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      <title>AVA 1 - Caso Clínico  by Daniel Trindade</title>
      <link>https://padlet.com/danieltrindadevet/vj596shwcqikgag8</link>
      <description>Atividade Avaliativa 1 da disciplina de Grandes temas da Veterinária
Aluno: Daniel da Silva Ferreira Trindade
Matricula: 20213303738</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2021-11-06 15:30:23 UTC</pubDate>
      <lastBuildDate>2024-12-02 01:19:24 UTC</lastBuildDate>
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         <title>Descrição do caso clínico</title>
         <author>danieltrindadevet</author>
         <link>https://padlet.com/danieltrindadevet/vj596shwcqikgag8/wish/1871682656</link>
         <description><![CDATA[<div>No caso clínico apresentado é possível identificar a aplicação dos conhecimentos da Semiologia para obtenção e organização das informações durante a consulta, resultando em uma possível ficha do paciente com a identificação do paciente, anamnese, exame físico e exames complementares, como o objetivo de obter possíveis de diagnósticos. Segue abaixo uma possível organização dos dados apresentados.<br><br></div><div>1.&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;Identificação do animal:&nbsp;</div><div>1.1.&nbsp; &nbsp; Espécie: Canina</div><div>1.2.&nbsp; &nbsp; Sexo: Feminino</div><div>1.3.&nbsp; &nbsp; Idade: 4 anos</div><div>1.4.&nbsp; &nbsp; Raça: Border Collie</div><div>2.&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;Anamnese</div><div>2.1.&nbsp; &nbsp; Vacinação: Antirrábica</div><div>2.2.&nbsp; &nbsp; Queixa principal: Paciente apresenta tosse, principalmente após atividade física, quieto e casado, não esta se alimentando como de costume. Perdeu peso nos últimos 6 mês.</div><div>3.&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;Exame físico:</div><div>3.1.&nbsp; &nbsp; Animal se apresentou comportamento apático e magro, na inspeção, após exploração física foi identificado aumento da circunferência abdominal, ascite. Animal não apresentou febre.</div><div>4.&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;Exame Complementares:</div><div>4.1.&nbsp; &nbsp; Hemograma</div><div>4.2.&nbsp; &nbsp; Teste rápido SNAP 4Dx Plus®</div><div>4.3.&nbsp; &nbsp; Radiografia de tórax</div><div>4.4.&nbsp; &nbsp; Ecocardiograma</div><div>4.5.&nbsp; &nbsp; Ultrassonografia abdominal<br><br></div><div>&nbsp;<br><br></div><div>Após análise dos sintomas e sinais organizados acima e pesquisa na literatura, diversas hipóteses foram levantadas, excluídas e confirmadas. Assim foi possivel concluir que estamos diante de um caso de <strong>Dirofilariose Canina</strong>, partindo dessa conclusão segue abaixo os possíveis resultados e achados clínicos, segundo a literatura.<br><br></div><div>De acordo com Merck (2014), os métodos de detecção de antígeno é o mais especifico e sensível para detecção da infecção por <em>Dirofilaria immitis</em> o que nos possibilita deduzis que o resultado do teste rápido SANP 4Dx Plus® foi positivo para <em>D. immitis </em>e negativo para os outros patógenos identificados pelo teste.<br><br></div><div>Segundo Tilley (2015), o quadro apresentado pode ser classificado como Classe II ou III, com dano pulmonar de moderado a grave, o que possibilitaria a observação de sinais como respiração laboriosa ou crepitações, dispneia, mucosa pálida e pulso fraco.<br><br></div><div>No hemograma, podemos identificar anemia, hemoglobinemia e o leucograma característico de um quadro inflamatório. Ainda na patologia clínica, mais especificamente na área de diagnóstico por imagens, o exame radiológico de tórax, que de acordo com a literatura é o melhor método para avaliação da gravidade da patologia, pode apresentar aumento da artéria pulmonar principal, infiltrados pulmonares parenquimatoso, aumento do ventrículo direito.<br><br></div><div>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; As imagens ultrassonográficas abdominais, obtidas por um médico veterinário especializado, podem apresentar um aumento do fígado, hepatomegalia, no entanto essa visualização estará prejudicada devido a ascite, acumulo de liquido na cavidade abdominal ocasionado pela insuficiência cardíaca congestiva direita.<br><br></div><div>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Durante o procedimento de ecocardiografia, o cardiologista veterinário, pode não identificar muitas alterações, sendo possível a identificação de ima leve arritmia e hipertensão, dependendo a carga parasitária e sopro cardíaco dependendo da cronicidade da infecção.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-11-06 15:34:37 UTC</pubDate>
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         <title>Etiologia</title>
         <author>danieltrindadevet</author>
