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      <title>Diário de Leitura by Joana Sousa</title>
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      <language>en-us</language>
      <pubDate>2024-10-01 11:07:23 UTC</pubDate>
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         <title>Elementos paratextuais</title>
         <author>a87005</author>
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         <description><![CDATA[<ul><li><p><em>título/subtítulo;</em></p></li><li><p><em>contracapa;</em></p></li><li><p><em>Autor;</em></p></li><li><p><em>Inserir imagens</em></p></li></ul>]]></description>
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         <pubDate>2024-10-01 11:15:21 UTC</pubDate>
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         <title>Expectativas em relação à leitura da obra</title>
         <author>a87005</author>
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         <description><![CDATA[<p><em><mark>Registo das expectativas de cada um em relação à leitura do romance.</mark></em></p>]]></description>
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         <pubDate>2024-10-01 11:16:46 UTC</pubDate>
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         <title>Reação à leitura </title>
         <author>a87005</author>
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         <description><![CDATA[<p><em>Primeiras impressões sobre o que li:</em></p><p><br></p><ul><li><p><em>fiquei surpreendida com.../gostei (não gostei) da parte que li porque.../ apreciei em particular a personagem X ou Y porque o seu comportamento e/ou maneira de ser...</em></p></li><li><p><em>estou curiosa sobre o que vai acontecer no capítulo seguinte, etc...</em></p></li></ul>]]></description>
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         <pubDate>2024-10-01 11:22:03 UTC</pubDate>
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         <title>Competências leitoras </title>
         <author>a87005</author>
         <link>https://padlet.com/a87005/DL8700/wish/3148082953</link>
         <description><![CDATA[<p> <em>Hábitos de leitura- não leio muito frequentemente pois são poucos os livros que me cativam.</em></p><p><br/></p><p><em>Géneros preferidos- triller, mistério, ação</em></p><p><br/></p><p><em>Última leitura realizada- Fantasma de Gaudí</em></p><p><br/></p><p><em>Suporte usual- livro físico </em></p><p><br/></p><p><br/></p>]]></description>
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         <pubDate>2024-10-01 11:27:34 UTC</pubDate>
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         <title>O livro que mais gostei de ler:</title>
         <author>a87005</author>
         <link>https://padlet.com/a87005/DL8700/wish/3148087716</link>
         <description><![CDATA[<p><em><mark>gostei bastante da leitura deste livro porque ele aborda temas importantes da adolescência que são importantes de refletir.</mark></em></p>]]></description>
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         <pubDate>2024-10-01 11:31:08 UTC</pubDate>
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         <title>1º capítulo</title>
         <author>a87005</author>
         <link>https://padlet.com/a87005/DL8700/wish/3200979983</link>
         <description><![CDATA[<p><em>Após as primeiras 12 páginas do livro que falavam apenas do Ramalhete e de um momento pouco situado na história em que a família maia se instalou lá a outubro de 1875 com Carlos já formado a medicina ocorre um recuar do tempo para a vida antepassada de Afonso o que de certa forma deixou me mais cativada na leitura do livro, conhecendo os personagens e a sua vida até ao momento referido na 1º página do livro. (Esta analepse </em>dura mais o menos 55 anos, desde a infância de Afonso até á viagem de Carlos pela europa, recua 3 gerações.)</p><p><br/></p><p><strong>Reações de leitura:</strong></p><p><em><mark>- Fiquei surpreendida com o rigor da educação que Caetano(um absolutista fanático) queria implantar na vida de seu filho, não lhe dando a liberdade de escolher nem de opinar.</mark></em></p><p> </p><p><em><mark>- Não apreciei em particular a mulher com quem Afonso veio a casar e ter um filho pois Afonso submetia se demais a todas as vontades de sua mulher, sendo que deviam ser decisões tomadas por ambos, como por exemplo a educação dada ao seu filho, que por estarem a tomar um rumo diferente do seu desejado, provavelmente vai afetar o caráter de Pedro no futuro.</mark></em></p><p><br/></p><p><em><mark>- Apesar de achar o comportamento de Afonso da Maia exagerado pelo facto de cortar laços com o seu filho apenas por casar com Maria Monforte, entendo o seu descontentamento devido ao desrespeito que seu filho teve perante a sua opinião, escondendo lhe de inicio até o casamento,  e devido ao passado daquela família.</mark></em></p>]]></description>
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         <pubDate>2024-11-04 18:16:46 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>2º capítulo</title>
         <author>a87005</author>
         <link>https://padlet.com/a87005/DL8700/wish/3201056738</link>
