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      <title>UNIDADE XVI by suzi</title>
      <link>https://padlet.com/suzisatico/vvszfu7ka8lv</link>
      <description>Profissionalização docente-diálogo com o mundo da natureza e da cultura </description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2017-10-19 22:57:06 UTC</pubDate>
      <lastBuildDate>2019-05-30 14:05:45 UTC</lastBuildDate>
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         <title>Nortear as aulas a partir da Base Nacional Comum Curricular</title>
         <author>suzisatico</author>
         <link>https://padlet.com/suzisatico/vvszfu7ka8lv/wish/354820616</link>
         <description><![CDATA[<div>A promulgação da Constituição Federal (1988)  estabelece um percentual de recursos destinado exclusivamente à educação, art 205º, definindo que a educação é um direito de todos e dever do Estado e da família. E no caput art.210º-"Serão fixados conteúdos mínimos para o ensino fundamental, de maneira a assegurar formação básica comum e respeito aos valores culturais e artísticos, nacionais e regionais. Assim a lei que se segue a  Constituição Federal, Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional detalha como direcionar o ensino no país. Constando que os currículos da educação infantil , do ensino fundamental e do ensino médio devem ter uma base nacional comum. </div>]]></description>
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         <pubDate>2019-04-28 21:25:31 UTC</pubDate>
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         <title>Novamente Vygotsky</title>
         <author>suzisatico</author>
         <link>https://padlet.com/suzisatico/vvszfu7ka8lv/wish/354822414</link>
         <description><![CDATA[<div>As maiores aquisições de uma criança são conseguidas no brinquedo, aquisições que no futuro tornar-se-ão seu nível básico de ação real e moralidade. O brinquedo entendido como o ato de brincar, para a criança, pode representar um momento de extrema importância, pois, é um momento em que ela pode representar através do simbólico, aspectos presentes em sua realidade.(Vygotsky,1991,p.144) <br>A utilização de meios lúdicos, sem utilizar os métodos tradicionais de fixação de conteúdos, o aprender se torna prazeroso. Assim a construção do objeto de conhecimento da criança se faz naturalmente através de sua curiosidade. </div>]]></description>
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         <pubDate>2019-04-28 21:43:22 UTC</pubDate>
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         <title>A IMPORTÂNCIA DA CULTURA NO PROCESSO DE APRENDIZAGEM</title>
         <author>suzisatico</author>
         <link>https://padlet.com/suzisatico/vvszfu7ka8lv/wish/354823729</link>
         <description><![CDATA[<div><strong>INTRODUÇÃO</strong> <br><br></div><div>Durante as ultimas décadas vem se discutindo a incorporação da cultura no processo de ensino-aprendizagem, alguns educadores e movimentos sociais, lutam para que suas culturas sejam legitimadas como essências e co-participante no processo de ensino, com relação à temática BOURDIEU afirma que "a cultura é o conteúdo substancial da educação, sua fonte e sua justificação última [...] uma não pode ser pensada sem a outra", embasados na idéia de que a cultura é um elemento que nutre todo o processo educacional e que tem um papel de suma importância na formação de um individuo critico e socializado esses movimento reivindicam a inclusão da cultura no currículo escolar. <br>O reconhecimento da multiculturalidade da sociedade leva a constatação da diversidade de raízes culturais que fazem parte de um contexto educativo como uma sala de aula. Nesse sentido, autores como Candau (2000; 2002), Forquin (1993), entre outros autores, que enfatizam a relação existente entre escola e cultura, nos instiga a buscar uma melhor compreensão acerca da importância da cultura no processo de aprendizagem e nas práticas pedagógicas. <br>Deste modo uma educação multicultural tem despertado uma série de discussões entre os mais conceituados autores e pesquisadores. Que buscam questionar a incorporação de pressupostos curriculares cooperativos para que assim o ambiente escolar se torne favorável aos alunos de todos os grupos sociais, étnicos e culturais. <br>A escola é defendida como uma entidade socializadora que deve incorporar as diversas culturas, afim de que haja um ambiente sociável onde todos possam manifestar seus ideais sem medo de serem tachados como antiéticos e serem discriminados pela cultura que estes manifestam ou pertencem. <br>Neste contexto, após uma análise da discussão, pôde-se constatar que existem opiniões diversas a respeito da incorporação da cultura no processo de aprendizagem, alguns educadores relutam em usar a cultura como conteúdos em suas aulas, surgem então alguns questionamentos a serem respondidos entre os quais: a cultura é mesmo importante no processo de aprendizagem? O que ela tem a oferecer neste processo de conhecimento? <br>Os educadores consideram a cultura como aliada no processo de aprendizagem? Este artigo tem como objetivo, verificar a importância que a cultura tem no processo de ensino aprendizagem, averiguar os pontos positivos que a cultura tem a oferecer a ao processo educacional, e conscientizar educadores e educandos da importância da cultura no processo de aprendizagem. <br>Num primeiro momento o artigo fundamenta-se em uma pesquisa bibliográfica destinada a focalizar as considerações sobre a importância da cultura no processo de ensino-aprendizagem que antecede a investigação de campo que esta sendo realizada em uma escola de ensino fundamental com professores das disciplinas relacionadas ao tema que posteriormente fornecerá dados para formulação de uma compreensão do problema proposto. <br><strong>A RELAÇÃO CULTURA E EDUCAÇÃO <br></strong>A cultura faz parte do nosso intimo, somos criadores e propagadores da cultura, de forma que a manifestamos de diversas maneiras.Mas o que é cultura e qual a sua relação com a educação? Candau (2003) afirma que cultura é um fenômeno plural, multiforme que não é estático, mas que está em constante transformação, envolvendo um processo de criar e recriar. Ou seja, a cultura é por sua vez um componente ativo na vida do ser humano e manifesta-se nos atos mais corriqueiros da conduta do indivíduo e, não há individuo que não possua cultura, pelo contrário cada um é criador e propagador de cultura. <br>Darcy Ribeiro (1972): afirma que: "[...] cultura é a herança social de uma comunidade humana, representada pelo acervo co-participado de modos padronizados de adaptação à natureza para o provimento da subsistência, de normas e instituições reguladoras das reações sociais e de corpos de saber, de valores e de crenças com que explicam sua experiência, exprimem sua criatividade artística e se motivam para ação". <br><br></div><div>Darcy Ribeiro converge na idéia de que embora a cultura seja um produto da ação humana ela é regulada pelas instituições de modo que se lapida a idéia a ser manifestada segundo os interesses ou valores de crenças de determinado grupo social,a cultura para Darcy também é uma herança que se resume em um conjunto de saberes que são perpassados através das gerações,saberes estes manifestados e experimentados pelo ancestrais. <br>Quando se