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      <title>Portfólio: Crítica de Mídia-Política Editorial by Duda Blumer</title>
      <link>https://padlet.com/dudablumer/wdge52pg8h7s25n7</link>
      <description>Portfólio de aprendizagem das aulas da disciplina de Crítica de Mídia-Política Editorial durante o 7º semestre do curso de Jornalismo da Universidade Presbiteriana Mackenzie</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2022-02-09 22:06:11 UTC</pubDate>
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         <title>A crítica em tempos de pós-verdade (Trilha 1) 08/02 - 07/03</title>
         <author>dudablumer</author>
         <link>https://padlet.com/dudablumer/wdge52pg8h7s25n7/wish/2038986084</link>
         <description><![CDATA[<div><em>* </em><strong><em>Ideias Gerais sobre pós-verdade (Aula 1 - Apresentação da disciplina): </em></strong><br><br>- Pós-Verdade e a crítica: Algo pode parecer a crítica em todos os seus aspectos, mas não é verdadeiramente crítica.<br>- Nessa aula vamos estudar o que é crítica, em sua essência (sem as definições que a pós-verdade atribuiu)<br><br><em>* </em><strong><em>A crítica em tempos de pós-verdade (Aula 2 e 3): </em></strong><strong><br><br>- </strong>O que é crítica a partir do entendimento do que é pós-verdade? <br><br><strong>Sobre a pós-verdade</strong></div><div><br>- A pós-verdade pode ser contruída com fragmentos de verdade, racionalidade e sentido. No entanto, em sua essência e todo, haverá alguns poucos elementos que “contaminam a massa” e tornam aquilo uma mentira.<br><br>- Por isso é tão fácil cair no discurso pós-verdadeiro, porque ele não é feito apenas de irracionalidade e mentiras. <br><br>- No Brasil, é possível observar dois grupos atuantes na esfera da criação da pós-verdade: <br>1. Pequeno grupo manipulador que constrói a pós-verdade de forma intencional para controlar o poder social (tem a culpa) <br>2. Grande grupo de ‘inocentes-úteis’ que se deixam levar pelas narrativas e discursos criados pelo outro grupo consumindo-os e acreditando serem bons conteúdos (tem apenas a responsabilidade)<br><br><strong>A pós-verdade e o conflito entre o público e o privado</strong></div><div><br>- A pós-verdade causa conflito entre o público e o privado. Com a potencialidade das mídias sociais, as pessoas expõem suas vidas privadas, as tornando públicas. <br><br>- Isso pode levar o nome de um ‘estilo de vida contemporâneo’, quando na verdade é conflito entre essas duas esferas. <br><br>- Antes da pós-verdade as pessoas eram julgadas apenas pelo que faziam em suas vidas públicas, mesmo que fosse conhecido que se fazia diferente em sua vida privada. No entanto, a ‘hipocrisia’ desse tipo de ato e senso comum era aceita como forma de manter o ‘status quo’ e estabilidade das coisas. <br><br>- Hoje, na pós-verdade, quando um comportamento ou pessoa é julgado por não ter o mesmo posicionamento na vida privada e na pública, são discursos carregados de moralismo e senso de poder. <br><br><strong>Verdade e utilitarismo <br><br>- </strong>‘Os fins justificam os meios’? Na pós-verdade, sim. <br><br>- A pós-verdade traz um senso de utilitarismo, se aquele ‘saber’ pode ser útil e levar a algum tipo de respostas que alimente ainda mais a pós-verdade. <br><br>- Julga-se útil o saber que leva ao conforto, conveniência e estabilidade.<br><br><strong>Pós-verdade e psicologia</strong></div><div><br>- A pós-verdade se sustenta a partir de um senso de insegurança e vulnerabilidade que as pessoas desejam evitar, por isso, se munem de saberes que alimentem sua zona de conforto.&nbsp;<br><br>- Essa sensação de necessidade de segurança vem do pós-modernismo.&nbsp;<br><br></div><div><strong>Pós-verdade e pós-modernismo</strong></div><div><br>- A pós-verdade é a verdade do pós-modernismo? Dunker não vê desta maneira.&nbsp;<br><br>- Para o psicanalista, a pós-verdade é uma reação negativa ao pós-modernismo.