         <description><![CDATA[<p>Achei mais interessante este capítulo do livro, onde se desenvolveu a história mais aprofundada de Pedro da Maia e dos seus desgostos amorosos que tiveram uma grande consequência.</p><p><br/></p><p><strong>Reação à leitura:</strong></p><p><em><mark>-Nao apreciei em particular a personagem de Maria Monforte porque ao inicio da sua relação com Pedro esta mostrava se sempre bastante empenhada e desejosa de uma aprovação e de uma oportunidade para conhecer o seu sogro, mas quando lhe apareceu ao acaso um príncipe italiano em casa hospedado, amigo de Pedro, no qual lhe despertou um certo interesse tornou se uma pessoa muito mais recatada perante Pedro, e com o passar do tempo, num certo dia, onde surgiu a oportunidade do encontro com o seu querido sogro, exigiu adiar para dezembro. Esta mostrou também ter uma maneira de ser egocêntrica e superficial porque na época de festas esta estava sempre rodeada de homens, pela sua beleza, o que também não me agradou á cerca de seu caráter.</mark></em></p><p><br/></p><p><em><mark> - odiei a atitude de Maria Monforte que foi totalmente egoísta perante seu marido, não lhe dá permissão fugir do seu casamento levando um dos filhos com ela e com o italiano sem nenhum consentimento nem compaixão pelo seu ex amado.</mark></em></p><p><br/></p><p><em><mark>- Apreciei Afonso por apesar de ser um pai rígido e apesar do desgosto que seu filho lhe fez passar, ao receber a noticia recebeu o de braços abertos para o consolar o que prova o ótimo pai que ele é.</mark></em></p><p><br/></p><p> <em><mark>- Apesar de saber que Pedro estava extremamente mal com a despedida maldosa da sua mulher, achei a sua decisão de suicídio injusta perante o seu pai, que sempre quis e o seu bem e estaria ao lado dele para o apoiar e perante o seu filho também, Carlos da Maia(aquele que Maria lhe havia deixado), que apesar de ter Afonso iria precisar de uma figura paterna.</mark></em></p><p>&nbsp;&nbsp; &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </p>]]></description>
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         <pubDate>2024-11-04 19:14:44 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>3º Capítulo</title>
         <author>a87005</author>
         <link>https://padlet.com/a87005/DL8700/wish/3201105011</link>
         <description><![CDATA[<p>Por enquanto gostei do rumo que a história vem tomando e tenho achado a leitura relativamente fácil por estar a ser interessante.</p><p><br/></p><p><strong>Reações à leitura:</strong></p><p><br/></p><p><em><mark>-Admirei o facto de Afonso da Maia estar a dar a Carlos uma educação que realmente acha adequada apesar de esta ser bastante rigorosa, inspirada no modelo inglês, que ele tanto era fascinado. Seguindo as regras desta educação Carlos tinha rigor na alimentação, e tinha um contacto direto com a natureza tenho liberdade para correr, subir às árvores, cair, molhar-se e apanhar sol, que seria a educação que teria dado a seu filho mas como não teve oportunidade aproveitou a partir do seu neto. E fiquei surpreendida que mesmo com criticas dos seus criados e amigos mais próximos Afonso argumentou contra e não ligou, criando um grande homem com um caráter único.</mark></em></p><p><br/></p><p><em><mark>-o sucesso notório de Carlos que tinha feito o seu primeiro exame com um desempenho brilhante mostrou as suas capacidades que já tinham sido captadas quando pequeno, que provavelmente foram alvo de alguma influência da educação que lhe foi dada pelo seu avô.</mark></em></p><p><br/></p>]]></description>
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         <pubDate>2024-11-04 19:52:31 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>4º Capítulo</title>
         <author>a87005</author>
         <link>https://padlet.com/a87005/DL8700/wish/3201204418</link>
         <description><![CDATA[<p>Achei este capítulo um bocado mais secante em comparação aos outros lidos anteriormente.</p><p><br/></p><p><strong>Reações à leitura:</strong></p><p><br/></p><p><em><mark>- Admiro o apoio que Afonso deu a Carlos da Maia com a opção que este tomou de seguir Medicina, porque, apesar de alguns frequentadores da quinta verem o Direito como uma escolha mais acertada para um fidalgo de alta estirpe, Afonso entendia que a opção do seu neto deveria ser levada a sério e queria que Carlos tivesse sucesso, vindo algum dia a ser útil ao país. Afonso sempre se mostrou um grande apoiante de seu neto, dando-lhe apoio monetário para os seus projetos, o que revela o lado afetuoso de Afonso da Maia.</mark></em></p><p><br/></p><p><em><mark>Até agora este capitulo foi o mais aborrecido.</mark></em></p><p><br/></p><p><strong><em>Neste capítulo dá-se o fim da analepse iniciada no 1ºcapítulo, quando Carlos se forma em Medicina e volta da sua viagem de um ano pela Europa, quando se vai instalar junto de seu avó no Ramalhete em outubro de 1875, momento no qual se começou a narração antes do inicio da analepse.</em></strong></p><p><br/></p><p><br/></p><p><br/></p><p><br/></p><p><br/></p><p><br/></p><p><br/></p>]]></description>
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         <pubDate>2024-11-04 21:34:27 UTC</pubDate>
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         <title>5º Capítulo</title>
         <author>a87005</author>
         <link>https://padlet.com/a87005/DL8700/wish/3294766748</link>
         <description><![CDATA[<p>Neste capítulo, Carlos da Maia retorna a Lisboa após concluir seus estudos em Coimbra. Com grandes expectativas, instala-se no Ramalhete com seu avô, Afonso da Maia, e decide abrir um consultório médico moderno, equipado com um laboratório de última geração. Carlos queria aplicar todos os seus conhecimentos para beneficiar a sociedade portuguesa. No entanto, a realidade mostra-se desanimadora pelo facto de a clientela ser escassa. Carlos já desmotivado com os seus grandes projetos por não ter uma vida ativa no consultório começa a frequentar a alta sociedade lisboeta, participando de serões no Ramalhete e conhecendo figuras como D. Diogo, o general Sequeira, Eusébio Silveira, Cruges, o conde Steinbroken e Taveira. Durante esses encontros, discutem-se assuntos políticos e culturais, revelando a superficialidade e o conservadorismo da elite.