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         <description><![CDATA[<div><strong>Dirofilariose canina – Verme do coração</strong><br><br></div><div>A dirofilariose é uma patologia de etiologia infecciosa, causada pela filaria <em>Dirofilaria immits,</em> um&nbsp; hemoparasita, cuja sua gravidade esta relacionada com a carga parasitária e a reação imunológica do hospedeiro. Acomete principalmente os sistemas cardiovascular e respiratório, causando danos endotelial cardíaco, danos pulmonares e alterações em veias e artérias, refletindo também de maneira sistema no sistema hematológico e renal.<br><br></div><div>A <em>D. immitis</em> é um microorganismo presente em regiões temperadas e áreas tropicais, utiliza como vetor, ou hospedeiro intermediário, mosquitos dos gêneros <em>Aedes, Anapheles e Culex e como hospedeiros definitivos cães, raposas e canídeos selvagens, além de gatos e outros felinos selvagens e raramente humanos.<br></em><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-11-06 15:35:15 UTC</pubDate>
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         <title>Ciclo de Vida</title>
         <author>danieltrindadevet</author>
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         <description><![CDATA[<div>O <em>D. immits</em> em sua fase adulta fixados na artéria pulmonar e no coração, após a reprodução, as fêmeas eliminam as micrifilárias (L1) na circulação sanguínea.&nbsp;<br><br></div><div>As L1 são ingeridas pelo mosquito no momento do repasto sanguíneo, estas microfilarias em 15 dias se desenvolvem passando pelos estágios larvares L2 e L3 e se migram para o aparelho bucal do mosquito.<br><br></div><div>Com as larvas desenvolvidas no aparelho bucal o mosquito, faz um novo repasto, quando essa novas larvas saem do mosquito para a pele do animal, seguindo para o tecido subcutâneo pelo orifício deixado pela picada do mosquito.<br><br></div><div>No subcutâneo as L3s sofrem duas mudas se tronando adultos jovens, que migram pela circulação sanguínea para os pulmões e posteriormente para o coração, quando adultas, continuando o seu ciclo reprodutivo.&nbsp;</div><div><br>O video a seguir descreve de maneiro, mas didática todo o ciclo descrito anteriormente.<br>https://youtu.be/N_VItcL4iCg<br><br>ELANCO PORTUGUAL. Dirofilariose em cães. Youtube Disponível em: &lt;https://www.youtube.com/watch?v=N_VItcL4iCg&gt;. Acesso em: 06 nov. 2021.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-11-06 15:35:38 UTC</pubDate>
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         <title>Forma de transmição</title>
         <author>danieltrindadevet</author>
         <link>https://padlet.com/danieltrindadevet/vj596shwcqikgag8/wish/1871684549</link>
         <description><![CDATA[<div>A transmissão do D. immits se dá pela utilização do vetor, um mosquito do gêneros <em>Aedes, Anapheles e Culex</em>, que ao se alimentar de um animal já infectado, se infecta com a microfilária que após maturação larvar migra para o aparelho bucal do mosquito, que em uma nova alimentaçã em outro animal, um possível hospedeiro para a microfilaria, libera no epitélio do animal a larva que infecta o hospedeiro continuando seu ciclo de vida.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-11-06 15:36:19 UTC</pubDate>
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         <title>Sinais Clínicos</title>
         <author>danieltrindadevet</author>
         <link>https://padlet.com/danieltrindadevet/vj596shwcqikgag8/wish/1871685025</link>
         <description><![CDATA[<div>Em sua grande maioria os animais são assintomáticos ou apresentar sintoma leves como tosse ocasionalmente, sem o devido diagnóstico e tratamento leva a um prognóstico negativo com o aparecimento dos demais sinais clínicos como: intolerância ao exercício físico, depauperamento, dispneia, cianose, hemoptise, síncope, epistaxe e ascite, nos caso de ICC direita.&nbsp;<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-11-06 15:36:48 UTC</pubDate>
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         <title>Tratamento</title>
         <author>danieltrindadevet</author>
         <link>https://padlet.com/danieltrindadevet/vj596shwcqikgag8/wish/1871685221</link>
         <description><![CDATA[<div>Taylor (2017), afirma que o tratamento para dirofilariose é complexo devido a variação de suscetibilidade das diversas fases larvares coexistentes aos anti-helmínticos. Além disso, Nelson (2015) destaca há necessidade de uma avaliação pre-tratamento das funções cardíaca, pulmonar, hepática e renal com a finalidade de minimizar possíveis complicações após a administração do adulticida, como o tromboembolismo pulmonar e outras patologias preexistente, destacando a necessidade de diversos exames complementares.<br><br></div><div>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; É altamente recomendado que tratamento com adulticida seja executado em um protocolo com doses alternadas, iniciando um uma injeção de melarsomina e após 30 dias mais duas injeções com intervalo de 24 horas.