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      <title>Partilha de Leituras - Poesia Contemporânea by </title>
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      <language>en-us</language>
      <pubDate>2022-03-21 12:00:24 UTC</pubDate>
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         <title>Eugénio de Andrade</title>
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         <description><![CDATA[<div>Poeta português, nascido a 19/01/1923, José Fontinhas mais conhecido como Eugénio de Andrade, seu pseudónimo; foi um dos maiores poetas contemporâneos portugueses, ganhando até o prêmio Camões em 2001.<br><br></div><h1>Urgentemente</h1><div>É urgente o Amor,<br>É urgente um barco no mar.<br><br>É urgente destruir certas palavras<br>ódio, solidão e crueldade,<br>alguns lamentos,<br>muitas espadas.<br><br>É urgente inventar alegria,<br>multiplicar os beijos, as searas,<br>é urgente descobrir rosas e rios<br>e manhãs claras.<br><br>Cai o silêncio nos ombros,<br>e a luz impura até doer.<br>É urgente o amor,<br>É urgente permanecer.<br><br>Esmeralda Silva, Nº6</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-23 12:44:31 UTC</pubDate>
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         <title>Ruy Belo</title>
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         <description><![CDATA[<div>Rui de Moura Ribeiro Belo foi um poeta e ensaísta português. Nasceu a 27 de fevereiro de 1933 e morreu a 8 de agosto de 1978 com apenas 45 anos. Apesar do curto período de atividade literária, Ruy Belo, como era conhecido, tornou-se um dos maiores poetas portugueses da segunda metade do século XX. <br><br><strong>E Tudo Era Possível<br></strong><br></div><div>Na minha juventude antes de ter saído<br>da casa de meus pais disposto a viajar<br>eu conhecia já o rebentar do mar<br>das páginas dos livros que já tinha lido<br><br></div><div>Chegava o mês de maio era tudo florido<br>o rolo das manhãs punha-se a circular<br>e era só ouvir o sonhador falar<br>da vida como se ela houvesse acontecido<br><br></div><div>E tudo se passava numa outra vida<br>e havia para as coisas sempre uma saída<br>Quando foi isso? Eu próprio não o sei dizer<br><br></div><div>Só sei que tinha o poder duma criança<br>entre as coisas e mim havia vizinhança<br>e tudo era possível era só querer<br><br>Matilde Sousa, nº12</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-23 14:41:22 UTC</pubDate>
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         <title>Sophia de Mello Breyner Andresen</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Sophia de Mello Breyner Andresen nasceu a 6 de Novembro de 1919 no Porto. Estudou Filologia Clássica na Universidade de Lisboa. Os seus primeiros versos foram publicados em 1940, nos <em>Cadernos de Poesia</em> e em 1944 é lançado o seu primeiro livro de poemas, <em>Poesia</em>, que a torna uma das maiores vozes da poesia do século xx. Os seus livros estão traduzidos em várias línguas e foi muitas vezes premiada, tendo recebido, entre outros, o Prémio Camões 1999, o Prémio Poesia Max Jacob 2001 e o Prémio Rainha Sofia de Poesia Ibero-Americana – a primeira vez que um português venceu. Na sequência do seu casamento com Francisco Sousa Tavares, em 1946, passou a viver em Lisboa. Foi mãe de cinco filhos, para quem começou a escrever contos infantis.<br>A escritora é também conhecida por ter tido uma atitude interventiva, tendo denunciado ativamente o regime salazarista. Apoiou a candidatura do general Humberto Delgado e fez parte dos movimentos católicos contra o antigo regime, tendo sido um dos subscritores da “Carta dos 101 Católicos”. Foi ainda fundadora e membro da Comissão Nacional de Apoio aos Presos Políticos. Foi eleita para a Assembleia Constituinte, em 1975, numa lista do Partido Socialista.<br>Faleceu a 2 de Julho de 2004, em Lisboa. Dez anos depois, em 2014, foram-lhe concedidas honras de Estado e os seus restos mortais foram trasladados para o Panteão Nacional. No dia em que se celebrou o centenário do seu nascimento, a 6 de Novembro de 2019, é-lhe concedido a título póstumo o Grande-Colar da Ordem Militar de Sant’Iago da Espada.<br>Um dos seus poemas que mostra a sua resistência contra o regime é "Data", escrito em 1962.<br><br><strong><em>Data<br><br></em></strong>Tempo de solidão e de incerteza</div><div>Tempo de medo e tempo de traição</div><div>Tempo de injustiça e de vileza</div><div>Tempo de negação</div><div>&nbsp;</div><div>Tempo de covardia e tempo de ira</div><div>Tempo de mascarada e de mentira</div><div>Tempo que mata quem o denuncia</div><div>Tempo de escravidão</div><div>&nbsp;</div><div>Tempo dos coniventes sem cadastro</div><div>Tempo de silêncio e de mordaça</div><div>Tempo onde o sangue não tem rastro</div><div>Tempo de ameaça<br><br><br>Joana Brandão, nº8</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-23 16:20:33 UTC</pubDate>