&nbsp;<br><br>- O pós-modernismo se caracteriza pela falta de ordem natural e absoluta que por tanto tempo se acreditou com o modernismo e positivismo. Com essas correntes falhando e mostrando-se incapazes de dar conta do mundo completamente subjetivo que vivemos, as pessoas ficaram à deriva no mar de inseguranças, instabilidades e vulnerabilidades. Neste mundo, nada é certo.<br><br>- Mas as pessoas necessitam de sensação de segurança, de certeza, e a pós-verdade entra como um tipo de ‘entorpecente’. Uma alternativa para aqueles que não têm o desenvolvimento cognitivo o suficiente para conseguir sobreviver de forma livre em um mundo completamente em desordem.&nbsp;<br><br>- Essas pessoas podem ser mais vulneráveis ao discurso pós-verdadeiro (e a maioria é). Ao meu ver, a pós-verdade é um pedido de socorro do ser humano à deriva, incapaz e insuficiente por si só.<br><br>- A pós-verdade se enquadra como uma reação negativa ao relativismo, fragmentação, diversidade, diferença e dissenso.&nbsp;<br><br></div><div><strong>Crítica é ruim? <br><br>- </strong>Assim, essa reação contrária parece uma crítica à pós-verdade. Uma ‘reação ruim’ ao sentimento de insegurança que as pessoas sentem. Mas não é bem assim.&nbsp;<br><br>- Se fosse realmente uma crítica à pós-verdade, as pessoas seriam mais sãs da realidade, mas não são.&nbsp;<br><br>- Então não estamos falando da verdadeira crítica. Mas o que realmente é crítica?&nbsp;<br><br>- Achamos que é apenas buscar falhas e erros, mas não é isso.&nbsp;<br><br>- Quando pensamos em um ‘momento crítico’ pensamos em um momento de crise, adversidades e transformações, que não são necessariamente ruins, mas importantes para o desenvolvimento! Dessa forma, crítica e crise é sobre repensar conceitos, balancear, colocar em prática a DIALÉTICA! Crítica é sobre não fugir de contradições, mas aceitá-las e desenvolver com elas.&nbsp;<br><br>- A pós-verdade deseja eliminar as contradições, porque precisa se alienar em sua zona de conforto. Assim é IMPOSSÍVEL que a pós-verdade seja uma crítica. Porque a crítica é sobre enfrentar contradições e a pós-verdade é sobre negar conflitos.&nbsp;<br><br>- Dessa forma, é possível concluir então que a ‘crítica’ da pós-verdade é uma ANTICRÍTICA uma vez que nega a essência da crítica: CONTRADIÇÃO e DIALÉTICA!&nbsp;<br><br></div><div><br></div><div><strong>Crítica e pós-verdade<br><br>- </strong>Assim, se na pós-verdade não existe crítica verdadeira, resta apenas o dogma que as pessoas defendem a todo custo (afinal, é pelo que elas vivem).<br><br>- Sendo contra a verdadeira crítica, a pós-verdade se caracteriza pelo anti-diálogo. Uma vez que se vive por dogmas, diálogos não são necessários, consequentemente a crítica também não. O outro é um ‘inimigo’ a ser destruído.&nbsp;<br><br>- Apenas a crítica e a dialética aceitam confrontos de ideias.&nbsp;<br><br>- “Não interessa o que acontece, mas sim o que eu falo”.&nbsp;<br><br></div><div><br></div><div><strong>O indivíduo pós-moderno</strong></div><div><br>- O indivíduo que vive na pós-modernidade vive eternamente no presente e esquece ou escolhe esquecer do passado. Isso acontece porque o passado traz contradições (algo que o indivíduo pós-moderno e dogmático não aceita).<br><br>- Mas isso não significa que o passado fique em seu lugar. O indivíduo pós-moderno resgata o passado, mas não de forma factual. O passado que ele resgata também é falso.&nbsp;<br><br>- Vivendo apenas no presente, não há perspectiva de futuro ou até mesmo responsabilidade. Vive sem propósito<br><br>- Assim, podemos chamar a pós-verdade de ‘Alzheimer Social’: mata o passado e inviabiliza o futuro.&nbsp;<br><br>- Quando ele não tem mais argumentos, ataca a outra pessoa em seus status. Esse tipo de ação exige 0 trabalho cognitivo.