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      <title>Protoformas do Serviço social no Brasil - Anos 1930/40 by Luiz Henrique Brauna Lopes de Souza</title>
      <link>https://padlet.com/luizbrauna/Seso1930_40</link>
      <description>Construção coletiva de sínteses e materiais complementares com base no livro &quot;Relações Sociais e Serviço Social no Brasil - Raul de Carvalho e Marilda Iamamoto&quot;. SESO UEPB Turma: 25.1 Disciplina: FHTMSS I Prof. Luiz Braúna</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2025-05-25 23:13:41 UTC</pubDate>
      <lastBuildDate>2025-07-04 20:55:41 UTC</lastBuildDate>
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         <title>VÍDEO - A História da Assistência Social no Brasil</title>
         <author>luizbrauna</author>
         <link>https://padlet.com/luizbrauna/Seso1930_40/wish/3466430244</link>
         <description><![CDATA[<p>Este vídeo, focado no desenvolvimento da política de Assistência Social no Brasil, contribui para o entendimento das primeiras instituições assistências e a gênese no Serviço Social. </p>]]></description>
         <enclosure url="https://www.youtube.com/watch?v=qPE5MdntV2Y" />
         <pubDate>2025-05-25 23:37:42 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>ithaylane</author>
         <link>https://padlet.com/luizbrauna/Seso1930_40/wish/3474152144</link>
         <description><![CDATA[<p><strong>Thaylane Isabella Martins Santos.</strong></p><p><br/></p><p><strong>Síntese do livro “Relações sociais e Serviço Social no Brasil” Parte II, Cap. II.</strong></p><p><br/></p><p> O texto de Iamamoto oferece uma análise crítica sobre o processo de constituição histórica do Serviço Social no Brasil, evidenciando seu vínculo estrutural com as transformações da sociedade capitalista. Marilda argumenta que o Serviço Social não surgiu de forma neutra ou desinteressada, mas como resposta as transformações sociais produzidas pelo avanço do capitalismo, principalmente no contexto da industrialização e urbanização brasileiras. </p><p> Nesse processo, a profissão se desenvolveu como um instrumento de mediação da “questão social”, ou seja, das expressões das desigualdades sociais geradas pela exploração do trabalho. A atuação profissional, esteve voltada não apenas para o atendimento das necessidades imediatas da classe trabalhadora, mas como instrumento de regulação e controle da força de trabalho. </p><p> Durante suas primeiras décadas, o Serviço Social esteve fortemente influenciado pelas doutras igreja católica, onde o conservadorismo e a concepção moralizante da pobreza eram uma ação profissional. A prática assistencialista e caritativa centrada na individualização do sujeito, desconsiderando as determinações estruturais da desigualdade social caracterizava a profissão.</p><p> Com a institucionalização da profissão a partir da década de 1930, especialmente durante o governo de Getúlio Vargas, o Serviço Social ganha legitimidade social e se consolida como campo de atuação nas políticas públicas. A criação de cursos de formação e a inserção crescente dos assistentes sociais nas ações do Estado consolidam a profissionalização, ao mesmo tempo em que impõe limites e contradições à prática, já que está passa a operar dentro dos interesses do Estado burguês. </p><p> Iamamoto destaca que a profissão ocupa uma posição contraditória, enquanto busca entender as necessidades dos indivíduos, também cumpre uma função de manutenção da ordem do capital. Essa ambiguidade estrutural marca profundamente a identidade profissional, exigindo uma reflexão crítica sobre os fundamentos históricos e sociais do Serviço Social. </p><p><br/></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-05-30 18:42:04 UTC</pubDate>
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         <title>Maria Clara da Conceição Lima de Araújo </title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/luizbrauna/Seso1930_40/wish/3474684324</link>
         <description><![CDATA[<p>Síntese do livro: Relações Sociais e Serviço Social no Brasil, capítulo II, parte II. </p><p><br/></p><p>   No capítulo II do texto de Marilda Iamamoto e Raul de Carvalho, os autores explicam que o Serviço Social não surge por acaso, ele aparece como resposta aos problemas gerados pela desigualdade na sociedade capitalista, o que eles chamam de “questão social”. Isso acontece porque, dentro desse sistema, enquanto uns acumulam riqueza, outros ficam em situação de pobreza e vulnerabilidade. </p><p>   Ademais, O texto deixa muito claro que o Serviço Social surge e se desenvolve como uma resposta às contradições do capitalismo, e sua função, muitas vezes, é ajudar a manter a ordem social, tentando amenizar os efeitos da desigualdade, sem necessariamente romper com as causas dela.</p><p>    Porém, ao mesmo tempo que o Serviço Social pode cumprir um papel de controle social, ele também tem um enorme potencial de resistência e transformação social. Os autores defendem que o profissional precisa ter consciência de que sua atuação não é só prestar assistência, mas também entender que sua prática está ligada diretamente à luta de classes e às tensões sociais.</p><p>    Sob esse viés, historicamente, o Serviço Social no Brasil surgiu em um contexto muito específico, e a Igreja Católica teve uma influência gigante no começo dessa profissão. No final do século XIX e início do século XX, o Brasil vivia um momento de grande transformação social, com muitas mudanças políticas, econômicas e até culturais. A urbanização cresceu muito, muitas pessoas se mudaram do campo para a cidade em busca de trabalho nas fábricas e, com isso, surgiram uma série de problemas sociais, como a pobreza, a exploração do trabalho e a exclusão de grandes parcelas da população.</p><p>    A Igreja, com sua presença forte nas comunidades, estava sempre com uma perspectiva de ajuda caridosa, voltada para a moral cristã. Em vez de confrontar o sistema ou as causas das desigualdades, ela buscava ajudar os pobres, tentando aliviar a dor e a miséria, sem questionar muito o motivo de tanto sofrimento. E foi dentro desse cenário que o Serviço Social começou a se estruturar no Brasil.</p><p>     As primeiras ações do Serviço Social no Brasil estavam muito ligadas à assistência social, ou seja, o foco era prestar cuidados para quem estava em situação de vulnerabilidade, sem, de fato, mudar as estruturas que causavam essa desigualdade. </p><p>    Entretanto, o Serviço Social entra nesse cenário como uma profissão que busca atender às necessidades da população, mas, ao mesmo tempo, acaba ajudando a manter a ordem social, pois atua dentro das regras do próprio sistema. É como se a profissão estivesse sempre num lugar de contradição: ela tanto luta pelos direitos e pelo bem-estar das pessoas, como também precisa lidar com os limites impostos pela própria lógica capitalista.</p><p>    Desse modo, os autores mostram que o Serviço Social não é neutro, ele faz parte desse processo maior de reprodução das relações sociais, ajudando na garantia de alguns direitos, mas sem necessariamente romper com as causas da desigualdade.</p><p><br/></p><p><br/></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-05-31 19:49:12 UTC</pubDate>
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         <title>  SÍNTESE DO LIVRO : &#39;&#39; RELAÇÕES SOCIAIS E SERVIÇO SOCIAL NO BRASIL. &#39;&#39;  CAP : II    PART : II </title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/luizbrauna/Seso1930_40/wish/3475014405</link>
         <description><![CDATA[<p>Nesse Período que se a implantação do serviço social : Foi na década de 1920 a 1930, o Brasil viveu transformações, mudanças sociais, são mudanças no campo politico e económico devido o crescimento urbano e industrial e o surgimento de uma classe trabalhadora. Daí dentro desse contexto que surgiu '' A Questão Social ''. Ou seja são esses problemas socias que dão origem as desigualdades económicas da exploração do trabalho e da ausência de direitos trabalhistas. </p><p>   As mobilizações operarias foram se intensificando e a organização de movimentos de trabalhadores, estado e as elites começaram a buscar forma de controle social. É nesse momento que surge as bases para a implantação do serviço social no Brasil. </p><p>    O Serviço social no inicio de sua atuação estava voltado para mediar conflito entre capital e trabalho com o objetivo de atenuar as tensões sociais e manter.  A igreja católica também foi importante e sua participação foi fundamental nesse processo, Promovendo assistência social, sobre todas as famílias em situação de vulnerabilidade, com base nos valores cristões influenciada pela doutrina social da igreja. </p><p>    No governo de Vargas, a partir 1930 consolidou esse processo a implementar politicas trabalhistas e criar instituições voltada a proteção do trabalhador. O serviço social, então, surge de forma institucionalizada como um instrumento auxiliar as politicas do estado, com forte caráter conservador e assistencialista em sua origem. </p><p> </p><ul><li><p>Surgimento do serviço social no Brasil :</p><p><br/></p><p>A implantação do serviço social se dá no decorrer desse processo históricos</p><p> Não se baseará, no entanto, medidas  coercitivas  emanadas do estado. surge da iniciativa particular de grupos e frações de classes, que se manifestam, principalmente, por intermédio da igreja católica. O serviço social se origina de uma demanda diametralmente oposta. </p></li></ul><p><br/></p><ul><li><p>Grupos pioneiros e principais escolas de serviço sociais no Brasil : </p></li></ul><p><br/></p><p>  Era as instituições  assistenciais grupos cristãos, Católicos ou protestantes , que defendiam as reformas social.</p><p><br/></p><p>-  Escola de serviço social de São Paulo. fundada em 1936 ela é considerada a primeira do Brasil e também, O instituto social do Rio de Janeiro, em 1937. </p><p><br/></p><p>-  Os grupos pioneiros </p><p><br/></p><p> A igreja católica : </p><p><br/></p><p>  Através de movimentos como ação social, a ação católica e as ligas das senhoras católicas, A Igreja foi fundamental na organização e disseminação das primeiras praticas de serviço social para formar e capacitar e capacitar profissionais para atuar em diferentes  áreas de assistência social. </p><p><br/></p><ul><li><p>Campos de ação e práticas dos primeiros assistentes socias : </p><p><br/></p><p>O corpo de ação é vasto, mas entre tantos tem : desde a assistência social e saúde até a educação, habitação, justiça e relações de trabalho. </p><p>   os primeiros assistentes socias no brasil focavam na organização da assistência, educação popular e pesquisa social. </p></li><li><p>Elementos do discurso do serviço social modernos agentes da justiça de e da caridade : </p></li></ul><p> Os elementos chave do discurso do serviço social moderno e contemporânea explicitação de princípios e valores éticos políticos, a critica a ordem social e a busca por justiça social e direitos humano. </p><p><br/></p><p><br/></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-06-01 14:32:55 UTC</pubDate>
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         <title>Sintese do Capítulo II, Parte II do livro “RelaçõesSociais e Serviço Social no Brasil”, de Marilda Iamamoto e Raul de Carvalho</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/luizbrauna/Seso1930_40/wish/3475156759</link>
         <description><![CDATA[<p>Maria Raquel da Silva Nunes </p><p><br></p><p><br></p><p>O Capítulo II da Parte II de "Relações Sociais e Serviço Social no Brasil", de Marilda Iamamoto e Raul de Carvalho, explora a compreensão da questão social e a atuação do Serviço Social, destacando a importância de analisar o problema em suas diversas expressões e não apenas como uma necessidade individual. A profissão é vista como um elemento que se insere nas relações sociais, buscando transformar as desigualdades e promover a justiça social.</p><p>Como principais pontos, pode destacar:</p><p><br></p><p>● A questão social como objeto do Serviço Social:</p><p><br></p><p>O capítulo enfatiza que o Serviço Social não trata de problemas individuais, mas sim de problemas sociais, que são resultados das relações de poder e das desigualdades estruturais. </p><p><br></p><p>● A importância da crítica social:</p><p><br></p><p>O Serviço Social deve ter um olhar crítico sobre a sociedade, questionando as causas e as consequências das desigualdades, em vez de apenas lidar com os seus efeitos. </p><p><br></p><p>● A dimensão política do Serviço Social:</p><p><br></p><p>A profissão deve se comprometer com a luta por direitos e pela transformação social, atuando em conjunto com os movimentos sociais e as organizações da sociedade civil. </p><p><br></p><p>● A prática profissional como um processo de trabalho coletivo:</p><p><br></p><p>O assistente social deve atuar em equipe, envolvendo diferentes atores e buscando a participação dos usuários no processo de transformação social. </p><p><br></p><p>● A valorização da prática profissional:</p><p><br></p><p>O trabalho do assistente social no dia a dia, lidando com a complexidade das questões sociais e as demandas das populações, deve ser valorizado e reconhecido. </p><p><br></p><p>● A importância da formação crítica e comprometida:</p><p><br></p><p>Os profissionais de Serviço Social devem estar preparados para analisar as relações sociais de forma crítica e atuar de forma comprometida com a transformação social. </p><p><br></p><p><br></p><p><strong>Outras referências</strong></p><p><br></p><p>CRESS-MA. <strong>Marilda Iamamoto ensina: ‘é preciso retomar a práxis da resistência’.</strong> Disponível em: <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://www.cressma.org.br/2021/03/30/marilda-iamamoto-ensina-e-preciso-retomar-a-praxis-da-resistencia/#:~:text=Iamamoto%20aponta%20possibilidades:%20retomar%20a,usu%C3%A1ria%20desprovida%20de%20qualquer%20direito">https://www.cressma.org.br/2021/03/30/marilda-iamamoto-ensina-e-preciso-retomar-a-praxis-da-resistencia/#:~:text=Iamamoto%20aponta%20possibilidades:%20retomar%20a,usu%C3%A1ria%20desprovida%20de%20qualquer%20direito</a> . Acesso em: 01 jun 2025.</p><p><br></p><p>MACHADO, Ednéia Maria. <strong>Questão Social: Objetivo do Serviço Social?</strong>. Disponível em: <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://www.uel.br/revistas/ssrevista/c_v2n1_quest.htm#:~:text=IAMAMOTO%2C%20(1997%2C%20p.,na%20assist%C3%AAncia%20social%20p%C3%BAblica%2C%20etc">https://www.uel.br/revistas/ssrevista/c_v2n1_quest.htm#:~:text=IAMAMOTO%2C%20(1997%2C%20p.,na%20assist%C3%AAncia%20social%20p%C3%BAblica%2C%20etc</a> . Acesso em: 31 maio 2025.</p><p><br></p><p>SIMIONATO, Caroline; PARRÃO, Juliene Áglio de Oliveira. <strong>Servico Social na contemporaneidade: Dereção social da profissão</strong>.  Disponível em: <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="http://intertemas.toledoprudente.edu.br/index.php/ETIC/article/viewFile/3543/3298#:~:text=O%20Servi%C3%A7o%20Social%20contempor%C3%A2neo%20tem,ser%C3%A3o%20explicitados%20individualmente%20a%20seguir">http://intertemas.toledoprudente.edu.br/index.php/ETIC/article/viewFile/3543/3298#:~:text=O%20Servi%C3%A7o%20Social%20contempor%C3%A2neo%20tem,ser%C3%A3o%20explicitados%20individualmente%20a%20seguir</a> . Acesso em: 31 maio 2025.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-06-01 20:27:32 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Resenha: Relações Sociais e Serviço Social no Brasil - Marilda Iamamoto e Raul de Carvalho</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/luizbrauna/Seso1930_40/wish/3475159741</link>
         <description><![CDATA[<p><a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://www.youtube.com/watch?v=AaPU3XTCfos">https://www.youtube.com/watch?v=AaPU3XTCfos</a> </p>]]></description>
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         <pubDate>2025-06-01 20:35:50 UTC</pubDate>
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         <title>Livro Relações Sociais e Serviço Social</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/luizbrauna/Seso1930_40/wish/3475224675</link>
         <description><![CDATA[<p>Leônia Policarpo Rufino</p><p><br/></p><p><em>&nbsp;De acordo com o livro Relações de</em> Marilda Iamamoto e Raul de Carvalho,o Serviço Social no Brasil, onde os autores analisam a gênese do Serviço Social no Brasil, evidenciando sua relação com as transformações históricas e sociais ocorridas no país a partir do início do século XX. Após a Primeira Guerra Mundial, o Brasil passou por um processo de urbanização, industrialização e crescimento das lutas operárias, o que intensificou as expressões da chamada questão social. Nesse cenário, surgiu a necessidade de respostas institucionais mais organizadas e técnicas, o que impulsionou o surgimento das primeiras formas estruturadas de assistência social.</p><p>A Igreja Católica desempenhou papel central nesse processo, sendo responsável pela criação de instituições que migraram da caridade tradicional para formas mais modernas e organizadas de atendimento social. Organizações como a Associação das Senhoras Brasileiras (1920) e a Liga das Senhoras Católicas (1923) foram fundamentais nesse movimento, atuando junto à população mais vulnerável, sobretudo mulheres e crianças. Essas práticas tinham como objetivo atenuar os impactos do capitalismo emergente e, ao mesmo tempo, reafirmar a influência da Igreja na esfera social.</p><p>Inspiradas em modelos europeus e norte-americanos, começaram a surgir no Brasil as primeiras escolas de Serviço Social, fortemente marcadas pela doutrina social da Igreja. Essas escolas visavam formar profissionais aptos a atuar de forma técnica e moralmente orientada nas demandas sociais que se multiplicavam no país. Com isso, o Serviço Social foi se consolidando como uma profissão inserida na divisão social do trabalho, assumindo funções técnicas e administrativas, muitas vezes ligadas à operacionalização de políticas públicas e ao controle social das classes trabalhadoras.</p><p>Iamamoto e Carvalho destacam que os assistentes sociais, ao exercerem essa função institucional, passaram a integrar a engrenagem estatal que buscava gerenciar os efeitos da desigualdade social. No entanto, os autores também reconhecem que, mesmo com as limitações impostas pela função institucional, há espaço para uma relativa autonomia profissional. Essa autonomia permite que os assistentes sociais interpretem e intervenham na realidade de formas diversas, a depender de sua inserção política e ideológica.</p><p>Nesse sentido, os profissionais do Serviço Social podem tanto reforçar a lógica do capital como atuar em defesa dos interesses das classes subalternas. Os autores defendem que os assistentes sociais devem compreender-se como intelectuais orgânicos, ou seja, como sujeitos com capacidade de análise crítica e engajamento político, capazes de contribuir para a transformação da realidade social. Assim, a prática do Serviço Social é compreendida como um trabalho que, mesmo inserido na ordem burguesa, contém potencial de resistência e transformação.</p><p><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-06-01 23:31:11 UTC</pubDate>
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         <title>Surgimento do Serviço Social no Brasil  /  Maria gabriely dias da silva.</title>
         <author>gabrielydias</author>
         <link>https://padlet.com/luizbrauna/Seso1930_40/wish/3475398214</link>
         <description><![CDATA[<p>O Serviço Social no Brasil surgiu por volta da década de 1930, durante a terceira década do século XX, em um contexto de grandes transformações econômicas e sociais. Seu aparecimento está relacionado à evolução do capitalismo e à influência de modelos europeus, mas principalmente ao interesse de setores da burguesia, com forte respaldo da Igreja Católica. Ou seja, ele nasce como uma iniciativa particular desses grupos, com o objetivo de enfrentar os efeitos da chamada “questão social”, sem, no entanto, alterar profundamente a estrutura social vigente. Nessa mesma década, o Brasil passava por um processo de industrialização voltado à substituição de importações. Mesmo assim, a economia ainda estava marcada por um modelo agroexportador e por um capitalismo dependente, o que gerava profundas desigualdades. Com o crescimento dos centros urbanos e a intensificação da exploração do trabalho, a classe trabalhadora começava a se organizar e reivindicar melhores condições de vida e direitos sociais.&nbsp;</p><p> &nbsp; O aparecimento da “Questão social” está relacionado à generalização do trabalho livre, em uma sociedade ainda marcada pela escravidão em seu passado recente. As terríveis condições de existência do proletariado tornaram-se visíveis para a sociedade brasileira, sobretudo por meio dos movimentos sociais que lutavam pela conquista da cidadania social, isso para classe burguesa era uma ameaça a seus mais sagrados valores, “a moral, a religião e a ordem pública”.  Impõe- se a partir daí, a necessidade do controle social da exploração da força de trabalho. A compra e venda dessa mercadoria especial sai da pura esfera mercantil pela imposição de uma regulamentação jurídica do mercado de trabalho através do estado. As Leis Sociais que representam a parte mais importante dessa regulamentação, passam a ocupar um lugar central na agenda política, como resposta às reivindicações populares por direitos e dignidade. O fortalecimento da classe operária e sua entrada no cenário político marcaram esse período, revelando a necessidade de o Estado reconhecer seus interesses.&nbsp;Nos centros urbanos e industriais, a “questão social” ganhou nova qualidade, impulsionada pelo crescimento numérico do proletariado e pela solidificação de laços de solidariedade política e ideológica, isso abriu espaço para a construção de um projeto alternativo à dominação burguesa. &nbsp;</p><p> &nbsp;&nbsp;&nbsp;É nesse cenário que se dá a implantação do Serviço Social, mas não como resposta direta do Estado nem como conquista popular. Ele surge pela iniciativa de grupos privados, especialmente por meio da Igreja Católica, com objetivos voltados à assistência e ao controle social.  &nbsp;Desde o início, o Serviço Social possuía uma base social bem&nbsp;delimitada, com agentes sociais recrutados e formados dentro de uma ideologia conservadora e religiosa.&nbsp;Enquanto as leis sociais foram resultado direto da pressão da classe trabalhadora por direitos, o Serviço Social nasce de uma demanda oposta: ele é uma iniciativa das classes dominantes, voltada a administrar os efeitos da desigualdade e controlar as manifestações da questão social, sem alterar suas causas estruturais.&nbsp;  &nbsp;&nbsp;</p><p> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Portanto, o Serviço Social se estruturou não como instrumento de transformação, mas como mediação e controle, legitimado pelas classes dominantes e orientado por princípios religiosos e ideológicos. Assim, ele nasce com uma função política clara: preservar a ordem social diante das tensões provocadas pelo avanço do capitalismo e da luta dos trabalhadores por direitos. Ademais, a “questão social” procede a implantação do Serviço Social.&nbsp;</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-06-02 01:42:21 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/luizbrauna/Seso1930_40/wish/3475398214</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Grupos pioneiros e primeiras escolas de Serviço Social no Brasil.</title>
         <author>gabrielydias</author>
         <link>https://padlet.com/luizbrauna/Seso1930_40/wish/3475429914</link>
         <description><![CDATA[<p>O Serviço Social no Brasil tem raízes profundas que remontam às antigas práticas de caridade realizadas principalmente pelo clero e leigos desde o período colonial. A primeira entidade criada no país com o objetivo de atender os desamparados foi a Irmandade da Misericórdia, fundada em 1543 na Capitania de São Vicente. Com o tempo, surgiram outras instituições importantes como o Mosteiro de São Bento, a Ordem dos Frades Menores e Franciscanos, além da Hospedaria de Imigrantes em São Paulo, criada em 1886 para acolher imigrantes recém-chegados.&nbsp;</p><p>&nbsp;No Brasil, começaram a aparecer instituições assistenciais com propostas um pouco diferentes das tradicionais obras de caridade. A Associação das Senhoras Brasileiras (1920, no Rio de Janeiro) e a Liga das Senhoras Católicas (1923, em São Paulo) se destacaram por envolver, desde o início, famílias da elite burguesa carioca e paulista, especialmente com a participação ativa das mulheres. Essas iniciativas se inserem na primeira fase do movimento de reação católica, voltado à divulgação do pensamento social da Igreja e à construção de um apostolado laico. Um marco importante foi a fundação da Confederação Católica, percursor da ação católica, em 1922, que tinha como objetivo centralizar e dar mais dinamismo a esse apostolado. A ação dessas instituições, ainda que limitada e carregada de um certo paternalismo, foi essencial para criar as bases humanas e organizacionais que, na década seguinte, permitiriam a consolidação do Serviço Social. Um nome de grande destaque é o da Sra. Estella de Faro, considerada uma das pioneiras do Serviço Social no Rio de Janeiro. Em 1922, ela já atuava como coordenadora do ramo feminino da Confederação Católica, sendo uma figura de confiança de Dom Sebastião Leme. A partir da atuação laica, as obras sociais se multiplicaram e passaram a organizar, especialmente, a juventude católica para a ação social junto à classe operária, surgindo, assim, grupos como a Juventude Operária Católica, Juventude Estudantil Católica, Juventude Feminina universitária Católica, entre outros. &nbsp;</p><p>   Em 1932, nasce o Centro de Estudos e   Ação Social de São Paulo (CEAS), considerado uma das primeiras expressões do Serviço Social no Brasil. Surgido com o apoio direto da Igreja, o CEAS tinha como missão formar seus membros com base na doutrina social da Igreja e em estudos sobre os problemas sociais. Em 1936, a partir de sua atuação e apoio da hierarquia eclesiástica, foi criada a primeira Escola de Serviço Social do país, em São Paulo. Além da escola de São Paulo, outras instituições surgiram no Rio de Janeiro, contribuindo fortemente para a formação técnica e especializada de assistentes sociais. Em 1937, foi criado o Instituto de Educação Familiar e Social, pelo Grupo de Ação Social (GAS). Em 1938, surge a Escola Técnica de Serviço Social, por iniciativa do Juiz de Menores, e em 1940, é introduzido o curso de preparação em trabalho social na Escola de Enfermagem Ana Nery (Escola federal). Em 1944, a Escola de Serviço Social como um desdobra-  mento masculino do Instituto Social.&nbsp;</p><p>&nbsp;A primeira Semana de Ação Social do Rio de Janeiro, realizada em 1936, é considerada um marco simbólico da institucionalização do Serviço Social na capital do país. Durante a década de 1940, o movimento se espalha pelas capitais brasileiras, ademais surge várias escolas de serviço social e em 1947 acontece o 1º Congresso Brasileiro de Serviço Social, reunindo representantes de 14 escolas. Até então, o número de profissionais diplomados era bastante reduzido. Até 1947, as Escolas Católicas do Rio haviam formado 40 assistentes sociais; as de São Paulo, 196; e o curso da Escola Ana&nbsp;</p><p>Nery, apenas 9, até 1949. Mesmo assim, essas iniciativas pioneiras foram fundamentais para estruturar e fortalecer a profissão no Brasil.&nbsp;</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-06-02 02:02:06 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Campos de ação e prática dos primeiros assistentes sociais</title>