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         <title>José Régio</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>José Régio, pseudónimo de José Maria dos Reis Pereira, nasceu em Vila do Conde a 17 de Setembro de 1901 e faleceu também em Vila do Conde a 22 de Dezembro de 1969, foi escritor, poeta, dramaturgo, romancista, novelista, contista, ensaísta, cronista, crítico, diarista, memorialista, epistológrafo e historiador da literatura portuguesa, editor e diretor da influente revista literária Presença, desenhista, pintor e grande conhecedor e colecionador de arte sacra e popular. Tem uma biblioteca e uma escola secundária com o seu nome em Vila do Conde e uma escola primária em Portalegre. Os seus poemas mais notórios sao o "Cântigo Negro" e "Fado Português".<br>Podemos dizer que este poema, o "Fado Poruguês",&nbsp; é um apelo à tradição portuguesa, aos nossos costumes e à nossa história. Abracemos este poema e o noso País!<br><br>-Fado Português-<br><br>O Fado nasceu um dia,<br>quando o vento mal bulia<br>e o céu o mar prolongava,<br>na amurada dum veleiro,<br>no peito dum marinheiro<br>que, estando triste, cantava,<br>que, estando triste, cantava.<br><br>Ai, que lindeza tamanha,<br>meu chão, meu monte, meu vale,<br>de folhas, flores, frutas de oiro,<br>vê se vês terras de Espanha,<br>areias de Portugal,<br>olhar ceguinho de choro.<br><br>Na boca dum marinheiro<br>do frágil barco veleiro,<br>morrendo a canção magoada,<br>diz o pungir dos desejos<br>do lábio a queimar de beijos<br>que beija o ar, e mais nada,<br>que beija o ar, e mais nada.<br><br>Mãe, adeus. Adeus, Maria.<br>Guarda bem no teu sentido<br>que aqui te faço uma jura:<br>que ou te levo à sacristia,<br>ou foi Deus que foi servido<br>dar-me no mar sepultura.<br><br>Ora eis que embora outro dia,<br>quando o vento nem bulia<br>e o céu o mar prolongava,<br>à proa de outro veleiro<br>velava outro marinheiro<br>que, estando triste, cantava,<br>que, estando triste, cantava.<br><br>Eduardo de Andrade Filipe Nº5 12ºB</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-24 23:32:28 UTC</pubDate>
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         <title>Miguel Torga </title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div><strong>Miguel Torga</strong> é o pseudónimo de Adolfo Correia da Rocha. Nasceu no dia 12 de Agosto em 1907 em São Martinho da Anta (Vila Real) e faleceu no dia 17 de Janeiro de 1995 com 87 anos em Coimbra. Foi um dos mais influentes poetas e escritores portugueses do século XX. Destacou-se como poeta, contista e memorialista, mas escreveu também romances, peças de teatro e ensaios. Depois de uma experiência de emigração no Brasil durante a adolescência, fez o curso de Medicina em Coimbra. As suas obras abordam temas sociais como a justiça e a liberdade, o amor, a angústia da morte e deixou transparecer uma aliança íntima e permanente entre o homem e a terra. Estreou-se com <em>Ansiedade</em>, destacando-se no domínio da poesia com <em>Orfeu Rebelde</em>, <em>Cântico do Homem</em>, bem como através de muitos poemas dispersos pelos dezasseis volumes do seu <em>Diário</em>; na obra de ficção distinguimos <em>A Criação do Mundo</em>, <em>Bichos</em>, <em>Novos Contos da Montanha</em>, entre outros. <em>O Diário</em> ocupa um lugar de grande relevo na sua obra. Também como escritor dramático, publicou três obras intituladas <em>Terra Firme</em>, <em>Mar</em> e <em>O Paraíso</em>. Recebeu, entre outros, o <em>Prémio Montaigne</em> em 1981, o <em>Prémio Camões</em> em 1989 e o <em>Prémio Vida Literária </em>(atribuído pela Associação Portuguesa de Escritores) em 1992.<br><br><strong>A um negrilho<br></strong><br>Na terra onde nasci há um só poeta<br>Os meus versos são folhas dos seus ramos.<br>Quando chego de longe e conversamos,&nbsp;<br>É ele que me revela o mundo visitado.<br>Desce a noite do céu, ergue-se a madrugada,&nbsp;<br>E a luz do sol aceso ou apagado&nbsp;<br>É nos seus olhos que se vê pousada.<br><br>Esse poeta és tu, mestre da inquietação&nbsp;<br>Serena!&nbsp;<br>Tu, imortal avena<br>Que harmonizas o vento e adormeces o imenso&nbsp;<br>Redil de estrelas ao luar maninho.&nbsp;<br>Tu, gigante a sonhar, bosque suspenso&nbsp;<br>Onde os pássaros e o tempo fazem ninho!<br><br>Bruna Vieira Nº2 12ºB<br>&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-28 14:44:52 UTC</pubDate>