trata de cultura e educação, podemos dizer que são estes fenômenos intrinsecamente ligados, a cultura e a educação, juntas tornam-se elementos socializadores, capazes de modificar a forma de pensar dos educandos e dos educadores; quando adotamos a cultura como uma aliada no processo de ensino-aprendizagem estamos permitindo que cada individuo que freqüenta o ambiente escolar se sinta participante do processo educacional,pois ele nota que seu modo de ser e vestir não é mas visto como "antiético" ou "imoral",mas sim uma forma de este se socializar com os demais colegas, alguns autores defendem a idéia de a educação não pode sobreviver sem a cultura e nem a cultura sem a educação. Candau (2003, pag.160) afirma que: "A escola é, sem dúvida, uma instituição cultural. <br>Portanto, as relações entre escola e cultura não podem ser concebidas como entre dois pólos independentes, mas sim como universos entrelaçados, como uma teia tecida no cotidiano e com fios e nós profundamente articulados." <br>Para Vera Candau as escolas além de ser uma instituição educacional, ela também é uma instituição cultural, onde dentro delas estão inseridos diversos grupos sociais que não devem ser ignorados pelos educadores muito menos pela escola, mas sim valorizados, através de discussões e feiras, para que as culturas não tradicionais possam ser conhecido e reconhecidos quanto a suas ideologias e formas de ser. <br>Trindade (2003) apud Ferreira (2005 pag.1 ) converge nesta posição: . "[...] A questão que se coloca é a importância de se entender a relação cultura e educação. <br>De um lado está à educação e do outro a idéia de cultura como lugar, a fonte de que se nutre o processo educacional para formar pessoas, para formar consciência". Para Trindade a cultura tem um importante papel no processo de aprendizagem, pois é ela é que nutre todo processo educacional, na missão de forma individuo crítico e conhecedor de sua origem cultural, daí a necessidade de se discutir as culturas diversas na sala de aula.<br>Embora a escola seja palco dessas multiculturalidade ela vem encontrando várias dificuldades em interagir suas práticas educativas mais comuns com a diversidade cultural vivenciada pelos alunos, isso por que os conteúdos selecionados e trabalhados pela escola não tem nenhuma relação com o universo cultural ou com essa multiculturalidade vivenciada pelos educandos,a cultura que os alunos conhecem são apenas os folclores ou seja a cultura chamada tradicional,não se discute a cultura existe na sala de aula,apenas dá-se ênfase as culturas distantes da realidade do aluno. <br>Diante dessa problemática Candau e Anhorn (2000, p.2) afirmam que "hoje se faz cada vez mais urgente a incorporação da dimensão cultural na prática pedagógica". Candau defende uma abordagem pedagógica pautada numa perspectiva de educação multicultural, ou seja, dever-se-ia incluir essa discussão no currículo escolar e por certo nos projetos da escola. A escola deveria seguir o papel de intermediador entre as diferentes culturas jovens, permitindo o debate entre elas e por certo a valorização delas através dos eventos escolares ou outros meios pedagógicos. <br>Candau e Anhorn (2000) afirmam que: "[...] um currículo multicultural coloca aos professores o desafio de encontrar estratégias e recursos didáticos para que os conteúdos advindos de variadas culturas sejam utilizados como veículo para: introduzir ou exemplificar conceitos relativos a uma ou outra disciplina; ajudar os alunos a compreender e investigar como os referenciais teóricos de sua disciplina implicam na construção de determinados conhecimentos; facilitar o aproveitamento dos alunos pertencentes a diferentes grupos sociais; estimular a auto-estima de grupos sociais minoritários ou excluídos; educar para o respeito ao plural, ao diferente, para o exercício da democracia, enfatizando ações e discursos que problematizem e enfraqueçam manifestações racistas, discriminatórias, opressoras e autoritárias, existentes em nossa nossas práticas sociais cotidianas".<br>A partir disso, pode-se concluir que a inclusão de currículo multicultural no ambiente escolar, não só possibilita o conhecimento de outras culturas, mas também auxilia no processo de ensino-aprendizagem na medida em que os professores utilizem da cultura dos alunos em suas aulas e em projetos da escola,quando há essa interação e interesse do professor em conhecer e por certo valorizar as demais culturas ocorre o processo de socialização,onde cada cultura passa a ser entendida e vista não mas com um olhar pejorativo, proporcionando a partir daí um ambiente escolar, mas agradável e por certo uma nova perspectiva na forma de aprender. <br>Embora seja defendida essa aliança entre educação e cultura não se deve esquecer o professor neste processo, deve ser analisado se este está preparado para lidar com essa multicultulidade do ambiente escolar com relação ao fato Candau (2003, pag. 157) afirma "Será necessário que o docente se disponha e se capacite a reformular o currículo e a prática docente com base nas perspectivas, necessidades e identidades de classes e grupos subalternizados". <br>E certo que a construção de um novo currículo com base essa multiculturalidade não será tarefa fácil para o professor, pois isto requererá uma nova postura, novos saberes, novos objetivos, novas estratégias e por certos novos assuntos.<br>É possível sim a incorporação da cultura no processo de aprendizagem,mas desde que haja meios,idéias e preparo do corpo docente para lidar com este novo desafio. <br><strong>METODOLOGIA <br></strong>A metodologia adotada para este trabalho foi inicialmente uma pesquisa bibliográfica, na qual fichou-se alguns autores que defendem a importância da cultura no processo de ensino aprendizagem,foi feita também uma pesquisa de campo com professores da rede local de ensino através de um questionário com perguntas abertas. <br><strong>RESULTADO E DISCUSSÕES</strong> <br>Após a realização da pesquisa de campo foi feita a triagem dos dados onde constatou-se que 80 % dos entrevistados acreditam que a cultura tem um importante papel no processo de aprendizagem e 20 % acreditam que cultura e educação são duas vertentes que devem ser tratados de forma diferentes e que não se deve integrá-la no processo de ensino-aprendizagem. <br>A cultura sem dúvida deve estar presente no ambiente escolar, pois ela também faz parte do processo de ensino aprendizagem, ela nutre, socializa e fornece idéias para um aprendizado, mas eficiente, como afirma Vygotsky. "A cultura cria formas especiais de comportamento, muda o funcionamento da mente, constrói andares novos no sistema de desenvolvimento do comportamento humano... <br>No curso do desenvolvimento histórico, os seres humanos sociais mudam os modos e os meios de seu comportamento, transformam suas premissas naturais e funções, elaboram e criam novas formas de comportamento, especificamente culturais" (Vygotsky, apud WERTSCH E TULVISTE, 2001 p. 73). Quanto à forma de como a cultura deve ser inserida no ambiente escolar, 60 % acreditam que esta deve vim integrada no currículo escolar oficial e 40% acreditam que está deve ser implementada através do olhar cultural de cada professor. <br>Entre os entrevistados 80% acredita que para que se possa inserir a cultura do aluno no processo de aprendizagem deve-se antes capacitar o professor e 20 % acreditam que já está preparado para esse novo desafio. <br>Acredita-se que a maioria dos professores da rede municipal ainda não tem uma formação acadêmica,por isso faz-se necessário o investimento na qualificação deste professores,para que assim possam desenvolver as atividades de forma mas proveitosa,a conscientização de que a cultura deve esta interligada ao educação deve ser amadurecida no processo de formação do professor.