         <author>gabrielydias</author>
         <link>https://padlet.com/luizbrauna/Seso1930_40/wish/3475489893</link>
         <description><![CDATA[<p> No início da profissão no Brasil, os assistentes sociais atuavam em um cenário de grande demanda, mas com poucos profissionais diplomados. Para acelerar essa formação, foram criados cursos intensivos e oferecidas bolsas de estudo por grandes instituições a partir de 1942. Mesmo antes de formadas, muitas alunas já ocupavam cargos na área. O desafio não era a falta de trabalho, mas sim o reconhecimento da profissão e a luta para garantir que apenas diplomados ocupassem os cargos que surgiam nas instituições públicas e privadas.&nbsp;</p><p>Os primeiros campos de atuação foram construídos principalmente pelas próprias escolas de Serviço Social e instituições mantenedoras, que criaram espaços para inserção profissional. Em São Paulo, por exemplo, o Departamento de Serviço Social do Estado absorvia boa parte dos profissionais, atuando em áreas como trabalho com mulheres e menores, no Juizado de Menores e em órgãos do trabalho.  Os relatos existentes sobre as tarefas desenvolvidas pelos primeiros assistentes sociais demonstram atuação doutrinária e eminentemente assistencial. Os centros familiares organizados pelos CEAS, a partir de convênio com o Departamento de Serviço Social do Estado, que funcionam a partir de 1940 em bairros operários e que se deveriam constituir em modelo de prática de Serviço Social, não fugiram dessa caracterização. Sua finalidade seria de “separar as famílias das classes proletárias, prevenindo sua desorganização e decadência, e procurando elevar seu nível econômico e cultural por meio de serviços de assistência e educação". Nesses centros manterão serviços diversos, como plantão para atendimento de interessados, visitas domiciliares, bibliotecas infantis, reuniões educativas para adultos, curso primário “para proteger as crianças cujas mães são obrigadas a trabalhar fora”, cursos de formação familiar, restaurante para os operários etc.&nbsp;</p><p>No Rio de Janeiro, a atuação também se dava em instituições como o Lar Proletário, com atividades em creches, escolas, maternidades e até no cuidado com a seleção e acompanhamento das famílias que morariam em vilas operárias. Na impressa Nacional (estatal), atuarão junto aos empregados através de cursos de formação profissional, organização de lazeres educativos, serviço médico e serviço de casos individuais, ainda no Rio de Janeiro, através da Juventude Católica da União Social Feminista e da Associação das senhoras brasileiras, atuação junto as comerciárias, através de restaurantes populares, cursos de formação moral doméstica etc.&nbsp;Embora embrionária, essa prática nas empresas marcava o início da presença do serviço social no mundo do trabalho.&nbsp;</p><p>Na área da saúde, a atuação era ainda limitada, ligada principalmente à puericultura e à prevenção de doenças. O assistente social ajudava com a triagem dos pacientes e levantamento de informações que o médico não tinha tempo de fazer. Além disso, havia um forte envolvimento com pesquisas sociais: muitos profissionais percorriam bairros populares, realizando inquéritos e estudando as condições de vida das famílias, como forma de embasar a intervenção social e reforçar o caráter educativo e moral do trabalho realizado. Portanto, A atuação prática desenvolvida pelos primeiros assistentes sociais estará, assim, voltada essencialmente para a organização da assistência para a educação popular e para a pesquisa social, seu público preferencial e quase exclusivo se constituirá de famílias operarias, especialmente mulheres e crianças.&nbsp;</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-06-02 02:33:54 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Elementos do discurso do Serviço Social</title>
         <author>gabrielydias</author>
         <link>https://padlet.com/luizbrauna/Seso1930_40/wish/3475584643</link>
         <description><![CDATA[<p> </p><p>    Durante essa fase inicial do Serviço Social no Brasil, o discurso da profissão ainda era muito marcado por ideias conservadoras e influências religiosas, principalmente da Igreja Católica. A produção teórica era bastante limitada e aparecia, principalmente, em publicações como a revista <em>Serviço Social</em>, onde se divulgavam textos que uniam doutrina religiosa com ações sociais.&nbsp;</p><p> &nbsp;O discurso da profissão nesse momento era fortemente influenciado pela doutrina católica. Como diz o texto, tratava-se de "um prolongamento da ação social constituído, no essencial, em vínculo de doutrinação e propaganda do pensamento social da Igreja". Ou seja, o Serviço Social era visto como uma forma moderna de caridade, que agora "passa a utilizar os recursos que a ciência e a técnica lhe oferecem", mobilizando não apenas sentimentos, mas também “a inteligência e a vontade para o serviço da pessoa humana”. A ideia era que o Serviço Social não deveria mexer nas estruturas da sociedade, mas sim remediar deficiências pontuais. Como o texto mesmo afirma: “o Serviço Social tem por objetivo remediar as deficiências dos indivíduos e das coletividades, quando se dirige ao ajustamento de um determinado quadro, ele o faz para sanar deficiências acidentais, decorrentes de certas circunstâncias, e não de um defeito estrutural.” Isso significa que a profissão não se colocava contra a desigualdade social em si, mas buscava ajustar os indivíduos a ela. Exemplos disso aparecem nos cursos de economia doméstica, que serviriam para melhorar a situação de famílias desorganizadas, principalmente no que diz respeito ao orçamento. Era um tipo de intervenção que considerava a estrutura social como algo “satisfatório”, cabendo ao Serviço Social “ajustar os indivíduos ao quadro normal da vida, através de uma ação personalizada”.&nbsp;</p><p>O discurso era fortemente doutrinário, com base no pensamento católico europeu mais conservador e nas encíclicas papais. Havia um posicionamento contrário tanto ao comunismo quanto ao liberalismo. A legislação social era vista com desconfiança, principalmente por ser “transposição de legislação formulada no exterior em nações mais ricas e desenvolvidas, sem a necessária adaptação à realidade local”.&nbsp;</p><p>Além disso, havia uma idealização romântica da Idade Média, entendida como uma “ordem integrada à hegemonia de um mundo moral”. A corporação medieval era vista como a forma mais autêntica de inserção do trabalhador na sociedade. A falta disso gerava, segundo o texto, o que chamam de "um operário diminuído, um despersonalizado, um isolado moral", que poderia se tornar “uma sombra do homem ou o próprio homem, rebelado contra a espécie”.&nbsp;</p><p>“O assistente social [...] deverá combater o absenteísmo, o relaxamento no trabalho, velar pela moralidade, promover a conciliação nos dissídios trabalhistas e adaptar o trabalhador à sua força na empresa. Será o agente de ligação entre patrão e operário.”&nbsp;</p><p>Por trás de tudo isso, está um conservadorismo arraigado, que transforma problemas sociais em questões de ordem moral, educacional ou assistencial. No fundo, é uma tentativa de controlar ideologicamente o proletariado, ajustando suas condutas à lógica da sociedade burguesa — como se vê no encerramento do trecho: “enquadrando-se na proposição da hierarquia católica de recuperar e reafirmar sua presença na sociedade civil, enquanto principal agência de controle ideológico da sociedade burguesa capaz de incluir o proletariado num sistema consensual”.&nbsp;</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-06-02 03:32:04 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Modernos agentes da justiça e da caridade</title>
         <author>gabrielydias</author>
         <link>https://padlet.com/luizbrauna/Seso1930_40/wish/3475641375</link>
         <description><![CDATA[<p><em>Modernos agentes da justiça e da caridade:</em></p><p> </p><p>   A implantação do Serviço Social não é, como se procurou observar nos itens anteriores, um processo isolado. Relaciona-se diretamente às&nbsp;profundas transformações econômicas e sociais pelas quais a sociedade brasileira é atravessada, e à ação dos grupos, classes e instituições que interagem com essas transformações econômicas. Seu surgimento se dá no seio do bloco católico, que manterá por um período relativamente longo um quase monopólio da formação dos agentes sociais especializados, tanto a partir de sua própria base social como de sua doutrina e ideologia. O Serviço Social começa a surgir como um departamento especializado da ação social e da ação católica. Nesse contexto, a ação política e social da Igreja teve papel fundamental, e o Serviço Social passou a integrar esse processo. Ainda que os métodos usados se parecessem com os da chamada "caridade tradicional", o discurso político dava um novo sentido à prática. "O componente modernizador em que se constitui o apostolado social dará um conteúdo novo à devoção e caridade cristã.” Mesmo com influências europeias, como autoritarismo, paternalismo, doutrinarismo e ausência de base técnica, o Serviço Social brasileiro refletia também a ideologia das classes dominantes, pois as pioneiras vinham de famílias abastadas, ligadas ao meio católico. &nbsp;“O Serviço Social se caracteriza, assim, por ser um movimento ao qual se dedicam as mulheres de famílias abastadas, reunidas a partir de seu relacionamento e militância no meio católico.”&nbsp;</p><p>&nbsp; O modo como essas mulheres viam o mundo e agiam reforçava a ideia de uma superioridade natural sobre os pobres, legitimando práticas autoritárias e paternalistas. &nbsp;“Esse comportamento faz parte da própria ideologia das classes dominantes... legitima a forma paternalista e autoritária de sua intervenção.” &nbsp;</p><p> &nbsp;Além disso, a forma como elas foram educadas, com forte influência religiosa, moral e repressora, se reproduzia na forma como tratavam os assistidos: com autoritarismo, infantilização e intransigência diante do que consideravam imoral. Essa formação humanista e cristã fazia com que o trabalho das assistentes sociais não enfrentasse as causas reais da desigualdade, como a exploração econômica ou a falta de direitos. Em vez disso, elas agiam sobre os efeitos visíveis da pobreza, tentando convencer os pobres a aceitar sua condição com paciência e resignação. Ou seja, o foco não era transformar a realidade, mas sim fazer com que ela parecesse menos dolorosa, dentro de uma lógica de fé e obediência. Esse modo de ver o mundo reforçava a ideia de que os pobres não precisavam de justiça, mas de orientação moral. E com isso, as assistentes sociais acabavam reproduzindo os interesses das classes dominantes, mesmo sem ter consciência disso. Assim, dentre as características especiais que a profissão necessitará manter, a vocação pessoal tem um papel determinante. “A vocação pessoal tem um papel determinante... aflora uma série de esquemas de percepções e apreciação da realidade, que obscurecem os sentidos e os efeitos políticos e econômicos das práticas desenvolvidas pelos assistentes sociais.”&nbsp;</p><p> </p>]]></description>
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         <pubDate>2025-06-02 04:26:42 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Grupos pioneiros e as primeiras escolas de serviço social</title>
         <author>marialuz19</author>
         <link>https://padlet.com/luizbrauna/Seso1930_40/wish/3476663980</link>
         <description><![CDATA[<p>O surgimento do serviço social no Brasil, assim com em outras partes do mundo, segue atrelado diretamente à forte influência da igreja catolica, que perpetuando suas ideias de transformação social através de seus grupos  pioneiros,  buscava reverter as transformações sociais que os processos de urbanização e industrialização provocavam. A fundação das primeiras escolas de serviço social no Brasil foi fundamentalmente impulsionada pela perpectiva cristã católica,  baseada na moralização social e na solidariedade, mas também fundamentada por uma necessidade mais inteventiva, técnica e organizada que se preparava para enfrentar os novos desafios sociais que surgiam e se agravavam. </p><p><br/></p><p> 1.1- O centro de estudos e ação social (CEAS) de São Paulo e a necessidade de uma formação técnica especializada para a prestação de assistência</p><p><br/></p><p>Com a perpectiva de estabilizar o serviço social enquanto profissão seguiram sendo criada pelo país escolas que tinham por objetivo formar tecnicamente assistentes socias. Nesse contexto o CEAS de São Paulo exerceu um papel primordial nessa consolidação. defendendo uma formação voltada para uma especialização técnica, voltando-se para a racionalidade da prática profissional, uma formação que pretendia superar o amadorismo e aimprovisação que estavam presentes nas muitas ações de caridade. dessa forma as escolas contribuiram para que a profissão tivesse um reconhecimento social e garantindo que os profissionais fossem capacitados para promover intervenções nos multiplos processos sociais, agindo de uma forma técnica, planejada e ética.</p><p><br/></p><p>1.2- O serviço social no Rio de Janeiro e a sistematização da atividade social</p><p><br/></p><p>Já no Rio de Janeiro, o serviço social desenvolveu-se com um olhar voltado para a sistematização das atividades sociais. É perceptível ver o esforço para estruturar o trabalho do assistente social de forma profissional, valendo-se de técnicas e métodos fundamentados em teorias sociais. Movimento este que foi decisivo na construção de uma identidade profissional sólida, garantindo que toda organização das práticas do serviço social fossem baseadas em princípios científicos e éticos que se alinhavam às demandas sociais e ao contexto histórico da época.</p><p><br/></p><p>Iamamoto, Marilda Villcla</p><p>Relações sociais e serviço social no Brasil: esboço de uma interpretação histórico-metodológica / Marilda Villela Iamamoto</p><p>Raul de Carvalho. - 19. ed. - São Paulo " : Cortez; [Lima, Peru]: CELATS, 2006</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-06-02 22:39:27 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title></title>
         <author>marialuz19</author>
         <link>https://padlet.com/luizbrauna/Seso1930_40/wish/3476668069</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
         <enclosure url="https://www.youtube.com/watch?pdlt=1&amp;v=yRdJsvY9Dc4" />
         <pubDate>2025-06-02 22:50:04 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Maria Fernanda Rodrigues dos Santos </title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/luizbrauna/Seso1930_40/wish/3476721767</link>
         <description><![CDATA[<p>Síntese do livro “Relações sociais e Serviço Social no Brasil”  Parte II, cap. II.</p><p><br/></p><p>O Serviço Social no Brasil surgiu em um contexto de grandes mudanças sociais e políticas no início do século XX, tanto no cenário internacional quanto no nacional. O capítulo II da Parte II do livro Relações Sociais e Serviço Social no Brasil, de Marilda Iamamoto e Raul de Carvalho, analisa as chamadas protoformas do Serviço Social, ou seja, práticas que antecederam a profissão como conhecemos hoje.</p><p>As protoformas eram ações de intervir para ajudar aos pobres, organizadas sobretudo por instituições religiosas, principalmente da igreja católica. Elas tinham caráter filantrópico e assistencialista, motivadas por valores morais e cristãos. Embora não fossem ainda um serviço profissional, essas práticas já indicavam a necessidade de organizar formas de apoio social, principalmente diante da crescente pobreza e dos conflitos sociais da época.</p><p>O livro também mostra que o surgimento do Serviço Social está ligado à “questão social”, que são os problemas sociais gerados pelas desigualdades do capitalismo, como desemprego, moradia precária, fome e falta de acesso à saúde e à educação. Com o crescimento das cidades, das greves e das lutas operárias, o Estado passou a intervir mais nas questões sociais, especialmente durante o governo de Getúlio Vargas, criando políticas públicas para conter os conflitos.</p><p>Neste sentido, nasce a primeira escola de Serviço Social com forte influência da doutrina social da Igreja, a fim de criar profissionais em instituições de caridade, hospitais e a serviço social como era chamado de então.</p><p>O vídeo complementa essa leitura, mostrando que a assistência social começou com ações voluntárias e religiosas, mas foi se tornando uma política pública garantida por lei, principalmente com a Constituição de 1988 e o surgimento do SUAS (Sistema Único de Assistência Social).</p><p>Hoje, o Serviço Social busca superar suas raízes assistencialistas e fortalecer um projeto ético-político comprometido com os direitos humanos, com a cidadania e com a luta contra as desigualdades sociais. Isso exige uma atuação crítica dos profissionais, atentos à realidade social e às contradições do sistema capitalista.</p><p>CAMPOS, Rosângela.</p><p>Serviço Social: origens históricas e constituição da profissão no Brasil. Revista Textos &amp; Contextos (PUCRS), 2006</p><p>  • Esse artigo mostra uma linha do tempo das origens do Serviço Social no país, com foco nas influências religiosas e políticas.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-06-03 00:28:07 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Síntese do livro &quot;Relações sociais e serviço social no Brasil&quot; capítulo II, parte II.</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/luizbrauna/Seso1930_40/wish/3477439410</link>
         <description><![CDATA[<p> No capítulo 2, parte 2 do livro "Relações Sociais e Serviço Social no Brasil", de Marilda Iamamoto e Raul de Carvalho, os autores aprofundam a reflexão sobre o surgimento do Serviço Social em nosso país, mostrando como a profissão foi sendo moldada pelas transformações sociais, políticas e econômicas do Brasil. Eles explicam que o Serviço Social não surgiu de forma neutra ou isolada, mas sim inserido nas contradições do modo de produção capitalista e nas desigualdades que ele gera.</p><p> Com a urbanização e industrialização, especialmente a partir da década de 1930, surgem novos desafios sociais, e o Estado começa a atuar de forma mais direta para controlar os efeitos dessas mudanças. É nesse cenário que o Serviço Social aparece como uma prática que, inicialmente, tinha um caráter conservador e moralizante, muito influenciado pela Igreja Católica, com o objetivo de orientar e disciplinar as pessoas para que se encaixasse no que a sociedade da época considerava como o 'certo' e o 'normal'.</p><p> O capítulo nos mostra também que, com o passar do tempo, principalmente a partir da década de 1960, há uma mudança profunda em relação a essa visão conservadora. Começa um movimento de crítica dentro da própria profissão, que vai dar origem a um Serviço Social mais crítico, comprometido com a transformação da realidade social e com os interesses da classe trabalhadora.</p><p> Essa parte do livro nos ajuda a entender que o Serviço Social está profundamente ligado às disputas de classe e às escolhas políticas que atravessam a sociedade. Por isso, conhecer essa trajetória é essencial para refletir sobre o verdadeiro papel da profissão na luta por justiça social, e sobre qual compromisso ético queremos assumir diante das desigualdades que persistem. Compreender o passado da profissão é também um passo importante para fortalecer um projeto de Serviço Social que seja crítico, consciente e transformador.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-06-03 13:44:48 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Surgimento do Serviço Social no Brasil</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/luizbrauna/Seso1930_40/wish/3477444099</link>
         <description><![CDATA[<p>Como abordado no texto de Iamamoto e Carvalho, nas publicações anteriores e no vídeo da TV Brasil sobre a história da assistência social no Brasil, podemos destacar alguns pontos importantes que devemos levar em consideração: </p><ul><li><p>Contexto histórico e social:</p></li></ul><p>A década de 1930 é marcada por um período de transição do modelo agrário-exportador para o industrial-urbano, especialmente com a ascensão de Getúlio Vargas ao poder (Revolução de 1930).</p><p>Com a urbanização e o crescimento das indústrias, surgem novas demandas sociais, como pobreza urbana, migração interna e conflitos trabalhistas.</p><p>O Estado passa a ter um papel mais ativo na regulação do trabalho e na criação de mecanismos de controle social.</p><ul><li><p>Ressalta-se a origem conservadora do Serviço Social no Brasil:</p></li></ul><p>O Serviço Social surge no Brasil fortemente vinculado à Igreja Católica, especialmente influenciado pela Doutrina Social do catolicismo.</p><p>A profissão nasce com uma função conservadora, voltada à pacificação das tensões sociais e à moralização dos pobres, tentando conter os efeitos mais visíveis da questão social sem questionar suas causas estruturais.</p><ul><li><p>E como visto durante as aulas, algumas funções do Serviço Social chamam atenção como a mediação e controle:</p></li></ul><p>O Serviço Social aparece como um instrumento de mediação entre capital e trabalho, buscando "harmonizar" as relações sociais sob a ótica da ordem e da disciplina.</p><p>Tendo atuação em instituições de assistência social, saúde, educação e empresas, com foco em ações individuais e caritativas.</p><p>O mapa mental anexado nesta publicação, aborda pontos relevantes do surgimento do serviço social no nosso país. </p>]]></description>
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         <pubDate>2025-06-03 13:48:18 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Grupos pioneiros e primeiras escolas de serviço social no Brasil </title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/luizbrauna/Seso1930_40/wish/3477444992</link>
         <description><![CDATA[<p> O surgimento do Serviço Social no Brasil está profundamente ligado ao contexto histórico de transformações sociais e econômicas das décadas de 1930 e 1940. Nesse período, o país vivia um processo de urbanização e industrialização que trouxe à tona diversos problemas sociais. Diante disso, surgem grupos pioneiros, formados principalmente por mulheres católicas da elite, que buscavam organizar ações de ajuda aos mais pobres. Essas ações, muitas vezes vistas como caridade cristã, deram os primeiros passos para a fundação da profissão.</p><p> Foi a partir dessas iniciativas que nasceram as primeiras escolas de Serviço Social no Brasil. A primeira foi criada em 1936, em São Paulo, e serviu de modelo para outras que surgiriam depois em várias regiões do país. O ensino nesses espaços era fortemente influenciado pela Igreja Católica, com foco em valores como disciplina, moral, obediência e fé. O objetivo era formar profissionais que pudessem "ajudar" as pessoas mais carente a se adaptarem à ordem social da época, sem questionar as causas estruturais da desigualdade.</p><p> Nessa fase inicial, o Serviço Social ainda não tinha um caráter crítico. A prática profissional era muito marcada por ações assistencialistas e por um olhar voltado para as pessoas, e não para o sistema que produz a pobreza. Mesmo assim, essas escolas foram importantes por abrirem espaço para a formação e organização da profissão no Brasil.</p><p> Com o tempo, a realidade foi exigindo mudanças, e a própria formação passou a ser questionada por estudantes e profissionais que queriam um Serviço Social mais consciente, crítico e comprometido com a transformação social. Esse processo de mudança começou a dar forma ao projeto ético-político que defendemos hoje.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-06-03 13:49:10 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/luizbrauna/Seso1930_40/wish/3477444992</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Campos de ação e prática dos primeiros assistentes sociais</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/luizbrauna/Seso1930_40/wish/3477450960</link>
         <description><![CDATA[<p> No início da profissão no Brasil, os primeiros assistentes sociais atuavam principalmente em espaços ligados à caridade, à religião e ao controle social. Os principais campos de ação eram instituições filantrópicas, igrejas, hospitais, escolas, prisões, empresas e órgãos públicos, sempre voltados para atender as camadas mais pobres da população.</p><p> Nessa fase inicial, o trabalho do assistente social estava muito ligado a um modelo conservador e moralizante, com forte influência da Igreja Católica. A atuação era focada no atendimento individual e familiar, com ações voltadas para "ensinar" os pobres a viverem conforme os padrões sociais da época. O objetivo era mais o de ajustar essas pessoas à sociedade, do que questionar as desigualdades que existiam nela.</p><p> Além disso, muitos assistentes sociais também atuavam dentro das empresas, principalmente para lidar com os conflitos entre patrões e trabalhadores. Nesse contexto, a prática tinha o papel de manter a ordem e a produtividade, sem necessariamente enfrentar as causas do sofrimento dos trabalhadores.</p><p> Com o passar do tempo, especialmente a partir da década de 1960, esse modo de atuar começou a ser questionado. Profissionais e estudantes passaram a entender que não basta apenas “ajudar” ou “orientar”, mas é necessário compreender as causas estruturais das desigualdades sociais e atuar de forma crítica diante delas.</p><p> Esse olhar mais crítico ajudou a transformar o campo de atuação do Serviço Social. Hoje, a profissão está presente em diversos espaços como CRAS, hospitais, escolas, sistema de justiça, movimentos sociais, mas com um compromisso ético-político voltado para a defesa dos direitos, a promoção da cidadania e a transformação da realidade social.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-06-03 13:54:02 UTC</pubDate>
