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      <title>As Possibilidades da Escola by Ana Beatriz</title>
      <link>https://padlet.com/anabeatrizdantas/ppl_trabalho_gisa</link>
      <description>Como espaço do cultivo da potência criadora, inventiva e poética do humano</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2020-08-23 13:47:40 UTC</pubDate>
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         <title>O Fio da Fábula</title>
         <author>anabeatrizdantas</author>
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         <description><![CDATA[<div>“O fio que a mão de Ariadne deixou na mão de Teseu (na outra estava a espada) para que este se aventurasse no labirinto e descobrisse o centro, o homem com cabeça de touro ou, como pretende Dante, o touro com cabeça de homem, e o matasse e pudesse, já executada a proeza, decifrar as redes de pedra e voltar para ela, para o seu amor.</div><div><br></div><div>As coisas aconteceram assim. Teseu não podia saber que do outro lado do labirinto estava o outro labirinto, o do tempo, e que num lugar já fixado estava Medeia.</div><div><br></div><div>O fio perdeu-se, o labirinto perdeu-se também. Agora nem sequer sabemos se nos rodeia um labirinto, um secreto cosmos ou um caos ocasional. O nosso mais belo dever é imaginar que há um labirinto e um fio. Nunca daremos com o fio; talvez o encontremos e o percamos num ato de fé, num ritmo, no sono, nas palavras que se chamam filosofia ou na mera e simples felicidade.”<br><br>Jorge Luis Borges</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-23 14:06:34 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2020-08-23 14:45:18 UTC</pubDate>
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         <title>Meu depoimento </title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Olá queridas colegas, vou fazer o meu relato.<br><br>Eu faço parte de uma associação de pais Waldorf aqui no ABC, no ano passado decidimos abrir uma escola para o ensino fundamental, a escola teve início em fevereiro deste ano e logo depois veio a pandemia. O que temos aprendido é que, sim, é possível construir um espaço para educar as crianças de forma amorosa, incentivando o brincar livre, criatividade e deixando a criança livre para ser o que quiser. Mas não é fácil, sabem porque? Porque nós pais viemos de uma educação rígida e tivemos por muito tempo achando que o modelo de escola era aquele que forma as crianças, jovens e adolescentes para o mundo capitalista, enfim, hoje a maioria de nós pais estamos desconstruindo muito do que aprendemos durante anos. Falo isso mais por mim, tive uma infância livre, morando em sítio no interior do Paraná, onde mal tinha energia elétrica, eu e meu irmão brincávamos na roça mesmo, colhíamos e comíamos a fruta direto do pé, tomávamos banho de chuva,  era uma vida simples, mas saudável, comecei a estudar com 7 anos num vilarejo próximo e conforme os anos foram passando nasceu em mim a necessidade de lutar por uma vida melhor, comecei a trabalhar cedo e assim que conclui o ensino médio, com 19 anos decidi ir embora do interior e morar em Florianópolis e sempre focada no trabalho e em passar no vestibular, precisava ser na Federal, pois obviamente não tinha dinheiro pra pagar faculdade particular, e assim passou-se muitos anos, conquistei muitos sonhos e chegou o momento da maternidade que sempre parecera tão distante, mas quando me tornei mãe, as mudanças começaram a aparecer em mim, e hoje vejo que aquela vida simples e saudável que eu tive na infância, e que nunca valorizei,  é tudo que desejo para meus filhos, mas hoje moro numa grande cidade cercada por concreto e desejando uma noite no interior com as crianças para vermos estrelas no céu e vagalumes piscando, quando comento isso com meu marido, sobre a influência da cidade na vida das crianças ele me diz: precisamos fazer a educação deles da melhor maneira possível e onde estamos, meu coração ainda anseia por um viver mais natural possível no interior de preferência, mas ele tem razão, precisamos viver o que temos hoje. Em virtude disso tudo desta transformação que passamos, tanto eu quanto meu marido, nós ajudamos na construção da escola e na administração dela, a escola hoje é uma extensão da nossa casa, lógico no atual momento nossa casa virou escola, virou parquinho virou nosso ninho de proteção, virou mais bagunça ainda 😅<br>Os benefícios desta situação atual é que tenho feito coisas com as crianças que antes não fazia pois inconscientemente atribuía pra escola, para os professores, eu ainda tenho muito o que mudar, me dedicar mais a eles e deixar outras coisas não tão importantes assim pra depois, primeiro devem vir os filhos. E dentro deste contexto, como conheço mais da pedagogia Waldorf, que preza o brincar livre, sem influência dos brinquedos prontos e crianças longe da tecnologia, estamos avançando muito, e percebo que isso faz a diferença na vida das crianças, mas não conseguimos fugir  da TV, por exemplo, eles gostam e querem assistir, então tentamos um equilíbrio, definir um tempo, mas esta adaptação do que vivemos hoje em termos de tecnologia e preparar uma educação livre e consciente é o grande desafio. <br>Desculpa o texto enorme </div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-25 00:50:16 UTC</pubDate>
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         <title>Lydia Hortéllio</title>
         <author>analaurafs</author>
         <link>https://padlet.com/anabeatrizdantas/ppl_trabalho_gisa/wish/706948956</link>
