica –, quando Mary Brandon disse "não" para um homem que a assediava. “Eu o empurrei, exercendo meu direito de dizer a um homem que parasse de tocar meu corpo sem minha permissão, então ele me socou no rosto”. Ela teve de passar nove horas no hospital recebendo tratamento após a agressão. Desde sua postagem, a foto já foi compartilhada mais de 5 mil vezes, encorajando outras mulheres a contarem suas próprias histórias relacionada à abuso sexual. Uma usuária do Facebook, Hannah Dart, respondeu ao post de Brandon: “Eu tenho tanta raiva desses homens que tomam nosso espaço e nossa liberdade para alimentarem seus egos patéticos. Continue defendendo sua posição, você fez um trabalho incrível”. “Eu levaria outro soco desse perdedor ou qualquer outro perdedor que pense que está tudo bem tratar uma mulher dessa maneira”, disse Brandon. Segundo o periódico britânico <em>Evening Standard,</em> uma investigação sobre o incidente já está acontecendo pela Scotland Yard, a polícia britânica - que, curiosamente havia dado um aviso claro aos criminosos que planejavam comparecer às festividades: "<a href="https://www.standard.co.uk/news/london/notting-hill-carnival-warning-to-criminals-do-not-come-crime-gangs-police-crackdown-9684849.html">Não venham</a>".&nbsp; <br><br><br><strong>Maria Vitória Pessale&nbsp;</strong></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-09 00:13:25 UTC</pubDate>
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         <title>Mulheres ganham 19% menos que homens –no topo, a diferença é de mais de 30%</title>
         <author>lorianavitoria</author>
         <link>https://padlet.com/gilsongarajau/Bookmarks/wish/2178033352</link>
         <description><![CDATA[<div><br>A presença das mulheres no mercado de trabalho no Brasil passou por mudanças substanciais nos últimos 50 anos. A participação delas entre os trabalhadores do país –seja como contratadas, autônomas ou donas do próprio negócio– mais que dobrou. Os salários, embora ainda longe dos recebidos pelos homens nas mesmas profissões, também reduziram bastante a distância<br><br>Esse efeito, porém, não aparece com a mesma intensidade dentro das profissões mais bem remuneradas, como engenharia, medicina ou advocacia. Nelas, a presença&nbsp; feminina também disparou –entre os médicos e dentistas, por exemplo, as mulheres já são mais de 70%. A diferença salarial nos grupos do topo, porém, mudou bem pouco de 1970 para cá, e as mulheres ainda seguem ganhando cerca de 30% menos que os colegas homens nas mesmas profissões. A igualdade salarial entre os dois gêneros também emperra conforme aumenta a idade: mulheres e homens com ensino superior, em início de carreira, começam ganhando mais ou menos a mesma coisa. Já entre aqueles com mais de 45 anos, a diferença chega perto dos 40% –com a vantagem para os homens.&nbsp;<br><br>São estas as principais conclusões apontadas por um estudo feito pela economista Laísa Rachter, pesquisadora do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV). Richter comparou a presença de mulheres e os salários médios praticados no mercado de trabalho de todo o país desde 1970, com base nos dados do censo, entre 1970 e 2010, e da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), para 2020.<br><br>O censo de 2020 foi adiado por conta da pandemia de coronavírus e, sem verba suficiente, está ainda sem previsão de realização. Os censos são feitos a cada dez anos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).<br><br>Os dados mostram um aumento gigante na participação das mulheres no mercado de trabalho, o que reflete a redução nas barreiras de entrada que elas tinham. Mas as diferenças ainda grandes de salário nas ocupações de alta qualificação mostram que continuam existindo muitas barreiras de progressão.<br><br>Laísa Rachter, pesquisadora do Ibre/FGV<br>Salário 33% menor<br>Em 1970, só 20% de todas as pessoas trabalhando no Brasil eram mulheres. Em 2020, essa proporção havia dobrado, com 42% de mulheres e 58% de homens. Consideradas apenas as cinco carreiras mais bem pagas do país, o avanço foi ainda maior: em 1970, as mulheres representavam apenas 11% dessa força de trabalho mais qualificada e, em 2020, já eram 54%.<br><br>Neste top 5, estão categorias que abarcam profissões como engenheiros e arquitetos, médicos e dentistas, advogados, economistas e empresários.&nbsp;<br><br>&nbsp;<br><br>Nos salários, porém, as trajetórias não seguiram o mesmo ritmo. Quando considerados todos os trabalhadores, a média da remuneração das mulheres, que em 1970 era de apenas 50% do que os homens recebiam, tinha subido para 81% em 2020. Isso significa que onde os homens ganham, por exemplo, R$ 5.000, as mulheres estão ganhando R$ 4.050, ou 19% menos que os colegas do outro sexo.<br><br>Já entre as profissões do topo, elas ainda recebem 33% menos: em 1970, a remuneração feminina nas cinco categorias mais bem pagas era 54% da média salarial masculina, e, em 2020, essa proporção estava em 67%. É como receber R$ 3.350 quando os homens ganham R$ 5.000.<br><br>De acordo com Rachter, o represamento dos aumentos passa, principalmente, pela dificuldade maior das mulheres em se manter de maneira contínua no mercado de trabalho e conseguir promoções e evoluções na carreira.<br><br>É por isso que a diferença vai ficando maior conforme aumenta também o grau de qualificação, já que são carreiras em que há mais caminhos para progressão. No restante da força de trabalho, onde estão os profissionais de baixa escolaridade e que representa a larga maioria do mercado no Brasil, há pouca evolução de cargo, de especialização ou de salário, e as pessoas chegam ao fim da carreira ganhando ainda valores baixos e muito próximos do começo.