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         <title>Elementos do discurso do Serviço Social</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/luizbrauna/Seso1930_40/wish/3477454278</link>
         <description><![CDATA[<p> Os elementos do discurso do Serviço Social foram sendo construídos ao longo da história da profissão, sempre muito ligados ao contexto social e político de cada época. No início, esse discurso era fortemente influenciado por ideias religiosas, morais e conservadoras, principalmente vindas da Igreja Católica, que via o Serviço Social como uma missão de caridade voltada para cuidar e ensinar valores como obediência, humildade e fé.</p><p> Esse modelo de discurso colocava o assistente social como alguém responsável por "corrigir" os comportamentos considerados inadequados, sempre tentando ajustar os indivíduos à sociedade, sem questionar profundamente as causas da pobreza, da exclusão e da desigualdade. Era uma visão muito assistencialista, que enxergava os problemas sociais como falhas individuais, e não como resultado de um sistema injusto.</p><p> Com o tempo e com o amadurecimento da profissão, esse discurso começou a ser confrontado. Surgiu então um novo olhar, que passou a reconhecer que o Serviço Social é uma profissão inserida em um contexto de lutas de classe, disputas ideológicas e contradições sociais. Ou seja, não é possível ser neutro. A prática do assistente social, mesmo quando parece técnica, é também política.</p><p> Hoje, os elementos do discurso profissional que buscamos fortalecer são outros: a defesa dos direitos humanos, o compromisso com a justiça social, a valorização da cidadania e a crítica às estruturas que geram desigualdade. Isso significa entender que nosso trabalho vai muito além da ajuda individual, ele envolve um posicionamento ético e político diante das injustiças sociais.</p><p> Refletir sobre o discurso do Serviço Social é, portanto, uma forma de reafirmar o projeto ético-político da profissão, que nos chama a estar ao lado da classe trabalhadora e das populações vulnerabilizadas, com consciência crítica, responsabilidade e sensibilidade social.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-06-03 13:56:40 UTC</pubDate>
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         <title>Modernos agentes da justiça e da caridade</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/luizbrauna/Seso1930_40/wish/3477457999</link>
         <description><![CDATA[<p> A expressão “modernos agentes da justiça e da caridade” nos ajuda a entender como os primeiros assistentes sociais foram vistos (e até como muitos se viam) no início da profissão no Brasil. Naquele tempo, o Serviço Social surgia com uma proposta de “ajudar os necessitados”, mas sem ainda questionar de forma profunda as causas das desigualdades sociais. Era uma prática muito ligada à caridade, à moral cristã e ao controle social.</p><p> Esses “agentes modernos” eram, em sua maioria, mulheres da elite católica, que se formavam em escolas de Serviço Social influenciadas pela Igreja. A missão delas era “levar justiça” aos pobres, mas essa justiça era compreendida como disciplina, obediência e adaptação à ordem social da época. O trabalho tinha um tom quase missionário, como se fosse um “chamado” para cuidar dos mais frágeis, mas sem tocar nas estruturas que geravam a pobreza.</p><p> A ideia de caridade estava muito presente, mas não como direito e sim como favor. Ou seja, o atendimento social era oferecido como um “ato de bondade”, e não como reconhecimento de que toda pessoa tem direito à dignidade e à proteção social. Esses profissionais agiam como intermediários entre os ricos e os pobres, mas com um discurso muitas vezes marcado pela moral e não pela justiça social verdadeira.</p><p> Com o passar do tempo, esse perfil passou a ser questionado. A própria categoria profissional começou a refletir sobre seu papel e sobre a necessidade de romper com práticas assistencialistas, para construir uma atuação mais crítica, ética e comprometida com a transformação da realidade.</p><p> Hoje, quando olhamos para essa expressão, entendemos que ela faz parte da história da profissão, uma história que precisa ser conhecida para que não repitamos os mesmos erros. Nosso desafio atual é ser mais que “agentes de caridade”: é sermos profissionais conscientes, éticos, que lutam pela efetivação dos direitos sociais e pela superação das injustiças que ainda persistem na nossa sociedade.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-06-03 13:59:18 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Campos de ação e prática dos primeiros assistentes sociais </title>
         <author>ithaylane</author>
         <link>https://padlet.com/luizbrauna/Seso1930_40/wish/3477478532</link>
         <description><![CDATA[<p>Thaylane isabella Martins Santos</p><p><br/></p><p>No começo do Serviço Social no Brasil, por volta dos anos 1930, os assistentes sociais começaram a atuar principalmente em locais como hospitais, escolas, orfanatos e igrejas. Naquela época, o país estava passando por muitas mudanças, como a urbanização e o crescimento da pobreza e era preciso cuidar das pessoas mais vulneráveis.</p><p>A maioria desses profissionais trabalhava ligada à Igreja Católica, que via o Serviço Social como uma forma de ajudar os pobres, mas também de ensinar valores como disciplina, religião e respeito. O trabalho era muito voltado para ajudar individualmente cada pessoa, tentando melhorar sua situação sem questionar os motivos mais profundos da pobreza, como injustiças sociais ou falta de políticas públicas.</p><p>Eles visitavam casas, orientavam famílias, ajudavam crianças e idosos e até auxiliavam juízes em decisões sobre menores. Com o tempo, o Serviço Social foi mudando, se tornando mais crítico e lutando pelos direitos das pessoas, mas esse foi o começo da caminhada.</p>]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2025-06-03 14:16:06 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/luizbrauna/Seso1930_40/wish/3477478532</guid>
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      <item>
         <title>Grupos pioneiros e primeiras escolas de Serviço Social no Brasil</title>
         <author>ithaylane</author>
         <link>https://padlet.com/luizbrauna/Seso1930_40/wish/3477484913</link>
         <description><![CDATA[<p><a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://youtu.be/yRdJsvY9Dc4?si=VSANGIbSqTKNADfA">https://youtu.be/yRdJsvY9Dc4?si=VSANGIbSqTKNADfA</a></p><p><br/></p><p>O vídeo destaca que o Serviço Social no Brasil teve início na década de 1930, em um contexto de intensas transformações sociais e econômicas. Durante esse período, o país enfrentava desafios como urbanização acelerada, industrialização e aumento das desigualdades sociais. Essas mudanças exigiram novas formas de intervenção para lidar com as questões sociais emergentes.</p><p><br/></p><p>O vídeo também aborda a influência da Igreja Católica na formação das primeiras escolas de Serviço Social no Brasil. Instituições religiosas desempenharam um papel fundamental na profissionalização da assistência social, promovendo a criação de cursos e programas voltados para a formação de assistentes sociais comprometidos com a justiça social e o bem-estar da população.</p>]]></description>
         <enclosure url="https://youtu.be/yRdJsvY9Dc4?si=VSANGIbSqTKNADfA" />
         <pubDate>2025-06-03 14:21:12 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/luizbrauna/Seso1930_40/wish/3477484913</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Grupos pioneiros e primeiras escolas de Serviço Social no Brasil</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/luizbrauna/Seso1930_40/wish/3477486581</link>
         <description><![CDATA[<p>Sendo este o primeiro ponto abordado no referido capítulo, destaca-se a:</p><p><strong>Ação da Igreja Católica:</strong></p><p>Que teve papel central na introdução do Serviço Social no Brasil, assim como em outros países.</p><p>Influenciada pela Doutrina Social da Igreja (especialmente a encíclica <em>Rerum Novarum</em>), que como vimos anteriormente defendia a pacificação das tensões sociais e a moralização da população pobre.</p><p>Visava<strong> </strong>combater a influência do comunismo e do sindicalismo no meio operário urbano crescente.</p><p>Criou e apoiou instituições de assistência e centros de formação de assistentes sociais, o que colaborou para perpetuação do conservadorismo na profissão.</p><p><strong>Primeiras escolas de Serviço Social</strong></p><p>Essas instituições surgiram com forte influência do modelo europeu com base religiosa e moral.</p><p>As primeiras escolas foram criadas por grupos católicos e filantrópicos: PUC-Rio (1940): Primeira escola oficialmente reconhecida, com base católica. PUC-SP (1945): Também ligada à Igreja, manteve o mesmo perfil moralista e disciplinador. As escolas em Recife, Salvador, Porto Alegre, Belo Horizonte e outras capitais foram surgindo ao longo da década de 1940.</p><p>Essas escolas formavam profissionais voltados para a caridade, assistência individualizada e reeducação moral dos pobres.</p><p><strong>Perfil dos primeiros profissionais:</strong></p><p>Eram mulheres da elite urbana, muitas ligadas à Igreja e a movimentos católicos.</p><p>A formação visava preparar agentes de ação social cristã, comprometidas com a ordem e a disciplina social. Tinham papel de mediação entre o Estado e as classes subalternas, mas sem ruptura com a estrutura social vigente.</p><p><strong>Conteúdo da formação:</strong></p><p>A formação era centrada em disciplinas como: moral cristã, psicologia, pedagogia, sociologia funcionalista, técnica de entrevistas, visitas domiciliares etc. A perspectiva crítica e política da questão social ainda não estava present<strong>e</strong> nesse momento inicial.</p><p>Como material complementar, o artigo já trazido por Maria Shyrlaine, anteriormente é bem pertinente para nossa compreensão sobre a temática, visto que destaca elementos da trajetória de 80 anos do Serviço Social no Brasil, com linguagem fácil e dinâmica, quando comparado a outros materiais. </p>]]></description>
         <enclosure url="https://www.scielo.br/j/sssoc/a/GhVdbyXB4rmF4qgcbQzhKxF/?lang=pt" />
         <pubDate>2025-06-03 14:22:40 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/luizbrauna/Seso1930_40/wish/3477486581</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Campos de atuação e práticas dos primeiros assistentes sociais</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/luizbrauna/Seso1930_40/wish/3477516457</link>
         <description><![CDATA[<p>Os primeiros assistentes sociais atuavam principalmente em instituições filantrópicas, religiosas e órgãos do Estado, refletindo o caráter assistencialista e moralizante da profissão nesse momento inicial.</p><p>Principais espaços de atuação:</p><p>Instituições de caridade e filantropia<strong>,</strong> muitas ligadas à Igreja Católica.</p><p>Hospitais, sanatórios e casas de saúde, com ações de apoio moral e material a pacientes e famílias.</p><p>Escolas e instituições educativas, com foco na disciplina e na reeducação moral.</p><p>Empresas e fábricas, especialmente para lidar com conflitos entre trabalhadores e empresários, mantendo a ordem e a produtividade, sem atuar na raiz dos conflitos e problemas.</p><p>Organismos do Estado: como o Departamento Nacional do Trabalho, o Ministério da Educação e Saúde e posteriormente o Serviço de Assistência ao Menor (SAM).</p><p>Dessa forma, podemos destacar a função de mediação conservadora entre o Estado, empresas e a população pobre, ajudando a atenuar os efeitos mais visíveis da questão social, sem enfrentá-la em suas causas estruturais.</p>]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2025-06-03 14:46:50 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/luizbrauna/Seso1930_40/wish/3477516457</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Relações Sociais e Serviço Social no Brasil. Capítulo 2- parte II Marilda Iamamoto e Raul de Carvalho. (Síntese)</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/luizbrauna/Seso1930_40/wish/3477532664</link>
         <description><![CDATA[<p>De acordo com Iamamoto (2006), as chamadas protoformas do serviço social, são as formas iniciais de intervenção social que surgiram em resposta as desigualdades e problemas sociais durante a idade média e a idade moderna. Observamos que a Igreja católica teve um papel fundamental nesse processo, em uma sociedade marcada pela pobreza extrema, pelas crises sociais, a igreja organizava ações de caridade, assistência aos pobres, órfãos, doentes e idosos, essas práticas de ajuda eram profundamente baseadas nos princípios cristãos de solidariedade e caridade, a proposta era aliviar(diminuir) o sofrimento dos mais vulneráveis, porém, como um dever moral e religioso. Entretanto, apesar da relevância dessas iniciativas, é importante lembrar que, elas – as então chamadas de agentes sociais - ainda não constituíam o serviço social como profissão, as protoformas tinham caráter assistencialistas e não questionavam as causas estruturais da pobreza, o objetivo era oferecer ajuda imediata muitas vezes reforçando a ordem social vigente, com o tempo, principalmente a partir das grandes transformações do século IXX como a revolução industrial e o crescimento das cidades, a necessidade&nbsp; de uma atuação mais técnica, organizada e crítica foi crescendo, assim, o serviço social foi se consolidando no início do século XX, buscando não apenas atender as necessidades imediatas mas também compreender e intervir nas causas da questão social a influência da igreja católica continuou sendo forte nesse período inicial principalmente através da doutrina social da igreja que orientava muitos profissionais a trabalharem com princípios de justiça social, solidariedade e promoção da dignidade humana. Ao longo dos anos o cenário vai mudando, porém, é fundamental conhecer as raízes do serviço social, para compreender seu compromisso ético e sua luta constante por justiça social.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-06-03 15:00:00 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/luizbrauna/Seso1930_40/wish/3477532664</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Elementos do discurso do Serviço Social</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/luizbrauna/Seso1930_40/wish/3477556930</link>
         <description><![CDATA[<p>Como abordado no tópico 3 do capítulo, durante essa fase a produção sobre a matéria da profissão é bem limitada. Há apenas uma única publicação regular, editada em SP, que traz o pensamento, as preocupações e o desenvolvimento da profissão nessa fase. Vindo a tona conteúdo conservador, moldado por influências religiosas, morais e pela ideologia dominante.</p><p>A Revista Serviço Social, trazida no texto, foi criada com o objetivo de divulgar as ideias, práticas e fundamentos morais da profissão nascente. Representava um canal institucional de formação de identidade profissional, voltado para assistentes sociais em formação ou já atuantes.</p><p>Possuía forte influência da Igreja Católica: O conteúdo da revista refletia claramente os valores cristãos e conservadores da época. Divulgava temas ligados à Doutrina Social da Igreja, à moralidade, à família e à caridade, servindo como meio de reforço ideológico para a prática profissional assistencialista. A revista operava como um instrumento de normatização do discurso profissional, padronizando práticas e visões sobre a questão social. Reforçava a ideia do Serviço Social como mediador da paz social, moralizador da pobreza e defensor da ordem estabelecida.</p><p>De forma, geral os autores  destacam que a revista <em>Serviço Social</em> teve um papel fundamental na constituição da profissão como prática social organizada, mas alinhada aos interesses das elites e da Igreja. A publicação ajudou a difundir e consolidar uma visão conservadora do Serviço Social, contribuindo para que a profissão se estruturasse, naquele momento, como um instrumento de controle social. É vista como parte do processo de institucionalização ideológica da profissão, voltada para os interesses burgueses. </p><p>Assim, percebe-se que o discurso do Serviço Social nos anos 1930/40 expressava e reforçava os interesses das classes dominantes e do Estado. Esse discurso fazia parte do esforço de organização ideológica da profissão, moldando sua identidade dentro dos limites do conservadorismo da época.</p><p>Deixo como opção de material complementar, o artigo sobre a primeira revista de Serviço Social do Brasil (1939-56), publicada pela  Escola de Serviço Social de São Paulo,primeira unidade de ensino do país (1936). Percebe-se no artigo, como falado anteriormente, questões do discurso e da prática do Serviço Social, como o tratamento conservador dado à relação capital/trabalho, à pobreza, à formação profissional, ao trabalho do assistente social, às relações com o Estado e as visões do país.</p>]]></description>
         <enclosure url="https://www.e-publicacoes.uerj.br/revistaempauta/article/view/531" />
         <pubDate>2025-06-03 15:19:56 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title></title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/luizbrauna/Seso1930_40/wish/3477592921</link>
         <description><![CDATA[<p>Como último tópico, os autores abordam como modernos agentes da justiça e da caridade, referendo-se aos assistentes sociais que, ao longo do tempo, passaram a desempenhar um papel mais técnico e profissionalizado na sociedade. Esses profissionais foram incorporados ao aparato estatal e empresarial, atuando na operacionalização de políticas sociais e serviços assistenciais. </p><p><br/></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-06-03 15:56:05 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title></title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/luizbrauna/Seso1930_40/wish/3477639749</link>
         <description><![CDATA[<p>Como já visto, no início, as práticas assistenciais eram predominantemente caritativas, influenciadas pela Igreja Católica e movimentos como a Ação Social e a Ação Católica. Essas iniciativas visavam atender às necessidades da população, mas sem uma abordagem técnica ou científica. Com o tempo, especialmente após a Primeira Guerra Mundial, surgiu a necessidade de uma atuação mais estruturada e técnica, levando à profissionalização do Serviço Social. Instituições como o Centro de Estudos e Ação Social (CEAS) desempenharam um papel crucial nesse processo, formando assistentes sociais com base em métodos científicos e sociológicos. Assistentes Sociais como Agentes de Justiça e Caridade. Os autores enfatizam que, embora o Serviço Social tenha evoluído para uma profissão técnica, ele ainda carrega elementos de sua origem assistencialista. Os assistentes sociais atuam como mediadores entre as instituições e a população, decidindo quem tem ou não direito a determinados serviços, o que os coloca em uma posição de "fiscalizadores da pobreza". Essa função pode ser vista tanto como um reforço das estruturas de poder existentes quanto como uma oportunidade para promover a justiça social, dependendo da postura ética e política do profissional.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-06-03 16:47:19 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/luizbrauna/Seso1930_40/wish/3477639749</guid>
      </item>
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         <title>Maria Eduarda Barbosa de Souza. </title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/luizbrauna/Seso1930_40/wish/3477836362</link>
         <description><![CDATA[<p><strong>SÍNTESE DO LIVRO: RELAÇÕES SOCIAIS E SERVIÇO SOCIAL NO BRASIL CAPÍTULO II , PARTE II. </strong></p><p><br/></p><p>No capítulo II, parte II da obra de Marilda Iamamoto e Raull de Carvalho, "Relações Sociais e Serviço Social no Brasil", os autores discutem as complexas interações entre as relações sociais e a prática do Serviço Social no contexto brasileiro. A análise se concentra na importância de compreender as dinâmicas sociais para uma intervenção eficaz. </p><p><br/></p><p>Os autores destacam que as relações sociais no Brasil são marcadas por desigualdades históricas, que se manifestam em diferentes esferas, como classe, raça e gênero. Essas desigualdades influenciam diretamente a formação das políticas sociais e o papel dos assistentes sociais. A compreensão dessas relações é essencial para que os profissionais possam atuar de maneira crítica e reflexiva.</p><p><br/></p><p>O Serviço Social no Brasil surgiu em um contexto de profundas transformações sociais , econômicas e políticas. Desde a década de 1930 , com a industrialização e urbanização aceleradas , o país enfrentou desafios como a pobreza , desigualdade e exclusão social. Nesse cenário , os assistentes sociais passaram a desempenhar um papel crucial na mediação de conflitos sociais e na promoção de políticas públicas.</p><p><br/></p><p>As relações sociais são definidas por interações entre indivíduos e grupos , influenciadas por fatores como classe social , raça , gênero e território. O Serviço Social busca entender essas relações para atuar efetivamente nas demandas da população. O assistente social deve estar atento às especificidades culturais e às realidades locais , promovendo uma prática profissional que respeite a diversidade.</p><p><br/></p><p>As práticas do Serviço Social no Brasil são variadas e abrangem áreas como saúde , educação , habitação e assistência social. Os profissionais atuam em diferentes contextos , desde instituições públicas até organizações não governamentais (ONGs). O objetivo é garantir direitos sociais e promover a inclusão , contribuindo para a construção de uma sociedade mais justa.</p><p><br/></p><p>Apesar dos avanços na atuação do Serviço Social , diversos desafios permanecem. A precarização do trabalho, a falta de recursos e a resistência à implementação de políticas públicas efetivas dificultam o trabalho dos assistentes sociais. Além disso , as desigualdades estruturais ainda se refletem nas condições de vida da população mais vulnerável.</p><p><br/></p><p>Com isso , as relações sociais no Brasil são complexas e diversificadas , refletindo as desigualdades históricas do país. O Serviço Social desempenha um papel fundamental na promoção da justiça social , mas enfrenta desafios significativos que exigem uma atuação crítica e comprometida dos profissionais da área. Para aprofundar o entendimento sobre esse tema , recomenda-se consultar obras relevantes sobre Serviço Social e suas práticas no contexto brasileiro.</p><p><br/></p><p>A obra de Iamamoto e Carvalho oferece uma reflexão profunda sobre as relações sociais no Brasil e sua implicação na prática do Serviço Social. Compreender essas dinâmicas é fundamental para que os profissionais atuem de forma eficaz na promoção da equidade social.</p><p><br/></p><p>••Referências••</p><p><br/></p><p>1. IAMAMOTO, Marilda; CARVALHO, Raul. "Relações Sociais e Serviço Social no Brasil". São Paulo: Cortez Editora, 2018.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-06-03 21:24:41 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Ellys Germana Santos Coelho/ síntese do livro: relações sociais e serviço social no Brasil capitulo II, Parte II.</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/luizbrauna/Seso1930_40/wish/3477994336</link>
         <description><![CDATA[<p>Protoformas do Serviço Social”, analisa as origens do Serviço Social no Brasil, destacando como a profissão emergiu em resposta às transformações sociais e econômicas do início do século XX.</p><p>Contexto Histórico e Social:</p><p>O Serviço Social no Brasil surgiu na década de 1930, durante a Era Vargas, período marcado por intensas mudanças políticas, sociais e econômicas. A industrialização e a urbanização aceleradas trouxeram à tona a “questão social” — as desigualdades e tensões resultantes das transformações no mundo do trabalho e nas relações sociais. Nesse contexto, o Estado buscou formas de controlar e mitigar os conflitos sociais emergentes, promovendo políticas de assistência social que visavam integrar as massas urbanas ao novo modelo de desenvolvimento.</p><p>Influência da Igreja Católica:</p><p>A Igreja Católica teve papel fundamental na institucionalização do Serviço Social no Brasil. Movimentos como o apostolado leigo e organizações como a Liga das Senhoras Católicas foram pioneiros na criação de instituições de caridade e assistência, que mais tarde se transformariam em escolas de formação profissional. Em 1936, foi fundada a primeira Escola de Serviço Social em São Paulo, sob forte influência católica, com o objetivo de formar profissionais capacitados para atuar nas políticas sociais emergentes. </p><p>Função Social do Serviço Social:</p><p>O Serviço Social foi concebido como uma resposta institucionalizada às demandas sociais geradas pelas contradições do capitalismo. A profissão buscava mediar as relações entre o capital e o trabalho, promovendo a integração dos trabalhadores ao sistema produtivo e atenuando os conflitos sociais. Assim, o assistente social atuava como um agente de reprodução das relações sociais, contribuindo para a manutenção da ordem social vigente. </p>]]></description>
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         <pubDate>2025-06-04 00:46:23 UTC</pubDate>
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         <title>ELLYS GERMANA SANTOS COELHO GRUPOS PIONEIROS E PRIMEIRAS ESCOLAS DE SERVIÇO SOCIAL NO BRASIL.</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/luizbrauna/Seso1930_40/wish/3478016737</link>
         <description><![CDATA[<p>Protoformas do Serviço Social, aborda a gênese do Serviço Social no Brasil, destacando os grupos pioneiros e as primeiras escolas que contribuíram para a institucionalização da profissão no país.</p><p>Grupos Pioneiros e as Primeiras Escolas de Serviço Social no Brasil</p><p>O surgimento do Serviço Social no Brasil está intrinsecamente ligado às transformações sociais e políticas ocorridas nas décadas de 1920 e 1930. Nesse período, a crescente industrialização e urbanização geraram novas demandas sociais, especialmente relacionadas à classe trabalhadora urbana. Em resposta a essas demandas, surgiram iniciativas de assistência social, muitas vezes vinculadas à Igreja Católica, que buscavam atender às necessidades emergentes da população.</p><p>Um dos marcos iniciais foi a fundação do Centro de Estudos e Ação Social (CEAS) em São Paulo, em 1932. O CEAS teve como objetivo principal a formação técnica especializada para a prestação de assistência social, promovendo cursos e atividades voltadas para a capacitação de profissionais na área. Essa iniciativa foi fundamental para a criação da primeira Escola de Serviço Social no Brasil, estabelecida em São Paulo em 1936. </p><p>Paralelamente, no Rio de Janeiro, também ocorreram esforços para sistematizar a atividade social. A atuação de grupos católicos e a influência de modelos europeus de assistência social contribuíram para a estruturação de práticas e instituições voltadas para o Serviço Social. Essas iniciativas culminaram na fundação de escolas e centros de formação que desempenharam papel crucial na consolidação da profissão no país.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-06-04 01:00:45 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/luizbrauna/Seso1930_40/wish/3478112626</link>
