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      <title>Meu padlet radiante by </title>
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      <language>en-us</language>
      <pubDate>2024-12-11 15:32:15 UTC</pubDate>
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         <title> Miss América em 1968</title>
         <author>franciellipalma</author>
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         <description><![CDATA[<p>Quando, em setembro de 1968, cerca de 400 mulheres se aproximaram do teatro onde ocorria o concurso Miss América, em Atlantic City, dispostas a pôr fogo em apetrechos como sutiãs, cílios postiços e saltos altos, elas estavam prestes a mudar radicalmente a história do feminismo no mundo. Não houve fogo naquele dia, porque o protesto foi impedido pela prefeitura — embora o episódio tenha sido eternizado como a “queima de sutiãs” —, no entanto elas incendiaram o debate sobre o tema e suscitaram manifestações em outras partes do mundo, como em Berlim, capital da Alemanha, onde de fato houve fogueiras. De lá para cá, o feminismo ganhou grandes representantes políticas, foi responsável pela conquista de uma série de direitos e pela abertura da atual discussão sobre igualdade de gênero que tanto mobiliza as redes sociais.</p><p>— O movimento feminista mudou a forma como entendemos os gêneros e como eles se relacionam. — avalia a professora de Letras da USP Simone Caputo Gomes, estudiosa das relações de gênero.</p><p>A discussão sobre os direitos da mulher é bem anterior a 1968, como mostra uma reportagem do GLOBO de 1927, sobre as duas primeiras mulheres que conseguem permissão para votar em solo brasileiro: “É de notar que as primeiras eleitoras do Brasil sejam professoras. Seja isto um bom auspício quanto ao eleitorado da mulher”, dizia a publicação. O ano de 1968, porém, é considerado o maior marco dessa luta.</p><p>— A queima de sutiãs foi mais metafórica do que literal. Quando as americanas que protestavam contra o Miss América não puderam fazer a queima, elas decidiram enterrar os sutiãs, as revistas femininas e as saias num cemitério. Foram atos radicais como este, de recusa da invisibilidade da mulher como ser histórico, que possibilitaram as conquistas. O universo feminino saiu do tanque, da casa, do quarto, e ganhou outros espaços — afirma Simone.</p><p><br></p><p>Em agosto de 1970, O GLOBO noticiou que integrantes da Organização Nacional de Mulheres (NOW, na sigla em inglês) fariam uma “greve do lar”: elas prometiam não lavar, cozinhar, levar comida na cama para os maridos ou fazer sexo, por 24 horas.</p><p><a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://www.publicidadeeditoraglobo.com.br/midiakit-digital">PUBLICIDADE</a></p><p>— O movimento feminista revolucionou o campo da sexualidade ao mostrar que o corpo feminino não é feito apenas para ser admirado pelo outro. Também mudou o campo da literatura, com mulheres como Rachel de Queiroz, que começou a carreira usando um pseudônimo masculino, mas depois conseguiu se firmar como escritora — afirma a professora da USP, que ressalta o insistente preconceito que ainda recai sobre as feministas. — Até hoje, é comum considerarem que as feministas são feias, ao contrário da representação da Miss América, que era loura, bonita, com seios fartos.</p><p>Uma década depois, em 1979, um artigo escrito pela fundadora da NOW, Betty Friedan, e publicado no GLOBO, trazia à tona as novas aflições das mulheres, que ainda lutavam para conciliar o direito ao mercado de trabalho e à constituição de família.</p><p>“Dizíamos a nossas filhas que elas podiam — e deviam — ter as duas coisas. Por que não? Afinal, os homens conseguem. Mas as ‘super-mulheres’ que estão tentando ‘ter tudo’, conciliando empregos de horário integral com maternidade responsável, estão sofrendo pressões tão insistentes e implacáveis que talvez suas irmãs mais jovens nem sequer ousem pensar em ter filhos”, escreveu Betty.</p><p><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2024-12-11 15:34:20 UTC</pubDate>
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