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      <title>Escrita criativa by Fernanda Guerra</title>
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      <description>Imaginação</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2020-02-22 12:31:39 UTC</pubDate>
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         <title>O cais</title>
         <author>guefer1408</author>
         <link>https://padlet.com/guefer1408/vu6ht2m83qeg/wish/448970505</link>
         <description><![CDATA[<div>Na Ilha das Cerejeiras vivia o faroleiro com o seu pequeno filho. Todos os dias da semana, de manhã, o faroleiro acompanhava o filho  ao cais de embarque, colocava-o no barquinho que o levaria à escola, despedindo-se dele  com  abraços e sorrisos. Ao final da tarde, a cada dia,   o faroleiro esperava a chegada do filho e no reencontro havia, de novo sorrisos  de alegria. O pequeno pulava para os braços do pai e caíam os dois abraçados sobre o cais. </div><div>Em casa, no farol, o pai ensinava pacientemente o pequeno a tocar piano, mostrando-lhe como deveria esticar os dedinhos e pousá-los sobre as teclas, em vez de as martelar. – Estica os dedos. Vês as teclas? Verás como é fácil e bonito se as tocares. -   E a música soando unia-os em momentos de cumplicidade e afeto.</div><div> Este ciclo diário –cais , farol, piano – repetiu-se ao longo dos anos. Folhas caíram e folhas nasceram e as cerejeiras cobriam-se ora de rosa ora de branco, na roda das estações, até que um dia o pequeno se descobriu adulto e quis partir. Depois, durante anos e anos, o pai acorria ao cais para recolher as cartas do filho. E a roda das estações continuou a girar acompanhando o envelhecimento do pai que acabou por ficar preso no farol sem poder voltar ao cais.  </div><div>A saudade e o silêncio trouxeram de volta o filho, que ao desembarcar pisou as cartas acumuladas sobre o cais, tantas que haviam esgotado o pequeno espaço da caixa de correio. Um aperto no peito, um pressentimento fizeram-no correr para o farol e descobrir o velho pai ainda vivo, mas limitado ao seu quarto. A paciência e ternura que recebera, devolve-as agora ao pai e reencontram a cumplicidade e a alegria que os unira, sentados ao piano. De novo se repete o gesto de aprender a esticar os dedos sobre as teclas. – Tenta, pai. Estica devagar os dedos e toca as teclas. – Nesse momento, apaziguado, o velho faroleiro encostou a cabeça no ombro do filho e descansou. </div><div>O farol, no entanto, não perdera a sua luz. Há, de novo, alegria, sorrisos e música na Ilha das Cerejeiras. O filho do faroleiro faz-se ele próprio faroleiro e traz a família, mulher e um bebé, que agora sorri ao som da música do piano.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-02-22 12:47:23 UTC</pubDate>
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