         <description><![CDATA[<p>SURGIMENTO DO SERVIÇO SOCIAL NO BRASIL</p><p><br/></p><p>O serviço social está ligado diretamente ao modelo de trabalho que o homem realiza na sociedade , quando o serviço social surge é pela necessidade de uma profissão que consiga controlar uma classe trabalhadora de se revoltar com as condições de trabalho que são impostas pelo modelo de produção capitalista, no Brasil a profissão até se consolidar passa por períodos de muita luta. No Brasil o serviço social surge na década de 1930, e por muito tempo a assistência social era vista com olhos de filantropia se baseando no modelo europeu que trazia a igreja como centro para exercer um serviço de caridade, a ideia de que a pobreza era algo moral do individuo fez a assistência social não receber a atenção necessária, foram criadas casas de acolhimento para garantir um atendimento para os pobres chamados de obras sociais para os que não tinham condições de pagar pelo serviço. A organização da classe trabalhadora na Europa foi uma maneira que contribuiu para surgir à profissão de serviço social também no Brasil, pois a classe estava buscando melhorias no âmbito de direitos civis e também direitos sociais, houve a organização da classe trabalhadora para pressionar o governo por melhorias, ai surge algumas conquistas da classe trabalhadora brasileira, como a CLT, o governo busca soluções para manter a classe trabalhadora sobre o controle do capital. Sabemos que tudo isso se monta através da forma que o trabalho está inserido na sociedade sabemos que o país sai de um modelo escravista e passa a se desenvolver um sistema que traz um novo modelo de produção capitalista, que os autores chamam de generalização do trabalho livre, que é justamente essa idéia de que o indivíduo é livre na sociedade, porém trata-se de uma ideologia criada para manipular o trabalhador para que não perceba quanto e explorado no processo da produção capitalista, a movimentação que traz a urbanização e a industrialização foram pontos específicos para se desenvolver as expressões da ‘’questão social”, que é o responsável para&nbsp;&nbsp; o surgimento dessa essa profissão, que se torna cada vez mais intensa com o crescimento do sistema capitalista, outro aspecto que aconteceu foi a mudança do capitalismo concorrencial para o capitalismo monopolista que foi essencial também para surgimento da profissão. A classe trabalhadora só consegue ser beneficiada quando ela se organiza e luta para isso, porém existe um viés grande sobre como o serviço social se mostra aos interesses da classe trabalhadora, se tratando do sistema capitalista, ele trabalha em prol de beneficiar uma classe específica que é a classe burguesa, o estado mesmo cedendo aos trabalhadores, existe uma boa parceria em atender cada vez&nbsp; mais a classe burguesa. Com isso o serviço social surge não para servir a uma classe que necessita de seus serviços e sim servir como controladora e mediadora da classe trabalhadora em beneficio da classe burguesa atendendo assim ao capital.</p><p>&nbsp;</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-06-04 01:55:50 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>karlavieira2</author>
         <link>https://padlet.com/luizbrauna/Seso1930_40/wish/3478114218</link>
         <description><![CDATA[<p>O Serviço Social no Brasil surgiu num momento de grandes mudanças, entre as décadas de 1920 e 1930, quando o país estava se urbanizando e industrializando rapidamente. Com isso, os problemas sociais aumentaram como as desigualdades, as dificuldades enfrentadas pelos trabalhadores, enfim, o que ficou conhecido como “questão social”.</p><p>Nesse contexto, a Igreja Católica teve um papel importante. Preocupada em perder espaço para ideias socialistas e para a organização dos trabalhadores, ela começou a investir em ações sociais, principalmente com os jovens. Um exemplo disso foi a criação da Juventude Operária Católica (JOC), que promovia ações com base na Doutrina Social da Igreja.</p><p>Em 1932, foi criado o Centro de Estudos e Ação Social (CEAS), que oferecia cursos para mulheres católicas atuarem em obras de assistência. A ideia era transformar a caridade em algo mais organizado e profissional.</p><p>Assim, o Serviço Social no Brasil começou com uma proposta conservadora, ligada à Igreja e voltada à assistência dos mais pobres. Com o tempo, essa prática foi evoluindo, ganhando um caráter mais técnico e científico, até se firmar como uma profissão que se compromete com a transformação social.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-06-04 01:56:46 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
         <enclosure url="https://youtu.be/vtXccY-MdoY?si=ONG-ve397wXhRUP8" />
         <pubDate>2025-06-04 02:03:17 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p><br/></p><p>GRUPOS PIONEIROS E PRIMEIRAS ESCOLAS DE SERVIÇO SOCIAL NO BRASIL</p><p><br/></p><p>Foi a partir do desenvolvimento do movimento laico que ocorreu a multiplicação das ações embrionárias, tomando características de apostolado social, tudo isso era para organizar a contenção da classe trabalhadora, houve movimentos de organizar a juventude católica para agir na classe operaria, os autores trazem o CEAS&nbsp; que é considerado uma&nbsp; manifestação original do serviço social que surge no Brasil em 1932, ele trás um “curso intensivo de formação social para moças”, o curso fazia um apelo&nbsp; para a organização de uma ação social visando o bem estar da sociedade, projetava a mulher sobre a idéia de serem idéias para realizar tarefas de cunho educativas e caridosas. Em 1936 com esses esforços e a participação hierárquica que surge às primeiras escolas de serviço social no Brasil a escola de serviço social de São Paulo, a partir daí foram se dando algumas conquistas, buscou-se uma demanda por uma formação técnica habilitada, a criação de cargos fiscais femininos para o trabalho de mulheres e menores. Em 1940 surge o instituto de serviço social como desmembramento da escola de serviço social, que eram destinadas a formar trabalhadores socias para atuar no sérvio social do trabalho. No Rio de Janeiro foi onde mais se desenvolveu a infra-estrutura de serviços básicos e de serviços assistências com a forte participação do Estado e foi&nbsp;muito importante para a institucionalização da profissão no país.&nbsp;E por algum tempo a concentração de assistentes diplomados se limitara ao Rio de Janeiro e São Paulo.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-06-04 02:04:42 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title></title>
         <author>karlavieira2</author>
         <link>https://padlet.com/luizbrauna/Seso1930_40/wish/3478129142</link>
         <description><![CDATA[<p>Contexto histórico:</p><ul><li><p>Surgimento do Serviço Social no Brasil: décadas de 1930–40.</p></li><li><p>Forte influência da Igreja Católica.</p></li><li><p>Objetivo: conter os conflitos sociais e orientar moralmente os pobres.</p></li></ul><p><br/></p><p>Grupos pioneiros:</p><ul><li><p><strong>Ação Católica / JOC:</strong><br>Formavam lideranças religiosas para atuar com trabalhadores e combater o avanço do socialismo.</p></li><li><p><strong>Conferência de São Vicente de Paulo / Liga das Senhoras Católicas:</strong><br>Mulheres da elite faziam caridade e assistência, com tentativa de tornar isso mais técnico.</p></li></ul><p><br/></p><p>Primeiras escolas de Serviço Social:</p><ul><li><p><strong>PUC-SP (1936):</strong><br>Ensino baseado na moral cristã e na disciplina.</p></li><li><p><strong>PUC-Rio (1937):</strong><br>Formação de mulheres da elite para assistência pública.</p></li><li><p><strong>UFPE (Recife):</strong><br>Seguiu o modelo conservador das anteriores.</p></li></ul><p><br/></p><p>Esses grupos e escolas ajudaram a consolidar o Serviço Social como profissão no Brasil, mas num formato conservador, ligado à Igreja e com o objetivo de manter a ordem social. Mais tarde, essa visão começou a ser questionada e o Serviço Social passou por mudanças, buscando uma atuação mais crítica e comprometida com a transformação social.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-06-04 02:05:51 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Alvanessa de Lima Luiz </title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p>O surgimento do serviço social no Brasil:</p><p>A profissão surge com a ascensão da sociedade burguesa nas primeiras décadas do século XIX. Assim, com o aparecimento de classe sociais, a burguesia necessitava de um profissional que cuidasse da área social assistindo a classe proletária. Dessa forma, a classe dominante exerceria um certo “controle” sobre os proletários.</p><p>Quando o Serviço Social surgiu no Brasil, o País caminhava rumo a um intenso processo de industrialização e um avanço significativo rumo ao desenvolvimento econômico, social, político e cultural. Tornando, assim, mais intensa também as relações sociais peculiares ao sistema social capitalista.</p><p>•Nesse contexto, foi feita uma série de medidas de políticas sociais, como uma forma de enfrentamento das múltiplas questões sociais, ao mesmo tempo em que o Estado conseguia a adesão dos trabalhadores, da classe média e dos grupos dominantes, estes, donos do capital. O governo populista adotava, ao mesmo tempo, mecanismos de centralização político-administrativa, que favoreciam o aumento da produção, dando condições para a expansão e a acumulação capitalista.</p><p>•Na época, o Serviço Social era concebido como uma “missão”, um “serviço” à sociedade, que estava na dependência de uma “vocação” específica de seus agentes, a quem competiria, segundo expressões muito utilizadas na época, “fazer o bem-feito”. Isso significava realizar um trabalho de ajuda com competência técnica, com base em princípios filosóficos e morais, que seriam transmitidos aos assistentes sociais, através da educação.</p><p>Atravez dos modelos franceses e italianos (sindicalismo católico, liga eleitoral, ação católica, dentre outros) o movimento católico manteve uma participação intensa na disputa por hegemonia na sociedade brasileira no que se refere ao campos social/assistencial.</p><p>Relacionando o Serviço Social com a questão social e com as políticas sociais do Estado, tornou-se necessário o debate de alguns elementos da problemática do Estado.</p><p>•O serviço social no Brasil não pode ser compreendido isoladamente, mas sim em articulação com os processos históricos e sociais que moldaram sua constituição. Sua trajetória reflete as tensões entre a reprodução das relações sociais capitalistas e a busca por práticas profissionais comprometidas com a emancipação social.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-06-04 02:12:46 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title></title>
         <author>karlavieira2</author>
         <link>https://padlet.com/luizbrauna/Seso1930_40/wish/3478154318</link>
         <description><![CDATA[<p>No começo da profissão, os assistentes sociais atuavam em espaços bem definidos, quase sempre ligados à Igreja ou a instituições de caridade. Esses primeiros campos de trabalho incluíam orfanatos, abrigos, hospitais, creches e centros comunitários mantidos por obras religiosas. O foco principal era ajudar os pobres, mas essa ajuda vinha sempre acompanhada de um tom moral, como se fosse preciso “educar” essas pessoas para que se ajustassem à ordem social vigente.</p><p>Outro espaço importante de atuação foi o das fábricas e empresas, especialmente nos setores voltados ao bem-estar dos trabalhadores. Nesses lugares, os assistentes sociais ajudavam a resolver conflitos entre patrões e empregados, mas sempre com a ideia de manter a paz social, incentivar a produtividade e evitar tensões que pudessem ameaçar a ordem. A atuação era mais como uma ponte entre os interesses dos empresários e as necessidades dos operários, sem questionar muito a estrutura que gerava as desigualdades.</p><p>Também houve uma presença significativa na área da saúde, em hospitais e postos de atendimento, onde o trabalho era voltado a organizar e acompanhar os atendimentos a famílias pobres. E nas escolas, a atuação era muito voltada para a chamada “orientação familiar”, ou seja, tentava-se ajudar as famílias a se comportarem dentro dos padrões considerados corretos na época, geralmente baseados em valores cristãos e conservadores.</p><p>Com o tempo, o Estado também passou a empregar assistentes sociais em órgãos públicos, especialmente durante o governo de Getúlio Vargas. O objetivo era claro: usar o Serviço Social como uma forma de controlar e atender minimamente às demandas sociais, sem mudar muito a estrutura social em si. Ou seja, tratava-se de amenizar os problemas, mas não de combatê-los na raiz.</p><p>No geral, a prática dos primeiros assistentes sociais era bastante moralista e conservadora. A pobreza era vista como resultado de falhas individuais, e não como consequência das desigualdades do sistema. Mesmo assim, já havia uma tentativa de tornar a prática mais técnica, com uso de entrevistas, relatórios e outras ferramentas que indicavam um certo nível de profissionalização.</p><p>Foi só mais tarde, com as mudanças políticas e sociais no Brasil e a entrada de uma visão mais crítica e comprometida com a transformação social, que a profissão começou a se reinventar. Esse processo é abordado nas partes seguintes do livro, onde os autores mostram como o Serviço Social passou a buscar um outro rumo, mais comprometido com a luta por direitos e justiça social.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-06-04 02:18:40 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Vídeo sobre o surgimento do serviço social no Brasil </title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2025-06-04 02:23:01 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>karlavieira2</author>
         <link>https://padlet.com/luizbrauna/Seso1930_40/wish/3478169646</link>
         <description><![CDATA[<p>No começo, o discurso do Serviço Social no Brasil era bem moralista e tinha uma pegada religiosa forte. A ideia dominante era que os problemas sociais, como a pobreza ou a desorganização familiar, vinham de falhas pessoais, como se fossem culpa do indivíduo, e não de um sistema injusto e desigual. Assim, o papel do assistente social era “corrigir” comportamentos e ensinar os pobres a se comportarem de acordo com as normas da sociedade.</p><p>Esse jeito de pensar estava muito ligado à influência da Igreja Católica. O assistente social era visto quase como um missionário: alguém que orientava, cuidava e “resgatava” moralmente as pessoas mais vulneráveis, sempre com base em valores cristãos. Até havia uma preocupação com a dignidade humana, mas dentro de uma lógica conservadora, que não mexia nas estruturas que causavam a desigualdade.</p><p>Além disso, se falava muito em ordem, disciplina e paz social. O Serviço Social era usado muitas vezes como uma forma de controle, como por exemplo, dentro das fábricas, ajudando a manter a harmonia entre patrões e empregados, evitando conflitos como greves.</p><p>Mesmo com toda essa base conservadora, já começava a aparecer uma vontade de profissionalização. O discurso começava a valorizar métodos, técnicas, entrevistas, relatórios, tudo para mostrar que o trabalho não era só caridade, mas uma prática especializada.</p><p>Com o tempo, esse discurso foi sendo questionado, principalmente com a entrada de ideias mais críticas e marxistas, que começaram a debater o verdadeiro papel do Serviço Social dentro de uma sociedade capitalista e desigual.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-06-04 02:26:28 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>karlavieira2</author>
         <link>https://padlet.com/luizbrauna/Seso1930_40/wish/3478191848</link>
         <description><![CDATA[<p>De acordo com o texto da Marilda Iamamoto e do Raul de Carvalho, quando eles falam em “modernos agentes da justiça e da caridade”, estão se referindo ao jeito como os primeiros assistentes sociais foram pensados naquele contexto bem conservador da época, muito ligado à Igreja Católica.</p><p>Esses profissionais surgiram como uma ponte entre os pobres e o Estado, não só para oferecer ajuda prática, mas também para orientar moralmente essas pessoas. A ideia era “fazer justiça”, sim, mas dentro de uma lógica de caridade cristã, sempre reforçando a ordem social.</p><p>Mesmo com um discurso mais moderno, que falava de técnicas, métodos e formação especializada, o trabalho ainda carregava um papel de controle social. No fundo, era sobre adaptar os indivíduos às regras e padrões da sociedade da época. Ou seja, eram “modernos” na forma, mas tradicionais no conteúdo e na aplicação das práticas.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-06-04 02:38:06 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/luizbrauna/Seso1930_40/wish/3478208468</link>
         <description><![CDATA[<p>CAMPOS DE AÇÃO E PRATICAS DOS PRIMEIROS ASSISTENTES SOCIAIS</p><p><br/></p><p><br/></p><p>Os primeiros assistentes sociais no Brasil foram atuar sobre as demandas sociais e políticas que existiam na época, a partir da década de 1930 quando ocorre à institucionalização da profissão no Brasil, com isso eles atuavam no nível de filantropia, onde eram influenciadas pela benevolência da igreja, e uniam caridade com vocação religiosa, também atuaram na saúde publica e previdência social para facilitar o acesso aos serviços oferecidos por essas instituições. E como essas ações estavam ligadas a classe trabalhadora, tinha visitas domiciliares, bibliotecas infantis, reuniões educativas para adultos, curso de formação moral e domestica para a mulher do lar, era um tipo de assistência para regularizar a situação com soluções provisórias. Outros campos também foram sendo preenchidas com o serviço social, a educação e formação profissional, a infância, na indústria e nas relações de trabalho. E o inicio quem se debruçava sobre os cuidados da assistência social eram famílias operarias especialmente mulher e crianças, eram feitas visitas e encaminhamento que pouco efeito tinha, e as atividades que se realizavam eram sempre de cunho educativo, que servia para manter o controle da classe trabalhadora para favorecer o capital, sempre trazendo a culpa para o individuo e tratando os problemas com cunho moral.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-06-04 02:47:32 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Grupos pioneiros e primeiras escolas de serviço social no Brasil </title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/luizbrauna/Seso1930_40/wish/3478219248</link>
         <description><![CDATA[<p>A criação das primeiras escolas de Serviço Social foi fortemente influenciada pela Igreja Católica e por modelos europeus, especialmente o belga e o francês. O objetivo inicial era formar profissionais capacitados para atuar em instituições de caridade, assistência social e apoio à população pobre.</p><p><strong>Grupos Pioneiros no Serviço Social Brasileiro</strong></p><p>Os grupos pioneiros que estiveram à frente da criação e consolidação do Serviço Social no Brasil eram formados majoritariamente por:<strong>Mulheres da elite católica</strong>, que já atuavam em atividades filantrópicas e buscavam profissionalizar essa atuação.<strong>Religiosas e membros da Igreja Católica</strong>, especialmente ligados à Ação Católica, com forte influência doutrinária e moral.<strong>Setores conservadores da sociedade</strong>, que viam no Serviço Social um meio de controlar as tensões sociais causadas pela urbanização e industrialização crescentes.</p><p><strong>Primeiras Escolas de Serviço Social no Brasil</strong></p><ol><li><p><strong>Escola de Serviço Social de São Paulo (PUC-SP) – 1936</strong></p></li><li><p><strong>Escola de Serviço Social do Rio de Janeiro 1936</strong></p></li><li><p><strong>Escola de Serviço Social de Porto Alegre – 1937</strong></p></li><li><p><strong>Escola de Serviço Social de Salvador – 1941</strong></p></li><li><p><strong>Escola de Serviço Social de Belo Horizonte – 1947</strong></p></li></ol><ul><li><p>Forte <strong>influência da Doutrina Social da Igreja Católica </strong></p></li><li><p><strong>Seguia o modelo europeu de assistencialismo e filantropia </strong></p></li></ul>]]></description>
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         <pubDate>2025-06-04 02:53:52 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/luizbrauna/Seso1930_40/wish/3478255852</link>
         <description><![CDATA[<p>ELEMENTOS DO DISCURSO DO SERVIÇO SOCIAL</p><p><br/></p><p>O discurso sempre foi voltado para ideia da caridade que era trazida pela igreja católica, a ideia do favor era fortemente atrelada a essa pratica e tratar o individuo como sendo ele mesmo causador de seus problemas sociais, foram sendo criadas em contextos históricos que sempre favoreciam as classes dominantes um discurso de que tinha que focar no problema individual de cada pessoal trazendo assim a responsabilidade para o individuo, com isso o discurso era de disciplinar e adaptar o individuo para servir a sociedade voltados a manutenção da ordem social. Quando ocorre um discurso mais moderno em 1960 surge esse discurso tecnocrático, que chega com a necessidade de promover um bem- estar social, e com isso a profissionalização e criada, já na década de 1970 entra em cena o discurso critico que é onde ocorre a ruptura de uma visão conservadora e passa a usar o marxismo como forma de criticar o modo de produção capitalista e buscar na sua essência o problema na sua raiz, romper com a ideia de que&nbsp; individuo e culpado por todos os problemas que os rodeiam e como bem sabemos o grande causador disso tudo e o modo de trabalho a qual a sociedade está inserida, um sistema que causa as expressões da “questão social” &nbsp;&nbsp;e que favoreceu para o surgimento dessa profissão.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-06-04 03:14:24 UTC</pubDate>
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         <title>Campos de ação e práticas dos primeiros assistentes sociais </title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/luizbrauna/Seso1930_40/wish/3478267967</link>
         <description><![CDATA[<p>Os primeiros assistentes sociais, especialmente no contexto brasileiro entre as décadas de 1930 e 1960, atuaram em campos e práticas marcadamente influenciados por uma abordagem <strong>filantrópica, religiosa e higienista</strong>. Com o reconhecimento da profissão em 1936 e a criação da primeira escola de Serviço Social em 1936 (PUC-SP), o Serviço Social começou a se institucionalizar.</p><p><strong>Principais campos de ação dos primeiros assistentes sociais:</strong></p><ol><li><p><strong>Instituições religiosas e filantrópicas:</strong></p><ul><li><p>Obras católicas e protestantes.</p></li><li><p>Atendimento a pobres, órfãos, idosos e doentes.</p></li><li><p>Promoção de “boas condutas” morais e sociais.</p></li></ul></li><li><p><strong>Hospitais e serviços de saúde:</strong></p><ul><li><p>Apoio a pacientes e familiares.</p></li><li><p>Encaminhamentos para instituições de caridade.</p></li><li><p>Promoção da "higiene mental" e da assistência moral.</p></li></ul></li><li><p><strong>Educação e escolas:</strong></p><ul><li><p>Atuação com crianças e adolescentes.</p></li><li><p>Intervenções voltadas à disciplina e moral.</p></li><li><p>Apoio a famílias “desestruturadas”.</p></li></ul></li><li><p><strong>Sistema judiciário e menores infratores:</strong></p><ul><li><p>Assistência a menores em situação de abandono ou conflito com a lei.</p></li><li><p>Ações com foco na moralização e reeducação.</p></li></ul></li><li><p><strong>Fábricas e empresas (Serviço Social do Trabalho):</strong></p><ul><li><p>Apoio aos trabalhadores e suas famílias.</p></li><li><p>Mediação entre patrão e empregado.</p></li><li><p>Melhoria das condições de vida para aumentar a produtividade.</p></li></ul></li></ol><p><strong>Principais práticas e enfoques:</strong></p><ul><li><p><strong>Enfoque moral e normativo:</strong> Intervenções visavam à "reeducação" e "ajuste" dos assistidos à ordem social vigente.</p></li><li><p><strong>Caráter caritativo e assistencialista:</strong> Influência da Igreja Católica, com foco na ajuda individual e imediata.</p></li><li><p><strong>Trabalho de visita domiciliar:</strong> Central para conhecer a realidade das famílias e aplicar os critérios morais da assistência.</p></li><li><p><strong>Documentação e registros sociais:</strong> Formação técnica com base em métodos da época (como estudo de caso).</p></li><li><p><strong>Orientação social:</strong> Educação das famílias sobre higiene, moral, bons costumes, religiosidade.</p></li></ul><p>Essas práticas iniciais foram importantes para consolidar o espaço profissional do assistente social, ainda que hoje muitas sejam criticadas por seu caráter conservador e por reforçar desigualdades. Com o tempo, especialmente a partir dos anos 1970, o Serviço Social passou por uma <strong>reorientação teórico-metodológica</strong>, aproximando-se do <strong>materialismo histórico-dialético</strong>, do compromisso com os direitos sociais e da luta por transformação social.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-06-04 03:21:50 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Síntese do livro: &quot;Relações Social e Serviço Social no Brasil&quot; Cap. II, Parte II                                                Kiara Julia Ramos Da Cruz  </title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/luizbrauna/Seso1930_40/wish/3478954704</link>