&nbsp;<br><br></div><div><br></div><div><strong>O rompimento com as estruturas da verdade<br><br>- </strong>A pós-verdade rompe com 3 colunas da verdade que sustentavam o homem moderno:&nbsp;<br><br>1. Aletheia (grego): Verdade de revelação, o contrário da ilusão.</div><div>2. Veritas (romano): Verdade do documento, seu contrário é o falso. (O jornalismo se apoia nessa base)<br>3. Emunah (judaico): Verdade da promessa, seu contrário é a mentira e a traição.&nbsp;<br><br>- Na modernidade havia o equilíbrio entre essas três colunas de definição de verdade. O indivíduo moderno não aceitava ilusão, falsidade ou traição.&nbsp;<br><br>- As coisas ‘desandaram’ quando o indivíduo moderno começou a perceber traição ao seu redor, tolerando a ilusão e a falsidade, mas não a traição.&nbsp;<br><br>- Isso acontece porque confiança é essencial para coesão social e existência de qualquer organização social<br><br>- O indivíduo pós-moderno sente perda de confiança na vida social, política, cultura, em tudo o que envolve a sociedade e ela se insere.&nbsp;<br><br>- Assim, a sociedade perdeu a capacidade de lidar com contradições e se torna reacionária, com forte reação ao pós-modernismo orientados por sensação de traição.&nbsp;<br><br>- Desta forma, quando uma concepção de verdade caiu, todas as outras também caíram. Bastou apenas a traição para que os caminhos da traição fossem abertos.&nbsp;</div><div><br></div><div><strong>Como sair da pós-verdade? <br><br>- </strong>É preciso religar o equilíbrio das 3 colunas da verdade.&nbsp;<br><br>- Uma opção é a utopia<br><br>- Olhando a realidade, aprendendo e usando a verdadeira crítica (aceitando contradições)<br><br>- Não há fórmula, mas precisamos necessariamente pensar de forma crítica para driblar a pós-verdade.&nbsp;<br><br>- Exige muita inteligência emocional!&nbsp;</div><div><br><br></div><div><br><br></div><div><br><br></div><div><br><br></div><div><br><br></div><div><br><br><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-09 22:11:31 UTC</pubDate>
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         <title>A crítica em tempos de pós-verdade: Resgates das redes sociais</title>
         <author>dudablumer</author>
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         <pubDate>2022-03-09 18:33:14 UTC</pubDate>
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         <title>A crítica em tempos de pós-verdade: Resgates das redes sociais</title>
         <author>dudablumer</author>
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         <pubDate>2022-03-09 18:33:35 UTC</pubDate>
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         <title>Metodologia de Análise de Mídia (Trilha 2) 7/03 - 21/03)</title>
         <author>dudablumer</author>
         <link>https://padlet.com/dudablumer/wdge52pg8h7s25n7/wish/2086725872</link>
         <description><![CDATA[<div><em>* </em><strong><em>Análise de Conteúdo (Aula 4)<br><br></em></strong><strong>Para que serve a Análise de Conteúdo? <br><br>- </strong>Detectar tendências e modelos: Análise de noticiabilidades, enquadramentos e agendamento.<br><br>- Descrever e classificar: Produtos, gêneros e formatos<br><br>- Avaliar características: Produção, produtores<br><br>- Identificar elementos típicos<br><br>- Identificar exemplos representativos: é necessário analisar uma série ou conjunto - o que é tendência - para não ser um caso isolado ou atípico. Exemplos representativos torna a análise mais clara.&nbsp;<br><br>- Identificar discrepâncias: Se o conteúdo é igual ou diferente quando comparado.&nbsp;<br><br>- Comparar conteúdos: Diferentes veículos, mídias (o tipo de mídia utilizada altera a cobertura feita) e culturas</div><div><br></div><div><strong>O que a Análise de Conteúdo pode analisar?