<br><br></div><div>Alguns reconhecem a necessidade de construir conhecimento a base da cultura e educação mas também que refletem que precisam se preparar para este novo desafio. <br><strong>CONSIDERAÇÕES FINAIS<br></strong>Conforme exposto podemos considerar que a cultura tem um importante papel no processo de aprendizagem, pois ela permite não só a socialização, mas discussão de diferentes saberes no ambiente escolar, através do conteúdo cultural podemos exemplificar vários temas,nas diferentes disciplinas do currículo escolar.O ensino cultural tem esse poder de integrar os diferentes saberes e levá-los a discussão em sala de aula,mas para que isso ocorra faz-se necessário a capacitação do professor para que este possa ter um novo olhar sobre a cultura na sala de aula. Sabemos que é papel da escola socializar o conhecimento, mas também é dever desta atentar para as manifestações culturais como uma forma de ensinar e socializar os educandos. Compreende-se a cultura como um elemento que nutre o processo de ensino aprendizagem, pois ela nos fornece vários meios a ser discutidos em sala de aula. Para melhorar faz-se necessário desfazer o caráter excludente de algumas escolas e do currículo tradicional, que reproduzem as desigualdades sociais ao trabalhar com padrões culturais distantes das realidades dos alunos. Candau (2003) afirmar que: "[...] Para todos (as),uma ação docente multiculturalmente orientada, que enfrente os desafios provocados pela diversidade cultural na sociedade e nas salas de aulas, requer uma postura que supere o "daltonismo cultural" usualmente presente nas escolas, responsável pela desconsideração do "arco-íris de culturas" com que se precisa trabalhar. Requer uma perspectiva que valorize e leve em conta a riqueza decorrente da existência de diferentes culturas no espaço escolar". Para que haja uma parceria entre a cultura e a educação faz-se necessário deixar de lado alguns estereótipos ainda vagando na mente de alguns educadores e alunos, na qual legitimam como cultura apenas as festa popularmente conhecidas e data comemorativas tradicionais, urge a necessidade de se olhar as demais culturas como uma fonte de riqueza que pode auxiliar no processo de ensino - aprendizagem, mas para que haja essa integração entre a cultura e educação faz-se necessário a criação de novas metodologias para que o professor possa trabalhar de forma adequada. Ainda urge a necessidade de investir na formação do professor,conforme constado nesta pesquisa, a maioria dos professores reconhecem a necessidade de obter um formação adequada para que este possam trabalhar as temáticas proposta de forma proveitosa. Conclui-se que a cultura é o elemento essencial no processo de ensino-aprendizagem e que a escola deve incorporar em seu contexto e, portanto esta deve ser inserida nos currículos escolares, nos projetos e outras atividades pedagógicas, para que haja a socialização do discente e docente e que as demais culturas também possam ter seu espaço no ambiente escolar. <br><br><strong>REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</strong> <br><br>BOURDIEU, P. Razões práticas: sobre a teoria da ação. Campinas: Papirus, 1996.<br><br></div><div>CANDAU, Vera Maria Ferrão - Educação escola e Cultura(s): construindo caminhos. Revista Brasileira de Educação, 2003.<br><br></div><div>CANDAU, Vera Maria Ferrão - Sociedade, cotidiano escolar e cultura(s): uma aproximação. Educ. Soc., 79: 125-161, 2002.<br><br></div><div>FERREIRA, Nilza Brandolfo, A relação Cultura e Educação. Projeto apresentado no curso de Pós-Graduação Lato Sensu: Psicopedagogia Clínica e Educacional a UNESP.São Paulo,2005<br><br></div><div><strong><br></strong><br></div><div><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2019-04-28 21:56:15 UTC</pubDate>
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         <title>ENSINO DE CIÊNCIAS </title>
         <author>suzisatico</author>
         <link>https://padlet.com/suzisatico/vvszfu7ka8lv/wish/354824309</link>
         <description><![CDATA[<div>O ensino de Ciências nas séries iniciais pode se tornar mais prazeroso quando o professor interage com os alunos, propondo atividades investigativas.<br>O professor que trabalha com as séries iniciais tem uma grande responsabilidade nas mãos, pois, além da disciplina de Ciências, ele é responsável pelo ensino de todas as outras áreas do conhecimento. A partir disso, é muito importante que o professor busque alternativas metodológicas para aprimorar o ensino de todas as disciplinas, visando a atrair o interesse dos alunos e a potencializar o aprendizado. Neste artigo, discutiremos um pouco mais sobre como o professor pode dinamizar o <strong>ensino de Ciências nas séries iniciais do ensino fundamental.<br></strong><br></div><div>Muitos especialistas acreditam que as atividades práticas devem ser feitas a partir de aspectos da vida dos alunos, ou seja, que tenham a ver com problemas reais, do cotidiano da criança. Essas atividades elaboradas pelo professor devem dar ao aluno a chance de testar e realizar suas ideias e hipóteses sobre todos os problemas que estão sendo questionados.<br><br></div><div>O professor pode despertar a curiosidade do aluno para uma situação-problema, em que ele será o responsável pelas respostas da situação, de forma que ele se sinta estimulado a procurar uma explicação científica para esclarecer determinado conceito ou fenômeno científico.<br><br></div><div><br></div><div>Quando o aluno é incentivado a buscar explicações científicas, ele tem a necessidade de pesquisar o assunto e também de registrar tudo o que está sendo descoberto. Isso faz com que a leitura e a escrita se desenvolvam – fatores importantes não só para o estudo de Ciências, mas para todas as áreas do conhecimento.<br><br></div><div>A interação do aluno com o professor durante as atividades investigativas é extremamente importante para o processo de ensino e aprendizagem, pois quando os professores procuram discutir as ideias do aluno, ele se sente mais atraído a resolver as questões propostas, além de desenvolver o seu poder de argumentação.<br><br></div><div>Para que essas atividades investigativas sejam feitas com os alunos das séries iniciais, é preciso que o professor procure ter bastante conhecimento sobre os assuntos abordados e possa desenvolver diferentes formas de lidar com os problemas que surgirão conforme a investigação.<br><br></div><div><br></div><div>A seguir poderemos perceber algumas diferenças entre o ensino habitual e o ensino com atividades investigativas, como elucida o texto “A aula de ciências nas séries iniciais do ensino fundamental: ações que favorecem a sua aprendizagem”, de Dulcimeire Zanon e Denise de Freitas.<br><br></div><div><strong>Ensino habitual</strong> | <strong>Ensino com atividades investigativas</strong><br>O conteúdo é desenvolvido em sala de aula de acordo com o livro didático. | Todos os comentários e questionamentos feitos pelos alunos são levados em consideração.