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      <title>NARRATIVAS EM EJA by AMANDA GLATZL GERHEIM</title>
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      <description>Scroll to view</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2023-12-11 05:54:44 UTC</pubDate>
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         <title>NARRATIVA 1 </title>
         <author>amandaglatzl</author>
         <link>https://padlet.com/amandaglatzl/w5c84vt9vxw8yqpj/wish/2820595199</link>
         <description><![CDATA[<p><br></p><p>Desde o momento em que entrei no curso de Pedagogia, estive em estágios apenas na educação infantil e no ensino fundamental regular. Em abril de 2023, participei do processo seletivo para o PIBID EJA e, desde então, tive a oportunidade de ter mais contato com a educação de jovens e adultos. Minhas primeiras impressões fazendo o estágio em EJA no Centro de Educação de Jovens e Adultos Dr. Geraldo Moutinho (CEM) foram notavelmente distintas das minhas primeiras impressões sobre o ensino regular, com o qual estava habituada.</p><p>Em primeiro lugar, trabalhar com adultos requer uma didática diferente, uma vez que é mais comum encontrarmos atividades pedagógicas e materiais didáticos direcionados para crianças, com imagens e ilustrações infantis. Ao passar pela EJA, percebi que essa abordagem não é eficaz com adultos. Esses alunos têm experiências de vida diversas e procuram formas de concluir os estudos e aprimorar suas habilidades. Dessa forma, é essencial que as atividades sejam propostas de acordo com as vivências e experiências da turma.</p><p>Em segundo lugar, a grande parte dos alunos são sujeitos que não tiveram a oportunidade de completar sua educação formal devido a uma variedade de razões, como a necessidade de trabalhar desde cedo para sustentar suas famílias, responsabilidade de cuidar dos filhos, que frequentemente recaem sobre as mulheres, ou questões familiares. Com isso, os alunos trazem consigo diversas experiências de vida, que influenciam profundamente a dinâmica da sala de aula. São pessoas marcadas que carregam bagagem de vida e histórias de superação, tristeza e abusos, o que pode ser valioso para o processo de aprendizado, pois, costumam se sentirem confortáveis para conversarem abertamente sobre vários assuntos. No entanto, também pode acarretar em desafios adicionais, como falta de confiança em suas habilidades acadêmicas, sentimentos de inadequação ou frustração devido às oportunidades perdidas no passado. É habitual que fiquem inseguros com alguma novidade e se sintam na defensiva.&nbsp;</p><p>Concluindo, uma das experiências mais marcantes durante meu período de estágio foi ouvir as histórias dos alunos, que me trouxeram grandes reflexões sobre a desigualdade de oportunidades. Essas histórias me fizeram perceber que essa realidade está muito mais próxima e é mais frequente do que imaginava, reforçando a ideia do compromisso que os professores precisam ter de promover uma educação libertadora e autônoma para todos, independente da idade e das questões sociais.</p>]]></description>
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         <pubDate>2023-12-11 05:58:07 UTC</pubDate>
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         <title>NARRATIVA 2</title>
         <author>amandaglatzl</author>
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         <description><![CDATA[<p>A educadora responsável por me orientar durante meu estágio obrigatório na Educação de Jovens e Adultos (EJA) é a mesma professora supervisora do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID), no qual tenho participado desde abril de 2023.&nbsp; Como já estou dentro do cotidiano da EJA há um tempo, estou mais familiarizada com os alunos e também com a professora.</p><p>Desde o primeiro dia na escola CEM, percebi que a educadora em questão possui um olhar extremamente atento às histórias de vida dos alunos. Essa característica reflete-se em sua prática pedagógica, em que ela se dedica não apenas ao conteúdo curricular, mas também à compreensão das vivências e experiências de cada estudante. E não somente a educadora possui esse olhar aos estudantes, mas todos da turma são atenciosos às questões, vivências e problemas uns dos outros.&nbsp;</p><p>Uma das práticas mais marcantes em relação à professora é a forma como oferece espaço para que os alunos compartilhem suas histórias de vida. Ela não apenas os escuta, mas verdadeiramente os ouve, estabelecendo um diálogo aberto e acolhedor, se importando e dando conselhos. Essa abordagem vai além do ambiente estritamente acadêmico e rígido, e reconhece a importância das narrativas individuais dentro do processo educativo de cada um, principalmente dos sujeitos da EJA, que carregam trajetórias e bagagens de vida diversas.</p><p>Além disso, a educadora se preocupa em trazer conteúdos que estão presentes no cotidiano dos alunos e que são assuntos pertinentes de serem discutidos em uma sala de aula.