<br><br>- </strong>Critérios de noticiabilidade<br><br>- Editorialização (territorialização - deixando clara a linha-editorial) de manchetes e chamadas<br><br>- Uso de iconografias<br><br>- Editorialização de capas de revista e de fotos<br><br>- Tratamento e seleção das fontes de informação: Como as fontes são selecionadas e têm espaço nas matérias.<br><br>- Imagem dos personagens na mídia (p. ex.: políticos)<br><br>- O que dizem os editoriais sobre temas específicos<br><br>- Presença de estereótipos no noticiário<br><br>- Características do conteúdo de veículos/mídias<br><br>- Características da publicidade nos veículos/mídias<br><br>-&nbsp; Presença de sensacionalismo<br><br>- Tratamento dado a grupos no noticiário<br><br>- Características do conteúdo de editoria específica<br><br>- Fluxo internacional/nacional/regional de notícias<br><br>- Ética na cobertura de variados temas<br><br>- Cobertura de acontecimento específico e ao longo do tempo<br><br>- Presença de determinados enquadramentos no noticiário: O que foi selecionado e publicado e o que foi deixado de fora, dando ênfase no que foi publicado.&nbsp;<br><br>- Agendamento de temas e formas de tratá-los pela mídia<br><br>- Presença de conflitos e interesses<br><br>- Presença de ideologias/marcas ideológicas<br><br>- Presença de contradições/ambiguidades<br><br>- Índices de equilíbrio e pluralidade nas coberturas<br><br>- Uso de recursos de linguagem<br><br>- Adequação ao público/audiência<br><br></div><div><br></div><div><strong>Metodologia na Análise de Conteúdo</strong></div><div><br>- Restringir-se ao conteúdo manifesto em palavras, imagens, áudios etc.<br><br>- Selecionar amostragem suficiente para ser significativa: Diagnóstico de tendência, do que é característico ou não, implica em analisar matérias/ edições ao longo de um tempo. Elementos únicos, momentâneos e isolados são insuficientes para a Análise de Conteúdo.<br><br>- Registro das características e mensuração da frequência dos elementos que compõem o conteúdo: temas, critérios de noticiabilidade, palavras-chave, fontes, personagens, lugares, etc.<br><br>- Definir ‘unidades de medida’.&nbsp;<br><br>- Quais são os objetos de análise?<br><br>- Como eles são definidos?<br><br>- Qual a população ou universo de onde será retirada a amostra?<br><br>- Em que contexto estão os objetos de estudo?<br><br>- Quais as delimitações do estudo?<br><br>- Qual o alvo das inferências?<br><br>- Classificar os elementos analisados em categorias: Categorias pré-estabelecidas, Novas categorias adicionadas ao longo do estudo, Revisão da análise, se necessário.&nbsp;<br><br></div><div><br></div><div><strong>Limitações da Análise de Conteúdo<br><br>- </strong>Por vezes considerada demasiadamente quantitativista: Muito preciso e pouco significativo<br><br>- Tendência atual para aliar aspectos quantitativos com qualitativos: Interpretar os dados à luz dos contextos em que o material foi produzido<br><br>- Compreensão de significados aparentes e implícitos<br><br>- Categorias pré-estabelecidas podem limitar/formatar a visão<br><br>- Só faz algum sentido quando os resultados são totalizados<br><br>- Limita-se às informações registradas/presentes e, portanto, não pode analisar o que está ausente<br><br><em>* </em><strong><em>Análise do Discurso (Aula 5)<br><br></em></strong><strong>Análise do Discurso (Linha Francesa - Identificação de sentidos e mapeamento de vozes): Analisando o discurso do jornalismo <br><br>- </strong>A Análise do Discurso analisa a palavra em conjunto e em seu contexto.<br><br>- O jornalismo é um lugar de produção e circulação de sentidos: Por assim, dizer é dialógico e polifônico (se o discurso tem mais ou menos vozes); opaco (a profissão tem regras e macetes que não são conhecidas pelo grande público); É ao mesmo tempo produtor e reprodutor de sentidos (pensando que nenhum discurso é original, como dizia Bakhtin. Assim, o jornalismo produz e reproduz discursos); e por fim, é elaborado segundo condições de produção e rotinas particulares.