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      <title>Epistemologia by Cândida Prates Dantas</title>
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      <language>en-us</language>
      <pubDate>2016-12-06 20:16:50 UTC</pubDate>
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         <title>Sobre o que amo...</title>
         <author>candida_cnd</author>
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         <description><![CDATA[<div>O Vitor solicitou na última aula, que escrevêssemos no portfólio sobre algo que amamos na vida. Confesso que desde esse aula, até hoje (acredito que já faça mais ou menos um mês), ainda não tinha me vindo algo na cabeça. <br>Mas, escrevendo sobre os conteúdos que mais me chamaram a atenção em aula, me surgiu algo muito subjetivo, mas que eu acredito que me fez mudar para melhor, me transformou muito. Como escrevi acima, acredito que o conhecimento é feito de (des)construções, trocas, conversas, reflexões, questionamentos. E isso é algo que amo muito, principalmente depois de ter entrado na psico/UFSM, acredito que evolui muito nesse sentido. Sai do mundinho da cidade pequena que morava, conheci pessoas novas, com pensamentos diferentes, e aprendi, cresci, me desenvolvi muito com isso. Amo as mudanças, amo conhecer/conversar com pessoas novas, ouvir novas opiniões, mudar de opinião, desconstruir pré-conceitos. Acredito que o curso de Psicologia contribuiu muito para que eu me tornasse mais "humana", para que eu conseguisse me colocar mais no lugar do outro, para que eu crescesse em todos os sentidos. Amo muito a Psicologia em si, que cada vez traz novos conceitos, discussões, amigos, professores, livros... e, embora sempre tenha algo que a gente não goste tanto assim (tanto no curso quanto na própria psicologia), eu não me imagino fazendo outra coisa, e estou muito feliz, acredito que vou ser muito realizada com a profissão que escolhi. Espero, dessa forma, poder ajudar pessoas a se ajudarem, a melhorarem, a se descobrirem, a se conhecerem, a melhorar de vida,a proporcionar mudanças, nem que sejam mínimas, nesse mundo que nem sei se é real. Pelo menos, se ele não for real, de fato, no meu mundo próprio ou nos meus sonhos, eu poderei estar fazendo alguma pequena mudança/diferença. E é isso que me move, pois muitas vezes me pergunto qual é o sentido da vida? Eu não acredito que a vida seja feita só para se "estudar, trabalhar, casar, ter filhos, ganhar dinheiro", mas acredito que a vida é muito mais. Acredito que existimos para tentar ajudar as pessoas, buscar sempre evoluir, tentar fazer alguma diferença no mundo.<br>Ademais, uma das coisas que mais amo é estar com pessoas que amo, fazendo o que amo (assistir filme, conversar, trocar ideias, ler algum livro, dar risada, beber, comer...). Amo acima de tudo a minha família, e acredito que foram eles quem me deram base para ser quem eu sou, e para pensar dessa forma!</div>]]></description>
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         <pubDate>2016-12-06 20:22:12 UTC</pubDate>
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         <title>Reflexões...</title>
         <author>candida_cnd</author>
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         <description><![CDATA[<div>Do muito que foi discutido em aula, alguns pontos prenderam mais a minha atenção.<br>Primeiramente, ressalto a ideia de Platão de que "This world is not real", que vai de encontro a ideia de gnosticismo, desenvolvida posteriormente. É muito doido pensar nisso, mas a realidade é que não temos como ter certeza de estar vivendo uma vida real, de fato. Podemos estar sonhando com o que parece estarmos vivendo ou até mesmo posso estar criando todo o meu mundo, pensado que é um mundo real, em que cada um tem a sua vida independente. Mas como poderemos saber se o que estamos vivendo é real ou é um sonho ou é meramente uma criação minha? Como podemos diferenciar as experiências vividas nos sonhos das experiências vividas na vigília? Como sabemos que o sonho não é real e que as vivências quando se está acordado são reais, e porque não ao contrário? Paralelamente a isso, questiono-me qual é o sentido da nossa vida? Qual é o sentido de o mundo existir? Ou, se nem sabemos se o mundo existe, de fato, qual é o sentido de acreditarmos que ele é real? <br>Relacionado a isso, também, pode-se pensar nas diferentes perspectivas/noções de mundo que cada um pode ter. Um exemplo disso, é o filme "O Quarto de Jack", em que se pode fazer uma comparação sobre a noção que o menino tinha de mundo (para ele o mundo era apenas o quarto), e a noção que a sua mãe (que tinha vivido fora do quarto por muito tempo) tinha de mundo. Para ele, o mundo fora do quarto não era real, pois ele nem sabia que existia, enquanto que para a mãe dele, era