&nbsp; Essa prática pedagógica, que vai além do simples repasse de conteúdo, evidencia o comprometimento da educadora com o desenvolvimento de seus alunos. Ao trazer para a sala de aula temas relevantes e atuais, ela não apenas enriquece o aprendizado formal, mas também proporciona aos alunos conhecimentos para compreenderem e refletirem sobre os desafios do mundo que os cerca. Essa abordagem contribui para a formação de cidadãos críticos, conscientes e engajados em sua comunidade e sociedade como um todo.</p><p>Sobre os outros educadores, não tive a oportunidade de conhecê-los. Tive um mínimo contato com a coordenação e supervisão da escola, e não pude conhecê-los o suficiente para colocá-los em minha narrativa. A falta de detalhes sobre esses profissionais na minha narrativa não reflete uma ausência de importância, mas sim a limitação do meu contato durante o período de estágio. Por sempre me encontrar na sala de sala por um curto período de tempo, não tive tempo de estar presente em aulas de outros professores e refletir sobre suas práticas.&nbsp;</p><p><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2023-12-15 02:03:50 UTC</pubDate>
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         <title>NARRATIVA 3 ESTÁGIO EM EJA</title>
         <author>amandaglatzl</author>
         <link>https://padlet.com/amandaglatzl/w5c84vt9vxw8yqpj/wish/2825879323</link>
         <description><![CDATA[<p>Os educandos da Educação de Jovens e Adultos (EJA) frequentemente carregam trajetórias e experiências de vida diversas. Muitos deles, em sua maioria, enfrentam desafios que os forçaram a abrir mão de seus direitos de infância precocemente. Essas situações podem variar desde a necessidade de assumir responsabilidades de trabalho excessivas desde jovens, questões familiares complexas que os afastaram das escolas, e no caso das mulheres, até mesmo por causa do casamento e dos filhos.</p><p>Na turma em que fiz o estágio em EJA, os alunos possuem diversas histórias. Por exemplo, uma aluna foi abandonada pela mãe ainda quando criança por ter sido gerada a partir de um estupro. Um aluno começou a trabalhar excessivamente desde de criança, obrigado pelo pai. Outra aluna possuía um relacionamento abusivo com seu marido, que a proibia de ter uma conta bancária, fazia violência psicológica e certa vez a trancou dentro de casa para que não pudesse sair. Temos outro caso, de um aluno que foi pai muito jovem e está repleto de questões internas que dificultam sua permanência na escola.&nbsp;</p><p>Ao interagir com essas pessoas, é notável para mim que muitos deles carregam inseguranças em relação à aprendizagem. Essas inseguranças estão intrinsecamente ligadas ao estigma associado ao ato de entrar na escola ou retornar aos estudos em uma fase posterior da vida. Infelizmente, a sociedade muitas vezes trata a alfabetização de adultos como algo vergonhoso, como se fosse uma falha individual em vez de reconhecer a responsabilidade do Estado em proporcionar acesso democrático e gratuito à educação para todos.</p><p>Sendo assim, claramente esses alunos sofreram preconceitos e foram vítimas de estereótipos, sentindo-se incapazes de aprenderem. Muitos deles se sentem desvalorizados e desqualificados em aprenderem, quando, na realidade, estão demonstrando uma incrível determinação ao buscar a educação e são pessoas extremamente inteligentes e astutas, que carregam conhecimentos de vida e experiências. O papel do educador na EJA vai além do ensino formal, ele desempenha um papel crucial em influenciar na autoconfiança, no combate aos estigmas e na criação de um ambiente de aprendizado inclusivo e acolhedor.</p><p><br></p><p><br>NARRATIVA 3 ESTÁGIO EM EJA</p>]]></description>
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         <pubDate>2023-12-15 02:05:56 UTC</pubDate>
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         <title>NARRATIVA 4 - ESTÁGIO EM EJA</title>
         <author>amandaglatzl</author>
         <link>https://padlet.com/amandaglatzl/w5c84vt9vxw8yqpj/wish/2825880361</link>
         <description><![CDATA[<p>O currículo da turma em que fiz estágio é baseado em questões que estejam vinculadas ao cotidiano dos alunos, de forma a conversar com suas vivências. A professora trata de conteúdos que sejam atuais e relevantes para o contexto da turma, como, racismo, machismo e diferenças/desigualdades. Alguns alunos possuem certas concepções que são preconceituosas, repletas de frases racistas e machistas, por exemplo. É comum que manifestem ideias que possuem valores ultrapassados, fazendo com que a professora tenha uma abordagem sensível e prática para desconstruir esses estereótipos e preconceitos enraizados.&nbsp;</p><p>Tenho consciência que esse tipo de currículo não é tão recorrente na EJA, em muitos casos, os professores escolhem sempre atividades genéricas, sem considerar a importância de desenvolver o pensamento crítico dos alunos. É necessário que o aluno tenha o momento de escrever textos, fazer contas de matemática, separar sílabas e entre outros, mas também é preciso que o educador promova debates e discussões na sala de aula, para que os alunos se sintam mais engajados e mais próximos dos conteúdos.