&nbsp;<br><br>- Uma característica sobre o discurso jornalístico é que a rotina acaba o naturalizando e isso tem como efeito a literalidade. Isso significa que a rotina da profissão naturaliza muito seus discursos, o que é perigoso, afinal isso leva a sociedade a acreditar que o que produzimos e reproduzimos é a realidade, quando na verdade, é apenas um recorte dela. (Afinal, a teoria do espelho já caiu por terra faz tempo!)&nbsp;<br><br>- O risco da literalidade é acreditarmos que o que estamos fazendo/falando em nossos discursos não é uma ideologia (visão de mundo), quando na verdade, é sim.&nbsp;<br><br>- Dessa forma, é impossível que o jornalismo seja isento.&nbsp;<br><br>- Ao negar a ideologia dentro dos nossos discursos jornalísticos, estamos sendo extremamente ideológicos.&nbsp;<br><br>- Quando um jornalista se isenta da ideologia em seu texto, está isentando-se de sua responsabilidade e está sendo extremamente ideológico.&nbsp;<br><br></div><div><br><br></div><div><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-09 18:52:23 UTC</pubDate>
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         <title>Metodologia de Análise de Mídia (Iniciação Científica sobre Análise de Discurso)</title>
         <author>dudablumer</author>
         <link>https://padlet.com/dudablumer/wdge52pg8h7s25n7/wish/2102521529</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2022-03-18 21:02:16 UTC</pubDate>
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         <title>Valores Profissionais e Critérios de Qualidade</title>
         <author>dudablumer</author>
         <link>https://padlet.com/dudablumer/wdge52pg8h7s25n7/wish/2129551179</link>
         <description><![CDATA[<div><strong><em>Jornalismo e Interesse Público (Aula 6 e 7)</em></strong><br><br><strong>Jornalismo e Imparcialidade<br><br>- </strong>A imparcialidade é muitas vezes superestimada, porque não necessariamente cumpre seu papel se passar uma informação "neutra" para a sociedade. Mas sim é vista como um "cumprimento de obrigação", como a menção de diferentes fontes que não necessariamente agrega ao entendimento do leitor.<br><br></div><div><strong>Jornalismo e interesse público<br><br>- </strong>Interesse público: público que consome uma noticia, interesse do sujeito (papel social). <br><br>- Interesse do público: o que interessa ao indivíduo<br><br>- Esfera privada - interesse dos indivíduos<br><br>- Esfera pública - interesse do sujeito<br><br>- A origem do jornalismo está na raiz da discussão dessas esferas. Quando falamos que o jornalismo existe para defender o interesse público, é um discurso que legitima a existência do jornalismo. Assim, justifica para que serve o jornalismo, é uma legitimação moral também. Em uma época em que não havia outro caminho para a defesa do interesse público e da democracia. <br><br>- Quando o jornalismo perde esses valores de sua criação, pode correr um risco e ameaça da sua legitimação social e razão de existência. <br><br>- Democracia e liberdade de expressão são o que fazem existir o interesse público. Por isso, o jornalismo defende ambas as coisas. <br><br>- No entanto, depois que o jornalismo prova sua importância defendendo esses valores, ele passa a ser mais industrial, mais um negócio em si. Isso é um problema porque a indústria defende seus interesses privados, o que afeta diretamente a raiz do jornalismo - uma vez que por sua natureza ele defende o interesse público. Dessa forma, vivemos uma contradição. <br><br><strong><em>Jornalismo para além do Interesse Público (Aula 8)<br><br>- </em></strong>Por que devemos pensar a legitimação do jornalismo para além do discurso de defesa do interesse público?&nbsp;<br><br>- O interesse público por si só já não dá mais conta de justificar a importância da existência do jornalismo. Isso fazia muito sentido em um momento histórico governado por forças absolutistas, mas no momento em que poderes liberais assumiram, não podemos mais usar essa justificativa uma vez que temos um novo ator: os interesses privados.