</p><p><br/></p><p>João da Ega, amigo de Carlos, envolve-se com Raquel Cohen, esposa do banqueiro Jacob Cohen, iniciando um caso extraconjugal. </p><p>Carlos demonstra interesse pela condessa de Gouvarinho, uma mulher provocante e infiel. Após ser apresentado a ela no Teatro de São Carlos, é convidado para um dos serões em sua casa, iniciando um relacionamento que reflete os costumes da época.</p><p><br/></p><p><strong>Reações à leitura:</strong></p><p><br/></p><p><mark>Neste capitulo destaca-se o contraste entre as ambições de Carlos e a realidade da sociedade lisboeta. A sua tentativa de modernizar a medicina e contribuir para o progresso é frustrada pela falta de interesse e pela resistência às mudanças da sociedade.</mark></p><p><br/></p><p><mark>A crítica social é evidente nas descrições dos serões e das figuras da elite, que se mostram fúteis e desinteressadas em questões profundas. Eça de Queirós utiliza essas cenas para satirizar a superficialidade e o conservadorismo da alta sociedade portuguesa.</mark></p><p><br/></p><p><mark>O relacionamento de Carlos com a condessa de Gouvarinho e o caso de Ega com Raquel Cohen exemplificam a decadência moral da época. As mulheres são retratadas como figuras adúlteras e sem princípios, refletindo a visão crítica do autor sobre os costumes da sociedade lisboeta.</mark></p><p><br/></p><p>Por fim o Capítulo V oferece-nos uma visão profunda da sociedade portuguesa do século XIX, evidenciando a dificuldade de implementar mudanças em um ambiente resistente e conservador. A frustração de Carlos diante da apatia da elite reflete a luta entre o idealismo e a realidade que existia na época.</p><p><br/></p><p><br/></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-01-17 11:15:25 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>6º Capítulo</title>
         <author>a87005</author>
         <link>https://padlet.com/a87005/DL8700/wish/3474467920</link>
         <description><![CDATA[<p>No Capítulo VI, Carlos da Maia participa num jantar no Hotel Central, organizado por João da Ega em homenagem a Jacob Cohen. Antes do jantar, Carlos avista uma mulher deslumbrante a entrar no hotel. Esta mulher, que mais tarde se revela ser Maria Eduarda, deixa Carlos profundamente impressionado, marcando o início de uma obsessão que se desenvolverá ao longo da narrativa.</p><p> </p><p>Durante o jantar, diversos temas são discutidos, como literatura, política e finanças. Destaca-se a contenda entre Ega, defensor do Naturalismo, e Alencar, adepto do Ultra-Romantismo, que culmina numa discussão acalorada. Ega propõe uma invasão espanhola como solução para os problemas de Portugal, enquanto Alencar se opõe veementemente. O jantar termina com uma reconciliação superficial entre os dois.</p><p><br/></p><p><strong>Reação à leitura:</strong></p><p><br/></p><p>  </p><p><mark>-Este capítulo serve como uma crítica à sociedade lisboeta do século XIX, evidenciando a superficialidade e a hipocrisia das elites. Esta discussão entre Ega e Alencar simboliza o conflito entre o progresso e o conservadorismo. </mark></p><p><br/></p><p><mark>-Fiquei surpreendida com a intensidade da discussão entre Ega e Alencar, que reflete as tensões ideológicas da época. A proposta de Ega de uma invasão espanhola pareceu-me exagerada, mas entendo-a como uma crítica mordaz à situação política. </mark></p><p><br/></p><p><mark>-A introdução de Maria Eduarda despertou a minha curiosidade, e estou ansiosa por ver como se desenvolverá a relação entre ela e Carlos. A obsessão imediata de Carlos por Maria Eduarda, apenas por a ter visto uma vez, pareceu-me precipitada, mas compreendo que seja uma forma de ilustrar a sua natureza impulsiva e romântica.</mark></p><p>   </p><p><mark>-Em síntese gostei particularmente da forma como Eça de Queirós utiliza o jantar para expor as falhas da sociedade portuguesa. A introdução de Maria Eduarda deixou-me intrigada, e estou curiosa para ver como a sua presença influenciará a vida de Carlos. A obsessão de Carlos por Maria Eduarda, iniciada neste capítulo, parece-me um prenúncio de complicações futuras, e estou interessada em acompanhar o desenrolar desta relação.</mark></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-05-31 09:44:31 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>7º capítulo</title>
         <author>a87005</author>
         <link>https://padlet.com/a87005/DL8700/wish/3474468561</link>
         <description><![CDATA[<p>Este capítulo marca um ponto crucial na caracterização psicológica de Carlos da Maia. Começamos a ver um conflito interno claro entre a sua vida racional e profissional  e a irrupção descontrolada do desejo e da paixão, o que Eça de Queirós constrói com grande subtileza.</p><p><br/></p><p>Carlos, apesar de ter condições privilegiadas para desenvolver uma carreira médica, vê-se a perder foco. Ele está envolvido na escrita de um livro sobre medicina, que poderia consolidá-lo como cientista num país pouco preparado para isso. No entanto, a carreira não progride como esperado: o consultório raramente é frequentado, a sociedade lisboeta resiste a aceitar um médico da aristocracia, e o seu empenho na ciência esmorece com a entrada do desejo amoroso em cena. </p><p><br/></p><p>Tudo começa com um olhar no Hotel Central e cresce nos encontros fugazes no Aterro. Ao vê-la com outro homem, que supõe ser o marido, Carlos entra num estado de fixação quase patológica. A mulher que seria até então um ideal vago e encantador, transforma-se num objetivo inatingível. Estes passeios constantes no Aterro, já sem esperança de encontrá-la, revelam um homem preso à ilusão, escravizado por um desejo que não domina.</p><p><br/></p><p>Esta situação mostra que Carlos, como símbolo da juventude idealista e civilizada de Eça, não resiste às armadilhas emocionais, sendo derrotado por aquilo que não pode controlar: o amor idealizado. Isto é tanto uma crítica ao romantismo quanto à falta de direção prática das elites portuguesas.