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      <title>O estuário Vaza-Barris e a mariscagem by CavBrasil</title>
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      <language>en-us</language>
      <pubDate>2020-10-14 16:16:58 UTC</pubDate>
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         <title>O estuário</title>
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         <description><![CDATA[<div><strong>O estuário do rio Vaza-Barris compreende as fronteiras dos municípios de Aracaju, Itaporanga d’Ajuda e São Cristóvão; possui uma extensão de aproximadamente 26 Km no sentido noroeste/sudeste, e sua área abrange cerca de 122 Km², alimentada por vários mananciais; pela margem direita o rio Tejupeba e os riachos Água Boa e Peru, e pela margem esquerda os rios Santa Maria e Paramopama. O rio Santa Maria, tendo como principais tributários os riachos Caípe Velho e Cipó, liga-se ao estuário do rio Sergipe através do canal de mesmo nome. Nessa região da bacia costeira compreendida pelo delta do Vaza-Barris, ocorre o clima Megatérmico Subúmido Úmido, o mais chuvoso do estado de Sergipe.</strong></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-10-14 16:21:02 UTC</pubDate>
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         <title>Região estuarina do rio Vaza-Barris</title>
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         <description><![CDATA[<div>MODIFICADA DE CARVALHO, M. E. S. Vulnerabilidade hídrica na bacia sergipana do rio Vaza-Barris. <strong>RA’E GA</strong>, Curitiba, Departamento de Geografia – UFPR, v. 25, p. 186 – 217, 2012. Figura 01. 1086 x 638 pixels.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-10-14 16:22:18 UTC</pubDate>
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         <title>Geologia local</title>
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         <description><![CDATA[<div><strong>O contexto geológico dos municípios que compreendem a região estuarina do rio Vaza-Barris, inclui sedimentos das Formações Superficiais Continentais (Formação – Superfície – Continente), representados pelo Grupo Barreiras, formado entre os períodos Plioceno e Pleistoceno, e pelas chamadas Coberturas Pleistocênicas e Holocênicas do Quaternário, as quais são representadas pelos depósitos eólicos litorâneos, depósitos de pântanos e mangues atuais, depósitos de terraços e cordões litorâneos e depósitos fluviolagunares. </strong></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-10-14 16:25:29 UTC</pubDate>
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         <title>Bacia do rio Vaza-Barris</title>
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         <description><![CDATA[<div>CARVALHO, M. E. S. Vulnerabilidade hídrica na bacia sergipana do rio Vaza-Barris. <strong>RA’E GA</strong>, Curitiba, Departamento de Geografia – UFPR, v. 25, p. 186 – 217, 2012. Figura 01. 1086 x 638 pixels.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-10-14 16:26:14 UTC</pubDate>
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         <title>Aspectos morfológicos do estuário</title>
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         <description><![CDATA[<div><strong>Ao longo do estuário o comportamento morfológico se modifica, caracterizando zonas distintas entre embocadura do canal, zona de canais e planície de maré.</strong></div><div><strong>No estuário inferior, ou embocadura do canal, se faz marcante a influência marinha, sendo o vale bastante amplo, ocupando toda a seção estuarina. A dinâmica das águas com a ação das ondas e das correntes litorâneas e de maré, presentes nesta porção mais aberta do estuário, inibe o desenvolvimento dos manguezais, provocando movimentação significativa dos bancos arenosos. </strong></div><div><strong>Nas regiões medianas e superiores do estuário, os canais fluviais vão se estreitando e ficando mais rasos. O efeito das correntes de maré na preamar se faz marcante, e tem maior penetração em direção à montante, apresentando teores salinos mais elevados na região de confluência com o rio Paramopama, e se estabilizando, portanto, na medida em que há um maior preenchimento sedimentar, distribuído em bancos e ilhas arenosos, assemelhando-se a um delta de estuário.</strong></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-10-14 16:27:51 UTC</pubDate>
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         <title>Ecossistema manguezal</title>
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         <description><![CDATA[<div><strong>A formação de manguezais no estuário do rio Vaza-Barris está associada à planície de maré holocênica, ou seja, de idade geológica recente; à presença dos rios da bacia costeira que percorrem terrenos de baixo declive, bem como à ação das marés semidiurnas que, ao sobrepujarem a corrente fluvial a partir da foz, penetram nos canais fluviais tributários, elevando então, o nível das aguas estuarinas.</strong></div><div><strong>O ecossistema de mangue na região estuarina do Vaza-Barris compreende em torno de 59,40 Km², com predominância da espécie </strong><strong><em>Rhizophora mangle</em></strong><strong>, que se desenvolve nas margens dos rios, das ilhas e ilhotas. </strong></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-10-14 16:32:40 UTC</pubDate>
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         <title>A mariscagem</title>
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         <description><![CDATA[<div><strong>No município de São Cristóvão, muitas famílias que residem nas proximidades do rio Vaza-Barris têm a mariscagem e a pesca artesanal como única fonte de renda ou como complemento; assim é também com outros municípios localizados na região da foz, como em Itaporanga d’Ajuda e na capital Aracaju.</strong></div><div><strong>A mariscagem é basicamente realizada por mulheres, caracterizada como uma atividade que pode ser conciliada com o serviço doméstico. Existem relações e divisões sociais bem definidas nas comunidades que vivem a paisagem estuarina do Vaza-Barris; a pesca apresenta-se como atividade tipicamente masculina e a mariscagem como uma atividade predominante das mulheres. Coube às mulheres, no passar dos anos, o papel de marisqueiras, que dominam junto com seus filhos as margens das regiões estuarinas ou dentro dos manguezais, com a coleta de ostra. Além disso, grande parte das marisqueiras tem longo tempo de exercício, e isso se deve ao início precoce da atividade; normalmente começam a aprendizagem do ofício na infância, herdando os valores das mães e dos pais.</strong></div><blockquote><strong><sub>[...] São mulheres apontadas na categoria de pescadoras artesanais por trabalharem de forma manual na extração de moluscos, como a ostra, o marisco e o sururu. Sua atividade de trabalho é denominada de catação, porque consiste em efetivamente procurar extrair da areia cada unidade de molusco, por isso são nomeadas também de catadoras de mariscos. A finalidade é complementar a renda da família, ou seja, ajudar o marido nas despesas da casa [...] (Melo, 2015, p. 34).</sub></strong></blockquote><div><strong>Mesmo com baixa remuneração, a coleta de moluscos realizada em manguezais ainda é considerada a segunda maior fonte de renda das comunidades ribeirinhas, sendo muitas vezes a principal fonte de renda das famílias envolvidas, ou complementares à outras atividades assalariadas.</strong></div><div><strong>Os catadores de moluscos são grupos economicamente marginalizados, excessivamente pobres e pouco reconhecidos pelos outros pescadores artesanais no nordeste brasileiro. </strong></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-10-14 16:33:44 UTC</pubDate>
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