<br><br>- O Interesse Público exige que o jornalismo não seja só mais um negócio, no entanto, com os interesses privados isso é mais fácil de acontecer. O jornalismo assume uma forma mais industrial e de defesa de interesses privados e o discurso de “defesa do interesse público” não se sustenta.<br><br>- Diante dessa contradição, foi criado o termo 4º poder, de fiscalização do Estado.<br><br>- Nesse contexto, o termo “interesse do público” surge como o interesse privado do cliente, indivíduo. Não tem a ver com números e quantidade de pessoas que se interessam, mas sim se faz sentido à esfera pública ou não.<br><br>- Assim, o jornalismo pós-industrial surge como uma forma de pensar nesse futuro da profissão.&nbsp;<br><br>- O jornalismo pós-industrial procura atender seu público de diferentes maneiras, formas, mídias, etc a fim de produzir repertório de qualidade.&nbsp;<br><br>- A “esperança” é que alimentar a sociedade com esse tipo de conteúdo leve as pessoas a saberem suas posições na sociedade, o que beneficia a democracia, por exemplo.<br><br>- Assim, podemos pensar em legitimar o jornalismo de outras formas.<br><br></div><div><strong><em>Urgências e Emergências para pensar a qualidade do jornalismo (Aula 9)<br><br>- </em></strong>Comumente, sobre a crise do jornalismo, as pessoas dizem:&nbsp;<br><br>- As mídias se sucederam sem que uma substituísse as anteriores<br><br>- Em vez disso, as mídias se adaptaram e se complementaram<br><br>- Mas o grande questionamento é: todas essas mídias sobreviverão à internet?<br><br>- “O meio é a mensagem”. Quando pensamos nessa frase aplicada à vida digital, na internet, precisamos dar espaço a alguns pensamentos críticos: Se o meio é “gratuito”, quem pagaria pela mensagem? Os meios justificam as mensagens? Qual a lógica aplicada aos meios? A mensagem ‘em si’ já não importa mais? O que acontece quando o meio ocupa todo o espaço e o tempo da mensagem?<br><br>- Para pensar o jornalismo de forma crítica e melhorar nossa profissão devemos pensar que alguém precisa se importar com nosso trabalho. Ele deve fazer sentido pra vida de pessoas!&nbsp;<br><br>- Se o jornalismo funciona a partir de meios e mídias, estamos sendo o meio para quem? Realmente estamos fazendo o trabalho de mediação entre sociedade e informação de qualidade? Informação que vai gerar conhecimento? (Porque nem toda informação é conhecimento)<br><br>- O imediatismo da era industrial do jornalismo gera muitas vezes, falta de qualidade, suscetibilidade ao erro e violação da privacidade.<br><br>- Esse imediatismo é unido à efemeridade. Na mesma velocidade que a notícia é dada, ela para de ser relevante a quem lê.<br><br>- Outra característica dessa era é a isenção de responsabilidade no jornalismo do “disse que”.&nbsp;<br><br></div><div><br><br></div><div><strong><em>&nbsp;</em></strong></div><div><br><br><br></div><div><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-04-04 22:26:33 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Valores Profissionais e Critérios de Qualidade: Uma Avaliação Pessoal</title>
         <author>dudablumer</author>
         <link>https://padlet.com/dudablumer/wdge52pg8h7s25n7/wish/2140171854</link>