</p><p><br/></p><p>Reações à leitura:</p><p><br/></p><p><mark> - Gostei particularmente deste capítulo porque nele Carlos deixa de ser apenas um jovem culto e elegante e começa a tornar-se humano, frágil e contraditório. Identifiquei-me com esse conflito entre querer construir algo de valor, como o seu livro ou a sua clínica e, ao mesmo tempo, ser arrastado por emoções mais intensas.Fiquei surpreendida com a rapidez com que Carlos se deixa dominar por um amor platónico. </mark></p><p><mark>- Também me chamou a atenção o retrato de um fracasso silencioso: Carlos é rico, bonito, inteligente e mesmo assim não consegue alcançar nenhum dos seus objetivos. Isso fez-me refletir sobre como o talento e os recursos nem sempre são suficientes, especialmente quando a emoção se sobrepõe à razão.</mark></p><p><mark> - Eu senti uma mistura de pena e inquietação ao ver Carlos perder-se de si mesmo por uma paixão que mal começou.</mark></p><p><br/></p><p><br/></p><p><br/></p><p><br/></p><p><br/></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-05-31 09:46:24 UTC</pubDate>
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         <title>8º Capítulo</title>
         <author>a87005</author>
         <link>https://padlet.com/a87005/DL8700/wish/3474468856</link>
         <description><![CDATA[<p>Neste capítulo, Carlos da Maia e o seu amigo Cruges viajam a Sintra com o objetivo de reencontrar Maria Eduarda. Durante a estadia, hospedam-se na Pensão Nunes, onde, por acaso, encontram Eusebiozinho, agora adulto, acompanhado de um amigo e duas mulheres espanholas. Este encontro serve como um espelho que reflete as consequências de diferentes modelos educativos.</p><p><br/></p><p><strong>Reações à leitura:</strong></p><p><br/></p><p> <mark>- Eusebiozinho que representa os efeitos de uma educação tradicional portuguesa, caracterizada pela memorização, obediência cega e isolamento do mundo real resultou num indivíduo fisicamente fraco, sem iniciativa e incapaz de enfrentar os desafios da vida adulta. A sua presença em Sintra, envolvido em situações moralmente questionáveis, evidencia a falta de preparação prática e ética proporcionada por esse modelo educativo .</mark></p><p><br/></p><p> <mark>- Em contraste, Carlos da Maia, educado segundo os princípios ingleses pelo seu avô Afonso da Maia, desenvolveu-se como um homem culto, fisicamente robusto e com espírito crítico. A sua educação valorizava o contacto com a natureza, a prática de atividades físicas e o desenvolvimento da autonomia e do pensamento racional. Este modelo educativo permitiu-lhe integrar-se na sociedade de forma ativa e consciente .</mark></p><p><mark>O encontro entre Carlos e Eusebiozinho em Sintra simboliza, portanto, o confronto entre dois sistemas educativos e as suas repercussões na formação do indivíduo. Eça de Queirós utiliza esta situação para criticar a educação tradicional portuguesa e enaltecer os benefícios de uma formação mais liberal e prática. Portanto, o encontro com o Eusebiozinho foi, para mim, um momento revelador. Ver como a educação tradicional o deixou despreparado para a vida real reforçou a importância de uma formação que vá além da teoria e da obediência cega. </mark></p><p><br/></p><p><mark> - Por fim fiquei a pensar no quanto Carlos está disposto a correr atrás deste amor, mesmo sem saber quase nada sobre Maria Eduarda. Essa entrega total é bela, mas também preocupante, pois parece ignorar todos os sinais de alerta que começam a surgir como o mistério sobre a sua vida anterior e sobre o homem com quem ela estava no Aterro.</mark></p><p><br/></p><p><br/></p><p><br/></p><p><br/></p><p><br/></p><p><br/></p><p><br/></p><p><br/></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-05-31 09:47:23 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>9º Capítulo</title>
         <author>a87005</author>
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         <description><![CDATA[<p>Carlos da Maia recebe um convite para um jantar na casa dos Gouvarinho, uma família da alta sociedade lisboeta. Enquanto se prepara para o evento, Ega, amigo de Carlos, aparece no Ramalhete, preocupado em arranjar uma espada adequada para o baile de máscaras que se realizava nessa noite em honra de Raquel Cohen. Raquel é casada com Cohen, o diretor do Banco Nacional, e como já havia dito anteriormente noutro capítulo Ega e Raquel mantém um caso extraconjugal.</p><p>Durante o baile, Ega é expulso por Cohen, que descobre o caso. Furioso, Ega considera desafiar Cohen para um duelo, mas Carlos e Craft, desaconselham-no, argumentando que seria Cohen quem teria razão em sentir-se ofendido. </p><p>Depois na manhã seguinte, a criada de Raquel informa que ela foi espancada pelo marido e que ambos partiriam para a Inglaterra nesse mesmo dia.</p><p>Ega, humilhado e arruinado, pede dinheiro emprestado a Carlos e decide deixar Lisboa para regressar a Celorico e concluir o seu livro “As Memórias de um Átomo”. Paralelamente a este, Carlos aproxima-se cada vez mais da Condessa de Gouvarinho, com quem mantém um breve romance. Numa das suas visitas, Carlos beija a Condessa antes da chegada do conde, evidenciando a tensão entre o desejo e as convenções sociais da época.</p><p><br></p><p><strong>Reações à leitura:</strong></p><p><br></p><p><mark> - Através das personagens de Ega e Carlos, o autor revela como os indivíduos da elite se entregam a prazeres momentâneos, ignorando as consequências de seus atos. A reação de Ega ao ser expulso do baile e a sua decisão de desafiar Cohen para um duelo ilustram o orgulho ferido e a busca por uma honra vazia, típica de uma sociedade mais preocupada com aparências do que com valores reais.</mark></p><p><br></p><p><mark> - A relação entre Carlos e a Condessa de Gouvarinho, por sua vez, demonstra a superficialidade das relações sociais da época, onde o desejo e o poder se entrelaçam, desafiando as normas estabelecidas. A crítica de Eça é mordaz e irónica, expondo as contradições e falácias de uma classe que se considera superior, mas que na realidade é marcada por vícios e falsidade.</mark></p><p><br></p><p><mark>Eu acho que a leitura deste capítulo leva-nos a refletir sobre as semelhanças entre as sociedades do passado e as atuais, especialmente no que diz respeito à hipocrisia e às relações de poder.</mark></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-05-31 09:47:37 UTC</pubDate>