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         <title>Florbela Espanca</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Florbela Espanca, nome literário de Florbela da Alma da Conceição, nasceu em Vila Viçosa, no Alentejo, Portugal, no dia 8 de dezembro de 1894.&nbsp;</div><div>Foi uma poetisa portuguesa, autora de sonetos e contos importantes na literatura portuguesa. Foi também uma das primeiras feministas de Portugal.</div><div>Sua poesia é conhecida por um estilo característico, com forte teor emocional, onde o sofrimento, a solidão e o desencanto estão aliados ao desejo de ser feliz.</div><div>Seu pai, João Maria Espanca era casado com Maria do Carmo Toscano, que não podia ter filhos e autorizou o marido a se relacionar com a camponesa Antônia da Conceição Lobo.</div><div>Com ela, João Maria teve dois filhos: Florbela e Apeles que foram levados para morar na casa do pai e foram registrados como filhos de Antônia e pai “incógnito”, que só reconheceu a filha depois de sua morte.</div><div>Esta, em 1930, tentou cometer por três vezes suicídio na qual acabou por não resistir na última.<br><br>Lágrimas ocultas<br><br></div><div>Se me ponho a cismar em outras eras</div><div>Em que ri e cantei, em que era querida,</div><div>Parece-me que foi noutras esferas,</div><div>Parece-me que foi numa outra vida...</div><div>&nbsp;</div><div>E a minha triste boca dolorida,</div><div>Que dantes tinha o rir das primaveras,</div><div>Esbate as linhas graves e severas</div><div>E cai num abandono de esquecida!</div><div><br></div><div>E fico, pensativa, olhando o vago...</div><div>Toma a brandura plácida dum lago</div><div>O meu rosto de monja de marfim...<br><br></div><div>E as lágrimas que choro, branca e calma,</div><div>Ninguém as vê brotar dentro da alma!</div><div>Ninguém as vê cair dentro de mim!<br><br>Lara Freitas, nº9</div><div><br></div><div>&nbsp;<br><br></div><div><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-28 21:22:11 UTC</pubDate>
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         <title>Florbela espanca</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div><strong>Florbela Espanca</strong> (<a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Vila_Vi%C3%A7osa">Vila Viçosa</a>, <a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/8_de_dezembro">8 de dezembro</a> de <a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/1894">1894</a> — <a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Matosinhos">Matosinhos</a>, <a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/8_de_dezembro">8 de dezembro</a> de <a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/1930">1930</a>),<a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Florbela_Espanca#cite_note-Guedes-1"><sup>[1]</sup></a> batizada como <strong>Flor Bela Lobo</strong>, e que opta por se autonomear <strong>Florbela d'Alma da Conceição Espanca</strong>, <a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Florbela_Espanca#cite_note-2"><sup>[2]</sup></a> foi uma <a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Poetisa">poetisa</a> <a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Portugal">portuguesa</a>. A sua vida, de apenas 36 anos, foi plena, embora tumultuosa, inquieta e cheia de sofrimentos íntimos, que a autora soube transformar em poesia da mais alta qualidade, carregada de <a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Erotismo">erotização</a>, <a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Feminilidade">feminilidade</a><a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Florbela_Espanca#cite_note-Galvao-3"><sup>[3]</sup></a> e <a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Pante%C3%ADsmo">panteísmo</a>. Há