         <description><![CDATA[<div>Pensar em legitimar o jornalismo para além da defesa do interesse público é algo relevante, principalmente no ambiente acadêmico. No entanto, permito que um questionamento seja levantado: Por que é necessário pensar em outras formas de justificar a existência do jornalismo se o problema não é sua raiz estrutural, mas as pedras que a profissão encontrou no caminho?&nbsp;<br><br>Em outras palavras, penso que o problema da "crise no jornalismo" está longe de ser que "defender a importância do jornalismo pelo interesse público não é cabível". Mas sim que submeter alunos de universidades e acadêmicos a solucionar um problema que não tem solução, uma vez que o diagnóstico está no lugar errado.<br><br>Não há absolutamente nada de errado em defender interesse público, democracia e direitos humanos, muito pelo contrário. Mas no momento que o jornalismo deixou de ter tais valores como prioridade para se embrenhar no mundo da publicidade e do patrocínio, começamos a pensar em uma crise.<br><br>Mas por que pensamos na solução em revisitar a legitimação do jornalismo, e não nos tortos caminhos da defesa dos interesses privados?<br><br>Para mim, repensar a importância da existência da profissão (repensar o interesse público, a democracia e os direitos humanos), em vez de repensar o sufocamento que o interesse privado causa no jornalismo é, no mínimo, perverso. Ação perversa do próprio interesse privado aniquilando toda a raiz social do jornalismo</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-04-12 02:44:56 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Valores Profissionais e Critérios de Qualidade: Exemplos de jornalismo para além do interesse público</title>
         <author>dudablumer</author>
         <link>https://padlet.com/dudablumer/wdge52pg8h7s25n7/wish/2140174399</link>
         <description><![CDATA[<div>Acredito que o link desta ferramenta do jornal Nexo é um ótimo exemplo de jornalismo pós-industrial que tem como objetivo alimentar seus consumidores com conteúdos de qualidade a fim da promoção de conhecimento e consciência na sociedade. </div>]]></description>
         <enclosure url="https://www.nexojornal.com.br/interativo/2016/01/11/O-seu-sal%C3%A1rio-diante-da-realidade-brasileira" />
         <pubDate>2022-04-12 02:47:10 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Valores Profissionais e Critérios de Qualidade: Uma leitura para pensar novas (velhas) formas de fazer jornalismo</title>
         <author>dudablumer</author>
         <link>https://padlet.com/dudablumer/wdge52pg8h7s25n7/wish/2150903578</link>
         <description><![CDATA[<div>"O que é livro-reportagem" é um pequeno livro caracterizando e definindo essa mídia que permite maior ângulo, aprofundamento e liberdade na hora de fazer jornalismo. Estou utilizando como referencial teórico para meu TCC e acredito que traz boas reflexões sobre o imediatismo, falta de ética e isenção de responsabilidade do jornalismo na era industrial. </div>]]></description>
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         <pubDate>2022-04-20 19:26:51 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Construção da realidade e responsabilidades coletivas (Trilha 4 - 26/04 a 23/05)</title>
         <author>dudablumer</author>
         <link>https://padlet.com/dudablumer/wdge52pg8h7s25n7/wish/2159156589</link>
         <description><![CDATA[<div>Para pensar na quantidade de informação que produzimos (e sua respectiva necessidade)<br><br>- Há pessoas que possam reconhecer uma espécie de “apego ao presente” ou ao “assunto do momento”. Essa é uma observação válida, levando em consideração, principalmente, a necessidade de fazer parte das esferas de discussões que temos, tanto pessoais, como digitais (Já dizia McLuhan com a ideia de Aldeia Global)<br><br>- No entanto, essa observação não pode excluir o fato de que - no caso da nossa profissão - sempre foi assim. Nunca existiu uma época em que o jornalismo falasse de tudo um pouco, não apenas o mais “quente” (não é à toa o termo Hard News).<br><br>- A falta de variedade e profundidade nos meios de imprensa não são consequência da Guerra na Ucrânia ou da pandemia da covid-19, por exemplo. Mas sim, uma hábito baseado na teoria do agendamento (Agenda Setting).<br><br>- Essa hipótese sugere que os assuntos que os meios agendam e falam, serão os debatidos publicamente.