<br><br></div><div>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Outro protocolo proposto é a administração de doses profiláticas de macrolídeos durante 3 mês e após esse período a aplicação de melarsomina, com a finalidade de diminuir a carga parasitária de larvas não adultas, microfilarias, antes de eliminas as larvas adultas.<br><br></div><div>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Independente do protocolo de tratamento escolhido, é importante realizar teste de pesquisa de antígeno, caso resulte positivamente, deve-se iniciar um novo tratamento.<br><br></div><div>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Em casos de síndrome da veia cava faz-se necessária intervenção cirúrgica para remição dos parasitas, afim de evitar a morte do cão.&nbsp;<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-11-06 15:37:00 UTC</pubDate>
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         <title>Prevenção</title>
         <author>danieltrindadevet</author>
         <link>https://padlet.com/danieltrindadevet/vj596shwcqikgag8/wish/1871685585</link>
         <description><![CDATA[<div>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Devido a dificuldade no controle dos hospedeiros intermediários, mosquitos, a profilaxia da dirofilarióse é medicamentosa com o uso de medicamentos por via oral ou tópicos.<br><br></div><div>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; De acordo com Merck (2015), o uso preventivo de macrolídeos, como a ivermectina, oxima milbemicina, moxidectina e selemectina, é seguro e efetivo, podendo ser utilizado durante o ano todo.<br><br></div><div>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; A profilaxia medicamentosa tem seu início aconselhado entre a 6ª e a 8ª semana de idade, após esse período o animal deve ser submetido a teste sorológico de identificação de antígenos, afim de evitar complicações pela morte de uma elevada de larvas adultas possível preexistentes, nestes nos casos deve-se finalizar o tratamento, antes de iniciar a profilaxia.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-11-06 15:37:20 UTC</pubDate>
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         <title>Referencias Bibliográficas</title>
         <author>danieltrindadevet</author>
         <link>https://padlet.com/danieltrindadevet/vj596shwcqikgag8/wish/1871685835</link>
         <description><![CDATA[<div>A., TAYLOR,. M.; L., COOP,. R.; L., WALL,. R. <em>Parasitologia Veterinária, 4ª edição</em>. [Digite o Local da Editora]: Grupo GEN, 2017.<br><br>NELSON, Richard. <em>Medicina Interna de Pequenos Animais</em>. Rio de Janeiro: Grupo GEN, 2015.<br><br>TILLEY, Larry. P.; JUNIOR, Francis.W.K. S. <em>Consulta Veterinária em 5 Minutos: Espécies Canina e Felina</em>. Editora Manole, 2015.<br><br>GONZALEZ, MONTEIRO,. S. <em>Parasitologia na Medicina Veterinária, 2ª edição</em>. [Digite o Local da Editora]: Grupo GEN, 2017.<br><br>MERCK. <em>Manual Merck de Veterinária, 10ª edição</em>. São Paulo: Grupo GEN, 2014. 978-85-412-0437-8.<br><br>F., FEITOSA,.Francisco. L. <em>Semiologia Veterinária - A Arte do Diagnóstico</em>. Rio de Janeiro: Grupo GEN, 2020.<br><br>ELANCO PORTUGUAL. Dirofilariose em cães. Youtube Disponível em: &lt;https://www.youtube.com/watch?v=N_VItcL4iCg&gt;. Acesso em: 06 nov. 2021.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-11-06 15:37:35 UTC</pubDate>
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         <title>Especialidades envolvidas</title>
         <author>danieltrindadevet</author>
         <link>https://padlet.com/danieltrindadevet/vj596shwcqikgag8/wish/1871686282</link>
         <description><![CDATA[<div>Neste caso de dirofilariose canina esta envolvida de maneira direta a área da clínica médica e cirúrgica veterinária, além da área de medicina preventiva, saúde pública e meio ambiente, por se tratar de uma zoonose, ainda que de pouca incidência da patologia em humanos.<br><br></div><div>Dentro da área da clínica médica e cirúrgica, podemos citar as seguintes especialidades e suas contribuições:<br><br></div><div>·&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Clínica médica de pequenos animais: Com o acolhimento do paciente na clínica, análise dos sintomas e sinais, solicitações de exames complementares e tratamento do paciente.</div><div>·&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Patologia Clínica: Execução e análise dos matérias biológicos, nesse caso o sangue para o hemograma.</div><div>·&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Diagnostico por imagem: Obtenção e análise das imagens de ultrassonografia e radiografia, imprescindíveis para definição do prognostico do animal.</div><div>·&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Cardiologia: execução do ECG e do tratamento de qualquer alteração hemodinâmica causada pelas lesões e presença da filaria na circulação.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-11-06 15:37:55 UTC</pubDate>
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