uma biblioteca com o seu nome em <a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Matosinhos">Matosinhos</a><br><br><strong>Nascimento</strong> | <a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/8_de_dezembro#Nascimentos">8 de dezembro</a> de <a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/1894">1894</a><br><a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Vila_Vi%C3%A7osa">Vila Viçosa</a><br> <a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Portugal">Reino de Portugal</a><br><strong>Morte</strong> | <a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/8_de_dezembro">8 de dezembro</a> de <a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/1930">1930</a> (36 anos)<br><a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Matosinhos">Matosinhos</a><br> <a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Portugal">Portugal</a><br><strong>Nacionalidade</strong> | <a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Portugal">Portuguesa</a><br><strong>Cônjuge</strong> | Alberto de Jesus Silva Moutinho (1913-1920)<br>António José Marques Guimarães (1921-1925)<br>Mário Pereira Lage (1925-1930)<br><strong>Ocupação</strong> | Poetisa<br><strong>Principais trabalhos</strong> | <a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Livro_de_M%C3%A1goas"><em>Livro de Mágoas</em></a>;<a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Livro_de_Soror_Saudade"><em>Livro de Soror Saudade</em></a>; <a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Charneca_em_Flor"><em>Charneca em Flor</em></a>; <em>Dominó Preto</em>; <a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/As_M%C3%A1scaras_do_Destino"><em>As Máscaras do Destino</em></a> e <em>Diário. </em><br><br><br>Amar!<br>Eu quero amar, amar perdidamente!<br>Amar só por amar: Aqui... além...<br>Mais Este e Aquele, o Outro e toda a gente...<br>Amar! Amar! E não amar ninguém!<br><br>Recordar? Esquecer? Indiferente!...<br>Prender ou desprender? É mal? É bem?<br>Quem disser que se pode amar alguém<br>Durante a vida inteira é porque mente!<br><br>Há uma Primavera em cada vida:<br>É preciso cantá-la assim florida,<br>Pois se Deus nos deu voz, foi pra cantar!<br><br>E se um dia hei de ser pó, cinza e nada<br>Que seja a minha noite uma alvorada,<br>Que me saiba perder... pra me encontrar...<br><br>Florbela Espanca, in "Charneca em Flor"<br><br><br><br>Shelcia azam da paula&nbsp;<br>N°18</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-29 16:43:11 UTC</pubDate>
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         <title>Sophia de Mello Breyner Andresen</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div><br><br>Sophia de Mello Breyner Andresen nasceu a 6 de novembro de 1919 no Porto,<a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Sophia_de_Mello_Breyner_Andresen#cite_note-IC-2"><sup>[2]</sup></a><a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Sophia_de_Mello_Breyner_Andresen#cite_note-BA-3"><sup>[3]</sup></a> filha de Joana Amélia de Mello Breyner e de João Henrique Andresen. Tem origem <a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Dinamarca">dinamarquesa</a>pelo lado paterno. O seu avô, Jan Andresen, desembarcou um dia no Porto e nunca mais abandonou esta região, tendo o seu filho João Henrique, em 1895, comprado a Quinta do Campo Alegre, hoje Jardim Botânico do Porto.<a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Sophia_de_Mello_Breyner_Andresen#cite_note-DN_09-4"><sup>[4]</sup></a> Como afirmou em entrevista, em 1993,<a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Sophia_de_Mello_Breyner_Andresen#cite_note-5"><sup>[5]</sup></a> essa quinta "<em>foi um território fabuloso com uma grande e rica família servida por uma criadagem numerosa</em>".<a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Sophia_de_Mello_Breyner_Andresen#cite_note-DN_09-4"><sup>[4]</sup></a> A mãe, Maria Amélia de Mello Breyner, é filha de <a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Tom%C3%A1s_de_Mello_Breyner">Tomás de Mello Breyner</a>, conde de Mafra, médico e amigo do rei <a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Carlos_I_de_Portugal">D. Carlos</a>. Maria Amélia é também neta do capitalista <a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Henrique_Burnay">Henrique Burnay</a>, de uma família <a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/B%C3%A9lgica">belga</a> radicada em <a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Portugal">Portugal</a>, e futuro <a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Conde_de_Burnay">conde de Burnay</a>.