         <description><![CDATA[<blockquote>“O lugar de brincar é natureza. Ela é o espaço de brincar por excelência. A casa da criança, território de sonho e encontro”</blockquote><div><br>“Brinquedo é um organismo vivo. Expressão da inteireza. É a inteligência com o corpo. A sensibilidade e exercício da cidadania. A gente se queixa e acha que menino quer fazer tudo que gosta. Mas não, porque não tem brinquedo sem regra. O brincar tem as regras. A amarelinha tem as regras, a gente precisa das regras para passar além. Para mim essa é a definição da cidadania. Quem dera nós, meninos grandes, vivêssemos dessa forma, respeitando as regras e o outro”. </div><div><br>Em entrevista, Lydia fala sobre a necessidade de mudar o modelo de escola para que não houvesse  distinção entre hora de estudar e a hora de brincar, se  caberia ou não ao professor fazer isso:<br> "Antes de mais nada, esta é uma questão da consciência. É a professora, em primeiro lugar, que deve trabalhar a si mesma, chegar a esse ponto, à consciência de uma compreensão da criança através da cultura da criança. Todo mundo só lê a psicologia do desenvolvimento, o construtivismo, que tem sua procedência também, mas não é a resposta total do ser humano." (trecho retirado da entrevista: <a href="http://institutotear.org.br/lydia-hortelio-e-a-brincadeira-musicada/">http://institutotear.org.br/lydia-hortelio-e-a-brincadeira-musicada/</a>)<br><br>“A cultura da criança é a cultura da alma. Os meninos têm a alma na frente. Depois é que ela vai pra dentro. Vai botando pano, papel, livro em cima.” <strong>(</strong>Entrevista de Lydia dada ao <a href="http://mapadobrincar.folha.com.br/mestres/lydiahortelio/">Mapa do Brincar</a>: <a href="https://mapadobrincar.folha.com.br/mestres/lydiahortelio/">https://mapadobrincar.folha.com.br/mestres/lydiahortelio/</a>)</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-30 02:49:33 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>analaurafs</author>
         <link>https://padlet.com/anabeatrizdantas/ppl_trabalho_gisa/wish/706960956</link>
         <description><![CDATA[<div>"Os meninos entram na escola e ficam sentados, olhando um o cangote do outro, para ouvirem o que não querem, e a professora continua falando, falando. A gente não pergunta se o menino se pergunta por aquilo, [se ele] tem aquela curiosidade. Não, é de fora para dentro, por cima dos meninos, porque tem o programa, tem o vestibular... ...Não é que não é preciso aprender, não é preciso escola nesse modelo que a gente tem, precisa ser um lugar verdadeiro de aprender"</div><div><br><br></div><div><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-30 03:20:28 UTC</pubDate>
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         <title>Rudolf Steiner</title>
         <author>analaurafs</author>
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         <description><![CDATA[<blockquote><em>"Aceite as crianças com reverência,</em><br><em>eduque-as com amor,</em><br><em>encaminhe-as em liberdade" (Rudolf Steiner)</em></blockquote><div><br></div><div>Steiner após ser responsável pela edição dos escritos científicos de Goethe, poeta, escritor e cientista, cria uma metodologia de observação dos sentidos para sensorialidade, onde a hipótese é sempre o fenômeno.<br>Logo após a primeira guerra mundial, a partir de um impulso social, surge a pergunta pela pedagogia Waldorf. Para uma escola fundamentada nessa construção de conhecimento que Steiner se dedicou.<br><br>A pedagogia Waldorf conceituada como a arte de educar, cuja a conformação da metodologia pode considerada a partir da trimembração de três forças: pensar, sentir, querer. Estas 3 forças atuarão de forma distintas na criança de acordo com a fase de vida em que ela se encontra. Steiner divide o desenvolvimento da criança em três fases denominadas setênios, com sete anos de duração cada. <br><br><strong>* primeiro setênio: </strong>desenvolvimento do pensar. a criança aprende por imitação, e por isso o que vem do mundo é bom, quando ela está inserida num ambiente adequado que proporcione seu pleno desenvolvimento. Através do brincar livre ela amadurece seu corpo físico, através do desenvolvimento dos sentidos inferiores considerados por Steinr: tato, paladar, movimento e equilíbrio.<br><br><strong>* segundo setênio: </strong>desenvolvimento do sentir. a criança entende a beleza do mundo, através das artes, passa por momentos de grande transformações dos 9-12 e é nesta época que estuda as grandes revoluções, pois ela precisa compactuar de uma verdade interna para entender o que vem de fora.<br><br><strong>* terceiro setênio</strong>: desenvolvimento do querer. o jovem entende a verdade do mundo, e a partir daí, trabalha a sua vontade para agir no mundo.<br><br><strong>Espaço</strong><br>A escola é feita pelo ambiente, e esse ambiente primeiramente passa pela postura e verdade do professor. O ambiente é carregado pelo professor internamente.<br>As forças necessárias para educar vem da auto educação do professor, que a partir daí cria um ambiente propício para o aluno, tornando-se desta forma um exemplo digno de ser seguido (primeiro setênio) e uma autoridade amada (segundo setêntio).<br>O ritmo é um dos maestros na construção do ambiente.<br><br><strong>Olhar para a criança </strong><br>Entender a como potência é ver na criança todo o potencial contido nela, tal como se olha uma semente sabendo que dentro dela habita uma árvore. <br><br>O aprendizado consiste em, a partir do assunto cognitivamente apreendido, recebe-se uma integração dentro de vivencias, para que a partir das vivencias, haja a disposição de colocar o assunto em pratica, de transforma-lo em ação. Ou seja, este processo compreende as três forças: pensar, sentir, querer.<br>fundamentando sua ação pedagógica a partir da compreensão do ser humano.<br><br><strong>Olhar para Educador</strong><br>Toda educação é aquela que conduz a vontade do adulto de se auto educar.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-30 04:46:46 UTC</pubDate>
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