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         <title>10º Capítulo</title>
         <author>a87005</author>
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         <description><![CDATA[<p> Carlos da Maia encontra-se cada vez mais distante da Condessa de Gouvarinho. Após três semanas de encontros secretos, ele começa a sentir-se saturado e busca uma forma de terminar o relacionamento sem confrontos diretos. Durante esse período, ele cruza com Rosicler, filha de Maria Eduarda, o que reacende sua esperança de encontrá-la. </p><p> No dia das corridas de cavalos, Carlos vai ao hipódromo na esperança de ver Maria Eduarda, mas ela não aparece.</p><p>Após o evento, ele recebe uma carta de Maria Eduarda, pedindo-lhe para consultar uma pessoa de sua família que está doente. Esse convite reacende a chama da esperança em Carlos, embora ele permaneça cético quanto às suas próprias emoções.&nbsp;</p><p><br/></p><p><strong>A Corrida de Cavalos: Uma Imitação Falhada</strong></p><p><br/></p><p><mark> - Eça de Queirós descreve a organização de corridas de cavalos em Lisboa como uma tentativa da sociedade portuguesa de imitar os hábitos das grandes capitais europeias, como Paris e Londres. No entanto, essa imitação revela-se desastrosa, evidenciando a falta de preparação e a superficialidade da sociedade lisboeta.</mark></p><p><br/></p><p><mark> - O hipódromo, em vez de ser um local de requinte e sofisticação, assemelha-se a um arraial improvisado. As tribunas são descritas como mal construídas, com fendas e mal pintadas, e o bufete tem um aspeto sujo e desorganizado. A assistência, em vez de demonstrar entusiasmo pelo evento, mostra desinteresse e falta de educação, culminando em cenas de pancadaria durante a primeira corrida.</mark></p><p><br/></p><p><mark> - Eça de Queirós utiliza este episódio para criticar a tendência da sociedade portuguesa em desprezar as suas próprias tradições em favor de imitações estrangeiras. Afonso da Maia, personagem que representa o patriotismo genuíno, sugere que, em vez de corridas de cavalos, o verdadeiro patriotismo seria promover uma boa tourada, uma tradição tipicamente portuguesa. Isso destaca a crítica do autor à mentalidade de que o que é estrangeiro é superior ao que é nacional.</mark></p><p><br/></p><p><mark> - Para além disso o episódio também expõe a superficialidade da alta sociedade lisboeta. As senhoras, vestidas com “vestidos sérios de missa” e chapéus emplumados, não sabem como comportar-se adequadamente no evento. Os homens, por sua vez, demonstram desinteresse e falta de educação, com alguns permanecendo de costas para a pista e outros envolvidos em discussões e agressões. Essa falta de civilidade e respeito pelas normas sociais é uma crítica direta à classe dirigente da época.</mark></p><p><br/></p><p>A ironia e o sarcasmo presentes na descrição do evento sublinham a crítica do autor à hipocrisia e à falta de autenticidade da sociedade lisboeta.</p><p><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-05-31 09:47:50 UTC</pubDate>
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         <title>11º Capítulo</title>
         <author>a87005</author>
         <link>https://padlet.com/a87005/DL8700/wish/3474469535</link>
         <description><![CDATA[<p> Carlos da Maia vai então visitar a casa de Madame Castro Gomes, onde conhece Maria Eduarda. Ele presta assistência à governanta Sarah, que está doente, e começa a desenvolver uma conexão com Maria Eduarda entretanto. O capítulo destaca o crescente relacionamento entre Carlos e Maria Eduarda, marcado por conversas íntimas e visitas frequentes.</p><p><br/></p><p><strong>Reações à leitura:</strong></p><p><br/></p><p> <mark>- Fiquei surpreendida com a forma como Eça de Queirós descreve o desenvolvimento da relação entre Carlos e Maria Eduarda. A maneira como ambos se aproximam, inicialmente através da doença de Sarah, demonstra a fragilidade e a imprevisibilidade das relações humanas.</mark></p><p><mark>A presença de Dâmaso adiciona uma camada de complexidade pelo facto de este demonstrar ciúmes na atenção que Carlos dedica a Maria Eduarda., refletindo as tensões e as rivalidades que existem nas relações sociais.</mark></p><p><br/></p><p><mark> - Aprecio em particular a personagem de Maria Eduarda, cuja beleza e mistério cativam Carlos e, por extensão, o leitor. O seu comportamento e a maneira como lida com a situação, mantendo uma postura elegante e reservada, são notáveis. Estou curiosa para saber como a relação entre Carlos e Maria Eduarda se desenvolverá nos próximos capítulos e quais serão as consequências das suas interações.</mark></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-05-31 09:50:02 UTC</pubDate>
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         <title>12º Capítulo</title>
         <author>a87005</author>
         <link>https://padlet.com/a87005/DL8700/wish/3474470122</link>