<br>A aula é dirigida pelo professor. | A oralidade e a escrita dos alunos sempre são levadas em consideração.<br>O livro didático dá a conclusão pronta ao aluno. | Tem como prioridade o interesse do aluno nas questões que desencadearam aquele problema.<br>Por meio de experimentação, o conceito é dado pronto ao aluno. | Na experimentação, o aluno constatará tudo aquilo o que ele pesquisou.<br>O professor levanta algumas hipóteses com os alunos somente através de conversas. | O levantamento das hipóteses é feito pelo professor e aluno, e tudo é registrado.<br>  | Professor e alunos são responsáveis pela conclusão do assunto.<br>  | É priorizado o trabalho em grupo.<br>  | Imprevistos durante o processo são resolvidos com replanejamento.<br>  | À medida que o professor apresenta novas atividades investigativas, os alunos se entusiasmam.</div><div><br>Por Paula Louredo<br>Graduada em Biologia<br><br></div><div><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2019-04-28 22:02:29 UTC</pubDate>
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         <title>Em grandes grupos, em dupla ou até mesmo sozinho é possível integrar diferentes matérias e levar os alunos a compreender plenamente os conteúdos curriculares </title>
         <author>suzisatico</author>
         <link>https://padlet.com/suzisatico/vvszfu7ka8lv/wish/355167856</link>
         <description><![CDATA[<h1>Interdisciplinaridade: um avanço na educação </h1><div><br><br></div><div>Há três anos, um apagão obrigou a população a racionar energia e o Brasil a buscar alternativas. A crise, mostrada à exaustão nos noticiários, passou a ser o centro das discussões nas salas de aula. Seis professoras do Colégio Santa Maria, de São Paulo, foram além e se reuniram em torno de um projeto interdisciplinar. Desde então, os alunos estudam fontes alternativas de energia, produzem aquecedores solares e ensinam a população a utilizá-los. O sucesso do projeto se explica principalmente porque os conteúdos de Ciências, Matemática, Geografia, Língua Portuguesa, História e Ensino Religioso foram colocados a serviço da resolução de um problema real, de forma integrada. Um ambiente de aprendizagem como o que se formou no Santa Maria também pode nascer em sua escola. Essa abordagem interdisciplinar só acontece quando os conteúdos das disciplinas se relacionam para a ampla compreensão de um tema estudado. "A relação entre as matérias é a base de tudo", afirma Luís Carlos de Menezes, professor da Universidade de São Paulo. Muita gente acha, porém, que basta falar sobre o mesmo assunto para trabalhar de forma interdisciplinar. "Isso é apenas multidisciplinaridade", esclarece o consultor em educação Ruy Berger, de Brasília (ver quadro). Ao utilizar os conhecimentos de outras áreas que não são de seu domínio, você pode encontrar dificuldades. Mas aprender com os colegas é uma das grandes vantagens dessa prática, que estimula a pesquisa, a curiosidade e a vontade de ir aos detalhes para entender que o mundo não é disciplinar. </div><div> A realidade é um banco de idéias </div><div>O caminho mais seguro para fazer a relação entre as disciplinas é se basear em uma situação real. Os transportes ou as condições sanitárias do bairro, por exemplo, são temas que rendem desdobramentos em várias áreas. Isso não significa carga de trabalho além da prevista no currículo. A abordagem interdisciplinar permite que conteúdos que você daria de forma convencional, seguindo o livro didático, sejam ensinados e aplicados na prática ? o que dá sentido ao estudo. Para que a dinâmica dê certo, planejamento e sistematização são fundamentais. Ainda mais se muitos professores vão participar. É preciso tempo para reuniões, em que se decide quando os conteúdos previstos serão dados para que uma disciplina auxilie a outra. Por exemplo: você leciona Ciências e vai falar sobre consumo de energia. Para realizar algumas atividades, é imprescindível as crianças conhecerem porcentagem, que será ensinada pelo professor de Matemática. Quando as disciplinas são usadas para a compreensão dos detalhes, os alunos percebem sua natureza e utilidade. </div><div>Projetos interdisciplinares também pedem temas bem delimitados. Em vez de estudar a poluição, é preferível enfocar o rio que corta o bairro e recebe esgoto. A questão possibilita enfocar aspectos históricos, analisar a água e descobrir a verba municipal destinada ao saneamento. Quantas disciplinas podem ser exploradas? É possível que um caso assim seja trazido pela garotada. Convém não desperdiçar a oportunidade mesmo que você não se sinta à vontade para tratar do assunto. Não precisa se envergonhar por não saber muito sobre o tema. Mostre à classe como é interessante buscar o conhecimento. "A formação continuada do professor não se resume a realizar um curso atrás do outro, mas também ler diariamente sobre assuntos gerais", complementa Berger. Dessa maneira, ele aprende a aproveitar motes que surgem em sala e que tendem a ser produtivos se abordados de forma ampla. <br><br>No livro Globalização e Interdisciplinaridade, o educador espanhol Jurjo Torres Santomé, da Universidade de La Coruña, afirma que a interdisciplinaridade dá significado ao conteúdo escolar. Ela rompe a divisão hermética das disciplinas. Se a sua escola não trabalha dessa maneira, experimente lançar a discussão em reuniões. Outra opção é deixar seu planejamento à disposição para que os colegas saibam que matéria você dará e em que momento. Assim, os interessados podem se organizar para agir em conjunto. A coordenação tem um papel mediador, sugerindo parcerias e provocando o diálogo. Esse tipo de trabalho pode até ser feito por apenas um professor. Mas, nesse caso, a equipe estaria perdendo uma ótima oportunidade de obter resultados mais significativos. <br>Nesta reportagem, apresentamos três exemplos de projetos interdisciplinares. Além da experiência em grupo do Colégio Santa Maria, de São Paulo, você vai conhecer uma dupla de Goiânia que só tinha a hora do cafezinho para planejar um projeto conjunto e uma professora de Ribeirão Pires (SP) que, sozinha, recorreu aos conteúdos de outra disciplina para aumentar o interesse pelas aulas. </div><div><br></div><div> </div><div>Um grupo de mãos dadas para ensinar </div><div>Quando o apagão de 2001 forçou milhões de brasileiros a reduzir o consumo de energia elétrica, a professora de Ciências Maria Lúcia Sanches Callegari, do Colégio Santa Maria, em São Paulo, fez uma proposta às 5ªs séries: construir um aquecedor solar (veja modelo didático). Logo a idéia despertou o interesse de outras cinco professoras. Todas se envolveram e, utilizando o horário reservado para o trabalho coletivo, montaram um projeto conjunto, que vem se repetindo anualmente. Para conciliar tantas disciplinas, o planejamento é feito logo no início das aulas. Dessa forma, os professores abordam conteúdos de seu currículo de acordo com as etapas da construção e da instalação do aquecedor. A professora de Geografia trabalhou o clima brasileiro e conceitos de orientação utilizando a bússola, para que todos localizassem o norte, direção para onde a placa do aquecedor deveria estar voltada ao ser instalada sobre as casas. A de