         <description><![CDATA[<p>Esse capítulo fala sobre como o Serviço Social surgiu e se desenvolveu dentro da sociedade, mostrando que ele não é uma prática isolada, mas sim faz parte da divisão social do trabalho. Isso quer dizer que ele existe dentro do sistema capitalista, onde o trabalho é dividido entre várias profissões, cada uma cumprindo um papel.</p><p>O Serviço Social aparece quando a sociedade começa a ter muitos problemas sociais causados pelas desigualdades do capitalismo, como pobreza, desemprego e falta de acesso a direitos básicos. Assim, surge a necessidade de profissionais que ajudem a organizar e mediar esses problemas.</p><p>Pontos principais:</p><p>O Serviço Social não nasce de uma escolha pessoal ou de boa vontade, mas como uma necessidade da própria sociedade capitalista de lidar com as questões sociais que ela mesma produz.</p><p>O assistente social é um trabalhador assalariado, assim como outros profissionais, e seu trabalho é parte da divisão do trabalho na sociedade.</p><p>O profissional atua diretamente nas expressões da questão social, tentando minimizar os efeitos da desigualdade, mas sem, necessariamente, acabar com ela, porque isso exige mudanças mais profundas na estrutura da sociedade.</p><p>A atuação do Serviço Social, apesar de ter um lado de ajuda e proteção, também serve para manter, de certa forma, a ordem social, ajudando o sistema a continuar funcionando, mesmo com os problemas.</p><p>É importante entender que, além de atender as demandas imediatas (como acesso a benefícios e serviços), o Serviço Social também pode ter um papel crítico, ajudando na luta por direitos e transformações sociais.</p><p>O Serviço Social faz parte do funcionamento da sociedade capitalista. Ele surge para lidar com os problemas sociais que o próprio sistema cria, como pobreza e exclusão. O assistente social, dentro da divisão social do trabalho, tenta ajudar as pessoas, mas também percebe que esses problemas só acabam com mudanças maiores na sociedade.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-06-04 13:58:40 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Campos de ação e práticas dos primeiros assistentes sociais</title>
         <author>marialuz19</author>
         <link>https://padlet.com/luizbrauna/Seso1930_40/wish/3478960384</link>
         <description><![CDATA[<p>A atuação dos primeiros assistentes sociais estava presente em instituições religiosa, de saúde e de educação e também em órgãos públicos e entidades filantrópicas que atuavam na pratica da caridade. Em seus campos de ações o trabalho se resumia a:  atendimento a famílias mais pobres, distribuição de benefícios como alimentos, medicamento e até roupas, encaminhamentos para a obtenção de serviços públicos e trabalhos em hospitais, prisões, escolas e creches.</p><p>Como Sua gênese, marcada pela presença e influência da igreja católica, o trabalho do assistente social não poderia fugir a esses preceitos e as assistentes sociais exerciam sua pratica numa perspectiva individualiza te, que mais buscava a apartar os usuários a ordem social do capital. Buscando sempre moralizar e orientar os usuários atendidos, sem questionar ou se opor as causas do sistema capitalista que mutiplicavam essas desigualdades.</p><p>Iamamoto, Marilda Villcla</p><p><br/></p><p>Relações sociais e serviço social no Brasil: esboço de uma interpretação histórico-metodológica / Marilda Villela Iamamoto</p><p><br/></p><p>Raul de Carvalho. - 19. ed. - São Paulo " : Cortez; [Lima, Peru]: CELATS, 2006</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-06-04 14:03:48 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/luizbrauna/Seso1930_40/wish/3478960384</guid>
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      <item>
         <title>Grupos pioneiros e primeiras escolas de Serviço Social no Brasil</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/luizbrauna/Seso1930_40/wish/3478962377</link>
         <description><![CDATA[<p>Igreja Católica: Foi a grande precursora do Serviço Social no país. Por meio das Ações Sociais Católicas, promoveu a formação de profissionais para atuar na assistência aos pobres, trabalhadores e famílias.</p><p>Organizações de caridade: Irmãs religiosas, organizações filantrópicas e ligas beneficentes foram fundamentais na assistência e na organização dos primeiros cursos.</p><p>Movimento Operário: Indiretamente, a pressão dos trabalhadores urbanos por melhores condições de vida e trabalho também estimulou o surgimento do Serviço Social.</p><p>Estado: A partir da década de 1930, o governo começou a institucionalizar políticas sociais, o que demandou formação profissional para atuar nelas.</p><p> Primeiras escolas de Serviço Social no Brasil:</p><p>1. Escola de Serviço Social de São Paulo (PUC-SP) — 1936</p><p>Primeira escola de Serviço Social no Brasil. Fundada com forte influência da Igreja Católica e da Doutrina Social Cristã.</p><p>2. Escola de Serviço Social do Rio de Janeiro (PUC-Rio) — 1937</p><p>Também ligada à Igreja Católica, foi pioneira na formação de assistentes sociais na capital do país na época.</p><p>3. Escola de Serviço Social de Porto Alegre (PUCRS) — 1938</p><p>Atendia à região sul, também com orientação cristã e filantrópica.</p><p>4. Escola de Serviço Social de Belo Horizonte (PUC Minas) — 1947</p><p>Expandiu a formação para o estado de Minas Gerais, com os mesmos princípios das anteriores.</p><p> Características das primeiras escolas:</p><p>Formação voltada para ações assistenciais e filantrópicas.</p><p>Influência religiosa, sobretudo da Igreja Católica.</p><p>Preocupação com a questão social, mas ainda limitada a uma visão moralizante e assistencialista.</p><p>Enfoque na caridade e na ajuda aos mais necessitados, sem, inicialmente, uma análise crítica das causas estruturais da pobreza.</p><p> Evolução posterior:</p><p>A partir da década de 1960, o Serviço Social brasileiro passou por uma transformação, especialmente com o Movimento de Reconceituação, que buscou romper com o modelo assistencialista e incorporar uma visão crítica, fundamentada no materialismo histórico e na análise das contradições sociais.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-06-04 14:05:44 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Campos de ação e prática dos primeiros assistentes socias</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/luizbrauna/Seso1930_40/wish/3478965399</link>
         <description><![CDATA[<p>campos de ação e práticas dos primeiros assistentes sociais no Brasil:</p><p>Quando o Serviço Social começou no Brasil, lá por volta da década de 1930, os assistentes sociais trabalhavam muito ligados à Igreja Católica. Eles atuavam principalmente ajudando famílias pobres, crianças, idosos e doentes. O foco era muito na caridade, na ajuda individual, tentando resolver os problemas das pessoas, mas sem questionar muito as causas desses problemas.</p><p>Os principais lugares onde eles atuavam eram as instituições de caridade, hospitais, igrejas, escolas e também em órgãos públicos que começavam a se organizar para cuidar das questões sociais.</p><p>Nessa época, o trabalho deles era muito voltado pra orientação, visitas domiciliares, distribuição de cestas, roupas, remédios e apoio nas questões familiares. Era um trabalho bem mais assistencialista, ou seja, ajudavam ali na necessidade imediata, sem necessariamente buscar transformar a realidade.</p><p>Com o tempo, isso foi mudando, e o Serviço Social começou a se organizar de uma forma mais crítica, entendendo que os problemas das pessoas também estão ligados às questões sociais, políticas e econômicas.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-06-04 14:07:45 UTC</pubDate>
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         <title>Elementos do discurso do Serviço Social</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/luizbrauna/Seso1930_40/wish/3478969927</link>
         <description><![CDATA[<p>O Serviço Social no Brasil carrega um discurso muito ligado à luta pelos direitos, à justiça social e à defesa dos mais vulneráveis. Quando a gente fala disso, não é só papo bonito, é na prática mesmo, no dia a dia, buscando garantir que as pessoas tenham acesso a direitos como saúde, educação, moradia e assistência.</p><p>O discurso do serviço social sempre esteve muito ligado às mudanças sociais. No começo, lá atrás, ele tinha uma pegada mais assistencialista, muito ligado à caridade, à igreja e à ajuda aos pobres. Só que, com o tempo, os assistentes sociais começaram a perceber que não dava pra ficar só "ajudando" sem entender as causas dos problemas, que estão no próprio sistema, na desigualdade, na falta de oportunidade e nas injustiças que fazem parte da nossa sociedade.</p><p>Então, hoje, quando a gente fala do discurso do Serviço Social, ele tá muito mais comprometido com a transformação da realidade social. A profissão tem um lado crítico, que não se conforma com as coisas do jeito que estão, e que luta junto com a população pelos seus direitos.</p><p>Além disso, o discurso da nossa profissão defende muito a questão da ética, do respeito às diferenças, da valorização da dignidade humana e da construção de uma sociedade mais justa e igualitária. A gente não tá ali pra julgar ninguém, mas sim pra entender cada realidade e buscar, junto com a pessoa, alternativas e caminhos pra enfrentar as dificuldades.</p><p>O discurso do Serviço Social no Brasil é um discurso de luta, de resistência, de defesa dos direitos e, principalmente, de acreditar que é possível transformar a realidade, por mais difícil que ela seja.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-06-04 14:11:56 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Elementos do discurso do serviço social</title>
         <author>marialuz19</author>
         <link>https://padlet.com/luizbrauna/Seso1930_40/wish/3478973014</link>
         <description><![CDATA[<p>Como não poderia fugir aos conceitos de sua formação, o servi;o social assumia um discurso que era visivelmente influenciado pela: Doutrina social da igreja católica, uma valorização dada a ordem, da família e da moral e bons costumes, tinha como foco a caridade, a regeneração moral do individuo pobre e a disciplina e também defendia em seus discurso uma defesa para a existência permanente da harmonia entre as classes sociais.</p><p>Esse discurso tornava o servi;o social em um instrumento de pacificação social, reiterando a ideia católica de que a pobreza era um resultado eminente de falhas morais de cada indivíduo ao invés de falhas estruturais do sistema. Dessa forma os primeiros profissionais compreendam sua profissão como uma missão vocacional que baseava-se em servir ao próximo através dos valores cristãos perpetuados pela igreja católica.</p><p><br/></p><p>Iamamoto, Marilda Villcla</p><p>Relações sociais e serviço social no Brasil: esboço de uma interpretação histórico-metodológica / Marilda Villela Iamamoto</p><p>Raul de Carvalho. - 19. ed. - São Paulo " : Cortez; [Lima, Peru]: CELATS, 2006</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-06-04 14:14:29 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/luizbrauna/Seso1930_40/wish/3478973014</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Modernos agentes da justiça e da caridade.</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/luizbrauna/Seso1930_40/wish/3478980029</link>
         <description><![CDATA[<p>“Os modernos agentes da justiça e da caridade são todas as pessoas, grupos e instituições que, nos dias de hoje, trabalham pra ajudar quem precisa e pra fazer a diferença na vida dos outros, buscando um mundo mais justo e humano.</p><p>Antigamente, esse trabalho era feito mais por pessoas da igreja, vizinhos ou pela própria comunidade. Mas hoje, além deles, existem vários agentes que fazem esse papel, como as ONGs, os projetos sociais, os movimentos sociais, os centros de apoio, os profissionais como assistentes sociais, psicólogos, advogados, defensores públicos e até empresas que fazem ações solidárias.</p><p>Por exemplo, tem ONGs que cuidam de crianças em situação de risco, movimentos que lutam pelos direitos das mulheres, dos negros, das pessoas com deficiência, das populações indígenas e da comunidade LGBTQIA+. Tem também grupos que ajudam moradores de rua, distribuem alimentos, oferecem cursos, ajudam na saúde e até no acesso à educação.</p><p>Esses agentes não estão só preocupados em doar coisas, mas também em lutar contra as injustiças, buscando resolver os problemas pela raiz, como a fome, a desigualdade, o preconceito e a falta de oportunidades.</p><p>Ser um agente da justiça e da caridade hoje é isso: se colocar no lugar do outro, ajudar, acolher e também lutar pra que, no futuro, ninguém precise mais passar por situações de sofrimento e exclusão.”</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-06-04 14:19:58 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Modernos agentes da justiça e da caridade </title>
         <author>marialuz19</author>
         <link>https://padlet.com/luizbrauna/Seso1930_40/wish/3478992530</link>
         <description><![CDATA[<p>O serviço social nasce dentro da projeção da igreja católica de intervir nas ações de desordem social oriundas do sistema capitalista. Para tanto a igreja arquiteta um bloco católico que pretendia influenciar o Estado e a sociedade num momento oportuno em se desenvolviam a classe operária e avançavam os pensamentos socialistas. Preocupada com  a questão social a  igreja funda escolas e instituições com a  missão de formar assistentes sociais dentro dos princípios morais e religiosos da doutrina cristã. Com objetivo eminente de conter os conflitos sociais promovendo assistência e moralização para os mais pobres. Garantindo a ordem para o Estado e o combate a pensamentos tidos pela igreja como subversivos. Dessa forma compreendemos que o serviço social servia a um projeto de controle e contenção social que garantia a manutenção do sistema capitalista.</p><p>A pratica profissional como já ressaltado antes era compreendida como uma vocação que buscava inspiração no humanismo cristão. O assistente social era portanto o profissional que era dotado de compaixão, empatia e espírito de sacrifício, que tinha como meta a dedicação em fazer o bem ao próximo.</p><p>Esse humanismo cristão acreditava na ideia de que todos os indivíduos merecem dignidade, mas com uma lógica individual, sem intervir ou questionar as causas reais e estruturais da pobreza. A vocação era a base da profissão, que reforçava o caráter moral, caritativo e missionário.</p><p><br/></p><p>Iamamoto, Marilda Villcla</p><p>Relações sociais e serviço social no Brasil: esboço de uma interpretação histórico-metodológica / Marilda Villela Iamamoto</p><p>Raul de Carvalho. - 19. ed. - São Paulo " : Cortez; [Lima, Peru]: CELATS, 2006</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-06-04 14:30:50 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/luizbrauna/Seso1930_40/wish/3478992530</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Síntese- Surgimento do Serviço Social no Brasil.</title>
         <author>santosloranny</author>
         <link>https://padlet.com/luizbrauna/Seso1930_40/wish/3479017203</link>
         <description><![CDATA[<p>&nbsp;O Serviço Social no Brasil surgiu na década de 1930, em meio a grandes transformações econômicas e sociais, como a rápida industrialização, urbanização e o avanço do capitalismo. Nesse período, a chamada “questão social” ganhou força, expressando as desigualdades e os conflitos gerados pela exploração do trabalho e o crescimento da classe trabalhadora nas cidades. A profissão não surgiu como uma resposta neutra ou popular, mas foi uma iniciativa principalmente da Igreja Católica e de setores da burguesia, que buscavam controlar esses efeitos sociais sem alterar as causas profundas das desigualdades. A Igreja Católica teve papel importante, investindo em ações sociais baseadas na caridade e na moral cristã, para conter o avanço das ideias socialistas e organizar a população pobre. As primeiras escolas de Serviço Social, criadas a partir de 1936, refletiam essa orientação conservadora, preparando profissionais para atuar na assistência dos pobres com foco na disciplina e adaptação à ordem social vigente. &nbsp;</p><p> &nbsp;&nbsp;Durante o governo de Getúlio Vargas, o Serviço Social ganhou maior legitimidade e passou a integrar as políticas públicas, consolidando sua profissionalização. No entanto, essa implantação trouxe contradições, já que a profissão passou a atuar dentro dos interesses do Estado burguês, funcionando tanto para atender às necessidades da população quanto para manter a ordem capitalista e controlar a força de trabalho.&nbsp;</p><p> &nbsp;Assim, o Serviço Social brasileiro tem uma origem marcada pela mediação da “questão social” dentro de uma lógica conservadora e assistencialista, fortemente influenciada pela Igreja e pelo Estado, e enfrenta até hoje o desafio de refletir criticamente sobre seu papel histórico e social</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-06-04 14:52:40 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/luizbrauna/Seso1930_40/wish/3479017203</guid>
      </item>
      <item>
         <title>ELLYS GERMANA SANTOS COELHO</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/luizbrauna/Seso1930_40/wish/3479032802</link>
         <description><![CDATA[<p>Os primeiros assistentes sociais no Brasil estavam predominantemente inseridos em instituições assistenciais vinculadas à Igreja Católica, como a Associação das Senhoras Brasileiras e a Liga das Senhoras Católicas. Essas instituições surgiram como respostas às desigualdades sociais geradas pelo processo de urbanização e industrialização, buscando atenuar as condições de vida da classe trabalhadora. A atuação dos assistentes sociais nesses contextos era marcada por práticas assistencialistas, alinhadas aos valores cristãos e voltadas para a caridade.</p><p>Além disso, os assistentes sociais desempenhavam um papel de mediação entre os trabalhadores e o Estado, sendo frequentemente incorporados ao aparelho estatal para implementar políticas sociais. Essa inserção refletia a função do Serviço Social na reprodução das relações sociais, atuando como instrumento de controle social e manutenção da ordem vigente </p><p>A formação dos assistentes sociais também estava vinculada a essas instituições, que ofereciam cursos e treinamentos baseados na doutrina social da Igreja, visando capacitar profissionais para atuar nas ações assistenciais. Essa formação inicial era limitada e voltada para a prática assistencial, sem uma base teórica crítica que permitisse uma compreensão mais ampla das questões sociais.</p><p>Portanto, os primeiros assistentes sociais no Brasil estavam inseridos em campos de atuação voltados para a assistência social, com práticas assistencialistas e uma formação vinculada às instituições religiosas. Sua atuação refletia as relações sociais da época, caracterizadas por desigualdades e pela necessidade de controle social, desempenhando um papel importante na consolidação do Serviço Social como profissão no país.</p><p>Fontes</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-06-04 15:08:32 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/luizbrauna/Seso1930_40/wish/3479032802</guid>
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      <item>
         <title>Grupos pioneiros e as primeiras escolas de Serviço Social no Brasil</title>
         <author>santosloranny</author>
         <link>https://padlet.com/luizbrauna/Seso1930_40/wish/3479041713</link>
         <description><![CDATA[<p>Os grupos pioneiros do Serviço Social no Brasil surgiram na década de 1930, com forte participação da Igreja Católica, que ajudou a organizar a assistência social com base na doutrina cristã. Esses grupos queriam formar profissionais para trabalhar com pessoas vulneráveis, focando na orientação moral e no controle social.</p><p>As primeiras escolas de Serviço Social foram criadas entre 1936 e 1944, ajudando a consolidar a profissão no país. Entre elas, destacam-se:</p><ul><li><p><strong>Escola de Serviço Social do Rio de Janeiro</strong> (1936)</p></li><li><p><strong>Escola de Serviço Social de São Paulo</strong> (1936)</p></li><li><p><strong>Escola de Serviço Social de Belo Horizonte</strong> (1941)</p></li><li><p><strong>Escola de Serviço Social da Bahia (Salvador)</strong> (1944)</p></li></ul><p>O curso nessas escolas focava na formação técnica e assistencial, baseada em princípios religiosos e conservadores, e tinha o objetivo de ajudar nos problemas sociais sem questionar as causas profundas das desigualdades.</p><p>Assim, os grupos pioneiros e as primeiras escolas consolidaram o Serviço Social no Brasil, trabalhando junto ao Estado e às elites para cuidar da “questão social” em um momento de crescimento das cidades e da indústria.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-06-04 15:17:04 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>CAMPOS DE AÇÃO E PRÁTICA DOS PRIMEIROS ASSISTENTES SOCIAIS</title>
         <author>santosloranny</author>
         <link>https://padlet.com/luizbrauna/Seso1930_40/wish/3479056047</link>
         <description><![CDATA[<p>Os primeiros assistentes sociais no Brasil atuaram em campos ligados principalmente à assistência social, com forte influência da Igreja Católica e do modelo europeu assistencialista. Seu trabalho concentrava-se no atendimento individualizado às populações pobres e vulneráveis, por meio de visitas domiciliares, entrevistas sociais e programas voltados para a reeducação moral e o controle social. Essas práticas tinham como objetivo principal oferecer ajuda imediata, mas também manter a ordem social diante das tensões geradas pela rápida urbanização e industrialização.</p><p>A atuação desses profissionais era marcada pela mediação entre o Estado e as classes populares, funcionando como mediador dos conflitos sociais sem questionar as causas profundas das desigualdades. Os primeiros assistentes sociais, em sua maioria mulheres consideradas damas da sociedade, estavam comprometidos com valores cristãos e morais que orientavam sua prática, reforçando a disciplina, a responsabilidade individual e a integração dos pobres aos padrões sociais vigentes.</p><p>Além disso, esses profissionais trabalhavam em instituições filantrópicas, hospitais, escolas e órgãos públicos que ofereciam assistência à população carente. Seu papel era organizar e distribuir recursos, acompanhar famílias em situação de risco e promover a adaptação social dos indivíduos às normas consideradas adequadas pela sociedade dominante. Apesar de exercerem um papel importante na ajuda direta às pessoas, sua atuação ainda estava distante de uma abordagem crítica ou política da questão social, limitando-se à manutenção das estruturas existentes.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-06-04 15:30:30 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>ELLYS GERMANA SANTOS COELHO</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/luizbrauna/Seso1930_40/wish/3479066953</link>
         <description><![CDATA[<p>elementos constitutivos do discurso profissional do Serviço Social. Este discurso é entendido como expressão ideológica, ou seja, como uma forma de pensamento que acompanha e justifica determinadas práticas sociais, inseridas nas relações de poder da sociedade capitalista.</p><p>Iamamoto e Carvalho argumentam que o Serviço Social, ao se constituir como profissão, não é neutro nem autônomo em relação à sociedade. Seu discurso se organiza historicamente em torno da mediação entre o Estado e as classes sociais, especialmente a classe trabalhadora. Portanto, o discurso profissional reflete valores, representações e práticas sociais que estão imersos nas contradições do modo de produção capitalista.A moral cristã e a caridade: fortemente presentes nas origens do Serviço Social, esses elementos imprimiram uma marca assistencialista e conservadora à prática profissional. A ideia de ajudar o “necessitado” reforçava uma visão individualizante da questão social.</p><p>A noção de vocação e doação pessoal: o discurso profissional primitivo enfatizava a entrega pessoal da assistente social como instrumento de trabalho, o que ocultava a dimensão técnico-política da profissão e sua vinculação ao projeto societário vigente.</p><p>A neutralidade técnica: com o avanço da institucionalização do Serviço Social, houve um esforço para conferir caráter técnico e científico à profissão. Contudo, essa técnica frequentemente foi utilizada de forma acrítica, como se fosse neutra, desconsiderando suas implicações ideológicas.O discurso da ordem e da adaptação social: o Serviço Social tradicionalmente assumiu o papel de ajustar os indivíduos às normas sociais, muitas vezes reforçando a ordem existente ao invés de questioná-la. Isso revela a função conservadora que o discurso profissional pode assumir.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-06-04 15:42:16 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>ELEMENTOS DO DISCURSO DO SERVIÇO SOCIAL</title>
         <author>santosloranny</author>
         <link>https://padlet.com/luizbrauna/Seso1930_40/wish/3479073205</link>
         <description><![CDATA[<p>Ao estudar o Serviço Social no Brasil, percebo que o discurso da profissão foi se construindo junto com a história e as mudanças sociais do nosso país. No início, ele era muito influenciado pela Igreja Católica e por grupos conservadores. O foco era oferecer ajuda aos pobres de forma caridosa, com base na moral cristã, tentando manter a ordem e evitar conflitos sociais, como greves ou ideias comunistas.&nbsp;</p><p>Com o tempo, principalmente a partir dos anos 1960, esse discurso começou a mudar. Influenciado por teorias críticas, como o marxismo, o Serviço Social passou a enxergar a pobreza e os problemas sociais como resultado das desigualdades do próprio sistema capitalista. Ou seja, os assistentes sociais começaram a entender que não era só uma questão de ajudar individualmente, mas de lutar por mudanças sociais mais profundas.&nbsp;</p><p>Uma coisa que eu achei muito importante nesse processo foi o compromisso ético-político que passou a fazer parte do discurso profissional. Isso quer dizer que a gente, enquanto futuro assistente social, precisa estar do lado dos direitos humanos, da justiça social e da luta contra as desigualdades. Esse compromisso exige uma atuação crítica e engajada com a realidade da população que mais sofre.&nbsp;</p><p>Também percebo que o discurso do Serviço Social valoriza muito o uso de saberes de várias áreas, como a sociologia, a psicologia, o direito e a economia. Isso ajuda a entender melhor a realidade das pessoas e a agir com mais consciência e eficácia.&nbsp;</p><p>Enfim, entendo que o discurso do Serviço Social é algo vivo, que se transforma junto com a sociedade. Mas mesmo com todas essas mudanças, ele continua tendo como base a luta por uma sociedade mais justa e igualitária.&nbsp;</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-06-04 15:48:52 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>ELLYS GERAMANA SANTOS COELHO</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/luizbrauna/Seso1930_40/wish/3479088991</link>