         <description><![CDATA[<p>Neste capítulo, João da Ega chega inesperadamente ao Ramalhete, vindo de Coimbra, e junta-se a Carlos. Conta-lhe que vão jantar na casa dos Gouvarinho, por convite da condessa. Durante o jantar, Dâmaso espalha boatos sobre Carlos e Maria Eduarda, acusando-o de a ter seduzido na sua ausência. Mas Carlos desmente tudo e explica que apenas a visita por dever médico. Esta parte mostra a maldade, inveja e falsidade que permeiam o mundo social de Lisboa. </p><p>Mais tarde, Carlos visita Maria Eduarda, que está aborrecida com a casa onde vive e com a frequência das visitas indesejadas, como as de Dâmaso. Carlos, para a agradar, propõe mudar-se para uma quinta nos Olivais a “Toca” um espaço campestre, íntimo e afastado da cidade, que simboliza o desejo de viver um amor puro, longe da sociedade corrompida. É aqui que os dois se beijam pela primeira vez, e Carlos propõe que fujam juntos, para viver esse amor fora das normas e dos julgamentos sociais.</p><p><br/></p><p><strong>Reações à leitura:</strong></p><p><br/></p><p><mark> - Fiquei surpreendida com a intensidade do amor entre Carlos e Maria Eduarda e com a forma como ele decide fugir de tudo para estar com ela. Gostei muito desta parte porque mostra uma faceta mais humana e sincera do Carlos, que até aqui parecia muitas vezes preso ao seu papel social. Aprecio particularmente a personagem do Ega porque, mesmo quando está magoado, demonstra ser um verdadeiro amigo, alguém que está lá nos momentos importantes, pois Carlos não lhe havia contado nada mas mesmo assim ele demonstrou se solidário.</mark></p><p><br/></p><p><mark> - A crítica social de Eça neste capítulo é brilhante: mostra como a sociedade da época é oca, falsa e mais preocupada com aparências do que com sentimentos verdadeiros. O simbolismo da casa dos Olivais como refúgio do amor tocou-me bastante pois representa o desejo de liberdade, mas também a impossibilidade de viver esse amor no seio da sociedade lisboeta devido aos julgamento sociais. Estou muito curiosa para saber se este “paraíso” vai durar ou se tudo vai acabar em sofrimento, como Eça já deu a entender em capítulos anteriores.</mark></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-05-31 09:52:26 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>13º Capítulo</title>
         <author>a87005</author>
         <link>https://padlet.com/a87005/DL8700/wish/3474470188</link>
         <description><![CDATA[<p>Neste capítulo, Carlos da Maia prepara a casa dos Olivais para receber Maria Eduarda.</p><p> Ega informa Carlos de que Dâmaso anda a difamar a relação de Carlos com Maria Eduarda por isso Carlos toma a atitude de confrontar Dâmaso na rua, ameaçando-o. </p><p>No dia seguinte, Maria Eduarda visita a nova casa, que consideram um verdadeiro paraíso, e decidem chamá-la de “Toca”. O capítulo termina com a rutura definitiva entre Carlos e a Condessa de Gouvarinho.</p><p><br/></p><p> <mark>- A casa dos Olivais, apelidada de “Toca”, simboliza o refúgio amoroso de Carlos e Maria Eduarda, afastado das convenções sociais. </mark></p><p><mark> - A difamação por parte de Dâmaso reflete a hipocrisia e maledicência da sociedade lisboeta do século XIX.</mark></p><p><br/></p><p><strong>Reações à leitura:</strong></p><p><br/></p><p><mark>Fiquei surpreendida com a coragem de Carlos ao confrontar Dâmaso publicamente. Gostei também da forma como a relação entre Carlos e Maria Eduarda se desenvolve, criando um espaço só deles na “Toca”. Aprecio particularmente a personagem de Ega, que, apesar das suas excentricidades, demonstra lealdade ao amigo.</mark></p><p><mark> Estou curiosa sobre como esta relação irá evoluir, especialmente face às pressões sociais e familiares.</mark></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-05-31 09:52:38 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>14º Capítulo</title>
         <author>a87005</author>
         <link>https://padlet.com/a87005/DL8700/wish/3474470238</link>
         <description><![CDATA[<p> - No início do capítulo, Carlos da Maia fica sozinho em Lisboa porque Afonso parte para Santa Olávia e Ega para Sintra por isso vive dias felizes na quinta dos Olivais, apelidada “Toca”, com Maria Eduarda. Ambos sonham fugir para Itália em outubro e casar-se lá . Este plano romântico mostra a intensidade do amor de Carlos, mas ele hesita por receio de magoar o avô Afonso, revelando o seu sentido de dever familiar.</p><p>Pouco depois, uma carta anônima enviada do Brasil acusa Maria Eduarda de ter um amante, causando choque em Carlos. Castro Gomes revela que Maria não é esposa dele, mas amante, e dá o verdadeiro nome dela: Madame MacGren. Furioso, Carlos confronta Maria, que, entre lágrimas, confessa toda a sua história, temendo perdê-lo.</p><p>Apesar do escândalo, Carlos perdoa-a e propõe casamento, mostrando seu idealismo e a força do amor que supera as aparências e convenções sociais. Maria revela coragem ao se abrir completamente, tornando o amor do casal ainda mais verdadeiro e intenso.</p><p> </p><p>Reações à leitura:</p><p><br/></p><p><mark>A meu ver uma critica social bem esclarecedora neste capítulo é feita à hipocrisia moral da sociedade portuguesa do século XIX. Maria Eduarda sentiu-se obrigada a esconder o seu passado por medo do julgamento alheio, mostrando como as aparências valiam mais que a verdade. A rigidez das convenções exige que uma “mulher respeitável” ignore boémia e amores anteriores, o que força Maria a mentir . A desilusão de Afonso com Carlos, que foi comunicada por Craft, antecipa essa intolerância social. O capítulo denuncia, assim, o moralismo que oprime as personagens: apesar de ter sofrido por toda a vida, Maria é temida pelo avô quando da sua ausência de boas referências. A generosidade de Carlos contrapõe-se a esse moralismo: ele valoriza a sinceridade e o amor verdadeiro acima do estatuto social.