<?xml version="1.0"?>
<rss version="2.0">
   <channel>
      <title>Crianças Selvagens - o caso Danielle by Ana Silva</title>
      <link>https://padlet.com/a113400/vltu26bydt4mldsz</link>
      <description>Ana Silva</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2020-11-22 16:13:58 UTC</pubDate>
      <lastBuildDate>2024-05-26 01:59:19 UTC</lastBuildDate>
      <webMaster>hello@padlet.com</webMaster>
      <image>
         <url></url>
      </image>
      <item>
         <title>A) Descreve brevemente a situação (nome da criança, idade com que foi encontrada, local e situação onde cresceu até ser resgatada).</title>
         <author>a113400</author>
         <link>https://padlet.com/a113400/vltu26bydt4mldsz/wish/949974982</link>
         <description><![CDATA[<div>A criança resgatada pela polícia de Plant City, a 13 de julho de 2005, chamava-se Danielle e tinha quase sete anos de idade. Vivia numa casa débil localizada na Old Sydney Road. </div><div>Dentro dessa casa, a menina foi encontrada numa divisão super pequena, 《um espaço do tamanho de um closet》, escuro, com condições deploráveis (《colchão roto e cheio de mofo》), com um cheiro terrível; estava nua, somente com uma fralda, suja e húmida. Havia roupa "enrodilhada" e com fezes, bonecos cheios de larvas e baratas, tudo isto espalhado pela pequena divisão.</div><div>Também a casa era deplorável, tal como esta divisão, com un cheiro horrendo, cheia de humidade, tudo com aspeto de podre, cheia de baratas por todo o lado.</div><div>A mãe da criança, também com mau aspeto, argumentou que estava a fazer o melhor que conseguia em relação à filha. Danielle parecia alta (《longas pernas》), tinha picadas de insectos, feridas e erupções cutâneas; tinha as unhas partidas e uma magreza excessiva (《As costelas e clavículas eram salientes》, 《(...) peito escanzelado》, afinal de contas pesava 21 quilos.</div><div>A menina estava privada da interação com o meio ambiente há bastante tempo. </div><div><br></div>]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads.storage.googleapis.com/788290039/2d36ccc25f0ecf9cf0c2c686040ebc4b/7.jpg" />
         <pubDate>2020-11-22 16:35:26 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/a113400/vltu26bydt4mldsz/wish/949974982</guid>
      </item>
      <item>
         <title>B) Indica qual a sintomatologia apresentada pela criança quando foi encontrada.</title>
         <author>a113400</author>
         <link>https://padlet.com/a113400/vltu26bydt4mldsz/wish/950206270</link>
         <description><![CDATA[<div>Danielle estava pálida, com a cara chupada e excessivamente magra, portanto 《malnutrida e anémica》, pesando 21 quilos. Não conseguia fixar ou sequer pestanejar os olhos, logo não conseguia olhar ninguém nos olhos. Encolhia-se/enroscava-se 《como um bicho da batata》, contorcendo-se, com raiva, pontapeava e esperneava. Não sabia mastigar e engolir alimentos sólidos, então, quando via comida, agarrava nela com as mãos e metia-a na boca como um bebé. Não era capaz de utilizar as mãos. Aparentava não ouvir, pois não respondia, nem sequer oferecia resistência. Não sabia falar nem mesmo dizer sim ou não abanando a cabeça. Apenas guinchava e gemia. Quando se irritava, batia com os pés e chupava os dedos da mão, como forma de se acalmar. Não tinha reação ao frio, ao calor e nem sequer à dor; deste modo, também não chorava. Não tinha reação a abraços ou a carinho. Se a segurassem pela mão, ela permanecia de pé ou andava de lado, como os caranguejos. Muitas vezes, agitava-se bastante, gritando e enrolando-se.<br>Portanto, de todas estas características comportamentais retira-se que Danielle tem:<br>- acentuada dificuldade de interação (não respondia, não olhava para ninguém);<br>- reduzida expressão facial (cara chupada, não reagia);<br>- ausência total de fala (gemia e guinchava);<br>- ausência parcial de bipedismo (só se mantinha de pé se a agarrassem, ou andava de lado como os caranguejos);<br>- Insensibilidade ao frio e ao calor ambientais.</div>]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2020-11-22 18:57:01 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/a113400/vltu26bydt4mldsz/wish/950206270</guid>
      </item>
      <item>
         <title>C) Descreve o processo de recuperação da criança (assinala os progressos e as dificuldades; inclui referência ao período crítico/sensível).</title>
         <author>a113400</author>
         <link>https://padlet.com/a113400/vltu26bydt4mldsz/wish/950509360</link>