<br><br></div><div><br>Iniciou os estudos no Colégio Sagrado Coração de Jesus, no número 1354 da Avenida da Boavista, onde entrou no primeiro ano de funcionamento da escola.<br><br></div><div><br>Criada na velha aristocracia portuguesa, educada nos valores tradicionais da moral cristã, foi dirigente de movimentos universitários católicos quando frequentava <a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Filologia_Cl%C3%A1ssica">Filologia Clássica</a> na <a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Universidade_de_Lisboa">Universidade de Lisboa</a>(1936-1939)<a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Sophia_de_Mello_Breyner_Andresen#cite_note-IC-2"><sup>[2]</sup></a><a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Sophia_de_Mello_Breyner_Andresen#cite_note-BA-3"><sup>[3]</sup></a> que nunca chegou a concluir. Colaborou na revista "<em>Cadernos de Poesia"</em>, onde fez amizades com autores influentes e reconhecidos: <a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Ruy_Cinatti">Ruy Cinatti</a> e <a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Jorge_de_Sena">Jorge de Sena</a>.<a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Sophia_de_Mello_Breyner_Andresen#cite_note-IC-2"><sup>[2]</sup></a><a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Sophia_de_Mello_Breyner_Andresen#cite_note-BA-3"><sup>[3]</sup></a> Veio a tornar-se uma das figuras mais representativas de uma atitude política <a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Liberal">liberal</a>, apoiando o movimento monárquico e denunciando o regime <a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Ant%C3%B3nio_de_Oliveira_Salazar">salazarista</a> e os seus seguidores. Ficou célebre como <a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/M%C3%BAsica_de_interven%C3%A7%C3%A3o">canção de intervenção</a> dos Católicos Progressistas a sua "Cantata da Paz", também conhecida e chamada pelo seu refrão: "Vemos, Ouvimos e Lemos. Não podemos ignorar!"<br><br></div><div><br>Casou-se, em 1947, com o jornalista, político e advogado <a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Francisco_Sousa_Tavares">Francisco Sousa Tavares</a><a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Sophia_de_Mello_Breyner_Andresen#cite_note-IC-2"><sup>[2]</sup></a><a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Sophia_de_Mello_Breyner_Andresen#cite_note-BA-3"><sup>[3]</sup></a>(separados em 1986 e divorciados em 1988), tendo sido pais de cinco filhos: uma professora universitária de <a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Letras">Letras</a>, um jornalista e escritor (<a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Miguel_Sousa_Tavares">Miguel Sousa Tavares</a>), um pintor e ceramista e mais uma filha que é terapeuta ocupacional e herdou o nome da mãe. Os filhos motivaram-na a escrever contos infantis.<br><br></div><div><br>Em 1964 recebeu o Grande Prémio de Poesia pela <a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Sociedade_Portuguesa_de_Escritores">Sociedade Portuguesa de Escritores</a> pelo seu livro <em>Livro sexto</em>. Já depois da <a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Revolu%C3%A7%C3%A3o_de_25_de_Abril">Revolução de 25 de Abril</a>, foi eleita para a <a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Assembleia_Constituinte">Assembleia Constituinte</a>, em 1975, pelo <a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Distrito_do_Porto">círculo do Porto</a>numa lista do <a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Partido_Socialista_(Portugal)">Partido Socialista</a>, enquanto o seu marido navegava rumo ao <a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Partido_Social_Democrata_(Portugal)">Partido Social Democrata</a>.