         <description><![CDATA[<p>A categoria “modernos” é utilizada pelos autores para se referir a uma tentativa de racionalizar e profissionalizar o Serviço Social, especialmente a partir das décadas de 1940 e 1950, quando se buscava dar um caráter científico à profissão. No entanto, essa modernização foi ambígua: por um lado, incorporava técnicas e teorias da sociologia e da psicologia; por outro, não rompia com a função conservadora da profissão, que era a de ajustar o trabalhador à ordem social vigente.</p><p>Assim, o discurso moderno no Serviço Social manteve um viés funcionalista: tratava os problemas sociais como questões técnicas e individuais, evitando o enfrentamento das raízes estruturais da desigualdade.</p><p>A Agência da Justiça</p><p>A noção de “agência da justiça” aparece como parte da legitimação da profissão. Os assistentes sociais, ao atuarem junto ao Estado ou instituições religiosas, eram vistos como representantes da justiça social, encarregados de distribuir direitos, benefícios ou punições. No entanto, essa agência era limitada: o Serviço Social funcionava mais como instrumento de controle social do que como expressão de justiça verdadeira, já que sua ação estava subordinada às políticas de Estado e à lógica do capital.</p><p>Iamamoto e Carvalho mostram que, muitas vezes, o discurso da justiça era usado para mascarar a dominação de classe, justificando intervenções que, na prática, mantinham os pobres em condições de subordinação.</p><p>Caridade: Raiz Histórica e Ideológica</p><p>A caridade é apontada como um dos pilares ideológicos mais fortes nas origens do Serviço Social no Brasil. Influenciado pela tradição cristã, o trabalho social nasceu vinculado a práticas assistenciais promovidas por entidades religiosas. Essa caridade, embora revestida de compaixão, era profundamente marcada por uma lógica moralizante e disciplinadora: via o pobre como “necessitado” e exigia comportamentos considerados “dignos” em troca da ajuda.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-06-04 16:05:10 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Modernos agentes da justiça e da caridade</title>
         <author>santosloranny</author>
         <link>https://padlet.com/luizbrauna/Seso1930_40/wish/3479099442</link>
         <description><![CDATA[<p>A expressão <strong>“</strong>modernos agentes da justiça e da caridade<strong>”</strong>, segundo Marilda Iamamoto e Raul de Carvalho, descreve o papel das primeiras assistentes sociais no Brasil, a partir da década de 1930. Essas profissionais surgiram num momento de crescimento das cidades, industrialização e aumento dos problemas sociais, chamados de "questão social".</p><p>Essas assistentes sociais foram formadas com uma visão conservadora, muito influenciada pela Igreja Católica. A ideia era ajudar os pobres com base na moral cristã, tratando a pobreza como uma falha pessoal, e não como um problema causado pelas desigualdades do sistema.</p><p>Elas não surgiram como parte de lutas populares, mas como uma resposta das classes dominantes, interessadas em controlar os efeitos das injustiças sem mudar a estrutura da sociedade. Atuavam como<strong> </strong>intermediárias, oferecendo ajuda para manter a paz social, mas sem enfrentar as causas reais da pobreza.</p><p>Iamamoto mostra que, mesmo falando em justiça, o trabalho dessas profissionais servia para manter a ordem. Eram parte de uma estratégia do Estado e da Igreja para evitar conflitos e acalmar as tensões sociais. Por isso, o Serviço Social começou como uma forma de controle social, mais do que como um instrumento de mudança.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-06-04 16:15:15 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Síntese: Surgimento do Serviço Social no Brasil. </title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/luizbrauna/Seso1930_40/wish/3479132530</link>
         <description><![CDATA[<p><br/></p><p>O Serviço Social no Brasil surgiu nos anos 1930, em meio às profundas transformações sociais, econômicas e políticas que marcaram o início da industrialização e da urbanização do país. Como apontam Marilda Iamamoto e Raul de Carvalho, esse surgimento está diretamente ligado às mudanças nas relações sociais impostas por um capitalismo dependente e à necessidade de controlar a classe trabalhadora diante das novas demandas sociais.</p><p>Com o fortalecimento do Estado interventor, especialmente durante o governo de Getúlio Vargas, surgiram políticas voltadas à regulamentação das relações de trabalho e à oferta de uma proteção social mínima para os trabalhadores urbanos. Nesse novo contexto, tornou-se necessário contar com profissionais qualificados para mediar conflitos e implementar políticas sociais. É nesse espaço que o assistente social começa a atuar, ocupando um papel técnico e, ao mesmo tempo, ideológico dentro da estrutura estatal.</p><p>Vale destacar que o Serviço Social, nesse momento inicial, não nasce de maneira independente ou crítica. Pelo contrário, ele surge como uma prática institucionalizada, alinhada aos interesses do Estado e das classes dominantes. Influenciado fortemente pela doutrina católica e por uma perspectiva conservadora, o trabalho do assistente social era marcado por uma abordagem assistencialista, com foco na moralização e disciplinamento dos pobres.</p><p>Iamamoto e Carvalho enfatizam que o surgimento do Serviço Social deve ser entendido dentro da lógica da divisão social do trabalho no capitalismo. Em outras palavras, trata-se de uma resposta institucional às expressões da "questão social"  as desigualdades e contradições geradas pela exploração do trabalho. Assim, o Serviço Social brasileiro nasce como um instrumento de regulação social, moldado pelas necessidades do capital e pela manutenção da ordem vigente.</p><p><br/></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-06-04 16:48:44 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Maria Júlia da Silva Oliveira                           Síntese do livro “Relações sociais e Serviço Social no Brasil” parte II, cap II. </title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/luizbrauna/Seso1930_40/wish/3479149271</link>
         <description><![CDATA[<p>  Na Parte II do Capítulo II do livro, os autores aprofundam a reflexão sobre a relação entre o Serviço Social e a questão social, compreendendo que essa relação é fundamental para entender a origem, o papel e os desafios da profissão. A questão social é entendida como o conjunto de problemas gerados pelas contradições do sistema capitalista, especialmente os conflitos entre capital e trabalho. Pobreza, desemprego, desigualdade social e marginalização</p><p>são algumas das expressões mais visíveis dessas contradições, que afetam principalmente a classe trabalhadora.</p><p>  O Serviço Social surge como uma resposta institucional e organizada da sociedade a esses problemas. Desde suas origens, a profissão se insere nas estruturas do Estado como forma de intervenção nas expressões da questão social, buscando formas de amenizar os efeitos da desigualdade e garantir um certo grau de estabilidade social. Nesse sentido, o Serviço Social é apresentado como uma mediação entre o Estado e os trabalhadores, ocupando um papel</p><p>estratégico na aplicação das políticas sociais.</p><p>  Contudo, os autores destacam que essa mediação não é neutra ou imparcial. O Serviço Social carrega em si um caráter contraditório, pois, ao mesmo tempo que pode contribuir para a melhoria das condições de vida das pessoas, também pode atuar como instrumento de</p><p>regulação social, colaborando com a manutenção da ordem capitalista. Essa contradição se manifesta no cotidiano dos assistentes sociais, que depara-se com o dilema de optar entre a reprodução de práticas conservadoras e técnicas ou a adoção de uma postura crítica e</p><p>transformadora. Durante os anos 1930, o Serviço Social passou por um processo de institucionalização.</p><p>  Esse processo permitiu que a profissão ganhasse reconhecimento público e espaço nas ações estatais, principalmente por meio da criação de cursos de formação e da inserção dos assistentes sociais nas políticas sociais. No entanto, entrar para o sistema do governo também</p><p>trouxe alguns problemas. Ao atuar dentro das estruturas do Estado, os profissionais passaram a enfrentar limites impostos pela lógica dominante, vinculada aos interesses do capital. Iamamoto mostra que o Serviço Social vive uma situação contraditória. Isso porque, ao mesmo tempo em que tenta ajudar a população com suas necessidades, também acaba</p><p>reforçando a organização da sociedade como ela é, baseada nas regras do sistema capitalista.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-06-04 17:08:34 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Grupos Pioneiros e primeiras escolas de Serviço Social no Brasil</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/luizbrauna/Seso1930_40/wish/3479154902</link>
         <description><![CDATA[<p>  As primeiras escolas de Serviço Social no Brasil foram fortemente influenciadas pela Igreja Católica. A ação da Igreja, especialmente por meio da doutrina social cristã, buscava oferecer respostas organizadas à chamada “questão social”, ou seja, aos problemas causados pela pobreza, pelas desigualdades e pelas mudanças trazidas pela industrialização e urbanização. Nesse contexto, a formação profissional do assistente social surgiu como uma forma de preparar pessoas capacitadas para atuar em instituições de caridade, assistência e apoio às famílias pobres, sempre com base nos valores cristãos. </p><p>  O Serviço Social começou a se organizar no Brasil com a atuação de grupos ligados à Igreja Católica. Esses grupos, formados principalmente por mulheres da elite, tinham como objetivo ajudar os mais pobres por meio de ações de caridade e assistência. Eles buscavam tornar essa ajuda mais organizada e eficaz, inspirando-se em modelos europeus já existentes.</p><p>  A primeira escola surgiu em São Paulo, em 1936, seguida pela escola do Rio de Janeiro, em 1937. Todas tinham forte influência religiosa e seguiam os princípios da doutrina social da Igreja. As aulas ensinavam tanto valores cristãos como caridade e disciplina, quanto conhecimentos técnicos sobre a realidade social da época. Mesmo com essa visão mais conservadora, essas escolas foram muito importantes para a formação dos primeiros assistentes sociais e para o reconhecimento da profissão no país.</p><p>  Os grupos pioneiros e as primeiras escolas de Serviço Social no Brasil entre 1930 e 1940 foram fundamentais para consolidar a profissão no país. Embora marcadas por uma forte influência religiosa e por uma visão conservadora da sociedade, essas iniciativas contribuíram para a sistematização das práticas assistenciais e para o reconhecimento do Serviço Social como campo de conhecimento e de atuação profissional. A encíclica Rerum Novarum, ao orientar a ação social da Igreja, teve papel decisivo nesse processo, influenciando a ética e os princípios formativos da profissão. Esse início foi fundamental para que mais tarde, ocorressem mudanças críticas na formação e na atuação profissional do assistente social no Brasil.</p><p>  </p><p><br/></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-06-04 17:15:38 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Campos de ação e prática dos primeiros assistentes sociais </title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/luizbrauna/Seso1930_40/wish/3479179904</link>
         <description><![CDATA[<p>  Os primeiros assistentes sociais no Brasil começaram a trabalhar ajudando pessoas pobres em hospitais, escolas e instituições de caridade. Eles davam orientações, faziam visitas às famílias e ajudavam a resolver problemas do dia a dia. Essas atividades surgiram em um momento em que o país estava passando por muitas mudanças, como o crescimento das cidades, a chegada das fábricas e o aumento da desigualdade social. Por isso, foi necessário organizar melhor o atendimento à população mais carente. Assim, surgiram os primeiros campos de trabalho do Serviço Social.</p><p>  Os primeiros assistentes sociais no Brasil atuavam principalmente em hospitais, escolas, instituições religiosas e órgãos públicos. Nos hospitais, auxiliavam na triagem dos pacientes, levantando informações sociais importantes para os médicos e orientando as famílias sobre cuidados com a saúde e prevenção de doenças. Nas escolas, acompanhavam alunos com dificuldades, buscando soluções junto às famílias e professores. Já nas instituições religiosas, organizavam ações de caridade e davam orientações morais, baseados nos valores da Igreja Católica. Também começaram a atuar em órgãos públicos, realizando visitas e relatórios sociais para garantir acesso a benefícios. Essa prática tinha um caráter conservador, voltado à adaptação dos pobres à ordem social.</p><p>  As primeiras práticas do Serviço Social no Brasil, foram fundamentais para a construção da profissão no país. Atuando em hospitais, escolas, instituições religiosas e órgãos públicos, os assistentes sociais buscavam atender às necessidades das populações mais pobres por meio da escuta, orientação e ações educativas. Influenciados pela Igreja Católica e por uma visão conservadora, esses profissionais tinham como objetivo principal manter a ordem social e ajudar na adaptação dos indivíduos às normas da sociedade. Apesar das limitações ideológicas da época. </p><p><br/></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-06-04 17:46:31 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Elementos do discurso do serviço social </title>
         <author>ithaylane</author>
         <link>https://padlet.com/luizbrauna/Seso1930_40/wish/3479205589</link>
         <description><![CDATA[<p>Thaylane isabella Martins Santos </p><p><br/></p><p>No começo, o Serviço Social no Brasil tinha um discurso mais religioso, moralista e conservador, que ajudava as pessoas, mas sem questionar as causas da pobreza ou lutar por mudanças sociais. Era uma ajuda mais caritativa e voltada para manter a ordem. Só depois, com o tempo, o Serviço Social foi ganhando um olhar mais crítico e comprometido com a justiça social.</p><p><br/></p><p>Os principais elementos do discurso do Serviço Social nas protoformas são:</p><p><br/></p><p><strong>Discurso moral-religioso</strong></p><ul><li><p>Influência forte da Igreja Católica, especialmente pela Ação Social Cristã.</p></li><li><p>O sofrimento das pessoas era visto como algo natural ou resultado de comportamentos individuais.</p></li><li><p>O discurso incentivava a caridade, a ajuda ao próximo e a reeducação moral dos pobres.</p></li><li><p>A ação social tinha um caráter assistencialista, voltado à “moralização” da pobreza.</p></li></ul><p><strong>Ideologia da ordem social</strong></p><ul><li><p>O Serviço Social buscava manter a ordem, evitando conflitos sociais.</p></li><li><p>Era visto como um instrumento para “harmonizar” as relações entre patrões e empregados.</p></li><li><p>O discurso reforçava o papel da família, da religião e da autoridade como bases da sociedade.</p></li></ul><p><strong>Caráter técnico-assistencial</strong></p><ul><li><p>Surgem os primeiros cursos de formação de assistentes sociais (a partir de 1936).</p></li><li><p>A prática começa a se organizar em torno de técnicas de atendimento individual e ajuda material.</p></li><li><p>O discurso se mostra preocupado em “ajudar” sem necessariamente questionar as causas da pobreza.</p></li><li><p>O foco era mais prático e imediato, sem análise crítica da realidade social.</p></li></ul><p><strong>Alinhamento ao Estado e à Igreja</strong></p><ul><li><p>O Serviço Social se desenvolveu dentro de instituições como escolas, igrejas e empresas.</p></li><li><p>Muitas vezes, servia como um braço auxiliar do Estado, especialmente durante o Estado Novo (Getúlio Vargas).</p></li><li><p>O discurso reforçava valores conservadores e apoiava o modelo de “paz social”.</p></li></ul><p><strong>Ausência de crítica social</strong></p><ul><li><p>Ainda não havia uma leitura crítica da questão social ou das causas estruturais da pobreza.</p></li><li><p>O discurso era mais voltado à adaptação do indivíduo à sociedade, do que à transformação social.</p></li><li><p>A realidade social era tratada como algo “dado” e não como resultado de desigualdades construídas.</p></li></ul><p><br/></p><p><br/></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-06-04 18:20:33 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Modernos agentes da justiça e da caridade </title>
         <author>ithaylane</author>
         <link>https://padlet.com/luizbrauna/Seso1930_40/wish/3479209593</link>
         <description><![CDATA[<p>Thaylane Isabella Martins Santos </p><p><br/></p><p>Quando falamos em “modernos agentes da justiça e da caridade”, estamos entrando num pedaço importante da história do Serviço Social no Brasil. É um período onde a profissão ainda estava nascendo, tomando forma, aprendendo a caminhar. Nessa fase inicial, lá pelas décadas de 1930 e 1940 os assistentes sociais eram vistos, principalmente, como pessoas chamadas a “ajudar os pobres” com base em valores morais, religiosos e de caridade.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-06-04 18:26:31 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Grupos pioneiros e primeiras escolas de Serviço Social no Brasil</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/luizbrauna/Seso1930_40/wish/3479218985</link>
         <description><![CDATA[<p>Os grupos pioneiros do Serviço Social no Brasil surgiram no início do século XX, fortemente influenciados pela Igreja Católica que eram comprometidos com a ação social, especialmente mulheres da elite ou da classe média, influenciadas pela Doutrina Social da Igreja. Elas queriam ajudar os mais pobres, mas com uma visão moral e religiosa.. </p><p>Destacam-se instituições como:</p><p>• Associação das Senhoras Brasileiras (fundada em 1920, no Rio de Janeiro);</p><p>• Liga das Senhoras Católicas (fundada em 1923, em São Paulo).</p><p>Essas entidades tinham um perfil assistencial, mas com uma abordagem mais organizada e técnica, superando a simples caridade.</p><p>A primeira escola de Serviço Social no Brasil foi fundada em 1936, também em São Paulo, seguida por outras nos anos seguintes como:</p><p>• 1937 – Instituto Social do Rio de Janeiro (atual PUCRJ)</p><p>• 1937 – Curso de Serviço Social na Escola Ana Neri - RJ (atual UFRJ)</p><p>• 1940 – Instituto de SS (SP) – masculino (atual Faculdade Paulista de Serviço Social)</p><p>• 1944 – Escola Técnica de Assistência Social "Cecy Dodsworth" – Prefeitura do RJ (atual UERJ)</p><p>• 1940 – Escola de SS de Pernambuco (atual UFPe)</p><p>• 1944 – Escola de SS do Paraná (atual UCPR)</p><p>• 1945 – Escola de SS de Porto Alegre (atual PUCRS)</p><p>Essas escolas foram fundamentais para a profissionalização do Serviço Social, formando os primeiros assistentes sociais do país, em sintonia com a doutrina social da Igreja e os ideais de ação social cristã</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-06-04 18:40:33 UTC</pubDate>
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         <title>Elementos do discurso do Serviço Social no Brasil </title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/luizbrauna/Seso1930_40/wish/3479226593</link>
         <description><![CDATA[<p>  Nos anos de 1930 a 1940, o Serviço Social começou a crescer como profissão no Brasil. Nesse tempo, o país estava mudando muito, com o aumento da pobreza nas cidades e o governo querendo controlar melhor a sociedade. Para justificar e organizar o trabalho dos assistentes sociais, foram criadas ideias e falas que formaram o que chamamos de discurso do Serviço Social. Essas falas mostravam o que se esperava da profissão, o que ela deveria fazer e como deveria agir. Esse discurso era muito influenciado pela Igreja Católica, pelos valores morais da época e pelos interesses do governo em manter a ordem.</p><p>  Um dos primeiros pontos importantes no discurso do Serviço Social foi a ajuda baseada na caridade. A Igreja Católica tinha muita influência nessa época e defendia que os pobres deveriam ser ajudados, mas de forma religiosa e sem mudar a estrutura da sociedade. A encíclica Rerum Novarum, escrita em 1891 pelo Papa Leão XIII, foi muito usada para defender essa ideia de que os ricos deviam ajudar os pobres para evitar conflitos e manter a paz entre as classes.</p><p>Outro ponto forte era a moralização da pobreza. Naquela época, acreditava-se que muitos problemas sociais, como a pobreza, a desorganização familiar e até o alcoolismo, eram causados por falhas pessoais dos próprios indivíduos, e não por um sistema injusto e desigual. Por isso, o papel do assistente social era corrigir comportamentos e ensinar os pobres a viverem de forma “adequada”, seguindo as regras e valores da sociedade, como disciplina, higiene, obediência e respeito à autoridade.</p><p>  O discurso também valorizava muito a ordem e a paz social. O governo de Getúlio Vargas, especialmente no período do Estado Novo, usava o Serviço Social como uma ferramenta para controlar melhor a população. Os assistentes sociais trabalhavam em escolas, hospitais, obras sociais e até em órgãos públicos para evitar que os problemas sociais causassem revoltas ou greves.</p><p>Por fim, o discurso dizia que o assistente social deveria agir de forma “neutra e técnica”, ou seja, sem se envolver em política ou questionar o sistema. Isso reforçava uma visão conservadora, onde o profissional ajudava os indivíduos a se adaptarem à sociedade, mas sem lutar por mudanças sociais mais profundas.</p><p>  O discurso do Serviço Social, foi formado por ideias religiosas, morais e políticas. Ele defendia a caridade, a disciplina dos pobres, a manutenção da ordem social e a neutralidade do profissional. Os problemas sociais eram vistos como resultado de falhas individuais, e cabia ao assistente social ensinar os pobres a se comportarem melhor. Mesmo sendo um discurso conservador, ele foi importante para organizar a profissão no Brasil e abrir caminho para as mudanças que vieram depois. Com o passar dos anos, o Serviço Social começou a questionar essas ideias antigas e passou a buscar uma atuação mais crítica, voltada para mudar a realidade social.</p><p><br/></p><p>  </p><p>  </p><p>  </p>]]></description>
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         <pubDate>2025-06-04 18:51:53 UTC</pubDate>
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         <title>Campos de ação e prática dos primeiros assistentes sociais</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/luizbrauna/Seso1930_40/wish/3479242673</link>
         <description><![CDATA[<p><br/></p><p>Principais campos de ação</p><p>- Instituições filantrópicas e religiosas</p><p>&gt;Predominância da assistência caritativa.</p><p>&gt;A prática visava a “reabilitação moral” e a adaptação dos pobres aos padrões da sociedade.</p><p>&gt;Forte influência da doutrina social da Igreja Católica.</p><p>- Indústria e empresas</p><p>&gt;Inserção do Serviço Social como instrumento de gestão da força de trabalho.</p><p>&gt;Intervenções voltadas à saúde, educação e bem-estar do trabalhador, com fins produtivos.</p><p>&gt; O assistente social atuava como mediador entre capital e trabalho, favorecendo a conciliação de interesses.</p><p>-Órgãos do Estado</p><p>&gt;Expansão da intervenção estatal na área social durante o Estado Novo (Getúlio Vargas).</p><p>&gt;Atuação em áreas como Previdência, Saúde, Educação, Justiça do Menor e Trabalho.</p><p>&gt;Profissionais assumem papel técnico-burocrático na implementação de políticas assistencialistas.</p><p>Características da prática profissional:</p><p>&gt;Concepção conservadora da “questão social”: vista como desajuste moral ou individual, e não como fruto das contradições do modo de produção capitalista.</p><p>&gt; Prática assistencialista e moralizante: centrada no atendimento individual e na adequação dos sujeitos à ordem vigente.</p><p>&gt;Mediação ideológica: o profissional funcionava como instrumento de contenção dos conflitos sociais.</p><p>Caráter tecnicista e burocrático: com pouca ou nenhuma análise crítica das estruturas sociais</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-06-04 19:15:19 UTC</pubDate>
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         <title>Modernos agentes da justiça e da caridade </title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/luizbrauna/Seso1930_40/wish/3479249037</link>
         <description><![CDATA[<p>  No Brasil, as primeiras assistentes sociais surgiram ligadas aos valores da elite católica e à influência direta da Igreja. Essas “agentes da justiça e da caridade” eram, na maior parte, mulheres educadas em escolas religiosas, que viam o Serviço Social como uma missão de ajudar e cuidar dos mais pobres. O trabalho delas tinha uma forte base religiosa, onde justiça social significava principalmente a disciplina, obediência e manter a ordem do jeito que já existia. Assim, o trabalho era quase como uma missão espiritual para cuidar dos pobres, mas sem questionar as causas da desigualdade e da pobreza.</p><p>  A caridade era o ponto principal desse jeito de trabalhar, entendida não como um direito das pessoas, mas como um favor dado por bondade. Esse modelo não reconhecia a dignidade das pessoas como base para protegê-las, mas funcionava numa lógica de ajuda que passava um julgamento moral. Por isso, a ajuda era limitada e mantinha as pessoas em uma posição de dependência, sem dar condições para que elas se tornassem independentes ou que a sociedade mudasse de verdade.</p>]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2025-06-04 19:25:09 UTC</pubDate>
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         <title>Elementos do discurso do Serviço Social</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/luizbrauna/Seso1930_40/wish/3479302283</link>
         <description><![CDATA[<p><br/></p><p>o discurso do Serviço Social é construído a partir do contexto histórico, político e social em que a profissão se desenvolve. Inicialmente, esse discurso reproduzia ideias conservadoras, tratando os problemas sociais como questões individuais. Com o tempo, especialmente sob influência do pensamento marxista e das lutas sociais no Brasil, a profissão passou a compreender esses problemas como resultado das desigualdades do sistema capitalista.Os profissionais começaram a entender que as expressões da questão social como a pobreza, o desemprego e a violência são fruto das contradições do modo de produção capitalista.</p><p><br/></p><p><br/></p>]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2025-06-04 20:52:54 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Modernos agentes da justiça e da caridade</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/luizbrauna/Seso1930_40/wish/3479311110</link>