</mark></p><p><br/></p><p><mark>Símbolos literários: - Os espaços físicos carregam significado simbólico. O Ramalhete, descrito noutras passagens como um casarão triste e “de aspeto tristonho de Residência Eclesiástica” , simboliza o peso do passado da família e os segredos soterrados sob as paredes seculares. Este espaço antigo e sombrio contrasta com a “Toca” (a quinta dos Olivais), que é descrita como um verdadeiro “ninho de amor de Carlos e Maria” . A “Toca”, com o seu nome campestre, representa refúgio e inocência: ali brota o amor puro do casal, longe das intrigas externas. </mark></p><p><br/></p><p><mark>Outro aspeto importante que se toca neste capítulo é a relação entre Carlos e Maria Eduarda em contraste com a relação Castro Gomes com Maria Eduarda:</mark></p><p><mark>A relação Carlos–Maria Eduarda é o eixo do capítulo. O amor deles surge como algo puro e idealista, capaz de resistir às revelações escandalosas. O episódio revela que, para Carlos, a verdade última do passado de Maria não diminui o seu afeto; pelo contrário, ele mostra compaixão e admiração pelo seu sofrimento. Em contraste, o relacionamento de Maria com Castro Gomes ilustra as desigualdades sociais pois ela foi “sustentada” por ele sem ser verdadeiramente considerada sua esposa o que denúncia a objetificação da mulher. </mark></p><p><br/></p><p>Fiquei surpreendida com a força da cena final: apesar de toda a intriga e engano, o amor de Carlos por Maria mantém-se intacto. A forma como Carlos perdoa Maria depois de saber a verdade deixou-me impressionada pela grandeza do seu coração.</p><p>Eu aprecio em particular o Carlos porque ele representa o herói romântico sensível e fiel. Apesar da mentira dolorosa, ele valoriza a verdade de Maria e demonstra coragem em enfrentá-la, o que o torna admirável. Também gosto da Maria Eduarda pela sua sinceridade, foi nobre a forma como ela se abriu com Carlos.</p><p><br/></p><p>Para o próximo capítulo prevejo que trará mais conflito: Afonso da Maia ainda não sabe de nada e provavelmente ficará horrorizado ao descobrir o noivado e a verdadeira história de Maria Eduarda. A lealdade de Carlos será novamente testada pelos familiares e pela sociedade, e temo que o escândalo se alastre. Resta saber como Maria enfrentará novos julgamentos e se o amor deles resistirá às futuras tragédias.</p><p><br/></p><p><br></p><p><br/></p><p><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-05-31 09:52:54 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>15ºCapítulo</title>
         <author>a87005</author>
         <link>https://padlet.com/a87005/DL8700/wish/3474470298</link>
         <description><![CDATA[<p>Maria Eduarda revela a Carlos o seu passado difícil: nascida em Viena, viveu entre Londres e Paris com a mãe, Maria Monforte, em ambientes de jogo e instabilidade. Casou-se com um irlandês, Mac Gren, teve uma filha, ficou viúva e passou por períodos de miséria antes de se juntar a Castro Gomes. A confissão aprofunda a confiança entre o casal e explica os receios de Maria.</p><p>Numa manhã de outono Carlos recebe um exemplar do jornal Corneta do Diabo, enviado por Ega, onde se publica um artigo difamatório que o acusa, com linguagem grosseira, de viver com uma “mulher da má vida”. Carlos percebe que o autor moral do ataque é Dâmaso Salcede, movido pela inveja e decide ir pressiona-lo.</p><p>Ega intervém com astúcia: confronta o diretor do jornal e depois obriga Dâmaso a assinar uma carta de retratação, confessando que tudo foi mentira. A humilhação de Dâmaso funciona como justiça simbólica, e Carlos, embora inicialmente relutante, permite que os amigos divulguem a confissão para limpar a sua honra.</p><p><br/></p><p>Reações à leitura:</p><p><br/></p><p><mark>Fiquei chocada com a brutalidade do ataque no jornal – mostra bem a crítica de Eça ao jornalismo corrupto e sensacionalista da época. A “Corneta do Diabo” representa uma sociedade que vive de escândalos, sem ética nem respeito.</mark></p><p><mark>Gostei especialmente da lealdade de Ega, que age como verdadeiro amigo e herói silencioso. A forma como ele protege Carlos e vira o jogo contra Dâmaso foi uma das partes mais satisfatórias de ler. Senti que, apesar das intrigas externas, a amizade e a honra prevaleceram.</mark></p><p><br/></p><p><mark>Este episódio reforça os valores morais e o contraste entre o mundo íntimo a “Toca” e o mundo podre de Lisboa, e antecipa novos conflitos sociais e familiares.</mark></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-05-31 09:53:04 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>16º Capítulo</title>
         <author>a87005</author>
         <link>https://padlet.com/a87005/DL8700/wish/3474470346</link>
         <description><![CDATA[<p>Carlos e João da Ega assistem a um sarau no Teatro da Trindade, promovido por um grupo que se diz literário e político, supostamente com fins caritativos. O evento, no entanto, revela-se um espetáculo superficial: discursos vazios, poemas ocos, uma elite que apenas finge cultura. Nem a família real aparece. No fim da noite, o Sr. Guimarães chama discretamente Ega para uma conversa privada a ter no dia seguinte.</p><p><br/></p><p>&nbsp;</p><p><strong>Análise Crítica:</strong></p><p><mark>Este capítulo é uma das passagens mais mordazes da crítica de Eça de Queirós à burguesia lisboeta e ao falso progresso. O sarau representa a cultura como espetáculo, usada para status social, e não como expressão autêntica de pensamento ou arte. Tudo está minado pela hipocrisia e pela vaidade.</mark></p><p><mark>O Teatro da Trindade, como espaço, adquire aqui simbolismo: é um palco literal e metafórico da encenação social. Todos os presentes representam papéis: de poetas, de políticos, de filantropos — mas ninguém é sincero. A ausência da família real , que seria em teoria, interessada no progresso, reforça o desprezo da monarquia pela vida cultural, expondo a falência institucional.