<br><br>“A maternidade, os filhos e os afazeres domésticos ainda pesam mais sobre as mulheres, e demandam mais flexibilidade. A cultura organizacional ainda promove os profissionais baseada em critérios masculinos, como estar totalmente disponível ao trabalho ou trabalhar várias horas”, disse a pesquisadora da FGV.<br><br>O que está acontecendo é que, dentro da mesma profissão, o homem vira diretor, vira CEO, e a mulher continua sendo apenas engenheira ou advogada.<br><br>Laísa Rachter, do Ibre/FGV<br>Quanto mais velha, mais para trás<br>Indício dessa maior dificuldade em evoluir na carreira está também no recorte feito por idade. “Aos 20 anos, elas entram com o salário mais ou menos igual ao dos homens, mas, à medida que o tempo vai passando, começa a aumentar a diferença”, disse Rachter.<br><br>Hoje, de acordo com os dados da pesquisa, as mulheres que têm entre 20 e 29 anos ganham, em média, 11% menos que os rapazes da mesma idade, considerados apenas os profissionais com formação superior. Entre aqueles com mais de 45 anos, a remuneração feminina já fica 38% menor que a masculina.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-10 17:36:08 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>27996682015estevao</author>
         <link>https://padlet.com/gilsongarajau/Bookmarks/wish/2178040619</link>
         <description><![CDATA[<div>É inegável que o século XX representou um grande avanço em relação aos direitos das mulheres. A constituição de 1934, por exemplo, promoveu, pela primeira vez, a igualdade entre os sexos. Já ao longo do século, as mulheres conquistaram – através de muitas lutas – outros direitos fundamentais, como a possibilidade de votar e ser votada, assim como a proibição da diferença salarial por motivo de sexo.<br><br></div><div>Na prática, hoje em dia, as mulheres ainda encontram problemas estruturais, antigos e novos, que dificultam a busca por igualdade social em todos os aspectos. Apesar da popularização dos debates sobre a igualdade de gêneros, o feminismo e o combate ao machismo, ainda é comum ler e ouvir relatos sobre desigualdades salariais, violência sexual, feminicídio, baixa representatividade política, entre outros.<br><br></div><div>Nós, da Estratégia ODS, aproveitamos o Dia Internacional da Mulher, para lançar uma campanha que chamasse a atenção para alguns dos principais problemas enfrentados por elas na atualidade. De fato, poderíamos promover um debate sobre diferentes temas, mas procuramos abordar quatro deles, com dados que relatam o status atual desses problemas. São eles:<br><br></div><div><strong>Desigualdade racial<br></strong><br></div><div>De acordo com dados do IBGE divulgados em 2019, referentes a 2018, as mulheres ainda encontram um grande abismo salaria em relação aos homens. No entanto, na comparação entre mulheres brancas e negras, a diferença pode chegar a até 71%<br><br></div><div>Já em relação à violência, de acordo com o “Dossiê Mulheres Negras: retrato das condições de vida das mulheres negras no Brasil”, feito pelo IPEA, as mulheres negras ainda são as maiores vítimas de feminicídio no país.<br><br></div><div>Na educação, segundo o mesmo levantamento, apenas 5,2% das mulheres negras no Brasil alcançam o ensino superior, contra 18,2% das mulheres brancas.<br><br></div><div><strong>Assédio no transporte público<br></strong><br></div><div>De acordo com a pesquisa “Viver em São Paulo: Mulher”, da Rede Nossa São Paulo, 63% das paulistanas declaram já ter sofrido algum caso de assédio na cidade. O transporte público permanece como o local em que as mulheres sentem maior risco de sofrer algum tipo de assédio na opinião de 46% das entrevistadas.<br><br></div><div>A pesquisa também apontou que, na visão das entrevistadas, as principais medidas que precisam ser adotadas são: aumentar as penas para quem comete violência contra a mulher, agilizar o andamento da investigação das denúncias e ampliar os serviços de proteção a mulheres em situação de violência em todas as regiões da cidade.<br><br></div><div><strong>Violência sexual e doméstica<br></strong><br></div><div>É um tema que precisa ser cada vez mais combatido. De acordo com o levantamento “Visível e invisível: a vitimização de mulheres no Brasil”, feito pelo Datafolha e encomendado pela ONG Fórum Brasileiro de Segurança Pública, 42,6% das jovens entre 16 e 24 anos afirmam ter sofrido algum tipo de violência ou agressão nos últimos 12 meses. E os dados ficam mais assustadores ao constatar que, considerando todas as mulheres entrevistadas, em 76,4% dos casos a violência partiu de um agressor já conhecido pela vítima.<br><br></div><div>A mesma pesquisa também demonstra que o local em que mais ocorre violência doméstica contra a mulher é na própria casa da vítima, com 42% dos casos. No entanto, 52% das mulheres não tomou providências após sofrer o ato de violência.<br><br></div><div><strong>Desigualdade no mercado de trabalho<br></strong><br></div><div>Também é possível citar a desigualdade entre homens e mulheres no mercado de trabalho como grande obstáculo para igualdade de gênero. Ainda segundo o IBGE, em 2016, 21,5% das mulheres de 25 a 44 anos concluíram o ensino superior. Já em relação aos homens, apenas 15,6% concluíram uma graduação. Todavia, mesmo com maior escolaridade, o salário médio das mulheres era cerca de 23,5% menor que o dos homens.<br><br></div><div>Já de acordo com o IBGE, apenas 10% dos cargos de tomada de decisão, em comitês executivos de grandes empresas.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-10 17:40:50 UTC</pubDate>
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