<br><br></div><div><br>Distinguiu-se também como contista (<a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Contos_Exemplares"><em>Contos Exemplares</em></a>) e autora de livros infantis (<a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/A_Menina_do_Mar"><em>A Menina do Mar</em></a>, <a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/O_Cavaleiro_da_Dinamarca"><em>O Cavaleiro da Dinamarca</em></a>, <a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/A_Floresta"><em>A Floresta</em></a>, <a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/O_Rapaz_de_Bronze"><em>O Rapaz de Bronze</em></a>, <a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/A_Fada_Oriana"><em>A Fada Oriana</em></a>, etc.). Foi também tradutora de <a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Dante_Alighieri">Dante Alighieri</a>e de <a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Shakespeare">Shakespeare</a> e membro da <a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Academia_das_Ci%C3%AAncias_de_Lisboa">Academia das Ciências de Lisboa</a>. Para além do Prémio Camões, foi agraciada com um <a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Honoris_causa">Doutoramento Honoris Causa</a> em 1998 pela <a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Universidade_de_Aveiro">Universidade de Aveiro</a><a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Sophia_de_Mello_Breyner_Andresen#cite_note-6"><sup>[6]</sup></a> e também foi distinguida com o <a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Pr%C3%A9mio_Rainha_Sofia">Prémio Rainha Sofia</a>, em 2003.<br><br></div><div><br>Sophia de Mello Breyner Andresen faleceu, aos 84 anos, no dia 2 de Julho de 2004, em Lisboa,<a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Sophia_de_Mello_Breyner_Andresen#cite_note-IC-2"><sup>[2]</sup></a><a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Sophia_de_Mello_Breyner_Andresen#cite_note-BA-3"><sup>[3]</sup></a> no <a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Hospital_Pulido_Valente">Hospital Pulido Valente</a>.<a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Sophia_de_Mello_Breyner_Andresen#cite_note-7"><sup>[7]</sup></a> O seu corpo foi sepultado no <a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Cemit%C3%A9rio_de_Carnide">Cemitério de Carnide</a>. Em 20 de fevereiro de 2014, a <a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Assembleia_da_Rep%C3%BAblica">Assembleia da República</a> decidiu homenagear por unanimidade a poetisa com honras de <a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Pante%C3%A3o_Nacional">Panteão</a>.<a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Sophia_de_Mello_Breyner_Andresen#cite_note-8"><sup>[8]</sup></a><a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Sophia_de_Mello_Breyner_Andresen#cite_note-9"><sup>[9]</sup></a> A cerimónia de trasladação teve lugar a 2 de julho de 2014.<a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Sophia_de_Mello_Breyner_Andresen#cite_note-10"><sup>[10]</sup></a><a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Sophia_de_Mello_Breyner_Andresen#cite_note-11"><sup>[11]<br></sup></a><br></div><div><br>Desde 2005, no <a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Ocean%C3%A1rio_de_Lisboa">Oceanário de Lisboa</a>, os seus poemas com ligação forte ao Mar foram colocados para leitura permanente nas zonas de descanso da exposição, permitindo aos visitantes absorverem a força da sua escrita enquanto estão imersos numa visão de fundo do mar.<br><br><br><br></div><div><br><strong><em>Em todos os jardins<br><br><br></em></strong>Em todos os jardins hei-de florir,<br>Em todos beberei a lua cheia,<br>Quando enfim no meu fim eu possuir<br>Todas as praias onde o mar ondeia.<br><br>Um dia serei eu o mar e a areia,<br>A tudo quanto existe me hei-de unir,<br>E o meu sangue arrasta em cada veia<br>Esse abraço que um dia se há-de abrir.<br><br>Então receberei no meu desejo<br>Todo o fogo que habita na floresta<br>Conhecido por mim como num beijo.<br><br>Então serei o ritmo das paisagens,<br>A secreta abundância dessa festa<br>Que eu via prometida nas imagens.<br><br><br><br><br>Nayra Azam da Paula<br>Número:17<br>Turma:B<br>12 ano </div>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-29 17:35:20 UTC</pubDate>