Matemática pediu uma pesquisa sobre o consumo de energia dos eletrodomésticos e explorou conceitos de proporção ao calcular com a garotada o tamanho das placas solares de acordo com o volume das caixas d'água. <br><br>Em História, foram resgatados os motivos econômicos que causaram a degradação do meio ambiente brasileiro. Nas aulas de Ciências, os estudantes pesquisaram as fontes de energia no país e quais alternativas apresentam menos impacto ambiental. Com a professora de Língua Portuguesa, eles bolaram questionários para entrevistar as famílias que receberiam o equipamento. O objetivo das aulas de Ensino Religioso foi orientar os estudantes no contato com a comunidade, para que eles compreendessem as razões das diferenças entre a realidade deles e a dos moradores de bairros carentes. "A idéia de doar os aparelhos para a população foi das próprias crianças", lembra a orientadora da 5ª série Ivani Anauate Ghattas. <br><br>As avaliações também são formuladas de maneira interdisciplinar. Em História, por exemplo, os estudantes são desafiados a discorrer sobre o extrativismo predatório ocorrido no Brasil Colônia. Além disso, o objetivo é levá-los a asssociar os prejuízos ao meio ambiente que hoje ameaçam a qualidade de vida, conteúdos que, na teoria, fariam parte do programa de Ciências. Além de confirmarem que a fórmula tem sido vitoriosa no que se refere à aprendizagem da turma, as seis professoras contabilizam ganhos pessoais. "Temos aprendido sempre para colocar nosso conhecimento a serviço dos estudantes", afirma Maria Lúcia.</div><div> </div><div>Sem tempo, dupla se reúne na hora do café </div><div>Um dos conteúdos de Ciências é o sistema respiratório. Nas 7ªs séries do Colégio Estadual Juvenal José Pedroso, em Goiânia, os esquemas mostrando o pulmão, a faringe e o nariz não estavam sendo suficientes para chamar a atenção dos alunos da professora Cleusa Silva Ribeiro. Uma parceria sugerida pela professora de Língua Portuguesa, Paula Rodrigues Garcia Ramos, deu um novo enfoque ao tema e às aulas. Na escola onde as duas lecionam, a interdisciplinaridade não é prática, até por falta de tempo. Cleusa e Paula dão aulas em mais de um período. "O jeito foi nos encontrarmos nos intervalos, nos corredores, na hora do café ou dar uma fugidinha de vez em quando até a sala da outra", conta Cleusa. A dupla sugeriu aos adolescentes que fizessem histórias em quadrinhos sobre o que estavam estudando nas aulas de Ciências. O pulmão e a laringe ganharam braços, pernas, olhos e bocas e tornaram-se personagens. "Trabalhamos as figuras de linguagem e estudamos estruturas de diálogo. Para elaborar o texto, eles tinham que dominar bem o conteúdo de Ciências. Deu certo", avalia Paula. <br><br>O projeto tomou mais consistência quando os estudantes sugeriram abordar nos quadrinhos temas como os malefícios do cigarro ou da poluição. Para dar conta do recado, as professoras começaram a estudar com as turmas. Paula admite que pouco sabia sobre o assunto e acabou adquirindo conhecimentos importantes para ajudar nas tarefas. Para Cleusa, a experiência foi ainda mais positiva. "Alertei meu aluno sobre um erro de ortografia. Ele argumentou que a aula não era de Língua Portuguesa. Respondi que para um bom trabalho, de qualquer área, é preciso escrever corretamente." Com esse projeto a turma aprendeu como a língua está relacionada a Ciências. "Trabalhar assim é compreender um século de avanço na educação", defende Menezes. Sozinha, professora une Artes e Química </div><div>O interesse pela Química entre as classes do Ensino Médio da Escola Estadual João Roncon, em Ribeirão Pires (SP), era muito pequeno. Muitos jovens tinham dificuldades de interpretação e precisavam desenvolver o raciocínio lógico para acompanhar as aulas. "Para reverter a situação, fui buscar uma forma mais estimulante de ensinar", explica a professora Maria Clara Maia Ceolin. E foi na interdisciplinaridade que ela encontrou uma saída. "Pensei em algo lúdico e que envolvesse expressão. Nada melhor que a arte", diz Maria Clara. <br><br>Seu objetivo era mostrar como a Química está presente nos materiais utilizados pelos artistas. Antes de dar início ao projeto, a professora tentou parcerias com professores de outras disciplinas. Nem as respostas negativas nem a falta de estrutura da escola fez com que ela desanimasse. Sem laboratório, ela e os alunos buscavam água de balde e levavam para a classe. "Não desisti e decidi fazer tudo sozinha." <br><br>O planejamento incluía trabalhar com vários tipos de pigmento e estudar a evolução dos materiais. "No início, só usamos sulfite e vários tipos de carvão para desenhar", conta. Os jovens estudaram a composição do material e mais adiante a professora pediu uma pesquisa sobre a história da arte. Em uma linha do tempo, mostraram os pintores de diferentes movimentos e as técnicas e materiais utilizados desde a Antigüidade. A próxima etapa envolveu a releitura de obras utilizando tintas feitas pelos próprios adolescentes. <br><br>Maria Clara consultou livros, fez pesquisas na internet, conseguiu gravuras de quadros famosos e lançou mão de disciplinas como História e Geografia para dar suas aulas. Além de assimilar o conteúdo previsto no planejamento de Química, os estudantes se envolveram nas aulas e ainda se descobriram artistas talentosos. Tudo isso entrou na avaliação. <br><br>O sucesso foi tão grande que Maria Clara repetiu a experiência com as turmas de Ensino Fundamental e de suplência e deu oficinas na Diretoria de Ensino de Mauá (SP) para professores de Química. Com materiais simples e baratos e boa vontade, Maria Clara atingiu seu objetivo. "Acredito que abordar os conteúdos da minha disciplina com o apoio de outra área deu mais significado às aulas. O ideal seria os professores entenderem que projetos assim funcionam melhor se feitos em parceria."MULTI, INTER E TRANSDISCIPLINARIDADE </div><div>A multidisciplinaridade acontece quando um tema é abordado por diversas disciplinas sem uma relação direta entre elas. Se o objeto de estudo for o Cristo Redentor, por exemplo, a Geografia trabalhará a localização; as Ciências tratarão da vegetação local; as Artes mostrarão por quem a escultura foi feita e por que está ali. Mas as abordagens são específicas de cada disciplina e não há interligação. <br><br>Na interdisciplinaridade, duas ou mais disciplinas relacionam seus conteúdos para aprofundar o conhecimento. Dessa forma, o professor de Geografia,ao falar da localização do Cristo, poderia utilizar um texto poético, assim como o de Ciências analisaria a história da ocupação da cidade para entender os impactos ambientais no entorno. <br><br>A transdisciplinaridade é uma abordagem mais complexa, em que a divisão por disciplinas, hoje implantada nas escolas, deixa de existir. Essa prática somente será viável quando não houver mais a fragmentação do conhecimento. </div><ul><li><strong>Como ensinar relacionando disciplinas </strong><br>Parta de um problema de interesse geral e utilize as disciplinas como ferramentas para compreender detalhes. </li></ul><div><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2019-04-29 18:46:20 UTC</pubDate>