&nbsp;</p><p>A professora em alguns momentos traz para os alunos atividades impressas que abrangem diversos conteúdos, como leituras e imagens para ajudar nas discussões que fazem em sala de aula. Por exemplo, a educadora trouxe imagens correspondentes à concepção de igualdade e equidade para discutir com os alunos que nem todas as pessoas possuem o mesmo acesso às coisas básicas.</p><p>Além disso, houve uma contribuição por meio de jogos elaborados durante a nossa participação no PIBID. Os pibidianos construíram jogos didáticos que pudessem ser usados no cotidiano dos alunos da EJA, o que foi uma experiência ao mesmo tempo desafiadora e essencial para nossa formação e participação no cotidiano dos alunos. Desafiadora porque não sabíamos ao certo quais tipos de conteúdos abordar e nem a forma que abordaríamos, pois não tínhamos experiência anterior com a EJA. Com isso, após muitos estudos e pesquisas, esse recurso construído por mim e pela dupla consistia em um jogo de memorização sobre vacinas, algo que nem todos possuem o conhecimento de quando tomar e da sua importância.&nbsp;</p><p>Quanto às avaliações, são feitas por meio de provas. A professora aplica durante o horário regular das aulas, e correspondem aos conteúdos estudados por eles. Os alunos também são envolvidos em exercícios práticos ao decorrer das aulas que visam consolidar o conteúdo aprendido, por exemplo, certa vez, a docente trouxe balas de goma e palitos para que a turma representasse os sólidos geométricos. Todos participaram e se empolgaram com a atividade.&nbsp;&nbsp;</p><p><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2023-12-15 02:06:58 UTC</pubDate>
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         <title>NARRATIVA 5 ESTÁGIO EM EJA</title>
         <author>amandaglatzl</author>
         <link>https://padlet.com/amandaglatzl/w5c84vt9vxw8yqpj/wish/2825901638</link>
         <description><![CDATA[<p>Inicialmente, minha primeira experiência com a EJA foi no PIBID, o que foi desafiador, já que nunca havia estado em uma sala de Jovens e Adultos antes. No entanto, ao conhecer a turma, o medo foi se dissipando, e pude conhecer as histórias e trajetórias de cada aluno, me conectando com a turma,&nbsp; conversando, dando conselhos e entre outros.</p><p>Desde que entrei no curso de Pedagogia, nunca havia considerado a possibilidade de me especializar e aprofundar meu conhecimento no campo de jovens e adultos. Contudo, a participação no PIBID e o estágio mudaram esse pensamento. Atualmente, me sinto aberta quanto a oportunidade de atuar como profissional da educação em uma sala de EJA.</p><p>Sobre o estágio, acredito que a turma de pedagogia, de modo geral, não tem um contato grande com a EJA, apenas uma introdução, uma breve experiência. Por isso, é fundamental reconhecer a grande diversidade existente entre as turmas, entendendo que cada conteúdo abordado está relacionado ao perfil dos alunos presentes na sala.</p><p>Por exemplo, ao lidar com uma turma predominantemente composta por adolescentes, as estratégias pedagógicas e abordagens serão abordadas de uma maneira específica, levando em consideração suas necessidades e características. Alguns adolescentes são mais energéticos, outros mais tímidos e muitos ficam na defensiva para ter algum tipo de conversa. Por outro lado, ao trabalhar com uma turma composta majoritariamente por idosos, as dinâmicas de ensino serão adaptadas de acordo com as peculiaridades desse grupo, já que são pessoas que geralmente conversam e se expressam com mais frequência.</p><p>Ao final da experiência posso dizer que tenho mais conhecimento prático da realidade da EJA, o que não possuía antes. Entretanto, é importante reconhecer que o estágio possui algumas limitações. A curta duração muitas vezes impede uma compreensão completa e aprofundada de todas as facetas da EJA. Com isso, o exercício profissional futuro nessa modalidade exigirá, portanto, uma busca contínua por aprendizado, atualização e adaptação.</p><p>Ainda assim, a experiência do estágio foi um ponto de partida valioso. Contribuiu para mudar minha visão sobre a EJA, destacando a importância da flexibilidade, da empatia e da adaptabilidade para o meu desenvolvimento profissional.</p><p><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2023-12-15 02:27:24 UTC</pubDate>
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         <title>Imagens que marcaram esse período de estágio</title>
         <author>amandaglatzl</author>
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         <pubDate>2023-12-17 00:00:24 UTC</pubDate>
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         <author>amandaglatzl</author>
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