         <description><![CDATA[<p>As damas da caridade eram mulheres da elite que, nos séculos XIX e início do XX, realizavam ações voluntárias junto aos pobres. Elas atuavam movidas por valores religiosos e morais, enxergando a pobreza como uma questão de destino ou falta de virtude. Suas práticas eram centradas na ajuda, mas não questionavam as raízes da desigualdade social. Essas ações reforçavam a ordem vigente, mantendo o controle sobre os pobres e suas condutas. Eram vistas como bondosas e corretas, mas sua atuação estava ligada à lógica da caridade e ao disciplinamento moral.</p><p>Com o tempo, surge no Brasil o Serviço Social profissional, que herda muitos elementos dessa tradição. Os primeiros assistentes sociais. Os “modernos agentes da justiça e da caridade” mantêm uma postura semelhante: ajudam os necessitados, mas dentro de uma visão moralizante e conservadora. Atuam como mediadores entre os pobres e o Estado, buscando “ajustar” os indivíduos à sociedade, sem ainda romper com a lógica da desigualdade. Embora tragam um discurso mais técnico, carregam a marca da missão social e da piedade cristã</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-06-04 21:12:25 UTC</pubDate>
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         <title>Leônia Policarpo Rufino</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/luizbrauna/Seso1930_40/wish/3479333433</link>
         <description><![CDATA[<p>No início, o campo de ação e prática dos primeiros assistentes sociais estava fortemente <strong>vinculado à caridade religiosa e à filantropia</strong>, especialmente sob a <strong>influência da Igreja Católica</strong>. Suas ações tinham um caráter <strong>assistencialista e moralizador</strong>, buscando amenizar os impactos da <strong>questão social</strong> (pobreza, desigualdade, condições precárias de trabalho e moradia) que emergiam com a Revolução Industrial.</p><p>As primeiras intervenções se davam em contextos como:</p><ol><li><p><strong>Sociedades de Organização da Caridade (COS)</strong>: Na Inglaterra, essas organizações buscavam sistematizar a ajuda aos mais pobres, oferecendo assistência e, muitas vezes, promovendo a "recristianização" e a disciplina moral das famílias operárias.</p></li><li><p><strong>Centros de Ação Social</strong>: Atividades direcionadas a questões religiosas, de saúde e higiene, focando nas famílias operárias e nos mais pobres.</p></li><li><p><strong>Instituições religiosas e de caridade</strong>: A atuação era voltada para a organização da assistência e a promoção de valores morais e de ajustamento do indivíduo ao meio.</p></li><li><p><strong>Controle social</strong>: As primeiras assistentes sociais, frequentemente jovens católicas de classe média ou alta, eram recrutadas para atuar como mediadoras, oferecendo apoio moral e social, e até mesmo fiscalizando os gastos e hábitos das famílias assistidas.</p></li></ol><p>No Brasil, as primeiras escolas de Serviço Social (a partir da década de 1930) também tinham forte <strong>influência católica e neotomista</strong>, focando na dignidade humana e no bem comum. A visão era de que o assistente social atuava como um "mediador" entre o indivíduo e as normas sociais, buscando adaptar o sujeito à sociedade.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-06-04 22:02:10 UTC</pubDate>
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         <title>Grupos pioneiros e primeiras escolas de Serviço Social no Brasil</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/luizbrauna/Seso1930_40/wish/3479334610</link>
         <description><![CDATA[<p>Serviço Social acontece&nbsp; no Brasil está vinculado as mudanças sociais nas primeiras décadas do século XX, marcadas pela industrialização, urbanização e pelo agravamento da questão social. Nesse cenário, surgem os grupos pioneiros de assistência, compostos principalmente por mulheres da elite urbana e por membros da Igreja Católica. Essas iniciativas buscavam responder aos efeitos da pobreza e da desorganização social por meio de práticas assistenciais moralizantes e conservadoras, baseadas na doutrina social cristã. Um dos principais exemplos foi a Liga das Senhoras Católicas, que teve papel decisivo na transição da caridade tradicional para uma assistência mais técnica e institucionalizada. A partir dessas iniciativas, foram criadas as primeiras escolas de Serviço Social no Brasil, influenciadas por modelos europeus, especialmente da Bélgica e da França. Essas escolas formavam profissionais voltados para o atendimento técnico das expressões da questão social, mas sob uma forte orientação religiosa e ideológica, que reforçava os valores da ordem, da família e da obediência. Segundo Iamamoto e Carvalho, essas experiências iniciais configuram as chamadas protoformas do Serviço Social, práticas embrionárias que, apesar de não romperem com a ordem burguesa, foram fundamentais para a institucionalização da profissão. O Serviço Social nasce, portanto, como uma resposta funcional às necessidades do capitalismo brasileiro, tendo como missão controlar e administrar os efeitos das desigualdades sociais. Com o tempo, essa base conservadora seria questionada por projetos profissionais críticos, mas compreender suas origens é fundamental para analisar os desafios e os sentidos da prática profissional atual.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-06-04 22:04:35 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/luizbrauna/Seso1930_40/wish/3479342292</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2025-06-04 22:22:42 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Elementos do discurso do Serviço Social</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/luizbrauna/Seso1930_40/wish/3479388891</link>
         <description><![CDATA[<p>De acordo com os autores, o Serviço Social expressa não apenas ideias isoladas, mas reflete os projetos profissionais vinculados às relações sociais concretas e à função que a profissão cumpre na sociedade capitalista. Em sua origem, o discurso da profissão estava fortemente marcado por elementos morais e religiosos, centrados na caridade, na vocação e na moralização da pobreza, reproduzindo uma visão conservadora que responsabilizava os indivíduos por sua situação social. Com o processo de institucionalização, o discurso incorporou elementos técnicos e buscou uma suposta neutralidade científica, o que serviu para legitimar sua atuação dentro do Estado e das instituições sociais, ainda que mantendo sua função de controle social. A partir da década de 1970, com a influência do marxismo, o discurso do Serviço Social passa a incorporar uma perspectiva crítica, afirmando um compromisso com a classe trabalhadora, os direitos sociais e a transformação da realidade. Assim, os autores demonstram que o discurso da profissão é um campo de disputa política, podendo servir tanto à reprodução da ordem como à sua contestação, dependendo do projeto profissional a que está vinculado.</p><p><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-06-04 23:45:22 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Modernos agentes da justiça e da caridade</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/luizbrauna/Seso1930_40/wish/3479391078</link>
         <description><![CDATA[<p>A expressão (modernos agentes da justiça e da caridade) é usada de forma crítica para caracterizar o papel desempenhado pelos assistentes sociais em sua origem, especialmente durante a consolidação do Serviço Social como profissão no Brasil. Nesse contexto, marcado pela expansão do capitalismo e pelo agravamento da questão social, os assistentes sociais atuavam como mediadores entre os pobres e o Estado, promovendo práticas assistenciais com base em valores religiosos, morais e conservadores. Seu discurso girava em torno da caridade, da disciplina e da justiça social, mas sem questionar as causas estruturais da pobreza. Assim, cumpriam uma função de controle social, ajudando a manter a ordem vigente. Segundo os autores, essa atuação, embora revestida de boas intenções, servia para ocultar os conflitos de classe e reforçar a ideologia dominante. A superação desse modelo só começa a se consolidar a partir da década de 1970, quando o Serviço Social passa a adotar uma postura crítica e comprometida com a transformação social e a luta por direitos.</p><p><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-06-04 23:47:18 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/luizbrauna/Seso1930_40/wish/3479405050</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2025-06-05 00:01:11 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Elementos do discurso do serviço social </title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/luizbrauna/Seso1930_40/wish/3479411709</link>
         <description><![CDATA[<p>Os elementos do discurso do Serviço Social, estão fundamentados em uma análise crítica e histórica da profissão, especialmente a partir da perspectiva do materialismo histórico-dialético. Iamamoto entende o Serviço Social como uma profissão inserida na divisão social e técnica do trabalho, com um papel de mediação entre as demandas sociais das classes trabalhadoras e as respostas do Estado capitalista.</p><p>O livro "Relações Sociais e Serviço Social no Brasil: Esboço de uma Interpretação Histórico-Metodológica", de Marilda Villela Iamamoto e Raul de Carvalho, é uma obra fundamental para compreender os elementos constitutivos do discurso do Serviço Social no Brasil.  Publicado originalmente em 1982, o livro oferece uma análise crítica da profissão, situando-a no contexto das relações sociais capitalistas e destacando seu papel na reprodução dessas relações. </p><p>Principais Elementos do Discurso do Serviço Social segundo Iamamoto</p><p>1. Histórico e Doutrinário: Inicialmente, o discurso do Serviço Social no Brasil foi fortemente influenciado por princípios doutrinários, especialmente do pensamento católico europeu.  A prática profissional era voltada para a caridade e assistência, utilizando recursos da ciência e da técnica para atender às necessidades individuais, sem questionar as estruturas sociais existentes.  </p><p>2. Mediação na Reprodução das Relações Sociais: Iamamoto destaca que o Serviço Social atua como mediador no processo de reprodução das relações sociais capitalistas.  A profissão contribui para o controle social e difusão da ideologia dominante, mas também possui potencial para atuar em favor das classes trabalhadoras, dependendo da orientação política do profissional.  </p><p>3. Compromisso Ético-Político: A autora enfatiza a importância de um projeto ético-político comprometido com a emancipação das classes subalternas.  O discurso profissional deve refletir esse compromisso, orientando a prática para a transformação social e defesa dos direitos humanos. </p><p>4. Instrumentalidade Crítica: O Serviço Social deve utilizar instrumentos técnicos e metodológicos de forma crítica, fundamentando-se em uma base teórica sólida, especialmente no materialismo histórico-dialético.  Isso permite uma compreensão aprofundada das totalidades sociais e das contradições estruturais do capitalismo. </p><p>5. Historicidade da Profissão: Iamamoto reconhece que o Serviço Social é uma construção histórica, resultado das lutas sociais e das transformações históricas.  O discurso profissional deve, portanto, refletir essa historicidade, negando visões naturalizadas ou neutras da profissão. </p><p>O</p><p><br/></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-06-05 00:08:08 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Da Filantropia à Justiça Social: A História do Serviço Social no Brasi</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/luizbrauna/Seso1930_40/wish/3479423929</link>
         <description><![CDATA[<p>O surgimento do Serviço Social no Brasil está profundamente entrelaçado com as mudanças sociais e econômicas que ocorreram no começo do século XX. Durante essa época, a industrialização acelerada e a urbanização intensa desenharam um novo panorama, onde as desigualdades sociais se tornaram mais evidentes e urgentes, exigindo ações estruturadas para as vulnerabilidades humanas. Conforme Marilda Iamamoto, o Serviço Social nasceu como uma resposta profissional às questões sociais emergentes, inicialmente associado a instituições filantrópicas e religiosas que historicamente desempenhavam o papel de apoio aos mais necessitados. No entanto, essa atuação trazia consigo uma perspectiva assistencialista, onde o suporte aos carentes era combinado com uma preocupação em manter a ordem social, funcionando como um mecanismo para controlar as populações marginalizadas, alinhado aos interesses das elites dominantes. O vídeo "A História da Assistência Social no Brasil", do CanalGov, destaca essa evolução, mostrando que as origens da assistência social no país estão fundamentadas em modelos europeus de caridade e solidariedade institucional. A profissionalização do Serviço Social, que começou na década de 1930, marcou um avanço significativo para a formalização da atuação, com o estabelecimento dos primeiros cursos de capacitação e a inserção de assistentes sociais em áreas corporativas, hospitalares e governamentais. Isso refletia a demanda por respostas adequadas às complexidades sociais trazidas pela expansão do capitalismo. Conclui-se, portanto: o Serviço Social brasileiro surge em um contexto de tensões e contradições: enquanto busca atender as necessidades sociais e minimizar sofrimentos, também funciona como um instrumento de regulação social que, em certas ocasiões, reforça as desigualdades estruturais. Nas décadas posteriores, a profissão passou por um processo de autoavaliação e transformação, ampliando seu compromisso além do assistencialismo, abraçando a defesa dos direitos sociais e a luta por justiça e equidade.</p>]]></description>
         <enclosure url="https://www.youtube.com/watch?pdlt=1&amp;v=Pd5ywR87Vuo" />
         <pubDate>2025-06-05 00:18:19 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Raízes Conservadoras da Formação Profissional</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/luizbrauna/Seso1930_40/wish/3479438895</link>
         <description><![CDATA[<p>Nos primeiros anos de institucionalização do Serviço Social no Brasil, os campos de atuação dos assistentes sociais estavam concentrados em instituições de caráter filantrópico, confessionais e órgãos públicos emergentes, como os institutos de previdência. Atuavam principalmente em hospitais, escolas católicas, orfanatos e entidades de caridade, desenvolvendo práticas voltadas à assistência individualizada e à normalização dos comportamentos populares. Essa prática inicial, conforme analisa Iamamoto (2007), tinha caráter moralizante e disciplinador, orientada pela doutrina cristã e pela lógica da adaptação social. A intervenção profissional era pautada na regulação da pobreza, funcionando como instrumento de controle social em consonância com os interesses da ordem capitalista. O vídeo “A história da assistência social no Brasil” (GOV, s.d.) reforça essa perspectiva ao mostrar como a assistência se estruturava como uma resposta paliativa às desigualdades, sem enfrentá-las em sua raiz estrutural. Assim, os primeiros assistentes sociais cumpriam funções mediadoras, voltadas mais à manutenção da ordem social do que à sua transformação, consolidando a profissão sob bases conservadoras e confessionais que só viriam a ser criticamente questionadas nas décadas seguintes. A primeira escola de Serviço Social no Brasil foi a Escola de Serviço Social de São Paulo, fundada em 1936 por Maria Kiehl e Albertina Ferreira Ramos, ambas formadas na École Catholique de Service Social de Bruxelas. Como ilustração do que foi descrito, essa instituição surgiu sob a influência da Igreja Católica, alinhando-se à Doutrina Social da Igreja, explicitando que, para os profissionais da época, assistência social e moral cristã eram conceitos indissociáveis.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-06-05 00:27:41 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Primeiras Escolas: Pioneirismo da Formação Profissional no Brasil</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/luizbrauna/Seso1930_40/wish/3479461467</link>
         <description><![CDATA[<p>O nascedouro do Serviço Social no Brasil está diretamente ligado à criação das primeiras instituições de formação profissional na década de 1930, período de intensas mudanças sociais e econômicas. A pioneira entre elas foi a Escola de Serviço Social de São Paulo, inaugurada em 1936, que representou um passo decisivo para a consolidação da profissão no país. Fundada por Maria Kiehl e Albertina Ferreira Ramos, ambas formadas na Bélgica, na École Catholique de Service Social de Bruxelas, essa escola refletia fortemente a influência dos valores cristãos e da filosofia neotomista em sua estrutura pedagógica. O curso enfatizava a moral cristã, o respeito à ordem natural e a busca pelo bem comum, preparando os futuros assistentes sociais para atuar na integração dos indivíduos às normas sociais vigentes. Durante seus primeiros anos, a formação direcionava os profissionais para atuação em instituições filantrópicas, hospitais, orfanatos e órgãos públicos emergentes, onde as intervenções priorizavam a assistência individual e a correção de comportamentos, sob um olhar moralizador. Essa abordagem estava alinhada à lógica da Igreja Católica, buscando conter as tensões sociais e preservar a ordem existente, funcionando também como um mecanismo de controle sobre as populações marginalizadas. No ano seguinte, 1937, a criação da Escola de Serviço Social do Rio de Janeiro expandiu o campo formativo, adotando fundamentos semelhantes aos da escola paulista e fortalecendo a presença da profissão em diferentes regiões do Brasil. A partir dessas iniciativas pioneiras, o Serviço Social começou a se firmar como profissão regulamentada, embora ainda vinculada a orientações conservadoras e religiosas. Foi somente a partir da metade do século XX, em meio a profundas transformações políticas e sociais, que a prática e o pensamento do Serviço Social passaram por uma reconfiguração, incorporando uma visão crítica e comprometida com as lutas por justiça social.</p>]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads-usc1.storage.googleapis.com/3943229169/9a669c0ce4c0b91517ac04f58034ba0a/primeira_escola_servi_o_social.jpg" />
         <pubDate>2025-06-05 00:40:48 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Modernos agentes da justiça e da caridade </title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/luizbrauna/Seso1930_40/wish/3479461718</link>
         <description><![CDATA[<p>Segundo Marilda Iamamoto</p><p>"Resistir é um ato de memória.</p><p>Lembrar, um gesto de coragem."</p><p><br/></p><p><br/></p><p>Os <strong>modernos agentes da justiça e da caridade</strong> são profissionais que atuam nas políticas sociais, como <strong>assistentes sociais</strong>, que têm o desafio de articular o compromisso com os direitos sociais e a justiça, sem cair em práticas puramente assistencialistas ou filantrópicas.</p><p>Iamamoto destaca que:</p><ul><li><p>Esses agentes estão inseridos no contexto do <strong>Estado capitalista</strong>, e muitas vezes enfrentam contradições entre as demandas da população e os limites das políticas públicas.</p></li><li><p>O papel deles é <strong>político e técnico</strong>, exigindo compromisso ético com a transformação social.</p></li><li><p>Eles devem superar a visão tradicional da caridade, pautada na ajuda pontual, e se orientar por uma <strong>perspectiva crítica e emancipadora</strong>, defendendo o acesso universal a direitos.</p></li></ul><p>Os modernos agentes da justiça e da caridade devem atuar com consciência crítica, promovendo justiça social e lutando por políticas públicas efetivas, indo além do assistencialismo.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-06-05 00:40:57 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Elementos do Discurso do Serviço Social</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/luizbrauna/Seso1930_40/wish/3479477134</link>
         <description><![CDATA[<p>Como foi explicitado anteriormente, no início da profissão no Brasil, o discurso do Serviço Social se articulava a uma lógica conservadora, voltada à manutenção da ordem social vigente. De acordo com Iamamoto (2007), "a prática inicial do Serviço Social era marcada por uma perspectiva moralizante e disciplinadora, alinhada à doutrina cristã e aos interesses da classe dominante" (p. 85) Nessa etapa, os assistentes sociais atuavam em organizações beneficentes e confessionais, atuando como agentes de controle social e regulação da pobreza. Com o decorrer do tempo, a profissão começou a se aproximar das necessidades da classe trabalhadora e dos movimentos sociais emergentes. Iamamoto salienta que, a partir das décadas seguintes, o Serviço Social foi, gradualmente, abandonando a sua função conservadora, assumindo uma postura crítica e comprometida com a justiça social. O processo de alteração do discurso profissional revela uma mudança no papel do assistente social, que deixa de ser apenas um técnico para assumir a posição de protagonista na luta pelos direitos humanos. O discurso do Serviço Social é fundamentado por um compromisso ético e político claro: "a defesa dos direitos humanos, a universalização do acesso aos serviços sociais e a promoção da cidadania plena" (Iamamoto, 2007, p. 97) O assistente social é compreendido como um agente que atua com responsabilidade, ética e respeito à dignidade humana, inserido em contextos históricos e sociais específicos, onde a interdisciplinaridade se apresenta como recurso essencial para compreender e enfrentar as complexidades sociais. A trajetória apontada por Iamamoto, portanto, evidencia a construção de um Serviço Social que se distancia de suas origens conservadoras para abraçar uma função transformadora e comprometida com a justiça social.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-06-05 00:50:35 UTC</pubDate>
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         <title>Modernos Agentes da Justiça e Caridade</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/luizbrauna/Seso1930_40/wish/3479487230</link>
         <description><![CDATA[<p>No capítulo II da Parte II do livro de Marilda Iamamoto, observa-se que o Serviço Social brasileiro nasceu em um cenário repleto de tensões sociais e econômicas, em que os profissionais inicialmente atuavam em uma linha tênue entre a prática caritativa e o controle social. Esse primeiro momento esteve fortemente carregado dos valores da moral cristã e da filantropia, posicionando o assistente social como um agente que, embora dedicado à assistência, também colaborava para a manutenção das estruturas dominantes. Entretanto, Iamamoto revela que, com o avanço das mobilizações populares e a ampliação das disputas por direitos, o Serviço Social passou a incorporar um olhar crítico e transformador. Assim, os assistentes sociais deixaram de ser apenas instrumentos de caridade para se tornarem protagonistas na luta por justiça social, defendendo os direitos humanos e buscando enfrentar as raízes das desigualdades. Essa dualidade entre a caridade imediata e a busca pela justiça estrutural, define o papel dos assistentes sociais como “modernos agentes da justiça e da caridade”. Eles conciliam o apoio direto às pessoas em situação de vulnerabilidade com um compromisso ético-político de mudança social, atuando tanto no cuidado cotidiano quanto na construção de uma sociedade mais igualitária. O trabalho de Iamamoto ilumina como essa tensão atravessa a profissão, moldando sua identidade e desafios ao longo do tempo.</p><p><br/></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-06-05 00:57:32 UTC</pubDate>
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         <title>Welligton </title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/luizbrauna/Seso1930_40/wish/3479530896</link>
         <description><![CDATA[<p>No texto de Marilda iamamoto e Raul Carvalho, fala como o processo de industrialização e de formação da classe trabalhadora, e os reflexos de sua exploração, que acontecem nesse cenário político no Brasil. A questão social se constitui através da relação de exploração entre burguesia e trabalhador, mas ela pode ser compreendida como resultado de um processo anterior. A escravidão, a produção mercantil colonial, a migração de imigrantes europeus, entre outros. No início do século XX com o processo de industrialização, onde a senhora viu " ameaçada", com o grande aumento de imigrantes rurais ( pessoas que viviam no campo), para o espaço urbano, buscando melhorias, mas diferente do que procuravam, se encontrava em condições precárias de trabalho e de vida pessoal, onde se morava a pauperização dessa classe assim se destacando a "questão social".</p><p>Serviço social surge no Brasil juntamente com a prática da igreja católica no qual levavam seus ensinamentos cristãos, seguindo suas encíclicas papais ( Rerum Novarum, Leão XXIII, Quadraségimo Anno, Pio XI.), visando também a voltar ao poder.</p><p>A profissão de serviço social surge como um mecanismo utilizado pelo Estado em favor da classe dominante, com o papel de controlar e equilibrar o âmbito social entre as classes, com o intuito de atender todos os direitos da classes trabalhadora mas sem mexer na estrutura e nos interesses da burguesia.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-06-05 01:21:52 UTC</pubDate>
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         <title>Welligton </title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/luizbrauna/Seso1930_40/wish/3479566057</link>
         <description><![CDATA[<p>Surgiram na década de 1930, influenciados por movimentos sociais e religiosos, onde se destaca a atuação da igreja católica. Se ver a criação de escolas voltadas para o serviço social, para a formação de profissionais que pudessem atuar e lidar com os desafios sócias da industrialização e urbanização crescente no país.</p><p> </p><p><strong>Grupos pioneiros:</strong></p><p>• Igreja católica: por meio de movimento, como ação católica e a juventude estudantil católica ( JEC), papel importante para atender as necessidades sociais das famílias operárias e promover a doutrina social da Igreja.</p><p><br/></p><p>•Movimentos de Assistência Social:  como a Associação das Senhoras Brasileiras ( 1920) do Rio de Janeiro, e a Liga das Senhoras Católicas (1923), em São Paulo, tinham uma diferenciação nas atividades tradicionais de caridade. No qual tinham mais força para planejamento de obras assistências de maior eficiência técnica.</p><p><br/></p><p><strong>Primeiras escolas Serviço Social:</strong></p><p><br/></p><p><strong>• </strong>Escola de Serviço Social de São Paulo (1936): fundada na Pontifíca Universidade Católica de São Paulo (PUV-SP);</p><p>• Escola de Serviço Social do Rio de Janeiro (1937): Instituto Social do Rio de Janeiro, onde mais tarde se tornou a Pontifíca Universidade Católica do Rio de Janeiro ( Puc-RJ);</p><p>• Entre outras;</p><p>•Escola de Serviço Social na Bahia ( 1944);</p><p>•Escola de Serviço Social no Paraná (1944);</p><p>• Escola de Serviço Social de Porto Alegre ( 1945).</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-06-05 01:41:04 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Welligton </title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/luizbrauna/Seso1930_40/wish/3479576135</link>