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         <title>Paulo Freire-Não se permite a dúvida em torno do direito, de um lado, que os meninos e as meninas do povo têm de saber a mesma matemática, a mesma física, a mesma biologia que os meninos e as meninas das “zonas felizes” da cidade aprendem mas,de outro, jamais aceita que o ensino de não importa qual conteúdo possa dar-se alheado da análise crítica de como funciona a sociedade. (2000, p. 44). </title>
         <author>suzisatico</author>
         <link>https://padlet.com/suzisatico/vvszfu7ka8lv/wish/364127189</link>
         <description><![CDATA[<div>Aplicar </div>]]></description>
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         <pubDate>2019-05-28 18:40:36 UTC</pubDate>
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         <title>Endereço da página:https://novaescola.org.br/conteudo/11683/o-que-e-o-stem-ecomo-ele-pode-melhorar-a-sua-aulaPublicado em NOVA ESCOLA 26 de Abril | 2018</title>
         <author>suzisatico</author>
         <link>https://padlet.com/suzisatico/vvszfu7ka8lv/wish/364128029</link>
         <description><![CDATA[<div> STEM é a sigla em inglês para Science, Technology, Engineering e Mathematics (Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática, em português). A ideia original é unir conhecimentos dessas quatro áreas em torno da construção de algo que resolve o desafio proposto.  Na prática, o STEM funciona em forma de oficinas criativas para que os alunos, reunidos em grupos, possam resolver algum desafio de maneira prática . Estabeleça a relevância, problematize, instigue os alunos A turma só vai se engajar diante de um desafio interessante, que não traga respostas que sirvam apenas de teste, mas que dê espaço para sua imaginação trabalhar, e materiais para que eles possam produzir, testar e refazer (lembrando que sucata é um excelente material que pode ser adquirido de maneira colaborativa pela turma). Ao final da atividade, na hora de sistematizar os conhecimentos, vale pensar em momentos que saiam da aula expositiva, para que os estudantes sejam motivados a compartilhar o que aprenderam. Pode ser através de um debate ou de apresentação, por exemplo. </div>]]></description>
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         <pubDate>2019-05-28 18:42:51 UTC</pubDate>
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         <title>Para Antunes (2008, p. 8)“A avaliação da aprendizagem não constitui, assim, matéria pronta, discussão finalizada, teoria aceita”. Pois para ele o processo avaliativo vai bem mais além, o professor precisa analisar de todas as formas o cotidiano levando em conta suas reflexões das ações planejadas. Ressalta ainda o autor.Necessita, antes de tudo, ser planejada por etapas pelo professor, no cotidiano e em cada aula, para cada grupo de alunos. A aprendizagem deve ser refletidae escrita, para avaliação serve apenas como moldepara cada percursogerando assim reflexões que direcionam nossas percepções. (ANTUNES, 2008).Partindo da citação do autor a avaliação toma diversos sentidos desde um olhar aguçado seguido de compreensão, análise e reflexão, fazendo com que o professor perceba diantedo indivíduo que está sendo observado a verdadeira ação de se chegar a um posicionamento indo além da sua objetividade, pois o processo avaliativo também depende da subjetividade de cada sujeito.Se, de fato considerarmos que os entendimentos dos sujeitos se dão a partir de suas histórias de vida, como compreender essas muitas histórias vividas pelos professores em sua diversidade sociocultural, de formação e experiências? Qual o tempo suficiente para a troca de ideias e de impressões entre os participantes desses grupos que possibilite a aproximação entre eles e a descoberta de suas contradições? Qual a postura que se assume diante de suas ideias rígidas: de compreensão, indignação ou de omissão? (HOFFMANN, 2003, p. 141)</title>
         <author>suzisatico</author>
         <link>https://padlet.com/suzisatico/vvszfu7ka8lv/wish/364130064</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2019-05-28 18:47:51 UTC</pubDate>
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         <title>A metodologia do Estudo do Meio	O Estudo do Meio apresenta-se como importante ferramenta para o ensino de História e Geografia na Educação Básica. Segundo Lopes e Pontuschka (2009, p. 174), tal atividade pedagógica se concretiza pela imersão orientada na complexidade de determinado espaço, do estabelecimento de um diálogo inteligente com o mundo, com o intuito não apenas de verificar, mas também produzir novos conhecimentos. Trata-se de um método que possibilita ao aluno e ao professor melhor compreensão da totalidade do espaço, cuja complexidade e dinamicidade dificilmente poderão ser apreendidas no ambiente restrito da sala de aula.Atualmente, não é difícil encontrar escolas e professores que adotam esse método em suas práticas de ensino. Todavia, muitas vezes os profissionais tratam como Estudo do Meio uma visitação ou uma saída de sala de aula para passeio. Embora tais atividades possuam em si valores lúdicos e pedagógicos, confundi-las com Estudo do Meio esvazia o real significado do método, podendo constituir-se em empecilho ao aprofundamento do tema e à ampliação de seu potencial na elaboração do currículo escolar (Lopes; Pontuschka, 2009).Não é incorreto dizer que qualquer lugar é propício para a realização dessa atividade. Conforme Pontuschka (2004, p. 260),A escola, o córrego próximo, a população de um bairro, o distrito industrial, um parque, uma reserva florestal, um shopping, um hipermercado, a chácara vizinha são elementos integrantes de um espaço que podem ser pontos de partida para uma reflexão. (...) Em qualquer lugar escolhido para realizar um Estudo do Meio há o que ver, há o que refletir, pois não existem lugares privilegiados, não há lugares pobres.No entanto, o Estudo do Meio vai muito além de uma simples observação e descrição do espaço. Para apreender o espaço em suas múltiplas dimensões, assim como a sua historicidade, as relações que determinado espaço mantém com outros e as problemáticas vividas por aquela população estudada, é necessário saber “ver”, saber “dialogar” com a paisagem, detectar os problemas existentes na vida de seus moradores, estabelecer relações entre os fatos verificados e o cotidiano do aluno.</title>
         <author>suzisatico</author>
         <link>https://padlet.com/suzisatico/vvszfu7ka8lv/wish/364130767</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2019-05-28 18:50:19 UTC</pubDate>