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         <title>Mario de Sá Carneiro </title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Mario de Sá Carneiro foi uma das maiores vozes do modernismo Português e um dos membros memoráveis da Geração d´Orpheu. Nascido em Lisboa no dia 19 de maio de 1990, filho de um engenheiro, Sá Carneiro ficou órfão de mãe com apenas dois anos de idade e teve uma infância muito complicada. Foi entregue aos cuidados dos avós sendo criado na Quinta da Vitória, na freguesia de Camarate, nos arredores de Lisboa.&nbsp;</div><div>Em 1900 com 10 anos de idade ingressou no Liceu de Lisboa, época em que começou a escrever suas primeiras poesias, cinco anos depois redigiu e imprimiu o jornal satírico “O Chinó”, em 1908 colaborou com pequenos contos na revista Azulejos e em 1911 o mesmo foi para Coimbra e matriculou-se na Faculdade de Direito, no entanto interrompeu os estudos. Pouco depois iniciou sua amizade com Fernando Pessoa em 1912 e nesse mesmo ano, com o apoio financeiro do pai, foi para Paris e matriculou-se na Faculdade de Direito. Nessa época, publicou um livro de contos, “Princípio”.&nbsp;</div><div>O escritor acaba por regressar a Portugal com o rebentar da primeira guerra mundial e junta-se a Fernando Pessoa para colaborar na revista “Orpheu”, nos anos que se seguem escreve e publica várias obras entre elas: o livro de poemas “Dispersão”, a novela “Confissões de Lúcio” e o livro de contos, “Céu em Fogo”.&nbsp;</div><div>Infelizmente a vida de Sá Carneiro era rodeada de sofrimento e divido a questões financeiras este acaba por se suicidar no Hotel de Nice, em Paris, no dia 26 de abril de 1916, com apenas 26 anos. &nbsp;<br><br>O recreio</div><div>&nbsp;</div><div>Na minha Alma há um balouço&nbsp;<br>Que está sempre a balouçar -&nbsp;<br>Balouço à beira dum poço,&nbsp;<br>Bem difícil de montar...&nbsp;<br>&nbsp;<br>- E um menino de bibe&nbsp;<br>Sobre ele sempre a brincar...&nbsp;<br>&nbsp;<br>Se a corda se parte um dia&nbsp;<br>(E já vai estando esgarçada),&nbsp;<br>Era uma vez a folia:&nbsp;<br>Morre a criança afogada...&nbsp;<br>&nbsp;<br>- Cá por mim não mudo a corda,&nbsp;<br>Seria grande estopada...&nbsp;<br>&nbsp;<br>Se o indez morre, deixá-lo...&nbsp;<br>Mais vale morrer de bibe&nbsp;<br>Que de casaca... Deixá-lo&nbsp;<br>Balouçar-se enquanto vive...&nbsp;<br>&nbsp;<br>- Mudar a corda era fácil...&nbsp;<br>Tal ideia nunca tive...&nbsp;<br><br>Raúl Marques Filipe nº14<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-29 18:43:08 UTC</pubDate>
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         <title>Eugénio de Andrade</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Eugénio de Andrade, pseudônimo de José Fontinhas foi um dos maiores poetas portugueses contemporâneos. Nasceu a 19 de Janeiro 1923 em Póvoa de Atalaia, numa pequena aldeia da Beira Baixa. Após a separação dos seus pais, mudou-se para Lisboa com a sua mãe. Frequentou o Liceu Passos Manuel e a Escola Técnica Machado de Castro, tendo escrito os seus primeiros poemas em 1936. Em 1943, mudou-se novamente, desta vez para Coimbra, onde regressa após cumprir serviço militar, serviço este onde conviveu com Miguel Torga e Eduardo Lourenço. Quanto à sua vida profissional, exerceu o cargo de Inspector Administrativo do Ministério da Saúde durante 35 anos. Foi graças à sua carreira como funcionário público que chegou à cidade do Porto, onde viveu durante quatro décadas. Durante a sua vida, recebeu inúmeros prémios pela sua escrita como o Prêmio da Associação Internacional de Críticos Literários (1986) e Prêmio Camões (2001). Eugénio de Andrade faleceu no Porto, no dia 13 de junho de 2005.<br><br>--- <strong><em>Urgentemente</em></strong>--- <br><strong><em>É urgente o amor.</em></strong><br><strong><em>É urgente um barco no mar.</em></strong><br><br><strong><em>É urgente destruir certas palavras,</em></strong><br><strong><em>ódio, solidão e crueldade,</em></strong><br><strong><em>alguns lamentos,</em></strong><br><strong><em>muitas espadas.</em></strong><br><br><strong><em>É urgente inventar alegria,</em></strong><br><strong><em>multiplicar os beijos, as searas,</em></strong><br><strong><em>é urgente descobrir rosas e rios</em></strong><br><strong><em>e manhãs claras.</em></strong><br><br><strong><em>Cai o silêncio nos ombros e a luz</em></strong><br><strong><em>impura, até doer.</em></strong><br><strong><em>É urgente o amor, é urgente&nbsp;<br>permanecer.<br><br></em></strong>Beatriz Silva nº1 - 12B</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-30 12:35:39 UTC</pubDate>