</mark></p><p><br/></p><p><mark>João da Ega, com o seu olhar mordaz, funciona como voz da lucidez crítica. Ele vê através da farsa, ri-se de tudo e todos, e partilha com Carlos um desencanto profundo: não há lugar para ideais sinceros numa sociedade tão podre.</mark></p><p><br/></p><p><strong>Reação à leitura:</strong></p><p><mark>Senti-me quase cúmplice do sarcasmo de Ega, também eu fiquei revoltada com a mediocridade da elite lisboeta ali retratada. O modo como Eça descreve o sarau é brilhante: faz-nos rir, mas também sentir vergonha de uma cultura que só vive para parecer.</mark></p><p><mark>A crítica que mais me marcou foi a transformação da literatura num pretexto para brilhar socialmente. Eça está a dizer que até os sentimentos, os versos, a arte foram capturados pela superficialidade. Senti que esta parte prepara o leitor para uma viragem mais séria como se o teatro da vida estivesse prestes a ruir com algo real.</mark></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-05-31 09:53:16 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>17º Capítulo</title>
         <author>a87005</author>
         <link>https://padlet.com/a87005/DL8700/wish/3474470410</link>
         <description><![CDATA[<p>Ega visita o Sr. Guimarães, tio de Dâmaso, que lhe entrega um cofre com papéis antigos da família Monforte. Ao investigá-los, Ega descobre o segredo fatal: Maria Eduarda é filha de Maria Monforte e, portanto, irmã de Carlos da Maia. Ou seja, o amor deles é incestuoso. Ega, em choque, percebe que uma tragédia se aproxima.</p><p><br/></p><p>Análise Simbólica e Critica:</p><p><br/></p><p>Este capítulo é o ponto de viragem trágico do romance. O cofre não é apenas um objeto narrativo: é um símbolo de memória, de segredos e de destino. Ele representa o passado que se tentou esconder, mas que, como verdade latente, acaba por emergir e destruir o presente.</p><p><br/></p><p>O conteúdo do cofre desenterra a história familiar silenciada por Afonso da Maia. O segredo que ele julgava enterrado regressa como punição. É quase uma ironia trágica: Carlos, herdeiro de uma linhagem racional e liberal, acaba vítima de uma paixão impossível por ignorância do próprio sangue.</p><p> O contraste entre a frivolidade do sarau anterior e a profundidade silenciosa deste capítulo é brutal: como se a sociedade vivesse num palco falso, enquanto o verdadeiro drama se passa longe dos olhares públicos.</p><p><br/></p><p>Reações à leitura:</p><p><br/></p><p><mark>Este capítulo deixou-me abalada. A revelação do incesto não surge como choque barato. Carlos e Maria Eduarda são vítimas do silêncio, do exílio, e da falta de comunicação familiar.</mark></p><p><br/></p><p><mark>Gostei muito da forma como o cofre concentra a tensão da cena. Parece um objeto banal, mas guarda o peso de toda uma tragédia. Ega, ao lê-lo, parece crescer aos meus olhos: deixa de ser apenas o crítico mordaz para se tornar alguém que carrega o fardo da verdade.</mark></p><p><br/></p><p><mark>Sinto que este capítulo é o mais tenso até agora. Revela que, por detrás de todas as críticas sociais e da sátira, há uma dor muito íntima e um destino cruel, quase digno de tragédia grega. Eça não está apenas a criticar uma sociedade está a mostrar como ela destrói até o amor mais puro.</mark></p><p><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-05-31 09:53:34 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>18º Capítulo</title>
         <author>a87005</author>
         <link>https://padlet.com/a87005/DL8700/wish/3474470455</link>
         <description><![CDATA[<p>Carlos da Maia regressa a Lisboa em 1887, após anos a viajar com Ega. Almoçam no Hotel Bragança e reencontram o poeta Alencar. Passeando por Lisboa, comentam o estado da cidade e cruzam-se com Dâmaso, agora símbolo de decadência e vulgaridade. Visitam o Ramalhete, agora vazio e degradado, onde Carlos revive o passado e reflete sobre o fracasso das suas esperanças. Ao final do dia, resignam-se à vida com a filosofia do “nada desejar, nada recear”.</p><p><br/></p><p>&nbsp;</p><p>Análise Crítica:</p><p>Eça constrói uma crítica mordaz à elite lisboeta, marcada por inércia, hipocrisia e vazio moral. A cidade parece moderna, mas o povo continua decadente e desanimado. A figura de Ega, com ironia e sarcasmo, desmonta a farsa da sociedade e da política portuguesa. O Ramalhete, agora em ruína, simboliza o fim da linhagem Maia e a desilusão de uma geração. Lisboa surge como metáfora de um país estagnado entre o passado aristocrático e uma modernidade superficial.</p><p>O tempo decorrido acentua que nada realmente mudou. A crítica de Eça é amarga: mesmo após uma década, tudo permanece como antes, num país dominado pela “força da inércia”.</p><p>&nbsp;</p><p><strong>Reação à leitura:</strong></p><p><br/></p><p><mark>O capítulo deixou uma forte sensação de pessimismo e desencanto. A crítica social está muito clara, e Ega destaca-se como a voz crítica e lúcida da narrativa. A decadência moral de figuras como Dâmaso impressiona pela forma caricatural. O simbolismo do Ramalhete tocou-me especialmente, senti-o como um retrato fiel da memória e da perda. Apesar de coerente com o espírito da obra, o fatalismo final de Carlos e Ega desilude: em vez de agirem, rendem-se ao destino.</mark></p><p><mark>Em suma, o capítulo encerra o romance de forma melancólica, mas poderosa, reforçando a crítica à sociedade portuguesa do século XIX e recusando um final reconfortante.</mark></p><p><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-05-31 09:53:45 UTC</pubDate>
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