<br>A agenda setting dialoga diretamente com os critérios de noticiabilidade do jornalismo, que em sua maioria, se voltam para o que é inédito, quente, incomum e novo.&nbsp;<br><br>- Notícias são relacionadas a memória. Noticiamos o que merece ser lembrado.&nbsp;<br><br>- Desde sempre, as notícias não se repetem, mas esquemas noticiosos sim. Desta forma, notícias são memórias.&nbsp;<br><br>- Assim, temos uma leitura conservadora e totalizante da realidade.<br><br>- Durante a pandemia, vivemos uma infodemia (excesso de informação e escassez de verdadeiro conhecimento).<br><br>- Isso acontece porque possuir muita informação não significa ter bastante conhecimento.&nbsp;<br><br>- Notícias são enquadramentos em esquemas de inclusão, exclusão e ênfase.&nbsp;<br><br>- A infodemia gera medo, dúvida e incerteza. Sintomas "esquizofrênicos" para lidar com a realidade. <br><br></div><div><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-04-26 19:29:36 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Construção da realidade e responsabilidades coletivas: Uma crítica em relação ao racismo</title>
         <author>dudablumer</author>
         <link>https://padlet.com/dudablumer/wdge52pg8h7s25n7/wish/2180326992</link>
         <description><![CDATA[<div>Em minha pesquisa de iniciação científica, denominada <em>"A efetividade das narrativas polifônicas para o exercício jornalístico: Uma análise de discurso de "Os cinco do Central Park" e "Olhos que condenam",&nbsp;</em>reflito sobre o jornalismo como ferramenta de educação para a sociedade, no caso do racismo. Com a aula percebo que a infodemia desde a época do caso dos Cinco Redimidos não estabelece conexões com o conhecimento verdadeiro par o futuro, mas apenas informações efêmeras para o presente. </div>]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads.storage.googleapis.com/542415998/b70fa6083101cb658d020a1eef4dcd18/A_EFETIVIDADE_DE_NARRATIVAS_POLIF_NICAS_PARA_O_EXERC_CIO_JORNAL_STICO__AN_LISE_DO_DISCURSO_DE__OS_CINCO_DO_CENTRAL_PARK__E__OLHOS_QUE_CONDENAM__docx.pdf" />
         <pubDate>2022-05-12 01:05:00 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/dudablumer/wdge52pg8h7s25n7/wish/2180326992</guid>
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         <title>Construção da realidade e responsabilidades coletivas: Debate sobre as Políticas Editoriais da Globo</title>
         <author>dudablumer</author>
         <link>https://padlet.com/dudablumer/wdge52pg8h7s25n7/wish/2190239548</link>
         <description><![CDATA[<div>Meu grupo ficou responsável por ler e debater o texto referente às políticas editoriais da Globo. Acredito que tenha sido uma atividade positiva para pensar de forma prática a crítica de meios que tanto admiramos e gostaríamos de fazer parte, por exemplo.&nbsp;<br><br>É uma atividade interessante para entender que podemos pensar de forma crítica coisas (meios) que muitas vezes admiramos, sem perder tal sentimento.<br><br>Tal pensamento nos faz amadurecer um pensamento em relação a algo, neste caso, ao jornalismo produzido pelo grupo Globo.<br><br>De forma geral, em minha opinião pessoal, as Políticas Editoriais da Globo são válidas, éticas e eficientes para um jornalismo Hard News.<br><br>O ponto que mais me intriga e me faz pensar de forma crítica é justamente que eu, como jornalista ainda em formação acadêmica e de valores, particularmente não acredito em um jornalismo isento, veloz, mas eficiente, ou mesmo que tenha pouca ou quase nenhuma relação com fontes.&nbsp;<br><br>No entanto, ressalto a concordância dos valores editorias do jornalismo da Globo com o que ele se propõe a oferecer. Mais do que os valores, a fidelidade ao que se propõe é algo admirável.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-18 22:33:26 UTC</pubDate>
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      </item>
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