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Educando o olhar para os Media

Biblioteca Municipal de Estarreja - 19 e 20 de outubro de 2018

Um (con)tributo para literacia mediática

  • RAZÕES JUSTIFICATIVAS DA AÇÃO

    "Vivemos rodeados por redes de telecomunicação (Internet) e por dispositivos de comunicação portáteis (telemóveis, tablets, GPS …) cuja interface mais pregante é o ecrã. Depois do triunfo do ecrã de televisão, tendem a dominar os ecrãs móveis, nos quais convergem texto, som e imagem em múltiplas configurações digitais, multimédia e interativas. Vivemos imersos numa cultura de convergência e de participação em que a imagem tende a dominar, contribuindo para a espetacularidade, fragmentação e redução das mensagens ao mínimo. Urge não só promover a educação para os media em geral como a educação do olhar para a linguagem e conteúdo visual e audiovisual que são uma marca deste século. Ambas são condições para uma cidadania esclarecida e crítica.  Daí esta proposta formativa da Rede de Bibliotecas de Estarreja em articulação com a coordenação interconcelhia RBE e com a SOPCOM."

    (Ação 01.18/19
    Registo:
    CCPFC/ACC- 101342/18
    Centro de Formação Intermunicipal  de Estarreja, Murtosa e Ovar)
  • OBJETIVOS

    - Perceber como os media constroem a realidade.
    - Compreender que a construção visual da cultura constitui uma marca fundamental do século XXI. 
    - Reconhecer a influência dos media na construção de identidades e de visões do mundo.
    - Perceber a diferença entre representação e manipulação da realidade através da imagem
    - Reconhecer estratégias (in)visíveis do poder mediático através da imagem, fotografia, cinema e outras plataformas de interação virtual.
    - Aprender características fundamentais da linguagem visual, audiovisual e cinematográfica.
    - Melhorar a compreensão e análise crítica da publicidade.
    - Aprofundar competências para mediação do consumo televisivo infantil .
    - Melhorar competências de interpretação e uso pedagógico de obras cinematográficas.
    - Conhecer atividades e recursos de operacionalização do Aprender com a Biblioteca Escolar.
     

Literacia da Imagem

  • Imagens e Leituras para o Século XXI Jorge Barcelos

    Universidade do Porto - Doutorando

    Apontamento biográfico:
    Professor Assistente do curso de Comunicação em Mídias Digitais do Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes da Universidade Federal da Paraíba.

    Doutorando em Medias Digitais da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, bem como no projeto de extensão DIAS-Design Instrucional para uma Aprendizagem Significativa da Universidade Federal da Paraíba.

    Sinopse:
    A literacia visual é um conjunto de habilidades que permitem ao indivíduo saber ler e escrever por meio de imagens. Saber ler significa ser capaz de decodificar os símbolos para entender o significado de uma representação, enquanto saber escrever é a habilidade de codificar os símbolos e elementos visuais para criar significados. Este processo não é novo, mas acompanha a humanidade desde seus primórdios. A revolução digital provocou não só uma aceleração na utilização de imagens na comunicação, como também limitações. Estas limitações vão além da manipulação de imagens proporcionada pela tecnologia digital, exigindo outros conhecimentos e habilidades. O domínio da linguagem visual, aliado às tecnologias digitais, auxilia os indivíduos a compreender e a interagir criticamente na sociedade, como demonstra a comparação entre a produção e interpretação de um selfie e de uma pintura. As limitações e as possibilidades de cada uma das tecnologias, eis o que se pretende evidenciar. 
    Literacia visual estarreja_novo
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  • Media Participativos: questionando identidades através de imagens Dorneles Neves

    Universidade do Porto - Doutorando 

    Apontamento biográfico:
    Professor Assistente de Audiovisual Digital do Departamento dos Media Digitais da Universidade Federal da Paraíba.
    Doutorando do programa em Media Digitais da Universidade do Porto.

    Sinopse:
    Uma das características das sociedades pós-modernas é a relação entre os media e a construção de identidades. Esta é construída a partir de escolhas e de decisões feitas num contexto de múltiplas opções, e tais decisões formam um estilo de vida que, com o passar do tempo, cria uma narrativa. Neste sentido, os media globalizados permitem acesso a diversas escolhas de estilos de vida, para além daquelas disponíveis por meio da experiência direta. Neste cenário, educar sobre os media e fazer uso de métodos de ensino que envolvam os estudantes na análise e criação de conteúdo é importante para que estes desenvolvam um pensamento crítico sobre os media, mas também sobre a sua influência sobre si que os media exercem na sua construção como sujeitos. Um dos métodos de media participativos é o vídeo participativo, o qual põe na mão dos alunos todas as etapas da sua realização e o seu objetivo é permitir que estes acedam aos meios de produção dos media e de auto-representação, de acordo com suas próprias convenções estéticas e culturais. Para ilustrar o uso dos media participativos, é relatada a sua experiência com a utilização do vídeo participativo para questionar identidades de género com raparigas adolescentes de Vila Nova de Gaia.
    MEDIA PARTICIPATIVOS DORNELES
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  • A imagem na era da cultura digital e das narrativas alternativas Inês Amaral

    Universidade de Coimbra

    Apontamento biográfico:
    Professora Associada na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra e Investigadora do Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade da Universidade do Minho.
    Doutorada em Ciências da Comunicação - Media Interativos pela Universidade do Minho com a tese Redes Sociais na Internet: Sociabilidades Emergentes.