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         <title>O ensino de ciências naturais na Educação Infantil: Reflexões- (Publicado por Nathiely Rodrigues)-...Na educação infantil segundo Craidy e Kaercher (2001), ao ensinar ciências, o professor deve propiciar ao seu aluno a interação com diferentes materiais, observação e registro de muitos fenômenos, além de explicações que façam a criança construir conhecimentos e valores.Para Carvalho e Gil-Pérez (2006), atualmente as ciências naturais em escolas de educação infantil esta sendo deixada de lado, é trabalhada de forma isolada ou até mesmo incompleta não atingindo os conhecimentos necessários dos alunos. Isso pode acontecer pela falta de profissionais capacitados para desenvolver determinado conteúdo, com as turmas designadas a esses docentes ou até mesmo pela falta de formação continuada. Dessa forma, o objetivo deste artigo é refletir sobre o ensino de ciências na Educação Infantil.A ciência esta associada ao conhecimento de mundo, este conhecimento pode ser garantido através da exploração, elaboração de experimentos científicos e busca por conhecer tudo que está ao redor.Toda criança, em qualquer fase, incluindo a Educação Infantil, carrega consigo conhecimentos prévios, adquiridos em seu dia a dia, por meio da sua cultura e meio familiar. O professor em seu trabalho de docência, jamais deve isolar esses conhecimentos, mas sim trabalhar partindo de tais experiências.Carvalho e Gil-Pérez (2006) dizem que para ensinar ciências são essenciais domínios de certos saberes e também o saber fazer. Entre esses saberes ela cita, o ‘saber conhecer o que se ensina’, ‘o que é a ciência’ e ‘como relaciona-la com os demais conteúdos trabalhados na escola’.Do mesmo modo que Carvalho e Gil-Pérez (2006), Perrenoud (2000) acredita que o professor em sua prática docente deve dominar os saberes a serem ensinados em sala de aula, ter competências para assim relacionar tais saberes, técnicas, atitudes e por fim ter um novo papel de professor.Na educação infantil segundo Craidy e Kaercher (2001), ao ensinar ciências, o professor deve propiciar ao seu aluno a interação com diferentes materiais, observação e registro de muitos fenômenos, além de explicações que façam a criança construir conhecimentos e valores.Para Carvalho e Gil-Pérez (2006), atualmente as ciências naturais em escolas de educação infantil esta sendo deixada de lado, é trabalhada de forma isolada ou até mesmo incompleta não atingindo os conhecimentos necessários dos alunos. Isso pode acontecer pela falta de profissionais capacitados para desenvolver determinado conteúdo, com as turmas designadas a esses docentes ou até mesmo pela falta de formação continuada. Dessa forma, o objetivo deste artigo é refletir sobre o ensino de ciências na Educação Infantil.</title>
         <author>suzisatico</author>
         <link>https://padlet.com/suzisatico/vvszfu7ka8lv/wish/364131499</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2019-05-28 18:52:31 UTC</pubDate>
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         <title>BNCC DE GEOGRAFIA INCENTIVA NOVA FORMA DE LER O MUNDO-...Com a BNCC, a Geografia é incorporada desde os anos iniciais do Ensino Fundamental, uma mudança estrutural importante da Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Na nova abordagem proposta pelo documento, a ênfase recai sobre o pensamento espacial e o raciocínio geográfico. Para se aproximar dos objetivos de aprendizagem, o professor também precisa se apropriar de conteúdos procedimentais. “A Base reforça a ideia da Geografia como um componente importante para entender o mundo, a vida e o cotidiano. Desenvolver nos estudantes o raciocínio geográfico, articulando alguns princípios , significa dotá-los de mais uma forma de perceber e analisar criticamente a realidade”, afirma a professora Sônia Castellar, da Universidade de São Paulo (USP). (NOVA ESCOLA).</title>
         <author>suzisatico</author>
         <link>https://padlet.com/suzisatico/vvszfu7ka8lv/wish/364133711</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2019-05-28 19:00:24 UTC</pubDate>
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         <title>NOVA ESCOLA-O QUE MUDA NO ENSINO DE CIÊNCIAS COM A BNCC?</title>
         <author>suzisatico</author>
         <link>https://padlet.com/suzisatico/vvszfu7ka8lv/wish/364134160</link>
         <description><![CDATA[<div>Ao estudar a BNCC de Ciências, você vai perceber que há novos nomes para os eixos temáticos que organizam os conteúdos do componente curricular. Mas a mudança vai além da nomenclatura. O documento deixa mais clara a proposta de progressão da aprendizagem, com as habilidades sendo desenvolvidas ano a ano, com grau crescente de complexidade em todo o Ensino Fundamental. Em termos conceituais, muitos dos pressupostos que existiam nos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) foram mantidos, mas com ênfase e detalhamento diferentes.</div>]]></description>
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         <pubDate>2019-05-28 19:01:50 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Sobre apoio com pesquisas em universidades. Reportagem Folha de 19/05/2019.</title>
         <author>suzisatico</author>
         <link>https://padlet.com/suzisatico/vvszfu7ka8lv/wish/364638358</link>
         <description><![CDATA[<h1>De olho no longo prazo, ações para a primeira infância ganham força</h1><div>Fase crucial para o desenvolvimento da criança é alvo de projetos e pesquisas por todo o país <br><strong>Ana Estela de Sousa Pinto</strong></div><div><strong>Érica Fraga</strong></div><div><strong>SÃO PAULO</strong></div><div>Em meados de 2017, quando Keith Ribeiro foi pela primeira vez à casa de Cassio, então com três anos de idade, o garoto tinha parado de comer, chorava muito e se recusava a ir à escola.<br><br>Com deficiência auditiva desde que nasceu, o menino, uma irmã e um irmão adolescentes eram criados só pela mãe, a manicure Lívia.<br><br>Quando o irmão, que era sua única referência masculina, foi internado na Fundação Casa, Cassio regrediu psicologicamente.<br><br>Keith passou a se reunir com a família toda semana, como visitadora do programa Criança Feliz, no município de Arujá (Grande São Paulo). O foco era fortalecer o vínculo afetivo entre o menino, a mãe e a irmã. As atividades também visavam incentivar a estimulação verbal de Cássio.<br><br>“Como ele gostava muito de animais, levava figuras e histórias a partir das quais eles pudessem conversar”, diz Keith.<br><br>Hoje, aos cinco anos, Cassio nomeia bichos como “cachorro”, “vaca” e “cavalo” e tenta formar frases. Também pronuncia claramente a palavra “escola”, que voltou a frequentar: ele está no jardim 2.<br><br>Lançado em 2016, o programa de visitação domiciliar do governo federal atende, hoje, 600 mil gestantes e crianças, como Cassio, e é considerado um dos maiores nesse estilo no mundo. Mas não é uma iniciativa isolada no Brasil. <br><br></div><div>Visita do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Infantil (Padin), voltado à primeira infância, no município de Capistrano (CE) - Ariel Gomes/Governo do Ceará</div><div>À medida em que crescem as evidências da importância dos investimentos na primeira infância, fase que vai de 0 a 6 anos, outros projetos ganham força no país.<br><br>Há desde programas locais consolidados, como o <a href="https://www1.folha.uol.com.br/colunas/claudia-costin/2019/04/um-bom-comeco-por-uma-primeira-infancia-saudavel-para-todos.shtml">Primeira Infância</a> Melhor (PIM, no Rio Grande do Sul), até experimentos, como um que acaba de ser concluído no Ceará, por meio de uma parceria entre o Banco Mundial e o governo estadual.<br><br>A Fiesp (Federação da Indústria do Estado de São Paulo) lançou recentemente o Projeto Empresários pela Primeira Infância, em parceria com a Fundação José Luiz Egydio Setúbal. <br><br>A iniciativa, que está em fase incipiente, buscará ajudar a mapear a situação das <a href="https://www1.folha.uol.com.br/seminariosfolha/2019/05/imagens-do-cotidiano-de-criancas-tambem-podem-atrair-gente-mal-intencionada.shtml">crianças</a> de 0 a 6 anos no Brasil e treinar técnicos para apoiar ações das empresas nessa área.