         <description><![CDATA[<p>Os primeiros assistentes sociais atuavam em diversos lugares, como principal foco em entidades públicas e privadas, como hospitais, albergues, abrigos, escolas, empresa do setor industrial, entre outros. Além disso, sua atuação se estendia a realização de ações socioeducativas, estudos socioeconômicos, visitas domiciliares e atendimentos individuais e familiares. </p><p>Eles desempenhavam um papel crucial na defesa dos direitos sociais, na promoção do bem estar e na transformação das condições de vida das pessoas em diversas áreas da sociedade.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-06-05 01:47:04 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Síntese – Protoformas do Serviço Social no Brasil (Anos 1930-1940)</title>
         <author>okarina</author>
         <link>https://padlet.com/luizbrauna/Seso1930_40/wish/3479583440</link>
         <description><![CDATA[<p>Baseado no Capítulo II, Parte II do livro “Relações Sociais e Serviço Social no Brasil”, de Marilda Iamamoto e Raul de Carvalho</p><p><br/></p><p>  Nos anos 30 e 40, o Serviço Social começou a surgir no Brasil em um contexto de grandes transformações sociais, marcado pelo crescimento acelerado das cidades e pela expansão das indústrias. Essas mudanças geraram diversos problemas sociais, como a pobreza e a injustiça, aumentando a necessidade de ações organizadas para atender à população vulnerável.</p><p><br/></p><p>  Inspirado por experiências internacionais, especialmente dos Estados Unidos e da Europa, o Brasil iniciou a estruturação da profissão, com a criação dos primeiros cursos de formação para atuação junto a comunidades e famílias. Durante o governo de Getúlio Vargas, políticas e programas sociais foram implementados com foco nos trabalhadores, e os assistentes sociais passaram a atuar em espaços institucionais como escolas e hospitais, oferecendo suporte direto às pessoas.</p><p><br/></p><p>  A partir dos anos 40, o Serviço Social passou a ser reconhecido como profissão. Os profissionais começaram a desenvolver uma visão mais crítica, buscando soluções que não se limitassem ao assistencialismo, mas que promovessem transformações concretas na vida dos indivíduos.</p><p><br/></p><p>  Dessa forma, o período de 1930 a 1940 foi essencial para o fortalecimento do Serviço Social no Brasil, marcando o início de sua trajetória na luta pela justiça social e pelos direitos da população.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-06-05 01:51:30 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Surgimento do serviço social no Brasil      (genilda de farias Silva)</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/luizbrauna/Seso1930_40/wish/3479583882</link>
         <description><![CDATA[<p>Pelo o que o texto relata, segundo os autores, o serviço social surge como uma resposta as desigualdades sociais e à pobreza no país. Onde analisa as relações entre o serviço social e a sociedade brasileira, destacando a importância da profissão na luta de classes e por justiça social e direitos humanos. E também como se desenvolveu uma estreita relação com o estado e a igreja católica. </p><p>A igreja católica foi muito importante buscando resgatar parte do seu prestígio e influência na sociedade, onde o serviço social nasceu no Brasil vinculado à ação católica. Nesse contexto, a filantropia e a caridade eram as ações utilizadas para dar respostas as expressões da questão social. A profissão era caracterizada por ter um caráter conservador, vocacional, moralista, manipulador, tendo práticas conservadoras.</p><p>A história do serviço social deve ser compreendida a partir do momento que a profissão é intimamente ligada às relações sociais, surgindo na necessidade no aprofundamento do capitalismo e de suas contradições. </p><p>O serviço social é uma profissão que oferece e detém um projeto ético-político, tendo um direcionamento social que aponta para um novo modelo de sociedade, com liberdade, cidadania, democracia, livre de desigualdade, preconceito e qualquer tipo de injustiças sociais. A profissão tem como objetivo de intervenção a questão social e suas múltiplas expressões. Os autores mostram como a profissão tem sido fundamental na defesa dos direitos dos trabalhadores, das mulheres, das crianças e dos idosos. Este livro é essencial para entender a história e o desenvolvimento do serviço social no Brasil. </p>]]></description>
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         <pubDate>2025-06-05 01:51:48 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title></title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/luizbrauna/Seso1930_40/wish/3479587262</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2025-06-05 01:53:58 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Welligton </title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/luizbrauna/Seso1930_40/wish/3479587800</link>
         <description><![CDATA[<p>Serviço social é uma profissão que se ver no processo de reprodução das relações sociais. Na atualidade ela interage nas ciências sociais aplicadas, no qual seu objetivo é intervir nas expressões da "Questão social".</p><p>O serviço social é uma profissão de caráter sociopolítico, crítico e interventivo, onde utiliza de instrumentos das ciências humanas e sociais para análise e intervenções no contexto da "questão social ", ou seja, na desigualdade que se originam do antagonismo entre socialização da produção e a apropriação dos frutos de trabalho.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-06-05 01:54:17 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Welligton </title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/luizbrauna/Seso1930_40/wish/3479591763</link>
         <description><![CDATA[<p>Serviço social é uma profissão que se ver no processo de reprodução das relações sociais. Na atualidade ela interage nas ciências sociais aplicadas, no qual seu objetivo é intervir nas expressões da "Questão social".</p><p>O serviço social é uma profissão de caráter sociopolítico, crítico e interventivo, onde utiliza de instrumentos das ciências humanas e sociais para análise e intervenções no contexto da "questão social ", ou seja, na desigualdade que se originam do antagonismo entre socialização da produção e a apropriação dos frutos de trabalho.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-06-05 01:56:21 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Grupos pioneiros e primeiras escolas de serviço social no Brasil. </title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/luizbrauna/Seso1930_40/wish/3479607512</link>
         <description><![CDATA[<p>O surgimento dos grupos pioneiros veio através de uns conjuntos de sacerdotes "igrejacatólica" eles possuíam suas capelas, onde os trabalhadores eram obrigados diariamente assistir a missa e as liturgias. </p><p>Em 1920 surge uma associação de senhoras brasileiras, no Rio de Janeiro,  e a liga das senhoras católicas (1923), em São Paulo. Muitas das primeiras escolas de serviço social foram criadas por iniciativa da Igreja católica, com foco na assistência social e no trabalho Cardoso. As primeiras formações iniciais de serviço social enfrentou muitos desafios por falta de recursos e a necessidade de adaptação no contexto brasileiro. </p><p>Primeiras escolas:</p><p>•Escola de serviço social de São Paulo (1936).</p><p>•Escola de serviço social do Rio de Janeiro (1937).</p><p>•Escola Ana Nery (1937), atual UFRJ.</p><p><br/></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-06-05 02:04:44 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Campos de ação social e prática dos primeiros assistentes sociais. </title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/luizbrauna/Seso1930_40/wish/3479622682</link>
         <description><![CDATA[<p>No início os primeiros assistentes sociais atuavam em diversos campos, (hospitais, casasde saúde,  escolas,  sanatórios, e etc.),. Com uma abordagem de amor ao próximo e princípios morais.  A influência da igreja católica e o entusiasmo marcante era uma característica desse período. Ao passar do tempo,  a profissão se modernizou na sua formação técnica e profissional com novas teorias e métodos de trabalho, melhorando sua atuação. </p>]]></description>
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         <pubDate>2025-06-05 02:12:16 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Welligton </title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/luizbrauna/Seso1930_40/wish/3479627248</link>
         <description><![CDATA[<p>"Modernos agentes da justiça e da caridade" , como se fala no texto, refere-se a indivíduos ou grupos que, em diferentes contextos sociais, atuam para promover a justiça e a caridade. Assim eram visto os assistentes sociais no começo desse longo processo, de onde se tem a visão da caridade, do amor e ajuda ao próximo, com o intuito de dar uma vida melhor as pessoas de vulnerabilidade e de pobreza. No qual seu principal objetivo é ajudar os que precisam e levar o bem estar para essas pessoas necessitadas. Com o passar do tem esse processo de caridade se moldou com a sua estrutura, chegando a uma estrutura técnica e profissional, que é diretamente envolvida na atuação desses agentes que é fundamental para construir uma sociedade mais justa, equitativa e solidária, onde todos têm acesso aos seus direitos e são tratados com dignidade.&nbsp;</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-06-05 02:14:18 UTC</pubDate>
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         <title>Elementos do discurso de serviço social </title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/luizbrauna/Seso1930_40/wish/3479648636</link>
         <description><![CDATA[<p>Estes elementos de discurso são aspectos centrais, baseados em teorias sociais críticas, onde busca compreender a realidade de forma tatalizante, analisando as contradições sociais e a origem estrutural das desigualdades. Buscando ser comprometido com a defesa dos direitos humanos, da justiça social, da democracia e da emancipação. É um discurso que luta pela superação da desigualdade e da opressão. Onde também a prática profissional aparece  com linguagem clara, objetiva  e crítica  aliando rigor técnico  a sensibilidade social. </p><p>DISCURSO E CARACTERÍSTICAS:</p><p>•Crítico e propositivo;</p><p>•Comprometido com a classe trabalhadora;</p><p>•Voltado a defesa de políticas públicas e direitos sociais;</p><p>•Acolhedor, ético e mediador nas relações com usuários;</p><p>•Interdisciplinar  e articulado com outras áreas  do conhecimento. </p>]]></description>
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         <pubDate>2025-06-05 02:24:14 UTC</pubDate>
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         <title>Genilda </title>
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         <description><![CDATA[<p>Modernos agentes da justiça  e caridade </p><p><br/></p><p>No contexto contemporâneo,  os agentes  da justiça e da caridade configuram-se como sujeitos  ativos na promoção  da dignidade  humana, na defesa dos direitos fundamentais  e na construção  de uma sociedade  mais equitativa.  Esses agentes  não  se restringem as instituições  religiosas tradicionais , mas incluem indivíduos,  organizações da sociedade  civil,  movimentos  sociais e até  mesmo  setores  públicos e privados  comprometidos com a transformação  social. </p><p>A atuação desses agentes  se manifesta  em múltiplas  frentes, desde ação  humanitária,  como o acolhimento  de populações  vulneráveis  e distribuição de recursos básicos,  até iniciativas voltadas  a promoção  da justiça  social,  como o combate a desigualdade,  a discriminação  e as diversas formas de exclusão. </p>]]></description>
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         <pubDate>2025-06-05 02:32:53 UTC</pubDate>
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         <title></title>
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         <description><![CDATA[<p>Na obra de Marilda Iamamoto e Raul de Carvalho,”Relações Sociais e Serviço Social no Brasil”, o Capítulo II, Parte II aborda o processo de institucionalização do Serviço Social no Brasil entre as décadas de 1930 e 1940, durante o governo de Getúlio Vargas. Processo que ocorre na modernização conservadora, em que o Estado amplia suas intervenções nas questões sociais com o objetivo de manter a ordem, no entanto, mantendo com as estruturas capitalistas e os interesses da burguesia.</p><p>O Serviço Social surge da necessidade de um mecanismo para enfrentar as “questões sociais”, geradas pelas contradições do sistema capitalista. Sua função principal era controlar as massas trabalhadoras, garantir a preservação da ordem social e preservar o modelo do sistema capitalista.</p><p>Desde o início, a profissão foi marcada pela influência da Igreja Católica, especialmente da Ação Católica, com forte ênfase em valores religiosos com a prática assistencial, como caridade, disciplina e obediência. Nesse período, surgem as primeiras escolas de formação de assistentes sociais, centrada no trabalho social, como vocação cristã, voltado à administração da pobreza. A formação profissional não se baseava em uma análise crítica ou estrutural da realidade, mas sim em práticas assistencialistas, sem questionar as causas profundas da desigualdade social.</p><p>Iamamoto e Carvalho mostram que o Serviço Social, nesse período, cumpria uma função ideológica e política, alinhada aos interesses do Estado e das classes dominantes. Atuava com o controle social, mediando os conflitos entre capital e trabalho, amenizando os efeitos da “questão social”, mas sem romper com a estrutura exploratória do sistema, nem promover uma leitura crítica ou transformadora da realidade.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-06-05 02:42:09 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p>Durante o processo de industrialização do serviço social no Brasil, no período das décadas de 1930 e 1940, destaca-se os grupos pioneiros influenciados pela Igreja Católica, principalmente da Ação Católica, sobre os valores religiosos com a prática assistencialista, com a caridade, a disciplinação, a obediência. </p><p><br/></p><p>Muitas das primeiras assistentes sócias eram mulheres da classe média, elite católica, envolvidas em obras de caridade. </p><p><br/></p><p>Nesse período surge as primeiras escolas de formação dos assistentes sociais, centrada como um trabalho social e com a vocação cristã. Com a visão de administrar a pobreza. </p><p><br/></p><p>1- Escola de Serviço Social de São Paulo (PUC-SP) – 1936</p><p>Primeira escola formal de Serviço Social no Brasil.</p><p>Com influência da Igreja Católica e princípios assistencialistas.</p><p><br/></p><p>2-Escola de Serviço Social do Rio de Janeiro (PUC-Rio) – 1937</p><p>Também ligada à Igreja e voltada à formação técnica e moral das profissionais.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-06-05 02:45:13 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/luizbrauna/Seso1930_40/wish/3479702357</link>
         <description><![CDATA[<p>Os primeiros assistentes sociais atuavam na mediação de conflitos e no enfrentamento das “questões sociais “ , em espaços estratégicos onde o Estado e a Igreja Católica determinavam. </p><p><br/></p><p>Exercendo sua assistência em instituições de caridades, como orfanatos, asilos, centro de apoios, voltados a administração da pobreza e a disciplina cristã. </p><p><br/></p><p>Em órgãos públicos e previdência e assistência social, com programas criados pelo Estado, como os Institutos de Aposentadorias e Pensões( IAPs), onde era realizados atendimentos de assistência à saúde, aposentadoria, habitação, para garanti a ordem sociais. </p><p><br/></p><p>Começando a atuação também em empresas e indústrias, com a mediação entre os capitalistas e os trabalhadores, combatendo conflitos e mediações de bem-estar social. </p><p><br/></p><p>A prática profissional nesse período tinha como característica a mediação dos conflitos sociais com uma visão moralizante e conservadora, amenizando os efeitos da “questão social “ mas sem romper com a estrutura exploratória da classe e nem uma leitura critica da realidade.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-06-05 02:52:28 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/luizbrauna/Seso1930_40/wish/3479733573</link>
         <description><![CDATA[<p>“Modernos agentes da justiça e da caridade” é referente a crítica ao papel dos primeiros assistentes sociais no Brasil, pois refere-se a função dos assistentes sociais e a ideologia atribuída a eles. </p><p><br/></p><p>Como instrumento da ordem social, o Serviço Social surge com a necessidade de um mecanismo para combater as “questões sociais “ que são geradas com o sistema de produção do capitalismo, com a função de manter o controle das massas trabalhadoras e garanti a preservação do capitalismo. </p><p><br/></p><p>Nessa contexto, a “justiça” não está ligada a transformação da realidade e a crítica ao sistema, mas a manutenção da ordem. E a “caridade” remete a prática religiosa assistencialista, de administrar os pobres.</p><p> </p><p>Com o funcionamento alinhado ao interesse do Estado e da burguesia, apresentando a falta da análise crítica e a transformação social da desigualdade.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-06-05 03:08:58 UTC</pubDate>
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         <title>Grupos pioneiros e primeiras escolas de Serviço Social no Brasil.</title>
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         <description><![CDATA[<p>O Serviço Social começou a ser estruturado no Brasil na década de 1930, num momento em que o país passava por muitas mudanças sociais e políticas. Era uma época de forte influência da Igreja Católica, que se preocupava com os problemas sociais das populações mais pobres, especialmente nas cidades que cresciam rapidamente com a industrialização.</p><p><br/></p><p>Os primeiros grupos pioneiros eram formados, principalmente, por mulheres da elite católica, que queriam atuar junto aos mais necessitados. Elas acreditavam que, com formação e organização, poderiam ajudar de forma mais eficaz. Foi nesse contexto que surgiram as primeiras escolas de Serviço Social.</p><p><br/></p><p>A primeira escola do Brasil foi a Escola de Serviço Social de São Paulo, fundada em 1936, seguida por outras em Rio de Janeiro, Porto Alegre e Recife. Essas escolas foram fundamentais para formar os primeiros assistentes sociais e consolidar a profissão no país.</p><p><br/></p><p>No início, o Serviço Social tinha um perfil mais voltado à caridade e à moral cristã, mas, com o tempo, foi se transformando em uma profissão crítica, comprometida com a justiça social e os direitos da população.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-06-08 21:13:45 UTC</pubDate>
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         <title>Campos de ação e práticas dos primeiros Assistentes Sociais. </title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/luizbrauna/Seso1930_40/wish/3482552211</link>
         <description><![CDATA[<p>    </p><p>Quando o Serviço Social começou no Brasil, lá pelos anos 1930 e 1940, os primeiros assistentes sociais atuavam principalmente em espaços ligados à igreja, hospitais, escolas, fábricas e instituições de caridade.</p><p><br/></p><p>Eles trabalhavam ajudando pessoas em situação de pobreza, orientando famílias, distribuindo cestas básicas, vagas em creches, remédios e até mesmo ajudando na organização da vida doméstica. Era um trabalho muito voltado para o cuidado e o apoio individual, com base em valores morais e religiosos.</p><p><br/></p><p>Esses profissionais também começaram a entrar nas empresas, ajudando a resolver conflitos entre patrões e empregados, melhorar o ambiente de trabalho e garantir a “ordem social”, sempre com um olhar mais voltado para o equilíbrio da sociedade do que para a transformação dela.</p><p><br/></p><p>Mesmo com esse foco mais assistencial e conservador no início, os assistentes sociais já mostravam compaixão, escuta e desejo de ajudar — características que são muito importantes até hoje.</p><p><br/></p><p>Com o tempo, o Serviço Social foi ganhando força e passou a lutar também por direitos, justiça social e políticas públicas mais humanas e inclusivas.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-06-08 21:16:23 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Elementos do discurso do Serviço Social. </title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/luizbrauna/Seso1930_40/wish/3482553575</link>
         <description><![CDATA[<p> </p><p>Desde o início, o Serviço Social desenvolveu um discurso próprio, ou seja, uma maneira de falar e pensar a profissão e o seu papel na sociedade. No começo, esse discurso era muito influenciado pela religião, com falas que destacavam a caridade, o cuidado, a obediência e a moral cristã. O foco era ajudar os pobres a “se ajustarem” à sociedade, sem questionar as causas da desigualdade.</p><p><br/></p><p>Com o tempo, esse discurso foi mudando. O Serviço Social passou a enxergar que as dificuldades enfrentadas pelas pessoas não eram culpa delas, mas sim fruto de problemas sociais mais amplos, como pobreza, desemprego, racismo, machismo e falta de acesso a direitos básicos.</p><p><br/></p><p>Hoje, o discurso do Serviço Social é mais crítico e comprometido com a transformação social. Ele valoriza temas como:</p><p><br/></p><ul><li><p>Direitos humanos</p></li><li><p>Justiça social</p></li><li><p>Cidadania</p></li><li><p>Participação popular</p></li><li><p>Democracia e equidade</p></li></ul><p><br/></p><p><br/></p><p>O Serviço Social atual busca fortalecer as pessoas e comunidades, promovendo acesso a políticas públicas e lutando contra as desigualdades.</p><p>      </p><p>     Referências: </p><p>IAMAMOTO, Marilda Villela. O Serviço Social na contemporaneidade: trabalho e formação profissional. 1. ed. São Paulo: Cortez, 1998. Capítulo&nbsp;1 (pp.&nbsp;17–43). Neste capítulo inicial, a autora apresenta uma reflexão crítica sobre as competências no Serviço Social, defendendo uma abordagem que vá além do tecnicismo, valorizando a competência teórico-ética-política e a defesa dos direitos sociais frente aos desafios impostos pelo capitalismo contemporâneo. </p>]]></description>
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         <pubDate>2025-06-08 21:21:55 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Modernos agentes da justiça e da caridade </title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/luizbrauna/Seso1930_40/wish/3482554687</link>
         <description><![CDATA[<p>No começo da história do Serviço Social no Brasil, lá pelas décadas de 1930 e 1940, os assistentes sociais eram vistos como “modernos agentes da justiça e da caridade”. Isso significa que eles atuavam ajudando os mais pobres, mas com base em valores religiosos, principalmente católicos.</p><p><br/></p><p>A Igreja Católica teve um papel central na formação da profissão. Ela via o Serviço Social como uma forma moderna de fazer caridade: organizada, técnica e com formação específica. O objetivo era manter a ordem social e ajudar os pobres a se adaptarem, sem necessariamente questionar as causas da desigualdade.</p><p><br/></p><p>Nesse contexto, as mulheres da elite católica se destacaram. Muitas delas viam no Serviço Social uma forma de exercer um papel público, ajudando a sociedade, sem sair completamente dos moldes tradicionais do papel feminino da época (como cuidar, acolher, ouvir, orientar).</p><p><br/></p><p>Por isso, desde o início, o Serviço Social foi uma profissão majoritariamente feminina, e isso se mantém até hoje.</p><p><br/></p><p>Com o tempo, a profissão foi se transformando, passando da caridade para a luta por direitos e justiça social — mas essa história mostra como tudo começou: com fé, cuidado e o desejo de ajudar, mesmo que de forma ainda conservadora.</p><p>     Vídeo referência: <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://youtu.be/Ykdgee40Z2E?si=jE3qQyLuKyY93aMG">https://youtu.be/Ykdgee40Z2E?si=jE3qQyLuKyY93aMG</a> </p><p><br/></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-06-08 21:26:53 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Modernos agentes da justiça e da caridade </title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/luizbrauna/Seso1930_40/wish/3483104414</link>
         <description><![CDATA[<p>O Serviço Social surgiu como uma resposta às desigualdades sociais provocadas pelas transformações econômicas e sociais, principalmente após a Revolução Industrial. Nesse cenário, os chamados “agentes modernos da justiça e da caridade” começaram a surgir: pessoas que, movidas por valores de solidariedade e justiça, buscavam aliviar o sofrimento das camadas mais pobres da sociedade.</p><p><br/></p><p>Nesse contexto, a Igreja Católica teve papel fundamental. Com forte influência na organização da assistência social, a Igreja defendia a caridade cristã como forma de ajudar os mais necessitados. Inspirados por princípios religiosos, os primeiros profissionais de Serviço Social atuavam com base em valores morais, como o amor ao próximo, a empatia e a compaixão.</p><p><br/></p><p>A formação dos assistentes sociais também era fortemente marcada pela doutrina católica. As primeiras escolas de Serviço Social surgiram ligadas à Igreja, com uma educação voltada para preparar mulheres (em sua maioria) para atuar de maneira disciplinada, caridosa e comprometida com os ensinamentos cristãos. A ideia era formar “missionárias sociais” que levassem ajuda material e espiritual aos mais pobres.</p><p><br/></p><p>Com o tempo, o Serviço Social foi se transformando, ganhando um caráter mais técnico e crítico. Mas suas raízes humanitárias e seu compromisso com a justiça social continuam sendo fundamentais até hoje. </p><p><a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://youtu.be/v-QWmkN8b8s?si=EOeOI08SUw_kqvZ3">https://youtu.be/v-QWmkN8b8s?si=EOeOI08SUw_kqvZ3</a> </p>]]></description>
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         <pubDate>2025-06-09 05:32:22 UTC</pubDate>
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