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         <title>Eugénio de Andrade </title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>José Fontinhas nasceu a 19 de Janeiro de 1923 e morreu a 13 de Junho de 2005. Durante a sua vida como poeta utilizou o pseudónimo (Eugénio de Andrade).&nbsp;<br>Durante a sua infância aos 10 anos mudou-se para Lisboa devido à separação dos seus pais. Frequentou o Liceu Passos Manuel e a Escola Técnica Machado de Castro, tendo escrito os seus primeiros poemas com apenas 13 anos. E aos 15 anos enviou alguns desses a António Botto(poeta, contista e dramaturgo) que ao leu-Los, encorajou-lhe a veia literária. Aos 20 anos mudou-se para Coimbra onde após ter cumprido o serviço militar convivendo com Miguel Torga(poeta) e Eduardo Lourenço(filósofo português).&nbsp;<br>Durante os&nbsp; anos seguintes até à data da sua morte, fez diversas viagens, foi convidado para participar em vários eventos e travou amizades com muitas personalidades da cultura &nbsp; portuguesa: Miguel Torga, Eduardo Lourenço, Sophia de Mello Breyner, Jorge de Sena, entre outros.&nbsp;<br><br><strong>Entre os teus lábios <br><br></strong><strong><em><br>Entre os teus lábios<br>é que a loucura acode,<br>desce à garganta,<br>invade a água.<br><br>No teu peito<br>é que o pólen do fogo<br>se junta à nascente,<br>alastra na sombra.<br><br>Nos teus flancos<br>é que a fonte começa<br>a ser rio de abelhas,<br>rumor de tigre.<br><br>Da cintura aos joelhos<br>é que a areia queima,<br>o sol é secreto,<br>cego o silêncio.<br><br>Deita-te comigo.<br>Ilumina meus vidros.<br>Entre lábios e lábios<br>toda a música é minha.<br><br></em></strong>Rui Silva n°15/ 12°B</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-31 18:16:23 UTC</pubDate>
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         <title>Carlos Drummond de Andrade</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Carlos Drummond de Andrade (1902–1987). Foi um dos maiores poetas brasileiros do século XX. "No meio do caminho tinha uma pedra / tinha uma pedra no meio do caminho". Este é um trecho de uma das poesias de Drummond, que marcou o 2º Tempo do Modernismo no Brasil.<br><br></div><div>Carlos Drummond de Andrade nasceu em Itabira de Mato Dentro, interior de Minas Gerais, no dia 31 de outubro de 1902. Era filho dos proprietários rurais, Carlos de Paula Andrade e Julieta Augusta Drummond de Andrade.<br><br>Em 1921, começou a publicar artigos no Diário de Minas. Em 1922, ganhou um prêmio de 50 mil réis, no “Concurso da Novela Mineira”, com o conto Joaquim do Telhado.<br><br>Em 1923 matriculou-se no curso de Farmácia da Escola de Odontologia e Farmácia de Belo Horizonte. Em 1925 concluiu o curso. Nesse mesmo ano, fundou A Revista, que se tornou um veículo do Modernismo Mineiro.<br><br>Drummond lecionou português e Geografia em Itabira, mas a vida no interior não lhe agradava. Voltou para Belo Horizonte e empregou-se como redator no Diário de Minas.em 1921, começou a publicar artigos no diário de minas. em 1922, ganhou um prêmio de 50 mil réis, no “concurso da novela mineira”, com o conto joaquim do telhado.<br><br>Em 1925, casou-se com Dolores Dutra de Morais, com quem teve dois filhos, Carlos Flávio, que viveu apenas meia hora (e a quem é dedicado o poema "O que viveu meia hora", presente em <em>Poesia completa</em>, Ed. Nova Aguilar, 2002), e Maria Julieta Drummond de Andrade.<br><br>Em 1928, Drummond publicou o poema No Meio do Caminho, na “Revista de Antropofagia” de São Paulo, provocando um escândalo, com a crítica da imprensa.<br><br>Diziam que aquilo não era poesia e sim uma provocação, pela repetição do poema. Como também pelo uso de "tinha uma pedra" em lugar de "havia uma pedra".<br><br><strong>No Meio do Caminho</strong><br><br><strong>No meio do caminho tinha uma pedra<br>tinha uma pedra no meio do caminho<br>tinha uma pedra<br>no meio do caminho tinha uma pedra.<br><br>Nunca me esqueci desse acontecimento<br>na vida de minhas retinas tão fatigadas.<br>nunca me esquecerei que no meio do caminho<br>tinha uma pedra<br>tinha uma pedra no meio do caminho<br>no meio do caminho tinha uma pedra.</strong><br><br>Vinícius Coutinho, N°19, 12°B<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-31 20:53:08 UTC</pubDate>
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