    Sinopse:
    Numa sociedade de multiplicidade de ecrãs e da era da velocidade, as representações sociais que fazemos de nós próprios, dos outros e do mundo estão ancoradas aos significados que são construídos visualmente. Se a utilização de tecnologias sociais transforma os habituais consumidores de imagens em produtores, os consumos mediáticos em diferentes plataformas expõem os receptores a uma cultura visual híbrida que tem objetivos definidos, impacto social e implicações ideológicas. No cenário digital existe uma reconstrução permanente da realidade promovida pelos media e por utilizadores comuns. Os “factos alternativos” e as “notícias falsas”, que dão corpo à narrativa da “pós-verdade”, intensificam a desinformação com o recurso à imagem. Trata-se do “perigo da história única”, que a escritora nigeriana Chimamanda Adichie bem descreve. A literacia visual é premente no sentido de potenciar a capacidade de pensar criticamente o poder das imagens na construção de diferentes versões do mundo.


Literacia da Imagem Inês Amaral

Literacia Televisiva e Fílmica

A produção audiovisual em contexto educativo

  • A linguagem audiovisual. A leitura através dos ecrãs Ana Gonçalves

    Rede de Bibliotecas Escolares

    Apontamento biográfico:
    M
    embro da equipa do Gabinete da Rede de Bibliotecas Escolares.
    Doutorada em Ciências da Educação (Universidade de Huelva) e Master em Gestão da Formação (SGS, Portugal).

    Sinopse
    :
    A linguagem audiovisual, parte integrante da sociedade contemporânea, está presente nas mensagens que consumimos diariamente e que circulam em diversos meios de comunicação. Os mais jovens apresentam uma tendência e uma predisposição para a aprendizagem dos conteúdos em formato audiovisual. Um dos motivos poderá ser o impacto audiovisual, a simplicidade na utilização, a rapidez no acesso e a facilidade na sua produção. 

    Surge um novo leitor que consome mensagens audiovisuais, fragmentadas e dinâmicas, com implicações no campo emocional. No caso concreto do cinema, o filme poderá desenvolver no espectador, um impacto profundo através do reconhecimento e/ ou da identificação com as personagens. 

    Apesar de os conteúdos audiovisuais ampliarem a possibilidade de comunicação e de aprendizagem, ainda se verifica, por parte dos jovens, a ausência de determinadas competências que lhes permitam analisar de forma crítica e reflexiva as mensagens. No contexto educativo, a alfabetização audiovisual ou mediática ocupa um lugar residual, apesar de algumas organizações alertarem para a importância da mesma., nomeadamente a UNESCO, que se destaca na promoção da Media and Information Literacy a nível mundial.

    A linguagem audiovisual transmite uma determinada forma de entender o mundo a partir do que se apresenta e da forma como é representado. O discurso audiovisual limita a perceção do leitor, pois reproduz a realidade com maior ou menor precisão, através de determinados mecanismos e estratégias. O papel do docente será contrariar a ideia de que a imagens em movimento não são um produto que se encerra em si mesmo, mas sim uma produção elaborada, que em muitos casos, não é percetível num primeiro olhar.  

    Como se constrói a realidade através dos meios audiovisuais? Como implementar a alfabetização audiovisual na biblioteca escolar.

Educar o olhar para a Publicidade

Práticas mediáticas

  • Literacia mediática – algumas experiências pedagógicas Maria João Filipe

    Rede de Bibliotecas Escolares

    Apontamento biográfico:
    P
    rofessora bibliotecária desde 2009, na Escola Básica de Mafra, acumulando funções como Coordenadora Interconcelhia para as Bibliotecas Escolares desde essa data.

    Sinopse
    :
    Nesta comunicação será apresentada a forma como a literacia mediática tem sido trabalhada na Escola Básica de Mafra em diferentes anos de escolaridade. Trata-se de um trabalho articulado e colaborativo entre a biblioteca e os diretores de turma, no âmbito da oferta de Escola, “Ética e Cidadania”. Serão mostrados os percursos formativos definidos para as diferentes atividades, as ferramentas utilizadas, os sucessos e os insucessos.

Educação para os Media (EpM) Recursos

Curso de formação Documentação

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