         <description><![CDATA[<div>É certo que, quanto mais nova uma criança selvagem é encontrada, mais possiblidades de recuperação ela tem. Quando foi encontrada pela polícia, um dos agentes referiu que se a criança não fosse imediatamente para um hospital, que não sobreviveria. <br>Assim, Danielle teve internada durante seis semanas no hospital, sendo acompanhada por Kathleen Armstrong, Psicóloga Pediátrica. Foram-lhe feitas análises clínicas, exames ao cérebro, à visão e à audição, mas também análises genéticas. Nem as análises nem os exames detetaram qualquer anomalia na criança, nada.  Não era surda (como se suspeitou ao início 《mas ela parecia não ouvir》), não tinha qualquer perturbação física, nem qualquer outra doença. <br>A Psicóloga diagnosticou-lhe "autismo ambiental", uma perturbação devido à falta de interação a longo prazo, o que significava que Danielle era uma criança selvagem. Este diagnóstico era preocupante, pois 《os primeiros anos de vida são cruciais para o desenvolvimento do cérebro》, e ao não haver interação são cortadas ligações que ajudam o cérebro e a criança a aprender a confiar, desenvolver a linguagem/comunicar, tudo isto é essencial para as crianças na socialização e ao longo da sua vida.<br>A menina vivia 《como uma ratazana》 mas havia esperança que conseguisse ser socializada e que pudesse ter uma identidade. Podia não conseguir aprender a falar mas podia vir a perceber o que lhe era dito, comunicando através de outros meios. <br>Na verdade, os médicos não acreditavam muito em grande recuperação da criança; mas ambicionavam que ela pelo menos 《fosse capaz de dormir toda a noite》, deixasse de usar fraldas e passasse a comer sem ajuda.<br>Após ter alta do hospital, Danielle foi viver para um Lar. Começou a ir à escola, já com sete anos, e foi integrada numa turma de educação especial. Na escola, a rapariga agarrava asl comida com as mãos, agitava-se bastante e enrolava-se, escondendo-se dentro de um roupeiro como forma de fugir das pessoas. 《Não sabia subir para um escorrega nem andar de baloiço》 como qualquer outra criança sabe. Não reagia bem ao lhe tocarem. Mas, ao fim de um ano, começou a reagir, consentido que a acalmassem.<br>Mesmo com todos estes avanços e recuos, um casal adotou Danielle. Bernie e Diane Lierow antes de adotarem a menina, comentaram que esta criança era tudo o que não desejavam. Ao início, 《foi um desastre》, visto que a menina continuava a não reagir bem: arrancou as mãos a uma boneca à dentada, gritou por não querer pisar areia, chorava de quarto em quarto, não sabia desembrulhar o papel dos ovos da Páscoa (comia também o papel), dava pontapés quando a penteavam ou lhe tentavam lavar os dentes, não conseguia adormecer, deitava-se de costas, levantava-se de noite e deambulava em bicos dos pés. <br>Ao fim de um ano com a sua família nova, Danielle cresceu e passou a pesar o dobro. Passpu a ter Terapia Física e Ocupacional, a ir à igreja, ao centro comercial e ao supermercado; o que significa que aprendeu  a manter-se de pé e a andar. Frequentava também a Terapia da fala e a equitação, ia melhorando pouco a pouco. Passou a saber comer sozinha (《consegue estar sentada a uma mesa durante cinco minutos seguidos e já se serve da compota com uma colher》) e a ir à casa de banho (anteriormente não era  capaz de utilizar as mãos ou comia com as mãos como os bebés, usava fraldas). Na terapia da fala, a terapeuta 《mostra-lhe como deve franzir os lábios para fazer sons ao soprar》, tentando ensinar a menina a falar, ela consegue imitar o movimento dos lábios. A terapeuta apercebe-se que Danielle já ultrapassou as suas expetativas, está a 《aprender a ouvir e compreende comandos simples》. A menina já consegue lidar com a raiva, já não morde as mãos (anteriormente agitava-se, esperneava e pontapeava, chupava os dedos das mãos). O seu irmão faz-lhe cócegas e refere que ela parece reagir falando (antes não tinha reação a abraços ou a carinho), e ensinou-a a fazer jogos e a amassar plasticina. Passou a conseguir caminhar bem na areia sem reagir mal, passou a saber desembrulhar um presente sem comer o papel; com a ajuda do seu irmão. <br>As melhoras de Danielle foram incríveis, muito mais do que as expectáveis. Passou a conseguir olhar para as pessoas (no início não conseguia fixar os olhos), a deixar-se agarrar (reagia mal), a saber mastigar, a nadar, e até a saber o seu nome! <br>Mas, é notável que o que faltou a esta criança foi a Socialização Primária, que ocorre durante a infância e que permite adquirir os saberes básicos da vida, como falar, comer, etc. <br>Todo este desenvolvimento mostra que Danielle teve maturação cerebral, e que o seu cérebro conseguiu substituir umas funções por outras. Mesmo que muitas ligações no cérebro tenham sido cortadas, e que tenha perdido a oportunidade de aprender algumas coisas, o cérebro conseguiu reorganizar-se. </div>]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2020-11-22 22:42:58 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/a113400/vltu26bydt4mldsz/wish/950509360</guid>
      </item>
   </channel>
</rss>