real. <br>Outro assunto, o qual foi discutido em aula, embasado pelas Meditações Metafísicas, de Descartes, mais especificamente a segunda meditação, intitulada: 'Sobre a natureza da mente humana: que ela é mais conhecida que o corpo". É importante ressaltar que a mente é imodificável, uma vez que a sua essência em si, não pode ser mudada, enquanto que o corpo é modificável, pois qualquer modificação (fazer uma tatuagem, colocar um prótese, amputar um braço) torna-o diferente. Dessa forma uma questão importante para se refletir é como eu sei quem eu sou? Como eu sei que existe, que sou real? Tais questionamentos, nos levam, inevitavelmente, a uma resposta "muito óbvio", ditada pelos nossos sentidos: eu sei que eu existo, porque eu caminho, porque eu como, durmo... Mas, isso está muito ligado ao corporal, ao biológico, o qual eu não posso me basear, porque ele é mortal, ele é modificável, eu não tenho certeza nenhum sobre ele. A resposta "mais provável" para isso é que, eu sei o que eu sou através do pensamento. Descartes dizia: "Penso, logo existo". Isso nos leva a crer que, mesmo que os meus sentidos me enganem, o simples fato de eu ter consciência do que eles me passam, pode demonstrar que eu sou, que eu existo.<br>Ademais, a grande questão que me fez refletir foi sobre a questão do estruturalismo. Na psicologia, o protagonista é o ser humano. E cada ser humano é diferente um do outro, embora algumas pessoas possam ser muito parecidas fisicamente, ou pela personalidade. Dessa forma, entra em cena a subjetividade. A subjetividade é o que torna cada um de nós únicos, dotados de uma vida, experiências, vivências diferentes. Uma pessoa jamais pode ser igual a outra. Entretanto, o estruturalismo rompe com essa ideia de singularidade, levando a "morte do sujeito, reduzindo a pessoa a cumprir funções comuns, estruturadas", desconsiderando, dessa forma, também, sua liberdade e autonomia. Essa ideia leva a se pensar em um determinismo, em que eu não possuo liberdade e não sou uma pessoa singular, mas sim que ajo de acordo com funções, estruturas pré-estabelecidas, como todo mundo assim o faz. <br>Alguns dos autores que compactuam com a ideia do estruturalismo são: Levi-Strauss, Ferdinand Saussure e Jacques Lacan. O que mais me chamou a atenção, e eu até questionei em aula, é Lacan, um dos maiores teóricos psicanalíticos, estar de acordo com o estruturalismo e basear sua teoria neste, uma vez que a psicanálise tem como um dos seus maiores princípios a consideração da subjetividade humana.  Logo, foi exposto que existem milhares de estruturas no mundo e, dessa forma, é possível ser singular, mesmo sendo uma mistura de elementos compartilhados, uma vez que cada um tem um modo  singular de se apropriar de diversas estruturas, constituindo,  assim, uma pessoa subjetiva e única. Isso me levou a refletir de que, muitas vezes ficamos muito limitados em certas ideias, não conseguindo expandir nossos horizontes.Além disso, refleti que, muitas vezes, não paro para pensar em certas questões (tais como essa), e quando paro fico pensando e refletindo se isso é certo ou não, se acredito nisso ou não. Muitas vezes, acredito que não só eu, mas a maioria das pessoas, estamos tão inseridos em uma lógica que nos induz a não questionar, a não refletir e, dessa forma, muitas vezes acabamos não parando para pensar em questões tão importantes, que vivenciamos no nosso cotidiano ou não, não paramos para refletir, para perguntar, para debater, e acabamos caindo no senso-comum ou, novamente, ficando muito limitados. Acredito, também, que temos o costume de querer achar o certo e o errado, de queremos saber de certas coisas com exatidão, ou ter uma opinião pronta para tudo. Entretanto, isso me levou a refletir que o conhecimento é mutável a todo o momento e, só pode ser construído através de reflexão, de questionamentos, de tentativa e erro, de trocas, conversas, debates, (des)construções. Muitas vezes ficamos muito limitados naquilo em que os professores dizem, pro exemplo, e não buscamos ir além; ou também nos limitamos muito na nossa área de conhecimento específica e não exploramos novas áreas. Dessa forma, acredito que essa "parada para reflexão" é muito importante e, nesse caso, foi muito importante para que eu me desse conta e busque sempre refletir, questionar, ir além. Acredito que todas as discussões, tanto nessa disciplina de Epistemologia, como em todas as outras são muito válidas e contribuem muito para isso! Inclusive, pelo próprio conceito de Epistemologia, que é a "Teoria do Conhecimento", a disciplina, as discussões, trocas, aprendizados fizeram jus ao nome.</div>]]></description>
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         <pubDate>2016-12-07 15:38:05 UTC</pubDate>
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