<br><br>“Os investimentos na primeira infância são os mais duradouros, trazem ganhos que se estendem pela vida toda”, diz Ely Harasawa, secretária nacional de Promoção do Desenvolvimento Humano do Ministério da Cidadania.<br><br>Partindo desse mesmo diagnóstico, a Fundação Maria Cecília Souto Vidigal (FMCSV) —onde Ely trabalhou entre 2010 e 2015— se dedica, há mais de uma década, a desenvolver projetos que aumentem a estimulação adequada das <a href="https://www1.folha.uol.com.br/seminariosfolha/2019/05/falta-articulacao-entre-governo-e-sociedade-no-combate-a-exploracao-sexual-infantil.shtml">crianças</a>.<br><br>Entre as ações que a instituição desenvolve atualmente, está uma pesquisa em Boa Vista (RR) em parceria com a prefeitura e a Fundação da Faculdade de Medicina da USP. <br><br>A iniciativa envolve visitas domiciliares e reuniões de grupos nos Cras (Centros de Referência de Assistência Social). Iniciado em 2017, o projeto deve alcançar 9.600 crianças até 2021, quando será feita a avaliação de impacto. <br><br>“Inúmeros programas mostram que o olhar para duas gerações, a dos pais e a dos filhos, pode ser muito efetivo para a ruptura dos ciclos de baixo desenvolvimento”, diz Marina Fragata Chicaro, gerente de conhecimento aplicado da FMCSV.<br><br>As afirmações de Ely e Marina são referendadas, principalmente, pela pesquisa seminal de James Heckman, que já era um economista consagrado —vencedor do Nobel da área em 2000— quando começou a desvendar a ligação entre a primeira infância e a desigualdade social.<br><br>O acadêmico traduziu em números o que especialistas em primeira infância já percebiam: o estímulo adequado nos primeiros anos de vida pode alterar o rumo de crianças que, sem essa atenção, estariam destinadas a perpetuar a história de pobreza de suas famílias.<br><br>Um dos cálculos de Heckman e seus coautores mostra que cada US$ 1 investido no desenvolvimento infantil gera rendimento anual (descontada a inflação) de 8% a 10% no futuro, contra 5% das aplicações no mercado de capitais.<br><br>A medição foi feita a partir da comparação do desempenho de adultos que, quando crianças, participaram de programas de desenvolvimento infantil voltados a famílias pobres com o de outros com características similares que não foram alvos de iniciativas. <br><br>Os indivíduos do primeiro grupo tiveram melhores resultados escolares, salários mais altos, menor envolvimento com criminalidade e menor dependência de serviços sociais. Tudo isso entrou na equação do retorno futuro de Heckman.<br><br></div><div><br></div><div><br></div><div>[ x ]</div><div>“Se não houver desenvolvimento cognitivo, nutricional e socioemocional na primeira infância, todo o investimento que se fizer em educação básica terá pouco retorno, pois as crianças já chegam à escola com deficiências importantes”, diz Rita Almeida, economista do Banco Mundial.<br><br>Por isso, os projetos de atenção à primeira infância têm buscado fortalecer os vínculos afetivos entre pais e filhos e orientar os responsáveis tanto em questões relacionadas à saúde quanto ao desenvolvimento de forma mais ampla. <br><br>“As famílias de renda alta têm acesso à informação e se mobilizam para que seus filhos atinjam seu potencial. É muito mais custoso para as famílias pobres fazerem o mesmo”, diz o economista brasileiro Flávio Cunha, coautor de Heckman em trabalhos pioneiros sobre o tema.<br><br>Pesquisador na Universidade Rice, nos Estados Unidos, Cunha acaba de testar na Filadélfia um programa que incentiva pais de baixíssima renda a conversarem mais com os filhos. Estudos anteriores mostram que a linguagem de crianças pobres aos 36 meses equivale à das nascidas em famílias de alta renda aos 24 meses.<br><br>“O estímulo à maior interação verbal é menos custoso para essas famílias porque ela é integrada mais facilmente à rotina e é prazerosa”, diz Cunha.<br><br>Um primeiro passo do projeto, que durou 13 semanas, foi explicar aos pais como funciona o cérebro infantil, tema sobre o qual há grande desconhecimento. <br><br>Pesquisa feita pela FMCSV em 2017 mostrou que, no Brasil, 40% dos pais ignoravam o potencial de desenvolvimento até os seis meses de idade, e a vasta maioria dos participantes não sabia que esse processo tem início já na gestação.<br><br>Depois da fase introdutória, em que esses conceitos são apresentados, o experimento de Cunha e seus coautores evoluiu para as visitas já voltadas ao monitoramento da interação verbal dentro das famílias. As palavras trocadas entre os participantes eram mensuradas por um gravador digital acoplado na roupa do principal cuidador. <br><br>Ao longo do programa, os responsáveis recebiam dicas dos visitadores sobre como intensificar as conversas com as crianças. O resultado foi um aumento de 52% no número de interações verbais entre pais e filhos. “Os pais passaram a acreditar que as interações são importantes para o desenvolvimento da linguagem da criança”, diz Cunha.<br><br>O economista, que participou do projeto patrocinado pelo Banco Mundial no Ceará —cujos resultados estão sendo mensurados—, pretende replicar o experimento da Filadélfia no Brasil.<br><br>Outros programas voltados à primeira infância no país também terão seu impacto avaliado, o que ainda é raro no universo de políticas públicas brasileiro.<br><br>Um piloto de visitação domiciliar conduzido no bairro do Butantã (zona oeste de São Paulo) com 800 crianças de 9 a 12 anos já foi avaliado e teve resultado positivo. <br><br>As famílias de metade das crianças —chamadas de grupo tratamento— receberam visitas quinzenais de 45 minutos para orientação. Os agentes ensinavam os responsáveis a estimular seus filhos por meio de brinquedos feitos a partir de materiais recicláveis do dia a dia.<br><br>O desenvolvimento tanto das crianças participantes quanto das pertencentes ao chamado grupo controle —que não recebeu a intervenção— foi acompanhado. <br><br>Após um ano, o desenvolvimento das crianças participantes ficou acima do das pertencentes ao grupo que não recebeu a intervenção tanto na pontuação geral quanto em cada um dos itens analisados: desenvolvimento motor, cognitivo e de linguagem. <br><br>Resultados precisos ainda serão divulgados. Alexandra Brentani, responsável pelo projeto, acredita que seus efeitos serão duradouros: “A experiência muda a forma como a mãe vê a criação de uma criança”, diz ela, que é do departamento de pediatria da Faculdade de Medicina da USP.<br><br>Mas, segundo pesquisadores, será importante nos próximos anos reunir mais evidências do impacto de longo prazo desses programas para que o apoio político, empresarial e das famílias continue aumentando.<br><br>O economista do Ipea Rafael Guerreiro Osório, que estuda pobreza e inclusão social, chama a atenção para o fato de que o investimento na primeira infância, “vital para o desenvolvimento do país”, tem resultados de longo prazo. Por isso, afirma, deveria ser aliado a medidas que mitiguem a pobreza das famílias de forma mais imediata. <br><br>“É preciso criar empregos para pessoas menos qualificadas, com impacto nos locais em que elas moram, como saneamento e infraestrutura urbana”, afirma.<br><br></div><div><br></div><div><br><br></div><div><br><br></div><div><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2019-05-30 14:03:02 UTC</pubDate>
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